Categoria(s) do post: Diário da Thais

Todo último dia do mês eu gosto de fazer um apanhado de como foi o mês que está terminando para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente. Quem for novo aqui no blog pode gostar de saber que faço isso mensalmente. É uma boa oportunidade de rever projetos concluídos, projetos adiados, iniciativas diversas e acontecimentos. Você também pode fazer uma versão sua, se quiser, para guardar de recordação.

Uma pergunta que tenho me feito nos últimos meses quando acaba um mês é: eu estou terminando este mês mais feliz do que quando ele começou? Às vezes não, às vezes sim. E em junho eu estou. Isso é muito bom.

Outra coisa que costumo fazer é revisar o resumo do mesmo mês no ano anterior, para avaliar como eu estava e como estou hoje. Em junho de 2020 eu fazia um apanhado bem mais detalhado da minha rotina no Bullet Journal, prática que mudei ao longo dos últimos dois meses. A gente também estava ali bem no coração da pandemia, quase dois meses em casa, vendo que o Governo não estava tomando iniciativa nenhuma e pessoas se contaminando e morrendo muito pelo Brasil. Isso me afetou muito. Eu comecei a perceber que eu não estava muito bem, emocionalmente falando. Voltei para terapia e, no segundo semestre, eu precisei tomar medicamentos para ansiedade e depressão. Quem já teve depressão aprende a identificar quando ela está chegando. E eu não queria entrar em uma condição difícil. Eu sabia que era decorrente da situação com a pandemia, então criei um projeto para simplesmente ficar bem durante esse período.

Há um ano, eu escrevi isto aqui:

“Junho foi um mês pesado no mundo, no Brasil e para mim, nesse meu pequeno microcosmo interior. Felizmente, foi uma jornada que me trouxe até um final de mês melhor. Por incrível que pareça, eu tive uma crise de propósito nos últimos meses. Complicado de explicar. Mas junho me permitiu uma reflexão bem importante, um resgate, uma reconexão, e obviamente que a resposta estava dentro de mim mesma e bastava apenas eu alinhar essa conversa com o meu “comitê interno”. Existem resoluções sendo feitas a partir disso, mas estou feliz com as decisões.”

O primeiro semestre do ano passado foi muito difícil para mim profissionalmente. Não quero entrar em detalhes para não expôr ninguém, mas foi algo que me afetou enormemente. Tinha dia que eu estava cortando os legumes para preparar a minha refeição e começava a chorar do nada. Foi difícil. O que eu fiz foi o que eu sempre faço quando preciso “fugir”: ler. Quis ficar mais quietinha, no meu mundo, lendo muito, estudando. E isso foi bom porque o estudo é uma cura para mim. Consigo me distrair dos meus problemas porque sei que são problemas que não conseguirei revolver naquele momento, então ficar pensando neles não me ajudaria – só me frustraria e me entristeceria. Fiz meu intensivão no curso de Ayurveda que estava fazendo, online, e isso foi maravilhoso porque considero que aprendi o suficiente sobre o caminho e a minha metodologia pessoal para continuar estudando solo até o fim da pandemia. Quero retomar o curso de Ayurveda quando puder ser feito presencialmente.

Paul está bem, terminando o primeiro semestre do sexto ano com boas notas. Decidimos que ela vai mudar de escola em 2022, já que o relacionamento com os amigos tem continuado online mesmo durante a pandemia. No final das contas, acreditamos que será uma transição feita de maneira calma e tranquila, porque quando ele voltar às aulas, já terá conhecido os alunos novos e os professores pela Internet, e ainda terá o vínculo com a sua galerinha anterior. Meu cuidado é sempre fazer tudo da maneira mais tranquila para ele, então que bom que tomamos a decisão de mantê-lo nesse um ano lá, porque percebi que, mais importante que as aulas online serem boas ou não, era ele ter o vínculo com pessoas que conhece e se sente acolhido. E isso foi feito ficando na escola com os alunos e amiguinhos dele, assim como os professores conhecidos.

Junho de 2020 também foi um mês em que eu estava dedicada ao pré-projeto do Doutorado, cuja epifania em abril ou maio me permitiu ter um foco e decidir fazer o Doutorado este ano. E hoje, uma ano depois, estou aqui concluindo o primeiro semestre com mais clareza e plenitude do que nunca com relação a esse assunto. É incrível como a vida muda quando a gente toma as decisões certas, decisões “de encaixe”, como eu gosto de chamar.

No Vida Organizada, até um ano atrás eu fazia absolutamente tudo sozinha, com o apoio de algumas pessoas prestadoras de serviços. Meu marido editava as aulas e alguns vídeos do canal, e a Andreia (que ainda trabalha comigo) fazia o atendimento por e-mail, simplesmente porque eu não tinha condições de atender ninguém. Eu também comecei a trabalhar com o Fernando, que é gestor de tráfego, e desde então ele tem me ensinado muito sobre como distribuir mais do conteúdo do Vida Organizada para pessoas que se identificam com o que eu ensino mas que ainda não nos conhecem. Hoje, um ano depois, estamos em sete, sem contar os prestadores de serviços. Nosso foco no momento está na melhoria constante do nosso atendimento aos alunos e a todos que acompanham o conteúdo gratuito. Todos os dias eu agradeço e me sinto privilegiada por ter perto de mim pessoas tão incríveis, bondosas e dedicadas a um projeto que na verdade é um movimento por uma produtividade compassiva. Tem sido, de verdade, maravilhoso. Eu também tive que entender que meu papel de “liderança” era não apenas nesse movimento mas dentro da empresa também. É o trabalho mais compassivo que existe. Tenho aprendido muito, diariamente.

Eu entrei em um novo grupo de mentoria e estou eufórica com os aprendizados. Esse mês então foi muito dedicado a isso, e estamos cada vez mais desenvolvendo uma clareza enorme sobre o que estamos fazendo e como ajudar mais as pessoas com o nosso trabalho. Em breve essas novidades serão apresentadas a vocês. 😉

Mês que vem eu pretendo receber a primeira dose da vacina mas, para nós, isso não muda muita coisa, pois nosso filho, que é do grupo de risco, continua sem vacina e na mesma situação que antes. Não posso arriscar sair e trazer o vírus para ele. Mas só o fato de termos vacina já me dá esperanças que menos pessoas vão morrer e que, bem aos poucos, as coisas irão voltar. Agora, uma constatação minha é fato: o mundo é outro, pelo menos para mim. Não tenho mais aquela vontade que eu tinha de viajar, sair, como eu tinha antes. Aprendi a curtir a rotina o mais tranquila possível, junto com as pessoas que eu amo. Nesse um ano de pandemia, tomamos muitas decisões importantes e nunca ficamos tão próximos como família. Mais de um ano depois, consigo olhar para trás e sentir apenas gratidão.

Avaliando o meu nível de satisfação com relação a este mês que está acabando hoje, de 1 a 10, eu daria um 8. Finalizei o resumo do mês de maio dando uma nota 4 porque muita coisa estava acontecendo. Todas essas coisas foram encaminhadas e me sinto satisfeita por ter me transformado tanto, me respeitado, e confiado no que as pessoas que eu amo e estão ao meu redor me aconselham.

Espero que o seu mês de junho tenha te trazido aprendizados também. Fique bem. <3

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Liderança, Holacracia

Eu tenho recebido algumas perguntas sobre Holacracia e acho isso ótimo! Pois é um assunto fascinante, pois estamos implementando na empresa, pois tem pouco conteúdo em português sobre isso. Mas eu sempre digo que sou iniciante no tema, por mais que já use GTD™ há praticamente 15 anos, e eles são relacionados, e por mais que eu tenha lido o livro do Brian há pelo menos cinco anos. Eu pretendo fazer o curso, a formação, a certificação, mas por enquanto preciso ter a responsabilidade, sempre que falar sobre um método criado por terceiros, de citar minha condição de fala e de encorajar fortemente que todos que estejam interessados busquem a fonte original. O livro está disponível em inglês e também traduzido para o português na Amazon.

Como diz o capítulo 9 do livro, mesmo sem estar pronta, busquei a holacracia. Desde 2016 tenho esse “sonho” de implementar no Vida Organizada, mas é necessário ter pelo menos três pessoas na equipe para fazê-lo. Eu sou uma pessoa muito “fazedora”, o que significa que estudo mas já coloco em prática pra ir aprendendo fazendo, errando e aprendendo do jeito certo, corrigindo os estudos, pedindo ajuda, enfim. De um ano para cá, a equipe passou de duas a sete pessoas, sem contar os consultores e prestadores de serviços. E aí esse sonho se tornou um projeto de verdade, que era iniciar essa implementação, levando em conta que a implementação como um todo é um objetivo de médio prazo que, como tal, levaria de três a cinco anos.

The call of mastery.

A primeira coisa que aprendi é que não dá para implementar a holacracia “em partes”. Ou implementa totalmente ou não implementa.

Segundo, dei o livro de presente pra todos na equipe. E compartilhei a Constituição em nossa “wiki” da empresa no Notion.

É importante lembrar que a holacracia é um sistema de gestão totalizante. Você pode se beneficiar de algumas práticas implementando sozinho/a, na sua equipe ou em parte da empresa, mas não será nada parecido com a implementação na empresa inteira e uma compreensão geral de todos de como ela funciona – começando pelos “chefes” egocêntricos que não sabem abrir mão de seus “pequenos poderes”.

A holacracia é quase que uma linguagem diferente. Tem todo um sistema de conceitos que precisam ser absorvidos para a prática se tornar consistente. E, como diz o Brian, “normalmente a linguagem é entendida como uma expressão da cultura, mas ela também a cria”. O fato é que, quando você passa a falar sobre papéis, propósito, domínios, responsabilidades, tensões, governança, isso afeta a sua vida por completo – não apenas no trabalho como na família, no círculo de amizades e tudo o mais.

Eu diria que a holacracia amadureceu o meu entendimento sobre o uso pessoal do método GTD™ e o método GTD™ sofre um boost quando implementado junto com a holacracia.

No mais, é testar e aprender, corrigir e estudar, e tentar de novo. Eu pretendo sim tirar a certificação da Holacracy e isso vai me ajudar demais a ensinar sobre esse modelo, mas hora vocês podem continuar conferindo as minhas percepções pessoais.

No momento, uma das melhores coisas é a clareza de definir as responsabilidades para um papel, e não por uma pessoa específica. Eu não sou “a Thais” na empresa, e sim a professora, a CEO, a criadora de conteúdo, a designer. E cada um desses papéis tem um propósito e complexidade em níveis diferentes.

“Certamente a holacracia não retira de mim – nem de ninguém – o valor de ser um líder bom, atento, consciente. O sistema apenas reparte essa necessidade entre mais pessoas e a transforma em uma competência útil, em vez de um ideal inatingível.”

Brian J. Robertson

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

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De tempos em tempos acho bom dar uma revisada um pouco mais aprofundada em todas as ferramentas que utilizo, de modo que eu não caia na inércia de manter as coisas iguais apenas por manter, sendo que eu poderia trazer melhorias e adaptar de maneira mais eficaz às minhas atuais necessidades.

Eu já uso a agenda do Google há pelo menos 15 anos e ela vem sendo a minha companheira fiel em termos de ferramenta de produtividade. Tentei outros calendários ao longo dos anos (Fantastical, iCalendar, Outlook, até mesmo planners e agendas de papel), mas não adianta: acho a agenda do Google prática, fácil, muito simples de manter e com recursos que me atendem. Por isso, não vejo motivo para trocá-la.

Logo, pensei: quais as minhas necessidades pessoais em termos de calendário?

Essas são as agendas que tenho dentro da minha agenda do Google:

As que estão habilitadas são as que eu vejo diariamente.

O fato de eu ter várias agendas dizem respeito às permissões de visualização. Por exemplo, meu marido vê “Agenda Thais” para ele saber meus compromissos, mas ele não precisa ficar vendo minhas ações, lembretes etc. Sobrecarregaria para ele.

Isso permite que ele também consiga fazer seus agendamentos sem ficar me perguntando toda hora (não que ele não prefira perguntar algumas vezes rsrsrs continuamos em treinamento).

Por isso, as outras agendas contêm ações e informações que dizem mais respeito a mim mesma e eu não preciso compartilhar com ele. Com o passar dos anos, achei que era uma maneira prática de fazer e funciona bem por aqui.

Agora a Aninha tem acesso à minha agenda também, pois ela é a guardiã do nosso trabalho. <3

Uma coisa que quero comentar, pois sempre me perguntam quando falo sobre a agenda do Google, é sobre eu usar ou não as ferramentas de Lembretes, Tarefas e o Keep. Não uso. Só isso mesmo. Prefiro organizar a agenda dessa maneira como estou relatando no post.

Bater um papo sobre os códigos de cores. De modo geral, a escolha é intuitiva, pessoal e, muitas vezes, aleatória. Já usei de outros modos antes, conforme a necessidade, mas hoje uso uma cor padrão para os eventos com horário (verde), azul para eventos relacionados ao Vida Organizada, amarelo para lembretes (para lembrar um post-it), cinza bem claro para atividades de planejamento e um cinza mais escuro para as ações de dia específico. As aulas ao vivo estão em abóbora, justamente para terem destaque.

Se algo ficou pendente de um dia para o outro, pinto de vermelho (é mais um “coral”, na verdade, que é aquele vermelho não tão forte da ferramenta).

Eu gostei de fazer assim, funciona para mim e gosto da harmonia das cores (sou uma pessoa muito visual e esse tipo de abordagem é eficaz no meu caso).

Ano passado, quando fiz essa reorganização, criei um evento com recorrência anual com esse lembrete. Ele apareceu para mim agora em junho e aproveitei a oportunidade para repensar a agenda e escrever esse post de atualização para vocês. 😉 Funciona!

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Categoria(s) do post: Diário da Thais, Rotinas, Saúde

Sei que é um privilégio.

Foi algo que levei décadas para conseguir.

Não dava para fazer quando nosso filho era bebê.

Não dava para fazer quando eu tinha dois trabalhos, ou fazia faculdade à noite e acordava para sair muito cedo para trabalhar, sem ter descansado o suficiente.

Então é importante ter perspectiva ao ler este post, tá bem?

Hoje, a maior prova de que o meu tempo é livre é o fato de poder dormir e não colocar o despertador para tocar.

De modo geral, acabo acordando no mesmo horário todos os dias (sempre antes das 6h), mesmo aos finais de semana e naqueles dias que penso: “amanhã vou dormir até mais tarde para descansar mais!” Acabo acordando no mesmo horário mesmo assim. rsrs

Foi do dia para a noite? Não. Eu diria que levou todos os anos de vida até aqui.

Eu comecei esse projeto de sono para me acostumar a acordar cedo há pouco mais de um ano – quando iniciou a pandemia. E hoje finalmente acostumei meu corpo a ponto de ele acordar sozinho mesmo que eu tenha ido dormir mais tarde, excepcionalmente.

Durmo por volta das 22h – alguns dias mais cedo, mas geralmente nesse horário ou, excepcionalmente, durmo mais tarde. O que importa é que acordo quando me sinto descansada e rejuvenescida.

Já aconteceu algumas vezes de eu despertar – ou seja – sem conseguir voltar a dormir, mesmo sentindo que meu corpo poderia descansar mais, ou sabendo que fui dormir mais tarde e não dormi “horas suficientes”, mas a verdade é que o nosso corpo não conhece o tempo do relógio.

Algumas vezes, consigo descansar um pouco depois do almoço, mas evito dormir, pois atrapalha meu sono à noite. Prefiro encerrar o dia de trabalho mais cedo e descansar de noite, dormindo tranquila. Aos domingos, me permito tirar uma soneca depois do almoço, pois é um dia de descanso para mim. Mas nem todo domingo eu tenho vontade. Apenas me permito escolher.

Não me importo de trabalhar de tarde e no início da noite, se for necessário. Mesmo aos finais de semana. Mas só de ter a manhã livre isso me deixa muito bem.

Essa orientação também ajuda a equipe do Vida Organizada a trabalhar melhor, pois sabe que, pela manhã, não vou agendar nada, a não ser em situações especiais, como inscrições abertas do nosso curso, e tudo coordenado com antecedência. Então todos conseguem trabalhar concentrados de manhã ou agendar reuniões entre si sem que eu proponha conversar naquele horário.

Eu também aproveito para trabalhar no meu tempo por aqui, mais concentrada, mas sempre respeitando o meu ritmo.

É o que eu quero para todo mundo que me acompanha aqui. Tempo livre. Livre para escolher como você quer vivê-lo.

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Hoje eu gostaria de compartilhar uma dica simples de algo que eu fiz no Notion e achei que me ajudou bastante na organização das páginas, que foi padronizar os ícones. Vou explicar abaixo.

Quando eu comecei a usar o Notion, eu maratonei o canal da Marie Poulin no YouTube e vi que ela padroniza os ícones, mas não entendia exatamente como funcionava.

Como alguns de vocês podem ver na imagem acima, ela tem um certo padrão nos ícones. Em algum vídeo, que agora não me lembro qual, ela comenta que o padrão dos ícones é mais ou menos assim: quando é uma página simples, com texto, sem databases, ela usa o ícone vazado, vazio. Quando a página tem databases embutidos, ela preenche metade do ícone, como uma meia lua. E, quando for um database, ela coloca o ícone preenchido. Isso tornaria fácil de reconhecer os databases ao longo do sistema.

Eu achei que essa diferenciação ajudaria bastante e criei no Canva um modelo para o meu Notion:

Asanas é um database que estou montando para estudar as posturas do Yoga.

Afirmações pessoais é uma página simples com as afirmações escritas.

Alimentação é uma página que tem vários databases, tais como despensa, lista de compras e receitas.

Aplico isso para todas as páginas novas no Notion e, quando acesso uma antiga, eu atualizo com os ícones.

Eu uso essa cor azul porque remete ao Vida Organizada. 🥰

Você pode achar que é microgerenciamento mas só se torna microgerenciamento quando não tem impacto nos seus resultados no dia a dia. E, para mim, personalizar dessa forma e categorizar os tipos de páginas me ajuda a perder menos tempo procurando qualquer coisa.

Uma dica simples para você ponderar sobre a aplicação na sua vida nesse momento. 😉

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Categoria(s) do post: Diário da Thais, Trimestral

Todo planejamento sempre faz parte de um planejamento maior.

O planejamento do trimestre está alinhado com o planejamento do ano e influencia no planejamento do mês.

Para refletir sobre o terceiro trimestre de 2021, eu dei uma olhada em tudo o que já tinha feito de exercícios com relação ao planejamento do ano.

Bem, algumas coisas que são latentes do terceiro semestre:

  • Vacina 🙌🏻
  • Meu aniversário de 40 anos
  • Férias da faculdade
  • Finalização da Turma 4 do curso em agosto
  • Encontros de um grupo de mentoria que entrei recentemente
  • Preparar volta às aulas e reorganizar leituras que não conclui no primeiro semestre mas ainda quero fazer
  • Fazer a rematrícula do Doutorado
  • Abertura das inscrições para a Turma 9 do MVO
  • Duas iniciativas no Vida Organizada que serão implementadas mas ainda não podemos falar! 🙊
  • Eu preciso fazer algumas consultas médicas e, se possível, exames nesse terceiro trimestre
  • Retiro no centro budista da Inglaterra (virtual) de 15 dias
  • Resolver algumas pendências diversas com relação a um assunto aí
  • Continuar as regravações e edições das aulas do MVO (começamos no primeiro trimestre)
  • Finalizar o Clube do Livro do GTD no YouTube
  • Continuar workshops inéditos de novas ferramentas no MVO

Com base na última live do Átila, eu reforço minha definição tomada com relação à pandemia no ano passado e isso me ajuda a ter perspectiva e não ficar tão ansiosa.

É muito legal porque eu tinha feito no trimestre anterior (até o final de junho, onde estamos) e, apesar de manter muitas coisas, mudei outras. Por isso é tão importante revisar de tempos em tempos qualquer planejamento. A vida muda, e o planejamento se readequa.

Algumas coisas que não fiz nos trimestres anteriores mas acredito que ainda faça sentido manter nesse planejamento novo:

  • Ações no Insight Timer
  • Pesquisar materiais com identidade visual do MVO para alunos
  • Podcasts no ar
  • Explorar o Mendeley
  • Vídeo de Draw My Life (o Paul me lembra semanalmente rs)
  • Finalizar a catalogação dos meus livros (em andamento, tem livro pacas)

Para finalizar o planejamento do trimestre em si, eu penso: o que, desses projetos, ou como parte deles (e dos objetivos), eu posso fazer em julho? Essas serão as “big rocks”. Falarei em um próximo post. Leia mais sobre big rocks aqui, enquanto isso. 

Se tiver alguma dúvida sobre o meu planejamento do trimestre, deixe um comentário. Obrigada por estar aqui!

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Categoria(s) do post: Diário da Thais, Vida Organizada, Trimestral

Toda vez que muda uma estação, isso é um gatilho para me lembrar de revisar os meus objetivos de curto prazo, que reviso trimestralmente (ou sazonalmente, como gosto de dizer).

O formato que tem funcionado para mim atualmente é o de mapa mental e a ferramenta que estou usando para armazená-lo e atualizá-lo é o Mind Meister.

No centro do mapa, atualizo as épocas (até dois anos a partir de agora) e coloquei uma foto minha atual porque estava com vontade, apenas. 🙂

Eu vejo os objetivos de curto prazo com relação aos cenários que estou construindo para a minha vida nesse tempo. Me pergunto: o que eu gostaria que fosse verdade na minha vida em até dois anos? Ou até junho de 2023? Essas reflexões me ajudam a identificar aspectos que sejam importantes para mim e que podem se tornar objetivos.

Ao escrevê-los, percebo que alguns ainda não estão tão “certos”. Por exemplo: não sei se em dois anos quero estar morando em outra casa, um apartamento ou nesta que moramos, mas é importante que esse objetivo esteja descrito porque envolve a gente ter investido dinheiro suficiente para tomar essa decisão até lá. O objetivo é o dinheiro guardado, e a definição sobre a casa é um dos propósitos dele. Estar ali descrito é importante para que me dê motivação a respeito desses investimentos.

Alguns objetivos estão tampados com uma tarja verde porque são mais pessoais.

Sim, parece muita coisa, mas lembrem-se que eles apenas descrevem cenários. Olha esse exemplo relacionado ao Paul:

Descreve um cenário apenas. Eu poderia escrever “Paul mudar de escola até junho 2023”, mas esse já é o objetivo implícito. Para mim, a importância desse mapa é realmente me permitir visualizar o cenário que quero viver em até dois anos. E essa é a minha maneira de manifestar o que está na minha cabeça.

A partir de cada objetivo, eu me pergunto: o que posso fazer com relação a ele em 2021? Para encontrar projetos. No caso acima, é “pesquisar as escolas da região”. Mas será um projeto melhor explorado quando acabar a pandemia e pudermos visitar as escolas pessoalmente. De qualquer maneira, é um projeto que já pode estar em andamento, pelo menos na parte das pesquisas online e telefonemas para saber mais. Esse é apenas um exemplo de projeto. Para todos os objetivos, há projetos. Isso significa que estou trabalhando para alcançá-los. Ter projetos em andamento relacionados a objetivos é uma boa prática de produtividade e planejamento de vida.

Esse mapa é revisado sempre que tenho vontade ou pelo menos a cada três meses, quando faço reajustes. Algumas vezes, sinto necessidade de guardar versões anteriores, baixando o PDF do Mind Meister e salvando no Notion, como referência. É bem gostoso de vez em quando revisar os mapas antigos e verem os objetivos que eu tinha e que já foram alcançados, e que construíram a vida que eu vivo hoje. (vasculhe os arquivos mais antigos do blog para ler sobre eles)

E vale dizer isso: objetivos não são executados nem concluídos – eles são alcançados, e você os alcança através, aí sim, da execução de ações e conclusão de projetos relacionados. Cada objetivo tem vários projetos em andamento (que estão devidamente listados na minha lista de projetos) e que, à medida que eu for concluindo, vão me levar para cada vez mais perto de cada objetivo.

O que está no mapa de objetivos não são coisas simplesmente desejáveis mas o que está no meu foco para efetivamente alcançar em até dois anos. Se sair desse mapa, provavelmente foi porque houve uma mudança de planos, como duas viagens que eu tinha e que, por conta da pandemia, tiveram que sair. Mas tudo bem, porque isso me permitiu alocar recursos para um objetivo que era de médio prazo (até 10 anos) e que poderei direcionar minha atenção agora. Eu também posso mudar de ideia ou entender que um objetivo que tinha antes não tinha nada a ver, ou na verdade era mais um projeto mesmo. Por isso as revisões são tão importantes.

Da última vez que revisei, curti categorizar os objetivos em áreas da vida (doutorado, trabalho etc). Desta vez, preferi deixar tudo no mesmo nível. Não tem certo ou errado – depende do que fizer mais sentido na reflexão atual que faço a respeito deles.

Não tenho pressa de viver a vida nem de alcançar as coisas logo. Gosto de curtir o caminho. Ter os objetivos apenas me dá uma direção para viver o hoje muito bem, priorizando as atividades na minha vida e fazendo coisas que eu goste.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Roupas

E aqui estou eu com mais um post sobre o meu guarda-roupa básico. Já falei sobre a calça skinny preta de sarja e a camisa jeans. Hoje, vou trazer mais um dos meus queridinhos, que é esse vestido de algodão com estampa floral em fundo escuro, da Zara. Comprei em 2018 ou 2019, não me lembro exatamente. Eu adoro esse vestido porque ele é muito versátil. Vocês já devem ter percebido que o meu estilo de roupa é um mix de rocker com masculino com minimalista (em alguns aspectos). E, apesar de ter e de gostar das peças com estampa floral que tenham fundo claro, as com fundo escuro são as minhas preferidas. E acho que é justamente isso o que estou analisando nessa revisão geral do meu guarda-roupa, pois quero ter apenas as peças que realmente tenham a ver comigo.

Vestido Zara, meia-calça Lupo cinza fio 40, coturno Via Uno

Questionário (veja no outro post a referência dele):

  • A peça está detonada, puída, rasgada ou algo que não dá para arrumar? Não.
  • Você usou essa peça no último ano? Sim.
  • Ela é confortável? Você a usaria todos os dias, se pudesse? Sim.
  • Combina com o seu estilo? Te ajuda na construção do estilo que você quer ter? Sim.
  • Essa peça veste bem em você? Você se sente bem com ela? Sim.
  • Você consegue combinar essa peça com pelo menos três outras do seu guarda-roupa? Ela compõe looks que te deixam com vontade de usar? Sim. (vou mostrar abaixo)
  • Você vai conseguir usar essa peça nesta estação? Ela é versátil e adequada ao clima da sua região? Sim. Inclusive essa é uma das coisas mais versáteis dessa peça: por ser um vestido de algodão, dá para usar em absolutamente todas as estações.

Vou trazer alguns looks com ela para vocês entenderem como eu trago para o dia a dia. A primeira foto acima é do look básico que, no dia a dia, alterno apenas os sapatos (às vezes tenho vontade de usar com sapatilha, às vezes com bota de salto, até com tênis e sandália já usei).

“Trabalhando em casa, com cólica e frio, socorro”

Cardigan gigante da Zara

“Domingo de inverno”

Blusão de lã Renner

“Vou passar o dia em um curso e de noite vou jantar com o pessoal”

Jaqueta Forever 21

Não estou fazendo isso, mas é o look que uso em ocasiões assim. Inclusive foi um dos looks da viagem para o GTD Summit, que fiz em 2019.

Vandi (mãe do Luca), Jacques, Daniel, Luca, Milena, Fábio, sérgio, Marta, Marcelo e eu

Que saudades dessa viagem!

“Festa junina”

Calça Amaro, camiseta preta de manga comprida Renner

Gatilhoooooo!

“Vou jantar com o meu marido”

O “vestido” é na verdade uma camiseta da época em que eu era mais gordinha e é comprida, dando pra usar de vestido, com meia-calça

Dá pra usar em casa, inclusive!

Alguns looks diversos para mostrar a versatilidade de um vestido estampado, quando a estampa é razoavelmente neutra.

Camiseta prera Renner

Dá para usar o vestido como saia tranquilamente. Eu usei a camiseta preta mas você pode usar camisa + suéter, suéter, e até camiseta de manga curta, fazendo um “estilinho” com as mangas do vestido aparecendo.

Saia Renner

Como ele tem esse estilinho de camisa, também dá para usar com uma sala mais pesada e usá-lo como se fosse uma blusa. Inclusive, amei essa combinação! Usaria em diversas situações no dia a dia.

Cardigan Amaro

Com outro cardigan, só para mostrar como é uma peça confortável e versátil.

Lenço sem marca

Eu amo misturar estampas. Olha como fica interessante usar um lenço com uma estampa diferente mas na mesma base de cores! Esse look é bom para reuniões online, já que mostra algo diferente na parte de cima.

O vestido pode não parecer uma peça muito versátil por ser uma peça única, mas você pôde ver neste post que, dependendo do modelo, dá pra usar de várias maneiras diferentes!

Um guarda-roupa organizado faz diferença no dia a dia, em ter uma rotina tranquila, e “processar uma peça” não é tão diferente de “processar um e-mail”. O espaço de armazenamento e ter peças funcionais, que combinem entre si, dentro do seu estilo, respeitando os limites de espaço, faz sim parte de uma vida organizada.

Espero que tenham gostado do post. 🙂

Categoria(s) do post: Diário da Thais

Bom, junho ainda não acabou mas eu achei que valeria a pena fazer este post porque li mais livros do que a minha meta informal, que sempre é a de ler um livro por semana ao longo do ano, totalizando entre 52 e 53 livros. Este ano, já finalizei 27 leituras, o que considero uma ótima margem, levando em conta todas as leituras que faço para o Doutorado, que não se resumem a ler um livro do começo ao fim, e sim apenas alguns capítulos, por exemplo. Nesta imagem acima estão apenas os livros que eu li do começo ao fim.

Você pode me acompanhar no Skoob se quiser acompanhar a evolução das minhas leituras. 🙂

Desses livros, os que menos gostei foram “O milionário consciente” (tem resenha aqui no blog) e do “Instagram para negócios”, muito básico para mim que já trabalha com marketing digital. O “Um milhão de seguidores”, no entanto, fala sobre grandes contas de influenciadores celebridades, e não me conectei ao livro também.

Desses, são livros que, para mim, se tornaram referências boas de indicação quando o assunto é produtividade: “Finanças para autônomos”, do Eduardo Amuri, “A coragem para liderar”, “Holacracia”, “Faça tempo” e “Comunicação não-violenta”.

Não tive um livro preferido. Acho que todas as leituras agregam em seus momentos.

Fiquei feliz por estar tendo uma rotina saudável de leituras e concluir livros mesmo estudando outros textos.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Rotinas, Plenitude & Felicidade

A vida muda, a rotina muda. Com base nessa premissa, sempre que alguma circunstância muda, eu sinto a necessidade de redesenhar o meu dia ideal. Esse é um exercício interessante de ser feito para que ele seja realmente isso: um ideal. Aquilo que você busca fazer diariamente. Dentro dele também se encontra o mínimo viável diário, que é a versão 8 dos 80. O fluxo diário sempre vai ficar entre o mínimo viável e o dia ideal, pois depende dos compromissos e das particularidades daquele dia. O importante é você personalize.

Aqui estão as anotações que fiz no meu caderno de Bullet Journal, usado para registros.

Apesar das mudanças, sinto que meu dia ideal acaba tendo um padrão, que compartilhei em um post onde falo sobre “a rotina do artista”, inspirada na rotina de outros artistas quando li o livro do Mason Currey, obviamente em uma personalização para a minha vida.

Basicamente, pela manhã trabalho concentrada – o deep work. E evito fazer agendamentos porque gosto da liberdade de ter uma manhã minha, no meu tempo, feita no meu ritmo. Tem dias em que acordo mais devagar, outros dias em que acordo mais enérgica, e se eu tiver um monte de agendamentos pela manhã eu sinto que não estou respeitando o meu tempo.

O resultado de pensar nesses limites é uma organização melhor da minha agenda. Pois, como todo mundo, eu também preciso cumprir prazos e, com essas limitações, eu preciso ser bem assertiva com o que entra ou não na minha agenda. Me ajuda a planejar melhor os compromissos. Se eu tenho o bloco do deep work pela manhã, e preciso fazer duas ou três coisas maiores naquele dia, sei que preciso trabalhar focada antes de fazer qualquer outra coisa. Na minha cabeça, essa organização faz sentido e me ajuda a planejar com mais efetividade.

Na parte da tarde, deixo os compromissos com outras pessoas e compromissos mais “abertos”, no sentido que eu esteja mais preparada para conversar, falar com a câmera, gravar, conversar com outras pessoas. O que eu tinha de prazo já fiz pela manhã – de tarde consigo ficar mais tranquila para estar realmente presente naquele momento, sem preocupações. Quando eu agendo compromissos de manhã, a sensação de correria é muito maior, justamente por esse ponto.

Na parte da noite, eu também quero deixar livre. Deixar livre não significa não fazer nada, apesar de que, em alguns dias, pode ser isso mesmo. Deixar livre significa poder escolher diariamente o que estou com vontade de fazer. Geralmente se resume a cozinhar, passar um tempo com a minha família, ver algum filme ou série, ler, estudar, ver vídeos no YouTube, jogar vídeo-game e coisas do tipo.

Eu tenho algumas exceções que preciso deixar pré-planejadas pelas necessidades do meu trabalho hoje. Por exemplo, duas pessoas da equipe têm filhas pequenas e só conseguem conversar no final da tarde. Então, das 18h às 20h, é um horário que posso encaixar essas conversas uma ou duas vezes por semana, sem problemas. A outra exceção é em época de eventos, pois sei que, para a maioria das pessoas, o período noturno é melhor para estar online e interagir. Mas tudo isso vou planejar mensal e semanalmente, de acordo com os projetos. A rotina é sobre a regra, não sobre a exceção.

Outro ponto legal de compartilhar é que, tendo uma rotina leve assim, eu adoro poder fazê-la todos os dias, inclusive aos finais de semana. E, se eu precisar ou quiser tirar uma folga, basta planejar e comunicar à equipe com o máximo de antecedência possível, para não deixar ninguém na mão esperando um retorno meu (podemos adiantar pendências e conversas).

Esse redesenho foi importante para mim porque, quando eu não tenho tais critérios, minha tendência é ir agendando as coisas nos horários que são melhores para as outras pessoas – o que é ok, contanto que não influencie negativamente no meu dia também. Então pensar na agenda desta forma na real é uma atitude de auto respeito e de autocuidado. Sempre que alguma configuração na sua rotina mudar, repense seu dia ideal. Isso pode te ajudar a encaixar as prioridades com mais certeza.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Carreira, Estudos

Ficou muito acadêmico esse título. <3

O primeiro semestre do Doutorado está chegando ao fim e eu já compartilhei ultimamente alguns posts sobre qual tem sido o meu foco no momento.

Trago este post aqui então para fazer um resumão e atualização do que está rolando.

Esses mapas aí em cima, que eu compartilhei em um post outro dia, já mudaram um pouco, pois eu defini melhor o escopo de cada trabalho nas últimas semanas.

O trabalho da disciplina de Fundamentos será um seminário que vou apresentar no dia 28 e o tema dele final ficou “Identidade e trabalho: revisitando Bauman e Castells”. Estou finalizando a apresentação para o dia 28 e, além do Bauman e do Castells, estou trazendo o livro “A nova razão do mundo”, do Dardot e Laval, para a contextualização do sujeito neoliberal, e o Byung-Chul Han sobre a sociedade do cansaço. No final das contas, o trabalho mais desafiador ficará bem bacaninha. Está me ajudando a construir algumas argumentações para a minha tese também. Esse trabalho é meu foco no momento.

Outro trabalho para disciplina é o da disciplina de Sociologia do Trabalho, em que preciso apresentar uma contextualização atual do mundo do trabalho com foco no Brasil. Ele já está praticamente pronto e em fase de edição final e revisão, e preciso entregar até semana que vem, dia 30. Ele continuará em desenvolvimento no segundo semestre com a continuidade da disciplina da minha professora orientadora.

Em outubro, haverá o seminário de um dos grupos de pesquisa que faço parte e vou apresentar sobre tempo livre e trabalho remoto, trazendo alguns resultados de uma pesquisa que farei agora para o núcleo de pesquisa de trabalho da PUC, mas com outro enfoque. Ou seja, são dois trabalhos em que vou fazer uma pesquisa, mas que apresentarei com enfoques diferentes. O capítulo do livro do núcleo de pesquisa será sobre a sobrecarga do trabalho remoto, especialmente envolvendo o What’sApp, e vou entrevistar 2 ou 3 pessoas que sejam praticantes budistas em suas relações de trabalho. Dessa pesquisa, além do capítulo que vou escrever, o tema do seminário de outubro trará algumas considerações vindas dela, mas com o recorte mais filosófico, trazendo a ponderação do que o Theodor Adorno fala sobre tempo livre, que é um dos meus “conceitos preferidos”. Também pretendo fazer um link com alta performance, plataformas (apps de produtividade) e sociedade do espetáculo. Mas é um trabalho que posso me dedicar mais a partir da segunda quinzena de agosto, pois neste momento realizarei a pesquisa “de campo” entrevistando as pessoas.

Criei um mapa mental sobre a Intercom para analisar a viabilidade de apresentar os resultados da minha dissertação do mestrado nesse evento, mas ainda sem muita certeza se consigo ou não, frente a outras coisas. Se sim, o trabalho deve ser submetido até agosto.

Além disso, há dois mapas mentais de conceitos que estou trabalhando para a minha tese, que podem ou não virar artigos de duas publicações que já tenho em vista, ambas da PUC, e uma delas com prazo apenas para o final do ano. Então está “suave”.

No próximo semestre eu pretendo cursar a disciplina da minha professora orientadora, que segue o que estou estudando sobre sociologia do trabalho, a disciplina de metodologia, que me ajudará com a tese de modo geral, e talvez uma outra disciplina, ainda a confirmar. Preciso me decidir até metade de julho, quando será feita a matrícula.

Parece bastante coisa mas o foco está acertado por aqui.

Esta semana:
– finalizar a apresentação para o seminário dia 28 (trabalho e identidade)
– finalizar revisão do texto para a disciplina de sociologia do trabalho
Ambos estão sendo finalizados.

Em julho:
– realizar entrevistas para a pesquisa que dará respaldo para o capítulo do livro e para o seminário de outubro
– definir se vou submeter o trabalho para o evento da INTERCOM

Em agosto:
– volta às aulas
– apresentar o resumo, palavras-chave etc. e resultado da pesquisa para o capítulo do livro

Em setembro:
– preparação das apresentações para outubro

Em outubro:
– INTERCOM
– seminário do grupo de pesquisa

Em novembro:
– finalizar trabalhos das disciplinas
– finalizar textos para submeter para revistas

Tá tudo bem. 👍🏻

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Rotinas, Faça Você Mesmo/a, Mensal

Hoje vou compartilhar com vocês uma prática da empresa que tem sido muito bacana, o por que de ela ser feita e como fazemos. Trata-se das reuniões 1:1, ou “um a um”, em que eu tenho um momento para conversar individualmente com cada uma das pessoas que trabalham comigo. A frequência dessa reunião é mensal e o foco é ouvir como cada um está, o que está sentindo, achando do trabalho, revisitar papéis com seus propósitos, domínios e responsabilidades. Dentro da holacracia, trata-se de uma reunião de Governança em que utilizamos a seguinte estrutura:

  1. Rodada de check-in: cada um comenta como está chegando. A ideia é entender o contexto da pessoa, que pode ter tido uma briga conjugal antes da reunião, ter dormido mal, estar preocupada com algum outro assunto etc. É desenvolver empatia para entender que talvez a pessoa não esteja 100% ali, preocupada com o filho na escola, por exemplo, e dessa maneira a reunião pode ser conduzida de maneira mais leve, se for o caso. Pra mim, esse é um dos pontos mais importantes dessa reunião e uma maneira de nos conhecermos melhor.
  2. Questões administrativas da reunião: que horas vai acabar, se terá algum intervalo etc.
  3. Construção da pauta: de modo geral, a pauta dessa reunião 1:1 é revisitar cada um dos papéis exercidos pela pessoa para ver se eles ainda fazem sentido, se demandam mudanças, e também elencar pendências a serem resolvidas. O legal de revisar os papéis é que, cada pessoa tendo autonomia para exercê-los, algumas dúvidas operacionais até deixam de existir. Se a pessoa pode fazer sem ter que ficar perguntando e consultando um monte de gente, todo o processo é otimizado. E é óbvio que, se identificamos algo que a pessoa precisa de ajuda, orientação ou capacitação, isso será endereçado, mas sempre com a autonomia dela.
  4. Processamento de cada item da pauta: aí a gente vai tratando cada item da pauta.
  5. Encerramento: convite a compartilhar se gostou da reunião, suas reflexões pessoais e despedidas.

Essas reuniões costumam levar em torno de 1h30. Já tentamos fazer em 1h mas acaba não dando tempo de revisar os papéis completamente.

Como nós fazemos a revisão de cada papel

  1. Nós lembramos quais são os papéis executados pela pessoa.
  2. Abrimos o primeiro (que está no Notion, como na imagem acima) e lemos o propósito, o domínio e as responsabilidades.
  3. Há alguma dúvida sobre o propósito? Você concorda com ele? Acredita que possa ser melhor definido?
  4. Com relação a cada um dos domínios, você sente que tem autonomia sobre eles? O que precisa acontecer para que você tenha, caso sinta que não tem?
  5. Para cada domínio, pelo que você é responsável? Você tem alguma dúvida sobre cada uma das responsabilidades?

É comum resolvermos pendências diversas que sujam. Ao final das etapas acima, eu repasso a minha lista de Follow-up (tenho uma por pessoa da equipe) para conferir o status, marcar como concluídas as que já foram realizadas e cancelar aquelas que não fazem mais sentido.

Toda vez que alguém apresenta uma pendência, o primeiro passo é esclarecer para garantir que todos estejam na “mesma página”, ou seja, sabe com clareza o que está sendo demandado. E então discutimos as propostas. Muitas vezes, decidimos que se trata de uma questão operacional a ser decidida com outras pessoas fora da reunião 1:1. Não é que a gente não trate de temas operacionais – é que o foco da reunião é outro e, se nos distrairmos, pode levar muito mais tempo que o previsto e a gente pode não conseguir falar sobre coisas importantes para aquele momento.

“As reuniões de governança são úteis para integrar diferentes perspectivas e gerar maior clareza, mas o que as torna realmente transformadoras é o modo como os resultados moldam as atividades diárias depois das reuniões”, diz Brian Robertson no livro “Holacracia”. Cada pessoa tendo autonomia para gerenciar as responsabilidades de cada um dos seus papéis, a autorresponsabilidade acaba sendo natural.

Depois da reunião

Olha, eu faço as anotações das reuniões literalmente em qualquer pedaço de papel. Às vezes uso folha sulfite, às vezes uso um bloco de notas, como no caso abaixo. Mais importante do que onde anoto, é o que faço com as anotações depois.

Basicamente, eu digitalizo o papel para arquivar e também processo e organizo todos os itens apropriadamente nas minhas listas de afazeres. Por exemplo, no caso acima, eu crio uma ação no meu Todoist como: “Nome da pessoa – Verificar como podemos trocar o e-mail de cadastro no Zendesk sem perder o histórico dos tickets – 15/06” (que foi a data da reunião, para eu saber desde quando aquela tarefa está com a pessoa. Faço esse processamento no próprio dia ou no máximo na manhã seguinte, até mesmo para direcionar algumas atividades.

Ao finalizar a reunião, já vejo daqui a um mês na minha agenda para agendar a próxima. E é isso. Ah, procuro fazer no máximo duas dessas reuniões por dia, para não sobrecarregar minha agenda.

Espero que o post tenha sido útil para mostrar na prática como estamos fazendo por aqui. 😉