Categoria(s) do post: Diário da Thais

Vai ser difícil escrever este resumo porque julho foi um mês difícil e quase interminável para mim. Tive muitas dificuldades como ser humano mesmo, enfrentando vários problemas e tendo que assumir uma série de decisões difíceis. Não trabalhei em várias coisas que eu queria, precisei repriorizar muito, o tempo inteiro, e chego ao final do mês com a sensação de que fui atropelada! Eu poderia não falar isso, mas acho importante ser sincera. Procuro sempre trazer o lado positivo das situações aqui para o blog, mas a honestidade ao escrever é fundamental.

Vou começar falando sobre a minha saúde, que melhorou muito desde que descobri que oficialmente tenho uma alergia bem forte à lactose. Desde fevereiro eu estava esquisita e sem saber o que eu tinha, e agora estamos quase batendo o martelo. Digo “quase” porque ainda falta um exame final, ligado ao meu DNA, que vai me dizer se a alergia é apenas à lactose ou se tem algo mais que me faz mal. Eu tenho lido e estudado muito sobre esse assunto e conversado muito com as pessoas, e vi como é comum quase todo mundo ter alguma reação ao tomar leite. A indústria de alimentos está mudando completamente a forma como nos relacionamos com o que comemos, não é?

Desde a minha viagem para Amsterdam, na segunda quinzena de junho, eu tenho tido uma dor de cabeça muito forte, quase diariamente. Enquanto escrevo este post, estou há cinco dias ininterruptos com dor de cabeça. Não é pressão, não é a minha vista. Ainda não descobri a causa exata, mas isso está impactando demais a minha vida, como vocês podem imaginar. Eu não tinha crises de dor de cabeça há pelo menos uns três anos. Sei que qualquer sintoma assim na verdade nos mostra que tem outra coisa acontecendo, mas eu não descobri que “outra coisa” é essa ainda.

Para completar o meu mês, nos últimos dez dias eu descobri que estou com labirintite. Quem já leu a minha história aqui no blog sabe que eu tive uma crise crônica de labirintite há uns 15 anos, que me deixou de cama. Foi assustador sentir os mesmos sintomas, ainda que de maneira mais leve. Então tenho diminuído o café (realmente acho que estava abusando) e buscado mudar algumas coisas na minha rotina de sono e descanso.

Quando eu penso na dor de cabeça e na labirintite, só uma coisa me vem à mente: a qualidade do meu sono. Meu sono ficou meio “estragadinho” desde que voltei de viagem. Não regulei meu sono completamente. É difícil explicar, mas nunca antes um fuso horário mexeu tanto comigo. A sensação que eu tenho é que estou fazendo atividades que vão contra o meu ritmo natural, mas não consegui “acertá-las” ainda.

Nos últimos dias eu fiz um teste de cronotipo (pela Internet mesmo) e descobri que sou do tipo “lobo”. Isso significa que meu melhor horário para fazer atividades como um todo é entre meio-dia e sete horas da noite. Ainda estou aprendendo como isso se relaciona com os ritmos circadianos de maneira geral. Certamente será um tema recorrente nos próximos meses.

Vamos falar um pouco então sobre como foram as minhas atividades este mês, levando em conta a minha situação física descrita acima.

Nós estamos mudando nossos processos dentro da empresa. Ainda tenho MUITO a escrever sobre isso, porque foram (e estão sendo) tantas mudanças! Essas mudanças aconteceram por um mix de motivos. Eu poderia culpar a situação da economia do país e isso já seria suficiente (inclusive tenho feito uma enquete com amigos e conhecidos sobre o nível de desânimo que as pessoas estão de maneira geral este ano no Brasil). Mas, além de estarmos vivendo em um período de recessão da economia e isso afetar todo mundo, minha cabeça mudou muito nessa viagem que fiz para a Holanda.

Sinceramente, viajei para lá muito desanimada e desgostosa do meu trabalho de maneira geral. Não consigo explicar muito no momento, porque acho que preciso de um distanciamento maior até para me entender e então explicar para vocês. Mas foi uma espécie de “descolamento” do meu objetivo profissional maior – de olhar para ele e não me identificar mais. De sentir que todos os objetivos que eu tinha eu já tinha alcançado, e que o que eu queria dali em diante não era de verdade o que eu queria. Pode ser que eu interprete de outra maneira no futuro. Mas, estando lá na viagem, convivendo com tantas pessoas diferentes, saindo um pouco dessa vibe deprê do Brasil no momento, fazendo a minha palestra naquele evento – tudo isso abriu um pouco a minha mente para outras possibilidades, e voltei focada em um nível que eu não via em mim há bastante tempo.

O mês de julho foi o mês então de, praticamente, decidir uma coisa por dia e então dar andamento ao que foi decidido. Mês de ajustes. Tivemos mudanças na equpe. Estamos tendo mudança nas nossas salas, no escritório. Eu estou mudando completamente a formatação do meu trabalho. São muitos pequenos detalhes o tempo todo e isso está tomando toda a minha energia.

Para vocês terem uma ideia, eu revisei a minha lista de big rocks de julho e não fiz metade – não porque não consegui fazer, mas porque as prioridades mudaram completamente. Eu tive que mudar muita coisa no meio do caminho. Além disso, tive que lidar internamente com as mudanças, e não foi fácil (nem está sendo), ainda mais conciliando com a minha saúde.

Não consegui trabalhar muito na minha dissertação. Já vou rever todos os prazos dela. Apenas agora na virada do mês que voltei a ter inspiração para trabalhar nela. Nem consegui pensar no assunto durante o mês todo, frente a outras atividades.

Não consegui retomar meu projeto da auto-escola. Frente a todas as outras coisas que estão acontecendo, tirar carta me parece a menos prioritária delas.

Tivemos um problema de configuração com a nossa ferramenta de envio de e-mails, que até o momento não foi resolvido. Estou aguardando o suporte e contatando diariamente, e espero que seja resolvido nos próximos dias. Mas isso impacta o nosso trabalho de maneira geral.

Resolvi rever toda a minha agenda de cursos, especialmente presenciais, para focar efetivamente nos cursos online e diminuir os cursos presenciais.

Ia participar de dois cursos e tive que adiá-los, por n motivos.

O mês de julho simplesmente “passou”, sabem? Não gosto dessa sensação, mas procuro me apegar às coisas boas que aconteceram, e escrever este resumo me ajuda nisso.

Comecei o mês colocando em prática uma ideia muito legal, que foi: quando alguém quisesse marcar uma reunião comigo, eu marcava um almoço. Isso me permitiria almoçar em um lugar diferente e fazer a reunião de maneira mais leve. Gostei muito de fazer isso e tive almoços-reuniões ótimos no último mês!

Começamos uma nova turma do programa de mentoria e estamos finalizando a turma 1. O programa de mentoria é meu projeto profissional principal, pois ele é muito significativo para mim, e tomei grande parte das minhas atividades este mês.

No começo do mês, no primeiro final de semana, tivemos a turma 2 do workshop de Planejamento de Vida – meu curso “xodó”, como gosto de dizer. Um curso que levei anos para criar e traz um conteúdo bastante autoral sobre planejamento de vida – chamo de “coaching de um dia”. Essa turma foi muito legal. Fiquei feliz. A próxima turma será em novembro, já com metade das vagas preenchidas.

Nas duas primeiras semanas eu consegui trabalhar focada na minha dissertação e nos artigos pendentes relacionados ao meu momento no mestrado. Ainda bem, porque nas semanas seguintes não mexi mais nisso, foi complicado.

Consegui ter mais dias de folga, o que foi ótimo. Como comentei, cancelei dois cursos que eu participaria – um seria em um final de semana e, outro, uma semana inteira. Frente a todas as outras coisas que eu precisava fazer, achei que valeria mais a pena cancelar para conseguir descansar, e isso foi acertado.

Fui com a família passar um final de semana em Campos do Jordão (SP) durante o Festival de Inverno, que sempre é muito gostoso. Eu teria ficado uns quatro dias. Adoro Campos do Jordão.

Também consegui ver meu marido fazer um show aqui em SP em um espaço aberto e durante o dia, de modo que combinamos com outros amigos de levarem seus filhos etc, e isso foi muito gostoso.

No último final de semana do mês, ministrei com a Marta (minha colega instrutora de GTD) o curso de Fundamentos do GTD aqui em São Paulo. Na semana anterior, também dividimos um treinamento in company de GTD em uma empresa, com uma turma de trainees que foi muito legal. A próxima turma com inscrições abertas para um curso de GTD será no final de agosto, em São Paulo. Veja as datas aqui.

Alguns posts que foram meus preferidos aqui no blog este mês:

Posts mais técnicos, também importantes:

Fiquei muito satisfeita com o conteúdo do blog este mês!

Quando eu paro para analisar o mês de julho, vejo que consegui avançar com bastante coisa, como em todos os meses. Mas, para mim, foi um mês bem chave, em diversos aspectos. Agosto está chegando, para mim, com um foco diferente, que pretendo falar nos próximos dias. Foco tem sido meu tema mais forte e recorrente. Nunca trabalhei e vivi tão focada. Isso tem seus prós e contras.

E você, o que fez no mês de julho? Como foi esse mês para você?

Categoria(s) do post: Plenitude & Felicidade

“Preciso ter um propósito de vida para ser uma pessoa organizada?”
“Não.”

“Preciso ter um propósito de vida para encontrar propósito nas pequenas coisas?”
“Não.”

Eu acredito no poder do propósito de todas as nossas atividades, muito mais do que acreditar em um propósito maior que norteie toda a nossa existência. (tenho um texto onde compartilho como descobri meu propósito)

Quando eu paro para pensar no meu propósito no mundo, diversas observações vêm à minha cabeça. Elas podem mudar? Talvez. Eu realmente não sei. Se eu definisse um propósito de vida aos 15 anos de idade, ele ainda seria o mesmo? Também não tenho como dizer algo assim, que nunca vivi.

O fato é que a organização me ensinou que o poder de definir algo desse tipo – propósito, um objetivo de curto ou longo prazo – é o efeito que isso tem na minha vida hoje, e não que ele represente um “estado ideal” que em algum momento da minha vida eu quero chegar. Ele impacta na minha motivação (ou na falta dela) hoje.

Ter como propósito cuidar do legado do David em língua portuguesa me traz clareza em muitos aspectos no que diz respeito ao meu trabalho com o método GTD.

Ter como propósito ajudar as pessoas a serem menos estressadas direciona minha vida profissional como um todo, mas a pessoal também.

No dia a dia, vez ou outra precisamos tomar decisões importantas. E a vida é super complexa – sempre acrescenta elementos que tornam as decisões mais difíceis. Ter uma noção do propósito de todas as coisas pode ajudar e muito em qualquer processo de decisão. (tem até texto sobre isso aqui no blog)

Meus últimos dois meses foram meses de decisões exaustivas. Ter que passar por elas me exauriu completamente. Foi tanta coisa que aconteceu que ainda nem consegui sentar e escrever com clareza sobre todas aqui no blog (mas está tranquilo, tudo a seu tempo). Mas, se não fosse uma clareza de propósitos diversos, tais decisões teriam sido ainda mais difíceis.

Eu escolhi falar sobre autocuidado este mês no blog porque eu realmente precisava disso. Eu precisava focar em cuidar um pouco mais de mim, porque me maltratei pacas nos últimos meses. Tive um problema de saúde, que desencadeou todo um processo de alergias, que só agora está um pouco mais sob controle. O semestre foi pesado, em termos de trabalho e conciliar com o mestrado. Precisei ser meio espartana em alguns relacionamentos, porque eu não tive como manter na minha vida algumas pessoas, por n questões. (Também conheci pessoas novas incríveis e iniciei relacionamentos legais, mas todo relacionamento novo é um investimento e, de certa maneira, exaure um pouco também). Estou olhando para mim com mais carinho e menos cobrança.

Na prática, o propósito é o que te tira da cama de manhã. Pode ser o propósito maior ou o propósito da pequena atividade que você fará quando levantar. Não importa. O importante é ter um propósito. O que te tira da cama de manhã? Comece por aí.

Categoria(s) do post: Plenitude & Felicidade

Estamos vivendo em uma era em que aparentemente só importa se você estiver sempre crescendo e avançando.

Diariamente, recebemos mensagens nas redes sociais sobre a importância do crescimento, da evolução, do avanço.

E sim, eu acho que são coisas importantes. Também acho que crescimento, evolução e avanço possam significar avanços espirituais, evolução como ser humano, crescimento em relação ao que sente etc. Mas, de modo geral, não é essa a abordagem. A abordagem é a de: se você não estiver evoluindo, buscando novos objetivos, querendo ser melhor do que você é hoje, especialmente materialmente, você está morrendo, decaindo, falindo.

Essa cobrança é exaustiva para qualquer ser humano.

Tenho cada vez mais voltado as minhas pesquisas, leituras e estudos para o olhar mais compassivo a termos com nós mesmos. Estou lendo atualmente um livro que fala sobre 14 hábitos destrutivos que especialmente as mulheres têm, justamente por essa cobrança externa e interna que vivenciamos em sociedade. A leitura tem sido um grande aprendizado (não se preocupe, falarei sobre o livro assim que terminá-lo).

Pensando em um cenário maior, hoje temos em nosso país uma margem de 13 milhões de pessoas que estão sem emprego e cerca de 25 milhões que trabalham fazendo bicos, em atividades intermitentes ou precarizadas de maneira geral. A maioria das pessoas que trabalha como MEI é na verdade uma margem formalizada de trabalhadores precarizados.

Isso não é só no Brasil. É uma tendência mundial do mundo do trabalho. Mas no Brasil tudo se intensifica porque é nosso local de fala, é onde vivemos, onde convivemos com as pessoas. Onde temos questões e falhas econômicas e como sociedade. Ao meu redor, na minha família e roda de amigos íntimos, poucos são os que não estão nessa situação difícil. Ou estão desempregados, ou trabalham de maneira informal. Essa é a realidade das pessoas.

Torna-se cruel você chegar com um discurso sobre crescimento e evolução quando a pessoa se sente mal por não ter emprego ou mal conseguir pagar suas contas. Ou então a pessoa até está bem, quer simplesmente curtir um pouco a vida, mas mesmo assim recebe cobranças sobre crescimento e evolução. Sabem? Dá para evoluir e crescer em vários aspectos, não necessariamente envolvendo o crescimento material, o ser promovido, o alcance de metas elevadas.

Não me entenda mal. Sou a favor de metas e objetivos. Eu mesma tenho vários deles e alimento-os diariamente. Para mim, é uma prática que faz bem. Mas mesmo eu tenho uma abordagem um pouco mais leve com relação a esses elementos. Não os vejo como uma obrigação, mas como uma reflexão de cenário – do que quero construir para a minha vida. Mesmo assim, diariamente eu recebo perguntas como: Quantos livros você lê por mês? Quantos projetos você tem? Quantos objetivos você alcançou este ano?

Gente, isso não importa em absolutamente nada. Não é essa a métrica importante. A única métrica que importa é se você está feliz. E você pode se sentir feliz em qualquer situação – mesmo naquelas em que algumas pessoas considerem de “não crescimento”.

Muitas vezes, a melhor maneira de crescer e evoluir é dar um passo para trás. Isso não é demérito nenhum. É a sabedoria de conhecer sua situação, se conhecer, entender as tendências, o cenário onde atua, e estrategicamente decidir esperar ou voltar atrás em algumas questões. Às vezes você simplesmente precisa de um tempo. E tá tudo MUITO bem. Não deixe ninguém fazer você se sentir mal por conta de uma decisão que diz respeito apenas a você.

Categoria(s) do post: GTD™

Esta é uma dúvida comum que surge sempre que eu publico um post contando que migrei de ferramenta, então achei que valeria a pena publicar um post para que ficasse como referência.

Vale começar dizendo que eu não migro tudo, e sim as listas, que são:

  • Próximas ações
  • Projetos
  • Algum dia, talvez
  • No máximo checklists

A maior parte dos arquivos, que são informações de referência e de suporte a projetos, ficam em suas ferramentas diversas. Tenho arquivos no Evernote (maioria, prefiro, como padrão), Google Drive (coisas da Call Daniel), Dropbox (fotos, vídeos e arquivos maiores) e Mind Meister (mapas mentais). Não tem motivo para migrar esses. Então, quando falo em migração, estou me referindo às listas de “afazeres”.

Eu faço a migração completa em uma única revisão semanal um pouco mais demorada, mas de uma só vez. Algum dia talvez pode demorar um pouco mais, e tá tudo bem (porque não são coisas do dia a dia, mais urgentes), e checklists eu migro conforme vou precisando delas. É bem rápido e sem traumas.

Migrar as listas é maravilhoso porque me permite fazer uma revisão bem completa e uma “limpa” geral, enviando para a nova ferramenta apenas aquilo que ainda quero manter, da maneira mais atualizada possível.

Espero que este post tenha deixado claro meu processo, mas caso tenha alguma dúvida sobre algo que não comentei aqui, deixe um comentário. Obrigada.

Categoria(s) do post: Dicas de produtividade

Hoje eu gostaria de falar sobre uma técnica de produtividade que gosto muito.

“Most important tasks” = “tarefas mais importantes”

A ideia original se trata de, diariamente, você definir as 3 tarefas mais importantes que você precisa fazer. Aquelas que, se chegar ao final do dia tendo concluído, você se sentirá satisfeita/o.

Essa tática conversa com o GTD™ também, porque nos ajuda a ter foco apropriado.

No GTD™, a gente foca no que estiver no calendário e nas próximas ações diariamente.

Para mim, as MITs geralmente são:

  • resolver algum problema que está me preocupando
  • trabalhar em um projeto-chave que vai fazer andar muita coisa
  • antecipar algum prazo

Veja, todo mundo tem muita coisa para fazer – eu sei disso. Mas as coisas têm importâncias diferentes. E, se a gente deixar, até o final do dia fica só apagando incêndio e deixa de lado tarefas realmente importantes. Estabelecer desde o início do dia as “metas do dia” ajuda a configurar mentalmente o foco.

Você pode anotar em um post-it, na sua agenda, no seu Bullet Journal, onde quiser. Eu gosto de anotar no Bullet Journal como “foco do dia”. Às vezes, nem defino três, mas apenas uma. Me ajuda bastante, de fato, com relação ao foco.

As perguntas para você definir suas MITs podem ser:

  • Quais são as três coisas mais importantes que eu preciso fazer hoje?
  • O que, se eu concluir hoje, vai fazer TODA a diferença na minha vida ou no trabalho?
  • Qual deve ser meu foco hoje?

Se você quiser ir na produtividade nível faixa preta, tente concluir suas MITs antes das 11 horas da manhã. É uma boa prática.

Você já usou essa técnica? Por favor, compartilhe suas percepções nos comentários.

Categoria(s) do post: GTD™

Desde setembro do ano passado eu venho ensaiando uma migração de listas para o OmniFocus, um programa que só existe para dispositivos da Apple e é um velho conhecido de quem usa GTD™. Motivo: testar a ferramenta. Como professora da metodologia, é meu papel testar para poder ensinar quem usa. Queria testar esse que é um dos queridinhos de quem já é usuário do GTD™ há mais tempo.

GTD™ é a sigla para “Getting Things Done”, método de gerenciamento da vida que eu utiizo. Leia mais aqui.

Não foi amor à primeira vista. Instalei o OmniFocus em 2015, quando fui para Amsterdam tirar a minha primeira certificação do GTD™. Não consegui usar. Achei quadradão, simplão. Ano passado, em setembro, durante a minha certificação do Nível 3 e todos os insights que eu tive durante o curso, achei que seria uma ótima oportunidade para mudar. Fiz toda a migração da lista de projetos e de próximas ações, estava achando lindo, mas no aeroporto de volta para casa, algum problema na sincronização fez com que o banco de dados simplesmente zerasse e eu perdesse TODAS as informações. Eu fiquei tão frustrada que desisti da ferramenta, pelo menos naquele momento.

De volta ao Brasil, depois de algum tempo resolvi ensaiar aos poucos uma nova tentativa, e já faz alguns meses que estou usando a ferramenta. Quando eu percebo que não estou mais “pensando na ferramenta”, é porque ela está rodando bem, então sei que é hora de fazer um post no blog compartilhando como estou fazendo.

Uso a configuração oficial sugerida pela David Allen Co. através do seu guia (disponível para compra online; também tem de outras ferramentas).

Como TODA ferramenta, existem diversas maneiras de você personalizar o seu uso para o GTD™. É importante dizer que nunca nenhuma única ferramenta vai gerenciar todo o seu sistema do GTD™, que é essencialmente híbrido. Por mais que você use o OmniFocus, ou o Todoist, ou outra, para suas listas, ainda assim você precisará gerenciar seus e-mails e calendário, por exemplo. Além disso, não existe “ferramenta perfeita”, e sim aquela que você gosta mais de usar (esse ponto é importante para te manter motivado no uso da mesma).

O OmniFocus tem uma barra lateral onde ficam os principais recursos dele. Vale dizer que eu uso de maneira muito simples até então. Existem usuários muito mais avançados, que utilizam outros recursos e até extensões da ferramenta (existe uma que parece ótima para cronogramas).

Caixa de entrada

Os itens da caixa de entrada representam as capturas que ainda não foram processadas. São ideias, apontamentos, lembretes que vou capturando ao longo do dia e, aos poucos, vou esclarecendo e organizando nos locais mais apropriados do meu sistema.

Projetos

Projetos no GTD™ são definidos como resultados desejados que levam múltiplos passos para serem concluídos em até um ano. A lista de projetos funciona como um índice dos projetos que estão em andamento (no GTD™, os projetos que não estão em andamento ficam em uma categoria chamada “Algum dia / talvez”).

Dentro da aba de projetos do Omni, eu criei algumas pastas para as categorias distintas: — (para ações avulsas), Projetos (para projetos mesmo), Algum dia / talvez (para incubados) e Referência (para listas como checklists e outras).

O número médio de projetos em andamento de uma pessoa que usa constantemente o GTD™ acaba ficando entre 30 e 100. Eu tenho 68 projetos em andamento no momento.

Se um projeto não tiver uma próxima ação definida, ou eu não quiser dar foco a ele no momento, ele pode ser movido muito facilmente para a categoria de algum dia, talvez. Isso é uma das coisas que eu mais gosto no OmniFocus – é fácil e descomplicado migrar as coisas de lugar. Se eu arrasto um projeto para dentro de outro, ele vira uma tarefa automaticamente, sem eu ter que ficar mudando a natureza do item, como ocorre no Todoist, por exemplo.

Ações que não sejam associadas a nenhum projeto ficam dentro da lista —. Ações associadas a um projeto ficam dentro da “pasta” do projeto em si, mas eu não visualizo por ali, e sim pelas etiquetas de contextos (que falarei a seguir).

Meus projetos são revisados tipicamente na revisão semanal, a não ser que algum projeto chave chame mais a atenção e eu precise revisar mais vezes, de maneira espontânea. As listas de próximas ações são verificadas diariamente.

Os projetos nunca são executados, e sim suas ações. Eles apenas representam resultados, “pontos finais”, que alcançamos quando todas as ações forem executadas. Bons nomes de projetos envolvem verbos e clareza no resultado. Exemplo: em vez de “férias”, “organizar férias para Acapulco em dezembro/2019” é um bom nome.

Etiquetas

No OmniFocus, as listas de próximas ações ficam armazenadas na seção de etiquetas / tags. Vale lembrar que uma próxima ação é a próxima ação física e visível que você consegue executar para mover qualquer situação adiante – seja ela um projeto, um objetivo, ou até mesmo uma única ação avulsa. Não é sinônimo de “tarefa”.

As listas de próximas ações são as listas que devemos revisar diariamente para executar o que precisa ser feito. Você revisa diariamente para escolher, dentro do que for mais prioritário, aquilo que quer ou deve fazer. Para melhorar essa experiência, o David sugere organizar essas listas por contextos – lugares que você precisa estar ou ferramentas que precisa ter para executar determinadas ações em conjunto. Pense em blocos de tempo, mas em vez de colocar no calendário, você cria uma lista.

Esses contextos podem ser personalizados para a sua vida. Eu vivo mudando, justamente para estar sempre adequado ao que vivo. Atualmente, trabalho com os seguintes contextos:

Manhã em casa traz todas as atividades que preciso fazer pela manhã – geralmente as mais importantes e que demandem maior concentração e cuca fresca. Os contextos refletem a minha realidade atual, vale dizer.

Comunicações é a lista onde agrupo todas as ações de quando me abro para o mundo, geralmente perto do horário de almoço e logo depois dele, quando paro para processar mensagens e e-mails.

A lista de coisas para fazer em trânsito tem ações que preciso executar quando sair para almoçar, quando estiver circulando etc.

Rotinas da tarde traz ações que preciso fazer quando já estou mentalmente mais cansada, mas consigo fazer nesse contexto, antes de encerrar o dia.

Ritual de transição entre a tarde e a noite traz ações mais rapidinhas que posso fazer antes de encerrar o meu dia.

Noite offline traz boas ações de estudos ou coisas que preciso fazer em casa que não envolvam Internet ou telinhas.

Aguardando traz tudo o que estou aguardando o retorno de terceiros.

É comum ter próximas ações avulsas e próximas ações que contribuam com projetos. No dia a dia, nem olho meus projetos, apenas as ações. Vou executando e alimentando as listas conforme vou vivendo. Na revisão semanal, garanto um olhar melhor sobre os projetos em si, acompanhando seu andamento.

Listas comuns do GTD™

Existem 10 listas que são as mais comuns para quem começa a usar o método:

Próximas ações:

  • Assuntos a tratar
  • Qualquer lugar
  • Telefonemas
  • Computador
  • Rua
  • Casa
  • Escritório
  • Aguardando
  • Algum dia, talvez
  • Projetos

Se você estiver começando no GTD™, comece criando as listas acima na sua ferramenta de preferência. No OmniFocus, mostrei acima como fazer.

Meus contextos são personalizados, mas eu gosto dos contextos sugeridos originalmente pelo David. Acredito que funcionem bem. Eu só personalizei porque neste momento me sinto melhor fazendo assim.

Conclusão

Gosto de como o OmniFocus é confiável e isso é importante para mim em uma ferramenta. Apesar de ter tido aquele problema de sincronização no início, acho que foi alguma burrada que eu devo ter feito, e não problema da ferramenta em si. Não tive mais problemas depois daquilo.

A versão offline dele funciona muito bem, e isso para mim é importante.

No entanto, o que me incomoda no Omni é o visual muito chapadão, de listas. O Trello e o Evernote me deixaram mal acostumada com as possibilidades de customização visual, especialmente o Trello, com as imagens de fundo. Então não sei se vou me manter no programa, mas por enquanto ele está me atendendo bem. E nem terminei de passar todas as checklists para ele (ainda em andamento).

Mais alguém usa o OmniFocus para o GTD™? Como vocês poem ver, meu uso é básico e simples, como a metodologia, e me atende bem, mas sei que, como em toda ferramenta, há recursos incríveis que desconheço e que podem melhorar a experiência. Se souber de algo, por favor, compartilhe. Obrigada!

Categoria(s) do post: Criatividade

Hoje eu quero compatilhar uma “técnica” (se é que posso chamar assim) que aprendi lendo Napoleon Hill e que também é uma excelente ideia para se pensar antes de dormir. Ele chama de “conselheiros invisíveis”.

Não lembro onde li essa referência pela primeira vez, mas atualmente estou relendo o “Pense e enriqueça” em uma versão nova que foi relançada, e me deparei com a ideia em um dos capítulos.

Em resumo, ele agrupa em uma sala (na imaginação) as pessoas que ele admira. Ford, Copernico, Sócrates, Dale Carnegie – gente de todas as épocas e tipos, desde que ele se identifique com o pensamento dos caras. E ele imagina que estão todos sentados em uma mesa de reunião esperando ele chegar para trazer o “assunto da vez”. Quando ele tem dúvidas sobre algum tema importante, ele leva ao tal “conselho” em sua imaginação e, por conhecer os avatares, ele consegue imaginar como se daria a reunião e o que aconselhariam a ele.

Ele chama o resultado dessa reunião de sexto sentido. Maravilhoso.

O procedimento é o seguinte: toda noite, antes de dormir, deve-se fechar os olhos e imaginar essa sala de reunião com os seus supostos mentores. Ali você tem a possiblidade de se encontrar com eles e apresentar um tema para discussão.

Acho essa ideia divertidíssima e tenho feito desde que li pela primeira vez! No meu conselho eu tenho pessoas como Steve Jobs, Joana D’Arc, David Allen, Dumbledore, Mark Zuckerberg, Martha Stewart etc. Eu acho sensacional, além de divertidíssimo! É um exercício de imaginação e de criatividade que realmente traz bons insights, e eu quis compartilhar hoje com vocês.

Alguém já tinha lido? Já testou a ideia? Deixe um comentário. 🙂

Categoria(s) do post: Ferramentas de organização

Quando eu voltei a usar Bullet Journal, comecei a pesquisar inspirações na Internet para as coleções e páginas de logs.

Uma ideia de coleção que achei e gostaria de compartilhar, porque pode ser usada independente de ser em BuJo ou não, é a a ideia de você criar uma lista para fazer algo de legal por você todos os dias. Considero uma forma simples de autocuidado, tema do mês aqui no blog.

Em resumo, trata-se de criar uma lista simples com os dias do mês e, diariamente (e não todos de uma vez), no início do dia, você registra algo de bom que gostaria de fazer por você naquele dia. Pode ser algo simples como dar uma volta na livraria na hora do almoço ou fazer uma automassagem no rosto antes de dormir. Todos os dias, algo assim.

Ao final do mês, você terá uma lista de pequenas coisas que fez por você.

Mais uma vez: não é porque a ideia nasceu para Bullet Journal que não pode ser realizada em outro formato. Você pode adaptar a qualquer ferramenta que você usar.

Achei a ideia muito simples, mas bem legal. Testei durante um mês e gostei da experiência, por isso compartilho a ideia por aqui. Espero que goste. 😉

Categoria(s) do post: Carreira

Há cerca de um mês, eu estive em Amsterdam para participar do evento GTD Summit, um evento único global de fomento ao método GTD™ – o método de gerenciamento da vida que eu utilizo.

Em setembro do ano passado eu fui informada da possibilidade de participar como palestrante, mas o convite oficial veio apenas em janeiro, quando eu efetivamente comecei a me preparar.

Não houve pedido de assunto específico, e sim um tema geral, em aberto, que todos os convidados a serem palestrantes poderiam interpretar à sua maneira: como você usa o GTD™ para criar espaço na sua vida e fazer o que quiser? Esse direcionamento chegou apenas alguns meses depois – acredito que um mês antes do evento em si, mais ou menos, então esse foi o tempo que eu levei para preparar a apresentação.

Photo by Dan Taylor

Meu preparo começou em janeiro em algumas questões, como a prática mais intensiva do inglês e também as técnicas de apresentação – postura, movimentação, contação de histórias etc.

Quando falo em “preparo intensivo” do inglês me refiro a estudar e treinar diariamente, de diversas maneiras. Vendo filme sem legenda, lendo artigos na Internet, fazendo reuniões em inglês e treinando leituras em voz alta (pronúncia).

É claro que esse preparo jamais poderia ter sido feito em apenas alguns meses. Desde que comecei a trabalhar como palestrante, há uns seis anos, venho estudando e praticando intensamente essas técnicas. Todos esses anos de estudos e práticas me ajudaram a ter mais segurança no palco hoje em dia. Não foi algo que aconteceu da noite para o dia.

O mesmo vale para o próprio idioma. Eu não comecei a estudar inglês em janeiro. Estudo inglês desde sempre – talvez não mais do que o português, mas há muitos anos. Por não ser meu idioma nativo, claro que há dificuldades. Então o que me ajudou, de verdade, foi praticar fluência diariamente e ir corrigindo, estudando, os aspectos gramaticais mais pontuais. Ler bastante revista, livro, reportagens em inglês ajudou com o vocabulário.

Tenho incorporado há alguns meses uma recomendação do Mairo Vergara, que é usar um aplicativo chamado Anki para guardar palavras em inglês e revisá-las diariamente. É bem legal porque, enriquecendo seu vocabulário, a fluência vai ficando muito mais fácil.

E, o mais importante: você tem que ser foda no conteúdo que quer passar. Você tem que ter algo relevante para compartilhar. É isso.

Photo by Dan Taylor

Ao ter o direcionamento do tema, eu comecei pelo propósito: o que quero que os espectadores sintam ao final da minha apresentação? A resposta: quero que eles saibam que o GTD ajuda a gente a fazer tudo o que a gente quiser, mas não tudo ao mesmo tempo. Temos muitos papéis e atividades, e podemos tender a enlouquecer se quisermos abrigar tudo. Então quero passar uma ideia de conforto, de “sinta-se abraçado”, tenho mil coisas pra fazer também, mas com priorização a gente consegue ir abrigando o que é prioridade, aos poucos.

Estabeleci alguns princípios para a apresentação. Gostaria que ela fosse inspiradora, mas também bem-humorada.

Dediquei os próximos dias então para me permitir capturar quaisquer ideias que me viessem à mente que eu poderia abordar. Reli meu livro sobre apresentações no TED e outro sobre palestras do Steve Jobs para ver se tinha ideias de “momentos” na apresentação. Essa releitura foi útil porque me deu muitas ideias. Ia colocando todas em post-its, na parede do meu home-office. Esse processo criativo durou em média uma semana, não mais do que isso.

Depois que já tinha capturado as ideias que considerava suficientes, tentei “escrever uma história”. Acredito que toda apresentação na verdade conte uma história. E só depois de ter essa linha da história em si é que comecei a pensar nos slides.

Não gosto de slides com textos, em que o apresentador simplesmente lê o que está ali. Gosto de ter um slide que mostre legal o tema visualmente, e aí eu desenvolvo falando. Esse é o meu estilo. Devem existir outros. É o que funciona bem para mim.

Montei os slides e, com base neles, redigi o script de cada um deles em uma ficha 3×5, uma para cada slide. Tudo em inglês, pois assim fui condensando a minha fala e também me permitiria treinar.

Uma vez finalizados os slides e esse script, eu treinava diariamente, em voz alta. Toda janela de tempo, todos os dias, eu aproveitava para tirar as minhas fichinhas do bolso e treinar a fala em voz alta. Não apenas para decorar, mas para corrigir pronúncias mais complicadas e verificar como o conteúdo “soava” em voz alta. Em alguns momentos, eu até cronometrava quanto tempo eu levava para falar todas as fichas, procurando sempre ficar dentro do tempo estimado para a minha apresentação.

Photo by Dan Taylor

Vale dizer que as palestras do evento foram curtas – no máximo 20 minutos, como as do TED. A minha teve 5 minutos. Era um sopro. Por isso, quis ir na base da inspiração e do bom-humor, mas trazendo um conteúdo relevante em tão pouco tempo. Acredito que tenha conseguido! Muitas pessoas vieram conversar comigo depois da apresentação, ao longo do evento, dizendo que se sentiram tocadas com o que falei, e que adoraram os elementos de humor que usei (falei sobre o meu filho, falei sobre a Arya Stark, citei uma música do KISS, enfim!).

Toda apresentação é a forma como você externaliza quem você é dentro de um determinado contexto de vida, que envolve o conteúdo que você quer passar, seu amadurecimento naquele assunto, sua idade, seu momento, sua babagem. No meu caso, faz parte de mim colocar elementos de cultura pop porque eu sou essa pessoa. Encontre quem você é para criar as suas.

Infelizmente a palestra não pode ser transmitida em outros meios porque ela pertence à propriedade intelectual do evento. Era possível se inscrever e assistir via streaming, caso tivesse interesse, mas depois do evento não tem mais como. Eu acredito que, depois de um tempo, talvez eu possa disponibilizar o arquivo. Avisarei, se acontecer.

Subir em um palco para ministrar uma palestra em inglês, em um evento internacional, para pessoas que não te conhecem (em sua maioria), foi realmente um desafio. Senti um frio na barriga gostoso que eu não sentia faz tempo, e isso mudou muita coisa dentro de mim. Na verdade, se você faz algo que te deixa na zona de conforto o tempo todo e não sente esse friozinho na barriga faz tempo, questione. Foi isso o que eu aprendi, entre outras coisas, fazendo essa palestra.

Um marco de vida, com toda a certeza. <3

Categoria(s) do post: Tecnologia

Outro dia comentei no meu Twitter pessoal que tenho voltado a usar receitas do IFTTT para automatizar alguns processos no meu dia a dia. Muitos seguidores do perfil me pediram para compartilhar as receitas que tenho usado, então este post serve para isso.

IFTTT, ou “If this, then that” (em inglês “se isso, então aquilo”) é um site maravilhoso, inventado por uma alma caridosa, com recipes (receitas) de aplicações na web (hoje em dia eles chamam de “applets”). Ainda complicado? Vou listar aqui as minhas recipes favoritas no site e aí acho que vai ficar mais fácil de entender:

Blog > Redes sociais

Acho que as principais receitas dizem respeito ao blog. Toda vez que eu publico um post, ele será divulgado no: Twitter (meu e do blog) e Facebook (meu e do blog). Isso me ajuda a não precisar fazer tudo manualmente, todos os dias.

Blog > Trello

Eu organizo os meus calendários editoriais no Trello. Tenho um quadro para cada canal (blog, Instagram, YouTube), e assim consigo ter um controle e uma catalogação do que já foi publicado, assim como planejar conteúdos futuros. Pois bem, tenho receitas que fazem o seguinte – quando eu publico um vídeo, crio um cartão no Trello para a coluna de “vídeos publicados”. Isso me ajuda na catalogação.

Redes sociais > Redes sociais

Como otimizar essas publicações? Tenho receitas como: se eu publicar uma foto no Insta, ela entra no Twitter do blog também.

Tenho receitas para postar, especialmente no Twitter do blog. Por exemplo, toda segunda eu posto um lembrete de cadastro na newsletter, pois é o dia que a newsletter sai. Toda semana também entra um lembrete sobre o curso de introdução. Vou criando aos poucos, quando sinto necessidade, essas mensagens.

O mesmo vale para postar um “planeje sua semana” toda semana no Facebook, por exemplo. Dá para abusar da criatividade aqui.

Redes sociais > Organização

Toda vez que posto uma imagem no Instagram, ela é arquivada no Dropbox.

Toda vez que publico um post no blog, ele é arquivado no Evernote.

Essas receitas de organização me ajudam a fazer backup dos arquivos sem que eu precisa efetivamente dedicar meu tempo para fazer isso.

Foto no Facebook > Foto no Twitter

Quando atualizo minha foto do perfil no Facebook, atualiza no Twitter também. Eu gosto de manter um padrão nas fotos para as pessoas que me procurarem saber que é a mesma pessoa. Identidade visual, coisa de publicitária, basicamente.

Minha recomendção é que você crie uma conta no site e navegue através dos serviços que você possui, para criar receitas que facilitem a sua vida. Tem muitas ideias lá que você pode aproveitar. 🙂

Se quiser, deixe um comentário recomendando algumas que você gosta e usa. Obrigada!

Categoria(s) do post: Diário da Thais

Demorei para publicar esse post. Gosto de escrevê-lo quando vira cada estação, pois é meu gatilho mental para esse tipo de análise. Mas, entre maio e junho, minha cabeça passou por algumas transformações importantes. Me sentia desconectada com o meu objetivo principal definido. Estava meio em crise (de leve) com ele, me dando tempo para reestruturar as coisas. Então estou exatamente nesse momento, mas durante a viagem que fiz um montão de conexões foram feitas na minha cabeça. Voltei concentrada, focada e com outros objetivos em mente.

Todos eles ainda estão em formatação, sendo desenhados. E eu também publiquei um post onde falava sobre essa revisão atual, onde explicava mais ou menos como estavam no momento, e achei que o post em si seria suficiente. Mesmo assim, achei que valeria a pena trazer aqui um resumo dos objetivos e dos projetos que concluí no segundo trimestre do ano, pois já virou meio que uma tradição para mim.

Objetivos alcançados

  • Trocamos de carro, como já comentei no outro post.
  • Inauguramos a nossa própria sala para treinamentos. Também falei no outro post.
  • Palestrar no GTD Summit, em inglês, um evento internacional, foi um objetivo muito importante que alcancei. Um grande marco na minha vida. Me ensinou muitas coisas sobre mim, sobre o meu trabalho e sobre o que quero para a minha vida daqui em diante. Ainda pretendo falar mais sobre essas percepções em posts futuros.

Tenho outros seis objetivos de curto prazo que pretendo alcançar ainda este ano. Três deles são apenas desejáveis para este ano. Os outros três eu estou focada. Continue acompanhando nos próximos posts de resumo dos trimestres, quando falarei mais sobre eles. 🙂

Projetos concluídos

Considero projeto tudo aquilo que quero concluir e que leva mais de um passo, em um horizonte de até um ano (essa definição vem do método GTD™). Por isso, projetos vêm e vão com muita agilidade. Não conseguiria listar todos aqui, e alguns são deveras pessoais para compartilhar, mas acredito que o apanhado abaixo já descreva bem como foi o trimestre:

  • Organizar as comemorações do aniversário de 9 anos do Paul
  • Voltar para a academia
  • Concluir as disciplinas obrigatórias do mestrado
  • Submeter os documentos de todos os créditos do mestrado
  • Finalizar a minha pesquisa de campo para o mestrado
  • Participar do Seminário Internacional de Midiatização na UNISINOS
  • Organizar viagem para Amsterdam e o GTD Summit
  • Organizar viagem e turma aberta do GTD no Rio de Janeiro
  • Organizar viagem e turma aberta do GTD em Belo Horizonte
  • Reiniciar estudos de inglês com foco em conversação
  • Concluir exames médicos
  • Implementar um sistema de automatização das notas fiscais da empresa
  • Finalizar novos modelos de contratos da empresa
  • Concluir declaração do IR (pessoa física e jurídica)
  • Organizar viagens diversas que fiz em maio
  • Novo setup de óculos de grau
  • Publicar checklist de organização no blog
  • Publicar e-book de introdução ao método GTD™
  • Publicar curso de introdução à organização
  • Publicar aula de introdução ao GTD™
  • Preparar apresentação para o GTD Summit
  • Publicar agenda de cursos na Oficina de Organização
  • Organizar a nova turma de mentoria para o segundo semestre
  • Organizar celebrações dos 20 anos juntos (meu marido e eu)
  • Configurar a sala da Oficina
  • Resolver algumas questões importantes sobre a equipe na empresa
  • Organizar minhas contas e novo fluxo como pessoa física
  • Organizar processo de locação da sala da Oficina para os instrutores da Call

Eu fiz coisas pacas nesse segundo trimestre. Vale dizer que não concluí VÁRIAS que queria ter concluído, mas que estão em andamento. Paciência, a vida é um eterno reajuste de foco e prioridade. Está tudo bem.

Sinceramente, achei um trimestre estressante. Julho está muito mais calmo e tranquilo, assim como o segundo semestre. Eu sabia que o segundo trimestre seria o mais cheio do ano e me preparei para ele. Agora, é outro ritmo. 😉

Categoria(s) do post: Saúde, Viagens

Continuando a série de posts sobre a minha última viagem internacional, um ponto muito sensível para mim e que demanda uma certa organização é a questão do fuso horário. Nessa minha última viagem, a diferença era de cinco horas. Não parece muito, mas o fato de ser verão na Europa fazia com que o dia anoitecesse por volta das 23h. Tudo isso bagunça os ciclos circadianos do corpo e, estando em um horário diferente, mexe demais com a nossa disposição.

Eu sou uma pessoa que sofre muito com fuso horário. Demoro uns quatro dias para me acostumar e, quando finalmente me adapto, já é hora de voltar. Nessa última viagem, fiquei com dor de cabeça praticamente todos os dias. Quando voltei para o Brasil, a dor de cabeça durou mais alguns dias também. Não foi fácil.

De qualquer maneira, existem estratégias que faço que são simples e que me ajudam a não ficar pior do que isso. E, se não fosse por elas, certamente eu ficaria acabada. Vamos às dicas então:

#1 Colocar o relógio de pulso no horário do destino assim que entro no avião. Isso me ajuda a tentar programar as sonecas ou períodos de descanso de acordo com o horário local. Não que eu vá conseguir mudar meu ritmo rápido assim, mas ajuda.

#2 Não dormir quando chego no destino. Eu espero até a hora certa de dormir. Por exemplo, se eu chego às 14h no destino, mesmo que não tenha dormido no avião, eu seguro as pontas até a hora de dormir – pelo menos umas 22h. Isso me ajuda a “forçar” o horário certo de dormir, mesmo que ele não seja natural para mim.

#3 Forço o horário de acordar também. Se eu deixar sem um horário certo de acordar, a tendência é dormir mais e já desajustar tudo. Acho muito chato ter que acordar quando seu corpo pede para dormir mais (e você até poderia), mas no conjunto faz bastante diferença, pois regula o horário para conseguir ir dormir de noite no horário certinho.

#4 Melatonina ajuda. 2h da manhã na Holanda eram 21h no Brasil. Ou seja, eu poderia estar acesa, sem sono total. Tomar melatonina ajuda bastante a ficar com sono no horário “certo”. (Nunca use qualquer medicamento, mesmo um hormônio natural como a melatonina, sem consultar o seu médico.)

#5 Procurar não agendar compromissos na semana do retorno. Pelo menos nos três primeiros dias eu procuro não agendar nenhum compromisso, pois sei que preciso me recuperar. Isso vale para a ida também. Por exemplo, eu fui para a Holanda para participar de um evento que começaria na quinta. Optei por chegar na segunda para estar mais preparada até quinta-feira. E, na volta (voltei também na segunda), deixei terça, quarta e quinta sem agendamentos para conseguir acostumar o meu corpo de volta. Dava aula apenas no sábado. Funciona bem fazer assim.

Essas são as minhas estratégias para conseguir me acostumar com fusos hrários diferentes, tanto na ida quanto na volta. Aceito dicas adicionais, se você as tiver! Deixe nos comentários. Obrigada!