Categoria(s) do post: Armazenamento, Áreas da Vida

Outro dia fiz um post sobre 3 livros de moda que eu tinha lido recentemente e, depois daquilo, me inspirei para fazer uma faxina no guarda-roupa, tirando o que eu não uso e mantendo somente as peças que tenham a ver com o meu estilo.

1 – Seleção

Primeiro eu tirei todas as roupas do meu guarda-roupa (uma porta e uma gaveta de cada vez, para não amontoar) e fui selecionando uma por uma, para ver o que ficava ou não. As regras foram:

[list]- Se não tem nada a ver comigo, vai embora.
– Se a cor não fica bem em mim, vai embora.
– Se não favorece o meu corpo, vai embora.
– Se está velha e eu não uso justamente por esse motivo, vai embora.[/list]

Eu não tenho roupas estragadas porque, sempre que isso acontece, eu já tomo alguma providência. Nunca guardo coisa assim no guarda-roupa justamente para já ir controlando essa organização.

Vale lembrar que só dá para separar para doar roupas que não combinam com você se você conhece o seu estilo. Infelizmente, quando somos jovens, acabamos comprando peças que não têm muito a ver com a gente, e aí elas ficam largadas no guarda-roupa e nunca entendemos por quê.

Também podemos comprar alguma peça que parecia bonita à primeira vista, ou compramos sem experimentar, ou ganhamos de presente, e a mantemos mesmo sem usar porque fica feia no corpo. Pra que manter isso? Logo, foi uma das minha regras para separar para doação.

Se a cor não fica bem em mim e eu nunca uso a peça porque sei disso, então prefiro doar para alguém que fará bom uso dela.

E, por último, eu separei algumas roupas que eu mantinha por algum vínculo afetivo aleatório, mas que estavam velhas ou gastas, e eu não usava para não parecer desleixada. Se eu não estava usando, para que guardar?

Acho que o mais difícil é se desfazer de peça nova, que quase não foi usada (ou nunca foi). Mas fica a lição para aprender a comprar direito – somente aquilo que realmente tenha a ver comigo e que vista bem.

Depois de fazer a seleção do que vai e do que fica, notei que, mesmo fazendo esse destralhamento a cada estação (minha rotina), ainda separei muita coisa. Mas enfim, é a vida.

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Depois de separar, é hora de organizar o que ficou. Veja em outro post dicas específicas para organizar seu guarda-roupa.

2. Organização

A organização do meu guarda-roupa não tem muito segredo. Meu espaço é pequeno (duas portas somente) e não posso mexer na estrutura porque nosso apartamento é alugado. Enquanto não mudamos para o nosso, o jeito é buscar soluções dentro do espaço que tenho.

Eu preciso dividir o guarda-roupa entre as minhas roupas e as roupas de cama, mesa e banho, além de malas para viagem, bolsas e umas caixas que guardo na parte de cima com artigos da outra estação, coisas de Natal etc. O guarda-roupa do outro quarto abriga as roupas do meu filho e do meu marido, além de outros objetos também. Enfim, precisamos nos virar com os recursos de armazenamento que temos. Não é o ideal, mas quem vive no mundo ideal?

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Desapegue da bagunça na sua cama. Depois você arruma. <3

Em cima você pode ver, à direita, as roupas que eu separei para guardar. No meio, o dobrador de roupas em ação. Atrás, as pilhas de camisetas e blusinhas já dobradas.

Eu separo as camisetas em quatro pilhas: 1) lisas claras, 2) lisas escuras, 3) lisas coloridas e 4) estampadas. Antes eu separava por manga curta e manga comprida também, mas agora deixo tudo junto e, quando tem a manga comprida, eu puxo a manguinha para cima na dobra, de modo que dá para identificar quando eu manusear a pilha de camisetas.

Estou usando o dobrador de roupas de tamanho infantil (existem tamanhos adulto e infantil, tenho os dois), pois assim as pilhas ficam mais estreitas e cabem direitinho na prateleira.

Dobrei todas as roupas e separei em pilhas, para depois somente arrumar.

3. Arrumação

Se você separou as roupas e setorizou seu guarda-roupa (de acordo com as dicas que eu dei no post linkado lá em cima), basta arrumar. No dia a dia, depois, basta manter essa arrumação. O trabalho todo de selecionar e organizar é nesse começo ou para fazer ocasionalmente (eu faço a cada estação, como já comentei).

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Aí fui colocando as pilhas na prateleira. Como o meu guarda-roupa é fundo, dá para colocar uma pilha atrás e outra na frente, mas não fica muito legal. Faço isso porque foi uma solução de espaço mesmo, mas o ideal é ter um guarda-roupa menos profundo e mais largo. Do lado direito, ficam os suéteres e cardigãs (foto mais para baixo).

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Na prateleira de cima, dobrei as toalhas do jeito que eu gosto e fui guardando ali. Reparem que as toalhas de praia/piscina ficam atrás, porque não estão sendo usadas agora. Eu também guardo os dobradores ali atrás. Fica fácil de pegar, mas também não aparecem muito. Enfim, soluções de armazenamento mesmo.

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No final, essas duas prateleiras ficaram assim.

Em cima, são as toalhas de banho, de rosto, de lavabo, pisos do banheiro e fronhas. Lençóis não guardamos nunca, porque temos somente dois (um em uso e outro lavando). Atrás, as toalhas de praia/piscina e capas das almofadas. O dobrador e um pote de vidro que uso para guardar coisinhas de costura para pequenos reparos (linhas, agulhas, fita métrica, botões etc).

Embaixo, estão as camisetas e os suéteres e cardigãs, que obedecem a mesma regra das camisetas (lisos claros, lisos escuros, estampados, coloridos).

A outra porta do guarda-roupa não tem segredo – é onde ficam as roupas penduradas por tipo e cor, então acabei nem tirando foto nesse dia.

Estou tentando manter um guarda-roupa somente com roupas que tenham a ver comigo, vistam bem e tenham qualidade. É uma eterna construção, mas uma delícia também de fazer.

Não vejo a hora de ter meu cantinho de verdade para poder montá-lo do jeito que eu quero. =) Por enquanto, preciso ser organizada com o espaço que eu tenho e que não posso mudar, mas tem funcionado. O segredo é respeitar o espaço que tem e buscar soluções que não mexam na estrutura. E também ter em mente que é uma situação temporária, quando você precisa fazer o melhor possível, mas sem “pirar muito” porque não está do jeito ideal. Se você já tem um espaço seu, que pode mexer, aí sim você pode buscar soluções melhores. Espero que as dicas do outro post sejam úteis para você encontrar a melhor forma de organizar seu guarda-roupa.

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

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Arquivo de referência rápida é outro termo do método GTD.

Basicamente, trata-se um sistema de 43 pastas (12 pastas para os meses e 31 pastas para os dias) para salvar documentos e informações relacionadas a datas.

Há diversas maneiras de implementar esse sistema. A que eu estou usando atualmente envolve um arquivo físico e o Evernote.

O meu arquivo físico é composto por um arquivo de plástico (marca Ordene) comprado na Kalunga com pastas suspensas cor de rosa para os meses (acima) e divisórias de plástico para fichário para os dias (abaixo).

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No Evernote, tenho uma estrutura de tags assim:

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Funciona da seguinte maneira: se eu tiver um documento, uma nota ou uma informação específica para determinado dia ou mês, eu a coloco na pasta específica.

Eu tenho o arquivo físico pois ainda preciso entregar muita coisa em papel. Exemplos: entregar atestados médicos na empresa no dia 2 de setembro – os atestados ficam na aba 2, na pasta de setembro. Quando for dia 2, eu abro a pasta e vejo tudo o que tem lá dentro, que certamente é o que eu vou precisar no dia.

Ingressos de teatro comprados antecipadamente, sem ser pela Internet. A peça é no dia 21 de outubro. Como ainda estamos em agosto (então estou usando somente as pastas de agosto e setembro para os dias – abaixo explico melhor), coloco dentro da pasta de outubro, sem dia específico. Quando chegar outubro, eu avalio o que tem dentro dessa pasta sem dia determinado e redistribuo.

Você precisa ter somente 31 abas para os dias porque, à medida que os dias passam, você as transfere para o mês seguinte. Por exemplo, hoje é dia 27. Eu abri a aba de hoje, peguei o que precisava, e joguei a aba do dia 27 para a pasta de setembro, depois do dia 26, que já coloquei ontem. Agora, minha pasta de agosto tem somente as abas de 28, 29, 30 e 31, enquanto a pasta de setembro já tem as abas de 1 a 27.

Quando agosto acabar, todas as divisórias do dia estarão já na pasta de setembro. Então eu jogo a pasta de agosto para o fim da fila, de modo que a pasta de setembro seja a primeira que eu vejo quando acesso meu arquivo (ver na imagem acima). E assim vai indo, mês após mês, ano após ano.

Pode parecer complicado mas, na prática, é muito rápido. Já incorporei esse hábito na minha rotina noturna, quando arrumo minha bolsa para o trabalho no dia seguinte. Pego a aba do dia seguinte, tiro o que tem lá e coloco em uma pastinha de saída, que vai comigo para o trabalho. Trata-se de uma pasta transparente com elástico, daquelas bem simples, compradas em papelaria, onde eu guardo os papéis que preciso carregar comigo ao longo do dia. Uso isso somente para não deixar os papéis soltos dentro da bolsa ou mochila.

No Evernote, funciona da mesma maneira, mas com notas. Um exemplo é pauta de reunião. Imagine que você tenha uma reunião no dia 30 de agosto e sabe que irá precisar da pauta e do modelo de ata para ir escrevendo ao longo da reunião. Bem, você já deixa essas notas tageadas no Dia 30. Quando o dia acabar, você tira a tag da nota e a arquiva da melhor forma dentro do seu sistema de organização.

A grande vantagem de usar o arquivo de referência rápida é ter as coisas que você precisa exatamente quando você precisa. Se você recebe um documento ou uma informação que só vai precisar lá na frente, daqui a 20 dias, ou daqui a quatro meses, o arquivo de referência rápida pode funcionar para você.

O David Allen até incentiva o uso para deixar recados para você mesmo, mensagens motivacionais, enfim, coisas que seriam importantes você ver naquele determinado momento que a pasta ou a aba representa.

Um uso interessante que pode ser feito é para pagar contas. Se você vai toda quinta ao banco pagar as contas (ou paga pela Internet), já pode deixar as contas a serem pagas na aba da próxima quinta-feira. Assim, quando a quinta chegar, e você olhar a abinha referente, lá estarão as contas.

Também pode usar para guardar a lista do supermercado no dia das compras. Ou uma lista das perguntas que você quer fazer para a professora do seu filho no dia da reunião de pais. Ou os exames que precisa levar em uma consulta médica. A lista é infinita!

Aí você pode se perguntar como saber o que vai para o arquivo de referência rápida. Bom, o GTD também tem a resposta para isso!

Toda vez que você for processar alguma informação que estiver dentro da sua caixa de entrada, você vai se perguntar se aquilo demanda uma ação. Por exemplo, limpar a mesa do escritório demanda uma ação. Uma nota sobre como limpar a mesa do escritório não, é uma referência que você vai precisar usar somente no dia em que for limpar a mesa. O exemplo foi meio bobo, mas resume bem porque é essencial no GTD entender o que demanda ação e o que não demanda, pois é separando essas duas coisas que você vai conseguir se organizar no sistema.

Se a info não demanda ação, você tem três opções: ou você descarta, ou você arquiva como algo para fazer algum dia, talvez, ou você joga para uma data específica, lá na frente, pois não é algo que você vai precisar agora, exatamente, mas já sabe quando vai precisar. Se você não sabe quando vai precisar, ela vai para a pasta “algum dia/talvez”.

Aqui eu já estou indo longe demais! Para entender melhor, precisa ler o livro ou conhecer o método inteiro. O post foi para mostrar como eu tenho usado o arquivo de referência rápida no momento, que é uma das ferramentas que o David Allen recomenda ter para se organizar.

Mais alguém que utilize o método GTD faz assim com o arquivo de referência rápida? Se não, como organiza essa parte?

Categoria(s) do post: Casa, Comida, Áreas da Vida
Imagem: Pemaily.com
Imagem: Pemaily.com

Como comentei outro dia com vocês, eu agora tenho mais de um trabalho. Na verdade, além do meu emprego, do meu trabalho com a Call Daniel e do blog, também estou escrevendo meu primeiro livro e vou começar a dar aulas na pós-graduação em setembro (estou na fase de planejamento das aulas). Resumindo, tenho muita coisa para fazer! Por isso, nossa rotina em casa mudou drasticamente em diversos setores, e um deles foi a alimentação.

Não vou dissertar muito nesse post, porque a ideia é mostrar como estamos fazendo atualmente.

Meu marido sempre fez sua própria versão do menu semanal que eu sugiro aqui no blog, e nós entrávamos em um acordo quanto a isso. Eu definia junto com ele os pratos da semana, fazíamos as compras, mas ele cozinhava um dos pratos no dia em que quisesse. Como fazemos compras para uma semana, isso dá certo para a gente.

Atualmente, estamos fazendo da seguinte forma:

Eu faço uma dieta diferente da dele e do nosso filho, então comecei a planejar minha alimentação mais individualmente. Com isso, planejo o menu da semana (para jantar e levar para almoçar no trabalho) e vou deixando pronto no dia a dia. Isso dá certo algumas vezes, mas há finais de semana que não fico em casa (vou viajar, trabalhar ou fazer qualquer outra coisa longe). Quando isso acontece, meu marido cuida das minhas refeições também.

No geral, quando preparo as minhas comidas, faço mais ou menos o seguinte:

  • Defino uma base principal, que geralmente é alguma proteína. Minhas preferidas são: carne moída, frango em cubos, ovos, filé de frango e carne em cubos. Já são cinco opções para a semana inteira.
  • Compro alface já higienizada para facilitar no dia a dia. Compro um pacote por semana.
  • Quando não como alface, como salada de outra coisa, como pepino e tomate.
  • Tento fazer algo diferente, como um molho de queijo, para não ficar sempre no grelhado. Abuso de temperos, ervas e condimentos no geral.

Exemplo de uma refeição: hambúrguer caseiro com recheio de mussarela, salada de alface e tomate e queijo gorgonzola. Outro exemplo: filé de frango grelhado com pedacinhos de bacon e salada de pepino. Alcatra em cubos com berinjela assada. Minhas refeições são sempre nesse estilo. Quando não preciso levar comida no dia seguinte (finais de semana), gosto de fazer omeletes e ovos mexidos.

O que acontece é que meu marido segue isso (ou não). No geral, comemos a mesma base (de proteína, verduras e legumes) e ele adiciona outros complementos, como purê de batata ou macarrão. Arroz e feijão fazemos uma ou duas vezes por semana, e congelamos. Sopa para o filhote, idem. Então, no dia a dia, preparamos o que for fresquinho, como legumes e carnes grelhadas, e as saladas. O trabalho maior, que é o de picar alho, cebola, cozinhar feijão, fica para um único dia. Aí, dessa parte, ele que cuida. Às vezes, quando estou inspirada, preparo alguma coisa diferente no final de semana para ele e para o filhote, mas no geral é ele que cozinha em casa. Ele gosta, eu não tenho tempo – a combinação perfeita.

Então o planejamento do menu semanal continua sendo feito por mim, mas ele gosta de ter a liberdade de fazer outras coisas. Se eu cuidasse da nossa alimentação diária 100%, usaria o menu semanal sempre, sem dúvidas, porque facilita muito. Mas como é ele que cuida da maioria das refeições, deixo a cargo dele.

Por fim, tem facilitado demais:

  • Congelar algumas coisas, mas manter outras fresquinhas no dia a dia;
  • Fazer compras semanalmente (dá para controlar melhor que mensalmente);
  • Planejar as refeições do dia a dia;
  • Comprar algumas coisas prontas (saladas já lavadas, por exemplo);
  • Fazer comida para o almoço e a janta de uma vez;
  • Levar comida de casa para o trabalho;
  • Ter duas pessoas cozinhando em casa!

Também tenho deixado um dia da semana para almoçar com meus colegas de trabalho, para me distrair e socializar com o pessoal. E, em casa, também gostamos de jantar ou almoçar fora uma vez por semana, para passearmos juntos e dar uma folga para o fogão.

Precisamos fazer as coisas da forma mais prática possível porque nossa vida está bem corrida atualmente e eu tenho consciência disso (não estou reclamando). É uma fase de transição, entendo que é passageira, e estamos tentando fazer o melhor possível. O importante é que o nosso filho tenha uma alimentação balanceada e saudável, e nós estejamos bem. Precisamos simplificar bastante o processo porque ninguém merece se estressar no dia a dia por causa de (falta de) comida. Então é isso, e tem funcionado.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

A linkagem de domingo é uma coletânea de posts que eu li e gostei durante a semana anterior. Os assuntos não necessariamente têm a ver com organização, mas definitivamente sempre são relacionados ao blog. Os deste domingo são os seguintes:

[list]- Um texto sobre agressividade virtual que poderia ser sobre qualquer outro tema que não emagrecimento.

50 ideias para aproveitar melhor o Evernote.

E quando a vida te atropela?

Uma ideia simples de decoração.

Dá para tirar muita inspiração de decoração e organização dessas casas pequenas.

Templates para baixar, imprimir e organizar os assuntos do seu blog.

Participação minha em um texto do Bicho Fêmea sobre crianças riscando paredes.[/list]

Bom domingo a todos!

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

Como eu comentei no post anterior, estou mudando todo o meu sistema de organização para o Evernote. Incrível como eu era ignorante com relação à ferramenta, pois poderia estar usando de forma mais otimizada há muito tempo. Como estou estruturando a minha organização com ela esta semana, resolvi escrever no blog como tem sido o processo, para não deixar para escrever tudo de uma vez depois e, quem sabe, ir inspirando vocês.

[quote class=”verde”]Para quem está chegando agora, vou fazer uma pequena introdução sobre tudo, para ninguém ficar muito perdido.

Eu utilizo como método de organização um sistema chamado GTD. Leia sobre ele aqui.

Durante muitos anos, eu venho organizando os meus projetos em uma ferramenta chamada Toodledo. Também falei sobre como faço aqui.

O Evernote é uma ferramenta que pode ser acessada via web, tablet e celular. Antes eu estava usando como meu arquivo de referências para projetos (este é um termo do GTD). Porém, o grande diferencial do Evernote é que ele pode ser o centralizador de tudo, absolutamente tudo. E, com isso em mente, comecei a explorar mais a ferramenta.[/quote]

De cara digo que o Evernote é totalmente diferente do Toodledo. Quando falei sobre ele no outro post, algumas pessoas me perguntaram qual deveriam utilizar. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Não espere comparações, porque realmente cada ferramenta tem a sua função. O Toodledo serve para gerenciar tarefas, especialmente, enquanto que o Evernote organiza notas, arquivos etc. Como você vai organizar as tarefas nele é uma coisa um pouco mais ninja. É manual, então demanda um esforço maior. Para quem está começando e precisa de uma ferramenta exclusivamente para gerenciar tarefas, eu recomendo o Toodledo, assim como o Wunderlist e tantos outros que existem.

Para quem quiser começar a usar o Evernote para se organizar, independente de usar o GTD ou não, recomendo a leitura do livro do Vladimir Campos (embaixador do EN no Brasil), chamado Organizando a vida com o Evernote. Li o livro de uma vez só, ontem à noite, enquanto ia mexendo no Evernote no computador ao lado. Eu fiz praticamente tudo o que ele ensina no livro.

O resultado disso é que agora virei a louca do Evernote e já quero sair escaneando tudo para colocar na ferramenta. Hoje pela manhã já peguei alguns papéis que estavam na bolsa (dois comprovantes de pagamento e um atestado médico), escaneei com o tablet e enviei direto para o Evernote. Mas aí, como organizar tudo né? Eu estou fazendo assim:

  1. Tenho somente dois cadernos: Inbox e Processed, sendo que o Inbox é o caderno default. Ou seja, quando eu crio uma nota, automaticamente ela entra no Inbox para depois eu processar, quando tiver um tempinho. Quando ela for processada (veja o fluxograma do GTD para entender o que é processar uma nota), eu mudo seu caderno para Processed. Isso é muito rápido de fazer.
  2. Todo o controle de conteúdo é feito por tags. Tenho 4 macro categorias de tags, que são: GTD, Reference, MPN e Compartilhados. Sim, eu misturo inglês com português. Ainda estou adequando a ferramenta.
  3. Em GTD eu faço como o Matt ensinou nos vídeos, mas ainda pretendo adaptar. Aqui entram as tags de contextos, por exemplo, que organizam as tarefas, assim como as tags de projetos, goals etc.
  4. Eu comentei no outro post que estava com dificuldades para encontrar os projetos nas tags, mas é porque eu tenho MUITOS projetos (87 no momento). A solução que encontrei foi colocar a área de foco no início, assim: “! Trabalho – Fazer tal coisa”. Resolveu o problema, mas essa foi uma solução que encontrei para mim. Para você, pode ser melhor fazer de outro jeito.
  5. Em Reference está a grande sacada, que é a criação de tags em ordem alfabética para arquivos de referências de projetos. Para dar certo, tem que ser intuitivo. Assim, se eu escaneio um atestado, por exemplo, ele vai para a tag “A – Atestados”. Mas o grande tcham do Evernote é que o sistema de busca é tão eficiente que, se você não quiser usar tags, nem precisa se preocupar muito porque, se você descrever bem do que se trata a sua nota, você a encontra rapidamente. Mas eu gosto de usar as tags para esse arquivamento porque utilizo o método GTD. Em Reference, entram todas as informações que não demandam qualquer tipo de ação. Isso é importante. É o que diferencia o que vai para o sistema GTD do que vai para o arquivo.
  6. MPN significa “master project note” (nota mestre de projeto), que o Matt ensina em um dos seus vídeos. Nessa tag, ficam todas as notas mestre dos projetos – ou seja, onde eu escrevo sobre o projeto no geral. Ainda estou organizando isso, mas é como se fosse um mapa do projeto mesmo, como a gente faz no GTD para usar na revisão semanal. Fica difícil explicar para quem não tem familiaridade com os conceitos.
  7. Na tag Compartilhados eu controlo as notas que compartilhei com terceiros, para não correr o risco de editar com informações particulares notas que eu compartilhei. Essa dica foi do Vladimir no seu livro.

Atualmente eu tenho menos de 500 notas, que são basicamente as notas que eu processei essa semana. Ainda nem fiz minha revisão semanal, quando vou adicionar muito mais coisas com toda a certeza. Mas o bom é que, para alcançar o limite mensal do Evernote, precisa ser muito hard user. Eu uso a conta Premium, que tem bandwidth maior mensal, mas a maioria das pessoas pode usar a versão gratuita sem ter qualquer tipo de problema.

Uma leitora também perguntou se as notas ficam disponíveis offline, e eu descobri ontem que isso só é possível para os usuários premium. Custa 10 reais por mês. E quem é cliente Vivo ganha um ano de graça, seguindo uma promoção atual. Tem um Moleskine à venda também que oferece três meses de graça. Enfim, vale a pena para testar.

Em menos de uma semana eu consegui organizar minhas tarefas lá e, hoje, não consigo me imaginar usando outra ferramenta. Acho que a última vez que me empolguei tanto com algo relacionado à organização foi quando eu descobri o GTD, há sete anos. Pela primeira vez, senti vontade de me livrar de absolutamente tudo de papel, até agenda, para ter tudo na nuvem. No final das contas, quando eu não estiver com acesso online (raramente), estou com meu tablet ou celular, e posso me virar para escanear recibos e outros papéis.

Ah, esqueci de citar que estou usando um aplicativo muito bom (para Android) chamado CamScanner HD. Tiro foto com o tablet, ele ajusta a imagem e posso enviar diretamente uma nota para o Evernote, processando depois. Não sei se esse é o melhor aplicativo, mas foi o primeiro que testei e acabei gostando.

É isso! Espero que esse post tenha ajudado quem esteja implementando o GTD no Evernote (ou tentando se organizar independente de métodos). Leiam as indicações acima, pois eu não indicaria se não fossem essenciais. =) E é isso. Obrigada por tudo, pessoal.

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Depois de escrever sobre o Evernote, eu tive a estapafúrdia ideia de migrar todo o meu sistema de organização para a ferramenta, a fim de escrever um post para o blog. O problema é que resolvi fazer isso na semana mais complicada do ano para mim (organização de eventos no trabalho, véspera de viagem, planejamento das aulas, prazos com a editora vencendo), então parabéns para esta que vos fala.

O que eu posso dizer é que me baseei neste tutorial (está em inglês, mas os vídeos são bem didáticos) e fui adaptando depois às minhas necessidades. Mas o fato é que eu estou com mais de 400 itens na caixa de entrada do Evernote para processar e, bem, a vida não para, não é mesmo? Meu caderno de caixa de entrada está com seis folhas cheias de anotações só de ontem para hoje.

Dureza, Ross.
Dureza, Ross.

Então vocês podem imaginar a minha semana caótica. Tenho dedicado uma hora por dia para colocar esse projeto em ordem, mas ele é demorado. No entanto, sei que, quando estiver tudo “pronto”, a coisa vai andar de forma fantástica.

Adianto que usar o Evernote para gerenciar projetos e tarefas tem seus prós e seus contras, como toda ferramenta. O pró principal, disparado, é centralizar tudo em um só lugar. O fato de poder inserir arquivos, imagens e notas de voz dá uma liberdade incrível, além da facilidade de integrar o serviço com n outras ferramentas. Por exemplo, se estou lendo algum artigo no Feedly e quero usar na linkagem de domingo, eu já envio para a caixa de entrada do Evernote e, quando for a hora de fazer isso, eu organizo no lugar certo. O contra é que é tudo manual e, se você não tomar cuidado, pode complicar demais o processo. Seguindo o tutorial acima, digo desde já que, para mim, a principal dificuldade é de encontrar projetos quando vou tagear as tarefas. Se você vir o vídeo, vai entender sobre o que me refiro. Mas tudo é questão de hábito mesmo, e no geral acho que funciona melhor que o Toodledo.

Mudar todo um sistema de organização dá trabalho, mas é uma experiência que traz descobertas incríveis, que vão ajudando a simplificar cada vez mais o processo. Quando eu finalizar essa etapa, pretendo escrever direitinho como eu fiz.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida
Imagem: Vanity Fair
Imagem: Vanity Fair

Recentemente li o livro da Sheryl, “Faça acontecer” (Companhia das Letras) e demorei um pouco para escrever sobre ele aqui porque me despertou uma série de sentimentos que eu não tinha experimentado antes. O livro é muito diferente do que eu pensava, no bom sentido. É um livro feminista. Outro dia uma leitora comentou que eu sou muito tendenciosa sobre esse assunto mas, como a Sheryl, eu descobri que tenho uma missão ao falar sobre organização da casa, da família, da vida, enfim, que diz respeito à igualdade de gênero, então o blog acaba ficando tendencioso mesmo. Espero contribuir um pouco para mudar a mentalidade que a nossa cultura tem sobre tarefas domésticas e outras coisas do tipo, desde sempre associada às mulheres.

Para quem não a conhece, Sheryl é a chefe de operações do Facebook. E, segundo ela, Mark Zuckeberg tinha 7 anos quando ela se formou na faculdade. Só um fato engraçadinho de citar.

Quanto ao livro, me ensinou questões importantes. Ela comenta sobre a sua trajetória e tudo o que aconteceu para ela ser quem ela é, e os aprendizados que teve pelo caminho. Para todas as mulheres, é um livro importante. Ela fala sobretudo sobre como as questões de gênero ainda influenciam no mercado de trabalho e como nós, mulheres, podemos lidar com todos os problemas relacionados. Eu sinceramente nunca tinha lido nada parecido! O famoso dilema de “mães que trabalham” sempre carrega um lado mais pessimista, mas foi reconfortante ler que é normal, é ok, é saudável investir na sua carreira. E o principal ponto: que as mulheres devem apoiar as escolhas umas das outras em vez de julgarem umas às outras. Uma mãe que deixe sua carreira em standy-by tem todo o direito de fazer isso, se foi sua escolha, assim como a Marissa Mayer tem todo o direito de ter uma semana de licença-maternidade, desde que não use isso como regra para todas as funcionárias do Yahoo!, por exemplo. Cada caso é um caso, e devemos nos unir e apoiar o direito de escolha que nós temos.

Imagem: Getty Images
Imagem: Getty Images

[quote class=”lilas”]”Ninguém se lembra que a Marissa Mayer tem um marido que sabe cuidar bem dos filhos, obrigada!”[/quote]

Um ponto que me chamou a atenção foi a questão da auto-sabotagem que as mulheres fazem consigo mesmas. De acordo com a Sheryl, desde a infância as meninas são educadas para acreditar que não são capazes de chegarem ao topo e, quando o fazem, recebem rótulos e são enquadradas em estereótipos. Nós acabamos nos sabotando por questões simples, por acharmos que não merecemos, porque queremos ter um filho em dois anos, porque não somos tão agressivas etc.

Outro ponto que ela cita é a estrutura familiar. Pela primeira vez, leio uma alta executiva falando sobre a importância de ter um companheiro que seja parceiro de verdade. Que não a sabote, que colabore, de forma que ela possa investir na sua carreira e que ambos possam cuidar da casa e dos filhos. Eu acho essa questão fundamental quando a gente fala de fazer acontecer – versão para mulheres! Porque de nada adianta você ter espírito de liderança e empreendedorismo se não recebe apoio da pessoa que você ama e resolveu um dia dividir a vida. E ela também fala que a maioria das executivas de sucesso são casadas, o que vai um pouco contra aquele estigma de “quando sua carreira vai bem, seu relacionamento vai mal”. Parceria é a chave.

Sei que os homens acabam sofrendo com isso também porque temos esse exemplo em casa. O tempo todo ouço perguntas como “como você consegue dar conta de tudo?” ou “o seu marido não se sente mal por não ser o provedor da casa?” (o que eu acho absurdo, mas acontece o tempo todo!). Aliás, adorei o desabafo dela sobre essa questão da pergunta “como você consegue?”. Ela disse que fica até ofendida, e entendo demais o conceito porque muitas vezes me sinto assim. Por causa do blog, muitas pessoas me perguntam: “como você consegue dar conta de tudo?”, e a resposta envolve tantos conceitos que não sei direito nem por onde começar a responder! Mas é fato que estamos falando de boa-vontade, senso de aproveitamento da vida e, principalmente, companheirismo. Porque eu não poderia fazer 90% do que eu faço se não fosse pelo apoio do meu marido.

Imagem: NY Mag
Imagem: NY Mag

[quote class=”azul”]”A maior decisão de carreira que você pode tomar se você vai ter um companheiro de vida é quem será esta pessoa”.[/quote]

A principal sensação ao terminar de ler o livro foi de alívio! Sim, alívio! Por saber que não estou sozinha. Por saber que eu tenho permissão para trabalhar muito, para ter muita coisa para fazer, para ir trabalhar depois que o meu filho foi dormir. Eu confesso que me achava um pouco anormal e até me sentia culpada por isso, mas é normal. Todo mundo chega em um momento da vida que o trabalho não se resume ao seu período de oito horas no escritório, especialmente se você tem um alto cargo executivo, duas carreiras (meu caso) ou um negócio próprio. Essa é a vida! Não tem que ficar se culpando. E confesso que eu precisava ler isso. Estava me sentindo muito culpada por ter aceito diversas oportunidades profissionais que apareceram porque, ei, sou competente! Eu estava achando que não merecia e que não deveria aceitar por n motivos, todos insustentáveis. Resolvi aceitar e tem muita coisa acontecendo, porque a vida é assim mesmo. E, quando eu leio textos como esse, sei que precisamos falar sobre isso. Simplesmente precisamos.

Assuntos que provocam mudanças são difíceis de serem tratados e não é todo mundo que gosta de falar sobre isso, mas é necessário. Não dá para a gente mudar tudo, mas podemos pegar algumas ramificações e trabalhar nelas da melhor forma possível, e eu escolhi essa bandeira, entre outras. A própria Sheryl diz no livro que nós não devemos ignorar esse assunto. É chato, algumas pessoas não entendem, mas precisamos falar, justamente porque estamos focando em igualdade. Como uma mulher que tem o mesmo cargo que um homem ainda ganha menos em uma empresa pelo simples fato de ser mulher? Isso é um absurdo e faz um efeito terrível na auto-estima. Então é por isso que precisamos falar. Esse cenário tem que mudar.

Especialmente as mulheres que são mães se sentem culpadas com relação ao trabalho e outros assuntos. Sentem-se culpadas por fazer qualquer atividade que não tenha a ver com seus filhos, e isso precisa ser pensado. Homens também têm filhos e ninguém os julga caso tenham uma vida profissional próspera, viajem a trabalho ou trabalhem até tarde em casa. Todos estamos batalhando nesse mundo maluco de hoje e, assim como as chances devem ser iguais para todos, os sentimentos também. Ninguém é perfeito. E, aliás, um dos meus lemas foi retirado justamente de um texto que li sobre o Facebook uma vez, e que a Sheryl repete no livro: feito é melhor que perfeito. Gente, isso se aplica tanto a tudo hoje em dia.

Eu recomendo muito a leitura desse livro  porque me despertou insights incríveis a respeito da minha vida, da minha relação com a carreira e com a minha família. Valeu demais a pena ter lido – e agora eu espero um da Marissa Mayer, quando ela tiver um tempinho para escrever.

Imagem: IBN Live
Imagem: IBN Live

[quote class=”verde”]”Toda mulher, eu sei, se sente culpada com relação às escolhas que está fazendo, incluindo eu mesma. Na verdade, eu me sinto tão culpada que escrevi um livro inteiro sobre isso.”[/quote]

Alguns outros textos sobre o livro que gostei muito:

Mais alguém já leu esse livro? O que achou?

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Toda semana eu seleciono alguns links que gostei e que achei interessantes para vocês. Os desta semana são:

Me desculpem pela minha ausência nos últimos dias. Ainda estou com o meu braço sem poder fazer esforço, e preciso reservá-lo para o trabalho. Estou aproveitando para ler bastante e trazer coisas novas para o blog assim que eu voltar 100%. Um beijo e bom domingo a todos!

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

Tenho usado bastante o Evernote para organizar as minhas informações de projetos. Para quem não sabe, o Evernote é um serviço na nuvem de armazenamento de notas que pode ser acessado pelo computador, pelo smartphone e pelo tablet. Basta ter uma conta e configurar.

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Como eu uso o método GTD, o Evernote acaba servindo como meu arquivo de referência para projetos. O que isso significa? Que uso o Toodledo para gerenciar projetos e tarefas (veja aqui um post onde explico direitinho como eu faço) e o Evernote para juntar todas as informações que preciso ter referente a projetos. Uma pauta de reunião, por exemplo, não é uma ação, mas pode estar vinculada a um projeto. Isso é um exemplo de arquivo de referência de projeto.

Eu divido o Evernote em Projetos pessoais, Projetos profissionais, Rotinas e Control journal. As pastas de projetos têm sub-pastas com nomes das áreas da minha vida e, dentro delas, os arquivos de referência. As pastas com rotinas e meu control journal não têm sub-pastas, somente arquivos.

Por que dá certo? Porque é prático e acessível. Costumo deixar o Evernote sempre aberto quando estou no computador para consultá-lo ou editá-lo com frequência.

A pasta de rotinas é recente. Antes eu utilizava o Toodledo para as tarefas de rotina, mas percebi que estava atrapalhando a minha visão das tarefas prioritárias nas minhas listas de contexto (no post lá em cima eu explico sobre essas coisas todas direitinho). Exemplos de rotinas: Revisão diária, Revisão semanal, Rotina diária de limpeza em casa etc.

Control journal, muito resumidamente, é uma ferramenta que a FLY Lady recomenda que a gente tenha como uma espécie de “agenda da casa”. Ali, salvo listas de limpeza detalhadas do apartamento inteiro e outras informações relevantes. Leia um post específico sobre o control journal para entender melhor como ele funciona. Eu usei um control journal de papel durante muitos anos, mas percebi que, estando online, facilita a minha vida. Eu também estou tentando reduzir as coisas físicas ao máximo ultimamente.

Outros usos para o GTD

Algumas pessoas costumam usar o Evernote inclusive para controlar suas listas de tarefas. Como eu disse acima, eu uso o Toodledo para isso, então não faço esse uso do Evernote. Mesmo assim, achei legal indicar, caso alguém se adapte dessa forma. Basta criar pastas com o “@” antes, como nas listas do GTD (ex: “@casa”) para deixar claro que ali você centralizará as tarefas e projetos daquele contexto, e está tudo certo. Se alguém que estiver lendo o post quiser falar sobre a sua experiência com relação a esse uso, eu agradeço.

Outra forma de usar o Evernote é como caixa de entrada para coletar informações, ideias e tarefas antes de processá-las. Pode ser uma boa para quem prefere tecnologia a papel. Para isso, você pode criar uma pasta chamada “Entrada” ou mesmo uma única nota para isso, ou até uma nota por dia. Cada um deve fazer de acordo com as suas necessidades.

Encontrei a imagem abaixo pesquisando para o post e dá para ter uma ideia de como usar para organizar projetos:

Imagem: Hanami Design
Imagem: Hanami Design

Ele usa uma Inbox (“entrada”), uma pasta para as revisões diária e semanal (Reviews), uma pasta para arquivo de referência rápida (veja mais aqui sobre isso), uma pasta para projetos (divididos por Ativos, Incubados, Delegados, Aguardando etc), uma pasta para as áreas de foco (ou os papéis que exercemos na vida), outra para objetivos, visão etc. Achei muito boa a organização do menino, bem aplicada ao GTD mesmo. Fica como exemplo de uso. =)

Acho que vou começar a usar algumas pastinhas inspiradas nesse modelo, especialmente referente às áreas de foco e objetivos.

Mais alguém utiliza o Evernote para gerenciar projetos? Como você faz?

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Nós estamos passando por um período de muitas decisões aqui em casa, e uma delas é relacionada ao nosso apartamento. Moramos em um apartamento alugado aqui em Campinas porque não sabíamos exatamente como seriam as coisas – vamos ficar por aqui? Vamos voltar para São Paulo? Minha avó virá morar conosco? E todas essas indecisões estavam impactando nossos movimentos. Como o contrato do apartamento vence no meio do ano que vem, decidimos que não queremos sair daqui para ir para outro apartamento alugado, então vamos financiar um imóvel aqui em Campinas mesmo.

Essa decisão não foi fácil de tomar, especialmente porque não temos um valor grande para dar de entrada. De qualquer forma, decidimos duas coisas:[list]

  1. Estamos pagando muito caro no aluguel, assim como todo mundo que paga aluguel. Vale mais a pena pagar isso em algo que seja nosso, pelo menos;
  2. Não vamos mais nos mudar para São Paulo – pelo menos não por enquanto.

[/list]Meu trabalho tem me deixado bem realizada e eu tenho diversas atividades paralelas que podem ser feitas estando onde estou (Call Daniel e Social Media SP) ou mesmo aqui em Campinas (aulas na pós-graduação de uma universidade daqui). Além do que, meu marido vai começar a fazer faculdade de gastronomia ano que vem (aqui), o que vai durar pelo menos dois anos, e eu pretendo também começar a definir a linha de pesquisa que eu quero seguir em um mestrado, muito provavelmente em 2015.

Foto tirada do meu Instagram: /blogvidaorganizada
Foto tirada do meu Instagram: /blogvidaorganizada

Vale lembrar também que estamos muito perto de São Paulo e podemos ir para lá sempre que quisermos. Depois que a minha mãe se mudou para outra cidade, isso me fez ver que a vontade que eu tive há dois anos de sair de São Paulo tem um motivo. Tudo bem, quem mora em Campinas sabe que a cidade tem mil defeitos e chega a ser mais poluída que São Paulo em alguns momentos do dia, mas não tem comparação em termos de qualidade de vida. Tem trânsito nos horários de pico, mas ainda assim chego em casa mais rápido do que chegaria se estivesse trabalhando e morando em São Paulo. Além do que, meu filho já está aprendendo a falar com o R puxado, o que eu acho uma gracinha. <3 (“porrrta”)

É claro que nossa decisão não foi baseada somente nesses fatores, mas em todos eles + aqueles citados lá em cima. Gostaria que a minha avó viesse morar comigo, mas ela não quer sair da casa dela (ela teria que vender a casa, fazer mudança etc, e não quer encarar isso nessa altura da vida). É uma decisão dela e eu respeito. Além do que, ela está bem em São Paulo, morando junto com o meu tio e a família dele, então não me sinto tão mal. Se ela viesse morar comigo, seria mais difícil para os meus primos virem visitá-la que eu ir para lá de vez em quando. Portanto, ficamos assim.

Durante algum tempo, também considerei a possibilidade de morarmos em uma casa, mas meu marido é contra, pois viajamos e ficamos muito fora de casa. Concordei. Por isso, estamos procurando apartamentos. Estamos naquela fase de aprovar carta de crédito no banco, então prometo fazer alguns posts sobre todo esse processo quando terminá-lo. O que eu já posso adiantar é que é menos complicado do que eu imaginava e eu queria ter decidido fazer isso antes. Mas sabem como é – as decisões vêm quando tem que vir. Se não vieram antes, foi porque precisávamos ter aquela experiência para decidir corretamente depois.

A ideia não é sair correndo daqui, mesmo porque adoramos esse apartamento onde moramos. Queremos encontrar algo bacana, sem pressa. A única coisa que muda é que agora estamos pensando duas vezes cada vez que queremos mudar alguma coisa no apartamento, pois sabemos que não ficaremos aqui muito tempo mais. Nosso sofá, por exemplo, está uma tristeza, mas não vamos trocar enquanto não soubermos o tamanho da nossa nova sala.

Acho assim, morar de aluguel é divertido, pois você pode morar em um lugar que, se fosse comprar, estaria meio fora do seu alcance (pelo menos é o que acontece com a gente!). Também pode ser fundamental em um momento de transição, quando você não sabe para onde quer ir. Porém, a partir do momento que você decide, eu acho (eu, gente, EU acho, não a verdade universal) que vale a pena investir em um imóvel que seja só seu, especialmente pela segurança e pela liberdade que isso dá.

Também não penso muito na coisa da eternidade porque, se nós precisarmos nos mudar novamente para São Paulo, por exemplo, basta vender o apartamento ou colocá-lo para alugar enquanto formos para lá sem conseguir vendê-lo. O que não dá é para a gente tomar decisões fundamentais na vida com base no “e se”. Demorei mas aprendi isso.

Nós ainda temos alguns meses aqui e eu quero curtir o máximo possível meu primeiro apartamento. Ele não é de minha propriedade, mas é meu sim. Mãe é quem cuida.

Aos pouquinhos vou escrevendo mais sobre essa próxima aventura. Desejem-me sorte. =)

Foto tirada do meu Instagram: /blogvidaorganizada
Foto tirada do meu Instagram: /blogvidaorganizada
Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Aproveitando a série de resenhas, hoje eu gostaria de falar um pouco sobre o livro Como salvar uma hora todos os dias, do autor Michael Heppell (Ed. Gente). Ontem estava fazendo uma revisão dele para escrever o post e postei no Instagram. Como muitas pessoas quiseram saber mais sobre ele, resolvi escrever a resenha aqui no blog.

O livro
O livro

Algumas pessoas me perguntaram no outro post como eu arranjo tempo para ler tantos livros. Bem, eu sou uma pessoa meio anormal com relação a isso. Estar lendo em todos os lugares sempre foi uma característica minha, desde pequena. Perdi as contas de quantas vezes, no fim da noite, quando meu marido estava terminando de fazer um show, eu me sentava no canto do barzinho e ficava lendo até ele terminar de desmontar todos os equipamentos. Quando meu marido e eu começamos a namorar, alguns conhecidos dele me chamavam de “a garota que lê”. Eu simplesmente ando com livros para cima e para baixo e nunca perco uma oportunidade de ler alguma coisa, nem que seja uma única página. Pode parecer pouco, mas isso faz uma grande diferença na minha leitura no dia a dia. O livro deste post, por exemplo, eu li em menos de duas horas. Mas eu não li atualmente, e sim há alguns meses, assim como o dos 7 Hábitos. É que resolvi escrever a resenha de todos eles no mesmo momento. =)

Eu o comprei em uma das inúmeras viagens a trabalho que faço, vagando pelo aeroporto. Não gosto de comprar livros nos aeroportos porque são sempre muito mais caros (um abraço, laselva!). Eu paguei cerca de R$35,00 nesse livro, sabendo que com certeza o encontraria por R$19,90 ou até R$25,00 no máximo na loja mais próxima. De qualquer forma, o título me chamou atenção, por causa do blog, e resolvi comprá-lo para encarar 1:10 de Brasília até Campinas, há alguns meses. Eu o li durante o vôo e mais um pouquinho no dia seguinte. É uma leitura bem rápida e gostosa, e é um livro que eu recomendo.

Por quê? Bem, justamente por ser uma leitura rápida. O autor é cheio de coisas engraçadinhas, tipo terminar um capítulo com um suspense para você começar logo o próximo (bem, funcionou comigo, não é?) ou coisas tipo “se você não gostar desse livro, me envie de volta e eu te reembolsarei” etc. Mas o livro tem conceitos bacanas e outros nem tanto. Vou comentá-los.

Pontos bons

  • Ele é extremamente prático e parece ter horror a qualquer coisa que complique a vida (o que é ótimo quando estamos tentando encontrar um método de organização);
  • O livro tem pequenos relógios no canto de cada página, para você anotar quanto tempo acha que pode economizar com cada dica que ele dá;
  • Ele sabe que quem quer se organizar são pessoas que NÃO SABEM se organizar. Pode parecer óbvio, mas muitas pessoas que escrevem sobre organização pecam muito nisso;
  • Ele mostra reais motivos para economizar 1h por dia (ler mais, descansar, ouvir música, dormir, encontrar amigos, entre muitas outras);
  • O conceito de blocos de tempo, o que me lembrou muito a técnica Pomodoro;
  • Ele é totalmente a favor do destralhamento da vida, da casa, do escritório e do universo em expansão;
  • O livro é cheio de dicas preciosas, rápidas e práticas para ganhar mais tempo no dia a dia, como providências para você tomar agora no seu computador, por exemplo;
  • Tem mais de um capítulo dedicado à arte de dominar a procrastinação;
  • Ele diz que, em vez de dizermos “precisamos fazer”, devemos dizer “devemos fazer”. Isso gera um compromisso maior – e eu concordo;
  • Tem um capítulo inteiro com dicas para lidar com distrações, como redes sociais;
  • Ele defende reuniões rápidas e em pé, conceito com o qual simpatizo muito e procuro aplicar no meu trabalho;
  • De fato, o que mais me chamou atenção foram as dicas pontuais e práticas, que podem ser aplicadas agora mesmo, seja em casa, seja no trabalho.
comolidarcomdistracoes
Um pedaço do trecho sobre redes sociais

Pontos não tão bons

  • Ele defende registros de atividades em blocos de tempo de 15 minutos. Apesar de saber que podemos fazer muita coisa em 15 minutos, acho que isso gera muita ansiedade se ficarmos controlando;
  • Ele defende que a gente tome decisões por impulso. Apesar de entender o conceito, acho perigoso, por experiência própria… Acho que, para algumas coisas, vale a pena refletir um pouco melhor, mesmo que leve mais tempo;
  • Ele defende a ideia da priorização diária como se fosse a melhor ideia do universo, sendo que, como já comentei anteriormente, isso gera o problema de você trabalhar sempre em cima do que é urgente, somente;
  • O capítulo sobre delegação de tarefas é bem fraquinho;
  • Ele tem um capítulo inteiro para explicar como categorizar as tarefas em dias diferentes, que é uma coisa que não faz sentido para mim e jamais recomendaria (mas pode funcionar para outras pessoas).

No final das contas, há mais pontos positivos do que negativos. Se alguém me perguntasse se vale a pena comprar esse livro, eu diria que sim. Mas ele é uma leitura rápida, com dicas pontuais, e não um manual de organização. Uma boa leitura para uma viagem curtinha mesmo, ou para degustar na noite de domingo.

Se dá para “salvar” uma hora todos os dias com as dicas dadas no livro? Certamente que sim, e muito mais. O livro cumpre o que promete, somente se você também cumprir. ;D

Mais alguém já leu esse livro? O que achou?

Categoria(s) do post: Casa, Áreas da Vida

Acho que é preocupação de toda mãe proteger seus filhos contra as bactérias, especialmente quando são bebês. Quando meu filho era pequeno, eu tomava algumas precauções básicas com relação à higiene pessoal e dos objetos – especialmente brinquedos que ele manuseava. Mesmo assim, a preocupação era grande, pois eu sabia que não tinha nenhum produto no mercado que fosse muito eficiente.

Os brinquedos são laváveis, em sua maioria, e devem ser higienizados com frequência a fim de garantir a saúde e segurança do bebê. A melhor maneira de fazer essa higienização é limpar a superfície com um pano limpo umedecido com álcool, e era assim que eu fazia. Itens menores, como chupetas, podem ser colocados de molho em uma mistura de água morna com detergente e em seguida lavados em água corrente. Você também pode ter um esterilizador de chupetas, muito útil para viagens. Eu tinha um aquecedor de mamadeiras que fervia a água rapidamente, e também usava para esterilizar as chupetas.

O problema das bactérias é que elas são micro-organismos que se proliferam com facilidade e nem sempre conseguimos nos livrar delas completamente. Portanto, higienizar brinquedos e outros objetos que entram em contato com o bebê é o mínimo do mínimo que a gente pode fazer. Cuidar da higiene é cuidar da saúde, e com bebês esse cuidado é fundamental.

Não existe uma frequência correta para fazer essa higienização. Quando meu filho era bebê, eu costumava esterilizar alguns objetos todos os dias, como chupetas. Brinquedos de banho, por exemplo, eu higienizava somente uma vez por semana.

Utilizar álcool bactericida é uma forma de garantir a proteção de crianças pequenas contra contaminações

Cooperalcool Bacfree

O Coperalcool Bacfree, da CNA – Companhia Nacional de Álcool, garante a eliminação de 99,9% das bactérias onde o álcool for aplicado. Dessa forma, você pode higienizar de modo eficaz os objetos que fazem parte do universo do bebê.

Importante: o Coperalcool Bacfree também é testado dermatologicamente. Ou seja, nada de fazer mal para a pele. A fórmula do álcool consegue exterminar os micro-organismos e, assim, proteger aqueles que entram em contato com ele. Ele também tem tampa de proteção para crianças.

A diferença do Coperalcool Bacfree para o álcool comum

Boa parte das pessoas acredita que qualquer álcool consegue fazer o trabalho de eliminação de bactérias. Eu mesma, sempre usei álcool para limpar os brinquedos do nosso filho. No entanto, esta higienização completa não é feita pelos produtos comuns. Apenas o Coperalcool Bacfree possui em sua fórmula um agente bactericida, que extermina 99,999999% das bactérias onde for aplicado. Isso é bastante. Na verdade, o álcool convencional apenas “aquece” as bactérias, ou seja, não as elimina e mantém os usuários em perigo de contaminação. +_+

Outro fator positivo do Coperalcool Bacfree é o aroma. Quem o utiliza não precisa deixar a casa ou o apartamento com o famoso cheiro de limpeza. A linha de álcool líquido da CNA possui três aromas especiais e exclusivos: lavanda oriental, mimo (perfume de bebê) e eucalipto.

Eu recebi o contato do pessoal da Coperalcool Bacfree e achei importante divulgar a linha de produtos deles aqui no blog, pois bem que eu gostaria de tê-los conhecido quando meu filho era menor. De qualquer forma, já é um produto que está na minha wishlist para trazer para casa. Eu sempre limpo os brinquedos de plástico e borracha do meu filho com álcool, mas sei que não é o suficiente. Se ele fosse bebê ainda, eu sequer pensaria duas vezes.

Este post é um publieditorial. Entenda como funciona.