Categoria(s) do post: Diário da Thais

Vai ser difícil escrever este resumo porque julho foi um mês difícil e quase interminável para mim. Tive muitas dificuldades como ser humano mesmo, enfrentando vários problemas e tendo que assumir uma série de decisões difíceis. Não trabalhei em várias coisas que eu queria, precisei repriorizar muito, o tempo inteiro, e chego ao final do mês com a sensação de que fui atropelada! Eu poderia não falar isso, mas acho importante ser sincera. Procuro sempre trazer o lado positivo das situações aqui para o blog, mas a honestidade ao escrever é fundamental.

Vou começar falando sobre a minha saúde, que melhorou muito desde que descobri que oficialmente tenho uma alergia bem forte à lactose. Desde fevereiro eu estava esquisita e sem saber o que eu tinha, e agora estamos quase batendo o martelo. Digo “quase” porque ainda falta um exame final, ligado ao meu DNA, que vai me dizer se a alergia é apenas à lactose ou se tem algo mais que me faz mal. Eu tenho lido e estudado muito sobre esse assunto e conversado muito com as pessoas, e vi como é comum quase todo mundo ter alguma reação ao tomar leite. A indústria de alimentos está mudando completamente a forma como nos relacionamos com o que comemos, não é?

Desde a minha viagem para Amsterdam, na segunda quinzena de junho, eu tenho tido uma dor de cabeça muito forte, quase diariamente. Enquanto escrevo este post, estou há cinco dias ininterruptos com dor de cabeça. Não é pressão, não é a minha vista. Ainda não descobri a causa exata, mas isso está impactando demais a minha vida, como vocês podem imaginar. Eu não tinha crises de dor de cabeça há pelo menos uns três anos. Sei que qualquer sintoma assim na verdade nos mostra que tem outra coisa acontecendo, mas eu não descobri que “outra coisa” é essa ainda.

Para completar o meu mês, nos últimos dez dias eu descobri que estou com labirintite. Quem já leu a minha história aqui no blog sabe que eu tive uma crise crônica de labirintite há uns 15 anos, que me deixou de cama. Foi assustador sentir os mesmos sintomas, ainda que de maneira mais leve. Então tenho diminuído o café (realmente acho que estava abusando) e buscado mudar algumas coisas na minha rotina de sono e descanso.

Quando eu penso na dor de cabeça e na labirintite, só uma coisa me vem à mente: a qualidade do meu sono. Meu sono ficou meio “estragadinho” desde que voltei de viagem. Não regulei meu sono completamente. É difícil explicar, mas nunca antes um fuso horário mexeu tanto comigo. A sensação que eu tenho é que estou fazendo atividades que vão contra o meu ritmo natural, mas não consegui “acertá-las” ainda.

Nos últimos dias eu fiz um teste de cronotipo (pela Internet mesmo) e descobri que sou do tipo “lobo”. Isso significa que meu melhor horário para fazer atividades como um todo é entre meio-dia e sete horas da noite. Ainda estou aprendendo como isso se relaciona com os ritmos circadianos de maneira geral. Certamente será um tema recorrente nos próximos meses.

Vamos falar um pouco então sobre como foram as minhas atividades este mês, levando em conta a minha situação física descrita acima.

Nós estamos mudando nossos processos dentro da empresa. Ainda tenho MUITO a escrever sobre isso, porque foram (e estão sendo) tantas mudanças! Essas mudanças aconteceram por um mix de motivos. Eu poderia culpar a situação da economia do país e isso já seria suficiente (inclusive tenho feito uma enquete com amigos e conhecidos sobre o nível de desânimo que as pessoas estão de maneira geral este ano no Brasil). Mas, além de estarmos vivendo em um período de recessão da economia e isso afetar todo mundo, minha cabeça mudou muito nessa viagem que fiz para a Holanda.

Sinceramente, viajei para lá muito desanimada e desgostosa do meu trabalho de maneira geral. Não consigo explicar muito no momento, porque acho que preciso de um distanciamento maior até para me entender e então explicar para vocês. Mas foi uma espécie de “descolamento” do meu objetivo profissional maior – de olhar para ele e não me identificar mais. De sentir que todos os objetivos que eu tinha eu já tinha alcançado, e que o que eu queria dali em diante não era de verdade o que eu queria. Pode ser que eu interprete de outra maneira no futuro. Mas, estando lá na viagem, convivendo com tantas pessoas diferentes, saindo um pouco dessa vibe deprê do Brasil no momento, fazendo a minha palestra naquele evento – tudo isso abriu um pouco a minha mente para outras possibilidades, e voltei focada em um nível que eu não via em mim há bastante tempo.

O mês de julho foi o mês então de, praticamente, decidir uma coisa por dia e então dar andamento ao que foi decidido. Mês de ajustes. Tivemos mudanças na equpe. Estamos tendo mudança nas nossas salas, no escritório. Eu estou mudando completamente a formatação do meu trabalho. São muitos pequenos detalhes o tempo todo e isso está tomando toda a minha energia.

Para vocês terem uma ideia, eu revisei a minha lista de big rocks de julho e não fiz metade – não porque não consegui fazer, mas porque as prioridades mudaram completamente. Eu tive que mudar muita coisa no meio do caminho. Além disso, tive que lidar internamente com as mudanças, e não foi fácil (nem está sendo), ainda mais conciliando com a minha saúde.

Não consegui trabalhar muito na minha dissertação. Já vou rever todos os prazos dela. Apenas agora na virada do mês que voltei a ter inspiração para trabalhar nela. Nem consegui pensar no assunto durante o mês todo, frente a outras atividades.

Não consegui retomar meu projeto da auto-escola. Frente a todas as outras coisas que estão acontecendo, tirar carta me parece a menos prioritária delas.

Tivemos um problema de configuração com a nossa ferramenta de envio de e-mails, que até o momento não foi resolvido. Estou aguardando o suporte e contatando diariamente, e espero que seja resolvido nos próximos dias. Mas isso impacta o nosso trabalho de maneira geral.

Resolvi rever toda a minha agenda de cursos, especialmente presenciais, para focar efetivamente nos cursos online e diminuir os cursos presenciais.

Ia participar de dois cursos e tive que adiá-los, por n motivos.

O mês de julho simplesmente “passou”, sabem? Não gosto dessa sensação, mas procuro me apegar às coisas boas que aconteceram, e escrever este resumo me ajuda nisso.

Comecei o mês colocando em prática uma ideia muito legal, que foi: quando alguém quisesse marcar uma reunião comigo, eu marcava um almoço. Isso me permitiria almoçar em um lugar diferente e fazer a reunião de maneira mais leve. Gostei muito de fazer isso e tive almoços-reuniões ótimos no último mês!

Começamos uma nova turma do programa de mentoria e estamos finalizando a turma 1. O programa de mentoria é meu projeto profissional principal, pois ele é muito significativo para mim, e tomei grande parte das minhas atividades este mês.

No começo do mês, no primeiro final de semana, tivemos a turma 2 do workshop de Planejamento de Vida – meu curso “xodó”, como gosto de dizer. Um curso que levei anos para criar e traz um conteúdo bastante autoral sobre planejamento de vida – chamo de “coaching de um dia”. Essa turma foi muito legal. Fiquei feliz. A próxima turma será em novembro, já com metade das vagas preenchidas.

Nas duas primeiras semanas eu consegui trabalhar focada na minha dissertação e nos artigos pendentes relacionados ao meu momento no mestrado. Ainda bem, porque nas semanas seguintes não mexi mais nisso, foi complicado.

Consegui ter mais dias de folga, o que foi ótimo. Como comentei, cancelei dois cursos que eu participaria – um seria em um final de semana e, outro, uma semana inteira. Frente a todas as outras coisas que eu precisava fazer, achei que valeria mais a pena cancelar para conseguir descansar, e isso foi acertado.

Fui com a família passar um final de semana em Campos do Jordão (SP) durante o Festival de Inverno, que sempre é muito gostoso. Eu teria ficado uns quatro dias. Adoro Campos do Jordão.

Também consegui ver meu marido fazer um show aqui em SP em um espaço aberto e durante o dia, de modo que combinamos com outros amigos de levarem seus filhos etc, e isso foi muito gostoso.

No último final de semana do mês, ministrei com a Marta (minha colega instrutora de GTD) o curso de Fundamentos do GTD aqui em São Paulo. Na semana anterior, também dividimos um treinamento in company de GTD em uma empresa, com uma turma de trainees que foi muito legal. A próxima turma com inscrições abertas para um curso de GTD será no final de agosto, em São Paulo. Veja as datas aqui.

Alguns posts que foram meus preferidos aqui no blog este mês:

Posts mais técnicos, também importantes:

Fiquei muito satisfeita com o conteúdo do blog este mês!

Quando eu paro para analisar o mês de julho, vejo que consegui avançar com bastante coisa, como em todos os meses. Mas, para mim, foi um mês bem chave, em diversos aspectos. Agosto está chegando, para mim, com um foco diferente, que pretendo falar nos próximos dias. Foco tem sido meu tema mais forte e recorrente. Nunca trabalhei e vivi tão focada. Isso tem seus prós e contras.

E você, o que fez no mês de julho? Como foi esse mês para você?