Como organizar a mala para uma semana na Europa, no verão

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Já começo este post pedindo desculpas pela falta de fotos do processo de arrumar a mala em si. Eu vou fazendo as coisas no dia a dia e só depois que termino eu penso “putz, poderia ter fotografado ou filmado” kkk ainda estou aprendendo como ser influenciadora 100% do tempo. São tantos momentos legais que eu poderia compartilhar, todo os dias, mas meu foco sempre é em estar presente, e não em ficar compartilhando tudo.

A segunda coisa que eu quero dizer é que acho muito difícil preparar uma mala para o verão no norte da Europa. Imagino que para Itália, Espanha, Portugal, seja mais fácil, porque é mais previsível. Mas eu já tinha ido em junho para a Holanda e, apesar de fazer bastante calor durante o dia, de noite fazia frio – e eu já peguei dias com chuva e vento que quase me fizeram congelar! Logo, acho uma mala difícil. Mas vamos lá, vou compartilhar como me planejei e, no final das contas, deu tudo certo.

Eu tenho uma fonte de inspiração nesses casos, que é a Consuelo Blocker. Eu amo essa mulher! O estilo dela me influencia muito. Me ajuda a ser mais elegante quando eu poderia simplesmente parecer uma versão brasileira de algum roqueiro americano. Ela tem um estilo casual delicinha, e também usa elementos rockers de uma maneira que considero legal. Enfim, temos idades diferentes, mas estilos parecidos. Fora que ela é meu parâmetro de elegância. Ela é elegante mas não é afetada nem fica ostentando. Enfim, amo.

Eu sempre entro no blog dela e no Instagram para ver “o que a Consuelo estava usando no verão em Londres?” kkk que é parecido com Amsterdam. Salvo algumas fotinhos como referência no meu celular, e aí finalmente vou para o meu guarda-roupa.

Vejo na previsão do tempo como será a previsão para a semana. Ver que a máxima é 27 e a mínima 8 não ajuda muito – obrigada. Então você ter que ir preparada para tudo.

De modo geral, eu gosto de montar um roteiro dos dias (no papel mesmo) e anotar todos os eventos que eu terei. Eu teria jantar todos os dias, além dos eventos durante o dia, e momentos de andança e relaxamento. Colocar essa programação básica no papel me ajudou a pensar.

Por exemplo, o evento principal (para mim) era o dia da minha palestra. Que roupa eu gostaria de usar nela? Escolhi a roupa e, a partir dela, fui desenhando para os outros dias.

Photo by Dan Taylor

A título de curiosidade, a roupa da palestra foi: saia de couro preta, camiseta com o lobo dos Stark (ficou por baixo), blusa de lã com gola rulê (alô, Steve Jobs), cinto de couro marrom café, meia calça e botinha de cano curto e bico fino. Isso já direcionou bastante coisa, porque eu já sabia que teria a botinha, a saia e a blusa para os outros dias.

Aí gosto muito de usar a proporção da Ana de 5 partes de cima para cada parte de baixo. Eu teria 14 looks (sete dias, dia e noite), então poderia levar três partes de baixo. Além da saia de couro, escolhi uma calça de sarja preta (que uso para viajar, bastante confortável), um vestido e uma outra calça preta, pantalona, de veludo. Ou seja, ainda levei uma peça a mais, mas pensando que o vestido seria usado apenas uma vez.

Vandi (mãe do Luca), Jacques, Daniel, Luca, Milena, Fábio, sérgio, Marta, Marcelo e eu
Deu tempo de tirar a tradicional fotinho com o David ao final do jantar com os palestrantes

De sapatos, além da botinha levei o tênis mais confortável do mundo (foto acima) e uma sapatilha mais arrumadinha, apenas para aqueles dias em que eu estivesse cansada de usar salto mas ainda quisesse parecer arrumada. Deu super certo.

(Muitas leitoras me perguntam a marca do tênis, e eu não sei dizer! Na avenida perto da minha casa tem uma loja bem bacana de outlet de sapatos e ele era o único par, por acaso do meu tamanho. Sabe aquelas lojas que vendem produtos que nem marca têm? Ele não tem a marca na palmilha nem em nenhum outro lugar, então não sei dizer que marca é. Mas já vi similares no shopping, da Adidas e da Nike.)

Em termos de casacos, levei um blazer preto e uma jaqueta de couro. Achei que seriam suficientes para qualquer friaca ocasional, construindo o look em camadas. E eu também tinha a intenção de comprar um casaco na viagem (Uniqlo).

Com base nessas peças, fui pensando as partes de cima. Levei uma camisa de seda para o evento do sábado, mais arrumadinho, aquela coisa de networking etc. No jantar de abertura eu também levei uma blusa mais fluida (veja na foto acima com o David). O resto, tudo camiseta e blusa de malha confortável. Levei uma para cada ocasião. Deu certinho o número (ainda sobrou uma caso eu derrube café ou outra coisa durante a viagem de volta – sempre conto com esse tipo de imprevisto).

A gente pegou uns dias bem quentes por lá, então camiseta + calça de sarja + sapatilha ou tênis foram o uniforme de modo geral. Dentro do evento, o ar condicionado sempre pega, então ter um blazer ou jaqueta o tempo todo ajuda.

Outra coisa que eu busquei fazer foi alternar os tipos de looks de acordo com os dias para não parecer que eu estava repetindo muito. Não que isso tivesse algum problema, mas eu prefiro – me ajuda a gerenciar a criatividade com os looks.

Um pouco do jantar no barco (muito chic)

Dizem que levar lenços e outros acessórios ajuda a mudar o visual. Sinceramente, eu calculei bem mesmo esses. Levei uma carteira para sair à noite, uma bolsa padrão para o dia a dia, e apenas dois lenços (e usei só um, na foto acima). Levei alguns colares, mas não usei nenhum. Senti falta da minha mochila. Fico com dor nas costas de levar bolsa o tempo todo.

Acho que o legal é sempre pensar que, se você precisar de alguma peça, pode comprar no local. Eu realmente quase não fiz compras desta vez – só o casaco da Uniqlo que era minha “meta” da viagem. Comprei dois pares de meias e um moletom para mim, e só. Já tive viagens em que quis comprar mais peças para mim, aí nem compensa levar muita roupa de casa mesmo.

Ainda acredito que a base de uma boa mala são as coisas básicas que você leva para qualquer lugar – maquiagem, cosméticos e até mesmo pijama + chinelinho. Todo o resto pode ser adequado, sem neuras.

Vale dizer que viajei despachando mala, então não tive limitações de espaço para levar e trazer tudo o que eu queria.

Outros looks:

Photo by Marta Bockhorny

Espero que este post tenha sido útil caso você esteja organizando uma viagem assim. Deixe nos comentários dicas adicionais, caso as tenha, pois isso poderá ajudar outros leitores. Obrigada!

8 comentários

  1. Bom dia, Thais! Pros dias de muito frio, uma blusa térmica de lã merino por baixo ajuda muito, não amassa, esquenta bem e não faz volume na mala. Post maravilhoso, como sempre! Beijo!

  2. É impressionante como o básico salva né?! Mas essa “noção” vamos tendo com o passar do tempo e com a experiência, pelo menos no meu caso foi assim. Estou numa onde de preto, branco e cinza e super funciona (fica elegante). O menos continua sendo o “mais”. Ainda não tenho a consciência de aplicar o 5×1 (cinco partes de cima para cada parte de baixo) sempre esqueço da regra.
    Obs: sou sua fã, te acompanho desde o comecinho do blog e estou adorando assistir os seus vídeos no youtube tb.
    Vc verá mais meus comentários, por aqui, de hoje em diante.

    • Obrigada, Bianca! Sei que não é fácil ficar comentando, então agradeço muito sua dedicação, porque os comentários são a melhor maneira de ter esse feedback dos leitores. Gratidão. <3

  3. Eu tive um tênis muito parecido com o seu, da Olympicus, que usei loucamente até a sola ficar lisa e perigosa rs. Era realmente “o tênis mais confortável do mundo” e combinava com muitos estilos de roupa.
    Uma pena que não encontrei outro igual para comprar! Então investi num bege rosado da Via Marte, de couro, que está sendo um grande companheiro também.
    Gostei muito das dicas.

    Abraço,

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