Categoria(s) do post: Diário da Thais, Checklists

Um tema que frequentemente as pessoas me pedem para escrever aqui no blog é sobre como eu utilizo checklists. Para quem está chegando no blog agora, eu utilizo um método chamado GTD, que é um método de produtividade, portanto meu uso de checklists se baseia nas recomendações do método. Veja o post onde escrevi sobre isso: o uso de checklists no GTD.

Hoje vou falar sobre a minha checklist diária. Pretendo fazer posts sobre as outras checklists que uso. Não coloquei todas em um único post para ele não ficar grande demais.

É importante dizer que é uma checklist pessoal que atende as minhas necessidades do momento. Faço modificações sempre que sinto que preciso. Amanhã ela pode estar diferente.

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Atualmente, mantenho todas as minhas checklists no Todoist.

Lembrando que checklists não são listas de tarefas, mas listas de verificação. Que eu tenho que checar para verificar se aquilo que eu normalmente já faço em piloto automático foi realmente feito, e não para lembrar de fazer coisas. Se eu tenho que lembrar, se são lembretes, são ações, e então devem entrar em outro tipo de listas. Esse conceito é chave.

Minha checklist diária no Todoist

checklist-diaria

Quero esclarecer para vocês porque às vezes posto coisas do meu sistema em inglês. Estou treinando meu idioma, então para mim é importante trazê-lo para o dia a dia. Vou traduzir o que está no print acima:

Daily é “Diariamente”.

“Light the fire!” é uma expressão que significa “acender o fogo”, no sentido de… vou explicar adiante! rs

“GTD: Engage” é “GTD: Engajar”.

“Daily recurring actions” são “ações recorrentes diárias”.

Em “Light the fire” eu coloco a minha rápida rotina matinal de quando começo a trabalhar, para entrar no clima. Já falei sobre ela aqui no blog. Vivo mudando os gatilhos que uso para entrar nesse modo: concentração, mas ela sempre está presente.

Em “Gtd: Engage” eu listo as recomendações do GTD para a execução. São elas: verificar meu calendário, depois o tickler, depois as ações com prazo no Todoist. Depois trabalhar nas listas de ações de acordo com o contextos, tempo e energia disponíveis. Analisar prioridades (horizontes de foco) e as três naturezas do trabalho. Isso é um resumo em segundos do passo 5 (engajar) do método GTD.

Em “Daily recurring actions” eu separo as rotinas pelos períodos do dia, como se fossem rotinas, e aí uso emojis porque a ferramenta permite isso e deixa eu usá-la como se fosse um bullet journal virtual. 🙂

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Ao final de cada período, dou uma verificada em cada lista para ver se fiz tudo e, se faltou algo, dou uma dedicada de tempo para fazer e passar tranquila para o próximo. Funciona muito bem. E aí vem a importância de só ter aqui aquilo que realmente precisa ser feito, não “lista de desejos”. Eu até tenho algumas coisas que coloco assim: “se der tempo”. Mas elas estão bastante diferenciadas das que sei que são necessárias fazer todos os dias.

Manhã

  • Tomar meus remédios em jejum
  • Meditar
  • Tomar café-da-manhã decente
  • Recolher cocôs dos cachorros, colocar comida, limpar quintal
  • Ver a previsão do tempo
  • Processar caixa de entrada física
  • Ver horários da academia
  • Trabalhar em alguns posts do blog

Tarde

  • Processar e-mails pessoais
  • Processar e-mails profissionais
  • Gerenciar inscrições dos cursos do blog
  • Responder comentários do blog
  • Administrar Facebook: grupos, fan pages
  • Abastecer papéis nos banheiros, trocar lixeiras
  • Gerenciar roupas para lavar ou recolher do varal
  • Se der tempo: Checar novidades no GTD Connect
  • Se der tempo: Ler meus feeds
  • Se estiver em casa: Agitar janta
  • Processar novamente e-mails pessoais
  • Processar novamente e-mails profissionais
  • Se der tempo: Processar novamente a caixa de entrada física
  • Verificar agenda para amanhã

Noite

  • Guardar o que estiver fora do lugar
  • Dar uma geral nas pias
  • Verificar materiais do filhote
  • Se der tempo: Separar roupa para amanhã

Espero que este post tenha clareado um pouco como uso minha checklist diária. Lembrando que eu disse acima: não são lembretes! Se você precisa ser lembrada(o) do que está em uma dessas listas, é melhor colocar de oura forma – talvez em uma lista de ações ou em seu calendário (veja aqui o que vai em um ou em outro).

Até a próxima!

Categoria(s) do post: GTD™

Você encontra toda a referência sobre o aprendizado do método GTD nesta página.

No post de hoje, vamos falar sobre o quarto passo do GTD, que é o refletir. Quando falamos sobre passos, estamos falando sobre hábitos. Leia este texto para uma compreensão melhor deste entendimento.

No caso do passo quatro, isso é muito real, porque de nada adianta você organizar as suas informações se você não revisá-las com frequência. Elas ficarão desatualizadas e você perderá a noção do que é prioridade. O David mesmo costuma dizer que sabe quem usa GTD pelo hábito de fazer ou não a revisão semanal, uma das revisões mais importantes.

A revisão semanal

A revisão semanal é um comportamento crítico para tornar seu sistema integrado, atualizado e refletindo suas prioridades.

Uma vez por semana, você deverá dedicar um tempo para revisar o seu sistema. O David sugere 11 passos em um tutorial didático com o que deve ser feito:

[accordion title=”Parte 1 da revisão semanal: Esclareça”]

A ideia aqui é lavar a louça antes de começar a cozinhar – deixar o cenário limpo para começar a trabalhar.

Colete papéis perdidos e materiais diversos. Coloque em sua caixa de entrada tudo o que estiver espalhado por aí, na sua bolsa, mochila, notas de reuniões.

Processe sua caixa de entrada. Esclareça todos os itens que estiverem em sua caixa de entrada, incluindo e-mails e correios de voz. Se você estiver começando no GTD ou não tiver o hábito de processar sua caixa de entrada diariamente, ela poderá estar enorme aqui. Nesse caso, processe (excepcionalmente) o que será útil em sua revisão semanal, mas comprometa-se a processar o resto nos próximos dias e estabelecer o hábito diário para que isso não aconteça novamente. Quando for um hábito, a ideia é que você tenha aqui nesse momento da revisão semanal apenas as pendências de um dia para o outro, ou no máximo de 48 horas antes.

Esvazie sua mente. Além de tudo o que você processou, será que falta capturar alguma coisa que esteja na sua mente para permitir que você tenha completa atenção à revisão que virá na sequência? Existe alguma coisa te preocupando? Capture e esclareça.[/accordion]

[accordion title=”Parte 2 da revisão semanal: Atualize-se”]

Esta parte é o supra-sumo da revisão semanal.

Revise sua lista de próximas ações. Marque ações como concluídas (às vezes as coisas acontecem tão rápido que a gente nem marca que concluiu algo no nosso sistema), mova algumas para “algum dia / talvez”, verifique se algumas ações não fazem parte de algo maior (um projeto?), se algo pode ser delegado ou mesmo deletado. As ações estão claras? Elas mostram claramente o que deve ser feito, sem obstruções? Sua lista de próximas ações deve representar o cenário que você quer ver quando for executar o seu trabalho.

Revise seu calendário anterior. Do dia de hoje para trás, se você analisar o seu calendário, ficou alguma coisa pendente? Revise os dias que passaram para ver se se lembra de algo. “Ah, esse compromisso me lembra de __________”.

Revise seu calendário futuro. Veja o que está por vir, a curto e longo prazo. Há alguma providência que você já pode tomar com relação a eventos vindouros? O que te deixaria tranquilo com relação aos prazos e outros eventos no seu calendário? Viagens, conferências, reuniões, feriados etc. Será que algo ali não viraria um projeto? Ou demandaria uma próxima ação?

Revise a sua lista de aguardando resposta. Precisa cobrar alguém? Marque aquilo que já foi concluído, agrupe itens que precisam ser cobrados de uma mesma pessoa (demandaria um telefonema? uma reunião, talvez?). Identificou alguma próxima ação?

Revise seus projetos e resultados maiores. Avalie o status dos seus projetos em andamento, objetivos e resultados desejados, um por um, e garanta que todos tenham ao menos uma próxima ação definida. Algum projeto poderia ir para a lista de ?algum dia / talvez”? Algum projeto precisa de mais planejamento? Verifique todos os planos de projetos, materiais de suporte e materiais relacionados para identificar próximas ações, itens para o calendário e que estão aguardando resposta. Lembre-se: é para revisar os projetos, não para trabalhar neles.

Revise quaisquer checklists relevantes. Tem alguma coisa que você deveria ter feito, que ainda não fez, e que demanda algum tipo de ação, de acordo com tudo o que você está engajado, de acordo com seus interesses ou responsabilidades? Por exemplo, se você tiver uma checklist com tudo o que costuma levar em uma mala em uma viagem internacional e você tem uma viagem internacional se aproximando, está tudo certinho ou você identificou uma próxima ação? Outro exemplo: você pode ter uma checklist com tudo o que precisa limpar mensalmente na sua casa. Já fez tudo o que deveria este mês ou falta alguma coisa? Defina próximas ações.[/accordion]

[accordion title=”Parte 3 da revisão semanal: Seja criativo”]

A revisão semanal não trata apenas de obrigações. Ela pode desencadear alguns dos projetos mais criativos da sua vida.

Revise a lista de algum dia / talvez. Cheque se há quaisquer projetos que podem ter se tornado interessantes trabalhar agora ou que de repente você possa ter disponibilidade para abrigá-los em sua vida. Delete aqueles que não fazem mais sentido. Adicione outras ideias que surgiram e que podem ser interessantes no futuro. Você também pode inserir aqui projetos que poderão estar em andamento no futuro, mas não estão agora.

Seja criativo e corajoso. Será que existe alguma ideia meio louca, nova, maravilhosa, criativa, que surgiu até você recentemente? Algo que você nunca tinha pensado antes? Não a deixe escapar. Pergunte-se sempre: por que não?[/accordion]

Você pode reservar de uma a duas horas por semana para essa revisão, mas ela pode durar mais ou pode durar menos, de acordo com a sua disponibilidade. O que não pode é deixar de fazer “porque teve um imprevisto”. Se teve um imprevisto, faça antes ou depois, mas não deixe de fazer, senão todo o seu sistema ficará desatualizado.

Um bom dia para se fazer é na sexta pela manhã, pois você vem de uma semana fresquinha na sua cabeça e ainda tem a parte da tarde para resolver pendências. Muitas pessoas gostam de fazer aos finais de semana ou na segunda-feira cedo. Não tem dia certo – a recomendação é que você escolha apenas o melhor horário que tem menos chance de ser interrompido.

Algumas pessoas que ficam bastante tempo em trânsito gostam de aproveitar esse período para as revisões. Viajando de avião ou ônibus fretado, por exemplo. Qualquer que seja seu estilo de vida, você deve encontrar tempo para esse reagrupamento semanal.

Outras revisões

As revisões acontecem sempre, assim como você olha o seu celular várias vezes ao dia ou revisa o cesto de roupa suja algumas vezes durante a semana. Você não revisa tudo o tempo todo. Depende da função.

A revisão diária acontece a todo momento que você olha seu sistema para escolher no que pretende se engajar nesse momento. Isso vai ficar mais claro quando falarmos sobre o passo 5 – engajar.

Você pode realizar revisões mensais, trimestrais (sazonais), anuais no GTD. Pode revisar o que quiser quando quiser. O David diz muito: “O que está chamando a sua atenção? E o que é necessário para tirar isso da sua mente?” Muitas vezes, é sentar e pensar sobre aquele assunto, focado naquilo. Isso é refletir.

O foco da revisão semanal é revisar o seu sistema, mas especialmente acompanhar o andamento dos seus projetos. O David recomenda o seguinte nível de revisão para os diferentes horizontes:

Térreo – Calendário e ações
Quando eu tenho que saber o que tenho que fazer hoje
Comum: Todos os dias

Horizonte 1 – Projetos
Quando eu quero revisar os resultados que quero alcançar em curto prazo
Comum: Toda semana

Horizonte 2 – Áreas de foco e responsabilidade
Quando eu quero garantir equilíbrio
Comum: Mensalmente

Horizonte 3 – Metas e objetivos
Quando eu quero garantir que estou no caminho certo para alcançar aquilo que eu quero
Comum: Sazonalmente

Horizonte 4 – Visão
Quando eu preciso de inspiração e direção a longo prazo:
Comum: Anualmente

Horizonte 5 – Propósito e princípios
Quando eu tenho grandes decisões a tomar
Comum: Anualmente

Mas vejam que, apesar de ter uma recomendação comum de revisão, você pode revisar de acordo com as situações as quais os horizontes servem.

Revisar x Planejar

Revisar é analisar o todo. Planejar é pegar essa revisão e tomar providências, buscar se antecipar, ver como fará cada coisa.

A partir das suas revisões, você pode planejar o seu dia, a sua semana, o seu mês, o seu trimestre, o seu ano. O David Allen não apresenta um modelo fechado sobre como fazer isso. A chave sempre estará, segundo ele, nas revisões. Se você revisar o seu sistema adequadamente e identificar ações, projetos, objetivos etc, de certa forma você estará se planejando.

Por exemplo: se for quinta-feira, 9:22 da manhã, e você estiver no trabalho – como você “escolhe” o que você vai fazer? É isso o que a gente vai ver no passo 5 – engajar.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Recebi com grande satisfação e orgulho o convite da Thais Godinho para utilizar este espaço tão conceituado do Vida Organizada e compartilhar eventualmente com seus milhares de seguidores algo sobre o tema ao qual me dedico há mais de duas décadas: Quais as melhores maneiras de lidar com a informação que produzimos e acumulamos.

Desejo que minha singela contribuição ajude a linkar este tema a este vigoroso movimento encabeçado pela Thais, reforçando a convicção de que os hábitos organizados são fundamentais para o alcance de uma vida mais produtiva e mais feliz.

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Por que precisamos dos Arquivos?

Os documentos fazem parte de nossa vida desde que nascemos, e nos acompanharão até o final da jornada. Ainda que seu formato se modifique com o tempo, e o suporte papel venha cedendo lugar ao digital, parece inconcebível uma vida sem registros documentais.

Ao longo de nossa existência e da vida em sociedade, inevitavelmente realizamos atividades e ações que resultam na produção de documentos de formatos os mais diversos. Os arquivos surgem basicamente porque informações contidas nestes documentos precisam ser, em algum momento, resgatadas.

O resgate destas informações é fundamental para que possamos tomar decisões, garantir direitos, evitar repetir experiências mal sucedidas e, em última análise, ajudar a contar a história de cada indivíduo, instituição ou comunidade.

Como evitar o “Arquivo Morto”?

Não basta, no entanto, acumular documentos. É preciso administrar esta massa de informações que a cada dia torna-se mais volumosa e diversificada, de tal forma que garanta que todas as informações estarão disponíveis e íntegras rapidamente quando necessárias.

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Para garantir que os arquivos cumpram este papel, e não se transformem em depósitos de utilidade duvidosa, ocupando cada vez mais espaço (físico ou virtual), é preciso assumir o controle sobre a produção/acúmulo, a guarda e a destinação final dos documentos, de modo que os documentos entrem na nossa vida – se forem importantes – sejam mantidos da forma adequada e por tempo determinado, e sejam descartados quando se tornarem desnecessários.

É a chamada Gestão de Documentos, um processo que se constitui de duas ferramentas principais:

Um Plano de Classificação, um mapa que posiciona cada conjunto documental dentro da estrutura que o produziu, da atividade que o gerou, e que define sua função e importância na vida daquela pessoa, daquela família ou daquela empresa.

Uma Tabela de Temporalidade, onde se defina o tempo de permanência de cada documento no arquivo, e a sua destinação final, que pode ser a eliminação ou a guarda permanente.

Nos próximos encontros pretendo conversar um pouco sobre cada uma destas ferramentas. Espero que você esteja por aqui.

Enquanto isso, que tal me dizer como lida com seus arquivos? Vou adorar saber!

Um grande abraço!

Tadeu Motta é historiador, Especialista em Organização de Arquivos, Designer de Interiores e Personal Organizer, proprietário d’O Organizador e estará sábado agora em São Paulo ministrando um curso incrível (que eu já fiz e recomendo – leia aqui!). Clique abaixo para saber mais. Ele escreverá mensalmente no Vida Organizada sobre gestão documental. Seja benvindo, Tadeu!

 

Categoria(s) do post: Lazer

Um dos temas que eu mais gosto de falar é sobre livros. E hoje eu gostaria de escrever sobre biblioteca pessoal, que seria o acervo que cada pessoa se propõe a ter em casa (ou no escritório) de livros de interesse. Eu comecei a pensar sobre esse assunto quando percebi que estava comprando muitos livros e que, na verdade, alguns eu não precisava ter em formato físico. Essa percepção é muito legal e é fruto da abertura do nosso mercado para livros digitais. Eu até cheguei a postar aqui no blog um texto sobre critérios que tenho usado para a compra de livros, e hoje quero aprofundar aquela ideia falando sobre biblioteca pessoal. Porque, afinal, quais são os livros que você quer ter em seu acervo? E é nisso que eu quero que você pense: sua biblioteca é um acervo. O que ele vai refletir?

biblioteca-pessoal

Seria muito fácil para mim falar para você ter em seu acervo apenas os clássicos da literatura, sendo que o conceito de “clássicos” pode variar de uma pessoa para outra. Mesmo dentro da categoria “clássicos” você pode ter gêneros que gosta mais do que outros e, enquanto você adora “Crime e castigo”, pode detestar “Dom Quixote”. Por isso, eu penso que montar uma biblioteca pessoal é muito mais uma questão de auto-conhecimento que algo que você encontra acessando listas dos 100 mais clássicos na Internet, apesar de elas serem um bom ponto de partida. O que a gente está buscando aqui, então, são quais são os clássicos para você.

E aí eu acredito que o primeiro passo seja você ter consciência dos seus gêneros preferidos, e isso não tem jeito – quais são seus interesses? Quais são os assuntos que você mais ama no universo? A essa altura do campeonato, você já deve ter algumas pistas. Se você adora Harry Potter, As Crônicas de Gelo e Fogo e O Senhor dos Anéis, a chance de gostar de outros títulos do universo fantástico é enorme. Analise sua estante de livros hoje. O que você vê? Quais são os títulos que você mais gosta? Quais foram os livros que você mais gostou quando leu?

E outra: você pode até mesmo perceber que não gosta de gêneros literários, mas de não-ficção. Livros de Direito, História, Informática. Só que isso pode te dar uma indicação legal do que você pode vir a gostar. Por exemplo, quem gosta de Matemática pode se interessar pela biografia de físicos e matemáticos famosos, por outros gêneros científicos, por livros de ficção científica, enfim, expandir ainda mais de acordo com os seus interesses.

E aí, onde eu quero chegar é no seguinte: descobrindo tais gêneros, você vai atrás dos clássicos desse gênero. E, ao descobrir os clássicos, você descobrirá os autores. Olha que legal. Dentro dos clássicos, o que por si só já é legal porque, ao ler os clássicos, você vai descobrir porque eles são referência dentro daquele gênero – você vai descobrir que autor se identifica mais, gosta mais. E aí pode ir atrás de outros livros desse mesmo autor. Também descobrirá, veja que bacana: outros autores que tenham a mesma linha de pensamento, estilo de escrita, escola, daquele mesmo autor. E vai atrás deles. A ramificação é sensacional e depende exclusivamente dos seus interesses pessoais, não de uma lista padrão, veja você.

A vida é um conjunto de anos que você pode dedicar à construção dessa biblioteca e à leitura dessas obras que vão, além de tudo, ajudar a construir você como pessoa porque, se você gosta de ler, já deve ter percebido que a coisa é uma via de mão dupla: você escolhe ler o livro e o livro pode influenciar em muitos aspectos da sua vida naquele momento e dali para a frente, como se trabalhasse na construção da sua personalidade e dos seus dias (e quem sabe não seja isso mesmo?). Portanto, ao construir uma biblioteca pessoal, o que você na verdade está fazendo é montar uma estante de diários escritos por terceiros – fazendo uma curadoria daquilo que reflete a sua vida mas, ao mesmo tempo, tem coisas ali que você ainda nem leu. Que louco, não?

E leve em conta também que não é necessário ter pressa para ler todos esses livros. Eu costumo dizer que existe a hora certa para ler cada livro na nossa vida. Cada livro é uma oportunidade, uma aventura. Vale muito mais a pena uma estante cheia de livros não lidos que uma cheia de livros lidos, já datados, já consumidos. (Veja aqui o conceito sensacional do Umberto Eco sobre “antibiblioteca” – vale a leitura!). Ah, e tem outra também: você nunca relê um mesmo livro. Porque o livro que você lê quando tem 15 anos vai ter um entendimento diferente de quando você tiver 35. Vai por mim. E pode ser que, com 35, você o considere realmente um clássico. Ou resolva que não é, e dê de presente para outra pessoa. Mas aí que está a magia da coisa toda: a sua biblioteca pessoal nunca será uma coisa estática. Ela é um organismo vivo. Sempre em construção, sempre em movimento. Como você.

Categoria(s) do post: Tecnologia

Apenas para as versões de celular e tablet no momento (em breve deveremos ter para a versão web e desktop), no Google Agenda podemos inserir compromissos relacionados às nossas metas e objetivos.

Ao criar um compromisso, o aplicativo perguntará se se trata de um evento, lembrete ou meta. Se você clicar em meta, aparecerão algumas opções como: exercícios, aprender algo novo, amigos e família, tempo só para mim e organizar minha vida. E, clicando em cada um desses, abre um leque de escolhas. Por exemplo, se eu clicar em “Organizar minha vida”, aparecem: “Planejar o dia,”, “Limpar”, “Realizar tarefas diárias” e “Personalizar”, onde você consegue customizar qual a meta relacionada.

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Se eu selecionar uma dessas atividades, o app vai me perguntar com que frequência em quero realizá-la. Uma vez por semana? Duas? Todos os dias? E depois: Por quanto tempo? 15, 30, 60 minutos? Ele também pergunta se o melhor horário é pela manhã, à tarde ou à noite. Ao selecionar todas essas configurações, o Google automaticamente escolherá os melhores dias na sua agenda para realizar essa meta – e tudo pode ser ajustado por você depois, claro.

Apesar de ser relacionado a metas, eu achei que tem mais a ver com hábitos. Fica aí a dica de mais um recurso para quem utiliza a agenda do Google então.

Categoria(s) do post: Saúde

Atitudes muito simples que você pode fazer todos os dias para trazer mais significado à sua vida:

Manhã

Sente-se na cama, feche os olhos e preste atenção ao ritmo da sua respiração durante 5 minutos.

Beba um copo de água morna com limão ainda em jejum.

Chegue ao trabalho com a firma convicção: “Eu vou proteger a minha mente”.

Ajuste sua cadeira no escritório para que o computador fique na altura dos olhos, seus pés fiquem plantados no chão e seus cotovelos apoiados na mesa.

Tarde

Agradeça pela oportunidade de almoçar.

Almoce prestando atenção na comida. Não mexa no celular e não fale muito enquanto estiver mastigando.

Faça uma caminhada de 10 a 15 minutos ao ar livre para garantir sua dose diária de vitamina D.

Noite

Faça uma esfoliação corporal antes do banho utilizando uma bucha vegetal.

Faça algo que você realmente goste, sem distrações, durante 30 minutos.

Procure não usar celular, tablet ou computador até uma hora antes de ir dormir.

Tenha um bom dia. 🙂

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Algumas vezes, eu gosto de reunir alguns posts, vídeos e notícias que li ao longo da semana e que achei que seria legal compartilhar com vocês.

Eu também escrevo mensalmente para o blog da Rafaela (Organize sem frescuras) e o texto do mês de abril já saiu: Assuma o controle do seu dia a dia. Você pode verificar todos através desta tag.

Que você tenha uma excelente semana!

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

De vez em quando eu gosto de escrever um texto como esse para mostrar como equilibro a minha vida diante de tantas atividades. Eu escrevi o primeiro post em 2011 e, depois, o segundo em 2012.

Quando escrevi o primeiro post, em 2011, eu estava com uma rotina bastante cansativa. Estava trabalhando em Campinas, morando em São Paulo, e indo/voltando de ônibus fretado todos os dias. Além de não passar muito tempo com o Paul e a rotina ser cansativa, eu estava fazendo minha pós-graduação aos sábados o dia inteiro. Com tudo isso, ainda encontrava tempo no meu dia a dia para me dedicar ao blog. Considero uma fase muito guerreira da minha vida.

Já em 2012, quando escrevi o segundo post, a configuração tinha mudado bastante. Nós fomos morar em Campinas alguns meses antes e todas as horas que antes eu dedicava às viagens de repente ficaram livres para a minha família. Isso foi muito bom e nosso primeiro ano em Campinas só não foi melhor porque não tínhamos carro e todo final de semana vínhamos para São Paulo (meu marido tinha banda aqui e eu estava no último ano da pós, aos sábados, então tínhamos que vir porque ele tocava todo final de semana). Em 2012, também foi a época que eu comecei a estudar para concursos, então eu usei parte desse tempo livre para me dedicar aos estudos. Muita coisa melhorou depois que eu terminei a pós-graduação, no final do ano.

Quando eu paro para analisar hoje, em 2016, vejo como as coisas mudaram. Ser uma pessoa organizada tem muito disso né: eu me organizava na época, priorizava enormemente, mas hoje vejo que até mesmo algumas decisões eu não teria tido se tivesse a cabeça que tenho hoje naquela época. A verdade é que eu não imaginava que “viver do blog” seria uma possibilidade. Era um sonho. Se eu tivesse considerado real já naquela época, poderia ter pensado em algumas coisas para já dar um start, como fazer cursos online e outras iniciativas do tipo. Mas tudo vem no tempo certo, inclusive ideias, e fico feliz por ter, mesmo que demorado alguns anos, configurado a minha vida para que ela esteja como está agora e caminhando para onde eu quero que ela chegue.

Vou falar um pouco sobre como está a minha rotina hoje em dia então.

Ao acordar

Tenho três tipos de dias hoje e eles delineiam bastante o meu momento de acordar: quando eu fico em casa, quando eu tenho reuniões externas e quando eu tenho treinamentos em empresas.

Quando tenho treinamento, preciso acordar muito, muito cedo. Dependendo do lugar, inclusive durmo fora na noite anterior, se for possível, mais perto do local. São Paulo é uma cidade muito grande e, às vezes, os treinamentos acontecem a 40, 50km de distância da minha casa. Com o trânsito, então, tudo piora. Para evitar acordar antes das 4h da manhã, eu às vezes faço essa antecipação. Dias de treinamento sempre são mais cansativos e impactam bastante na hora que eu acordo.

Quando tenho reuniões externas, gosto de acordar mais cedo que o habitual para fazer algumas coisas antes de sair de casa e já ficar um pouco mais tranquila com relação ao meu dia.

Quando fico em casa, para trabalhar ou aos finais de semana, costumo acordar entre 7:45 e 8:00 (meu horário preferido) e tenho um tempo todo meu para fazer o que quiser. Agora nosso filho acorda mais tarde (depois das 10:00), então até ele acordar eu posso me dedicar às minhas atividades, de academia à escrita. Eu adoro trabalhar em casa pelo controle que consigo ter do meu horário mesmo. Por morar longe do centro da cidade, qualquer deslocamento tem um impacto gigantesco no meu dia a dia e eu não gosto.

Eu também gosto de fazer uma meditação pela manhã.

Ao começar a trabalhar

Vou contar como é quando trabalho em casa, então, porque quando tenho reuniões ou treinamentos a configuração não é de “sentar no computador e começar a trabalhar”.

Eu contei um pouco como tenho feito no post sobre como planejar o dia, mas basicamente eu olho a minha agenda, os compromissos que tenho ao longo do dia, os prazos, e vou trabalhando no que estiver ali. Quando acabo, vou para o meu Todoist, onde tenho ações diversas, inclusive com vencimento para o dia. Aí trabalho nelas.

Tenho uma checklist diária com as ações que gosto de ter feito pela manhã, pela tarde e pela noite, então uma hora antes de parar para almoçar eu vejo essa checklist da manhã para ver se algo ainda não foi feito. No geral, são coisas que faço no piloto automático e apenas checo, fazendo uma ou duas que ficaram pendentes.

Na hora do almoço

Meu marido cuida do almoço aqui em casa, então eu gosto de parar para almoçar com ele e o nosso filho, acompanhar todo o processo de eles saírem para ir para a escola, e quando eles vão eu tenho uma meia horinha de paz (rs) que uso para descansar e assistir algum episódio de série que esteja acompanhando no Netflix ou até mesmo tirar uma soneca de 20 minutos, se estiver muito sonolenta.

Se eu tiver que resolver qualquer tipo de assunto na rua (correio, banco, compras diversas), vou com meu marido levar nosso filho à escola e aproveito a carona para fazer o que precisa ser feito.

O bom de trabalhar em casa é que eu sempre faço umas paradinhas para brincar com os cachorros. Me faz muito bem.

Depois do almoço

A primeira coisa que faço é verificar meus e-mails. Depois do almoço é um bom horário porque geralmente quem tinha que mandar algum e-mail já me enviou até essa altura do campeonato, então aproveito para processar a caixa de entrada e enviar e-mails necessários que estavam na minha lista de ações.

Como eu geralmente já cuido das ações do dia pela manhã, o período da tarde eu costumo deixar para reuniões virtuais e para executar ações que demandem menos cognição, porque sei que minha concentração fica mais baixa nesse período do dia.

Sim, inclusive reuniões com o David Allen também acontecem. <3

No final da tarde

Ao contrário do período depois do almoço, geralmente ao final da tarde eu me sinto muito inspirada. Gosto de usar essa parte do dia para adiantar atividades diversas da semana, especialmente se envolverem escrita ou estudos.

Também gosto, sempre que possível, de deixar tudo pronto para o meu dia seguinte, especialmente se eu tiver que sair (reuniões ou treinamentos). Arrumo materiais, mochila, tudo. Processo minha caixa de entrada física novamente. Acesso meus e-mails e respondo os novos que chegaram depois que respondi alguns depois do almoço.

Encerro meu expediente e vou cuidar da janta, ouvir música, fazer algo que eu goste.

De noite

Meu filho chega da escola e nós jantamos juntos. Se eu estiver fora (reuniões ou treinamentos), ele janta na casa da avó e eu o pego quando chegar.  Ele faz a lição da escola pela manhã, quando está mais descansado, então a noite é nossa! Sempre fazemos algo juntos, o que até gerou um post que publiquei com ideias para fazer nesse período do dia.

Na hora de dormir, cerca de 40 minutos ou 1 hora antes de dormir efetivamente, nós já nos preparamos para ir para a cama e eu fico lendo ao lado dele. Ele gosta de ler antes de dormir e eu aproveito para ler algum livro meu junto com ele.

Depois que ele dorme, eu aproveito para fazer algumas coisas diversas em casa que acabei não fazendo durante o dia – geralmente lavar a louça, colocar as roupas sujas para lavar e guardar o que estiver fora do lugar. Eu até gostaria de dormir cedo, mas meu marido faz faculdade alguns dias da semana à noite e chega um pouco tarde, e eu gosto de esperá-lo para ir dormir.

No geral, durmo logo depois que ele chega e ficamos juntos um pouco. Se eu não tiver compromissos fora no outro dia, assistimos algum filme.

Aos finais de semana

Meu trabalho acontece também aos finais de semana, quando faço cursos, treinamentos e workshops diversos. O que tento fazer é sempre equilibrar. Então, por exemplo, se eu trabalho no sábado, não marco nada na sexta e na segunda, aí fico mais tranquila. Tem funcionado muito bem.

No geral, quando trabalho no final de semana, meu marido aproveita para fazer alguma atividade com o filhote. É um momento deles, e eles adoram. Quando não trabalho, sempre fazemos algo juntos – passeios, viagens rápidas, cinema, parque.

Eu procuro acordar no mesmo horário aos finais de semana porque meu corpo não percebe bem a coisa de acordar cedo alguns dias e mais tarde em outros. A consistência dos horários funciona bem para o meu metabolismo e também me ajuda a conseguir um tempinho para mim antes de eles acordarem.

Meu marido tem uma banda que toca ocasionalmente. Quando ele faz shows que não acabam muito tarde, eu costumo ir. Ou vou e volto mais cedo, apenas para dar uma força e depois venho para casa. Valorizo muuuuito a minha energia hoje em dia, coisa que aprendi com o tempo e a idade.

Cuidados com a casa

Aqui em casa dividimos as atividades. Meu marido faz muito mais coisas do que eu, porque eu trabalho com eventos e não tenho a mesma disponibilidade que ele tem. No geral, ele é responsável pela comida e pela limpeza, e eu sou responsável pela organização – que inclui coisas físicas em casa (guardar roupas, organizar compras no mercado) e pelas finanças, como organizar as contas e por aí vai – pela logística como um todo. Eu tenho nas minhas checklists o que preciso fazer em cada período de tempo e, se ele não fizer, eu faço e não pesa para mim. Mas, no geral, ele faz a maioria das tarefas relacionadas a limpeza.

Momentos de lazer

Eu equilibro muito bem todas as minhas atividades hoje em dia. Às vezes, em uma terça-feira à tarde, a melhor coisa que posso fazer é descansar um pouco para retomar o trabalho com mais vigor depois, assim como, em um feriado, eu posso querer escrever alguns textos para o blog. O fato de ter configurado a minha vida para trabalhar e viver da forma como eu gostaria me permite isso.

Fecho com um trecho que escrevi em 2012, que continua igual:

Tudo isso se resume a não perder tempo. Posso parecer uma louca que não para nunca, mas isso não poderia estar mais longe da realidade. O que eu faço é priorizar o descanso e as horas de lazer como se fossem compromissos como quaisquer outros (e são). Então, para mim, sentar no sofá para ler uma revista ou brincar com o meu filho fazem parte da rotina assim como ir trabalhar e limpar a casa. Se eu estou cansada, não vou limpar o fogão. Sério. O que eu sempre falo aqui de priorizar é basicamente isso. Eu nunca vou deixar de ficar com o meu filho para limpar o banheiro ou escrever no blog. E essa dinâmica depende muito de cada pessoa, de cada casa, de cada família. Não existem regras. Assim que você conhecer o que funciona para você, vai saber. E não se preocupe, porque em breve tudo muda novamente!

[Tweet “A organização não é algo que “acontece”. É algo que a gente configura.”]

Categoria(s) do post: Finanças

Este post traz algumas dicas úteis e menos comuns (ou seja, que não vemos tanto por aí) para economizar energia em casa.

  • Filtros condicionadores de água gastam muita energia. Será que você precisa da água tão geladinha sempre? Será que não seria melhor encher uma garrafa com água e colocá-la na geladeira?
  • Qualquer aparelho ligado em modo stand-by gasta energia. Alguns gastam tanto quanto estivessem ligados. Por isso, desligue da tomada enquanto não estiver usando. Ao comprar, opte por aqueles que gastam menos energia em modo stand-by (são informações que geralmente constam nas embalagens do produto).
  • Quanto mais engenhocas eletrônicas você tiver em casa, mais energia vai gastar sem que perceba. Por exemplo: em vez de usar o multiprocessador o tempo todo, substitua por fatiar ou picar de vez em quando os legumes com faca e tábua. Se tiver aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos que não use, venda ou doe.
  • Quando você coloca o seu celular para carregar de noite, na hora de dormir, ele vai estar 100% carregado em poucas horas e, no restante do tempo, já carregado ele continuará gastando energia. Em vez disso, habitue-se a carregá-lo ao chegar em casa e deixe-o com 100% de bateria ao lado da cama (muitas pessoas usam como alarme para acordar). Deixe-o carregando na tomada apenas o tempo suficiente para encher a carga.
  • Substitua o relógio do microondas por um relógio analógico de parede. Deixe o do microondas desligado.
  • Há diversas maneiras de economizar energia com a sua geladeira. A porta da geladeira aberta gasta muita energia. Habitue-se a pensar no que vai pegar antes de abrir a geladeira, diminuindo o tempo da porta aberta. Não compre uma geladeira ou freezer maior do que precisa. Não coloque a geladeira perto do forno ou em uma parede que recebe sol, pois dessa forma ela gasta mais energia para resfriar-se internamente. Espere que a comida esfrie antes de guardá-la na geladeira.
  • Ao cozinhar, escolha a boca do fogão adequada ao tamanho da panela. Sempre que possível, tampe as panelas para cozinhar mais rápido e gastar menos energia.

Algumas dicas simples que podem ajudar você a reduzir o consumo de energia na sua casa, economizar e ainda ajudar o planeta.

Categoria(s) do post: Rotinas

Quem trabalha fora já deve ter percebido que ficar com os filhos à noite demanda criatividade para que a gente não caia no combo lição de casa + tv. Não que tenha algo de errado em fazer isso, mas já conversei com outros pais e todos se sentem um pouco frustrados porque gostariam de fazer outras atividades, mas não sabem muito bem o quê. Por isso, eu quis escrever este post com 31 ideias – uma para cada dia do mês – para você fazer com os seus filhos. Divirta-se!

31ideias

  1. Escolha uma trilha sonora divertida e faça um concurso de dança ou simplesmente dancem juntos.
  2. Faça uma barraquinha com lençol na mesa da cozinha ou no sofá da sala e brinquem de acampamento.
  3. Escolha um filme novo (ou que vocês já tenham visto dezenas de vezes) e prepare pipoca para uma sessão de cinema em casa!
  4. Joguem um jogo de tabuleiro.
  5. Organize uma caça ao tesouro. Desenhe um mapa simples e coloque recadinhos pela casa com pistas. Ao final, o tesouro pode ser desde uma lembrancinha até algo que seu filho queira muito.
  6. Cozinhem juntos uma receita fácil, como mini-pizzas.
  7. Pintar uma obra de arte para a casa. Compre uma tela ou use uma folha grande em tamanho A3 e pintem juntos. Emoldure depois!
  8. Faça a noite do sundae! Compre o sorvete preferido dos seus filhos e monte um sorvete delicioso!
  9. Escolha algum tipo de artesanato com sucata relacionado à época do ano em que estiverem e façam.
  10. Se vocês gostarem de vôlei, futebol ou outro esporte, fique de olho na programação na tv para fazer uma festinha no dia da competição. Vocês podem ter bandeirinhas, placar e se preparar para o dia fazendo contagem regressiva.
  11. Façam palavras-cruzadas juntos.
  12. Brinquem de massinha.
  13. Organize uma noite temática! Noite da Disney, noite da Itália, noite do Japão, noite da Peppa. Nessa noite, faça um jantar com comidinhas relacionadas, assistam um filme, falem sobre o tema.
  14. Montem uma casa de bonecos com uma caixa de papelão.
  15. Brinquem de pega-pega (cuidado com os vasos!).
  16. Aprendam a fazer alguma dobradura juntos.
  17. Montem um desenho com a árvore genealógica da família.
  18. Escrevam cartinhas para outras pessoas da família, como vovôs e titias.
  19. Decorem a casa para alguma data comemorativa.
  20. Desenhem juntos. Façam uma competição de Imagem & Ação, se tiverem o jogo.
  21. Montem castelos com blocos.
  22. Observem as estrelas e fiquem procurando estrelas-cadentes ou discos voadores!
  23. Faça algum experimento científico. Na Internet você encontra muitas opções fáceis de se fazer em casa com as crianças.
  24. Customizem uma camiseta velha juntos. Vocês podem usar tinta, purpurina e o que mais quiserem.
  25. Preparem biscoitos.
  26. Brinquem de karaokê.
  27. Montem um quebra-cabeça.
  28. Lavem os bonequinhos de brinquedos juntos e diga que é hora do banho para eles!
  29. Joguem dominó.
  30. Façam competição de aviões de papel. Quem consegue jogar mais longe?
  31. Monte uma pista com fita adesiva no chão e brinquem de corrida com carrinhos ou bonecos.
Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Muitas vezes, ao final de um curso que eu ministro ou palestra que realizo em algum evento, os leitores do blog vem conversar comigo. É sempre um momento muito bacana e eu consigo perceber algumas ideias que podem ser abordadas em formato de textos aqui no blog. Por exemplo, algo que eu ouço muito (e leio nos comentários) é: “Thais, sinceramente, eu amo o seu blog. Adoro as suas dicas – você faz parecer tão fácil… Eu já entendi como é legal ter uma vida organizada, e já sei o que isso significa. Mas eu realmente não sei como fazer. Como começar. O primeiro passo.”

Se você acompanha o Vida Organizada, lê livros e outros blogs sobre organização e sente que nada mudou, que precisa de um empurrão, este texto é para você.

A recomendação que eu costumo dar é sempre essa: em primeiro lugar, não se cobre tanto. Sua vida não ficou como está da noite para o dia e nem mudará completamente do dia para a noite. Não existe um ponto zero onde começamos a nos organizar e um ponto final onde dizemos: “ufa, agora sim sou uma pessoa organizada!”. A vida muda a todo momento. Quando nos consideramos organizados, acontece uma mudança e nos tira dos eixos novamente. Então a primeira coisa a se ter em mente é que não existe um ponto final na organização. Ela é uma habilidade para a vida.

Em segundo lugar, leia os textos do blog, todos os dias. Implemente uma coisa que achou legal e viável. Acostume-se com ela. Depois, implemente outra coisa. E assim por diante. A organização resulta da consistência – não de um extreme makeover feito em um único final de semana.

E, por mais que você leia e goste do blog (o que eu agradeço), o que vai fazer realmente diferença na sua vida é colocar a mão na massa. É ver o post sobre planejamento do dia, abrir sua agenda e começar a testar. É ler sobre menu semanal, pegar uma folha de papel e começar a montar o seu. Com erros, com acertos. É uma construção. Mas você precisa começar.

Ler os posts, fazer cursos, participar de workshops são ações maravilhosas que nos trazem conhecimento, troca de experiências e dão motivação. É ótimo participar deles. Mas o que você aprendeu no dia não pode morrer ali. Ler sobre destralhar não é a mesma coisa que pegar um saco preto de plástico na mão e ir colocando roupas e objetos dentro para doar. E, quando você fizer isso, vai entender a diferença. Também vai ver como dá vontade de continuar, de fazer mais. Aí eu volto para a questão de não se cobrar tanto. Destralhar a casa hoje por 15 minutos é melhor do que não ter dado um passo sequer no seu caminho da organização pessoal.

Navegar no Pinterest, ver aquelas ideias maravilhosas de artesanato e faça-você-mesmo, ler revistas de decoração, podem nos colocar na mente que existe um ideal a ser atingido. Não há. E eu mesma sou péssima com artesanato. Mas me chame para organizar um projeto. 🙂

Aqui no blog você encontra mais de 1800 posts – e isso porque fiz uma limpa recentemente. Ler todos os textos não é o suficiente para você transformar a sua realidade, apesar de eu saber que a mudança do estado mental e a motivação são fundamentais nesse processo. Só quero dizer que isso não é suficiente. Ler, trocar ideias, postar dúvidas no grupo no Facebook, comentar aqui, ler depoimentos – tudo isso é realmente maravilhoso. E mudar a mente muda todo o resto. Então, liberte a sua mente. Se ficou empolgada com um artigo, tente experimentar o que ele indica! Não tenha medo de fazer errado! Tente!

Como diz um velho provérbio chinês: “um bom discurso não cozinha o arroz”. A água na panela já está fervendo. Não perca a oportunidade de lidar com ela agora.

Categoria(s) do post: Casa

Muitas vezes eu faço posts aqui no blog sobre assuntos relacionados ao frio e recebo comentários sobre como no norte do Brasil não temos inverno, ou sobre como no Rio de Janeiro o calor sempre predomina etc. Nós temos leitores do blog em todos os estados e países do mundo. Não apenas Brasil, mas também Portugal, Estados Unidos e outros. Mesmo aqui no Brasil, temos estados que têm épocas de frio. E, mesmo nos lugares mais quentes, podemos ter ar condicionado dentro de casa. Portanto, quando faço um post sobre o assunto, é sempre na intenção de ajudar quem se identifique com o assunto tratado, não para excluir quem não se identifica. ;D

Hoje, por exemplo, eu gostaria de falar sobre um assunto muito gostoso, que é preparar a cama para quando a temperatura estiver mais fria. É um assunto gostoso porque eu gosto muito de dormir quando está frio, então achei que poderia trazer dicas bacanas para quem também gosta. Quando vai chegando a época do frio aqui em São Paulo, eu costumo tomar algumas providências em casa para curtir esse período ao máximo.

cama-frio

Colchão

A primeira coisa que gosto de fazer é analisar a situação dos colchões. Colchão é um artigo caro, que a gente não costuma trocar anualmente. Mas é legal verificar sempre que chega o inverno, até mesmo porque, em algum momento, chegará a hora de trocá-lo. Eu gosto de virar o colchão a cada seis meses, para evitar que ele deforme muito rapidamente em alguns lados. E verifico seu estado de maneira geral. Para o frio, pode valer a pena investir em pillow tops (aquelas camadas que vão em cima do colchão – veja aqui). Além de deixarem a cama mais confortável, aumentam a vida útil do colchão e esquentam mais um pouquinho.

Limpeza

No frio, a limpeza do quarto acaba sendo mais frequente que no verão. Isso porque meu marido tem rinite/sinusite (e todos os relacionados) e, por isso, qualquer pózinho já agrava sua situação no inverno. Então a cabeceira da minha cama, que é de tecido, costuma ser aspirada a cada 15 dias. Troco os lençóis e fronhas semanalmente. Aspiro o pó do chão e dos cantos uma vez por semana. Bato os travesseiros e sacudo os cobertores todos os dias. Mantenho as janelas abertas durante o dia. Não diz tanto respeito só à cama, mas achei importante citar.

Roupa de cama

Algo que ajuda muito é usar lençóis de algodão mais grossos (trama fechada) no inverno. Eu gosto até mesmo do toque. Logo, tenho dois jogos de algodão mais grossos que uso na época que faz mais frio (um em uso, outro lavando). Se você tem dúvidas sobre o tipo de algodão para os lençóis, recomendo este artigo no site da Westwing, que explica de forma prática (está abaixo dos produtos). Se você mora em lugares onde o frio realmente manda ver, pode valer a pena ter lençóis de flanela (que funcionam lindamente para cobrir a cama também – com elástico). O frio que temos na cidade de São Paulo é suficientemente coberto por cobertores em camadas apenas e não sinto necessidade de lençóis assim.

Um assunto que costuma gerar dúvidas quando as pessoas montam o enxoval da casa nova é sobre a quantidade de cobertores, edredons e colchas. Eu sou muito prática com relação a isso e gosto de ter sempre uma opção para usar enquanto a outra estiver lavando e nada mais. No caso do inverno, é um pouco diferente, porque cobertores, por exemplo, não são lavados semanalmente. O que temos aqui em casa são as seguintes peças:

  • 2 colchas, que uso como cobre-leito, para manter durante o dia. Isso também ajuda a manter a camada de baixo limpa por mais tempo.
  • 2 jogos de lençóis e fronhas – um em uso e outro lavando.
  • 2 mantas. Mantas são coringas e acabam indo da cama para o sofá diversas vezes quando estou assistindo algum filme. Também quebram o galho em noites menos frias. Podem ser lavadas com mais frequência.
  • 1 edredom. Meu marido não sente muito frio e, para ele, muitas vezes um único edredom é suficiente.
  • 1 cobertor muito grosso. Esse é para as noites realmente frias. Eu, que sou friorenta, aproveito para usá-lo ao menor sinal de inverno.

Uma dica que costumo dar é investir em cobertores, mantas e edredons em um tamanho maior que o da sua cama. Por exemplo, se você tiver uma cama de casal, compre tamanho queen. Isso serve para que você tenha mais conforto e, se você dormir com outra pessoa, a chance de um puxar a coberta do outro será menor.

A configuração mais adequada quando chega o frio é arrumar a cama por camadas. Lençol de elástico, lençol que cobre, manta, edredom ou cobertor, e a colcha. Se esquentar ou esfriar, basta adicionar ou tirar uma camada.

Travesseiros

Os travesseiros também recebem uma atenção especial. De modo geral, gosto de trocar os travesseiros a cada dois anos ou conforme a necessidade. Se for o caso, providencio a troca então. Para mim, os travesseiros no inverno não têm muito segredo – só gosto que eles estejam geladinhos! Isso acontece ao usar os lençóis feitos com tecido de trama mais fechada e de algodão.

Eu também gosto de dormir com dois travesseiros – um para a cabeça e outro “para abraçar”, para endireitar a minha coluna. Esse travesseiro pode ser menor. E nossa cama também tem dois travesseiros extras para usar quando lemos na cama antes de dormir. Esses eu costumo usar como capa aquelas mais bonitas de travesseiros, mais grossas e com detalhes nas pontas (exemplo).

E é isso! Assim conseguimos ter uma cama quentinha e convidativa para os dias mais frios.