Categoria(s) do post: Diário da Thais, Resumo / Programação Semanal

Todo último dia do mês eu gosto de fazer um apanhado de como foi o mês que está terminando para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente. Quem for novo aqui no blog pode gostar de saber que faço isso mensalmente. É uma boa oportunidade de rever projetos concluídos, projetos adiados, iniciativas diversas e acontecimentos.

Pergunta 1 da revisão: estou terminando este mês mais feliz que o final do mês anterior?

Sim e não. Sim, porque tive um momento de muita gratidão este mês, relacionado à nossa família. Não sei se já comentei aqui no blog ou só nas redes sociais, mas o Paul está apaixonado por xadrez. Eu sempre gostei de jogar, mas nunca tinha estudado. Agora estamos todos estudando! Até meu marido entrou na empolgação e está estudando todos os dias. Por estudar, me refiro a ler livros, analisar jogadas, resolver exercícios, essas coisas. E teve um dia em que estávamos de noite em casa fazendo um campeonato interno (rs), nós três, jogando, e uma música clássica tocando de fundo. Eu olhei para aquela cena e fiquei lembrando de todas as vezes em que sonhei em ter uma rotina em família assim. É uma pena que tenha acontecido por conta de uma pandemia, mas me senti muito grata por estar vivendo aquilo. Mas o “não” vem da situação como um todo. Eu fico mais pra baixo no frio, afeta muito a minha condição física, me deixa mais letárgica – tudo isso é absolutamente normal, mas não posso deixar de citar.

Pergunta 2 da revisão: como foi o mês de julho do ano passado, em comparação?

No ano passado, estávamos no início da pandemia, praticamente. Uma coisa que me ajudou demais a entender meus sentimentos e a registrar minha rotina foi usar o Bullet Journal – até por isso voltei a usar recentemente. Foi interessante notar que, muito provavelmente, o episódio com a COVID-19 não se deu devido à minha ida ao dentista. Ela aconteceu no final de junho e eu só fui ter sintomas em agosto. Ou seja, pegamos devido a algum vacilo indo ao mercado mesmo ou recebendo alguma encomenda. Revisando o post do mês, acho que foi um bom mês, no ano passado, levando em conta tudo o que estava acontecendo. Eu me sinto piorzinha hoje em comparação com o ano passado.

Pergunta 3 da revisão: quais livros eu concluí nesse último mês?

Ler, eu leio vários ao mesmo tempo, assim como faço consultas. Calculo como um livro lido quando leio do começo ao fim. Faço esse registro pelo Skoob, se quiser me adicionar. Até o momento da escrita deste post eu li 31 livros em 2021. Minha meta anual é de sempre ler um livro por semana, mas não é algo que, se eu não cumprir, vai me frustrar. É apenas um direcionamento.

Este mês eu terminei o livro “Modernidade e Holocausto”, do Bauman, que é um livro fantástico. Mostra como o que aconteceu na Alemanha nazista não foi “um problema da Alemanha”, mas o resultado de uma crise enorme que permitiu a ascensão do partido nazista na década de 1930. Dá vontade de distribuir o livro na rua, de tão necessário que o considero para entender o nosso tempo. Depois finalizei “O homem mais rico da Babilônia”, que ficou atrasado de junho e já tem resenha aqui no blog. Li o livro “O poder do equity”, apenas para conhecer essa ideia. Achei um livro ok – só não estou nesse momento. Vou guardá-lo para referência futura. E, por fim, o livro do Tony Robbins, “Dinheiro”, para o desafio de 12 livros de finanças para este ano.

Pergunta 4 da revisão: como foi o meu mês em relação a cada área da minha vida?

  • Saúde: meio blé. Não tenho muito o que dizer a respeito disso porque estou me cuidando e me tratando, mas não posso deixar de dizer que não me sinto no melhor momento. Eu tenho SII (Síndrome do Intestino Irritável), que beira uma doença de Crohn, mas não é tão extrema no momento (em 2019 foi punk). Essa situação estava em remissão mas este ano voltou e eu me sinto desconfortável, sentindo a barriga inflamada mesmo, doendo. Estou fazendo ajustes na alimentação para entrar em estado de remissão novamente. Eu parei com a atividade física com o personal trainer, pois não estava me sentindo bem para fazer. Minha prática de yoga está preguiçosa pacas. Paul de férias dorme mais tarde e isso impacta minha rotina de sono o mês inteiro. Enfim, mês meio desanimado para a saúde. Tive um acontecimento fantástico, que foi tomar a primeira dose da vacina, claro! O que já é motivo suficiente para comemorar.
  • Estudos: fiz menos do que gostaria com relação ao Doutorado, mas também aproveitei as férias do curso para descansar mesmo. Aproveitei e “dei um gás” em todos os cursos online que estou fazendo. O estudo é sempre o meu refúgio e me sinto bem fazendo isso.
  • Emocional: totalmente associada à questão do SII, foi um mês difícil. Prefiro não falar tanto sobre isso agora.
  • Trabalho: turma 9 do Método Vida Organizada começou e foi lindo! Também voltei com a Mentoria, com um projeto piloto, que vai rolar durante todo o semestre, e os encontros têm sido bacanas demais. Fiz o mês de organização dos estudos com muito conteúdo legal – adorei esse projeto! Nós estamos nos organizando melhor no trabalho em termos de processos e comunicação e as coisas estão se encaixando mais. A equipe do VO tem me ajudado demais. Chego ao final deste mês muito grata a cada uma delas.
  • Finanças: muita coisa andou em julho graças à minha guardiã das finanças (Ana). <3 Ela está tocando projetos importantíssimos nessa área dentro do Vida Organizada e, em paralelo, estou reorganizando bastante coisa nas minhas finanças pessoais. Ainda tem muita coisa em andamento mas eu pretendo fazer um post este ano contando tudo o que mudei em termos de finanças – a área de foco para o ano.
  • Contribuição: eu não sou muito de ficar falando sobre como contribuo porque não quero que pareça autopromoção. Penso que, antes de fazer caridade e divulgar para o mundo, prefiro que nossa equipe esteja ganhando bem, que minha família esteja bem apoiada e questões do tipo. Mas fiz bastante coisa bacana este mês. Aumentei minhas doações para instituições de caridade que distribuem marmitas e cobertores, por conta do inverno mais intenso aqui em SP. Organizamos uma distribuição de cobertores no Centro da cidade (meu marido foi levar de carro). Divulguei o trabalho de muitos amigos que precisam dessa força. Então foi um bom mês com relação a essa área.
  • Família: tudo indo muito bem. Minha mãe está bem, parentes do marido estão bem, nós estamos bem.
  • Amor: marido e eu estamos muito bem também.
  • Social: como eu venho comentando nos últimos meses, me sinto bastante satisfeita com as coisas desta área no momento. Não estou saindo nem vendo ninguém pessoalmente, e considero isso uma vitória nos tempos que estamos vivendo. Converso com as minhas amigas via mensagens e tenho buscado equilibrar lives e reuniões de trabalho para que não me sobrecarreguem.
  • Lazer: estou assistindo The Handmaide’s Tale finalmente, que é a minha série do momento. Acompanhando a volta do Masterchef e me inspirando com a Helena Rizzo como nova jurada. E a questão do xadrez. Sem dúvida mudou nossa rotina aqui a gente jogar todos os dias – são momentos em família, momentos de estudos, de lazer, então está impactando demais (positivamente) várias outras áreas. Ah, também estou colorindo meus livros de imagens (mandalas, essas coisas) todos os dias. Me ajuda a relaxar. Lazer está bem!
  • Espiritualidade: focada. Nas duas primeiras semanas de agosto participarei do retiro online para uma iniciação importante e que era um objetivo para mim, o que torna tudo muito mais significativo. Esse é definitivamente o tema do mês com relação à espiritualidade. Eu saí do curso do centro budista por achar que não é meu melhor momento de dedicação a ele (tem a ver com o que comentei antes de saúde e emocional). Mas estou pensando em como fazer depois do retiro, com algumas ideias.
  • Plenitude: o lado minimalista e simplificador da minha mente diz que está tudo bem.

Pergunta 5 da revisão: avaliando o mês como um todo, que nota você daria para sua satisfação de modo geral com relação a ele, de 1 a 10?

Eu daria um 6. Sem mais.

Espero que seu mês de julho tenha sido legal. Se quiser, compartilha comigo nos comentários? Obrigada.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Finanças, Livros

O livro sobre finanças que li em julho foi o “Dinheiro”, do Tony Robbins.

Para quem não sabe, a área escolhida por mim este ano como foco foi Finanças.

Um dos projetos relacionados a esse foco foi selecionar 12 livros que eu já tinha em casa sobre essa área e que eu pudesse ler um por mês.

Apesar de ser um calhamaço, consegui ler numa boa esse livro em julho. Eu me programei para lê-lo este mês justamente porque eu estaria de férias do Doutorado, e deu certo!

Apesar de o livro ter 760 páginas, ele é rápido de ler, além de ser uma leitura fácil.

Eu tenho algumas questões com o Tony Robbins. Primeiro, que acho ele muito grandão, muito agressivão de modo geral, e não tenho a mesma abordagem que ele para desenvolvimento pessoal. Mas os seus livros são sempre boas referências. O livro “Poder sem limites” tem um capítulo sobre valores pessoais que uso até mesmo como referência em aulas, de tão bom que considero. O segundo ponto é que recentemente li algumas denúncias complicadas sobre ele a respeito de assédio. Como não investiguei mais, não me sinto confortável para comentar a respeito (sugiro aos interessados que façam essa busca), mas confesso que fiquei com o pé atrás.

De qualquer maneira, li o livro e ele tem coisas boas.

Uma das melhores coisas desse projeto de leitura de 12 livros é saber selecionar os livros que pretendo manter mesmo depois que o projeto acabar, e também me ajudar a selecionar os futuros livros de finanças que eu possa vir a comprar.

Muitos livros escolhidos para esse projeto tem mais a ver com mindset que com a parte prática e técnica da coisa. Mas, de certa maneira, os livros técnicos ou mais práticos têm sido bem interessantes. O livro do Amuri, do Cerbasi, e agora esse do Tony, que mistura a parte prática com mindset também.

Um dos grandes ganhos desse livro foi o Tony trazer conselhos de outros experts de dinheiro para complementar. Ele traz o Ray Dalio (autor daquele livro sobre princípios), o Warren Buffet (que dispensa apresentações), entre outros. Eu gosto disso porque o autor demonstra humildade, do meu ponto de vista – trazer alguém mais competente do que ele para falar sobre determinados temas.

Uma das coisas que achei mais frustrantes no livro foi que ele é um livro muito local. Os exemplos são muito norte-americanos, tipo “mudar da Califórnia para a Flórida” porque ele economizou não sei quantos mil dólares em isenção estadual de impostos. Eu não tive tempo de fazer essa pesquisa para o post no blog, mas penso que muito do que ele fala no livro diz respeito à política tributária dos Estados Unidos e não se aplica ao Brasil. No entanto, a maior parte do livro é sobre recomendações gerais que podem ser aplicadas a todos os lugares. Mesmo nesse exemplo, o fundamento do que ele estava encorajando é buscar um local mais barato e que te dê mais qualidade de vida, basicamente. É isso. Então basta ignorar o que não se aplica ao Brasil e adaptar o resto.

Apesar de ser um livro que trata muito da questão do mindset e da motivação (afinal, é o Tony Robbins), ele traz recomendações muito práticas também, tipo:

  • Como proteger seus investimentos de perdas;
  • Como relacionar seus investimentos às oscilações do mercado de ações;
  • Como calcular o que você precisa ter investido para viver de renda;
  • Como automatizar a sua “poupança”;
  • Como entender as taxas que você paga;
  • Como não ser enganado por corretores;
  • Como ter uma “fotografia financeira” (termo perfeito criado pela Lu Fiaux) e conhecer seus números para tomar boas decisões;
  • Como poupar mais no dia a dia e reduzir os gastos;
  • Como se desenvolver no dia a dia para ganhar mais;
  • Como economizar com taxas e impostos;
  • Como melhorar o estilo de vida sem aumentar os gastos necessariamente;
  • Como alocar ativos;
  • Como definir um valor para investir no seu crescimento pessoal e profissional.

Enfim, de verdade, considerei um bom livro para manter em casa e revisar de tempos em tempos. Tem muita coisa ali que pode não fazer sentido para mim agora, mas talvez faça no futuro. E muita coisa faz sentido sim neste momento. Agora é colocar em prática.

Por fim, RECOMENDO o livro. Gostei, achei um bom “manual à la Tony Robbins” para finanças, então se você vê valor no que ele entrega, certamente será um livro que você vai gostar também.

Clique aqui para ver mais sobre o livro na Amazon (se você comprar através deste link, o Vida Organizada recebe uma pequena comissão). Obrigada!

Se quiser, comenta aqui embaixo o que você achou do post ou da leitura, se você já tiver lido. 😉

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Dicas de produtividade, Planejamentos, Vida Organizada

A leitora Karoline deixou esse comentário outro dia num post e eu percebi que, apesar de já ter explicado essa diferença em outros posts informalmente, não tinha nenhum post no blog explicando apenas isso, para ficar como referência. Então aqui está! Obrigada, Karoline, por me ajudar a trazer este conteúdo.

Eu entendo como projeto algo que eu quero concluir no ano em questão, relacionado a alguma área da vida. É o recorte que faço da área para algo que quero resolver, de modo que a área se aproxime mais do que me deixará satisfeita com ela no momento.

Uma área pode ter mais de um projeto por ano. Na verdade, é até natural que tenha vários. Assim como podemos ter áreas que não tenham nenhum projeto em andamento, porque não precisa ou porque não queremos fazer nada naquela área mesmo, ela tá bem, e é isso.

Já os objetivos, que podem ser de curto, médio e longo prazo, são cenários que estou construindo para a minha vida.

Os objetivos de curto prazo podem acontecer de hoje até dois anos. Ou seja, ele tem uma dimensão maior que a dos projetos, talvez porque levem mais tempo mesmo. Podem ser alcançados antes, ou não. Mas, para que sejam alcançados, é necessário criar projetos. E aí chegamos na dúvida específica da Karoline, que foi: “vejo que um dos seus projetos é o emagrecimento. Este não pode ser lido como objetivo do ano?”

Esse objetivo PODE ser alcançado este ano. Até dois anos significa exatamente isso – pode ser alcançado em uma semana, em um mês, em um ano, ou até dois anos. No entanto, vejo o emagrecimento como uma questão um pouco diferente. Emagrecer é uma coisa. Manter o emagrecimento com saúde é outra. É isso que levo em conta quando penso em “até dois anos”. Porque já emagreci muito nos últimos anos, mas teve um ano que meu organismo meio que deu um “pane”, talvez pela perda de peso rápida? Não sei. Mas eu mudei completamente a minha alimentação e para mim o foco na saúde é uma questão mais integrada mesmo, que envolve outros ajustes na rotina.

Para alcançar esse objetivo, eu tenho projetos. Implementar uma nova rotina de atividade física, programação atual feita pela minha terapeuta de Ayurveda, o novo plano alimentar feito pela minha nutricionista, novo batalhão de exames, suplementos e vitaminas reajustados, entre outros fatores. Esses sim são projetos, e pensar assim me ajuda com o recorte apenas, entende?

Claro que toda definição é muito sutil e pessoal, e para outra pessoa o emagrecimento pode entrar como projeto do ano. Por isso que o processo de organização precisa ser pessoal – adaptado a cada um. Os nomes são apenas formalizações que nos ajudam a pensar, mas são apenas nomes. O importante é alcançar o resultado desejado por você, seja chamando de projeto, seja chamando de objetivo. 😉 Os nomes apenas nos ajudam a refletir melhor sobre o que podemos ou não fazer.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.