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2017 está acabando e hoje eu gostaria de trazer um resumo dos meus posts preferidos do blog este ano. Espero que você tenha gostado também, ou esta é uma chance de conhecê-los, se você ainda não os leu.

Tentei escolher apenas 3 posts de cada tema abaixo, tirando organização (o tema principal), que deixei os 5 essenciais:

Organização

Diário da Thais

Trabalho

Casa

GTD

Empreendedorismo

Mindset

Qual foi seu post preferido este ano?

Categoria(s) do post: Diário da Thais

Pelo que eu vejo ao meu redor, 2017 foi um ano que dividiu as opiniões. Algumas pessoas consideraram o ano terrível, enquanto outras tiveram um bom ano. Eu sei que é complicado chamar 2017 de “ano incrível” quando paro para pensar na situação política do nosso país, que não teve nada de incrível. Porém, chamá-lo de incrível faz parte de uma mudança ABSURDA de mindset que eu tive este ano, e que foi responsável por torná-lo um ano tão legal. Então este post traz o meu resumo do ano, uma retrospectiva pessoal, do ponto de vista da realização, que veio graçàs à organização. Afinal, este é o assunto do blog.

Entre o meu aniversário em setembro de 2016 e setembro de 2017, eu estava em um ano pessoal 7, que na numerologia representa um ano super introspectivo. Realmente assim foi o meu ano. Tudo o que aconteceu, veio de dentro. Mas foi importantíssimo. Não estaria aqui agora se não fossem as mudanças fundamentais que ocorreram (e eu fiz acontecer) neste ano que passou.

Atitude Mental Positiva

Eu não conseguiria falar sobre 2017 sem falar sobre o principal tema do ano, que foi essa mudança importantíssima de mindset que começou lá atrás, quando eu tirei a minha certificação de coaching em julho de 2016 e, em setembro 2016, quando sofri uma espécie de “luto profissional” que me deixou de cama mais de uma semana, sem perspectiva de vida. Foi quando eu percebi que, se a minha mente não estivesse bem, eu não ficaria bem. A partir daquele momento, eu comecei a trabalhar para deixar a minha mente bem – simples assim. Estudando, lendo, ouvindo pessoas que eu admirava. Muito aos poucos – e essa construção veio por todo o ano de 2017 – minha vida MUDOU COMPLETAMENTE.

Recentemente eu escrevi um post sobre isso, que recomendo fortemente que você leia. Nele, eu falo como essa mudança de mindset me ajudou com a prosperidade de maneira geral (não tem a ver só com dinheiro). Eu atribuo toda essa construção que eu tive a cinco pessoas, que agradeço aqui publicamente:

  • Renata Arrepia, minha instrutora na formação de coaching (que mulher fantástica)
  • David Allen, porque só quem chega na integração do GTD sabe o que quero dizer (“você não tem problemas, você só tem projetos”)
  • Conrado Adolpho, por todas as inspirações relacionadas ao meu trabalho
  • Napoleon Hill, pelos livros incríveis que mudaram absolutamente tudo
  • EU MESMA, por ter continuado a meditar diariamente e fazer disso um dos melhores hábitos que eu poderia ter incorporado na minha vida

GTD me ajudou mais que meditação, vale dizer.

Eu escrevi um post em janeiro sobre como um empreendedor pode superar um ano de crise e continuar empreendendo. Eu ainda não estava 100%, mas já tinha identificado o problema (minha mente).

Essa tema, essa mudança, certamente foi um dos maiores marcos deste ano, e algo que vou levar para toda a vida.

Meu lema para 2017 foi “mente como água”, e foi algo que me guiou ao longo do ano e fez toda a diferença. Se algo fosse me deixar para baixo, me chatear, me estressar, eu simplesmente mudava a chavinha e lidava de uma maneira completamente diferente, buscando sempre o lado positivo. Deu certo!

Saúde

O segundo tema que certamente teve toda a minha atenção em 2017 foi a minha saúde. Comecei o ano mal, gente. O lance da cabeça, mais problemas com o corpo, me deixaram em um estado não muito feliz. Engordei muito, compliquei doenças que desenvolvi na gravidez (sete anos atrás), e não tinha pique para quase nada, além da auto-estima que não me deixava à vontade para gravar vídeos, aparecer em eventos e outras coisas.

Ainda em 2016, eu iniciei um tratamento com a minha endocrinologista (e amiga), associando dieta com remédios e academia. Aliás, eu sempre fiz reeducação alimentar e academia, a vida toda. Só que chega num momento, e só quem já foi obeso sabe, que você não consegue mais emagrecer. Putz, é complicado. Anos atrás, em 2013, mais ou menos, um fiz uma reeducação alimentar com foco em low carb e emagreci 22kg. Foi ótimo, mas aí desenvolvi outros problemas de saúde e, mesmo com reeducação alimentar e atividade física, aos poucos fui engordando novamente.

Este ano, devido a um problema maior (no esôfago), e por ter todas as comorbidades relacionadas, eu fui submetida à cirurgia bariátrica no final de abril. Foi um processo que começou no final de 2016. Eu não queria operar, tinha medo. Me sentia (no fundo) fracassada por chegar a esse ponto (tudo isso foi embora com a terapia). No final das contas, já não era questão de escolha, e precisei fazer.

Me planejei para ficar o mês seguinte inteiro sem trabalhar em eventos e cursos externos, guardei dinheiro, planejei outras atividades, e deu tudo certo. A cirurgia em si foi um sucesso, mesmo porque sou muito disciplinada com tudo. Minha recuperação foi excelente. Porém, é um novo estilo de vida – não porque como em menor quantidade – isso é o de menos. Mas porque seu corpo, seu metabolismo, não é mais o mesmo. O corpo não absorve mais os nutrientes como o fazia antes, a menstruação muda, o nível de energia muda (tem picos e baixas) e ainda estou aprendendo a me redescobrir.

Portanto, este tema tomou todo o meu ano, e com razão. No segundo semestre, tive um princípio de anemia, que retornou agora em dezembro. São simplesmente características de quem se submeteu a essa cirurgia (não acontece com todos, mas pode acontecer), e não por eu estar fazendo algo de errado. A gente vai ajustando.

Mas, de modo geral, me sinto muito bem. Ainda não me considero magra – o que é estranho, porque já perdi mais de 30kg. Meu foco tem sido em realmente adequar a alimentação, mudar completamente o meu estilo de vida – ou, melhor, ter o estilo de vida que sempre gostei, mas que o peso não me permitia ter, porque não tinha disposição. Então agora consigo subir escadas, correr com o meu filho, andar muito mais a pé, fazer exercícios diariamente e comer menos sem que isso signifique passar mal “porque comeu pouco”.

Pretendo falar mais sobre esse processo sim em posts futuros, para ajudar quem estiver passando por isso, mas não poderia deixar de citar aqui, neste resumão do ano, porque o impacto foi total.

Grêmio

Leve bônus aqui neste post para falar que:

  • Melhor técnico do mundo: Renato Portaluppi
  • Melhor zagueiro e jogador de todos os tempos: Pedro Geromel
  • Meu time foi tri campeão da Libertadores
  • O mundial chegará!
  • Conheci a Arena do Grêmio – sonho realizado!

Só isso. Continuamos com a programação normal. XD

Arte

Quando eu reviso os posts do ano para o blog, vejo que escrevi bons posts, que refletiram aspectos muito importantes da organização e dos meus aprendizados este ano, mas foram em menor quantidade. Quando paro para pensar em como estava a minha vida entre o final de 2016 e o começo de 2017, fica claro por quê. Como eu falei, não estava legal. Fico surpresa por ter continuado escrevendo tanto – hoje eu entendo. Escrever é a minha arte, a minha criação, o que faço naturalmente. Faz parte de quem eu sou.

Por isso, uma das coisas legais que eu passei a fazer esse ano (vocês podem rir, se quiserem) foi passar a me chamar de “artista”. Eu li um livro muito legal, chamado “Os Segredos dos Grandes Artistas”, que me mostrou a importância da rotina na vida dos artistas, incluindo escritores. Oras, e não é isso o que eu sou? A partir daquele momento, comecei a encarar a minha vida, e o meu dia a dia, de outra maneira. Isso aconteceu por volta de outubro, mais ou menos.

Eu já tinha concluído que CRIATIVIDADE é um valor muito importante na minha vida. Se eu não conseguir expressar a minha criatividade no que quer que seja, eu me sinto morta. É o que me desmotivou de empregos passados e atividades relacionadas.

Quando eu parei para analisar todas as atividades na minha vida relacionadas a esse poder de criação, percebi como são todas as atividades que eu mais gosto de fazer: escrever, desenhar, pintar, compôr, tocar um instrumento, criar uma receita do nada na cozinha. E aí decidi que essa criação, essa arte, seria uma prioridade para mim, todos os dias.

O conteúdo, da maneira como eu produzo, crio, escrevo, faço, vai ter muito mais espaço. Até mesmo por isso eu aceitei de bom grado a ideia de criar e explorar novos canais além do Vida Organizada – porque é o que eu quero e tenho potencial para fazer.

Eu deixei o conteúdo de lado este ano e eu vejo como isso influenciou no meu trabalho, no meu astral, e em todo o resto na minha vida. Não mais. 🙂 Essa é a minha arte, é o que eu faço, e o que será responsável pelo legado que quero deixar aí pelos próximos 50 anos.

Cursos

Em 2017, eu pude refinar a minha ideia para cursos, ensino, programa educacional e assuntos relacionados.

Foi o ano que eu tive certeza que gostaria de ser professora. Me aposentar dando aulas.

Por isso, passei a ver todos os cursos que criava e ministrava com outros olhos, outro propósito. Queria aprimorar minha didática, minha fala, minhas pesquisas, dar mais embasamento ao que eu falo, em respeito aos alunos que confiam em mim ao comprar um curso meu.

No primeiro semestre, elaborei um curso online de organização da casa e feng shui, junto com a Wanice Bon’Ávigo, do Armazém da Energia. Foi uma boa experiência em diversos aspectos, e já pensamos em melhorias para uma edição nova futuramente.

Lancei bons cursos online, a saber:

Além de trazer melhorias para os outros cursos que estão disponíveis aqui.

Não realizei nenhum curso presencial do Vida Organizada, o que foi bom. Eu precisava descansar, gente.

Por outro lado, foquei nos cursos presenciais de GTD, em uma média de dois por mês – sempre um em São Paulo e outro em outra cidade. Fui para diversas capitais do país: Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia, Brasília, Recife, Fortaleza.

Um grande acontecimento com relação a esses cursos foi que, em setembro, a empresa terceirizada que cuidava da organização e das vendas dos cursos de GTD encerrou suas atividades, então toda essa parte veio para mim. Eu levei um tempo para me organizar e me acostumar com o volume insano de novas atividades, e de certo modo ainda estou me estruturando em termos de processos, mas o planejamento das próximas turmas já está mais tranquilo para o ano que vem (confira algumas datas aqui).

Também foi um ano bacana em relação a trabalho voluntário. Realizamos cursos, palestras e coaching com o pessoal da ADEVA (Associação de Deficientes Visuais e Amigos), um trabalho que pretendemos continuar no ano que vem e além.

Ainda em 2017, em setembro, teve uma nova capacitação dos instrutores da Call Daniel (franquia brasileira do método GTD), organizada por mim, já que sou a Master Trainer (pessoa responsável pela capacitação dos instrutores) brasileira da metodologia. Esse processo ainda está em andamento e deve prosseguir até fevereiro ou março.

Eu também iniciei a minha certificação de Coaching GTD este ano, com previsão de finalização até o meio do ano que vem. Isso me ajudou a focar melhor no meu trabalho de consultoria, cujo desenvolvimento ainda está em andamento.

Ah, e é claro, um dos maiores passos em direção à me aposentar dando aulas: entrei no mestrado. Não vejo a hora de começar!

Relacionamentos

Este é um assunto que vou abordar mais em 2018, especialmente porque terá a ver com a linha editorial do ano que vem (que vou explicar melhor em um post no início de janeiro).

Mas eu não posso negar como esse tema foi foco na minha vida este ano.

No início do ano, eu comecei um trabalho de terapia porque gostaria de melhorar meus relacionamentos. Todos. O trabalho não durou muito tempo, mas foi excelente. Me ajudou a ver com outros olhos coisas que eu aceitava e que eu não deveria aceitar. Me ajudou a ver que “não sou obrigada” a uma série de coisas que não me permitia negar antes, com relação a determinadas pessoas.

Isso me libertou de tal forma que eu pude me abrir muito mais a relacionamentos significativos, maduros e inspiradores para mim, assim como estar mais disposta emocionalmente para ajudar amigos, parentes e colegas que precisavam de mim.

Além de um acontecimento que mudou completamente a minha vida e tudo o que importa.

É difícil escrever isso sem dar exemplos pessoais, e dar exemplos pessoais é se expôr demais, nesse caso. Mas sim, foi importante. E também, claro, um reflexo de todas as outras coisas que já escrevi neste post.

Filhote está maravilhoso, gente. Sete anos, indo para os oito, apaixonado por matemática, leituras e a vida em família. Eu me sinto privilegiada por ter a oportunidade de “criar” um ser humano dentro de casa e para o mundo.

Casa

Um assunto que foi pauta deste ano foi a nossa mudança de casa para uma região mais central, que é o bairro que eu nasci e cresci, perto da minha avó, e o sentimento de que todas as coisas se encaixaram desta vez. Não tenho muito mais para falar sobre isso além dessa conquista, que concluímos no segundo semestre. Tivemos muitos desafios relacionados ao assunto casa este ano (assalto, problemas estruturais, mudanças forçadas etc.) que eu prefiro nem falar porque de más notícias eu quero distância. Já passou e estamos felizes. Fim. <3

36

Desde bem mais nova, eu dizia que a minha “idade limite” para “virar adulta” eram os 36 anos. Em 2017, eu completei essa idade e posso dizer certamente que me considero adulta, responsável pela minha vida. Aliás, é isso que eu acho que um adulto é.

Também ganhei meu primeiro fio de cabelo branco, e fiquei muito feliz com ele! Feliz por ele ter aparecido tão tarde (atribuo ao GTD e à meditação, certamente). E feliz também porque envelhecer é um privilégio. Significa estar viva, acumulando experiências, vivenciando novas oportunidades.

Quando eu tinha uns 15 anos, acompanhei minha avó ao cabeleleiro, quando ela foi tingir os cabelos (ela não tinge apropriadamente – passa rinsagem para eles ficarem branquinhos que nem a mamãe Noel, rs). E, lá, teve essa mini-discussãozinha sobre tingir cabelos, e eu disse que não gostaria de tingir quando fosse mais velha. Toooodas as tias no salão disseram que eu mudaria de ideia “assim que aparecessem meus primeiros cabelos brancos”. Pois bem, eles começaram a aparecer e eu sigo com a mesma opinião. Eles representam marcas importantes para mim.

Tive um pai que morreu cedo, devido a um câncer, e tive amigos que também se foram, e ídolos ou pessoas que eu gostava. Eu continuo achando que envelhecer é um privilégio, e me sinto feliz por ter a oportunidade de passar por todas essas fases na vida.

Você concorda comigo que foi um ano incrível?

Muito obrigada a VOCÊ, leitor ou leitora, por estar aqui me acompanhando esses anos todos. Lá vamos nós para mais um ano organizado. <3

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Uma das maiores mudanças que eu comecei a implementar em dezembro foi a divisão do Vida Organizada em quatro canais. Ainda falarei mais sobre ela, mas você pode ver um pouco sobre o assunto em um vídeo que eu gravei para o canal no YouTube (aliás, ainda não segue o canal? aproveite para seguir! muita coisa legal acontece por lá):

(Se você não estiver vendo o player do vídeo acima, clique aqui para assistir diretamente no YouTube.)

Por isso, eu fiquei um pouco em dúvida se publicaria esse resumo do mês aqui no VO ou no meu blog pessoal, e esse exercício tem sido bem bacana de fazer. De modo geral, o VO é o meu blog oficial, onde eu escrevo sobre como é ter uma vida organizada. Então esses resumos devem entrar aqui sim, porque são um reflexo disso. Agora, tudo o que não tiver a ver com organização, mesmo que seja algo pessoal, isso sim entrará no outro blog. Se você é blogueiro, pode gostar de acompanhar essa mudança que estou fazendo, porque pode trazer insights editoriais interessantes.

Mentoria

Já que estou falando sobre esse assunto, inicio o resumo do mês de dezembro contando sobre a mentoria que eu fiz com a Passa, que foi uma mentoria de direcionamento do negócio como um todo mesmo. A Passa é incrível, tem um dos canais no YouTube para adultos mais legais (PASSA dos 30), e uma experiência profissional muito parecida com a minha. E eu busquei fazer essa mentoria com ela justamente porque, depois de tanto tempo no seu próprio negócio, você não consegue mais enxergar algumas coisas óbvias. Eu queria a visão de alguém de fora, então, para me dar algumas sugestões.

O trabalho foi muito acertado. Realizamos duas sessões, que foram suficientes para me dar um direcionamento gigantesco, que vai se refletir no próximo ano aqui no blog. Aos poucos vou contando tudo para vocês. Em janeiro, vou anunciar “oficialmente” as mudanças e falar mais sobre a estrutura editorial dos blogs de maneira geral. Mas posso adiantar que estou extremamente feliz e satisfeita com o resultado e com o encaminhamento das coisas.

Prioridades

Dezembro também me ajudou a tornar as minhas prioridades mais claras para daqui em diante (não falo “a partir do ano que vem” porque são coisas que estou colocando em prática desde já – para mim, um ano novo começa a cada dia). Li um livro incrível chamado “Ponto de Equilíbrio” (indicação da minha amiga Milena – obrigada!) e uma dica que a autora dá (que ela também pegou de outra leitura) foi a de definir cinco prioridades para a sua vida e, para elas, dedicar tempo todos os dias. Se alguma atividade aparecer e não tiver relação com uma das 5 prioridades, eu devo ser catedrática e falar NÃO.

Consegui então refletir, na minha viagem de férias, sobre essas prioridades, e cheguei às minhas 5, que vou compartilhar em um outro post que venho preparando para janeiro. (Você pode me ouvir descrevendo as prioridades rapidamente na LIVE de planejamento de ano novo que fiz esta semana, também no canal). Essa reflexão me deixou com um sentimento muito bom de satisfação e completude também.

Férias

Eu não costumo tirar um mês de férias anualmente, mas distribuir essas quatro semanas ao longo do ano, de modo que eu consiga descansar em momentos estratégicos. Um desses momentos é antes da semana do Natal e do Ano Novo, quando eu justamente começo a época do ano em que eu trabalho mais (todo mundo quer se organizar para o ano novo). Nessa semana, nosso filho já está de férias também e conseguimos viajar.

Fomos para a praia e foi uma viagem incrível, gostosa, divertida, e que poderia ter durado mais! Só voltamos porque era Natal e tínhamos combinado de passar na casa da minha avó com o restante da família, senão teríamos ficado. Não há dinheiro que pague a sensação de descanso e vida leve que só uma viagem para a praia proporciona.

Nós fomos para Trindade, que fica perto de Paraty (RJ), minha praia preferida desde criança, já com a promessa de repetirmos o feito no final do ano que vem – desta vez, ficando mais tempo.

Mestrado

Dezembro também trouxe uma das conquistas mais felizes da minha vida, que foi ter passado no processo seletivo do mestrado na faculdade que eu queria, com o orientador que eu queria, com o tema que eu pesquisei tanto para definir. Eu também pretendo explorar mais esse tema em posts futuros, pois dá pano para a manga. 🙂 São muitas coisas legais que eu quero compartilhar com vocês, desde a definição até o processo de planejamento, pesquisa do tema, escolha da faculdade e orientador etc.

Meu mês foi quase inteiro tomado por esse assunto, pois foi quando aconteceram as provas, entrevista, matrícula, reunião prévia com o orientador e muito, muito estudo feito com o maior prazer e felicidade de uma pessoa que queria muito uma coisa e conseguiu.

Cursos e eventos

O mês de dezembro foi um pouco mais tranquilo com relação a cursos e eventos de modo geral. Comecei o mês com uma turma incrível de GTD Nível 2: Projetos & Prioridades lotada em São Paulo, logo no dia 2 (um sábado). (Veja as próximas datas para 2018!)

Na semana seguinte, uma viagem para São José dos Campos me levou para algumas palestras em uma empresa, com direito a participar de happy-hour de fim de ano e ganhar presentes. É um carinho muito grande e um sentimento imenso de gratidão que sinto quando participo de eventos assim.

Estou em vias de finalizar o curso online de Organização para empreendedores. As aulas já foram todas gravadas, então agora aproveitarei os próximos meses para melhorar o conteúdo, acrescentar planilhas e outros arquivos complementares. Foi um curso que me orgulhei muito de fazer. Se você é empreendedor e quer se organizar e organizar o seu negócio, dê uma conferida. Meu propósito com esse curso foi realmente ajudar quem tem empresa e acredita que poderia melhorar o seu próprio negócio se se organizasse melhor.

Também entrou no ar (começou) o curso BASE do blog, que tem anualmente, que é o Organize-se em 2018. A primeira aula foi ao ar dia 15 e, em janeiro, retorna com mais aulas, uma LIVE especial e muito, muito conteúdo trazendo o melhor da organização para a sua vida. Muitas pessoas me perguntam qual o melhor curso do blog para começar a se organizar – é este. Este curso é o curso base, que eu redesenho anualmente, sempre melhorando, cujo propósito é te ajudar a se organizar não apenas para o ano novo, mas por toda a sua vida.

Saúde

Uma das prioridades que eu defini, como vocês verão, é que preciso ficar bem. Saúde é um dos pontos, e um dos mais importantes. Este ano foi um ano da virada para mim em termos de saúde (falarei mais sobre isso no post de amanhã, com o resumão de 2017). Em dezembro, eu tomei essa resolução de que eu venho em primeiro lugar. Se eu não dormir bem, descansar, me alimentar bem, fizer exercícios, meditar, fizer coisas que eu gosto, nada mais andará. E eu sei disso já há tempos, claro. Mas nunca priorizei tanto isso quanto estou fazendo agora. Esse estalo, que tive enquanto estava sentada na praia, meditando, no final de uma tarde qualquer este mês, me deixou isso de uma maneira tão clara que se torna impossível ignorar o “chamado”.

Este mês passei no médico algumas vezes, fiz alguns exames, tive que fortalecer algumas vitaminas que já vinha tomando, então foi um assunto que teve bastante a minha atenção e continua tendo, segundo a segundo, o tempo todo.

Blog

Aqui no blog, o tema do mês foi “Finanças em ordem”, então nós tivemos uma série de posts que eu AMEI escrever sobre esse tema. Eu nem queria que o mês acabasse porque queria falar mais sobre isso, e prometo que levarei todos os temas sugeridos e ainda não abordados para posts do ano que vem. Muito obrigada pela contribução de vocês!

Finalizando…

Outras coisas que aconteceram no meu mês:

  • Paul fechou o ano escolar muito bem e sem recuperação. 🙂 Ano que vem ele começa em uma escola nova, e estamos todos na expectativa para ajudá-lo nessa transição.
  • Marido está feliz porque voltará a tocar na banda que ele gostava.
  • Minha avó não está bem de saúde, então ela foi ao médico diversas vezes, pronto-socorro, e tudo isso foi foco de atenção e preocupação este mês para mim e para toda a família. Fico contente por estarmos perto.
  • Meu time foi campeão da Libertadores mas não foi campeão mundial. Tudo bem, faz parte! No próximo ano tentaremos novamente. 🇪🇪
  • Assisti “Extraordinário” (ô filme lindo) e “Star Wars” (tem resenha aqui).
  • Assisti “Os Miseráveis” no teatro (maravilhoso).
  • O Natal em família foi bastante tranquilo e agradável.
  • Só constatei como as pessoas enlouquecem completamente no mês de dezembro achando que vão terminar em 20 dias o que não fizeram antes. Calma, galera. É só um feriado. Foque no que precisa ser fechado no ano civil. Por essa observação eu vejo como meu trabalho é necessário e como as pessoas simplesmente precisam disso.

E o dezembro de vocês, como foi?

Obrigada por estarem aqui. <3

Categoria(s) do post: Diário da Thais

Confira o vídeo onde eu conto um pouquinho sobre os projetos que concluí e os objetivos que alcancei nesse último trimestre de 2017 (outubro, novembro e dezembro).

Você pode ver o vídeo diretamente no YouTube clicando aqui.

Objetivos alcançados

  • Mover toda a nossa estrutura para a zona oeste novamente (outubro)
  • Ingressar no mestrado em uma área que faça o link entre a minha carreira em Comunicação e o trabalho que eu faço hoje (dezembro)

Projetos concluídos

  • Cursos de GTD organizados e ministrados por mim: Brasília (7/10), Porto Alegre (21/10), São Paulo (28/10), Rio (11/11), São Paulo (25/11) e São Paulo (2/12).
  • Instalar meu sistema GTD inteiro em inglês (outubro)
  • Esclarecer como funciona o modelo de contratação de menor aprendiz (outubro)
  • Esclarecer foco da revolução solar deste ano (outubro)
  • Organizar armário-cápsula de primavera (outubro)
  • Concluir matrícula do Paul na nova escola (outubro)
  • Organizar ida aos shows do Paul McCartney (outubro)
  • Comprar presente de Dia das Crianças para o Paul (outubro)
  • Finalizar entrega de GTD em uma grande multinacional de Londrina (novembro)
  • Concluir mentoria de marketing digital (dezembro)
  • Concluir pendências relacionadas à casa anterior (dezembro)
  • Finalizar pré-projeto de mestrado / Ingressar no mestrado (dezembro)
  • Organizar viagem de férias para Trindade e Paraty (dezembro)
  • Organizar o Natal (dezembro)

Não citei todos os projetos concluídos porque muitos deles são pessoais, ou menores, ou até agrupei acima para facilitar a visualização.

Eu escrevo esse tipo de post para inspirá-los e mostrar que, com organização, a gente consegue focar no que é realmente importante e mover a vida adiante. Espero que seja útil.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Esta semana, entre o Natal e o Ano Novo, é basicamente um momento de transição entre este ano e o ano que vem. Por isso, já há alguns anos eu realizo alguns “rituais de passagem” que me ajudam a começar o ano novo mais organizada. Hoje quis compartilhar quais são esses rituais com vocês.

  1. Em primeiro lugar, eu gosto de fazer uma revisão geral do ano que passou. Isso inclui verificar e trabalhar nas últimas pendências, como por exemplo: cancelar contas que são desnecessárias, cancelar assinaturas, finalizar planilhas de finanças. Gosto de revisar o ano que está acabando: que livros eu li, que objetivos eu alcancei, que cursos eu fiz, que projetos eu concluí e as evoluções em todas as áreas da minha vida de modo geral.
  2. Outra coisa que gosto de fazer nesta semana é um faxinão de final de ano em casa. Faço um destralhamento geral, limpo tudo detalhadamente, pois assim acredito que eu renovo as energias do meu espaço para o ano que está chegando. Se você se interesse por esse tema, nesta quinta (28/12) farei uma LIVE no canal do Casa Organizada no YouTube, falando sobre esse faxinão. Participe!
  3. Por fim, outra coisa que faço todo ano nesta semana entre o Natal e o Ano Novo é reinstalar meu sistema GTD. Faço isso para identificar falhas no meu sistema atual e buscar a simplificação de tudo de maneira geral. Desta vez, eu resolvi compartilhar com vocês como eu faço, e por isso comecei ontem uma série de vídeos no canal GTD Brasil, mostrando em um vídeo por dia (até o dia 15/01), como faço essa instalação. Se você sempre quis saber como usar GTD e por onde começar, é um prato cheio.

Enfim, fazer essas três coisas nesta semana é uma boa ideia, porque para a maioria das pessoas é uma semana mais tranquila em que é possível fazer. Especialmente este ano, sábado agora é um bom dia para fazer esse faxinão em casa, para recepcionar o ano novo com as energias em movimento.

E você, como costuma aproveitar esta semana entre o Natal e o Ano Novo?

Categoria(s) do post: Blog

Muitas pessoas me pedem para falar sobre esse tema, então hoje farei uma LIVE especial no YouTube, descontraída, respondendo dúvidas sobre o planejamento do ano novo e compartilhando com vocês algumas dicas e técnicas recentes que incorporei com essa finalidade.

Clique aqui para seguir o canal e participar da LIVE às 18h30! 🙂
(a gravação já está disponível acima no mesmo link)

E não perca quinta-feira, dia 28, às 19 horas (horário de Brasília), a LIVE sobre faxinão de final de ano no canal de Organização da Casa.

Categoria(s) do post: Finanças

Hoje eu gostaria de compartilhar um pouco sobre como tenho lidado com esse assunto no meu dia a dia – nosso, no caso da família.

A gente sempre lê por aí que os piores gastos, os que mais somam no total, são esses pequenos gastos do dia a dia. E, depois de atenta observação do nosso estilo de vida aqui em casa, percebi que isso é verdade.

A primeira coisa que comecei a fazer foi estabelecer um teto para os gastos do mercado. Como eu fiz isso? Bem, se nos últimos três meses a média de gastos com mercado foi de R$2.000, eu estabeleci um teto em R$1.600. E aí, com todos envolvidos, desenvolvemos algumas estratégias para alcançar esse valor:

* comprar mais em supermercado popular (temos um supermercado mais caro quase na esquina de casa, então a comodidade e a facilidade muitas vezes nos leva a ele)
* trocar algumas marcas por marcas mais baratas (sem impactar a qualidade substancialmente)
* fazer substituições (em vez de queijo tal, comprar um queijo mais barato)
* diminuir a quantidade de industrializados e consumir mais legumes, frutas e verduras

O resultado? R$1.300 em gastos com mercado. Nem chegamos ao teto, e sem esforço. Isso me fez estabelecer o teto em R$1.200 e, desde então, seguimos esse orçamento com sucesso.

A segunda coisa que mudamos (ainda está em andamento) é a coisa de comer fora. Como eu me desloco muito a trabalho, eu gasto muito comendo fora. O que eu passei a fazer:

* levar lanche e até água de casa (em vez de gastar 4 reais com uma água na rua, gasto menos de 2 reais comprando no mercado e levando comigo)
* almoçar sempre no restaurante por kg em vez de a la carte (uma média de R$30 por refeição que passou a custar R$8 ou R$12)
* pedir comida em casa no máximo uma vez por semana (e substituir por alimentos comprados no mercado, que seja a massa de pizza pronta)
* trocar a pizzaria do delivery por uma mais barata (em vez de R$50 ou R$70, estamos pagando R$40 na pizza)

Outra coisa que ajudou foi termos mudado para um bairro mais central. Nos últimos três anos, moramos em um bairro mais afastado do centro e isso me trazia grandes gastos com deslocamento. Para vocês terem uma ideia, reduzi em 80% esses gastos. Uma corrida da minha casa ao centro antes dava em média R$60 de Uber. Hoje posso ir de ônibus tranquilamente e gasto R$8 na ida e na volta. Se for de Uber, dá uns R$15.

Eu ainda tenho muito a melhorar, especialmente com livros e revistas. Estou parando aos poucos com as revistas. Tanto livros quanto revistas eu consumo porque são fonte de referência para o meu trabalho, mas eu sei que dá para melhorar.

Enfim, quis compartilhar com vocês porque o que realmente ajuda é a gente estar sempre ligado em como pode diminuir as despesas do dia a dia. Sempre tem algo que dá pra reduzir e, como diz o Paulo Lemann: “despesa é que nem unha – tem que cortar sempre, senão cresce rápido”. É a atenção constante que faz diferença e ajuda a conter esses gastos.

Categoria(s) do post: Finanças

Vale dizer que eu ainda tenho isso em andamento, porque não considero concluído. Para mim, ter um mindset de prosperidade significa o seguinte: sabe quando uma pessoa rica, muito rica, perde todo o seu dinheiro e, em pouco tempo, reconstrói tudo e fica mais rica ainda? Isso acontece porque ela tem um mindset, ou um modo de pensar, que sempre está voltado para a prosperidade. Ela sabe como fazer e como reconstruir. E é algo que eu quero para mim.

O que tenho feito para construir isso é seguir algumas recomendações de pessoas que tenham esse mindset. Como eu sei quais são? Lendo livros, biografias, entrevistas de pessoas que admiro ou que sejam influentes (ex: Paulo Lemann, Flávio Augusto da Silva, Conrado Adolpho). Saber como essas pessoas pensam me dá um direcionamento.

Eu comecei com essa ideia quando li o livro do Napoleon Hill, “Atitude mental positiva”. (Não quero aqui entrar na problematização do fetichismo da mente positiva que leva muitas pessoas a terem depressão nessa época em que vivemos. Para mais informações, recomendo a leitura do livro “A sociedade do cansaço”, de Byung-Chul Han). Esse livro (do N. Hill) foi decisivo para mim. Já comentei em outros posts que passei por um ano difícil entre 2016 e 2017. No segundo semestre de 2016, sofri um tremendo baque profissional, que tinha tudo para me desestabilizar completamente. Mas foi o fato de ter percebido que eu precisava controlar a minha mente e ter uma atitude mental positiva que realmente me salvou daquilo. E eu não apenas consegui superar, como prosperar em um ano de recessão no nosso país.

Vale dizer que, quando falo em prosperidade, não me refiro apenas a dinheiro, mas em mover a vida adiante de maneira geral. Sentir que as coisas estão andando, que estou alcançando o que quero nas diversas áreas da minha vida – incluindo dinheiro.

Eu também via outras pessoas indo bem em seus negócios e prosperando, enquanto outras não conseguiam. Essas pessoas que não conseguiam prosperar estavam sempre com a mente negativa, chateadas, sempre focando em “pequenezas”, buscando culpados ou focando nos problemas em vez de focar nas soluções. Eu cheguei à conclusão de que tudo estava na mente, nesse “clique” da prosperidade e que eu precisava desenvolver para sempre pensar para frente, empreendedora mesmo.

Às vezes, tenho a impressão de que isso pode parecer ser uma visão meio “poliana” da vida. O Brasil em crise, tudo o que está acontecendo, e eu aqui pensando positivo e buscando iniciativas que me levem adiante. Mas isso não está me prejudicando – pelo contrário. Foi o que me manteve viva. Então por que não confiar nessa filosofia de vida?

Meu primeiro projeto foi ler todos os livros do Napoleon Hill. Ainda está em andamento, porque ele tem vários livros. “O poder do triunfo”, que é o mais famoso, é o que está com a leitura mais lenta, porque sinto que preciso absorver mais cada um dos trechos. Quando eu terminar de ler todos, pretendo fazer um vídeo para o YouTube falando mais sobre eles de maneira geral. Mas o “Atitude mental positiva” e o “Como aumentar seu próprio salário” foram os meus preferidos até então (até mais que o “Quem pensa enriquece”, outro best-seller dele). Costumo recomendar para várias pessoas que eu gosto muito, porque para mim foram livros que “mudaram a chavinha” no meu cérebro e, quando quero o bem de alguém, costumo recomendar livros.

Existe uma crença meio cruel por aí, que diz que você é a média das cinco pessoas com as quais você mais convive. Eu digo que é cruel porque, nesse processo, você pode perceber que pessoas íntimas ou queridas suas não têm esse mesmo mindset, e talvez você se sinta deslocado com o passar do tempo. É o famoso “minha família não me apoia” ou “meu marido não acredita em mim”. Longe de mim querer recomendar qualquer coisa aqui (cada um sabe a vida que tem), mas eu posso dizer que isso influencia para caramba mesmo. Porque, quando você se cerca de pessoas que estejam na mesma “vibe” que você, tudo parece correr mais rápido e de maneira mais suave e natural, ao mesmo tempo. Vou deixar então a seguinte recomendação: procure pessoas que estejam nessa mesma vibração. Busque grupos de empreendedores (se for o seu caso), almoce com colegas bem-sucedidos, pague um café para alguém, frequente eventos, palestras, faça amigos pela Internet, siga pessoas que admira, assista seus vídeos, leia suas entrevistas. Isso trará essas pessoas para o seu cotidiano. Faz TODA a diferença.

Como falei, não me considero uma pessoa que tenha desenvolvido totalmente esse mindset de prosperidade como descrevi no primeiro parágrafo deste post. Então acredito que, mais adiante, eu possa recomendar mais coisas. Por hora, isso é o que tenho feito e que tem me ajudado bastante nessa construção.

O livro “Atitude mental positiva” me ensinou que a atitude positiva é como um talismã que precisamos levar sempre com a gente e usar quando a gente mais precisa. É acreditar que sempre vai dar certo, do jeito que a gente quer – a gente pode não saber o “como” ainda, mas o “como” virá justamente dessa crença inabalável de que as coisas darão certo. É acreditar e fazer acontecer. Se isso está certo ou errado, eu não sei, mas tem funcionado comigo. Isso é tudo o que eu posso dizer.

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Uma leitora postou outro dia nos comentários essa pergunta, e eu achei que seria uma ideia bacana para escrever um post a respeito, pois pode ajudar outras pessoas que estejam na mesma situação.

“Olá Thais,

Adoro seu blog, sua experiência é muito inspiradora.

Gostaria de saber que tipo de dica ou conselho você pode dar para uma pessoa que trabalhe por conta própria e não tem um salário fixo por mês.
Os ganhos acabam variando muito, um mês tenho X no outro não sei se terei a mesma quantia por exemplo.
Como administrar dessa forma?

Obrigada
Sucesso sempre!”

Eu também levei algum tempo para saber como fazer, depois que comecei a trabalhar como autônoma. Em 2014, quando comecei, eu recebia ainda como pessoa física. Então, todo o dinheiro que eu recebia, eu considerava “meu dinheiro”, como se fosse o salário caindo na conta. Como era um fixo acertado em proposta com um cliente, me dava uma certa segurança com relação ao que eu receberia todos os meses.

No ano seguinte, quando precisei declarar o imposto de renda (haha), minha contadora me disse que, como eu não recolhi os impostos como pessoa física no ano anterior, eu teria que pagar tudo de uma vez durante a declaração, ou dividir o valor em até oito vezes. Precisei dividir, porque não tinha aquele dinheiro guardado. E, como já estava quase no meio do ano (abril), isso significaria que eu também precisaria recolher o dos meses do ano corrente, mas eu não teria como fazer isso até dezembro, quando eu terminaria de pagar as parcelas do imposto do ano anterior. Eu só terminei de pagar todos esses impostos agora, em novembro de 2017.

Estou contando essa história para dizer como é importante que uma pessoa que comece a trabalhar como autônoma organize esses recebimentos desde o início e regularize sua situação. Eu já tinha o MEI desde 2012 mas, por ele estar inativo, eu não conseguia receber como pessoa jurídica. Enquanto eu migrava de categoria (do MEI para o SIMPLES), precisei receber como pessoa física e, então, recolher os impostos como pessoa física (para quem não sabe, são infinitamente maiores – 27% de tudo o que você recebe).

Então o que quero dizer, para responder essa pergunta, em primeiro lugar, é: conheça as suas contas. Desde o início, saiba o que você precisa pagar. Se você receber menos de R$2.000 por mês, você é isento do Imposto de Renda e não precisa pagar esses impostos mas, se receber mais, pode ser mais interessante você receber como pessoa jurídica para pagar menos impostos.

A segunda coisa que me ajudou, e isso veio com a configuração da pessoa jurídica, foi definir o meu pro-labore. O que é o pro-labore? É o “salário” que a empresa paga ao empreendedor para que ele, todo mês, receba uma quantia mínima que pague as suas contas, para que ele continue empreendendo. Vale lembrar que, desse pro-labore, descontam-se o INSS (GPS, 10% do pro-labore) e o DARF (valor mínimo pago à Receita Federal, cerca de 180 reais). Para definir esse pro-labore, eu simplesmente fiz as contas das minhas contas fixas (aluguel, escola, luz, água etc). E defini esse pro-labore, que deve ser pago mensalmente – ou seja, transferido da minha conta de pessoa jurídica para a conta de pessoa física.

Quando você regulariza a sua situação como pessoa jurídica, você pode também gerar notas fiscais. E o bom de gerar notas fiscais é que você pode recolher o lucro sobre elas sem que incida (novo) imposto sobre esse valor. Então, em primeiro lugar: você faz tudo dentro da lei, pagando os 6% de impostos sobre os recebimentos que tiver. O lucro, no SIMPLES, é de até 32% da receita total do mês, então “em teoria” você poderia fazer essa retirada para sua conta de pessoa física, declarando como lucro, sem pagar mais impostos sobre isso.

Eu coloco o “em teoria” entre aspas porque esse lucro não deveria ser tirado todo para você. Serve para você investir na empresa. Tem empresas que nem distribuem lucro enquanto não alcançarem um valor de caixa seguro para o ano inteiro (que cobriria os impostos e o pro-labore mínimo). Mas é o que você PODE fazer.

Por exemplo, se você receber R$10.000 este mês como pessoa jurídica, vai pagar os impostos sobre esse valor (R$600), seu pro-labore (vamos colocar como exemplo R$3.000 – que na verdade serão R$2.700, pois 10% você tira para pagar a previdência social). E você ainda pode tirar cerca de R$3.000 de lucro. Isso te dá um total de quase R$6.000 de “salário” nesse mês.

Como eu citei acima, eu gosto dessa ideia de não distribuir lucro para manter um caixa confortável para os próximos meses. Porque tem mês que ganho bem, e tem mês que eu ganho super pouco. Isso é normal na vida de quem é autônomo e empreende. Por isso mesmo que você não pode ir à esbórnia quando recebe mais, pegando todo o lucro do mês. Pegue o suficiente (é o que eu faço) e deixe o restante para formar seu caixa, que te dará tranquilidade para os meses seguintes.

E é claro que, em paralelo, você vai planejando e investindo seu tempo em ações que te tragam mais dinheiro. Eu nunca fico parada, no sentido de: “oh, não tem muito dinheiro entrando este mês, que pena”. Sempre tem coisas a serem melhoradas no seu negócio. E empreendedor tem esse nome justamente porque empreende, faz as coisas, traz novas iniciativas. Não fica parado.

São várias coisas então que me ajudam a organizar as despesas e os recebimentos sendo autônoma. Em resumo:

* Ter a minha situação regularizada como pessoa física e pessoa jurídica
* Definir um pro-labore que pague as minhas contas mínimas todo mês
* Gerar caixa para garantir esse pro-labore sempre

Foram algumas coisas que eu aprendi na marra, depois de anos, e que espero sinceramente que ajude quem não tem esse tipo de informação, como eu também não tive quanto comecei. Se você tiver alguma dúvida, por favor, deixe um comentário. Vou ter o maior prazer em ajudar, pois eu sei como é difícil empreender sem ter com quem conversar!

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Eu já tinha uma visão parecida com isso antes de ler o livro “Adeus, aposentadoria”, do Gustavo Cerbasi, e ela é a seguinte: eu via o meu trabalho, o meu empreendimento, a empresa que estou construindo, como uma maneira de deixar um legado. Eu não penso na minha empresa apenas para este ano ou o próximo, mas no legado que gostaria de construir nos próximos 50 anos. E, quando pensei nessa ideia, me veio à mente que, quando a gente constrói uma empresa dessa forma, na verdade está fazendo um investimento para o futuro. Uma empresa que se sustente e que tenha pessoas trabalhando em equipe, sendo responsáveis por papéis de confiança que eu atribuí, vai me deixar tranquila quando eu for mais velha.

Então eu li o livro do Gustavo Cerbasi e vejo que ele tem a mesma ideia. De que uma pessoa, quando empreende, está na verdade fazendo um investimento para o seu futuro. Longe de mim em querer dizer aqui que essa é a melhor maneira de tocar a vida. Jamais teria essa pretensão. É apenas a visão que me identifico, e este é um blog pessoal, onde expresso as minhas opiniões.

Quando penso em aposentadoria, imagino alguns cenários. Por exemplo: eu adoro trabalhar. É o meu drive, e sempre foi, desde muito nova. Então, em primeiro lugar, não me imagino parando de trabalhar, “tirando férias permanentes” de quem sou na verdade, para viver uma vida apenas quando eu tiver 70 anos de idade. Eu quero viver a minha vida agora, entendem? E quero vivê-la lá na frente também. Por isso construo diariamente um estilo de vida que me deixe feliz com quem eu sou e o que eu faço, e cada dia é essa construção.

Por outro lado, sei que a vida é imprevisível. Não sei como estará a minha saúde aos 70 anos, por exemplo. E se algo acontecer comigo e não permitir que eu trabalhe mais? Isso não é ser pessimista, é saber que existe a possibilidade de acontecer. Então sim, eu sinto que é importante ter um plano B e, desse modo, construir essa empresa que se torne sustentável sem a minha presença no futuro faz parte disso.

Ainda sou muita nova para tirar mais conclusões sobre esse estilo de vida, mas é o que tenho buscado. E eu quero compartilhar porque sei que quem é autônomo muitas vezes pode não ter perspectiva ou pode achar que vai ter que trabalhar demais pelo resto da vida. Se seu futuro te desanima, mude o seu presente. Comece agora a mudar a direção desse barco. Você está vivo e tem a possibilidade de mudar seus pensamentos, que na verdade impactam em absolutamente tudo.

Eu já mudei inúmeras vezes o formato que vejo minha empresa daqui a 50 anos. Mas o objetivo final, que é ter esse legado, essa empresa acontecendo, nunca mudou. Então esse é o meu norte. O “como” chegar lá vai sendo alterado, porque planos mudam, vão sendo reajustados. Isso é normal. Mas é isso: eu empreendo porque isso é uma maneira de investir no meu futuro. Não a única, mas uma parte muito importante, porque também é a maneira como decidi viver a vida.

Curso online: Organização para empreendedores

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Essa teoria dos baldinhos me ajudou muito quando eu comecei a organizar a minha vida financeira. Hoje não lembro mais quem é o autor dela (acredito que seja o Gustavo Cerbasi, mas me corrijam nos comentários se eu estiver errada!). Basicamente, a teoria diz o seguinte:

Pense no seu dinheiro como se fossem moedinhas que você, quando recebe, distribuísse em baldinhos. Você enche o primeiro baldinho antes de todos. Quando ele estiver cheio, você começa a encher o segundo. E assim vai, até chegar no último (e seu dinheiro acabar).

Mas quais são esses baldinhos?

  1. Primeiro baldinho: contas e dívidas
  2. Segundo baldinho: investimentos
  3. Terceiro baldinho: imprevistos
  4. Quarto baldinho: lazer e extras

Você pode, é claro, adicionar outros baldinhos, como por exemplo “viagem de férias”.

Então funcionaria assim: você recebeu seu salário. Separe o dinheiro necessário para pagar contas e dívidas. O raciocínio aqui é o seguinte: você precisa manter as contas pagas e precisa quitar o quanto antes qualquer dívida que tiver. Quando quitá-las, poderá ter mais dinheiro para possíveis investimentos (o segundo balde).

Algumas pessoas recomendam que você inverta o segundo com o primeiro baldinho, primeiro investindo e depois pagando as contas.

Então, se acontecer de o dinheiro só dar para os dois primeiros baldinhos, considere-se privilegiado. Porque se você consegue pagar as suas contas e ainda investir o dinheiro, você tem mais dinheiro do que a maioria das pessoas no país onde a gente vive, que muitas vezes não têm dinheiro nem para pagar as próprias contas.

O que pode acontecer aqui é você querer diminuir a quantidade de contas para poder investir mais ou para que sobre dinheiro para os outros baldinhos. Aí você vai remanejando.

Não existe também uma proporção fixa para cada um dos baldinhos, pois cada pessoa ou família vive uma realidade diferente. Existem algumas recomendações de “mercado”, como por exemplo guardar 10% para os imprevistos, não gastar mais de 30% do salário em contas, etc. Mas depende muito da fase de vida de cada um também. Portanto, veja o que é possível você fazer hoje com a sua realidade.

Na parte de contas, você pode inserir também despesas do dia a dia, como compras no mercado e na farmácia. Estipule um orçamento e tente trabalhar com ele ao longo do mês. Caso falte, você pode pegar do baldinho dos imprevistos e aí ajustar para o mês seguinte.

“Ah Thais, mas se for assim, nunca vai sobrar dinheiro para lazer e extras”. Também depende muito de você. O que acontece é que muita gente, quando recebe o salário, já sai gastando com isso. Então a teoria dos baldinhos serve para mostrar que, olha, não sai gastando o salário inteiro não, amigo. Tem coisa pra pagar antes, que é mais importante ou tão importante quanto. É só uma sugestão, um direcionamento, não uma regra.

Alguém já utiliza essa teoria dos baldinhos?

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Hoje a dica é um pouco iniciante mas, apesar de ser simples, não conheci ninguém nos últimos anos que fizesse dessa forma. Eu acredito que seja uma maneira muito simples de controlar os vencimentos das contas e quem paga o que – especialmente útil para casais ou pessoas que dividem as contas.

A ideia é inserir em seu calendário (por exemplo, na agenda do Google), informações recorrentes sobre vencimentos das contas.

Quando são contas que eu mesma pago, eu insiro assim:

NET ($)
Celular ($)

Se você criar um compromisso e marcá-lo como “dia inteiro”, ele fica acima dos horários na agenda, o que te permite visualizar com mais facilidade. E aí eu coloco com a recorrência da conta, que no caso, a maioria é mensal.

Quando são contas que outra pessoa paga (por ex: meu marido), eu coloco assim:

Luz ($) – Marido
Escola ($) – Marido

Outra informação que gosto de colocar é quando a conta deve ser paga pela minha conta de pessoa jurídica. Aí coloco assim:

Plataforma EAD ($) – PJ
Telefone fixo ($) – PJ

Recomendo fazer isso se você pagar em contas de bancos diferentes também.

O fato de ter a contas listadas assim na minha agenda do Google me ajuda demais a ter uma visão da semana e planejar os pagamentos. No dia a dia também porque, caso eu ainda não tenha pago aquela conta, o lembrete no próprio dia me avisa.

Depois que eu pago, eu edito o evento (não a recorrência inteira) e coloco um “ok” ou um “✓” no nome do evento, porque isso também serve como referência para eu saber que a conta já foi paga (especialmente útil em caso de adiantamentos de pagamentos).

Caso a conta não tenha sido paga por qualquer motivo e passou a data, eu deixo a conta na cor amarela, bem chamativa, que é para eu não perder de vista e providenciar o pagamento o quanto antes.

Bom, é isso! Essa foi uma dica bem simples, mas de aplicação imediata, que você pode organizar hoje mesmo. Espero que ajude!