Como eu me programo para me acostumar com o fuso horário em viagens

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Continuando a série de posts sobre a minha última viagem internacional, um ponto muito sensível para mim e que demanda uma certa organização é a questão do fuso horário. Nessa minha última viagem, a diferença era de cinco horas. Não parece muito, mas o fato de ser verão na Europa fazia com que o dia anoitecesse por volta das 23h. Tudo isso bagunça os ciclos circadianos do corpo e, estando em um horário diferente, mexe demais com a nossa disposição.

Eu sou uma pessoa que sofre muito com fuso horário. Demoro uns quatro dias para me acostumar e, quando finalmente me adapto, já é hora de voltar. Nessa última viagem, fiquei com dor de cabeça praticamente todos os dias. Quando voltei para o Brasil, a dor de cabeça durou mais alguns dias também. Não foi fácil.

De qualquer maneira, existem estratégias que faço que são simples e que me ajudam a não ficar pior do que isso. E, se não fosse por elas, certamente eu ficaria acabada. Vamos às dicas então:

#1 Colocar o relógio de pulso no horário do destino assim que entro no avião. Isso me ajuda a tentar programar as sonecas ou períodos de descanso de acordo com o horário local. Não que eu vá conseguir mudar meu ritmo rápido assim, mas ajuda.

#2 Não dormir quando chego no destino. Eu espero até a hora certa de dormir. Por exemplo, se eu chego às 14h no destino, mesmo que não tenha dormido no avião, eu seguro as pontas até a hora de dormir – pelo menos umas 22h. Isso me ajuda a “forçar” o horário certo de dormir, mesmo que ele não seja natural para mim.

#3 Forço o horário de acordar também. Se eu deixar sem um horário certo de acordar, a tendência é dormir mais e já desajustar tudo. Acho muito chato ter que acordar quando seu corpo pede para dormir mais (e você até poderia), mas no conjunto faz bastante diferença, pois regula o horário para conseguir ir dormir de noite no horário certinho.

#4 Melatonina ajuda. 2h da manhã na Holanda eram 21h no Brasil. Ou seja, eu poderia estar acesa, sem sono total. Tomar melatonina ajuda bastante a ficar com sono no horário “certo”. (Nunca use qualquer medicamento, mesmo um hormônio natural como a melatonina, sem consultar o seu médico.)

#5 Procurar não agendar compromissos na semana do retorno. Pelo menos nos três primeiros dias eu procuro não agendar nenhum compromisso, pois sei que preciso me recuperar. Isso vale para a ida também. Por exemplo, eu fui para a Holanda para participar de um evento que começaria na quinta. Optei por chegar na segunda para estar mais preparada até quinta-feira. E, na volta (voltei também na segunda), deixei terça, quarta e quinta sem agendamentos para conseguir acostumar o meu corpo de volta. Dava aula apenas no sábado. Funciona bem fazer assim.

Essas são as minhas estratégias para conseguir me acostumar com fusos hrários diferentes, tanto na ida quanto na volta. Aceito dicas adicionais, se você as tiver! Deixe nos comentários. Obrigada!

3 comentários

  1. Oi, Thaís!

    Ótimas dicas. Acho a n. 2 a mais difícil, mas também a mais importante.

    Na ida eu até que me acostumo rápido, independente do sentido em que vou. Mas no retorno fico com um jet-lag horroroso quando venho de lugares que estão atrás de nós em relação ao fuso. O que faço pra tentar diminuir o sofrimento é retornar ao fuso devagar. No primeiro dia acordo por ex. às 9h, no outro às 8h30, e assim vai até chegar às 6h. 🙂

    Bjs!

  2. Oi Thais! Queria recomendar o livro “Por que nós dormimos?” do autor Matthew Walker, que trata sobre essa questão de troca de fuso horário. Como são dicas de um profissional da área, sugiro a leitura direta no livro das dicas que ele traz, para não passar informação errada.

    Uma abordagem diferente que aprendi foi com o campeão mundial de F1 de 2016, Nico Rosberg. Ele disse que se adaptava ao fuso horário local 1h30min por dia, adiantando cada vez mais a hora de dormir e de acordar. Quando chegava no dia da viagem, ele já estava ambientado. Isso era feito com o acompanhamento de um especialista em sono.

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