Categoria(s) do post: Diário da Thais

Gosto sempre de avaliar os meus meses me perguntando se termino o mês melhor do que quando o comecei. No caso de outubro, infelizmente isso não aconteceu. O mês começou animado e com boas perspectivas e, hoje, ao escrever este texto, talvez em clima de feriado de finados, realmente, não me sinto no melhor dos momentos. Mas todos esses sentimentos fazem parte da vida e isso não é uma reclamação, mas uma percepção, e sempre gosto de compartilhar com vocês por aqui. No limite da privacidade, faço o possível para trazer como estou tocando a minha vida e lidando com essas adversidades.

Eu queria comentar sobre um fato, e não sei se o tema demandaria um post inteiro para isso, então me atenho a um pequeno comentário neste resumo do mês mesmo, por hora. Mas o fato é o seguinte: eu me sinto cansada. Cansada num nível diferente. É um cansaço físico real. Desde que completei 40 anos, parece que meu corpo deu uma desabada. Ok, a idade não é uma sentença, mas uso como marco no tempo. Estou sim sentindo uma necessidade fora do normal de descansar mais, como se realmente me sentisse mais velha. Não consigo manter o ritmo de antes. Me sinto cansada realmente.

Claro que tudo isso reflete um ano e meio em casa de quarentena, com o retorno agora. O reflexo no corpo vem, é claro. Por mais que eu tenha pego ali o início da quarentena para organizar o meu sono, estruturar uma rotina bonitinha dentro do Ayurveda, me alimentar corretamente e fazer exercícios, eu sinto que chegou a hora de mudar. Preciso fazer algo mais. Considero pilates. Yoga eu continuo, mas em casa. Quando preciso de aula, uso um aplicativo muito bom chamado “Yoga Down Dog”. Mas, de modo geral, gosto de montar minha sequência de maneira intuitiva, de acordo com o que sinto que meu corpo precisa.

Quando nova, eu amava esportes de competição e times. Hoje, o caráter competitivo (ex: futebol) ou agressivo (ex: kung fu) já não me soam coerentes com a pessoa que eu me tornei. Não me sinto bem praticando. Kung fu teve seu papel quando eu era jovem. E, apesar de continuar gostando demais da filosofia por trás da prática, não estou em um momento de voltar a praticá-lo. Talvez, se conhecer algum professor em uma linha um pouco menos de combate, em que possa treinar individualmente… Quem sabe. No entanto, não estou procurando. Deixa rolar. Por hora, penso que me beneficiaria de algumas aulas de pilates. Portanto, deve ser meu projeto para os próximos meses.

Sinto que preciso fazer isso para voltar a ter mais energia e um corpo saudável que reflita como me sinto por dentro, cheia de ideias e vontade de tocar projetos.

Vale citar que, ao realizar exames no mês passado, para um tratamento dermatológico que iniciei, eu descobri uma anemia fortíssima. Claro que isso reflete o que estou comentando aqui. Então já iniciei meu tratamento com esse foco para ficar bem disso o quanto antes. Devo realizar novos exames antes de o ano acabar. Minha nutricionista entrou em licença maternidade e, nesse meio tempo, estou implementando as mudanças que ela me pediu.

Eu comento isso porque afetou a quantidade de coisas que eu faço. Estou bem com isso, mas sinto que precisava comentar com vocês. Vocês devem ter notado que eu publiquei menos no blog, no Insta, e até no YouTube. Não vou parar de criar conteúdo, mesmo porque é uma das coisas que eu mais amo fazer, mas estou em um momento de realmente repensar essa rotina de criação, para ver como ela se adequa a esse momento que eu estou vivendo. Estou nessa reestruturação e fazendo tentativas. Peço a paciência de vocês nesse meio tempo.

Coisas muito legais estão acontecendo no trabalho e, aos poucos, à medida que forem se concretizando, eu compartilharei por aqui com vocês.

Em 29 de novembro nós faremos o nosso workshop de Planejamento de Vida gratuitamente online, para ajudar a galera com o planejamento de modo geral, pensando também em 2022. Caso você queira participar, basta se inscrever. Realizaremos ações ao longo do mês – que já é tradicionalmente o “mês de planejamento” há alguns anos aqui no Vida Organizada – então, se você se cadastrar, você em breve começará a receber algumas atividades, informações e materiais algumas semanas antes do evento em si. Não perca. 😉

Algumas outras coisas que aconteceram este mês e que vou compartilhar em formato de tópicos:

  • Fizemos uma reunião de revisão e planejamento de projetos no início do mês, em equipe, que foi muito legal. Reestruturamos o nosso Asana, redistribuímos responsabilidades e foi ótimo.
  • No início do mês rolou também a INTERCOM Nacional – maior evento acadêmico de Comunicação do país – e eu participei pela primeira vez, apresentando o resultado da minha dissertação do mestrado, com o objetivo de transformá-la em um artigo. Foi uma experiência muito legal e adorei ter participado.
  • Em outubro eu também fui convidada pelo Prof. Frank Usarski, que é referência na área, para participar de suas aulas sobre História das Religiões lá no departamento de Ciências da Religião da PUC-SP, especialmente as aulas sobre Budismo. Foram aulas enriquecedoras demais para a minha pesquisa e só tenho a agradecer a generosidade do Prof. Frank pelo convite e espaço.
  • Faço parte de dois grupos grandes de mentoria para quem trabalha com negócios no digital, e em uma delas o meu mentor me deu de presente uma sessão de coaching de carreira com o Eric Arruda. Apesar de de ter feito o curso de formação lá atrás, em 2016, eu nunca tinha participado de um processo de coaching com alguém. A sessão foi mais na linha diagnóstica, para identificar talentos, características, pontos a melhorar etc. Mas foi REALMENTE um presente! Foi maravilhosa. Aprendi coisas fundamentais sobre a minha personalidade e qual deveria ser o meu foco de trabalho para dali em diante. (se quiserem, posso fazer um post falando mais sobre isso!)
  • Falando ainda em seminários e eventos acadêmicos, no dia 14/10 eu apresentei o meu trabalho no seminário do grupo de pesquisa de Política & Cultura na Sociedade do Espetáculo, da Cásper Líbero. Esse trabalho é uma introdução a uma pesquisa que iniciei recentemente sobre trabalho e tempo livre durante a pandemia. Ainda se darão alguns anos para conseguirmos olhar com distanciamento e entender como foi para todos nós que “nos fechamos” privilegiadamente em casa para trabalhar e os efeitos que isso teve na nossa cabeça, mas já iniciei o tema. E o trabalho foi bem elogiado, o que indica que está no caminho certo!
  • Aliás, o foco no “tempo livre” tem sido um princípio na minha pesquisa de vida como um todo. Se reflete também no Doutorado. Tanto que, no momento, estou estudando um montão de referências sobre sociologia do lazer. Vocês sabem que tudo isso se reflete em conteúdos por aqui, então em algum momento entrarão na pauta. Só aguardar.
  • No final do mês, eu apresentaria em um terceiro evento acadêmico, que felizmente foi adiado (ufa!). De qualquer maneira, por já iniciar o trabalho, na metade do mês eu o apresentei para o núcleo de pesquisa de Sociologia do Trabalho na PUC para que meus colegas pesquisadores e professores pudessem me dar um feedback sobre o caminho que eu estava tomando. E foi ótimo. Eu consegui recortar ainda mais, com a ajuda da minha professora orientadora, e agora eu preciso finalizar esse artigo até o dia 16/11. No artigo, eu estou falando sobre imanência (budismo), alienação (Marx) e teoria do fluxo (Mihaly). Estou empolgadíssima! Sempre quis relacionar esses três temas. Eu também prometo compartilhar mais sobre isso em breve. (sim, quanta coisa, não?)
  • Mudanças e decisões internas aqui na empresa foram muito importantes, mas são vários tópicos que não me sinto confortável para compartilhar no momento.
  • Não posso deixar de comentar que o grande tema do mês aqui em casa foi a volta do Paul às aulas presenciais, o que me deixou preocupada um tempão e ainda deixa.
  • Nós também evoluímos com o assunto “mudança de escola”. Ele visitou a escola nova e amou. Isso foi uma grande conquista pessoal para mim como mãe.
  • Furei meu dedo com um lápis de cor afiado e ele infeccionou. Estou tomando antibiótico!
  • Fiquei preocupada com a minha mãe, que teve uma crise no nervo ciático bem na semana que o Paul voltou às aulas presencialmente e eu tive que “gerenciar” a situação de longe, morando em outra cidade, e isso tomou bastante do meu foco naquele momento. Ela está melhor agora, mas foram umas duas semanas preocupada com isso e “na função”. Só reforçou, para mim, a importância de providenciar um espaço em São Paulo para ela vir morar em algum momento. Ela é teimosa e, no que depender dela, “não precisa fazer nada”. Então eu decidi que vou providenciar algo assim sozinha e, SE ela precisar, e QUANDO quiser, está aqui. E pronto. Pelo menos assim criarei uma estrutura para tomar providências rápidas quando algo urgente assim acontecer.
  • Reorganizei meu quarto e o meu home-office para que atendam melhor as minhas necessidades de trabalho e estudo e estou muito satisfeita com o resultado. Estou amando trabalhar em casa.
  • Na última semana do mês, eu precisei apresentar, na disciplina de Teoria e Método, como estou trabalhando na minha tese. A apresentação foi das 13h às 17h – pensem nisso. Quatro horas falando, apresentando, recebendo feedback, sugestões, explicando por que isso e não aquilo. Apesar de ficar cansada, foi muito satisfatório. Uma tarde rica mesmo, um privilégio poder contar com a minha professora e os outros colegas, muitos deles também professores, ouvindo atentamente sobre o meu trabalho e me ajudando com ele. Por esse motivo, a tese andou bastante este mês, com tantos trabalhos em andamento.
  • Também fiz uma reunião bacana com o pessoal da Call Daniel para retomar algumas atividades do GTD depois de dois anos afastada, para me dedicar a outros projetos. Estava com saudades. 🙂

Foi um mês muito produtivo e que, vendo assim, com um panorama geral, me mostra como evoluí com muitos assuntos e fiquei bem. No final das contas, estava um pouco impressionada por alguns acontecimentos, e ainda estou, mas o balanço geral foi de um mês positivo. Já aconteceu isso com você? Por isso que registrar as coisas, registrar o que você fez, o que conquistou, é tão importante. A gente tende a esquecer e desanimar, achando que não fez o que poderia. Me deixou em paz fazer essa revisão. Espero que o seu mês de outubro tenha sido legal também.

Categoria(s) do post: Finanças, Livros

Em outubro, eu li este livro para o meu projeto de 12 livros de finanças para 2021. Estou caminhando com os livros de agosto e setembro (sem pressa) mas consegui ler o de outubro para trazer a resenha para cá. Ah, e vale dizer que eu dei o meu livro de dezembro para outra pessoa, porque não tenho interesse em ler (folheei e vi que não ia gostar). Coloquei outro no lugar, que em breve divulgarei.

Eu já tinha lido o livro do T. Harv Eker outras duas vezes na vida, mas em momentos MUITO diferentes do que estou vivendo agora. A primeira vez que li, não me impactou em absolutamente nada. Eu não estava empreendendo e não senti que poderia implementar muita coisa do que estava ali, além das questões sobre “mentalidade”. Depois, quando eu já estava empreendendo, tinha um colega / conhecido de trabalho que estava apaixonado pelo livro, foi no evento do autor aqui em São Paulo e, enfim, fez campanha para todo mundo ler ou reler o livro. Para mim, ele era um daqueles livros meio que “referência” sobre finanças nos anos atuais, então essa releitura tinha todo esse background pessoal para que você compreenda melhor o meu contexto e a análise abaixo.

Bom, primeira coisa: todos esses livros têm um viés muito claro, com raríssimas exceções, que é o viés da auto-ajuda, do discurso neoliberal de meritocracia, responsabilização dos indivíduos pelos seus próprios fracassos e sucessos, ausência de consciência de classe, ignorar completamente o mundo de desigualdade em que vivemos, especialmente em países como o Brasil. Logo, de modo geral, já não espero muita coisa diferente mesmo que esse discurso. Não tem a ver com “passar pano”, mas de ser realista. Tanto que, quando surge um livro fora da curva nesse sentido, como o livro do Amuri, a gente até estranha! Mas exalta, e tem mesmo que exaltar.

“Os segredos da mente milionária” é um livro sobre mindset. Basicamente, coisas que você precisa saber sobre como os milionários pensam para refletir sobre suas próprias crenças e analisar se você tem “se formatado” para ter dinheiro ou não.

Bons pontos do livro

  • Querendo ou não, é um livro de referência em finanças pessoais hoje em dia. Tem sim coisas legais que podemos tirar dele. Acredito que valha a pena manter na biblioteca depois da leitura.
  • O uso de afirmações pessoais. Não que usar afirmações em si seja o suficiente “para ter uma mente milionária”, mas eu gosto da prática de afirmações em todos os sentidos, pois são as mensagens que enviamos para nós mesmos o tempo inteiro.
  • O lembrete para acordar e prestar atenção na vida que está passando. Que, se você quiser mudanças, precisa se planejar para que elas aconteçam. Isso tem tudo a ver com planejamento de vida.
  • Apesar da questão meritocrática, como budista, eu acredito de verdade que o nosso estado mental influencie como vivemos. Não é a mesma coisa que o que ele traz no livro, mas é uma prática semelhante. Então eu me identifico com alguns aspectos assim. De modo geral, penso que todo ser humano deve prestar atenção em seus próprios pensamentos, para se conhecer e entender que pontos estão levando ao sofrimento ou à felicidade.
  • O encorajamento a alimentar pensamentos bons. Eu sou desse time. Isso não significa ser apático ou ignorar os problemas, mas conhecê-los, tomar providências para mudar, mas enxergar as coisas de um ponto de vista mais positivo pela própria sanidade mental, e não de uma maneira tóxica.
  • Ele sempre cita que, quanto mais rico você for, mais poderá ajudar pessoas. Eu gosto que ele cite isso. Querendo ou não, se difere de muitos livros que citam a condição de riqueza apenas para benefício pessoal e posse material.
  • Acho polêmica a recomendação de se cercar de pessoas que pensem como você em termos de dinheiro, porque não é assim que o mundo funciona. Convivemos com pessoas diversas. Mas eu penso que a grande linha condutora dessa ideia pode ser explorada sim. Não apenas com relação ao dinheiro, mas a objetivos em comum. Bem, essa é a ideia básica de qualquer grupo desde que o início da humanidade. Meu único receio aqui é aquela coisa do cara se endividar para aparecer com uma Ferrari no jantar com “os caras ricos” mas ele não ter dinheiro algum para sustentar sua vida e acabar se endividando para manter um estilo de vida que o permita conviver com essas pessoas. Então, obviamente, tem que ter bom-senso nessa recomendação (e muitos não têm).
  • “Você faz uma coisa do mesmo modo que faz todas as outras”. Eu acredito nisso. Trata-se da postura de vida. Não tem a ver só com dinheiro, mas respeito, responsabilidade etc.
  • “As coisas acontecem onde você coloca sua atenção”. Acredito muito nessa ideia. É o foco.
  • O incentivo ao estudo e ao aprimoramento pessoal para sempre. Claro que conversa com a lógica neoliberal de responsabilização individual do riscos e problemas, mas trata-se de um ponto que ele poderia ter simplesmente ignorado, e não ignorou. E eu sempre gosto quando alguém incentiva o estudo e a educacão.

Pontos complicados

  • Eu não gosto dessa simplificação de ficar chamando as pessoas de “os ricos”. Parece que se cria uma entidade que despersonaliza.
  • Fatalismo. “Em cinco minutos que posso prever o destino financeiro que você terá para o resto da sua vida”.
  • A recomendação de admirar quem for rico apenas pela condição de “ser rico”. Não curto. Sabemos que muitas pessoas são ricas porque não foram nada legais de modo geral. Eu faria apenas esse adendo. Vivemos em um mundo em que as pessoas acabam tomando decisões prejudiciais a si mesmas justamente porque admiram demais milionários e bilionários completamente fora da sua realidade, quase que como um culto (Elon Musk, Jeff Bezzos, Warren Buffet, entre outros). O problema disso é esquecer o que há por trás dessas riquezas e considerar a trajetória deles como regra para quem “se esforçar” também.
  • Quando fala sobre crenças limitantes a respeito do dinheiro, é muito comum cair naquela coisa do “as pessoas pensam que os ricos são maus” ou que “dinheiro é sujo”. Eu entendo, mas não é apenas uma questão de crença. Eu penso que, para mudar o mindset de quem pensa aqui, caberia uma reflexão um pouquinho (nem precisa ser muito) mais aprofundada, mandando a real: “olha, o capitalismo é isso, pra você ter lucro e acumular capital, existe uma coisa chamada mais-valia, e ela é obtida pelo trabalho adicional das pessoas, mas é importante que você, sabendo disso, tenha as ferramentas para buscar viver e se relacionar de uma maneira mais íntegra” etc. E não tem. Então fica vazio. “Ah, então para eu mudar minhas crenças é só alguém vir e me dizer?”. Óbvio que não. E isso é crucial para o livro, então teria outro desenrolar se existisse essa honestidade que, infelizmente, muitos autores nem se atentam em seu próprio mundo, quanto mais para trazer à escrita.
  • O arquivo 11, em que ele fala sobre ser remunerado por resultados e não contrato, dá aquela alfinetada básica nos direitos trabalhistas. Mais uma vez, complicado falar sobre isso sem a visão abrangente mais problematizada.
  • A falta de crítica quanto aos milionários que poderiam “ajudar mais pessoas” mas, ao contrário disso, apenas acumulam dinheiro. Ele fala muito em ser rico para ajudar os outros mas, na real, o que vemos não é bem isso. Então, para mim, ter um comentário que fosse fazendo uma crítica a esse modelo daria um tom diferente ao livro.

Ele traz 17 “arquivos de riqueza”, que são os pontos que ele usa para construir o que ele acredita ser o mindset da pessoa milionária. Ao longo do livro, ele passa por esses pontos, traz afirmações e ações subsequentes.

Uma das coisas que eu menos gosto nesses livros de auto-ajuda norte-americanos são aquele monte de historinhas para demonstrar o ponto que o autor quer chegar. Esse livro não tem essa abordagem! Ponto positivo. É direto ao ponto.

A parte mais técnica, tipo “ok, mas como eu faço tudo isso na prática”, aparece no final (arquivo 15) mas é bem pouquinho. Talvez pudesse ter sido mais explorada? Ficou mais “uma pincelada” que um ensinamento mesmo. Mas é um bom trecho, que dá sugestões sobre como distribuir o que ganha e tudo o mais.

Eu gosto de avaliar a experiência do livro observando como eu me sinto após a sua leitura. E, apesar dos problemas óbvios que ele tem e as questões descritas acima, é um livro que cumpre o seu papel de te colocar pra frente, te incentivar à ação, a pensar diferente. Então, por isso, creio que tenha muito mérito sim. Fica na minha biblioteca. 😉

Link para comprar o livro na Amazon

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Imprensa, Novidades

Hoje o blog Vida Organizada completa 15 anos.

Em 28 de outubro de 2006, eu fiz a primeira postagem no blog, ainda no Blogspot, para compartilhar algumas dicas de organização para o final do ano. Eu já estava envolvida com o assunto organização, apaixonada, e resolvi começar a compartilhar essas dicas em um blog.

Eu não imaginava que o blog mudaria toda a minha vida profissional.

Eu não imaginava que, seis anos depois, eu defenderia um projeto de TCC na pós-graduação com o plano de profissionalização dele.

Em 2014, foi publicado o meu primeiro livro, “Vida Organizada”. Depois dele, vieram mais dois.

Foram inúmeras conquistas a partir dele e “ser blogueirinha”, como as pessoas dizem pejorativamente, criou um negócio com propósito e que hoje sustenta a minha família.

Eu já contei mais sobre essa trajetória completa em outro post (aqui).

Tive o imenso privilégio de conhecer pessoas maravilhosas nesse caminho e hoje estou aqui para agradecer cada um de vocês por estarem aqui. Me acompanhando há mais ou menos tempo, você faz parte dessa história.

Muito obrigada! 💙

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Saúde, Plenitude & Felicidade

Desde sexta-feira o Paul voltou às aulas presencialmente.

É um mix de emoções. Apesar de ficar preocupada e já ter tido algumas crises pensando sobre o que quero desse “novo normal” (acho que agora sim dá para falar isso), eu vejo como ele gostou de voltar, sair todos os dias e interagir pessoalmente com os amigos e professores.

Estamos torcendo pelo melhor. Fizemos a nossa parte durante toda a pandemia. Nos cuidamos. Ficamos em casa. Fizemos quarentena. Nos isolamos. Ele ficou no ensino online durante mais de um ano e meio. Nos vacinamos. Ele irá se vacinar em breve – em abril, quando completar 12 anos. Para mim, ideal mesmo seria ele voltar às aulas depois de ter tomado as duas doses da vacina. Mas…

Nossa rotina aqui em casa mudou e eu mesma estou fazendo adaptações. Agora eu passo grande parte do meu dia sozinha, o que me permite liberdade e concentração mas também significa que fico administrando todo o cenário doméstico sozinha também. Os doguinhos demandam atenção e eu quero que a transição para eles seja suave – já não bastam os dois (marido e filho) ficarem fora algumas horas, vou eu também ficar? Então eles estão se acostumando aos poucos. No primeiro dia de aula do Paul, por exemplo, o Sebastian comeu dois chinelos, coisa que ele NUNCA tinha feito antes. Imagino que seja um tipo de ansiedade canina. Enfim.

Sobre os cuidados do Paul – muita gente me pergunta isso, mas nós nunca mudamos os cuidados de modo geral com a pandemia. Sempre usamos máscara, trocamos quando estamos há muito tempo com uma, higienizamos as mãos o tempo todo, não chegamos perto de outras pessoas. Com o Paul, é a mesma coisa. Ele tem o kitzinho dele de álcool gel, duas máscaras e um pacote de lencinho umedecido para levar para a escola e é isso. Fiz perguntas de teste tipo “e se você sentir que tem uma caquinha de nariz dando coceira no meio da aula de matemática – o que você vai fazer?”. Levantamos todas as possíveis situações e esclarecemos com ele o que fazer em cada uma.

Eu preciso confiar que o nosso filho é responsável e vai fazer a parte dele. Com a chegada à adolescência eu sei que “n” coisas são envolvidas, mas eu sigo nessa ideia.

Meu marido também está entendendo como se relacionar com essa nova fase. Ele vai aproveitar o período de aulas do Paul para alguns projetos pessoais, como fazer um curso e, talvez, academia. E já está se organizando para voltar a tocar com a banda – não a banda que ele tinha antes e tocava três ou quatro vezes por semana, mas uma banda com rotina mais “light”, que toca uma ou duas vezes por mês.

Eu também já tenho duas viagens agendadas este ano (domésticas) e em vista uma viagem internacional em 2022 (todas a trabalho, por hora), então continuarei me cuidando e fazendo o melhor possível para garantir a segurança de todos.

Tranquiliza muito saber que muitas pessoas já estão vacinadas com a segunda dose, mas ainda precisamos melhorar esse cenário, Brasil. Atentai.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Novidades

Já virou tradição, todo ano, fazer de novembro o mês de planejamento aqui no Vida Organizada. É um mês que todo mundo adora, eu inclusive, porque nos dá a oportunidade de pensar na vida e refletir sobre o ano novo que está chegando.

Eu não sei se vocês também têm essa impressão, mas me parece que o planejamento de 2022 vem com um quê diferente do planejamento de 2021. Com praticamente todo mundo vacinado e as coisas sendo mais liberadas, acho que já dá pra gente ter uma liberdade maior de planejamento pensando nas possibilidades do que se pode fazer.

Nossa ideia para esse evento é uma analogia com o voar de avião. Quem já voou de avião sabe que tem um mapa do vôo na televisãozinha da poltrona, que mostra o percurso.

Todo planejamento traz a ideia de mapa mas, quando se trata do planejamento de vida, todos se beneficiam de uma visão mais ampla, mais elevada, “vendo de cima”. Então por isso estamos trazendo essa ideia da viagem aérea. Espero que curtam as surpresas que estamos preparando para brincar com essa analogia.

O evento em si será um workshop com 4 aulas que acontecerão entre 29 de novembro e 2 de dezembro. Mas estou antecipando as inscrições porque a ideia é termos outras atividades, desafios e outros conteúdos desde o início do mês. Estamos preparando uma comunidade para interação da galera e outras coisas bem divertidas, que divulgaremos em breve, especialmente para já estiver inscrito.

Portanto, inscreva-se! Garanta sua vaga e divulgue para aquele seu amigo que precisa se organizar melhor, pensar um pouco mais na vida, no planejamento dela. Como se trata de um evento gratuito, estamos divulgando com antecedência para que todo mundo consiga reservar um tempinho na semana em si para participar.

Por favor, INSCREVA-SE no evento para ter acesso às aulas e outros materiais que estamos preparando. Nas próximas semanas enviaremos mais informações.

Obrigada por estar aqui. <3

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Mensal

A revisão dos meus papéis e responsabilidades profissionais, quando feita mensalmente, me permite olhar o todo e identificar providências que precisam ser tomadas – seja uma atenção maior a uma responsabilidade que talvez tenha se acentuado no último mês, seja delegar alguma atividade que não faz mais sentido que eu faça mediante as outras que são prioridade.

Por que é importante desenhar as responsabilidades profissionais?

  1. Obter clareza
  2. Descrever as atividades
  3. Definir o próprio trabalho
  4. Construir a sua rotina (conhecendo as atividades recorrentes)
  5. Criar contextos criativos e personalizados

O mapa com as responsabilidades atuais traz na verdade um verdadeiro mapa sobre tudo o que é meu escopo de trabalho no momento. Você pode acrescentar atividades da vida de modo geral – é uma escolha sua. Como tenho várias frentes profissionais, prefiro manter nele apenas o que diz respeito ao trabalho mesmo.

O meu mapa de papéis profissionais continua no Mind Meister:

O grande segredo em cada papel é identificar, para cada responsabilidade, com que frequência devo refletir sobre elas? O que precisa ser feito em cada uma? Tenho projetos relacionados? Objetivos? Preciso apenas revisar de tempos em tempos? Independente do que surja nesse olhar, é fundamental tê-lo ali e não na minha cabeça, de modo que eu consiga refletir de maneira apropriada. E, a cada vez que estudo algum livro ou identifico alguma nova responsabilidade que faz sentido ser minha, o mapa é atualizado.

“Pesquisadora” – No final das contas, mesmo a vida acadêmica conversa com o Vida Organizada, mas a divisão existe apenas para tornar a revisão mais assertiva. Ambos se referem a mim como profissional e representam o meu trabalho HOJE.

“Professora” – Todo o meu exercícios de docência nos cursos do Vida Organizada e como professora em outras frentes.

“Autora / Escritora” – Diz respeito ao Método Vida Organizada, aos meus livros e à produção escrita de modo geral.

“Criadora de conteúdo” tem a ver com escrita mas não é só sobre textos, e sim imagens, comentários, vídeos, entre outras atividades importantes.

“CEO” – Basicamente, um papel bastante importante (fundamental, eu diria) é o de direção da empresa – o Vida Organizada. Por mais que eu esteja alocada em diferentes funções, especialmente como expert, na criação de conteúdo e produção de materiais para aulas, eu sou a pessoa responsável pelo planejamento estratégico e definições da empresa como um todo. Existem várias funções ali dentro que eu posso delegar. A ideia é ir delegando aos poucos. Mas só de ter essa clareza já ajuda demais a visualizar o que só eu posso fazer e que, portanto, é uma prioridade.

Não necessariamente a gente tem como delegar atividades, mas só o fato de saber que PODERIA, se tivesse a quem delegar, faz muita diferença em termos de clareza sobre o que é prioridade, pois existem atividades que apenas você pode fazer. Essas devem ser prioridade, ou seja, devem vir primeiro no seu grau de escala de gerenciamento de afazeres no dia a dia. Simples assim. Porque, ao final do dia, você provavelmente não vai ter conseguido fazer TUDO o que você queria, mas pelo menos vai garantir que o que é prioridade você fez.

“Backlog” traz informações que eu estava usando em outras versões do mapa mas não quis lidar com elas agora, ao mesmo tempo que não quis apagar. Estão ali, para revisão posterior.

Quero te encorajar a entender como esse reflexão deve ser LEVE. Não é para deixar de fazer porque está de férias ou “está corrido”. É uma reflexão sobre a SUA VIDA. Mesmo que seja uma “batida de olho”, vale a pena revisar mensalmente porque isso te ajuda a ter mais clareza no que é prioridade no momento em sua vida profissional e escopo de trabalho

Foi muito legal revisar o mapa esse mês e ver como as coisas estão se tornando cada vez mais claras. Tão vendo como a gente não tem como fazer isso tudo de uma vez? Constrói uma primeira versão do mapa e, mensalmente, atualiza. Isso vai te dando uma dimensão melhor do que é o seu trabalho e te permite refletir, fazer ajustes etc.

O importante é a percepção e a conexão com nós mesmos.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

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O que motivou a mudança que fiz no home-office foi precisar alterar a configuração de mesa + cadeira. Conto mais sobre isso no post que publiquei há alguns dias a respeito.

A mesa que ficava no meu home-office foi para o nosso quarto. Por quê?

Quando eu acordo, eu passo de 1h a 2h lendo lá. Então eu sentia que precisava mudar um pouco essa experiência porque ler sentada na cama é gostoso mas dá vontade de dormir de novo, aquela coisa. Fora que não tinha muita “estrutura”. Então foram duas mudanças que eu fiz:

  1. Levar a mesa que estava no meu home-office para lá
  2. Comprar uma poltrona

Bem, veja como ficou:

A mesa com a estante é da Evolukit. Ela é bacana mas, no home-office, era muito pequena para mim, pois trabalho com mil coisas apoiadas – apostila, caderno, livro, caneca, água, canetas, enfim.

A caixa que fica na parte de cima está cheia de lápis e canetinhas, porque gosto de pintar e desenhar à noite antes de dormir. Ao lado, meu fone de ouvido. Embaixo, as leituras em andamento diversas. O tarô fica ali porque de domingo à noite gosto de tirar uma carta para cada dia da semana, como forma de autoconhecimento mesmo.

Muitas vezes, quero sair um pouco do ambiente do home-office e trabalhar em outros lugares da casa, como na cozinha (que me permite trabalhar em pé na ilha) e agora no quarto, porque tenho esse apoio. Também é um bom local para assistir aulas online de noite, sem ter que ficar o dia inteiro no home-office.

Do lado oposto de onde está a mesa, tem o espaço ao lado da minha cama onde fica a mesa lateral com algumas gavetinhas (onde deixo apetrechos pessoais diversos, como negócio de fazer massagem, remédios, tapa-olhos, óleos essenciais, kit de manicure, essas coisas.

Tem a poltrona, que está forrada com uma manta de microfibra porque está muito frio, mas confesso que prefiro sem. rs Ela é bege e comprei na Mobly. É bastante confortável mas ocupa bastante espaço. E, na frente dela, um banquinho tipo puff para apoiar os pés. Ah, e a almofada da Corvinal, obviamente.

Na mesinha, tenho uma mini estátua do Buda, vela, o aparelho umidificador de ar e o carregador do telefone. Um pratinho para miudezas que uso no corpo e tiro antes de dormir – brincos, relógio, óculos.

Uso para apoiar os materiais que estou usando para ler e estudar no momento. Sento na poltrona e fico lendo ali, quietinha. Quando não quero acender a luz mais forte da luminária, eu uso essa lanterninha individual de clipe que coloco no livro.

Assim, sinceramente, em termos de decoração não tem nada demais, mas a praticidade tá perfeita. Tem me atendido bem para todas as atividades que costumo fazer diariamente relacionadas aos meus estudos e trabalho, especialmente quando o faço offline. É muito comum sentar na mesa com o meu caderno e ficar desenhando planejamentos e brainstorms no papel. Enfim, a mudança foi muito positiva.

Quis compartilhar com vocês para ficar como referência porque bastante gente me pergunta como é essa dinâmica de leituras de manhã, e mostrando o espaço talvez fique mais claro como eu faço. Se tiver alguma dúvida, deixe nos comentários, por favor. Obrigada!

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Eu conheci essa analogia em um livro de Budismo do Geshe Kelsang Gyatso, da Nova Tradição Kadampa, pois ele a faz diversas vezes para explicar como nos relacionamos com os “prazeres enganosos deste mundo”.

A analogia é a seguinte: chocolate é gostoso! Mas, se você comer demais, vai te fazer mal. Você fica com for de barriga, enjoado e por aí vai.

O mesmo acontece com as atividades que consideramos boas e prazerosas. E isso inclui o trabalho.

Por que estou falando isso?

Porque mesmo um trabalho que você ame fazer, o planejamento de um projeto que esteja incrível, uma reunião em que todos estejam engajados – tudo isso tem um timing. E, se você exagerar, as coisas legais passam a ser chatas.

Quantas e quantas vezes eu aqui não entro na minha “Thaisolândia” e fico totalmente imersa escrevendo algum texto, planejando um projeto, desenhando estratégias, elaborando cronogramas? Várias vezes. E, quando a gente está fazendo alguma atividade que é gostosa de fazer, a gente não quer parar. Mas sabe a ideia do “gostinho de quero mais”? Eu acredito que, quando a gente para enquanto ainda poderia fazer um pouco mais, a gente tem ainda energia para anotar os próximos passos e organizá-los no sistema, e também teremos tempo para nos dedicarmos a outras atividades também importantes naquele dia.

Em resumo, é o excesso que atrapalha. E o excesso vai prejudicar a sua relação com todas as suas atividades.

Eu tenho usado muito essa analogia ultimamente para me referir à sobrecarga pelo excesso de trabalho GOSTOSO. Não é por que eu trabalho com algo que eu amo que a sobrecarga não vá existir e pode me prejudicar. Então a gente tem que tomar cuidado para não “comer chocolate demais”.

Será que você vem exagerando nos “chocolates” aí da sua rotina?
Que “chocolates” você poderia comer menos para reduzir a sensação de enjôo?

Deixe nos comentários, se quiser. 😉 Obrigada por estar aqui.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Ferramentas de organização

De tempos em tempos eu gosto de fazer um post como esse para ficar como referência e percebi que o último que eu tinha feito foi há mais de um ano! Então ‘bora lá fazer algumas atualizações para vocês!

Gosto sempre de lembrar que as ferramentas apenas dão suporte a um processo pessoal consolidado de organização e que não fazem nada por si mesmas. De nada adianta uma pessoa usar uma ou 20 ferramentas se não estiver habituada aos comportamentos de produtividade que garantam um bom uso das mesmas. Vai se perder, vai misturar informações etc. Portanto, nunca paute sua organização apenas em ferramentas, mas nos hábitos e comportamentos diários, cujas ferramentas tanto faz.

Neste post vou mostrar que ferramentas estou usando e com prints do “como”. Lembrando que o passo a passo do processo ensino no curso do MVO para quem precisa de ajuda na implementação. 😉

Agenda: Google

Tenho essas quatro categorias de agenda no Google, que para mim fazem sentido de manter nessa separação, pois compartilho a agenda principal, que tem eventos e agendamentos, com meu marido e o pessoal da equipe, para saber onde estou etc., e o restante é um controle pessoal que diz respeito só a mim mesma. Abaixo trouxe o print de um dos dias em que mostro mais ou menos como fica o esquema dessas agendas diferentes.

Não coloquei nada com horário porque acho mais auto-explicativo… são apenas os “compromissos do dia inteiro”, que são ações que posso encaixar ao longo do dia (mas, de modo geral, como hábito pessoal, prefiro fazer de manhã).

Lista de afazeres: Todoist

Eu não uso mais o Todoist para projetos, objetivos etc, (simplesmente preferi separar) e ele fica apenas como “cardápio” de afazeres para o dia a dia. Assim não preciso acessar mais nenhuma ferramenta para saber o que fazer.

Projetos: Asana

Os projetos ficam no Asana para revisar semanalmente e, diariamente, alimentá-los conforme surjam novas informações e demandas, especialmente para a equipe. Uso a caixa de entrada de lá como referência de atualizações.

Tenho uma equipe “Thais” (só eu visualizo) e uma equipe “Vida Organizada” onde todos visualizam os projetos.

Referência e registros de modo geral: Notion

Eu pretendo fazer um post só para o Notion em breve, porque ainda não finalizei a organização do menu lateral para as referências. Quando terminar, eu compartilho com vocês.

O que vale a pena dizer é que venho usando a ferramenta para registros de todos os tipos. Tem funcionado bem, mas é um processo de me acostumar.

E o Evernote?

Mantenho como “arquivo morto” (sei que esse termo é pejorativo e não existe arquivo morto – ou é referência ou é tralha que precisa destralhar). Mas muita coisa simplesmente pode ficar arquivada lá e não preciso migrar para o Notion, e é isso.

Acima estão os cadernos que eu uso e os assuntos são tageados pelas etiquetas, sem segredo. Tipo, se tenho um artigo salvo sobre os Beatles, a etiqueta é “Beatles”. Simples assim.

Quando me dá na telha, entro no aplicativo e vou fazendo uma limpa do que está ali, porque já o uso desde 2012 ou 2013 e tem muuuuita coisa. Mas, como falei: já tá ali, não é prioridade, e trato apenas como um arquivo morto, se é que tenho a ‘liberdade poética” para chamar assim.

E o Mind Meister? E o Google Drive?

Que a minha querida amiga Liz Kimura não ouça, mas não tenho usado taaaanto assim mapas mentais ultimamente – muitos registros tenho feito de maneira mais linear no Notion mesmo. Mas ainda tenho algumas informações que prefiro manter no formato de mapas, e eles estão no Mind Meister.

Basicamente, áreas da vida, responsabilidades profissionais, objetivos e mapas de planejamentos de projetos, livros etc. Uso realmente como ferramenta, como formato, para referência, simplesmente porque é melhor ditar e manusear ali que salvar no Notion, por exemplo, e ter o retrabalho de ir e voltar quando quero fazer alguma edição. O mesmo vale para o Google Drive. Mantenho lá o que precisa ser editado lá. Só por isso.

E cadernos? Você usa?

Sim. Tenho um bloco de notas pequeno sempre comigo para anotações rápidas no dia a dia.

Uso o Bullet Journal para planejamentos de modo geral, tipo planejamento de conteúdos, projetos, semana, mês, ano que vem etc. Tenho agendas de papel também que uso para isso. Agora, falando sério: não importa a quantidade de coisas aqui. São apenas papeeis para rabiscos, brainstorms, e não ferramentas de referência, que checo diariamente para fazer minhas coisas. No dia a dia, é outra história. Comento mais abaixo.

E o commonplace book, um cadernão universitário para anotações de aulas, palestras etc., que confesso que está sendo cada vez menos usado porque tenho preferido fazer essas anotações no Notion.

Lewis Carrol

“Nossa, Thais, mas você não se confunde com tantos apps?”
Não porque, como digo sempre, não me organizo por ferramentas, mas por hábitos que já estão enraizados e as ferramentas apenas dão suporte ao que eu preciso fazer.

Um dia comum se resume a:

  • Trabalhar com a minha agenda e o Todoist abertos no computador o tempo todo.
  • O que tem na parte de cima da agenda do dia eu busco fazer antes da hora do almoço, assim como o que tem prazo no Todoist. Como não abuso dessas informações, consigo dar conta de tudo diariamente.
  • Os compromissos com horário vão sendo realizados ao longo do dia, conforme acontecem.
  • Na parte da tarde, trabalho em ações sem prazo ou de rotina que estão no Todoist.
  • Verifico minhas mensagens (e-mails, What’s e Telegram) ao longo do dia para responder urgências, mas sento ao computador para zerar as caixas antes do almoço e antes do final do dia.
  • Faço anotações nos cadernos ao longo do dia, sempre que algo me vem à mente ou aparece. Alimento as listas e ferramentas de modo geral conforme a demanda mesmo. Digitalizo anotações e arquivos ao longo do dia também, conforme apropriado.

Acredito que valha a pena citar que eu não olhos todos os apps todos os dias. O segredo da coisa toda está em fazer revisões apropriadas.

  • Agenda e Todoist são revisados diariamente
  • Projetos e itens incubados são revisados semanalmente
  • Áreas da vida são revisadas no início do mês, mensalmente
  • Objetivos eu reviso quando muda a estação, trimestralmente
  • O planejamento do ano é feito anualmente, quando planejo os trimestre e aí vou revisando conforme apropriado, para fazer o planejamento do mês, da semana etc.

Esse post foi um resumão de como me organizo, mas é claro que não dá para trazer TUDO descrito em detalhes em um único post. Você pode me acompanhar diariamente aqui e nas redes sociais do Vida Organizada para ver na prática como faço e as mudanças que implemento através de auto observação, novos aprendizados vindos dos meus estudos e experiências cotidianas.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Vida Organizada, Anual

Gosto de começar o meu planejamento anual na época do meu aniversário, em setembro. Isso me ajuda a fazer uma revisão maior, mais aprofundada, e depois eu vou refinando nas próximas semanas e meses. No ano passado, eu escrevi um post que tem um vídeo em formato de VLOG muito completo, que recomendo assistir. Lá eu explico absolutamente todo o processo em detalhes. Como lá já está explicado, neste post aqui eu vou me ater às considerações voltadas ao planejamento atual, referente a 2021-2022.

Entrei em um ano pessoal 3 e, neste ciclo de 9 anos que estou vivendo, continuo com o seguinte foco:

  • É a estruturação de um novo estilo de vida para mim, tanto com relação à saúde, quanto com relação a carreira, prosperidade, família, trabalho. Tudo se reflete na minha rotina. Esse é o “tom” da era;
  • Para a família, são três focos principais: Paul adolescente, marido trabalhando comigo e cuidados com a minha mãe;
  • Não tenho expectativas para grandes viagens. Pretendo “deixar acontecer”. A pandemia me deu uma baqueada na vontade de viajar que eu tinha antes. Estou mais a fim de ficar por aqui mesmo;
  • Com relação aos estudos, duas coisas: Ayurveda e o Doutorado;
  • Sobre imóveis, o desenrolar do inventário (ainda em andamento), obra na nossa casa e provavelmente investimento em novo imóvel;
  • Com relação a finanças, estruturar os investimentos para a velhice, futuro do Paul e da empresa;
  • Para o trabalho, consolidação do Método Vida Organizada em todas as suas frentes: curso, conteúdo, equipe etc.

Muitas pessoas me perguntam se esse planejamento pode mudar, e sim, faz parte da vida. À medida que eu vou vivendo, outros cenários vão se construindo e eu vou fazendo adaptações, pois sempre posso mudar a “rota”. Por isso é importante revisar todos os tipos de planejamentos em períodos regulares. Essas revisões espaçadas não me sobrecarregam e permitem que eu tenha esse espaçamento de tempo para viver e entender o que realmente quero.

Aí eu faço uma avaliação das minhas áreas da vida como um todo e pego aquele planejamento anterior e tento fazer um recorte para o ano. “Qualidade de vida” eu vejo como o foco da “era” da vida em que estou (analisando o planejamento anterior) e “carreira” o foco deste ano, associado ao ano pessoal 3 que estou, de acordo com a numerologia. Pelo menos vejo assim por enquanto. Vamos “sentir” a energia de 2022 à medida que ele for chegando.

  • Família & Relacionamentos. Eu sinceramente não tenho nada muito extraordinário aqui. O principal continua sendo o Paul. Ele vai tomar vacina, vai mudar de escola, vai voltar oficialmente às aulas presenciais, e é isso. Minha atenção está nele. Também continuo dando apoio para a minha mãe, que mora em outra cidade. O restante é manutenção mesmo: casal, os dogs, parentes etc.
  • Des. Intelectual (estudos). O foco está no Doutorado e na minha formação como cientista social. Continuo com o trabalho da tese, os grupos de pesquisa e meus estudos individuais. Não tenho muito a colocar além disso, que já é bastante coisa. Amo estudar, faz parte do meu dia a dia. Só continuar exercendo esse amor.
  • Lazer. Eu gosto de definir um hobby todo ano mas, sinceramente, desta vez vou deixar rolar. No momento, estou curtindo várias coisas, de música a desenho. Estou amando trabalhar com papel. Simplesmente vou deixar rolar, como tudo de lazer deveria ser. Sobre viagens, tenho algumas ideias, mas nada de extraordinário. Nenhuma viagem internacional nem nada do tipo. Acho que ainda não é tempo disso. Eu gostaria de passar um tempo na praia e um tempo no interior, ao mesmo tempo que amo ficar em casa e a minha rotina, então vou deixar para decidir mais adiante.
  • Emocional. Continuar com a terapia, com o meu tratamento para a TAG, e possivelmente fazer coaching. Eu ganhei uma sessão de coaching de liderança este mês e, sério, foi incrível. Penso que posso me beneficiar muito se der continuidade a esse trabalho.
  • Saúde Física & Longevidade. Continuo praticando yoga diariamente em casa e saindo para caminhar e correr de vez em quando. Gosto da minha rotina assim. Vou deixar para sentir a necessidade de algum tipo de mudança vivendo os próximos meses mesmo.
  • Cidadania. Bem, ano de eleições. Pretendo fazer minha parte, simplesmente, que é me informar, estudar, saber o que estou fazendo, trocar ideias com amigos próximos e educar nosso filho. De resto, continuar o que já faço.
  • Gezellig. Só manter o que a nossa casa já nos proporciona. Pretendo fazer uma mini-reforma no banheiro ano que vem, pois o móvel de madeira da pia está precisando de manutenção. Meu marido queria trocar algumas janelas, mas só de pensar em quebra-quebra eu já fico com um pouco de preguiça. rs
  • Espiritualidade. Continuar meu estudo e prática desde o retiro feito este ano. Eu sinto que eu apenas preciso praticar e, se conseguir, voltar a frequentar o centro e o templo budista, pois eles precisam de ajuda com o trabalho voluntário e, claro, para mim também é muito importante estar com eles.
  • Carreira. Conseguir uma disciplina para ministrar aula ano que vem. Retomar alguns projetos. Focar no amadurecimento do Vida Organizada (empresa, método, conteúdo). Ainda não decidi isso, mas acredito que Carreira será minha área de foco ano que vem. Tenho bastante coisa que quero resolver e aprimorar.
  • Criatividade. Continuar com meus hobbies criativos que já descrevi em Lazer.
  • Finanças. Continuar com todo o processo que ajustamos por aqui em 2021, quando foi (e está sendo) a área de foco.

Tenho um foco muito claro para o meu trabalho no momento e sei que isso vai se expandir em 2022.
É só dar continuidade.

Ainda não tenho tudo exatamente definido como projeto, mesmo porque isso vai acontecendo e vou alimentando ao longo do ano e tenho exercícios que quero fazer no nosso especial de planejamento que acontecerá em novembro (em breve mais informações!). Mas já criei um painel no Asana para os projetos de 2022 e o de projetos em andamento já virou projetos 2021. Justamente porque agora já começo um movimento de ir entendendo o que quero finalizar este ano e o que vai ficar para o ano que vem.

Espero que este post tenha inspirado você a querer refletir sobre o planejamento do seu ano também. 

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Finanças

Outro dia eu compartilhei a revisão atual do mapa com as áreas da minha vida e perguntei se vocês queriam que eu falasse mais sobre como eu organizo os meus investimentos, e vocês falaram que sim. Então aqui está o post. 😉

Eu acho que é importante começar este post dizendo que não me considero nem certa nem errada com meus investimentos. Isso aqui é apenas a maneira como eu faço porque, neste momento de vida, me sinto mais segura assim. Pode ser que existam formas melhores de se fazer mas, se há, implementarei no meu tempo, conforme sinta necessidade.

Digo isso porque falar sobre investimentos é como pisar em um campo minado (aliás, como muitos temas hoje na Internet). Você começa a escrever a respeito e já tem alguém com uma plaquinha dando sugestões ou dizendo que você está errado por isso e aquilo.

Uma das coisas mais importantes que aprendi sobre finanças foi com meu amigo Luca (que já fez algumas lives comigo sobre isso no canal) que é o fato de finanças serem algo muito mais emocional que objetivo. As pessoas, especialmente os brasileiros, lidam de forma mais emocional com o dinheiro, justamente por vivermos em um país que no momento voltou ao mapa da fome e traz tanta insegurança à maioria de nós.

Como empreendedora, me considero uma pessoa ousada mas, como investidora, sou conservadora. E não fico esperando que eu mude esse perfil com o passar do tempo. Até achei que seria uma característica de quem está começando e ainda não se sente tão seguro até ler no livro do Gustavo Cerbasi (Investimentos inteligentes) que ele mesmo se considera conservador. E ele é craque há décadas em finanças. Então não tem essa ideia de “grau evolutivo” que era uma crença que eu tinha.

Com toda a sinceridade, o que me travava no lance dos investimentos era não ter muita ideia de como e onde aplicar. Foi só quando passei a ter objetivos para o dinheiro que eu me vi naturalmente buscando a melhor maneira de investir em cada um deles. Então este post servirá apenas para demonstrar como eu faço.

O primeiro investimento é uma reserva de emergência. Eu considero reserva de emergência em duas etapas. Uma é um valor razoável que acho importante ter ali, de fácil acesso, no banco, para imprevistos do dia a dia que geralmente não se paga com o dinheiro do dia a dia, que basicamente é o salário do mês. Por exemplo, quando a minha avó morreu, a gente teve todos aqueles custos com velório, caixão, flor etc. A reserva de emergência – parte 1 serve para isso. Usou o dinheiro, repõe o quanto antes. Para mim, essa reserva precisa estar acessível ao meu marido também. A gente só não tem uma conta conjunta porque não vou criar maaaais uma conta, mas eu acho que seria o ideal. Faria assim, se fosse iniciar hoje. Eu tenho essa conta em um banco estatal e armazeno a reserva de emergência em um investimento simples de liquidez imediata – ou seja, que posso resgatar a qualquer momento. É como se e colocasse na poupança. Não é um dinheiro para render muito e me deixar rica – é apenas um dinheiro guardado que é melhor deixar num investimento melhor que deixar na conta corrente. É isso. Eu vou evitar valores neste post por questões de segurança (nunca se sabe quem pode estar lendo), mas realmente não é uma quantia grande – apenas o suficiente para imprevistos diversos.

O segundo tipo de reserva de emergência é aquela que cobre todas as suas contas durante 6, 12, 24 meses e além. Essa eu já considero a reserva para a aposentadoria, porque meu plano é investir ali para ter essa reserva durante algum tempo e ir estendendo para mais anos de vida. No entanto, a liquidez imediata é importante, então o que faço é: invisto no Tesouro Direto em diferentes categorias. Tenho um investimento com a liquidez imediata, que é para situações de emergência mesmo, assim como investimentos no Tesouro 2035 e 2045 – esses já mais voltados para uma suposta aposentadoria.

Entra aqui também a reserva de emergência da empresa, que está na conta de pessoa jurídica, então é outro investimento – um CDB de liquidez imediata também. Rende menos mas entenda que o objetivo é ter acesso, não rentabilidade alta. Essa reserva de emergência tem o objetivo de pagar as contas da empresa por um ano, caso algo aconteça. E a ideia é aumentá-la para dois anos, enfim, porque isso dá segurança a todo mundo que trabalha nela em vários sentidos.

Todos os outros são investimentos menos prioritários e focados em projetos.

Por exemplo, a educação do Paul. Tenho dois objetivos financeiros, que são: guardar dinheiro para a faculdade dele e para um suposto intercâmbio que talvez ele queira fazer daqui a alguns anos. Tenho controle sobre as decisões do Paul com 16 ou 19 anos? Não tenho. Mas a minha parte, que é guardar esse dinheiro, eu posso fazer. Então trata-se de um CDB simples onde invisto esse dinheiro com foco na educação dele. O que tiver de dinheiro investido ali ele poderá usar no futuro para a sua educação. Ponto. Não precisa ter liquidez imediata (iniciei lá atrás para o resgate em 10 anos).

Eu tenho outro fundo que é referente aos meus estudos. É como se fosse uma reserva de emergência para pagar as mensalidades do doutorado, por exemplo, que, se não for usada, continua ali rendendo para um possível pós-doutorado futuramente, se eu quiser mesmo fazer. Penso assim: se não quiser fazer, pelo menos o dinheiro está investido. Nunca fará mal ter dinheiro guardado. Esse aqui é um investimento que faço de pouco em pouco, com o que economizo no dia a dia com compras. Ou seja, toda vez que não compro, sei lá, uma camisa de 100 reais, eu pego esses 100 reais e coloco nesse investimento. É um CDB com liquidez de 12 meses.

Outro investimento é sobre “casa”. Aqui, entra o valor guardado para mudanças na nossa casa ou o apartamento da minha mãe. Está tudo junto, mas penso em separar. Quero ter um “fundo mãe” com dinheiro para ajudá-la, se necessário. E o investimento da casa fica lá. Vamos comprar um terreno? Mudar para outra casa em algum momento? Fazer uma reforma? Não importa essa decisão por enquanto – o dinheiro está sendo investido. O “fundo mãe” eu vou migrar para um CDB de liquidez imediata (pois ela é idosa e pode precisar a qualquer momento) e o da casa fica onde está, com liquidez de 12 meses.

Outro fundo que tenho é o de viagens. É um valor pequeno que mantenho ali investindo de pouco em pouco para ter qualquer viagem em família paga para quando quisermos fazer. Liquidez imediata.

E tenho outro com liquidez de 12 meses para troca de carro.

Por fim, tem o investimento em renda variável, que considero um “plus”. Não dependo desses investimentos, apesar de saber que a rentabilidade deles é melhor a longo prazo. São “dinheiros que sobram” e que eu vou colocando ali, para testar mesmo o mercado e aprender sobre ações. Por enquanto, 15% dos meus investimentos estão em renda variável. Dá para ter uma ideia então de como eu invisto aqui.

A essa altura do post, você pode estar se perguntando como eu organizo esses investimentos na questão do acompanhamento mesmo. Vou explicar.

Diariamente, faço aportes. Como comentei, todo dinheiro que eu economizo eu coloco em algum fundo. Não faço isso TODOS os dias mas é uma questão recorrente, diária quase, e bem regular.

Semanalmente, verifico a minha conta corrente para entender meus gastos e ver onde eu poderia ter economizado mais.

O principal mesmo eu faço mensal e sazonalmente.

Mensal, é a quantidade de dinheiro que separo para investir, de acordo com o que posso retirar de lucro da minha empresa. Eu também acompanho a rentabilidade dos investimentos.

Sazonal, eu revejo meus objetivos financeiros e se quero mudar os investimentos que estou fazendo. Faço essa revisão acessando a minha carteira e refletindo sobre eles.

Vale dizer que toda essa organização foi fruto de ter colocado finanças como a minha área de foco este ano e aplicar o que fui estudando sobre o assunto, mas esse aprendizado é para a vida.

Se você tiver alguma dúvida sobre como faço, por favor, deixe um comentário. Procurei escrever tudo aqui neste post de uma maneira que mantivesse também uma certa privacidade em torno das informações, mas espero que tenha sido útil.

Categoria(s) do post: Livros

Eu não me lembro exatamente de quando ou onde eu ouvi falar sobre o Michael Hyatt pela primeira vez. Só sei dizer que esse livro dele apareceu para mim diversas vezes ao longo dos últimos anos, com várias pessoas recomendando e falando muito bem. Eu o coloquei então na minha lista da Amazon e, quando surgiu um desconto legal, eu o comprei. (é assim que costumo fazer com todos os livros)

Então tá, mas sobre o que fala o livro?

É um livro que casa super bem com o MVO (Método Vida Organizada) e fala sobre como estabelecer objetivos assertivos para o ano em questão. Aborda toda aquela problemática das famosas resoluções de ano novo que nunca vão para a frente, entre outras questões que impedem os objetivos de serem alcançados.

É um livro rápido de ler, especialmente para quem já está meio ligado nesses assuntos de objetivos e planejamentos. Muitas coisas, como você pode imaginar, eu já fazia ou sabia. Mas tirei vários insights muito legais que certamente farão diferença na maneira como eu ensino sobre organização e produtividade, como por exemplo: diferenciar objetivos de hábitos de objetivos de realização. Ele faz essa diferenciação de uma maneira bastante filosófica porém prática, com templates, e acredito que apenas isso já seja um ganho enorme do livro, sabe?

No primeiro capítulo, ele fala sobre crenças. Começa bem, pegando em um ponto que, acredito, norteará todo o livro para a maioria das pessoas. No segundo capítulo, ele disserta sobre como “arquivar o passado”. Maravilhoso. Me deixou muito pensativa. Aí, nos capítulos seguintes, que começa o “desenho do futuro”, ele vai ensinar boas práticas para fazer isso, da motivação ao plano de ação.

Uma leitura simples, rápida, fluida, gostosa, e que pode ser excelente para essa época do ano em que estamos.

Trata-se de um livro bem bacana e que complementa demais o MVO, e recomendo a todos meus alunos e não alunos, sobre planejamento de objetivos de curto prazo.

Link para o livro na Amazon

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.