Categoria(s) do post: GTD™

Eu acho sempre interessante fazer esse resumo do mês aqui no blog porque consigo ver todos os textos que escrevi e, além de tudo, resumir as minhas atividades. Apesar de novembro ter sido um mês excepcional por eu ter ficado em repouso e toda a minha questão com a saúde (leia aqui: 40 dias), eu fiz muita coisa! E esse é o tipo de análise que a gente só tem quando chega ao final do mês e vê tudo o que fez. O engraçado é que, mesmo fazendo bastante coisa, não foi pesado. Eu acho que consegui priorizar bem e alternar trabalho e descanso – um equilíbrio que vou tentar levar adiante, mesmo com a saúde melhor.

Para mim, duas coisas foram mais significativas com relação ao blog em novembro:

  1. O fato de conseguir escrever bastante e ter praticamente um mês de posts já adiantados. Faz muito tempo que não consigo fazer isso (geralmente minha margem é de uma semana), então me sinto muito feliz e organizada por conseguir me adiantar assim.
  2. Estou bastante insatisfeita com os problemas que envolvem o layout dele e alguns estruturais – algo relacionado com plugins e banco de dados. Por isso, estou um pouco desanimada de olhar para a cara dele e manusear o blog como um todo. As categorias estão sendo reestruturadas, mas não consigo editar os posts para que eles fiquem certinhos logo – esse é o principal problema. Dá vontade de deletar e instalar tudo de novo. rs

Vamos ver então quais os posts deste mês de novembro:

Além das linkagens de domingo e outros posts de divulgação que não inseri neste post. 🙂 Produtivo o mês, não? Foram textos bem legais e escritos com bastante carinho. Espero que tenham gostado.

Sobre a minha vida em si, o mês, como disse, teve muitos acontecimentos. Eu passei o feriado de Finados em casa, ainda de repouso, sem poder sair e me movimentar muito. Aproveitei para ler bastante e escrever para o blog.

No dia 7, ministrei o curso online “Organize suas finanças”, que foi muito bacana. Fiquei muito satisfeita com o material e todos os participantes gostaram também. (Veja todos os cursos online)

Na semana seguinte, fiz meu primeiro treinamento depois de ter ficado internada. Estava com um pouco de receio, mas confiante depois do aval do meu médico e sabendo que alternaria as partes do longo do dia com outra instrutora, a Michelle (obrigada!). O treinamento foi no Grupo Pão de Açúcar e eu fiquei muito feliz por ter voltado.

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O que eu tenho feito é trabalhar um dia em treinamento e descansar no dia seguinte – nunca fazer um treinamento dois dias seguidos. Essa foi a recomendação do meu médico e estou seguindo fielmente. No sábado, dia 14, ministrei o workshop “Construa seu estilo e organize seu armário” com a Ana Soares (do Hoje Vou Assim OFF) e, mais uma vez, foi muito legal.

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Obrigada a todas que participaram!

Apesar de ser um dia gostoso, eu não fiquei muito bem de saúde (por causa do ar condicionado) e passei o restante do final de semana descansando.

Quase uma semana depois eu fiz um novo treinamento – desta vez o meu segundo treinamento piloto para a certificação Nível 1 do GTD. Falta apenas mais uma turma para que eu possa ir para o passo seguinte, que é a avaliação. Provavelmente farei em janeiro.

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No dia seguinte (o feriado do dia 20), eu tinha me inscrito para fazer um retiro no centro budista, pois há tempos eu não fazia e estava sentindo muita falta. Acordei cedo e foi muito bom participar pela manhã, mas não me senti bem com o ar condicionado da sala e precisei ir embora. Hoje eu vejo que minha saúde não estava ainda tão boa, mas eu não teria como saber se não voltasse logo a trabalhar (também não pagaria minhas contas né minha gente).

Eu tive um treinamento do Vida Organizada (é um treinamento baseado no livro) no Assai, para um grupo de trainees. Foi muito legal. (Se você quiser levar o Vida Organizada para a sua empresa, veja mais aqui)

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Meu último evento do mês foi no dia 28, quando ministrei a turma aberta em São Paulo para implementação do GTD no Evernote. Foi uma turma extremamente participativa e o dia todo foi um grande bate-papo de muito aprendizado de GTD.

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Como eu cheguei ao final do mês? Gente, não vou mentir: cansada, porém melhor de saúde. Tenho me cuidado com prioridade total, nunca fazendo qualquer coisa que vá contra o que o médico me disse para fazer. Vou tirar alguns dias de folga em dezembro para desconectar e descansar a mente e, sinceramente, estou ansiosa por isso! Eu não sei se os problemas do blog estarão resolvidos até lá. Peço paciência a todos – farei meu melhor como sempre para que vocês não fiquem na mão.

E vocês, o que fizeram em novembro?

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: GTD™

A linkagem de domingo é uma coletânea de posts que eu li e gostei durante a semana anterior. Os assuntos não necessariamente têm a ver com organização, mas definitivamente sempre são relacionados ao blog. Os deste domingo são os seguintes:

O Vida Organizada está passando por uma reestruturação geral, especialmente com links e categorias.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

Viver uma vida mais simples não é tão difícil. Trouxe neste post algumas atividades que faço aqui no meu dia a dia que ajudam a manter minha casa limpa e arrumada sem muito esforço, apenas seguindo o fluxo da nossa vivência dentro de casa.

Eu acredito que sejam mais hábitos que atividades pontuais:

  • Não deixar a louça acumular. Quero dizer: sujou, lavou. Quando faço comida, preparo tudo antes (pico os legumes, separo as carnes e os ingredientes). À medida que vou cozinhando, vou lavando o potinho ou prato que foi liberado. Não vou mais usar a faca, lavo. Quando termino de cozinhar, não tem absolutamente nada para lavar que não seja a própria panela com a comida feita. Quando terminamos de comer, já lavamos pratos, garfos e talheres. A FLY Lady fala tanto sobre a gente não ir dormir sem deixar a pia brilhando, como se fosse um momento ritualístico que a gente precisasse parar a vida para ir lá limpar a pia (sozinha). Aqui em casa é algo que acontece à medida que a vida acontece. Meu marido lava, eu lavo. Um aproveita para limpar a pia – o outro aproveita para limpar o escorredor. Não é um evento. Faz parte do nosso dia a dia.
  • Limpar o banheiro levemente. Aqui em casa não existe “dia a da faxina”. Eu acho legal limpar todos os dias um pouco, sob demanda, sem deixar a sujeira se acumular e sem fazer com que qualquer um perca um tempão limpando. Para mim é natural dar uma geral na pia toda vez que vou lavar as mãos ou escovar os dentes, ou dar uma esfregada no box quando vou tomar banho. Não faço isso sempre, mas faz parte da minha vida, sabe?
  • Fazer a “dança dos cômodos”. Eu adoro esse negócio! Funciona da seguinte forma: vai sair de um cômodo? Dê uma olhada para ver se algo não pertence a ele e você pode levar esse objeto para o cômodo certo. E eu fico chocada como sempre tem alguma coisa, haha. Uma peça de roupa, uma embalagem vazia, um livro, qualquer coisa. E é claro que, se deixar, você nunca sai desse fluxo e fica arrumando as coisas, indo para lá e para cá. Essa definitivamente não é a ideia. A ideia é justamente aproveitar quando se vai de um lugar para o outro. Quem tem escadas em casa pode se beneficiar muuuito dessa prática aproveitando quando sobe e quando desce, em vez de ter que fazer isso de propósito apenas para guardar as coisas. Ter esse hábito tão enraizado tem sido fundamental aqui nesses dias que estou de repouso e não posso levantar e fazer muito esforço (leia aqui: 40 dias). É um hábito tão simples e mantém a casa arrumada facilmente.
  • Passear pela casa com a famosa “sacolinha”. Antes eu fazia isso todos os dias – agora faço ocasionalmente, quando me dá vontade. Mas é basicamente pegar uma sacolinha e sair pela casa recolhendo o que for lixo. É muito comum termos papéis, folhetos de delivery, recibos, embalagens vazias de shampoo, cosméticos vencidos e tantas outras coisas que viraram lixo e nem percebemos. Não tem uma vez que eu faça isso que a sacolinha não saia cheia. Esse processo é fundamental para destralhar a casa e manter as coisas organizadas, porque não é possível organizar tralha. Se você fizer isso sempre, nunca precisará fazer um destralhamento radical.
  • Passar aspirador. Eu tenho um aspirador bastante prático que é um modelo que ganhei da Electrolux anos atrás, que parece uma vassoura. A bateria já não dura tão bem como no começo, mas dá para passear com ele pela casa e tirar cabelos, pelo de cachorro e outras poeirinhas. Tenho um aspirador mais completo que uso quando estou inspirada mas, para o dia a dia, ele funciona bem. Meu marido gosta de passar pano úmido no chão uma ou duas vezes por semana e, não tendo pó, facilita bastante o trabalho. Pode parecer um exagero usar muito aspirador, mas aqui em casa entra bastante poeira e, depois que eu tive problemas respiratórios, o cuidado foi redobrado. Nós temos cachorro também, então achamos fundamental e um grande fator que mantém a casa limpa.
  • Ter uma caixa de entrada para centralizar os papéis. Pode parecer muito “GTD user” esse item, mas o fato de ter uma bandeja onde centralizamos absolutamente todos os papéis que chegam da rua, todos os dias, facilita em muitos sentidos. Quando fiquei internada e não estava em casa podendo processar o que estava ali dentro, sempre que meu marido precisava de algo, ele sabia que estava ali. A coisa toda flui de maneira tão natural que eu realmente não sei como viver de outra forma procurando papéis por toda a casa. É algo que considero o básico do básico.

Todas essas medidas acima incluem atividades que consideramos simples e básicas no geral, como arrumar roupas, arrumar a cama, guardar a louça etc. Elas não citam especificamente, mas captam a ideia geral do que fazemos aqui em casa e que nos ajuda a ter um ambiente doméstico sempre limpo e arrumado.

Sou a favor de uma vida livre de obrigações com relação à casa. Penso que a casa seja nosso santuário – o lugar onde curtimos ficar, descansamos, convivemos com as pessoas que gostamos. Não é para ser um fardo, uma obrigação. Temos que ter uma relação mais leve com o lugar onde moramos, aproveitando melhor a experiência de viver ali, o que inclui, claro, cuidar desse lugar. Mas sem separar momentos de lazer dos momentos “tenho que fazer”. São todos partes de uma mesma coisa.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Algumas mães e alguns pais me pediram para dar dicas sobre como escolher escolas para os filhos agora, nesse final de ano, quando muitos ainda não se decidiram pela matrícula. Vou trazer algumas dicas com base na minha experiência pessoal e a de outras mães e pais com os quais convivo ou troco ideias pela Internet.

A primeira coisa a dizer é que dificilmente você encontrará a escola perfeita para os seus filhos, então precisamos baixar um pouco as expectativas. O que eu recomendo é que você tenha uma lista de princípios a seguir e, com base nela, pesquise as escolas boas o suficiente. Por exemplo:

  • A escola precisa ter o método Montessori
  • A escola não pode ter ensino religioso
  • E por aí vai

Uma questão crucial é a da localização. Via de regra, a escola deve ser perto da sua casa. Algumas pessoas costumam procurar também escolas perto de onde trabalham mas, a não ser que você seja dono de uma empresa estável, isso pode se complicar futuramente. Outra questão é que, dependendo da idade do seu filho, se ele começar a ir e voltar sozinho, ou com transporte escolar, é mais seguro estar perto de casa.

Na minha opinião, o mais importante é confiar na instituição. Se você visitar a escola e tiver dúvidas sobre segurança, ensino etc, tudo deve ser esclarecido na hora. Agora, se você se deparar com uma informação ou com algum fator que não concorde ou lhe soa mal, siga sua intuição. No final das contas, é um lugar onde confiamos nossos filhos.

Outros pontos a serem observados:

  • O modelo de ensino deve estar de acordo com o que vocês ensinam para os seus filhos em casa
  • O espaço da instituição, a quantidade de crianças em sala, os espaços como biblioteca, quadra etc.
  • A média de aprovação
  • O que é exigido dos pais e dos alunos – compromissos
  • Recursos extras diversos de aprendizado
  • Carga de dedicação aos estudos na escola e em casa
  • O valor da mensalidade, possíveis descontos e formas de pagamento
  • Horários de entrada e saída, tolerância e política para atrasos
  • Segurança
  • Frequência de reuniões de pais
  • Aprendizado de língua estrangeira
  • Procedimentos com relação à saúde (caso seu filho passe mal, por exemplo, ou sofra um acidente na escola)

Algumas perguntas que vale a pena fazer de acordo com cada faixa etária escolar:

Educação infantil

  • Como os educadores lidam com crianças que choram, fazem manha e pedem colo?
  • Em que idade começa a alfabetização?
  • As crianças tomam banho na escola? Como é feita a higiene no geral? Como é feita a troca de fraldas? A criança vai ao banheiro sozinha?
  • Como é feita a comunicação entre a escola e a família? Há um diário com informações importantes sobre o dia a dia da criança?
  • Como a escola lida com desfralde, uso de mamadeira e chupeta, um aluno que leva só besteiras para comer?
  • Como a escola lida com conflitos infantis como bater, morder, falar palavrão?
  • O ambiente é seguro? Como a escola lida com a segurança específica para crianças pequenas?
  • As crianças se misturam com alunos maiores? Existe rodízio para os intervalos?
  • Quanto tempo é reservado para o estudo e quanto tempo é reservado para brincadeiras?

Fundamental 1

  • Como a escola lida com alunos que têm dificuldade no aprendizado?
  • Como funciona o processo de alfabetização e o ensino de matemática básica?
  • Quanto tempo a criança se dedica a brincadeiras e atividades físicas?
  • Qual o critério utilizado para dividir as salas? Que aluno vai em que sala e por quê?
  • Qual a quantidade de lição de casa? O que é esperado dos pais nesse processo?

Fundamental 2

  • Como são explorados os campeonatos e a competitividade entre os alunos na educação física?
  • Existem torneios de matemática ou ciências que meu filho pode participar?
  • Como é incentivada a leitura?
  • Como vocês fazem o controle de entrada e saída dos alunos?
  • Quando um aluno apresenta problemas de comportamento, a escola contata os pais ou tenta resolver com a criança diretamente?

Ensino médio

  • Como é a preparação para o vestibular?
  • O que a escola oferece de aprendizado sem ser o foco no vestibular?
  • Como é o controle de entrada e saída dos alunos?
  • Qual a sua conduta quando encontram um aluno fora da sala de aula?
  • Qual a postura da escola quanto a namoros dentro do ambiente escolar?
  • Quais as disciplinas extras relacionadas a ciências humanas? (sociologia, filosofia, empreendedorismo)

Espero que esse guia acima possa ajudar os pais que ainda estão indecisos com relação à matrícula em uma escola nova.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

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Quis compartilhar algo que eu estou fazendo para trabalhar nos meus projetos atualmente. É uma dica bem rápida, mas tem funcionado tão bem para mim, que achei que valia a pena compartilhar!

Como eu comentei no post sobre como estou organizando meu GTD ultimamente (clique aqui para ver – novembro 2015), estou usando um hack para priorizar projetos com base na data de conclusão, que pode ser o prazo do projeto mesmo ou o prazo que eu me estipulei para ter o projeto finalizado. Por favor, leia o post linkado acima para entender como eu organizo meus projetos no Evernote antes de continuar.

O que eu tenho feito hoje é começar a semana trabalhando nos projetos que precisam ser concluídos naquela semana em questão. Por exemplo, hoje é segunda e eu tenho dois projetos para concluir esta semana. Depois de seguir a ordem de execução do GTD (calendário, ações para o dia), eu trabalho exclusivamente nas ações desses projetos, na sua organização e no esclarecimento de mais informações (propósito, princípios etc – o modelo de planejamento natural do David Allen).

Na terça, eu trabalho nos projetos que preciso concluir no mês em que eu estou. Faço o mesmo procedimento dos projetos da semana, trabalhando no planejamento, na organização do projeto, no esclarecimento das informações e nas próximas ações já definidas.

Na quarta, eu trabalho nos projetos que preciso concluir no mês seguinte.

Na quinta, eu trabalho nos projetos que preciso concluir em até seis meses.

Na sexta, eu trabalho nos projetos que preciso concluir entre seis e doze meses adiante.

Agora, é claro que isso não é uma ordem, mas uma orientação. Significa que eu trabalho primeiro nos projetos da semana, depois nos do mês etc. Se na segunda e terça eu tiver treinamentos o dia todo e não puder trabalhar nos meus projetos, eu começo a fazer isso na quarta. A ordem acima foi apenas para orientação mais didática.

Isso está fazendo meus projetos andarem lindamente, porque eu sou uma pessoa que gosta de trabalhar dentro de contextos. Este post não é recomendação do GTD – é minha mesmo, mas achei que valia a pena compartilhar. Nesse caso, usando a semântica do GTD, significa que eu estou trabalhando nas ações dos meus projetos como se eles, por si só, fossem contextos.

Todos os meus projetos estão no Evernote e ter um caderno por projeto me ajuda bastante na questão do foco também. Consigo ver todas as informações de determinado projeto ali e trabalhar tanto nas ações quanto no planejamento do projeto em si muito mais concentrada.

É claro que não passo o meu dia inteiro trabalhando em projetos (isso faz parte da execução, que tem outras atividades), mas ter essa orientação, como se os projetos fossem ciclos, tem me ajudado demais.

Espero que a dica tenha sido útil.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

As crianças adoram as festas de final de ano! Não é por menos: a família toda se reúne, muito provavelmente uma das ocasiões envolve presentes e, no geral, o sentimento de alegria e renovação estão no ar. Com tanta coisa acontecendo, é normal sair um pouco da rotina e as crianças ficarem um pouco agitadas. Por isso, hoje eu trago algumas dicas para passar esse período do ano com tranquilidade para você e para elas.

Entretendo as crianças antes das festas

Escalar algum tio simpático para distraí-las! Uma brincadeira que costuma dar certo é chamar as crianças para o quintal ou varanda e brincar de procurar o Papai Noel. Se o céu estiver limpo, é bastante provável que dê para ver pequenas estrelas cadentes e isso divertirá as crianças por algum tempo.

Outra brincadeira que sempre faz sucesso quando todas as crianças estão juntas é brincar de esconde-esconde.

Mais uma opção é espalhar pistas pela casa para que seja encontrado “um tesouro”. As pistas podem ser liberadas de tempos em tempos para durar bastante, mas não a ponto de dispersar as crianças. O prêmio pode ser uma cesta com vários tipos de brinquedos diferentes, que eles nunca tenham brincado antes. Essa tática é boa para adiar a famigerada pergunta: “mãe, posso abrir os presentes?”, pois as crianças ficarão distraídas até lá.

Se você não tiver outra opção, sempre tem o tradicional vídeo-game. As crianças podem fazer competições com ranking e tudo. O único perigo é elas se esquecerem do jantar, mas isso fica por sua conta!

Amigo-secreto para crianças

A brincadeira já começa no sorteio: em vez de escrever os nomes, os papéis podem ter fotos de cada criança.

Na hora de adivinhar, cada criança deve falar três palavras que descrevam seu amigo-secreto. Podem ser quaisquer palavras que não o nome e outras obviedades como “irmão”. Elas também podem desenhar. Ou um, ou outro.

Checklist para se organizar nas festas de final de ano

Uma idéia de cronograma para fazer deste um final de ano inesquecível para você e toda a sua família. Festas organizadas fazem com que você tenha mais tempo para se dedicar às crianças.

Ainda em novembro

  • Faça uma lista com as pessoas que gostaria e que precisa presentear.
  • Verifique sua agenda e marque para a semana que vem o melhor dia para sair e comprar os presentes. Lembre-se que muitas compras podem ser feitas pela Internet.
  • Verifique o total de despesas. Esta é a hora de fazer possíveis cortes. Avalie a real necessidade de dar aquele presente caro para a sua chefe – muitas vezes, uma simples lembrança resolve. Faça substituições inteligentes. Não deixe de comprar aquela boneca que sua sobrinha tanto quer só para ter dinheiro para presentear outras cinco pessoas que sequer se importariam em receber ou não presentes seus. Ordem de prioridade para não errar: crianças, esposa(o), pais, amigos próximos, parentes próximos e o resto.
  • Monte a árvore de Natal. Envolva as crianças no processo, elas adoram!
  • Compre os ornamentos necessários para os presentes que fará.
  • Compre as embalagens, fitas, adesivos etc.

1ª semana de dezembro

  • Compre os presentes. Comece pelos que você mesma(o) irá fazer.
  • Liste as receitas que preparará na ceia e no almoço de Natal.
  • Comece a fazer as velas, caso você prefira fazer a comprar.
  • Faça as tags (etiquetas) de cada presente.

2ª semana de dezembro

  • Planeje todas as atividades de Natal (o que as crianças farão?).
  • Convide as pessoas oficialmente para o Natal em sua casa.
  • Verifique com sua família e/ou amigos o que farão no Revéillon.
  • Comece a fazer estoque para o Natal (guardanapos, copos que faltam etc).
  • Faça ou compre uma linda guirlanda para colocar na sua porta.
  • Decore a sua casa, dentro e fora, para o evento.

3ª semana de dezembro

  • Cheque todas as luzes de Natal, as velas, veja se tem tudo na quantidade suficiente.
  • Faça biscoitos decorados para as crianças.
  • Empacote os presentes e coloque as tags em cada um deles.
  • Comece a polir os talheres e taças da ceia.

4ª semana de dezembro

  • Faça as últimas compras de Natal, principalmente alimentos que não poderiam ter sido comprados antes. Evite filas indo em horários e dias alternativos. Espere até o último dia para comprar verduras, legumes etc.
  • Faça a seleção dos CDs que serão tocados no Natal. Que tal montar sua própria coletânea?
  • Providencie o vinho, caso ainda não tenha.
  • Compre os últimos presentes (caso tenha percebido que “aquele” amigo resolveu aparecer de última hora).
  • Faça os arranjos de flores para a casa.

Na véspera

  • Dê biscoitos para as crianças e faça-as fazerem pedidos para o Papai Noel, essas coisas. Providencie filmes sobre o tema e deixe elas se divertirem enquanto você fica na cozinha ou cuidando de outros preparativos.

Dia de Natal

  • Tenha em mãos uma lista com todos os presentes que recebeu e de quem, para depois enviar um agradecimento.

1 semana antes do Revéillon

  • Veja que caixas e embalagens de presente irá guardar por qualquer razão.
  • Compre champagne para o Ano Novo.
  • Crie o menu para o Ano Novo.
  • Faça as compras necessárias.
  • Confirme a presença dos convidados.
  • Verifique se há suplementos para todos (copos, pratos etc).
  • Se tiver hóspedes, verifique igualmente roupa de cama, banho.

Revéillon

  • Decore a casa com flores frescas.

1 semana depois do revéillon

  • Remova todos os ornamentos de Natal.
  • Guarde o que pode ser usado no próximo Natal e jogue fora o que não serve mais.
  • Procure reciclar a maioria das coisas, especialmente papéis e embalagens.
  • Escreva notas de agradecimento pelos presentes e pela companhia.

Um dos itens muito importantes para providenciar para as crianças nas festas de final de ano são as roupas! Queremos que elas usem roupas práticas e bonitas, que permitam uma liberdade de movimentos. A Ana Giovanna é uma loja virtual especializada em roupas para crianças, especialmente meninas, e neste final de ano traz boas opções para quem ainda não se decidiu pela roupa das crianças. Veja vestidos infantis com tema Frozen, Minnie, ou vestidos infantis para festa diversos. <3

 

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Confira todos os vestidos de festas da marca Ana Giovanna.

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Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Uma das maiores conquistas da organização é a integração que existe entre o ambiente externo e os nossos sentimentos. Quando nos sentimos bem, é comum nosso ambiente ser ordenado por nós aos poucos, assim como, quando organizamos nosso ambiente, nossa mente fica mais tranquila. Por isso muitas pessoas gostam de limpar e arrumar a casa “para desestressar”. Existe sim essa relação.

Parte dessa organização vem do destralhamento da casa. Afinal, não dá para organizar tralha. Existem alguns mitos que envolvem esse processo de destralhar e organizar, e eu gostaria de comentar sobre alguns deles. Veja os que eu mais percebo por aí:

Mito 1
Você precisa ser uma pessoa organizada

Não! Quando você se deparar com um armário cheio de roupas bagunçadas ou uma mesa cheia de papéis, não diga a si mesmo(a): “meu deus, preciso me organizar!”. Isso gera uma ansiedade e também coloca a organização em um pedestal, como se fosse algo quase inatingível, que meros mortais como você jamais conseguirão fazer. Não pense nisso! O primeiro passo deve ser se livrar da tralha. Por isso, calmamente, um pouco por vez, livre-se daquilo que não faz mais sentido para você. Se você tiver menos coisas, ficará mais fácil organizar depois.

Mito 2
Você precisa ser MUITO organizado(a)

Apesar de ajudar ter um lugar para cada coisa na sua casa, mesmo essa regrinha que parece básica pode sabotar o seu destralhamento. Afinal, quem quer ver uma estante vazia? Ou um armário pouco cheio? Por isso, tenha cuidado para não encher de coisas um lugar apenas porque tem espaço. A decoração pode ajudar bastante aqui, com algumas soluções. Outra questão que envolve ser “super organizado(a)”: se você passa mais tempo criando etiquetas para as suas pastas que sendo feliz, pare imediatamente. É legal se organizar, mas cada pessoa tem um limite. Busque aquilo que for suficiente para você.

Mito 3
Caixas organizadoras são a solução

Existem caixas organizadoras maravilhosas – e caras! – no mercado. Para começar, lembre-se que é necessário destralhar sua casa antes de pensar em comprar caixas. Não adianta comprar 30 caixas diferentes e guardar toda sorte de coisas dentro delas. Diminuindo a quantidade de coisas, você gasta menos com armazenamento. As caixas podem ser lindas mas, se você as enche de tralha, elas acabam virando tralha também.

Mito 4
Não se desfaça – encontre um lugar para guardar

A velha síndrome do “um dia posso precisar”. Quando se deparar com um objeto que não usa há séculos, não gosta dele e, enfim, identifica-o como um sério candidato a ser jogado fora, pergunte-se: seria fácil e barato conseguir outro desses caso eu realmente precise no futuro? Se a resposta for sim, se desfaça. Se for não, repense APENAS SE você tiver lugar para guardá-lo. Se não tiver, questione-se se manter um objeto que não usa vale o efeito visual de tralha que ele causa.

[quote class=”verde”]Um ambiente organizado traz mais paz interior do que você imagina.[/quote]

Mito 5
Mantenha suas roupas apertadas para quando emagrecer, como estímulo

Você até pode manter uma calça ou outra peça para esta finalidade, mas não adianta guardar todas as peças de cinco anos atrás esperando emagrecer novamente. Doe as peças. Quando você emagrecer, certamente vai querer peças novas para celebrar a sua conquista. Deixe no seu guarda-roupa apenas peças que te sirvam e que te deixem bonita(o) HOJE, e não que causem uma sensação de baixa auto-estima toda vez que você olha para elas.

Mito 6
Guarde objetos preciosos ou caros

Eu sou uma grande fã de lembranças. Adoro me lembrar dos momentos felizes que passei com a minha família e amigos. No entanto, as lembranças não precisam ser despertadas por objetos físicos. Você pode tirar uma foto dos objetos que trazem essas lembranças e depois se desfazer dele. Você liberará um espaço imenso na sua casa, caso você tenha muitos itens assim. Mesmo itens caros, se deixados de lado, são apenas tralhas caras. Tente vendê-los na Internet.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Estudos, Áreas da Vida

[alert icon=”fa-comment-o”]Este post foi a sugestão de uma leitora através do formulário para envio de sugestão de pauta. Quer ver algum tema abordado aqui no Vida Organizada? Envie também.[/alert]

O que ela sugeriu:

[quote class=”amarelo”]Thais, penso que um bom tema a ser tratado no blog seria algo do tipo: “dicas para aqueles que trabalham o dia todo e estudam à noite”. Estou nesta condição (sou advogada e mestranda). Muitas vezes sinto perdida e vejo que minha rotina está completamente bagunçada (durmo pouco, me exercito pouco, tenho que optar por compromissos…). Não sei se você já tratou sobre o tema (até porque sou leitora há não muito tempo), mas penso que muitas pessoas podem se interessar. Abraço![/quote]

Querida leitora,

Conciliar duas atividades intensas (como trabalhar o dia todo e estudar à noite) não é fácil. Demanda esforço, disciplina e um gerenciamento enorme de energia para não ficar cansado física e mentalmente. Minhas sugestões para você são as seguintes:

  1. Procure planejar sua semana. Uma vez por semana (domingo, talvez, mas pode ser no dia que você quiser), veja todos os compromissos que você vai ter (incluindo horário de trabalho). Insira os períodos em que estará se deslocando, em trânsito (isso é importante para saber a estimativa de tempo disponível). Ao chegar em casa, você toma banho, faz janta ou qualquer outra atividade? Pode querer planejar isso também. Insira tempo suficiente de sono (sim! bloqueie em seu calendário as horas de sono) e veja quantas horas sobram para os seus estudos. Se sobrarem três horas, por exemplo, veja como pode distribuir seus estudos ao longo da semana. Faça esse planejamento religiosamente toda semana. Ele será fundamental para a sua organização.
  2. Garanta que o planejamento da sua semana como um todo seja factível. Não adianta se comprometer a dormir só quatro horas por noite achando que vai manter esse ritmo insustentável por muito tempo. Todas as áreas da sua vida são importantes, dos estudos à sua saúde. Busque uma vida equilibrada. Mesmo que leve mais tempo para atingir suas metas de estudo (ex: passar em um concurso público), pelo menos você fará isso sem prejudicar as outras áreas.
  3. Gerencie sua energia. Se você sabe que precisa dormir oito horas todas as noites, priorize esse tempo. Procure acordar todos os dias no mesmo horário, pois o corpo gosta de rotinas (inclusive aos finais de semana). Alimente-se bem – e aqui pode valer a pena buscar médicos que indiquem uma dieta funcional para a vida que você tem.

Com relação aos estudos, você pode querer organizar seus grandes projetos (como a monografia) em uma ferramenta boa para gerenciar ideias, como o Evernote. Procure digitalizar artigos e enviar matérias legais pegas na Internet para lá. Todas as tarefas podem ser organizadas em uma ferramenta simples e eficiente, como o Todoist. Controle os prazos do seu curso em um calendário que você goste – pode ser uma agenda de papel ou eletrônica, como o Google Calendar.

No mais, otimizar seu tempo o máximo possível pode ajudar, por isso a recomendação de ferramentas eficientes e a disciplina com o planejamento semanal. Você pode buscar métodos de estudos específicos como o método por ciclos do Alexandre Meirelles ou o uso de mapas mentais. Ambos podem ajudar.

Categoria(s) do post: GTD™

A linkagem de domingo é uma coletânea de posts que eu li e gostei durante a semana anterior. Os assuntos não necessariamente têm a ver com organização, mas definitivamente sempre são relacionados ao blog. Os deste domingo são os seguintes:

Uma boa semana para você! 🙂

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: GTD™

Quis postar logo sobre o calendário porque ele é um dos assuntos que mais geram dúvidas quando se fala da organização no GTD.

Primeira coisa: calendário ou agenda?

Pessoal, esse assunto uma vez gerou uma polêmica enooorme no grupo GTD Brasil. O que é importante entender é que, quando falamos em calendário dentro do método GTD, não estamos falando apenas da ferramenta calendário, que aqui no Brasil é também conhecida como agenda, mas do recurso calendário – uma lista com datas atreladas aos itens.

Logo, se você usa uma agenda, um calendário de parede ou no computador para gerenciar o calendário do GTD, tanto faz. Mas não troque o nome calendário que é um conceito muito importante do David Allen para o método GTD.

Além do que, o termo Agendas, também usado no método GTD, tem outra conotação, que veremos em posts mais adiante.

Para que serve o calendário no GTD?

Em resumo, para informações relacionadas a datas ou horários específicos. Vamos ver que, no GTD, inserimos muito mais do que compromissos no calendário e essa é uma das coisas que fazem com o que GTD seja super útil e legal para tanta gente.

O calendário servirá como um guia para a sua execução diária, tamanha a confiança que você desenvolverá aos poucos, usando-o corretamente.

Como gerenciar o calendário no GTD

A forma mais comum de gerenciar o calendário é através de uma agenda, seja ela de papel ou eletrônica. Se for de papel, recomendo as agendas com visão semanal. Para as eletrônicas, recomendo o Google Agenda (que eu uso), a agenda do Outlook (excelente) ou o aplicativo Sunrise, apesar de este apresentar alguns problemas de sincronização para algumas pessoas.

Alguns aplicativos, como o Todoist e o Evernote, permitem que você atribua datas às suas tarefas e notas. Isso também é uma forma de gerenciamento de calendário no GTD. No próximo post da série Guia do GTD no Todoist, o assunto será justamente esse.

O David Allen também sugere um sistema chamado tickler, que basicamente é um arquivo de referência rápida, onde você pode acessar informações através de suas datas. Vou falar com mais detalhes aqui no post também.

O que entra no calendário

Lembre-se que, analisando o fluxograma do processamento do GTD, o calendário é uma das duas opções quando você define que algo demanda uma ação, leva mais de 2 minutos e não pode ser delegada. Ou você coloca uma coisa no calendário, ou coloca na sua lista de próximas ações.

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O calendário deve ser um retrato fiel do que você precisa fazer ao longo da semana, e não uma lista de desejos que se mistura com prazos reais e te confunde.

Existem três tipos de coisas que vão para o calendário:

  1. Ações para fazer em horários específicos – Os famosos compromissos: consultas médicas, reuniões, aulas… tudo isso são ações com horário específico. Porém, temos aqui também um telefone que você tenha que dar para alguém que estará no escritório só até determinado horário, por exemplo, assim como os remédios controlados que você precisa tomar em tal hora.
  2. Ações para fazer em dias específicos – Existem coisas que precisamos fazer em um determinado dia, mas podem ser feitas em qualquer horário. Por exemplo, você pode ter que cobrar uma pessoa que vai te enviar um relatório na quinta, mas ela não terá terminado o relatório até quarta, então você coloca um lembrete na quinta para cobrá-la. Aqui entra um conceito muito interessante, que é a diferenciação entre o que deve ir no calendário e o que deve ir na lista de próximas ações com prazo (veja um post explicando isso com detalhes).
  3. Informações relacionadas a dias específicos – Para mim, essa é a parte “novidade” do GTD. Inserir compromissos e tarefas no calendário já é algo que todos sabemos como fazer, mas inserir determinados tipos de informações é uma prática muito bacana que o David nos recomenda. O calendário também é uma excelente forma de acompanhar coisas que você pode querer vir a saber em dias específicos – não são necessariamente ações que você precisará executar, mas informações que podem ser úteis. Por exemplo: roteiro para chegar em um local, informações sobre o seu vôo, lembrete de que seu chefe estará fora do escritório em tal dia, atividades que outras pessoas estarão envolvidas (e isso afeta de alguma maneira seu dia a dia). Você também pode colocar um lembrete para si mesmo(a) para começar a pensar sobre um projeto futuro e por aí vai.

Usando o calendário para opções futuras

Como eu comentei no item 3 acima, você pode inserir gatilhos no seu calendário para acessar futuramente. Isso é demais! Seu calendário pode ser uma ferramenta excelente para lembrar você de coisas que você queira fazer no futuro – ou seja, para incubar alguns itens. Quando apresento esse recurso para as pessoas, geralmente elas ficam surpresas com a quantidade de coisas que podem entrar no calendário e que são extremamente úteis para o decorrer dos dias.

O item 3 descrito acima é para informações relacionadas a dias específicos, e isso inclui uma infinidade de coisas. Porém, um dos usos mais legais é realmente para inserir coisas que você pode querer tirar da sua mente hoje e reacessar em algum ponto no futuro (na verdade, esta é essencialmente a definição de incubar).

Veja algumas coisas que o David sugere como interessantes para colocar no calendário:

  • Gatilhos para ativar projetos – Conheço muitos usuários de GTD que têm uma lista chamada “projetos adiados” ou “projetos em espera”, onde colocam projetos que não estão em andamento agora, mas também não são para algum dia / talvez. Em vez de mantê-los ali, você pode inserir no seu calendário um lembrete para começar a trabalhar neles. No meu emprego anterior, eu costumava organizar um evento que acontecia todo mês de agosto. Para não perder o prazo de começar a trabalhar nele, eu inseria um pequeno lembrete no meu calendário em novembro do ano anterior: “Lembrete: Iniciar planejamento do evento X”. Mas você não precisa fazer essa prática apenas para grandes projetos não, mas para coisas como: lançamento de produtos, arrecadação de fundos, projetos recorrentes (planejamento anual, volta às aulas das crianças), decidir se vai a um casamento em outra cidade, se vai participar de um evento em outro país. Você também pode inserir datas-chave que você pode querer fazer algo para pessoas que são importantes para você: aniversários, festas, comprar presentes de Natal etc).
  • Eventos que você pode querer participar – Essa eu adoro! Você provavelmente deve receber muitos convites ou divulgações de eventos, cursos, palestras, webinars, conferências, e eventos culturais e sociais no geral que você ainda não decidiu exatamente se quer participar ou não. O David diz que é ok não decidir agora, contanto que o negócio em si esteja sob controle – ou seja, no seu sistema. Então alguns exemplos: “Vamos à final do campeonato brasileiro juntos?” “Ingressos para o show do Coldplay começam a ser vendidos hoje”. “Final do Masterchef Kids”. “Clube do Livro no próximo sábado”. Esses são tipos de lembretes que você pode querer colocar.
  • Catalisadores de decisões – Outro tipo de informação legal de colocar no calendário é um lembrete para pensar em um assunto que, no momento, você não está afim ou não tem tempo para pensar a respeito. Você pode estar com um problema no casamento e colocar um lembrete para daqui a seis meses como “As coisas ainda não se resolveram?”. Ou você pode ter um funcionário difícil em sua empresa, que você está tentando ajudar a melhorar e se deu um prazo de 3 meses para decidir o que fazer. “O funcionário X apresentou melhoras?”. Tire da sua cabeça qualquer tipo de preocupação – externalize. Você pode não conseguir ver uma saída agora, mas esse tipo de lembrete pode ajudar a te deixar mais tranquilo(a) no momento sabendo que voltará a essa questão. Outras áreas da vida que podem ter lembretes do tipo: demitir ou contratar alguém, adquirir / fundir / vender sua empresa, mudar de carreira / emprego, redirecionar estrategicamente sua carreira. Pense da seguinte forma: “Existe alguma grande decisão que eu quero me lembrar futuramente, assim eu consigo me sentir confortável para deixar esse negócio sair da minha cabeça no momento e eu possa ter um pouco mais de paz para fazer minhas coisas?”. Se tiver, insira em seu seu calendário para revisitar no futuro.

O arquivo “tickler”

Tickler é um sistema onde você atribui datas a informações específicas. Ele pode ser feito em formato digital ou físico, com papel.

Tickler não é uma ferramenta, mas um sistema. Existem diversas ferramentas que você pode usar para o seu tickler, como pastas suspensas, pastas regulares de plástico, lembretes do Evernote, etiquetas, agendas eletrônicas e por aí vai.

O tickler basicamente é uma maneira elegante de organizar informações acionáveis ou não atreladas a alguma data específica no futuro, ou a um mês específico. É como se fosse uma versão 3D do calendário.

Funciona da seguinte forma: você insere as informações que vai precisar no dia ou no mês específico e, quando ele chegar, essa informação automaticamente aparecerá para você.

Você pode ver um post aqui no blog bastante completo sobre o que é o tickler e para que serve, para não nos repetirmos aqui (clique aqui para ler o texto). Todos os textos indicados aqui na série são importantes para o aprendizado do GTD, que é o seu objetivo ao acompanhar esta série, certo? Portanto recomendo fortemente a leitura desses textos complementares. Mesmo que você já os tenha lido, ler com novas lentes pode trazer insights interessantes.

O que não deve entrar no seu calendário

Resista fortemente ao impulso de inserir no seu calendário aquilo que não tem prazo real ou não se enquadre nas informações acima. Não tem nada de errado você querer organizar o seu guarda-roupa no sábado mas, se esse prazo não for real, inserir “Organizar guarda-roupa” das 14 às 16 horas vai fazer com que isso e “Buscar edredom na lavanderia” fiquem na mesma cesta, podendo te confundir. Para ações desse tipo, temos nossa lista de próximas ações, que nada mais são que listas de coisas para fazermos o mais breve possível.

Eu sei que é um hábito para muitas pessoas abrir a agenda na segunda-feira e listar tudo aquilo que lembra que precisa fazer. O que você está fazendo é uma coleta dentro da agenda. Não há nada de errado em se fazer assim, mas no GTD as coisas são feitas de outro modo. No GTD, buscamos a confiança em nosso sistema como um todo e, para isso, inserimos no calendário o que faz sentido ser do calendário. A ideia é que você confie em seu calendário como se fosse um território sagrado – o que está ali é o que precisa ser feito e respeitado. Se você olha para o seu calendário e vê itens que não precisavam estar ali, provavelmente não deveriam estar mesmo. É até uma maneira de priorizar as suas atividades.

Quando você insere em seu calendário ‘apenas” as coisas que o David recomenda que você insira, já é bastante informação. Porém, tendo esses critérios, você sabe que o que está dentro do seu calendário é realmente fiel, sem achismos. Quando seu calendário está apropriadamente organizado, isso causa uma melhoria significativa em sua produtividade, porque você sabe o que acessar quando estiver se sentindo um pouco perdido(a). Você sabe que pode trabalhar no que quiser, desde que tenha terminado o que está no seu calendário. Vamos ver mais sobre isso quando falarmos sobre a execução.

Exemplos do uso do calendário no GTD

Criei um dia fictício na minha agenda para mostrar para vocês os conceitos explicados acima. Veja qual a recomendação da DAC para o uso do calendário, a escrita dos termos e compromissos etc:

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Tenho certeza que você ficou com vontade de trabalhar no seu calendário depois desse post. 🙂

Dúvidas? Por favor, postem nos comentários.

Fontes deste post:

Livro “A arte de fazer acontecer” – David Allen
Livro “Ready for anything” – David Allen
Material do curso da certificação Level 1: Fundamentals – David Allen Company
Webinar “Calendar vs. Tasks” – GTD Connect

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Ninguém precisa gastar muito dinheiro para dar presentes legais de Natal. Reuni neste post algumas ideias de presentes que não são tão caros e que podem ser significativos:

  • Porta-retrato com uma foto da família, do casal, enfim, uma foto que signifique algo muito legal para você e a pessoa que está presenteando
  • “Kit spa” com produtinhos e objetos legais para massagem e tratamento de beleza – basta colocar em uma caixa bonita ou cestinho
  • Caderno bonito com dicas pessoais suas para escrever um diário
  • Caneca com tema que a pessoa goste (ex: Star Wars) + potinho de café solúvel
  • Bem semelhante ao primeiro item da lista mas, em vez de um porta-retratos, um álbum de scrapbook com várias fotos
  • Lata decorada e cheia de cookies que você mesmo(a) fez
  • Caixa cheia de temperos exóticos para aquele seu amigo ou amiga que gosta de cozinhar
  • Carta escrita à mão por você
  • Vaso com flores (nunca sai de moda)
  • Camiseta com estampa de algo que a pessoa goste (banda, filme)
  • Algo que você tenha feito à mão, como um cachecol de tricô ou uma caixa com decoupage
  • Pote de vidro com doces dentro
  • Livros (hoje pode-se encontrar ótimas promoções por menos de 15 reais nas livrarias virtuais)
  • Caixa com chás variados

Lembre-se também que presentes não precisam ser fruto de consumo. Você também pode presentear uma pessoa com um vale-spa, um ticket para o show ou cinema, uma passagem para viajar e muitas outras experiências. A melhor maneira de buscar um presente legal é imaginar o que faria aquela pessoa sorrir hoje. Pode ser mais simples do que você imagina. E nem precisa esperar o Natal para fazer.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Eu adoro viajar. Quem gosta de viajar sente algo que, quem não gosta, não consegue entender. É uma espécie de bicho carpinteiro que te pinica até você viajar de novo. Eu já passei por diversas situações difíceis em viagens, então gostaria de compartilhar algumas lições que aprendi e que me fizeram errar menos nas últimas viagens que fiz:

Lição 1: Cada um tem suas próprias necessidades e elas não são questionáveis

É muito comum vermos dicas “certeiras” por aí que dizem que você pode ficar em um albergue, por exemplo, para economizar, sem levar em conta que muitas pessoas não se sentem à vontade em dormitórios coletivos ou não querem saber de muita interação humana quando viajam. Por outro lado, há pessoas que odiariam ficar sozinhas em um hotel, enquanto há outras que preferem fazer 4 escalas diferentes em um vôo mais barato que pagar mais caro por um vôo direto.

O que é importante é você saber o que te deixará mais seguro(a) e confortável e fazer escolhas. É bastante provável que você não consiga ter tudo do bom e do melhor e ainda assim economizar, mas escolher aquilo que é mais importante pode te ajudar a definir prioridades.

Por exemplo, eu não faço questão de pegar um vôo direto para outro país, contanto que o tempo entre um vôo e outro seja de pelo menos quatro horas (porque já quase perdi um vôo com escala muito curta por problemas no aeroporto). Eu também prefiro ficar em um hotel que tenha atendimento e serviço de quarto porque viajo muitas vezes sozinha e isso me dá segurança. Também prefiro ficar em um quarto sozinha porque tenho sono leve. Enfim, são questões que importam para mim e respeitá-las sempre fez com que minhas viagens fossem muito legais e evitasse situações desagradáveis. Também me deram princípios para que eu pudesse fazer boas escolhas em termos de hospedagem e passagens.

Lição 2: Viajar sozinha(o) já é difícil, então diminua ao máximo a oportunidade de passar por momentos de estresse

Uma vez eu recebi um convite para viajar, mas estava muito, muito sem dinheiro. Topei a viagem e tive problemas com meu cartão lá, o que estragou minha viagem inteira e ainda tive que antecipar a minha volta. É sempre melhor imaginar tudo o que pode dar errado e diminuir ao máximo as chances disso acontecer que contar com a sorte sempre. Estar em um país diferente, sozinha(o), com problemas – por mais que você seja uma pessoa muito descolada, é sempre meio aterrorizante.

Se você vai viajar e está com uma ideia que parece arriscada ou que não sabe bem se vai funcionar (por exemplo: sair do aeroporto durante algumas horas para conhecer a cidade da escala), questione-se se realmente vale a pena, dobre o tempo estimado para fazer o passeio, leve dinheiro a mais, tome todas as precauções. Se não puder tomar as precauções, não faça. Elimine ao máximo todas as oportunidades de passar por situações de estresse.

Lição 3: Respeite o seu corpo

Não é fácil lidar com fuso horário. No primeiro dia, tente ficar acordado(a) até a hora de dormir local e, no dia seguinte, acorde após 8 horas de sono. Assim você não dorme de mais nem de menos e já entra no horário do país onde está. Vai ser mais fácil para o seu corpo se acostumar.

Uma vez fui viajar com duas amigas e passaríamos apenas o primeiro dia da nossa viagem em uma cidade diferente antes de viajar para a outra (destino final). Estávamos super cansadas por causa dos vôos, mas queríamos conhecer a cidade. Poderíamos ter passeado um pouco e voltar para o hotel para descansar, mas quisemos ir a um barzinho ficar até mais tarde depois. O resultado foi que ficamos exaustas a semana inteira, sem conseguir descansar direito no restante dos dias, porque ao longo da semana a rotina foi bem pesada, com muita coisa para fazer, muita andança e pernas cansadas. A viagem foi legal, mas eu aprendi a pegar mais leve depois dela. Vale a pena fazer 20% menos coisas e estar 80% melhor disposta.

Qualquer viagem com mudança de fuso exige muito do nosso corpo, então tudo o que pudermos fazer para que ele se acostume mais rápido, deve ser buscado.

Lição 4: Programe a menor quantidade de coisas possível

Eu não gosto de viajar e ficar seguindo cronogramas como: pela manhã vamos aqui, depois passamos ali, aí vamos para não sei onde etc. O que eu mais gosto de fazer quando viajo para outro país é andar pelas ruas e “descobrir” a cidade, observar as pessoas e ir apenas nos lugares que realmente me interessam, como se fossem na cidade onde eu vivo. Quer dizer, se tivesse um Museu de Cera da Madame Tussaud em São Paulo, eu iria? Então para que ir no mesmo museu só porque estou em um país diferente?

Isso foi realmente libertador para mim e, além de me possibilitar conhecer apenas lugares que tenham a ver comigo, também abriu muito espaço na minha agenda para que eu curtisse a cidade em si. Eu aprendi a listar aqueles lugares que realmente gostaria de conhecer – podem ser tanto 3 quanto 15 -, mas sei que todos eu realmente quero ver e, se sobrar tempo, tenho a liberdade para escolher o que eu quiser fazer. A viagem fica muito mais tranquila e, se eu não estiver me sentindo bem por causa do fuso-horário, não vou me sentir culpada por estar perdendo uma hora ou duas de passeio para ficar descansando ou fazer um programa mais leve.

Lição 5: Não precisa levar tanta coisa a bordo

Montar uma boa mala de bordo é uma arte. Sempre gostei de levar uma malinha de mão com aquele tradicional: muda de roupa, necéssaire básica etc etc. Hoje em dia, minha mala de mão vai apenas com aquilo que vou usar durante o vôo, para me deixar confortável. E procuro não economizar nisso, porque me entedio muito facilmente em longas viagens de avião! (Tem até um post sobre isso aqui). Eu levo uma camiseta e uma calcinha só para não passar necessidade mas, sinceramente, qualquer coisa pode ser comprada no destino final, então não fico levando coisas que não são necessárias, tipo shampoo em miniatura e outras.

Tornar o vôo confortável é uma daquelas coisas da lição 1 deste post, então levo comigo tudo aquilo que proporcione esse conforto.

São lições que só poderiam ter sido aprendidas viajando mesmo, então espero que a minha experiência possa ser útil para vocês de alguma maneira.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.