Categoria(s) do post: Diário da Thais

Realmente parece que foi ontem quando eu escrevi o post com o resumo de agosto. Acho que eu cheguei em um ponto do ano na pandemia que os dias estão simplesmente passando. Voltei a trabalhar “normal”, o que significa “menos”, pois desde o início da pandemia estou em um ritmo intenso para atender demandas que surgiram pelo meu trabalho: todos queriam saber como ser produtivo em home-office, organizar as demandas das casas e dos filhos e ficar bem. Agora, com a tal “retomada”, parece que ninguém quer nem ouvir mais falar em pandemia. Até entendo, e me reconheço no sentimento, mas não podemos jamais normalizar quase 150 mil mortos. Eu sigo meditando muito, mais do que nunca, para entender melhor como lidar com o mundo exterior e interior.

Setembro foi um mês de recuperação para mim em diversos aspectos. Passar tanto tempo em casa, e mesmo assim ter pego COVID-19 por uma única vez que saí (emergência dentista) ou algum descuido adicional, deu uma desanimada que não consigo estimar com muita assertividade no momento. Mas senti que deu. Então, no início do mês, eu escrevi bastante no meu commonplace book / diário, e uma das minhas primeiras reflexões foi sobre o meu ambiente de trabalho. Eu sei que há algum tempo eu escrevi aqui sobre a entrega do escritório, e aquela foi uma decisão pensada e acertada, para a funcionalidade que aquele escritório teria. No entanto, desde a decisão eu venho pensando sobre o meu trabalho e sobre como mantê-lo com integridade é importante, pois se trata de um trabalho de criação que depende de mim e que quero / preciso preservar para tê-lo sempre. Eu posso e gosto de ter meu espaço de trabalho em casa mas, ao mesmo tempo, fiquei muito desanimada trazendo os meus equipamentos e coisas para casa, pois nossa casa não é grande e também não posso me desfazer dos materiais que uso, essenciais para fazer o que faço.

Nós não vamos nos mudar desta casa onde moramos agora. É a nossa casa. Eu também abri mão de outros planos que eu tinha, que eram de comprar um terreno no interior para construir ou de comprar um imóvel para a minha mãe (falarei mais sobre o terreno em outro post futuro e, sobre a minha mãe, já falei aqui). E aí, estando em casa, eu descobri que não quero que meu trabalho fique 100% aqui dentro. Eu quero ter essa separação. Entenda: eu amo ficar em casa. Durante a quarentena, fiquei o tempo todo. Mas, justamente por isso, vi como ter um espaço fora é importante. Ter um espaço que eu saiba que é deste trabalho, um local de criação mesmo, para gravar aulas, vídeos, me concentrar quando precisar. Mas, para fazer sentido, precisaria ser perto de casa. Perto a ponto de dar para ir a pé. Com isso em mente, comecei a pesquisar alguns locais e encontrei uma sala de um sr. psicanalista que está se aposentando e alugando o espaço praticamente a preço de custo, apenas para não ficar com os custos do condomínio e IPTU mensais. Foi uma sorte imensa. Então, no intervalo de um mês (exatamente no dia 1 eu tomei a decisão e conversei com meu marido, que entendeu de primeira como era importante para mim), resolvi essa questão e já aluguei essa sala. Peguei a chave nos últimos dias. Em breve compartilharei com vocês então mais sobre esse processo, que tem muito a ver com o que eu comentei sobre o dia ideal e o estilo de vida que quero viver.

Este mês também marcou o meu retorno às certificações do GTD, que eu tinha deixado em stand-by desde a entrada no mestrado. Simplesmente foi muito volume de coisas ao mesmo tempo e eu precisei adiar um pouco. Agora estou retomando. Este foi um mês de muitas reuniões, estudo, participação em aulas e ajustes. Também fiz uma LIVE com o pessoal da Call Daniel, onde conto um pouco da minha história com o método GTD, caso você ainda não tenha me ouvido contar sobre isso. 🙂

Outra coisa que voltei a fazer este mês foi definir um contexto para cada dia da semana, não como obrigatoriedade, mas como sugestão, e foi gostoso trabalhar dessa maneira ao longo das últimas semanas.

Escrevi bons textos para o blog, o que sempre acontece por volta dessa época. Acho que fico introspectiva perto do meu aniversário. Este ano, completei 39 anos. Em paralelo, setembro foi um mês de altos e baixos no pós-COVID, pois ainda tenho dias em que acordo me sentindo muito debilitada, com falta de ar e cansaço extremo.

Por um lado, isso foi “bom” (bem entre aspas) porque comecei a pensar que poderia delegar algumas atividades minhas para prestadores de serviços, e refletir sobre isso junto com um mentor me ajudou bastante a entender que eu consigo me dedicar melhor ao que gosto de fazer (criar conteúdo e ministrar aulas) se eu tiver outras pessoas me apoiando. Então, ao longo da segunda quinzena, eu me debrucei nesse planejamento, que ainda não terminei, porque envolve pessoas, processos, contratos, e apenas nos últimos dias consegui fechar algumas questões legais com advogada etc. Mas foi a coisa que mais me deixou animada este mês, pois abriu um leque de trabalho e crescimento para o Vida Organizada que eu não estava conseguindo ver antes, centralizando tudo em mim e me sentindo debilitada com o COVID. Eu estava deixando de lado projetos criativos e bacanas simplesmente porque, por estar me recuperando, e precisando me dedicar a atividades mais burocráticas, eu não conseguia fazer. Ou seja, até para eu conseguir ficar bem com essas atividades, eu posso delegar outras que não necessariamente eu tenho que fazer, e claro que sempre dentro de uma estrutura justa para todos e sem me comprometer financeiramente, pois afinal de contas sou uma profissional autônoma e não uma multinacional.

De modo geral, me sinto abençoada por ter tantas pessoas por perto querendo realizar esse trabalho comigo, mas esse é o tipo de projeto que, mesmo eu trabalhando nele diariamente, depende de outras questões que levam um certo tempo, envolvendo contratos, advogados etc.

Em nível pessoal, fiquei sinceramente “incubada”. Não saí de casa, fiquei me recuperando, tive que pegar leve, dormi mais horas que o normal, enfim. Marido e filhote estão bem, dog também. Aproveitei para ler bastante e adiantar aulas dos “n” cursos online que estou fazendo. Até postei sobre isso em determinado momento no Telegram do Vida Organizada. Eu fazia muitos cursos antes da pandemia, em dias e horários variados. Com a questão da quarentena, eles foram se reestruturando e, por acaso, TODOS eles agora querem que as aulas sejam de noite, sendo que antes eram de tarde ou de manhã, e só por isso eu conseguia conciliar. Tem dias que tenho 4 aulas acontecendo ao mesmo tempo, tornando inviável. Cansada no pós-COVID, eu nem consigo ficar acordada até muito tarde todos os dias assistindo aula. Resolvi que deveria sair de alguns deles, inclusive alguns bem importantes. Mas faz parte. Simplesmente preciso focar em outra coisa no momento, especialmente a minha recuperação.

Eu estou bem tranquila com o meu tempo e as minhas prioridades no momento.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Saúde, Hábitos, Ayurveda

Esses são alguns aprendizados retirados do livro “Mude seus horários, mude sua vida” (Ed. Sextante), que inclusive já tem resenha aqui no blog. É um dos livros básicos que recomendo para esse trabalho que fazemos aqui com relação à organização da vida e construção de uma rotina tranquila.

Edição portuguesa do livro

O foco é colocar o seu corpo em um ciclo diário que leve em conta as suas necessidades de saúde, mas também seus relacionamentos e o ritmo de trabalho. Normalmente, coordenamos nossos horários pensando primeiro no trabalho, depois nos relacionamentos, e só por último em nosso próprio cuidado. A proposta aqui é inversa. Não se trata de “egoísmo”, mas de colocar o oxigênio primeiro em você para depois conseguir ajudar melhor as outras pessoas ao seu redor e fazer seu trabalho direito.

Os hábitos a seguir funcionam em conjunto. Ou seja, é claro que você sentirá benefícios incorporando cada um deles individualmente, mas quando estiver fazendo TUDO, sentirá a mudança efetiva. A melhor maneira de saber se funcionarão para você é testando, e tanto colocar em prática quanto testar são coisas que levam tempo. Não é para tentar “uma semana”. É para tentar até incorporar e, uma vez incorporado, testar durante MESES. Pois o corpo não é uma máquina onde você aperta botões, e sim um sistema orgânico complexo que demanda adaptação.

  1. Defina o horário que você vai se deitar TODAS AS NOITES, inclusive aos finais de semana. Não há qualquer problema em sair da rotina de vez em quando, mas você tem que ter uma rotina para sair dela, certo? Não adianta querer se sabotar logo na largada e já querer colocar exceções sem mesmo ter incorporado o passo 1. Estabeleça um horário para ir dormir que não seja tão tarde. Entendo que seja difícil dormir muito cedo, especialmente quando se é casado e tem filhos. Veja o que é possível para você hoje, dentro das suas atuais circunstâncias. Por exemplo, aqui em casa, quando passei a dormir mais cedo, os meninos reclamaram. No entanto, quando eu fico até mais tarde, para assistirmos um filme, ou mesmo passar tempo com eles, percebo que entre o horário que gosto de dormir (21h) e a exceção que abro de vez em quando para ficarmos juntos (até umas 23h30), não tem assim tanta diferença. Tudo o que fazemos nesse horário podemos fazer antes, dependendo apenas de muita conversa e organização. Eu ainda prefiro ir dormir mais cedo, mas uma ou duas vezes por semana durmo mais tarde (geralmente aos finais de semana) para assistirmos um filme ou ficarmos juntos. Mas eu percebo que dá para fazer tudo isso antes também, e aproveitarmos mais o dia “claro” em conjunto, especialmente durante o isolamento social. Em resumo, temos HORAS para fazermos coisas juntas e não precisamos fazer isso aos 45 do segundo tempo. Dormir cedo é importante para mim, para eu acordar bem. Se eu passo das 22h acordada, fico muito agitada e demoro a pegar no sono. Durmo mal, acordo várias vezes durante a noite. Como eles querem que eu fique bem, e eu abro essas exceções de vez em quando, conseguimos chegar em um acordo que hoje funciona para nós. Recomendo que você busque um acordo que funcione para vocês.
  2. Pratique o autocuidado ao acordar. Apesar de termos livros famosos ultimamente sobre o milagre da manhã ou o clube das 5am, e eu particularmente gostar de acordar cedo também, e os samhitas (livros clássicos do Ayurveda) recomendarem acordar antes do sol nascer, tudo depende da quantidade de horas de sono que você dormiu. Mais importante do que acordar cedo é ter uma noite de sono reparador. É natural que, indo dormir mais cedo, você acabe acordando mais cedo também com o passar do tempo, então não precisa se forçar esse acordar. No entanto, a recomendação aqui é que você dedique a sua primeira hora do dia para você. No Ayurveda, existe a rotina diária, conhecida como dinacharya. Essa rotina tem algumas recomendações, que você até pode seguir, mas você também pode personalizar e colocar as práticas que quiser. Ler, meditar, tomar banho, fazer atividade física. Escolha algo realmente agradável, que te motive a acordar, e que sejam atividades que normalmente você acaba deixando de lado com o “correr do dia”. Dessa maneira, você garante que cuidou de você mesma/o logo na primeira hora. Quando você faz isso antes de o sol nascer, o sentimento é de grande satisfação, por ter feito algo importante para você antes de “o mundo acordar”. Mas isso é “acessório”. Não foque em acordar antes do nascer do sol. Foque em dormir bem e acordar descansada/o, fazendo da primeira hora a sua “hora mágica”. O restante é consequência com o tempo.
  3. Coma apenas quando tem fome. Não quero entrar em conflito com a recomendação nutricional ocidental aqui e cada pessoa deve buscar um médico sempre para entender suas necessidades. Mas, de modo geral, comemos demais. Dar um tempo para o organismo é importante, especialmente em algumas épocas do mês, para as mulheres, relacionadas à menstruação. Tem gente que não sente fome de manhã e se obriga a comer porque leu que “é o certo”. O corpo diz muito e a gente não escuta. Se você não tem fome, não deveria se obrigar a comer. A fome vem como resultado de um organismo saudável, na hora certa. Tem dias em que eu acordo às 4h e vou sentir fome por volta das 9h. Tem dias que acordo às 5h com uma fome de leão. Depende. O importante é você se observar e respeitar o seu corpo. Comer quando tem fome é importantíssimo.
  4. Priorize a alimentação durante o dia. Comer de noite “agita” o organismo, causando aquela falsa sensação de que “tenho mais energia à noite”. A principal refeição do dia, a mais substanciosa, deve ser feita na hora do almoço, entre 11h e 14h. Tanto o café-da-manhã quanto o jantar devem ser mais leves. Algumas pessoas pulam o café e almoçam direto. O que não é recomendado é pular o almoço e apenas jantar, especialmente se a janta for um pratão de comida que vai bagunçar a sua digestão. O ideal é se alimentar enquanto está de dia, mesmo a janta. Atualmente eu costumo jantar por volta das 17h30. Nos dias em que fico até mais tarde, como coisas leves, como chás, sucos e sopas no máximo. Acontece de, de vez em quando, comer uma pizza no sábado à noite? Claro que sim, mas sabendo as consequências desse ato, e tá tudo bem, porque foi exceção. Dá pra gente encaixar exceções quando tem uma rotina saudável. Quando não tem, tudo vira bagunça e nosso corpo sente isso. Aqui vale citar também a coisa de ficar “beliscando” o dia inteiro. Mais uma vez: são diferentes abordagens. A nutrição ocidental prega outro comportamento. Isso aqui são sugestões ayurvédicas, não obrigações. 😉
  5. Coma comida de verdade. Pare de contar calorias. A saúde é um todo e, se você incluir na sua rotina hábitos saudáveis, seu corpo vai refletir isso, inclusive no caso de emagrecimento, se for o seu foco. Comer comida de verdade significa comer comida comprada na feira. Preparar sua própria comida, ou consumir refeições que você conhece a procedência. Você pode ter muita coisa para fazer na vida, mas se assumir que vive sempre “na correria”, coisas tão importantes quanto cuidar da sua saúde sempre ficarão de lado. Até quando? Reflita. Eu tenho bastante coisa para fazer mas, a partir do momento em que decidi ter uma rotina tranquila, mesmo com muitos projetos e áreas da vida acontecendo, percebi que era apenas uma questão de dizer mais “não” para coisas de fora, ou menos importantes, e dizer mais “sim” para coisas que realmente importavam. Cozinhar minha própria comida é uma dessas coisas, e isso tem que tomar pouco tempo no meu dia a dia, senão não fica sustentável. Por isso, ter alimentos frescos e priorizar preparos práticos, muitas vezes em uma panela só, agiliza demais a minha rotina e ainda permite que eu me alimente de maneira muito completa e nutritiva. ESQUECA os alimentos processados. Claro que pode levar um tempo para conseguir substituir, mas tenha essa substituição como foco que, em breve, você nem vai mais conseguir comer algo que não seja natural.
  6. Faça atividades analógicas à noite. Algumas pessoas sofrem com ansiedade mais do que outras. Isso tem a ver inclusive com o seu biotipo. Quanto mais tendência à ansiedade você tiver, mais os aparelhos eletrônicos, o excesso de atividades, conversas e informações vão te deixar mais agitado/a. Se você tem insônia, dificuldade para dormir, sono leve ou até mesmo crises de ansiedade, pergunte ao seu psicólogo o que ele acha das atividades descritas neste item. Sei que é um hábito muito difícil, especialmente porque, durante a quarentena, muitos de nós passamos a trabalhar de noite, responder mensagens, ver mais filmes, séries e ficar nas redes sociais. Mas sinta o alívio que é dizer um pouco mais de “não” para o celular. Comece com ele. Estabeleça um limite para olhar no celular – digamos, 20h. Depois, computador, tv. Veja a diferença que faz na sua saúde mental você usar o período noturno para dobrar roupas, lavar a louça, cuidar da casa, conversar, ler um livro, meditar, tomar banho, fazer uma massagem no seu companheiro, jogar um jogo de tabuleiro com os seus filhos, pintar, desenhar, escrever, fazer algum artesanato, tricotar, enfim. São atividades que de modo geral nunca temos tempo e que, quando fazemos, sempre pensamos “queria fazer mais isso”. Que tal fazer TODOS OS DIAS? Pense assim: você tem absolutamente o dia inteiro para trabalhar e lidar com o celular e mandar mensagens para todo mundo. Que tal, de noite, durante UM PAR de horas apenas, não fazer isso? Hein? Tente e me fale como se sentiu.
  7. Pratique atividade física todos os dias, e não duas ou três vezes por semana. Não faça da atividade física necessariamente um evento. Procure incorporá-la na sua rotina, ao longo do dia, cada dia de um jeito, sempre que puder. Tem que ir ao mercado hoje? Faça um caminho mais longo e vá a pé. Suba e desça as escadas de casa algumas vezes. Acordou com cólica? Não se force – faça um alongamento. Medite. Estique-se. Acordou com pique? Vá correr. Arrume o guarda-roupa. Faça faxina. A atividade física transcende os “exercícios”. Você pode fazer academia, atividade aeróbica, musculação, dança – tanta coisa! Não existe um exercício “padrão” para todos. Cada pessoa é de um jeito, e cada dia temos necessidades diferentes, que nosso corpo pede. Quanto mais você se observar, se conhecer e se respeitar, aos poucos você vai encontrando atividades que gosta mais e outras que gosta menos de fazer. Você vai construindo sua rotina em torno disso. A partir do momento que se torna uma coisa que você faz todos os dias, poderá passar a ver oportunidades ao longo de um dia inteiro de se exercitar, se isso for uma prioridade para você.

Como tem sido a minha rotina com base no que escrevi acima, em média:

  • Eu procuro acordar antes do nascer do sol, por volta das 4h (meu ideal hoje). Mas tem dias que acordo mais tarde, se sentir necessidade, sem qualquer problema nisso. Quando acordo às 4h, consigo fazer minha rotina de autocuidado com banho, yoga, meditação, e isso é importante para mim, por isso me sinto motivada a acordar esse horário. Depois, leio bastante, durante quase uma hora. Tudo isso até começar a sentir fome e tomar meu café-da-manhã, geralmente quando nasce o sol e o mundo “acorda”, por volta das 6h da manhã. Esse é meu ideal, minha rotina, mas é claro que às vezes abro exceções. Na semana em que fico menstruada, acordo mais tarde, pois meu corpo precisa repôr mais as energias. Tá tudo certo. E, se em algum dia eu sentir que preciso dormir mais também (que é diferente de sentir preguiça), eu acordo mais tarde, por volta das 6h mesmo.
  • A rotina deve ser personalizada. Mas sim, em média acordo cedo, porque prefiro. Para isso, preciso dormir cedo também. Meu horário ideal para estar na cama é 21h. Se eu estiver agitada, leio um pouco, ouço uma meditação guiada, massageio meus pés. Tem dias que, às 20h, estou na cama lendo, assim como tem dias que fico vendo filme com os meus meninos até um pouco mais tarde. Para mim, 22h já é tarde. Não gosto de ir para a cama depois desse horário. No entanto, para ficar com eles, geralmente aos finais de semana durmo mais tarde, assim como tem finais de semana que eles vão ver um filme que eu não quero ver e aproveito para dormir mais cedo tranquilíssima e plena.
  • Alimentação: tem vezes que sinto mais fome de manhã, e tomo café-da-manha, e tem dias em que pulo direto para o almoço, porque não estava com fome. Por volta das 11h30, paro de trabalhar e vou preparar o almoço, que sim, é sempre a minha principal refeição do dia. De tarde, se tiver fome, faço um lanche por volta das 15h30 – geralmente uma fruta doce, como mamão formosa ou banana. Se não der fome, eu costumo ir direto para a janta que, como falei, costuma ser entre 17h30 e 18h. Se eu for dormir mais tarde, posso comer algo simples, como uma sopinha ou refeição leve. Aos sábados, costumamos comer pizza, mas nem sempre eu também como a pizza com eles.
  • Atividade física. Ao acordar, faço um alongamento. Depois da minha oleação corporal, faço yoga. Banho. Depois do almoço, levo o dog para passear, já fazendo a minha caminhada. No final da tarde, nova prática de yoga. Muitas vezes, faço de noite também. No domingo, estou saindo para caminhar de manhã. Não estou correndo e fazendo outras atividades mais vigorosas no momento pois estou no “pós-COVID” e ainda sinto falta de ar e cansaço, mas geralmente gosto de correr e praticar outros esportes. Muitas vezes meu marido pratica yoga comigo e estou tentando trazer o Paul também.

Ter uma rotina é importante para algumas pessoas, especialmente no que diz respeito a esses horários, com relação ao ritmo do corpo. Se eu não tiver uma rotina, isso não me faz bem. Por eu me conhecer, faço o que é melhor para a minha saúde. O importante é cada um se conhecer.

Se quiser iniciar essa auto-observação, recomendo a leitura do dr. Suhas, citado no início do post, pesquisar sobre cronobiologia, ritmos circadianos, os livros clássicos do Ayurveda – recomendo em especial os capítulos sobre dinacharya e rotina sazonal do Astanga Hrydayam. Você também pode ler “24/7: capitalismo e fins tardios do sono”, do Richard Crary, e “Sociedade do cansaço”, do Byung Chul-Han. E, claro, consultar médicos, fazer seu check-up anual, ver se as vitaminas estão em dia, a qualidade do sono, a saúde mental, a alimentação, enfim… um trabalho de uma vida, e é. Mas você precisa começar. É uma responsabilidade unicamente sua.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

Outro dia compartilhei no Instagram que eu tinha terminado a leitura desse livro e recebi muitos comentários sobre a impossibilidade dessa afirmação. Perguntei se as pessoas tinham lido o livro, e nenhuma que fez o comentário tinha, mas quis opinar mesmo assim. Justo. Mas o fato é que a Internet se transformou nessa rede curiosa de reações: queremos dar opinião para todas as coisas, e não quero me informar ou conhecer mais para tal – o importante é simplesmente falar. Veja que este não é um julgamento, e sim uma crítica, que vale para mim também, sobre o nosso comportamento como seres humanos que usam Internet. Não é à toa que vivemos em um momento tão “nervoso” da humanidade. Parece que estamos o tempo todo combatendo uns aos outros…

Yogananda é uma pessoa muito conhecida e admirada no mundo todo em diferentes caminhos religiosos e espirituais. Seu livro mais famoso é “Autobiografia de um yogue”, que inclusive era o livro preferido do Steve Jobs (li em alguma entrevista dele). Existem vários livros menores (em número de páginas mesmo) com ensinamentos dele sobre temas variados, reunidos por seguidores fazendo pesquisas em suas entrevistas e outras publicações, e o livro deste post de hoje é o “Como ser feliz o tempo todo”, que me trouxe reflexões muito apropriadas para este momento que estou vivendo.

A ideia sobre felicidade fala sobre contentamento interior independentemente das circunstâncias externas. O Yoga tem tudo a ver com isso, pois se trata de um modo de viver, que está diretamente atrelado ao pensamento. O propósito do livro é mostrar como encarar a nossa existência a partir de um núcleo de paz e felicidade interior. Quando leio críticas a isso, compreendo a razão e origem delas, mas acho que é muito importante que a gente use nossos próprios questionamentos para crescimento e autoconhecimento quando nos deparamos com uma afirmação em tal sentido.

Toda a filosofia oriental trata da importância da mente para a felicidade do ser humano. Pessoas, em diferentes épocas da humanidade, nascidas em países mais pobres ou mais ricos, sofrem. Sempre sofremos, pois essa é a natureza do mundo em que vivemos (existe um termo para isso em sânscrito, chamado “samsara”). Independente das condições exteriores, sejam boas ou más: se você tiver uma mente pacífica e feliz, você será feliz. Como podemos pegar esse ensinamento, trazido há centenas de anos, milhares até, e refletir sobre ele?

É óbvio, claro como água, que pensar isso não quer dizer que a gente deva normalizar precariedade, sofrimento, maldade, injustiças, condições diversas desfavoráveis. Não vou olhar a pessoa passando fome e dizer que ela deve “mudar o mindset” e ser feliz. O próprio fato de estarmos refletindo sobre essas questões nos coloca em um estado de privilégio. Vou tentar explicar um pouco qual o meu ponto de vista com relação a esse ensinamento.

Já estive desacordada em uma cama de hospital sem conseguir agir ao que estava acontecendo ao meu redor e com medo de morrer. Já estive ao lado da minha avó em uma cama fazendo hemodiálise e gritando de dor e inconsciência porque estava morrendo. Já passei por situações muito, muito difíceis na vida, e creio que não seja necessário trazer mais exemplos aqui para “provar” que já tive alguma experiência com situações complicadas. Não estou mais certa que ninguém. É apenas a minha experiência. este é um blog.

O fato é que, por mais que você tenha pessoas queridas ao seu redor – meu filho, meu marido, minha mãe, amigos, enfim, boas pessoas querendo seu bem também – quando você deita a cabeça no seu travesseiro, você está sozinho com seus pensamentos. Isso acontece SEMPRE. E acontecerá também na hora da morte. E acontecerá em todos os momentos difíceis da sua vida. Por isso, que o “melhor amigo” que você tem é sempre a sua mente. Pelamor, não estou dizendo que você não tem amigos! Outro dia postei isso no Instagram e recebi uma avalanche de comentários dizendo que a afirmação (que na verdade era uma página de um livro budista) era “absurda”. É muito complicado falar sobre espiritualidade fora de um contexto, por isso entendo quem se fecha e evita falar sobre isso. Eu ainda continuo achando importante falar, porque é nessa troca que crescemos. Então vamos prosseguir.

Em um momento da vida em que achei sinceramente que fosse morrer, me veio à mente um aprendizado que tive no Budismo, que foi: “um Buda nunca sente medo”. Não é porque ele nunca passou por nada difícil. Mas porque, o que quer que aconteça, precisamos treinar nossa mente para passar por qualquer tipo de sofrimento não ficando tão mal quanto poderíamos caso não tivéssemos treinado a mente. Simples assim. Você aceita o seu sentimento e isso te ajuda a lidar melhor com ele. Não se trata de negar a raiva, a tristeza, a revolta. Significa entender por que está sentindo isso e aprender a lidar para ter paz mental.

Eu sei que pode parecer um conceito um tanto quanto complicado porque vivemos em um momento que mesmo as coisas simples e básicas são questionadas. Imagine as complexas. Mas eu não posso deixar de escrever sobre isso porque senão estaria abrindo mão de uma das coisas que mais gosto neste blog, que é escrever com autenticidade, sobre as coisas que estão acontecendo na minha vida, e como essa construção faz parte de ter uma vida organizada.

Voltando ao “Budas não sentem medo”. Ao lembrar desse ensinamento, refleti profundamente sobre ele, e fiquei em paz pensando que, se por acaso eu morresse, ou acontecesse alguma coisa comigo, eu não deveria sentir medo e sim lidar com o que viesse. De alguma maneira, fiquei em paz. E acho que o sentimento de paz mental é a felicidade em si. Porque, não importa o que acontecesse, eu viveria o que tivesse que ser vivido.

Minha amiga monja uma vez me disse, em uma aula, que problemas exteriores demandam soluções exteriores – e problemas interiores demandam soluções interiores. Se você não tem dinheiro para comer, precisa ter dinheiro para comer. É isso. Um problema exterior que não será resolvido “com uma mente feliz” apenas. Entender essa separação é fundamental. Entendendo essa separação, você conseguirá refletir melhor sobre suas necessidades e também sentimentos.

“Quanto menos vivemos em harmonia com a verdade interior, mais sofremos; e quanto mais vivemos em harmonia com a verdade interior, mais experimentamos a felicidade que nunca morre.” Yogananda

Recomendo fortemente o livro. 😉

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Categoria(s) do post: Linkagem

A linkagem de domingo é uma coletânea de links. Vocês sempre me pedem para compartilhar os canais que acompanho, os blogs que leio, e esta é a minha maneira de fazer isso.  São posts que eu li, vídeo que vi e gostei durante a semana anterior. Os assuntos não necessariamente têm a ver com organização, mas definitivamente sempre são relacionados ao blog.

  • Tenho pesquisado algumas coisas para aos poucos introduzir a prática do Yoga para o Paul, se ele se quiser. Este texto sobre benefícios do Yoga para crianças é muito interessante e eu achei que seria um texto legal de compartilhar.
  • Reassisti um par de vídeos do Matheus sobre os 10 piores hábitos que as pessoas têm diariamente. Foi bacana rever depois de algum tempo, porque de fato me ajuda a ver como já avancei em algumas questões e como sempre preciso ficar ligada em outras, para que maus hábitos não retornem. Vídeo 1 e vídeo 2.
  • Comentei algumas vezes no Twitter que encontrei “a minha versão da Nova Zelândia” na Internet. É uma moça chamada Nina Montagne e ela basicamente publica sobre saúde, comidinhas e bons hábitos. Recomendo.
  • O Todoist finalmente liberou para todo mundo a função de painéis dentro dos projetos. Estou elaborando um post para em breve, mostrando quais minhas sugestões para uso do recurso. Eu sinceramente não vejo com tanta empolgação como algumas pessoas têm visto. Para mim, o forte do Todoist é exatamente o visual linear de listas. Enfim, deixa esse papo para o post futuro a respeito. 😉
  • Outro vídeo excelente do Matheus sobre a coisa de “descobrir o seu dosha”. Dosha é importante mas não é tudo no Ayurveda.

Espero que você esteja bem. Tenha uma boa semana. <3

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Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Família, Vida

Algumas vezes comentei sobre esse assunto no blog e muitos de vocês me pediram para escrever mais a respeito. Um dos objetivos de cuto e médio prazo que tenho é sobre o futuro da minha mãe. Comentei que sou filha única e que minha mãe mora em outra cidade, e que eu refletia sobre isso já há algum tempo, sobre como isso influenciaria na minha vida e que eu queria ter um plano para o futuro.

Eu gosto de fazer um exercício que eu chamo de linha do tempo de 100 anos. É basicamente uma linha do tempo para a minha vida, caso eu viva 100 anos, no melhor dos cenários. Não quero entrar aqui na questão de que a expectativa de vida do brasileiro é de menos de 80 anos, e de que já serei idosa aos 60. Não é esse o ponto. É justamente uma reflexão sobre a vida ser finita. Posso viver 100 anos como posso viver 40. Ninguém sabe. É como se fosse uma tela em branco que uso para fazer reflexões sobre a vida de modo geral. Eu ensino esse exercício com mais detalhes no meu curso, no módulo de planejamento de vida.

Quando fiz esse exercício pela primeira vez, anos atrás, eu tive esse grande insight sobre a vida dos meus familiares. Minha avó ainda estava viva, mas já era velhinha. Foi esse exercício que me deu o estalo de querer fazer uma transição de carreira, voltar para São Paulo (nós morávamos em Campinas – ficamos três anos lá por causa do meu trabalho na época), para passar mais tempo com ela, permitir que ela tivesse uma vivência de bisavó com o Paul. Tudo isso foi muito acertado e conseguimos fazer isso. No último Dia das Mães em que ela estava viva, ela estava em uma cama de hospital, fazendo hemodiálise, quase sem sentidos (cognitivamente falando). Foi um dia muito, muito difícil. Eu estava com ela e passei o dia agradecendo por tudo o que ela tinha proporcionado a todos nós, como família, e que ela ficasse tranquila, pois ela tinha um bisneto que a amava, que gostava de matemática (era uma brincadeira interna. “nossa”, pois ninguém na família gostava de matemática e ela acreditava que ele seria o abençoado, e foi! rsrs o Paul ama matemática). Que ela ficasse tranquila com relação à casa, à família, ao meu tio, enfim. Foi apenas um momento a ser lembrado.

Minha avó se foi naquele ano (2018), mas ter feito esse planejamento anos antes me permitiu vivenciar uma série de coisas com ela, e é esse o valor que vejo nesse tipo de planejamento. Ainda que em uma escala diferente, tenho a minha mãe. Ela é muito mais nova que a minha avó, é claro, mas os anos passam para todos. Minha mãe está ótima. É muito ativa, tem um comércio, está bem de saúde. Mas eu sei que a idade chegará para ela também e que eu sou filha única. Moramos em cidades diferentes, e isso sempre me preocupou bastante. Como será o futuro? Se algo acontecer, qual é o plano? Pensar sobre isso não é ter ansiedade, como muitas pessoas acham. Eu, pelo menos, fico ansiosa se pensar nisso e não tiver um plano. Planejar as coisas me deixa tranquila pois eu sei que, se algo acontecer, eu já pensei nas possibilidade e isso facilita a tomada de decisões.

Este ano, tive boas conversas com a minha mãe. O que decidimos é que, em algum momento, faz sentido ela mudar novamente para São Paulo, para ficar perto de nós. De modo geral, o que decidimos é que, quando sair a aposentadoria dela (já deu entrada, mas é um absurdo como o Governo demora para liberar esse benefício, então acreditamos que ainda levará um tempo), ela se sentirá mais segura para fechar a loja (pois não dependerá desse faturamento para pagar suas contas) e fazer outra coisa. Essa “outra coisa” provavelmente será viver de artesanato, como ela sempre gostou de fazer. Minha mãe é uma pessoa de espírito livre, meio hippie. Sempre gostou de viajar, então acredito que será uma daquelas velhinhas que vai fazer viagens com outras vovozinhas, para lá e para cá, e participar de feiras de artesanato fazendo amizades e curtindo esse ambiente musical e cultural.

Aqui eu quero trazer um aprendizado que tive e que partiu de ter uma perspectiva mais humilde sobre a coisa toda. Apesar de termos combinado sobre a mudança para São Paulo, isso era algo que estava muito mais dentro da minha cabeça que da dela. Recentemente, percebi que ela gosta de morar no litoral. Voltar para São Paulo seria uma mudança de estilo de vida difícil para ela. Apesar de ela sempre ter morado em um bairro cultural e cheio de atividades do estilo que ela gosta, São Paulo é uma cidade difícil em termos respiratórios (rs). Em resumo, por mais que você more em um bairro arborizado, faz diferença você morar aqui ou no litoral. Quem se acostuma com o estilo de vida perto da praia, andando de bicicleta, respirando o ar puro, acha difícil voltar a gostar daqui. Eu sou suspeita pra falar, pois adoro São Paulo, mas não consigo negar como esse fator influencia. Eu desenvolvi sinusite, meu marido tem bronquite desde criança e nosso filho teve problemas respiratórios também. Sabemos que o clima ajuda. Em resumo, minha mãe gosta da vida dela lá, e é provável que ela queira continuar morando no litoral enquanto puder. Pesquisando sobre imóveis em São Paulo, ela sempre se mostrou levemente desapegada dessa procura, até que eu percebi que eu estava meio que “colocando o carro na frente dos bois”. Se em algum momento ela precisar, por conta da saúde mesmo, sabemos que a estrutura de São Paulo é melhor e eu estar por perto é o mais prático. Então, quando e se precisar, vamos pesquisar e alugar um apartamento para ela na mesma região em que moramos e ela vai se mudar. É isso. Mas, até lá, ela vai viver a vida dela e ser independente no lugar em que quiser viver.

Penso que o ponto mais importante seja encaixar a atenção a ela mesmo com ela morando em outra cidade. Todo mundo sabe como o ritmo do dia a dia pode tornar as coisas mais difíceis. Mas não dá pra dar desculpas. É algo que tem que ser encaixado e planejado com regularidade. Minha mãe só tem a mim, e a nossa família, então visitá-la e prover tudo o que ela precisa tem que ser uma prioridade. Isso vai ficando cada vez mais latente à medida que ela vai ficando mais velha e precisando de um suporte maior. Financeiramente, já a ajudo como posso. Que bom que cheguei num ponto da vida adulta em que isso é possível, e agradeço todos os dias por esse privilégio. Sei quantas pessoas existem e que rezam diariamente para conseguir ajudar os pais, assim como eles ajudaram os filhos a vida toda.

Uma pergunta que pode surgir é sobre se pensamos em trazê-la para morar com a gente. Nossa casa é pequena e isso nunca foi uma possibilidade. Poderíamos pensar em mudar para uma casa maior, mas não vimos necessidade. Minha mãe é uma pessoa independente e é importante que ela tenha seu próprio espaço. Ela não se sentiria à vontade morando aqui e acho que isso afetaria nossa dinâmica como casal também (marido e eu). Não vemos necessidade nisso, sinceramente. É óbvio que, se fosse necessário, devido a alguma condição de saúde, nós faríamos o que fosse preciso.

Quando ela precisar, ou quiser, a ideia é alugar um apartamento em São Paulo, com portaria 24h (ou seja, uma certa assistência imediata, em caso de emergência), na mesma região que a gente mora, onde ela possa ter o espaço dela, a casa para as suas duas gatinhas, enfim, suas coisas por perto. Mas, enquanto ela está bem, tem saúde, e quer, ela continuará morando na cidade que gosta, com ou sem aposentadoria. Esse é o plano. Tendo um plano, eu já fico mais tranquila.

Em resumo, é respeitar a decisão dela como pessoa, ser humano, e prestar todo o apoio e suporte necessário para que ela fique bem até o final da sua vida (hoje ela está com 61 anos).

Minha dica para você que percebeu que se tornou adulto e precisa cuidar dos seus adultos também é: pergunte. Não tome decisões com base no que for mais prático, organizado ou funcional para você. Converse. Pais podem ser “filhos adultos” depois de uma certa idade, mas ainda são seres humanos com suas aspirações e vontades próprias. Em caso de necessidade, é óbvio que as condições serão diferentes. Mas, até lá, apenas esteja presente, dando suporte para que sejam felizes.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

Hoje eu completo 39 anos de vida.

Todo ano, eu faço um post no dia do meu aniversário com algumas reflexões a respeito desse último ano que passou, entre um aniversário e outro. Compartilho com vocês no intuito de encorajar esse tipo de reflexão na época do seu.

Sempre leio o post do ano anterior para ver a mudança de vibração para o ano em questão. E, puxa vida, como eu estava chateada há um ano. 2019 foi um ano muito difícil, e 2018 já tinha sido difícil pacas também. Que bom que no momento eu consigo olhar para trás e ver como esse sentimento mudou, como melhorei, e como me sinto feliz intrinsicamente hoje.

Eu implementei novos hábitos na minha vida que foram uma grande mudança e que me proporcionaram uma saúde melhor, uma mentalidade melhor, uma calma, enfim, várias coisas boas. E eu acredito que este ano – metade dele passado dentro de casa, em isolamento social – tenha me ensinado muito em termos de “o que eu quero de verdade para mim”, pensar mais em mim, não tomar tantas decisões só pensando nos outros, o que sempre foi um desafio porque, como regra, eu sempre penso nos outros primeiro.

Durante todo o mês de setembro, eu gosto de fazer planejamentos em nível mais “macro”, pensando na minha vida a curto, médio e longo prazo. Eu guardo os materiais que usei para reflexão em anos anteriores, e essa análise toda me permitiu ver que, lá atrás, em 2016, 2017, quando eu iniciei algumas ideias, uma delas dizia respeito à “era” da vida em que me encontro, nesse período entre os 30 e 40 anos. Quando tomei a decisão de, lá atrás, passar por uma cirurgia tão complexa como a que fiz em 2017 (redução do estômago), eu estava disposta a mudar completamente o meu estilo de vida para abrigar essa pessoa que na verdade eu sempre soube dentro de mim que eu era. Meu plano era chegar aos 46 anos (10 anos desde os 36) com esse novo estilo de vida implementado, para sentir que estava chegando na metade da minha vida (estimativa, óbvio) preparada para enfrentar os anos seguintes, da velhice, deterioramento do corpo etc. E, revisando esse material, percebi que eu já tinha mudado 90% das coisas, e que levou menos tempo do que eu imaginava. Fiquei muito feliz e grata por isso.

Essa mudança de estilo de vida tinha foco na saúde e na minha longevidade de modo geral. Sono, alimentação, atividade física, estado mental positivo, calma, respiração, meditação, contemplação, rotina, hábitos. É isso. Ainda faço ajustes, e tenho coisas a melhorar, como todo mundo e sempre, mas me sinto muito satisfeita por estar caminhando em uma direção que me agrada.

O que eu mais mudei no último ano? Sem dúvida a questão de como eu encaro a minha saúde e a importância da minha rotina e alguns horários para a manutenção da mesma. Li o livro “Mude seus horários, mude sua vida” lá em março, mas só por volta de setembro ou outubro do ano passado que eu comecei a implementar o que estava ali e a querer me aprofundar mais na Ayurveda.

Ter me tornado vegana também foi um marco expressivo, ainda que tenha sido uma decisão tomada pouco antes do meu aniversário do ano passado (em agosto). Eu senti um encaixe perfeito dessa decisão sobre quem eu sou, quais são os meus valores. Foi maravilhoso. Em dezembro, eu também parei de consumir álcool, que era apenas um hobby boboca que não me agregava nada de útil ou legal, completamente desnecessário, e que também influenciava na minha saúde em diversos aspectos.

Quando eu penso em características que talvez eu tenha mudado em mim mesma, não consigo deixar de pensar na calma. Meu foco tem sido o trabalho nas seis perfeições do Budismo: paciência, generosidade, disciplina moral, esforço, estabilidade mental e sabedoria. Quando digo que tem sido o meu foco, me refiro a foco diário, de meditação e prática consciente mesmo. Sempre tive muita dificuldade com a questão da paciência, mas sinto internamente uma mudança enorme em mim de um ano para cá. Não por acaso, a área que escolhi focar mais este ano tinha sido “espiritualidade”, e mergulhei no Budismo com muita humildade e vontade de me aperfeiçoar nesse caminho. Foi acertado demais. Sinto que evoluí muito e ajustei meu foco realmente.

Gosto muito de refletir sobre os meus relacionamentos e amizades que mantive, melhorei, cortei, comecei no último ano. Eu tive que cortar algumas amizades e contatos. Outras, percebi que bastava eu gostar da pessoa e pensar nela com carinho, mas que para mim não era um relacionamento saudável de manter por perto. Aprendi a lidar melhor com as expectativas das pessoas. A entender que algumas precisam de mais atenção, enquanto que outras não. De uma maneira curiosa, aprendi a dizer mais “não” para pessoas queridas e sequer questionar o “não” dito àqueles que não fazem parte desse círculo mais íntimo. Me aproximei de pessoas que eu gosto, que estão com mesmos objetivos que eu, que têm os mesmos valores. É certamente um tema de foco para mim ao longo do próximo ano, especialmente por estar entrando em um ano pessoal 2, de acordo com a numerologia.

Quando eu penso em quem impactou mais a minha vida no último ano, muitas pessoas queridas me vêm à mente. Todo o pessoal da comunidade budista, que chamamos de “sangha”, ajudou muito. Meus colegas dos grupos de pesquisa. Meu professor orientador. O pessoal do Ayurveda. Amigos veganos. Alguns colegas de trabalho. Alunos. Muita gente legal MESMO.

Com a chegada do meu aniversário, fiquei me perguntado que tipo de presente eu gostaria de ganhar. Coisas materiais mesmo. Sempre faço uma compra generosa de livros da minha lista de desejos da Amazon. Eu fico absolutamente feliz me dando livros de presente. Depois, um investimento mais caro, que foi um smart watch. Levei anos pensando sobre a necessidade de um até concluir que seria excelente, com foco na saúde e esse controle todo derivado (ainda pretendo falar mais sobre isso, pode deixar). E uma última coisa, que é uma bicicleta. Essa ainda está em andamento, e falarei mais a respeito daqui a algum tempo, porque envolve contar um montão de outras coisas que preciso contar aqui antes para vocês entenderem a “narrativa”. rs

Trabalhando em casa em um dia comum

Eu sei que “coaching” é uma coisa que, aparentemente, todo mundo odeia hoje em dia. Mas a formação de coaching que fiz em 2016 foi muito importante para mim, com implicações bastante profundas, a partir daqueles exercícios que fiz e todo o processo. Foi ali que iniciei toda essa transformação que consigo sentir agora. Lembro de um exercício – e acho que até já falei sobre ele aqui no blog em algum momento, apesar de não me lembrar exatamente quando – de que visualizei como seria o meu dia ideal e como eu me via sendo “a pessoa que sempre senti que eu era”. Eu efetivamente me tornei aquela pessoa da minha visão, e ela era uma pessoa que parecia um ideal meio distante para mim. Eu me tornei. Isso gera um contentamento interior tão grande que acho impossível descrever em tão poucas palavras. A vida que estou vivendo hoje é a vida que sempre quis viver, e cada vez mais trabalhando para ajustar melhor o que quero vivenciar daqui em diante. Isso é maravilhoso. Sei que é um imenso privilégio.

5 coisas novas que eu implementei na minha vida e que foram determinantes no último ano:

  1. Tudo relacionado ao Ayurveda
  2. Veganismo
  3. Dizer NÃO sem culpa
  4. Treino das seis perfeições do Budismo
  5. Focar meu trabalho no online

E a maior lição que aprendi foi que, quando baseamos nossas escolhas em crenças corretas, quando há um alinhamento, fica menos difícil lidar com as implicações de todas essas decisões.

Categoria(s) do post: Comida, Veganismo

Durante 7 dias, eu levei um projeto para o Instagram do Vida Organizada postando meus cafés-da-manhã sendo uma pessoa vegana, ou seja, dentro de um regime de alimentação vegetariana estrita. A ideia foi fazer durante as luas crescente e cheia, quando geralmente sinto mais fome, já que em outros momentos do mês muitas vezes eu não costumo comer muito pela manhã e respeito o meu ritmo.

Quis postar porque vocês sempre me pedem para compartilhar como eu me alimento, para dar ideias mesmo. Algumas dessas opções postadas já têm receita aqui no blog, mas outras eu vou compartilhar aqui mesmo como eu costumo fazer. Minha alimentação se baseia não apenas no veganismo de modo geral, mas nos alimentos da estação e seguindo alguns princípios do Ayurveda (nem sempre, vale dizer, ok?).

Dia 1

Eu comecei a semana com uma das minhas receitas preferidas para comer de manhã quando tenho fome, que é tofu mexido. Já tem receita no blog.

Fiz com leite de aveia desta vez e a textura ficou muito parecida com a do ovo. Para todos os veganos que amavam seu ovinho mexido de manhã, como eu. Mesma experiência, mas sem crueldade animal.

Curiosidade que vale a pena comentar. Muitas pessoas me perguntam por que os veganos gostam de usar nomes de receitas que levam ingredientes de origem animal, como no caso acima, que falam “ovo mexido vegano” em vez de “tofu mexido”. É que as pessoas de modo geral têm seus repertórios, e quando você fala “ovo mexido vegano” fica mais fácil de entender do que se trata do que explicar o que seria um “tofu mexido”. Tá tudo bem, é só uma forma de facilitar a comunicação. Muitos veganos não se tornaram veganos porque deixaram de gostar de carne, por exemplo. Gostavam, mas queriam ter a mesma experiência e sabor sem necessariamente consumir algum alimento de origem animal. Eu mesma amava comer ovo mexido. Para mim, foi uma descoberta e tanto poder comer a mesma coisa mas sem usar ovo.

Dia 2

Nesse segundo dia eu fiz um mingau doce com frutas. Tem receita aqui no blog.

Eu não sou muito de doce e comi metade, pra vocês terem uma ideia. Meu marido comeu o resto. rsrs Mas dá pra fazer de mingau sem as frutas, sem açúcar, usando outros grãos, enfim… boa receita para uma manhã fria de inverno. Comfort food total. Acho que é uma receita rápida, prática e que, no geral, agrada crianças também. Você nem sente falta do leite de vaca e muitas pessoas inclusive fazem com água em vez de leite.

Dia 3

No dia 3 eu fiz uns bolinhos de banana bem simples. Postei até a receita aqui no blog, outro dia.

A foto tá meio feinha mas os bolinhos estavam bem gostosos.

Na prática, eu costumo fazer esses bolinhos com o que eu tiver de ingrediente disponível na cozinha. Muitas vezes eu faço salgado, quando não tenho pão. Fica bem bom. Basta temperar e usar uma frigideira anti-aderente ou lembrar de colocar algum tipo de óleo (azeite, óleo vegetal, manteiga vegetal, ghee vegetal, enfim).

Dia 4

Tem dia que o agni (fogo digestivo) acorda bombando. rs

Café-da-manhã do dia 4 foi pão sírio assado no forno com recheio de alface, erva-doce e refogado de shitake. Eu aaaamo pão sírio. Procuro ter sempre em casa. Geralmente compro um ou dois para aproveitar nas refeições. Meu marido também gosta.

Basicamente faço assim: em uma panela, refoguei 1/3 de cebola, 2 dentes de alho, um pouco de tofu fatiafo e cerca de meia xícara de shitake fatiado. Eram coisas que já estavam na geladeira fatiados, então não me tomou muito tempo, apesar de serem preparos rápidos, se fosse o caso. Azeite, sal, cominho, gengibre em pó, cúrcuma e um pouco de shoyu, mas você pode usar os ingredientes que quiser. Uma colher de mostarda dijon. Mexer até o shitake estar cozido e aí colocar no pão.

Não entrou na foto mas fiz chá de capim cidreira pra acompanhar.

Dia 5

Tem dia que tudo o que a gente precisa é de um pãozinho na chapa e um café preto!

A versão vegana é feita com azeite ou outro óleo vegetal, apenas. Única diferença. Prefiro fazer com azeite, quando tenho vontade de comer.

A maioria dos pães franceses é vegana, mas você pode tirar a dúvida perguntando na sua padaria preferida.

Na real eu quis postar esse “prato” só para mostrar que não precisa ficar fazendo nada elaborado e tá tudo bem ter preguiça ou fazer uma refeição mais na pressa mesmo, sabe. Só acho que é importante a gente repensar fazer isso todos os dias, pela questão nutricional mesmo. Mas enfim: dá pra fazer “pão na chapa” com outros tipos de pão, se quiser fugir do francês. Muitas vezes faço com o pão integral, por exemplo.

Dia 6

Toda semana eu gosto de ter um pão que vou comendo até acabar, até para aproveitar o pão ao máximo. Assim eu não compro “vários”. Já perdemos pão por conta da validade, então eu sou mais criteriosa para comprar. Esta semana eu tinha comprado esse pão integral com vários grãos etc. Sempre verifique nos ingredientes se ele é vegano, pois nem todos são.

Pão integral com grãos torrado no forno + abacate passado no pão como se fosse requeijão + shitake refogado com azeite, cúrcuma e pimenta do reino + broto de feijão. Antes de comer: meio limão espremido, erva doce, gergelim preto e mais pimenta do reino.

A erva doce eu congelo, pois é uma maneira simples de conservar. Apesar de eu sempre preferir os alimentos frescos, o que eu prefiro na real é aproveitar mesmo todas as comidas e não perder as coisas! Aliás, isso guia o meu preparo diário. Vejo o que tem e vou me virando até as próximas compras.

Essa técnica de passar o abacate no pão como se fosse requeijão acho tão simples, fácil e prática para o dia a dia! E, sinceramente, eu nunca tinha pensado nisso antes mas, uma vez que eu tenha feito uma vez, quero fazer sempre haha.

Na mesma “vibe”, sempre é bom ter uma verdura fresca para usar em várias comidinhas. Neste caso, é o broto de feijão, que adoro e é muito nutritivo. A gente sempre tem alguma verdura fresca para usar nas refeições, que seja alface mesmo! Procuro variar por conta dos nutrientes, e os meninos comem também.

Dia 7

O café do dia 7 parece elaborado mas na real ele é um mix do que eu já tinha na geladeira. Feijão que já estava pronto, meio abacate, meio limão, sourcream vegano (feito com tofu – peguei várias receitas na internet como referência e montei a minha, bem simples), o último tomate, meio pepino, um pão tostado. É isso. Também não consegui comer tudo e dividi com o marido. rs

Ao longo desta semana, recebi muitos comentários divertidos sobre cada refeição. Para mim, o ponto mais importante da rotina é a personalização. Você come mais quando sente fome, come menos se não sente tanta. Tem dia que você come mais cedo, tem dias que você come mais tarde – quase um brunch! Tem dias que eu cozinho mais, tem dias que tenho que preparar em 5 minutos. Tudo depende. Personalize! Esse é o segredo.

Espero que o post tenha sido útil para trazer algumas ideias. Antes de me tornar vegana, meus cafés-da-manhã era pão com manteiga, leite com achocolatado, no máximo um suco de laranja, às vezes torrada com requeijão. Ter me tornado vegana e ter ido para uma alimentação mais focada em nutrientes do que na fome em si me ajudou a descobrir uma variedade imensa de alimentos e a ser mais criativa na cozinha, preparando alimentos com intenção, mente plena, consciência, enfim, autocuidado mesmo, em resumo. Acredito que seja possível a gente se alimentar melhor com um pouquinho de esforço a mais, sem que isso seja “mais uma coisa a fazer”, sabe? Sem tomar muito tempo etc. É só o tempo necessário e importante que a gente crie.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

A cada três meses, ou sempre que vira a estação, eu gosto de publicar no blog um resumo dos projetos que eu concluí e dos objetivos que alcancei no trimestre.

Eu não faço esse post para me mostrar produtiva, estabelecer uma régua ou causar ansiedade em ninguém. Meu objetivo é fazer essa análise pessoal mesmo e compartilhar com vocês como foram os últimos três meses em termos de conclusão, desistência ou alcance de coisas.

Apesar de estarmos em quarentena, muitos projetos continuaram porque o meu trabalho hoje está 100% focado no online. Nesse terceiro trimestre eu também tive COVID-19, o que impactou em algumas decisões.

Como foram então os meses de final de junho, julho, agosto e metade de setembro:

  • Objetivo concluído: quitamos o nosso carro. <3
  • Eu desisti de: comprar um terreno no interior para construir. Eu na verdade refleti bastante sobre isso e posso compartilhar em outro post porque desisti desse objetivo. Na verdade ele mudou um pouco, apenas. Me fala se você quer que eu compartilhe sobre isso, tá bem?
  • Em janeiro, eu concluí um tratamento dentário super chato de canal e, em junho, esse dente quebrou! Como não podia ficar exposto, além da dor (rasgou toda a minha boca por dentro e eu não conseguia falar!), tive que ir ao dentista. Eu resolvi esse problema, mas peguei COVID. 🙁
  • Reassistimos todas as temporadas de “The Office”.
  • Teve um encontro da mentoria de marketing digital que eu faço parte e foi completamente online. Uma experiência muito legal, de três dias.
  • Fiz um projeto com várias LIVEs e depois a abertura de uma turma do curso Jornada, que é voltado para profissionais que queiram levar o seu trabalho para o online.
  • Regulei meu sono! Acordando no Brahma Muhurta regularmente e dormindo até mais tarde quando sinto necessidade, sem desregular o horário. Melhor conquista dessa quarentena!
  • Finalizei minha transição hormonal e meu ciclo já está saudável e adequado, valha-me! Ainda vão uns quatro meses de observação, mas está tudo bem.
  • Definição do tema para o pré-projeto de doutorado e um pouco de “calm down” com esse projeto no sentido de que tá tudo bem não começar imediatamente, mas que seria ótimo caso começasse.
  • Rotina do Paul reorganizada com a estruturação das aulas online pela escola. A gente tava super sem saber o que fazer.
  • Em agosto, teve o início da Turma 4 do meu curso MVO (Método Vida Organizada). Tivemos que encerrar as inscrições antecipadamente pois as vagas ficaram lotadas. Por isso, o pessoal remasnecente será alocado em uma turma nova em outubro, atendendo a pedidos (eu tinha planejado abrir outra turma apenas em dezembro, mas muita gente ficou de fora e por isso vou abrir uma exceção).
  • Eu fiz um curso online muito legal em junho e julho, da Laura Pires, sobre Ayurveda, nutrição e saúde intestinal. Esse assunto é relevante para mim desde a cirurgia de redução do estômago e a descoberta de algumas alergias no ano passado (que até me levaram ao veganismo e ao Ayurveda).
  • A formação em Ayurveda tem sido excelente porque toda aula tem aplicação prática na minha saúde e na minha rotina. É uma imersão muito significativa e intencional. Mergulhar nesse estudo tem me feito muito bem e, de certa maneira, é uma forma de me distrair tanto da pandemia quanto do trabalho, sabe? Estudar um assunto diferente para variar. O curso tem dois anos e por enquanto está inteiro online. Estou fazendo as aulas. Não consegui evoluir tanto quanto eu gostaria, pois tive que me preservar quando peguei COVID, mas ele tem sido meu foco principal de estudos no momento.
  • Voltei a fazer terapia. Eu tive algumas crises de ansiedade na quarentena, especialmente quando descobri que tinha pego o COVID. Fiquei com medo de o nosso filho pegar, enfim, foi bem complicado. Mas estar na terapia, ter me consultado com um psiquiatra, ter aumentado aqui todos os meus cuidados habituais de dinacharya, meditação, sono, alimentação, enfim, fizeram com que eu me sentisse melhor. Tive que tomar medicação.
  • Acho que a melhor conquista, além da saúde mesmo após o COVID, foi ter tomado um montão de decisões importantes sobre a vida e o trabalho de modo geral. Compartilharei aos poucos por aqui, mas foi um marco importante, que não poderia deixar de citar.

Se quiser compartilhar como foram os últimos meses para você, vou adorar saber. Obrigada. <3

Categoria(s) do post: Roupas

Eu gosto de usar a técnica do armário-cápsula para organizar o meu guarda-roupa. A adaptação que faço é criar uma cápsula de peças para um período de tempo em que ela faça sentido para mim – não necessariamente por estação, mas uso as estações como direcionamento.

Por exemplo, em setembro, antes do início da primavera, os dias começam a ter um sol mais quentinho, mas ainda tem bastante chuva, brisa fresca, então não dá para abrir mão de peças mais quentes. É a verdadeira meia-estação, na minha opinião, pelo menos aqui em São Paulo (capital).

Esta versão da cápsula então eu quis criar para usar até quando realmente começar a ficar quente e não fizer mais sentido ter peças grossas como lãs e moletons mais felpudos no armário.

Por setembro ser um mês da renovação para mim (esse até é o tema que trago para o blog e outros canais do Vida Organizada), quis usar cores mais suaves, naturais, claras, pastel. Eu sempre uso verde, azul, na primavera, que acho que são bons cores para essa época. Mas estou em um momento da vida em que só quero usar coisas bem naturais, tipo algodão, linho cru – sabem essa vibe? Então eu separei as peças que eu tinha que eram mais ou menos nessa pegada, guardei aquelas que eu definitivamente não vou usar no momento (inverno e alto verão) e fiquei bastante satisfeita com as peças escolhidas.

Meu armário tem 5 portas, então minha ideia é deixar a cápsula em duas partes, onde ficam também as gavetas. Desse modo, no dia a dia acesso apenas esse compartimento para escolher as minhas roupas. Eu sei que tenho bastante roupa. Agradeço a compreensão. Tive problemas com auto-estima a vida inteira e apenas de dois anos para cá eu consegui me sentir melhor, e usar roupas que eu goste é uma parte importante desse processo.

Cores-base da cápsula: branco, cinza mescla, bege, azul jeans claro, cores pastel

De calças, tenho:

  • uma calça amarela de sarja, skinny
  • uma calça branca de sarja, bootcut
  • uma calça de alfaiataria / pantacourt rosa pastel, de crepe
  • uma calça de sarja azul turquesa, skinny
  • uma calça jeans pantacourt
  • uma calça branca pantacourt, de linho
  • uma calça jeans claro estilo mom

Shorts:

  • shorts jeans mais gasto
  • shorts jeans com laço na amarração, estilo clochard
  • shorts branco de sarja
  • short bege clochard, meio social*

Outros:

  • macacão curto bege*
  • saída de praia (vestidinho branco), pra usar em casa mesmo

Partes de cima:

  • 3 regatas: uma branca de algodão, uma branca de malha com poás e uma cinza de malha
  • camisetas básicas em tons de cinza, branco, off-white e uma turquesa
  • camisa de manga curta amarelo pastel
  • 3 blusinhas mais arrumadinhas para “trabalho”: uma rosa, uma branca e uma amarelo pastel
  • uma camiseta de malha cinza bem folgada
  • jaqueta jeans claro
  • 2 blusas de moletom: cinza e branco
  • 2 blusões grossos de lã: bege e cinza
  • suéteres finos de lã, que uso muitas vezes como camisetas: cinza, bege, off-white
  • uma camisa branca de linho

Roupas de base, tipo camisetinhas de algodão, para usar por baixo das roupas, ou lingerie, roupa de academia, pijamas, não entram no armário-cápsula acima. Estão nas gavetas. Na primeira gaveta eu coloco calcinhas, sutiãs, meias e acessórios (toucas, máscaras, lenços). Na segunda, camisetas e roupas de praticar exercícios. Na terceira, pijamas.

Apesar de não contar sapatos, existem alguns que acredito que combinem com a vibe dessa cápsula:

  • mocassim preto e branco
  • sandália bege de tiras, rasteira
  • sandália amarela de tiras, rasteira
  • melissa rasteira, bege
  • tênis branco
  • mule camelo
  • sapatilha dourada estilo mary jane
  • sandália nude com salto meia pata (vai que preciso usar algo assim)

O que está com um asterisco foram as duas únicas peças novas, que comprei pela Internet em um saldo de verão no mês de maio ou julho. O resto eu já tinha.

A foto acima mostra bem a minha vibe dessa cápsula. Leve. É isso.

Não tenho a necessidade de comprar nada nesse momento porque acredito que o que eu tenha me abasteça muito bem, obrigada. Mas tem duas coisinhas que, se eu encontrar num modelo e preço legais, talvez acabe comprando. Sinto falta de um vestido curto, de malha, em um tom clarinho assim – branco, bege, cinza mescla. Se por acaso achar algo legal, talvez eu compre. Eu também sinto falta de uma sandália estilo birkenstock para ficar em casa. Sem isso, ou uso sapato mesmo ou fico de pantufa, e gosto de usar algo que não pareça ser ou pijama ou roupa de sair.

Trabalhando em casa em um dia comum

É bem provável que ali, por volta de outubro, ou começo de novembro, eu já reorganize essas peças, fazendo uma nova cápsula. Me ajuda muito pensar assim: se eu fosse viajar um mês e ficar fora de casa, quais roupas eu levaria? Não se trata de restrição em termos de quantidades, mas de coesão entre as peças escolhidas.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Plenitude & Felicidade, Empreendedorismo

Eu gosto de ler alguns livros de maneira cíclica, especialmente livros que se propõem a serem cursos, como é o caso de “A lei do triunfo”, do Napoleon Hill. Li esse livro pela primeira vez em 2017, depois em 2018, e senti vontade de reler agora em 2020.

Se você tiver interesse, eu já publiquei aqui no blog um post com a bibliografia comentada do Nap, falando sobre o que achei de cada um dos livros publicados em português, quais meus preferidos, indicações para iniciantes etc. Clique aqui para ler.

No primeiro capítulo do livro “A lei do triunfo”, o Nap traz uma tabela com as leis e que nota ele atribuiria a grandes nomes da história da humanidade que, segundo ele, foram pessoas notáveis.

É uma pena que eu não tenha registrado as minhas notas quando li o livro pela primeira vez, em 2017, pois tenho certeza que tudo seria muito diferente. Eu mudei demais de lá para cá, vivenciei muitas coisas, conquistei outras, e tudo isso foi uma jornada e tanto para me entender como líder, empresária, trabalhadora, mãe, esposa etc.

Minha média ficou 88, equivalente a George Washington kkk já posso ser presidente.

Mas o que eu queria mesmo era fazer um levantamento das 16 leis e a minha relação com elas, neste post.

  1. Objetivo principal definido é uma habilidade de foco. Eu creio que eu aprimorei demais essa habilidade nos últimos anos.
  2. Confiança em mim mesma é basicamente o meu foco para 2020, quando eu estabeleci que meu lema seria “confie mais no seu trabalho”. A síndrome do impostor pega forte as mulheres, e quando eu coloquei ali uma nota mais baixa em 2018 eu estava me sentindo bem diferente de como eu me sinto hoje, de fato.
  3. Hábito de economizar ainda pode melhorar, mas mudei radicalmente.
  4. Iniciativa e liderança eu dei a mesma nota, o que é curioso. Eu percebi que não sou uma pessoa que não gosta de estar em um cargo de gestão. Acho péssimo ficar cobrando os outros, não tenho maturidade suficiente para alguns tipos de relacionamentos, e prefiro trabalhar na minha.
  5. Imaginação é uma coisa que definitivamente sei ter. <3
  6. Entusiasmo melhorou muito, mas ainda pode melhorar mais.
  7. Autocontrole foi a “lei” que mais eu melhorei, sem dúvida nenhuma. Me tornei uma pessoa bastante focada e disciplinada. Penso que isso veio das decisões que tomei a respeito da minha saúde.
  8. Hábito de fazer mais do que fui paga para fazer – sempre fui essa pessoa, mas em 2018 eu estava sobrecarregada organizando cursos presenciais e levando o mestrado, além do luto com a morte da minha avó. Por isso dei a nota baixa (auto-cobrança é uma coisa terrível). Eu estou em um momento em que sinto que preciso focar mais em melhor o que já preciso atender em vez de ficar abrigando coisas a mais. Não sei se deu pra entender. Mas foi por isso a nota que eu dei.
  9. Personalidade agradável. Ai, gente. Desculpem, é meu fraco. Sou uma pessoa calma e fácil de lidar, mas detesto injustiças, abusos, humilhações. Isso me faz ser uma pessoa que briga e discute bastante, e sei que de modo geral a pessoa prefere as pessoas que relevam mais.
  10. Pensar com segurança é uma lei muito importante para mim, e desenvolvi bastante nos últimos anos.
  11. Concentração = amo. Sempre fui uma pessoa focada, mas vim aprimorando isso. Ainda acho que tenho pontos a melhorar, mas me considero acima da média nesse quesito. Sei falar NÃO como ninguém.
  12. Cooperação. Sei que tenho muito a melhorar aqui ainda.
  13. Tirar proveito dos fracassos foi uma habilidade que definitivamente aprendi a desenvolver na marra nos últimos anos e estudar os livros do Nap teve um profundo impacto nisso, especialmente o “Atitude Mental Positiva”.
  14. Tolerância, mesma nota de 2018. Acho que pelo mesmo motivo do 9.
  15. Praticar a regra de ouro. Virou princípio para mim. É isso.

Então vamos lá: as notas que eu dei 100 foram bem interessantes. Objetivo definido, imaginação, autocontrole, tirar proveito dos fracassos e exercer a regra de ouro. As notas mais baixas foram com personalidade agradável, tolerância, entusiasmo e cooperação. Me falem se não é um indicativo excelente do que devo trabalhar para ser uma pessoa melhor? Não à toa, elegi espiritualidade como área de foco para 2020, pois todas as habilidades que eu desenvolveria em meu caminho como budista me ajudariam nesses pontos de melhoria que elenquei.

Vamos para um ponto de reflexão que considero importante aqui. É possível ter nota 100 em todas as leis, me tornando uma “pessoa perfeita”? É o que eu quero? Não. Aliás, existem muitas pessoas que são geniais de um lado e totalmente imperfeitas de outro. Isso não quer dizer que eu não compreenda quais são os meus pontos fracos e queira atenuá-los, até mesmo para não prejudicar outras pessoas com as quais convivo. O que quero dizer é que o foco não está em ser perfeita, mas sim no autoconhecimento, de entender que esses pontos meus são elos mais fracos e que precisam de atenção.

Acho esse exercício muito útil de ser feito de tempos em tempos. Talvez uma vez por ano? Pode ser. Vou criar uma checklist para revisar sempre no meu aniversário. 😉

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Linkagem

A linkagem de domingo é uma coletânea de links. Vocês sempre me pedem para compartilhar os canais que acompanho, os blogs que leio, e esta é a minha maneira de fazer isso.  São posts que eu li, vídeo que vi e gostei durante a semana anterior. Os assuntos não necessariamente têm a ver com organização, mas definitivamente sempre são relacionados ao blog.

Boa semana. <3

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Receitas

Achei que seria legal colocar esse post como referência porque muitas pessoas podem ter essa dúvida, que eu mesma tive quando parei de tomar leite de vaca, há mais de um ano. Eu parei de tomar porque descobri que tinha uma intolerância fortíssima à lactose, e depois acabei me tornando vegana. No início, era mais fácil e prático para mim consumir leites vegetais comprados de caixinha, no mercado, mas com o tempo fui aprendendo a fazer em casa e vendo que eu não precisava gastar dinheiro com isso, além de ser mais saudável eu mesma fazer. Também tem o fator “mente plena” da coisa toda, que é preparar um leite com as próprias mãos, se dar esse auto cuidado. Atualmente, preparo um leite por vez, que uso até acabar, e depois preparo outro. Em média, faço 1 ou 2 por semana.

No ano passado, como “presente” por ter me tornado vegana, eu me dei aquela Vegan Machine da Polishop, que serve para preparar leites vegetais e outros alimentos (como caldos). Foi cara (uns 600 reais), e parcelei em suaves 10 vezes. Se você parar para fazer as contas, uma caixinha de leite vegetal custa de 11 a 20 reais, então no final das contas a máquina se pagava (se você consumir de uma a duas caixas de leite por semana, ok?). Muitas pessoas me perguntam se ela vale a pena. Eu acho que vale. No entanto, hoje, eu acho que não compraria novamente, pois aprendi a fazer leites de maneira mais simples. Ela ainda é muito prática, mas dá para viver sem. Como já tenho, mantenho.

Bom, vamos para a prática. Tenho duas garrafas de vidro em casa que são usadas exclusivamente para armazenar os leites. (veja na foto acima) Comprei na Tok&Stok a versão de 1 litro. Pesquisei no site para mostrar aqui mas parece que está indisponível (você pode clicar aqui e ver a linha com outros produtos parecidos). Mas dá para usar qualquer garrafa que você quiser.

Uma vez por semana, geralmente aos domingos, eu preparo o leite da semana. Para escolher qual leite vou preparar, vejo o que tenho de ingredientes que preciso usar antes do vencimento. Pode ser aveia, castanha do pará, amêndoas, coco, amendoim, castanha de caju, ou até arroz. Escolhido o ingrediente, vamos ao preparo.

Na Vegan Machine, basta você inserir os grãos, a água, ligar e esperar. Ela faz todo o processo sozinha, sem precisar deixar os grãos de molho, ferver nem nada do tipo. Em meia hora está pronto.

No entanto, muitas vezes eu estou a fim de preparar de outra maneira, até para variar a consistência do leite. leites mais cremosos podem ser usados como creme mesmo ou virar requeijão, iogurte, enfim, o céu é o limite.

O ingrediente do leite vai determinar minhas receitas para todas as refeições ao longo da semana, pois assim eu aproveito o leite que produzi. Ele costuma durar de 3 a 5 dias na geladeira, então tenho que usar.

Vale dizer também que eu não “tempero” o leite quando o produzo. Não coloco açúcar, baunilha, nada. Deixo para fazer isso quando for usá-lo em alguma receita.

Se você for preparar leites de castanha de caju, castanha do pará, amêndoas ou amendoim, é uma boa prática deixar os grãos de molho de um dia para o outro, ou por pelo menos uma ou duas horas antes de fazer. Grãos são ingredientes ressecados, e deixar de molho faz com que eles fiquem mais molinhos e cremosos na batida.

De modo geral, uma xícara de grãos para 1 litro de água é a medida que eu uso e bato no liquidificador. Você pode usar menos água se quiser deixar o leite mais cremoso.

Pela minha experiência, o leite de castanha de caju é o mais “parecido” com o leite de vaca. Mas a grande verdade é que a minha experiência com o leite no dia a dia mudou muito depois que me tornei vegana. Antes, eu bebia “leite com nescau” ou “leite com café”. Esses alimentos hoje mal fazem parte da minha rotina alimentar, porque não acrescentam muito em termos de nutrientes. Era apenas um mau hábito alimentar (para mim, vale enfatizar!). De vez em quando tenho vontade de misturar leite no café ou no chá, mas não é a base das minhas bebidas matinais como já foi outrora.

O leite de aveia é o mais simples de todo de fazer. Eu simplesmente bato farelo de aveia com água no liquidificador e coloco na garrafa. Uso para preparar mingaus, refeições como tofu mexido, molho branco para massas, entre outras. É um leite mais “gosmento”, então use isso a seu favor na hora de buscar esse elemento para receitas, como bolos sem ovos, por exemplo.

O leite de amendoim é uma delícia para doces e salgados. Quando a gente faz curry ou estrogonofe aqui em casa, por exemplo, o leite de amendoim é o campeão. Dá um sabor bem diferente e gostoso ao prato. Eu amo, amo.

O leite de coco é um dos preferidos da galera sem lactose. Ele é muito usado em doces e receitas com inspiração asiática e várias receitas brasileiras. Moqueca vegana com leite de coco é uma maravilha! Tem duas maneiras de fazer: batendo o coco fresco com água no liquidificador ou usando leite de caixinha ou garrafa, mesmo que diluído. Tem gente que faz batendo lascas de coco (ralado) também, daquelas vendidas em supermercado.

Honestamente, o que menos faço questão é o leite de soja. Não gosto do gosto. Já não consumo muitos industrializados, e a maioria dos que são vendidos no mercado são de soja. Mas vai do gosto de cada um.

Dos leites industrializados, eu só gosto de um, que é da marca NOT.co, que na verdade é um mix de vários ingredientes. Para quem estiver em transição, é o leite mais parecido com o leite de vaca. Ele é tão parecido que muito vegano sente até um “ranço” dele, por parecer demais. De vez em quando a gente compra por aqui, mas bem raramente. Sempre prefiro preparar os meus.

Acho que nem preciso entrar no mérito de usar o termo “leite” para bebida vegetal, certo? Meu marido é formado em gastronomia e sempre vira os olhos quando alguém questiona o uso desses termos. Não é porque culturalmente toma-se mais leite de vaca que todo leite é só de vaca. O mesmo vale para carne. Não é à toa que falamos que um coco “está carnudo” ou analogias do tipo. Relaxem e deixem os veganos em paz. 😉

Preparar leites vegetais pode ser útil não apenas para quem quer se tornar vegetariano estrito mas também para pessoas com restrições alimentares, como intolerância à lactose, entre outras. Na dúvida, consulte um nutricionista, que saberá avaliar as melhores opções para você, de acordo com as suas necessidades.