Categoria(s) do post: Diário da Thais

Todo mês eu gosto de fazer um resumo de como foram os meus últimos 30 dias. A ideia é fazer esse agrupamento para eu mesma ver o que eu fiz, mas também para compartilhar com os leitores do blog como se dá uma vida organizada. Enfim, validar, de alguma maneira, tudo o que eu ensino aqui.

Outubro foi um bom mês. Pessoalmente falando, foi o mês da nossa mudança. Concluímos a parte elétrica da reforma e, na última semana, nos mudamos. Ainda tem bastante coisa para terminar, mesmo da reforma, mas a casa nos abrigou muito bem. Estamos nos sentindo em casa e felizes por estarmos aqui.

Se você está chegando no blog agora, ou não acompanhou o processo, nós passamos por diversas mudanças de casa nos últimos anos. Elas aconteceram porque fui trabalhar em outra cidade (Campinas), depois porque mudei de trabalho (e voltamos para São Paulo). Ao voltar para São Paulo, tivemos alguns problemas nos imóveis que moramos. Um apartamento que, poucos meses depois, o proprietário pediu de volta. Uma casa de rua que teve um assalto. Uma casa de condomínio que teve um problema estrutural e precisou ser interditada para reforma. Até o nosso último apartamento, que mudamos para ficar mais perto da minha avó, que veio a falecer este ano. A casa onde estamos agora é nossa casa própria, por isso estávamos reformando. Foi uma longa jornada, mas aqui estamos.

Não acho que mudanças são ruins – especialmente as mudanças de casa. Elas sempre nos dão a oportunidade de rever o que nós possuímos e destralhar um pouco mais, além de repensar soluções. Gosto muito e respeito demais as mudanças. Elas são processos importantes.

Ainda falando sobre reforma, mudança, decoração, vale a pena comentar que a organização do escritório andou bastante este mês. Chegaram os móveis principais (estante, mesa, armário, copa) e a sala está tomando forma. Nossos próximos passos são referente à pintura, à decoração dos banheiros e concluir algumas pendências, como um armário para o ar condicionado, bebedouro na parede, quadrinhos, tapete, essas coisas. Mas já se tornou um espaço oficialmente saudável para trabalharmos, o que tem sido muito legal.

Se a gente for fazer uma cronologia, meu mês começou exatamente com uma viagem a Natal para a realização de um treinamento de GTD (dia 1). Foi uma ótima viagem, uma turma maravilhosa, e eu fiquei muito feliz por ter ido. Foi a minha última viagem do ano. Precisava dar um tempinho, descansar um pouco. Os últimos meses foram pesados em termos de viagens. Agora, só viajo ano que vem.

No retorno para São Paulo, não passei bem e descobri que tinha ficado com intoxicação alimentar. Meu estômago está mais sensível desde que fiz a cirurgia bariátrica, no ano passado, então qualquer saidinha da rotina pode ocasionar essas coisas. Aquela semana foi um pouco perdida – não consegui nem ir ao mestrado. No final de semana, já estava um pouco melhor. Foi o primeiro turno das eleições e, ao longo do mês, acho que todo mundo, e minha família e amigos não fugiram disso, ficou dedicado a esse assunto. Apesar dos pesares, foi um período interessante para se aproximar mais de pessoas que pensavam como você e dar uma destralhada naqueles que discordam em termos de valores mesmo. Foi um bom período de análise, convivência e ponderação.

Uma outra coisa muito legal desse mês foi o meu envolvimento com alguns eventos acadêmicos. Quando eu comecei o mestrado, me senti muito insegura com relação aos meus conhecimentos. Depois, descobri que todo mundo se sente assim, e é normal. Mas, quando eu entro na sala de aula, para apresentar ou lecionar, ali é o meu território. Todos esses anos trabalhando em sala de aula e fazendo palestras me formou para ser uma boa professora. Recebi muitos elogios pelas minhas apresentações nos eventos acadêmicos (foram dois, este mês), e fiquei feliz por poder atuar naquilo que sei fazer bem, conciliando com o conhecimento que estou construindo com base na minha pesquisa atual e outras em paralelo.

Isso na verdade é bem bom porque, se eu não tivesse essa experiência, eu poderia ser muito mais avançada no meio acadêmico, poderia já ter feito um doutorado, por exemplo, mas teria perdido esses anos todos em que me dediquei a essa outra habilidade. E agora ela complementa a vida acadêmica de uma maneira bem legal. Escrevo isso porque muitas pessoas acham que “é tarde” para começar qualquer projeto. Nunca é. Tudo o que você viveu até então vai te ajudar ainda mais nessa nova fase que você está vivendo e investindo tempo e energia. Vá na fé.

No dia 8, apresentei em um seminário na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). Meu professor orientador, uma colega que já está qualificando no mestrado e eu escrevemos um artigo a seis mãos no início do ano e ele foi aprovado nesse congresso, então apresentamos no dia 8. No dia 17, eu apresentei em um seminário que aconteceu na minha própria faculdade, sobre poder e política, com foco na sociedade do espetáculo (Debord). Eu falei sobre o discurso do empreendedorismo no canal do Érico Rocha (Fórmula de Lançamento). Nesse dia, foi quando eu vi tudo o que eu estava estudando até então tomando forma – quando montei a apresentação, foi muito gostoso elaborar as referências e depois fazer a minha análise. Foi uma “fórmula” que efetivamente deu certo e que pretendo continuar aperfeiçoando em apresentações futuras.

As semanas seguintes foram dedicadas à mudança, à reforma e a todos esses ajustes. Tenho trabalhado bastante também, e focada, especialmente na parte educacional aqui do blog. Lancei um curso novo pelo qual eu estou apaixonada, que é o curso online de organização do guarda-roupa. Já se inscreveu, por sinal? <3

Também finalizei alguns planejamentos importantes para os trabalhos com o GTD no ano que vem. Outubro sempre é um mês muito voltado para planejamentos, para mim, então é comum trabalhar mais introspectiva, mais nessa reflexão mesmo. Daqui sempre saem coisas boas, que vocês saberão nos próximos dias, e que tem a ver com os próximos meses.

E seu mês de outubro, como foi? Deixe um comentário!

Categoria(s) do post: Planejamentos

No post de domingo, fiz um comentário sobre o planejamento anual que tenho feito para 2019, e muitos leitores me pediram para falar mais sobre o assunto. Por esse motivo, resolvi passar este post de hoje na frente de outro que estava programado para trazer alguns textos que já foram publicados aqui no blog e que podem ajudar nesse planejamento para todos vocês. Seguem:

Depois me conta nos comentários se você já implementou algumas dessas recomendações? Obrigada!

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Imprensa

Este mês o Vida Organizada completa 12 anos de idade. A foto acima foi tirada há algumas semanas, no escritório da empresa. Daria para imaginar que um dia um blog cresceria, viraria uma empresa e ainda teria um escritório próprio? Imaginar até dava, mas parecia incrivelmente distante da realidade.

Cada vez mais eu percebo o quanto fui crescendo junto com o blog. Não apenas profissionalmente, mas pessoalmente. Quando eu o criei, em 2006, eu tinha 25 anos. Trabalhava em uma agência de publicidade. Não tinha muita perspectiva das coisas e não pensava muito nisso, também. Nesse meio tempo todo, eu me casei, tive um filho, mudei de cidade, estudei para concurso, fiz uma pós-graduação, abri uma empresa. Cometi muitos erros. Tive vezes em que me sobrecarreguei, que me preocupei demais. Mas eu aprendi. Eu cresci.

É estranho para mim avaliar o mercado de blogs hoje em dia, em uma época que todo mundo está no YouTube. Poucos blogs ainda resistem. Mas, como muitos de vocês, eu prefiro não apenas ler textos, como também escrever. Por isso continuamos aqui. <3

Quando eu comecei o blog, lá atrás, os blogs não eram o que se tornariam alguns anos mais tarde. Eles eram apenas um canal que você criava e começava a escrever e compartilhar. Entre 2009 e 2010, no entanto, houve uma onda de profissionalização dos blogs que fez com que as marcas começassem a trabalhar com os blogueiros. Entre 2011 e 2013, eu acredito que tenha sido o grande auge disso. De lá para cá, o mercado sofreu mudanças, migrando tais ações para outros canais sociais, como o Instagram e o próprio YouTube. Mas bons blogs ainda resistem, e sempre existirão.

Eu criei o Vida Organizada para compartilhar dicas de organização porque eu simplesmente precisava ter uma certa disciplina para eu mesma me organizar. Eu acreditava que, se compartilhasse, isso me faria ir atrás de mais técnicas e a me tornar uma pessoa melhor. Tinha zero expectativas com relação ao blog se tornar profissional, porque isso nem era uma possibilidade na época. Mas começar a receber comentários das pessoas com dúvidas profundas a respeito de como organizar a própria vida me fez ver que, para continuar falando sobre isso, eu precisaria me especializar. E aí comecei a estudar, fazer cursos, me certificar etc. Todo esse processo de descoberta, de saber que eu queria realmente trabalhar com organização e produtividade, até finalmente abrir uma empresa e ir aprendendo como administrá-la fez de mim uma adulta, no melhor sentido da palavra. Eu cresci muito.

Mas a parte mais interessante desse processo é perceber como eu continuo apaixonada por criar esse conteúdo desde quando comecei o blog, em 2006. Em todos esses anos, recebi muitas vezes a pergunta: “Mas como você cria tanto conteúdo? Você não enjoa não? De onde você tira tantas ideias?”. E acho que aí vive a essência do creator. Primeiro, ser apaixonada de verdade pelo assunto. Segundo, que essa paixão vai te fazer enxergar oportunidades de conteúdo o tempo todo, todos os dias. Eu ouço uma conversa no metrô que me dá a ideia para um post. Uma dúvida que vocês me enviam em um comentário também pode virar um texto. Insights, descobertas e novas leituras. Ter ideias nunca foi um problema para mim. Sempre explorei demais a minha criatividade e, quando se gosta muito de um assunto, você começa a vê-lo em tudo.

Segue uma breve cronologia dos acontecimentos para você se divertir um pouco:

2006: Thais cria o blog depois de conhecer o método GTD.

2007: Thais resolve ler todos os livros de organização e de produtividade que existem para escrever um conteúdo melhor e firmar o blog.

2008: Thais descobre o minimalismo e o Budismo. Quer reduzir tudo. Pede demissão para repensar a trajetória. Vive um período de intensa introspecção.

2009: O resultado da reflexão se transformou no casamento e na gravidez do nosso filho.

2010: Thais se torna mãe. <3

2011: Thais volta ao mercado de trabalho e aceita um convite para trabalhar em uma cidade do interior, o que acredita ser um bom movimento para o bem da família (qualidade de vida etc.)

2012: Thais conclui a pós-graduação. Seu trabalho final de curso foi um projeto para a profissionalização do blog. Foi quando descobriu que queria fazer essa transição de carreira. Formaliza a abertura do CNPJ do Vida Organizada.

2013: Thais conhece o Daniel da Call Daniel e começa a trabalhar como consultora de marketing digital para a empresa. Começa a escrever o seu primeiro livro.

2014: Thais pede demissão do seu último emprego CLT. A família volta para São Paulo. Primeiro livro, “Vida Organizada”, é publicado. Thais começa a ministrar cursos do método GTD.

2015: Thais conhece David Allen pessoalmente. Realiza diversos workshops presenciais sobre organização e produtividade. Participa de dois processos de certificação do GTD em Amsterdam, na Holanda.

Yo, David! What’s your next action?

2016: Thais começa a ministrar cursos online. Conhece Napoleon Hill. Passa pelo processo de certificação em coaching. Publica seu segundo livro, “Casa Organizada”. Carol começa a trabalhar no Vida Organizada.

2017: Thais faz a cirurgia bariátrica, que muda completamente o estilo de vida e isso impacta em tudo. Faz trabalho voluntário. Assume a coordenação das turmas abertas de GTD, assim como a parte de vendas.

2018: Thais publica seu terceiro livro, “Trabalho Organizado”. Vida Organizada tem seu próprio escritório. Silvia começa a trabalhar no Vida Organizada.

Seja você um leitor que chegou ao blog há duas semanas ou se está aqui há anos… muito obrigada! O ano de 2018 tem sido um ano de muito aprendizado para mim, e um desses aprendizados certamente diz respeito ao refinamento do conteúdo do blog e de todas as outras práticas relacionadas. Eu ainda adoro acordar, pegar uma xícara de café e trabalhar nesse conteúdo para inspirar vocês a se tornarem mais organizados.

Eu só consigo imaginar o que os próximos 12 anos vão trazer. Mas o mais importante de tudo é estar animada com tantas possibilidades que se desenham quando eu penso ainda além – no legado do Vida Organizada para daqui a 50 anos. O valor de pensar nisso não está em curtir apenas no futuro, quando acontecer, mas no impacto que isso tem nas ações que eu faço hoje, no presente. (eu também aprendi isso com o tio David!)

Amo vocês. <3

Categoria(s) do post: Indicações

Toda semana eu reúno alguns links que não necessariamente tenham a ver com organização mas são relacionados aos diversos assuntos tratados aqui no blog.

Boa semana!

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Como já comentei em posts anteriores aqui do blog, tenho um projeto atual que é conhecer o mundo básico dos vinhos, pois é um assunto que eu adoro e, depois do mestrado, pretendo fazer um curso de sommelier para me especializar. Não porque quero trabalhar com isso, mas porque gosto de me aprofundar nos assuntos que gosto.

Nesse último ano, eu tive a oportunidade de organizar algumas festinhas em casa e participar de festinhas na casa dos meus amigos, e inevitavelmente eu acabei virando a referência deles sobre vinhos. Mesmo sendo leiga, já aprendi algumas coisas e, por isso, me sinto confortável para escrever um post como esse.

Tem a ver com organização porque receber pessoas em casa (eu acho) é muito gostoso. Eu não sou fã de qualquer outro tipo de bebida alcoólica. Não gosto de caipirinha, saquê, nada disso. Mesmo cerveja, de vez em nunca tenho vontade de dar um gole em uma latinha gelada, quando está no verão, estou em um churrasco com família e amigos ou na praia. Mas não é algo que faz parte do meu dia a dia.

Os vinhos são considerados alimentos na Europa. Aqui no Brasil, ainda não. E talvez por eu ter parte da família italiana e parte portuguesa, essa realidade sempre fez parte da minha vida. Fora que eu considero uma arte a pessoa que sabe harmonizar um bom vinho com a refeição das pessoas, porque uma coisa complementa a outra.

Sei que pode parecer desnecessário dizer, mas o Vida Organizada não incentiva o consumo de bebida alcoólica e recomenda beber com moderação. O post de hoje traz algumas dicas dos vinhos que acho legal ter em casa para receber amigos, caso você queira organizar uma festinha ou queira montar uma pequena adega para o seu dia a dia mesmo.

Quando as minhas amigas vêm me pedir para eu ensinar um pouco, o básico, sobre vinhos, para elas, eu costumo dizer que o aprendizado sobre vinhos tem alguns níveis.

Vinho doce/suave x vinho seco

A primeira coisa que eu digo é que, de modo tradicional, e resumindo muito a história toda, vinho mesmo é o que convencionalmente se chama de vinho seco. O vinho doce, vinho de mesa, existe e é feito com as uvas que normalmente consumimos como frutas – não é a uva tradicional do vinho, que é uma variação chamada vitis vinífera (esse é o momento da conversa que as pessoas já começam a me olhar com cara de quem sabe do que está falando kkk).

Então você pode até curtir esses vinhos de mesa, mais doces, mas de modo geral quando se fala em vinhos estamos falando do que tradicionalmente se chama de vinho seco, tá ok?

Tinto, branco, rosé

Aí você vai para o segundo nível de entendimento dos vinhos, que é conhecer os tintos, brancos, rosés e outras variedades, como verdes e espumantes.

Tipos de uva

Para cada tipo de vinho acima você vai ter variedades de uvas, e pode ser que algumas vinícolas produzam vinhos fazendo um blend (mix) de diferentes tipos de uvas. De modo geral, nos rótulos das garrafas o produtor coloca o tipo de uva, mas alguns produtores mais tradicionais (geralmente europeus) não colocam nada disso, mas apenas a sua marca (porque, para quem entende de vinhos, a pessoa já conhece a região da marca e sabe que uva é cultivada lá).

Na dúvida, consulte

Geralmente alguns mercados e restaurantes têm um sommelier. Se der sorte de encontrá-los, peça indicações. Ou use amigos que conheçam mais de vinho para te ajudar. Caso não conheça ninguém, existe um app para celular chamado Vivino que não é 100% confiável, mas traz algumas indicações, resenhas e comentários de outras pessoas, que podem te ajudar a decidir se aquele vinho pode servir para você ou não.

Como armazenar

Todo vinho deve ser guardado em um lugar escuro e o mais geladinho possível dentro da sua casa. Se o vinho pegar luz ou ficar dentro do porta-malas do carro em um dia quente, por exemplo, você perde o vinho. Quanto mais escuro e geladinho, melhor. Por isso muitas pessoas guardam na parte de baixo dos armários ou até embaixo da escada, se for o seu caso. Isso vale para vinhos do dia a dia.

Se você quiser investir em vinhos mais caros, ou até vinhos “de guarda” (vinhos que você compra para consumir depois de alguns anos, quando ficam mais velhos), vale a pena investir em uma adega climatizada. Existem umas pequenininhas, que você pode usar para esses vinhos específicos que precisam de uma casinha melhor. Para vinhos que você vai consumir no dia a dia, a dica acima do lugar escuro e geladinho já funciona. Se você não tiver interesse em se aprofundar nisso nem em armazenar vinhos durante anos, você não precisa de uma adega climatizada (a não ser que você realmente queira fazer esse investimento).

Como servir

Vinho branco, espumante, verde e rosé devem ser servidos geladinhos. Deixe na geladeira e, ao servir, coloque a garrafa no balde de gelo.

Vinhos tintos devem ser servidos em temperatura ambiente, mas temperatura ambiente de clima temperado, ou seja, entre 13 e 19 graus (que é o clima que a adega climatizada proporciona).

As taças, realmente não precisa pirar muito aqui. Geralmente as taças “flauta” são para os espumantes, as taças mais estreitas para vinhos brancos e, as mais gordinhas, para vinhos tintos. Mas aquela taça padrão em formato de tulipa atende bem qualquer um dos vinhos e, se você não se importar com isso, basta ter dessas taças em casa que elas atendem bem qualquer situação.

A única recomendação que importa é que as taças devem ser transparentes. Nada de taças coloridas ou opacas, porque um dos aspectos mais importantes ao se degustar um vinho é ver a tonalidade dele e outras características que só um vidro ou cristal transparente proporcionam.

Onde comprar vinhos

Geralmente as pessoas compram no supermercado porque é o mais prático para o dia a dia. Então você pode se sentir à vontade para fazer isso também, embora nos supermercados você não tenha tanta variedade assim (o que nem é um problema, se você não se importa com tal variedade) e também é um pouco mais caro (muitas vezes) que em outros lugares.

Empórios e adegas trazem mais variedade, preços competitivos (muitas vezes) e eventos relacionados, como degustações, clubes do vinho etc. Se você tiver alguma adega ou empório perto da sua casa, pode querer dar uma passadinha lá para conferir os produtos com que eles trabalham. Fora que sempre terá um atendimento mais especializado, porque nessas lojas eles trabalham só com as bebidas mesmo, então geralmente quem trabalha lá sabe indicar melhor o que você precisa.

Outra alternativa muito prática é comprar online. Eu gosto bastante da loja Evino, mas existem outras. Você também pode comprar diretamente no site de algumas vinícolas e produtores, especialmente nacionais. (só para constar, este post não é um publietorial, mas fica a dica aí, Evino kkk)

Que vinhos valem a pena a gente ter em casa?

Lembrando que eu sou leiga e que o que vou dizer aqui é com base no que estudei nos últimos meses e na minha experiência pessoal. Se você for sommelier ou entender mais do que eu, fique à vontade para me corrigir ou contribuir com mais informações nos comentários, pois isso ajudará os leitores (e a mim também, claro!).

Espumante

Eu acho legal ter sempre um espumante em casa para comemorações diversas. O vinho espumante pode ser feito de vários tipos de uvas e, no caso, basta você comprar um e ir testando até encontrar os seus favoritos. Apesar de os champagnes serem os mais tradicionais, são bem caros e, se você não estiver afim, não precisa exatamente ser champagne (champagne é o vinho produzido na região de Champagne na França, especificamente, apesar de erroneamente as pessoas usarem como se fosse sinônimo de espumante).

Um espumante que gosto muito e que acaba sendo sempre a minha escolha para situações especiais é o chardonnay da Garibaldi, uma vinícola nacional que inclusive já foi premiada internacionalmente. (também não tenho patrocínio da marca para falar aqui, ok? é só uma indicação sincera mesmo. todos os posts com publicidade são devidamente sinalizados aqui no blog)

Aqui em São Paulo, eu compro no zupermercado Záffari, mas creio que não deva ser difícil de encontrar na sua cidade. Faça uma busca no site do produtor para ver os representantes ou pergunte no seu comércio local, que muitas vezes pode encomendar, se você não quiser também comprar pela Internet. Ou escolha outro espumante, simplesmente. Esse da Garibaldi custa em média 35 reais e eu acho que vinho para o dia a dia não pode ser muito caro, de verdade. Espumante é um vinho que vale a pena ter em casa justamente para pequenas comemorações, como fechar um contrato com um bom cliente, conseguir um emprego ou mudar de casa.

Chardonnay

É uma uva de vinho branco que, para mim, não tem erro – todo mundo gosta. Então eu acho que sempre vale a pena ter em casa, porque quando chega alguma visita ou alguém vem em casa para jantar, é aquele vinho para receber a pessoa antes da refeição ou mesmo para acompanhar uma, dependendo do prato. É um dos vinhos mais coringas que existem.

Para vinhos do dia a dia, eu recomendo fortemente os vinhos nacionais, chilenos e os argentinos, justamente por pagarmos menos impostos e, por isso, eles serem mais baratos. Mas é claro que você pode escolher vinhos europeus, americanos ou australianos se estiver disposto a pagar um pouco mais.

Não tenho nenhuma recomendação específica aqui. Como é um vinho para consumo mais frequente que os outros, gosto de ir comprando de marcas diferentes cada vez que faço uma aquisição, justamente para ir testando. Recomendo que você faça o mesmo para ir encontrando os seus preferidos.

Os vinhos de uva chardonnay podem variar para caramba em termo de gosto. Uns são mais frutados que os outros etc, e tudo isso influencia na harmonização dos pratos. Mas, de modo geral, chardonnay vai bem com qualquer coisa de teor mais “amanteigado”, como queijos, massas com molho branco, saladas com molho de queijo, essas coisas, sabem? Até sobremesas mais doces. Por isso digo que é um vinho meio coringa, porque ele pode ser harmonizado com a maioria das comidas que comemos em ocasiões mais especiais e do dia a dia.

Sauvignon blanc

Esse outro tipo de uva para vinho branco também pode estar na sua adega para o dia a dia, mas ele é um pouco mais difícil de agradar que o chardonnay. Dependendo do vinho que você comprar (marca), você pode ter um vinho meio intragável. Não é à toa que algumas pessoas chamam algumas garrafas de sauvignon blanc de “xixi de gato”, porque eles costumam ser mais amargos e azedinhos que os chardonnay. No entanto, existem bons vinhos feitos com essa uva e que funcionam muito bem com pratos mais gordurosos, justamente porque ele “quebra” essa gordura com a sua acidez.

Os vinhos de sauvignon blanc são frescos e devem ser servidos geladinhos, e são ótimos para acompanhar queijos mais gordurosos, comidas com molho branco mais forte, frutos do mar, risotos, peixe assado e outras variações. Mas sabe, todas essas dicas de harmonização são super genéricas, pois dependendo do produtor, do terroir (terreno onde a uva foi plantada e colhida), pode variar a maneira como você sente e pode harmonizar o vinho. Vale sempre você testar o que é mais agradável ao seu paladar, mas são dicas gerais para ajudar mesmo.

Assim como os chardonnay, eu não tenho uma recomendação específica para sauvignon blanc. Gosto de ir testando novos rótulos cada vez que preciso comprar um, e recomendo que você faça o mesmo até descobrir quais são os seus preferidos.

Risleing

Ainda falando de vinhos brancos, eu vou citar essa uva, que é um um pouco mais específica entre os brancos, porque ela tem um sabor mais diferentezinho, mais “mineral”, bem aromático, e não é uma uva que todo mundo gosta, mas quem gosta gosta muito. rs

Os vinhos feitos com uva riesling devem ser servidos sempre geladinhos e são ótimos para entradinhas, canapés e quitutes relacionados. Funciona com comidas leves, frutos do mar, saladas ou comida japonesa crua (tipo sushi e sashimi).

Não é um vinho que todo mundo gosta, mas é um vinho para supreender os amigos! Por isso, se você tiver essa vontade, vale a pena ter uma garrafa de riesling para ocasiões bacanas.

Vinho rosé

Os vinhos rosé são uma mistura do branco com o tinto, “leigamente falando” – por isso eles têm essa cor. São vinhos tão leves e que devem ser servidos tão geladinhos que muitas vezes são chamados de “vinho de piscina”. Portanto, você já deve ter associado ao verão e ao calor. E é isso mesmo. Vale a pena ter um vinho rosé em casa para épocas mais quentes.

Vinho verde

O mesmo vale para os vinhos verdes, geralmente portugueses. Os vinhos verdes são mais fresquinhos e azedinhos, e leves. Em dias quentes, funcionam super bem. Então tanto os vinhos rosés quanto os vinhos verdes eu recomendo de se ter em casa quando for verão, especialmente aqui no Brasil.

Vamos falar um pouco sobre os vinhos tintos?

Os vinhos brancos funcionam muito bem para pessoas que gostam “de vinho doce”. Eu tenho uma amiga que não está nem aí para esse papo de vinhos e que, por ela, um bom vinho de mesa é suficiente. Portanto, quando ela vem em casa, eu sirvo os vinhos brancos, verdes ou rosés, que agradam bastante o paladar. Mas, quando a gente entra nos vinhos tintos, o terreno fica mais perigoso para essas pessoas, porque a variedade é tão grande que algumas pessoas não gostam realmente de alguns deles, então vou tentar trazer um pouco da minha experiência sobre esse assunto.

De modo geral, os vinhos tintos podem ser divididos, para quem for leigo, em vinhos mais leves e vinhos mais encorpados. Geralmente é assim que vejo as pessoas pedirem vinhos em restaurantes ou nas gôndolas do mercado, quando querem diferenciar para o vendedor ou sommelier no restaurante. E aí a gente vai cair no tipo de cada uva novamente. Vou comentar abaixo então as uvas básicas e o que recomendo ter em casa.

Vinhos tintos mais leves

Carmenére, pinot noir e pinotage são os mais comuns de se encontrar. Existem outros, é claro, mas esses são fáceis de achar nos supermercados. Se você ou seus amigos não gostarem de vinhos tintos encorpados, essas uvas podem te ajudar. Eu sempre procuro ter um pinot noir em casa, porque não gosto das outras, mas você pode encontrar boas variedades sulamericanas de carmenére e, portanto, buscar seus preferidos.

O que eu recomendo é ter sempre uma garrafa desse tipo de vinho mais leve em casa. Eu não gosto (prefiro os mais encorpados), mas para receber pessoas é uma boa. Esses vinhos vão bem com pizza e massa, então sempre que temos a noite da pizza é fácil agradar com um vinho assim.

Primitivo

Existe um tipo de uva chamada primitivo, que tem esse nome justamente porque ela é colhida antes do tempo. Eu estou citando essa uva porque eu nunca vi nenhuma pessoa que não gostasse desse tipo de vinho. É aquele que agrada de maneira geral, sabe? Ele é um pouco mais forte (e certamente mais alcoólico) que os vinhos citados no item anterior, mas combinam super bem com pizza, massas e carnes como um todo. Então é aquele vinho perfeito para uma noitada italiana, com um monte de amigos em volta da mesa ou a família no almoço de domingo.

Geralmente as uvas primitivo são da Itália (da região da Puglia), mas existem em outros locais também. Eu adoro os vinhos italianos de uva primitivo e vivo testando rótulos novos, mas existe um que, para mim, é o mais especial de todos, que é esse Burdi Rosso:

Aqui em São Paulo eu costumo comprar no Eataly, mas já comprei pela Internet também. É um vinho mais caro (média de 120 reais), mas aquele vinho perfeito para ocasiões mais especiais. Para o dia a dia, como falei, prefiro optar por vinhos mais baratos (entre 30 e 60 reais).

Em praticamente qualquer estabelecimento você encontra vinhos de uva primitivo. Se quiser um bom vinho tinto e estiver em dúvida do que escolher, dê uma chance. Acredito que você irá gostar. Logo, é aquele vinho que vale a pena ter sempre uma garrafa em casa.

Merlot

Se não me engano, merlot é a uva mais consumida no mundo dos vinhos. É um daqueles classicões, tipo a chardonnay, que falei ali em cima. É um vinho que tem uma variedade imensa de gostos (porque varia o modo de produção), mas que costuma agradar de maneira geral. Existem bons vinhos merlot chilenos, então você pode testar.

Os vinhos de merlot harmonizam bem com carnes grelhadas ou assadas (carnes de todos os tipos, de aves, peixes, a carnes vermelhas). É um vinho meio coringão também, sem muita chance de erro.

Cabernet Sauvignon

Taí um vinho que tem em todo lugar, com muita variedade e em grande quantidade, mas que eu, particularmente, não sou muito fã. Ele é mais encorpado que os de uva merlot, então além de combinar com carnes, vai bem com molhos vermelhos e comidas mais encorpadas de maneira geral. Eu recomendo ter uma garrafa desse vinho em casa apenas porque ele cai no gosto de muitas pessoas. Eu, particularmente, não gosto. Prefiro outros encorpados. Mas muitas pessoas que estão começando a se interessar por vinhos gostam do cabernet sauvignon, então é legal ter em casa apenas para agradar seus convidados mesmo.

Malbec

Eu recomendo ter um bom malbec em casa porque é o vinho legal de tomar em churrasco. Ponto. Malbec vai bem com carne vermelha, churrasco, t-bone, bife ancho e todas essas variações carnívoras. Ele é super encorpado e, por isso, corta um pouco da gordura das carnes, e harmoniza muito bem com a carne vermelha. Do meu ponto de vista, é um clássico para se ter em casa, mas algumas pessoas consideram ele realmente muito forte e encorpado, e não gostam.

Vinhos diferentes…

Existem três variações de uvas de vinho tinto que gosto muito de ter e que geralmente agradam os meus amigos que queiram experimentar vinhos diferentes.

A primeira delas é a nero d’ávola, que basicamente é um tipo de uva produzido na região da Sicília, na Itália, e que é tão encorpado que lá é conhecido como “vinho negro”. Eu gosto muito e, geralmente, quando recebo amigos que gostem de vinhos mais encorpados, costuma agradar bastante também.

O segundo tipo é uma uva produzida mais em região espanhola, chamada tempranillo. É uma uva super frutada, que puxa notas para o morango, então tem um gostinho muito especial e que costuma surpreender as pessoas. É curioso porque poucas pessoas conhecem esse tipo de uva, e eu acredito que seria um vinho mais consumido se mais pessoas conhecessem, porque realmente é uma delícia.

O terceiro tipo é uma uva chamada touriga nacional, mais produzida em regiões portuguesas, e que eu gosto por ter notas florais, especialmente de violeta, o que parece bizarro mas deixa o vinho super aromático e diferente. Para surpreender!

Existem vários outros tipos de uvas (syrah, tannat etc.) que eu não citei aqui porque senão o post ficaria imenso.

Resumo

Bom, se eu puder resumir o que acho legal de ter sempre em casa, para situações diversas, seriam os seguintes vinhos:

  • espumante para ocasiões especiais
  • chardonnay para o dia a dia
  • merlot para o dia a dia
  • vinho tinto leve mais coringa, tipo pinot noir
  • verde ou rosé para dias mais quentes
  • primitivo para ocasiões especiais
  • malbec para carnes, churrascos etc.
  • um vinho diferente para degustar com os amigos

Chardonnay e merlot são inclusive bons vinhos para o preparo de refeições também.

Espero que este post tenha sido útil e que sirva como referência caso você queira ter vinhos básicos em casa ou esteja organizando uma festinha em que as pessoas tomarão vinho. E, se você gostou desse tipo de conteúdo específico e gostaria que eu trouxesse mais posts como esse, por favor, deixe um comentário. Eu sou apaixonada por esse assunto então fico me segurando para não falar tanto sobre isso aqui. haha Obrigada. <3

Categoria(s) do post: Indicações

Este post não é um publieditorial. Todos os posts patrocinados são sinalizados como tal. Trata-se apenas de uma indicação que acredito que possa ajudar na vida dos leitores.

Há algum tempo me indicaram um aplicativo chamado Loggi, que serve para realizar pequenas entregas. Tive a oportunidade de testar esta semana e tive excelentes resultados. Gostaria de compartilhar aqui no blog e indicar, pois é realmente muito útil.

Basicamente, o que essa bênção de aplicativo faz é encontrar o motorista mais próximo do local onde você precisa pegar algo que queira entregar em outro, inserir o local de destino e pagar pela entrega, como se fosse um “Uber de entregas”.

Esta semana precisei usar para a seguinte situação: saí mais cedo de uma reunião, indo para outra, e precisava resolver outra questão no caminho. Enquanto estava em trânsito, a pessoa com a qual eu me reuniria na sequência me pediu para levar um material que estava no local da minha reunião anterior. Como eu já tinha saído, não teria como voltar para pegar. Foi uma excelente oportunidade para testar o aplicativo, que eu já tinha baixado no celular (tem para Android e iPhone).

Você se cadastra, insere seus dados (e dados de pagamento, como no Uber), e aí o app já pergunta de cara o endereço de origem. Ele usa serviços de geolocalização, então você consegue inserir facilmente onde você está, mas pode ser um local distante também.

Ao confirmar a origem, ele vai te pedir para selecionar o que você quer que o mensageiro faça: retirar documentos, retirar carga (e eles colocam um peso máximo de 20kg) ou retirar uma sacola/pacote menor. Na sequência, você coloca o endereço de destino, com quem o mensageiro deve falar (entregar para essa pessoa? autenticar? pagar algo?) e observações (se necessárias). O aplicativo vai te dar o preço final e você ainda pode escolher outras informações antes de confirmar (adicionar ponto ou incluir viagem de volta).

Enviando a sua solicitação, assim como acontece no Uber, o aplicativo rastreia o mensageiro mais próximo do local de origem e te avisa quando ele aceita a viagem.

Foi tudo muito rápido, quando eu fiz. Em questão de 20 minutos (ambos os lugares eram perto, também), eu fiz o pedido, o mensageiro aceitou, pegou o material e entregou onde eu precisava. Minha experiência foi muito positiva e, desde então, tenho indicado para outras pessoas.

Eu acho esse tipo de aplicativo muito útil porque às vezes precisamos fazer esse “corre” com documentos mas estamos em um dia cheio de deslocamentos ou em outros compromissos que não permitiriam que a gente conseguisse fazer determinada coisa. Um exemplo prático? Entregar exames. Você fez exames médicos, precisa entregar para o seu médico (e não dá para enviar a versão eletrônica), mas não tem como levar lá esta semana, e ele precisa dos exames logo. Pode usar o aplicativo.

Não sei dizer o alcance do mesmo, se já está disponível em todas as cidades do Brasil, mas você pode baixar o aplicativo e testar onde você mora.

O aplicativo permite o cadastro de clientes e de mensageiros, caso você queira trabalhar fazendo entregas. Pelo que vi no site, o cadastro é bem semelhante ao cadastro de um motorista na Uber.

Você já utilizou? Por favor, deixe um comentário com a sua experiência.

Categoria(s) do post: Dicas de produtividade, Criatividade, Equilíbrio emocional

Recebi essa dúvida da leitora em um comentário aqui no blog e achei que seria uma boa responder em formato de post e passar sua publicação na frente de outros temas, até mesmo para respondê-la o quanto antes. Obrigada, então, pelo seu comentário, querida leitora, que reproduzo abaixo:

“Thais, queria saber como lidar com a culpa quando não fazemos nada no horário de trabalho. Devo me sentir culpada caso não esteja envolvida sempre e tenha algumas brechas para não fazer nada relacionado ao trabalho no ambiente de trabalho (trabalho de 8 a 17h de segunda a sexta). Tenho visto que eu fico ansiosa se não tenho “nada” pra fazer, tanto em casa, como no trabalho. E me pego falando que estou correndo, mesmo quando não estou… E fico procurando o que fazer, mesmo que tudo esteja no seu devido lugar e nos seus devidos prazos. E isso me sobrecarrega…”

A gente vive em uma cultura do trabalho tão mutcho loka que se sente mais confortável dizendo que está na correria que na tranquilidade. Muitas vezes as causas podem ser simplesmente receio de parecer ocioso (e desnecessário, portanto passível de demissão) ou de receber mais trabalho e ficar verdadeiramente sobrecarregado. Não sei se esses podem ser um dos seus casos, querida leitora, mas é o que eu sinto e também observo de outras pessoas que têm receios semelhantes ao seu.

Eu me questionaria sobre o ambiente de trabalho em que estaria inserida. Posso evoluir aqui dentro para tentar mudar esse quadro, se chegar a uma posição de gestão? Ou prefiro ir por outro caminho, fora daqui? São reflexões importantes. É muito chato viver em uma situação desconfortável emocionalmente todos os dias, durante o dia inteiro de trabalho, sem perspectiva de mudança.

Agora, sobre a questão de buscar coisas a fazer – por onde eu iria. Eu começaria fazendo uma lista de todas as minhas responsabilidades no meu emprego atual. Tudo aquilo que entrou na descrição do cargo, quando fui contratada, ou que existe no escopo desse cargo como um todo. Você pode pesquisar na Internet, se ajudar. Você também pode pedir ajuda ao seu gestor ou colega de equipe para elaborar uma lista mais efetiva.

Com base nessa lista de responsabilidades, procure definir o seguinte:

  • Por que essa responsabilidade é importante? Escreva.
  • A quem devo prestar contas sobre essa responsabilidade? Quem será impactado com a realização de tais atividades. Escreva.
  • Que habilidades devo ter para executar bem essa responsabilidade? Escreva.

As reflexões acima foram tiradas da essência da holocracia, que é um modelo de gestão que tenho estudado para implementação na empresa.

Só de listar as suas responsabilidades e realizar as reflexões acima, pode ser que você descubra atividades de rotina que melhorem a sua experiência atual no trabalho, além de descobrir habilidades que ainda precise desenvolver – o que lhe faria poder dedicar algum tempo para estudo e realização de cursos relacionados, mesmo durante o horário de trabalho.

Com base nessas responsabilidades, você também pode se perguntar:

  • Cada responsabilidade está em um nível que te deixa satisfeita? Ou você precisa fazer alguma coisa para torná-la nesse nível ideal? Se sim, provavelmente você descobrirá projetos.
  • Cada responsabilidade, quando em um nível ideal, poderia ser melhor? Eu poderia evoluir? Se sim, provavelmente você terá objetivos.

Ambos te darão insumos para que você crie novos focos de trabalho diário, despertando a vontade de realizar novas atividades.

Por último, eu sempre quero recomendar o estudo. Se você não tem muitas atividades mesmo durante um dia de trabalho, aproveite para se capacitar. Livros, cursos online, vídeos, tem tanto conteúdo legal disponível hoje em dia! Aproveite!

Espero que este post tenha te trazido algumas ideias e também a outros leitores que passem pelo mesmo tipo de configuração. Obrigada mais uma vez por postar.

Categoria(s) do post: Empreendedorismo

Era um almoço de domingo qualquer, com pessoas queridas, quando eu comentei que estou contratando uma segunda pessoa para começar a trabalhar comigo em fevereiro.

“Eu prefiro que ela trabalhe entre quatro e seis horas por dia. Não acredito em jornada de oito horas. Acho muito exaustivo para a pessoa.”

Minha nossa. Quem vai na contramão tem que estar preparado para ouvir as reações diversas.

“hahahahaha eu trabalho 10 ou 12 horas por dia”
“só na sua empresa mesmo a pessoa dá conta de trabalhar quatro horas”
“ninguém trabalha menos de oito horas na vida real”

Trabalhar com produtividade, estudar sobre isso, pesquisar, educar outras empresas e profissionais me dá uma certa permissão de mercado para poder aplicar na nossa empresa aquilo que eu acredito como ser humano, como empresária e também como trabalhadora que sou.

Eu me sinto confortável de trabalhar 12 horas por dia porque eu amo o que eu faço, mas assim como eu amo o meu trabalho, eu também amo a minha família, o meu tempo livre, o meu mestrado e outras atividades que também são importantes. Logo, eu procuro não trabalhar tanto tempo assim, pois preciso dedicar tempo a outras áreas da minha vida.

Durante toda a minha existência eu tive uma jornada de trabalho exaustiva, como das 8h às 18h, que me fazia sair de casa muitas vezes por volta das 6h e chegar depois da meia-noite, depois da faculdade.

E durante todos os empregos que eu tive eu também soube que, dessas oito horas diárias de trabalho, eu conseguiria fazer o que eu precisava em metade do tempo ou, no máximo, em até seis horas. Mesmo fazendo pausas. Às vezes, em até menos tempo.

Eu não estimulo um ritmo de trabalho em que a pessoa se mate de trabalhar durante quatro ou seis horas apenas porque o horário é reduzido. Não. Eu acredito em quatro a seis horas de trabalho com qualidade mas, acima de tudo, tranquilidade. Se a pessoa está sobrecarregada, bora gerar mais empregos. Se tem tanto trabalho assim, tem que ter receita para pagar mais funcionários.

“Mas na prática não é assim, Thais. Nem toda empresa tem dinheiro para pagar mais funcionários.” Pois é, eu trabalho na prática, sabe? E sei que não é fácil. Sei também que é polêmico. Mas o que eu tenho a mais absoluta certeza é a de que eu não posso fazer “na minha casa” algo diferente daquilo que ensino “na casa dos outros”. Eu vejo empresários ficando milionários (o que é ótimo) em cima da exploração do trabalho dos outros (o que é péssimo). O cara tem bilhões e prefere fazer uma doação para caridade a aumentar o salário dos seus colaboradores.

O que eu busco é a coerência. É a ter um trabalho legal, com propósito, em que se ganhe bem mas não precise morrer de tanto trabalhar. Eu não acho que seja uma utopia mas apenas uma construção.

Se existe uma mão invisível do mercado, é a mão da pessoa que acorda cedo para ir trabalhar e construir uma vida, uma empresa, uma comunidade, um mercado, uma economia, um mundo. E eu acredito de verdade que existem maneiras diferentes de fazer da rotina diária algo legal, e não apenas exaustivo ou simplesmente necessário.

O que eu busco ensinar aqui no blog, e o que nós buscamos ensinar como empresa, é que existe essa contramão, ela é saudável e nada impossível.

Você pode imaginar que, por eu ser uma única pessoa, e a empresa ainda ser pequena, que somos um ponto pequeno no universo tentando mudar o mundo. E que talvez não impacte tanto. Mas a gente tem que começar de algum lugar, e então ir se desenvolvendo. Eu acredito no poder da construção, e acredito ainda mais em uma construção para daqui a 50 anos – uma construção que talvez eu possa nem ver em vida, mas que acredito que aconteça e que trabalho hoje para daqui a 50 anos outras pessoas continuarem evoluindo nisso e pensando nos 50 anos seguintes.

“You may say I’m a dreamer, but I’m not the only one.”

Obrigada por estar aqui, fazendo parte dessa jornada.

Categoria(s) do post: Dicas de produtividade, Trabalho

_ Como você está?
_ Ah, você sabe. Na correria. E você?

Estamos todos sempre na correria.

Mesmo eu, que sou uma pessoa organizada, que usa um método de equilíbrio da vida (GTD), tem dias em que me sinto em um estado de rush maior do que o normal. E a impressão que tenho (e acredito que vocês também devem estar tendo) é a de que estamos todos cada vez mais “correndo”.

É claro que falo de um posto de empresária que mora em São Paulo, capital, tem um filho e uma ocupação profissional com muitas frentes. Tudo isso acentua o potencial de intensidade no dia a dia. Existem pessoas que moram em cidades menores, que têm ritmos de vid diferentes, e que felizmente não se sentem assim.

Porém, de modo geral, eu observo que ninguém tem mais muito tempo para nada. Quando antes era comum chegar em casa, depois do trabalho, e curtir uma tv, um livro, ou até mesmo fazer nada, hoje em dia acabamos nos ocupando com cursos online, novos hobbies e outras atividades. E não há nada de errado nisso. São dois pontos: 1) é nosso mundo hoje e 2) que bom que temos mais opções. Só precisamos tomar cuidado para não nos sobrecarregarmos.

O problema do excesso de coisas a fazer é de fato a sobrecarga. E a sobrecarga pode ser tolerável se for um estilo de vida que você estiver curtindo. Tem gente que é workaholic, por exemplo, e adora. Do meu ponto de vista, fica ruim a partir do momento que isso te incomoda ou te prejudica de alguma maneira. Se for o seu caso, este post de hoje traz algumas dicas e reflexões.

A primeira delas é te mostrar que viver nesse estado vem da inércia. É muito mais fácil continuar assim do que mudar. Viver nesse fluxo é o natural porque somos criaturas à base de hábitos. “Estar ocupado”, “estar na correria” também são desculpas moralmente aceitas pela sociedade, pois todo mundo se identifica. Não teve tempo para descansar? “Ah, é porque eu estava ocupada”. Não fez a lição de casa junto com o filho? “Muito trabalho”. Então é fácil viver nessa condição. É fácil usar a ocupação como muralha para te proteger de falhas que você possa ter (e reconhecer, mesmo que intimamente) como ser humano. Mais uma vez, o grande ponto é: você se sente satisfeita(o) com essa situação? Se não, o primeiro passo é reconhecer que ela existe e que continuará existindo enquanto você não tomar uma atitude. Não depende do seu chefe, do seu trabalho, de mudanças nas normas da empresa, do tempo e das outras pessoas no mundo. Depende apenas de você.

“Tá, mas então o que eu posso fazer?”, você pode me perguntar. “O que exatamente depende de mim?” Bem, quero começar com uma frase clássica aqui do Vida Organizada, que é: não é possível organizar tralha. Veja, tralha é tudo aquilo que está sobrando. Que não faz mais sentido na sua vida. Que talvez esteja no lugar errado. E, mais do que objetos, quando falo em tralha eu me refiro a atividades, projetos, relacionamentos e até pensamentos! Uma análise honesta da sua vida como está hoje pode te ajudar a identificar o que pode ficar em stand-by durante um tempo, o que você deve tirar, e o que deve ser mantido.

Ontem mesmo eu passei uma tesoura nos meus projetos em andamento porque, enquanto não terminar a mudança de casa, não quero nem olhar para eles. Foi tão aliviador tirá-los da lista mas saber que estão bem guardados para serem resgatados depois! E é claro que ajuda você ter essa organização (como eu comentei, por exemplo, uma lista com os seus projetos em andamento).

Apesar de eu ter citado os projetos, você pode fazer isso com a sua casa, com a sua mesa no escritório, com a sua agenda para esta semana. Reduza. Quanto mais você reduzir, melhor será. Lembre-se: não é possível organizar tralha. Então não pense que você conseguirá lidar com a sobrecarga mantendo a mesma quantidade de coisas a fazer. Você pode aplicar dicas de organização à sobrecarga, mas não resolve o problema.

Algumas dicas adicionais para saber o que manter:

  • Foque no essencial, no básico para manter a vida funcionando. Por exemplo, em casa, incluem atividades como lavar a roupa, fazer comida, ir ao supermercado, fazer lição de casa com o filho, entre outras. O mesmo vale para o seu trabalho, onde você tem atividades de rotina que precisam ser mantidas. Identifique aquilo que faz com que o seu mundo continue rodando e mantenha tais atividades.
  • Em termos de atividades no geral, priorize aquelas que realmente terão maior impacto na sua vida no momento. Pode ter a ver com prazos, mas também com alcance e perspectiva. Por exemplo, eu mantive alguns projetos da empresa que não tinham prazo, mas que eu gostaria de continuar trabalhando porque são efetivamente importantes para me trazer alguns resultados em breve, que impactarão a empresa como um todo. Só você pode fazer esse tipo de análise, mas pode pedir ajuda se precisar.
  • Considere manter uma lista de “projetos em stand-by” para abrigar certas atividades em momentos de maior sobrecarga, mas de modo que você consiga voltar a elas depois que o turbilhão passar. Quando temos muita coisa a fazer, é comum nos frustrarmos justamente porque queremos realizar determinadas atividades mas simplesmente não conseguimos. É muito mais honesto com nós mesmos quando assumimos isso, deixamos um pouco de lado, focamos em outros pontos mais importantes e aí sim vamos resgatando essas atividades uma a uma, quando tudo estiver um pouco mais equilibrado.
  • Considere dizer mais “não” no seu dia a dia, inclusive a você mesma(o). Sei que muitas pessoas têm dificuldade com isso, mas elas nunca costumam pensar no peso que o “sim” também traz. Assumir mais atividades do que consegue lidar não é bom para você nem para as pessoas com as quais você se comprometeu, pois pode ser que você atrase, não faça com tanta qualidade etc.
  • Deixe espaços em branco na sua agenda. Eu gosto de dizer que agenda não é joguinho de tetris para você encaixar os bloquinhos. Espaços vazios não significa que você não vai fazer nada naqueles horários, mas sim que você tem flexibilidade o suficiente para lidar com imprevistos ou remanejar suas atividades de acordo com o que você achar mais prioritário na hora.
  • Utilize técnicas para otimizar o tempo, como fazer compras online do supermercado, autorizar as contas em débito automático, entre outras. Em termos de alocação de tempo, a técnica Pomodoro pode ajudar para atividades que você vem procrastinando.
  • Aprenda a alternar períodos de esforço com períodos de relaxamento. Às vezes, a coisa mais produtiva que você pode fazer é parar um pouquinho e descansar antes de iniciar uma nova atividade. Perceba quando seu nível de energia estiver caindo e respeite o seu corpo fazendo essas pausas. Você verá o nível de diferença no final do dia.

Dizer “sim” ao que realmente interesse faz com que você diminua a sobrecarga e consiga usar o seu tempo da forma mais significativa para você. Viver na sobrecarga não é normal, apesar de ser comum, mas eu espero de verdade que este post na segunda-feira te ajude a tornar sua semana um pouco mais diferente. Boa sorte. <3

Categoria(s) do post: Indicações

Toda semana eu reúno alguns links que não necessariamente tenham a ver com organização mas são relacionados aos diversos assuntos tratados aqui no blog.

  • Podcast muito interessante da Ana Soares sobre os “medos” que temos com relação a certas questões fashionistas, tais como usar determinada cor ou tipo de roupa. Moda tem tudo a ver com auto-estima, que tem tudo a ver com o nosso nível de energia.
  • Eu estou completamente reflexiva com uma frase da Hannah Arendt que li no livro “Origens do totalitarismo”: “O momento de expectativa é como a calma que sobrevém quando não há mais esperança.” Fica a recomendação do livro aqui então, que tem me ajudado a entender melhor a humanidade em diversos fatores.
  • No final de novembro haverá um seminário na Cásper Líbero (aqui em São Paulo) sobre prescrições comunicacionais no trabalho. Vou fazer uma apresentação sobre o discurso do zen na produtividade. Caso você queira participar, as inscrições são gratuitas.

Bom domingo e uma ótima semana para você.

Categoria(s) do post: Carreira, Estudos

Em abril, eu escrevi um post contando como foi participar de um evento acadêmico, meu primeiro, apenas como ouvinte. E agora, em outubro, eu venho com este post dando dicas sobre como participar apresentando. Que ousada!

É claro que ainda tenho muito a aprender. Mas eu apresentei em dois seminários neste semestre, e me senti muito bem fazendo isso, o que significa que eu soube me preparar. Eu imaginei que, mesmo tão iniciante como pesquisadora, eu pudesse trazer algumas dicas para vocês.

Penso também que a minha experiência como professora e palestrante conte muito.

#DICA 1 – Abstraia da coisa de saber pouco ou muito. Eu sempre me senti o “cocô do bandido” quando eu comecei o mestrado. Parece que todo mundo sabe mais do que você. Depois de passada essa sensação inicial (que nunca passa de verdade, mas você se acostuma com ela), eu comecei a valorizar o que eu sabia, e mais ninguém. Toda a experiência que eu tinha com outras coisas, do mercado mesmo, e de vivência, de trabalhar com as pessoas de perto, e mesmo de estudo teórico. O que cada um sabe nenhuma outra pessoa é capaz de ter. Eu não devo me sentir diminuída por isso, muito pelo contrário. Devo assumir o que ainda não sei, mas valorizar o que já fiz. Esse “empoderamento” me ajudou pra caramba. No segundo seminário que apresentei, já me senti muito mais confiante, e acho que essa confiança faz toda diferença na forma como você se apresenta.

# DICA 2 – Valorize suas referências. O que conta no meio acadêmico são as referências que você tem. Não importa que você tenha poucas – se tiver uma, essa referência deve ser valorizada, mostrada, realçada. Quanto mais você estuda, mais referências terá. Essa é a vantagem do meio acadêmico – você se valoriza pelo seu estudo. No slide abaixo, retirado da minha última apresentação, eu coloquei os conceitos que queria apresentar, junto com as referências. Isso é maravilhoso, porque me ajudou a ser sucinta e também mostrar para as pessoas de onde vêm aquelas ideias.

# DICA 3 – Faça uma apresentação bonita. Me refiro aos slides mesmo. Pô, dá pra dar uma caprichada. Não precisa ser especialista em design – basta usar imagens bonitas, colocar poucos conceitos por slide (falarei sobre isso nas próximas dicas) e não encher de texto. E putz, não leia o slide. Isso é bem básico, mas eu vejo tanta gente apresentando em seminário e lendo. O cara vai prestar atenção em você ou no slide. Então o slide não pode “brigar” com você, entende? Isso foi algo que aprendi estudando sobre como fazer palestras, e vejo que se aplica super bem ao meio acadêmico, que ainda é meio viciado em algumas coisas, tipo essa.

# DICA 4 – Segmente a sua apresentação. Eu tenho um propósito para a apresentação, certo? Sim, certo. Quando você define os objetivos de um artigo, de uma dissertação, de estudo, é a mesma coisa, mas desta vez você fará para a sua apresentação. Parece bobo, mas não é. É importante mostrar por que você está apresentando aquilo, porque alinha as expectativas. Você mostra se é uma pesquisa preliminar, se já quer apresentar o resultado de uma pesquisa de campo, do que se trata, afinal. E, uma vez que você tenha um propósito (ou pode ser mais de um), você consegue segmentar a sua apresentação. Quando eu falo em segmentar, significa trazer uma ideia por slide.

Eu realizei uma apresentação falando sobre o fenômeno da Fórmula de Lançamento, do Érico Rocha, no YouTube. Eu dividi a minha apresentação da seguinte maneira:

  1. Capa
  2. Apresentação pessoal (quem sou eu, qual é a minha pesquisa, quem é o meu orientador, onde estou no tempo e no espaço acadêmico)
  3. Contextualização (neste slide eu coloco todas as referências que preciso citar para contextualizar o meu objeto – é o slide que mostrei ali em cima)
  4. Especificação da contextualização (se existir algum ponto específico importante a ser citado, eu crio um slide para cada conceito)
  5. Apresentação do objeto (um slide para apresentar o objeto, e você pode criar novos slides para apresentar coisas diferentes, dependendo do que está apresentando)
  6. Conclusões (um slide que traga as suas conclusões)
  7. Propósito e agradecimentos (eu deixei o propósito por último justamente para provar que o alcancei! e agradeço a galera, com meu e-mail para contato)

Esse “template” me ajudou bastante e pretendo manter para as próximas apresentações que fizer.

# DICA 5 – É ok ler alguns trechos. Não dos slides (nunca!), mas trechos dos livros e das referências gerais que você trouxer. As pessoas estão ali para isso, para aprender. Eu particularmente não gosto de ler, mas percebo que isso me dá segurança e me ajuda a apresentar melhor, dar mais credibilidade ao que eu estou falando. Talvez no futuro eu nem precise disso, mas por hora sim. Então peguei algumas fichas 5×8 e escrevi as referências que queria apresentar. Copiei trechos de livros, dados importantes, e levei comigo. Esse tipo de organização é legal.

# DICA 6 – Se ligue no tempo. Eu deixei o celular com o timer, o outro celular com a apresentação em PDF para eu saber que slide vinha depois do outro, e me planejei para falar um pouco em cada espaço de tempo disponível. Isso ajuda você a saber onde pode falar mais, onde pode exemplificar, e onde precisa ser mais sucinto. Controlar o tempo é fundamental.

# DICA 7 – Aprenda com bons exemplos. Não é importante apenas estudar o seu objeto ou as suas referências, mas se inspirar em professores e pesquisadores que falem bem, ou até em pessoas de outras áreas que você se identifique com o estilo de oratória. Eu leio vários livros de oratória, frequento eventos e gosto de ver palestras no YouTube. Sei que tudo isso pode parecer superficial no meio acadêmico, mas me ajuda MUITO, então quis compartilhar essa dica simples por achar que possa ajudar vocês também.

Ah, e sempre garanta backup das suas apresentações. Além de levar meu computador para revisar o Power Point, coloco um PDF da apresentação na “nuvem” e salvo em um pendrive. Dá uma certa segurança. 😉

Dica final: estude o máximo que puder. Leia, revise sua apresentação, releia suas anotações. E, a cada apresentação, traga mais referências e seja mais feliz.

Algumas dicas INCRÍVEIS dos leitores no Instagram (obrigada!):

E você, tem alguma dica que faz seus seminários acadêmicos serem melhores? Por favor, deixe um comentário. Obrigada!

Categoria(s) do post: Diário da Thais

O post de hoje não terá nenhuma dica de organização. Ou talvez sim. Eu só gostaria de compartilhar com vocês este maravilhoso momento.

Em abril, quando eu aluguei a sala comercial para fazer o escritório do Vida Organizada, eu tinha em mente que precisava de um lugar para gravar as aulas, os vídeos, trabalhar, ter outras pessoas trabalhando comigo. Naquele exato momento, meu mundo literalmente começou a desabar com a internação da minha avó e, com os meses passando, eu fui muito aos poucos retornando ao meu estado normal de “empreendedora” e pessoa que quer construir as coisas, mais do que ganhar dinheiro ou trabalhar obstinadamente (não que isso seja ruim, veja bem).

Minha avó morreu no final de maio. No início daquele mesmo mês, a Silvia começou a trabalhar comigo. Não tenho palavras para agradecer a ela e ao universo por essa feliz coincidência. Eu conheço a Silvia há anos. E há anos vínhamos conversando sobre essa possibilidade de trabalho, que finalmente se efetivou em maio. E, quando a minha avó morreu, e eu não tive condições de fazer absolutamente nada, ela estava ali, tomando conta de tudo. Eu não tenho palavras para agradecer tudo o que ela representa na minha vida hoje, e desde então.

Nosso escritório demorou para tomar forma. Postei aqui no blog buscando parcerias, e recebi muitos contatos carinhosos (obrigada!), que até o momento não consegui analisar por completo. Eu ainda não me retomei 100%, gente, e essa é a verdade. Eu precisei voltar devagar para conseguir voltar. Se quisesse voltar em um ritmo intenso, poderia não conseguir aguentar.

Uma das pessoas que me contatou, e insistiu, foi a Camilla, que tem um escritório de design de interiores. Ela mora em Niterói e, junto com a sua sócia, fez o projeto do escritório. Sempre muito atenciosa e preocupada, querendo o melhor para nós. Mesmo sendo um processo tão devagarzinho por aqui, ela sempre foi muito compreensiva e atenta. Até gravamos um vídeo juntas, no Rio, que ainda não foi ao ar pelo problema que tive com o meu computador. Mas ele está guardadinho aqui, e em breve entrará. Também não tenho palavras para agradecer. O escritório está ficando lindo através desse projeto delas.

O Eduardo, leitor do blog, aluno dos cursos de GTD e amigo de Internet :), que tem uma empresa super competente de instalação de ar condicionado, e que se ofereceu para realizar esse serviço sem cobrar nada, na amizade e na parceria mesmo. Muito obrigada.

Hoje chegaram os móveis maiores aqui no escritório. E eu quis escrever este post, passando na frente de outros que estavam agendados, justamente para compartilhar com vocês como eu me sinto no momento.

Tive um dia péssimo. Ruim mesmo. Acordei com enxaqueca e só consegui levantar da cama depois do almoço, quando melhorei minimamente. Tive que faltar no mestrado. Não tinha condições. De tarde, vi várias coisas erradas na obra lá em casa, e fiquei chateada. Arrumei algumas coisas, vim para o escritório começar a arrumar os livros e outras coisas nos móveis que chegaram, e o sentimento que tenho no momento compensa qualquer coisa que tenha acontecido.

Sentei na minha mesa, olhei para a frente, e vi o escritório tomando forma. As mesas da Silvia, a estante com os livros, a copa, a geladeira, as cadeiras, tudo. E isso me deixou tão feliz e emocionada. Orgulhosa de, mesmo o país estando passando por tudo o que está passando, e mesmo por EU ter passado por tudo o que passei e ainda estou passando, esse escritório está acontecendo, sabe gente? A empresa se mantém, e continua crescendo. Tenho ideias diariamente, me motivo para concretizá-las, e trabalho por isso. Tenho ao meu lado pessoas que acreditam nesse mesmo propósito do Vida Organizada. Estou muito grata nesse momento.

Inspirar as pessoas a se organizarem para que tenham mais qualidade de vida. É o que me move. É o que nos move.

Ainda tem bastante coisa a ser feita. Ainda terá “tour” do escritório, da estante… claro! Tudo a seu tempo. Mas essa sensação de ver as coisas acontecendo, mesmo em períodos tão turbulentos, me deixa imensamente feliz. E se, hoje, a gente puder aproveitar essa felicidade, não é o que importa?