Categoria(s) do post: Diário da Thais

Jamais imaginaria que um dia eu escreveria um resumo do mês nessa situação em que estamos vivendo agora. A vida realmente pode mudar em um piscar de olhos.

Para mim, pelo que venho estudando e refletindo nos últimos anos, era fato que, em algum momento, tudo o que a humanidade faz com o planeja traria consequências terríveis para a nossa espécie, seja em formato de vírus, como está acontecendo agora, seja através das condições climáticas ou escassez de recursos básicos como a água. Mas, sinceramente, não esperava que um vírus viria e seria instaurada essa pandemia e o isolamento social de 1/3 de toda a população mundial tão de repente. Não é que o mundo vai mudar – ele já mudou. E agora nós precisamos nos adaptar, entender esse novo cenário e nos reconstruirmos em termos de estilo de vida para toda a humanidade.

Eu poderia ficar horas aqui escrevendo sobre que estilo de vida acredito que seria legal, mas o foco do post não é esse, e sim trazer um resumo de como foi o meu mês de março, como faço todos os meses.

Algumas coisas bem boas aconteceram em março. Finalizamos a mudança dos escritórios, o que se tornou um grande alívio no momento porque fico imaginando como teria sido não ter terminado essa mudança e ter que fazer quarentena! Ia ter que pagar mais um mês de aluguel de duas salas, contas etc. Foi ótimo ter finalizado a mudança. Mas os pequenos ajustes e as demais instalações (persianas, ar condicionado) ficaram para depois da quarentena, o que basicamente significa “sem previsão”. Mas tudo bem, o principal já foi.

Outro projeto concluído em março foi a defesa da minha pesquisa no mestrado e o final da minha dissertação. Fui aprovada com nota 10 (até agora não acredito) e já me tornei mestra em Comunicação oficialmente! Preciso apenas entregar a versão final encadernada, mas o prazo foi postergado devido à quarentena, como todo o resto. Já conversei na secretaria e eles mesmos pediram para aguardar, pois eu preciso da ata enviada por eles para a versão final impressa, e o prazo só começa a contar quando me mandarem. Como essa ata depende dos professores, e todos os professores estão em quarentena, eu não preciso me preocupar com isso até receber o documento por e-mail, o que provavelmente só vai acontecer depois de maio.

Em março também chegou oficialmente o outono, o que para mim já tinha acontecido ainda em fevereiro, tanto que reorganizei meu armário e deixei mais acessíveis as peças para meia estação.

Meu último dia fora de casa foi no dia 12, quando fiz uma ação comercial para o blog, e desde então estou em isolamento social voluntário, sem sintomas, por hora, mas sempre preocupada. 1) Porque posso ser assintomática e ter o vírus, e transmití-lo; 2) porque meu marido tocou na sexta e no sábado (13 e 14), e pode ter a mesma situação; e 3) filhote tem histórico de asma, então minha preocupação não é nem apenas pegar ou não, mas não ter leito para ser tratado caso seja necessário. Então nossa quarentena voluntária começou antes, porque nós podíamos, e felizmente muitas pessoas puderam aderir depois também. A escola do filhote levou alguns dias para suspender as aulas.

Eu no dia da defesa da dissertação, com meus professores
Trabalhando em casa em um dia comum

Para ser muito sincera com vocês, eu adoro trabalhar em casa. Odeio ter que sair porque acho que 90% dos compromissos poderiam ser adiados, cancelados ou feitos virtualmente. Aqui em casa, o que tem “pegado mais” é gerenciar a energia dos meninos. Meu marido adora sair e é o que mais está sentindo a coisa toda, então quando precisamos ir ao mercado ou à farmácia, ele que vai. De vez em quando ele sai de carro para “ver a rua”. Mas o bom é que ele tem gasto a energia dele limpando a casa kkk

Já com o filhote, a história é outra. Temos sempre muitas ideias de coisas a fazer com ele, a escola tem promovido atividades, mas ele ainda é uma criança sem os recursos emocionais necessários internos para lidar com a situação. Tem dias que ele não consegue se manter fazendo nenhuma atividade, porque enjoa de todas em 5 minutos. Então temos dias melhores e dias um pouco cansativos. Meu papel como mãe nesse momento é dar todo o suporte emocional que ele precisa, tentando não perder a paciência caso ele me interrompa 17 vezes em uma hora em que estou trabalhando, ou sempre prestando apoio e conversando sobre os seus sentimentos.

A grande verdade é que é um desafio para todo mundo e ninguém sabe exatamente como agir. Depende muito de pessoa para pessoa, e toda criança é um ser humaninho complexo também. Tem que se conhecer, observar, conversar e, acima de tudo, respeitar.

O bastante interessante de março foi observar como o nosso estilo de vida (nosso, como seres humanos) é pautado em sair, se expôr, estar com outras pessoas. Ver as manifestações nas varandas italianas, o pessoal cantando, jogando bingo, gritando palavras de esperança… tudo isso me toca ainda hoje, quando nós, brasileiros, estamos passando por essa mesma situação, mesmo que ainda no início dela. Eu tenho visto como as pessoas estão ressignificando seus relacionamentos, se tornando mais preocupadas com seus pais, amigos, irmãos. Não que isso não acontecesse antes, mas agora é tudo muito mais intenso. Claro que existem pessoas ignorantes e boçais, mas essas já eram assim antes, e sempre existirão. Prefiro me apegar às pessoas boas que, para mim, são a nossa esperança de um mundo melhor.

Adorei revisar o meu material do curso de Planejamento de Vida (que fiz presencialmente ano passado) porque vou lançar uma versão online dele. Estou fazendo a revisão desse material junto com os alunos do presencial do ano passado (o que tem sido muito bacana) e, para mim mesma, essa revisão tem sido enriquecedora porque está me permitindo olhar para dentro de mim mesma e resgatar valores, missão pessoal, o que é de fato importante para mim, e eu sinceramente não vejo melhor momento para fazer isso do que este que estamos vivendo. O curso deve ser lançado em breve, talvez maio. Eu avisarei vocês por aqui ou pela newsletter (cadastre-se lá). 😉

A quarentena também me permitiu olhar todos os projetos em andamento e incubar vários. Estávamos planejando uma viagem internacional, íamos tirar os passaportes da família este mês, mas isso foi adiado. A festa de aniversário de 10 anos do Paul, em abril, buffet pago, tudo acertado, será adiada (não sabemos para quando, ainda). Várias coisas que demandam presença física foram adiadas, como o meu curso de formação em Ayurveda, meu curso no centro budista etc. Mas haverá aulas online, e tudo isso eu vejo como uma oportunidade para todos nós repensarmos esses deslocamentos que fazemos. Eles são mesmo necessários? Será que não estamos apenas perdendo tempo indo para lá e para cá?

Existem muitos projetos que podem ser resgatados nesse momento. Não consigo entender quem fica com tédio em casa! Na própria casa já tem tanta coisa pra fazer! Limpar o piso, esfregar paredes, esvaziar armários, limpar dentro, destralhar as coisas. Fora os projetos pessoais, de estudos, maratonar séries, ouvir discos inteiros novamente, aprender a meditar, organizar fotos, enfim! Coisa para fazer não falta, assim como tempo para descansar, colocar o sono em ordem, cuidar da alimentação. Olha só que oportunidade alguns de nós estamos tendo! Sei que a quarentena não é para todo mundo, pois muitas pessoas ainda precisam trabalhar fora, e muitas pessoas que podem ficar em casa, infelizmente ficar em casa é mais complicado que sair por n motivos. Mas, para muitos de nós, é uma oportunidade de tempo ganho e acho que precisamos aproveitar.

Bem, aqui no blog nós focamos no tema “rotina para uma autocura”, o que considerei acertado. Foi muito legal falar sobre isso tanto aqui quanto no YouTube e em outros canais, como o Telegram e o Insta. Alguns dos meus conteúdos preferidos foram:

Além dos conteúdos voltados para ajudar a galera nessa época de pandemia que estamos vivendo:

Os livros que eu li no mês de março:

Você pode acompanhar as minhas leituras me adicionando no Skoob, que é onde eu organizo o que já li. Quando faz sentido, faço uma resenha dos livros aqui para o blog. Pretendo trazer algumas recomendações de leituras de livros que ayurveda que já fiz, pois vocês têm me pedido. 😉

O tema de abril vai ser bem bacana e amanhã vocês saberão qual será. 🙂

Obrigada por estarem comigo aqui ao longo do mês. Espero que você esteja bem.

Categoria(s) do post: Livros

Este é um blog pessoal acima de tudo e acho que vale a pena compartilhar não apenas o que dá certo, mas o que não funcionou tão bem para mim. Hoje gostaria de falar sobre a minha experiência com o livro “Foco na prática”, do dr. Paulo Vieira, porque ele pode ser útil para outras pessoas. Só não funcionou para mim, e vou dizer por quê.

O livro se propõe a ser um “programa de 2 meses para se manter focado em seus objetivos e atingir o sucesso em todas as áreas da sua vida”. O dr. Paulo Vieira desenvolveu o modelo de Coaching Integral Sistêmico (Método CIS), que ele ensina em seus cursos, eventos e certificações com sucesso em todo o Brasil. Ele tem outro livro, “O poder da ação”, que é best-seller, e acredito que componha bem um par com o livro deste post.

Por que eu quis testar esse livro agora? Como ele é um programa de dois meses, achei que seria apenas mais uma coisa legal para fazer durante a nossa quarentena e me animar. O livro é essencialmente prático. Tem uma introdução rápida, que explica fundamentalmente como será o programa, e já começam os exercícios. Foi bacana fazer no início, pois fiz uma análise da minha vida nesse momento da pandemia, e me permitiu colocar no papel anseios que tenho e outros pensamentos. No entanto, o que não funcionou para mim foi o modelo diário, que compõe 90% do livro. São páginas para preencher diariamente durante dois meses (veja a foto abaixo).

Eu já fiz a formação em coaching, então esses exercícios são um tanto quanto básicos para mim. Eu penso que, para quem nunca fez e não entende esse “formato” de pensamento, o livro possa ser verdadeiramente útil. Eu já faço esses exercícios que ele pede não diariamente, mas sempre que sinto necessidade. O que não funcionou para mim foi ter que trabalhar em um mesmo modelo igual, todos os dias. Porque não é todo dia que tenho interesse em ser a pessoa mais produtiva do mundo, no sentido colocado pelo livro, nem é todo dia que quero deixar de fazer coisas ou escolher tarefas para alcançar meus objetivos.

Não me entenda mal: eu já faço isso como parte do meu estilo de vida. Mas o meu modelo é muito flexível ao longo de um dia inteiro. Não teve uma única vez em que escrevi as três tarefas com a minha cabeça da manhã e a minha cabeça da tarde estava a fim de focar em outra coisa, que de acordo com a minha intuição seria mais importante. E aí, ao final do dia, ao fazer o balanço que ele propõe, eu mais me sentia frustrada que feliz, pois sentia que nunca estava cumprindo o que o livro me pede pra fazer.

Por exemplo, no início do dia, todos os dias, você deve preencher algumas questões. A primeira delas é sobre que tipo de insight eu tive lendo a frase do dia. E essas frases do dia são frases que eu, por trabalhar com desenvolvimento pessoal, já li duzentas vezes por aí. Logo, para mim, não são frases que trazem novos aprendizados, mas coisas óbvias que já vivencio. Não estou criticando o livro, ok? Estou dizendo que não sou o público-alvo dele pois já tenho a mesma formação para escrever um livro semelhante.

Depois, eu tenho que escolher uma área para dar atenção. Acho esse exercício legal de fazer, mas não diariamente. Em um dia, você não consegue focar em uma única área. Talvez em um único projeto ou uma tarefa maior. Mas uma área para mim não funciona porque outras coisas precisam acontecer nas mesmas 24 horas. Só vai me gerar frustração não estar trabalhando unicamente naquela área de foco. No entanto, o exercício de pensar em uma única coisa que pode fazer para desenvolver essa área é bem legal, pois é coerente com o nome do livro (foco na prática). São exercícios de foco.

Na sequência, definir três tarefas para caminhar com os meus objetivos. Eu tenho várias tarefas acontecendo no momento e executo muitas por dia, e basicamente todas estão relacionadas aos meus objetivos, de certa forma, pois já uso a coerência da organização, dos horizontes de foco, de todo o meu método, para ter isso. Então não faz sentido, para mim, olhar uma lista de tarefas e simplesmente copiar em outro lugar três aleatórias que eu escolher. Mas pode fazer sentido para quem não tem qualquer método ou sistema de organização.

A pergunta “o que você vai fazer ou evitar hoje para ter um dia mais produtivo?” é bacana especialmente nesses tempos em que a sobrecarga de informações nos afeta. Mas todos os dias eu colocava basicamente as mesmas coisas (não acessar tanto o Twitter, não ler tantas notícias sobre o COVID19…). Acabou ficando repetitivo e, portanto, sem significado para mim.

Depois, definir um ato de generosidade que faria no dia. Isso é completamente descolado da minha realidade porque o que busco é desenvolver uma mente de compaixão e fazer de todos os atos da minha vida um ato de gentileza ou bondade. Então eu sinceramente não conseguia pensar em algo pontual, me soava fake.

Escrever algumas coisas pelas quais eu era grata naquele dia foi um exercício bem legal. Nesse momento que estamos vivendo, acredito que seja bom realmente escrever todos os dias. Provavelmente vou levar isso para o meu Bullet Journal de abril.

Ao final do dia, existiam alguns exercícios que na verdade eram mais um registro de alguns pontos que, pelo Bullet Journal, dá para fazer de maneira mais completa. Não achei que esse acompanhamento me motivava muito – pelo contrário, só me deixava frustrada. Às vezes tinha terminado o dia com uma mente boa e tranquila mas, ao pensar sobre essas questões, isso me desanimava. Não sabia dizer se tinha bebido água suficiente ou quanto de atividade física eu deveria ter feito estando em casa nessa situação que estamos vivendo. Ou seja, cobrar critérios que não faziam sentido nesse momento. Logo, os critérios diários devem ser ajustados, e não um padrão, como o livro traz. Talvez fizesse mais sentido ele propor um espaço para hábitos personalizados.

Pelas páginas acima dá para você ver como é o livro e se ele pode ou não ser útil para você. Acredito que, para pessoas que nunca passaram por um processo de coaching e não têm hoje um modelo para começar, precisam dessa motivação, seja um bom livro, de verdade. Como eu já trabalho com isso e já tinha minha forma de fazer as coisas (que funciona para mim), não trouxe muitas novidades nem agregou muito. Não quero que isso soe como uma crítica ao livro. Respeito o trabalho do autor e considero valioso, mas para outro público-alvo que não sou eu.

Link do livro na Amazon

Categoria(s) do post: Linkagem

A linkagem de domingo traz alguns textos que li e gostei ao longo da semana, assim como links e ideias para coisas que eu estou curtindo no momento. Não necessariamente têm a ver com organização mas, de alguma maneira, estão relacionados a tudo o que eu publico aqui no blog.

  • Vídeo do Átila sobre a perspectiva de que a coisa toda no Brasil pode ser melhor já que iniciamos uma série de atitudes com relação à pandemia. Eu tenho buscado me informar, ser realista, mas me apegar às coisas boas, para ficar bem.
  • Levantamento feito pela Folha de SP mostra que São Paulo está achatando a curva depois que instituiu a quarentena. Vamos superar!
  • A Xuxa doou 1 milhão de reais para o SUS para ajudar no combate ao COVID19 e também fez uma doação de 300 mil sabonetes para as comunidades carentes.
  • Seria cômico se não fosse trágico uma pessoa vestida de morte na frente de um supermercado Guanabara, no Rio, mandando as pessoas irem embora para casa. rsrs O brasileira usa humor como forma de defesa.
  • Luciano Amaral, ator que ficou famoso na TV Cultura com o Castelo Ratimbum, fez um vídeo fofo ensinando a lavar as mãos. <3
  • Impossível não se sensibilizar com a foto do discurso do Papa para uma praça vazia no Vaticano.
  • Vídeo muito legal do meu profe na Casa do Saber sobre o cuidado de si nesse momento que vivemos. Ele termina dizendo que é hora de maratonar Harry Potter ou ler Jane Austen para sair um pouco da vibe de notícias tristes. rsrs
  • Vídeo fofo da Luisa Accorsi sobre como lidar com a ansiedade nesse momento que vivemos. Ela traz algumas questões científicas de maneira didática e bacana, sobre como a ansiedade age em nível físico na gente e como uma atividade física em casa pode ajudar a controlá-la. Vale assistir.
  • Ilha de Barbados entrevistando o casal do Meteoro Brasil é o vídeo que o Brasil precisava ver nesse momento. <3 Adoro os dois canais.
  • Vídeo do cachorrinho italiano praticando yoga dentro de casa. Ai, gente! <3
  • Um gato deve fazer sua parte. XD
  • A abertura do Jornal Nacional com o William Bonner perguntando para a Renata se ela estava cansada reflete o estado emocional do brasileiro.
  • Na TV está rolando uma competição de quem tem mais livros no home-office. XD

Vamos superar! Paciência, resiliência, esperança e fé!

Bom domingo e uma ótima semana para vocês.

Categoria(s) do post: Tecnologia

Como beta-tester do Todoist, sempre tenho acesso um pouco antes a novos recursos. O recurso da vez é o “Upcoming View”, uma régua que mostra uma linha do tempo e substitui a visão lateral de “próximos 7 dias” por “em breve”. Ao clicar nesse link na barra lateral, aparece essa linha do tempo. A diferença é que antes apareciam só os próximos dias e, agora, você consegue personalizar o período (são 7 dias na visualização mas você pode avançar para a semana seguinte ou outros meses).

Me animei a voltar para o Todoist apenas para as próximas ações. Esse é um modelo que já fiz algumas vezes antes e que funciona porque ele é uma ferramenta ágil para gerenciar ações. É fácil de inserir, fácil de lidar com recorrências, fácil de acrescentar a partir do Gmail, enfim.

Calendário -> agenda do Google, sempre. Onde entram ações para fazer em um dia ou horário específico.

Todo o restante das próximas ações (PAs avulsas e de projetos, recorrências diárias, aguardando etc) vão para o Todoist.

Tem muito post antigo aqui no blog mostrando como já organizei meu Todoist e o sistema do GTD de modo geral. Use a busca com sabedoria. 🙂

Para mim, o grande lance do “Upcoming” é a alteração na lateral de “7 dias” para “em breve”. De resto, em termos de visualização não achei que foi um grande ganho, pois o forte do Todoist não é ser uma agenda (existem boas ferramentas para agenda) e eu não gosto de incentivar colocar prazo em todas as tarefas (existem outras maneiras de gerenciar, como contextos). Mas eu queria saber se alguém aí já testou e tem outra visão diferente da minha. O que vocês acharam desse recurso? Acreditam que possa ter alguma utilidade diferente? Obrigada!

Categoria(s) do post: Rotinas, Estudos, Rotinas

Nossa rotina é constituída por contextos.

Contexto é um mix de situação, estado mental, físico, lugar onde você está e recursos à sua disposição.

Identificar os diferentes contextos que fazem parte do seu dia a dia é um processo chave para você gerenciar a sua rotina de acordo com o que funciona bem e – eu diria – naturalmente para você.

Por exemplo, entender que você tem ali um tempinho entre o seu jantar e a hora de dormir que costuma não ter muito o que fazer, porque já terminou as tarefa domésticas e acaba vendo tv ou ficando nas redes sociais, com o celular nas mãos e jogada/o no sofá, fará com que você reflita se esse é o melhor uso do seu tempo ou se você poderia aproveitar tal contexto para fazer alguma outra coisa.

Se você for aquele tipo de pessoa que gosta de sempre estar estudando algum assunto, se aperfeiçoando, aprendendo, ou se estiver fazendo algum curso que tenha uma demanda de estudos fora da sala de aula, deve saber que existem momentos do dia em que você se sente mais propício/a a ler, estudar, compreender. E existem momentos do dia em que a cabeça está tão cansada que estudar parece uma tarefa impossível.

Outro dia eu fiz um post sobre como encontrar brechas no seu dia a dia para estudar mais. Eu realmente aplico aquelas dicas porque, especialmente durante um dia de trabalho, consigo aproveitar pequenas janelas de tempo para ler. Por exemplo, enquanto um vídeo que editei está sendo exportado pelo computador, em vez de entrar nas redes sociais ou navegar sem rumo pela internet, pego o livro que está ao lado e leio um pouquinho. Desse modo, eu já consegui ler 19 livros em 2020 (e ainda estamos em março).

Para mim, existem dois momentos do dia em que consigo estudar concentradamente, mas de formas diferentes. Um desses momentos é pela manhã, depois que acordei, fiz minha rotina pessoal, tomei café. Eu gosto de escrever e a mente que escreve é a mesma que lê, absorve e cria melhor com aquela leitura. O segundo momento é de noite. Naquele exemplo que dei aqui no texto (mais acima), entre o jantar e a hora de dormir, eu tenho algumas lacunas de tempo em que sei que consigo parar e ler um pouco, ou escrever. Minha mente já não está tão descansada quanto estava de manhã, mas ainda assim está curiosa e consegue aproveitar a leitura. Uso esse período da noite para ler materiais mais calmos (que não vão deixar a minha mente agitada) ou para revisar leituras feitas anteriormente (grifos, anotações etc).

O que eu recomendo é que você se observe ou tente se lembrar dos seus dias de maneira geral para identificar que momentos são mais propícios para você conseguir estudar. Entendendo como a sua rotina natural funciona, como o seu cérebro, o seu pique funcionam, você conseguirá ter uma ideia de quanto tempo tem disponível em média no seu dia a dia para estudar. Também pode acabar chegando à conclusão que, se está vivendo uma época de rotina pesada, haja pouco espaço para blocos de tempo de estudos no seu dia a dia. Aliás, blocos de tempo geralmente denunciam os contextos. Observe-se para aprender mais sobre a sua produtividade pessoal.

Veja então que “encontrar tempo para estudar” vai além de inserir um bloco de tempo na agenda ou não. Não é essa simples ação mecânica de inserir um compromisso na sua agenda que vai fazer com que, por milagre, aquele se torne o melhor momento para você estudar. Você precisa se conhecer. Você precisa entender quais os melhores momentos do dia e da semana funcionam para que você aproveite aquele tempo de estudo. Não adianta se programar para estudar na manhã de sábado se você vai estar exausta/o. Talvez você acabe percebendo que de manhã vale mais a pena cuidar das tarefas domésticas e estudar de tarde, ou ao contrário.

Não dá pra gente fazer TUDO na vida ao mesmo tempo, então é comum você ter que fazer escolhas a respeito de onde deve alocar sua energia no tempo de vida que tem. Por isso, todo estudo é um investimento. Não apenas de dinheiro, mas de tempo e energia. A pergunta que você deve se fazer é: esse estudo é prioridade para mim no momento? Se sim, significa que todo o resto deve vir em segundo lugar. Isso é priorizar = ver o que vem primeiro. E está tudo bem de repente não ser sua prioridade. Você pode estar focada/o em um bebê recém-nascido, em um emprego novo, em uma outra situação que esteja ocorrendo. Nesse caso, aproveite as janelas de tempo no seu dia a dia para estudar. E entenda que tá tudo bem você não conseguir dar conta de tudo, porque ninguém tem que dar. A vida tem que ser legal, e não um amontoado de tarefas a serem cumpridas.

Tudo isso pode te ajudar a conhecer também os seus limites. Talvez você tenha tempo para estudar francês e inglês simultaneamente na vida, talvez não tenha. Mas, para saber, você precisa se observar. Sem saber, você vai acumular projetos e se sobrecarregar.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

Sei que não estamos muito no clima de “conquistas” mas ainda assim acho importante celebrar as pequenas e grandes vitórias.

A cada três meses, ou sempre que vira a estação, eu gosto de publicar no blog um resumo dos projetos que eu concluí e dos objetivos que alcancei no trimestre.

Este é o meu primeiro ano trabalhando exclusivamente online, uma decisão que se mostrou acertada em meio a tudo o que estamos vivendo. Passar pelo que estamos passando agora inclusive me ajudou a pensar em serviços que posso oferecer para ajudar outros profissionais e empresas a fazerem essa transição.

Vou tentar fazer esse post de maneira um pouco diferente, trazendo aqui uma análise do que fiz de maneira geral, e não pontualmente dizendo se foi projeto, evento ou objetivo. Isso me ajuda a ter uma visão mais abrangente de como foi o meu trimestre.

  • Mudamos de escritório. Entregamos a nossa sala (em que estávamos desde 2018) e fomos para a sala nova, perto da escola do filhote. Ainda bem que conseguimos concluir tudo antes da quarentena. Agora estamos trabalhando em casa, por enquanto.
  • Fui para Brasília em fevereiro participar de um encontro de um grupo de mentoria (fechado) de marketing digital que faço parte. Tive ótimos insights.
  • Fizemos também em família uma viagem para o parque aquático Thermas dos Laranjais, em Olímpia (interior de SP). Eu gostei do hotel em que ficamos (Nobile), apesar de ter zero opções veganas (mas isso eu já até espero, faz parte), mas não curti muito a viagem em si. Já estava preocupada com a chegada do corona-vírus e eu não sou muito fã de lugares cheios. Prefiro coisas mais tranquilas, mas de vez em quando abro mão disso para fazer o que os meus meninos querem também. De modo geral, foi ok viajar e descansar um pouco fora de casa, mas nada como voltar.
  • A volta às aulas do Paul foi muito tranquila e nós ainda estamos nos adaptando à nova rotina de estudos, que é mais puxada agora no quinto ano. No momento, como vocês devem imaginar, ele está em casa pois as aulas estão suspensas.
  • Um objetivo quase concluído, mas que teve a maior parte finalizada agora, foi a conclusão do mestrado. Entreguei a versão final da dissertação para o meu professor orientador, ele pediu ajustes, fiz, entreguei, defendi, e agora preciso entregar a versão encadernada. Isso está em espera devido à quarentena. Já conversei na secretaria e estamos todos no aguardo, mas é isso. Já sou mestra em Comunicação! <3
  • Iniciamos a segunda turma do curso do meu método de organização (Organize-se em 2020). O curso hoje é a minha atividade principal. Logo, fiquei muito contente com essa nova turma. Você pode se cadastrar na lista de espera para a turma 3, que devo abrir em breve, e avisarei por lá.
  • Voltaram as aulas do meu curso de formação de professores no centro budista, mas devido à quarentena, como todo o resto, está em suspenso. As aulas de yoga também estão em suspenso e o meu curso de ayurveda, que começaria agora em março, teve o início adiado.
  • Em janeiro eu tive uma ruptura muito significativa e importante para mim profissionalmente, e até agora estou vivenciando esse “luto”, tentando digerir da melhor maneira possível. Mas estou bem. Meu lema para 2020 é acreditar mais em mim e no meu trabalho, e felizmente tudo o que planejei e previ está acontecendo mesmo porque eu tenho conhecimento e sei o que estou fazendo profissionalmente.
  • Em fevereiro eu concluí um tratamento dentário que estava fazendo desde dezembro, ainda bem.
  • Uma das coisas mais legais desse trimestre foi ter começado a criar conteúdo diariamente nos seguintes canais: não só o blog (que já tinha diariamente antes), mas Instagram, YouTube e Telegram. É um esforço enorme que quem não trabalha com isso não tem ideia, mas fico imensamente feliz por ter incorporado essa rotina.
  • Paul e eu terminamos de assistir todas as temporadas de Steven Universe e todos os filmes do Harry Potter. Ele agora está lendo os livros. Fiquei muito feliz.
  • Realizei alguns exames de saúde importantes que me deram bons diagnósticos que me ajudaram a continuar cuidando bem da minha saúde. Me sinto muito bem, melhor do que nunca, e altamente consciente do meu corpo e mente.

Os próximos meses serão de muitas novidades no mundo. Estou curiosa para saber como nós, como humanidade, superaremos tudo isso. Porque sei que vamos superar. Só curiosa a respeito do como mesmo, e também para ver as mudanças que faremos em termos de estilo de vida de modo geral depois de tudo isso. O mundo mudou.

Bom segundo trimestre para vocês. <3

Categoria(s) do post: Linkagem

A monja Gen Kelsang Janglan, do Centro Budista NKT no Rio, criou um canal no Telegram chamado “Gotas de Sabedoria” onde ela compartilha todos os dias áudios de inspiração sobre como o Budismo pode nos ajudar durante esse momento de medo e ansiedade da quarentena e do COVID 19. Achei que seria legal compartilhar com vocês.

  1. Baixe o app Telegram no seu celular (é um aplicativo como o What’sApp, mas melhor, com mais recursos)
  2. Clique aqui para acessar o canal da monja e clicar para se inscrever
  3. Confira os conteúdos já postados

O primeiro áudio é fundamental, sobre diferenciar problemas internos de problemas externos. E diariamente ela posta outros. Tem sido muito importante para mim e me ajudado bastante a manter a paz mental durante esse momento que estamos vivendo. Espero que você goste e te ajude também.

Categoria(s) do post: Tecnologia

Hoje na verdade o post é bastante simples, mas traz uma recomendação que eu acredito que faça grande diferença na organização dos seus computadores, tanto pessoais quanto do trabalho, se você tiver mais de um.

A primeira coisa é sobre a pasta de transferências ou downloads. É aquela pasta que, quando você baixa um arquivo, ela abriga esse arquivo por padrão. Minha recomendação é que você considere essa pasta uma “caixa de entrada”, no sentido de que ela é um local de transição, não de armazenamento. Diariamente, você revisa o que salvou ali e deleta o que não for mais necessário. O que precisa guardar, guarda em outro local que não ali. Dessa maneira, sua pasta ficará sempre limpa e, se possível, seu computador também.

Esse “outro local” pode ter vários critérios. De modo geral, eu procuro não salvar qualquer tipo de arquivo no meu computador, para deixá-lo livre para “rodar” os programas com maior rapidez e agilidade. Como uso computadores da Apple, todos eles ficam integrados pelo iCloud quando guardo arquivos na área de trabalho. Deixo ali apenas arquivos que preciso diariamente, como imagens para o blog, os vídeos, e logos. Isso me ajuda bastante porque, independente do computador onde eu trabalhe, consigo ter acesso a esses materiais com facilidade.

Onde guardo os outros arquivos que não ficam no computador então? Essencialmente, no Evernote ou no Dropbox. Via de regra, guardo no Evernote. O que não cabe lá, porque são arquivos maiores, guardo no Dropbox (fotos, áudios e vídeos, essencialmente).

Estou aos poucos passando todos os meus arquivos do Google Drive para o Evernote, especialmente aqueles que já terminei de usar. Por exemplo, terminei a minha dissertação, que estava no Drive porque era mais fácil de compartilhar e editar com meu professor orientador. Mas, uma vez finalizada, posso tirar de lá e guardar junto com todo o resto, no Evernote.

Documentos importantes assim eu prefiro ter duplicados, para não correr o risco de perder, caso tenha algum problema com o programa. Então, no caso da dissertação, salvo em um pendrive ou HD externo também. Esses dispositivos físicos precisam ser revisados de uma a duas vezes por ano, pois também podem perder a integridade com o passar dos anos.

Ter decidido que não guardo mais nenhum arquivo no computador e que também só mantenho os aplicativos que realmente uso fizeram com que meu computador ficasse mais limpo, rodasse melhor e me desse a sensação de que as coisas estão limpas e organizadas. Recomendo muito. A gente costuma acumular tralhas digitais porque não vê tanto o volume, e só costuma fazer essa “limpa” quando o computador está lento ou com algum tipo de problema. Procure estabelecer a prática de limpar de tempos em tempos.

Categoria(s) do post: Saúde, Plenitude & Felicidade, Equilíbrio emocional

Estou escrevendo este texto no meu décimo dia de quarentena (22/03). Eu costumo deixar textos já prontos e agendados para o blog mas, se tenho vontade de escrever algo e publicar de maneira mais espontânea, eu troco os posts de dia. 😉

Como compartilhei no meu Twitter pessoal, estou bem. Percebo que a maior dificuldade é para o filhote e o marido, que costumam sair mais de casa. Eu geralmente tenho tanta coisa pra me distrair que fico numa boa, mas o desafio tem sido ajudá-los a fazer o mesmo.

E também depende do dia. Ontem (sábado) eu acordei com vontade de fazer e pensar em nada. Fiquei na cama lendo, fiz minha yoga, me alimentei corretamente, instalei The Sims no computador (!), assisti filme com eles de noite. Não consegui e nem quis trabalhar. A grande verdade é que ninguém sabe como lidar com o que está acontecendo e estamos todos aprendendo juntos.

O que comentei no meu Instagram, e trago para cá, é o seguinte: minha preocupação real por aqui, em todo esse trabalho que eu faço com o Vida Organizada, é te ajudar a manter a mente tranquila nas situações boas e nas situações difíceis. Tamo junto. ❤️ Vamos superar.

Eu não sei mais do que ninguém. Este é apenas um canal onde compartilho estratégias que funcionam comigo e que acredito que possam funcionar para outras pessoas. E aqui estão algumas delas que têm funcionado para mim em tempos de quarentena.

Respeitar o ritmo de cada um

Inclui o meu e o das pessoas em casa comigo. Tem dias que acordo melhor, mais alegre, e tem dias em que acordo mais introspectiva. Tem dias que quero ver todas as notícias, tem dias que quero me alienar um pouco. Tem dias que quero fazer tudo, e tem dias que não quero fazer nada. Tá tudo bem. Não “precisamos” fazer nada. É olhar para si mesma/o, se entender, e fazer aquilo que sente que é o mais certo naquele dia. Uma conversa em casa sobre isso pode ajudar, pois é uma empatia legal de todos desenvolverem. Por exemplo, em um dia que eu estiver bem, meu marido pode estar impaciente. É entender que cada um tem seu ritmo, e não cobrar do outro que ele esteja no mesmo estado que você.

Tomar cuidado com o excesso de informações

É importante se manter informado porque, pelo menos no meu caso, não saber o que está acontecendo me causa mais ansiedade. Mas acho também que há um limite. Leu as notícias do dia, já soube das principais novidades? Evite ficar vendo mais e mais coisas a respeito. O Twitter está MUITO difícil. Você entra lá e é muita contestação e protesto – o que acho importante – mas a gente precisa colocar um limite para o bem da nossa saúde mental. Em vez de ficar “navegando”, faça outra coisa.

Dar uma geral

Na casa, nos projetos do trabalho, nos livros, organizar fotos, arrumar o guarda-roupa, limpar um canto da casa, dar uma destralhada em algum lugar específico. Nem todo dia eu tenho vontade de fazer isso mas, quando dá, e faço, sempre é bom. Dá a sensação de que estou andando com algo mesmo que esteja parada, em casa. Sinto que pelo menos alguns aspectos da coisa toda a gente tem sob controle.

Ressignificar a rotina da casa

A vida mudou. A rotina acompanha as mudanças da vida. Com todo mundo em casa, tudo muda. Consumimos mais alimentos, usamos mais os cômodos, usamos mais tudo em casa – demanda mais limpeza e arrumação, por exemplo. Estou reorganizando a nossa rotina e isso tem sido muito bom porque está me dando a oportunidade de repensar como fazíamos as coisas. Meu marido gosta de limpar a casa, aquela coisa de pegar cândida, esfregar chão etc. Já eu gosto mais de trabalhar nos detalhes, de arrumar, de encontrar soluções de organização, de cuidar da manutenção do dia a dia. Temos feito muita coisa em conjunto e eu vejo que é bom para todos nós, porque “se distrair” com uma ação física faz a gente dar férias para a cabeça.

Ressignificar as relações

Não podemos mais encontrar nossos pais e amigos, mas isso não significa que não possamos estreitar os nossos relacionamentos. Converso o dia todo com a minha mãe pelo What’sApp para garantir que ela se sinta bem e amada. Converso com as minhas amigas que nunca trabalharam em casa e estão estranhando. Digo todos os dias ao marido e ao filhote o quanto nos amamos e o quão sortudos somos por podermos estar em casa. Esse é um aspecto que eu vejo como mudou para melhor em todos os sentidos. Estamos mais unidos.

Ressignificar o trabalho, o consumo, o mundo

Acho que todo mundo ainda está meio atordoado tentando entender o que significa essa nova configuração de trabalho. Alguns empresários estão em choque, sem saber exatamente o que fazer. Demissões acontecendo. Profissionais em casa ainda sem saber como vão ficar as coisas. Tenho uma amiga que trabalha com vendas e depende das comissões, e em home-office ela não consegue vender porque depende de visitas e demonstração física dos produtos. Outra que é secretária e que basicamente gerencia a agenda de viagens e reuniões de vários executivos, e tem dois filhos pequenos em casa. Outra é recepcionista de escola de idiomas e está completamente sem saber o que vai acontecer com o futuro do trabalho dela. Acho que cada um de nós tem exemplos assim em nosso círculo também. O fato é que estamos todos nos redescobrindo. Eu penso que isso é uma coisa boa e ainda tenho bastante desenrolar desse assunto para falar nos próximos meses.

Cuidar da saúde

Quanto menos mudanças na rotina, melhor para manter a imunidade. Dormir bem tem sido a minha prioridade. Tive que mudar um pouco o horário porque meus meninos vão dormir mais tarde e eu acho que é prioridade estar com eles, especialmente o filhote. Tá tudo bem, eu posso mudar meu horário, sem problemas. Manter a alimentação no mais saudável possível também é importante para mim. Fazer atividade física ao longo do dia – intensificar a yoga, treinar mais as permanências nas asanas. Cuidar da oleação para hidratar o meu corpo. Meditar mais vezes ao longo do dia. Tudo isso tem me ajudado a manter a saúde bem.

Pensar positivo

Positividade não é sinônimo de imbecilidade. Não é para ignorar a situação e achar que tudo vai ficar, que pode sair na rua e tá tudo certo. Não. Positividade é fazer o certo, fazer o que precisa ser feito, e ter a atitude positiva de pensar exatamente isso: que estou fazendo a minha parte. Logo, não há por que pensar negativo. Tem me ajudado demais ter essa perspectiva, para não pirar.

Claro, eu poderia dizer aqui que estou lendo pra caramba, que estou estudando, aproveitando para pensar e focar em alguns projetos, mas acho que isso é algo muito mais particular meu que uma dica geral para ter boa saúde mental. Quis trazer neste post minhas estratégias pontuais para ficar com a saúde mental bem. Espero de verdade que ajude. <3

Categoria(s) do post: Linkagem

A linkagem de domingo traz alguns textos que li e gostei ao longo da semana, assim como links e ideias para coisas que eu estou curtindo no momento. Não necessariamente têm a ver com organização mas, de alguma maneira, estão relacionados a tudo o que eu publico aqui no blog.

Que tenhamos força esta semana, porque vai ficar pior. Cuidem-se.

Categoria(s) do post: Comida, Receitas

Para facilitar a minha digestão, tenho buscado jantar sopa todos os dias.

Nos dias que tenho mais fome, coloco macarrão ou arroz na sopa, para ela ficar mais encorpada.

Eu também gosto de preparar as refeições no próprio momento, então não pode ser algo que não seja prático e rápido, pois acabaria não conseguindo manter o hábito.

Por isso, já faz algum tempo que venho fazendo um lamen praticamente todos os dias. Já compartilhei algumas vezes no Instagram, e achei que valeria a pena trazer para o blog como eu faço também.

Essa receita pode ser inteira personalizada. Vou tentar dar o máximo possível de dicas nesse sentido, neste post.

Ingredientes

Esses foram os ingredientes da minha versão na foto acima:

  • água
  • shitake fatiado
  • tofu firme
  • ghee (no meu caso uso o vegetal)
  • cebolinha picada
  • pasta de missô orgânico
  • gengibre
  • cúrcuma
  • curry
  • sal
  • macarrão sem ovos

Você pode substituir o shitake e o tofu por legumes e verduras diversos ou usar até carne.

O ghee serve para refogar os cogumelos e o tofu antes, e você pode substituir por qualquer outra gordura – azeite, óleo, gordura animal.

A cebolinha é fresca e você pode substituir por outros temperos frescos, como coentro ou salsinha.

A pasta de missô orgânico eu uso para dar consistência. Uso orgânico porque tem menos sódio. Ela é totalmente opcional.

As especiarias (gengibre, cúrcuma, curry) podem ser substituídas a gosto.

Sal, uso bem pouco apenas na refoga do shitake e do tofu. Como a pasta de missô já tem sal, eu restrinjo o uso. Tenho tentado usar menos sal na comida de modo geral.

Uso macarrão sem ovos porque sou vegana, mas você pode usar qualquer macarrão ou até substituir por arroz ou pão. Muitas vezes eu uso bifum, que é o macarrão feito com arroz, em vez de trigo.

Modo de preparo

  1. Toda a refeição será feita em uma panela única. Então eu pego a minha panelinha funda e coloco um pouco do ghee vegetal, os cogumelos e o tofu. Um pouco de sal. Refogo até sentir aquele cheirinho gostoso de refogado.
  2. Coloco a água. Para saber a quantidade, eu simplesmente encho a cumbuca que vou usar para tomar a sopa. Como a água evapora, mesmo colocando mais ingredientes a medida fica certinha.
  3. Depois da água, coloco o macarrão, para dar tempo de ele cozinhar, e o restante das especiarias. Deixo ferver e abaixo o fogo. O ponto que eu gosto do macarrão é “al dente”. Você pode deixar mais tempo se preferir o macarrão mais molinho.
  4. Desligo o fogo e coloco uma colher de sopa da pasta de missô. Você precisa colocar a missô com o fogo desligado porque, se a água estiver fervendo, a pasta de soja perde os seus nutrientes. Deixo um ou dois minutinhos para ela dissolver e misturo tudo.
  5. Não cozinho a cebolinha junto. Coloco a cebolinha picada já na cumbuca que vou usar pra comer e, quando estiver pronta, jogo a sopa ali dentro com a cebolinha já no “prato”.

Eu faço praticamente todos os dias. Acho uma refeição fácil, rápida, nutritiva e que me sustenta bem, além de ser leve para o jantar. Muitas vezes eu faço até no almoço mesmo, colocando mais shitake, tofu e macarrão.

Sopa é uma refeição muito reconfortante. Jantar sopa tem deixado a minha digestão mais tranquila e harmoniosa.

Categoria(s) do post: Saúde, Rotinas, Ayurveda

No final do ano passado eu me apaixonei e trouxe para casa um livro chamado “Culinária Ayurvédica para o seu dia a dia”, da Kate O’Donnell, e desde então ele tem sido o meu guia diário para preparar refeições e me alimentar de acordo com essa linha da medicina oriental. (leia mais sobre ayurveda aqui)

Nesse livro, a autora explica sobre a culinária do ponto de vista da ayurveda (medicina indiana) e traz receitas alinhadas com o ritmo de cada uma das estações. Eu já adoro essa questão das estações porque acredito que nós, como seres humanos, ficamos melhores quando nos conectamos com a natureza. O livro é incrível e recomendo fortemente para quem tem esse mesmo tipo de raciocínio. Ele é totalmente prático e traz receitas e boas práticas em termos de estilo de vida para cada estação.

Muita coisa mudou desde o último post relacionado que eu fiz, sobre a alimentação de verão. Li diversos outros livros sobre o assunto, pesquisei e estudei muito, e hoje considero que já sei um pouco mais do que sabia quando escrevi o texto anterior.

Também estamos em um momento de pandemia do COVID19 no mundo e, por mais que algumas regiões no Brasil não tenham uma temperatura menor, de modo geral muitas pessoas começam a ficar expostas a maiores problemas, especialmente respiratórios, nessa época que está chegando, além da preocupação adicional com o vírus. O que quero dizer é que é hora de cuidarmos da nossa alimentação e da nossa imunidade, e todo o propósito desse trabalho com o ayurveda é justamente esse. Não se trata de uma “brincadeira” de comidas e ingredientes, mas de entender o que faz sentido em cada estação, associado ao que cada corpo humano precisa, e fazer a melhor e mais saudável possível alimentação para todos nós.

O que eu aprendi desde o último post que escrevi sobre o assunto é que cada pessoa deve entender como “funciona” o clima da sua região e se alimentar com os ingredientes produzidos na terra, naturais de onde mora. Você até pode comer alimentos de fora, mas não precisa. Sabe? O Brasil é riquíssimo em ingredientes e produção natural de alimentos – precisamos encorajar isso.

Uma outra pergunta muito comum que surgiu no outro post (e eu nem sabia como responder direito ainda) é se a alimentação deve ser “alinhada com o dosha dominante de cada um”. E uma coisa que aprendi de lá pra cá é que a alimentação ayurvédica deve estar alinhada com as estações, com seu dosha dominante sim, e composta pelos seis sabores principais, que são: salgado, doce, azedo, adstringente, picante e amargo. Quando algum dosha estiver em desquilíbrio, você deve ajustar a sua alimentação para pacificar esse dosha. (se não estiver entendendo nada sobre esse papo de doshas, leia outro post em que falei sobre o assunto)

Logo, autoconhecimento é tudo, e fórmulas prontas não servem de nada, a não ser inspiração para modelos de raciocínio. Se você pegar um modelo e aplicá-lo sem personalizar para a sua realidade, não pode criticar o raciocínio por trás do modelo, pois na verdade você não o aplicou. Isso vale para outras coisas além da alimentação também.

Observando o que acontece na sua região e entendendo como seu corpo reage, você pode tomar decisões com relação ao menu na sua casa, que envolva você e toda a sua família.

Eu sou uma pessoa de constituição vata-pitta, assim como o filhote, e meu marido é pitta-kapha. No clima, vemos algumas mudanças, como por exemplo: ainda chove em março, mas o vento começa a ficar mais fresco. Em breve as chuvas param também. O friozinho tende a aumentar o apetite e naturalmente vamos querendo coisas mais quentinhas, doces e suculentas. O ayurveda está alinhado com isso.

As qualidades que devemos introduzir de modo geral (e que se reflete nos alimentos) são:

  • quente
  • reconfortantes
  • suculentos / úmidos
  • rotinas <3

Devemos reduzir: coisas frias, sobrecarga, secura e vida desregulada de modo geral.

O interessante é que tudo isso conversa com a particularidade do isolamento social que estamos vivendo.

De modo geral, existem alguns desequilíbrios associados a essa época, como gases, inchaços, prisão de ventre, secura na pele e no couro cabeludo e ansiedade. Logo, precisamos ajustar a nossa rotina de modo que esses desequilíbrios não aconteçam e sejam reduzidos. Tenta pensar o que você pode mudar na sua rotina para que esses desequilíbrios não aconteçam.

Alimentos quentinhos, úmidos e ligeiramente oleosos são favoráveis nessa época. Claro, se fizerem sentido para a região onde você mora. Comento o que faz sentido para onde eu moro, que é São Paulo. 😉

Tabela da CEAGESP com os alimentos mais fortes mês a mês. 😉

  • Raízes são bons alimentos para essa época porque trazem os elementos favoráveis. Cenoura, batata-doce, nabo, beterraba, abóbora. São vegetais que ficam deliciosos fazendo assados com algumas especiarias, ou em formato de purê e sopa.
  • Verduras cozidas. Uma coisa que aprendi com o ayurveda é a importância dos alimentos quentes para uma boa digestão. Reduzi muito os alimentos gelados, deixando apenas para dias muito quentes. Comer verduras cozidas, em vez de cruas, me agrada (mas vai do gosto de cada um). Como eu AMO sopas e faço bastante, adoro colocar verduras como acelga, couve e algas. É uma maneira de “comer salada sem comer salada”.
  • Especiarias que esquentem, tais como: canela, gengibre, cominho, erva-doce. Uma dica sobre o gengibre: a versão é pó é seca e picante. A versão da raiz mesmo é mais úmida, então talvez seja uma preferência melhor para essa época. De modo geral, acredito que usar as versões em ervas seja melhor nesse momento que as versões em pó, embora eu entenda que não sejam tão práticas e acessíveis para todo mundo (eu mesma uso muito em pó essas especiarias).
  • Leite morno. Eu não tomo leite de vaca, porque sou intolerante e me tornei vegana, mas preparo leite de castanha de caju, que é o mais parecido de todos (acho) com o leite de vaca. Mas se você toma, a ideia é tomar morno, entende? Pode temperar com especiarias, se quiser. Atualmente estou testando uma receita do chamado “golden milk”, que é um leite com especiarias que aumenta a imunidade.
  • Nozes e sementes cruas ou torradas na hora.
  • Óleos prensados a frio e gordurosos, como o óleo de coco, o óleo de gergelim, ghee e abacate. Apesar de eu ser vegana e considerar a referência óbvia, sempre preciso dizer que, quando falo em leite, me refiro a leite vegetal e, ghee, ghee vegetal, pois senão sempre vem alguém me dizer que “leite não é vegano”. rs
  • Grãos úmidos. Trigo, arroz integral, aveia. Mingaus são uma boa. Fazer um mingauzinho de aveia pela manhã, uma canjinha só com arroz e especiarias (pretendo postar essa receita em breve aqui no blog). Tudo isso é a cara do outono.
  • Frutas doces e mais pesadas como: banana, manga, maçã, pera, cranberries (se tiver na sua região). Eu não tenho um amplo conhecimento das frutas de todo o país, mas certamente tanto no sul quanto no norte há frutas típicas fantásticas que possuem essas mesmas características e podem ser usadas no seu menu semanal. Para mim, só a banana é toda uma abundância de possibilidades. Banana assada com canela é a sobremesa mais perfeitinha para o meu dia a dia, quando tenho vontade de comer doce.
  • Proteínas – vegetais de leguminosas menores como lentilha vermelha, feijão mungo, feijão azuki, ervilha seca, tofu – e, para quem consome alimentos de origem animal, ovos e carnes.

Receitas que certamente farão parte da nossa rotina no outono, no menu semanal:

  • Café-da-manhã
    • Mingau de aveia com frutas cozidas
    • Overnight com aveia e frutas
    • Bolinhos e muffins
    • Frutas em compotas
    • Frutas assadas
  • Almoço
    • Legumes assados com especiarias
    • Muito arroz e feijão como acompanhamento
    • Pastas e purês (exemplo de pasta oleosa apropriada para a estação: guacamole)
  • Jantar
    • Lamen
    • Caldos
    • Sopas
    • Cremes
    • Massas
  • Lanchinhos
    • Pastas e purês para comer como aperitivos, tipo palitinhos de legumes
    • Bolinhos e muffins
    • Sementes tostadas
    • Frutas assadas
    • Cookies
  • Bebidas
    • Chás (sempre)
    • Leites mornos e quentes com especiarias

O que o ayurveda recomenda reduzir (de alimentos) nessa época:

  • Alimentos secos de modo geral, tipo biscoitos, chips, essas coisas.
  • Café e cafeína de modo geral.
  • Bebidas gasosas, inclusive água.
  • Feijões de grãos grandes, como o feijão branco, pois causam mais flatulência.
  • Alimentos crus.

Algumas orientações para o seu estilo de vida e rotina diária:

  • Em todas as estações, mas especialmente nesse momento que estamos vivendo, para fortalecer a imunidade: dormir bem. Regular o sono, dormir horas suficientes. É natural dormir mais no frio, e tá tudo bem, viu? Os dias ficam mais curtos mesmo.
  • Oleação corporal diária, antes do banho. É uma prática de auto-cuidado tão gostosa, fora que aquece o corpo antes do banho. O tipo de óleo depende do seu dosha. Eu tenho a pele bem mais ressecada, então para mim o que funciona é o de amêndoas ou de gergelim. Além de passar óleo no corpo antes de tomar banho, gosto de fazer auto-massagem nos pés antes de dormir e também no pescoço e ombros, no rosto etc. Você pode pingar algumas gotinhas de essências, se curtir aromaterapia, tipo de lavanda, para relaxar. Existem algumas essências que ajudam no combate à ansiedade. Quero aprender mais sobre aromaterapia para trazer esse conhecimento para o blog, pois tem me ajudado bastante no último ano também.
  • Consumir alimentos e bebidas quentes ou, no máximo, em temperatura ambiente. Isso faz toda a diferença para a digestão e a digestão é o que faz diferença na sua saúde como um todo. O que deixa você sem sede é a hidratação, e isso você consegue bebendo mais água ou bebidas mais hidratantes, como água de coco, por exemplo. A temperatura da água apenas dá um “choque” na temperatura quentinha do seu organismo, que faz um exercício extra para se recompôr. Quando está muito calor, eu bebo água ou água de coco em temperatura ambiente e fico muito bem. Ou faço um chá e deixo esfriar.
  • Estabeleça horários regulares para as refeições. Isso fará com que seu organismo se acostume e tenha um ritmo para evacuação, sentir fome, relaxar para o sono e todas as suas outras atividades. A refeição mais substanciosa na hora do almoço. Refeições leves à noite – sopas, caldos, cremes, purês e pastas.
  • Proteja-se do frio. À noite, a temperatura do corpo cai naturalmente quando dormimos, então coloque uma roupa que te deixe quentinho/a. Use touca, meias e luvas, se apropriado, pois o calor sai do corpo pelas extremidades. Evite ar condicionado seco. Mantenha-se hidratado/a em situações de secura total e frio.
  • Se você sofre de alergias ou tem algo como sinusite (eu tinha e reduzi bastante depois de parar de tomar leite), aprenda a fazer exercícios no rosto para tirar o catarro. Faça oleação nasal. Eu comecei a fazer este ano e mudou completamente a minha relação com a sinusite. Funciona assim: na minha limpeza corporal matinal, pego um pouco de óleo no dedo anelar e limpo as narinas por dentro. Elas “abrem”. Como tenho adenóides, me ajuda até a respirar melhor. Recomendo fortemente.

Espero que esse tipo de post seja tão útil para vocês quanto é para mim estudar e fazer essa compilação. 🙂 Tenho buscado trazer essas recomendações tanto de estilo de vida quanto de alimentação aqui para o blog, com receitas e tutoriais, porque acredito que ajudem.