Categoria(s) do post: Diário da Thais

Passei os últimos dias refletindo sobre o meu mês de maneira geral para poder escrever este post com o resumo. Apesar de terem muitos acontecimentos, eu acredito que o principal deste mês tenha sido o meu estado mental. Vou explicar para vocês.

Meu marido resumiu da melhor maneira: não tem nada de errado comigo. Não estou doente, nem com depressão. Só estou muito triste com relação à morte da minha avó. Minha primeira reação foi mergulhar no trabalho, pois ele me distrai. Mas não ter vivido o luto, dando um tempo, começou a fazer falta. E eu estou nesse momento.

De modo geral, o meu mês de julho foi dividido entre a primeira e a segunda metade. A primeira metade foi mais tranquila. No planejamento anual que eu tinha feito, eu me preparei para parar um pouco a empresa durante a época da Copa, acreditando que o pessoal estaria em outra vibe (o que realmente aconteceu). Por esse motivo, puxei todos os eventos que poderiam ocorrer em junho e julho para abril e maio, o que tornou esses dois meses bastante intensos em termos de ritmo de viagens e eventos. E foi bem a época em que conciliamos com a rotina da minha avó no hospital e, depois, na morte dela.

Tenho recebido muitas mensagens carinhosas de leitores do blog (obrigada!), com sugestões para que eu fique bem. Gostaria de dizer que, de modo geral, lido bem com a morte e com acontecimentos difíceis que envolvam sofrimento. O budismo ajuda demais nisso. Mas eu ainda não sou uma pessoa iluminada e, mesmo se fosse, eu tenho sentimentos. E sofro, fico triste. Acho normal sentir isso durante um tempo. Minha avó foi como uma mãe para mim e sempre estava ali. Eu vivi com ela a maior parte da minha vida. Sempre estive ao seu lado, quando ela teve problemas. Eu era a pessoa que ficava ali, conversando todos os dias, nem que apenas ouvindo como tinha sido um dia de trabalho ou algum acontecimento que ela tenha vivenciado.

Minha avó foi a maior referência para mim em vários sentidos. Foi ela que me incentivou a estudar e pagou a minha faculdade. Não foi fácil para ela. Mas ela fez. Ela também viu em mim muito esforço e vontade de crescer, abraçar novas responsabilidades, construir uma carreira e independência, o que fiz graças a esse apoio que ela me deu. Nós aguentamos juntas muitas coisas – inclusive o câncer e a partida do meu pai. Cara, não consigo imaginar o quão foda deve ser ver um filho morrer.

Sofrer com a ausência da minha avó não significa dizer que não aceito a morte dela ou que não consigo entender esse momento. Eu entendo até mais que o normal. Sei que ela está melhor, e que de certa maneira não sofreu tanto no final da vida. Tem idosos que ficam na situação que ela ficou durante meses, até anos, o que é sofrido para a pessoa e desgastante para a família. Não foi o caso. Ela ficou uns 40 dias em estado realmente difícil, e depois partiu. No funeral, o rosto dela estava tranquilo. Isso me confortou muito, e ainda conforta. Eu sei tudo o que a minha avó viveu e tudo o que ela fez por mim e por toda a família. E sempre serei grata a ela e ao universo pelo privilégio que foi ter a oportunidade de crescer ao lado de uma pessoa como ela foi.

Este ano era para ser um ano intenso, mas intenso com coisas boas. Novo livro, mestrado, Nível 3 do GTD (agora em setembro), escritório, equipe. Muitas coisas boas foram construídas. Mas a cirurgia dela (em março) e todo o desdobramento que teve depois foi um imprevisto que realmente caiu como uma bomba na minha vida, física e emocionalmente falando. O meu trabalho depende de eu estar bem, e eu não estou bem. Vou ficar, mas ainda não estou. Só preciso de tempo.

No final de julho, começou a turnê de lançamento do meu terceiro livro, com a primeira noite de autógrafos em São Paulo, seguida por Campinas e Belo Horizonte. Em agosto, vou para Curitiba e Porto Alegre. Podem parecer acontecimentos isolados para quem vê de fora, mas para mim esses eventos se encadeiam com vários outros acontecimentos, como a capacitação de novos instrutores do GTD. Era um projeto previsto para janeiro que veio para julho, e agora em agosto passarei uma semana inteira dando aulas para eles (é bem intenso). Além disso, para cada um dos sete instrutores, eu tenho que realizar uma reunião semanalmente até o final de suas capacitações – o que eu chuto que acontecerá entre outubro e novembro. Isso acrescenta pelo menos sete horas de agendamentos na minha semana, além do tempo necessário para planejar e estudar tais reuniões.

Alie a tudo isso as viagens, os meus cursos, reuniões diversas que são mais de rotina (com clientes, com equipe, com parceiros) e todo o resto da vida que acontece. Além das aulas e dos estudos para o mestrado e a vida acadêmica como um todo (e seus eventos, artigos, leituras).

É um estilo de vida que não me pesa e que consigo levar muito bem, com equilíbrio e foco no que é importante, sem me sobrecarregar e alternando com tempo livre no dia a dia mesmo, e não apenas aos finais de semana. Mas, no momento, não estou conseguindo lidar com absolutamente nada. Desinstalei o Telegram do celular enquanto a minha avó estava no hospital e, agora, estou offline do What’s App. E eu demorei esse mês inteiro para entender o que está acontecendo comigo e respeitar esse tempo que preciso me dar.

Ainda não sei como serão as coisas. Este é exatamente o momento em que estou refletindo para decidir. Existem compromissos que não posso adiar ou cancelar, e outros que sustentam a minha empresa financeiramente e que não seria responsável deixar de fazer. Mas existem muitas coisas que, por mais triste que me deixem, talvez eu tenha que deixar de lado durante um momento, para conseguir me recuperar e voltar a ficar bem, porque senão sinto que essa situação emocional vai demorar muito mais a se curar, o que só vai complicar mais as coisas.

É difícil para mim vir até aqui e me expôr dessa maneira. Não faço isso para prestar contas ou porque me sinta na obrigação, mas porque acredito que a característica mais forte deste blog é mostrar como a vida é de verdade e como conseguimos lidar com tudo o que acontece na vida real, não na vida ideal. E a vida real tem esse tipo de coisa. A gente não é perfeito, nem uma maquininha que bloqueia emoções para fazer o que parece mais “lógico”. Os sentimentos são tão importantes quanto todo o resto, porque sem eles (e sem saúde e energia) não conseguimos nem levantar da cama. Muitas vezes, a próxima ação é justamente respirar fundo e tomar esse impulso para levantar, e só depois as outras podem ser decididas. Todo o esforço está nesse primeiro momento, e está tudo bem.

Obrigada por estar aqui.

Categoria(s) do post: Imprensa

Hoje é o lançamento oficial do livro “Trabalho Organizado” em Belo Horizonte, com encontro e sessão de autógrafos.

Local: Livraria Leitura (Shopping Pátio Savassi)
Horário: 19h às 21h30

Pretendo ir a outras cidades ainda este ano! Fique ligado aqui no blog que divulgarei assim que as datas forem se aproximando. 🙂 A próxima data é em Curitiba, dia 20 de agosto!

PS: Aproveito para falar sobre “como levar a Thais para eventos em sua cidade”. No geral, eu aproveito viagens a trabalho para organizar os eventos. Caso eu precise viajar especificamente para o lançamento, a viagem deve ser patrocinada por alguma empresa ou serviço. Se tiver interesse nesse patrocínio, favor entrar em contato com a nossa equipe.

Te aguardo lá!

Saiba mais sobre o livro “Trabalho Organizado”

Categoria(s) do post: Saúde

Hoje eu gostaria de compartilhar uma dica bem simples mas que traz grande melhoria para o dia a dia.

Estamos falando sobre realizar o check-up médico anual e uma prática que ajuda muito é desenvolver uma lista de assuntos a tratar com os diversos profissionais de saúde que você vier a agendar consultas.

Você pode organizar essa lista na ferramenta que já costuma usar normalmente para esse tipo de anotações. Um caderno de bolso serve, mas se preferir usar o celular, as seguintes ferramentas podem ser úteis: notas, Evernote, Google Keep, Trello, entre outras.

Minha sugestão é que você crie uma nota para cada profissional (por ex: oftalmologista) e liste dentro dela os assuntos que gostaria de conversar no momento da consulta. Podem ser dúvidas, acontecimentos recentes e outros tópicos de interesse.

No dia a dia, à medida que for vivenciando as coisas e despertando questões, insira esses tópicos na lista de assuntos a tratar do especialista em questão. No momento da consulta, basta abrir a lista e ir conversando.

Esta é uma dica muito simples e fácil de ser aplicada que faz muita diferença na maneira como nos relacionamos com nós mesmos e com os médicos. Espero que ajude.

Categoria(s) do post: Ferramentas de organização

Ocasionalmente eu gosto de fazer um post como esse para ficar como referência, pois muitos leitores e seguidores me perguntam que ferramentas estou usando.

Eu utilizo um método de produtividade chamado GTD, criado por um norte-americano chamado David Allen. O livro base desse método chama-se “A arte de fazer acontecer” e você o encontra nas principais livrarias. Comento que uso esse método porque ele que norteia todos os usos que faço de quaisquer ferramentas.

Agenda

Utilizo a agenda do Google há muitos anos. Acredito que seja a ferramenta mais constante no meu sistema.

Sobre o esquema de cores, que geralmente me perguntam: diferencio apenas coisas do Vida Organizada (verde) das coisas que são específicas do GTD (laranja). Faço isso porque tenho duas frentes fortes de trabalho – do contrário, não o faria porque acho que código de cores tem a tendência a mais atrapalhar do que a ajudar, se usado desnecessariamente. Use com moderação!

Listas

Todas as minhas listas de organização (ações, projetos, incubados) estão no Evernote. Ensaiei uma volta para o Todoist algum tempo atrás, mas foi uma recaída temporária. Já voltei para o Evernote e é a ferramenta que hoje me atende melhor para isso.

Mapas Mentais

Utilizo mapas mentais para os horizontes mais elevados do GTD (objetivos, visão e propósito), além de usar para brainstorm de projetos e registros de referências (especialmente aulas ou assuntos que envolvam uma complexidade maior de temas).

A ferramenta que utilizo já há muitos anos também e adoro é o Mind Meister.

Atualmente eles têm investido bastante em uma ferramenta chamada Meister Task, que estou testando para em breve postar aqui no blog a respeito (ela é semelhante ao Trello mas integrada com os mapas mentais, o que é muito útil).

Arquivos digitais

Tenho centralizado todos os meus arquivos digitais no Google Drive. Acho que lá fica mais fácil de gerenciar, compartilhar, fazer download e upload etc.

Tenho deixado de usar o Dropbox. Aos poucos estou fazendo essa migração.

Ainda organizo alguns arquivos de referência no Evernote, mas de natureza diferente. Recibos, notas digitalizadas etc ficam melhor no Evernote. Mas arquivos mesmo (doc, xls, ppt) tenho preferido o Google Drive.

Arquivos em papel

Estou em processo de mudança do escritório e, por isso, em processo de mudança do meu sistema de arquivamento em papel. Por enquanto, tenho usado um arquivo de pastas suspensas para os arquivos da empresa. Para arquivos pessoais, em casa tenho uma pasta com 12 divisórias para cada pessoa da família. Atende bem, mas é bastante provável que eu mude nos próximos meses.

Anotações

Levo sempre comigo um Moleskine tamanho pocket para capturas gerais ao longo do dia. Para anotações maiores (reuniões, brainstorms, desenhos), tenho usado um caderno executivo da Tilibra, de capa dura, que comprei na Kalunga. Serve como captura de qualquer maneira.

Trello

Eu costumo usar o Trello para quadros de projetos (suporte ao projeto), pautas de reuniões recorrentes, organizar os temas já tratados nos meus diversos canais de conteúdo, meus contextos da semana e outros itens assim. Não é uma organização que ainda está em “estado de cruzeiro”. Já fiz um post mostrando um pouco, mas ainda pretendo mostrar mais à medida que for organizando de forma diferente e, do meu ponto de vista, mais acertada.

Gadgets

Macbook Air 13″
iPhone SE 64Gb
iPad Mini 16Gb


Essas são então as ferramentas que utilizo no momento e que integram o meu sistema de organização como um todo. Caso tenha alguma dúvida, favor deixar um comentário. Obrigada!

Categoria(s) do post: Saúde

Confira o post com uma checklist para você fazer o seu check-up médico anual.

Vou contar um pouco como eu faço, de maneira prática.

Todo ano, eu crio um projeto (recorrente) em meu sistema, onde listo os médicos e exames que gostaria de fazer ao longo do ano para ter esse check-up realizado.

Semanalmente, reviso esse projeto e defino próximas ações para os agendamentos diversos.

Não separo uma parte do ano para fazer o check-up completo e também não gosto de fazer no início do ano, quando todo mundo resolve fazer e os consultórios ficam lotados. Pela minha experiência, a partir de abril ou maio é a melhor época.

Tenho um lembrete na minha agenda, com recorrência anual, que me lembra de iniciar esse projeto.

Este ano, ainda tenho um ou dois profissionais que ainda não fui, mas todo o restante já foi agendado e os exames, feitos.

A organização serve justamente para isso: para a gente viver uma vida tranquila e diminuir a quantidade de incêndios a serem apagados. No caso da saúde, isso é essencial.

E você, já fez seu check-up médico este ano?

Categoria(s) do post: Imprensa

Hoje é o lançamento oficial do livro “Trabalho Organizado” em Campinas, com encontro e sessão de autógrafos.

Local: Livraria Leitura (Shopping Dom Pedro)
Horário: 19h às 21h30

Pretendo ir a outras cidades ainda este ano! Fique ligado aqui no blog que divulgarei assim que as datas forem se aproximando. 🙂 A próxima data é em Belo Horizonte, dia 30!

PS: Aproveito para falar sobre “como levar a Thais para eventos em sua cidade”. No geral, eu aproveito viagens a trabalho para organizar os eventos. Caso eu precise viajar especificamente para o lançamento, a viagem deve ser patrocinada por alguma empresa ou serviço. Se tiver interesse nesse patrocínio, favor entrar em contato com a nossa equipe.

A loja fica no piso da praça de alimentação.

Te aguardo lá!

Saiba mais sobre o livro “Trabalho Organizado”

Categoria(s) do post: Imprensa

Hoje é o lançamento oficial do livro “Trabalho Organizado” em São Paulo, com encontro e sessão de autógrafos.

Local: Livraria da Vila (Fradique)
Horário: 19h às 21h30

Pretendo ir a outras cidades ainda este ano! Fique ligado aqui no blog que divulgarei assim que as datas forem se aproximando. 🙂 Amanhã será em Campinas e, dia 30, em Belo Horizonte!

PS: Aproveito para falar sobre “como levar a Thais para eventos em sua cidade”. No geral, eu aproveito viagens a trabalho para organizar os eventos. Caso eu precise viajar especificamente para o lançamento, a viagem deve ser patrocinada por alguma empresa ou serviço. Se tiver interesse nesse patrocínio, favor entrar em contato com a nossa equipe.

A loja tem estacionamento no local.

Te aguardo lá!

Saiba mais sobre o livro “Trabalho Organizado”

Categoria(s) do post: Saúde, Equilíbrio emocional

Nossa sociedade está tão doente que dormir poucas horas virou o novo normal.

Algumas pessoas até se gabam disso: “durmo apenas quatro horas e me sinto bem!”.

Olha, não quero entrar em extremos aqui e dizer que é impossível uma pessoa dormir pouco e se sentir bem. É claro que existem casos e casos. Já tivemos até um ótimo depoimento sobre sono polifásico por aqui, do Darllan, que é leitor do blog e está se formando como professor de GTD. É óbvio que existem corpos e corpos, estilos e estilos de vida, e maneiras de se fazer as coisas.

O que quero problematizar neste post é essa nova regra de normalizar a pouca quantidade de sono. É essa “onda de produtividade e alta performance” que “prega” o aproveitamento máximo do tempo, e que “dormir é para os fracos”. “Você pode dormir quando estiver morto”. Já ouviu essas frases? Então é sobre isso que eu quero falar aqui.

Quando as pessoas me pedem “dicas de produtividade”, a principal “dica” que tenho para dar é: durma bem. Porque, sinceramente: PARA MIM, uma noite mal-dormida acaba com o meu dia seguinte. Eu não tenho energia para nada – passo o dia me arrastando. E acho isso péssimo. Conversando com outras pessoas, sei que não é só comigo.

Quantidade de horas x qualidade das horas

Chegamos aqui então ao ponto: não se trata talvez de dormir muitas ou poucas horas, mas sim de dormir o suficiente. Então sim, amigão, você pode dormir quatro horas por noite e se sentir bem, mas tem pessoas que precisam dormir sete, nove horas, para se sentirem tão bem quanto você. O segredo, mais uma vez, está no auto-conhecimento.

A grande pergunta se fazer é: será que eu realmente fico bem dormindo as quatro horas ou me acostumei? Será que você se sentiria ainda melhor dormindo seis ou oito horas? Fica a pergunta.

Diversos estudos na área das ciências cognitivas dizem que não é “desejável”, mas sim estrititamente necessário alternar períodos de esforço com períodos de relaxamento ao longo do dia. Precisamos dormir bem, alcançar todas as diversas fases do sono, para que nosso cérebro faça aquelas ligações todas e gere conhecimento, retenha informações e faça conexões. Além de, é claro, o descanso físico e mental que só uma boa noite de sono proporciona.

Não quero, mais uma vez, com este post, trazer regras. Quero que você analise e reflita sobre a sua qualidade de vida.

O que EU descobri? Eu descobri que, para mim, dormir de seis a oito horas de sono por noite funciona bem. Minha média são sete horas e meia – oito horas no total, desde o momento em que deito na cama, pego no sono e durmo propriamente dito. Mas há noites em que a qualidade do sono não foi boa – acordo diversas vezes, passo mal do estômago por qualquer motivo, tenho sonhos agitados, e tudo isso faz com que pareça que, mesmo que eu tenha dormido DEZ horas, eu tenha dormido duas ou três apenas. Então não é apenas a quantidade, mas também a qualidade dessas horas de sono. Vale a pena prestar atenção nisso.

Estabeleça regras pessoais

Eu percebi alguns elementos que me ajudam a ter melhor qualidade de sono:

  • não beber café depois da 16h
  • desligar telas e dispositivos eletrônicos até 1h antes de dormir
  • fazer atividades calmas durante a noite
  • não ler livros perturbadores, de terror ou que estimulem muitas ideias
  • não discutir assuntos que vão me deixar agitada
  • não comer alimentos “pesados” ou que dificultem a digestão

Isso já basta.

Importante é priorizar a rotina de sono

Outro ponto é que, se você descobriu que precisa dormir uma quantidade X de horas todas as noites, isso deve ser prioridade para você. Tornar isso prioridade significa dizer não a alguns compromissos que prejudicariam sua noite e o seu dia seguinte. É chato mas é importante. Com o passar do tempo, fui vendo que um show que eu deixasse de ver em um dia qualquer não seria tão ruim assim, levando em consideração a ótima performance que eu teria dando aula na manhã seguinte, se fosse o caso.

Quando eu era mais nova, era comum sair na quinta à noite e ir trabalhar na sexta de manhã. Passava o dia “um caco”, reclamando e esperando dar o horário de ir embora. Isso não é normal nem legal. Hoje em dia não faço mais esse tipo de coisa. Não se trata de ser certinha ou chata, mas de me conhecer e saber como ficar bem. Vou ter “n” oportunidades de jantar, assistir shows e fazer outras atividades se me planejar direitinho. Mas existem dias em que simplesmente meu foco é outro, e é simples assim.

Desde que dormir bem se tornou uma prioridade na minha vida, absolutamente TUDO mudou. Me sinto mais descansada, motivada, inspirada, criativa e produtiva. E como quero sempre estar bem desse jeito, dormir bem é exatamente isso: uma prioridade.

Tenho um outro texto aqui no blog sobre a regularidade do horário de sono, que pode te interessar.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Criatividade, Vida de Escritora

Muitos leitores me pedem para falar mais sobre o meu processo de escrita, a minha rotina como escritora e outros assuntos relacionados. Com o lançamento do meu terceiro livro, “Trabalho Organizado”, essas perguntas vieram à tona novamente, e eu achei que seria justo escrever um post contando um pouco desse meu processo pessoal.

Meu processo de escrita pode ser resumido em três momentos:

  1. Rotina de escrita pela manhã
  2. Captura de ideias
  3. Escrita em momentos de inspiração

Rotina de escrita pela manhã

Outro dia escrevi um post explicando porque prefiro fazer atividade física no final da tarde em vez de manhã, como a maioria das pessoas. Um dos principais motivos para isso é que, quando acordo, minha mente está descansada e, por isso, consigo sentar e me concentrar melhor para escrever. É comum passar as manhãs escrevendo. De maneira geral, escrevo de uma a três horas todos os dias, de manhã, com exceção daqueles dias em que tenho compromissos externos (mais raros, mas acontecem).

Essa rotina de escrita pela manhã serve para os conteúdos aqui do blog, livros, artigos do mestrado e outros textos ocasionais. Por estar descansada, fico inspirada e escrevo melhor. Além disso, me permite trabalhar em casa, ainda de pijama, com meu cházinho ou café e fone de ouvido, concentrada. Quando sinto que “já deu” (é engraçada a sensação – só vivendo para saber), eu paro e vou trocar de roupa, comer um lanche, fazer um intervalo.

Eu gosto dessa rotina diária porque escrita, do meu ponto de vista, é exercício. Você melhora à medida que exercita. Se não tiver uma rotina, para mim fica complicado.

Aqui em casa, minha família também sabe que, pela manhã, me concentro na escrita, então ninguém me interrompe (na maioria das vezes). Essa rotina facilita as relações familiares também, de certa maneira, especialmente com crianças.

Captura de ideias

Tenho um bloquinho de notas comigo o tempo todo. O tempo todo mesmo. Se por acaso não o levo e preciso capturar uma ideia no celular, isso é possível, mas acho chato. Prefiro escrever. Existe algo inspirado no ato de abrir meu caderninho no meio do restaurante, por exemplo, e anotar uma ideia ou trecho que tenha aparecido “pronto” em minha cabeça.

Essas ideias vêm e vão ao longo do dia, assim como tem dias em que obviamente não capturo nada. Mas as boas ideias não aperecem apenas quando estou na minha rotina de escrita pela manhã. E, se quero aproveitá-las, é importante capturá-las quando elas aparecem, sejam no momento da escrita, sejam ao longo de um dia, durante uma aula que esteja ministrando ou até mesmo durante um jantar. Se eu tiver uma ideia, quero capturá-la para explorá-la justamente quando estiver no contexto mais apropriado para isso, que é escrevendo.

Costumo usar cadernos pequenos, em formato de brochura, para anotar essas ideias no dia a dia. Eles são pequenos e práticos de serem carregados, e muitas vezes acontece de levá-lo no bolso da calça mesmo, dependendo da situação. Deixo sempre uma caneta dentro, para facilitar. Os cadernos tipo Moleskine são excelentes para essa prática, especialmente porque costumam ter um elástico que os fecham, e isso “segura” a caneta bonitinha lá dentro.

Escrita em momentos de inspiração

Apesar de ter uma rotina diária de escrita pela manhã, algumas vezes acontece de ter “surtos” inspirados, querer abrir meu computador e simplesmente começar a escrever – o surto é tão maluco que escrever à mão seria lento demais, e preciso digitar!

Não crio restrições quando isso acontece. São momentos raros mas, se me sinto impelida a escrever, eu o faço. Pode ser de tarde, de noite, aos finais de semana. E aqui entra (mais uma vez) a importância da organização – se tenho todo o resto sob controle, consigo abrir esse espaço para me dedicar à escrita, sem prejudicar nenhuma outra atividade que eu tenha deixado de lado por algum tempo justamente para escrever.

Confesso que esses surtos são raros no meu dia a dia – eu diria que eles acontecem uma ou duas vezes por semana. De modo geral, a rotina de escrita pela manhã já me ajuda enormemente a passar toda a inspiração para o papel (ou para a tela).


Eu também gravei um vídeo explicando o processo acima. Veja abaixo ou aqui:

Fica então um pouco da minha rotina de escrita para quem tiver curiosidade. Caso você tenha alguma dúvida sobre algum aspecto que eu não tenha abordado neste post, sinta-se à vontade para deixar um comentário. Obrigada!

Categoria(s) do post: GTD™, Trabalho, Áreas da Vida

Recebo diariamente essa pergunta, então achei que valeria a pena trazer algumas reflexões que fiz recentemente até mesmo para me entender, e aí recomendar para você.

Muitas pessoas começam a se organizar, se esforçam, até desenvolvem determinado senso de disciplina, mas voltam ao que consideram uma rotina “não organizada”. Seguem minhas dicas pontuais para voltar aos trilhos, então.

1. Esclareça suas caixas de entrada

Muitas vezes, a desorganização é simplesmente falta de clareza do que está acontecendo no momento. Isso acontece comigo também, é claro. Existem dias e dias. A diferença (que vem da minha experiência por estudar e trabalhar com isso) é que sei identificar imediatamente como estou me sentindo e sei como voltar a me sentir “sob controle”. A primeira coisa que faço é priorizar as minhas caixas de entrada – e-mails, What’s App, mensagens, anotações. Priorizar significa: vou zerar essas caixas de entrada e só vou fazer outra coisa depois que terminar. Basicamente isso. Às vezes “me obrigo” a passar o dia fazendo isso. Vale a pena.

Esvaziar as caixas de entrada não significa “fazer” ou “resolver” tudo o que chegou até mim. Significa que abri cada item e decidi o que fazer com ele – algumas coisas posso resolver na hora, outras posso delegar e outras posso adiar para fazer mais tarde, no momento mais apropriado. Mas o fato de ter lido e processado todas as mensagens e anotações me dá uma sensação de clareza e de ter tudo sob controle quase imediata, então toda vez que sinto que eu “saí dos trilhos”, é nisso que eu foco.

(Mais para baixo neste mesmo post eu ensino como esclarecer as caixas de entrada.)

2. Faça uma revisão do seu sistema

A minha recomendação é que você utilize uma ferramenta para organizar tudo aquilo que precisa fazer – sua famosa “lista de afazeres”. Um bom aplicativo para usar, com rápida curva de aprendizado, é o Todoist (e você encontra um arquivo vasto de sugestões de organização do Todoist aqui no blog).

Agora, não basta organizar uma vez, ter um trabalhão para estruturar essas listas, se você não as revisa. Você deve revisar diariamente a lista de tarefas a serem feitas, e pelo menos uma vez por semana seus projetos e outros resultados maiores. No GTD (método de produtividade que utilizo), a revisão mais recomendada é a Revisão Semanal – um tutorial de 11 passos para garantir que você torne tudo claro, atualize seu sistema e seja criativa(o) com suas ideias.

Caso você sinta que saiu dos trilhos, voltar fazendo uma revisão do seu sistema – ou uma Revisão Semanal do GTD – certamente fará com que você se sinta no controle novamente.

3. Esvazie a mente

Muitas vezes, a sensação de desorganização e falta de controle aparece porque estamos mantendo coisas demais na cabeça. Mais uma vez, vem do método GTD a recomendação de esvaziar a mente – pegar um caderno, uma folha de sulfite, ou várias, e comece a escrever tudo aquilo que estiver te preocupando. A ideia é de fato esvaziar a mente.

O propósito por trás dessa técnica simples é que nossa mente é um “péssimo escritório”. Além de esquecermos coisas, ela não tem “separação” ou “priorização”. Manter as coisas na mente é o que faz com que a gente acorde de madrugada se lembrando de algo urgente que precisa ser feito, ou nos distraia em uma reunião pensando em todas as coisas que vai comprar no mercado, quando sair do trabalho. Além disso, manter as coisas na mente a deixa sobrecarregada. Nossa cabeça é como um computador: quando tem muito arquivo dentro, fica lento, trava, dá problema. Então a ideia por trás de esvaziar a mente é justamente abrir espaço para focar em aspectos mais importantes – priorizar uma atividade e conseguir ficar presente nela.

Mas é claro que, para esvaziar a mente, não basta passar para o papel e deixar a informação morrer ali. Em um primeiro momento, apenas escrever pode trazer paz. Mas é importante, em um segundo momento, pegar essas anotações e processá-las, esclarecê-las. Para cada um dos itens, pergunte-se:

  • O que é isso? (descreva para você mesma-o)
  • Demanda ação no momento?
  • Se não, jogue fora, arquive (se precisar armazenar essa informação) ou incube (algo que você não sabe se demanda ação no momento mas pode ser que no futuro sim – alguma ideia ou projeto que não esteja em andamento agora)
  • Se sim, faça na hora (se for rápido e levar menos de dois minutos), delegue para a pessoa apropriada (se você puder, mas lembre-se de inserir esse item em uma lista de “aguardando” para fazer o follow-up futuramente) ou adie para fazer no melhor momento para você (aqui entra seu Todoist!).

Aliás, a recomendação acima serve não apenas para suas anotações de esvaziar a mente como para quaisquer notas de reunião, mensagens, e-mails etc.

4. Destralhe

A desorganização pode vir do excesso de coisas na vida que já não fazem mais sentido para você. Isso vale desde objetos na sua casa ou na sua mesa de trabalho até a projetos e atividades que simplesmente não estejam mais cabendo na sua vida.

Faça uma seleção sincera de tudo aquilo que está fazendo. Uma boa maneira de fazer isso é listando todas as áreas da sua vida e perguntando qual seu nível de satisfação em cada uma delas. Talvez, fazendo esse exercício, você descubra que existem algumas áreas negligenciadas em decorrência de outras que talvez você esteja dando atenção demais. Às vezes uma simples análise da sua agenda para a semana já traga essas conclusões – compromissos que não precisariam mais estar ali.

Além dessa análise que é mais reflexiva, traga isso para a sua casa. Não precisa fazer de uma vez – escolha uma gaveta, uma prateleira, ou até mesmo um cômodo menor (por ex, o banheiro) e, com uma sacola, separe tudo aquilo que não deveria mais estar ali, que não tem uso, ou que você sequer gosta de manter. Não se espante se encher mais de uma sacolinha. A ideia é trazer essa prática para o dia a dia, de modo que você identifique objetos que não usa mais. Isso vai abrir espaço na sua casa e, internamente, te trará mais clareza sobre aquilo que você realmente considera essencial. Aos poucos, você manterá em sua vida apenas os objetos e atividades que tenham realmente a ver com você, e não coisas ou situações que manteve por inércia, por ser “mais fácil” deixar como está, que uma hora ou outra acaba nos sobrecarregando e nem entendemos por quê.

5. Limpe algo fisicamente

Existe algo de muito espiritual no mundano. Se estiver com a cabeça cheia ou com muitos problemas, limpe o box do chuveiro. Lave a louça. Esfregue os azulejos. Tire o pó. Varra a casa. Separe roupas para doar. De alguma maneira, quando limpamos algo fisicamente, deslocamos o foco dos nossos problemas e “desbloqueamos” soluções mentais. Vale a pena fazer o teste!

Se você sente que saiu dos trilhos da organização e não sabe como voltar a se organizar, as dicas deste post podem servir como referência para você. Espero de verdade que sejam úteis, porque é a maneira como eu mesma me “reorganizo” quando sinto que saí dos trilhos. Ter uma vida organizada não significa viver de maneira organizada o tempo todo, e saber reconhecer que você talvez não esteja em um bom momento é o primeiro passo – e honesto – para voltar a se sentir bem.

Categoria(s) do post: Saúde

Hoje eu gostaria de compartilhar que estou lendo um excelente livro chamado “Mulheres em ebulição”, que foi escrito por uma médica norte-americana chamada Julie Holland. O livro fala sobre como o mundo atual tende a deixar as mulheres doentes e se sentindo inadequadas, sugestionando que até mesmo os medicamentos que estamos tomando influenciam demais na química do nosso corpo e no nosso dia a dia. Interessantíssima leitura, e minha recomendação para você. Ele me inspirou a escrever este post.

Eu acredito que muitas das coisas que eu acabe percebendo hoje em dia têm a ver com a idade que eu tenho também. Quando eu era mais nova, não me ligava tanto em alguns assuntos. Com o passar do tempo, especialmente a saúde vai entrando em foco. Eu demorei muitos anos, e diria que é algo recente, para entender que, como mulher, eu tenho reações químicas no meu corpo que são diferentes das reações químicas que os homens têm em seus corpos. Isso também me ensinou a ser mais empática com outras mulheres.

A própria questão do ciclo mentrual. A maioria das mulheres não leva seu ciclo tão a sério (até mesmo porque, dependendo de alguns comprimidos anticoncepcionais, o ciclo fica tão desregulado e esquisito que nos desconectamos completamente da maneira como nossos corpos funcionam). O ciclo mentrual, que na verdade é a consequência de um processo hormonal muito maior, influencia enormemente em como nos sentimos no dia a dia. Haverá dias em que nos sentiremos melhores, com maior auto-estima, mais motivadas, e existirão dias em que ficaremos mais sensíveis, “para baixo”, chateadas. O entendimento de que isso é simplesmente normal e não algo “inadequado” para a sociedade é revolucionário, e eu diria que o mercado de trabalho (e as famílias) ainda não estejam completamente esclarecidas sobre isso.

Apenas a observação do meu ciclo e de como me sinto ao longo do mês já mudou bastante a minha vida de maneira geral. Preparo alimentos que ajudam, marco ou não marco determinados tipos de compromissos, agendo cuidados pessoais no salão, um jantar com uma amiga – tudo dependendo da época do mês e de já me conhecer e saber como vou me sentir. Parece exagero, mas não é, e agradeço todos os dias por prestar atençao e ter esse cuidado comigo.

Pensar mais sobre as especificidades de ser mulher me ajudou a entender outros aspectos ligados à minha saúde que são características exclusivamente femininas, mas que eu não tinha levado em consideração antes. De depressão pós-parto até um certo grau de ansiedade cotidiana.

Desenvolver uma visão estrutural da saúde feminina é algo que naturalmente acontece conosco. Pelo fato de termos nascido e crescido em uma sociedade machista, acreditamos que muito do que somos ou vivemos é fruto de “histeria” (termo que, aliás, a doutora desmistifica no livro), e não de reações químicas naturais do nosso corpo, derivadas do simples fato de sermos mulheres.

Um dos principais pontos que a doutora Julie aborda no livro é justamente a quantidade de medicamentos aos quais nos submetemos apenas para “consertar um problema” a curto prazo (que pode de repente nem ser um problema, mas um sintoma ou característica comum), e que esses medicamentos influenciam em diversos outros lados em nosso corpo, mudando muito quem nós somos e tirando a nossa percepção natural do funcionamento do corpo. Por exemplo, uma mulher que tome antidepressivos pode desenvolver apatia por atividades que antes gostava. No que isso ajuda a depressão, de fato?

Ao mesmo tempo, precisamos entender, como mulheres, que nosso corpo é diferente aos 20, aos 40, aos 60, aos 80 e aos 100. ok, talvez a gente já saiba isso. Mas será que a gente sabe como lidar adequadamente com esses ciclos? Esse conhecimento é fundamental para termos perspectiva e nos planejarmos para determinados acontecimentos. Um exemplo bastante simples: se, quando eu engravidei, eu já tivesse uma rotina consistente de atividade física há pelo menos uns dez anos, isso impactaria a minha gestação e a minha recuperação de uma maneira muito diferente de como aconteceu. Imagine então ter certas percepções desde os 20 anos preparando-se para chegar aos 40 de uma forma muito mais preparada e saudável? Isso tem tudo a ver com uma vida organizada.

Recomendo fortemente a leitura para auto-conhecimento, no caso das mulheres, e empatia e compreensão, no caso dos homens. O que sentimos é extremamente normal e, muitas vezes, esse desconhecimento faz com que a gente se sinta chateada e inadequada, sendo que são apenas ciclos normais do nosso corpo. Conhecê-los faz com que nos planejemos melhor e aprendamos a lidar de maneira mais apropriada com os nossos dias, buscando sempre a sensação de bem-estar.

Categoria(s) do post: Equilíbrio emocional

Ao pensar sobre o calendário editorial (a programação de posts) desta semana, eu achei que seria bastante pertinente falar sobre construção do estilo de vida. Talvez você se pergunte o que esse assunto tenha a ver com saúde. Na verdade, ele está relacionado tanto ao tema do mês quanto a um processo mais amplo, que abriga todas as áreas da vida, e por isso ele está aqui hoje.

Construção do estilo de vida não tem apenas a ver com independência financeira (a meta da moda), apesar de que buscar independência financeira pode ser algo que você queira para você. Construção do estilo de vida tem, acima de tudo, a ver com auto-conhecimento. A você se conhecer verdadeiramente e, no dia a dia, tomar decisões, realizar atividades, fazer pequenas e grandes coisas que estejam alinhadas com quem você é de verdade. Isso é coerência. Isso é ter uma vida organizada.

No ano passado, eu desenhei um mapa que o David Allen (autor do método de produtividade GTD, que uso há muitos anos) chama de “treasure map”, ou “mapa do tesouro”. Você pode criar esse mapa com colagens, desenhos ou simplesmente palavras. Eu fiz em formato de mapa mental, com desenhos e palavras que me representassem. Pensei no meu futuro – não em um período de vida específico, mas no futuro de maneira geral – e desenhei o que parecia ter a ver com o futuro que eu queria construir para mim, em todos os aspectos. Pensei na minha casa, nas minhas atividades profissionais, hobbies, relacionamentos, finanças, dia a dia mesmo. E o resultado foi bem interessante (compartilho um pouco abaixo).

Tenho esse mapa digitalizado em meu Evernote e também inserido no mapa mental de visão, que diz respeito a um horizonte de mais longo prazo da minha vida (já mostrei em outro post – clique aqui para ver).

Revisar esse mapa regularmente me ajuda a ter tranquilidade e perspectiva sobre a vida que estou construindo para mim. Me ajuda a tomar decisões até mesmo para aspectos mundanos demais, como por exemplo decidir que atividade física vou investir meu tempo (eis aqui porque tem a ver com atividade física este post!). Quando eu pensei nesse estilo de vida que tinha mais a ver comigo, eu mencionais as seguintes atividades físicas:

  • caminhada e corridas
  • tênis
  • vela e vida náutica
  • natureza e aventuras

Do meu ponto de vista, faltou algum esporte de grupo (que hoje sinto falta), mas talvez, quando tivesse feito esse desenho, tivesse pensado tanto a longo prazo que não tenha me visto mais fazendo um esporte assim, e sim atividades mais calmas (esse raciocínio me parece fazer sentido).

Atividade física, como as outras áreas da nossa vida, devem ter a vida com o estilo de vida que queremos construir. Se eu não me vejo fazendo alguma coisa nessa “vida ideal” que quero ter, por que eu investiria tempo agora? (E não estou dizendo que não pode; apenas quero dizer que vale a reflexão para evitarmos perder tempo naquilo que não tem a ver com a gente).

Eu quis falar sobre esse assunto hoje, e na verdade eu poderia fazer vários textos apenas sobre isso, porque mais do que nunca eu tenho aplicado esse estilo de vida que quero construir (e estou construindo diariamente). Tive inúmeros exemplos nas últimas semanas em que precisei tomar decisões – de assuntos grandes, do inventário, até assuntos menores, do cotidiano (devo ou não comer tal coisa?), e que pensar em “o que a Thais faria?” (rs) me foi útil.

Outro dia li sobre o Salvador Dalí. Que, quando ele acordava sem inspiração, ele se perguntava: “o que o maravilhoso artista Salvador Dalí faria em um dia como hoje ou em uma situação como essa?”. E então ele se inspirava em seus próprios insights para poder viver um dia (e uma vida) feliz.

Sei lá – penso que, muitas vezes, buscamos tanta inspiração fora da gente que esquecemos que a principal fonte está aqui dentro. Com o passar dos anos, vou aprendendo mais sobre mim mesma, entendendo o que é natural para eu fazer, como eu penso, como eu me sinto, o que é coerente com quem eu sou, e consigo aplicar isso – sem culpa – no dia a dia, em áreas diversas. Eu diria que isso tem me mantido a salvo de uma depressão maior. (Para quem não sabe, já passei por alguns momentos de depressão severa na vida. A depressão é uma doença que você mantém sob controle, basicamente, e precisa ficar de olho para que ela não volte em momentos difíceis.)

Às vezes, quando acordo chateada ou desanimada, eu pergunto: “o que a Thais do Vida Organizada faria em um dia como hoje?”. E pode parecer besteira, mas isso me inspira a “lembrar” mesmo quem eu sou de verdade e a fazer as coisas com alegria e senso de aproveitamento. É, em resumo, pegar quem eu sou de verdade e trazer para todas as atividades do cotidiano, de modo que, cada vez mais, eu viva a vida que acredito ser a melhor vida que eu possa viver. Posso não estar vivendo hoje, a vida ideal que imagino para mim. Mas sei que, buscando dentro de mim, cada dia que passo eu chego mais perto. E, igualmente, aproveito cada um dos meus dias, o que para mim é muito mais importante nessa jornada inteira.