Categoria(s) do post: Diário da Thais, Mensal

Todo último dia do mês eu gosto de fazer um apanhado de como foi o mês que está terminando para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente. Quem for novo aqui no blog pode gostar de saber que faço isso mensalmente. É uma boa oportunidade de rever projetos concluídos, projetos adiados, iniciativas diversas e acontecimentos. Você também pode fazer uma versão sua, se quiser, para guardar de recordação.

Especialmente nesse momento de quarentena, fazer um acompanhamento diário de todos os dias do meu mês no Bullet Journal tem sido bastante especial porque me permite pensar sobre cada dia da maneira como merece: um dia a mais de vida, um dia que merece ser bem vivido. Caso você queira saber como faço esse acompanhamento, eu explico em alguns vídeos no meu canal que são chamados de “plan with me”. Você pode verificar lá.

Junho foi um mês pesado no mundo, no Brasil e para mim, nesse meu pequeno microcosmo interior. Felizmente, foi uma jornada que me trouxe até um final de mês melhor. Por incrível que pareça, eu tive uma crise de propósito nos últimos meses. Complicado de explicar. Mas junho me permitiu uma reflexão bem importante, um resgate, uma reconexão, e obviamente que a resposta estava dentro de mim mesma e bastava apenas eu alinhar essa conversa com o meu “comitê interno”. Existem resoluções sendo feitas a partir disso, mas estou feliz com as decisões.

Tá aqui uma grande vantagem de manter um Bullet Journal. Como eu uso esse caderno apenas para logs e registros, ele vira um resumo da minha vida mesmo. Agora no final de junho eu estou terminando o caderno que tenho usado desde janeiro, e foi muito legal revisar as páginas e perceber que, mesmo com tantos reveses, 2020 teve conquistas e motivos para agradecer. Atualmente, todo e qualquer motivo para agradecer tem sido super valorizado por mim pois é uma maneira de me sentir melhor perante tudo o que está acontecendo.

Comentários sobre a vida pessoal em junho

Eu estou fazendo vários cursos de formação em Ayurveda (a certificação e os complementares), e isso praticamente tomou a minha agenda pessoal ao longo do mês. Muitas aulas, muita leitura, muito material de estudo. Estou inclusive revisando o meu ciclo da universidade pessoal porque ele vai precisar ser refeito para o segundo semestre. Prometo compartilhar com vocês quando o fizer. Também estou preparando um vídeo explicando em detalhes como faço.

A formação em Ayurveda tem sido excelente porque toda aula tem aplicação prática na minha saúde e na minha rotina. É uma imersão muito significativa e intencional. Mergulhar nesse estudo tem me feito muito bem e, de certa maneira, é uma forma de me distrair tanto da pandemia quanto do trabalho, sabe? Estudar um assunto diferente para variar.

Sobre a vida acadêmica. Em junho continuei participando virtualmente dos encontros do grupo de pesquisa e consegui definir o tema da minha apresentação em uma Seminário que acontecerá em outubro, na minha faculdade. Eu também estou produzindo algumas pesquisas em paralelo. Sobre o doutorado, consegui trabalhar mais no meu pré-projeto, o que pretendo finalizar até agosto. Vamos ver!

Como eu comentei, em maio voltei a fazer terapia (online) e o mês de junho prosseguiu assim. Tem sido ótimo. Comentei um pouco sobre a minha experiência em um post recente que entrou este mês aqui no blog, onde trago algumas dicas também para um melhor aproveitamento.

Uma grande conquista do mês de junho foi termos quitado o nosso carro. Era o único financiamento que tínhamos, e eu fiquei muito feliz por fazê-lo. A gente teve que trocar de carro ano passado devido ao trabalho do meu marido (que carrega equipamentos e o nosso já estava velhinho), e ele deu todo o dinheiro de entrada, mais o valor da venda do nosso, mas tivemos que financiar uma parte porque ano passado eu estava bastante *conservadora* com as nossas finanças. Mas pudemos quitá-lo este mês, o que me deixou incrivelmente feliz porque eu não gosto de fazer financiamentos e dívidas, mas às vezes são necessários. Em todo caso, quitar o quanto antes sempre é o melhor e ainda economiza juros.

No nível social, eu e mais duas amigas estamos fazendo um “chá das cinco virtual” todo sábado, quando batemos papo sobre a vida, o trabalho, os cachorros, tarô, enfim, qualquer assunto, desde que consigamos nos encontrar e contar como foi a semana, relembrar viagens, dar risada e estarmos juntas. Tem sido muito bom fazer isso.

Sobre saúde, dei uma esculachada (confesso) nesse mês de junho. Minha prática de yoga foi inconstante, pedi comida fora algumas vezes porque não estava a fim de cozinhar, enfim, deu uma desandada. Mas aceitei que foi o melhor que pude fazer em dias difíceis e já tenho planos para retomar uma rotina melhor agora em julho. Mesmo assim, me mantive dentro da rotina do Ayurveda, o que fez toda a diferença no quadro geral com toda a certeza.

Aconteceu uma coisa super chata agora na última semana, que foi quebrar um pedaço do meu dente na lateral da boca. Não consigo falar porque ele virou uma mini faquinha que me deixa toda machucada! Esta semana vou ao dentista tentar arrumar, mas olha! E o medo de pegar COVID? Vou ficar em quarentena aqui dentro de casa, com todos os cuidados com marido e filhote, depois de ir.

Sobre leituras que não sejam de trabalho, estou lendo um calhamaço de dois volumes sobre a Segunda Guerra Mundial – “Ascensão e Queda do Terceiro Reich”, do Shirer, que meu marido tinha me dado de presente há uns dois anos e eu disse que só leria depois do mestrado. rs Olha só o que é uma pessoa organizada. Estou aficcionada nessa leitura e também tem sido uma distração* este mês. *Mas observação: não quero de maneira alguma dar a entender que ler sobre acontecimentos tão tristes e abomináveis como a guerra seja algo leve e distrativo, apenas que ler algo desvinculado (em partes, porque né) das notícias atuais tem me distraído um pouco da realidade que tá bem difícil com tanta gente morrendo e sofrendo.

Marido e eu maratonamos The Office e agora estamos reassistindo tudo de novo rsrsrs Eu já tinha assistido na época (até 2013), e foi muito maravilhoso ver novamente. Agora estamos reassistindo em looping, porque é a nossa série reconfortante. rs Eu absolutamente AMO o Dwight.

Minha área de trabalho no computador

Falando um pouco sobre a família. Paul voltou a ter aulas agora em junho e a experiência foi um pouco melhor que nos meses anteriores, mas ele terá mais 15 dias de férias agora em julho. Eu sinceramente ainda não sei se no ano que vem valerá a pena ele refazer o quinto ano. Acho que o quinto ano é um ano muito importante nessa fase de vida em que ele está, de transição, e acho que isso não está rolando em formato EAD. De qualquer maneira, temos ali até setembro ou outubro para decidir (época das rematrículas).

Ninguém da família foi contaminado pelo COVID até o momento. No entanto, nessa última semana meu sogro passou mal e teve que ir para o hospital, então estamos um pouco apreensivos com medo de ele pegar o vírus e, se pegar, tem a família toda morando com ele. Estamos observando.

Baby Stanley está bem, está enorme, crescendo pacas, apesar de ser um mini dasch. Todas as roupinhas de frio que comprei em maio parecem blusinha baby look nele no momento, mas felizmente encontrei um fornecedor legal no ML que vende roupinhas boas e baratas, e já encomendei as roupas maiores para o inverno que chegou. Julho e agosto são os meses que costumam fazer mais frio aqui em São Paulo.

Comentários sobre o trabalho

Eu faço parte de um grupo de mentoria de marketing digital e nos reunimos presencialmente quatro vezes por ano. Em fevereiro, fizemos isso e foi legal, mas agora em junho não teria como ser presencialmente, então pela primeira vez foi online. E olha, como tudo que era presencial, foi excelente ser online. Pude alternar as conversas e atividades com os intervalos aqui com a minha família, consegui descansar, mantive a minha alimentação, foi totalmente excelente.

No meu curso, finalizamos um módulo e iniciamos um novo. Estou muito motivada com esse curso e produzindo aulas e materiais diariamente. É uma das coisas que mais gosto de fazer! Além do curso principal, tenho outros em andamento, paralelos, que também invisto tempo todos os dias. Um deles é o Jornada POP, que terá nova turma aberta semana que vem (vou fazer um post no blog sobre isso na segunda), outro é o de Feng Shui e organização da casa com a minha amiga Wanice etc. Meu trabalho diário se resume basicamente nessa gestão dos cursos e na produção de conteúdo em todos os canais.

Aqui no blog, seguimos com o conteúdo diário. Confira se perdeu algum post este mês (coloquei uma estrelinha nos que considero mais importantes, essenciais ou que foram meus “queridinhos”):

Olhando em retrospectiva, acho que foi um mês bastante produtivo aqui, com vários conteúdos bons, para ficarem como referência mesmo. Gostei!

Você pode conferir os conteúdos publicados em outros canais nos canais correspondentes. A partir deste mês, estou fazendo um resumo em cada um deles também, como no YouTube, por exemplo.

Queria comentar duas coisas que foram adiadas de projetos profissionais que eu tenho. Uma é o evento ao vivo para os meus alunos, que aconteceria em novembro. Devido à pandemia, preferi adiar e reembolsar quem já tinha comprado o ticket até termos uma segurança maior para todos nós, para a realização desse evento. O segundo foi o lançamento do meu novo livro, sobre estudos. Sinceramente, eu mesma não consegui terminar o manuscrito. O livro é bastante importante, traz conceitos-chave do meu trabalho, e eu não estava com cabeça para focar nele e terminá-lo. Com o cancelamento da Bienal do Livro, onde ele seria lançado, a editora me deixou com um prazo mais livre para trabalhar nele, então continuo trabalhando na sua escrita, mas não temos uma data certa de lançamento. Assim que a tiver, divulgarei. Peço a compreensão de todos neste caso, pois todos os dias recebo perguntas sobre esse lançamento mas eu não tenho como responder no momento por conta disso.

Eu fiquei muito feliz por ter conseguido tirar um projeto do papel, que foi criar uma série de conteúdos para profissionais de organização e produtividade nesse momento que estamos vivendo da pandemia. Foi uma série de duas LIVEs diárias durante duas semanas que culminou em um curso gratuito que está acontecendo esta semana, e na semana que vem abrirei as inscrições para o curso pago, para quem quiser continuar e se aprofundar. Dessa maneira, acredito que consiga ajudar todo mundo – quem pode e quem não pode investir no curso agora. Esse é o tipo de trabalho que gosto de fazer. <3

Tem vários projetos em andamento que eu estou gostando de investir meu tempo e energia, mas acredito que valha a pena ir comentando posteriormente, aos poucos, para este post não ficar enorme.

Como comentei no início do post, junho foi um mês bem pesado de modo geral, mas eu estou chegando agora no último dia dele me sentindo melhor em diversos aspectos. Claro que ainda há o sofrimento de ver tantas pessoas no mundo passando por todos esses desafios, ver amigos perdendo parentes para o COVID, o desespero de quem tem algum ente querido internado, o movimento Black Lives Matter, entre outros importantíssimos que, como seres humanos, precisamos nos ligar e fazer a nossa parte. Mas eu tive a oportunidade de refletir bastante sobre alguns assuntos que são importantes para mim ao longo deste mês e que precisavam de tempo para serem definidos, e acredito que eu tenha conseguido fazer bom uso desse tempo. Agora é só o desenrolar prático mesmo, que vai levar algum tempo, mas já está em andamento.

Espero que julho seja um mês melhor. Se cuida. Tamo junto. <3

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Empreendedorismo, Lifestyle

Esta semana estamos todos concentrados na Jornada POP, um curso gratuito que estou ministrando online para ajudar quem quer levar seu trabalho presencial para o online e também ensinando como se tornar referência no seu mercado. Ainda dá para se inscrever. Clique aqui.

Neste post, que quero deixar como referência, mesmo após o fim do curso, quero contar um pouquinho o que me motivou para levar o meu trabalho para o online mesmo antes de saber que haveria uma pandemia no mundo e como foi a minha organização para conseguir fazer isso de maneira segura e com bons resultados.

Vale uma breve contextualização sobre mim e por que esse modelo de trabalho funcionou tão bem comigo.

  • Sempre fui uma pessoa que gosta de criar conteúdos e compartilhar, desde criança. Fazia meus próprios gibis, depois fiz parte da equipe do jornalzinho da escola, criei um fanzine na adolescência e meu primeiro blog desde o momento que eu tive acesso constante à Internet (em 2001). Mas isso não quer dizer que você tenha que ser igual! Só estou dizendo tudo isso para você entender por que me apaixonei tanto por esse modelo de atuação.
  • Sou graduada em Publicidade, Jornalismo e Comunicação. Trabalhei em agência e sempre acompanhei de perto como as marcas se relacionavam com as pessoas e divulgavam seus trabalhos para a Internet. Trabalhei com marcas grandes, nacionais e internacionais, marcas pequenas, franquias e até com ONGs. Toda essa experiência me ajudou muito no online, mas isso significa que quem não é publicitário não pode atuar na área? Muito pelo contrário! As regras estão sendo reescritas e hoje o que é mais legal nesse trampo online é justamente o fato de que uma pessoa comum pode pegar um celular e começar a criar conteúdo. Isso é maravilhoso!
  • Quando pedi demissão do meu último emprego e passei a trabalhar 100% com organização e produtividade (em 2014), meu meio de faturamento era praticamente presencial, ministrando cursos em empresas, fazendo palestras e workshops. Desde aquele instante, eu sabia que o futuro estaria no ensino online, pois eu fazia pós-graduação em Gestão de Mídias Digitais na época (no SENAC-SP) e lá a gente já falava muito sobre essa tendência que seria cada vez mais realidade. Então comecei a estudar sobre educação em si e a testar novas tecnologias. Em 2015, lancei meu primeiro curso online. De lá para cá, muita experiência para compartilhar! Aprendi muito!
  • Como diz um mentor, “curtida não paga boleto”. Não basta você fazer um trabalho incrível de criação de conteúdo ou ter um curso super legal se você não souber se vender. E eu confesso que esse era o meu maior tabu. Fui fazendo novos cursos e mentorias, o que me deu conhecimento e embasamento na prática para tomar a decisão que tomei no ano passado: vou entrar 2020 com meu trabalho 100% no online. E como fiz isso? É o que vou contar no restante do post.

Eu era responsável pela organização e realização das turmas abertas de GTD pela Call Daniel (que é a franquia brasileira do método). Essa responsabilidade estava sob a minha coordenação desde 2017, quando a empresa responsável pelas vendas da franquia mudou sua configuração. Como as turmas abertas do GTD sempre foram ministradas por mim, e 99% do público vinha do Vida Organizada, fiz uma proposta ao Daniel, que achou justo, e durante mais de dois anos eu organizei essas turmas em São Paulo e por todo o Brasil.

Para quem nunca trabalhou com eventos ao vivo, saiba que é um trabalho imenso de logística. Cada curso, para uma média de 15 a 30 pessoas, tem os “gastos estruturais”, como gosto de chamar. Você tem que locar sala, equipamentos (projetor, telão), contratar lanches, água e café para os intervalos, enviar materiais via transportadora (ou você mesma levar com malas! muitas vezes fizemos isso). Em turmas maiores, eu também levava outro instrutor comigo, que tinha sua diária paga, claro. Além de uma assistente em sala, sempre, para gerenciar quem chegava, ficar cuidando de tudo enquanto eu estava ministrando aula etc. Eu também contratei uma pessoa em tempo integral (CLT) para cuidar das inscrições, envio de comprovantes, gerenciar contratos de todos os serviços estabelecidos etc. Quem nunca trabalhou com isso não tem ideia do volume de trabalho envolvido.

Além dos custos profissionais, tem os custos pessoais disso tudo. Eu, Thais, mãe do Paul, tinha que me deslocar de duas a quatro vezes por mês, aos finais de semana (quando aconteciam as turmas), para ministrar os cursos. Um curso que fosse sábado o dia inteiro em outra cidade eu tinha que chegar um dia antes bem cedo, verificar se estava tudo certo, e partia, na maioria das vezes, no domingo – isso quando não tinha aula no domingo também, aí partia de noite ou apenas na segunda. Além de ser cansativo fisicamente e custoso financeiramente, tinha a questão emocional de não ter finais de semana com a minha família. Tudo isso sempre entrou na conta para mim, e cada vez que eu viajava, por mais que amasse esse trabalho, sempre pensava que “poxa, se esse curso fosse online eu poderia estar com o meu filho nos intervalos”.

Eu sempre gostei tanto do trabalho presencial que tomamos uma decisão no final de 2018: alugar uma sala exclusivamente para fazer os cursos em São Paulo. Outro projeto que colocamos em prática foi elaborar uma nova formação de instrutores em GTD, que poderiam ficar responsáveis pelas turmas abertas ao redor do país e eu poderia ficar com as turmas apenas em São Paulo, na sala contratada pra isso. Podendo ficar concentrada em São Paulo, eu poderia iniciar a minha transição para o online, com o meu trabalho com o Vida Organizada.

Em 2019, eu realizei a última turma fora de São Paulo no mês de junho, quando fui a Belo Horizonte. Desde o ano anterior eu avisei em todas as redes sociais que não faria mais cursos fora de São Paulo em 2019, caso alguém quisesse fazer o curso comigo. O curso do GTD é padronizado mas algumas pessoas querem fazer comigo porque estão acostumadas comigo aqui no blog, no YouTube, compartilhando sobre o assunto etc. Normal. Veja aqui então como integridade sempre é um ponto importante. Antes de simplesmente parar de viajar com os cursos, eu fiz uma “turnê” pelas principais capitais e avisei todo mundo sobre a minha mudança.

Ao longo de 2019, muitos alunos vieram de outros estados – e até de outros países! – participarem de cursos comigo, o que sempre me deixou muito feliz e agradecida. Quando divulguei os cursos do segundo semestre de 2019, avisei que seriam minhas últimas turmas presenciais também e que, depois da minha última turma, que ministrei em 14 de dezembro, as turmas abertas seriam ministradas por outros instrutores (que naquela altura já estavam formados e certificados por mim e prontíssimos para começarem a trabalhar também!). Meu workshop do Vida Organizada, de Planejamento de Vida, também não teria mais turmas presenciais e estava sendo desenhado para o online. Tava tudo certo.

Desde o final de 2014, eu venho desenhando e estruturando o meu método de organização, o Método Vida Organizada, que é pautado na tríade de vida, casa e trabalho. Com três livros publicados, um mestrado concluído, muitos cursos e formações em marketing e educação digital nas costas, anos de experiência, eu me sentia preparada para assumir esse programa 100% online a partir de janeiro. Ele seria meu trabalho principal, além da produção de conteúdo. Outros serviços que me trariam faturamento incluiriam:

  • outros cursos realizados em paralelo ao principal (todos online)
  • serviços prestados online requisitados por empresas diversas (palestras, cursos, consultoria etc).
  • tradução de materiais
  • mentorias avançadas de organização
  • projetos de conteúdo patrocinados por marcas e empresas
  • direitos autorais das vendas dos meus livros
  • serviços educacionais, como aulas para cursos de graduação, pós e outros, tudo em formato EAD

O que me ajudou a ficar tranquila com essa decisão também foram algumas questões financeiras:

  • Teduzi muitos custos fixos que tínhamos como empresa – entregamos as salas comerciais, não era mais necessário ter equipe em tempo integral (pois não haveria mais o gerenciamento dos cursos presenciais, que tomavam 90% do trabalho) e cancelei serviços;
  • Paguei todas as “dívidas” que existiam de direitos autorais dos cursos realizados (sim, eu gerenciava os cursos mas precisava repassar todos os direitos autorais pois o método GTD não é meu, é do David e da Call no Brasil). Os direitos autorais eram pagos sempre até o dia 20 do mês seguinte a cada turma, então eu precisava finalizar esses pagamentos até a turma de dezembro;
  • Conversei com meu marido e falamos sobre reduzirmos nosso custo de vida de modo geral, o que ele aceitou prontamente porque já vínhamos fazendo isso desde o início do ano.

Vale dizer que, em paralelo, meu ano passado foi muito complicado pessoalmente. Eu tive um problema de saúde que iniciou em fevereiro e eu só comecei a melhorar por volta de setembro ou outubro. Nesse meio tempo, fiquei tão mal que isso me manteve atrelada ao mínimo possível de atividades – então priorizei os cursos e serviços já contratados, mas sem novas iniciativas, pois não sabia se poderia me comprometer. Tive dias em que não conseguia sair da cama direito e trabalhar, pois sentia muita fraqueza.

Para quem não sabe, fiz uma cirurgia complexa em 2017 que mudou completamente o meu metabolismo. O período de ajustes do corpo pós cirurgia leva cerca de três anos e muita coisa pode acontecer nesse meio tempo. O que aconteceu comigo foi ter tido um pane geral, pois descobri uma alergia fortíssima, associada uma questão emocional delicada de luto que vivenciei com a morte da minha avó. Eu só pude ter esse diagnóstico geral este ano, quando iniciei meu tratamento dentro do Ayurveda, com uma profissional especialista. Eu contei mais sobre isso em um vídeo no YouTube, se você quiser saber.

Tudo isso afetou muito o meu trabalho e o nosso faturamento, e nós sobrevivemos ao ano de 2019 graças ao fluxo de caixa que eu tinha guardado dos meses anteriores. Consegui segurar salários, contas, tudo. Ministrei os cursos mesmo estando mal de saúde. Não me orgulho muito disso, pois estar bem é sempre o mais importante, mas eu sou uma pessoa muito responsável com os meus compromissos. Se eu tinha agendado aquelas turmas, daria um jeito de fazer. E tinha um detalhe também: eu não sabia que eu ia levar meses para me recuperar. Queria ficar bem e sempre acreditava que melhoraria até a próxima turma. Foi bem difícil e sou toda grata à minha família, a equipe que segurou as pontas na época e especialmente à Martinha, da Call, que me apoiou em muitas dessas turmas.

Quando eu fui para Amsterdam, em junho, participar do evento do GTD, eu estava muito chateada. Eu tinha tantos projetos, tantas ideias, e estava tão sem energia para o meu trabalho, por conta da saúde enfraquecida. Mas coisas mágicas aconteceram naquela viagem. Primeiro, ter estreitado o meu relacionamento com pessoas que até então eram meus alunos e que acabaram virando verdadeiros amigos desde então. Segundo, ter tido conversas maravilhosas com pessoas que eu amo. Terceiro, a sensação que eu tive quando subi naquele palco para ministrar uma palestra em inglês, sabendo que todas essas pessoas queridas estavam na plateia. Eu nunca na vida tinha sentido aquela sensação. Naquele momento, eu tive uma única certeza: “Thais, você precisa confiar mais no seu trabalho. Se você está aqui, alguma coisa certa você está fazendo”.

Photo by Dan Taylor

Essa confiança mudou a minha cabeça de volta ao Brasil. Tinha muita coisa para ajustar, mas era uma sequência de coisas práticas apenas, pois o resultado final estava claro. Todas as providências que tive que tomar foram muito difíceis – algumas delas, mais do que outras. Mas eu queria focar no online, pois era onde as pessoas estavam. Não tinha sentido investir 90% da minha energia em cursos presenciais que não me traziam nem 10% do seu faturamento. As pessoas estão online. Elas querem o online. Queria simplificar a minha vida, voltar a ser autônoma, reduzir meus custos fixos para poder continuar levando esse trabalho adiante. Acreditava piamente que focar meus esforços no online me traria isso, mesmo que meu faturamento diminuísse.

(PS: Não diminuiu. Aumentou. Neste primeiro semestre do ano eu tive um faturamento maior que o meu ano inteiro passado. Mas isso eu só viria a saber depois. Por isso que eu digo: foco é tudo. Escolha no que focar e foque, porque essa energia focada é poderosa. Ela que vai te trazer resultados.)

Em dezembro, ministrei minha última turma presencial e, no dia seguinte, saímos de férias. Foram as férias mais necessitadas de toda a minha vida. Eu agendei em dezembro do ano anterior, para vocês terem uma ideia de como funcionam os meus planejamentos por aqui. Cumpri todo o calendário de cursos para 2019, de turmas com as quais tinha me comprometido, e já tinha estabelecido que viajaria para a praia com a minha família naquela que costumo chamar de “semana do caos” – a última semana de dezembro antes das festas, porque todo mundo fica enlouquecido querendo resolver tudo antes do recesso, ao mesmo tempo que São Paulo fica uma loucura com o trânsito, barzinhos com happy-hour etc. Hoje, em tempos de pandemia, parece que foi há um século. rs Mas enfim, saímos de férias, foi uma delícia, e eu voltei com a cabeça pronta para virar 2020 com meu trabalho 100% no online. E assim o fiz.

Em janeiro, tive um baque emocional / profissional enorme, que me jogou em um processo interno que até o momento ainda estou resolvendo (mas hoje melhor do que antes, 99% resolvida a respeito, e prometo falar mais quando me sentir preparada). Em fevereiro, pandemia. Em março, entramos em quarentena. Já faz mais de 100 dias que estamos aqui. E assim continuamos.

Quando o Brasil entrou em quarentena, eu comecei a receber uma demanda insana de convites para entrevistas, cursos, trabalhos, consultorias, LIVEs etc. Todo mundo queria ir para o online. Todo mundo queria dicas para trabalhar melhor no home-office. Todo mundo queria saber como se organizar com a família em casa durante a quarentena. Dei entrevistas para a tv, para o rádio, fui contratada por empresas para workshops de reuniões online e trabalhos do tipo.

Como eu falei para vocês, a viagem que fiz em junho do ano passado me gerou uma experiência espiritual – quase como uma iniciação divina. Eu estava decidida a trabalhar como nunca vivendo o meu propósito. Quando a quarentena começou e essa demanda toda começou, eu voltei de novo para dentro de mim e me perguntei: o que posso fazer para ajudar as pessoas nesse momento que estamos vivendo? Mil ideias surgiram. Como não dá para fazer tudo ao mesmo tempo, fui priorizando. Primeiro, fiz um mês de LIVEs todos os dias com a minha audiência para garantir que a galera teria um porto seguro todos os dias ali para bater um papo leve sobre como estávamos vivendo e dando dicas para o trabalho, a casa, o autocuidado etc. Abri uma nova turma do meu curso. Antecipei, porque seria aberta só depois, mas muitos me pediram. Então organizei direitinho para abri-la, e foi ótimo. Depois, fiz um workshop de organização da casa (totalmente online) com Feng Shui, com a minha amiga Wanice. Na sequência, a Jornada POP, pra ajudar meus colegas agora com relação a essa transição. Nunca trabalhei tanto como este ano, mas nunca meu trabalho teve tanto significado.

Absolutamente todo mundo que convive comigo me parabeniza por ter tomado essa decisão de levar o meu trabalho para o online e, quem ainda não o fez, me pede dicas, acompanha o que faço, enfim, tenho tido meses cheios, mas cheios de coisas boas, com um senso de contribuição muito forte dentro de mim. Não se trata apenas de ter um trabalho que me permita sustentar a minha família e, como falei, prosperar muito mais do que antes, mas de viver o meu propósito. Absolutamente TUDO o que faço transpira o que sinto que estou nesta vida para fazer, e isso não tem preço. Não tem preço.

Não quero terminar este post sem dizer alguns recados finais:

  • Nunca é tarde para começar. Hoje é o melhor dia. Apenas comece.
  • Todo mundo que hoje trabalha com Internet começou com 0 seguidores e sabendo absolutamente nada sobre esse mundo, mas com muita vontade de aprender e prosperar!
  • O mercado de trabalho online é um universo paralelo que quem vê de fora não tem ideia. Vá sem medo!
  • Estudar, fazer cursos, se capacitar, ver palestras, vídeos, acompanhar pessoas que você admira – tudo isso gera conhecimento, e conhecimento que te leva à prática. E isso é essencial.
  • A prática te deixa melhor. Eu escrevi isso na minha palestra lá no evento do GTD e é a mais pura verdade. Só praticando a gente melhora. E pra praticar a gente só precisa começar.

Espero que com este post eu tenha conseguido contar pelo menos um pouco como foi essa minha trajetória, as minhas motivações, os meus insights, também mostrando que sempre tive dificuldades e que nada é construído sem trabalho – feito com integridade, acima de tudo.

Como eu gosto de dizer para os meus amigos quando eu os convido para uma experiência que sei ser maravilhosa mas eles ainda se sentem meio inseguros a respeito: “pode vir, a água está quentinha. Você só vai saber quando você entrar.” 😉

Categoria(s) do post: GTD™, Lazer, Plenitude & Felicidade

A quarentena me fez rever o painel de Algum dia, talvez com outros olhos.

(versão anterior, só para ilustrar, porque continua no mesmo formato)

Me fez ver a lista de viagens que queria fazer como “viagens que eu realmente ainda espero poder fazer um dia”. Um que de triste porém de foco nesse pensamento, porque eu percebi como tudo pode mudar de uma hora para a outra no mundo e, de repente, pode ser que eu nem tenha mais como viajar para conhecer esses lugares que ainda não fui.

Este mês fez um ano que eu viajei para Amsterdam, para o GTD Summit. Fiquei super nostálgica na última semana, pensando no quanto eu amo aquela cidade e se a viagem em 2019 foi a minha última vez lá. Isso também me deu uma sensação boa, no sentido de que: “se foi a última vez, foi uma boa última vez”.

Photo by Marta Bockhorny

Ver todas as viagens da minha lista de “viagens que ainda quero fazer” também me deu um sentimento de “hora extra” na vida, sabe? Se der para ir, ótimo, mas se não der, também, paciência. Fotos na Internet, Google Earth, tudo isso está aí pra ajudar a gente a matar a saudade de algo que ainda não aconteceu, de alguma maneira.

Por curiosidade, eis aqui algumas viagens que eu ainda quero fazer na minha vida, se der:

  • Inglaterra e todos os lugares marcantes na história dos Beatles. Cruzar a Abbey Road, conhecer Liverpool, toda aquela coisa.
  • Índia. Conhecer o lugar onde o Sidharta se iluminou, fazer todo um tour em lugares importantes. Fazer um curso lá. Um Panchakarma, talvez? Enfim, ir à Índia. Pisar naquela terra, ver o Ganges de perto.
  • Itália. Tudo. Minha vontade é ficar um tempão “mochilando” pelo país. Conhecer a Costa Amalfitana. Comer pizza em Nápoles. Passear em Florença. Andar pelos edifícios incríveis em Roma.

Além disso, tem outras viagens, como ver a aurora boreal na Islândia, conhecer as pirâmides do Egito, visitar Viena, Copenhagen, Berlim. Noruega. Romênia. Marrocos. França. O tour pelas locações do Senhor dos Anéis na Nova Zelândia. Disney, pelo Paul. NY, pelo meu marido. Irlanda. Escócia. Puxa, eu realmente gostaria de conhecer todos esses lugares. Mas, se não rolar, tá tudo bem. Queria voltar a Portugal. Mas as três viagens lá em cima eu realmente queria. Poxa vida.

Tem vários lugares no próprio Brasil também e na América Latina, mas felizmente eu já conheci alguns.

Toscana

Tenho um painel no Trello então para esses itens incubados e essas são as categorias que eu estou usando no momento:

  • Vida pessoal: geral
  • Trabalho: geral
  • Ideias de cursos para desenvolver
  • Vida acadêmica e pesquisas
  • Viagens que eu ainda tenho vontade de fazer
  • Coisas para comprar (ou não)
  • Lugares para ir em SP
  • Filmes para assistir
  • Família
  • Cursos que ainda valem a pena de serem considerados em algum momento da minha vida
  • Nossa casa atual (melhorias, reformas)
  • Imóveis
  • GTD
  • Melhorias para os meus cursos (em novas versões)

Considerei fazer a migração dessa lista para outra ferramenta, mas descobri que me atende bem mantê-la no Trello. Continua lá.

Foi bem interessante fazer essa revisão mais aprofundada e reajustada durante a quarentena. Me deu mais foco. A vida é o que acontece enquanto você faz outros planos – LENNON, John. 😉

Categoria(s) do post: Equilíbrio emocional

Eu voltei a fazer terapia durante essa quarentena porque achei que seria um bom investimento de tempo e de energia para garantir que eu fique bem – até mesmo para dar suporte e cuidar da minha galerinha por aqui.

Obviamente que o atendimento tem que ser online nesse momento. E é curioso porque, apesar de eu ser fã do online, eu ficava curiosa sobre o atendimento terapêutico em si ser online, por dois motivos. Um, que achava “essencial” estar presente, para que a minha psicóloga pudesse me observar de perto – sei lá, eu tinha essa “coisa”. Dois, que eu achava que talvez não conseguisse me sentir à vontade em casa para conversar com ela sabendo que meu marido e filhote pudessem me ouvir (a questão da privacidade).

Com relação a isso, foi muito mais tranquilo do que eu imaginava. Primeiro, que ambos respeitam muito quando eu tenho alguma reunião e especialmente a terapia, mas o grande ponto forte da coisa toda foi que meu marido se envolveu mais comigo nesse sentido, vendo ali que eu estava me dedicando a essa atividade. Como posso explicar? Antes, mesmo que eu fizesse a terapia no consultório da minha psicóloga, ele não estava junto. Estava trabalhando, fazendo outras coisas. Agora, que estamos todos 24h juntos, sabemos o que todos estamos fazendo o tempo todo. E isso gera um envolvimento maior. Então, antes da sessão, eu pergunto para ele se ele acha que sentiu algo diferente em mim de uma semana para a outra ou se tem algo que ele acredite ser importante eu dizer. E sempre tem! É maravilhoso porque ele passou a se preocupar ainda mais comigo e a gente tem mais um assunto “de casal” para conversar.

Quero compartilhar algumas iniciativas minhas que têm me ajudado a aproveitar melhor essas sessões, de qualquer maneira:

  • Ter um diário. Seja como você quiser fazer esse registro, vale muito a pena fazer um acompanhamento das suas emoções, escrever sobre acontecimentos, se se sentiu chateada em algum momento, se teve algum fato chato na sua semana, como você se sentiu etc. Eu tenho o Bullet Journal para esses registros mais pontuais e rápidos (com o Mood Tracker, por exemplo) e um caderno onde costumo escrever diariamente – e às vezes escrevo sobre a vida e meus sentimentos no geral. Isso me ajuda demais a me entender e a levar questões para abordar com ela nas sessões também.
  • Ter uma lista de “assuntos a tratar” com a psicóloga. Aconteceu algo? Anoto ali, se quiser conversar com ela. Isso também tem se mostrado essencialmente útil para eu não me esquecer de falar sobre assuntos importantes. É comum passarmos uma sessão inteira falando sobre um único assunto da lista, mas mesmo assim é um avanço legal, um bom registro, e uma maneira de autocuidado.
  • Tem dado bastante certo também registrar as sessões. Você pode fazer um mapa mental (por exemplo) ou mesmo escrever no caderno, ou em uma nota no Evernote. Mas registrar anotações durante a sessão é bastante útil para eu revisar depois, mesmo porque vários insights e percepções eu posso acabar esquecendo se não anotar.
  • Ter um foco de atenção até a próxima sessão. A gente sempre discute uma série de coisas. De qualquer maneira, acaba tendo um foco. Um acontecimento, algo em particular que tenha me incomodado ou chateado. E é sempre bom tomar aquilo para o lado da ação, que seja refletir sobre o que conversamos (e por isso as anotações são importantes). Mas podem ser ações diferentes.
  • Usar fone de ouvido. Ajuda a me deixar mais tranquila com relação à privacidade, mas também me deixa mais concentrada ali na conversa.
  • E com isso chego à dica final, porém não menos importante: estar 100% presente. Não é bom fazer isso em ocasião nenhuma, mas ficar mexendo no computador ou vendo e-mails enquanto fala com a sua psicóloga é uma perda de vida tremenda. Não faça isso.

Eu não tenho palavras para dizer como a terapia tem me ajudado esses anos todos. Gostaria de ter começado a fazer bem mais cedo na vida, pois teria me ajudado demais a lidar com problemas que eu demorei para encarar ou pensar a respeito. De qualquer modo, é sempre muito bom ter alguém completamente “de fora” da sua realidade para te ouvir e te dizer coisas boas, ou te dar um direcionamento melhor com relação aos seus pensamentos.

Uma leitura que comecei a fazer na quarentena é o livro do dr. David Burns “Feeling Good” (em português, “Antidepressão”, um título que acho que infelizmente pode afastar algumas pessoas do livro). Na verdade ele é especialista em TCC (terapia cognitivo comportamental) e traz um resumo desse tipo de terapia no livro em questão. O livro é ótimo! Tem um capítulo muito bacana em que ele diz como nos sabotamos mentalmente e o que podemos fazer para lidar com esse tipo de pensamentos, por exemplo. O livro inteiro é essencialmente prático e, ouso dizer, com um bom-humor gostoso, tratando a terapia como algo leve. Enfim, uma leitura legal para se fazer na quarentena (pretendo fazer um post só sobre ele quando terminar de ler).

Termino esse post com uma fotinho de Amsterdam só porque fiquei meio nostálgica a respeito dessa viagem, que fiz há um ano. <3

“There are places I’ll remember all my life, though some have changed.”
Categoria(s) do post: Ayurveda

Não é todo mundo que acredita mas, se for o seu caso, de 18/6 a 12/7 estaremos com Mercúrio Retrógrado. Se tem uma coisa que eu acredito na astrologia é nesse bendito. Logo, seguem algumas dicas de organização que podem ajudar nesse período e em todos os outros, MAS ESPECIALMENTE NESTE.

  • Mercúrio rege as comunicação, então cheque dupla, triplamente qualquer mensagem que escrever e enviar. Veja se você foi claro/a o suficiente. Evite mal-entendidos.
  • Eletrodomésticos e eletrônicos acabam “sentindo” também, então cuidado redobrado com tomadas, voltagens etc.
  • Cuidado com o que fala.
  • Evite assinar contratos nesse período e, se realmente for necessário, preste muito mais atenção que prestaria normalmente.
  • Nada de agendar um compromisso em cima do outro. Deixe respiros entre as reuniões.
  • Não leve as coisas para o lado pessoal.
  • Preste atenção em encomendas e pedidos. Podem se perder.
  • Faça backup de informações sempre que possível.
  • Tome cuidado adicional com as suas senhas.
  • Aproveite para finalizar coisas pendentes que talvez você estivesse procrastinando.

Boa sorte! 😉

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Rotinas, Hábitos, Ayurveda

Uma das coisas que eu gosto de fazer quando muda a estação é readaptar a minha rotina a um novo dia a dia. Desde que iniciei meus estudos no Ayurveda, eu percebi a importância de entender o meu corpo e analisar como ele está alinhado (ou desalinhado) com a natureza. No Ayurveda a gente aprende sobre os doshas, cujo entendimento vai muito além do que já expliquei em um post anterior mas, de certa maneira, esse pouco conhecimento que eu tenho já me ajuda a entender o que faz bem ou mal para mim. (Para quem tem curiosidade e conhece um pouco do assunto, meu biotipo é vata-pitta).

Apesar de eu gostar do clima frio, aprendi que, para o meu biotipo, ele afeta enormemente, podendo gerar desequilíbrios intensos. A chegada do inverno, então, requer bastante atenção. Desequilíbrio de vata, que todos podem ter, mas ainda mais quem tem esse dosha dominante, leva a vários problemas, inclusive crises de ansiedade. Por isso, é muito importante prestar atenção nessa rotina de autocuidado que envolve uma série de coisas, que quero descrever neste post.

O quão feliz fico por poder me envolver em um sistema de saúde e autocura que permita que eu me perceba e ajude também a minha família, amigos e pessoas próximas. <3

“Ser ou não ser não é exatamente a questão. A questão é: que tipo de FAZER está mais alinhado com esse meu SER?” – David Allen

O primeiro aspecto é sempre o sono. Minha nossa, como ele está desequilibrado nessa quarentena. Estou há mais de 100 dias em casa e até agora não consegui chegar em um formato ideal, mesmo focando nisso diariamente. Tem dias que durmo cedo bem e acordo disposta no dia seguinte, enquanto tenho dias em que não consigo pegar no sono cedo e isso se arrasta para o outro dia, quando acordo mais tarde. Muitas vezes, quando vou para a cama cedo, mesmo estando com sono, eu pego no sono e acordo um pouco depois sem sono algum, agitada. Ou, se passo muito do horário de ir para a cama, aí parece que um farol se acende na minha cabeça e eu só consigo dormir bem, bem depois. Então essa bagunça de horários influencia demais no meu bem-estar. Porque, de modo geral, antes da quarentena etc etc, me fazia bem dormir cedo e acordar muito cedo, mas agora as coisas mudaram e eu me sinto melhor dormindo mais tarde e acordando mais tarde. Só que isso influencia no meu dia como um todo, porque muitos aspectos da minha rotina eram direcionados pelo período do dia – coisas que eu prefiro fazer pela manhã etc. O meu “normal” é sempre fazer minhas coisas com concentração antes de o mundo lembrar que eu existo, então ainda não me acostumei com essa nova realidade. É tempo de adaptar!

Ao mesmo tempo, já venho tomando algumas providências, como ter um momento de “check-in” diário. Isso me ajuda enormemente pois, assim que acordo, eu já vejo se tem algo mais urgente e dou um encaminhamento, nem que seja para avisar a pessoa que vou demorar um pouco para responder. Isso me permite levantar, fazer a minha rotina de autocuidado, me organizar, começar o dia com mais calma.

Além disso, o filhote está tendo aulas de manhã (virtuais, claro), então meu marido e eu nos alternamos com os cuidados com o café-da-manhã, lanchinhos, resolução de problemas na conexão, preparo de almoço e todas essas atividades relacionadas a ele.

O que quero dizer então é que, no inverno, quero focar ainda mais em ter uma boa noite de sono, e talvez aceitar o meu novo horário como normal (dormir e acordar mais tarde) para ver como me sinto no dia a dia, sempre respeitando a quantidade de horas apropriada de sono, que no frio é maior. No calor, se eu dormir entre 6h30 e 7h30 eu fico bem, mas no frio eu preciso dormir mais, coisa de 9h a 10h (sinceramente, mas vou testar no novo horário).

Bom, vamos para o segundo ponto, que ainda tem relação ao primeiro, que é: me manter aquecida. Usar roupas quentinhas e confortáveis, roupa de cama quente, toucas, pashminas e cachecóis ao longo do dia, meias, não tomar banho de noite (se possível e, se tomar, nunca lavar o cabelo), não andar descalsa, não beber líquidos gelados, evitar alimentos crus, beber água em temperatura ambiente durante o dia e chá à noite, cozinhar os vegetais, fazer escalda pés, auto-massagem com óleos quentes (gergelim), e por aí vai. Tudo isso são coisas que eu não fazia antes e que fui acrescentando à minha vida à medida que fui me conhecendo e aprendendo sobre as boas práticas do que me faz bem.

Eu também tenho encarado o inverno como uma época de introspecção. De olhar para dentro, ler livros de auto-conhecimento, escrever no meu diário, intensificar minhas meditações, praticar yoga ao longo do dia para uma percepção melhor (e aquecimento) do meu corpo, contemplar o crepúsculo, ficar em silêncio, tocar violão, ouvir música, ler, assistir filmes, entoar mantras. Não apenas pelo momento que o mundo está vivendo, mas em respeito ao meu corpo e mente mesmo. Tem sido bom alinhar dessa maneira.

Minha rotina de trabalho então tem se adequado a tudo isso, e estou nesse processo de adequação exatamente. Como levanto mais tarde, não posso fazer blocos grandes de deep work pela manhã – preciso “me abrir” para o mundo mais cedo, respondendo e-mails e conversas. Mas consigo fazer um deep work logo no início da noite, sem levar o trabalho a tanto tempo adiante. Mas realmente ainda estou me adaptando. De modo geral, procurando trabalhar menos horas e focando em atividades mais importantes. Vivendo o momento, porque tenho projetos que me demandam mais em algum momento e menos em outros. O Bullet Journal tem me ajudado bastante no dia a dia, para esse registro, e o sistema organizado dentro do método GTD me ajuda a ter controle das informações que preciso consultar nos momentos apropriados, assim como ter reflexões significativas sobre a minha vida.

Para ser bem sincera, é óbvio e claro que não está fácil para ninguém nesse momento, mas tenho a consciência de que é temporário, que vai passar, vamos superar, e ter essa perspectiva me ajuda a viver todos os dias também, mesmo os mais difíceis.

É aquilo: o que constrói uma boa vida são os bons hábitos. O foco sempre deve estar neles.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Trimestral

Toda vez que muda uma estação, isso é um gatilho para me lembrar de revisar os meus objetivos de curto prazo, que reviso trimestralmente (ou sazonalmente, como gosto de dizer).

No último final de semana resolvi voltar a organizá-los em formato de mapa mental porque é um formato que sempre funcionou muito bem para mim. Gosto de ver o todo. É totalmente personalizável e visual. Enfim, gosto muito. A ferramenta usada, para variar, é o Mind Meister. 😉

Na imagem acima, eu borrei algumas informações que são mais confidenciais. Especialmente quando se fala sobre objetivos, acho que é importante reservar algumas coisas apenas para nós ou os envolvidos, para não dispersar a energia no universo (prefiro concentrá-la em direção a eles).

A abordagem para definir “curto prazo” eu trago do método GTD, do David Allen, de enxergar um horizonte de até dois anos. Ou seja, até junho 2022, tenho esses objetivos. A ideia é estabelecer um cenário que quero viver, quando penso na minha vida como um todo – a construção do cenário que essa Thais vai viver em junho 2022.

Esse mapa é revisado sempre que tenho vontade ou pelo menos a cada três meses, quando faço reajustes. Algumas vezes, sinto necessidade de guardar versões anteriores, baixando o PDF do Mind Meister e salvando no Evernote, como referência. É bem gostoso de vez em quando revisar os mapas antigos e verem os objetivos que eu tinha e que já foram alcançados, e que construíram a vida que eu vivo hoje. (vasculhe os arquivos mais antigos do blog para ler sobre eles)

Tenho um objetivo principal, que está borrado (no centro, na parte de cima do mapa), que vai impactar muitos aspectos do meu trabalho, finanças e estilo de vida de modo geral, e vai me permitir elaborar outras metas que dependem do seu alcance.

E vale dizer isso: objetivos não são executados nem concluídos – eles são alcançados, e você os alcança através, aí sim, da execução de ações e conclusão de projetos relacionados. Cada objetivo tem vários projetos em andamento (que estão devidamente listados na minha lista de projetos) e que, à medida que eu for concluindo, vão me levar para cada vez mais perto de cada objetivo.

O que está no mapa de objetivos não são coisas simplesmente desejáveis mas o que está no meu foco para efetivamente alcançar em até dois anos. Se sair desse mapa, provavelmente foi porque houve uma mudança de planos, como duas viagens que eu tinha e que, por conta da pandemia, tiveram que sair. Mas tudo bem, porque isso me permitiu alocar recursos para um objetivo que era de médio prazo (até 10 anos) e que poderei direcionar minha atenção agora. Eu também posso mudar de ideia ou entender que um objetivo que tinha antes não tinha nada a ver, ou na verdade era mais um projeto mesmo. Por isso as revisões são tão importantes.

Eu gravei um vídeo onde explico os diversos objetivos do mapa e outras questões. Espero que seja útil para entender melhor como eu faço.

Mas qualquer dúvida, por favor, poste aqui. Obrigada.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

A cada três meses, ou sempre que vira a estação, eu gosto de publicar no blog um resumo dos projetos que eu concluí e dos objetivos que alcancei no trimestre.

Por algum motivo, o post entrou no ar hoje sem o texto. Como ainda estamos fazendo modificações no layout, no banco de dados etc, estamos investigando o que pode ter acontecido. 😉

Apesar de estarmos em quarentena, muitos projetos continuaram porque o meu trabalho hoje está 100% focado no online. O que mudou, do texto de março para cá, foi a minha cabeça mesmo. Estou me cuidando para ficar bem, mas tive alguns acontecimentos não muito legais nos últimos meses.

Alguns projetos que concluí em abril, maio ou junho:

  • Fiz várias LIVEs bacanas com amigos e convidados;
  • Fiz um mês de LIVEs diárias no meu YouTube sobre bem-viver em casa;
  • Comemoramos o aniversário de 10 anos do Paul em casa (reunimos a família e os amigos via Zoom);
  • Concluímos todas as vacinas do baby Stanley (dog) e o processo de adoção dele;
  • Ministrei um curso gratuito de organização no final de abril, totalmente online;
  • Finalizei a revisão técnica da tradução do livro “GTD Workbook” (sem previsão de lançamento);
  • Desenhei, preparei e publiquei uma aula sobre organização de projetos no Trello para o YouTube (ficou bem bacana);
  • Cancelei algumas contas, assinaturas e serviços que já não faziam sentido na quarentena;
  • Cancelei viagens que eu tinha para junho, julho, agosto e outubro;
  • Teve início a Turma 3, de outono, do meu curso Método Vida Organizada;
  • Organizamos uma vivência online de Feng Shui e Organização;
  • Teve início a Turma 3 do curso de Feng Shui e Organização da Casa que eu faço em parceria com a minha amiga Wanice Bon’Ávigo;
  • Participei de um festival budista internacional online. Foi uma experiência muito feliz, adorei ter participado;
  • Implementei um programa de tráfego pago para o Vida Organizada, com uma equipe competente;
  • Participei do evento do nosso grupo de mentoria de marketing digital, que em fevereiro foi presencial, mas em junho aconteceu online e foi ótimo;
  • Finalizei o reembolso de todos os alunos que tinham comprado o ticket do nosso encontro presencial de novembro, que será adiado até termos novidades sobre o estado da pandemia mundial;
  • Consegui me resolver sobre o doutorado e agora estou trabalhando no pré-projeto;
  • Implementei toda uma rotina personalizada de acordo com as recomendações da minha terapeuta de Ayurveda;
  • Concluí um banco de imagens que estava produzindo de fotos minhas para usar nas thumbs dos vídeos;
  • Reorganizei os planos após ter me tornado novamente Embaixadora Todoist;
  • Reorganizamos a volta às aulas do Paul nesse novo esquema de aulas online (ele teve férias em maio e as aulas retornaram em junho);
  • Quitamos o financiamento do nosso carro, o que foi uma conquista muito importante para nós (era nossa última “dívida”);
  • Batemos a marca de 100 mil inscritos no Instagram. 🙂

Estou em uma fase em que sinto bastante necessidade de descansar, porque tenho ótimos bons projetos em andamento, adoro todos eles, mas para que aconteçam bem eu preciso estar bem e descansada, então certamente os próximos meses terão esse foco.

Se quiser compartilhar como foram os últimos meses para você, vou adorar saber. Obrigada. <3

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Espiritualidade, Vida

Um dos assuntos esotéricos que eu mais gosto e que acho que têm a ver com organização é a numerologia. Este post é para trazer um pouco sobre por que eu acho que a numerologia tem a ver com a organização da vida.

Em primeiro lugar, o ciclo de 9 anos. Eu acho isso um barato. Basicamente, e resumidamente, o que a numerologia nos mostra é que todos nós vivemos em ciclos de 9 anos na nossa vida. O ano 1 é aquele do início, de começar a plantar as sementes para tudo aquilo que você quer colher no ano 8 e, talvez encerrar no ano 9. Toda pessoa está em um “ano pessoal”, que é um ano que começa na data do seu último aniversário e termina na data do próximo. Por exemplo, desde 25/09/2019 eu estou em um ano pessoal 1. Estarei nesse ano pessoal 1 até o dia 25/09/2020, quando entrarei em um ano pessoal 2. Você encontra esse número somando os números do dia, mês e ano vigente e reduzindo até um único numeral de 1 a 9. No meu caso, 2+5+9+2+1+9=28, =2+8=10, =1+0=1

Eu sei que os leitores do blog são inteligentes o suficiente para saber que isso não é algo que engessa as minhas decisões, mas sempre cai alguém de paraquedas que pode fazer essa pergunta mais cética. Eu não “acredito” nisso. Não se trata de uma crença. Trata-se de uma ferramenta de autoconhecimento, de análise, que pode ser usada para reflexão, para entender o momento que cada um está vivendo. Eu gosto muito e, acompanhando há pelo menos dois ciclos desses na minha vida, vejo que faz sentido. Logo, uso exatamente como uma ferramenta de reflexão e planejamento.

No Método Vida Organizada, ensino uma estratégia de planejamento de vida que se baseia no curto, médio e longo prazo. O médio prazo pode ser visto pela década de vida em que você está (ex: dos 30 aos 40 anos) ou dentro do ciclo de 9 anos, se você curtir numerologia. Ou seja, tudo o que não for curto prazo (até dois anos) ou longo prazo (“pra vida”), se encaixaria nesse médio prazo, em um ciclo de cerca de uma década. E tem bastante coisa que a gente pode fazer em quase uma década, apesar de também passar rápido.

Pensar em ciclos que começam e se encerram me ajudam a colocar os pensamentos em ordem. Um exemplo prático: quero reformar a nossa casa. Não é algo que vai acontecer em menos de dois anos (envolve outras questões), mas para esse ciclo de 9 anos, faz sentido. Não que obrigatoriamente vai levar 9 anos, entende? Mas é um período factível, pois nem sei quando começaremos a reforma. Tem coisas que simplesmente levam mais tempo. Fazer um doutorado, por exemplo. Enfim, é para esse tipo de construção que leva mais tempo.

Imagem: site da CVC

(Eu ainda sonho em ter essa vista da minha casa <3)

A numerologia também me ajuda no autoconhecimento. Há alguns anos, a minha amiga Wanice Bon’Ávigo me presenteou com um mapa numerológico, que explica a minha personalidade através dos números. E olhe, acredite você ou não, mas é uma análise fantástica.

Eu gravei um vídeo no YouTube reagindo aos comentários dela sobre o meu mapa, se você quiser conferir:

Alguns aspectos muitos legais que ela fala:

  • A questão da compassividade
  • A questão da criatividade
  • O aspecto transgressor
  • A habilidade de organização, planejamento etc.

Meu número de motivação é o 3, o que significa que o que me motiva é a criatividade. E sim! Criatividade é um valor fortíssimo para mim, e em tudo o que eu coloco a minha criatividade aquilo se torna mais atrativo para mim. Ela ainda cita que o 3 é aplicado (no meu caso) na própria comunicação, através deste trabalho que eu tenho com a Internet.

Um número de destino 8 diz que eu vim nesta vida para ter realizações. Eu sou uma pessoa que gosta de fazer acontecer. E que o fato de eu ter algumas lições cármicas, especialmente com relação ao número 9, significa que eu estou sempre em busca de um equilíbrio entre o mundo material e o espiritual. O 8 também é meu número de expressão, o que justifica muito a imagem que as pessoas têm de mim de “não sei como ela faz tanta coisa!”. Às vezes nem é tanta coisa, mas eu tenho essa habilidade de realização que de fato é percebida, expressada por mim, e acho curioso como isso aparece no meu mapa.

Toda vez que a Wan e eu conversamos e eu conto algo como “resolvi fazer um curso de formação em Ayurveda” ou “tirei 7 certificações do GTD” ela vira os olhos brincando e diz: “isso é a pessoa com número psíquico 7 – a pessoa que não sabe ficar na superfície”. E isso é muuuuito quem eu sou mesmo, me descreve perfeitamente mesmo quando antes eu nem sabia colocar isso em palavras.

Enfim, acho que é uma análise muito gostosa e que vale a pena de ser feita para se entender e entender um pouco os diversos ciclos de vida que vivemos.

A Wan vai fazer um especial de aulas sobre numerologia semana que vem para os seus alunos (de graça) e eu perguntei para ela se poderia divulgar para os leitores do VO, pois acredito que alguns de vocês também possam ter curiosidade para aprender sobre a sua numerologia pessoal. Se você tiver interesse, então, clique aqui para saber mais sobre o evento e se inscrever. 😉

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Dicas de produtividade, Planejamentos, Vida Organizada

Muitas vezes, os seres humanos encaram a rotina como uma batalha de extremos. Ou trabalho muito, ou não faço nada. Ou limpo a casa inteira, ou melhor nem começar. Ou eu estou hiper produtivo, ou quero dormir o dia inteiro.

Meu convite com este post é que você busque o caminho do meio quando precisar tomar decisões ou planejar o seu dia. Vou explicar.

Uma lista de coisas a fazer HOJE, por exemplo. Você pode querer iniciar essa lista e ela pode ter cerca de 25 itens. Posso estar enganada, mas é bastante provável que você não consiga fazer esses 25 itens – não porque não quer ou porque não arranjaria tempo, mas porque imprevistos acontecem, alguns deles deixam de ser relevantes, coisas novas surgem, entre tantos outros acontecimentos que fazem parte da rotina.

Ou você pode querer implementar uma nova rotina para o seu filho em casa, pois ele está muito tempo nas telinhas. É computador para as aulas, celular para joguinhos, tv para vídeos. Mas, enquanto não encontra a “solução ideal”, não faz nada.

Esse perfeccionismo velado é uma das coisas mais frustrantes que existem e que a gente nem percebe – acaba ficando no inconsciente. “Preciso ter o dia perfeito hoje senão já eras”. Você não precisa fazer tudo nem ser perfeito/a em tudo o que faz. Existe um caminho. É o caminho do meio.

Quando eu fiz a minha formação em coaching, lá em 2016, lembro que a minha inspiradíssima professora, Renata Arrepia, ensinou um conceito que até hoje gosto de lembrar com carinho, que é: quando tiver um objetivo, “mire na lua”. Foque no melhor resultado que você tiver em vista, porque isso inspira. Mas não deixe que isso se torne um peso para você (aqui entra a minha parte). Porque, se você mirar na lua, você vai fazer um esforço maior do que se mirasse, sei lá, no topo do Empire State. Mas, se mirar na lua, talvez você passe fácil pelo Empire. Entende?

O segredo não está em não estabelecer metas elevadas, mas ficar feliz com os resultados do feito melhor que o perfeito não feito.

Você pode desenhar um dia ideal, mas não é saudável se frustrar porque não conseguiu fazer tudo exatamente como planejou, e sim ficar feliz porque, por tê-lo planejado, conseguiu avançar com diversas coisas que, do contrário, provavelmente não teria feito se não tivesse planejado o seu dia.

Isso vale para a vida como um todo. Você pode querer uma situação ideal, imaginá-la, desenhá-la, mas talvez ela não seja possível. No entanto, o fato de tê-la em mente pode permitir que você avance e chegue na metade dela. Já saiu do lugar! Entende?

Vou usar um exemplo com número porque acho que sempre fica mais concreto para demonstrar. Suponhamos que você queira guardar 10.000 até o final do ano. Essa seria a quantia ideal para você.

Você se esforça pra caramba, mas consegue guardar “apenas” 7.000. Pode parecer frustrante mas, se você não tivesse colocado a meta dos 10.000, talvez não tivesse guardado nada. Pelo menos você guardou 7.000! O que fez isso? A meta! Talvez a vida tenha acontecido e condições surgiram que não possibilitaram que você guardasse os 10.000, mas você, pelo seu esforço, conseguiu guardar 7.000! Isso é incrível! E é exatamente o ponto onde eu quero chegar.

Organizar a vida e planejar suas atividades não vai fazer com que sua vida seja completamente do jeito que você queria. E quer saber? Ainda bem! Porque seria monótona e previsível. O poder do planejamento, de estabelecer esse tipo de metas, está justamente no FOCO. Porque, ajustando o foco, você sabe para onde ir e sabe onde NÃO investir sua energia. Se você alcançar o caminho do meio sempre, em breve terá alcançado a sua meta final, pois de 44 em 44 você chega no 80 facinho (estou fazendo uma analogia do “entre 8 e 80”).

Quando você entende que o caminho do meio é um caminho de equilíbrio, passa a olhar para as suas metas de maneira mais positiva e compassiva, pois elas podem existir – e são ótimas! – mas jamais devem ser fontes de frustração para você. O equilíbrio é saudável.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Plenitude & Felicidade, Vida

Faço parte de um grupo de mentoria e estudos de marketing digital que recentemente se encontrou (virtualmente) e 90% das conversas giraram em torno do conceito de “Roma”. Eu achei isso genial e quis compartilhar com vocês. Esses ditados antigos têm muito a nos ensinar se tivermos uma visão criativa sobre eles.

A analogia parte do ditado de que “todos os caminhos levam a Roma”. A questão é: qual a sua Roma? No marketing digital, onde estudamos, significava o resultado que você oferece (sua solução) para a pessoa que te acompanha. Então, por exemplo, a “Roma” do Vida Organizada é te ensinar a ter uma rotina tranquila através da organização. É a minha proposta de resultado.

Na prática, significa que, antes de postar um conteúdo aqui, por exemplo, eu sempre devo me perguntar: isso ajuda o meu leitor a chegar em Roma? Se sim, vá em frente. Se não, repense. E isso tem sido muito bacana porque na verdade essa lucidez me ajuda a criar um conteúdo mais legal e assertivo para vocês.

E o que isso tem a ver com a sua vida, caro leitor? Oras, tudo. Porque você saber qual é a “sua Roma” também vai te ajudar nesse tipo de exercício de foco. Suponhamos que você queira passar no concurso público para ser auditor da Receita Federal. Essa é a sua Roma. Quantas coisas você está fazendo hoje no seu dia que te levam até lá? Não precisa necessariamente ser “estudar”. Dormir bem e ter uma noite de sono reparador te levam a Roma? Com certeza. Alimentar-se corretamente te leva a Roma? Sim. É basicamente isso.

Não que absolutamente TUDO na sua vida deva ser relacionado com a sua Roma – e ah, é claro que você pode ter mais de uma, ok? Trata-se simplesmente do resultado desejado para o que quer que seja. Você pode ter um maior, como pode ter outros. Você pode dizer: “minha Roma hoje é dormir mais cedo”. Aí você vai fazendo escolhas ao longo do seu dia que colaborem nesse caminho. Tomar uma caneca com 350ml de café no fim da tarde te leva a Roma? Acho que não!

A gente está aqui no meio de um projeto sobre como se tornar referência no seu mercado e levar o seu trabalho para o digital no Jornada POP, e não é à toa que eu tenho me referido a essa Roma toda vez que eu cito o projeto, porque esse resultado tem que ficar claro, para a pessoa se identificar ou não com ele. Economiza um tempão de todo mundo. É um atalho mental. Se a pessoa não quiser se tornar referência nem levar seu trabalho pro online, ela não vai perder tempo assistindo.

E esse é um exercício que eu gostaria que você passasse a fazer daqui em diante. Vá identificando aos poucos as suas “Romas”e, assim, coordenando os seus caminhos até lá. Ontem mesmo eu já cancelei um projeto importante porque simplesmente não me levava à minha Roma. E é isso. Assim é a vida.

E, se você for nerd como eu, já deve estar com vontade de pesquisar mais sobre esse ditado, então veja aqui.

Categoria(s) do post: Profissionais

Durante estas semanas estou bastante dedicada ao projeto da Jornada POP – Profissionais de Organização & Produtividade, que é um projeto para ensinar as pessoas a se tornarem referência nas suas áreas e a levarem seu trabalho para o online. Espero que esteja sendo útil para você, pois estou fazendo com muito carinho para ajudar quem está precisando de uma luz nesse momento. <3

Tenho coletado muitas dúvidas e perguntas de profissionais lá no meu Instagram e vou, aos poucos, respondendo a todos por lá e levando esse material para as LIVEs. Mas quis fazer um post para registrar essas respostas aqui, pois elas podem ser um bom compilado de ponto de partida para quem quer trabalhar na área. Enjoy!

É sempre importante lembrar que, quando iniciamos uma nova carreira, a gente está começando quase do zero em uma nova área. Eu digo “quase”, porque sua experiência anterior sempre conta e agrega ao que você for fazer. Mas é importante lembrar que recomeçar do zero nos dá uma perspectiva de que nada acontece do dia para a noite e que se trata de uma construção de anos.

No início, o resumo é: se qualificar com cursos e muito estudo e obter prática, para ter clientes, portfolio e depoimentos. Você deve focar nesses dois aspectos então.

Quem trabalha com Internet pode ter uma tendência à sobrecarga porque se trata de um excesso imenso de informações, mas basta filtrar. Recomendo que você siga pessoas que te tragam gatilhos positivos e sensações boas, não aquelas que não te deixam legal. Depois, escolha alguns poucos players para acompanhar, com foco em pesquisa de trabalho mesmo, e foque neles. Assim, você conseguirá acompanhar melhor a sua narrativa e o que eles estão propondo ou ensinando.

Sim, a Internet facilita muito o desenvolvimento de uma renda extra partindo do pressuposto das habilidades que você tem e das coisas que você gosta de fazer. Pesquise muito, acompanhe outras pessoas que fazem um trabalho similar ao que você quer fazer, e então busque qualificação para poder iniciar nessa jornada.

Para saber como começar a migrar para o online, você precisa entender as particularidades do seu trabalho. Cada trabalho terá as suas. Por exemplo, para ministrar um curso presencial no online, não bastante apenas ter uma conta no Zoom e filmar-se dando aula. Você tem que transpôr a didática. O modo de ensinar e de expôr o conteúdo, de interagir com os alunos, será diferente. É um novo projeto. É como se fosse um produto ou serviço completamente novo, que deve ser desenhado adequadamente.

Você deve refletir sobre esse desenho para todas as suas atividades. Comece pelo propósito dele, depois estabeleça princípios, e vá desenhando a partir de ideias, que surgem de investigações, perguntas, estudo, pesquisa…

Você pode ter uma primeira versão viável rodando e depois ir melhorando-a pouco a pouco.

Construir o próprio trabalho permite que você se conheça cada vez mais e imprima o seu estilo pessoal nas atividades que faz diariamente.

O online permite isso porque basta você criar seus perfis nas redes sociais e ir construindo a sua marca a cada postagem.

Não que uma pessoa tenha necessariamente que descobrir seu propósito para trabalhar – você pode encontrar o propósito mesmo nas pequenas coisas. Mas certamente, se descobrir algum propósito que seja essencialmente seu, o online te abre um mundo de possibilidades de atuação.

Realmente, o mundo perceber o quão maravilhoso é trabalhar de casa, ou pelo menos não precisar se deslocar e estar em trânsito o tempo todo, é maravilhoso! Mas, mais legal do que isso, é você ter a liberdade de escolher como trabalhar, e levando o seu trabalho para o online você consegue essa flexibilidade e mobilidade.

Tenho amigos que trabalham em outros países, prestando serviços para o Brasil, e eu mesma tenho muitos alunos em outros países que, se não fosse pelo virtual, eu não teria como fazer no momento. Conheço pessoas que finalmente realizaram o sonho de morar na praia ou no interior, numa chácara, porque dependem apenas de uma conexão com a Internet para conseguirem trabalhar.

E isso só o online pode fazer. Que bom que é o futuro que chegou antes. 😉

Eu escolhi essa pergunta porque a resposta é importante.

Quando a gente fala de marcas e propriedade intelectual de outras pessoais, existem leis e regulamentos éticos a respeito. Você sempre deve buscar essas informações.

O GTD é uma marca registrada e a Call Daniel é a empresa brasileira que tem exclusividade sobre o uso comercial da marca. É terminantemente proibido para qualquer outro profissional ou empresa usar o nome GTD de maneira comercial, ou seja, vendendo um curso ou consultoria.

Outras marcas, como KonMari, FLY Lady, Vida Organizada, Bullet Journal, são todas marcas registradas. 

Fazer um curso, participando como aluno, não te certifica como instrutor da metodologia. Atente demais para essa questão para começar da maneira certa na área, sem problemas jurídicos e processos. 😉

Acompanhe pessoas que já trabalhem com isso para entender se é algo que você realmente quer, pois tá tudo bem você só ser apaixonada pelo assunto, fazer vários cursos para se aprofundar, mas não necessariamente trabalhar com isso.

Se você quiser trabalhar com isso, busque UMA certificação para tirar e te dar respaldo. A profissão de Personal Organizer ainda não é regularizada no Brasil, então a certificação te dá um respaldo mínimo para iniciar com credibilidade na profissão.

Depois da certificação, busque fazer “laboratórios” (prestar o serviço de graça para montar portfolio) e, assim, buscar clientes. Suas redes sociais te ajudarão enormemente nisso, por isso é fundamental que você busque conhecimento em marketing digital, como na nossa Jornada POP, por exemplo.

Faça cursos para se especializar e ir agregando conhecimentos e serviços à sua cartela.

Gostar de organização não é o suficiente. Para trabalhar com organização, você precisa gostar de empreender! Depois, de tocar o negócio! E, acima de tudo, de lidar com pessoas. Você deve saber então se tem um perfil empreendedor em primeiro lugar. Se não tiver, ainda assim você pode trabalhar com organização, mas prestando serviços para outras pessoas.

Você pode procurar profissionais ou empresas na área e oferecer seus serviços.

O que faz de alguém um bom profissional de modo geral? Saber se relacionar, ter conhecimento, ter experiência e, acima de tudo, atitude própria, autonomia. Tendo tudo isso, você poderá se dar bem em qualquer profissão, não apenas em organização. 😉

A profissão de Personal Organizer ainda não é regularizada no país. Logo, não existe uma “aprovação do MEC” ou algo do tipo para garantir que uma certificação seja melhor do que a outra. Por sorte, existem muitos profissionais competentes no mercado oferecendo certificações. Minha recomendação é que você acompanhe esses profissionais e veja se sente confiança neles e no seu estilo de trabalho. Se sim, comece por aí.

Eu acredito que valha a pena você fazer uma certificação que te dê respaldo para o exercício da profissão principal (ex: certificação de Personal Organizer ou certificação de Coaching) e então você faça diversos outros cursos para se especializar em temas que deseja atuar (ex: dobras, chegada do bebê, produtividade, entre outros). 

Fora que sua própria profissão pode conversar com essas novas formações. Arquitetos, designers, psicólogos, bibliotecários, secretárias, nutricionistas, enfim, toda profissão pode ter um paralelo. Eu sou formada em publicidade e trabalho com criação de conteúdo e marketing digital. Tá vendo como faz sentido?

Eu acredito que psicologia e organização sejam temas que se conversam demais! Minha psicóloga também trabalha em um núcleo de pesquisa para pessoas que tenham problemas com finanças desorganizadas. Você, com formação em psicologia, pode atuar em nichos específicos, como: acumuladores, transtorno de déficit de atenção, ansiedade, ciências cognitivas e do aprendizado e muito mais!

Um psicólogo especializado em acumuladores teria um nicho interessantíssimo para atuar, e sempre teria muitos clientes, pois essa é uma questão necessária em nosso mundo hoje. Uma psicóloga que atue com ansiedade pode aprender processos e métodos de organização que ajudem demais seus pacientes. Tem muito terreno legal para explorar!

Quando você se torna criadora de conteúdo, absolutamente todas as experiências do seu cotidiano podem virar material para compartilhar. Agora, por exemplo, estou respondendo a sua pergunta. Poderia ter feito isso no privado, mas estou criando um conteúdo em cima dela porque entendo que a resposta possa ajudar outras pessoas que me acompanham neste canal. Desta resposta, posso gerar um post no blog, gravar um vídeo, entrevistar alguém… o céu é o limite!

É passar a ver seu dia a dia como um universo de possibilidades e levar seus insights para as suas criações. Dica: tenha sempre um caderninho com você para anotar suas ideias.

Minha maior dificuldade foi conseguir encontrar serviços que me trouxessem um faturamento mais estável, de modo que pudesse focar neles e depois ir agregando novos serviços. No início, a gente pode ficar sem foco e querendo aceitar tudo porque precisa do dinheiro. Mas, com o tempo, você vai conseguindo se ajeitar e focar naquilo que você gosta de fazer e te traz um faturamento legal, e depois ir atrás de novas oportunidades.

No início, meu foco estava em treinamentos e cursos presenciais, mas muito rapidamente eu percebi, pelas tendências mundiais de mercado, que a coisa toda estava no online, e por isso iniciei essa construção de migração para hoje meu trabalho ser pautado 100% no online mesmo.

Toda empresa deve ser formalizada desde o início. Recomendo que você comece criando um MEI, para assim ter um CNPJ e poder gerar notas fiscais, além de facilitar muitos processos da empresa daí em diante. À medida que o faturamento for aumentando, você terá um contador ou contadora que te ajudará com os tributos.

Vale a pena buscar orientações como a do SEBRAE para a constituição da empresa em si. Planos de negócios são interessantes, mas são formais demais para quem está começando. Faça-os, mas de maneira leve, focando em missão, valores, visão, porque tudo isso são parâmetros legais para você refletir, mas jamais para te engessar. O que vai fazer a sua empresa se consolidar é agregar valor aos seus clientes e aumentar seu faturamento, pois a falta de fluxo de caixa é o maior motivo de falência de empresas no país.

Para crescer o seu canal, tem que ter consistência. Mais do que postar MUITO, é postar sempre. Porque, se você posta muito durante uma semana, mas na semana seguinte não posta nada, seus seguidores param de esperar conteúdos novos de você. E pior ainda: o algoritmo das redes sociais é implacável! Quanto menos você posta, menos eles te mostram para os seus seguidores, pois consideram o seu canal menos relevante. Apesar de isso ser meio perverso e fazer todo mundo querer produzir loucamente, a dica que eu te dou é: veja a consistência mínima que você consegue contribuir todos os dias, e teste-a. Uma foto no Insta por dia, todos os dias. Depois, pode aumentar para duas ou três, mas por enquanto foque na consistência, não na excelência.

Marketing de conteúdo é uma construção que leva tempo. Você leva tempo para construir confiança em qualquer relacionamento. Na Internet, tudo é potencializado e vai mais rápido, mas mesmo assim as pessoas ainda estão aprendendo quem é você. Leva tempo. 😉 Gerando conteúdo com consistência, e um conteúdo que realmente agregue valor a quem te segue, você vai crescer sua audiência com consistência, qualidade e engajamento.

Existem profissionais de organização faturando hoje mais de 7 dígitos por ano, o que considero algo extremamente bem-sucedido se tratando de Brasil. O que eu observo é que, investindo na Internet, e fazendo um trabalho com consistência, 5 dígitos mensais acabam se tornando a regra. Mas não se engane: demanda muito trabalho e dedicação. E, principalmente, consistência na publicação de conteúdos para a sua audiência. 😉

Dificilmente uma pessoa que comece a empreender e se veja bem-sucedida nisso acaba voltando para o mercado de trabalho convencional. Pelo contrário: hoje, são os pequenos empresários que mais geram empregos no país. Toda vez que eu pago uma guia de imposto, em vez de ficar chateada (“quanto imposto se paga!”), pelo contrário, fico feliz porque EU estou fazendo a minha parte pelo crescimento do país e, mais do que ninguém, tenho o direito de reclamar por soluções e competência na gestão do nosso Brasil.

Como a gente pode falar em concorrência quando na verdade está se falando de pessoas e estilos pessoais impressos em um trabalho? Por mais que eu, Thais, fale sobre organização e produtividade compassiva, se outra pessoa também falar, por mais que ela me imite (e isso acontece o tempo todo rsrs), será outra pessoa falando, não a Thais. E pessoas se conectam com pessoas. Se uma pessoa quiser contratar um serviço ou se inscrever em um curso meu, provavelmente ela estará fazendo isso porque está comprando o meu tempo e a minha atenção, não necessariamente o meu conteúdo.

Por isso é tão importante que você seja você mesma/o no seu trabalho, e construir um trabalho na Internet é maravilhoso por conta disso mesmo! Você consegue trazer elementos que você gosta e que sejam muito você para o seu trabalho. Outras pessoas que se identifiquem com as mesmas características vão te acompanhar, e isso é muito legal.

Uma dica adicional: não se compare com os outros. Compare-se com outras versões anteriores de si. Busque sempre melhorar. Se comparar com o outro só traz frustração, porque o outro pode estar em um momento diferente, ter percorrido caminhos que você ainda não percorreu.

Essa é uma das maiores dúvidas de quem trabalha com organização, e a resposta sempre será “depende”. Depende do serviço. Por exemplo, 2h de consultoria você pode cobrar por hora, porque faz sentido, e esse valor depende da sua experiência e demanda sobre o seu trabalho. Você pode cobrar, por exemplo, 200 reais por essas duas horas. Se chegar em um ponto que está lotada de horários, pode questionar se vale a pena aumentar ou investir seu tempo em um serviço que te dê maior escala.

Se você for prestar um serviço de organização residencial, cobrar por hora pode ficar bastante custoso. Nesse caso, você pode avaliar o poder aquisitivo do cliente e cobrar por projeto. Lembrando que, dependendo do tamanho, da complexidade da residência, você pode precisar levar assistentes, e tudo isso tem um custo.

Não existe uma fórmula certa, mas ir testando de acordo com o que você precisa de faturamento, de quanto seus clientes aceitam pagar pelo seu trabalho, do que é factível na sua região, do quanto vale a sua hora, entre muitos outros fatores.

Um dos maiores privilégios desse trabalho online é você não depender mais de fronteiras para conquistar clientes. Penso que, na Internet, o conceito de cliente deve ser revisto. Eu, com mais de 100 mil seguidores no Instagram, considero que tenho esses mais de 100 mil clientes aqui. O cliente pode não estar te pagando com dinheiro, mas está te pagando com atenção, e sabemos como tempo é o nosso bem mais precioso. Se você oferece conteúdo de valor para essa pessoa, ela vai te acompanhar.

E sim, eu sei que likes e número de seguidores não pagam boletos, mas a partir do momento que você se torna uma influência real, mesmo tendo um perfil pequeno em termos de números, não apenas as marcas começam a prestar atenção em você, como os seus seguidores te vêem como referência, então sempre que você lançar algum produto ou serviço, eles estarão vendo o que você publicar. Fora que podem te contatar, com demandas. Então não se trata de conseguir clientes, mas gerar valor e criar uma audiência. 

O mais legal das redes sociais é que tem espaço para todo mundo. Esse “destacar” precisa ser ressignificado. Cada vez mais as marcas – e as pessoas – têm visto que não importa o número de seguidores, mas o valor que você agrega e o relacionamento que você desenvolve com o seu público.

Independente da concorrência sobre o mesmo assunto, você sempre terá a SUA maneira de comunicar aquilo, de trazer seu estilo àquela dica ou uma visão pessoal sobre o tema. Logo, as pessoas que se identificarem com você vão te acompanhar. Elas podem acompanhar outras pessoas também. Não se trata de se destacar, mas de criar relacionamento, e a gente faz isso trazendo um conteúdo de valor real para as pessoas, na internet.

A pergunta acima é uma dúvida que todos devem estar se fazendo no momento. Ninguém tem uma resposta para ela, mas o que eu posso dizer é: eu achei que a pandemia seria o caos, mas, por pior que seja o cenário, as pessoas continuam trabalhando, consumindo e contratando serviços. Alguns serviços mudaram. O seu modo de atender seus clientes mudou? É isso o que você deve buscar. Converse com os seus clientes, veja as necessidades atuais deles, e continue alimentando esse relacionamento.

Mesmo que menos, as pessoas continuam consumindo e contratando serviços. Você não está também? Eu estou. A questão é que o que se consome mudou, pois as necessidades mudaram. Veja se o que você está oferecendo traz uma solução para algum problema que as pessoas tenham hoje.

Sim, sempre vale a pena delegar atividades em que você não é especialista e que talvez deva delegar para se concentrar naquilo que você realmente quer fazer. Mas, no começo, geralmente não temos orçamento para isso. Recomendo duas coisas então: usar softwares de edição muito simples, que já venham no seu computador (iMovie ou Windows Movie Maker), ou o estúdio de edição do YouTube, ou fazer LIVEs, que seriam vídeos sem edição que ficam gravados. 

Fazer LIVEs é uma ótima maneira de treinar diante das câmeras também e, por ser ao vivo, todo mundo que assiste não fica cobrando um grau imenso de perfeição. É ótimo para treinar e uma excelente maneira de criar conteúdo sem gastar tempo com edição, ou quando não sabe como editar.

Eu vou falar mais sobre isso nas lives diárias que estão acontecendo de segunda a sexta às 14h e às 18h e também nas aulas da Jornada POP, na semana de 29/6. Não perca!

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.