Categoria(s) do post: GTD™

Hoje é o último post da série em que mostro como está meu sistema atual do GTD atualmente. No post de hoje, vou falar sobre o material de referência de modo geral.

Estamos em O que é isso? Demanda ação? Não > Referência.

Referência pode ter materiais de todos os tipos: em papel, digitais, em formatos variados. Eu ainda utilizo pastas para armazenar papel, especialmente no que diz respeito a contratos, comprovantes, certidões, diplomas, certificados e o que mais realmente preciso ter em formato físico. A “regrinha” para organizar isso é simples (no GTD): ordem alfabética, apenas.

Eu hoje tenho dois móveis para armazenamento no meu escritório: um arquivo com três gavetas e um armário com porta onde uso uma das prateleiras para as pastas. Mas, se você parar para pensar, uma estante com livros lidos também é material de referência. Então tudo isso se enquadra como meu material de arquivo.

No computador, uso algumas ferramentas específicas:

  • Google Drive para referências da Call Daniel (é a ferramenta oficial da empresa) e também para materiais de referência que sejam planilhas, documentos etc compartilhados. Auxilia bastante ter isso armazenado lá.
  • Dropbox para arquivos maiores, de fotos a apostilas fechadas para impressão.
  • Evernote para textos de maneira geral, comprovantes, recibos e tudo o mais que eu puder digitalizar.

Já mostrei em posts anteriores e a organização de tudo isso continua seguindo o que o David recomenda: ordem alfabética, apenas.

Dropbox
Google Drive

No Evernote, tenho algumas pilhas e cadernos para referência, e todos os assuntos eu categorizo por tags (etiquetas). Não “organizo” as tags de nenhuma maneira – apenas crio e elas já ficam em ordem alfabética, de forma prática.

Eu explico *em detalhes* o que são checklists neste post. Por gentileza, leia se tiver dúvidas ou não estiver familiarizado com o tema.

Estou explorando cada vez mais minhas checklists e elas me ajudam muito a manter meu trabalho cada vez mais integrado.

A diferença de checklists para listas de referência é que checklists são mais funcionais, se é que posso chamar assim. Nas listas de referência, coloco coisas como “livros lidos”, “shows que já fui” e outros do tipo. Mas lembre-se que, em teoria, “tudo é checklist” (o David diz isso). Então é só uma diferenciação minha e que faz sentido dentro do meu sistema.

Eu tenho um caderno de referência geral onde entra a maioria das notas. O que tenho como caderno separado nessa pilha são cadernos que ou compartilho com outra pessoa, ou que prefiro deixar offline em certos dispositivos. É só por isso. Senão, de modo geral, categorizaria com etiquetas como todo o resto.

Em “grande cenário”, tenho uma nota para cada ano da minha vida, onde faço registro de grandes marcos. Falo mais sobre isso neste post.

A parte das etiquetas não tem segredo. Vou criando à medida que vou organizando o material de referência, sem “sub-etiquetas” (fica tudo em uma mesma hierarquia). Lembrem-se que só coloco aqui o que não demanda mais ação:

Eu também costumo arquivar como referência projetos e objetivos concluídos, pois gosto de ter um histórico de sua conclusão, assim como um histórico de seu planejamento, descrito dentro da nota. Não arquivo ações concluídas pois não vejo necessidade. As tags que uso para arquivar são “projetos concluídos” e “objetivos concluídos”. Como podem perceber, não complico as coisas. A taxonomia pessoal deve ser dedutiva.

Caso tenham dúvidas sobre meu arquivo de referência, por favor, postem nos comentários. Obrigada!

Categoria(s) do post: GTD™, Carreira, Estudos

Hoje na nossa série de posts sobre GTD e Estudos eu gostaria de trazer alguns exemplos do uso do calendário nas diferentes situações envolvendo áreas de estudo.

Passo 1: Tenha uma agenda só sua

Uma dúvida que muitas pessoas que usam GTD têm é como lidar quando precisam acessar calendários diferentes para consulta. Uma coisa é o seu calendário pessoal, que diz respeito ao seu tempo – às suas 24 horas por dia. Outra coisa diferente são calendários de referência, que você pode acessar para se programar. Tenha uma agenda que seja só sua, não importa se em formato de papel ou eletrônica. É a agenda que você vai consultar todos os dias.

Se você não tem uma agenda, providencie uma antes de continuar a leitura do post, para que ele seja válido para você. Como dica de ferramenta, eu recomendo a agenda do Google, que é gratuita e muito funcional, além de sincronizar com todos os celulares.

Passo 2: Entenda o que deve entrar na agenda

A agenda, no GTD, ou o que o David chama de calendário (o que tem data atrelado), é o cenário mais árduo do seu dia. É o que mostra o que você vai fazer *obrigatoriamente*. Ela não é pra ser lotada de coisas e tratada como uma lista de desejos. Por isso, de acordo com o método GTD, apenas 3 tipos de coisas entram no seu calendário:

  1. Ações a serem feitas em um horário específico
  2. Ações a serem feitas em um dia específico
  3. Informações relacionadas a um dia específico

A primeira coisa que você deve fazer então é abrir a sua agenda e garantir que esses três tipos de coisas já estejam nela, começando pela semana que vem, por exemplo. Tudo aquilo que não se enquadrar nas categorias acima não deveria estar no seu calendário.

Passo 3: Revisão Semanal

Você já aprendeu no post anterior da série como fazer uma Revisão Semanal. Revisar o calendário passado e futuro é muito importante para garantir a atualização dele. Continue seguindo com as suas revisões semanais.

Passo 4: No dia a dia, siga seu calendário

Começou o dia, trabalhe nos itens do calendário. Nos intervalos, trabalhe em outras coisas. Abaixo, vou dar alguns exemplos de agendas para diversas áreas de estudo a fim de ajudar.

Exemplo: Idade escolar

Meu exemplo é uma criança no Ensino Fundamental.

Percebam que mesmo uma criança ou adolescente pode ter informações relevantes na agenda.

Exemplo: Vestibular

Meu exemplo é um adolescente em época de vestibular.

Apesar do horário apertado, esse adolescente sabe que terá prova de Português na escola e que precisa fazer uma revisão de Física (que fará, provavelmente, depois das aulas do cursinho). Se ele achasse pertinente, poderia usar os intervalos ao longo do dia para estudar um pouco.

Exemplo: Curso de idiomas

Meu exemplo é um adulto que trabalha e, duas vezes por semana, tem aulas de inglês à noite.

Esse cidadão tem uma informação relevante para o seu dia (greve do metrô) e também sabe que, em algum momento do dia, ele precisa revisar o texto da aula anterior para chegar preparado para a aula que será de noite. Ele pode fazer isso no intervalo entre as reuniões que terá ao longo do dia, ou no horário do almoço, ou mesmo antes de começar a aula, se chegar mais cedo. Mas ele sabe que tem que fazer isso nesse dia.

Exemplo: Faculdade

Meu exemplo é um aluno que trabalha e está fazendo faculdade à noite.

Nosso amigo tem que fazer uma coisa importante: buscar o trabalho impresso na gráfica. Se a gráfica for perto da faculdade, ele pode fazer isso quando chegar, já que sai às 17h e sua primeira aula é apenas às 19h. O prazo para o trabalho é hoje e, obviamente, ele não vai fazer esse trabalho hoje – ele vem fazendo esse acompanhamento em suas revisões semanais, que permitiram que, para hoje, ele tivesse apenas que buscar o trabalho impresso na gráfica. Ele também tem uma informação importante, que é a de que seu chefe está de férias (isso influencia em seu dia de trabalho, até mesmo para sair no horário certo).

Exemplo: Concurso

Meu exemplo é um concursando em tempo integral.

É provável que nosso amigo ou amiga não tenha compromissos agendados, mas ele(a) tem um controle de estudos rigoroso expresso em seu calendário, que pontua as revisões que deve fazer, além das aulas que precisa assistir naquele dia. Ele não tem horário certo para fazer essas coisas, mas precisa ir atacando uma por vez, até finalizar, e esse deve ser o seu foco desde o início do dia.

Exemplo: Pós-graduação

Meu exemplo é uma pessoa que faz doutorado.

Essa é uma pessoa que ministra aulas pela manhã, almoçará com o reitor e se programou para passar um par de horas na biblioteca à tarde para realizar algumas pesquisas. No mesmo dia, sabe que precisa entregar um artigo e submeter outro.

Percebam que, aqui, estamos falando da organização das informações. Não vamos confundir organização com planejamento – são fases diferentes. Sua agenda deve conter as informações organizadas. Se você quiser planejar situações diferentes (por exemplo: o concursando quer se planejar para fazer o que tem que ser feito naquele dia em determinados horários, ele pode criar uma agenda paralela – visualizada no mesmo lugar – para o planejamento, mas não mexer na sua agenda organizada). Se você confunde os dois, perderá a confiança no que deve ser feito de tal e tal maneira.

É aqui que outras ferramentas podem te ajudar, como planners e bullet journals. Mas não se engane: o GTD vai no simples. Para o GTD, a organização basta. Portanto, só de você olhar a sua agenda organizada, já deve estar claro o que tem que ser feito e qual o foco. Se você complicar muito, inventando outras coisas, isso pode mais complicar do que facilitar. Eu sempre recomendo fazer o teste. Eu, sempre que faço, volto ao simples com o que o GTD propõe.

Vale lembrar que a “composição” da agenda (o que entra nela) deve ser feita diariamente, à medida que você processa e esclarece suas informações capturadas. E a Revisão Semanal vai te dar orientação semana a semana, com noção de prazos futuros e outros compromissos.

Qualquer dúvida, por favor, poste nos comentários. Obrigada!

Categoria(s) do post: GTD™

Neste post, vou mostrar para vocês como estou organizando as minhas listas de Algum dia / talvez no Evernote.

Tenho uma pilha de cadernos:

Esta é a lista que eu ainda não terminei de passar tudo para o Evernote. Tenho notas a processar na pilha de backlog e também em formato de papel. Porém, uso as categorias acima, a saber:

  • Filmes para assistir: Auto-explicativa! Salvo muio rapidamente indicações de filmes e resenhas que leio na web para filmes aqui.
  • Gadgets para comprar: Coisas eletrônicas, apetrechos e equipamentos diversos entram aqui. Exemplo: fragmentadora de papel.
  • Ideias para podcasts / posts / vídeos: Aqui eu vou agrupando ideias diversas que vou tendo para esses formatos de conteúdos. Quando vou montar um calendário editorial novo ou quero planejar algo diferente a cada semana, consulto essas listas.
  • Incubados (next): É só uma maneira de colocar projetos que vão entrar na sequência de alguns que estejam em andamento e não quis classificar em nenhuma outra categoria. Geralmente estão associados a eventos no calendário, como viagens mais distantes ou eventos a serem organizados.
  • Para fazer antes de morrer: Coisas que quero fazer pelo menos uma vez na vida antes de morrer. Exemplo: ver a aurora boreal. Ainda falta bastante coisa aqui!
  • Receitas para testar: Eu tenho uma categoria de referência para receitas também, mas aqui criei esta lista para revisar semanalmente para ver se estou a fim de testar alguma dessas receitas no menu da semana. Percebam que o que diferencia uma categoria de outra é simplesmente o quanto quero revisar aquilo.
  • Casa e família: Coisas para fazer em casa ou envolvendo a minha família. Exemplo: trocar as janelas de casa.
  • Criatividade: Aprender a tocar violoncelo, fazer um curso de aquarela e outros estão aqui.
  • Estilo de vida: Coisas que têm a ver com o estilo de vida que estou construindo para mim, mas não estão em andamento no momento simplesmente porque não quero ou não posso alocar recursos no momento. Exemplo: fazer aulas de tênis.
  • Habilidades: Habilidades que quero desenvolver tanto pessoal quanto profissionalmente. Exemplo: fazer aulas de francês.
  • Oportunidades: Minha cabeça fervilha de ideias o tempo todo. Se eu não tiver uma categoria como essa para despejar as oportunidades que descubro no dia a dia, eu vou querer fazer tudo ao mesmo tempo e não terei foco. Que seja abençoada essa categoria! Exemplo: desenvolver um curso sobre assunto X.
  • Problemas: Todos os problemas que eu quero resolver mas que ainda não disponho de energia ou vontade de trabalhar neles no momento. Exemplo: cancelar uma das minhas contas no banco.
  • Processos: Processos ou procedimentos que podem ser melhores, mas no momento não tenho como alocar tempo e/ou recursos para melhorá-los. Exemplo: catalogar meus livros em uma outra ferramenta.
  • Viagens: Todas as viagens que ainda quero fazer nesta vida. Exemplo: conhecer Liverpool.
  • Travados por algum motivo: Projetos que estavam caminhando mas, por motivos diversos (ex: corte de orçamento), precisaram ser incubados até segunda ordem.

A lista de Algum dia / talvez é a melhor coisa dentro do sistema para aliviar a lista de projetos em andamento. Ela pode ser entendida como “agora não”. Nela, você pode inserir todos os projetos que não precisa ou não quer tocar no momento, mas pode ser que algum dia queira fazer isso. Reviso semanalmente e, muitas vezes, levo projetos dela para a lista de projetos em andamento, assim como deleto aqueles que já não me interessam.

Um ponto legal de reflexão aqui, é que é natural essa lista ser enorme (significa tudo o que já me chamou a atenção mas não está em andamento, mas pode ser que um dia sim). Mas essa lista hoje já é muito menor do que já foi. Eu acredito que seja pela idade e noção de quanto tempo de vida eu possa ter. Não dá pra fazer tudo. Penso de verdade que, com o passar dos anos, ela vá ficando mais focada e mais enxuta mesmo.

Caso tenham dúvidas, por gentileza, postem nos comentários. Obrigada!

Categoria(s) do post: Plenitude & Felicidade

Estar em contato com a natureza é algo muito importante para mim. Afeta meu espírito profundamente e, a partir do momento que descobri isso, tenho atentado para oportunidades do dia a dia em que eu possa me reconectar e me sentir energizada através dessa conexão.

Para começar, “conexão com a natureza” está dentro da minha área de foco “espiritualidade” (veja mais aqui), então isso significa que seja algo que cuido com carinho e reviso regularmente em busca de projetos e ações.

O propósito deste post é trazer ideias para que você também se reconecte, se sentir essa necessidade como eu:

  • Ler um livro sentada em um parque
  • Meditar em uma praça ou parque
  • Fazer trilhas
  • Caminhar em ambientes abertos
  • Ouvir os passarinhos
  • Passear entre as árvores
  • Observar o mar
  • Sentar à beira de uma cachoeira
  • Tomar banho de cachoeira
  • Abrir a janela e sentir o vento no rosto
  • Tomar banho de sol pela manhã
  • Acompanhar as fases da lua
  • Acompanhar as estações do ano
  • Tomar banho de chuva
  • Acampar
  • Observar as árvores
  • Coletar folhas secas pela rua e guardar dentro de livros
  • Andar descalça(o)
  • Mergulhar no mar ou em um rio
  • Plantar, mexer com terra
  • Ter plantas em casa
  • Cultivar uma horta
  • Fazer um piquenique
  • Reciclar o próprio lixo
  • Consumir alimentos orgânicos
  • Ler livros sobre a natureza em si

Também gostaria de recomendar a leitura de um livro que fiz recentemente e já virou um dos meus preferidos, que é “A vida secreta das árvores”.

capa do livro
Maravilhoso!

É claro que você pode pensar em diversas outras ideias dependendo do tipo de atividades que você gosta de fazer e da sua ousadia (eu não coloquei “escalar uma montanha”, por exemplo, mas você pode!). Se tiver ideias adicionais, poderia por favor compartilhar nos comentários? Vou adorar ler!

Categoria(s) do post: GTD™

No post de hoje, vou mostrar como organizo meus horizontes mais elevados em meu sistema atual.

Os horizontes mais elevados são: metas e objetivos (horizonte 3), visão (horizonte 4) e propósito e princípios (horizonte 5).

Como os outros, eu organizo através de pilhas, cadernos e notas no Evernote.

Eu não separava em pessoal e profissional e passei a fazê-lo recentemente só para seguir a mesma linha das áreas de foco (que falei em um post anterior – dê uma olhada). Para mim também é interessante fazer assim porque, quando mostro meu sistema para os alunos nos treinamentos, as coisas pessoais eu não clico para mostrar porque são muito pessoais.

Ainda não fiz o curso de Nível 3 com o David Allen para aprender boas práticas sobre planejamento desses horizontes, então é muito provável que essa organização mude quando fizer o curso, no ano que vem. O que implemento tem a ver com o que aprendi nesses anos, estudando o material já disponível publicado por ele.

Objetivos

Gosto de planejar meus objetivos usando o modelo de planejamento natural para projetos (que explico mais aqui). Como se tratam de resultados desejados também, porém em um horizonte mais elevado (até dois anos), para mim faz sentido e fica legal. Infelizmente não tem como mostrar um exemplo de como eu faço porque objetivo é algo muito pessoal e eu acredito que a gente não deva publicar objetivos até que sejam alcançados. Mas basta ver o modelo que inseri para projetos no post linkado acima, que é a mesma coisa. A única coisa que incluo a mais é o item “projetos relacionados”.

Pode parecer que eu tenho muitos objetivos (e isso soar como algo ruim), mas o fato é que, pra mim, objetivos são como “macro projetos”. Por exemplo: eu tinha um projeto que era traduzir todos os guias de configuração da David Allen Co. para o português. O fato é que isso não levará apenas um ano, e demorei alguns meses para perceber isso. Logo, subi um horizonte. Tenho esse objetivo listado e, nos projetos, tenho o meu projeto em andamento, que é traduzir o guia do Evernote para Mac, assim como tenho projetos delegados, que outras pessoas estão traduzindo (e estão em Aguardando Resposta – Projetos). O objetivo virou “garantir que todos os guias sejam traduzidos”. Me deu mais clareza. Então tenho vários objetivos assim, que não são coisas etéreas.

Aliás, isso é importante. Procuro aplicar a técnica SMART a todos os meus objetivos (isso não é do GTD, mas dá total apoio): S (específico), M (mensurável), A (alcançável), R (realista) e T (tem prazo).

Visão

Em visão, eu tenho um tickler para o Paul (nosso filho) até ele completar 18 anos, que reviso anualmente. A ideia é ir inserindo ideias e informações úteis que posso querer acessar quando ele tiver determinada idade. Por exemplo, para este ano (em que ele completou sete anos), eu tinha anotado que gostaria de colocá-lo nas aulas de futebol, então fiz isso em fevereiro.

O que caracteriza o horionte 4 de maneira geral é o estilo de vida que você está construindo para você mesmo e de que modo isso impacta nos seus objetivos de curto prazo, projetos e ações. É mais fácil de desenhar porque é “a vida ideal”, digamos assim. O mais fantástico é que, à medida que você vai vivendo e envelhecendo, algumas visões também amadurecem, outras mudam, e outras permanecem. Essas, se a gente prestar atenção, denunciam valores, princípios e propósito, que é o horizonte seguinte.

O que eu gostaria realmente de passar para vocês aqui neste post é sobre as infinitas possibilidades que a nossa mente criativa pode dar. Você não precisa escrever as coisas em formato de texto ou mapa mental, por exemplo. Pode desenhar. No caso da visão, eu gosto muito dessa abordagem. De maneira geral, sou uma pessoa muito visual e usar imagens me permite imaginar melhor. E poder de visualização é TUDO.

Por exemplo, eu fiz um mapa com desenhos e expressões que me ajudam a ver qual a vida que eu quero viver daqui a cinco, 10, 15 anos. Fiz esse desenho baseado na ideia de “treasure map” (“mapa do tesouro”) que o David traz no livro “Making it all work” (o terceiro dele, só em inglês). Digitalizei e arquivei nas minhas visões pessoais, no Evernote. Sempre que tenho algo que se enquadre em visão, crio uma nota e insiro, com imagens ou não. Também vale áudio, vídeo etc. Seja criativo!

Você pode desenvolver sua visão para as diversas áreas da sua vida, se quiser. Gosto de pensar assim: “qual a visão da vida que eu tenho ao lado do Paul até ele completar 18 anos?”. O resultado disso entra no horizonte 4 e é incrível, porque isso me permite planejar, pensar sobre as coisas e ter mais coerência nas minhas decisões.

Propósito

Algumas coisas que eu tenho no caderno de propósito pessoal: minha missão (que eu descobri quando fiz coaching), meus princípios pessoais, valores importantes, afirmações pessoais (que leio no meu milagre da manhã), definições que vou tomando ao longo da vida (sempre registro) e imagens inspiradoras, que refletem quem eu sou.

No caderno de propósito profissional, tenho a missão da David Allen Co., a missão do Vida Organizada, valores profissionais e inspirações diversas. Por exemplo, tenho uma frase que o David falou uma vez em um encontro de instrutores que me tocou muito (e ainda toca forte!), e que sempre vejo quando fico meio desanimada ou cansada de algumas coisas, ou precisando tomar decisões importantes.

E não é para isso que o propósito serve? ❤️

Categoria(s) do post: Carreira, Profissionais

Veja neste post o que é e como se tornar Personal Organizer.

Personal Organizer é o profissional que trabalha com organização, ajudando outras pessoas a se organizarem ou organizando os ambientes em parcerias com outras pessoas.

Existem diversas formas e meios de atuação. Neste post, vou falar de uma maneira mais genérica sobre como se tornar esse profissional.

  1. Capacite-se. Faça cursos. Os cursos servem não apenas para ensinar boas práticas, como também para te ensinar a estruturar o seu negócio. Ter uma certificação também ajuda a construir sua credibilidade no mercado.
  2. Encontre o seu nicho. Aos poucos, descubra o que você mais goste de fazer e especialize-se nisso.
  3. Continue sempre se capacitando. As práticas de organização se atualizam muito rápido (umas áreas mais do que as outras), então é importante que você sempre se capacite. À medida que você for descobrindo o seu nicho, vai ficar mais fácil saber em que cursos investir seu tempo e seu dinheiro.
  4. Aprenda sobre marketing digital para que você consiga divulgar os seus serviços.
  5. Não adianta só gostar de organização! Esse é o ofício, mas você precisa gostar de pessoas, saber se relacionar bem com elas, ter viés empreendedor (afinal, você vai cuidar de um negócio), querer vender, prospectar clientes, se deslocar pra lá e pra cá, desenvolver parcerias e investir (principalmente tempo) em marketing.

Muitas pessoas me perguntam se o mercado para novos organizadores profissionais está saturado. O mercado sempre estará saturado para quem for generalista. Encontre seu nicho, especialize-se e faça seu melhor! Assim você se destacará não apenas como organizador profissional, mas em qualquer profissão.

No vídeo abaixo eu falo um pouco mais sobre como se tornar um(a) personal organizer. Aproveite para se inscrever no canal e ficar sabendo quando tem vídeo novo antes de todo mundo. 🙂

Dúvidas sobre a profissão? Deixe nos comentários. Obrigada!

Categoria(s) do post: GTD™, Carreira, Estudos

Este post faz parte da série GTD e Estudos. Hoje vamos falar sobre como revisar o que você precisa fazer semanalmente. No GTD, esse processo é chamado de Revisão Semanal.

Pelo menos uma vez por semana, vale a pena você fazer uma espécie de pit-stop, parar durante uma ou duas horas, e revisar todo o seu sistema (que tem as coisas que você precisa fazer) para ficar tranquilo(a) durante os próximos sete dias, até a próxima revisão. O propósito é atualizar as informações e obter perspectiva.

Escolha um dia da semana e um horário que sejam mais tranquilos para você fazer essa revisão. Um dia comum é sexta de manhã (antes de sair para o final de semana). Dependendo de como for a sua rotina (se você trabalha e estuda, por exemplo), talvez o único período disponível seja aos finais de semana. Eu mesma prefiro fazer a minha revisão semanal aos domingos de manhã, quando acordo, porque todos estão dormindo ainda e é um período tranquilo para mim.

Checklist da revisão semanal (passo a passo):

  1. Capture papéis perdidos e materiais diversos e coloque na sua caixa de entrada. Cadernos, notas de aula da semana, notas de reuniões, recibos, coisas que estiverem na sua mochila, papelada no geral que você recebeu nos últimos dias. Aqui não é pra pegar aquela pilha imensa de revistas velhas que você tem e colocar na caixa de entrada – é para lidar apenas com o que for corrente. Quando seu GTD estiver rodando bem, aqui você vai ter praticamente só coisas da semana que ainda não tenha colocado na sua caixa de entrada física porque deixou passar mesmo (acontece!).
  2. Esclareça suas caixas de entrada. A caixa de entrada física, seus e-mails, ferramentas de captura no geral, caixa do What’s App etc. Perceba que o “esclarecer” precisa fazer parte do seu dia a dia, como falei no post anterior. Se não fizer, quando você chegar na revisão semanal, essa parte vai demorar pra caramba. A ideia não é essa! O “ideal”, quando seu GTD estiver rodando bem, é que nessa hora você esclareça apenas as coisas que agrupo no passo anterior e coisas do dia anterior até aqui.
  3. Esvazie sua mente. Será que, depois de ter esclarecido todas as suas caixas de entrada, ainda sobrou alguma pendência ou preocupação na sua mente? Capture, esclareça e organize adequadamente.
  4. Revise suas listas de Próximas Ações. Aqui começa a revisão propriamente dita. Neste passo, você vai revisar suas listas de próximas ações para ver se estão atualizadas, marcar aquelas que já concluiu (caso não tenha marcado à medida que foi concluindo), deixar as ações mais claras etc. Vamos falar em posts futuros sobre cada uma das listas que vamos revisar a partir daqui.
  5. Revise seu calendário passado. Dê uma olhada no seu calendário para a semana que está acabando (e algumas antes) para ver se algo ficou pendente. Se ficou, capture, esclareça e organize adequadamente para repriorizar.
  6. Revise seu calendário futuro. Esta é a parte da revisão semanal que mais se assemelha a um planejamento. Veja seu calendário para a semana que vem e as próximas (até onde sentir necessidade, onde tiver compromissos) para coletar providências com relação aos seus compromissos.
  7. Revise sua lista de Aguardando Resposta. Defina próximas ações para cobrar pessoas, se for o caso.
  8. Revise sua lista de Projetos (e resultados maiores). Garanta que todos os seus projetos tenham pelo menos uma próxima ação definida. Revise planos de projetos e arquivos de suporte em busca de novas próximas ações. Mova os projetos que não estejam em andamento para Algum Dia / Talvez, se achar necessário. Os “resultados maiores” aqui se referem aos outros horizontes do GTD (objetivos, visão etc), que você pode querer revisar (ou não) se já os tiver definidos. Se não tiver, nem se preocupe com eles agora.
  9. Revise checklists relevantes. Se usar checklists, revise-as em busca de próximas ações.
  10. Revise a lista de Algum Dia / Talvez. Será que algum projeto dessa lista pode entrar para a lista de projetos em andamento no momento? Se sim, jogue-o para a lista de projetos e defina pelo menos uma próxima ação. Delete itens que não te interessem mais.
  11. Será que você tem alguma ideia ousada, nova, criativa que ainda não tenha capturado dentro do seu sistema? Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno. Capture essa ideia!

Uma boa maneira de adquirir o hábito da Revisão Semanal é bloquear um tempo no seu calendário, com recorrência semanal, e ir fazendo toda semana. Fazer as revisões semanais é o que vai fazer seu GTD funcionar. Uma semana sem fazer já vai deixar seu sistema desatualizado e você pode desanimar! Portanto, é muito importante buscar estabelecer esse hábito.

Dúvidas, favor postar nos comentários. Obrigada!

Categoria(s) do post: GTD™

Criei uma série para mostrar meu sistema atual, pois assim cada post não fica tão grande e eu também consigo mostrar direitinho o que tem em cada elemento do meu sistema. Hoje vou mostrar como estou organizando as áreas de foco também dentro do Evernote, e não mais em formato de mapa mental (que usei durante muitos anos).

No fluxo acima, estamos no Demanda ação > Sim > Qual é a próxima ação? > Delegue Demanda ação > Sim > Qual é a próxima ação? > Qual o resultado desejado? >Áreas de Foco.

Áreas de foco e responsabilidade são as áreas da nossa vida pelas quais somos responsáveis em algum sentido.

Ferramenta utilizada:
Apenas Evernote. Geralmente as pessoas me perguntam porque deixei de usar mapas mentais para as áreas de foco. Vejam, tudo são apenas formatos. O importante é a informação. Gostaria de responder simplesmente “porque eu quis” sem que isso parecesse rude, pois não é minha intenção. Eu simplesmente quis ter isso em um formato diferente, sem grandes motivos.

Como é a organização:
Tenho uma pilha de cadernos:

Dentro de cada caderno, tenho uma nota por macro área:

Gosto de usar imagens dentro das notas porque elas me ajudam a ilustrar as áreas de foco.

Basicamente, tenho uma nota por área (no foco pessoal) e, dentro, destrincho “sub áreas”. Um pequeno trecho da área “vida doméstica”:

No foco profissional, tenho uma nota para cada “chapéu” que uso profissionalmente e, dentro de cada nota, as minhas responsabilidades nesse “chapéu”. Exemplo da nota “Escritora / Criadora de Conteúdo”:

Eu tenho adorado esse formato!

Reviso as áreas de foco nas seguintes situações:

  • Quando passo por transições diversas (ex: mudança de emprego, de casa, nascimento do bebê)
  • Quanto me sinto sobrecarregada (para rever minhas prioridades e o que pode/deve ser delegado)
  • Na revisão mensal (ou seja, pelo menos uma vez por mês eu reviso essas áreas)

Com que propósito eu reviso as áreas?

  • Para definir projetos (caso a área não esteja no padrão de qualidade que eu gostaria)
  • Para definir objetivos (caso eu queira alcançar algo além do que tenho naquela área)

Caso tenha alguma dúvida, por favor, poste nos comentários. Obrigada!

Categoria(s) do post: Lazer

O mercado publieditorial tem sofrido muito com a Internet. As pessoas têm lido menos e consumido menos conteúdo impresso. Blogs e canais no YouTube têm trazido conteúdos tão ou mais ricos que os das revistas, quando não em tempo real, quando se fala em notícias e acontecimentos. Mesmo assim, eu ainda gosto do prazer que é pegar uma revista na mão, desconectada, e aproveitar sua leitura. Muitas delas têm a ver com o tema do blog (organização e produtividade). Por isso, resolvi escrever este post para compartilhar quais são as revistas que eu ainda leio e comentar um pouco sobre os motivos.

Casa & Comida (Ed. Globo)

Esta revista é da família da revista Casa & Jardim, que também gosto bastante, porém é mais focada em decoração. A Casa & Comida fala sobre comer, beber e receber bem. O que eu mais gosto na revista são as novidades para a vida real em termos de gastronomia, conhecer coisas novas e receitas diferentes, tudo com uma diagramação muito bonita e fotos incríveis. Para mim, é a revista nacional mais bem feita atualmente.

Quatro Cinco Um

Essa revista foi um dos melhores achados dos últimos meses. Trata-se de uma publicação praticamente independente sobre literatura, que traz resenhas e reportagens, além da divulgação dos lançamentos nas áreas de humanas, psicologia, educação, teatro, entre outras. Surgiu para fomentar o mercado e trazer textos e entrevistas maravilhosos sobre livros novos e clássicos. Ela não é vendida em bancas, mas você pode assinar pelo site ou comprar em livrarias como a Cultura e a Martins Fontes.

Roadie Crew

Da mesma maneira que eu gosto de acompanhar os lançamentos editoriais, eu também gosto de acompanhar o que acontece no mundo da música ou, mais especificamente, rock e metal. Uma revista que leio há pelo menos 18 anos é a Roadie Crew, que segue firme e forte mês após mês nas bancas e traz sempre reportagens, colunas e entrevistas fantásticas, além de fazer resenhas de discos novos e trabalhos independentes.

Mente e Cérebro (Ed. Segmento)

Uma revista sobre psicologia, psicanálise e neurociência que tinha tudo para ser técnica, mas traz textos que podem ser lidos por quem não é da área também, e são sempre assuntos muito pertinentes, do dia a dia, e que podem nos introduzir a um tema que nos fará ter vontade de pesquisar mais. Vale nem que seja a título de curiosidade para você se conhecer melhor e entender os outros seres humanos ao seu redor.

Você S/A (Ed. Abril)

Apesar de ter mudado muitas vezes de editores ao longo dos últimos anos, a Você S/A ainda é a única revista nacional que trata sobre temas relacionados ao mercado de trabalho com foco na formação profissional de cada um. Os textos não trazem tanto conteúdo inovador quanto antes, mas são sim um bom aglomerado de dicas e de despertar de reflexões que podem ajudar quem está aí batalhando no mercado de trabalho.

Country Living

Saindo um pouco da esfera editorial brasileira, uma das minhas revistas preferidas é a Country Living americana (a inglesa também é ótima). Foco em decoração com ar rústico, traz sempre boas ideias para cuidar da casa. Como é uma publicação antiga, ela precisa estar sempre se reinventando. Como eu trabalho com conteúdo, acho demais acompanhar esse amadurecimento. Não compro a versão física porque é importada e chega no Brasil por um preço muito caro. Leio pelo iPad.

MS Living

Por último mas não menos importante está a revista da Martha Stewart (uma das), MS Living, que traz “coisas boas” a cada edição. Fala sobre cuidados pessoais, comida, receber bem, decoração, saúde e muito mais. Aqui no Brasil a Martha Stewart não é tão reverenciada quanto nos Estados Unidos, mas eu gosto muito da qualidade do trabalho dela, especialmente nessa revista. Também não compro a versão física e apenas leio no iPad.

E você, ainda gosta de ler revistas como eu? Que revistas você lê? Por favor, poste nos comentários!

Categoria(s) do post: GTD™

Criei uma série para mostrar meu sistema atual, pois assim cada post não fica tão grande e eu também consigo mostrar direitinho o que tem em cada elemento do meu sistema. Hoje vou falar sobre projetos, que é o assunto que mais gera dúvidas.

No fluxo acima, estamos no Demanda ação > Sim > Qual é a próxima ação? > Delegue Demanda ação > Sim > Qual é a próxima ação? > Qual o resultado desejado? > Projetos e arquivos de suporte aos projetos.

Lembre-se da definição de projeto para o GTD: todo resultado desejado que demanda múltiplos passos para ser concluído em até um ano.

Ferramentas utilizadas:
Evernote de modo geral. Porém, tenho muito material de suporte em fontes diversas, em papel e digital. Ao longo do post, vou explorar mais esse assunto.

Como é a organização:
Eu tenho uma pilha de cadernos chamada “Projetos” e, dentro dela, cadernos para os projetos. Eu categorizo de acordo com o que faz sentido visualizar de maneira segmentada. Não categorizo por áreas de foco, por exemplo. Essa categorização muda com frequência, pois o sistema serve justamente para atender minhas necessidades de revisão. No momento, eu uso a seguinte categorização:

Se eu quiser visualizar quantos projetos tenho no total, basta clicar em cima da pilha “Projetos” e selecionar o total de notas.

Uma nota por projeto

Eu uso uma nota por projeto. Faço dessa maneira porque, assim, eu consigo mover facilmente projetos entre os horizontes ou entre a lista de projetos e algum dia / talvez. Esse ponto então é importante: usar o mesmo formato para todos os resultados desejados, para tornar a logística mais fácil.

Eu já usei o formato de um caderno por projeto e não uso mais porque:

  1. Nem todo projeto precisa de um caderno inteiro (tem projeto que não tem nem arquivo de suporte)
  2. Fica muito caderno e o Evernote tem limite de cadernos
  3. Acho que fica ruim a visualização na barra lateral

Atualmente uso uma nota por projeto e funciona bem.

Ainda sobre a categorização

A categorização da sua lista de projetos é algo adicional, que não é necessário, a não ser que você queira. É o tipo de personalização que você aprende fazendo o curso do Nível 2.

No meu caso, para mim faz sentido observar de maneira separada duas coisas em específico: meus processos de coaching em andamento e meus treinamentos em andamento. Vira e mexe crio categorias adicionais, como “eventos” ou “mudança”, como vocês podem conferir desta vez (estou mudando o escritório). Simplesmente pelo fato de que, para mim, faz sentido ver dessa forma (todos os projetos relacionados à mudança em um único lugar, por exemplo). Mas, de maneira geral, uma lista única de projetos funciona bem para a maioria das pessoas e frequentemente eu volto a usar uma lista única, porque é mais simples. O próprio David Allen diz que uma lista única funciona para a maioria das pessoas.

Eu reforço bastante isso porque a categorização precisa fazer sentido. Não fique tentando categorizar se for algo trabalhoso ou que você não esteja conseguindo chegar a um formato ideal. Se isso estiver acontecendo, é melhor usar uma única lista de projetos. Não force uma categorização.

Como planejo os meus projetos

O David Allen apresenta o Modelo de Planejamento Natural, que serve como ferramenta para planejarmos projetos. Existem projetos que não precisam de tanto planejamento, e se desdobram apenas com a identificação das próximas ações. Por isso o Modelo é apenas uma ferramenta, que você pode usar caso precise de mais planejamento. O Modelo é descrito em detalhes no capt. 3 do livro do GTD (A arte de fazer acontecer) e se resume em cinco estágios:

  1. Propósito
  2. Visão
  3. Brainstorm
  4. Organização
  5. Próximas ações

Basicamente, se você quiser planejar um projeto dentro do GTD, pode ser útil “verticalizar” seu pensamento e começar pelo propósito, e aí ir seguindo os estágios seguintes.

Muitas vezes, ao identificar um projeto, minha próxima ação é simplesmente “trabalhar no planejamento do projeto X”, pois efetivamente a primeira coisa que tenho que fazer é montar o planejamento. Essa é uma dúvida que muitas pessoas me perguntam. No momento em que você está esclarecendo sua caixa de entrada, você só deve executar ações que levam menos de dois minutos. Planejar um projeto não leva menos de dois minutos, então as outras opções são delegar ou adiar. Esse fluxo de pensamento precisa entrar em você para fazer as coisas acontecerem. Quando entrar, todo o seu GTD ficará muito mais fluido. Ou seja, “planejar um projeto” é uma ação em si que não dá pra ser feita na hora porque não leva menos de dois minutos. É isso.

Agora, a não ser que você queira (e possa) parar tudo o que você está fazendo para montar o seu planejamento do projeto. O que estou querendo dizer é que não precisa fazer na hora, se isso for mais te distrair e atrapalhar do que ajudar. A escolha deve ser sua, de acordo com as suas opções de coisas a fazer no dia.

Esse planejamento entra no que se chama de plano do projeto e eu coloco na parte de notas dentro do meu projeto. Assim:

A importância da organização do projeto

O estágio da Organização nesse Modelo serve para você saber o status do projeto. Você não controla esse status “pelas próximas ações”, mas sim pela organização.

É aqui na organização que entram cronogramas, listas de coisas a fazer, pipeline de ações e tudo mais o que geralmente as pessoas associam a “planejamento de projetos”.

O MPN (Modelo de Planejamento Natural) serve justamente para dar suporte aos outros itens que normalmente as pessoas não fazem com relação ao projeto (pensar em propósito, visão etc). Ele não substitui planejamentos formais em empresas – tais planejamentos entram dentro do MPN, na parte da organização. Esse entendimento também é importante. Ou seja: essas coisas entram dentro do MPN. Mas o MPN não substitui essas coisas. Elas se complementam. Só ter a parte de cronogramas e organização de modo geral pode não ser o suficiente. Mais uma vezm use o MPN como ferramenta.

Revisar todos esses passos listados na parte da organização dos projetos serve para você identificar as próximas ações. Eu dei um exemplo em um projeto de inglês, em um post anterior aqui no blog:

Na revisão semanal, eu olho essa parte da organização e me pergunto sobre cada item: Posso definir uma próxima ação para isto? E para aquilo? Se sim, eu esclareço a próxima ação e organizo adequadamente (= nas listas por contexto, no calendário, delego e vai pra aguardando resposta ou fazer em menos de dois minutos). O andamento do projeto é acompanhado por aqui (organização). Logo, se um item ainda não foi concluído, eu continuo definindo próximas ações até ele ser. Isso que me dá o controle do projeto. As próximas ações são apenas a operacionalização de cada um desses itens.

Há itens que eu eu já posso definir próximas ações e outros não, porque são itens que dependem da conclusão de outros. Nesse caso, eu não coloco ações que não sejam próximas ações nas minhas listas de próximas ações. Esse entendimento aqui não é apenas importante – ele é chave. Se você inserir nas suas listas de próximas ações ações que não sejam “próximas” (ou seja, que ainda dependam de outros acontecimentos antes), você vai travar suas listas de próximas ações. Então esta parte aqui da organização é essencial por isso – você pode inserir ações futuras e outras categorizações, como sequências, prioridades etc.

Um exemplo de próxima ação baseada na organização do projeto acima:

A ação está lá na lista do contexto em que quero ou preciso estar para executá-la. Como eu reviso as próximas ações antes dos projetos durante a minha Revisão Semanal, eu já sei quais estão definidas quando chego na parte dos projetos.

Pode linkar ações aos projetos?

Essa é uma das perguntas que eu mais recebo. Claro que você pode linkar. No Evernote, por exemplo, você pode copiar o link da nota das próximas ações e colocar no plano do projeto. Assim:

Agora, a pergunta é: Precisa? É necessário? Ou vai te dar mais trabalho? Avalie por aí e veja como funcionaria melhor para você.

Eu às vezes tento fazer isso (apenas para ter um registro das ações dentro do plano do projeto), mas sempre desisto porque não tem necessidade. Como faço o controle pela organização do projeto em si, as próximas ações são coisas muito voláteis e desnecessárias de se manterem registradas. Se cada vez que eu fizer uma alteração na ação (esclarecendo-a melhor, por exemplo) eu tiver que copiar e colar a nota novamente, vou perder mais tempo organizando meus projetos do que efetivamente trabalhando neles. Considere essa questão por aí também.

E linkar os projetos às áreas de foco? Ou aos objetivos relacionados?

Tudo, tudo pode ser feito. Depende apenas de você pensar: Preciso? Qual a necessidade? Vai ser eficiente? Vai dar retrabalho?

No Evernote, se eu fosse fazer, faria por tags (para as áreas de foco). Criaria uma tag para cada área e, no projeto, inseriria a tag. Poderia inserir em outros itens se eu quisesse também (ações, objetivos etc). Isso pode ser legal para dar uma visão do que “existe” para cada uma das áreas. Mas, mais uma vez: eu não faço. As revisões regulares de todo o meu sistema garantem que esteja tudo integrado sem precisar fazer isso por meio de tags ou outros artifícios. Mas, mais uma vez: é como eu faço (e procuro fazer como o David Allen recomenda). Não tem problema nenhum usar tags.

Arquivos de suporte ao projeto

Uma última coisa legal de se falar sobre projetos é sobre os arquivos de suporte.

Os projetos podem ter arquivos diversos de suporte, que servem justamente como apoio. Por exemplo: se eu for realizar uma viagem, as passagens compradas (o documento em si) são arquivos de suporte. Isso tem que ser organizado em algum lugar.

De modo geral, você pode organizar esses arquivos em qualquer ferramenta, tanto em formato de papel quanto em formato digital. Onde você vai listar onde estão esses documentos? Isso mesmo, no plano do projeto.

Exemplo de um projeto que tenho (“reformular a plataforma dos cursos online”):

Eu digitalizo bastante coisa para o Evernote, então copio e colo o link da nota no próprio plano do projeto.

Se o arquivo estiver em outra ferramenta, não há qualquer problema – eu registro onde está. Algo como:

  • Suporte ao projeto:
    • Mapa mental: link
    • Cronograma da equipe no Google Drive: link
    • Caderno no Evernote: Projeto X
    • Pasta: Projeto X
    • Dropbox: Projeto X

Você pode ter arquivos de suporte literalmente em qualquer lugar! Podem ser pastas de plástico cheias de papéis sobre o projeto, podem ser pastas no Dropbox, arquivos no seu e-mail, arquivos no seu Google Drive etc. Contanto que você tenha isso listado para identificar rapidamente (como mostrei no exemplo acima), as informações ficarão organizadas.

Eu trabalho com outras pessoas e, por isso, outras pessoas usam ferramentas diversas que elas compartilham comigo. Por esse motivo, essa organização é essencial. Eu não me obrigo a passar tudo para uma só ferramenta, o que pode dar mais trabalho que apenas linkar ou fazer referência no meu plano do projeto.

Lembre-se que esses arquivos devem ser revisados na Revisão Semanal para garantir que eles em si não desencadeiem próximas ações. Cronogramas de projetos (e outros afins que entram na parte da organização do projeto) também se enquadram como arquivos de suporte aos projetos.

Vale a pena dizer que, no Evernote, tenho uma pilha de “Suporte a projetos”, onde crio cadernos para alguns projetos. Apenas para alguns, por alguns motivos: 1) compartilhar com terceiros ou 2) disponibilizar off-line. Esses são os motivos de criar cadernos a parte. Do contrário, apenas uso tags nas notas, coloco dentro do arquivo de referência normal e linko a nota no plano do projeto.

Para viagens, por exemplo, é muito útil ter o caderno off-line no meu tablet ou celular.

Bom, gente, procurei esclarecer todas as dúvidas neste post. Caso tenham perguntas, sintam-se à vontade para escrever nos comentários. Posso ir complementando o post à medida que as dúvidas forem surgindo. Muito obrigada pela leitura e espero que o post tenha ajudado de alguma maneira.

Categoria(s) do post: Plenitude & Felicidade

Este é um post para você analisar a sua vida como um todo. Que tal agora?

Lembrando que:

Inerente a alguém, básico para você no momento

  • Quais são os relacionamentos essenciais na sua vida?
  • Quais são os projetos pessoais essenciais na sua vida hoje?
  • Quais são os projetos profissionais essenciais na sua vida hoje?
  • Quais são as atividades da sua rotina extremamente essenciais no momento?
  • Quais são os hobbies que são essenciais para você e talvez você não esteja dando atenção?
  • Quais são as decisões e atividades relacionadas à sua saúde essenciais neste momento?
  • Quais são os problemas que você realmente precisa resolver atualmente?
  • Quais são os processos do seu dia a dia que precisam ser melhorados para tudo em volta melhorar?
  • Quais são as habilidades profissionais essenciais que você precisa dominar no momento?
  • Quais são as contas essenciais que você precisa manter nesse momento?
  • Quais são as oportunidades essenciais que você precisa aproveitar?
  • Quais são os prazos essenciais que você precisa cumprir esta semana e hoje?
  • Quais são os objetos essenciais que precisam estar na sua mesa de trabalho no momento?
  • Quais são os objetos essenciais que você precisa ter em casa atualmente para a vida que você leva?
  • Quais são os sentimentos e afirmações essenciais que você precisa ter por si mesma(o) nesse momento?

Talvez seja desnecessário dizer mas, para tudo o que não for essencial, talvez seja a hora de dizer adeus. Busque a sua essência e encontre tempo. 😉

Categoria(s) do post: GTD™, Carreira, Estudos

Este post faz parte da série GTD e Estudos. Hoje vamos falar sobre o que fazer com cada uma das coisas que você captura, novos inputs e informações que chegam até você em formato de aulas, textos, notas e outros formatos.

A captura é um processo ativo, que você faz, quando toma notas em sala de aula, registra coisas que não pode esquecer ou traz um novo texto para ler, por exemplo, mas também é algo que acontece por você, quando você recebe e-mails, mensagens, demandas, interrupções etc. Por isso vimos, no primeiro post da série, a importância de ter lugares apropriados para fazer essa captura, através de caixas de entrada. Tenha sempre uma ferramenta de captura com você, que seja um caderninho ou algum aplicativo no celular.

Mas não basta apenas capturar esses inputs. Você precisa processar e esclarecer com uma frequência diária. Esclarecer diariamente é o ideal, pois não deixa que o volume acumule. Esclareça, no máximo, em até 48 horas, caso não consiga esclarecer no dia.

Esvaziar suas caixas de entrada não significa fazer ou resolver tudo o que você capturou. Significa apenas que você pegou cada um dos itens e esclareceu o que ele significa para você, organizando no lugar mais adequado do seu sistema. E como fazer isso?

Como esclarecer qualquer item da sua caixa de entrada

O GTD tem um fluxo que basta seguir e dá tudo certo! Veja a seguir:

Pegue o primeiro item da sua caixa de entrada ou ferramenta de captura e pergunte-se: o que é isso? Ou seja, o que significa para você? Responder, mesmo em voz alta, ajuda a deixar mais claro. Nunca volte nenhum item para a caixa de entrada. Esclareça assim que o pegar.

Depois pergunte-se: demanda ação? Você está comprometido(a) a agir com relação a esse item no momento? Porque isso é uma decisão. Você pode perfeitamente não saber também, ou não querer decidir no momento.

Caso o item não demande ação no momento, você tem três opções:

  1. Jogar fora, porque não vai mais precisar dele
  2. Arquivar, porque você quer guardar como referência
  3. Incubar, caso não demande ação no momento, mas pode ser que no futuro sim

Na sequência eu vou explicar como organizar cada uma dessas opções.

Caso demande ação, você precisa identificar: qual é a próxima ação? Qual é a primeira coisa que eu tenho que fazer para mover esse item adiante? Uma vez definida essa ação, que deve estar super clara, com verbos adequados, você tem também três opções:

  1. Fazer na hora, se levar menos de 2 minutos (mesmo que seja de baixa prioridade)
  2. Delegar, se você não for a pessoa mais apropriada para fazer
  3. Adiar para fazer no momento mais apropriado para você (ou seja, isso sim entra nas suas listas de coisas a fazer)

Na sequência eu também vou explicar como organizar cada uma dessas opções.

Sempre que você se deparar com algum item que por si só não conclua o todo, aquilo que você precisa fazer, é importante você se perguntar: qual o resultado desejado? Porque provavelmente você terá um projeto. Projeto, para o GTD, é todo resultado desejado que demande múltiplos passos para ser concluído, geralmente dentro do período de um ano. Então você vai ter projetos mais simples como “Finalizar disciplina X para o semestre” como projetos mais complexos como “Finalizar o TCC”.

Se você já usa GTD, minha dica aqui é que você pense sempre no cenário maior. Tenha bom-senso ao definir projetos. “Finalizar trabalho para semana que vem da disciplina Y” pode parecer um projeto, mas na verdade ele é um sub-projeto que faz parte do cenário maior, que é “Concluir disciplina Y no semestre”. Usar esse horizonte de um ano ajuda bastante a definir o que é ou não um projeto. Outro critério a se considerar é: preciso revisar esse projeto toda semana na minha revisão semanal? Esse é o acompanhamento dos projetos.

Onde organizar o que foi esclarecido

O post anterior foi uma orientação para a escolha de ferramentas. Use sua ferramenta de escolha então para criar as listas.

Como organizar o que não demanda ação

Lixo = Auto-explicativo.

Arquivo = Use ferramentas de armazenamento (📁 pastas físicas ou eletrônicas). As boas práticas para arquivar são: crie pastas em ordem alfabética, sem muitas sub-pastas. Por exemplo, em vez de fazer assim:

  • 📁 Metodologia
    • 📁 Trabalhos
    • 📁 Provas
    • 📁 Artigos
  • 📁 Português
    • 📁 Trabalhos
    • 📁 Provas
    • 📁 Artigos

A recomendação é fazer assim:

  • 📁 Metodologia – Trabalhos
  • 📁 Metodologia – Provas
  • 📁 Metodologia – Artigos
  • 📁 Português – Trabalhos
  • 📁 Português – Provas
  • 📁 Português – Artigos

Pois assim as coisas não ficam ocultas e você encontra com mais facilidade. Siga esse padrão sempre e mesmo que você tenha ferramentas diferentes será muito fácil arquivar e depois resgatar o que você precisar.

Incubar = Você pode colocar em uma lista chamada 🗒 Algum dia / talvez (se precisar revisar regularmente o item) ou inserir um lembrete dele no 📅 Calendário (se precisar revisar esse item apenas em uma época específica, e não toda semana).

Como organizar o que demanda ação

O que leva menos de 2 minutos = Faça na hora e não precisa organizar em lugar nenhum. O objetivo de fazer na hora é justamente que é mais fácil resolver que inserir em uma lista para resolver depois.

O que você delegou = Insira o item na lista🗒 Aguardando resposta. Uma boa prática é inserir o nome da pessoa, o que foi delegado e desde quando. Assim: Bruno – Finalizar redação do TCC – desde 12/06/17.

O que você adiou para fazer no momento mais apropriado = Se precisar ser feito em um dia ou horário específico, insira no seu 📅 Calendário. Se não tiver que ser feito em um dia ou horário específico, ou seja, só precisa ser feito o quanto antes, insira em uma lista de🗒 Próximas ações organizada por contextos. Por exemplo, se você precisa ter um computador para executar determinada ação, ela entraria na lista @Computador. Essa ação também pode ter um prazo (seja criterioso aqui com os prazos reais). Se não tiver, deixe sem prazo.

Caso você identifique um projeto, insira-o em uma lista de🗒 Projetos.

Em posts futuros, falarei mais sobre outras listas citadas no post anterior, como os resultados maiores e checklists. Por hora, você precisa conhecer as orientações acima para esclarecer tudo o que foi capturado.

Fica de lição de casa então:

  • Esclarecer tudo o que você já capturou
  • Esclarecer diariamente para pegar o hábito
  • Testar a organização das suas ferramentas através das práticas ensinadas neste post
  • Fazer uma super captura (se quiser) para treinar o esclarecer

Até o próximo post, quando falaremos sobre a revisão semanal. Se tiver dúvidas, por favor, poste nos comentários.