Categoria(s) do post: Criatividade, Áreas da Vida

Ao longo da sua vida, você já deve ter reparado que há diversos momentos em que precisamos tomar decisões ou pensar sobre algum assunto e, se tomarmos notas, o que escrevemos pode se perder por aí, em meio a tanto papel, tanta pasta, tantos cadernos. Eu gostaria de compartilhar então como eu costumo me organizar quando eu lido com ideias. Afinal, sou publicitária, blogueira e escritora – três atividades profissionais que mexem muito com a criatividade, então não quero perder nenhuma ideia que eu tenho. Vamos lá:

Tenha um mural ou quadro branco

Eu sou uma pessoa bastante visual, daquelas que precisam escrever para pensar. Meu cérebro funciona melhor se eu puder expressar as minhas ideias em um quadro branco na parede, em uma lousa ou com um mural, onde coloco folhas e post-its.

Desenhe mapas mentais

Mapas mentais são um recurso brilhante para fazer associação de ideias – perfeito para fases iniciais de planejamento, quando você não sabe exatamente que caminho seguir. Eu gosto de fazer mapas mentais à mão (em folhas de sulfite mesmo) ou no Mind Meister.

Centralize suas ideias em uma caixa de entrada e processe diariamente

Se você gosta de tomar notas em lugares diferentes, procure centralizar esse material e processar diariamente. Ou seja, todos os dias, pegue o que juntou na sua caixa de entrada e decida o que fazer com relação àquilo – mesmo que, muitas vezes, seja apenas arquivar. Pelo menos o material não se perde. Isso é imprescindível.

Faça listas

Eu adoro fazer listas (#maniadeorganização) mas, além de serem um excelente recurso para a gente se organizar, elas também são ótimas para irmos elencando as ideias para depois aprofundarmos nelas.

Tenha um sistema útil de arquivamento

Pode ser com pastas suspensas, com pastas de elástico, e até mesmo uma versão digital. Eu tenho ambos (para a versão digital, uso o Evernote). Para arquivar, use um sistema alfabético, que não tem erro.

E você, como organiza suas ideias?

Categoria(s) do post: GTD™, Casa, Áreas da Vida

Já faz mais de um ano que eu estou trabalhando em casa e, como mãe, tenho algumas dicas para passar para quem também vive assim. Nosso filho está com cinco anos de idade e muitos leitores me pedem para falar um pouco sobre como tem sido a rotina com ele, o que adoro fazer. Então espero conseguir demonstrar neste post como tem sido a nossa rotina ultimamente.

Acordar mais cedo do que todo mundo

Para mim essa é a principal dica e é claro que não estou recomendando para quem tem bebês que acordam a noite inteira ainda ou para aqueles dias que você ficou cuidando do seu filho com febre. Estamos falando de crianças que já dormem a noite inteira e de dias normais, em que você está descansada por ter dormido horas suficientes. Agora que está frio, meu filho está acordando cerca de 1 hora mais tarde (ele não estuda de manhã). Eu continuo acordando bem cedo (como comentei aqui) e, antes de ele acordar, aproveito para adiantar atividades do dia que demandem maior concentração.

Se meu filho estudasse de manhã, eu aproveitaria alguns minutos desse horário para já deixar o lanche fresquinho do dia pronto e a mesa do café-da-manhã pronta. Essa é a dica que eu dou para mães, então. Acorde mais cedo que os seus filhos para 1) evitar a correria (caso eles estudem de manhã) ou 2) conseguir trabalhar em atividades que demandem mais concentração antes de eles acordarem.

Eu adoro acordar mais cedo porque, quando nosso filho acorda, eu já adiantei muitas coisas e posso ficar mais tranquila pela manhã.

Curtir o café-da-manhã com ele

Eu não sinto muita fome quando eu acordo. Gosto de beber um copo gigante de água (para acordar o cérebro) e comer uma fruta, por exemplo. Quando ele verdadeiramente acorda, aproveito para fazer uma pausa no trabalho e tomo o café-da-manhã com ele, além de ter um momento preguicinha no sofá. Isso acontece de 1 a 2 horas depois que eu já acordei. Ele gosta de assistir desenhos de manhã, enquanto ainda “está acordando”, antes de fazer atividades mais dinâmicas.

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O trabalho

Com relação ao meu trabalho, eu procuro não me programar para realizar nenhuma atividade que demande muita concentração quando ele está em casa. Mesmo que meu marido fique com ele, eu me desconcentro com o barulho ou quando, muitas vezes, ele vem conversar comigo sobre algum assunto. Portanto, para não perder essa coisa legal de poder estar em casa com o filho, eu prefiro deixar para fazer atividades mais rotineiras pela manhã, que não demandem tanta concentração, até a hora do almoço – quando eu paro para almoçar e ajudar com a rotina pré-escola.

Eu gosto, sempre que possível, de levá-lo à escola, mas não consigo fazer isso todos os dias porque muitas vezes tenho reuniões no começo da tarde ou outros compromissos em que preciso me ausentar de casa. Sobre reuniões, vale falar que eu procuro sempre agendar para o período da tarde, porque aí tanto quando eu tenho que me deslocar quanto quando eu faço reuniões pela Internet, isso não atrapalha muito. Quando tenho que me deslocar, sei que ele está na escola e, quando tenho reunião via Internet, sei que nenhum barulho vai interferir na transmissão.

Quando não tenho reuniões, deixo o período da tarde para trabalhar em atividades que demandem mais concentração, especialmente escrever.

Exceções

Existem dias em que o Paul tem aula de natação pela manhã. Quando ele tem natação, eu também consigo me concentrar nesses períodos. Como eu faço o planejamento semanal de acordo com o GTD, consigo conciliar os horários.

Outra situação excepcional é quando preciso trabalhar mais (geralmente eu trabalho até às 19 horas), então minha sogra dá a janta para ele enquanto eu termino alguns trabalhos e, por fim, eu consigo me dedicar a ele sem ter que ficar indo e vindo no horário noturno.

De noite

Eu não estou mais trabalhando de noite com o computador ligado. Quando encerro meu expediente, procuro curtir o Paul. Desenhamos juntos, brincamos com a nossa cachorrinha, cantamos e tocamos violão, fazemos algumas atividades. Gosto de conciliar as brincadeiras com atividades educativas, sempre adequadas à idade dele. Tenho como inspiração uma revista que compro todo mês nas bancas, voltada para professores de educação infantil, que traz sempre pôsteres e ideias de atividades adequadas à época que estamos vivendo (festas juninas, dia dos avós, essas coisas). A revista se chama “Educação infantil”. Ela é uma revista bem legal porque também traz indicações de livros, que às vezes compro para ler para o Paul também.

Também fazemos lição da escola, se ele tiver. Como ele está no pré, as lições não são muito complexas, então acabam não tomando muito tempo. Outra coisa que ele também gosta de fazer é assistir algum filme na tv – geralmente os de sempre: Toy Story, Meu Malvado Favorito, Bolt.

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Se eu precisar ou quiser fazer outras atividades minhas, sejam de trabalho ou não, evito o computador. Leio um livro, uma revista, algum artigo, enfim, algo que dê para fazer estando junto com ele enquanto ele está concentrado em outra atividade. Mas, no geral, eu gosto de estar 100% com ele. É que nem sempre é possível e precisamos aceitar nossa realidade.

Hora de dormir

Ele tem uma rotina para dormir que a gente está mudando ultimamente agora que ele está acordando um pouco mais tarde. Geralmente, 21h ele está na cama. Agora, ele tem ido dormir um pouco mais tarde, por volta das 22h. Eu particularmente acho tarde, mas não tem influenciado na saúde e nível de energia dele. Ele está bem. O que eu acho muito importante é ajudá-lo a fazer atividades mais calmas quando está se aproximando a hora de dormir, para ele não ficar com a mente muito agitada. O que não permito é que ele durma poucas horas, porque ele fica cansado e agitado no dia seguinte.

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Eu gosto bastante de ler uma historinha para ele antes de dormir e, muitas vezes, ele gosta de ler sozinho enquanto eu leio outro livro, sentada ao lado dele. Acho bonitinho como ele está desenvolvendo o hábito da leitura assim como a mamãe.

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Finais de semana

Aos finais de semana, repito a coisa de acordar cedo para fazer algumas atividades. No geral, nos programamos para fazer algumas atividades em família, em casa ou passeando por aí. Geralmente, mais para ao final da tarde, meu marido gosta de ter o momento dele com o Paul também, levando para tomar um sorvete, jogando vídeo-game ou indo na casa da mãe dele (avó do Paul). Quando isso acontece e eu fico em casa, aproveito para fazer algumas coisas minhas. Uso esse tempo tanto para trabalhar, quanto para arrumar algumas coisas em casa ou simplesmente ver uma série no Netflix, fazer as unhas e outras atividades pessoais.

O que eu não gosto de fazer é deixá-lo com tédio aos finais de semana. Sou uma pessoa super caseira mas, com ele, gosto de proporcionar experiências diferentes. Então sempre ficamos de olho no site Bora.ai para ver se vai ter algo legal para levá-lo no final de semana. Nós também aproveitamos para visitar as avós, geralmente no almoço de domingo.

De vez em quando o Paul também gosta de dormir na avó dele e, quando isso acontece, o meu marido e eu aproveitamos para fazer alguma coisa juntos – um jantar, um cinema, um barzinho.

Tarefas da casa

No geral, eu procuro conciliar as tarefas da casa com a companhia do Paul, até mesmo para integrá-lo a isso tudo. Sempre que tenho a oportunidade de envolvê-lo e pedir ajuda, eu faço. Se vou guardar as roupas no armário, peço para ele ir me entregando e vou fazendo perguntas sobre a escola no dia. Tarefas que demandem mais esforço e concentração (ou seja, que não dá para conciliar com minha presença com ele) eu deixo para fazer como faço com o meu trabalho: quando ele está com o meu marido, com a minha sogra etc.

No geral é assim a nossa rotina atual! Tentei abordar todos os pontos mas, caso falte algum, podem perguntar nos comentários. Se não for muito pessoal, procurarei responder. 🙂

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

Este post foi uma sugestão da leitora Malu Ribeiro (obrigada!).

O GTD é uma metodologia simples mas, por ter tanto conteúdo no livro base (“A arte de fazer acontecer”, Ed. Campus), isso pode levar as pessoas a ficarem confusas quanto à sua implementação. Eu mesma demorei um tempo em alguns aspectos para implementar e só depois de alguns anos consegui entender de verdade algumas aplicações – não porque seja complicado, mas porque, apenas lendo o livro, falta uma orientação, um “pega na mão e me leva”, que felizmente hoje temos em maior quantidade. Na minha época (cof!), quase não se tinha material sobre o GTD em português disponível na Internet. Eu acredito que, de certa forma, o blog tenha colaborado um pouco com esse cenário. Há seis anos temos também a Call Daniel ministrando cursos, oficialmente certificada pela David Allen Co, o que encurta o caminho para quem estiver a fim de aprender sobre a metodologia.

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Nesses anos todos de estudos e práticas do GTD, eu identifiquei alguns erros comuns que não só eu cometi, como vi outras pessoas cometendo. Gostaria de falar sobre eles para ajudar quem estiver passando por algum dos probleminhas citados aqui, a fim de ajudá-los da melhor maneira possível a ver o GTD como a metodologia simples que é.

Erro nº1: Perder muito tempo organizando o seu sistema

O GTD não é uma metodologia de organização, mas de produtividade. Organizar seu sistema é apenas um dos passos, e todos os outros quatro são importantes. Se você estiver organizando demais e executando de menos, alguma coisa está errada.

Muitas pessoas caem nesse círculo vicioso da organização (é gostoso mesmo organizar, eu sei disso) e desistem do GTD dizendo “eu perdia mais tempo organizando o meu sistema que fazendo as coisas”. Se você passou por esse problema comum (vejam até que ele é o primeiro da lista), a culpa não foi do GTD, mas da sua aplicação. É necessário fazer alguns ajustes.

O David é catedrático no seguinte: cuide do que estiver chamando mais a sua atenção. Execute. Se, na execução, você perceber que gostaria de ter mais informações sobre os projetos, insira informações sobre os projetos. Se você percebe que passou metade do dia apenas organizando seu sistema, pare a vá cuidar das suas listas de execução. O que não pode fazer é usar a organização como desculpa para procrastinar e culpar o David, que está lá ensinando pessoas há mais de 20 anos a usarem uma metodologia que já foi considerada a mais eficaz de produtividade por muitos veículos consagrados.

Vou contar um exemplo pessoal para vocês entenderem como eu já fiz muito isso. Ano retrasado, quando comecei a montar todo o meu sistema no Evernote, eu parei o mundo para organizar minhas informações lá. Foi a melhor maneira de fazer? Com certeza não! As demandas não param de chegar e eu fiquei bastante estressada lidando com tudo enquanto o sistema ainda não estava organizado. E eu me pergunto o motivo, exatamente. Dava pra ter migrado aos poucos. Não preciso parar o mundo durante dois dias para me organizar. Isso é legal, com toda a certeza, mas não podemos nos dar a esse luxo no dia a dia. Se você vai sair de férias e quer fazer, ótimo! De verdade! Mas não é necessário. Dá para organizar seu sistema aos poucos, sob demanda. Ou seja: hoje vou inserir este novo projeto, amanhã passo as informações daquele outro, e por aí vai.

Outro ponto que vale a pena citar é que a organização é parte do GTD e, como os outros passos, deve ser feita diariamente. Se você sempre precisar de um ou dois dias para se organizar, não vai conseguir fazer mais nada! Não caia nessa cilada. A organização é um processo e é feita todos os dias, sempre buscando as melhorias no seu sistema. Nunca vai terminar, pois você sempre encontrará algo que pode otimizar mais e fazer de uma maneira melhor.

Erro nº2: Buscar a ferramenta perfeita que centralize tudo

Essa é praticamente uma unanimidade: todo mundo que usa o GTD já foi mordido pelo bichinho que fica te perguntando mentalmente “qual a melhor ferramenta para usar o GTD?”. A melhor ferramenta não existe. Outro ponto que o David fala também é que você não precisa centralizar tudo em uma ferramenta só – use boas ferramentas que atendam ao propósito que você precisa. Outro ponto extremamente libertador é que você não precisa manter absolutamente tudo em um único sistema. Facilita, claro, mas não é necessário. Isso significa que você pode ter projetos em seu Evernote e outros tipos de projetos no Todoist, por exemplo. Ou checklists nos lembretes do iPhone e outras em um documento do Word que fica na sua área de trabalho no desktop. O formato não importa. O que chama a sua atenção? O que facilitaria para você? O que faz mais sentido? Isso é o GTD aplicado a qualquer ferramenta.

Um ponto que sempre costumo ouvir e ler por aí é sobre a integração entre as diversas ferramentas. A integração quem faz somos nós. Por exemplo, eu utilizo o Toodledo para gerenciar minhas próximas ações. Quando crio um projeto ali dentro, utilizo o recurso de nota dele para inserir URLs de arquivos que estejam em outros lugares, como o Evernote e o Dropbox. Essa integração é ilimitada, porque qualquer arquivo em computador pode ter uma URL vinculada (clique com o botão direito e em “Salvar link” ou “Copiar URL do arquivo”). Se o arquivo estiver na nuvem e você tiver acesso a ele através do seu celular ou outro computador, conseguirá visualizá-lo ou editá-lo de qualquer maneira. Portanto, busque as soluções que façam sentido para você.

Eu acredito que a ferramenta hoje mais completa para utilizar o GTD seja o Evernote, porque já está tudo ali. Aqui no blog você encontra um guia completo para aplicação do GTD na ferramenta, mas a verdade é que o GTD pode ser aplicado em qualquer lugar que suporte listas – até mesmo papel. Aliás, o GTD original foi criado para ser usado com papel. Qualquer aplicativo, programa de e-mail e arquivo de texto pode ser usado. Tem gente que gerencia suas próximas ações em notas.txt. Outras, em planilhas do Excel, com filtros. Se você gosta de papel, use um caderninho. E por aí vai. Não fique em busca da ferramenta perfeita – identifique onde funcionam melhor para você esses recursos.

Erro nº3: Não fazer a revisão semanal ou demorar muito tempo fazendo

Mais uma vez: todos os passos do GTD devem ser levados em conta para fazer a metodologia funcionar, se não não funcionará e abrirá falhas na sua aplicação. A revisão semanal é a cola que une tudo – é quando você analisa seus projetos, define prioridades para as próximas ações, vê se suas áreas de foco estão equilibradas e muito mais. Se você não faz sua revisão semanal toda semana, você não está usando o GTD. Ela é fundamental.

Outro erro que juntei aqui porque é relacionado é demorar muito para fazer a revisão semanal. É extremamente comum ouvir usuários do GTD falando algo como “perco muito tempo na minha revisão semanal então acabo não fazendo!”. Pela minha experiência, se você está demorando, é porque está executando. A revisão semanal é uma análise, não é para sair fazendo as coisas que estão ali. Se seu sistema está organizado, você pode ficar tranquilo/a de que aquilo que é super importante será feito – você não precisa parar tudo para fazer. Lembrou de algo importante durante a revisão semanal? Anote em um papel e lide com aquilo depois, como você faz com todo o resto das suas atividades.

Uma recomendação que pode ajudar é dividir a revisão semanal em blocos. “Ah, mas pode?” Pode! Você pode apenas revisar a agenda da sua próxima semana em um momento, depois revisar seus projetos, depois mudar as prioridades das suas próximas ações, depois revisar a lista de algum dia / talvez…. nada é engessado. O que não pode é deixar de fazer a revisão semanal porque “não tem tempo”. Se você acha que não tem tempo, mais do que nunca você está precisando dela.

Erro nº4: Achar que não pode fazer outras revisões que não a semanal

Cuide do que está chamando a sua atenção. Se você sente que um projeto está meio “solto” entre as suas prioridades, pare e revise o projeto. Não precisa esperar até a revisão semanal para isso.

Programe revisões diferentes além da semanal, como uma revisão mensal (para analisar suas áreas de foco com mais calma), uma revisão sazonal (para verificar se seus objetivos de curto prazo estão sendo alcançados), uma revisão anual, uma revisão de e-mails e por aí vai. As revisões não precisam se resumir à revisão semanal.

Algo que tenho feito atualmente e que tem me ajudado bastante é fazer uma revisão diária das próximas ações com prazo para o dia seguinte, antes do término do meu dia de trabalho. As prioridades podem ter mudado, assim como prazos, ou podem ter havido cancelamentos. Bater o olho na lista de coisas que eu preciso fazer amanhã já me dá uma ideia de como será o meu dia e o que vou ter que priorizar caso tenha muitos imprevistos.

As revisões fazem parte do GTD e não se limitam às revisões semanais. Crie rotinas de revisões para aquilo que funciona para você.

Erro nº5: Desistir de implementar porque não funcionou do dia para a noite

O GTD mastery é uma habilidade, como tocar violino. Assim como ninguém aprende a tocar um instrumento da noite para o dia e demora algum tempo para amadurecer, o mesmo acontece com o GTD. O estudo e prática tornam a sua aplicação cada vez mais confiável e ajustada à sua vida. Precisa insistir, corrigir os erros, buscar soluções para otimizar o que você está fazendo. O GTD não foi eleito como a melhor metodologia de produtividade do mundo por acaso. Dê uma chance.

No mais, é importante atentar para o que o próprio David fala, que é: “o GTD é para todos, mas não é para todo mundo”. Se você não tem absolutamente nada a melhorar em termos de produtividade, não conserte o que não está quebrado. Talvez o GTD te ajude, talvez não. No entanto, se você vê oportunidades para melhorias, busque saber mais. Você só tem a ganhar.

Erro nº6: Acumular coisas na caixa de entrada e tornar o processamento chato

O processamento só fica chato se você fica postergando-o até não querer mais. Isso te prejudica porque, além de você perder um tempão quando for processar, muita coisa importante que você coletou vai se perder ali e você pode esquecer prazos. Encontre seu melhor ritmo para processar. Eu gosto de fazer isso uma hora antes do fim do meu expediente, onde me sento com uma música calma e analiso cada item da minha caixa de entrada para processar e organizar no lugar certo. Se eu fizer isso todos os dias, vou confiar no meu sistema e vou me incentivar a coletar mais (e tirar as coisas da minha cabeça).

Vale pontuar também que processar (ou esclarecer) é um passo do GTD onde você deve investir muita inteligência e foco. Se você processar algo errado, sua execução vai falhar. Logo, vale a pena ter esses minutos de concentração nas suas atividades para definir seu trabalho com significado.

Erro nº7: Se prender ao conteúdo do livro em português

O livro “A arte de fazer acontecer” foi publicado no Brasil pela editora Campus e só. A versão em inglês já foi atualizada e tem mais conteúdo, prints de tela, depoimentos, enfim, mais coisa. A versão em português é a base e tem muito a explorar ali antes de partir para outros lugares, mas o David Allen nunca parou de atualizar o GTD. Ele tem mais dois livros, publicados por enquanto apenas em inglês (dá para baixar na Amazon), chamados “Ready for anything” e “Making it all work”, onde ele expande seus conhecimentos sobre a metodologia. Além disso, ele mantém o site GTD Connect (apenas para membros, pago), com fóruns e muitos materiais riquíssimos em conteúdo como guias, webinars e outros. Ele também promove cursos ao redor do mundo e, no Brasil, há os próprios cursos da Call Daniel. Você também pode trocar ideias com pessoas em grupos no Facebook e buscar depoimentos de quem usa o GTD em blogs pela Internet afora. Há muita coisa para fazer depois de ler o livro – inclusive relê-lo várias vezes. Tem conceitos que a gente só pega quando lê pela segunda ou terceira vez (eu que já li umas 200 vezes ainda me surpreendo com coisas que não tinha me atentado antes).

Erro nº8: Querer subir os níveis antes de ter organizado o básico

O GTD tem níveis de horizonte de foco (leia mais sobre isso aqui). Em resumo, não adianta você querer organizar seus objetivos de vida se sua caixa de entrada de e-mails estiver um caos ou se você estiver esquecendo compromissos. Comece do nível mais baixo e vá subindo, lembrando de sempre voltar se algo estiver chamando a sua atenção.

Erro nº9: Parar de coletar e processar direto

Quando você já usa o GTD há algum tempo, pode achar bobeira coletar tudo no papel para depois processar e pode querer já processar de uma vez. O problema de fazer isso é que você vai ter sempre que parar para processar e, além de perder tempo e o foco, pode processar rápido, sem a inteligência necessária. Processar errado pode atrapalhar na execução e você pode priorizar pelo critério da urgência as suas atividades. Não precisa fazer as coisas de forma afobada: colete ao longo do dia e, ao processar, faça isso com carinho e atenção. Eu juro que compensa.

Erro nº10: Não conseguir usar o GTD, “encontrar” o ZTD e sair falando que o GTD é muito complicado

Por favor, não seja essa pessoa. Corrija os erros acima e continue usando o GTD, se quiser. Se não quiser, por quaisquer motivos que sejam, não culpe o GTD, que é a melhor metodologia de produtividade do mundo. Nem use metodologias baseadas fracamente nele com a desculpa de que são “mais simples”, porque não é bem o caso! Se você não acredita em mim, acredite no Einstein:

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Dúvidas? Deixem comentários!

Obrigada por tudo, pessoal.

Categoria(s) do post: Armazenamento, Áreas da Vida

Outro dia eu comentei com vocês sobre a ideia de armário cápsula e que resolvi fazer para mim, começando pela próxima estação, que seria o inverno (que começou esta semana <3). Para falar a verdade, eu já separei as peças e comecei a usar antes do início da estação, mas demorei para fotografar todas as peças, editar as imagens e finalmente montar o post para vocês. Gostei da experiência e espero conseguir fazer a cada estação um post assim!

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Não sei se vou conseguir levar adiante essa ideia durante um ano inteiro, mas pretendo. Já faz cerca de duas semanas que tenho vivido somente com as peças do meu armário cápsula e tive boas revelações com relação a isso. Primeiro, porque estou conseguindo aproveitar melhor todas as minhas roupas. Segundo, que fica bem claro o que serve, o que não serve, o que vale a pena substituir. E então acabei definindo alguns princípios pessoais para fazer esse conceito dar certo, no que diz respeito a comprar alguma roupa:

  • Só posso comprar uma peça de roupa durante a estação corrente se for para fazer substituições semelhantes. Por exemplo, eu selecionei uma calça preta de alfaiataria para o meu armário de inverno, mas ela não tem uma qualidade muito boa. Se eu encontrar uma melhor, eu posso comprar, com a condição de doar a antiga. Só entra uma se sair outra, e apenas semelhantes. Não vale comprar uma calça jeans e tirar a de alfaiataria! Isso também vale para peças que por acaso estragarem.
  • Eu também abri concessões para peças especiais. Por exemplo, fui ao show do KISS na Holanda e quis comprar a camiseta da turnê. Eu não ia deixar de comprar apenas por causa do armário cápsula. No entanto, fui a diversas lojas de roupas olhar as novidades e não comprei na-di-nha.
  • Tudo bem incorporar peças que eu ganhar de presente. Isso ainda não aconteceu, mas acho que pode acontecer ao longo das estações. Ou seja, se eu ganhar uma roupa de presente, tudo bem usar. O que não pode é comprar.

E é isso!

Eu não me apeguei a nenhum número em específico. O que eu quis fazer foi escolher o menor número possível de peças para eu usar durante esta estação. Não importa se forem 10 ou 80. No outro post, muitos leitores comentaram que “já têm um armário cápsula” porque só têm o que usam. Gente, parabéns, mesmo. Mas a ideia não é ter um guarda-roupa minimalista, mas reduzir o que você já tem. Ou seja, se você tem 20 peças, reduza ainda mais! Participe do desafio! Essa é a ideia.

Vamos às minhas peças escolhidas para usar até o final de setembro, então:

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Eu uso muitas camisetas básicas porque são confortáveis (afinal, trabalho em casa a maior parte do tempo) e também são ótimas para usar por baixo de blusas mais pesadas de frio. Camiseta preta Marisa, camiseta cinza mescla Renner, camiseta preta Riachuelo, camiseta marinho listrada Target, camiseta preta Renner, camiseta branca listrada Forever 21, camisetas brancas Renner, camiseta branca mangas 3/4 Riachuelo, camiseta branca Riachuelo. Faltaram duas camisetas na foto: duas camisetas do KISS (uma que eu já tinha e uma que comprei na viagem).

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Eu quis manter as peças que já uso bastante no meu dia a dia para não estranhar. Tive que levar em conta as situações que vivencio: trabalho em casa, apresentações (palestras, workshops, treinamentos em empresas), reuniões, lazer. Camisetas estampadas: apenas duas, ambas Luigi Bertolli.

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Camisa estampada preto e branco Luigi Bertolli, camisa azul pastel Luigi Bertolli, camisa branca Renner, camisa estampada Marisa. Quando a gente diminui a quantidade, é comum ficar com as peças de cores básicas, pois as combinações ficam mais fáceis. Porém, faz falta uma corzinha. Talvez eu arrisque mais na próxima estação.

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Muitas malhas para enfrentar as temperaturas mais amenas do inverno em São Paulo. Suéter de lã Luigi Bertolli, malha soltinha bege Zara, suéter de lã chumbo Renner, cardigan boyfriend cinza Marisa, cardigan com zíper preto Renner e suéter verde Marisa.

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Se o frio apertar, tenho algumas opções. Optei por não usar sobretudo porque dificilmente precisamos usar em São Paulo. Eu costumava usar mais quando saía à noite para ver meu marido tocar, mas agora não fazemos mais isso. Vamos ver! Esse é o teste que eu quero fazer – verificar a necessidade de ter casacos mais pesados. Casacão de lã cinza e preto Zara, jaqueta de couro fake Dress to para C&A, parca verde militar Marisa. Não está na foto meu trench-coat bege da Zara, que estava lavando no dia das fotos.

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Não fui muito criativa com as calças porque também estou precisando de peças diferentes, mas não vou comprar agora (fica para a próxima estação, se houver necessidade). Quis me ater às peças básicas mais uma vez. Calça de sarja preta H&M, calça jeans Levi’s, calça de alfaiataria chumbo Marisa, calça de alfaiataria preto Marisa, calça legging preto com vinco Marisa.

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Eu gostaria de usar mais vestidos no frio, mas sei que acabo usando pouco, no dia a dia. Preferi escolher outras peças. Vestido estampado Renner, saia lápis preto Renner, bermuda jeans C&A. A bermuda está aí porque gosto muito de usar com meia-calça e camiseta quando trabalho em casa.

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Bolsa caramelo Zara e bolsa saco preta Marisa. Eu não uso muitas bolsas no meu dia a dia porque, quando saio, uso mais a minha pasta de trabalho. Quis deixar uma bolsa grande e uma menor para passeios que não preciso levar muitas coisas.

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Esses já são os sapatos que eu uso normalmente. Faltou um na foto, que é um sapato de salto preto Piccadilly que uso para ministrar treinamentos (tem salto mas é confortável). Oxford preto Moleca, oxford marrom Zara, sapatilha/slipper Moleca, mocassim preto de verniz Zara, bota marrom forrada sem marca (comprei na loja de fábrica) e bota preta de montaria sem marca (comprei na loja de fábrica).

Total de peças: 45.

O que posso dizer por enquanto: tem sido muito divertido fazer! Levei a maioria das peças para a viagem que fiz e agora estou lavando quase tudo para ter o que vestir. Não senti falta de nada por enquanto e achei a quantidade suficiente. Eu tenho tentado experimentar as roupas e tirar fotos das combinações, mas isso leva mais tempo.

Uma leitora pediu para eu fotografar e postar no Instagram os looks, mas é um pouco difícil para mim, no dia a dia, conseguir fazer isso. Seria um registro bem legal (no entanto) e tentarei fazer algumas vezes.

Eu procurei escolher peças que combinassem bastante entre si para não ficar sem opções, e por enquanto tem dado muito certo.

Mais alguém está trabalhando esse conceito de armário cápsula? Compartilhe nos comentários!

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

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Olá pessoal, tudo bem?

Cheguei ontem no Brasil e o blog está um pouco parado esta semana porque preciso descansar e me recuperar do fuso horário. Também quero passar mais tempo com a minha família, já que ficamos alguns dias longe. E também tenho muita informação nova e legal para processar antes de postar aqui! Também vou responder muitos comentários com dúvidas que estão pendentes. 🙂

A viagem foi incrível e com muitos aprendizados. Estou feliz pela oportunidade e mais ainda por ter voltado e poder compartilhar muito em breve tudo com vocês. Obrigada pela presença sempre!

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

Esta semana estou viajando para fazer um curso com o David Allen e tirar minha certificação como GTD Master Trainer pela Call Daniel. Aproveitando o ritmo, gravei um vídeo mostrando como manuseio o que eu chamo de “escritório móvel” do GTD, com tudo o que levo comigo quando vou trabalhar em outro lugar que não seja meu home-office. Espero que gostem!

Se você não estiver vendo o vídeo, clique aqui.

Você pode trocar ideias sobre GTD no grupo criado no Facebook (aqui!) para ser uma comunidade de usuários brasileiros vinculada à David Allen Company. É importante falar que o grupo não existe para concorrer com ninguém – acreditamos que uma comunidade deva ser composta por pessoas que tenham um bem comum e queiram apenas trocar ideias, tirar dúvidas e fazer amizades. Clique aqui para fazer parte!

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Outro dia compartilhei com vocês como eu faço o planejamento da mala quando vou viajar, e hoje gostaria de mostrar as roupas que eu levei na mala para essa viagem.

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É verão na Europa mas, mesmo assim, a cidade onde vou fica no meio do continente e não está um calor como imaginamos o nosso verão aqui – a temperatura está oscilando entre 9 e 21 graus, o que é bem parecido com São Paulo nos dias mais frios de inverno. Por isso, depois de fazer todo aquele esquema que comentei no outro post, cheguei às seguintes peças:

  • trench-coat cáqui
  • jaqueta de couro preta
  • suéter marinho
  • suéter verde militar
  • vestido estampado
  • calça preta
  • calça jeans
  • saia lápis preta
  • camiseta do KISS (para ir ao show!)
  • 3 camisetas pretas
  • 3 camisetas brancas
  • camisa estampada
  • camisa azul claro, lisa
  • camiseta listrada marinho e branco
  • suéter de zíper preto que não aparece na foto porque está na mala de mão (uso no avião)

De acessórios:

  • 2 lenços estampados
  • pashmina lisa rosa (a verde eu acabei tirando)
  • cinto preto de couro
  • três colares (não aparecem na foto)

De calçados:

Aqui foi onde a minha mala pesou mais, mas preferi correr esse risco a ficar com o pé molhado (chove e para bastante em Amsterdam e estou indo para andar a pé o tempo todo).

  • sapato oxford preto
  • sapato oxford marrom
  • bota marrom (vai comigo no avião)
  • bota preta
  • par de chinelos para ficar no hotel

Além da lista acima, foram as roupas íntimas – camisete para pôr por baixo de camisa, calcinhas, sutiãs, meias, pijama. Tudo coube em uma mala pequena mas, como tem mais coisas, levei a mala média para todo o resto.

Todas essas peças combinam entre si e fiz várias combinações em casa para garantir que não fique sem opções (nem parecendo que estou todos os dias com a mesma roupa).

Vocês podem estranhar a falta de bermudas e sandálias, por exemplo, mas já não uso essas peças no meu dia a dia, mesmo no verão tropical do Brasil. As calças são leves, os sapatos podem ser usados sem meias e levei uma saia também, então mesmo que a previsão erre e faça muito calor (o que acho difícil), não serei pega desprevenida.

Um leitor sugeriu que eu falasse sobre necéssaires e bolsas de mão, e tirarei fotos quando chegar no hotel para mostrar como eu fiz.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Atendendo a pedidos, hoje resolvi escrever um post sobre como é o nosso relacionamento, respondendo algumas dúvidas enviadas por leitores nos comentários de outros posts. Vamos aproveitar que é Dia dos Namorados para falar a respeito, então! Dá para organizar um relacionamento? Não é muita neura? O que seria um relacionamento organizado?

Conheci meu marido em 1999 (!), quando estava procurando músicos para a minha banda cover dos Beatles na época. Eu queria montar uma banda feminina e coloquei um anúncio no fã-clube dos Beatles que tinha no centro da cidade (em SP). Ele viu, se interessou e me ligou! Disse que não era menina, mas tanto ele quanto o primo tocavam juntos e sempre quiseram ter uma banda que tocasse só Beatles, então por isso ele tinha me ligado mesmo assim. Meu pai tinha um estúdio em casa onde ensaiávamos e, um dia, ele e o primo dele vieram fazer “um teste”. Eles acabaram entrando na banda que eu já tocava e ficamos muito amigos! Na época, eu tinha um namoradinho, mas já tinha percebido que ele estava gostando de mim. Um dia eu terminei meu namoro, ele se declarou e, um tempo depois, começamos a ficar juntos.

Eu não era blogueira na época, nem tinha Internet em casa. Porém, eu tinha um fanzine dos Beatles e criei meu primeiro blog dois anos depois, em 2001… então ele já atura meu papo de produção de conteúdo e Internet há muitos anos! XD

No começo, nós éramos adolescentes e bastante imaturos. Acho que é bem difícil você conseguir manter um relacionamento dessa maneira, quando nenhum dos dois sabe direito o que quer da vida, por exemplo. Nós chegamos a nos separar duas vezes por essa imaturidade. Hoje eu entendo por que a maioria das pessoas que consegue construir um relacionamento legal começam depois dos 25, 30 anos, porque antes disso ninguém está muito estável em uma carreira, sabendo o que quer, se quer morar em outro país, se quer ou não ter filhos, se quer ou não fazer diversas coisas que impactam na vida de um casal. Quando você se conhece, fica muito mais fácil conhecer e aceitar o outro, gerando um companheirismo e cumplicidade.

Nosso relacionamento foi obrigado a crescer e amadurecer de verdade quando nosso filho nasceu. Antes disso, a gente fazia muitas coisas decididas por impulso. Com um filho, tínhamos que decidir juntos, então esse foi um passo importante no nosso relacionamento e que demandou um aprendizado enorme, que levou um tempo.

Há quase quatro anos, eu recebi uma proposta de trabalho em outra cidade (no interior de SP) e tomamos juntos a decisão de mudar para lá, ele sair do trabalho para ficar somente com o nosso filho no início. Foi um grande ato de abnegação da parte dele e, se não fosse por isso, eu não conseguiria ter feito nenhuma das coisas que começaram a acontecer na minha vida depois disso, como o crescimento do blog, meu livro, eventos diversos que comecei a participar, viagens a trabalho. Nós sempre conversamos muito e ele sempre disse que esse é o meu momento e que eu tenho que aproveitar, e que ele daria esse suporte.

Muitos leitores comentam que acham “extraordinário” meu marido ficar com o nosso filho, cuidar da casa etc, enquanto eu estou viajando ou trabalhando. Eu não acho que seja extraordinário, apesar de valorizar demais o que ele faz (se ele não fizesse, eu teria muito menos tempo para as minhas coisas). Foi uma construção natural que fomos tendo aos poucos, de acordo com a necessidade mesmo. Hoje, com o filhote um pouco maior, ele está conseguindo retomar as suas atividades, se dedicar à sua carreira e voltar a ter essa autonomia intelectual que, para qualquer pessoa, é muito importante. Vai chegar o momento em que eu vou pegar mais leve com o trabalho também para que possa oferecer a ele o mesmo suporte que ele me ofereceu, então estamos estruturando a nossa vida para isso. Eu já trabalho a maior parte do tempo em casa, por exemplo, e ele já não é o principal responsável pela manutenção da rotina mesmo com comida, limpeza etc, tendo tempo individual para investir nas suas próprias atividades e para a gente ficar mais juntos.

Eu penso que nosso relacionamento melhora a cada ano. Ainda temos briguinhas chatas de vez em quando, mas nada se compara à imaturidade do início do nosso relacionamento. Hoje, qualquer decisão que eu queira tomar com relação à minha vida (uma viagem que quero fazer, um curso), eu converso com ele para ver a viabilidade. Não se trata de permissão – ele faz isso também. Se trata de saber que, se eu for viajar, por exemplo, ele vai ter que cuidar do filhote, investir mais tempo em atividades que, comigo aqui, ele não precisaria fazer. Então é um gesto de carinho e companheirismo conversar e tomar as decisões juntos.

Outra questão que ajuda muito é ter objetivos em comum, mas confesso que nem sempre eles batem! O que resolve é ter muita conversa para um não construir uma ideia mental e se frustrar lá na frente, assim como para definir o que podemos fazer para ser o melhor para todo mundo.

Tem algo também que acho importante citar, que é a preocupação com a felicidade. Eu me preocupo muito se tais concessões vão fazer com que eu, ele e o nosso filho sejam felizes. Se for para tomar uma decisão “pelo time” e um ficar infeliz, a gente tem que conversar e ajustar as coisas. Apesar de sermos uma família, o indivíduo também é importante. Tem coisas que eu gosto de fazer e ele não, assim como ele tem coisas que gosta de fazer que eu não me envolvo. A gente não precisa fazer tudo junto. Então esse respeito à individualidade é importante para a qualidade de vida, o bem-estar e a felicidade de cada um e, assim, do conjunto.

Se tem algo em que o casamento pode ser organizado, eu listaria alguns pontos:

  • Um por todos e todos por um. É muito chato quando só um no relacionamento consegue atingir suas metas pessoais, enquanto o outro fica de camarote oferecendo suporte. Se for temporário, é ok, e consensual também. Agora, se um dos dois estiver infeliz, é importante mudar, reajustar. E essa mudança deve partir dos dois, porque será percebida por ambos, se houver cuidado e carinho.
  • Também significa que um estará lá sempre pelo outro, ajudando no que for necessário. Não tem o famoso “se vira”.
  • Organizar um tempo ao longo da semana, do mês, de cada dia para fazer algo de bom com a pessoa. Toda vez que a gente faz algo juntos, que programamos, nos sentimos muito satisfeitos por termos conseguido. A gente sabe como o dia a dia pode ser corrido e, se a gente não planejar algumas atividades, elas não acontecem espontaneamente. Viajar, ir ao cinema, assistir um filme em casa, preparar uma refeição juntos são exemplos dessas atividades.
  • Eu gosto de sempre conversar com o meu marido sobre quais os nossos planos para a semana seguinte. É muito fácil eu decidir que vou passear em um dia, por exemplo, e ele ter que se virar para ir comigo ou algo do tipo. Essa conversa é essencial para termos mais tranquilidade no dia a dia e não ter que tomar decisões na hora.
  • Nós compartilhamos a nossa agenda (no Google), então podemos saber qual a disponibilidade do tempo do outro. Por exemplo: quando ele tinha banda, se eu visse que ele tinha uma viagem programada para um feriado, eu não me programaria para fazer determinadas atividades que faria junto com ele ou precisando da sua presença.
  • Fazer acordos sobre a rotina é essencial. Quando um vai chegar cansado de viagem e quer dormir até mais tarde, por exemplo, combinamos quem acordará mais cedo para ficar com o filhote. Quem leva para a escola? Quem busca? Quem vai cozinhar hoje? E assim vai. Esses acordos são muito importantes para evitar o estresse no dia a dia.

Um relacionamento é uma construção, realmente. Nós estamos há 16 anos juntos (recém-completados) e hoje estamos muito melhores que há alguns anos, mesmo no início do namoro. Já tive aquela fase de ter saudade de quando começamos a namorar, que era tudo tão apaixonado e intenso, mas hoje, apesar de lembrar com carinho, não é algo que eu desejaria passar de novo, por exemplo! Acho que toda fase em um relacionamento é importante, mas essa que estamos agora, com tanto companheirismo, amizade, carinho, vontade de ficar juntos, respeito, é a minha preferida até então. Quando a gente fica muito tempo com uma pessoa, aprende como ela é, quais são as suas manias, aprende o que é irritação com algo e não com você, aprende a separar as coisas e a conviver melhor.

Acho que, para um relacionamento ser organizado, o mais importante é que ambos queiram que ele (o relacionamento) aconteça. Todo o resto demanda disso.

E ah, como eu sei que vocês vão pedir, já aviso que o post não tem fotos porque meu marido não gosta de aparecer na Internet, então respeito a privacidade dele. 🙂

Feliz Dia dos Namorados a todos que estão em um relacionamento. Aos solteiros, curtam-se muito hoje e sempre. O relacionamento é composto por duas pessoas, e eu acho que ambas devem ser completas por si só antes de buscar o completo em outra pessoa.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Muito simples.

Porque não adianta ter um objetivo lá na frente se na sua realidade você não faz nada para alcançá-lo.

Mas é fácil para a Thais do Vida Organizada dizer isso. Parece piada pronta.

O que eu quero dizer, e que foi um aprendizado de anos, é que de nada adianta ter um objetivo de vida incrível se você não consegue “domar” o seu dia a dia.

Se sua agenda te devora. Se você está refém dos imprevistos. Se todos os dias se sente estafado/a, como se estivesse faltando tempo o tempo todo.

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O primeiro passo deve ser organizar sua agenda e seus compromissos.

O segundo passo deve ser organizar seus e-mails.

O terceiro passo deve ser aprender a definir prioridades.

Pense assim:

  • Sua agenda deve estar tranquila. Compromissos planejados, tempos para deslocamento estimados, períodos para imprevistos previstos (se não acontecerem, aproveite o tempo livre!).
  • Não dá para fazer tudo de uma vez. Aprenda a priorizar.
  • Negocie suas prioridades com seu chefe, marido/esposa, seja quem for que você “deva” responsabilidades.
  • Seja responsável pelo aproveitamento do tempo da sua vida.
  • Domine seus e-mails.
  • Tenha uma lista de tudo o que precisa fazer. Anote sempre, para não esquecer.

Quando você conseguir controlar o seu dia a dia, vai ficar mais fácil pensar: “ah, agora deixa eu ver qual é o próximo passo deste objetivo aqui”.

Se você não fizer isso, pode se frustrar. E se frustrar é ruim. Faça a coisa certa.

Organização pessoal tem a ver com satisfação e viver a vida como você quer. Não é para engessá-la.

Não adianta traçar objetivos se seu dia a dia não permite que você corra atrás deles – por isso, organize-se. Assuma a responsabilidade. Agora!

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

Reuni algumas dúvidas enviadas por leitores nos últimos dias e resolvi responder em forma de comentário para ajudar outras pessoas que possam ter as mesmas dúvidas também.

Projetos e outlines no Toodledo

[quote class=”amarelo”]”Estou tentando implementar o GTD e ainda sinto algumas dificuldades. Talvez, por trabalhar na área acadêmica eu tenha estranhado um pouco a terminologia, por exemplo: “projeto”, usamos muito para outra coisa. Enfim, vou errando aqui, acertando ali e sempre seguindo em frente.
Estou usando o Toodledo+Evernote e no Toodledo vi que existe a função outlines, aliás muito parecido com o workflow, como posso usar esta função?” – Letícia[/quote]

Letícia, o conceito de projeto no GTD é bem mais simples mesmo que o acadêmico ou corporativo. O David considera projeto tudo aquilo que leva mais de um passo para ser concluído e dura até um ano, mais ou menos. Essa diferenciação entre projeto e tarefa é essencial no GTD para conseguir trabalhar sem procrastinação. Se você não destrinchar as ações de um projeto, é muito provável que ele acabe ficando de lado durante muito tempo, porque você nunca terá pique, vontade ou ânimo para trabalhar nele.

Sobre a guia Outlines no Toodledo, eu costumo usar para checklists.

Pastas suspensas

[quote class=”rosa”]”Olá Thais,
Bom, acompanho o blog já há algum tempo, aplicando várias dicas de organização ao meu dia a dia. Porém, mais recentemente, após ler o seu livro, resolvi comprar o livro do David Allen e tentar aplicar o método GTD à minha vida. Ainda o estou estudando e aprendendo, e apanhando (rsrsrs), mas deixa eu aproveitar o comentário e te perguntar o porque do David criticar as pastas suspensas? Pois eu, infelizmente, não consigo visualizar nenhuma outra estrutura para implementação da sistemática…
As pastas que ele fala, que ficam em pé sozinhas na gaveta, sustentadas por chapa móvel, você tem ideia que pastas seriam essas?
Obrigado e abraço!” – Danniel[/quote]

São manila folders, pastas que são vendidas apenas nos Estados Unidos. Mais ou menos assim:

manila-folder

Não se prenda a isso. Não é que ele é contra – é que a maioria das pessoas usa errado. A gente vê aquele monte de pastas em arquivos entupidos de papéis. Fica difícil de atualizar, manusear. O importante é você conseguir montar um arquivo que seja prático para você – ou seja, você consegue atualizar sem problemas, consegue criar novas pastas sem obstáculos, o arquivamento faz sentido etc.

Tanto meu arquivo físico de referência quanto meu tickler estão em formato de pastas suspensas.

Tickler para quem tem pouco espaço

[quote class=”azul”]”Primeira vez que comento por aqui e já tenho que te agradecer por compartilhar sempre que pode dicas tão boas para nos organizar! Obrigada!
Então, eu gosto bastante do método GTD e estou tentando aplicá-lo na minha rotina, porém gostaria de sugestões para o uso de um tickler. Não tenho espaço suficiente no meu quarto (ambiente de trabalho/estudo) para ele no momento. Você tem alguma sugestão?” – Beatriz[/quote]

Bia, quando eu não tinha espaço, providenciei uma caixa para pastas suspensas que ficava em um cantinho e não ocupava quase nada do espaço que eu tinha. No último post da série Aprenda GTD, coloquei uma foto de um modelo que pode servir. Não ocupa mais do que 50x30cm.

Projetos x objetivos

[quote class=”verde”]”Olá Thais. Primeiramente, parabéns pelo blog. Eu acompanho faz tempo, apesar de ser a primeira vez a postar algum comentário!rs. Pois bem, estou empolgada a implementar o GTD junto com o seu acompanhamento, porém estou com uma dúvida cruel sobre projetos e como consequência as ferramentas para gerenciar. Nao consigo identificar o que seja um projeto e como que vou gerenciar isso, entende ? Por exemplo, qndo penso em algo que quero da minha vida, acho que caio mais em objetivos (pois são de longo prazo).
Será que vc poderia me dar alguns exemplos e como seria gerenciar tal projeto ??” – Jéssica[/quote]

Jéssica, vou falar bastante sobre esse temas em próximos postas da série Aprenda GTD. Caso queira estudar a respeito antes disso, recomendo os seguintes passos:

  • Ler o livro do GTD inteiro
  • Estudar o capítulo sobre Processar e o fluxo do processamento até ficar claro
  • Estudar os capítulos 3 e 10, específicos sobre projetos

Espero que ajude!

Demandas do dia

[quote class=”laranja”]”Estou acompanhando o seu blog e quase terminando de ler o livro do David e me surgiu uma dúvida a respeito do processo de coleta. Normalmente, antes de ler a respeito do método GTD, eu processava imediatamente as tarefas que chegavam até mim em vez de deixar em uma caixa de entrada. A minha dúvida é o que faço, por exemplo, com as demandas que chegam e precisam ser feitas no mesmo dia, mas que não posso concluir no momento em que elas chegam. Qual solução você sugere?? Jogar na caixa de entrada e processar a mesma todo dia? Criar uma lista para tarefas do dia?? Só quero uma alternativa, que como li no livro, me faça confiar no sistema.” – Rhayana[/quote]

Rhayana, seguir o fluxo do processamento não tem erro. Se leva menos de 2 minutos, faça na hora. Se leva mais, e é para o mesmo dia, coloque na sua agenda ou calendário. Trabalhe com seu calendário aberto, usando-o como guia para execução. Essa é a recomendação do GTD.

Obrigada a todos que sempre enviam comentários e trazem a oportunidade de esclarecer dúvidas como estas do post de hoje. Caso tenha perguntas, por favor, poste nos comentários!

Categoria(s) do post: Imprensa

Já faz algum tempo que o livro Vida Organizada foi publicado também em Portugal, mas percebi que ainda não tinha feito um post a respeito! Eis as informações para os leitores portugueses que possam gostar da novidade então. 🙂

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Funciona assim: eu não me envolvi no processo de produção, adaptação do idioma, capa, nada – a editora Castor de Papel comprou os direitos da editora Gente aqui no Brasil e produziu no tempo dela, de acordo com os seus padrões de qualidade. Eu recebi uma cópia e gostei muito. O formato é um pouco maior que o da edição brasileira, as páginas em papel pólen soft amarelado e a adaptação muito bacana. Adorei o resultado!

Mais informações

Ter uma vida organizada é uma maneira de fazer com que as coisas aconteçam! Está na hora de sair do caos! Pode estar a pensar que não há como, que a sua vida mais o fator organização são uma combinação impossível. Contudo, este livro veio para lhe mostrar um caminho.

Ter organização não significa viver sob uma pressão neurótica de ter de se lembrar de mil coisas, nada disso! Organização tem a ver com criar um sistema que funcione e permita que faça o que tem de ser feito, tenha o que precisa de ter e viva o que sempre sonhou viver. Vai organizar a sua rotina, pessoal e profissional, para que tudo esteja em consonância, definindo prioridades e transformando sonhos em objetivos, criando sistemas que abrem espaço na sua cabeça e não a enchem ainda mais!

Não é uma questão de personalidade, mas de olhar para si mesmo e ter a certeza de que a sua vida é da forma que gostaria que fosse e, principalmente, sentindo a alegria de não ter perdido tempo com coisas não tão importantes. Pelo contrário, cumpriu toda a sua e ainda conquistou muito mais do que imaginava quando começou, desde a limpeza da sua casa, até não perder tempo no trabalho e (finalmente) ler todos os e-mails. Você pode! Então, agora é só começar!

TÍTULO: VIDA Organizada
GÉNERO: Gestão e Sucesso
AUTORA: Thais Godinho
FORMATO: 16 x 24 cm
1.ª EDIÇÃO: janeiro de 2015
PVP s/ IVA: 15,00 €
ISBN: 978-989-99301-0-0
PVP c/IVA: 15,90 €
PÁGINAS: 224
CHANCELA: Castor de Papel
COLECÇÃO: Estação Verão- Gestão e Sucesso

Onde comprar

Você pode encontrar o livro Vida Organizada em diversas livrarias em Portugal ou comprar pelo site da editora Castor de Papel:

96-vida-1420819363

Acredito que seja uma boa alternativa para leitores que morem em outros países da Europa também!

Alguém já leu a edição portuguesa? O que achou? Por favor, deixe um comentário.

Obrigada por tudo, pessoal.

Categoria(s) do post: Armazenamento, Áreas da Vida

Às vezes a Internet aparece com uma moda nova e uma das recentes é um conceito de “armário-cápsula”, que consiste no seguinte: escolher uma quantidade limitada de peças para viver durante um tempo, sem comprar nada novo, apenas promovendo combinações com as peças selecionadas.

A coisa tomou grandes proporções e começaram a surgir pequenas variações, como a (minha preferida) organização por estações. Quando vi isso pela primeira vez, pensei: “agora sim fiquei com vontade de brincar com esse negócio”.

Imagem: Un-Fancy.com
Imagem: Un-Fancy.com

Como funciona

Você escolhe algumas peças básicas, versáteis e que você ama usar para o seu guarda-roupa. A cada estação, você vasculha seu guarda-roupa para escolher as peças. Os números (da quantidade de peças) variam entre 15, 30, 45, mas é claro que não precisa ser engessado e você pode escolher um número pessoal como desafio. Vale lembrar que, nesse número, incluem-se também os acessórios como bolsas, lenços e sapatos. Seu guarda-roupa cápsula da estação deve ter peças que combinem entre si e, durante os três meses da estação, você não poderá comprar nada novo nem usar outras peças do seu guarda-roupa. Você pode, inclusive, tirá-las do guarda-roupa e guardar em um compartimento superior, para que não fique tentada a mexer. Quando você montar o armário cápsula, pode perceber que, para a estação corrente, precisa de alguma peça essencial que realmente não tenha (um casaco, por exemplo), então pode comprá-lo. Porém, é a exceção, pois o ideal é que você use peças que já tem. Durante esses três meses, você deve guardar o dinheiro que normalmente usaria para comprar roupas e, no próximo armário cápsula da estação seguinte, pode usar esse dinheiro para fazer boas compras para itens que você realmente precisa. Se não precisar de nada, guarde para a estação seguinte.

Os benefícios

  • Aproveitar melhor as peças que você já tem. Às vezes, temos tantas roupas no guarda-roupa que fica até difícil ser criativa nas combinações. Quando você limita o número de peças, consegue versatilizar o que tem.
  • Economizar dinheiro, pois você não comprará roupas novas nos próximos três meses. Ou mesmo gerenciar compras imediatas com parcelas em 2 ou 3 vezes no cartão apenas (em vez de 5, 8 ou 10). Você organiza seu orçamento destinado a roupas.
  • Usar só peças que ama muito. Isso é um princípio.
  • Otimizar o espaço no seu guarda-roupa, que não ficará cheio de roupas.
  • Economizar com liquidações e peças da estação desnecessárias.
  • Não ter mais aquela sensação de abrir o guarda-roupa e não saber o que vestir.
  • Gerenciar melhor sua variação de peso e como isso afeta a quantidade de roupas novas que você compra.
  • Descobrir o seu estilo, pois montar um armário cápsula nada mais é que um exercício de auto-conhecimento.
Imagem: http://thelovelylauralife.com/
Imagem: http://thelovelylauralife.com/

Como fazer?

  1. Comece pela estação que você está e o clima da sua região (a estação é diferente para brasileiros e portugueses, por exemplo, assim como a temperatura é diferente para quem mora em Porto Alegre e para quem mora em Maceió).
  2. Defina seu número limite de itens. Faça o teste e lembre-se de que você pode mudar esse número para o próximo armário cápsula, se achar necessário. Procure ter a menor quantidade possível de itens, pois essa é a ideia. Mais de 50, já perde um pouco o sentido. Eu vou tentar ficar com umas 40 peças.
  3. Veja que você vai usar esse único armário até a chegada da nova estação. Com base nisso, selecione as peças que acredita serem mais úteis para você durante esse período.
  4. Use a regra da Ana para saber se as peças funcionam entre si: cada parte de baixo deve ter outras 5 partes de cima que combinem com ela. Se perceber que não fez uma boa escolha, você pode trocar ou descobrir que precisa de uma peça que realmente não tem, planejando suas compras.
  5. Leve em conta seus compromissos e estilo de vida ao selecionar as peças.
  6. Quando tiver suas peças selecionadas, guarde todas as outras em uma mala em cima do seu armário, ou onde achar melhor.
  7. Use apenas as peças selecionadas até a estação seguinte.
  8. Cerca de duas semanas antes do início da nova estação, faça essa nova seleção para a estação que vai chegar, para ver se precisa comprar algo ou mudar o número de itens.
  9. Você consegue viver com poucas peças se elas forem as escolhas certas!

Dicas para ajudar no processo de escolha

  • Escolha apenas peças que você realmente ama e ficam bem em você.
  • Defina uma paleta de cores.
  • Leve em conta sua rotina de lavanderia para saber quantas partes de cima são necessárias para passar bem a semana.
  • Priorize os básicos, que combinam com tudo.
  • Verifique se as peças escolhidas proporcionam pelo menos 31 combinações (uma para cada dia do mês).
  • Tire fotos das combinações que criar para usar como catálogo de escolha para o seu dia a dia.
  • Tente incluir também pijamas e roupas de academia, mas não se limite se não conseguir.
  • Se você passar pela segunda vez pela mesma estação (ex: o segundo inverno) e não tiver usado alguma peça de frio que está guardada, vale a pena considerar se vale a pena mantê-la.

Para se inspirar, veja o painel “Armário cápsula” no Pinterest do Vida Organizada e divirta-se!