Categoria(s) do post: Diário da Thais, Resumo / Programação Semanal

Todo último dia do mês eu gosto de fazer um apanhado de como foi o mês que está terminando para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente. Quem for novo aqui no blog pode gostar de saber que faço isso mensalmente. É uma boa oportunidade de rever projetos concluídos, projetos adiados, iniciativas diversas e acontecimentos.

Pergunta 1 da revisão: estou terminando este mês mais feliz que o final do mês anterior?

Sim e não. Sim, porque tive um momento de muita gratidão este mês, relacionado à nossa família. Não sei se já comentei aqui no blog ou só nas redes sociais, mas o Paul está apaixonado por xadrez. Eu sempre gostei de jogar, mas nunca tinha estudado. Agora estamos todos estudando! Até meu marido entrou na empolgação e está estudando todos os dias. Por estudar, me refiro a ler livros, analisar jogadas, resolver exercícios, essas coisas. E teve um dia em que estávamos de noite em casa fazendo um campeonato interno (rs), nós três, jogando, e uma música clássica tocando de fundo. Eu olhei para aquela cena e fiquei lembrando de todas as vezes em que sonhei em ter uma rotina em família assim. É uma pena que tenha acontecido por conta de uma pandemia, mas me senti muito grata por estar vivendo aquilo. Mas o “não” vem da situação como um todo. Eu fico mais pra baixo no frio, afeta muito a minha condição física, me deixa mais letárgica – tudo isso é absolutamente normal, mas não posso deixar de citar.

Pergunta 2 da revisão: como foi o mês de julho do ano passado, em comparação?

No ano passado, estávamos no início da pandemia, praticamente. Uma coisa que me ajudou demais a entender meus sentimentos e a registrar minha rotina foi usar o Bullet Journal – até por isso voltei a usar recentemente. Foi interessante notar que, muito provavelmente, o episódio com a COVID-19 não se deu devido à minha ida ao dentista. Ela aconteceu no final de junho e eu só fui ter sintomas em agosto. Ou seja, pegamos devido a algum vacilo indo ao mercado mesmo ou recebendo alguma encomenda. Revisando o post do mês, acho que foi um bom mês, no ano passado, levando em conta tudo o que estava acontecendo. Eu me sinto piorzinha hoje em comparação com o ano passado.

Pergunta 3 da revisão: quais livros eu concluí nesse último mês?

Ler, eu leio vários ao mesmo tempo, assim como faço consultas. Calculo como um livro lido quando leio do começo ao fim. Faço esse registro pelo Skoob, se quiser me adicionar. Até o momento da escrita deste post eu li 31 livros em 2021. Minha meta anual é de sempre ler um livro por semana, mas não é algo que, se eu não cumprir, vai me frustrar. É apenas um direcionamento.

Este mês eu terminei o livro “Modernidade e Holocausto”, do Bauman, que é um livro fantástico. Mostra como o que aconteceu na Alemanha nazista não foi “um problema da Alemanha”, mas o resultado de uma crise enorme que permitiu a ascensão do partido nazista na década de 1930. Dá vontade de distribuir o livro na rua, de tão necessário que o considero para entender o nosso tempo. Depois finalizei “O homem mais rico da Babilônia”, que ficou atrasado de junho e já tem resenha aqui no blog. Li o livro “O poder do equity”, apenas para conhecer essa ideia. Achei um livro ok – só não estou nesse momento. Vou guardá-lo para referência futura. E, por fim, o livro do Tony Robbins, “Dinheiro”, para o desafio de 12 livros de finanças para este ano.

Pergunta 4 da revisão: como foi o meu mês em relação a cada área da minha vida?

  • Saúde: meio blé. Não tenho muito o que dizer a respeito disso porque estou me cuidando e me tratando, mas não posso deixar de dizer que não me sinto no melhor momento. Eu tenho SII (Síndrome do Intestino Irritável), que beira uma doença de Crohn, mas não é tão extrema no momento (em 2019 foi punk). Essa situação estava em remissão mas este ano voltou e eu me sinto desconfortável, sentindo a barriga inflamada mesmo, doendo. Estou fazendo ajustes na alimentação para entrar em estado de remissão novamente. Eu parei com a atividade física com o personal trainer, pois não estava me sentindo bem para fazer. Minha prática de yoga está preguiçosa pacas. Paul de férias dorme mais tarde e isso impacta minha rotina de sono o mês inteiro. Enfim, mês meio desanimado para a saúde. Tive um acontecimento fantástico, que foi tomar a primeira dose da vacina, claro! O que já é motivo suficiente para comemorar.
  • Estudos: fiz menos do que gostaria com relação ao Doutorado, mas também aproveitei as férias do curso para descansar mesmo. Aproveitei e “dei um gás” em todos os cursos online que estou fazendo. O estudo é sempre o meu refúgio e me sinto bem fazendo isso.
  • Emocional: totalmente associada à questão do SII, foi um mês difícil. Prefiro não falar tanto sobre isso agora.
  • Trabalho: turma 9 do Método Vida Organizada começou e foi lindo! Também voltei com a Mentoria, com um projeto piloto, que vai rolar durante todo o semestre, e os encontros têm sido bacanas demais. Fiz o mês de organização dos estudos com muito conteúdo legal – adorei esse projeto! Nós estamos nos organizando melhor no trabalho em termos de processos e comunicação e as coisas estão se encaixando mais. A equipe do VO tem me ajudado demais. Chego ao final deste mês muito grata a cada uma delas.
  • Finanças: muita coisa andou em julho graças à minha guardiã das finanças (Ana). <3 Ela está tocando projetos importantíssimos nessa área dentro do Vida Organizada e, em paralelo, estou reorganizando bastante coisa nas minhas finanças pessoais. Ainda tem muita coisa em andamento mas eu pretendo fazer um post este ano contando tudo o que mudei em termos de finanças – a área de foco para o ano.
  • Contribuição: eu não sou muito de ficar falando sobre como contribuo porque não quero que pareça autopromoção. Penso que, antes de fazer caridade e divulgar para o mundo, prefiro que nossa equipe esteja ganhando bem, que minha família esteja bem apoiada e questões do tipo. Mas fiz bastante coisa bacana este mês. Aumentei minhas doações para instituições de caridade que distribuem marmitas e cobertores, por conta do inverno mais intenso aqui em SP. Organizamos uma distribuição de cobertores no Centro da cidade (meu marido foi levar de carro). Divulguei o trabalho de muitos amigos que precisam dessa força. Então foi um bom mês com relação a essa área.
  • Família: tudo indo muito bem. Minha mãe está bem, parentes do marido estão bem, nós estamos bem.
  • Amor: marido e eu estamos muito bem também.
  • Social: como eu venho comentando nos últimos meses, me sinto bastante satisfeita com as coisas desta área no momento. Não estou saindo nem vendo ninguém pessoalmente, e considero isso uma vitória nos tempos que estamos vivendo. Converso com as minhas amigas via mensagens e tenho buscado equilibrar lives e reuniões de trabalho para que não me sobrecarreguem.
  • Lazer: estou assistindo The Handmaide’s Tale finalmente, que é a minha série do momento. Acompanhando a volta do Masterchef e me inspirando com a Helena Rizzo como nova jurada. E a questão do xadrez. Sem dúvida mudou nossa rotina aqui a gente jogar todos os dias – são momentos em família, momentos de estudos, de lazer, então está impactando demais (positivamente) várias outras áreas. Ah, também estou colorindo meus livros de imagens (mandalas, essas coisas) todos os dias. Me ajuda a relaxar. Lazer está bem!
  • Espiritualidade: focada. Nas duas primeiras semanas de agosto participarei do retiro online para uma iniciação importante e que era um objetivo para mim, o que torna tudo muito mais significativo. Esse é definitivamente o tema do mês com relação à espiritualidade. Eu saí do curso do centro budista por achar que não é meu melhor momento de dedicação a ele (tem a ver com o que comentei antes de saúde e emocional). Mas estou pensando em como fazer depois do retiro, com algumas ideias.
  • Plenitude: o lado minimalista e simplificador da minha mente diz que está tudo bem.

Pergunta 5 da revisão: avaliando o mês como um todo, que nota você daria para sua satisfação de modo geral com relação a ele, de 1 a 10?

Eu daria um 6. Sem mais.

Espero que seu mês de julho tenha sido legal. Se quiser, compartilha comigo nos comentários? Obrigada.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Finanças, Livros

O livro sobre finanças que li em julho foi o “Dinheiro”, do Tony Robbins.

Para quem não sabe, a área escolhida por mim este ano como foco foi Finanças.

Um dos projetos relacionados a esse foco foi selecionar 12 livros que eu já tinha em casa sobre essa área e que eu pudesse ler um por mês.

Apesar de ser um calhamaço, consegui ler numa boa esse livro em julho. Eu me programei para lê-lo este mês justamente porque eu estaria de férias do Doutorado, e deu certo!

Apesar de o livro ter 760 páginas, ele é rápido de ler, além de ser uma leitura fácil.

Eu tenho algumas questões com o Tony Robbins. Primeiro, que acho ele muito grandão, muito agressivão de modo geral, e não tenho a mesma abordagem que ele para desenvolvimento pessoal. Mas os seus livros são sempre boas referências. O livro “Poder sem limites” tem um capítulo sobre valores pessoais que uso até mesmo como referência em aulas, de tão bom que considero. O segundo ponto é que recentemente li algumas denúncias complicadas sobre ele a respeito de assédio. Como não investiguei mais, não me sinto confortável para comentar a respeito (sugiro aos interessados que façam essa busca), mas confesso que fiquei com o pé atrás.

De qualquer maneira, li o livro e ele tem coisas boas.

Uma das melhores coisas desse projeto de leitura de 12 livros é saber selecionar os livros que pretendo manter mesmo depois que o projeto acabar, e também me ajudar a selecionar os futuros livros de finanças que eu possa vir a comprar.

Muitos livros escolhidos para esse projeto tem mais a ver com mindset que com a parte prática e técnica da coisa. Mas, de certa maneira, os livros técnicos ou mais práticos têm sido bem interessantes. O livro do Amuri, do Cerbasi, e agora esse do Tony, que mistura a parte prática com mindset também.

Um dos grandes ganhos desse livro foi o Tony trazer conselhos de outros experts de dinheiro para complementar. Ele traz o Ray Dalio (autor daquele livro sobre princípios), o Warren Buffet (que dispensa apresentações), entre outros. Eu gosto disso porque o autor demonstra humildade, do meu ponto de vista – trazer alguém mais competente do que ele para falar sobre determinados temas.

Uma das coisas que achei mais frustrantes no livro foi que ele é um livro muito local. Os exemplos são muito norte-americanos, tipo “mudar da Califórnia para a Flórida” porque ele economizou não sei quantos mil dólares em isenção estadual de impostos. Eu não tive tempo de fazer essa pesquisa para o post no blog, mas penso que muito do que ele fala no livro diz respeito à política tributária dos Estados Unidos e não se aplica ao Brasil. No entanto, a maior parte do livro é sobre recomendações gerais que podem ser aplicadas a todos os lugares. Mesmo nesse exemplo, o fundamento do que ele estava encorajando é buscar um local mais barato e que te dê mais qualidade de vida, basicamente. É isso. Então basta ignorar o que não se aplica ao Brasil e adaptar o resto.

Apesar de ser um livro que trata muito da questão do mindset e da motivação (afinal, é o Tony Robbins), ele traz recomendações muito práticas também, tipo:

  • Como proteger seus investimentos de perdas;
  • Como relacionar seus investimentos às oscilações do mercado de ações;
  • Como calcular o que você precisa ter investido para viver de renda;
  • Como automatizar a sua “poupança”;
  • Como entender as taxas que você paga;
  • Como não ser enganado por corretores;
  • Como ter uma “fotografia financeira” (termo perfeito criado pela Lu Fiaux) e conhecer seus números para tomar boas decisões;
  • Como poupar mais no dia a dia e reduzir os gastos;
  • Como se desenvolver no dia a dia para ganhar mais;
  • Como economizar com taxas e impostos;
  • Como melhorar o estilo de vida sem aumentar os gastos necessariamente;
  • Como alocar ativos;
  • Como definir um valor para investir no seu crescimento pessoal e profissional.

Enfim, de verdade, considerei um bom livro para manter em casa e revisar de tempos em tempos. Tem muita coisa ali que pode não fazer sentido para mim agora, mas talvez faça no futuro. E muita coisa faz sentido sim neste momento. Agora é colocar em prática.

Por fim, RECOMENDO o livro. Gostei, achei um bom “manual à la Tony Robbins” para finanças, então se você vê valor no que ele entrega, certamente será um livro que você vai gostar também.

Clique aqui para ver mais sobre o livro na Amazon (se você comprar através deste link, o Vida Organizada recebe uma pequena comissão). Obrigada!

Se quiser, comenta aqui embaixo o que você achou do post ou da leitura, se você já tiver lido. 😉

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Dicas de produtividade, Planejamentos, Vida Organizada

A leitora Karoline deixou esse comentário outro dia num post e eu percebi que, apesar de já ter explicado essa diferença em outros posts informalmente, não tinha nenhum post no blog explicando apenas isso, para ficar como referência. Então aqui está! Obrigada, Karoline, por me ajudar a trazer este conteúdo.

Eu entendo como projeto algo que eu quero concluir no ano em questão, relacionado a alguma área da vida. É o recorte que faço da área para algo que quero resolver, de modo que a área se aproxime mais do que me deixará satisfeita com ela no momento.

Uma área pode ter mais de um projeto por ano. Na verdade, é até natural que tenha vários. Assim como podemos ter áreas que não tenham nenhum projeto em andamento, porque não precisa ou porque não queremos fazer nada naquela área mesmo, ela tá bem, e é isso.

Já os objetivos, que podem ser de curto, médio e longo prazo, são cenários que estou construindo para a minha vida.

Os objetivos de curto prazo podem acontecer de hoje até dois anos. Ou seja, ele tem uma dimensão maior que a dos projetos, talvez porque levem mais tempo mesmo. Podem ser alcançados antes, ou não. Mas, para que sejam alcançados, é necessário criar projetos. E aí chegamos na dúvida específica da Karoline, que foi: “vejo que um dos seus projetos é o emagrecimento. Este não pode ser lido como objetivo do ano?”

Esse objetivo PODE ser alcançado este ano. Até dois anos significa exatamente isso – pode ser alcançado em uma semana, em um mês, em um ano, ou até dois anos. No entanto, vejo o emagrecimento como uma questão um pouco diferente. Emagrecer é uma coisa. Manter o emagrecimento com saúde é outra. É isso que levo em conta quando penso em “até dois anos”. Porque já emagreci muito nos últimos anos, mas teve um ano que meu organismo meio que deu um “pane”, talvez pela perda de peso rápida? Não sei. Mas eu mudei completamente a minha alimentação e para mim o foco na saúde é uma questão mais integrada mesmo, que envolve outros ajustes na rotina.

Para alcançar esse objetivo, eu tenho projetos. Implementar uma nova rotina de atividade física, programação atual feita pela minha terapeuta de Ayurveda, o novo plano alimentar feito pela minha nutricionista, novo batalhão de exames, suplementos e vitaminas reajustados, entre outros fatores. Esses sim são projetos, e pensar assim me ajuda com o recorte apenas, entende?

Claro que toda definição é muito sutil e pessoal, e para outra pessoa o emagrecimento pode entrar como projeto do ano. Por isso que o processo de organização precisa ser pessoal – adaptado a cada um. Os nomes são apenas formalizações que nos ajudam a pensar, mas são apenas nomes. O importante é alcançar o resultado desejado por você, seja chamando de projeto, seja chamando de objetivo. 😉 Os nomes apenas nos ajudam a refletir melhor sobre o que podemos ou não fazer.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Ferramentas de organização, Equipes

Bem, e aqui estamos nós definindo os aplicativos que vamos usar para a nossa gestão interna de projetos e atividades.

É importante dizer que cada pessoa utiliza suas próprias ferramentas para se organizar e essas ferramentas são as escolhidas individualmente de acordo com os gostos, vontades e necessidades individuais. Nenhuma ferramenta é imposta a ninguém para organizar seu próprio fluxo de trabalho.

Uma coisa então é o controle pessoal e outra é o controle feito pela equipe como um todo. Essa diferenciação é essencial.

Estávamos sentindo falta de ter um painel geral com todos os projetos da equipe em andamento, e por isso estamos implementando algumas ferramentas, a saber:

  • Glass Frog, para papéis, responsabilidades, checklists, gestão de reuniões e lista de projetos (índice);
  • Asana, para controle geral de todos os projetos;
  • Grupo da equipe no Telegram para a comunicação pontual e rápida;
  • Loom para registros de processos;
  • Google Agenda, para calendários de atividades que fazem parte da rotina, especialmente o editorial;
  • Google Drive para arquivos.

Por enquanto, parece fazer sentido para nós, mas vale dizer que estamos testando e todo teste leva tempo. Precisamos usar todos os dias para ver se essas ferramentas fazem sentido para a gente.

Aproveito pra te fazer uma pergunta: você curte esses posts sobre organização em equipe? Comenta aqui embaixo se você quer ver mais esse tipo de conteúdo por aqui e se você tem alguma dúvida ou assunto específico que gostaria de ver a respeito. Obrigada!

Categoria(s) do post: Diário da Thais

Em 2017, eu li o livro “Ponto de equilíbrio”, e uma das coisas que a autora recomenda e que eu adorei fazer desde então foi definir 5 prioridades para o ano. A ideia é que ter essas prioridades claras pode ajudar em termos de escolhas mais macro e escolhas do dia a dia.

Todo esse exercício faz parte de outros exercícios que venho realizando para o planejamento do ano que vem e encorajo você fortemente a fazer também. O planejamento não é uma previsão, mas um caminho. E esse caminho é feito de revisões de exercícios anteriores, como este.

Como estamos mais ou menos da metade do ano, senti necessidade de fazer uma revisão de tais prioridades para ver como tenho me saído até aqui e o que demanda ajustes para os próximos meses.

Prioridade 1
Tudo relacionado a finanças

A área que escolhi dar foco em 2021 foi finanças e, por isso, é natural que ela apareça em primeiro lugar desta lista. Quando falo em “tudo relacionado a finanças”, significa que essa área será tão importante que efetivamente a prioridade dentro dela será colocar tudo em ordem, rever, reorganizar. Organizar investimentos, rever orçamento, aprender mais, crescer profissionalmente com responsabilidade, investir em pessoas, enfim.

Como está no momento: definitivamente esta área é o foco do ano! Uma amiga querida começou a trabalhar no Vida Organizada e está me ajudando a organizar a parte da empresa e depois vai me ajudar com o lado pessoal. Estamos organizando tantas frentes! Ferramenta para fluxo de caixa da empresa, investimentos como pessoa jurídica, redução de custos, investimentos que façam mais sentido (ex: cursos, mentorias), ajustes de remuneração, entre várias outras coisas importantes! No nível pessoal, foram muitas decisões importantíssimas envolvendo finanças – não comprar um terreno para construir uma casa, investir melhor para no futuro termos um valor para pensar em comprar outro imóvel, realocação de recursos para educação (minha, Paul, marido), decisões com a minha mãe relacionadas à aposentadoria dela, segurança financeira etc. Eu não sei se vou conseguir fazer tudo o que eu tinha em mente, mas certamente foi a área que mais se desenvolveu neste ano (e ainda temos todo o segundo semestre pela frente!).

Prioridade 2
Ficarmos bem durante mais um ano de pandemia

Já comentei em um post anterior, de agosto 2020, a decisão que tomei internamente sobre a maneira como encaro a pandemia, para não ter ansiedade. Mas, além de mim, tem a minha família – tanto nosso núcleo doméstico aqui quanto a minha mãe e outros parentes que moram em outro lugar. Quero que todos fiquem bem. Portanto, isso é uma grande prioridade.

Como está no momento: Paul e marido estão bem. Minha mãe está bem. Parentes do marido estão bem. Quem não está muito legal: eu. Mas vou ficar bem. É só um momento.

Prioridade 3
Melhorias no MVO e no processo de trabalho

2020 foi o primeiro ano em que me dediquei integralmente a este trabalho que realizo com o Vida Organizada. A coisa acontece onde você coloca sua atenção, e isso foi muito real com relação ao Método Vida Organizada – a partir do momento que foquei nele, a impressão é que foi aberta uma represa e que tinha toda uma demanda ali atrás esperando esse momento. Trabalhei muito este ano, atendi demandas diversas para ajudar a galera desde o início da pandemia, e agora sinto que é o momento de melhorar o curso, os processos, a equipe, eu mesma, os equipamentos, enfim, tudo relacionado a este trabalho.

Como está no momento: Cada vez mais vejo como este ano 2 (na numerologia) foi um ano de “cuidar da plantinha” que está crescendo embaixo da terra depois de colocar lá a semente. Estamos arrumando absolutamente todos os processos, estabelecendo coisas novas, melhorando o curso, regravando aulas, configurando coisas novas para logo mais. Também vem sendo um ano de agradecer por todos os relacionamentos. Nunca na vida nossa família foi tão unida. Isso que estamos tendo hoje, juntos, em casa, depois de um ano de pandemia… puxa, isso nos uniu DEMAIS. Além disso, a construção da equipe tem sido todo um capítulo à parte! Nunca aprendi tanto quanto nos últimos meses! É uma relação de amizade, de parceria, de cumplicidade, de vulnerabilidade, de compassividade, um mix de emoções! Mas todo mundo super apaixonado por esse trabalho.

Prioridade 4
Doutorado e tudo o que for relacionado

Independente de passar no processo seletivo agora ou não, o ano que vem terá o meu Doutorado como prioridade. Se eu não passar no processo seletivo agora, dedicarei o primeiro semestre a fazer ajustes no meu pré-projeto de pesquisa e às leituras. Se eu passar, iniciarei toda uma nova fase da vida com disciplinas a serem cursadas, novo grupo de pesquisa e outras atividades, especialmente de leitura e estudo. Por isso o Doutorado como um todo será uma das minhas prioridades para o ano que vem.

Como está no momento: Bem, eu passei no Doutorado e já concluí o primeiro semestre. Estou iniciando o segundo. Meu foco este ano é concluir os créditos relacionados às disciplinas para depois me dedicar à tese e aos outros créditos.

Prioridade 5
Minha rotina pessoal

Eu venho construindo nos últimos anos uma rotina muito personalizada e adequada à mim, tanto com relação ao trabalho quanto com relação à vida doméstica, família, estudos, atividade física e tudo o mais. Assim como quero melhorar os processos de trabalho, penso que um grande foco de 2021 seja melhorar e fazer ajustes na minha rotina como um todo. Por exemplo, em 2020 eu finalmente encontrei minha melhor qualidade de sono da vida. Como fazer ajustes na rotina para que ela continue sendo? O que mais posso fazer na minha rotina como um todo para refiná-la? Será um dos meus focos para 2021.

Como está no momento: Estou fazendo ajustes, mas preciso melhorar algumas coisas que deram uma desandada. No entanto, nunca deixa de ser foco essa prioridade.

Perceba que, aqui, a gente está fazendo mais uma exploração mesmo do que é prioridade, que surgiu da análise das áreas da vida este ano e de definir uma prioridade para cada uma delas. Analisando os meus exercícios de autoconhecimento, eu consegui imaginar que essas cinco coisas seriam prioridade para mim. Delas, eu posso pensar em projetos focados para o ano e outras ações, conforme apropriado.

Recomendo fortemente que você faça também essa reflexão para entender como será a sua relação com elas nos próximos meses. Se você já fez essa reflexão e quiser, compartilhe comigo aqui nos comentários quais são suas cinco prioridades e como estão nesse momento?  Obrigada!

Categoria(s) do post: Espiritualidade

Uma dúvida muito comum que surge por aqui é sobre como lidar com objetivos em áreas mais subjetivas da vida, como a espiritual.

Vale lembrar que objetivos não são obrigatórios. Caso você tenha um objetivo, você pode se planejar para alcançá-lo, mas não deve se forçar a estabelecê-los em uma determinada área apenas para preenchê-la.

Trouxe um exemplo pessoal para mostrar como lido com ele então.

Meu objetivo de longo prazo como budista é alcançar a iluminação ainda nesta vida. 🙏🏻

Alguns objetivos de médio prazo relacionados são: me tornar professora no Centro Budista, ler todos os livros da tradição, entre outros.

Um objetivo de curto prazo que estabeleci lá em 2019, quando decidi que focaria em espiritualidade em 2020, seria participar de um retiro especial da tradição que faço parte, que é uma iniciação tântrica. Em 2020, ele aconteceria em outubro, na Austrália, e eu estava desconfortável em planejar uma viagem para um lugar tão longe do filhote durante tanto tempo. Por isso, em vez de colocar como um projeto (recorte para o ano), coloquei como objetivo, pois isso significaria que estaria no meu radar fazer em 2020 ou até 2022, pois a ideia é que os locais se alternem e invariavelmente em algum desses anos seria mais próximo para mim.

Bem, aí veio a pandemia. O festival de outubro foi suspenso. Eu tirei esse objetivo do meu painel de objetivos de curto prazo, pois não tinha em vista qualquer tipo de viagem pelos próximos dois anos.

Eis que 2021 chega e, com ele, uma perspectiva melhor do que o mundo está vivendo. O que antes era uma adaptação agora virou parte da realidade padrão – o online. E, com isso, excepcionalmente, o Centro Budista da Inglaterra (matriz) decidiu que faria o retiro e a iniciação em formato online, pelo que acredito ser uma única vez.

E, com isso, o objetivo voltou para o meu mapa mental. <3

O retiro acontecerá nas duas primeiras semanas de agosto e eu já quero aproveitar o post para dizer que estarei mais quietinha das redes sociais e sem postar muito aqui no blog, caso não consiga. Preferi fazer assim pelo silêncio mental mesmo.

Bem, e como a gente concluí um objetivo?

Não conclui. Objetivos são cenários que queremos alcançar.

Temos projetos, recortes para o ano, esses sim que podem ser concluídos.

Como se executa um projeto?

Não executa. Não executamos projetos, mas ações dos projetos.

Projetos são concluídos à medida que executamos as ações relacionadas.

Para este caso, os projetos relacionados são:

  • Concluir a inscrição e participação no Festival de Verão
  • Ler os livros sobre tantra da tradição

Inscrição feita, programação na agenda, aviso com o máximo de antecedência para a equipe de que eu ficaria dedicada nesses 15 dias, adiantamento de questões e decisões, repriorização do que não conseguíriamos fazer antes disso e outros fatores relacionados a esses projetos.

Tudo sempre chega na rotina!

“O valor de pensar no futuro não está no futuro em si mas na influência que o futuro tem no que você faz hoje”, David Allen.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Semanal

Postei alguns stories ontem sobre o que gosto em um planner de papel e comentei que, para mim, a semana aparecer com os dias em formato de coluna era importante para o planejamento semanal.

E uma aluna fez uma pergunta no direct, que respondi e aproveito para trazer para cá a discussão.

É o planejamento semanal propriamente dito! A única diferença é que prefiro planejar a semana no papel – e antes eu perdia um tempão desenhando isso em uma folha de sulfite, por exemplo, aí passei a usar uma agenda semanal como planner – e planejamento é para planner! Eu coloco no papel como vai ser a minha semana porque isso me dá uma ideia melhor para pensar em como estará a minha disponibilidade e volume de atividades. Com base nessa análise, posso propor mudanças.

Só depois dessa análise eu proponho qualquer mudança na agenda do Google, especialmente se envolver outras pessoas, e a partir dali uso apenas a agenda do Google como referência ao longo dos dias.

A ideia deste post foi responder a dúvida “por que usar uma agenda de papel para planejar a semana se você usa google agenda?”. Espero ter respondido. 😉

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Categoria(s) do post: Ferramentas de organização, Vida Organizada, Mensal

Esta semana eu compartilhei como está a minha organização atual do Notion, então hoje quis trazer um exemplo na prática para mostrar como estou fazendo.

Pela manhã, trabalhei na configuração do Glass Frog e, ao processar minhas anotações, percebi que ele era um projeto. Certo? Certo.

Antes de inserir no Notion, me perguntei qual era o recorte dessa demanda, para esclarecê-lo melhor. E defini que a configuração da ferramenta era algo para ser concluído este mês, como prioridade. Então, abri o database de Prioridades do Mês e inseri a nova nota.

Mês relacionado: Julho 2021.

Foco da semana: criação da conta. Feito. ✓ Na semana que vem, teremos todas as outras configurações finalizadas (círculos e papéis já existentes).

Relacionado a um marco para o trimestre que é: esclarecer sobre que caminhos seguir no momento na Holacracia.

Essas duas propriedades acima são na verdade links para os databases dos trimestres e das semanas de 2021. Uma relação para cima e outra para baixo, então.

Uma vez por semana, eu reviso as prioridades do mês para definir os focos da semana e, com isso, estabelecer ações para executar no dia a dia.

MVO na prática para vocês. 😉

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Categoria(s) do post: Holacracia

Existem algumas atualizações sobre essa nova área aqui para a gente e eu gostaria de compartilhar com vocês.

Se você não sabe o que é holacracia, veja outros textos do blog a respeito. 😉

Reunião com consultor

Realizei uma reunião este mês com um consultor da Holacracy.org para entender como funcionavam os seus programas e como eu poderia me tornar uma coach certificada para trazer a Holacracia como produto aqui para o Brasil. A reunião foi excelente! Como vocês podem imaginar, existem vários passos a serem implementados, mas já estamos encaminhados, e tudo isso contribuirá enormemente para a agilidade desse processo. (O fato de usar GTD também é um diferencial, visto que o próprio David Allen chama a Holacracia de “GTD para empresas”. É uma coisa a menos para aprendermos.) Ele me passou então os próximos passos, que basicamente são os seguintes:

Implementação da Holacracia na empresa

Nós aqui no Vida Organizada iniciamos esse movimento este ano, apesar de meu contato com a Holacracia ser antigo (desde 2015, através do David Allen). Todos da equipe estão lendo o livro e nós já implementamos a ideia de círculos, papéis, responsabilidades, propósito, Constituição, tensões, Governança, reuniões táticas etc.

Estávamos usando o Notion para essa organização, mas o consultor recomendou que nós usássemos o software próprio da Holacracia, que é o Glass Frog, então estamos migrando.

Glass Frog

Neste exato momento estamos configurando a conta da empresa no Glass Frog, o app criado para gestão dentro da Holacracia, e lá dentro administramos todos esses papéis, círculo, reuniões e projetos. Esperamos concluir a configuração básica ainda este mês e, em agosto, consolidarmos todos os projetos lá dentro.

Formação

Bem, é necessário ter algumas formações para requisitar a licença de uso da metodologia comercialmente.

Duas delas já estão no meu radar para iniciar este ano – a Coaching Certification e o Practitioner Training. Um deles terá sua versão online em outubro e, se casar com as datas do meu Doutorado, já poderei fazer. A de Coaching ainda não tem previsão para um futuro próximo, mas serei avisada quando tiver.

Além disso, eles têm uma espécie de comunidade para estudos de caso, troca de experiências e aprendizado prático da Holacracia durante um ano. Eu e outra pessoa da equipe vamos entrar assim que forem liberadas as inscrições, e aí poderemos aprender com o que já está disponibilizado lá também, para implementarmos internamente.

Sim, a coisa está ficando séria! Mas tem sido muito legal.

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Categoria(s) do post: Diário da Thais, Tecnologia, Arquivos

Eu já comentei aqui anteriormente sobre o meu teste usando o Notion para organizar listas. Você pode ler as minhas percepções completas no post em si. Em resumo, dá para usar, mas prefiro usar uma ferramenta nativa para listas e, por isso, para a organização das listas que uso no dia a dia, utilizo o Todoist. Eu também reorganizei meu Evernote para armazenar alguns materiais de referência, mas não todos.

Como estou usando o Notion no momento, então?

Basicamente, são quatro páginas principais.

Em Entrada, eu coloco as coletas pelo celular ou outras diversas, para processar e organizar diariamente.

Em Listas, estão as listas que criei antes para testar e estou reformulando. Eu tentei organizar todas no Todoist – até a de Projetos – mas, para mim, funciona melhor no momento manter no Todoist apenas as listas que utilizo diariamente. Então, no Notion, no momento tenho a lista de Projetos e uma página para Checklists semanais, mensais etc.

Em Planejamento, estão as páginas que mais uso no Notion no momento. Planejamento anual, dos trimestres, dos meses e das semanas. A página do ano, 2021, fica nos favoritos para eu acessar mais facilmente. Eu uso o conteúdo dentro dela para fazer todos os meus planejamentos de “frequência”: ano, trimestres, meses, semanas. Tem funcionado maravilhosamente bem, cada vez mais.

Em Arquivo, estão materiais de referência de diversos assuntos organizados por ordem alfabética. Arquivos da empresa, do Doutorado, coisas desse tipo. Estou em um momento de entender o que funciona melhor de arquivar no Notion ou em outros lugares, como o Evernote. Mas acredito que esteja chegando em uma separação legal.

Ainda não está “redondinho”, mas quando está? Por isso quis fazer este post compartilhando como tenho usado no momento, para ficar como referência, pois muitas pessoas me perguntam. Quando eu fizer uma atualização significativa, farei um novo post compartilhando. 😉

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Tecnologia, Dicas de produtividade

Uma das maiores vantagens de utilizar mapas mentais na sua organização pessoal é desenvolver a visão global ou conseguir enxergar o todo, estimular os dois lados do cérebro, aumentar a produtividade, solucionar problemas, aumentar foco e concentração, acelerar o aprendizado, estimular a geração de ideias e organizá-las em categorias e hierarquias.

Eu gosto de centralizar todos os meus mapas mentais em uma ferramenta chamada Mind Meister porque já trabalho com ela há muitos anos e me atende bem. Tenho a versão paga, que permite criar mais de três mapas na minha conta e traz alguns recursos que eu uso (minha conta é a Pessoal).

Quis criar este post para compartilhar como está a organização atual da ferramenta e para que tenho usado os mapas na minha rotina, tanto pessoal quanto profissionalmente.

Basicamente, são essas pastas que preciso ter hoje. Em Arquivo ficam os mapas mentais que estavam nas outras categorias mas agora não são mais usados – guardo como referência apenas.

Em Livros, coloco os mapas mentais de resumo de livros. É legal você usar o formato de mapa mental para resumir um livro e depois da leitura do mesmo estudar através do mapa.

Em Pesquisa Acadêmica, eu coloco todos os mapas de projetos em andamento que eu esteja trabalhando em termos de pesquisa.

Em Pessoas e Reuniões, eu tenho registros de mapas para reuniões maiores ou recorrentes, e reuniões com pessoas. Em Scripts, coloco scripts de vídeos e de aulas, pois me ajuda usar mapas mentais para planejar o que vou ensinar. Em Planejamento de Vida, coloco os mapas que mais uso, que são os mapas pessoais.

Minha vida ficou muito melhor quando aceitei que prefiro manter algumas informações em formato de mapa mental em vez de tentar “encaixá-las” em ferramentas de listas ou páginas.

Vale uma nota final aqui: se eu fizer algum mapa mental no papel, eu tiro foto e digitalizo para dentro do Evernote.

Espero que o post tenha sido útil.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Vida Organizada, Semestral

Uma ou duas vezes ao ano eu faço uma revisão dos meus objetivos de médio prazo.

No Método Vida Organizada, costumo separar os objetivos em curto, médio e longo prazo, e o médio prazo diz respeito à “era da vida” em que você está. Existem diversas maneiras de avaliar essa era – por década (dos 30 aos 40 anos), por ciclo da numerologia (nove anos) ou de maneira mais subjetiva e personalizada (“estou em uma fase dedicada a tais questões”).

De todo modo, os objetivos de médio prazo têm sempre uma característica: eles são a “curva do transatlântico”. Não dá para dar uma guinada, a não ser que algo muito radical aconteça em sua vida. De maneira geral, os objetivos de médio prazo levam tempo para acontecerem, simplesmente porque existem coisas que levam mais tempo mesmo. Como um transatlântico quando precisa virar, ele faz uma curva maior.

Imagem: Click RBS

O médio prazo depende também do parâmetro analisado. Falando sobre a vida de uma pessoa, pode variar igualmente. Quando eu tinha 18 anos, médio prazo para mim provavelmente significaria todo o período até entrar na faculdade, me formar, talvez fazer uma especialização e, assim, concluir essa “era” de início da vida profissional. No momento, em que estou prestes a completar 40 anos de idade, eu começo a ver médio prazo como um período da vida relacionado à maturidade, porém ainda não chegando na terceira idade. Logo, entre os meus 40 e 55 anos, talvez, eu tenha algumas coisas que eu queira fazer para chegar à velhice melhor em todos os sentidos. Quando eu penso no ciclo de nove anos da numerologia (em que estou passando de um ano 2 para um ano 3, em setembro), isso significa pensar dos meus 39 aos meus 46 a 47 anos, o que faz bastante sentido neste momento de vida para mim. Cada pessoa pode estimar de um jeito, assim como para uma empresa isso seria diferente, assim como para a História mundial isso seria diferente. Tudo é questão de perspectiva. Um século na História não é quase nada mas, para uma pessoa, significa um tempo de uma vida muito bem-sucedida (a média de longevidade do brasileiro é de 76 anos).

Como cada pessoa reflete sobre essas circunstâncias varia igualmente. Você pode desenhar um painel, um mural, ter um mapa mental ou simplesmente fazer visualizações a respeito. Depende muito do estilo de cada um para se organizar também. Eu já testei diferentes formatos. Gosto de desenhar no papel, especialmente enquanto faço as reflexões, mas um formato que me agrada para informações desse tipo é o mapa mental no Mind Meister.

Eu não quero que você pense, a partir deste post, que eu estou dizendo que *obrigatoriamente* você deva ter objetivos e levar uma rotina de “alta performance” especialmente voltada para eles. Não é essa a ideia, realmente. O que eu desejo com este trabalho é te mostrar que, se você quer algumas coisas na sua vida, elas podem levar tempo, então pode ser que você queira direcionar os seus esforços a partir de agora. E cada um deve sempre levar em conta as suas condições para tal. Vivemos em um país extremamente desigual, em que é complicado eu falar em um estilo de vida aqui que muitos podem não conseguir viver ou que pareça muito modesto para outras pessoas. Cada um deve adaptar à sua realidade. Não estou impondo nada em termos de conteúdo, mas encorajando um modelo de raciocínio.

Não tenho como abrir o mapa inteiro para mostrar detalhes, porque é bem íntimo meu, mas eu penso que, com os direcionamentos gerais que já compartilhei aqui, dê para vocês terem uma ideia.

Na prática, funciona assim:

Em ESTUDOS, por exemplo, eu tenho o doutorado. Em médio prazo, isso significa que eu quero entrar e concluir a minha tese de doutorado. Essa é a minha meta com relação a esse assunto nesse ciclo de vida em que estou. O ciclo atual pode ter nove anos (na numerologia, lembra? veja lá no começo do post) e o doutorado leva de quatro a seis anos, mas significa apenas que, nesse recorte da minha vida, quero estar dedicada a esse tema. Isso inclusive me dá mais “elasticidade” para trabalhar na tese sem a contagem regressiva que é quando efetivamente se matricula no doutorado em si.

No ano passado, quando revisei pela última vez esse mapa (em novembro), eu ainda não tinha me matriculado no Doutorado. Agora, não só me matriculei como já concluí o primeiro semestre! Para vocês verem como o objetivo de médio prazo leva tempo para ser alcançado mas existem objetivos de curto prazo e projeto em andamento que garantam seu alcance em algum momento.

Se ingressar no doutorado é um objetivo de curto prazo, eu consigo, com base nele, chegar em projetos, ou recortes para o ano em questão (2021-2022). O que eu consigo fazer neste momento, nesse horizonte de um ano, levando em conta a situação da pandemia etc etc? Eu não trabalho *nos* objetivos. Eles existem. Eu crio projetos para ir concluindo e, com a conclusão deles, os objetivos são alcançados. E eu não trabalho nos projetos. Defino ações que trabalharei diariamente, semana após semana, que farão com que os projetos sejam concluídos. Tudo, absolutamente tudo, se resume às ações que você faz todos os dias, em como você aloca seu tempo nos afazeres que são realmente importantes e construtivos.

Eu fiz alterações na parte de CASA, pois temos ajustes em objetivos que já tínhamos. Mais clareza sobre o que queremos. Eu absolutamente amo fazer essas atualizações, porque elas são construídas com o tempo e a vivência mesmo. Por isso o espaçamento entre as revisões também é importante.

Como falei, revisei esse mapa agora em julho, como parte de uma revisão semestral que envolve outros elementos (e estou compartilhando com vocês aqui no blog aos poucos, nos posts diários). Pretendo fazer uma nova revisão deles em janeiro, se não quiser fazer antes.

Se você tiver alguma dúvida e quiser me perguntar, deixe um comentário. Obrigada por ler até agora. Espero que o post seja útil para você também.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.