Categoria(s) do post: Diário da Thais

Uau, outubro foi um mês intenso para mim. Eu tinha muitas viagens programadas e, no início do mês, precisei fazer uma parada forçada para fazer exames (suspeita de anemia), fazer repouso em tudo o que pudesse ser adiado e prestar atenção demais na alimentação e no meu descanso rotineiramente.

Sabe, foi um mês de muitos aprendizados pessoais, internos e intensos. Um mês feliz por isso! Não consigo expressar completamente porque algumas coisas são demasiadamente íntimas para expôr, mas estou chegando neste final de mês muito feliz de verdade. Vou contar alguns acontecimentos para fazer um resumão do meu mês aqui neste post então.

As viagens que eu fiz este mês foram:

  • Brasília, bem no comecinho, para ministrar o curso de GTD com foco em projetos. Ir para Brasília sempre é legal. A turma de lá é incrível e eu saio renovada.
  • Belo Horizonte, a lazer, para assistir o show do Paul McCartney (também fui em São Paulo). Tinha comprado a viagem lá atrás, em maio…
  • Porto Alegre, depois do feriado, para ministrar o curso básico de GTD. Foi uma viagem legal porque, como vocês sabem, eu sou gremista, então quando agendei a viagem eu já me programei para ficar mais dias e assistir um jogo do Grêmio, rever alguns amigos e passear um pouco. Foi ótimo!
  • Londrina, no final do mês, para dois treinamentos internos, em uma empresa.

Outra coisa que fiz este mês foi voltar a usar o Todoist. Ainda não fiz um post mostrando meu setup, mas pretendo fazer em breve. Assim… de modo geral, gente, a estrutura é sempre a mesma, a do GTD. Muda uma coisinha ou outra, coisa de detalhes.

Tem muitas coisas legais acontecendo com o filhote. Ele tem lido bastante, temos passado muito mais tempo juntos. Este mês ele também começou a aprender a tocar piano, o que era algo que eu tinha planejado que ele começasse a aprender com sete anos (idade atual), mas tinha deixado bem livre para ele escolher. Há alguns meses ele vinha manifestando essa vontade e, agora em outubro, nós demos um teclado de presente no Dia das Crianças para ele brincar. Ele adorou! A ideia é colocá-lo para fazer aulas, provavelmente no ano que vem.

Bom, outra coisa que eu fiz foi iniciar um desafio de leitura para ler os 100 maiores livros de negócios de todos os tempos. É um desafio que vou fazer de forma super sussa, para longo prazo. Atualmente, estou lendo “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, do Dale Carnegie. Você pode acompanhar as minhas leituras atuais no meu Instagram – tenho postado sempre lá.

Minha rotina tem estado maravilhosa ultimamente. Aliás, eu li um livro sobre isso (“Daily Rituals”, do Mason Currey) que me inspirou muito. Tenho valorizado cada vez esse aspecto e já até escrevi alguns textos para o meu livro, que será sobre trabalho (e lançado ano que vem). Alguns trechos eu peguei para posts que em breve entrarão no ar.

Falando um pouquinho sobre outras coisas relacionadas a trabalho. Bem, eu percebi que, com o tempo, não dava para eu continuar fazendo tudo no Vida Organizada. Por isso, venho, há alguns meses, exercendo um movimento de capacitar pessoas para que possam fazer meu trabalho de forma até melhor do que eu, de modo que eu possa ficar mais livre para atuar com o GTD mesmo (como especialista) e também ficar no direcionamento do meu negócio (como empreendedora).

Em outubro, a Carol e eu finalizamos a formatação do novo trabalho de consultoria, que vai substituir o coaching, e ele está simplesmente maravilhoso! Basicamente foi assim: eu peguei todo o programa de coaching do Vida Organizada, que tem foco em organização, claro, e transformei em um curso particular super completo, que vamos passar a oferecer a partir deste mês. Temos pessoas que já estão aguardando na fila de espera do coaching há meses, que serão priorizadas. Depois, abriremos para outras pessoas novas.

Quem participar desse curso particular vai ganhar um kit de organização muito fofo que inclui livro autografado, artigos de papelaria e outros mimos!

Ainda sobre trabalho, uma coisa muito importante que aconteceu em outubro foi que eu passei a ficar responsável pela organização de tudo relacionado aos cursos de GTD abertos ao público (que nós chamamos de turmas abertas). Isso foi uma conquista muito bacana, mas que também trouxe uma avalanche de demanda que eu não esperava (em termos de volume). Ainda estou me adaptando, mas chegando a este final de mês um pouco mais adaptada!

Só para vocês saberem: a Call Daniel (franquia brasileira do GTD) tinha uma empresa terceirizada que cuidava das vendas de tudo relacionado ao GTD, e essa empresa não venderá mais nada relacionado ao GTD. Por isso, as funções foram distribuídas, e eu pedi para assumir a das turmas abertas porque, de maneira geral, já são pessoas que me acompanham com o blog e através das redes sociais. Sim, faz sentido e é ótimo mesmo! Aguardem novidades de maneira geral.

O que vocês já podem saber:

  • Aqui no blog tem uma página onde centralizo a divulgação de todos os cursos de GTD. Em breve vai entrar nela a agenda de cursos do ano que vem. Eu pretendo realizar uma turma por mês em São Paulo e uma turma por mês em outra cidade.
  • Teremos cursos online de GTD! Não podemos oferecer os cursos principais no formato online, mas temos módulos de instalação e implementação, de até duas horas cada, que serão oferecidos!
  • Toda semana, em breve, teremos uma Revisão Semanal Guiada ao vivo para ajudar você a adquirir o hábito de fazer a revisão semanal do GTD.
  • Em dezembro, vou organizar uma semana de GTD no YouTube entre o Natal e o Ano Novo. Inscreva-se no canal para não perder essa novidade.
  • Ah, importante: todas as inscrições em cursos abertos de GTD agora devem ser feitas comigo. Então você pode me contatar diretamente caso queira participar de algum curso.

Bem, falando sobre estudos agora. Como vocês sabem, estou fazendo um curso de Inglês e aproveitando pelo menos até o final do ano que vem para investir mais pesado (em termos financeiros) no idioma. A ideia é aproveitar esse período em que ainda estou realizando certificações do GTD para me aprofundar. Depois, eu pretendo começar a estudar outro idioma, para focar em um futuro doutorado.

Algo muito interessante que aconteceu em outubro foi eu ter tido uma epifania em termos de: o que quero estudar (no meio acadêmico) e deixar de legado. Isso me ajudou a focar meus estudos em temas como disrupção digital, sociologia do trabalho e sobrecarga de informações e demandas. Meu mestrado vai girar em torno disso, então. Meu planejamento era entrar no mestrado entre o segundo semestre de 2018 e o primeiro semestre de 2019, mas estou tão ansiosa que talvez tente antes disso (rs).

Sabe, em 2006 eu conheci o GTD, e isso foi um marco na minha vida. Este ano, eu descobri a sociologia do trabalho, e vejo como outro marco igual. É como o Steve Jobs dizia – aquela coisa sobre “conectar os pontos”. Sempre fui apaixonada por esse assunto, desde a minha primeira faculdade (Jornalismo). Cheguei a considerar estudar História e Ciências Sociais porque eram as disciplinas que eu mais gostava na faculdade. Mesmo trabalhando com Marketing, sempre li assuntos e autores relacionados – Gramsci, Bobbio, Eric Hobsbawn etc.

E ter começado a trabalhar com produtividade, lidar com pessoas, ir em empresas e ver a realidade que é estressante pra TODO MUNDO… isso me fez ver que um dos grandes propósitos que eu tenho é de ajudar as pessoas a serem menos estressadas. E sabe, isso guia tudo. Guia o fato de eu ter o blog, de trabalhar com GTD, de ter dado aula de meditação, de agora querer fazer um mestrado falando sobre isso. Conectar esses pontos e ver coerência nas escolhas é maravilhoso, e o que me deixa mais extasiada com relação a tudo isso é saber que ainda há muito mais descobertas por vir na minha vida! E vamos que vamos!

Entendem por que eu disse que outubro foi um mês feliz? Foi muito feliz. Me trouxe aprendizados e descobertas incríveis. Vou dormir com a sensação de missão cumprida todos os dias e acordo empolgada para começar cada dia, porque sei que vou ter a oportunidade de fazer tantas coisas legais! (e lidar com aquelas nem tanto também, mas estou viva, viva!)

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Para quem usa o Gmail, o Todoist já possui uma extensão (que funciona apenas para o navegador Google Chrome) que serve para enviar um e-mail diretamente para o Todoist. Funciona lindamente e eu inclusive recomendo. Porém, quem usa Outlook (ou outra ferramenta de e-mail) ainda fica um pouco sem opções. Uma maneira fácil de encaminhar os e-mails para a ferramenta é a seguinte:

Clique na aba “Caixa de entrada” do Todoist.

Clique no ícone “Ações do projeto” e em “Enviar e-mail das tarefas para este projeto”.

Abrirá uma janelinha que vai te mostrar um endereço de e-mails. Copie esse endereço e salve nos seus contatos dentro do seu programa de e-mails (que pode ser o Outlook ou não). Salve com o nome “Caixa de entrada Todoist” ou outro similar.

Selecione um e-mail na sua caixa de entrada e encaminhe para esse e-mail para ver o que acontece na sua caixa de entrada do Todoist.

Ainda não é a solução ideal, mas ajuda a integrar um pouco mais as ferramentas.

Eu recomendo enviar tudo para a caixa de entrada do Todoist e depois processá-la com calma. Se você quiser enviar para pastas específicas, precisa entrar em cada “projeto” (pasta do Todoist) e copiar o endereço de e-mail dela certinho e salvar no seu Outlook (ou outro programa de e-mails).

Espero ter ajudado.

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Existem diversas ferramentas que podemos considerar essenciais quando se trata de organização. Uma delas, sem dúvida, é a rotuladora eletrônica. As rotuladoras servem para que possamos criar etiquetas de maneira fácil e rápida, sem depender de impressoras.

Antes de ter uma, eu sinceramente achava besteira. Pensava que poderia imprimir e que seria uma compra à toa. Lendo o livro do GTD pela primeira vez, em 2006, quis dar uma chance ao que o David Allen (autor do método) sugeria e comprei a minha primeira – uma Brother PT80.

Essa rotuladora ficou comigo durante muitos anos. Apenas este ano ela começou a dar sinais de cansaço e precisou ser substituída. Recentemente, ganhei de presente uma versão mais moderna dela (PT-H11) e hoje gostaria de contar um pouquinho para vocês como ela é e por que ter uma rotuladora ainda é essencial em termos de organização.

Apesar de ser ecologicamente correto e uma tendência global a gente digitalizar as coisas, ainda lidamos muito com papel. Além do papel, lidamos com objetos de maneira geral. Eu não sou fanática por organização, mas acredito demais no poder da organização para conseguir ter uma praticidade mínima no dia a dia, e a rotuladora ajuda nisso em alguns casos como:

  • classificar fios de aparelhos eletrônicos (como na foto acima)
  • classificar roupas em gavetas (especialmente útil se você tiver funcionários domésticos)
  • rotular potes e cestos na despensa
  • rotular potes e cestos no banheiro e em outros ambientes da casa
  • etiquetas pastas de arquivos
  • identificar objetos de trabalho no escritório com o seu nome (ex: grampeador)
  • inserir avisos como “apague a luz” no interrumptor do quarto dos filhos
  • etc!

Os usos realmente são inúmeros e dependem da sua criatividade.

“Ah, Thais, mas eu preciso de uma rotuladora para isso? Não posso imprimir as etiquetas no computador ou escrever à mão em etiquetas coladas?” Claro que pode. Mas veja o resultado. Eu, antes de ter uma rotuladora, fazia dessa forma. Ou imprimia as etiquetas (e era sempre algo que eu postergava, porque achava chato montar, imprimir etc), ou escrevia à mão. Imprimir com a rotuladora é muito mais fácil e rápido e isso mantinha tudo com as etiquetas padronizadas. Pastas etiquetadas à mão, na maioria das vezes, não ficam tão bonitas quanto com boas etiquetas.

Na imagem acima você confere o melhor exemplo de etiquetas de arquivos feitas à mão que eu encontrei. Também adoro escrever, e acho que fica bonito se você tiver a letra bonita. Porém, mesmo nesses casos, acho difícil manter um padrão. Mas claro que fica a critério de cada um.

Quando eu comprei a minha rotuladora, saí etiquetando tudo loucamente. Depois de algum tempo usando a rotuladora para tudo, deixei para usar somente quando necessário mesmo, e mesmo assim não há uma semana que eu passe sem usá-la. O que quero dizer é que eu uso muito, e que certamente você utilizará também, se estiver se organizando ou se já for uma pessoa organizada.

Aqui em cima mostro um exemplo muito simples de seu uso, que foi quando eu configurei meu arquivo tickler, do GTD. (clique aqui para saber do que se trata)

Acima você confere outro exemplo, que é uma caixa que suporta pastas suspensas e que eu usava para arquivos referentes à nossa vida doméstica. Meu modo de arquivar mudou desde então (essa foto é de 2011), mas a imagem serve para mostrar como a padronização das etiquetas é importante.

Hoje em dia, uso essencialmente para arquivos de referência guardados em pastas de plástico, pastas suspensas e caixas, pois assim consigo identificá-los muito facilmente. Também uso para etiquetar pastas provisórias relacionadas a projetos que estou trabalhando no momento. Outro uso que faço é criando etiquetas para classificar os fios de eletrônicos e também para identificar os objetos que são meus (especialmente útil em salas de reunião). Mas certamente você fará um uso personalizado da sua.

Existem diversas marcas de rotuladoras, mas eu gosto da Brother. Acho que as rotuladoras dessa marca são bem fáceis e dedutivas de usar e configurar.

Esqueci de falar sobre recursos adicionais que as rotuladoras geralmente têm, que são os modos de impressão, tamanho da fonte, além da própria variação de cores de fitas. Eu sempre uso a branca (tradicional), mas você pode comprar fitas de diversas cores, inclusive metalizadas. Fica bem bonito.

Ainda na questão técnica da coisa, o uso de etiquetas de rotuladoras permite mais durabilidade que etiquetas impressas manualmente. A fita é feita para durar mais, tanto em termos de material quanto em termos da cola utilizada.

Uma fita nova na minha rotuladora dura muito tempo. Eu diria que, mesmo usando bastante, ela dura cerca de seis meses. Mas não faço uso profissional dela (no sentido de trabalhar com organização física, indo na casa das pessoas ou nos escritórios para organizar). Se você utilizá-la profissionalmente dessa forma, acredito que precise trocar a fita todo mês. Se você não fizer um uso muito intenso, talvez a fita dure até um ano.

Eu recebi o modelo novo da Brother para testar diretamente da loja Impressorajato.com, que você pode acessar para conferir os modelos, preços e adquirir a sua. Aqui está o link direto para a página de rotuladoras e aqui o link para a rotuladora que eu uso atualmente.

Você já tem uma rotuladora? Deixe um comentário contando como você a utiliza.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Toda semana eu agrupo alguns links que gostei, artigos interessantes e vídeos que tenham a ver com o blog e compartilho com vocês. Os desta semana são:

Boa semana!

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Em 28 de outubro de 2006, o primeiro post do Vida Organizada entrou no ar. Hoje ele completa 11 anos e eu gostaria de falar um pouco sobre como ele começou e como é o meu trabalho hoje. Acredito que isso seja uma maneira legal de celebrar esse aniversário. 🙂

 

O blog começou como um hobby para mim. Na verdade, eu já era publicitária (estava no último ano da faculdade) e, desde 2001, eu já criava sites e blogs. Em 2006, foi o ano em que comecei a trabalhar em uma agência de publicidade diferente, estava gerenciando um TCC em grupo e descobri o método GTD. Todas essas coisas me deram vontade de escrever sobre organização pessoal e produtividade, assuntos que descobri ser completamente apaixonada.

O que eu nunca imaginei é que o blog daria o tom da minha vida profissional dali em diante. Ele começou a ficar conhecido e eu comecei a receber comentários, perguntas e dúvidas de pessoas que buscavam se organizar. Vendo a responsabilidade do que eu estava publicando, quis me aprofundar e me especializar. Li todos os livros do mercado sobre o assunto (ou quase todos né), fiz cursos, tirei certificações. Tudo isso muito aos poucos, conciliando com a minha carreira como publicitária.

Em 2010, quando o nosso filho nasceu, meu conceito de organização (que ainda não estava totalmente formado) mudou muito. Antes, eu era um mix de FLY Lady com Donna Smalin meets GTD, mas sem sincronizar tudo isso. Quando nosso filho nasceu, eu percebi que uma organização ideal não existe, e o que é importante é que tudo seja personalizado para a vida que você tem e de acordo com quem você é.

O que realmente mudou a minha relação com o blog foi quando, em 2011, eu comecei a trabalhar como coordenadora de redes sociais em uma agência aqui em São Paulo, porque ele entrou em uma onda de popularização de blogs e ficou MUITO conhecido. Eu estava aprendendo muito no meu dia a dia e usava o blog como “laboratório”. Foi quando eu comecei a profissionaliza-lo de verdade, não no sentido de monetizar, mas de criar um calendário editorial, fazer pesquisas de temas e público, enfim, profissionalizar de verdade.

Nesse mesmo ano, eu iniciei minha pós-graduação na área e o projeto de conclusão do curso (em 2012) foi a profissionalização do blog. Isso foi um divisor de águas, porque eu fiz todo um estudo de público, de temas, de concorrentes, de mercado, de cores, enfim, que ocasionou uma mudança super positiva no layout, nos temas dos posts etc. Eu já estava morando em Campinas e foi quando eu comecei a perceber que gostaria de desenhar uma transição de carreira para trabalhar exclusivamente com aquilo que eu descobri ser uma missão para mim: inspirar as pessoas a serem organizadas para que tenham mais qualidade de vida.

Nessa época, o blog explodiu! Ficou realmente conhecido e eu comecei a ter que recusar propostas de trabalho relacionadas a ele, simplesmente porque morava e trabalhava em Campinas em tempo integral e não tinha como me dedicar a elas. Eu via todas aquelas blogueiras se dedicando exclusivamente aos seus blogs e ficava me perguntando se algum dia eu conseguiria fazer aquilo. Quando digo “conseguir fazer aquilo”, significava pedir demissão de um emprego estável, que sustentava a minha família, para viver apenas do blog, financeiramente falando.

Muitas coisa aconteceu no ano de 2013. Eu assinei um contrato com a Editora Gente para escrever o meu primeiro livro, que seria publicado no ano seguinte, e também conheci o Daniel Burd, da Call Daniel (franquia brasileira do método GTD), que me convidou para trabalhar como consultora de marketing para ele.

Isso tudo foi importante, pois até então eu era uma pessoa comum, que tinha um emprego estável e estava estudando para concursos. Eu já tinha desenhado como seria a minha vida para o resto das próximas décadas, e isso era bom e ruim ao mesmo tempo. Quando eu vi que poderia escrever a minha história do meu jeito, trabalhando com aquilo que eu realmente gostava, foi um ponto da virada muito importante para mim. Lembro de pensar: isso está mesmo acontecendo comigo? Vou conseguir ser uma daquelas pessoas que diz que vive do que ama?

Em 2014, uma série de frustrações no meu emprego me fizeram ver que eu estava certa ao querer realizar aquela transição. Portanto, na metade do ano, eu assinei a minha carta de demissão e, em agosto, eu já estava morando de novo em São Paulo completamente dedicada ao meu novo trabalho como professora de GTD, lançando meu primeiro livro na Bienal e aprendendo como viver como autônoma. A economia aquecida me ajudou muito naquele momento a obter estabilidade.

Ao mesmo tempo, foi o início de um período de transição – e eu só comecei a ver assim no ano passado, quando tive um certo distanciamento. Porque foi uma mudança e tanto. Pedi demissão para virar empreendedora – hoje aparentemente todo mundo está a fim de fazer isso, mas ainda hoje para mim, isso foi um grande passo. Tenho orgulho dessa minha ousadia porque é o tipo de decisão que, se você pensar muito, você acaba não tomando!

Às vezes fico pensando: será que deveria mesmo ter pedido demissão? Será que não teria sido mais seguro ter ficado no meu emprego? E claro que teria. Mas e todas as coisas que aconteceram depois que eu pedi demissão? Teriam acontecido? Eu não sei. Eu não sei se teria como sair no meio de um dia da semana para lançar meu livro na Saraiva. Não sei se teria conseguido tirar várias semanas para ir para a Holanda conhecer o David Allen e me certificar no GTD. Enfim, acontecimentos incríveis que dependiam muito dessa escolha que eu fiz. E aí eu concluo que não existe escolha certa ou errada, segura ou perigosa – existem escolhas. E você precisa lidar com as consequências delas, tanto as boas quanto as supostamente não tão boas.

2015 foi um ano que eu posso dizer, seguramente, que tudo se resumiu ao GTD. Eu fui para a Holanda três vezes tirar certificações. Me dediquei demais ao método. Realizei uma série de workshops do Vida Organizada (um diferente por mês! que loka!), o que foi maravilhoso para atender uma demanda crescente dos leitores, que queriam me ver e aprender comigo, e também foi uma verdadeira escola para eu me tornar a professora e a palestrante que sou hoje. Nada como a prática!

Porém, naquele mesmo ano eu percebi que era um ritmo intenso demais. Acho que todo mundo que começa a trabalhar com cursos, eventos e palestras chega a essa conclusão. Se você não trabalha com isso, não tem nem como imaginar todo o trabalho que isso dá, de responder e-mails de inscrições até a realização do evento em si, contratação de coffee-break, pagamento de fornecedores, gerenciamento de notas fiscais. É muito, muito trabalho. E, com as novas responsabilidades que vieram com as certificações do GTD, meu corpo deu o primeiro sinal: outubro de 2015, internada com pneumonia. Naquele momento, quase dez dias em uma cama de hospital, eu percebi que não dava pra eu fazer tudo sozinha. Percebi que todo o meu trabalho estava completamente centralizado em mim e que, se eu continuasse naquele ritmo, me sobrecarregaria enormemente, além de não proporcionar oportunidades para outras pessoas que talvez quisessem trabalhar com isso também.

A partir daquela época, eu comecei a trazer pessoas para trabalharem comigo. Foi quando eu convidei a Carol, que hoje é consultora do Vida Organizada, e também trabalhei com outras pessoas, que acabaram não ficando porque abriram outra empresa, investiram em outros negócios. Vivendo e aprendendo. Mas, naquele momento, eu percebi que não ia deixar rolar o lance de “eu amo tanto meu trabalho que não me importo de trabalhar demais”. Mesmo amando o trabalho, a gente tem que se colocar alguns limites. Eu estava ficando preocupada com algumas questões, percebendo que não adiantava dar murro em ponta de faca em problemas que eu não era responsável por resolver, mas me afetavam. Foi um longo caminho de resiliência que se estendeu por 2016. E, em 2016, tivemos o agravamento da crise no país também, que se refletiu, obviamente, em todo mundo.

Quando eu penso no ano passado, fica muito claro para mim que foi um ano de resiliência total. Tivemos muitos problemas pessoais. Relacionamentos abalados (quem nunca), filhote com pneumonia internado (depois descobrimos que tanto a minha quanto a dele tiveram a ver com a casa que morávamos, que estava com problemas agravados de umidade), questões com os cachorros, nossa casa foi invadida, um pequeno escândalo na família, tratamento de saúde porque tive alguns problemas desde a penumonia… o sentimento de “gente, o que está rolando?”. Pelo que vi, foi um ano difícil pra todo mundo, mas particularmente desafiador para mim.

Até que, em julho, eu fiz o meu curso de coaching. Minha nossa, timing é uma coisa absurda. Que bom que fiz aquele curso. Mudou completamente a minha relação com tudo. Me colocou no papel de responsável pela minha vida de uma maneira que eu nunca tinha tido antes. Listei todos os problemas que precisava resolver e, em coisa de três meses, estávamos morando em uma casa diferente, eu estava mais feliz, meu trabalho estava mais coordenado. As coisas estavam entrando nos eixos.

Mas, semelhante a quando você toma um caldo no mar, quando você levanta, vem uma onda e te derruba de novo. Em setembro, tive uma notícia muito impactante do meu trabalho, que tinha tudo para me desestabilizar completamente. Cheguei a escrever sobre isso no blog mas, por ser íntimo e exposto demais, eu apaguei (não queria expôr outras pessoas e nem atrair comentários negativos anônimos de quem gosta de comentar coisas assim). Eu fiquei umas duas semanas DESTRUÍDA emocional e psicologicamente. Não sabia o que fazer. Não sabia se conseguiria me levantar de novo. Escrevo isso hoje com o coração aberto. Não foi fácil.

Depois desse “luto” temporário, foi quando eu percebi que, se a minha mente não estivesse bem, eu não ficaria bem. Minha família não ficaria bem, meu trabalho não ficaria bem, minha empresa não ficaria bem. Eu não encontraria soluções nem conseguiria ter perspectiva. Então, em um belo dia, eu acordei, deixei o sol bater no meu rosto e coloquei a mão na massa, trabalhando em silêncio. Decidi que não deixaria nada que me abatesse mais fazer parte da minha vida. Cortei uma série de coisas – de papos a pessoas. Parei de ver algumas coisas na tv. Busquei dentro de mim aquilo que eu era, meus pontos fortes e o que eu realmente gostava de fazer. E, com isso, surgiram as melhores coisas da minha vida. Sério, que virada. Hoje, quando paro para pensar nesse período (um ano atrás), sinto um orgulho do que fiz que me deixa até emocionada. Vejo como sou uma pessoa forte e que corre atrás do que simplesmente precisa ser feito. Coloquei na cabeça que ia dar um jeito e dei, e isso virou uma regra para tudo na minha vida desde então.

Eu tinha em mente uma imagem muito clara da Thais que eu era e do caminho que eu tinha que percorrer para chegar até lá. Porque, quando eu me olhava no espelho, eu não via essa Thais que eu sabia que eu era. Isso envolve tudo: aparência, sentimentos, atitudes, projetos, trabalho, valores. E, dali em diante, passei a fazer um trabalho fortíssimo de auto-conhecimento que me levou a explorar meus pontos fortes para imprimí-los em praticamente tudo o que eu fazia.

Comecei a trabalhar oficialmente com coaching. Ajudar as pessoas de perto foi a melhor coisa que eu fiz. Como eu gosto desse trabalho! Formatei melhor os meus cursos. Passei a cuidar mais de mim. Olhei com mais perspectiva o que eu queria com meu trabalho no GTD. Deixei muita coisa de lado SIM. Foi doído, porém necessário. E ainda continua…

Eu superei aquele período difícil, que durou mais de um ano, e isso me transformou de uma maneira que parece que passei por uma verdadeira iniciação, sabem? Tudo isso que estou falando é pessoal mas influenciou enormemente no meu trabalho, porque descobrir quem eu sou me permitiu ver o que queria fazer tanto na vida pessoal quanto com relação ao trabalho para toda a vida.

Foi quando eu descobri que, mais do que inspirar as pessoas a se organizarem para ter mais qualidade de vida, eu trabalhava na verdade na área da realização pessoal. E que a principal dor das pessoas no mundo é hoje sofrer com o estresse. Muitas informação, muita sobrecarga de trabalho. Meu propósito é ajudar as pessoas a serem menos estressadas. Quero entender como o trabalho funciona, para onde ele irá, como pensarmos nas nossas carreiras para o futuro, para onde estamos indo, como vamos trabalhar, quais serão as relações de trabalho daqui a 30 anos, como conseguimos trilhar um road map dentro de uma linha do tempo adequada à vida de cada um. Isso é o que eu faço. É isso o que tenho descoberto diariamente, devorando informações, empolgadíssima com essa nova construção que descobri que faz tão parte de mim.

Eu não sei como será o mundo amanhã. O que eu sei é que aprendi a buscar dentro de mim, e em mais nenhum lugar, todos os pontos fortes e valores que eu tenho e usar isso para construir o estilo de vida e de trabalho que tem a ver comigo! Sempre com foco em compartilhar o que aprendo com as pessoas, que foi o motivo principal de eu começar a escrever neste blog. Se não fosse por você estar lendo esse post, e por todos os leitores que me acompanham desde 2006, ou desde 2001, ou desde ontem… não importa… um blog existe para compartilhar coisas, e eu me sinto previlegiada por ele ser parte não só do meu trabalho, mas praticamente um braço meu nesta vida. Obrigada por vocês estarem aqui.

As pessoas perguntam em todos os lugares: “qual o futuro dos blogs?”. Cara, blog é um meio… assim como livros são, revistas são, canais de tv são, estações de rádio são, vídeos no YouTube são… a comunicação, como um todo, sempre existirá. O meio vai mudar, mas a mensagem continua. Continuemos por mais 11, 22, 33 anos… cada um falando sobre quem é, o que ama, o que pode colaborar com o mundo, de alguma forma.

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Vamos bater um papo sobre o meu armário cápsula atual.

Meu propósito com um armário cápsula é, na verdade, construir um único armário cápsula com peças que funcionem bem entre si, com a menor quantidade possível de peças, o que me possibilitaria fazer aquisições melhores (em termos de corte e material), em menor quantidade, repensar o consumo, e ter mais criatividade ao elaborar combinações.

Vou construindo isso tudo a cada estação, aprendendo sobre o que fica bem em mim.

Sobre o planejamento do armário cápsula de primavera

Não me atenho a quantidades, mas a coerências. Todo o restante do meu armário que não pretendo usar vai ficar guardado na parte de cima do guarda-roupa. De modo geral, são roupas para quando o tempo está muito, muito frio, ou muito, muito calor, e só vou acessar no verão.

Também não tenho regras sobre compras. De modo geral, não tenho comprado roupas – essa é a regra. Se eu estiver precisando de algo, planejo a compra. Isso independente do armário cápsula. Mas, por exemplo, eu não vou comprar algo apenas porque “falta” no meu armário cápsula da estação. Se eu já estiver precisando e eu for usar agora, eu compro. Se for um casaco de frio, por exemplo, e não vou usar no momento, deixo a compra para depois. Tem funcionado bem assim.

Uma coisa que preciso sempre levar em consideração é meu estilo de vida e os tipos de atividades que tenho. Divido meu trabalho entre trabalhar em casa ou no escritório, fazer reuniões ou treinamentos externos e viajar bastante. Logo, as roupas de primavera, para mim, precisam ser frescas e confortáveis. Como moro em São Paulo, preciso manter alguns elementos que abriguem frio e chuva ocasionais. Nada impede, também, que eu pegue algo que esteja guardado caso a temperatura caia bruscamente. Não vou passar frio só porque a peça não estava no armário cápsula. rs

Particularmente, nesta primavera tenho tido vontade de usar tecidos mais fluídos e em cores mais primaveris mesmo. Sim, posso ser um clichê, mas tenho gostado disso. E, se me faz bem, por que não fazer?

Para montar o armário cápsula dessa estação, eu comecei selecionando as partes de baixo (calças, saias, bermudas e vestidos) que gostaria de usar.

Partes de baixo

Na foto acima não dá para ver muito bem, mas a primeira peça é uma calça jeans de lavagem bem escura, clássica, que é o tipo de calça jeans que eu prefiro e tenho sempre no armário. É sempre aquela calça que, quando “acaba” (ficou grande ou rasgou), substituo prontamente, porque uso demais.

Eu tenho também uma saia com fundo floral preto que não está na foto porque estava lavando. Atualmente tenho só esses dois vestidos (um mais informal para usar de dia e outro que serve para palestras e também sair à noite). A bermuda jeans também é um básico meu. Eu gosto de vestidos e pretendo investir mais neles daqui em diante.

Partes de cima

Com base na quantidade de partes de baixo, deu para ter uma ideia de quantas partes de cima eu precisava. Aplico uma regrinha da Ana Soares que diz que, para cada parte de baixo, devemos ter pelo menos cinco partes de cima que combinem com ela – sejam blusas, camisetas, casacos, coletes etc.

Quando parei para fazer as fotos deste post, eu percebi como o meu armário está ficando cada vez mais enxuto, e isso é ótimo. Acima, estão praticamente todas as minhas blusinhas e camisetas sem manga ou de manga curta. Tenho algumas lavando e outras de manga comprida que não entraram na foto porque não pretendo usar na primavera, além de uma listrada (a primeira à esquerda) e uma verde bandeira que está lavando.

Algo que talvez vocês podem ter notado na foto acima é que estou tentando usar roupas mais coloridas. Acredito que as cores dessa primavera no meu armário-cápsula sejam essencialmente: rosa, coral, vermelho, azul claro, off-white, bege, verde. Todas as peças estão combinando bastante entre si.

Também procurei ser enxuta nas blusas de lã. Separei uma mais grossa (tempo de São Paulo, vai que) e dois cardigans mais finos. Tenho algumas outras blusas que também preferi guardar para outras estações mais frias, mas nada impede de pegar blusas mais grossas caso haja necessidade. Armário-cápsula não é prisão. 😉

Acima estão as três camisas que eu uso atualmente: uma jeans, uma branca e uma floral. A floral está larga, mas dá para usar. Provavelmente será a última estação dela…

Na foto acima, faltou o meu colete azul marinho, que estava lavando e também está na cápsula de primavera (um verdadeiro curinga). Também não está a minha jaqueta de couro preta. Nessa foto eu mostro meu trench-coat cáqui, um blazer branco e uma jaqueta jeans. Eu substituí o blazer preto pelo blazer branco como “o blazer básico” da minha coleção e não me arrependo. Dá um toque diferente.

O que não entra no meu armário cápsula: camisetas de bandas, camisetas de futebol, roupas de academia, pijamas e lingeries. Também não coloco acessórios, como lenços, colares, bolsas (não uso muito) etc. Eu acho que a graça dos acessórios é justamente complementar as roupas.

Sapatos

Esses são os pares de sapatos que vou manter no meu armário cápsula de primavera:

Eu acho difícil selecionar sapatos para oa rmário-cápsula, porque já não tenho tantos. Nessa foto, não estão as minhas três botas que também pretendo usar (e tenho usado) na primavera, que são: uma ankle boot preta, uma ankle boot marrom e uma bota de montaria preta, com o cano alto.

Meu gosto para sapatos é bem simples: gosto de mocassins e sapatilhas de bico fino. Tenho um ou outro sapato com salto, que utilizo para fazer palestras ou treinamentos. Sandálias também não tenho muito o costume de usar. Apesar de ter outras duas (uma bege e uma preta), para esta cápsula quis testar apenas a amarela. Tem funcionado!

O que você acha? Você tem feito armário cápsula também? Que cores você escolheu para a primavera? Compartilhe comigo nos comentários.

Categoria(s) do post: Criatividade

Ok, o título do post pode ter sido um tanto quanto lisérgico, mas é realmente o nome do projeto de uma artista chamada Julie Seabrook Ream, que tem um Instagram onde posta fotos de coisas organizadas por cor. 💙 💛 💜 E assim, prepare-se, se você gosta desse tipo de imagens, porque são todas muito lindas.

Outras imagens:

I seriously love my rainbow scissor collection ✂️✂️✂️ #encyclopediaofrainbows

Uma publicação compartilhada por Julie Seabrook Ream (@hey_jules_studio) em

Ela vive buscando objetos que possam ser ordenados nas cores do arco-íris e faz fotos lindíssimas com tais formações.

Para ver e se inspirar!

Categoria(s) do post: Diário da Thais

Apesar de já ter gravado um vídeo com esse tema, percebi que ainda não tinha postado o resumo aqui no blog, então lá vai!

Você pode ver o vídeo diretamente no YouTube clicando aqui.

Objetivos concluídos

Projetos concluídos

  • Turmas abertas de GTD realizadas: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Fortaleza
  • Semana de capacitação dos instrutores no GTD Nível 2 (capacitação, tradução de materiais e outras coisas)
  • Tradução de posts do David Allen no blog da Call Daniel
  • Revisão do guia de instalação do GTD no Todoist da David Allen Company
  • Mudança do escritório
  • Reduzir despesas da empresa
  • Participação no evento Personal Organizer Brasil com uma palestra para POs
  • Garantir que a minha alimentação esteja de acordo com as recomendações da nutricionista
  • Implementar uma rotina de exercícios diária

Como eu falei no vídeo, não citei todos os projetos concluídos porque muitos deles são pessoais, ou menores, ou até agrupei acima para facilitar a visualização.

Eu escrevo esse tipo de post para inspirá-los e mostrar que, com organização, a gente consegue focar no que é realmente importante e mover a vida adiante. Espero que seja útil mesmo.

Categoria(s) do post: Criatividade

Eu ainda fico um pouco perplexa quando alguma pessoa fala que moda e estilo pessoal são assuntos fúteis. Não sei de onde vem esse raciocínio. A forma como uma pessoa se veste imprime quem ela é para o mundo, e eu vejo como mais uma maneira de exercer minha criatividade no dia a dia.

Existe uma ideia meio consolidada que “os grandes gênios” ou “os mais ocupados” da humanidade simplificam seu guarda-roupa usando todos os dias o mesmo tipo de roupa. Eu tentei fazer isso, há alguns anos. Foi uma época em que me despi de muitas coisas na vida, inclusive dessa vontade de me vestir de maneira diferente todos os dias. É prático? É. Foi bom? Não diria isso. Buscar a criatividade em coisas do dia a dia é algo que faz muita diferença para mim diariamente. E, além do fator criatividade, também entram outros como auto-estima, empoderamento, auto-confiança – todos muito importantes, na minha opinião.

Neste post, vou contar então quais são as formas que uso para exercer a criatividade no dia a dia, quando se trata de moda.

Em primeiro lugar, foi descobrir que se trata de um processo de construção para a vida inteira. E, por isso, eu não precisava ter pressa.

Depois, foi começar a pensar em termos de sustentabilidade (do mundo mesmo). Não quero sair comprando peças para usar só durante um tempo – quero coisas atemporais, que fiquem comigo (ou com outra pessoa) durante bastante tempo, e que eu possa usar até a peça praticamente se desfazer (rs).

E então veio a constatação: para eu saber como me vestir (o que significa responder a pergunta: que imagem quero passar para o mundo?), eu preciso saber quem eu sou. Porque a imagem que quero passar para o mundo é uma imagem autêntica, de quem eu sou de verdade, que reflita a minha personalidade.

Uma parte desse “saber quem eu sou” é a parte física. Conhecer as partes do corpo que gosto mais e quero mostrar, as partes que gosto menos e quero disfarçar, o tom de pele, do cabelo, dos olhos. Uma fase importante aqui foi fazer a análise de cores, que me permitiu entender que cartelas funcionam bem para mim, e isso poderia ser testado diariamente. Além disso, me permitiu ver que cores ficam melhor em mim e, com base nisso, que cores combinam melhor entre si, para aos poucos ir construindo um armário coordenado, com peças versáteis que combinem entre si. Sim, tudo isso leva tempo. Mas acho divertidíssimo!

“Brincar” de armário-cápsula a cada estação também é um exercício de criatividade porque me permite testar combinações com menos peças. A ideia é construir um armário enxuto que funcione para todas as estações, mas mesmo com pouca variação de temperatura entre elas (moro no Brasil), dá para guardar casacões mais pesados e vestidinhos de verão e focar em peças mais versáteis para a estação vigente. Quanto mais eu reduzo a quantidade de peças, mais isso me permite criar combinações que eu não pensaria antes, se estivesse com todas as peças disponíveis ou com mais peças, em termos de quantidade mesmo.

Outra coisa que também faço, e que até comentei outro dia aqui no blog, é um desafio diário de testar combinações diferentes. De noite, vejo a previsão do tempo e separo a minha roupa para o dia seguinte (que sempre permite complementos caso o tempo mude). Ter pequenos momentos como esse ao longo de um dia inteiro torna cada um dos meus dias mais feliz, porque sei que estou investindo tempo em significado, e não apenas vivendo os dias.

Vale a pena comentar também que acompanho alguns blogs sobre o assunto que sempre me inspiram, como o da Ana Soares. Mesmo navegar pelo Pinterest me ajuda, porque se estiver sem ideias para usar uma roupa (ou se quiser fazer algo diferente do que costumo fazer), eu digito o nome da cor ou da peça no campo de busca e vejo as ideias que aparecem.

Depois que parei de ver meu armário como um simples guarda-roupa e passei a enxergá-lo como um acervo pessoal de peças que refletem a minha personalidade, minha relação com as peças e até com o consumo mudou radicalmente.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Aqui vai uma coletânea de livros lançados recentemente que podem ser boas sugestões de leitura para esta estação.

Crer ou não crer (Padre Fábio de Melo e Leandro Karnal)

Uma discussão imperdível O que pode dizer um homem que fez o voto de se dedicar a Deus a outro que está plenamente convencido de Deus não existe? O que pode ouvir um crente de um ateu? O que um ateu pode aprender? São questões assim que guiaram o encontro entre o padre Fábio de Melo e o historiador Leandro Karnal e resultaram neste livro. Um debate rico e respeitoso entre um cético e um católico que oferece uma referência importante aos brasileiros crentes e não crentes. Com coragem para provocar um ao outro e humildade para aceitar os argumentos, os autores discutiram pontos fundamentais, como se o mundo é melhor ou pior sem Deus e se a religião ajuda ou atrapalha. Questionaram o quanto a fé faz falta e discutiram as esperanças, os medos e a morte no horizonte de quem crê e quem não crê. Crer ou não crer é o resultado de muitas horas de conversa entre um dos padres mais amados do país com um dos mais populares historiadores. Uma obra que irá agradar e enriquecer milhões de leitores.

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A elite do atraso (Jessé Souza)

Numa época em que a questão das desigualdades racial e social estão, mais do que nunca, no centro de cena – dos grandes veículos de comunicação aos comentários nas redes sociais e até mesmo nas conversas das mesas de bar, onde todos parecem ter uma ideia muito bem definida do que é capaz de construir um país ideal –, o sociólogo Jessé Souza escancara o pacto dos donos do poder para perpetuar uma sociedade cruel forjada na escravidão. Esse é o pilar de sustentação de nossa elite, A Elite do Atraso. Depois da polêmica aberta pela obra A Tolice da Inteligência Brasileira e da contundência exposta em A Radiografia do Golpe, o autor apresenta obra surpreendente, forte, inovadora e crítica na essência, com um texto aguerrido e acessível. A Elite do Atraso é um livro para ser apoiado, debatido ou questionado – mas será impossível reagir de maneira indiferente à leitura contundente de Jessé Souza a ideias difundidas na academia e na mídia.

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Tartarugas até lá embaixo (John Green)

Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, o autor do inesquecível A culpa é das estrelas , lança o mais pessoal de todos os seus livros: Tartarugas até lá embaixo .

A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto tenta lidar com o próprio transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, distúrbio mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

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Vidas muito boas (J.K. Rowling)

“Como podemos aproveitar o fracasso?” “Como podemos usar nossa imaginação para melhorar a nós e os outros?”. J.K. Rowling responde essas e outras perguntas provocadoras em Vidas muito boas, versão em livro do famoso discurso de paraninfa da autora da série Harry Potter na Universidade de Harvard, que chega às livrarias brasileiras no dia 7 de outubro. Baseado em histórias de seus próprios anos como estudante universitária, a autora mundialmente famosa aborda algumas das mais importantes questões da vida com perspicácia, seriedade e força emocional. Um texto cheio de valor para os fãs da escritora e surpreendente para todos que buscam palavras inspiradoras.

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E você, o que pretende ler nessa primavera?

Categoria(s) do post: Carreira

A palavra “trabalho” vem do latim tripalum, que por sua vez é a junção de tri (três) com palum (madeira). Esse termo era o nome de um instrumento de tortura feito de três estacas de madeira bastante afiadas e que era comum na Europa antigamente. Quer dizer que, no início, “trabalhar” significava “ser torturado”. Quem trabalhava, naquele tempo, eram as pessoas que não tinham posses – geralmente escravos e pessoas muito, muito pobres.

Depois do latim, o termo passou para o francês travailler, que significa “sentir dor” ou “sofrer”. Com o passar do tempo, o sentido da palavra passou a significar “fazer uma atividade exaustiva” ou “fazer uma atividade difícil, dura”. Apenas no século XIV o termo começou a ter o sentido genérico que hoje lhe atribuímos – o de “aplicação das forças e faculdades (talentos, habilidades) humanas para alcançar um determinado fim”.

Trabalhar, de modo geral, é algo associado a trabalho duro. Há incertezas enormes que acompanham todas as profissões. Porém, para a maioria delas, há uma espécie de trilha definida, como se a carreira tivesse um começo, um meio e um fim. Este post de hoje é para a gente questionar um pouco isso. Queria que você pegasse a sua profissão, pensasse nessa trilha e aí questionasse: será?

Desde que abri a minha empresa e comecei a empreender, descobri que o meu trabalho – e qualquer outro – na verdade está sempre recomeçando. O empreendedor tem uma liberdade enorme de construir seu trabalho dia a após dia, mas quando paro para pensar em todos os empregos que já tive e em todas as carreiras que já pensei em investir minha vida, percebo que isso é uma realidade que pode ser aplicada a todas elas.

Sabe, eu penso que o ser humano precisa dessa novidade. A principal rejeição a empregos públicos é “ficar 30 anos fazendo a mesma coisa”. Mas será que você precisa fazer sempre a mesma coisa? Sempre há maneiras de fazer de uma forma diferente, ou trazer inovação. Será que, porque você se formou como médico(a), precisa necessariamente seguir uma trilha X que te leve a tal lugar?

Uma coisa é certa: o trabalho está mudando. Estamos passando por uma fase de disrupção digital violenta que vai afetar absolutamente todas as carreiras. Não importa se você é um atendente de telemarketing ou um cientista da NASA – seu trabalho será afetado por mudanças que não vão parar nunca mais.

Eu não posso dizer, hoje, que profissão espero que meu filho tenha quando ele crescer, porque tudo terá mudado radicalmente daqui a 15 anos. Meus pais até podiam tentar dizer sobre a minha (e certamente jamais adivinhariam que eu trabalharia com Internet, pois Internet, como se tem hoje, nem existia). Mas esse período de tempo entre a minha infância e o que sou hoje é diferente do período que existe entre o meu filho hoje e quando ele virar adulto. Vai ser muito mais rápido, porque a tecnologia promove essa rapidez. A tecnologia influencia no nosso aprendizado. Temos mais acesso a informações. Etc!

Há muito de repetição no trabalho, seja ele qual for. Mas eu vejo qualquer repetição como uma oportunidade de melhorar processos. Se eu preciso enviar um e-mail semelhante pela segunda vez, para mim já é óbvio que eu tenho que criar um template (para automatizar) e, a cada novo e-mail assim enviado, eu vou aprimorando. Isso me permite melhorar o que já existe e também automatizar as coisas a ponto de deixar minha vida livre para investir em outras atividades e iniciativas. Isso é a aplicação da criatividade no nível micro, no dia a dia.

Na verdade, uma habilidade que todo trabalhador precisa ter é a capacidade de buscar qualidade, criatividade e tranquilidade mesmo em atividades sem grandes acontecimentos.

Pense nos seus horários como algo estritamente seu. Quando digo “seu”, não quero dizer para você ficar sozinho, mas para gerenciar seus horários e não depender de terceiros para definir o que é prioridade para você. Todos os dias, ao olhar a minha agenda, eu vejo um mundo de oportunidades. Quero que meu dia seja criativo – e esse princípio me ajuda a ter um dia mais feliz. Tenho compromissos, reuniões e obrigações, mas a grande pergunta é: como posso me engajar de maneira mais apropriada e criativa em todos esses eventos? Como consigo transformar uma reunião em algo sensacional? E isso me traz ideias. São alguns segundos de reflexão que impactam no meu dia inteiro.

Abrindo um pouco mais o leque, começo a questionar coisas maiores. Quem foi que disse que eu preciso trabalhar das 8h às 18h? Ou que eu não posso responder meus e-mails às 21h? “Ah Thais, mas você tem um modelo de trabalho diferente. Já eu trabalho das 9h às 18h obrigatoriamente.” Eu entendo, e já vivi isso durante anos. Mas, mesmo assim, dá pra fazer.

Vivemos na era do trabalho do conhecimento. Não se trata de carimbar coisas, apenas, mas de fazer cursos, aprender, desenvolver soft skills, estudar, ler, pensar nas coisas e definir o próprio trabalho = como eu vou usar o meu tempo. E isso vale para todos. Até trabalhos mais industriais podem ter isso. Você pode estar preso a uma máquina, mas sua mente é livre.

Este post não serve para impôr regras – pelo contrário. É uma permissão de libertação. Eu quero que você pare de se torturar porque acordou às duas da manhã sem sono pensando em uma ideia sensacional para uma coisa no trabalho. Levante, anote, fique feliz com a sua mente e durma tranquilo, sabendo que anotou a ideia e vai lidar com ela amanhã. Se você sabe que responder alguns e-mails hoje à noite vai tornar sua manhã mais tranquila, e aí você pode acordar mais tarde, ficar mais tempo em casa, ou até mesmo se dedicar a uma atividade mais divertida no trabalho ao chegar (em vez de responder os tais e-mails), faça isso.

Não estou dizendo para você abrir mão de atividades pessoais em detrimento do trabalho. Não é 8 ou 80. Eu só quero dizer que vivemos em um mundo onde as regras sobre o começo, meio e fim de um dia de trabalho, ou até mesmo de carreiras, estão se dissolvendo. Aproveite esse momento de reconstrução da humanidade para criar e recriar seu trabalho diariamente porque, afinal, em termos históricos, a vida é realmente curta. Vamos vivê-la em sua totalidade, e não só em 30 dias por ano, durante as férias. Você não precisa necessariamente ser médico para trabalhar diariamente em uma sala de emergências. Você é a emergência.

Fontes do post: Dicionário Etimológico, Philip Roth (analogia com a sala de emergência)

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Frequentemente, eu gosto de postar no blog alguns links que li durante a semana e que possam ter a ver com os assuntos que eu trato aqui. Os desta semana foram:

Boa semana!