Categoria(s) do post: Casa, Áreas da Vida

Hoje eu vim falar um pouquinho sobre as missões da semana da FLY Lady. Estamos na zona (área) 1 que, na minha casa, corresponde à área de serviço e ao pequeno banheiro de serviço que fica anexo. Na versão original da FLY Lady, a zona 1 representa somente a entrada, a porta da frente e a sala de jantar.

[quote class=”azul”]No último post a respeito, surgiram muitas dúvidas já respondidas aqui no blog sobre as zonas de limpeza na casa. Para um esclarecimento geral sobre como funciona esse método, por favor, leia: Como funciona a limpeza por zonas da FLY Lady. Obrigada![/quote]

Esta semana, vou focar no destralhamento desses dois cômodos (meu marido encheu o banheiro com coisas depois da mudança) e em modificações que quero fazer na área (tirar medidas, comprar cestinhos organizadores, essas coisas). Portanto, vou traduzir as missões da FLY Lady de acordo com a designação original que ela deu para a zona 1.

As missões desta semana são as seguintes:

Segunda

A missão de hoje é varrer a porta da frente, sacudir o tapete de boas-vindas e limpar a porta, pois isso faz muita diferença na primeira impressão que a casa causa.

Terça

A missão de terça é apagar os incêndios que estão começando a aparecer na entrada! Guarde os sapatos, bolsas, casacos e outros objetos que estão se acumulando ali. Atenção: não adianta tirar dali e jogar em outro lugar, hein? Precisa guardar no lugar certo.

Quarta

A FLY Lady propõe que nesta quarta-feira a gente limpe as manchas nas paredes da entrada, com suavidade para não tirar a tinta. Especialmente quem tem animais de estimação e filhos pequenos pode já ter percebido que essa é uma tarefa que deve ser feita com uma frequência maior. Portanto, mãos à obra!

Quinta

A missão de hoje é muito parecida com a missão de terça: pegar o que estiver fora do lugar na entrada e guardar no lugar certo. Você pode aplicar à sua sala de jantar também.

Sexta

Último dia na zona 1! A ideia hoje é limpar as luminárias, lustres, batentes e rodapés. Se tiver ventilador de teto, limpe também.

As missões desta semana também são bastante simples. Acho que as mais complicadinhas são as da cozinha e dos banheiros.

Me contem se estão conseguindo fazer as missões junto comigo. Obrigada!

Categoria(s) do post: GTD™

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Hoje o post traz a Parte 5 do Guia definitivo do Vida Organizada para usar o GTD no Evernote. Confira os posts anteriores na tag Guia definitivo GTD e Evernote. Hoje falaremos sobre áreas de responsabilidade.

[quote class=”verde”]Se você não sabe o que é GTD, clique aqui. Se você não conhece o Evernote, clique aqui.

Importante: este guia é para uso avançado de ambos, então não focarei em princípios básicos nesta série. É fundamental conhecer o método GTD e saber manusear o Evernote para acompanhar.[/quote]

Eu utilizo como base o guia mostrado pelo Matt Martin, do site After The Book. Ele usa uma estrutura com apenas dois cadernos e todo o restante gerenciado por tags (ou etiquetas). É assim que faço também. Meu guia é baseado no dele, mas eu preenchi alguns gaps que ele deixou (e que eu identifiquei à medida que ia usando) e está em português.

[alert icon=”fa-hand-o-right”]Aviso de atualização em dezembro/2015: Quando escrevi este post, em 2014, eu não tinha feito os cursos diretamente com o David Allen e, por isso, estou revisando esta série um ano depois para aprimorar alguns conceitos. Se você já leu esta série antes, peço que releia e encontre notas como esta ao longo do texto para conferir as atualizações.

Outro ponto importante: Este modelo pode parecer complicado para quem estiver começando a usar GTD, e é mesmo. Ele foi feito, como disse ali em cima, para quem já usa o método e queria um modelo mais completo. Não falo isso por besteira, mas porque é bem complicado assimilar conceitos com os quais você não está familiarizado. Caso seja iniciante no GTD, recomendo que comece pela série Aprenda GTD e não use este guia. Obrigada.[/alert]

O que são e como definir áreas de foco?

Nossa vida é uma só. Nós também. Isso não significa, no entanto, que a gente seja somente de um jeito, ou tenha uma única atividade. Todos somos múltiplos – trabalhamos, temos uma família, amigos, hobbies. Exercemos diversos papéis ao longo da vida, mas é importante refletir sobre os papéis que exercemos no momento. São os papéis em andamento. E é sobre eles que falaremos aqui neste post.

A primeira coisa que você deve fazer é listar suas áreas de foco, que são justamente esses papéis que exercemos. Pegue uma folha de papel. No centro, coloque seu nome ou faço um desenho que represente você. Ao seu redor, escreva cada área de foco na sua vida. Trabalho, família, estudos etc. Quando terminar, ligue cada uma dessas palavras ao centro do papel – você.

Não pense no passado nem no futuro que você gostaria de ter – foque no presente. Por exemplo, eu poderia ter colocado “música”, porque a minha vida inteira eu tive banda. Porém, isso, hoje, não é algo que eu esteja desempenhando, pois não é minha prioridade. Não tenho qualquer projeto de vida em andamento com relação a esse papel. Logo, eu não o incluí, apesar de ele existir. Faça o mesmo. Reflita sobre todos os projetos em andamento na sua vida e liste os papéis que você desempenha.

Essa reflexão pode ser feita constantemente – geralmente, quando você achar que está desempenhando um novo papel ou deixando um deles de lado. Ou se sentindo sobrecarregado.

Inserindo as áreas no Evernote

Para gerenciar as áreas de responsabilidade, nós vamos criar tags dentro do Evernote. Assim:

  • Horizonte 2 – Áreas de foco
    • = Casa
    • = Família
    • = Indivíduo
    • = Carreira
    • = Saúde

O caractere especial escolhido para representar as tags de áreas de responsabilidade foi o = (igual). Isso faz com que, quando a gente digitar na nota um “=”, já sejam listadas todas as áreas de foco que temos na vida.

Como usaremos as áreas de foco?

Vamos criar uma nota para cada área, assim:

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Em cada nota, falaremos um pouco sobre o que significa aquela área de foco na nossa vida. Pode ficar à vontade para escrever o que quiser.

Para processá-la, use a tag “Horizonte 2 – Áreas de foco”. Isso significa que, quando você clicar nessa tag, terá uma visão completa de todos os seus papéis sem precisar ficar clicando em cada uma das tags. (Perceba que no print acima está a nomenclatura antiga. Mantive apenas para não deixar o post sem essa imagem.)

Com relação às tags de cada área em específico, nós vamos usar nas seguintes notas:

  • Metas e objetivos relacionados à área
  • Projetos da área
  • Ações avulsas relacionadas à área

Mais uma vez, o que estamos vendo aqui é a explicação para o uso de cada horizonte do GTD no Evernote. Quando terminarmos de ver todos os horizontes, entraremos na execução, quando veremos como tudo funcionará na prática.

Fica como lição de casa para vocês definirem quais são suas áreas de foco e já criarem essas tags.

Até o próximo post.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Muitos leitores me perguntam como eu faço para organizar as minhas fotos e eu percebi que nunca tinha feito um post explicando direitinho. Por isso, hoje eu gostaria de falar um pouco sobre como organizo minhas fotos, tanto em formato digital quanto as impressas.

Em formato digital, costumo organizar no computador e, uma vez por mês, fazer backup em um HD externo. Funciona bem assim. A organização em si não tem segredo – organizo uma pasta “Fotos” e, dentro dela, pastas com os anos (2014, 2013 etc).

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Dentro de cada pasta de ano, eu tenho uma pasta para cada mês. Coloco o número no começo, em vez do nome do mês, para ficar na ordem certa.

270814-fotos02

Por fim, dentro de cada mês, vou criando as pastas por temas, de acordo com a necessidade. Não crio pastas sem ter fotos para colocar dentro, por exemplo.

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Quanto à nomenclatura dos arquivos de cada foto, antes eu costumava renomear todos, mas parei de fazer com o tempo. Não acho prático e não tem muita utilidade. É mais útil quando não categorizamos e usamos bastante a busca.

Gosto de organizar por ano porque facilita para mim ao procurar algum arquivo que eu esteja precisando. Já tentei apenas categorizar por temas, mas fica confuso. Organizando por anos e meses, consigo ver a evolução clara das fotos também.

Uma dica que gosto sempre de dar é a de selecionar as fotos que vai arquivar. Com os celulares e câmeras digitais, temos o costume de guardar tudo – fotos borradas, duplicadas, feias. O ideal é que a gente fique com o mínimo possível, então vale a pena fazer essa seleção.

Não imprimo fotos há bastante tempo. Imprimi algumas do Paul há alguns anos e tenho um álbum só para ele, especialmente para a família ver, quando viesse em casa. Quando recebemos visitas, ninguém olha fotos! Todo mundo vê pelo Facebook. Então, não imprimimos mais. Mas acho que vale a pena para montar murais e colocar em porta-retratos.

Tenho uma caixa organizadora pequena onde coloco os álbuns com fotos antigas, mas estou pensando em digitalizá-las e guardar 20% do que está lá. Não tenho grandes álbuns porque acho que ocupam muito espaço.

E é assim que eu organizo minhas fotos! Espero que tenham gostado.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Tenho recebido um retorno enorme dos leitores sobre o livro Vida Organizada e só tenho a agradecer! Como muitas mensagens e comentários contêm dúvidas comuns, resolvi montar uma espécie de F.A.Q. sobre o livro para responder as mais frequentes.

livro-vida-organizada

Quantas páginas tem o livro?

224 páginas.

Onde posso comprá-lo?

O livro já está à venda nas principais livrarias virtuais, como Cultura, Saraiva, Submarino e Americanas. Nas lojas físicas, ainda está chegando aos poucos. O lançamento oficial será somente em 3 de setembro.

Seu livro será vendido online? Terá versão para Kindle?

Sim. A previsão é que esteja à venda a partir de 30 de agosto na Amazon.

Qual o preço do seu livro?

R$29,90 em média. Já vi promoções chegarem até R$15.

Quando será o evento de lançamento oficial?

Dia 3 de setembro, às 19h30, na Saraiva do Shopping Paulista.

O evento de lançamento é de graça? Qualquer um pode ir? Você estará lá autografando os livros?

Sim, sim e sim. 🙂

Você pode vir na minha cidade fazer um evento de lançamento?

A livraria deve entrar em contato com a editora e custear a viagem. Se houver disponibilidade de data, posso ir sim.

O livro tem textos originais ou é só uma compilação de textos do blog?

O livro foi escrito originalmente do começo ao fim. Inseri alguns trechos do blog que achei que já estavam explicando bem o que eu queria dizer, mas não se trata de uma compilação.

Quando você publicará um segundo livro?

Já estou trabalhando em dois outros projetos de livros e vendo com a editora como faremos. A ideia é publicar novamente em 2015, mas o projeto ainda não foi oficialmente iniciado.

Você estará novamente na Bienal?

Fui durante três dias na Bienal e fiquei no estande da Editora Gente, fiz palestras, conversei com muitos leitores e foi ótimo. Infelizmente, em detrimento de outros compromissos pessoais, não sei se conseguirei ir novamente.

Posso comprar seu livro na Bienal? Onde?

Sim, no estande da Editora Gente, com 50% de desconto. Qualquer outra dúvida, por favor, postem nos comentários. Obrigada!

Categoria(s) do post: Armazenamento, Áreas da Vida

Armazenar qualquer tipo de objeto no inverno requer alguns cuidados específicos, dependendo da região. Por isso, escrevi este post com algumas dicas que podem facilitar esse procedimento na sua casa.

1. Sachês para evitar traças

Uma maneira natural de repelir traças e outros insetos é montar um sachê de lavanda e armazenar dentro de armários ou estantes. Você pode criar um sachê simples cortando uma meia-calça velha e colocando dentro alguns ingredientes, a saber: cravo, hortelã, lascas de cedro, tomilho seco, alecrim e lavanda. Coloque todos dentro de uma vasilha e misture-os com algumas gotas de óleo de lavanda, que pode ser comprado em lojas de produtos naturais ou esotéricos. Faça um nó em um lado do pedaço da meia-calça e, com um funil, coloque sua misturinha dentro da meia. Quando terminar, dê um nó do outro lado. Pronto! Agora, baste colocar dentro de gavetas e armários para repelir traças e outras pestinhas.

2. Proteja roupas com um saco apropriado

É muito comum vermos em lojas de artigos para casa e organizadores aqueles sacos de poliéster para cobrirmos roupas, especialmente vestidos e casacos. Eles podem ser muito úteis principalmente no inverno e com tecidos que juntem mais poeira, como lãs e veludos. Verifique em seu armário quantas peças demandam esse tipo de cuidado e faça sua encomenda para garantir uma melhor durabilidade e cuidado com suas roupas.

3. Guarde em outro lugar as roupas de verão

Em vez de deixar suas roupas de calor com fácil acesso, libere espaço para suas roupas de inverno. Você pode armazená-las na parte de cima do guarda-roupa, em malas ou caixas organizadoras. É claro que esta dica só funciona se você morar em regiões onde faz frio no inverno. Se na sua região faz calor mesmo durante esta estação, mantenha algumas (ou muitas peças), de acordo com sua necessidade.

4. Tenha sempre à mão rolinhos de tirar bolinhas

Como usamos mais as roupas de frio nesta estação, podemos precisar ter sempre à mão os famosos rolinhos adesivos que tiram bolinhas das peças de lã, algodão, entre outras. Mantenha em seu armário para usar sempre que for necessário.

5. Reserve espaço para peças grandes

No inverno, usamos muitos cobertores, mantas e edredons. Se você tiver a possibilidade de colocar um baú no seu quarto, é uma excelente solução para manter esses itens sempre à mão e deixar o quarto com cara de arrumado. Se não tem essa possibilidade, reserve um espaço em seu guarda-roupa, então, com o mesmo objetivo. O que não vale é dobrar as peças e deixá-las em cima da cadeira ou poltrona, se você não gostar da aparência.

6. Utilize sapateiras para guardar itens de frio

Imagem: The DIY Village
Imagem: The DIY Village

Sempre devemos cuidar das nossas coisas para que elas durem mais e economizemos. No inverno, essas dicas específicas podem ajudar. Se você tiver mais alguma, por favor, compartilhe nos comentários!

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: GTD™

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Hoje o post traz a Parte 4 do Guia definitivo do Vida Organizada para usar o GTD no Evernote. Confira os posts anteriores na tag Guia definitivo GTD e Evernote. Hoje falaremos sobre o uso das tags para gerenciar projetos.

[quote class=”verde”]Se você não sabe o que é GTD, clique aqui. Se você não conhece o Evernote, clique aqui.

Importante: este guia é para uso avançado de ambos, então não focarei em princípios básicos nesta série. É fundamental conhecer o método GTD e saber manusear o Evernote para acompanhar.[/quote]

Eu utilizo como base o guia mostrado pelo Matt Martin, do site After The Book. Ele usa uma estrutura com apenas dois cadernos e todo o restante gerenciado por tags (ou etiquetas). É assim que faço também. Meu guia é baseado no dele, mas eu preenchi alguns gaps que ele deixou (e que eu identifiquei à medida que ia usando) e está em português.

[alert icon=”fa-hand-o-right”]Aviso de atualização em dezembro/2015: Quando escrevi este post, em 2014, eu não tinha feito os cursos diretamente com o David Allen e, por isso, estou revisando esta série um ano depois para aprimorar alguns conceitos. Se você já leu esta série antes, peço que releia e encontre notas como esta ao longo do texto para conferir as atualizações.

Outro ponto importante: Este modelo pode parecer complicado para quem estiver começando a usar GTD, e é mesmo. Ele foi feito, como disse ali em cima, para quem já usa o método e queria um modelo mais completo. Não falo isso por besteira, mas porque é bem complicado assimilar conceitos com os quais você não está familiarizado. Caso seja iniciante no GTD, recomendo que comece pela série Aprenda GTD e não use este guia. Obrigada.[/alert]

O que são projetos?

Dentro do GTD, projeto é todo resultado que você quer alcançar em até um ano e que demanda mais de um passo para ser concluído. Nós não executamos projetos – executamos as ações relacionadas aos projetos, e ao final da lista teremos um projeto concluído.

Para um entendimento melhor, vale a pena ler os tópicos relacionados no livro do David Allen, “A arte de fazer acontecer” (Ed. Sextante).

Taxonomia de projetos no Evernote

  • Horizonte 1 – Projetos
    • Projetos em andamento
    • Projetos concluídos
    • Projetos para algum dia / talvez
    • Projetos delegados

Projetos em andamento

Projetos em andamento são todos os projetos em que você está trabalhando no momento, em todas as áreas da sua vida. Para gerenciá-los, eu utilizo o caractere ! antes do nome do projeto, na tag. Assim, quando crio uma nota e clico para adicionar uma tag, basta digitar ! que o Evernote listará todos os projetos em andamento. Fica mais prático.

Para organizar os projetos, estou fazendo testes. No geral, recomendo deixar todos embaixo da tag Projetos em andamento, sem uma categorização, pois assim você pode tê-los sempre em vista. Já tentei separar assim, com os projetos de cada área dentro dessas outras tags:

! Projetos pessoais
! Projetos profissionais

Pode funcionar para você. Para mim, significa um clique a mais para verificar o que tenho em andamento ao fazer a revisão semanal. É bem pessoal e, se você preferir separar, faça e teste para ver se funciona com você.

Outra maneira de categorizar é através das áreas de responsabilidade, assim:

! Casa
! Família
! Trabalho 1
! Trabalho 2

Mais uma vez, teste. O que eu recomendo é que, se você tiver poucos projetos (menos de 60), pode valer a pena deixá-los todos juntos sob a mesma tag. Se forem muitos, categorizar pode ajudar. Mas atenção: cuidado para não dar mais foco a uma categoria do que à outra. Isso pode acontecer especialmente quando separamos em pessoais e profissionais.

Quando crio um novo projeto, eu defino apenas qual é o seu resultado desejado e pelo menos uma próxima ação. Veja um post exclusivo sobre planejamento de projetos no GTD.

Por que usar uma tag por projeto?

A ideia aqui é agrupar dentro desta tag tudo o que for relacionado ao projeto, de tarefas a notas de referência. Tudo o que puder auxiliar o projeto pode receber a sua tag. Dessa maneira, quando você precisar acessar as tarefas e arquivos de suporte ao projeto em questão, bastará clicar na tag e verificar as notas selecionadas.

Projetos concluídos

Quando um projeto é concluído, a tag deve ser renomeada e ser arrastada para a macro-tag Projetos concluídos.

Eu gosto de categorizar por anos, pois assim consigo visualizar os projetos que foram concluídos este ano, no ano passado e por aí vai. Se você não quiser, pode deixar todos os projetos concluídos embaixo da tag Projetos concluídos e apenas renomear.

Eu renomeio para tirar o ! do começo (que significa que se trata de um projeto em andamento) e substituo pelo ano e mês de conclusão.

Então se um projeto em andamento assim:

! Viagem para Acapulco

For concluído agora em agosto, eu vou renomear a tag assim:

2014 – Ago – Viagem para Acapulco

E arrastar a tag para dentro de Projetos concluídos.

Por que eu coloco o ano e o mês no começo da tag?

Porque, se eu arquivar como “Viagem a Acapulco”, simplesmente, pode acontecer de eu repetir essa tag no futuro como um projeto concluído, e isso me confundir. Também não dá para ter duas tags com o mesmo nome. Eu já trabalhei com muitos projetos com nomes iguais ao longo dos anos e organizar por ano e mês é o que funciona para mim. Na outra empresa onde trabalhava, eu fazia frequentes viagens para as filiais. Se eu arquivasse como 2014 – Viagem para Brasília, como eu arquivaria as outras viagens que fizesse para lá ao longo do ano? Então colocar o mês funciona, mas depende da necessidade de cada um. Talvez, para você, pode valer a pena até colocar o dia, assim: 2014 – Ago – 20 – Viagem X, dependendo do seu trabalho e número de projetos parecidos.

Por exemplo, nós da Call Daniel realizamos muitos treinamentos diferentes na mesma empresa. Suponhamos que, em um mesmo mês, um instrutor tenha oito treinamentos no mesmo lugar. Se ele arquivar a tag como 2014 – Ago – Treinamento Empresa Y, ele “queima” o nome da tag e não teria como arquivar outros treinamentos na mesma empresa e no mesmo mês. Lembrem-se que estamos falando de uma tag por projeto. Nesse caso, se ele tiver treinamentos nos dias 5, 12, 14 e 18, ele deve arquivar assim:

2014 – Ago – 05 – Treinamento Empresa Y
2014 – Ago – 12 – Treinamento Empresa Y
2014 – Ago – 14 – Treinamento Empresa Y
2014 – Ago – 18 – Treinamento Empresa Y

Por que arquivamos projetos? Não é mais fácil excluir quando conclui cada um deles?

Mais uma vez, é pessoal. Eu gosto de arquivar projetos porque eles ficam como referência rápida. Se eu precisar montar um planejamento novo, posso consultar projetos semelhantes anteriores e ver o passo a passo, arquivos relacionados e tudo o mais. Se alguém me pedir algo relacionado a um projeto já concluído, também tenho fácil acesso.

Se você não tiver essa necessidade, pode excluir as notas. Realmente, vai do gosto e das necessidades de cada um. ;D

Projetos delegados

Existem projetos que não estão sob a nossa responsabilidade, nem que delegamos a outras pessoas (e precisamos acompanhar, como no item anterior), mas mesmo assim é interessante fazermos uma companhamento.

Por exemplo, um gestor de RH pode acompanhar um projeto da diretoria que definirá a aprovação de orçamento para a contratação de 100 novos funcionários em 2015. Não se trata de um projeto em andamento da responsabilidade dele (do gestor), nem um projeto que ele delegou aos diretores. Trata-se simplesmente de um projeto que deve ficar no radar, para acompanhar os resultados, pois pode ter qualquer tipo de implicação em seu trabalho em um futuro próximo ou distante.

Projetos para algum dia / talvez

Todo projeto que não está em andamento é um projeto para algum dia / talvez. Você revisará essa lista semanalmente e pode puxar um projeto para a sua lista de projetos em andamento se achar que é a hora certa de abrigá-lo em sua vida.

Manuseando projetos e ações

No dia a dia, você manuseará apenas as próximas ações avulsas e de projetos, de acordo com as tags de contextos, mas veremos mais sobre isso no post sobre a execução.

Obrigada por tudo, pessoal. Já sabem: dúvidas, podem deixar comentários.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Os últimos dois dias foram INCRÍVEIS. Não tenho como agradecer todo o carinho que tive dos leitores que foram até o estande da Editora Gente na Bienal do Livro SP trazer o livro, conversar, tirar fotos, contar suas histórias. Me emocionei várias vezes, porque é uma satisfação enorme ter um trabalho em que eu ajude as pessoas de alguma maneira. Muito, mas muito obrigada a todos que estiveram presentes! Tem sido uma fase muito especial para mim na vida, e vocês fazem parte dela. 

Depois vou juntar as fotos dos dois dias e fazer um post especial. Por favor, se você tiver fotos, enviem para mim na página do Vida Organizada no Facebook! Muito obrigada.

Precisei escrever este post para dar uma série de recados importantes, que seguem abaixo!

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[quote class=”verde”]1 – A Editora Gente está com um descontão de até 50% nos livros lá no estande da Bienal! O Vida Organizada, por exemplo, está por 15 reais! Portanto, se ainda não adquiriu o seu, vale a pena ir até a Bienal para aproveitar a promoção e encontrar outros títulos muito legais!

2 – Fiquei durante três dias na Bienal e não terei mais disponibilidade para ir, pois tenho muitos compromissos esta semana. Muitos leitores queridos têm perguntado se irei novamente, mas foram os dias já anunciados anteriormente mesmo. Peço desculpas por isso. Gostaria muito de ir de novo, porque o carinho dos leitores é incrível.

3 – O evento em Campinas foi cancelado. O lançamento oficial continuará sendo na Saraiva do Shopping Paulista, no dia 3 de setembro, às 19h30. Quando houver novas datas, divulgarei, tá bem?[/quote]

Obrigada por tudo, pessoal!

Categoria(s) do post: Casa, Áreas da Vida

O objetivo de criar um cardápio semanal é facilitar o seu dia-a-dia. Quem nunca perdeu tempo pensando no que fazer para jantar, vasculhando os ingredientes pela despensa e na geladeira? Você não precisa disso. Leia o texto Como planejar o menu semanal (guia prático para pessoas ocupadas) e otimize a sua rotina.

Seguem sugestões de receitas para você incrementar o menu desta semana:

Para o dia a dia

Petiscos

Sobremesas

Bom apetite!

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Casa, Limpeza, Áreas da Vida

Aproveitando que esta semana estamos falando da zona 5 – entrada, sala e varanda, vou postar aqui a nossa lista de limpeza detalhada para cada um deles.

[quote class=”rosa”]Listas de limpeza detalhada são checklists onde inserimos todas as tarefas que precisamos fazer para deixar determinado cômodo limpo. Sabe o dia de faxina? Aquele que a gente limpa tudo, tudinho o que deveria ser limpo para o cômodo ficar do jeito que a gente quer? Então, isso é a lista de limpeza detalhada. As listas de limpeza detalhadas devem ser adaptadas para cada casa e para cada família. Portanto, veja este post como um exemplo e faça as adequações necessárias. A lista de limpeza detalhada também funciona melhor se o cômodo já estiver destralhado, então concentre-se nesse destralhamento 15 minutos por dia antes de começar a limpar propriamente. Para saber mais sobre as listas de limpeza detalhadas e como montar para a sua casa, clique aqui.[/quote]

Eis a minha lista de limpeza detalhada para a entrada, a sala e a varanda:

Entrada

  1. Bater o capacho
  2. Varrer a entrada
  3. Limpar batentes e porta
  4. Limpar maçaneta
  5. Limpar lustre e lâmpada
  6. Tirar pó do aparador
  7. Passar aspirador de pó no chão
  8. Passar pano úmido no chão

Sala

  1. Tirar o tapete e batê-lo
  2. Deixar o tapete ao sol enquanto limpa a sala
  3. Bater as almofadas e deixá-las ao sol enquanto limpa a sala
  4. Limpar batentes e portas
  5. Limpar vidros
  6. Tirar manchas de sujeira na parede
  7. Limpar espelhos de luz e interruptor
  8. Limpar lustre e lâmpada
  9. Limpar luminárias e lâmpadas
  10. Limpar o sofá
  11. Tirar o pó dos móveis e objetos
  12. Limpar o telefone com álcool
  13. Jogar revistas e jornais velhos
  14. Limpar os fios e cabos
  15. Passar aspirador de pó no chão
  16. Passar pano úmido no chão
  17. Passar lustra-móveis

Varanda

  1. Limpar vasos das plantas
  2. Tirar o pó da mureta
  3. Tirar marcas de sujeira da parede
  4. Varrer o chão
  5. Passar aspirador de pó
  6. Limpar o ralo

A ideia da lista de limpeza detalhada é que você dê atenção a essas tarefas pelo menos uma vez por mês, quando estiver trabalhando na zona em questão. Algumas tarefas da lista devem ser feitas com uma frequência maior, então por isso existe um cronograma de limpeza, onde especificamos o que é diário, semanal, mensal etc. Uma coisa não exclui a outra! O que a lista de limpeza detalhada faz é servir como guia para deixar o cômodo limpo. Quem tem empregado/a em casa ou conta com o trabalho de uma diarista pode passar essa lista como guia, para orientar o que deve ser feito.

Para executar a lista de limpeza detalhada, você pode fazer um pouco por dia, ao longo da semana, ou fazer tudo em um único dia. Fica a seu critério. Aqui, como são dois quartos, eu prefiro fazer um quarto por dia, mas faço todas as tarefas de uma vez. Levo cerca de duas horas para limpar cada cômodo desse jeito. O que às vezes deixo para fazer no outro dia é passar o pano úmido no chão, se demorei muito para limpar. Como já aspirei o pó, não tem tanto problema, mas não gosto e prefiro fazer tudo no mesmo dia, na medida do possível.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Casa, Áreas da Vida

Hoje eu vim falar um pouquinho sobre as missões da semana da FLY Lady. Estamos na zona (área) 5 que, na minha casa, corresponde à entrada, sala de estar e varanda. Na versão original da FLY Lady, a zona 5 representa somente a sala de estar, mas ela mesma diz que é fundamental adaptarmos à nossa residência.

[quote class=”azul”]No último post a respeito, surgiram muitas dúvidas já respondidas aqui no blog sobre as zonas de limpeza na casa. Para um esclarecimento geral sobre como funciona esse método, por favor, leia: Como funciona a limpeza por zonas da FLY Lady. Obrigada![/quote]

Só para constar, na semana passada eu não consegui cumprir todas as missões. Faltou uma, que era a de separar pares de sapatos para doar, mas recuperarei esta semana. Eu realmente estou precisando fazer isso porque já identifiquei alguns pares que eu não uso.

As missões desta semana são as seguintes:

Segunda

A missão da segunda-feira é uma tarefa que considero chata: limpar o sofá. Tirar tudo de cima, limpar entre as almofadas e o que mais puder. Faça o melhor possível em até 15 minutos, sem perfeição! Eu dei sorte desta vez, pois meu sofá é novo, então não precisarei limpar. Vou usar meu dia livre para fazer a missão que ficou faltando da semana passada.

Terça

A missão de terça é bem simples, porém necessária: tirar o pó de todos os objetos decorativos da sala. Se der, também dos lustres. 15 minutos!

Quarta

A FLY Lady propõe que nesta quarta-feira a gente passe o aspirador de pó de forma mais completa na sala, pegando os cantos e lugares mais profundos (atrás dos móveis, por exemplo). Tome cuidado para não se machucar arrastando os móveis e fique atento(a) aos fios atrás do rack da tv.

Quinta

A missão de hoje é pegar um pano limpo e úmido para limpar as manchinhas e marcas de dedos nas paredes da sala de estar. Tome cuidado para não esfregar muito, para não sair a tinta.

Sexta

Último dia na sala de estar! A ideia hoje é passar um aspirador ou pano nas portas e janelas, passar um pano com lustra-móveis nos móveis e limpar os fios. Faça o que puder em 15 minutos!

Achei que as missões desta semana estão bem simples de fazer. Talvez eu troque a de quarta pela de quinta (que é mais simples), porque na quarta eu tenho um compromisso.

E vocês, se animaram para fazer as missões desta semana? Como foram na semana passada? Me contem!

Categoria(s) do post: Casa, Áreas da Vida

Quem tem filhos em idade escolar já deve estar acostumado a receber diariamente uma agenda com anotações – especialmente os mais novos. Quando meu filho entrou na primeira escolinha, ele tinha pouco mais de um ano. Como era bebê e ficava bastante tempo na escola, a agenda vinha com muitas informações: quantas mamadeiras tomou, quantas fraldas trocou, o quanto comeu de papinha e por aí vai. À medida que a criança vai crescendo, as informações registradas ficam menos detalhadas (porque a criança fica menos na escola mesmo). O que poucos pais e mães percebem é que a agenda é uma verdadeira ferramenta de comunicação da família para com a professora e a escola, e pode escrever de volta também, sem ser apenas para avisar sobre coisas diversas. Veja como ser pró-ativo(a) com a agenda do seu filhote:

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1. Quando começa em uma nova escola ou inicia o ano letivo

Você pode deixar um recadinho se apresentando (brevemente) para a professora e dizendo que deseja um bom ano para ela, e o que espera que seu filho experiencie. Por exemplo, seu filho pode estar indo para a escola pela primeira vez e pode estranhar, ou tem um irmão mais novo com quem ele é acostumado a brincar, ou estranha quando é contrariado, esse tipo de coisas. Essas informações ajudam muito a professora a entender o contexto de onde a criança vem, e assim pode promover atividades de integração diferenciadas. Também é uma maneira de dizer que você tem participação ativa na educação do seu filho e que o canal está aberto para tirar dúvidas e responder outras questões. A professora poderá até mesmo caprichar mais nas informações que registra na agenda do seu filho por causa disso, porque sabe que quem está do outro lado estará lendo de verdade.

2. Compartilhar conquistas pessoais do seu filho

Algumas conquistas, como dar o primeiro passo, passar a usar o troninho, escrever uma palavra, cantar uma música inteira, entre outras, vão deixar a professora muito feliz (por fazer parte) e poderão servir como inspiração para atividades escolares. Sabendo que o seu filho fez isso, ela pode até mesmo celebrar essa conquista com ele e seus amiguinhos na escola, além de encaixar atividades diversas que ele já possa explorar.

3. Contar quais seus interesses culturais

Escrever qual a música que ele mais gosta, seus desenhos preferidos, cores, comidas, se ele ama o animal de estimação, pode ajudar a professora a ter mais empatia com o seu filho (e vice-versa). Ela pode cantar a musiquinha para ele ao longo do dia, entregar sempre o lápis de cor com a cor preferida, falar sobre o desenho que ele gosta e por aí vai. A única maneira dela saber disso é escrevendo na agenda.

4. Informações sobre a saúde e o estado de espírito

Muitas vezes, a criança dorme mal porque ficou agitada ou teve uma febre passageira. Essas são informações importantes que podem justificar o comportamento na escola. Sabendo o cenário, a professora acaba sendo até mais tolerante, caso seja uma ocasião excepcional. O mesmo vale para situações felizes – ganhou um novo irmãozinho, foi sua festa de aniversário, dormiu na casa dos avós etc. Além de entender como a criança está chegando, a professora também se sente parte do dia a dia da criança, mais do que seu papel na escola.

5. Explicar como tem sido a evolução do aprendizado

Contar se a lição de casa foi fácil ou difícil, se ele teve interesse, se prefere números a desenhos, letras a músicas, e por aí vai. Essas já são informações mais avançadas que uma especialista em pedagogia vai apreciar saber. Ela poderá avaliar se seu método de ensino está sendo eficaz e prestar atenção na reação dos outros alunos da turma também.

Ter esse meio de comunicação melhor explorado com a professora e a escola é uma maneira de garantir que seu filho tenha um bom dia e seu aprendizado escolar seja acompanhado de perto.

Alguém aqui já faz isso? Compartilhe ideias!

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Desde que virei instrutora da Call Daniel, eu passei a formalizar alguns argumentos que sempre uso quando escrevo no blog, para usar em sala de aula também. Na minha introdução, sempre digo que passar no vestibular para a faculdade que eu queria foi, na época, a primeira conquista que atribuí ao fato de ser organizada. Hoje, quando vejo que vivo minha vida de maneira coerente, trabalhando no que gosto, acho que foi outra grande conquista que a organização me proporcionou. Pensando em tudo isso, eu quis escrever um texto listando tudo o que eu aprendi sendo uma pessoa organizada. Foram basicamente 17 coisas:

1. Quando está complicado demais, é sinal de que algo está errado

Essa é uma grande lição. Toda vez que me sinto super ocupada e estressada, sei que estou fazendo alguma coisa de errado. Sim, eu sei que existem fases e imprevistos mas, se o TEMPO TODO a vida está complicada e difícil, providências precisam ser tomadas. Aí eu sento, faço uma análise de todas as áreas de responsabilidade da minha vida e vejo o que está desequilibrado. Também vejo se não estou me responsabilizando por coisas demais e tento fazer escolhas (difíceis). A partir daí, já me sinto mais tranquila para tomar algumas decisões. Não é fácil! Mas é uma maneira de organizar a vida e definir prioridades mesmo.

Quando eu falo aqui no blog sobre simplicidade voluntária, minimalismo e outros temas relacionados, não é porque é cool ser minimalista. Eu vejo muito a questão do minimalismo como a gente manter na vida tudo o que a gente ama ou é necessário, nada mais. Porque o que a gente ama e é necessário já é muito..! Quando a gente tenta colocar mais coisas e isso nos estressa, muitas vezes nos confundimos e não sabemos mais associar a confusão à nossa falta de priorização. Por isso, nada como analisar nossas áreas de responsabilidade e verificar se a vida está caminhando de forma equilibrada.

2. Parar com a glorificação do “estou ocupado”

As pessoas têm estado ocupadas, não produtivas. Ser produtivo é aproveitar o tempo da melhor maneira possível, mesmo que a melhor coisa a ser feita naquele momento seja ficar sem fazer nada olhando para o teto, tendo ideias! Ficamos o tempo todo nos perdendo em ocupações sem sentido que podem só fazer a gente perder o foco do que realmente devemos fazer. E o que a ocupação excessiva nos traz? Estresse, muito estresse. Nunca é bom. Ser organizada me ensinou que, se estou muito ocupada e estressada, preciso me organizar melhor, cuidar mais do meu planejamento e aprender a ter mais foco quando estou executando. As coisas não se resolvem sozinhas (algumas sim, mas a maioria não) e precisamos assumir nossa responsabilidade por elas.

3. Não adianta lamentar pelo que fez ou deixou de fazer

O que está no passado deve ficar lá. Todas as decisões que tomei na minha vida, desde que nasci até hoje, formaram a pessoa que eu sou. Tudo poderia ter sido diferente se uma única ação fosse tomada de outra forma lá atrás, ou mesmo semana passada. Devemos nos chatear com isso? Não! Tudo faz parte da construção da nossa vida. Precisamos aproveitar bem nosso tempo aqui na Terra, então essa é a motivação para a gente se organizar e não deixar mais de fazer coisas que deveríamos ter feito e não fizemos. Mas ah: ser organizado não é garantia de ausência de arrependimentos! Nossa única rferência para tomar decisões é quem somos hoje, pois não sabemos o dia de amanhã. Portanto, não se cobre tanto. Planeje o que puder planejar, mas deixe a vida ensinar o que precisa ser ensinado. Sem lamentos.

4. Parar de dizer “eu não tenho tempo”

O tempo é o mesmo para todo mundo! 24 horas por dia, 168 horas por semana. Todo mundo trabalha, tem problemas, atividades paralelas, família, contas para pagar, reformas para fazer, reuniões para comparecer. Não devemos colocar a responsabilidade da nossa falta de prioridades no tempo, que passa! E vai continuar passando. Até quando vamos colocar a culpa nos dias corridos, nas demandas externas e no relógio que não para de correr? Precisamos ter autonomia e tomar a decisão de gerenciar melhor o tempo que temos, pois isso sim é o que nos faz “não ter tempo”, e não a quantidade de atividades. Se alguém diz que não tem tempo, na verdade está dizendo: “não sei me organizar e definir prioridades, portanto não consigo encaixar nada mais na minha vida”. Essa é a análise que você tem que fazer, se vive repetindo essa frase.

5. Parar de temer o futuro

O medo guiou muitas escolhas da minha vida. Por medo de não ganhar bem o suficiente, não fiz faculdade de História. Por medo de ficar desempregada, deixei de expressar minhas opiniões quando era estagiária. Por medo da mudança, demorei muito tempo para sair de casa e ir morar sozinha. Por tantos outros medos, deixei de fazer tantas coisas. A lição que eu aprendi foi: o medo é natural e serve como alerta para não tomarmos decisões impulsivas. Porém, não podemos deixar que ele nos paralise. Se sentimos medo, precisamos enfrentá-lo e encontrar soluções e planos B para o que estamos buscando fazer, mas nunca deixar de ir atrás daquilo que queremos.

No mais, ser organizada me faz ter em vista sempre meus valores e objetivos de vida, que servem como parâmetro para tomar decisões. Toda vez que surge uma oportunidade, se ela não tiver absolutamente nada a ver com o que eu quero para a minha vida, me sinto confortável para dizer não, por melhor que ela pareça aos olhos dos outros. Porque decisões são pessoais e nunca devem ser tomadas de outra maneira.

6. Parar de procrastinar coisas

Procrastinar é fácil. No entanto, sempre que eu me vejo postergando alguma coisa que deveria ter feito, eu paro para analisar o por quê. Muitas vezes, basta destrinchar a tarefa em passos menores, e tudo vai acontecendo. Ou seja: procrastinação pode ser um simples erro de planejamento. Se estiver procrastinando, não desista: tente descobrir por que está deixando essa atividade sempre para depois. Às vezes não é questão de motivação, mas de destrinchar melhor os próximos passos mesmo.

7. Parar de me comparar com outras pessoas

Não sei se isso é uma coisa da organização ou da idade mas, quando eu comecei a investir na minha vocação profissional como organizadora, eu me comparava muito a outros profissionais que eu admiro. Com o passar do tempo, e sempre indo de encontro com os meus valores, eu fui descobrindo que cada pessoa é única, assim como o seu legado. O que eu vou construir como blogueira vai ser diferente do que outra blogueira que eu gosto construiu. O que eu vou construir montando a minha empresa vai ser diferente do que outras empresas fazem. Então, de que adianta me comparar? Quando a gente fica se comparando com os outros, esquece que a pessoa passou por muitos anos até chegar onde está. O contexto era outro, os sentimentos, as vontades, os conhecimentos. Não tem como a gente se comparar com alguém que já está em determinado momento da vida, porque tais momentos dependem de uma série de fatores que só podem ser determinados pela vida de cada um. Quando eu compreendi isso, fiquei muito empolgada, porque descobri que o que vai acontecer, essa construção, depende apenas de mim e do que eu quero ser!

8. Parar de comparar a minha felicidade com a de outras pessoas

Todo mundo quer ser feliz. Todo mundo vê a felicidade estampada na timeline do Facebook. Todo mundo tem referências no círculo de amigos e familiares de pessoas felizes. Podemos ter a tendência de comparar nosso relacionamento, nossos filhos, nossos momentos de tristeza e alegria, com a felicidade de outras pessoas. Isso não leva a absolutamente nada. Como eu disse no item anterior, cada um tem a sua vida e as particularidades, e mais: cada um reage de modo diferente a cada uma delas. Talvez se eu tivesse a vida daquela pessoa que considero feliz, eu ficasse entediada, e vice-versa. Aprendi a confiar no que estou fazendo, nas minhas escolhas, e aprendi a amar as pessoas como elas são – inclusive a mim mesma.

9. Parar de esperar pelo momento certo

Até muito pouco tempo atrás, eu me pegava dizendo “quando eu me estiver em tal condição, vou poder fazer tal coisa”. A gente sempre cai nessa né? “Quando eu tiver um pouco mais de estabilidade financeira, vou fazer a viagem dos meus sonhos” ou “Quando eu tiver um pouco mais de tempo, vou voltar a fazer uma atividade física”. Pessoal, dica pra vida: o momento certo não existe! Nunca existirá! Nós criamos o momento, e ele pode não ser o mais certo ou o mais perfeito, mas será o momento em que fizemos as coisas acontecerem, por fim. Quem quer, faz! Sempre haverá algum impedimento. Vamos parar de dar desculpas e assumir o controle da nossa vida, provendo soluções para os nossos problemas – de dívidas financeiras a felicidade pessoal. Esperar pelo momento certo é o mesmo que esperar pelo príncipe encantado – é lindo na teoria, mas totalmente irreal.

10. Parar de fugir dos problemas e ignorar situações

Algumas situações até podemos ignorar, mas até quando? Muitas vezes, um problema começa pequeno e, se deixarmos, ele vira uma bola de neve lá na frente. Exemplo: dívidas com cartões de crédito. Podemos ignorar e continuar fazendo compras como se não existisse nenhuma dívida ali para quitar. Porém, vai chegar algum momento em que a dívida estará tão grande e causando tantos problemas que você será obrigado(a) a sentar, fazer contas e definir o que vai fazer para resolver. Por que deixamos chegar nesse ponto? Ser uma pessoa organizada me faz ter uma espécie de radar para identificar probleminhas no dia a dia e já pensar em soluções para resolvê-los. Um pequeno problema pode se tornar uma dor de cabeça imensa, então devemos resolvê-lo logo.

11. Aproveitar melhor os meus relacionamentos

Quando analiso minhas áreas de responsabilidade na vida, posso perceber que não estou dando muita atenção a um amigo, a um parente, ao meu filho, ao meu marido ou a outra pessoa importante. Quando percebo isso, posso tomar providências. Se eu nunca fizer essa análise, posso deixar os dias correrem como o de todo mundo e viver no meu micro-mundinho de problemas sem fim, até o dia em que alguém morrer e eu ficar me lamentando porque não passei mais tempo com a pessoa. Todos temos exemplos assim. Dê importância ao que é importante para você.

12. Focar mais no que eu quero e menos no que eu não quero

Parece óbvio? E é. Mas, muitas vezes, a gente acaba se perdendo em um mar de e-mails e demandas no dia a dia e perdemos a noção das nossas prioridades. Aliás, eu falo muito sobre prioridades, não é? Porque elas são importantes. Ter prioridades é o diferencia uma pessoa organizada de uma pessoa desorganizada. E, quando eu defino minhas prioridades, sei o que quero e o que não quero. Com isso, posso pensar em mudar aquilo que não está tão legal e investir mais tempo no que me faz bem e que quero para mim. Quando estou em um trabalho e vejo que não tenho mais nada para aprender ou crescer ali, sinto que é hora de sair. Quando invisto meu tempo em um relacionamento que não me traz nada além de sentimentos tristes, repenso esse relacionamento. A vida é muito curta para a gente fazer coisas que não gosta. Não estou tirando a responsabilidade das minhas costas – como budista, acredito que todos os problemas podem ser resolvidos dentro da nossa mente. Porém, temos o poder de escolha. Se não prejudicar ninguém, eu não ficaria mais feliz em outra situação, que não essa? E assim agir.

13. Quem eu sou deve filtrar todas as possibilidades

Atualmente, estamos decorando o nosso apartamento novo. Quando a gente vai em uma loja como a Tok & Stok ou uma Leroy Merlin da vida, acaba vendo tantas opções, todas lindas, que quer ter tudo aquilo em casa. Só que, ao trazer o objeto para casa, percebemos que ele não tem nada a ver com o nosso estilo, e isso nos incomoda, mesmo que inconscientemente. O mesmo vale para roupas, relacionamentos, projetos profissionais. Precisamos aprender a dizer mais NÃO para as coisas. Vivemos em uma época com muitas possibilidade. Há muita variedade de tudo, de sapatos a propostas de trabalho. Se dissermos sim para tudo, a chance é de nos perdermos. Tem aquela célebre frase da Alice, de que, se a gente não sabe para onde quer ir, então tanto faz o caminho que tomamos. É por aí? Queremos sair andando por todos os lados, circulando, simplesmente porque não quisemos descobrir quem nós somos?

14. Fazer mais pelas outras pessoas

Quando nos organizamos, temos tempo para nos dedicar a um trabalho voluntário, cuidar das pessoas que amamos, encontrar nossos amigos, fazer doações. Nossa vida é tranquila e temos tempo para essas outras atividades. Quando estamos ocupados, estamos sempre cuidando dos nossos probleminhas mundanos – podemos esquecer de dar bom dia para o marido, preparamos o cafe´-da-manhã do filho de qualquer jeito, as relações se tornam apressadas e a qualidade de tudo cai muito. Somos uma única pessoa no mundo, dentre mais de sete bilhões. Por que nos consideramos a pessoa mais importante do universo? Isso não faz sentido. Temos sim que cuidar da nossa vida, da nossa saúde, até da nossa sanidade. É gostoso se presentear, ficar sem fazer nada, descansar. Mas podemos ir além. Pense nisso.

15. Parar de me cobrar tanto

Quando consigo me organizar e ser produtiva, sei que estou fazendo o que posso. Se deixei de fazer alguma coisa, sei que ou foi porque não me organizei direito (portanto, responsabilidade minha, bola pra frente e vamos melhorar da próxima vez) ou foi porque aconteceram coisas que não dependiam de mim. O importante é assumir a responsabilidade e fazer o meu melhor. Muitas vezes, as coisas não dão certo. Tem dias em que estou tão cansada, que a única coisa que quero fazer é dormir ou ver um filme com meu filho no sofá, mesmo tendo muita coisa para fazer. Eu me cobrava demais antes, ficava acordada até tarde, me permitia até adoecer por conta do estresse. Isso prejudica não só a minha vida, como a vida da minha família. Então eu me organizo, tento planejar e executar o melhor que puder, mas não fico chateada se não conseguir fazer determinadas atividades, porque tudo tem seu limite. Ter essa cobrança interior só complica a vida.

16. Ser menos ansiosa e ter mais calma

Se tenho meus projetos organizados e planejei minha semana, não tenho motivos para ficar ansiosa. A meditação me ajuda muito a ser uma pessoa mais calma também – toda vez que me sinto nervosa ou ansiosa, medito um pouco. Ajuda demais! E eu acredito que a meditação deva caminhar em conjunto com o bom planejamento, porque me sinto tranquila o tempo todo. Quando não consigo me planejar nem meditar, tenho a tendência a ficar muito ansiosa e até nervosa. A solução? Organizar.

17. Conquistar objetivos

Como comentei no início do post, ser uma pessoa organizada me proporciona alcançar objetivos com maior facilidade. Eu consigo entender como fazer um sonho virar um objetivo e, desse objetivo, fazer nascer um projeto que posso trazer para o meu dia a dia. Praticamente todos os objetivos que conquistei até hoje eu atribuo ao fato de ser uma pessoa organizada. Isso não é uma coisa boa? Eu acho que sim!

Com sinceridade, acho que eu poderia ficar o dia todo aqui listando todos os aprendizados que tirei a partir da organização. Talvez você também tenha alguns para compartilhar. Deixe um comentário!

Muito obrigada.