Categoria(s) do post: Diário da Thais

Todo último dia do mês eu gosto de fazer um apanhado de como foi o mês que está terminando para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente. Quem for novo aqui no blog pode gostar de saber que faço isso mensalmente. É uma boa oportunidade de rever projetos concluídos, projetos adiados, iniciativas diversas e acontecimentos.

Estou terminando este mês mais feliz que o final do mês anterior?

Sim. Foi um mês de “muitas emoções” por aqui. De modo geral, estamos todos bem. Marido e eu tomamos a segunda dose da vacina. Falta o Paul. Continuamos nos cuidando. Minha rotina está bastante tranquila. Tenho conseguido estudar bastante, do jeito que eu gosto. Estou mais feliz sim.

Como foi o mês de setembro do ano passado, em comparação?

Muita coisa aconteceu de um ano para cá. Em setembro do ano passado eu ainda estava me entendendo com a ideia de um novo escritório fora de casa e estava concluindo que não íamos mudar de casa ou comprar um terreno no interior… hahaha… parece que faz mais de 10 anos que eu pensava nessa ideia. Muita água rolou embaixo dessa ponte e eu confesso que, hoje, só quero ficar um tempo sem coisas novas e curtir um pouco a vida como ela está mesmo. No trabalho, muita coisa aconteceu de setembro 2020 a setembro 2021. Me sinto grata pelas construções e mudanças em andamento.

Quais livros eu concluí nesse último mês?

Tenho lido bastante! É mais sobre leituras e estudos diários que sobre “conclusão de livros”. Já foram 41 livros este ano e há várias leituras em andamento. Você pode me acompanhar no Skoob para saber as atualizações diárias de leituras, se quiser. 😉

Completei 40 anos de vida. Tomei a segunda dose da vacina. Visitei minha mãe.

No trabalho, sinto como se tivesse renascido! A primavera veio renovando mesmo. Que incrível.

Encerro o mês de setembro com um amor extraordinário dentro do peito. Sou grata à vida e a tudo o que ela me proporciona!

Avaliando o mês como um todo, que nota você daria para sua satisfação de modo geral com relação a ele, de 1 a 10?

Eu daria um 10.

Espero que seu mês de setembro tenha sido legal. Se quiser, compartilha comigo nos comentários? Obrigada.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

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Post criado para compartilhar como estou fazendo as minhas anotações de aulas atualmente para todos os cursos que participo como aluna.

Além do Doutorado, estou inscrita em diversos cursos online e, além disso, assisto muitas lives desse tipo de conteúdo, em que quero registrar anotações e pensamentos com o propósito de manter um banco de registros mesmo.

Até pouquíssimo tempo atrás eu fazia na caderno para o commonplace book, mas percebi que eu digito mais rápido e consigo organizar melhor as informações assim. Tenho fases! Nesta fase de vida, estou preferindo fazer no Notion essas anotações e deixo o commonplace book para anotações mais informais, sem uma “casinha” organizada.

O rosto do professor foi escondido propositalmente na imagem acima, ok?

Descrição da imagem:

  • Livro “Filosofia do zen budismo”, Byung-Chul Han
  • Print da aula virtual de um curso da Casa do Saber
  • Print da minha página do Notion onde faço anotações desse curso
  • Foto do tablet Samsung S6 Lite + teclado oficial da Targus

Como eu faço:

  1. Crio uma página para o curso que estou fazendo. O curso pode ser uma disciplina do Doutorado, por exemplo, ou um curso livre, como no caso acima, da foto.
  2. Cada página tem uma construção de organização diferente, de acordo com o que eu achar melhor. De modo geral, uso “toggles” (essas flechinhas que criam um menu para você clicar e abrir uma parte maior, com uma hierarquia de informações).
  3. Coloco as informações básicas sobre o curso na primeira parte da página. Onde acessa, qual o professor etc.
  4. Depois, crio um item para cada aula e vou escrevendo em tópicos.
  5. Com o tempo (pode ser no dia, depois, na revisão, ou bem depois), eu vou mexendo na página, acrescentando anotações, imagens, links, figuras, reorganizo a estrutura, se achar melhor, mas tudo isso é opcional. O importante é ter o registro mesmo.

O modo de organização é basicamente o seguinte: antes de começar a aula, crio a página. Aí basta abrir e ir escrevendo.

Coloquei a foto do tablet porque, muitas vezes, assisto a aula nele e escrevo no computador ou assisto no celular e escrevo nele. Eu até comprei o teclado, da Targus, para me ajudar. Não é como escrever em um computador, mas super quebra o galho.

Certamente me permite prestar mais atenção à aula, me ajuda no envolvimento com o conteúdo, me permite fazer conexões, registrar as referências para estudos posteriores, enfim. Fora o hábito de escrever, que é exercitado, e facilita ao escrever outros textos.

Outro dia fiz um post mostrando um pouco mais da estrutura do Notion atualmente para os estudos. Pode complementar este aqui. 😉 Deixe um comentário, se quiser.

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Categoria(s) do post: Diário da Thais, Rotinas, Tecnologia

Pergunta feita pela leitora:

Eu utilizo o Todoist para afazeres diários. Por afazeres diários eu entendo:

  • texto, livros etc. para ler e estudar
  • coisas que preciso fazer todos os dias (rotina diária)
  • ações pontuais (que eu faço uma vez e acabou), partes de projetos ou avulsas
  • textos para escrever para o blog
  • vídeos e aulas para gravar
  • conteúdos para criar para o Instagram
  • acompanhamento de demandas de terceiros (follow-up)
  • assuntos e tópicos a tratar com pessoas diversas sem uma reunião agendada
  • checklists

Já o Asana eu uso para projetos, que são de uma natureza diferente das ações. Os projetos são revisados semanalmente e, as ações, diariamente.

Eu tenho dois “quadros” lá dentro:

  • projetos em andamento
  • projetos em espera

Não é difícil conciliar. Entendendo que cada ferramenta tem uma finalidade e um foco, é muito tranquilo.

Basicamente, quando reviso um projeto no Asana, identifico em que etapa ele está (uso as sub-tarefas quando preciso destrinchar melhor cada etapa do projeto) e o que for ação mesmo, algo que já posso fazer, passo para o Todoist, descrevendo a ação de maneira bem clara.

Por exemplo, se uma etapa do projeto “Finalizar apresentação para a INTERCOM” for “PPT”, eu me pergunto o que falta fazer disso para concluir, qual seria o próximo passo, que pode ser “revisar os slides do PPT para a INTERCOM” e aí sim coloco no Todoist. Se tiver um prazo (nesse caso tem), eu coloco o prazo na tarefa. Verifico diariamente. Simples assim. 😉

Se algo demandar um tempo maior para fazer e você sentir que precisa dedicar um tempo a isso, você pode inserir na agenda, como parte do seu planejamento semanal, no melhor dia e horário, tomando o cuidado de deixar o compromisso de outra cor para sinalizar que se trata de uma atividade que você se planejou para fazer. Assim, se precisar movê-la, você tem mais flexibilidade.

Espero ter esclarecido. 😉 Qualquer dúvida, me perguntem. Obrigada!

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Categoria(s) do post: Estudos

Essa foi uma mudança de chavinha interna aqui que fez toda a diferença nos meus estudos atuais. Por isso, é importante levar em conta que o que vou escrever aqui talvez funcione melhor para:

  • Ciências Humanas, pois estou lidando com grandes ideias e não fórmulas ou aplicações matemáticas práticas;
  • Estou fazendo Doutorado, então esse foi um amadurecimento que obtive neste momento do meu percurso intelectual. Eu acredito que a gente possa sim implementar em outros momentos (da escola à graduação), mas aí cada um precisa adaptar caso a caso e testar na sua realidade.

Essa compreensão veio de ouvir, durante muitos anos, a pergunta: “Thais, ler um livro é um projeto?”. E é difícil você dar uma resposta pronta porque depende muito da vida de cada um. Se você for estudante de Letras, por exemplo, talvez “estudar o livro Os Sertões”seja um projeto por si só. No entanto, se você estuda, por exemplo, Sociologia, muito provavelmente “ler o livro Manuscritos Econômico-Filosóficos” não será um projeto em si, mas parte de um projeto maior, como concluir a disciplina que está tendo essa leitura ou até mesmo concluir a definição de algum conceito para a sua tese. O que é o meu caso, então vou usá-lo como exemplo para explicar melhor o que quero dizer com estudar um tema, não um livro.

Olha aí o tio Carlinhos

Pois bem. Um conceito muito, muito importante a ser trabalhado na minha tese de Doutorado é o conceito de alienação no trabalho. Esse conceito é incrivelmente complexo, especialmente porque “alienação” pode ter outros significados em outros campos de atuação (como na psicologia, por exemplo). Na minha tese, vou trabalhar essencialmente o conceito de alienação do trabalho, MAS, de uma forma mais crítica a Marx, embasando teoricamente porque algumas questões filosóficas do indivíduo podem fazer com que ele não seja alienado de seu próprio trabalho.

Veja, eu tenho um projeto na minha lista de projetos em andamento que é concluir a contextualização da minha tese ainda este ano. O que quero dizer com “concluir a contextualização” é: consegui descrever, ainda que (e muito provavelmente) não tenha o texto final pronto, os conceitos-chave e delineamento do trabalho final de modo geral (capítulos, seções etc). É uma tarefa hercúlea que pode se estender por mais de um ano, mas gosto de me colocar uns prazos assim para não deixar tão “solto”.

O fato é que um dos conceitos mais importantes é o conceito de alienação. Mas, para escrever sobre isso, eu preciso estudar o tema apropriadamente.

A primeira coisa a ser feita é pedir orientação para… a professora orientadora! Sério, o orientador sempre será a sua melhor fonte, porque o que ele indica envolve não apenas o conhecimento do seu projeto como também a linha que ele acredita que vai funcionar para você. Por mais que você complemente com fontes externas, ouça seu professor orientador antes.

E a minha professora foi catedrática em me dizer duas coisas:

  1. Fique sempre com os clássicos!
  2. O “Manuscritos” do Marx é tudo o que você precisa ter para focar neste momento!

(coloquei ponto de exclamação porque adoro o jeito dela empolgado e enfático de responder as minhas perguntas rsrs)

E aí eu trago de novo a inspiração do Cal Newport para gerar uma hierarquia de leituras – até porque ninguém tem tempo de ler tudo, mesmo quem se dedica 100% do tempo aos estudos (as fontes são infinitas). Aqui vai a hierarquia que ele propõe:

  1. Leituras que tragam um ponto são mais importantes que
  2. Leituras que descrevem um evento ou pessoa, que são mais importantes que
  3. Leituras que apenas contextualizam melhor o que se está estudando

Para mim, funciona bem pensar em “texto base” para a primeira categoria. Vejo com a leitura que dá o embasamento necessário para o estudo do tema.

No caso de “alienação”, o livro base é o livro do Marx que eu coloquei ali em cima. Ou seja, de nada adianta eu ler outros autores comentando sobre o texto-base do Marx sobre alienação se eu não ler o Marx, entende? Então ele será a leitura de estudo, o livro de referência que ficará aqui sempre comigo ao estudar esse tema.

O que eu fiz então foi criar uma página no Notion para o conceito e inserir ali dentro essa divisão de leituras e referências. Assim:

Perceba que eu chamei a segunda hierarquia de textos de “textos complementares” porque achei que, para mim, era um termo mais fácil e intuitivo de usar. Vejo todos esses três tipos de textos como textos de apoio para a compreensão do termo alienação.

E aí eu vou colocando os textos de referência ali dentro, linkando para a página própria, criada lá no database de leituras (que mostrei em outro post como faço).

Em Textos complementares, vou inserir os livros que tenho que vão me ajudar com esse assunto diretamente, mas que não são o texto-base, como por exemplo:

  • A teoria da alienação em Marx – Mészaros
  • Dicionário de termos marxistas
  • O Capital, Tomo 1 – Marx
  • Grundrisse – Marx
  • História e consciência de classe – Lukács
  • Marx hoje – Jon Elster

Ou seja, são leituras da área das Ciências Sociais que falam diretamente sobre o tema que estou estudando, seja o livro inteiro ou apenas alguns trechos ou capítulos.

Por fim, temos os materiais de contextualização. Aqui em “alienação” eu ainda não acrescentei nenhum, mas eu me sentiria à vontade para colocar livros de outras áreas (História, Filosofia) até ficção que retrate a ideia (ex: “Animal Farm” do George Orwell) ou filmes (“Tempos Modernos”). Tudo isso me ajudará com a construção do texto sobre o tema mas são leituras e materiais complementares e de contexto, e não o texto-base. Em resumo, o foco deve ser o estudo do texto-base e só depois ir partindo para o restante, deixando os materiais de contextualização por último mesmo, “se der”.

Não tem como você estudar ou pesquisar um tema sem ler vários livros ao mesmo tempo, porque não se trata de uma leitura blasé, mas de um estudo do tema mesmo. Já perdi as contas de quantas vezes já reli o “Manuscritos” nesse processo e, antes, lá no mestrado, eu também já tinha lido, mas o enfoque era diferente.

“Ah Thais, mas isso toma muito tempo. Assim eu não vou conseguir estudar outras coisas.” Exatamente. Por isso não dá para pesquisar tudo e se envolver com tudo. A técnica traz, além de tudo, foco. Foco naquilo que é realmente importante estudar no momento.

Espero que o post tenha sido útil para você. <3 Qualquer dúvida, pode me perguntar nos comentários. Obrigada!

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Como você deve ter visto ontem, eu completei 40 anos.

E, como parte das comemorações de aniversário, vem a reflexão sobre a vida.

No Notion, eu criei ano passado uma página sobre para o meu planejamento de vida, onde coloco tudo o que for relacionado a esse assunto.

O que eu atualizei ontem foi o database das décadas. Como você pode ver na imagem abaixo, mal comecei a mexer nesse database. Eu gosto de mostrar assim, inacabado, justamente para as pessoas verem que a organização não nasce pronta nem a gente precisa ficar construindo um negócio até ficar completo. Eu criei uma estrutura e vou atualizando à medida que sentir necessidade.

Coloquei na página dos 41 aos 50 anos o cenário que descrevi no post de ontem, do que eu espero que aconteça nesses próximos 10 anos. Basicamente:

  • Estruturar novo estilo de vida
  • Proporcionar a melhor educação possível ao Paul
  • Cuidar da minha mãe
  • Refletir sobre um segundo imóvel
  • Ter X dinheiros investidos
  • Fazer o Doutorado
  • Dar aulas em universidade
  • Me formar como professora e pesquisadora
  • Amadurecer e consolidar a empresa

Quando eu faço isso, naturalmente reflito sobre o andamento das coisas.

Também me ajuda a ter clareza sobre as prioridades. Exemplo prático: estamos aqui na definição da escola que o Paul vai estudar em 2022. Uma das escolas é bem mais cara do que a outra (ambas são incríveis e ambas estão com lista de espera… aguenta coração!). Mas, ao revisar que “proporcional a melhor educação possível ao Paul” é algo importante para mim, e que eu devo focar nessa década, eu entendo que esse “custo” na real é um investimento na formação dele até ele ser adulto e poder tomar suas próprias decisões. Então é ESTE o momento de eu proporcionar essa educação. O que ele vai fazer com isso, no futuro, será escolha dele, mas eu quero ter certeza de que fiz a minha parte. Com isso, a discussão sobre o valor das mensalidades simplesmente caiu por terra. Vou fazer acontecer. Esse dinheiro será prioridade.

Em resumo, a reflexão sobre o futuro ajuda a gente a tomar decisões importantes no presente. Não é sobre o futuro em si apenas, mas sobre o agora.

Pois bem! A página está atualizada e revisada. Agora posso voltar aos meus afazeres normais. 😉

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

4 décadas de vida. Check! ✅

Todo ano, eu faço um post no dia do meu aniversário com algumas reflexões a respeito desse último ano que passou, entre um aniversário e outro. Compartilho com vocês no intuito de encorajar esse tipo de reflexão na época do seu.

Assim, a vida está boa aos 40.

Temos a nossa casa, nossa família. Construí um trabalho que amo, que alcançou um nível de maturidade que me permita efetivamente viver dele. Trabalho com pessoas que gosto muito e admiro. Estou fazendo Doutorado, alcançando um nível de estudo e aperfeiçoamento que eu nunca tive antes. Definitivamente, tá tudo bem.

O mais gostoso é que eu adoro ficar mais velha. Isso porque, há alguns anos, eu mudei a minha perspectiva de como enxergar a vida. Vejo cada dia como um dia extra neste mundo. Quero ser feliz todos os dias – e não como uma cobrança, mas como uma escolha. Simplesmente escolhi não perder tempo com reclamações, falar mal dos outros, alimentar o pessimismo, me preocupar com coisas que não posso resolver, perder tempo com o que acham de mim etc. Claro que o budismo me ajudou com tudo isso. Não foi do dia para a noite. Vem de constantes estudos e práticas.

Envelhecer, para mim, é um privilégio. Especialmente nesse último ano, com tantas mortes inesperadas em nosso planeta. Comemorar um aniversário é celebrar a vida. Mais um ano que passou. Mais uma década, neste caso.

Ontem eu fiquei refletindo sobre como eu estava quando celebrei cada década da minha vida.

Olha, na livraria sem máscara, há um século!

Aos 10 anos, lembro que minha mãe fez uma festinha para mim na garagem de casa. Já tinha as amigas que eu tenho até hoje, que estavam lá (tirando uma delas, que chegou na adolescência). O ano era 1991. Era Collor. Eu estava na quarta série. Não lembro exatamente quando foi, mas meus pais de separaram mais ou menos nessa época. Eu também tinha perdido a minha cachorra, a Lua, uma pastor alemã. Foi a primeira vez que eu tive que lidar com a morte e lembro do sentimento estranho que tive na época.

Aos 20, eu estava na faculdade de Jornalismo. Tinha acabado de entrar. Já namorava o meu marido há dois anos. Tínhamos uma banda cover do Wings. Eu criei meu primeiro blog na Internet. O ano era 2001, e as torres gêmeas tinham acabado de ser atacadas. Eu estava na biblioteca da faculdade, fazendo alguma coisa na Internet, quando isso aconteceu. Lembro de ficar assistindo pela tv com os bibliotecários e um colega meu de classe que estava junto.

Aos 30 anos, o ano era 2011. Já estava casada e o Paul tinha nascido. Ele tinha pouco mais de um ano. Eu tinha voltado a trabalhar fora depois de quase dois anos trabalhando em casa, fazendo freelas de publicidade e Internet. Comecei a minha pós-graduação no SENAC – em mídias digitais. Consegui um trabalho no interior, em Campinas, e ia e voltava todos os dias de ônibus fretado, até decidirmos mudar para lá no final do ano. Foi um passo muito importante para a nossa família e, para mim, profissionalmente.

E agora eu completo 40 anos.

Só consigo pensar em quanta coisa acontece entre o início e o fim de uma década de vida.

Dos 30 aos 40, eu passei a década todinha já sendo mãe. Foi quando fiz minha transição de carreira para trabalhar com o Vida Organizada exclusivamente. Vivi muita coisa boa profissionalmente, inclusive trabalhando com o GTD, conhecendo o David Allen e palestrando no evento dele em Amsterdam. Abri minha empresa. Minha avó morreu. Reformamos a nossa casa. Amadureci MUITO emocionalmente. Sou outra pessoa.

Entre os 40 e os 50, eu me vejo na consolidação de tudo o que construí até aqui. Ainda são anos de trabalho, mas mais atenta à minha saúde, a um ritmo mais leve, sem estresse.

Na minha linha do tempo de 100 anos (um exercício que gosto de fazer, como planejamento de vida), dos 40 aos 50 eu anotei algumas ideias como:

  • Estruturar novo estilo de vida
  • Proporcionar a melhor educação possível ao Paul
  • Cuidar da minha mãe
  • Refletir sobre um segundo imóvel
  • Ter X dinheiros investidos
  • Fazer o Doutorado
  • Dar aulas em universidade
  • Me formar como professora e pesquisadora
  • Amadurecer e consolidar a empresa

Em 2031, quando eu completar 50 anos, meu marido vai ter 52 e, nosso filho, 21. 🙃 Muitas águas ainda vão rolar embaixo dessa ponte. Será que o Paul estará fazendo faculdade? Será que ele vai querer morar fora? Será que vamos juntos? Minha mãe terá 72 anos. Onde ela estará morando? Já vai ter fechado a loja dela? E nós, será que vamos morar em outro lugar? Será que eu já estarei efetivada como professora em alguma instituição? Será que eu vou querer isso antes da experiência de fazer um pós-Doutorado fora, por exemplo, ou acompanhar o Paul, se ele quiser estudar fora do país? Como estará o Vida Organizada?

Falando sobre numerologia, estou entrando em um ano 3 do ciclo que 9. No ano 9, estarei em 2027, com 46 anos. O que estarei finalizando aos 46 anos para iniciar um novo ciclo aos 47? Não tem como saber, mas é divertido “compartimentar” a vida assim, ainda que sejam apenas distrações abstratas de pensamento. Eu pretendo fazer um post específico sobre a revisão do ano pessoal 2 e o início do ano 3. Estudei algumas coisas legais.

Apesar de mirar nisso, eu não me vejo chegando aos 100 anos. Minha saúde é um tanto quanto fragilizada, e fiz a cirurgia bariátrica em 2017, o que pode diminuir a expectativa de vida (há estudos). Então, como falei, para mim é importante viver cada dia como se fosse o último mesmo, curtindo cada momento. Não se trata de pensar no futuro esperando viver apenas quando chegar nele, mas de entender cada um dos ciclos da vida, onde me encontro, e viver com calma, clareza e tranquilidade, porque as coisas são como são. Não adianta se estressar, ficar ansiosa, pensando se isso ou aquilo vai acontecer. A vida é agora. E, focando em viver cada dia como se fosse o último, não tem como não ser grata por tudo que existe, por acordar mais um dia, e por ser feliz.

Hoje concluo esse ciclo e inicio uma nova década de vida. Que ela seja alegre. <3

Obrigada por fazer parte disso.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

Há alguns anos, eu li no Kindle o livro “How to become a straight-A student”, do Cal Newport e, recentemente, tive vontade de reler e comprei na versão paperback. Tem sido muito legal ler com “as lentes do Doutorado”, pois me ajuda a refletir sobre os meus aprendizados referentes às disciplinas.

Gostaria de compartilhar em alguns posts as minhas reflexões sobre o livro à medida que for relendo. Acredito que seja útil para vocês e para mim também.

Lendo esse livro, a única coisa que consigo pensar é: como eu gostaria de ter lido um livro assim quando eu estava na quinta ou sexta série. Teria feito grande diferença. Eu já me interessava pelo tema “organização dos estudos” mas não tinha esse tipo de fonte disponível à época.

Hoje eu queria falar sobre a recomendação que o Cal faz logo no início sobre como gerenciar o dia através de duas ferramentas e como ele recomenda planejar as atividades em cinco minutos diariamente, pela manhã. As duas ferramentas? Calendário e listas. E é incrível como essa orientação é reforçada mais e mais vezes, à medida que as pessoas que trabalham com produtividade vão avançando em seus estudos.

Cal Newport, “How to become a straight-A student”

Vamos aos pontos básicos do que ele ensina nesse capítulo:

  1. Registre todas as tarefas e prazos no calendário.
  2. Você vai lidar com o seu calendário uma vez a cada 24 horas apenas, 5 minutos por dia.
  3. Pela manhã, veja o que está reservado para o dia e crie blocos de tempo para as atividades.
  4. Obviamente não vai caber tudo, então foque no tempo factível para o que for prioridade.
  5. Durante o dia, toda tarefa nova que chegar, você anota na sua lista e não na agenda.
  6. Na manhã seguinte, transfira para a agenda aquilo que for prioridade para o dia.
  7. Repita diariamente, gastando apenas 5 minutos toda manhã.

Para mim, a vantagem dessa metodologia é focar na execução e no tempo disponível. Você percebe como não cabe “tudo” no dia e essa é uma excelente auto-percepção do tempo que se tem, especialmente se você nunca reparou nisso.

A desvantagem é ficar muito preso ou presa naquilo que é mais urgente e perder de vista a perspectiva mais ampla. Então minha recomendação é associar esse método com outros planejamentos, como o semanal, mensal etc.

O raciocínio sobre “o que é mais importante” é uma atividade de atenção plena, de percepção da vida, e é uma boa prática de modo geral para a produtividade diária.

Eu testei durante alguns dias esse modelo e confesso que me senti um pouco sobrecarregada com os agendamentos. Gosto de deixar a minha agenda mais livre, mas também isso pode acontecer porque eu já sou uma pessoa organizada e que tem um processo pessoal de organização. Para quem está começando, certamente a percepção será diferente e pode ser bastante útil se não souber por onde começar.

Confesso que algo bastante interessante é focar nessa dinâmica de tudo o que chegar no dia ir para a lista (eu usei a caixa de entrada do Todoist) para ver só no dia seguinte, e é isso. Obviamente que, se for algo urgente, terei que fazer no dia e tentar “encaixar”, mas ao longo de vários dias usando não apareceu nenhuma demanda assim. Todas podiam esperar até o planejamento do dia seguinte.

Uma alternativa ao modelo dele foi: no dia seguinte, ao “processar” o que tinha capturado na entrada, algumas coisas foram para a minha agenda mas outras não. Em vez de manter na caixa de entrada, eu redistribuí nas listas, que organizo por categorias diversas. O foco foi usar a entrada apenas para o que chega no dia mesmo, até para ter uma noção do volume.

Achei o método muito parecido com a ideia do Bullet Journal, com a diferença que, aqui, não necessariamente você precisa usar papel, mas pode fazer em outras ferramentas sem a recomendação do “dá trabalho para transcrever para o outro dia, então vou reconsiderar com mais critério o que preciso fazer ou não”.

Ah, e vale dizer que você não precisa usar só para os estudos, mas para todo o resto também.

Você já testou esse modelo? Está a fim de testar? Se sim, compartilha comigo depois o que achou, se quiser. 😉

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Novidades

Na aula aberta de ontem no YouTube eu avisei, em primeira mão para quem participou ao vivo, sobre uma iniciativa do Vida Organizada para quem quer aprender sobre organização mas não tem tempo ou não quer se comprometer com um curso no momento, por N motivos. Como a proposta que fizemos ontem tem validade apenas até o dia 30, na semana que vem, nós achamos que seria legal explicar direitinho para você entender o que estamos fazendo e também para não deixar essa oportunidade passar caso você tenha interesse.

Este ano vou completar 15 anos de Vida Organizada. E, ao longo de todos esses anos, criando conteúdo e ensinando sobre organização, eu aprendi demais sobre o comportamento das pessoas quando se trata da implementação e personalização de um processo pessoal de organização. A reflexão se tornou palestra; a palestra se tornou um workshop; o workshop se tornou um curso e, hoje, o Vida Organizada se desenvolveu como um Método, o MVO, que está amadurecendo e sendo aperfeiçoado diariamente.

Mas talvez você saiba que não é todo mundo que está a fim de fazer um curso para aprender a se organizar. Nem todo mundo “curte” cursos, especialmente online. No entanto, quer estar em contato “com a galera” – quer continuar aprendendo, mas de uma maneira meio freestyle, tendo acesso a conteúdos exclusivos para consultar conforme a necessidade.

Foi pensando nisso que criamos então um modelo de comunidade de práticas que estamos chamando de Acampamento Vida Organizada. Acreditamos que o espírito de um acampamento seja o de comunidade e de troca de ideias, além da sensação de estar em um lugar meio “fora” do cotidiano, pois você conviverá com pessoas que tenham os mesmos interesses que você.

A gente fala demais sobre esse Movimento por uma Produtividade Compassiva e entendeu que o apoio de um grupo pode ser decisivo pra gente conseguir fazer as coisas no dia a dia sem sobrecarga. Por exemplo: suponhamos que seu chefe te chame hoje para uma reunião que, no final das contas, poderia ter sido um e-mail. Sabe? Você fica com aquela sensação de que perdeu um tempo precioso do seu dia mas, por outro lado, se sente meio constrangido/a de falar para o seu chefe: “olha, amado, essa reunião não precisaria ter existido!”. Imagine só se você tivesse um grupo de apoio onde pudesse postar questões como essa (e outras) e obter apoio de quem está passando pelas mesmas dificuldades que você? Essa é uma das propostas do Acampamento.

Veja em detalhes o que você vai receber ao fazer parte dessa iniciativa então:

Área de membros exclusiva para acesso aos conteúdos

Temos uma plataforma EAD dentro da Hotmart onde você encontrará todos os conteúdos disponibilizados. Aulas, lives gravadas, entre outros.

Acesso a uma comunidade exclusiva no Facebook

A comunidade será o ponto de interação entre as pessoas. Ela é completamente opcional – pode ser que você não queira interagir, não tenha Facebook e não queira criar uma conta só para isso. A comunidade é desenhada justamente para ser o ponto de interação. Você não perderá nenhum conteúdo se não participar dela, pois os conteúdos ficam todos centralizados na plataforma da Hotmart. Tivemos o cuidado de separar assim justamente para respeitar o que funciona para cada perfil pessoal. No entanto, é claro que quem quiser interagir encontrará na comunidade todas as vantagens que comentei anteriormente sobre ser um grupo de apoio, troca de experiências, ajuda, tira dúvidas etc.

Todas as LIVEs, eventos e aulas gravadas que estavam no YouTube

A partir de setembro, nossas aulas sairão do ar do canal no YouTube e ficarão gravadas exclusivamente para membros do Acampamento. As aulas abertas, realizadas às quartas-feiras, continuarão acontecendo publicamente, para promover o acesso a quem não quer ou não pode participar dessa iniciativa no momento, mas agora ficarão no ar por apenas uma semana. Depois disso, apenas no Acampamento. Temos MUITO conteúdo e ainda não terminamos de inserir todas as aulas lá dentro (estamos inserindo diariamente). Mas, para você ter uma ideia, neste dia de hoje, estamos com 77 aulas lá dentro já disponíveis – todas com pelo menos 30 minutos de duração, com uma média de 1 hora cada uma, na verdade. Então é bastante material para você se divertir e aproveitar quando quiser, consultando os temas conforme a sua necessidade. Veja abaixo alguns exemplos de aulas exclusivas que estão disponíveis apenas para os membros do Acampamento:

  • Como começar do zero a se organizar com a Produtividade Compassiva
  • Ferramentas de organização sem complicação
  • Lidando com a procrastinação no trabalho remoto ou em home-office
  • Planejamento semanal
  • Como organizar o What’sApp
  • Rotina doméstica sem estresse
  • Como organizar revisões de estudos
  • Lidando com a preguiça
  • Lidando com o perfeccionismo
  • Como organizar cada cômodo da sua casa
  • Reuniões virtuais
  • Revisando e planejando as áreas da vida
  • Como usar o Notion para a sua organização pessoal
  • Como lidar com pessoas desorganizadas
  • Como lidar com interrupções no dia a dia
  • Destralhando na prática
  • Como se reorganizar depois de ter filhos
  • Rotina diária e blocos de tempo
  • Controle de gastos
  • Como lidar com a sobrecarga de atividades
  • Como se planejar para o ano novo
  • Como organizar o estudo online

Essas são algumas aulas de exemplo para você entender o valor que você encontrará dentro desse Acampamento.

Além desses materiais, você também terá acesso a todas as aulas abertas de quarta desta nossa temporada (14 até então, com atualizações semanais), eventos gravados e outros conteúdos exclusivos. Por exemplo, já está disponível lá o nosso workshop de Hábitos, um curso que realizamos no ano passado e que está SUPER completo, com muitas referências e estratégias para incorporar novos hábitos ou eliminar hábitos ruins.

Como eu falei, estamos trabalhando nesses materiais diariamente, então você sempre terá conteúdos novos para conferir.

Canal de comunicados

Claro que, para acompanhar tudo isso, vale a pena fazer parte do nosso canal exclusivo de comunicados para os campistas, que temos no Telegram, e uma vez por semana enviaremos um e-mail com as atualizações da plataforma, para quem perdeu. Dessa maneira, você conseguirá avaliar diariamente o que entrou de novo, se aquilo te interessa no momento ou não.

Como tirar dúvidas?

Você poderá tirar dúvidas na comunidade no Facebook ou por e-mail, diretamente conosco. Também serão realizadas lives eventuais de perguntas e respostas, onde interagiremos ao vivo. Estamos chamando essas lives exclusivas do grupo de “Rodas de conversa em volta da fogueira”, pois entendemos que, em um acampamento “na vida real”, ou seja, presencial (o nosso é 100% online, não se preocupe!), as pessoas se reuniriam ao final do dia em volta da fogueira para conversar, descansar, relaxar, trocar ideias e contar histórias. E esse é o clima que buscamos trazer para essas lives, que ficam todas gravadas e disponíveis depois para você caso não consiga participar, obviamente.

Desafios e Clube do Livro

Nós também temos dois projetos que consideramos úteis dentro do Acampamento, e que você pode querer aproveitar, que são os desafios e o Clube do Livro.

Os desafios acontecerão ocasionalmente, em torno de um tema, para fazermos um sprint e “dar um gás” na sua organização pessoal. São completamente opcionais! Mas eles também ficarão como referência caso você veja valor em fazê-los futuramente.

Por exemplo, em agosto, tivemos o desafio da implementação de um hábito novo ou deixar de lado um hábito ruim. Justamente por isso, até, colocamos o workshop completo de Hábitos disponível, como material de apoio mesmo para quem quisesse participar do desafio. Pretendemos fazer outros ao longo dos próximos meses, como desafio de planejamento do ano novo, desafio para destralhar a casa, entre outros! Temos muitas ideias legais!

O Clube do Livro é um clube de leitura direcionada a livros de organização e produtividade. Todo mês, elegemos um livro de foco que você pode ler conosco ou não. Ao final do mês, eu faço uma live para comentar sobre o livro – e você pode apenas participar da live, caso não quer ler o livro, ou assistir as gravações depois. Todo livro tem um post exclusivo na comunidade para interação e troca de ideias entre os campistas também. Enfim, é uma iniciativa de incentivo à leitura que acreditamos ser muito enriquecedora para todos.

O livro que lemos em agosto foi “Hábitos Atômicos” e, em setembro, estamos lendo o “Trabalhe 4 Horas por Semana”. Inclusive, a live dele será no próximo domingo, dia 26, caso queira participar.

Para os próximos meses, pretendemos ler livro como “Essencialismo”, “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” e “A única coisa”.

E não é só isso…” rs

Algumas pessoas ficaram em dúvida se elas deveriam entrar no Acampamento ou esperar uma nova turma do curso do Método Vida Organizada. Para amenizar essa decisão, implementamos o seguinte: se você se inscrever no Acampamento agora, o valor pago por ele será abatido do valor do curso em uma turma futura que você venha a fazer! Então, se você estiver em dúvida, nossa sugestão é que você aproveite esse descontão que estamos dando esta semana para a entrada no Acampamento e, futuramente, SE você quiser fazer o curso, você não “perderá” esse valor. Além de todo o material que você recebe pelo Acampamento, o valor pago será abatido no valor do curso e você pagará apenas a diferença. <3

Tá, mas quanto custa?

Nossa ideia para esse Acampamento é que ele tenha um custo anual de 997 reais. Ou seja, todo ano você pode optar por estar conosco e renovar, ou cancelar.

No entanto, por ser uma iniciativa nova e que queremos atrair mais pessoas para ter essa experiência, nós estamos fazendo, apenas esta semana (até dia 30 de setembro), a inscrição com 400 reais de desconto, que resulta no valor de 597 reais.

Esse valor pode ser pago à vista com desconto (597) ou em até 12x com juros incidindo no seu cartão (que dá cerca de 58 reais por mês).

Atenção: este valor é exclusivo para quem se inscrever esta semana. Após o dia 30, você ainda poderá entrar no Acampamento, mas com o valor “cheio” de 997 reais.

Ah! E, além de abater esse valor da primeira anuidade no curso do MVO, se um dia você quiser fazê-lo, você sempre poderá renovar com esse valor que você pagou primeiro ao se inscrever! Ou seja: daqui a um ano, em vez de a renovação te custar 997 reais (ou mais, caso o Acampamento aumente de preço), você continuará pagando 597, e apenas se quiser renovar, o que é totalmente opcional.

Se você ainda tiver dúvidas, temos nossa garantia incondicional de 7 dias, o que significa que você pode se inscrever, testar o Acampamento por 7 dias e, se não gostar, solicitar o reembolso integral sem qualquer burocracia através da própria plataforma da Hotmart. É um direito seu como consumidor e uma forma também de darmos um “período de degustação” que consideramos justo para conhecer e entender como funciona o nosso grupo.

Por fim, quero lembrar que o propósito do Acampamento é trazer esse aprendizado e convivência de organização e produtividade compassiva sem o compromisso de ser “mais um curso online” que talvez você não tenha tempo para fazer. Elaboramos esse projeto justamente para ajudar quem quer se organizar mas não quer ou não pode fazer o nosso curso no momento.

Agora…

Recomendo que você seja rápido ou rápida na sua decisão, no sentido de não deixar esse post para depois e acabar se esquecendo dele! E, quando viu, já acabou o prazo do desconto. Por isso, digo: inscreva-se, aproveite o desconto, e decida com calma nos próximos 7 dias se vai ficar ou não. Só para não correr o risco de esquecer, ok? Se você costuma deixar as coisas para depois e já se prejudicou com isso de alguma maneira, vai entender o que estou falando.

Ficarei muito feliz de te ver deste lado de cá. : )

Ah! Inscrevendo-se agora, o seu acesso é imediato, assim que o pagamento for aprovado. Você pode degustar e usufruir agora mesmo, se quiser.

Aqui está o link para você se inscrever:

LINK PARA INSCRIÇÃO 

Obrigada!

Thais

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Vida Organizada, Trimestral

A virada de uma estação é sempre um lembrete pessoal para que eu faça a minha revisão dos objetivos de curto prazo.

Chamo de objetivo de curto prazo aquele que quero alcançar em até dois anos. Trata-se mais da construção de um cenário (“o que eu quero que seja verdade na minha vida em até dois anos”) que sobre objetivos mensuráveis e todo o conjunto de microgerenciamento que vem desse tipo de reflexão normalmente.

Ainda faz sentido, para mim, manter esse planejamento em um mapa mental na ferramenta Mind Meister. Dei uma alterada no fundo, porque estou em uma pegada mais minimalista mentalmente, e também criei novas divisões no mapa que têm mais a ver com o momento atual que estou vivendo. Toda revisão gera uma fotografia do momento em que a revisão foi feita. Quis registrar isso.

Apesar de o Mind Meister manter um histórico das atualizações, quis criar um braço ali no mapa para colocar as revisões anteriores. Basicamente, a estrutura atual está assim: 2021 > Inverno. E, dentro de “Inverno”, os objetivos que eu tinha desenhado na última revisão, feita em junho.

Também quis registrar a trilha sonora desta manhã fria aqui em São Paulo em que fiz a minha revisão. A capa é do disco Brainwashed, do George Harrison – o último disco dele e que gosto muito. A música do dia definitivamente foi “Stuck inside a cloud”.

E aí vem a parte efetiva do planejamento, que é refletir sobre o que eu quero que seja verdade na minha vida até setembro de 2023.

Puxa, 2023 parece muito distante. Acho que, por estudar política, eu fico muito ligada no ano de 2022 na minha cabeça, quase como se fosse um marco (e acredito que realmente será). 2023 será o ano depois do turbulento processo eleitoral do ano que vem e, quem sabe, o Brasil esteja um pouco mais apaziguado nas relações, depois de tanta polarização. Vamos ver.

O fato é que, cada vez que reviso esse mapa, tenho vontade de refletir de uma maneira diferente sobre a minha relação com esses objetivos de curto prazo. Desta vez, foi natural quebrar por áreas da vida – não todas. Fui escrevendo o que me vinha à mente, mais como um brainstorm mesmo, e no final revisei para atestar que fazia sentido. Fazia. E, no final, ficou assim:

Saúde, Estudos, Vida Acadêmica, Vida Organizada, Finanças, Casa e Família.

Estou minimalista com meus objetivos, no sentido mais essencialista da coisa. Na revisão de inverno, eu tinha colocado cenários que são meio óbvios para mim e que já existem, como a meditação diária e coisas assim. Desta vez, quis me concentrar nos cenários que são diferentes do que tenho hoje, para efetivamente saber no que focar. Não quis colocar coisas tipo “será que isso seria legal?”. Exemplo: um novo escritório. Como vocês sabem, ano passado aluguei uma sala menor para mim, para trabalhar fora de casa, mas essa era a realidade de apenas eu trabalhando na empresa. Agora, trabalho com outras pessoas. Eu acredito no modelo de trabalho híbrido mas, na real, será que a sala vai comportar a equipe? Oras, eu nem tenho como saber isso! Tanta coisa pode acontecer até lá! Logo, pensar em um novo escritório está mais para “algum dia, talvez” que objetivo em si. Então quis manter os reais objetivos para mim. Aqueles que estou engajada em realmente alcançar.

Neste momento, não me sinto confortável em compartilhar os objetivos, porque quero guardá-los para mim, mas posso trazer um deles que é público até mesmo para a busca de oportunidades (hehe) que é ser professora em uma instituição. No objetivo até 2023, o que coloquei é que quero estar efetivada em alguma instituição. É isso. Eu espero que isso aconteça, em detrimento de todas as outras coisas da minha vida e em um tempo compassivo comigo mesma dentro do cenário de Doutorado, empresa e todo o restante da vida que acontece em meio a tudo isso.

Como eu faço quando estabeleço um objetivo de curto prazo

Basicamente, eu faço um planejamento dele pensando no recorte do ano. Usando o exemplo acima, fica uma reflexão nesse sentido:

Objetivo de curto prazo: ser efetivada como professora em alguma instituição.

Conversa com objetivos de médio prazo (construir a minha carreira acadêmica como professora e pesquisadora) e de longo prazo (me aposentar como docente universitária).

Buscando o recorte de “projeto”, me pergunto: “o que consigo fazer com relação a este objetivo em até um ano?”. Para mim, faz sentido, por exemplo, obter uma primeira experiência como docente universitária. Como ainda estarei no Doutorado, tenho noção de que não rola sair abraçando várias disciplinas e cursos ao mesmo tempo, então não é a minha intenção. Mas conseguir uma disciplina no primeiro semestre de 2022, por exemplo, até como professora convidada ou assistente, me parece factível dentro da minha rotina! E vai me dar uma primeira experiência importante.

Pensando nisso, o brainstorm acontece naturalmente (uma vez definidos propósito, princípios e visão naturalmente no exercício acima) e listo essas anotações dentro do meu projeto, no Asana (fiz um post sobre a organização dos projetos nessa ferramenta, há alguns dias). Não preciso fazer mais nada além de registrar essas ideias e definir pelo menos uma próxima ação para fazer isso andar. A boa notícia é que eu já tinha identificado essa ideia antes e, há alguns dias, desenhei meu CV como professora e já contatei alguns amigos professores, além de postar no Twitter e jogar a ideia para o universo. 😇 O projeto é acompanhado semanalmente.

Em dezembro, quando virarmos para a nova estação, todos esses objetivos de curto prazo serão revisados novamente e eu terei a oportunidade de refazer esse exercício com todos eles e entender o quanto avancei, se quero fazer mudanças e por aí vai. Tudo é bastante dinâmico, orgânico, livre. Liberdade é a palavra, para mim.

Caso você tenha alguma dúvida sobre como eu reviso, organizo e planejo os objetivos de curto prazo, por favor, deixe um comentário aqui neste post. Muito obrigada.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, GTD™, Carreira

Tenho fases e fases. Desde o início deste novo semestre, venho fazendo um teste de organização de referências da universidade no Notion e, como já faz dois meses, posso escrever um post dizendo que tem funcionado bem e mostrando como eu estou fazendo.

Tenho uma página chamada “University” (alterno os termos nos diferentes idiomas para ir treinando).

Eu fui muito inspirada pelo modelo usado pela Ruby Granger (eu adoro essa menina!) mas venho personalizando para a minha realidade.

Basicamente, o que tenho usado demais neste momento é a página “Second Semester Modules’, onde organizo os estudos deste semestre (as disciplinas). Essa página fica nos Favoritos para facilitar o acesso.

Aqui a página de uma das disciplinas para você ter uma ideia de como uso. Coloco as informações gerais sobre o curso, as leituras, os objetivos, e mais para baixo tenho uma lista com o registro das aulas por semana. Ainda não digitalizei todas as semanas (estão no Commonplace Book), mas pretendo fazer isso como forma de estudo.

Minha ideia com a página das aulas é fazer as anotações aqui mesmo e, se anotar no caderno, tirar foto e salvar aqui. Ainda estou testando formatos e maneiras de fazer…

Eu tenho inserido algumas referências interessantes ao longo das páginas. Lembre-se que é um arquivo de referência, e não projetos ou listas de coisas a fazer. Essa diferenciação mental é importantíssima para não bagunçar o seu sistema e te confundir sobre “o que vai aonde”.

Essa linha do tempo de Sociologia do Trabalho vai me ajudar horrores. Ainda estou montando.

Uma página que não posso deixar de compartilhar, porque para mim foi um golaço, é a página de Leituras.

Basicamente, é um banco de dados para registrar absolutamente todo tipo de leitura: livro, artigo, tese etc. Eu posso categorizar e também linkar na página das disciplinas os livros, como você pode ver em alguns exemplos de imagens acima.

Criar esse banco de dados de leituras também tem sido muito útil para estudar os livros. Em alguns casos, faço resumo deles, coloco links de críticas, resenhas em vídeo etc, e tudo isso complementa bastante a experiência de aprendizado com o livro em questão.

O que eu sei que vai fazer toda a diferença é trazer a escrita da tese para cá (para o Notion). Se interessar, posso ir compartilhando aqui à medida que eu for fazendo isso.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, GTD™, Tecnologia

Há algumas semanas eu compartilhei com vocês que estava testando a organização dos meus projetos no caderno, novamente, após alguns anos, mas que eu já via em perspectiva uma provável migração para o Asana, visto que é a ferramenta que estamos usando hoje em equipe para organizar os projetos do Vida Organizada.

Enquanto que a organização dos projetos da equipe se dá com uma “equipe” Vida Organizada e um “projeto” para cada projeto mesmo do VO, alternando entre projeto em andamento com o ícone em azul e os projetos em espera (ou incubados) com o ícone cinza, na versão pessoal eu quis simplificar.

Criei uma equipe privada chamada “Thais” e, dentro dela, apenas dois “projetos”: projetos em andamento e incubados (em espera).

Asana / está em inglês porque alterno os idiomas para ir treinando

Dentro de “Personal Projects” ficam os meus projetos em andamento divididos por seções apenas para facilitar. são essas as seções:

  • Cursos Online
  • Universidade
  • Conteúdo
  • Educação (parte educacional da empresa)
  • Profissional (geral)
  • Pessoal (geral)

Dentro de cada seção, cada “tarefa” é um projeto e, dentro deles, cada “sub-tarefa” vai colocando as ações e etapas de modo geral que preciso fazer.

Uso esse painel para revisar semanalmente e definir as ações que vão para o Todoist. Sim, o Todoist serve para gerenciar diariamente, executando as ações que ali estão. A lista de projetos contém o status geral para acompanhamento semanal.

Se eu clicar em “Painel”, no menu do “Projeto” (quadro), aparece uma visão geral bem legal que me mostra a distribuição por seção e a quantidade geral de projetos, além de outros dados que futuramente eu possa querer acessar.

71 projetos em andamento

Já o quadro de projetos que não estão em andamento (em espera, incubados etc.) eu ainda não passei tudo para o Asana (faço aos poucos), mas também dividi por seções, que por enquanto estão assim:

  • 2022
  • Depois do Doutorado
  • Depois da pandemia
  • Revisar mensalmente
  • Revisar semanalmente

Fazendo dessa maneira fica fácil de alternar o status de um projeto para “em andamento” ou “em espera”. Mais prático que ter uma pastona inteira para todos os projetos, mas isso pode ser contornado criando uma “equipe” para os projetos em andamento e outra para os projetos incubados.

De qualquer maneira, prefiro organizar os projetos no digital que no papel. A sensação de ordem me deixa mais tranquila. O papel uso para planejamentos e rabiscos diversos, então essa vontade é suprida por essa alternância de atividades.

Se quiser, posso escrever mais sobre esse uso do Asana para projetos. Caso tenha alguma dúvida específica, por favor, comente aqui, para eu saber o que posso escrever mais a respeito. Obrigada!

Categoria(s) do post: Rotinas, Tecnologia, Dicas de produtividade

Desculpe o tom imperativo. Esse recado é para mim.

Criei um post-it onde deixo escrito: “não ligue o computador no domingo”. Tem funcionado.

Desde 2014, tenho um estilo de vida e de trabalho que me permite tirar folga na segunda ou trabalhar aos domingos, se eu quiser. É um modelo flexível que depende exclusivamente das minhas escolhas.

No entanto, desde o início da pandemia, absolutamente quase tudo no trabalho gira em torno do computador. Aos poucos, tomei boas providências, como implementar as ‘noites offline”, onde deixo para o período da noite atividades que não demandem conexão com Internet ou até mesmo o uso de aparelhos eletrônicos (com exceção da tv). E, agora, aos domingos, com raríssimas exceções, eu deixo o computador completamente desligado, para dar um “reset” na minha semana mesmo.

Mesmo não trabalhando, muitas vezes usamos o domingo para trabalhos da faculdade, mestrado, cursos, enfim, então achei que seria legal compartilhar a reflexão que fiz. Quem sabe não se aplica a você também?

Se testar, compartilha comigo aqui como se sentiu. 😉 Se quiser, claro. Obrigada.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.