Categoria(s) do post: Diário da Thais

Sim, estamos encerrando o primeiro mês desse ano tão incrível. Nem acredito! Quando penso que é 1 de 12, isso me faz pensar em quão importante é a gente aproveitar o tempo que tem.

Todo mês eu gosto de fazer um post resumindo como ele foi para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente, além de fazer um apanhado dos meus conteúdos preferidos.

Meu mês começou bem e calmo, como todo mês de janeiro ideal deve ser. Em termos de trabalho, minha dedicação está 90% voltada ao meu curso do Método Vida Organizada, o Organize-se em 2020, e ao longo de janeiro eu gravei muitas aulas, abriguei os novos alunos, cuidei do suporte e planejei os módulos e aulas seguintes. Grande parte do meu dia de trabalho hoje é dedicado ao curso e à produção de conteúdo gratuito para o blog e os demais canais. (falei mais sobre isso em um post aqui no blog, este mês)

Eu iniciei no final de dezembro e consolidei ao longo do mês de janeiro a ideia de fazer pelo menos uma LIVE por semana no meu canal no YouTube, e agora essa LIVE ficou fixa toda quarta-feira às 20h. Tenho adorado fazer, pois assim eu consigo estar disponível toda semana para quem assina o canal, quem faz parte do Clube de Membros, tenho essa interação ao vivo, tiro dúvidas, enfim, tem sido bem bacana para mim também.

Uma novidade muito legal, ainda no YouTube, é que foi aprovado o Clube de Membros, que é uma assinatura de 7,99 mensais que você pode fazer para apoiar o conteúdo do canal. Fiquei muito feliz pois muitas pessoas que acompanham o blog me pediam para ajudar de alguma maneira, e assim já temos muitos membros colaborando, o que ajuda pra caramba com a manutenção do canal. Eu vou usar esse dinheiro das assinaturas para fazer aquisições para o canal. Em janeiro, eu comprei uma webcam HD para fazer as LIVEs, além de um microfone de lapela duplo para realizar entrevistas.

Eu li CINCO livros em janeiro, o que achei ótimo, pois minha meta informal sempre é a de ler um livro por semana, se possível. Todos os livros foram legais de comentar por aqui, então pretendo aos poucos ir postando a resenha aqui no blog e gravando vídeos para o canal. Você já pode conferir a resenha de dois deles, que foram: O Clube das 5 da Manhã e Como se faz uma tese (Umberto Eco).

Aliás, todo início de ano eu gosto de fazer uma revisão dos meus livros para ver o que ainda pretendo manter. Me ajudou este ano ter categorias de “descarte”, que foram: vender, dar de presente para alguém conhecido, deixar por aí (lugares públicos), doar para bibliotecas ou doar para caridade. Eu ainda não terminei todo o processo porque estamos de mudança no escritório, então ainda falta selecionar os livros que estão lá. Quando eu terminar o processo, quero gerar alguns conteúdos derivados dele, como fazer um tour das estantes, mostrar como foi o processo como um todo etc.

Este mês também foi aniversário do meu marido e da minha mãe (sim, ambos capricornianos, socorro rsrs) e nós passeamos bastante na semana em si, visitamos minha mãe na cidade dela etc.

Baixei o aplicativo Calm. Ele é caro e eu estava ensaiando comprá-lo há um tempão. Me “dei de presente” no final do ano e amei muito. Tenho usado diariamente. Pretendo sim escrever uma resenha para o blog, em breve.

Aliás, falar sobre a minha saúde é um ponto chave aqui nesse post porque estou ligada demais na coisa toda (muito envolvida), associando minha saúde com a minha espiritualidade.

No início do mês, lá no primeiro domingo, teve uma palestra no centro budista que eu frequento sobre como ter um bom ano novo de acordo com os preceitos da religião. Espiritualidade é a minha área de foco em 2020, e estou muito satisfeita com os rumos que tenho tomado de modo geral, pois ela influencia em todo o resto da minha vida.

Apesar de ter escrito sobre o cardápio ayurveda para o verão, ainda não me adaptei totalmente e, este mês, fiz meu primeiro agendamento com um terapeuta ayurvédico mesmo, que acontecerá em fevereiro, aí compartilharei com vocês. Acredito que fará toda a diferença. tenho estudado muito sobre o assunto e cada vez mais disposta a implementar as práticas como um todo.

Ainda sobre saúde, estou concentrada aqui em um aspecto muito, muito importante, que é a minha coluna. Por ter trabalhado durante praticamente duas décadas sentada de qualquer jeito (jovem não tá nem aí pra nada né, acha que nunca vai ter problema de saúde), comecei a ficar com a coluna meio torta e, este ano, estou prestando mais atenção e cuidando dela. Pretendo sim escrever sobre isso, contando o que tenho feito, mas achei importante citar porque foi um investimento de tempo e energia nesse assunto ao longo do mês. Investi em uma cadeira nova para o meu home-office, comprei um coletinho e um travesseiro cervical, enfim. Esse tema é bem relevante por aqui porque a coluna é tudo, gente, e pensando em uma longevidade saudável, faz toda a diferença.

Pipoco está muito bem. Estamos com uns projetinhos juntos – assistindo todas as temporadas de Steven Universe e os filmes do Harry Potter. Começamos com uma troca (ele queria que eu assistisse o Steve e eu queria que ele assistisse HP) e, no final das contas, eu estou apaixonada pelo desenho e ele fica desenhando raiozinho na testa para ir para a escola. rsrs A vida é uma coisa maravilhosa.

Em janeiro voltaram as aulas dele e tem bastante coisa diferente, pois agora ele está no quinto ano e tem novas responsabilidades. Eu já reestruturei a minha rotina para estar mais perto dele, acompanhar os estudos diariamente etc. Destralhamos sua estante juntos (vai ter vídeo no canal sobre isso em breve!), arrumamos seu cantinho para estudar, enfim, está bem legal a rotina como um todo. A nossa mudança do escritório foi decidida para a gente estar mais perto da escola dele. Logo logo falo mais sobre isso também! (Caramba, como tem coisa pra compartilhar! E as pessoas ainda acham curioso que eu tenha sempre assunto para o blog depois de tantos anos! Isso é a vida, amigos. <3)

No final do mês, meu marido e eu fomos ao show do Nando Reis. Eu sou apaixonada pelos Titãs desde muito nova. Naquela época do Acústico MTV, assisti uns 20 shows deles. E nesse dia a gente teve o imenso presente de ter o Paulo Miklos junto no show, cantando algumas músicas. Fiquei emocionada, foi lindo. Eu adoro esses caras.

Chego bem nesse final de mês. Muitos projetos bacanas e focados acontecendo. Melhorias identificadas, de modo geral. Não consegui terminar alguns exames médicos que gostaria de ter terminado em janeiro, mas estão aqui em foco para fevereiro. Finalizei a escrita da dissertação e já está com meu orientador para a revisão final (entrego dia 15 de fevereiro a versão final final para defender depois).

Resumo dos conteúdos mais legais que aconteceram em janeiro

O tema do Mês da Organização (como gosto de chamar todo mês de janeiro aqui no blog) foi casa minimalista. Eu já tenho MUITA coisa publicada sobre isso. Mesmo assim, tivemos bons conteúdos relacionados e eu tive a chance de atualizar algumas ideias que já tinha postado antes.

Outros conteúdos que foram significativos para mim:

Serião, gente, olha quanto conteúdo legal! Não tem desculpa para você não se organizar em 2020. <3

A gente também teve a Semana de Organização, com três aulas gratuitas para você se organizar em 2020, que acabou hoje (não é possível se inscrever mais, mas fique ligada/o para próximos workshops gratuitos online que farei ao longo do ano!).

Muito, muito obrigada por me acompanhar nesse trabalho tão significativo. Espero que você tenha tido um mês legal. Se quiser, compartilhe um pouco aqui nos comentários. Vou adorar ler!

Categoria(s) do post: Novidades, Áreas da Vida

Esta semana está acontecendo a Semana de Organização, um workshop online em que estou disponibilizando três aulas gratuitas para ajudar as pessoas a se organizarem este ano. Ainda dá tempo de se inscrever (a terceira aula será enviada na sexta e ficará disponível até domingo).

Um equívoco muito comum (e que eu descobri que não estava deixando claro suficiente) é justamente com “para quem servem estas aulas”. Recebi alguns comentários como “essas dicas só servem para quem trabalha no meio corporativo” e isso não é verdade. O post de hoje serve justamente para explicar melhor e esclarecer essa confusão.

Todos nós lidamos com ideias e lembretes de coisas a fazer. Isso independe de você ser:

  • dona/o de casa
  • estar desempregada/o
  • ser professor/a
  • ser cientista da NASA
  • ser sócio majoritário de uma empresa
  • ser advogada/o
  • ser estudante
  • ser assistente administrativo
  • ser engenheiro civil
  • ser cartunista
  • ser massagista
  • ser eletricista
  • ser cozinheira/o
  • ser comerciante
  • ser atendente de telemarketing
  • ser artesã/o
  • ser pedreira/o
  • ser motorista de aplicativo
  • etc.

Eu estudo e tomo um extremo cuidado para indicar orientações que sirvam para todos os tipos de pessoas. Como eu mesma não trabalho em âmbito corporativo, não teria nem por que trazer dicas apenas para esse meio. As profissões e os trabalhos mudaram tanto nos últimos anos, e continuam mudando, que uma pessoa que se proponha a ensinar sobre organização precisa ter isso como premissa básica, e eu tenho. Logo, jamais ensinaria algo voltado apenas a uma parcela das pessoas…

Seja qual for a sua condição atual de trabalho, você lida com ideias, lembra de coisas que precisa fazer, ou coisas que não pode esquecer. Para essa etapa inicial do processo pessoal de organização, minha recomendação é que você tenha sempre com você um caderno para anotações. Depois eu destrincho, na aula, como lidar com essas informações. Eu também explico:

  • para que serve uma agenda e como você pode organizar o seu tempo com essa ferramenta
  • onde você vai organizar suas rotinas de casa e de trabalho, e como fazer isso nos intervalos entre os seus agendamentos
  • como lidar com outras pessoas, de interrupções a tarefas que delegou
  • como organizar arquivos da casa e do trabalho, tanto em papel quanto no digital

Seja qual for a sua situação, as configurações acima são BÁSICAS.

Aqui no blog e em outras redes vou procurar trazer exemplos de aplicação dessas práticas, pois acredito que o que esteja faltando seja isso mesmo… mostrar a aplicação caso a caso. Pegar, por exemplo, uma professora, e falar:

  • olha, aqui na agenda você vai colocar as aulas da sua semana, as reuniões de professores, as reuniões de pais, suas consultas médicas, provas, prazo para lançar notas no sistema etc.
  • aqui na ferramenta de afazeres você vai listar as aulas que precisa planejar, o que precisa comprar na papelaria e no mercado, o que vai conversar com a diretora etc.
  • nos seus arquivos você digitaliza diários de bordo do ano passado, trabalhos concluídos, arquivos e textos de referência para as suas aulas etc.
  • você verá como gerenciar o que delegar para os outros, desde alunos que precisam trazer um trabalho para recuperar a nota até uma decisão que está aguardando a coordenadora pedagógica tomar e que vai afetar a sua rotina.

Eu achava que orientar de maneira geral faria com que cada pessoa refletisse sobre a sua situação e se visse em todas as orientações, mas acho que eu estava enganada. rs Vamos lá, back to basics. O professor sempre aprende mais no processo de ensino porque ele está aprimorando a sua didática o tempo todo. Muito obrigada por essas questões.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Este é um daqueles posts em formato de lista que todo mundo adora. <3

Confira 20 maneiras de simplificar seu processo pessoal de organização começando hoje mesmo:

  1. O horário de sono é o rei. Tudo deve girar em torno disso. Descubra quantas horas você deve dormir por noite para ficar bem (cada pessoa é de um jeito). Se você estiver passando por alguma fase que atrapalhe seu sono (faculdade, bebês etc.), faça o melhor que puder com as condições que tem hoje e saiba que é temporário. Proteja seu sono mais do que tudo. Não perca tempo no celular em vez de dormir. Se necessário, insira o bloco de sono na sua agenda, com recorrência diária. Coloque alarmes para ser lembrada/o da hora de dormir.
  2. Planeje suas refeições. Se tem algo que eu aprendi na minha vida que faz toda a diferença na rotina é planejar as refeições e parar de culpar situações externas diversas por “comer mal”. Se não gosta de esquentar comida, planeje-se para otimizar o preparo das refeições diariamente. Vá no básico, não complique. Se não se importa de esquentar comida, faça marmitinhas diversas e congele para a semana quando preparar alguma refeição (basta cozinhar em quantidade maior ou preparar tudo no final de semana). Calcule os lanches que fará e leve uma lancheirinha de casa, todos os dias. Não deixe suas alimentação depender da sorte de encontrar lugares e alimentos na rua que serão saudáveis para você.
  3. Destralhe a sua casa diariamente. Todos os dias, escolha uma gaveta, uma categoria de coisas (ex: calças) ou um cômodo para fazer uma revisão e tirar aquilo que não pertence mais àquele lugar. Doe, venda, dê de presente, recicle. Mas não mantenha na sua casa o que não precisa, especialmente se você estiver tendo dificuldades para manter a casa limpa ou organizar o excesso de coisas. Não se trata de gerar lixo, mas de manter em casa o que importa. Lembre-se que o destralhe começa ao não consumir coisas que não precisa, nosso próximo tópico.
  4. Repense seus hábitos de consumo. Para tudo o que precisar passar o cartão ou pagar um boleto, repense o propósito. Você está almoçando nesse restaurante caro porque não se programou para levar comida? Está comprando uma blusinha porque precisa ou porque estava de passagem pela loja? Você realmente precisa desse novo objeto? Esse aplicativo será mesmo útil? Você está fazendo uso dessa assinatura? O destralhe começa quando você não consome coisas novas e leva para a casa ou para a vida.
  5. Diga mais NÃO. Conheça suas prioridades e diga não para os outros e para você mesma/o quando surgirem ideias que parecem uma boa, mas não é o momento. Você não tem obrigação nenhuma de responder todas as mensagens, de aceitar todos os convites, de participar de todas as reuniões, de abraçar todos os projetos. Sério, repense, pela sua sanidade. Abrir espaço para o que realmente importa só é possível quando a gente não permite que a tralha entre na nossa vida, e a tralha pode vir fantasiada de pessoas querendo abusar da sua boa vontade.
  6. Planeje a sua semana. Os sete dias de uma semana são um espaço de tempo factível para você repensar os seus projetos em andamento e entender, entre os compromissos que você já tem agendados, o que vai conseguir abrigar. Entenda melhor quais são os seus diferentes contextos e tire proveito do seu tempo livre. Planeje deslocamentos e todo o resto que vai impactar nos seus próximos sete dias.
  7. Mantenha o seu guarda-roupa funcional. Isso significa manter as peças que você está usando na estação em questão. Eu tenho uma arara que uso para deixar as roupas que pretendo usar ao longo da semana – me planejo no domingo, de acordo com a temperatura média na previsão do tempo e os compromissos que vou ter ao longo da semana. Se eu quiser usar outra roupa, posso usar, mas se eu não estiver a fim de pensar, já tenho as roupas ali escolhidas por mim.
  8. Dome a papelada. Existem dois tipos de papéis: aqueles que a gente precisa manter em formato de papel e aqueles que a gente não precisa manter em forma de papel. Doa que a gente não precisa manter em forma de papel, alguns podem ser lixo (então jogue fora) e outros você pode precisar apenas da informação contida neles (então digitalize). Existem documentos que precisam ser mantidos em formato de papel, mas eles são minoria. Digitalize o que puder e então organize o que precisar manter em papel.
  9. Faça a dança dos cômodos. Uma técnica que gosto de recomendar para não perder muito tempo arrumando as coisas fora do lugar em casa. Está na sala? Quando levantar para ir a outro cômodo, faça um scan geral no ambiente e leve com você aquilo que não pertence à sala. Só de levar para o cômodo correto já facilita pra caramba e, quando você estiver em algum cômodo em si, fica super fácil de apenas colocar no lugar o que levou anteriormente.
  10. Não perca tempo com o que não interessa. Sério, abstraia de coisas que você não tem o controle e foque naquilo que você tem e pode influenciar de alguma maneira.
  11. Cuide das suas finanças com carinho. Já pensou ter como princípio não gastar dinheiro? Assim, tudo o que você tiver que gastar todos os dias você vai avaliar sob outra perspectiva, de acordo com a real necessidade.
  12. Tenha noites um pouco mais tranquilas. Precisa ficar no celular antes de dormir? Precisa trabalhar de noite? Será que você não se beneficiaria de noites menos agitadas e com mais atividades offline ou significativas, que te proporcionem bem-estar, relaxamento e um bom sono? Não estou querendo criar regras – é apenas um convite à reflexão. 😉
  13. Tenha manhãs mais significativas. Não é todo mundo que consegue acordar um pouco mais cedo mas, se você conseguir, aproveite esse primeiro momento do dia para fazer atividades que sejam importantes, como ler, praticar alguma atividade física, estudar, meditar, enfim, algo que você nunca consegue fazer no restante do dia. Não tem muito a ver com a hora que você acorda, mas com o que você faz quando acorda. Veja o que consegue adiantar na noite anterior para não ter que perder tempo de manhã.
  14. Faça todos os dias alguma atividade física. Não precisa ser 1h na academia. Pode ser um passeio na hora do almoço, subir as escadas do trabalho, uma prática de yoga ao acordar. Se você se comprometer a fazer algo assim todos os dias, vai ter menos chance de escolher não fazer, pois vai se tornar hábito.
  15. Tire as coisas da cabeça. A gente esquece as coisas e, mesmo se lembrasse de tudo, a mente ficaria cheia, ocasionando mais estresse. Portanto, deixe sua mente livre para criar, se concentrar no que precisa ser feito e até mesmo descansar, e mantenha um bloco de notas por perto para conseguir anotar tudo o que não pode esquecer ou que precisa fazer.
  16. Exerça o momento presente. O conceito de mindfulness pode parecer hippie ou abstrato demais para você, mas na verdade o que ele prega é que a gente preste atenção no que está fazendo a cada momento. Se estiver almoçando, está se concentrando na comida. E é um exercício mesmo, que você faz de maneira consciente em cada atividade ao longo do dia. Não tem segredo. É exercitar.
  17. Priorize seus relacionamentos. Quais são as pessoas que você manda um “oi” todos os dias pelo What’sApp? Quais são as pessoas que você tem que conversar diariamente? Pelo menos uma vez por semana? Pode ajudar ter essa priorização mental até para facilitar na hora de responder ou enviar mensagens, de modo que você não deixe pessoas importantes para você de lado.
  18. Aprenda a dizer adeus a coisas e pessoas que não agregam. Não sei se tem a ver com a idade, mas chega um momento na vida em que a gente simplesmente não deve mais perder tempo com o que não faz a gente feliz. É isso.
  19. Alinhe e realinhe suas expectativas o tempo todo. Ter uma vida organizada não significa que nunca as coisas vão sair diferente dos seus planos. É você saber que isso pode acontecer e saber remanejar. Esse conceito é bem básico quando se trata de organização pessoal, e tê-lo em mente ajudará a lidar com as frustrações ao longo da vida inteira.
  20. Foque no essencial em casa. Todo mundo já tem bastante coisa para fazer para ainda chegar de noite em casa e, em vez de curtir ou descansar, ter que ter um “segundo turno” e não parar de trabalhar um só minuto. Realinhe suas expectativas. Veja o que realmente é necessário fazer diariamente e simplesmente deixe o resto para outros dias mais livres. O que é necessário para a casa “não cair”? Foque nisso.

Eu sei que às vezes dá vontade de complicar, por isso espero que o post funcione como um puxão de orelha carinhoso. 😉

Comenta aqui embaixo se tem alguma dessas 20 dicas que você já vai aplicar hoje! Obrigada! <3

Categoria(s) do post: Casa, Armazenamento, Curtindo a casa

Trabalhar com organização permite algumas situações muito legais, ricas e criativas no meu dia a dia. Eu converso com outras pessoas que trabalham com isso, especialmente Personal Organizers, e trocamos ideias sobre os desafios da profissão. Também converso muito com as minhas alunas e amigos sobre a organização da vida como um todo, e o tema “organização da casa” sempre aparece, pois é uma necessidade que todo mundo tem.

Eu já levantei esse ponto algumas vezes aqui no blog, que é o de como a gente vem repensando, na contemporaneidade, o propósito de cada ambiente da casa. Pelo menos, aqui em casa, tenho percebido muito isso. Aqui em casa, a nossa sala, por exemplo, é o espaço coletivo. Logo, atende todos nós que moramos aqui. Também tem o home-office do meu marido.

Já a cozinha é o coletivo mas funciona essencialmente como um espaço de trabalho. Então várias vezes eu fico trabalhando por lá, ou meu marido usa a bancada para encapar cadernos do Paul, ou o Paul usa para fazer a lição de casa. Mais do que apenas preparar as refeições, é esse espaço coletivo de trabalho.

Meu home-office é um lugar de concentração. E eu estou proporcionando mudanças na organização dele justamente para que ele fique cada vez mais voltado para essa finalidade.

Quarto é lugar de descanso. Banheiro é lugar de renovação.

Pensar dessa maneira na casa, em cada cômodo, ajuda muito a gente a repensar a organização e o armazenamento das coisas. Já comentei outras vezes por aqui que minimalismo não é um destino, mas um princípio – quero ter em casa apenas o que a gente ama, usa ou precisa. Logo, o destralhar é um exercício diário, que na verdade começa naquilo que não consumimos.

Eu ainda vejo muitas casas “vazias” no sentido de que existem cômodos arrumados mas que não são usados. Outro dia eu citei em um vídeo lá no canal que às vezes a pessoa tem uma sala de jantar com uma mesa de oito lugares, mas nunca recebe ninguém. E precisa ter um home-office em casa, mas “não tem espaço”. A gente precisa ressignificar os cômodos. Repensar os propósitos. Porque o mundo está mudando e essa mudança está se refletindo nas nossas casas. A pergunta é: estamos preparados para ela? O que você tem feito na sua casa hoje para que ela reflita, cada vez mais, as necessidades de quem vive ali, diariamente?

Para pensar…

Categoria(s) do post: Dicas de produtividade

Este post de hoje é bem simples, mas necessário para ficar como referência.

Frequentemente usamos os termos método, metodologia, técnica e prática quando falamos sobre organização pessoal e produtividade. Este post traz as definições para tais termos.

Método é um conjunto de técnicas coerentes entre si.

Metodologia é o estudo do método.

Técnica é uma maneira testada e aprovada de fazer alguma coisa.

Prática é simplesmente o “mão na massa”, que pode ou não ser constante. É o simples fazer.

Princípios são pressupostos de onde você parte para executar as coisas.

São métodos:

  • Vida Organizada
  • GTD – Getting Things Done
  • Bullet Journal
  • FLY Lady
  • Milagre da Manhã
  • 5am Club
  • Lamrim (Budismo)
  • Ayurveda (medicina indiana)

São técnicas:

  • Mapa mental
  • Pomodoro
  • Eisenhouer matrix
  • Kanban
  • A única coisa
  • MITs (most important tasks)
  • Blocos de tempo
  • Prioridades A B C

São princípios

  • Contracultura da produtividade
  • Minimalismo
  • Mindfulness
  • Veganismo

Espero que este post tenha ajudado. A ideia é ir editando sempre com novas atualizações, para que fique como referência mesmo.

Categoria(s) do post: Linkagem

A linkagem de domingo traz alguns textos que li e gostei ao longo da semana, assim como links e ideias para coisas que eu estou curtindo no momento. Não necessariamente têm a ver com organização mas, de alguma maneira, estão relacionados a tudo o que eu publico aqui no blog.

  • Sempre fico muito tocada quando leio ou vejo coisas sobre a segunda guerra mundial. esta semana a BBC Brasil publicou um vídeo com o relato de um senhor brasileiro que sobreviveu à Auschwitz. impossível não ficar emocionada e reflexiva.
  • Vídeo muito legal do Fábio Chaves entrevistando o Junno sobre veganismo.
  • Esses gatinhos. <3
  • Recomendo o documentário “Raul: o início, o fim e o meio”, na Netflix.
  • Vídeo muito legal do Hugo de Freitas sobre a humanização do estudo para concursos públicos. Se você está estudando para algum concurso, eu acho que esse vídeo pode fazer você se sentir melhor.
  • Meu novo canal preferido do YouTube é o da Sissi, o Pula Muralha. Ela é uma chinesa que vive no Brasil há nove anos e os vídeos são muito bacanas.
  • Vídeo resenha da Carol sobre o filme 1917. Ela gravou em plano sequência, como o filme. Genial!

Amanhã começa a nossa Semana de Organização. Não deixe de se inscrever. 😉

Boa semana!

Categoria(s) do post: Livros

O segundo livro que eu li este ano (veja qual foi o primeiro) me deixou com a sensação de que eu deveria ter lido há mais tempo! Eu li agora, na fase final da minha dissertação do mestrado, e mesmo assim o livro me trouxe insights legais e ajustes interessantes que ainda tive tempo de fazer no trabalho. (comentarei mais sobre ele em posts futuros)

“Como se faz uma tese”, do Umberto Eco, é um clássico no meio acadêmico. Não li antes porque achei que ele fosse mais voltado para o doutorado, mas me enganei! Ele fala sobre pesquisa de uma maneira mais ampla e, ao mesmo tempo, traz recomendações simples e certeiras para quem estiver trilhando o caminho da pesquisa acadêmica.

O livro é dividido em:

  • O que é uma tese e para que serve, quem deve ler este livro e como uma tese serve mesmo depois da conclusão do seu curso
  • Como escolher o tema e todas as suas variáveis
  • Como fazer a pesquisa do material, fontes, bibliografias, fichamentos, orientações para a leitura dos livros
  • A parte escrita do trabalho, com orientações para redação e referências técnicas mesmo que ajudam e muito

É um livro curto (170 páginas), leve e até mesmo bem-humorado que eu recomendo sim  em qualquer momento da vida, se fazer pesquisa acadêmica for o seu interesse, ou se você é escritor, jornalista ou trabalho com redação e pesquisa de uma maneira menos formal.

Categoria(s) do post: Equilíbrio emocional

Quando eu escrevi esse post em 2016, minha vida estava em uma configuração muito diferente. É quase inacreditável o quanto eu mudei e, ao mesmo tempo, todas essas mudanças nasceram da reflexão que eu fiz naquela época. Por isso acho importante fazê-la. Algumas mudanças levam tempo – até anos – mas só de começar a pensar a respeito a gente já começa a colocar as energias em movimento.

Recomendo fortemente que você faça uma pausa da leitura deste texto de hoje e leia esse texto que escrevi no final de 2016. Ele será importante para o entendimento do que vou escrever a seguir.

Sempre é uma boa hora para revisar a missão pessoal. Aqui vai a revisão da minha:

Ser uma pessoa criativa, leve e bem-humorada por meio da escrita, da conversa e do ensino, para deixar um legado ajudando as pessoas a encontrarem os seus dons e, com eles, planejarem suas vidas e fazerem acontecer com coerência e significado em todas as suas atividades e projetos.

Quando eu penso em 2020 – e toda vez que eu faço um planejamento anual – é impossível desvincular de um planejamento maior, que inclui essa missão pessoal. Será que as minhas atividades atuais estão contribuindo com essa missão? O que mais eu preciso fazer? O que não preciso fazer? É um trabalho muito artesanal, de refinamento.

Revisar “todo o horizonte 5“, que é o que a gente aprende no GTD que tem a ver com quem a gente é de verdade, o que realmente importa, é a revisão que mais traz a gente para o nosso eixo. Não tem necessariamente a ver com objetivos concretos e projetos pontuados, mas com uma expressão maior no universo. Algo que você é e faz independente das atividades atuais. Pelo menos para mim é assim.

Quando eu paro para pensar “na pessoa que eu quero ser em 2020”, sei que isso faz parte de toda uma construção que não envolve necessariamente uma separação ano a ano, mas de se entender no sentido de: o que aprendi sobre mim nos últimos anos que me permite ser cada vez mais a pessoa que eu sou agora e que eu quero ser daqui em diante?

Eu gosto muito da ideia que eu trouxe no outro texto quando digo que tempo e distância não importam – a direção é mais importante que a velocidade. Continuo acreditando nisso fortemente. Não se trata de uma corrida, mas de uma escalada, talvez. Que tem pontos tranquilos mas também tem obstáculos. Que cansa, mas também motiva. Ter uma imagem clara – e lembrando sempre que a clareza dessa imagem está condicionada às circunstâncias limitadas que conhecemos hoje – é o que vai te ajudar a ter um pouco mais de perspectiva, que vai te ajudar a enfrentar situações difíceis no seu dia a dia, e também a tomar decisões que te levarão a estados de vida diferentes daqueles que você tem hoje.

Quando eu trago um post que tenha essa provocação de te perguntar quem é a pessoa que você quer ser em 2020, meu intuito é apenas encorajar uma reflexão saudável sobre essa construção que você está fazendo de você mesma/o.

  • Tudo o que você acha que não tem mais nada a ver com você e que você quer tirar da sua vida
  • Tudo o que você acha que tem tudo a ver com você e que você quer trazer mais para a sua vida

Novamente: talvez você não consiga implementar todas essas mudanças de imediato, mas as respostas que você obtiver a partir desse exercício já podem te ajudar a saber para onde você quer direcionar a sua vida daqui em diante. E, como eu disse naquele outro post, de 2016: qualquer mudança em direção à sua essência já trará um impacto gigantesco à sua vida como um todo, porque é um tijolo sobre o outro que você está colocando (ou, se quiser seguir na analogia da escalada, um passo após o outro).

A parte tática do planejamento – aquele em que você faz planejamentos, desenha cronogramas etc. – é puramente técnica. Mas a parte estratégica, que na verdade é o que importa, você não pode atribuir técnica nem delegar para ninguém. É um raciocínio pessoal, um processo íntimo de reflexão, que só você pode fazer. A grande pergunta é: você está fazendo?

Categoria(s) do post: Lazer

Eu tenho algumas premissas atualmente com relação a feriados, que são as seguintes:

  1. Os lugares encarecem aos feriados, então viajar nesses dias só se valer muito a pena (tenho flexibilidade para ir em outras épocas)
  2. Geralmente o Templo Budista da minha tradição realiza retiros nos feriados, então já me programo nesse sentido

Excepcionalmente, neste ano o feriado do Carnaval cairá entre duas viagens minhas (uma a trabalho e outra pessoal), então resolvi que ficaria em casa. Outros fatores também impactaram na minha decisão:

  1. Marido fará shows
  2. Não sei quando será a minha defesa do mestrado, então imagino que alguns dias “livres” serão úteis caso eu precise estudar e me preparar

Eu vou chegar de viagem muito em cima da hora para viajar para o Templo e participar do retiro, e já terei ficado alguns dias fora, então pensando no Paul vou ficar por aqui mesmo.

Com isso, vou aproveitar o feriado para passear com ele, descansar, estudar e fazer algumas coisas em casa.

De qualquer maneira, por mais que a gente não vá viajar, sempre fico mais tranquila de já ter esses planos definidos com mais antecedência. Eu costumo planejar viagens e eventos por trimestre. E estou tão feliz por estar fazendo menos coisas este ano, gente.

E você, o que pretende fazer no Carnaval? Deixe um comentário.

Categoria(s) do post: GTD™, Ferramentas de organização

Todo ano, naquela semana entre o Natal e o Ano Novo, eu gosto de reinstalar todo o meu sistema GTD. Faço isso porque, por ser professora da metodologia, eu quero identificar dúvidas que iniciantes possam ter e, assim, ajudar com a criação de alguns conteúdos para ajudá-los. Este ano, como decidi não focar mais nos cursos presenciais para poder focar nos conteúdos online, pretendo publicar vários materiais de apoio sobre a metodologia.

Certa vez (em 2017) eu gravei uma série de vídeos para o YouTube fazendo comentários a essa reinstalação, e este ano eu passei esses vídeos para o meu canal (estavam em outro) com comentários atualizados. Você pode conferir a série completa aqui (aproveite para se inscrever no canal, se você quiser).

O fato é que a reinstalação foi bastante tranquila desta vez, pois não fiz mudança de ferramentas. continuei usando a agenda do Google para o calendário e o Trello para todas as outras listas e alguns materiais de referência. Penso que o arquivo de referência mesmo seja o único que demande ferramentas adicionais, então uso também o Evernote, o Dropbox e o Google Drive, e ainda estou fazendo alguns ajustes mesmo após finalizar a reinstalação (aprendi que esses reajustes no arquivo de referência nunca acabam, mas são um processo de melhoria contínua).

Agenda continua a mesma.

Eu tenho três “times” no Trello (é a nomenclatura que eles usam): Listas, Suporte a projetos e Referências. As listas estão em inglês porque estou passando todo o meu sistema para o inglês novamente para treinar o idioma (antes eu evitava fazer isso porque mostrava muito meu sistema nos cursos, mas farei menos cursos este ano).

Vale lembrar um pouco como é a rotina do GTD, que envolve basicamente acessar agenda e lista de próximas ações no dia a dia. Não fico olhando todas as listas o tempo todo. Projetos e incubados olho uma vez por semana, na Revisão Semanal, e os horizontes mais elevados, apenas uma vez por mês ou até com um pouco mais de espaçamento de tempo.

Eu continuo amando a coisa de poder mudar o plano de fundo dos quadros do Trello e não consigo mais viver sem isso no momento. Faz muita diferença no meu astral. 🙂

Aqui neste post do ano passado eu mostro os quadros com mais detalhes, caso você tenha interesse. Não mudou muito, só os planos de fundo e alguns títulos de colunas mesmo.

Sobre conciliar com o Bullet Journal, tenho usado o BuJo apenas para capturas diariamente e registro do que eu fiz e acontecimentos. Explico mais sobre isso em um post sobre o assunto.

Categoria(s) do post: Diário

Meus queridos, após receber alguns comentários e reações a este texto eu resolvi fazer uma revisão dele e inserir algumas notas, pois creio que não devo ter escrito de modo a me fazer entender. Fazer essas alterações para mim é importante porque quero mostrar de maneira clara para ensinar e ajudar. Você encontrará essas anotações complementares abaixo, em amarelo. Obrigada.

Já faz algum tempo que ando querendo escrever este post para compartilhar com vocês como tem sido a rotina do meu dia depois das mudanças que implementei no meu trabalho, então este post traz justamente essa demonstração.

Não acredito em dias perfeitos nem em rotinas ideais, mas penso que a gente se conhecer e tentar trazer para o dia a dia formatos que nos permitam viver bem e com significado sejam boas práticas de organização pessoal.

Eu passei a entender o meu dia com três grandes blocos nos períodos em que eu estou acordada. Vou falar sobre manhã, tarde e noite, mas se você tiver horários diferentes basta adaptar. Não se trata do horário em si, mas da sequência – já expliquei sobre isso em textos anteriores sobre rotinas. 😉

Eu uso manhã, tarde e noite porque eu costumo dormir à noite e ficar acordada durante o dia, mas quem trabalha de noite e dorme durante o dia pode simplesmente adaptar à sua realidade. Mais uma vez: não é sobre horário! Esse é o ponto mais importante de todo o post. Continua.

Cada um dos blocos dura de 1 a 2 horas, dependendo dos meus outros compromissos e horário em que acordei. Entre um bloco e outro, levanto, me movimento, faço alongamentos. Isso é muito importante, para a “separação física” entre um e outro mesmo! Veja abaixo então como ficam os blocos.

Eu coloquei a duração média de cada bloco apenas como estimativa. Pode variar para baixo e para cima. Não é esse o ponto, e sim a sequência. Segue o fio.

Bloco 1 – Manhã

Este é o bloco da “hora mágica”, que os nossos amigos Hal e Robin chamam de “milagre da manhã” ou “5am club”. Eu procuro sempre adequar meu sono ao horário de nascer do sol (atualmente 5h35 da manhã), mas nem sempre consigo. Como falei, vida real, não ideal. Mas, sempre que acordo mais cedo, gosto muito.

Esse primeiro bloco acontece então das 5h30 às 7h30, mais ou menos.

O que eu faço nesse bloco: leio (tomando minha xícara de café, a única do dia), medito (sozinha ou com o aplicativo Calm, que me dei de presente no final do ano passado), faço a saudação ao sol da yoga, escrevo um pouco (diário) e leio o jornal enquanto tomo meu café-da-manhã.

Se eu acordar às 5h, às 9h ou ao meio-dia, esse bloco será o primeiro do dia. Certo? Entendemos que não diz respeito ao horário e sim a ser o primeiro bloco ao acordar? Eu coloquei o horário médio que costumo acordar no dia a dia, mas não que é a regra para todo o sempre. 😉

Bloco 2 – Manhã

É meu bloco de deep work. Coloco o fone de ouvido e a playlist Deep Focus no Spotify e vou para o computador escrever. O que eu escrevo? Textos para o blog, a newsletter, scripts para vídeos e aulas, materiais dos meus cursos e outros insights para conteúdos futuros.

Também é o momento em que crio os conteúdos para o canal do Telegram e o Instagram.

Esse bloco também dura de 1 a 2 horas, em média, pois é o tempo que consigo ficar concentrada sem me cansar tanto mentalmente. Se eu comecei às 7h, vou então até umas 8h ou 9h, dependendo do meu próprio ritmo. Aqui, dei a estimativa de horário apenas para ilustrar caso eu tenha acordado em tal horário. Mais uma vez: não quer dizer que eu faça exatamente neste horário… mas que este bloco é o segundo do meu dia, antes de almoçar.

Mantenho sempre uma garrafa de 1 litro de água abastecida ao meu lado, para ir tomando golinhos ao longo da manhã. Fico muito satisfeita quando chego na hora do almoço com a garrafa vazia, pois repito o procedimento de tarde e aí sei que bebi bastante água.

Bloco 3 – Manhã

Como já venho de um bloco grande e de concentração, eu gosto de fazer um breve intervalo para a realização de algumas tarefas domésticas, como guardar as roupas limpas, colocar a roupa para lavar, trocar as lixeiras e lavar a louça. O ponto aqui é: depois de um bloco de concentração intensa, o terceiro bloco vem com atividades mais rotineiras e físicas, que descansam a mente.

Eu evito ao máximo sentar no sofá ou algo do tipo para não ficar com preguiça!

Nesse bloco eu também lido com as prioridades do dia que estão na minha agenda. Por exemplo, as contas a serem pagas, ações pontuais, rotinas, planejamento de compromissos.

Se eu começar esse bloco umas 9h, consigo ir até às 11h tranquilamente. Nesse horário, dou uma olhada nas minhas mensagens (What’sApp e e-mails) para ver se tem algo urgente e, se sim, respondo. Se não, deixo para responder mais tarde.

Se eu estiver trabalhando em casa, aproveito a pausa para preparar o almoço.

Quando mudarmos nosso escritório, em alguns dias da semana eu terei o tempo de deslocamento, que será feito mais ou menos nesse horário.


Almoço

Gosto de almoçar ao meio-dia pois isso está alinhado com a ayurveda. Ou eu almoço o que preparei no dia ou esquento a comida em banho maria (estou deixando de usar microondas aos poucos porque ele mata a prana dos alimentos).

Vamos lá. Toda a minha rotina está alinhada ao meu sono e à minha alimentação. Meu sono é prioridade – a alimentação em segundo lugar. Todo o restante se adequa, e não o contrário. Se eu acordasse meio-dia, devido ao meu trabalho ou à minha rotina de vida de qualquer maneira, almoçaria depois dos três blocos. E cada bloco pode durar qualquer quantidade de tempo. EU comentei que, PARA MIM, de 1h a 2h funciona bem, pois mais do que isso eu perco a concentração. Mas se eu tiver 15 minutos pro bloco, vai durar 15 minutos. Mais uma vez: não é sobre horários… mas neste post, trouxe horários apenas para ilustrar, pois são os horários que faço hoje, em um dia de verão, normal na minha vida, sem acontecimentos externos e outros compromissos que fujam dessa configuração.

Vale dizer que isto não é uma REGRA nem serve para ENGESSAR o meu dia. Eu criei essa estrutura de blocos observando os CONTEXTOS que já faço na minha vida NATURALMENTE. Entendendo como eu funciono MELHOR, estabeleci essa ideia dos blocos apenas porque SEI que ela funciona para MIM. Eu não IMPUS uma rotina que não é natural para mim.

Gosto de almoçar tranquilamente. Monto a mesa com uma taça bem bonita para a água, coloco talher, guardanapo, tudo bonitinho. E sento e como com calma, se preferência sem ficar mexendo no celular ou fazendo outra atividade que não seja me concentrar na comida.

Quando termino, lavo a louça e já atualizo a lista do mercado com o que preciso comprar. Faço uma caminhada leve depois de comer, para facilitar a digestão, então é a hora que eu aproveito para resolver coisas na rua (mercado, farmácia, banco, entre outros).


Bloco 1 – Tarde

Ao voltar do almoço, é hora de eu “me abrir para o mundo”.

Este é o momento em que respondo os comentários do blog, os comentários nas redes sociais, e processo as minhas caixas de entrada (What’sApp e e-mails).

Geralmente é um bloco que leva de 1 a 2 horas também. Eu costumo colocar uma música mais animada para ouvir com o fone, para não ficar com sono. Beber água ajuda muito a “acordar o cérebro” (melhor do que café).

Se eu começar esse bloco às 13h, então, vou até 14h ou 14h30 com ele.

“Thais, e se você tiver um compromisso o dia todo e não tiver como fazer essa rotina?”

Aí eu não faço, gente. A estrutura de um DIA não está desvinculada de uma estrutura maior de uma semana, de um mês etc. Isso é essencial entender aqui e em todo o processo de organização. Quando eu faço o meu planejamento semanal, e se vejo que terei dias em que não estarei em casa ou no meu trabalho normal, eu vejo que obviamente não terei os tais blocos, então se tiver algo para aquele dia em questão, eu adianto.

“Thais, significa que você não realiza reuniões nem tem compromissos externos?”

Hoje eu passei o dia todo fora. Meus blocos “da tarde” não aconteceram como neste post. 1) Porque não são obrigação. 2) Porque eu adiantei ontem o de hoje e isso me deixou tranquila para fazer meus outros compromissos…

A organização não é sobre engessar, impôr padrões ou regras, gente. É sobre se entender, se conhecer, e adequar TUDO ao seu estilo e ritmo de vida.

Bloco 2 – Tarde

Esse é o momento do dia em que me dedico a gravar aulas, vídeos, editar, fazer reuniões (se necessárias), cuidar dos cursos e programas de mentoria de modo geral e responder as mensagens de suporte em todos os meus cursos.

De modo geral, tudo o que for relacionado aos cursos eu acabo fazendo aqui. Por exemplo, se preciso finalizar a diagramação de alguma apostila, ou editar aulas. É um dos maiores blocos do dia, mas tomo cuidado para ele não passar de 2h, pois sei que esse é o meu limite para não ficar cansada mentalmente dedicada a um único tipo de atividade.

Se eu começar às 14h30, esse bloco vai até umas 16h ou 16h30.

Vou trazer mais um exemplo para ilustrar: se eu tiver uma reunião nesse horário, obviamente esse bloco não vai acontecer. Se tiver algum prazo, terei feito antes, no dia anterior, o necessário aqui…

Bloco 3 – Tarde

O último bloco da tarde é dedicado a alguns encerramentos. Vejo novamente as caixas de entrada, respondo comentários, faço últimas postagens nos stories, resolvo pendências que surgiram no dia etc. Se ainda houver algo não finalizado no segundo bloco da tarde, aproveito para finalizar agora.

O bloco costuma ir até umas 17h30 ou 18h30 no máximo. Depende da nossa logística com o filhote também (tem dias que eu o pego na escola, outros dias é o marido).

Tenho me disciplinado para, nesse momento, realmente desligar o computador e ir fazer outras coisas. Mesmo quando tenho aula ou LIVE de noite, eu desligo tudo nesse momento para descansar um pouco ou parar de vez.

Vamos lá: quando encerro meu dia oficial de trabalho, é com esse bloco. Não importa o horário…


Bloco 1 – Noite

Esse é o bloco “do agito” aqui em casa. É aquele momento de chegar, colocar o filhote no banho, fazer comida, dar uma geral na casa. Fica todo mundo pra lá e pra cá arrumando as coisas.

Geralmente é o horário das 18h30 até umas 19h30 ou 20h.

Se eu fiz comida na hora do almoço, provavelmente essa será a nossa janta também. Se não, meu marido ou eu preparamos algo. Às vezes eu tenho compromissos na parte da noite, às vezes ele que tem, então vamos alternando quem faz o quê no dia a dia.

Tudo o que ainda faltar da rotina da casa a gente acaba fazendo nesse momento, que termina com o jantar. Devido à ayurveda, eu gosto de jantar cedo (entre 18h e 18h30). Mas, se eles comerem mais tarde, enquanto eles jantam eu bebo um suco ou tomo uma sopinha leve, para acompanhar.

Tenho percebido que, quando não como alimentos mais pesados à noite, eu fico melhor. Já faz cerca de um ano que venho tentando implementar essa mudança e meu corpo fica muito bem quando eu consigo.

Bloco 2 – Noite

Este é um bloco de concentração na parte da noite. Geralmente cada um vai fazer suas atividades – Paul vai ler, brincar, fazer lição ou jogar um pouco de vídeo-game e meu marido vai tirar músicas, finalizar algumas edições de vídeos ou qualquer outra atividade particular dele. Eu aproveito esse momento para trabalhar na minha dissertação (percebi que escrevo melhor nela nesse período noturno) ou em artigos acadêmicos de modo geral. Também posso simplesmente realizar algumas leituras, especialmente revisão de textos traduzidos do GTD™.

A gente também se organiza para fazer coisas juntos ao longo da semana. Por exemplo, em um dia meu marido assiste um filme com o filhote enquanto eu escrevo, no outro dia eu assisto séries com ele, e por aí vai. Assim conseguimos ter sempre tempo de qualidade juntos mas também realizar atividades individuais, quando necessárias.

Vai das 20h às 22h no máximo esse bloco.

Se o bloco levar 15 minutos, vai até 20h15. Se levar 1h, vai até 21h. Se levar 2h, vai até 22h. Se a gente estiver fora, ele nem vai existir. Espero que agora tenha ficado um pouco mais claro…

Bloco 3 – Noite

O propósito desse bloco é simplesmente me preparar para ter uma boa noite de sono. Se eu acordei antes das 6h, provavelmente estarei bastante cansada aqui, então é tomar banho, fazer massagens e ler um pouco antes de dormir, se eu conseguir. O Paul e eu costumamos ler juntos na cama, às vezes.

Mais uma vez, esse bloco pode acontecer às 20h15, ou depois da meia-noite… independe do horário, ele é apenas ANTES DE DORMIR.

É comum meu marido ainda ficar acordado, pois a rotina dele é diferente da minha. Ele aproveita para assistir os filminhos dele (é cinéfilo) na quietude da noite kkk.


Ter estruturado o meu dia dessa maneira foi muito importante porque:

  1. O que guia a coisa toda é a minha rotina de sono. Esse é o ponto-chave pra definir os horários.
  2. Em segundo lugar, a minha alimentação. Tenho seguido os princípios da alimentação ayurvédica.
  3. Entendo como funciono melhor em termos de energia ao longo do dia. Me concentro de manhã, me abro a outras pessoas na parte da tarde e me concentro mais um pouco à noite. Porque essa é a minha rotina de vida. Para uma pessoa que trabalhe à noite, será outro horário. Ela provavelmente terá mais energia à noite. Etc.

Ter descoberto o que funciona para mim foi essencial. Estruturar a rotina dessa maneira faz meus dias terem mais significado e consigo encaixar tudo o que é importante na minha vida.

Claro que há dias em que mudo a “programação”. Por exemplo, nesta semana tenho dois dias em que ficarei o dia inteiro em reunião. O que preciso fazer é decidir se a troca valerá a pena. Ou seja, trocar como normalmente é o meu dia com o compromisso em si. Às vezes preciso adiantar algumas coisas para que não sejam prejudicadas as atividades essenciais e prazos do meu trabalho, mas de modo geral eu já atuo assim no dia a dia (por ex, quando escrevo para o blog, escrevo de 3 a 5 textos de uma vez, então sempre está adiantado).

Tenho gostado muito dessa rotina atualmente e encorajo todos os meus alunos a elaborarem algo parecido levando em conta suas necessidades atuais e responsabilidades tanto no trabalho quanto em casa. A ideia aqui não é copiar a minha rotina, mas usá-la para ter insights a respeito de como estruturar a sua. Espero que o post tenha cumprido essa missão.

Se tiver dúvidas, deixe um comentário. Obrigada!

Categoria(s) do post: Novidades

Existem algumas maneiras de apoiar o conteúdo do Vida Organizada para o YouTube e eu achei que seria legal criar um post explicando como fazer isso.

Clube de Membros

O YouTube aprovou que o canal tenha um Clube de Membros, o que significa que você pode contribuir com um valor mensal (R$7,99) e ter acesso a alguns benefícios exclusivos, que no caso do meu canal por enquanto são:

Mas de fato o principal benefício é apoiar a produção de conteúdo do canal, que em 2020 está tendo vídeos diários (às vezes mais de um por dia) e LIVEs semanais.

[button-green url=”https://www.youtube.com/channel/UCUMl7Lrktn0-tqRsmPq1QYw?view_as=subscriber” target=”_blank” position=”center”]Participe do Clube de Membros[/button-green]

Super Chat

Outro recurso que o YouTube disponibiliza é o Super Chat. Funciona assim: quando você estiver assistindo uma LIVE, você pode, na caixa de comentários, enviar um valor que escolher (a partir de 1 real) e ter seu comentário em destaque durante a LIVE.

É uma maneira legal de fazer uma contribuição pontual (para quem não quiser assinar o clube, que tem recorrência mensal) e ter seu comentário destacado para quem estiver assistindo a LIVE.

Toda quarta-feira à noite tem LIVE e, às vezes, posso fazer outra ao longo da semana, em horários variados. Fique ligada/o no canal. 😉 As LIVEs ficam gravadas para quem não puder assistir ao vivo.

Compartilhando…

Você não precisa apoiar o canal com quantias em dinheiro. Você pode apoiá-lo visitando, assistindo os vídeos até o final, não pulando as propagandas, comentando, dando like e compartilhando com outras pessoas.

Inscrever-se no canal é importante pacas porque é dessa maneira que o YouTube entende que o canal é relevante e o indica para outras pessoas. Logo, se você não estiver inscrita/o, inscreva-se, por favor. 😉

[button-green url=”https://www.youtube.com/user/thgodinho” target=”_blank” position=”center”]Quero me inscrever no canal[/button-green]

Muito obrigada!