Categoria(s) do post: Diário da Thais

Todo último dia do mês eu gosto de fazer um apanhado de como foi o mês que está terminando para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente. Quem for novo aqui no blog pode gostar de saber que faço isso mensalmente. É uma boa oportunidade de rever projetos concluídos, projetos adiados, iniciativas diversas e acontecimentos. Você também pode fazer uma versão sua, se quiser, para guardar de recordação.

Especialmente nesse momento de quarentena, fazer um acompanhamento diário de todos os dias do meu mês no Bullet Journal tem sido bastante especial porque me permite pensar sobre cada dia da maneira como merece: um dia a mais de vida, um dia que merece ser bem vivido. Caso você queira saber como faço esse acompanhamento, eu explico em alguns vídeos no meu canal que são chamados de “plan with me”. Você pode verificar lá.

Chego nesse final de mês sentindo que, dentro do nosso microcosmo pessoal, de uma forma muito privilegiada, estamos bem. Não tivemos ninguém na família com problemas com o COVID-19 até o momento. Se alguém já pegou, não tivemos complicações. Continuamos em casa. Não vejo motivo para sair agora, com quase 100 mil mortes (notificadas) no país e mais pessoas como foco de contágio circulando.

No início do mês, tive uma emergência dentária e tiver que ir ao dentista. Foi a primeira vez que saí de casa desde o início de março, para fazer algo que não fosse mercado ou ver o mundo de carro. Fiquei bastante ansiosa. Dá a impressão de que só de sair você pode pegar o vírus, com o menor descuido. Felizmente acredito que não tenha acontecido (já faz um mês), mas fiquei de olho nos primeiros 15 dias.

Ainda sobre a saúde, em julho finalmente consegui regular o meu sono, o que fez TODA a diferença na minha vida. Acordo bem cedo, consigo trabalhar e fazer tudo o que preciso fazer pela manhã, e na parte de tarde pego mais leve, a fim de ter uma noite mais tranquila e dormir bem.

Estou no meio de uma transição hormonal e, na penúltima semana do mês, senti muitos efeitos da coisa toda, tendo dois dias em particular em que tive tanta enxaqueca que mal conseguia abrir o celular para ver as minhas mensagens. O lado bom foi que consegui ficar atenta ao meu corpo, descansar, ficar mais quietinha mesmo. Já me preparo para saber que, em determinados dias, todo mês, isso pode acontecer, então já me planejo para não colocar tantas atividades agendadas.

Coisas boas em julho:

  • meu sono
  • dinacharya
  • controlar a ansiedade
  • ler “comunicação não violenta”
  • mais yoga
  • mais meditação
  • mais comida minha, caseira
  • aceitação do cenário geral
  • rotina nova do Paul depois da volta às aulas
  • ter colocado um ritmo bom para as minhas aulas do curso de ayurveda
  • Final Cut (investimento que fiz para o trabalho)
  • resolver um assunto importante que vinha de meses

Coisas que poderiam ter sido melhores:

  • rotina de limpeza da casa (em processo de)
  • parar de beber café e consumir cafeína de qualquer maneira
  • embalagens, gerando lixo, ainda que reciclável

Analisando a minha roda da vida, que fiz no início do mês, eu coloquei que equilíbrio emocional era a área que eu estava menos satisfeita. Junho foi um mês bem difícil, bem pesado no mundo todo, e acho que a pandemia acabou me afetando de uma maneira mais intensa. No entanto, voltei praticamente todos os meus esforços para ficar bem nessa área, o que aconteceu. Chego ao final de julho bastante satisfeita, mas claro que ainda tenho pontos de melhoria, que pelo menos estão encaminhados.

Em julho tive uma conversa bem legal com a minha mãe sobre o nosso futuro juntas e as mudanças que vamos começar a implementar desde já para os cuidados com ela nessa fase da vida. Eu também consegui concluir (resolver) um assunto que estava problemático por uma série de questões e que acabou me deixando mais tranquila por tê-lo resolvido também.

Eu estou fazendo vários cursos de formação em Ayurveda (a certificação e os complementares), e isso praticamente tomou a minha agenda pessoal ao longo do mês. Muitas aulas, muita leitura, muito material de estudo. Redesenhei meu ciclo de estudos para o segundo semestre e gravei um vídeo no canal explicando como eu faço, caso vocês queiram ver.

Sobre a vida acadêmica. Não consegui participar dos encontros do grupo de pesquisa em julho, pois estava incorporando um novo horário de sono. Sobre o doutorado, apesar de estar caminhando com o pré-projeto e de olho nos processos seletivos, me perguntei ao longo do mês se, sinceramente, cabe na minha vida um doutorado nesse momento. A pandemia é uma coisa pesada pra caramba, e eu tenho trabalhado muito nesses meses. Não sei se o doutorado me ajudaria ou seria apenas um volume imenso maior que eu posso adiar por mais um tempo. Enfim, refletindo.

Sobre as aulas do Paul. A escola parece que finalmente se organizou e agora ele está tendo aulas todos os dias, inclusive em alguns sábados, já fazendo provas. Não me sinto confortável de enviá-lo presencialmente em setembro, pelo histórico de asma que ele tem, então nosso próximo passo é conseguir o atestado com o médico dele.

Falando um pouquinho sobre trabalho.

Em julho, começou o meu curso novo, chamado Jornada POP – um curso que criei para falar sobre empreendedorismo e marketing digital. para quem quer se tornar referência na sua área e estruturar o seu negócio no online. Estamos no módulo 5, que entrou hoje. Estou simplesmente amando esse curso. Estou muito contente com ele e os alunos também têm me dado um feedback adorável sobre estarem curtindo. Muita gente ficou de fora e me pede para abrir uma nova turma. Quando esta turma for finalizada, vou pensar com carinho, tá bem?

Meu curso principal, de organização, tem três turmas em andamento (dezembro, fevereiro e abril). Pretendo abrir a quarta turma do ano agora em agosto, dia 17. Caso você tenha interesse, por favor, programe-se para essa data, pois as matrículas se encerrarão na sexta, dia 21. Eu sou bastante organizada com as turmas e inscrições e preciso seguir esse calendário para dar as boas-vindas aos alunos novos e continuar atendendo os já veteranos.

Um curso que finalizei agora em julho foi o curso junto com a Wanice sobre Feng Shui e Organização da Casa. Pretendo acrescentar materiais bônus nas próximas semanas, mas o programa geral já foi concluído. É incrível como o tempo passa rápido! Nós estamos reformulando o curso como um todo e é provável que tenhamos uma nova turma antes do final do ano. Ainda estamos ponderando.

Sobre os cursos de GTD, é provável que eu ministre algumas turmas (online) nesse segundo semestre. Conversei com o Daniel e, além de terem pessoas pedindo para fazer o curso comigo, eu também preciso ministrar alguns cursos como parte das minhas certificações, mas eu divulgarei para vocês assim que tiver algo mais assertivo. De modo geral, estamos todos nos adequando ao treinamento online, pois os cursos do GTD, especialmente os níveis 2 e 3, têm muitas atividades fortemente presenciais, e a adaptação leva mais tempo.

Aqui no blog, seguimos com o conteúdo diário. Confira se perdeu algum post este mês (coloquei uma estrelinha nos que considero mais importantes, essenciais ou que foram meus “queridinhos”):

Texto pacas! Espero que vocês tenham gostado.

Você pode conferir os conteúdos publicados em outros canais nos canais correspondentes. Desde o mês passado, estou fazendo um resumo em cada um deles também, como no YouTube, por exemplo.

Tem vários projetos em andamento que eu estou gostando de investir meu tempo e energia, mas acredito que valha a pena ir comentando posteriormente, aos poucos, para este post não ficar enorme. Amanhã, na Carta da Editora, vou comentar sobre coisas muito especiais que preparei para o mês de agosto de vocês. <3

Espero que o novo mês traga boas notícias para a humanidade. Se puder, fique em casa. Se cuida.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

📚 Você pode acompanhar o meu perfil no Skoob caso queira saber minhas leituras em andamento, quando concluo algum livro em tempo real ou escrevo uma resenha. Costumo manter o meu perfil sempre atualizado.

Até o presente momento em que escrevo este post, eu li 31 livros em 2020, o que considero uma boa média para mim. Procuro ler mais de 50 livros por ano, o que dá uma média de um livro por semana, mas não é uma meta que coloco para seguir de maneira obcecada, mas sim apenas uma orientação. Logo, tendo lido 31 livros até a metade do ano, isso significa, para mim, que estou lendo numa frequência legal.

Dos livros lidos, cinco foram releituras: “Como transformar a sua vida”, “Blogging Heroes”, “Caminho Alegre da Boa Fortuna”, “Mais forte do que nunca” e “Simplicidade Voluntária”. Esses que estão linkados são livros que já têm resenha aqui no blog.

Os livros que dei nota máxima na leitura foram os seguintes (com os motivos):

  • “Como transformar a sua vida”. É um livro para quem simpatiza com o Budismo mas não é aprofundado de modo que apenas budistas possam entender. É um livro para todos. O típico livro que gosto de dar de presente e recomendar para quem quer começar a ler sobre o tema. Fiz essa releitura este ano como parte de um projeto maior que tenho de ler todos os livros da tradição que faço parte. Adoro esse livro.
  • “Ayurveda”, aquele de capa amarela. É um livro daqueles mais visuais, para reler sempre. Mas adorei a leitura. É para deixar na cabeceira da cama e folhear revisando conceitos antes de dormir, sabe.
  • “Hábitos Atômicos”. Comecei a ler a versão em inglês quando foi lançado, mas nunca tinha finalizado a leitura. Desta vez aproveitei o lançamento em português para lê-lo inteiro, e foi ótimo. Praticamente um manual para implementar novos hábitos e deixar os ruins de lado. Para ler e reler sempre, como referência.
  • “Beowulf”, do Pipoca & Nanquim. A história é um clássico, mas qualquer livro lançado pela editora do Pipoca é incrível. Não tem a ver com organização mas estou comentando porque dei 5 estrelas. rsrs
  • “Simplicidade Voluntária” é apenas um livro necessário. Gostei muito da releitura, especialmente com as previsões que o autor fez para a época que estamos vivendo. Recomendo fortemente.
  • “Caminho Alegre da Boa Fortuna” é um dos principais livros da tradição do budismo que sigo, como se fosse um manual de referência. É minha terceira ou quarta releitura completa dele, além de eu viver relendo determinados trechos, como consulta diária. Também para ficar na cabeceira. Ele é um livro importante porque traz o “método” da tradição para alcançar a iluminação. E vocês sabem como eu amo métodos de qualquer maneira. 😉

Dificilmente eu dou menos de duas estrelas para um livro, a não ser que eu tenha detestado a leitura ou considerá-la um desserviço de modo geral. Os livros que coloco com três estrelas são os livros que considerei medianos, mas de maneira alguma ruins. Quatro estrelas são os livros que gostei, mas que por algum motivo não achei “perfeitos” ou “referência”, como os livros citados acima.

Você tem o hábito de registrar as suas leituras? Como você faz? Se tiver perfil no Skoob e quiser me adicionar, fique à vontade. Obrigada!

Categoria(s) do post: Planejamentos

Como comentei em alguns posts anteriores, eu fiz uma pesquisa com os inscritos no Instagram do Vida Organizada, perguntando os temas mais urgentes neste momento que estamos vivendo da pandemia. Meu propósito é sempre o de servir vocês. Trazer, através da minha experiência e do meu conhecimento em produtividade, soluções, ideias e insights para que você possa viver uma rotina mais tranquila em todos os momentos e sob quaisquer circunstâncias, sempre focando na personalização às suas necessidades.

Uma questão colocada por muitas pessoas, e eu achei que seria legal abordar aqui, é essa condição de ser uma pessoa que gosta de planejar mas que percebe que está executando pouco, ou não tanto quanto gostaria – ou precisa.

Vamos começar vendo o lado bom: você gosta de planejar! Muitas pessoas não gostam, não se planejam, e esse é um problema. Gostar de planejar não é um problema. “Não executar” pode se tornar, na verdade, não um problema, mas uma condição que você precisa avaliar:

  1. A próxima ação do seu planejamento está clara o suficiente? Você sabe o que precisa fazer?
  2. Uma vez que ela esteja esclarecida, está organizada no lugar certo? Ou seja, aparece na sua agenda ou na sua lista de afazeres nos momentos mais apropriados para você, de modo que você se lembre de executar aquela ação?
  3. Você tem o hábito de olhar sua agenda e suas listas diariamente? Você mantém essas listas atualizadas?

Caso o problema seja com procrastinação, tente essas três técnicas simples:

  • Descubra o propósito da ação ou do projeto como um todo. Entender por que a ação é importante pode te ajudar em termos de motivação para fazê-la.
  • Use a Técnica Pomodoro. Acerte 25 minutos no timer do seu celular e trabalhe focada/o na atividade até o timer tocar. Quando ele tocar, você define se continua (e faz mais um Pomodoro) ou se para e faz outra coisa, retornando a ela depois. Muitas vezes, você conclui a ação em um único Pomodoro. O problema era realmente começar. rs
  • Quebre a ação em ações menores, passos muito simples mesmo, para facilitar a execução e te motivar à medida que você vai riscando ou tickando as tarefas.

Lembre-se: planejar não é algo ruim! É ótimo! Se você não está executando, no entanto, as orientações acima são assertivas para te ajudar. Teste e me conte depois se funcionou, se quiser. 😉

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: GTD™, Dicas de produtividade, Ferramentas de organização

Essa dúvida foi deixada por uma leitora aqui no blog e eu achei que valia a pena responder como post, pois pode ser a dúvida de outras pessoas também.

“Thais como vc faz com compromissos durante a semana que podem ou não acontecer? ex. uma aula que precisam de agendamento de outra pessoa.”

Obrigada, querida leitora. Vou dar a resposta rápida e depois explicar. 🙂

Eu crio um compromisso na minha agenda no horário combinado (ou em todas as sugestões que possam acontecer) e escrevo compromisso que está “a confirmar”. Se for na semana que vem, durante o meu planejamento semanal eu vou ver e entro em contato com ela para confirmar. Se for esta semana, insiro um lembrete para contatá-la até um dia antes, por exemplo, ou uma antecedência maior, se precisar.

Se a pessoa disser que a reunião pode acontecer:

dia 6 às 16h
dia 8 às 14h
ou dia 15 às 20h

Eu marco os três compromissos com “a confirmar” na minha agenda, pois assim não corro o risco de agendar nada se sobrepondo.

É muito importante entendermos a natureza de cada coisa que entra na nossa vida.

A natureza “aguardando” é uma categoria. Como você pode organizar essa categoria em seu sistema?

A maneira mais simples e fácil é criando uma lista. Pode chamá-la de “waiting for” (como no GTD), ou “aguardando resposta”, em português, ou chamá-la de “follow-up”, “acompanhar”, entre outros termos que remetam mais à ação que você efetivamente tem que tomar mediante o que está aguardando de terceiros. Você que sabe o nome que você vai dar. Nomes são apenas representações. O que importa é o que aquela coisa significa. A natureza da informação.

Essa lista deve ser revisada regularmente para você garantir que tudo o que está aguardando dos outros tenha um acompanhamento. No GTD, a gente revisa na Revisão Semanal. Você pode colocar um lembrete na sua agenda, como por exemplo na quinta-feira (minha preferência), para olhar essa lista especificamente, pois eu gosto de contatar as pessoas na quinta para que elas ainda tenham a sexta para me responder. Mas você que sabe. Analise seu trabalho, sua vida, e veja que tipo de acompanhamento, com que frequência, isso seria necessário, e insira esse lembrete em um local mais apropriado para você.

No caso de uma reunião, ou aula, ou consulta médica, enfim, é um agendamento que pode me bloquear um tempo em tal dia. Logo, faz sentido para mim colocar na agenda, para eu saber que existe essa possibilidade de o compromisso acontecer naquele dia e eu não marcar mais nada ali que possa se sobrepôr. Mas eu só confio nesse ato porque faço meu planejamento toda semana da semana seguinte. Se não fosse assim, o compromisso ficaria perdido. Então veja que tudo faz parte de um processo pessoal, e você deve desenvolver o seu próprio.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Trabalho

Muitos leitores do blog têm me trazido essa pergunta e eu pensei que, para falar sobre o assunto, a melhor maneira seria descrever como eu faria, se fosse necessário voltar a trabalhar fora neste momento devido ao meu emprego ou outra circunstância do tipo.

Para quem é novo por aqui, vou explicar minha situação, só para você entender o contexto. Sou autônoma e, por mais que eu tenha um escritório externo, não é necessário trabalhar de lá todos os dias, além de eu ter essa autonomia de decisão (decidir onde posso trabalhar). Logo, minha configuração de vida hoje permite que eu fique em casa.

O meu ponto de vista sobre essa “retomada” pode parecer um pouco polêmico, mas estamos em um blog pessoal, afinal de contas, então minha opinião sempre será passada. Não há absolutamente nenhuma diferença no cenário mundial da pandemia desde que iniciamos a nossa quarentena, em março, para o cenário que temos hoje. Se existe algo “diferente”, é o maior número de mortos e pessoas contaminadas, o que apenas aumenta o risco de contágio. Logo, para mim, qualquer abertura agora para quem não precisa é um ato bastante inconsequente, apesar de eu saber que a quarentena deu uma achatada na curva e evitou a sobrecarga dos hospitais (que bom). Mas, para quem ainda puder permanecer em casa, como nós por aqui, eu recomendo fortemente que aguente firme. Vai passar, mas ainda não passou. Quem sair agora precisa saber que estará mais “disponível” para pegar o vírus do que quem estiver em casa, então você precisa estar preparado/a caso pegue.

Se eu tivesse que trabalhar fora neste momento, ou porque eu sou da área da saúde, ou porque fui obrigada pela empresa que sou contratada ou algo assim, e não houver qualquer possibilidade de conversa, eu buscaria tomar todas as precauções possíveis. Em que sentido?

  • Em casa, reajustar ainda mais a questão dos limites para quando chegar da rua, fazer a higienização das coisas, colocar a roupa para lavar, higienizar o sapato, bolsa, tudo.
  • Deixaria uma malinha com minhas coisas para o hospital preparada, caso precise ser internada. Inclusive isso é algo que já tenho hoje, mesmo de quarentena.
  • A roupa de ir trabalhar seria a mais coberta possível. Iria não apenas com máscara mas óculos, luvas e touca. Teria que ter um estoque maior de máscaras para trocar ao longo do dia e ter reservas para quando um lote estiver lavando.
  • Se houver a possibilidade, não usar transporte público. Ir a pé, com meu carro, bicicleta, transporte por aplicativo no máximo. Se tiver que ir de transporte público, tentar ir em horários alternativos, evitando aglomerações. Se não for possível, me proteger ao máximo.
  • Álcool gel o tempo todo. Lenços umedecidos com álcool até no trabalho.
  • Jamais “aproveitar que saiu” para ir em outros lugares, como comércios ou passeios, se não houver necessidade (não só você pode pegar como pode contaminar outras pessoas com a maior circulação).
  • Evitar contato físico e próximo em casa, com as outras pessoas que moram juntas. Ter um talher, prato, copo etc. para cada um na casa. Todas as precauções máximas de higiene, que eram regra no início da quarentena.

Se você for empresário e sua equipe não precisar trabalhar no escritório, por favor, continue com a mão na consciência e preserve sua equipe.

Sei que não é fácil você ter que fazer algo contra a sua vontade. Se você não se sente seguro/a para ir para o trabalho nessas condições atuais do mundo e mesmo assim é obrigado/a, tome todas as precauções necessárias e procure implementar um estilo de vida (sono, alimentação) que favoreça a sua imunidade. Pois, caso você fique doente, isso talvez não te afete tanto (ou pelo menos dá uma chance maior de recuperação). Boa sorte. <3

Categoria(s) do post: Linkagem

A linkagem de domingo é uma coletânea de posts que eu li e gostei durante a semana anterior. Os assuntos não necessariamente têm a ver com organização, mas definitivamente sempre são relacionados ao blog.

Boa semana para você. <3

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Rotinas

Há alguns anos eu percebi que comparar a minha vida, os meus resultados, com os resultados de outra pessoa, só me trazia frustração. Foi quando eu entendi que eu deveria comparar – se é que fosse para fazer alguma comparação – apenas comigo mesma em alguma versão anterior.

Mesmo comparar-me comigo mesma pode ser difícil, porque a pessoa que sou hoje não é mais a pessoa que fui ontem. Eu vivenciei coisas, vivi muitas situações, aprendi, e hoje sei e sinto de maneira diferente. Logo, esta Thais não teria sido a mesma de algum tempo atrás, pois não tenho como me teletransportar no tempo, com as condições que tenho hoje.

Esta semana, estava assistindo uma das aulas do meu curso de formação em Ayurveda, e a professora estava tirando dúvidas sobre a rotina diária (dinacharya). E ela disse que o grande propósito da rotina deve ser sempre a de construir um dia feliz para aquela pessoa nova que está acordando. Existem algumas boas práticas para o seu dia ser feliz – e essa é a proposta do Ayurveda, que você pode, obviamente, complementar com outras práticas que você já tenha. Eu, por exemplo, trago elementos do Budismo, do GTD, crenças pessoais, entre outras diversas influências que compõem quem eu sou.

Esse ponto me tocou bastante porque eu considero que venho vivendo dias muito bons. É óbvio que não tem como você viver um dia 100% feliz mediante tudo o que está acontecendo, mais de 80 mil mortes no Brasil e tantas pessoas sofrendo. Mas, aqui, no meu micro mundinho, tenho trabalhado diariamente, interna e externamente, para as coisas ficarem tranquilas, e elas estão. Se há um ano eu soubesse como estaria vivendo hoje, eu teria ficado menos preocupada com várias questões que me afligiam (e também teria ido para a Índia fazer um panchakarma antes da pandemia, hehe).

O que eu quero dizer é que o que eu compartilho aqui é a rotina que funciona para mim, com as condições que tenho hoje, para a pessoa que eu sou hoje. O que te ensino não é a fazer o que eu faço, mas como eu faço. Como eu estruturo a rotina, e não a viver a mesma rotina que eu tenho. Se você for um leitor ou uma leitora mais antigo/a, você provavelmente deve estar pensando que eu constantemente tenho que vir aqui e reforçar isso, mas é exatamente esse necessário que faz parte do meu trabalho. Porque, diariamente, quando compartilho que, por exemplo, acordo às 5h da manhã, não quero dizer que o certo é acordar às 5h da manhã. Quando meu filho era bebê, meu marido tinha dois empregos e eu não dormia quase nada toda noite, eu buscava soluções para aquela situação que eu vivia. Não se trata de copiar a rotina de ninguém, mas de entender como formatar a sua.

Por isto aqui ser um blog, e não um portal ou site de um neurologista especialista em ciência do sono, por exemplo, é óbvio que os textos vão se pautar na minha visão pessoal de cada tema. É assim que funcionam os blogs. Eu compartilho sobre como faço, não porque ache a minha vida maravilhosa (apesar de gostar muito dela, não é o ponto), mas porque acredito que, assim, eu possa inspirar e ajudar de alguma maneira cada pessoa a ter seus próprios insights e formatar sua própria vida, com base em uma rotina tranquila.

“Mas Thais, por onde eu começo?”. Comece onde você está. Não existe um ponto inicial, um marco zero igual para todos, do tipo “comece aqui”. Você deve pensar no que quer mudar ou melhorar na sua rotina hoje, buscar esse termo aqui no blog e ver minha percepção sobre o tema, se quiser saber como trato isso. Ou pode procurar a referência de outras pessoas. O que não dá é para delegar essa autonomia de busca, de AUTOconhecimento. Uma rotina só será construída de maneira personalizada se você a construir, respeitando sempre as condições que você vive no momento e as suas necessidades, acima de tudo.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Arquivos

Existem alguns elementos em nosso sistema de organização que, uma vez que a gente comece a cuidar deles, não têm mais fim. Isso não é uma coisa ruim. É simplesmente parte do processo. Organização é como escovar os dentes. Não é porque você escovou ontem que não precisa escovar hoje. Pelo contrário – precisa escovar várias vezes ao dia, após cada refeição, pelo menos. Com a organização acontece o mesmo. Em vários momentos do dia, podemos sentir que as coisas saíram um pouco do controle. “Fiquei a manhã sem olhar minhas mensagens – já tem um monte acumulado”. É isso. Todo dia, o dia todo. Com o trabalho, com a família, com as atividades em casa, com as mensagens, compras, reparos. E arquivos. Hoje, quero falar um pouco especificamente sobre esse acúmulo de informações que acabam se juntando diariamente.

“Backlog” é um termo comum, em produtividade, mas eu só o passei a usar com propósito após fazer cursos de GTD (método de produtividade que amo e falo muito aqui no blog). O termo tem outros usos dependendo de diferentes metodologias (como SCRUM), mas aqui o uso de backlog que faço é o que aprendi no GTD, que é: tudo o que não foi processado e organizado.

Isso significa que:

  • papéis
  • boletos
  • anotações
  • e-mails
  • mensagens
  • arquivos salvos
  • tudo nessa mesma natureza

Tudo isso, quando chega até você, e você deixa acumular – ou seja, não analisa rapidamente cada item, decide o que significa (se demanda ação ou não, se é lixo, arquivo ou material de suporte a ações ou projetos) e então organizo no local apropriado (que seja a lixeira). É um processo que deve ser feito diariamente justamente para não acumular e que garante que você mantenha uma parte da sua vida organizada.

Eu sei que não é fácil incorporar esse hábito de uma única vez. Na verdade, pode levar anos. Mas, assim como outros hábitos importantes em outras áreas da sua vida (como fazer exercícios, analisar gastos na sua fatura do cartão de crédito ou lavar a louça), você não quer ou não pode desistir porque são atitudes realmente básicas e, acima de tudo, importantes por alguma razão. Encontre essa razão e terá a motivação necessária para fazê-lo (ou não, e você é completamente livre para escolher não fazer se não achar que isso seja importante para você!).

Como começar

Pode ser que você tenha bastante backlog acumulado até este momento da sua vida (hoje). É normal! Acho que 99% das pessoas do mundo que não são organizadas desde o nascimento (vai que elas existam!) viveram suas vidas de maneira comum, sem pensar sobre esse assunto. Mas chega uma hora que incomoda. E aí, começa a atrapalhar. Se for o seu caso, seja bem-vindo/a! Vamos ver como fazer.

Na verdade, é bem simples: você vai criar uma pasta em cada dispositivo (isso vale para o seu e-mail, a sua área de trabalho no computador, uma caixa para a papelada em casa ou no escritório), etiquetar como “backlog” e colocar tudo dentro. Se quiser, pode colocar uma data (tipo, de junho 2020 para trás ou algo do tipo).

Agora, o grande segredo é não tornar essa pasta um arquivo morto. Em um primeiro momento, faça uma análise do que é:

  1. Obviamente lixo, e jogue fora;
  2. Alguma pendência, e separe (você pode ter uma pilha ou nova pasta etiquetada como “pendências”;
  3. Algo que não tem qualquer pendência, mas você precisa guardar.

Quando você terminar de fazer isso, seu foco deve ser em resolver as pendências. A Marie Kondo, que provavelmente você já deve ter ouvido falar (ela ficou particularmente famosa nos últimos anos com seu método KonMari – tem até série na Netflix, se quiser conferir), recomenda tirar uma semana para resolver TUDO. Aí você pode fazer por partes né. Esta semana resolve as pendências no e-mail, na semana que vem as pendências de papelada etc.

Depois que terminar de resolver todas as pendências, aí sim você pode começar a organizar o arquivo, ou seja, aquilo que precisa guardar por qualquer motivo, mas que não demanda ação, não é “pendência”. Para isso, simplifique. Pastas simples, etiquetas com o assunto, ordem alfabética e pronto. Claro que existem técnicas incríveis de arquivamento, uso de etiquetadoras mas, em um primeiro momento, se você não quiser, não precisa. O importante é que seja funcional – fácil de guardar coisas novas e de achar coisas antigas.

Bem, e talvez seja importante reforçar que esse é um processo contínuo. Pode levar um tempo para fazer tudo pela primeira vez mas, depois, basta manter organizado diariamente ou de tempos em tempos. Se você deixar acumular, vai ter que passar por todo esse processo de novo, e vai “perder” muito mais tempo, além de deixar pendências importantes possivelmente se tornarem urgentes. Por isso, a recomendação é que você faça, ao longo do dia, todos os dias, um pouquinho de cada. Com seus e-mails, com os boletos que chegarem em casa, com os arquivos no computador. No seu ritmo, à medida que puder. É até uma boa maneira de se distrair um pouco das outras atividades.

“Mas eu não tenho tempo para fazer isso. Eu já tenho muita coisa para fazer!” Chega mais, meu querido amigo. Welcome to the jungle. É isso mesmo. Agora lide com essa: quanto mais você se dedica a atividades de organização, como essas deste post, mais tempo você terá para fazer o que realmente importa. Mas isso é uma coisa que não adianta eu falar – você precisa colocar à prova. Então teste! Teste realmente e depois me conta. Combinado?

Categoria(s) do post: Curtindo a casa, Família, Rotinas

Achei que seria interessante descrever como está a nossa rotina doméstica hoje, com quase cinco meses de isolamento.

Eu acho bastante interessante comparar todas as fases da minha vida. Hoje, eu estou indo dormir por volta das 21h e acordando por volta das 5h. Quando o nosso filho nasceu, eu não tinha como fazer isso, pois amamentava e dormia nos intervalos junto com ele (na medida do possível). Quando ele passou a dormir a noite toda (geralmente das 20h às 6h, com uma mamada noturna à meia-noite), eu conseguia dormir nesse intervalo de seis horas. Mas, com 1 ano, 1 ano e pouco de idade, ele já dormia direto. Eu poderia ter tido essa mesma rotina de dormir e acordar cedo, mas na época eu comecei a trabalhar no meu projeto (tinha emprego convencional durante o dia e à noite me dedicava ao blog). De qualquer maneira, se não fosse por isso, eu poderia ter implementado essa rotina de dormir e acordar cedo antes, mas não o fiz por vários motivos.

Hoje, eu faço principalmente pela minha saúde. Ajustar o meu corpo ao ritmo circadiano. Depois, pela qualidade de vida. Me sinto bem fazendo tudo ao raiar do dia. Tenho tempo para mim, faço as coisas sem pressa, e minha tarde se resume a responder os outros e preparar meu corpo para descansar à noite.

Como vocês podem imaginar, o principal desafio é ajustar a rotina de toda a casa, pois eu não vivo em uma bolha. Na primeira semana completamente ajustada a esse novo horário, houve protestos (rs). Tentei abrir exceções, ficando até mais tarde acordada para ver um filme com os meninos ou coisas do tipo. Mas aí eu percebi que eles mesmos precisavam de um tempo para eles. Então chegamos ao seguinte ajuste: uma vez por semana fico acordada até mais tarde para vermos um filme juntos (geralmente sexta ou sábado), mas de modo geral tentamos fazer isso mais cedo. No final das contas, deu certo. E eles mesmos têm feito mais coisas juntos depois que eu durmo cedo.

Uma coisa muito importante na relação familiar são os momentos não apenas mãe / pai / filho mas também os momentos mãe / filho e pai / filho. Nessa situação de isolamento social, a gente fica junto o tempo todo. Logo, tem sido saudável pra gente alternar. Tem sido saudável para mim, ter algumas horas pela manhã só para mim. Saudável para a minha relação com o filhote, ter minhas horas só com ele. Dele só com o pai, o pai sozinho e todos nós juntos. No final das contas, ficou um bom equilíbrio.

Então vamos para a nossa rotina.

Eu acordo por volta das 5h. Tenho a minha rotina matinal de higiene pessoal, meditação, yoga ainda no andar de cima (moramos em um sobrado). No banheiro, já dou uma geral, que no sistema FLY a Marla chama de “swish & swipe”, que é tipo você fazer uma limpeza básica na pia do banheiro, nas superfícies. Isso todo dia.

Aí eu desço e ligo minha cafeteira. Dou bom dia para o Stanley (dog) e preparo o meu café enquanto brinco com ele. Quando ele se acostuma com a minha presença, levo ele para fazer xixi, lavo as vasilhas, coloco água e comida e limpo o espacinho dele. Volto para a cozinha e guardo a louça limpa que estava no escorredor. Aproveito para dar uma geral bem básica na cozinha, abro as janelas e acendo um incenso. Pego meu café e venho para o home-office.

O horário ideal para chegar aqui é quando o sol está nascendo (por volta das 6h35 neste momento). Mas não diz tanto respeito ao horário, mas à sequência de acontecimentos. Por exemplo, se eu acordar mais tarde, faço a mesma sequência de coisas. Aqui, trabalho no escritório até umas 7h30, quando preparo o café-da-manhã do filhote e vou acordá-lo para a aula, que começa 8h10. Ficamos juntos, conversamos, é bem gostoso. Quando começa a aula dele, eu trabalho mais concentrada até umas 10h, quando é o primeiro intervalo dele. Nesse momento, eu que tomo meu café-da-manhã, se tiver fome. Brincamos com o dog, conversamos, ele me ajuda com as roupas e coisas do tipo.

Muitas vezes, nesse momento, eu já começo a preparar algo para o almoço – seja arroz ou algo assado no forno, por exemplo. Filhote volta 10h para a aula e eu volto ao trabalho, onde fico até meio-dia também. Nesse meio tempo, meu marido acorda e começa a fazer outras coisas pela casa. Geralmente ele troca as lixeiras, arruma as camas, e uma ou duas vezes na semana passa o aspirador e um pano no chão, em toda a casa. Ele que fica mais responsável pela faxina e eu cuido de detalhes. Por exemplo, ele limpa a cozinha – fogão, superfícies, piso – mas eu que gosto de limpar os potes, tirar o pó, esvaziar e limpar a geladeira, esse tipo de coisa. O mesmo vale para os outros cômodos. Eu também gosto de varrer a casa, o que faço praticamente todos os dias como um ritual de meditação mesmo. rs

Eu geralmente preparo o almoço e, se tiver algo diferente que eles queiram comer, envolvendo carne, meu marido que faz. A gente alterna quem lava a louça – geralmente quem estiver ali pela cozinha nesse horário. Depois do almoço, gosto de sentar na sala e descansar durante uma meia hora. Eu almoço cedo (entre 12h e 12h30 mesmo) e, enquanto meu marido prepara o restante da refeição deles na cozinha, fico na sala descansando. A ideia é não dormir, mas descansar os sentidos. Essa prática tem feito grande diferença no meu dia a dia.

Quando volto para o escritório, já é num clima de encerramento do expediente, mesmo tendo a tarde toda pela frente. O que quero dizer é que gosto de fazer o que demanda mais esforço e concentração pela manhã, para de tarde responder mensagens e fazer outros tipos de atividades, muitas vezes até offline. Como meu marido fica trabalhando, e ele trabalha comigo, muitas vezes ele tem dúvidas então preciso estar disponível para tirá-las.

Quando o sol começa a cair, eu paro tudo e preparo um leitinho quente (o chamado golden milk, na versão vegana, obviamente – vou fazer um post sobre ele em breve) e venho para o escritório observar o pôr do sol na montanha. Observar a mudança de claridade é um aspecto importante do meu biotipo no Ayurveda (a mudança drástica de luminosidade pode causar ansiedade). Mas na real o que é gostoso é o próprio ritual mesmo de parar e observar.

Nesse momento eu arrumo a minha mesa, dou uma geral no escritório e faço algumas coisas em casa também. Tarefas domésticas diversas – trocar a roupa de cama e de banho, guardar roupas limpas, limpar algum cômodo, lavar a louça, enfim. E, por volta das 18h ou 18h30, eu janto, sempre uma sopinha (geralmente lamen). Vejo um pouco de tv, se tiver vontade. Depois disso, procuro evitar eletrônicos para já me preparar para uma boa noite de sono. Fico lendo, conversando com o meu marido ou com o filhote, brincando com o cachorro, coisas assim.

De modo geral, a rotina deles quando vou dormir acaba sendo mais ou menos assim: o filhote fica vendo um pouco de tv, ou eles vêem um filme juntos, e o filhote dorme. Depois, meu marido fica vendo os filminhos dele. Ele é cinéfilo e, acima de tudo, tem hábitos mais noturnos (até por ser músico), então nosso acordo é: de manhã eu cuido do filhote e da casa, e de noite é a vez dele. Essa dinâmica tem funcionado para nós e permite que a gente fique junto mas também tenhamos nossos momentos sozinhos, para fazermos outras atividades.

De noite, geralmente ele lava a louça da janta, dá uma geral na cozinha, tira a roupa da máquina, já coloca a carga para lavar no dia seguinte, rega as plantas e coisas assim. Quando eu acordo, reinicio na minha rotina. É isso.

Acho que a gente chegou numa dinâmica bem legal que permite que a casa “funcione” e as atividades fiquem bem distribuídas. Conseguimos fazer o que é necessário, descansar, ter momentos de lazer, trabalhar, enfim, tudo numa boa.

Categoria(s) do post: Curtindo a casa

Frequentemente eu recebo essa pergunta e percebi que não tinha a resposta em formato de post, então aqui vai.

Quando se fala em organização, é comum fazermos associações com disciplina, engessar a vida, perder a espontaneidade e a criatividade.

Pelo contrário. O que a organização propicia é justamente a liberdade de você pode escolher como usar o tempo e abrir espaço na sua vida para o que for espontâneo.

Como eu posso ser criativa para escrever se não tiver papel e caneta por perto ou um computador com o software de texto aberto em mãos? Uma estrutura mínima é necessária para que a minha criatividade possa fluir.

Nenhuma pessoa consegue dormir bem, descansar, tocar violão, ler um livro, se estiver preocupada com coisas que poderia ter organizado, tais como pagamento de contas, a roupa na máquina de lavar ou a reunião de amanhã.

A organização existe para ajudar. Para facilitar. Para a gente organizar o que pode ser organizado, de modo que tudo aquilo que não possa – ou não precise – ser organizado possa acontecer espontaneamente.

Eu não vou colocar na minha agenda a hora que vou tocar violão, tomar banho ou fazer sexo, porque não são coisas que quero agendar para ter que fazer! São coisas que nascem da espontaneidade. Eu organizo o que tenho que organizar justamente para ficar tranquila e deixar essa espontaneidade e a criatividade acontecerem.

“O que preciso fazer para conseguir dormir tranquila hoje?” Muitas vezes, é só fazer uma lista de pendências para direcionar na manhã seguinte e não deixar a cabeça cheia antes de adormecer (e até para conseguir relaxar e pegar no sono!). Só de fazer essa pergunta, você mesma/o terá as respostas.

O que preciso fazer para tranquilamente e sem preocupações:

  • dormir?
  • relaxar?
  • assistir uma série?
  • tirar uma soneca no sofá?
  • tocar teclado?
  • fazer sexo?
  • dar risada de uma piada?
  • conversar com o meu companheiro?
  • desenhar?

Com certeza, de todas as respostas, não será “colocar na agenda”. 😉 Mas, se for, pelo menos você o fez com uma determinada intenção, e não apenas para “controlar”.

Controle o que demanda controle, para deixar livre e espontâneo o que precisa ser assim para acontecer livremente.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: GTD™

Uma dúvida que recebo de maneira recorrente sobre o método GTD é se as ações que definimos semanalmente, na Revisão Semanal, para os projetos, devem necessariamente ser feitas naquela semana.

Apesar de poder ser uma decisão pessoal – é perfeitamente ok você dizer a si mesmo/a que só quer definir a ações que quer realizar na semana e ter uma lista de ações categorizada como “ações da semana” – de acordo com o método, não necessariamente.

As próximas ações significam apenas que você já pode fazê-las, não que necessariamente vá fazê-las, a não ser que elas precisem acontecer em determinado dia e horário (indo, nesse caso, para o calendário).

São ações que você já pode executar.

São ações que você quer ter nas suas listas de possibilidades de ações naquela semana.

Você pode se perguntar: “quando eu estiver em determinado contexto, vou querer ver esta ação?”

Uma vez, durante uma das minhas certificações do GTD, minha professora compartilhou que o David tinha uma ligação que estava na lista de próximas ações dele já há quase um ano. Depois de rirmos bastante (a situação não deixa de ser inusitada!), ela complementou assertivamente: não é porque você já pode fazer algo que você quer ou ela é prioritária. Ela existe como opção, não como obrigação. Quando você tiver tempo, recursos, prioridade, contexto, pode escolher entre as ações listadas.

Eu sei que seria muito mais fácil chegar aqui e dizer: defina apenas as ações para fazer ao longo da semana. Mas a vida não é simplista assim. De um dia para o outro, prioridades mudam. Vontades pessoais mudam. O que o David propõe é que você defina o que já pode ser feito e, momento a momento, você deve usar seu poder de análise e decisão para escolher o que fazer. Não dá pra delegar o seu cérebro e poder de raciocínio e escolha. Aliás, ouso dizer que é uma das coisas que ainda nos defina como seres humanos.

Agora, é certo: quanto mais envolvido/a você estiver com o seu sistema – o que nasce diretamente das revisões regulares, mais confiante você ficará para decidir.

Categoria(s) do post: Estudos, Universidade Pessoal

Respondendo uma pergunta da leitora:

Oi, Thais, tudo bem? Espero que sim 🙂

Eu tenho duas perguntas:
1) Como controlar o tempo que vc tem para estudar? Vc simplesmente vai estudando e olha no relógio “ih já passou mais de 1h, partiu próxima matéria”, ou vc faz de uma maneira mais controlada, tipo cronometrar? rs
2) Vc tem um lugar específico para estudar? No sentido de colocar as próximas ações relacionadas aos estudos em contexto do tipo “na escrivaninha”. Pq as vezes eu tenho dificuldade de determinar o contexto pq nem sempre eu estudo no mesmo local e nem sempre consigo pré-definir aonde vou estudar.

Beijos e obrigada por esse blog maravilhoso *-*

Resposta:

Querida leitora, tudo bem?

Eu estudo todos os dias, em diferentes períodos do dia. Tem dias que estudo duas horas de manhã, outros que estudo quatro horas de tarde, assim como tem dias que eu estudo pouco, menos de uma hora.

Estudar (para mim) é um contexto por si só e não “na escrivaninha”, por exemplo, como você comentou. Significa que, todos os dias, provavelmente terei essa “situação” acontecendo no meu dia, independente da quantidade de tempo e do local que eu estiver.

Quando eu estudo, registro da seguinte maneira:

Por exemplo, se eu estudei meia hora de inglês hoje, e o bloco do Inglês é de 1h, significa que, da próxima vez que estudar, ainda tenho essa segunda meia hora pra “pagar” antes de ir para o próximo assunto. O que eu faço? Eu anoto. No meu bloco de notas mesmo, no papel. Ao longo do dia, processo as informações que anoto ali – incluindo essa – e defino ações, quando for o caso.

Se for o caso, escrevo “estudar 30min de inglês para o ciclo” e coloco na minha lista de próximas ações. Muitas vezes, no próprio dia, antes de processar as notas, já estudei novamente e encerrei o bloco de 1h de inglês. Nesse caso, coloco a próxima ação, que provavelmente será o estudo do próximo assunto do ciclo.

Eu registro as minhas atividades no Bullet Journal, no log diário.

Sobre o local para estudar, são três atualmente (quarentena):

  • meu home-office (manhã, tarde) mesa
  • sala de casa (tarde, noite) poltrona
  • no quarto (manhã, noite) mesa

Tenho uma sacola de pano que é meu escritório móvel e que levo as coisas que preciso pra lá e pra cá, incluindo caderno, tablet etc. O que eu precisar.

Espero ter esclarecido. Obrigada por perguntar. 😉