Categoria(s) do post: Diário da Thais

Concluímos o primeiro trimestre de 2018 e eu gosto de sempre refletir sobre esse período que passou para encontrar meu sentimento com relação a ele de modo geral. Para este trimestre, eu diria que foi “estranho”. Tive bons momentos, como viagens, início das aulas do Paul na escola nova, mas tive grandes desafios, como a internação dele, a cirurgia agora da minha avó, e estou coroando o final de março com uma crise de sinusite (gente!). Você pode ver um vídeo que eu fiz com um resumo dos projetos concluídos e objetivos alcançados no trimestre aqui.

Todo mês eu faço um resumo do que aconteceu para postar aqui no blog, então aqui vai o resumo do meu mês de março:

  • Acredito que o que mais me tomou tempo foi a adaptação ao mestrado, no sentido de organizar as leituras e priorizar as minhas atividades. Escrevi um pouco sobre esse foco em um post recente no blog.
  • Em termos de trabalho, o foco do meu mês foi a conclusão das gravações das aulas do curso Organize-se em 2018. Eu só não finalizei por conta da crise de sinusite que tive na última semana do mês, quando tinha me programado para fazer essas gravações. Ainda bem que eu planejei as aulas para o final de abril, então ainda tenho tempo para ficar 100% e gravar. 🙂 Você ainda pode se inscrever com o valor promocional antes do término da postagem das aulas. É um curso completo (totalmnte online) para quem quer aprender a se organizar em 2018 e para toda a vida.
  • Meu marido trabalhou e viajou bastante este mês, então foi interessante observar como conseguimos organizar a rotina com o filhote. Mas ele sentiu mais este mês, talvez porque esteja maior. Então chego a esse final de mês preocupada em ficar mais tempo com ele todos os dias. Tomei uma decisão importante este mês, que foi parar de dar aulas e fazer sessões de coaching à noite, para poder ficar mais tempo com ele. Tem sido muito bom e consigo descansar mais também, mas tenho que acordar mais cedo que o normal, o que ainda não me acostumei completamente.
  • A única viagem a trabalho que fiz este mês foi para Brasília, para ministrar um curso de GTD. Foi ótimo e também teve um encontro do pessoal de Brasília que usa GTD, e que para mim sempre é um prazer participar.
  • Foi um mês bom de contato com as minhas amigas de infância. A gente tem combinado de se ver mais. Consegui jantar com uma delas e viajei em um final de semana com outra. Foi bem legal, porque no dia a dia é muito difícil sair das responsabilidades como mãe, do trabalho e outras para ter um tempinho só para mim. Eu também fui ao cinema sozinha para ver um filme que só eu queria ver (“A Livraria”), e foi bom fazer isso! A gente faz atividades com outras pessoas o tempo todo. Esses momentos sozinhos são bem raros, mas eu sou uma pessoa introspectiva e, para mim, eles são importantes.
  • Certamente, o tema que mais chamou a minha atenção ao longo do mês foi a cirurgia da minha avó. Todo o planejamento do pré e do pós, cuidados diários etc. Para quem perguntou (obrigada pelo carinho!), ela foi operada na sexta-feira (santa), mas ainda está internada, em observação.

E seu mês de março, como foi?

Categoria(s) do post: Diário da Thais, GTD™, Ferramentas de organização

Eu utilizo um método de produtividade chamado GTD e tenho inclusive um blog apenas para falar sobre essa metodologia. No entanto, muitas pessoas que acompanham o Vida Organizada também gostam do método, então vim aqui dizer que eu fiz uma série de vídeos no canal GTD Brasil mostrando o meu sistema atual. Como é o meu sistema de organização, achei legal trazer para cá também.

Veja abaixo:

Espero que seja útil de alguma maneira!

Categoria(s) do post: Social, Família

Eu tenho um calendário editorial, onde programo os conteúdos que vou criar tanto para os meus blogs (em formato de texto) quanto para os meus canais no YouTube (em formato de vídeo). Esse calendário me permite trabalhar com antecedência na produção dos materiais, mas também me dá flexibilidade para substituir um conteúdo programado por outro espontâneo, que eu tenha vontade de desenvolver em determinado momento. Foi o que aconteceu hoje – quis escrever este texto para você.

Segundo o David Allen, autor do método GTD, que eu utilizo há muitos anos, “não existem imprevistos, e sim inputs mal gerenciados”. Eu entendo o que ele quer dizer. Ele dizer que, se tivermos um bom método que nos dê suporte no dia a dia, qualquer coisa que aparecer simplesmente entrará no fluxo e dará tudo certo.

Outro fator que ele aborda, e que concordo, é sobre a identificação do “fator surpresa” no seu trabalho (e na vida). Sempre gosto de usar o exemplo do meu último emprego, em que a minha gestora gostava de chamar a equipe na sala dela todos os dias faltando meia hora para todo mundo ir embora, para perguntar coisas. E todos os dias todo mundo ficava estressado com isso. Oras, se ela sempre fazia isso, por que eu me estressaria? Já se tornou algo previsível. Então eu não agendaria nem programaria fazer nada de importante naquele horário, pois sabia que ela poderia me chamar. Se não chamasse, eu ganharia um tempo livre todos os dias.

Esta semana a minha avó fará uma cirurgia às pressas. Ela tem 80 anos e já operou o joelho algumas vezes (tem osteosporose). O que acontece é que, do fim do ano para cá, está com uma dor quase insuportável, e nenhum médico sabia diagnosticar, e ela estava vivendo a base de remédios e injeções bem fortes para aguentar a dor. Até que descobriram que ela está com uma infecção na prótese, pega por uma bactéria que ela pode simplesmente ter inalado. Ou opera, ou corre o risco de infecção generalizada. Ninguém na família esperava que ela fosse operada, pois, em teoria, ela já não pode ser operada (tem problemas cardíacos). Mas é uma cirurgia que simplesmente precisa ser feita, então ela será operada na sexta-feira santa (o médico disse ser ateu – rs, vamos rir para não chorar). (Observação: Apesar de o foco do post ser o sentimento que estou tendo no momento pela cirurgia da minha avó, algumas pessoas fizeram comentários se dizendo ofendidas pela piada com o médico ateu, então achei melhor editar aqui para não precisar repetir minha resposta futuramente. Já postei várias vezes no blog e em outros locais que eu sou atéia (sim, é possível ser budista e ser atéia, vale um Google), e mesmo se não fosse eu não faria qualquer piada com o intuito de ofender ninguém. A piada foi pelo fato de a cirurgia ser em uma sexta-feira santa, um feriado católico, e eu achei irônico, achando melhor rir da ironia que chorar de preocupação com a cirurgia. Agradeço a empatia da maioria e espero ter deixado claro o comentário agora.)

Com organização, tudo se arranja, claro. O pré e o pós estão planejados, mas e o que não pode ser planejado? Os riscos da cirurgia? Ou um pós complicado? Vejam, tenho a atitude mental positiva, mas quando se trata de organização, precisamos pensar em planos B, C e D para estarmos preparados.

Em meio a tudo isso, é importante estar bem, para ajudá-la a ficar bem. Esse é o meu foco principal.

Aí é claro que Murphy vem e ajuda me deixando resfriada e sem voz, com a imunidade baixa. Mas, por outro lado, diversos compromissos foram realocados. Tenho uma viagem agendada para daqui a duas semanas, mas todo o restante eu estou realocando. Isso permitirá que eu descanse e fique disponível para ajudá-la.

Tenho um projeto que é “Garantir que a minha avó passe bem pela cirurgia e no pós” e várias ações encadeadas para transformar esse projeto em realidade. Não me estressei em nenhum momento, apesar de que, é claro, minha avó está em meus pensamentos o tempo todo. Mas no sentido de enviar boas vibrações, e não de estar preocupada. E é isso o que uma vida organizada proporciona, mas eu diria que ter uma vida organizada é resultado de duas coisas principais:

  • ter um método (no meu caso, o GTD)
  • praticar meditação, ser uma pessoa tranquila e esclarecida com relação aos meus sentimentos

Tudo isso permite que eu passe por qualquer imprevisto da forma menos traumática possível.

Mais uma frase do David: “Você não define prioridades; você TEM prioridades”. O grande segredo é torná-las claras para você, de modo que todo o resto possa ficar um pouco de lado, ser renegociado, para que você consiga dar atenção apropriada e se engajar naquilo que requer realmente sua atenção principal.

Categoria(s) do post: Carreira, Estudos

Cada vez mais eu chego à conclusão de que deveria ter feito mestrado logo depois de me formar, e aí deixar o doutorado para quando tivesse mais experiência. Mas, mesmo assim, eu ainda acho que valeu a pena ter esperado um pouco mais para entender o assunto que eu gostaria de ter me aprofundado no mestrado, então foi muito acertado ter tido esse tempo para pensar. É que eu acho, sinceramente, que poderia ter “pensado” nisso antes. Mas tudo bem, paciência. As coisas vão indo bem – isso são apenas reflexões pessoais.

Eu comentei em outro post que eu comecei o mestrado um pouco afobada, querendo aproveitar “tudo”. Com pouco mais de um mês após o início do curso, eu posso dizer que consegui ajustar o meu foco, e quero compartilhar isso aqui no blog porque, se você estiver começando o seu mestrado ou estiver pensando nisso, pode ser que esta dica ajude. Não é uma dica – está mais para o relato de uma experiência – mas espero que ajude mesmo assim.

Vamos a algumas definições pessoais sobre os diferentes níveis de formação:

GRADUAÇÃO: Quando você faz um curso para ter uma profissão ou um conjunto de conhecimentos em uma determinada área. Pode ser que você não atue no mercado daquela profissão, mas a área, como um todo, certamente será um delineador da sua carreira. No meu caso, em primeiro lugar, Humanas. Depois, eu fui para Comunicação. Independente de me especializar em Jornalismo, Publicidade ou outra área relacionada, esse foi um foco importante e eu diria que decisivo na minha carreira. Porque, pensando a longo prazo, em uma vida acadêmica, essa coerência é importante. Aqui eu vejo como foi muito acertada a minha decisão pelo mestrado em Comunicação, e não em Ciências Sociais, como falarei adiante.

ESPECIALIZAÇÃO: Hoje, eu já não sei se faria uma especialização (pós-graduação latu senso) como eu fiz na época (2011-2012). Acho que já teria ido direto para o mestrado. Porém, lá atrás, lembro que fiz essa especialização porque não tinha muito interesse (ou não sabia que queria) na vida acadêmica em si. Eu queria uma especialização profissional mesmo. Fiz em Mídias Digitais. Isso também foi muito acertado porque, desde que comecei a trabalhar na minha área, sempre fiquei no Marketing Digital e na produção de conteúdo. Qualquer pós-graduação com esse tipo de foco teria sido legal para mim. Ter feito essa pós-graduação foi algo muito bom para o meu currículo e para a minha formação, porque aprendi coisas novas muito importantes, que também me ajudaram a despertar a vontade de virar professora logo em seguida.

MESTRADO: O mestrado é um curso que aprofunda os conhecimentos em uma área da sua graduação. O objeto de estudo da sua pesquisa será um tema que você quer ser “conhecido” e reconhecido na área. A ideia é escolher algo que você goste muito, seja intrigado(a) a respeito, para se aprofundar. Para fazer isso, você fará uma pesquisa – e a ideia aqui é te preparar não apenas para se aprofundar na área escolhida, o que te possibilitará lecionar nessa área futuramente, mas te preparar como pesquisador(a). No meu caso, eu fiquei muito em dúvida se iria para as Ciências Sociais ou se ficaria em Comunicação. Ter optado por Comunicação foi muito acertado. A área de pesquisa em Comunicação tem uma série de construções importantes a serem feitas, e acredito que eu possa contribuir mais do que se tivesse ido para Ciências Sociais. Meu objeto de pesquisa é a Midiatização, um tema forte hoje em Comunicação, e o farei com foco no trabalho. Então eu tenho essa frente maior, na verdade, que é Comunicação e Trabalho. Isso é importante porque delineará a minha área de estudo, de atuação, de especialização, e também o tipo de pesquisa que vou explorar depois, em um doutorado e pós-doc, ou até durante a vida inteira, eu acredito.

DOUTORADO: Oferece um conhecimento mais aprofundado do que o mestrado. A ideia é apresentar uma tese que traga algo novo, original, para o campo do saber (uma nova teoria, por exemplo), enquanto que a dissertação do mestrado é mais um estudo aprofundado de determinado campo, embasado em uma pesquisa. Eu ainda não decidi exatamente qual será o meu objeto de estudo do doutorado, apesar de ter algumas pistas e ideias (que vou capturando).

PÓS-DOC: Totalmente voltado para a pesquisa, visa resolver algum problema avançado e gerar publicações mais amadurecidas. Creio que só terei uma ideia melhor do que isso significa após a entrada no doutorado.

Como vocês podem ver, estou traçando uma linha do tempo a longo prazo para o que quero para a minha vida acadêmica como um todo. Posso não ter certeza dos objetos de estudo lá na frente, mas tenho uma ideia mais clara do propósito como um todo.

Bom, e por que estou contando tudo isso? Para explicar o que defini para o meu foco no mestrado nesses dois anos que estão em andamento.

Quando comecei o curso, eu estava muito afobada e querendo aproveitar ao máximo. Ainda quero, mas preciso ter foco para não desperdiçar tempo naquilo que não preciso aprofundar agora. Essa foi uma percepção MUITO importante e decisiva para os artigos que vou escolher escrever, as pesquisas que pretendo fazer, os eventos que vou participar etc.

Eu tenho que a minha grande área de pesquisa é Comunicação e Trabalho. Digo, para a vida. Então eu tenho este momento atual, que é um recorte de dois anos para o mestrado, em que fiz algumas escolhas (o objeto de estudo, a universidade, o orientador, o recorte empírico). Ter noção desse recorte é importante para aproveitá-lo da melhor maneira possível e também com o foco apropriado.

  • O objeto de estudo: Midiatização. Este é um objeto importante e que eu preciso ser craque porque me especializarei nisso. Serei referência, como mestre. Ponto. Então tenho que estudar, ler artigos, participar de eventos e seminários relacionados. Toda essa dedicação e esses estudos me formarão não apenas como professora e pesquisadora, mas servirão para todo o resto. Um estudo gera outro, e nenhum aprendizado se perde. Além de aprender muita coisa nova, eu preciso manter esse conhecimento atualizado. Então só esse objeto, por si mesmo, já gera uma demanda bem grandona de trabalho. Logo, esse foco atual é muito importante porque me dará base não apenas para a pesquisa no mestrado, como para todas as outras que eu venha a fazer. Eu vou participar (como ouvinte) de um evento agora em abril em uma universidade que tem grandes nomes nessa área, e me senti muito feliz por ter feito esse investimento (é em outro estado, vários dias).
  • A universidade: Cásper Líbero. A Cásper é referência em Comunicação, especialmente na graduação em Jornalismo. A área de pesquisa no Mestrado é Comunicação na Contemporaneidade, e a linha de pesquisa em que me encontro é a de Processos Midiáticos. Tudo isso é muito importante porque o campo da Comunicação é um campo que está sendo construído pelos pesquisadores. Eu sei que, em teoria, todos estão (rsrsrsrs), mas quem estuda Comunciação academicamente sabe do que estou falando. A Comunicação é considerada por muitos apenas “um braço” das Ciências Sociais e está lutando para se mostrar como campo por si só, então os pesquisadores têm se esforçado para cada vez mais trazer pesquisas relevantes nessa área. A Cásper é muito engajada nesse sentido e traz muitos eventos, seminários, estudos e palestras a respeito. Eu faço parte de um grupo de pesquisa com foco em Teorias da Comunicação / Epistemologia da Comunicação, que é coordenado pelo meu professor orientador, então esse tema também é meu foco no momento e o será por toda a vida, eu acredito. Acho que “conhecer bem todas as teorias e me engajar com essa construção” seja o foco que eu estou tentando descrever. Tudo isso me dará suporte como pesquisadora a longo prazo e também na minha formação como professora.
  • O orientador: Luis Mauro Sá Martino. Meu professor orientador tem uma trajetória que deve ser estudada e respeitada, e eu o escolhi por alguns motivos, certo? Pois bem, esses motivos devem estar claros e, para mim, é importante que eu reconheça o seu trabalho lendo os artigos que ele já publicou, lendo (na medida do possível) todos os seus livros, respeitando o que ele orienta com relação à minha pesquisa e aos artigos que eu escrevo durante o mestrado. Ele tem me ajudado muito a manter esse foco. Para mim, respeitar a trajetória do orientador é importante, até mesmo para eu saber como aproveitar o seu conhecimento para esse próprio cenário de dois anos durante o mestrado – leituras que devo ou não fazer, orientações para o todo mesmo. Se ele me falar que é bom participar de um seminário, por exemplo, vou estudar com carinho a possibilidade porque sei que, se ele está indicando, é importante. Assim como respeito muito a opinião dele quando ele fala que é melhor deixar algum evento ou assunto de lado no momento (isso é especialmente importante para mim, pois fico tendo ideias o tempo todo). O orientador está ali para te orientar mesmo, então é importante valorizar essas conversas.
  • O recorte empírico: Vou pesquisar a midiatização do fluxo do trabalho através dos aplicativos de produtividade. Vou trabalhar com mulheres que atuem na área de Comunicação em modelo PJ de contratação. Por quê? Porque já foi comprovado que as mulheres sofrem mais com a precarização do trabalho, e meu problema de pesquisa é justamente revisitar os diversos conceitos de midiatização para investigar se essa mudança no fluxo do trabalho tem influenciado nessa precarização. Então, aqui, eu tenho dois micro-temas importantes a serem estudados dentro da minha pesquisa: os aplicativos de produtividade e a precarização do trabalho das mulheres. Percebam que são dois campos que não são teoricamente da Comunicação (Tecnologia e Ciências Sociais), mas estão sendo trazidos para o meu olhar da Comunicação. Ter esse recorte empírico me ajuda como, em termos de foco? Qualquer outro trabalho de pesquisa menor que a minha dissertação que eu faça durante esses dois anos (ex: seminários, artigos), eu usarei esses dois micro-temas para não fugir muito do que estou estudando e não sair do foco. Pode parecer bem básico para quem já é pesquisador há algum tempo, mas eu achei genial como tem funcionado para mim. Por exemplo, vou submeter uns 4 ou 5 trabalhos este ano para eventos. Ter esse recorte empírico me ajuda com todos eles, para não perder tempo estudando coisas que não contribuirão com a minha pesquisa.

Agora, obviamente, a minha carreira não se resume aos dois anos de mestrado e ao foco acima. Como eu falei, tenho a frente maior, que é Comunicação e Trabalho. No entanto, neste momento, eu sei que preciso focar nos aspectos acima – que já são bastante coisa, e em um a mais que não citei: embasamentos clássicos tanto de Comunicação quanto de Sociologia do Trabalho. Revisitar Comunicação, que já estudo desde a graduação, e aprender Sociologia do Trabalho, que não foi meu foco na graduação. Então são estudos que vêm em paralelo, mas em ordem diferente de prioridade. Na prática, significa que, se eu tiver pouco tempo para estudar ou produzir trabalhos, vou priorizar na seguinte ordem:

  1. Midiatização
  2. Epistemologia, metodologia e teorias da Comunicação
  3. Sociologia do trabalho, aplicativos, precarização do trabalho feminino
  4. Ciências humanas e sociais no geral: política, sociedade, comunicação, trabalho, poder

Eu penso que um próximo passo será identificar as disciplinas que tenho interesse (e capacidade) para lecionar, o que pretendo fazer só a partir do quarto semestre do mestrado. Por enquanto o foco está bastante claro para mim, e assim seguimos.

Categoria(s) do post: Viagens

É com uma alegria imensa que escrevo este post, porque existem duas viagens que eu faço todo ano e que me deixam feliz: uma é a viagem para a praia, com a minha família, na época das férias de verão; outra é a viagem para a Serra da Mantiqueira, meu lugar afetivo aqui no estado de São Paulo, e que me faz um bem danado toda vez que eu vou.

Viajar “para as montanhas” me energiza. Respiro ar puro, consigo descansar e organizar meus pensamentos. Não vou para ficar muitos dias (geralmente dois ou três), mas são suficientes porque me desligo completamente e consigo ficar muito bem.

Neste post, vou contar um pouquinho como faço a organização básica dessa viagem.

  • Em primeiro lugar, escolho uma época do ano APROPRIADA. O que significa apropriada: nem muito frio, nem calor. Gosto de passar um “friozinho”, aquele que vai de 8 a 13 graus. Além do que, tem o fator $$$. Viajar para as montanhas em época de frio é muito custoso (como tudo aqui no Brasil!), então eu evito. Por ter um trabalho com flexibilidade de horários, eu consigo adequar.
  • Eu escolho os dias em que estarei mais tranquila com relação ao trabalho e agendo com pelo menos três meses de antecedência. Tudo o que surgir depois, eu vou apenas “rebatendo com a minha raquete”. Não é fácil (quem empreende sabe!), mas se eu não fizer isso, nunca consigo viajar.
  • Reservo hotel e passeios com a máxima antecedência que der. Desta vez, acho que reservei com pelo menos dois meses. Uma semana antes, eu costumo fazer reservas em restaurantes que não quero deixar de ir.
  • Sou muito criteriosa com relação ao hotel ou hospedagem. Gosto de ficar em um lugar que tenha um certo suporte, se for necessário, então ainda prefiro hotel, por todas as conveniências. Dentro do possível, gosto de ficar perto do centrinho da cidade onde vou, para não depender de carro eoutros meios de transporte.
  • Um dia antes, arrumo a minha mala. Como tenho uma checklist com tudo o que devo levar, feita e aprimorada em viagens anteriores, é bem tranquilo. Costumo levar uma mala maior, porque aproveito essas viagens para comprar malhas de lã para o inverno para mim, filhote e marido. Prefiro carregar uma única mala maior a sair com um monte de sacolas agregadas.
  • Definir um orçamento para gastos na viagem também ajuda!

Segue a minha checklist:

Roupas

  • 1 jaqueta de couro (acho que jaqueta funciona bem para todas as temperaturas)
  • 1 blusão de lã
  • 1 blusa mais fina de lã (tipo cacharrel)
  • 1 colete (vai comigo na viagem)
  • 1 camiseta para cada dia + 2 suplementares
  • 2 calças (uma vai comigo na viagem; levo outra porque sou a rainha de derramar coisas nas calças, tipo chá, café, sopa etc.)
  • 1 meia-calça fio 80 ou 100 para usar por baixo da calça
  • 1 par de botas de montaria, forrada, impermeável
  • 1 par de tênis (para caminhadas)
  • 1 par de chinelos (para ficar no hotel)
  • 2 pares de meias para o dia a dia
  • 1 par de meia quentinho para dormir
  • 1 calcinha por dia + 2 suplementares
  • 2 sutiãs
  • 1 pijama bem quente
  • 1 pijama mais leve, caso esteja quente no quarto por causa da calefação

Não vou levar sobretudo porque não é tão frio assim. Levei das outras vezes e foi um volume desnecessário. No inverno vale a pena!

Acessórios

  • 1 touca
  • 1 cachecol
  • 1 cinto
  • 1 par de óculos escuros

Outras coisas

  • repelente
  • protetor solar
  • hidratante para as mãos
  • necéssaire básica com shampoo, desodorante etc.
  • necéssaire básica de maquiagem
  • 2 livros (eu enjôo fácil, então alterno as leituras)
  • revistas novas que comprei esta semana
  • 1 bloco com caneta para anotar ideias
  • celular + carregador
  • mantinha para a viagem (sinto muuuito frio)
  • guarda-chuva
  • adaptador de tomada
  • fones de ouvido
  • garrafa para água
  • máscara para olhos e protetor auricular (tenho dificuldades para dormir fora)
  • nozes para lanchinhos
  • 1 bolsa pequena
  • 1 bolsa maior (para a viagem)

Quando você estiver lendo este post, é provável que eu já esteja viajando. 🙂 Os posts estão agendados, então daqui a pouco estarei de volta respondendo os comentários.

Bom final de semana para você.

Categoria(s) do post: Estudos

Outro dia eu comentei que tenho aplicado a técnica de contextos para os meus estudos do mestrado (você pode ler aqui o post onde explico direitinho). Depois de algumas semanas testando, fiz algumas mudanças e gostaria de compartilhar com você.

Mudei os contextos para:

  • Segunda: Estudos para o grupo de pesquisa sobre Mídia e Poder – Motivo: Geralmente os encontros são às terças e, como é um volume grande, segunda é um dia tranquilo para mim, à noite.
  • Terça: Estudos para a disciplina de Metodologia da Comunicação – Motivo: As aulas da disciplina são às quartas-feiras e eu já estava fazendo uma revisão do material para o dia seguinte de qualquer maneira, então oficializei. A ideia é ler os textos para a aula da outra semana (a seguinte) e apenas revisar minhas anotações para o texto do dia seguinte, para não deixar a leitura para última hora.
  • Quarta: Estudos para a disciplina de Mídia e Sociedade Contemporânea – Motivo: Igual ao anterior. A aula dessa disciplina é na quinta e eu já estava fazendo assim naturalmente.
  • Quinta: Estudos para artigos e eventos. Mantive o que tinha me proposto antes e ficou bom.
  • Sexta: Estudos para o grupo de pesquisa sobre Teorias da Comunicação – Motivo: Geralmente os encontros são aos sábados e, como o volume é grande, sexta é um dia legal para estudar porque posso ir até um pouco mais tarde, se for necessário.
  • Sábado e Domingo: Estudos para a minha pesquisa – Motivo: Já prevendo como será daqui em diante, eu decidi deixar os dois dias mais livres da semana para a minha pesquisa. Às vezes eu trabalho aos sábados (ministrando cursos o dia todo, duas vezes ao mês), mas quando não trabalho, o sábado e o domingo de manhã são bons dias para estudos (deixo a parte da tarde para atividades com a família).

Foram alguns ajustes necessários e que agora sim deixaram a minha semana bem organizada com relação aos estudos.

Vale dizer também que tem sido ótimo organizar por contexto por conta das leituras complementares. Tenho muitos textos “obrigatórios”, digamos assim, mas tenho também livros que leio como complemento, porque preciso aprimorar meus conhecimentos, correr atrás de conceitos que eu tenho um pouco defasados, enfim. Então tenho deixado os livros na minha cabeceira e, de acordo com o contexto, estudo diariamente.

Meus horários de estudos são variados. Textos obrigatórios eu gosto de ler durante o dia, quando a minha atenção está melhor. Textos complementares eu leio à noite, depois que o filhote foi dormir, ou quando ele está fazendo outra coisa.

Agora que já faz um mês que eu comecei o mestrado, meus estudos e leituras estão em um ritmo mais tranquilo. Comecei muito afobada e a fim de fazer coisas. Ainda estou, mas consegui colocar um pouco de ordem nos meus pensamentos, com o foco apropriado. Falarei sobre isso em um próximo post sobre o mestrado.

Categoria(s) do post: Blog

De hoje (21 de março) até 25 de março às 23h59 a Editora Gente estará com até 40% de desconto na Amazon. Esta é uma excelente oportunidade para você que ainda não comprou os livros “Vida Organizada” (16,90) e “Casa Organizada” (14,90) ou comprar para dar de presente!

Vida Organizada – clique aqui para comprar

Casa Organizada – clique aqui para comprar

Além dos meus livros, outros títulos muito bacanas da Editora Gente estão em promoção! Vale a pena navegar se você gosta desses gêneros: auto-ajuda, dicas práticas, biografias…

Lembrando que, comprando através dos links acima, você ajuda o Vida Organizada a receber uma pequena comissão!

Obrigada!

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Eu não sei explicar por que gosto tanto assim do outono.

Quer dizer, até tento: o friozinho está chegando, a luz do dia fica mais amarelada. Chega a época das minhas festas preferidas (aniversário do Paul, festas italianas, quermesses diversas). Mas ainda assim tem um “algo mais” dessa época que eu não sei explicar, e que me deixa em um mood muito melhor, querendo fazer as coisas, com muita energia!

Eis algumas coisas que gosto muito de fazer quando chega essa estação:

  • guardar as roupas de verão na parte de cima do guarda-roupa
  • planejar viagens de final de semana para lugares que eu gosto de ir no frio
  • planejar meu armário de frio
  • testar novas receitas quentinhas
  • ir em festas italianas com a família
  • gravar e compôr (por algum motivo, fico inspirada nessa época, como falei)
  • aproveitar os festivais de sopa pela cidade

Enfim, eu nem conseguiria listar tudo hahaha AMO essa época. <3

Gosto muito de pensar na minha vida por estações, e certamente o outono é a minha época do ano preferida. E você, também gosta?

Categoria(s) do post: Estudos

Quando eu fui aprovada no mestrado, uma das coisas que me passou pela cabeça foi que eu economizaria bastante com livros, pois poderia usar a biblioteca da faculdade. Apesar de estar usando bastante, eu ainda sinto necessidade de TER alguns livros. Sou uma pessoa bastante visual e, para ler e aprender melhor, eu gosto de interagir com o texto, grifando, tomando notas no próprio livro, e manuseando mesmo.

O meu critério atual para comprar um livro ou não tem sido a relevância dele mesmo não apenas para a minha pesquisa como para a construção da minha biblioteca acadêmica de maneira geral. Eu não estou lendo livros apenas para este momento específico da minha carreira (pesquisa do mestrado), mas sim pensando em uma vida acadêmica de longo prazo, o que inclui ser professora. Por isso, existem alguns livros que consultarei sempre, e pode ser uma boa tê-los para poder registrar as minhas próprias anotações neles, que serão úteis no futuro.

Minha biblioteca acadêmica está sendo composta por livros de comunicação, essencialmente, mas também de ciências sociais, metodologia, psicologia social, política, entre outros. Preciso ser criteriosa para não gastar muito dinheiro, então tenho focado em livros de sociologia do trabalho, midiatização e os clássicos da comunicação. Também tenho feito investimentos em livros de política e comunicação, já pensando no doutorado.

O que eu tenho pego na biblioteca?

  • livros que vou usar bem pouco, então pego, leio, faço o fichamento e devolvo. são livros que infelizmente preciso usar de maneira mais instrumental mesmo, e ler com mais pressa, para não monopolizá-los.
  • livros que ainda não tenho certeza se quero comprar, porque aí eu leio um pouco, vejo o tom e a relevância do livro, e decido se é bom comprar agora, comprar depois ou simplesmente não comprar.
  • livros de referência pontual, que preciso apenas para uma consulta, para um trabalho, para uma aula. não tenho necessidade de comprar.

Pode parecer pouco, mas já me fez economizar muitos reais com livros que, do contrário, antes eu teria comprado. Estou bem mais criteriosa agora, pensando mesmo na relevância dessa biblioteca de longo prazo.

Uma coisa que tem me deixado bastante chateada é que doei vários livros de comunicação da minha época da faculdade há, sei lá, 10 anos. Como eu não tinha o foco da produção acadêmica, muito menos pensando nessa carreira a longo prazo, achei que não valeria mais a pena mantê-los. Já tive que recomprar dois livros que eu cheguei a ter, mas doei, e agora preciso deles. Meu aprendizado aqui é o seguinte: livros que você comprar para a sua carreira, só vale a pena doar se você mudar completamente de área ou se ficarem obsoletos. Mas livros teóricos, como os meus livros de teoria da comunicação… eu tinha vários que já eram raros na época, e demorei para achar. Hoje em dia, então, nem se fala. Ou não encontro, ou são super caros. Mas vida que segue.

Uma dica que recebi do meu professor orientador foi a de aproveitar viagens que faço a trabalho para visitar livrarias das editoras universitárias, que podem ter livros que não são vendidos em mais nenhum lugar. A primeira viagem que fiz depois dessa dica foi a Brasília. Não consegui ir na UnB, apesar de ter me programado, porque meu vôo foi cancelado e fui realocada para um vôo noturno. Mas fui no Sebinho, que é um bar/restaurante que tem uma livraria enorme de livros usados anexa, e comprei vários livros bacanas para a minha biblioteca (foto acima).

Outra coisa que me ajuda a saber se devo comprar ou não é fazer uma comparação de preços na Internet (Estante Virtual e Amazon) enquanto estou no próprio sebo. Se valer a pena, levo o livro. Se eu puder comprar facilmente depois, deixo para outra oportunidade. Isso faz com que eu gaste menos e aproveite oportunidades raras.

Ainda não fiz uma excursão nos meus sebos preferidos de São Paulo para garimpar alguns livros, mas estou a fim de fazer isso em breve. Sem pressa, como todo o resto.

Categoria(s) do post: Empreendedorismo

Desde que postei sobre a sede do Vida Organizada, tenho recebido muitas mensagens de leitores perguntando sobre esse passo, e também mensagens de pessoas interessadas em uma possível parceria para negócios diversos. Respondi todas por e-mail, mas gostaria de agradecer aqui publicamente todos os envios de propostas. Ainda não consegui analisar todas com calma, então peço um pouquinho de paciência para conseguir fazer tudo dentro do tempo certo por aqui. 😉

Hoje gostaria de comentar sobre a escolha de tirar o escritório de casa e ir para uma sala comercial.

Na verdade, essa é uma vontade que já vem de algum tempo. Não se trata de mudar o modelo de home-office (que continuará existindo), mas de ter um espaço onde outras pessoas que trabalhem comigo possam trabalhar, além de receber pessoas de fora. Esses são os dois propósitos principais. Meu home-office continuará existindo normalmente, onde poderei trabalhar de vez em quando ou sempre que tiver vontade de ficar por aqui em vez de ir para a sala.

É natural, quando uma empresa cresce, esse tipo de decisão ir acontecendo. Eu acredito que seja um grande passo para mim e para o Vida Organizada, e estou motivada com ele.

Muitas mudanças vêm ocorrendo do ano passado para cá. Estou mais focada no meu trabalho, no sentido de desenvolver o que eu devo fazer e o que devo delegar. E uma série de mudanças precisa acontecer para que as coisas evoluam como um todo, e eu sinto que essa é uma delas.

Outro passo importante é a contratação de um assistente administrativo. Para levar a vida que levo e conseguir trabalhar em tudo o que quero e preciso trabalhar, preciso ter uma pessoa assim comigo cuidando dos pormenores. Eu me sinto extremamente frustrada quando preciso deixar de fazer algo importante (como traduzir um texto que só eu posso traduzir ou gravar aulas para os meus cursos) porque preciso imprimir contrato, gerar nota fiscal, organizar logísticas diversas e outras atividades que outra pessoa poderia estar fazendo. São tantas dessas pequenas coisas que tomam o dia inteiro, se eu permitir.

Este é um período de transição em que essas providências estão sendo tomadas para eu melhorar a qualidade de atendimento da empresa como um todo. Tem muita coisa acontecendo e sinto que, se eu não tomar essas providências, não vou crescer, ou não conseguirei fazer tudo o que acredito ser importante fazer no momento.

Tem muito sobre esse assunto para comentar aqui no blog, então aos pouquinhos vou escrevendo. Obrigada!

Categoria(s) do post: Social, Família

Esses dias eu fiz uma reunião com a minha coordenadora do coaching de GTD e ela me falou: “caramba, Thais. GTD, Vida Organizada, um filho de 7 anos, e agora mestrado? Você consegue fazer muita coisa”. E eu pensei: sim e não. Aí o motivo desse pensamento se transformou neste post.

Eu defini cinco prioridades para 2018, sendo que uma delas era garantir que o Paul (nosso filho) vivesse em um ambiente favorável ao seu desenvolvimento como um bom ser humano. Logo, tenho sinceramente feito isso. Eu não assumo nenhum tipo de atividade ou responsabilidade na minha vida que prejudique essa prioridade. De fato, nos últimos anos venho desenhando um estilo de vida que me permita ficar mais próxima dele no dia a dia.

Atualmente, nossa rotina tem sido assim:

  • Levo ele bem cedo para a escola algumas vezes ao longo da semana. Só não o faço todos os dias porque, dependendo de como será o meu dia, preciso dormir duas horiznhas a mais para aguentar sem ficar com fraqueza (cuidado com a minha saúde).
  • Também busco e almoçamos juntos em todos os dias em que não tenho algum compromisso externo que me leve para mais longe de casa. Isso se resume a praticamente todos os dias. Geralmente uma ou no máximo duas vezes por semana não almoçamos juntos.
  • Não tenho mais agendado compromissos profissionais à noite (ex: aulas) para poder ficar em casa com ele. Jantamos, dou banho, faço lição, assistimos tv juntos etc.
  • Lemos juntos antes de dormir.
  • Todo final de semana fazemos algo. Passeio, cinema, filme, brincadeiras, parque, o que seja.

Sobre conciliar no dia a dia, mais uma vez, digo que é uma construção, especialmente com relação ao trabalho. Levei anos para construir (e ainda estou construindo) um modelo de trabalho diário que me permita ter mais flexibilidade no dia a dia. Não é algo do dia para a noite.

Sobre os estudos, aqui fica mais sutil. Como tenho estudado em casa todos os dias, eu aproveito para estudar quando ele está fazendo outra coisa (ex: jogando vídeo-game) ou depois que ele foi dormir. Também lemos juntos na cama, e sempre levo algum livro do mestrado comigo.

Quando penso em como era a nossa rotina quando eu tinha um emprego das 9h às 18h, de segunda à sexta, nem chega perto disso. Chegava cansada em casa, ambos dormíamos cedo. Hoje, por mais que eu tenha muitas frentes profissionais, há um equilíbrio infinitamente maior.

Categoria(s) do post: Carreira, Empreendedorismo, Estudos

Preciso escrever sobre este assunto!

O mestrado ou, na verdade, a vida acadêmica, entrou na minha vida com tudo. Toda vez que uma nova responsabilidade ou área de foco entra, eu sei que é hora de revisar tais áreas, a fim de não me sobrecarregar.

O conceito de áreas de foco vem do GTD e você pode ler mais sobre isso aqui.

Faz tempo que eu tinha feito essa reorganização (creio que há um ano, mais ou menos). Com o início do mestrado, se tornou necessário revisar as minhas responsabilidades, porque 1) não dá pra querer fazer tudo e 2) é necessário priorizar.

O print acima é do meu Evernote. Tenho um caderno para as minhas áreas de foco profissionais e uma nota por “papel”. Frequentemente reorganizo tais notas por áreas ou por papel – essa alternância me ajuda a refletir sobre as minhas responsabilidades. O que você pode ver acima, então, são os papéis que desempenho hoje profisisonalmente, que podem ser essencialmente divididos em três frentes.

Em primeiro lugar, a criação de conteúdo. Escrever para o blog, para os meus livros, gravar vídeos, e acredito que até o meu trabalho como pesquisadora entre aqui, porque faz parte dele escrever MUITO. Em segundo lugar, o ensino. Em ensino entram todos os meus trabalhos de capacitação do GTD, meu desenvolvimento como professora (em cursos livres de organização e em Comunicação, minha área do mestrado) e meu trabalho como coach de GTD.

Agora, a terceira frente e que eu só passei a ver como frente de trabalho mesmo no ano passado é a frente de liderança, de gestão do meu negócio. Demora, quando se é empreendedor, a perceber que você não é apenas um bom operacional, um bom especialista – mas que precisa cuidar também da direção do seu negócio. Isso ficou especialmente importante recentemente, com a entrada dos novos papéis associados à vida acadêmica, porque eu vou precisar delegar bastante coisa se quiser manter aquilo que só eu posso fazer com a qualidade que eu espero.

Como todo período de transição, há perdas e ganhos. Por exemplo, enquanto não contrato uma pessoa para trabalhar comigo na parte de vendas, eu tenho que fazer esse trabalho, então vou focar no mínimo necessário para ele rodar, e ainda assim eu sei que não sou a melhor pessoa para fazê-lo. Então é claro que esse trabalho pode ter algumas falhas. Tento não me cobrar tanto, porque sei que é temporário. Isso me ajuda muito a manter a sanidade no dia a dia.

Definir o seu trabalho é uma das coisas que mais fazem diferença em termos de produtividade. Se você não tiver seu trabalho definido, ficará muito mais fácil dizer sim para tudo e para todos e se sobrecarregar. Aliás, é fato: toda pessoa sobrecarregada não sabe de verdade qual é o seu trabalho. Provavelmente não tem todo o inventário de coisas que precisa completar e entregar a curto prazo, não tem ideia dos seus compromissos nem das suas responsabilidades. Uma vez que você defina seu trabalho, você consegue analisar cada uma dessas definições e se perguntar: tá tudo certo por aqui? Isso me lembra algo? Quando eu analiso essa área e penso em sua estabilidade, o que eu preciso fazer para alcançá-la?

E essa é uma análise fundamental, porque mudamos o tempo todo. Aprendemos coisas novas, evoluímos, queremos fazer coisas diferentes. Quando você é promovido ou muda de emprego, por exemplo, fatalmente precisará fazer uma nova análise das suas áreas de foco, pois tem muita coisa para colocar em ordem nos próximos meses.

Dentro de cada nota, estou listando as minhas principais responsabilidades para cada papel. Esse é um trabalho que eu estou fazendo exatamente neste momento. Ele me permite manter em foco aqueles pratinhos que não posso deixar cair, ao mesmo tempo que me ajuda a perceber o que precisa ser delegado (porque eu não vou mais ter como fazer, se quiser focar em outras atividades).

Aí vem a grande jogada da coisa toda: quando uma área não está em “estado de cruzeiro”, o que eu preciso fazer para que esteja? Posso identificar projetos, que são coisas que quero concluir em até um ano e que demandam múltiplos passos. Ao identificar projetos, anoto todas essas ideias para depois esclarecer adequadamente e organizar no meu Evernote (tenho uma pilha de cadernos para os meus projetos). Lá, cada projeto terá pelo menos uma ação definida que poderei trabalhar no dia a dia, e assim vou alcançando o que pretendo em cada um dos projetos e, com os projetos, a tranquilidade e estabilidade nas áreas de foco diversas.

Como eu determino o que posso ou devo delegar no momento, ou o que pretendo delegar em breve? Tenho alguns parâmetros:

  • Se pode ser feito por outra pessoa, no sentido de que não sou apenas eu que tenho tal competência, ou eu devo delegar agora ou devo ter como meta poder contratar alguém em algum momento para delegar essa atividade.
  • Se não é meu core principal (exemplo: editar vídeos), pode ser melhor delegar.
  • “O que pode, deve ser delegado” – David Allen. Aqui, ele fala no sentido de que existem muitas atividades que apenas você pode fazer – pela competência, pela sua imagem… Tudo aquilo que não precisa necessariamente ser você, deve ser delegado. Minimalista mas eficaz!

Da mesma maneira que trabalho as áreas de foco profissional, faço das áreas de foco pessoal, mas essas são assunto para outro post. Hoje quis contar como tenho feito o reequilíbrio das minhas atividades depois da entrada no mestrado.

“Ah, mas isso é muito controle. Sou uma pessoa livre, criativa, não gosto de limites assim. Parece que você engessa tudo, não vive.” Eu ouço muito isso (o David Allen também). E vou usar a resposta dele para isso: justamente por eu ser uma pessoa livre e criativa também eu faço isso. Porque, se eu não fizer, esses pequenos detalhes chatos, burocráticos e às vezes até enfadonhos da minha vida vão ficar tomando meu tempo e energia que eu deveria estar dedicando às coisas realmente importantes para mim. Por outro lado, ao fazer essa análise, eu garanto que não vou me esquecer de nenhuma dessas coisas importantes. Vou ter sempre a oportunidade de refletir sobre as responsabilidades que eu tenho com relação ao meu filho, à educação dele, à minha saúde, à nossa casa e todas as outras áreas. Não se trata de limitação, mas de expansão.