Categoria(s) do post: Diário da Thais

Um dos tipos de posts que eu trago de anos anteriores é o resumo ao final do mês. Nesse resumo, eu conto um pouquinho do que eu fiz, como foi a minha rotina e outros fatos que talvez interessem para o leitor do blog, além de mostrar alguns conteúdos que criei ao longo do mês e que você pode ter perdido.

Como eu estou chegando neste último dia de janeiro? Eu passei metade do mês de férias, então janeiro passou muito rápido para mim. Eu também já decidi que não pretendo mais tirar férias em janeiro. Janeiro é um período ótimo para se trabalhar e circular em São Paulo (cidade onde moro), e eu deixo de curtir essa época se eu tiro férias. Além disso, qualquer lugar é mais cheio e mais caro em janeiro, e achei uma experiência meio “programa de índio”. Pretendo tirar minhas férias de verão em dezembro desta vez.

Viajamos eu, maridex, filhote e sobrinha. Fomos para Paraty e Trindade (RJ), um lugar que vou desde bebê e adoro. Nós ficamos duas semanas. Eu ainda ficaria mais, mas os meninos estavam desesperados por cinema, livraria, vídeo-game rsrs. Acabamos voltando dois dias antes porque estourou um poste de luz na frente da pousada e ficaríamos sem luz nos dois dias seguintes, e eu achei que isso seria judiar demais deles, que já estavam querendo voltar!

Nós aproveitamos muito! Fizemos passeio de escuna, nadamos em praias deliciosas, comemos em restaurantes diferentes, passeamos e, acima de tudo, descansamos. Eu voltei renovada.

Voltamos dia 14, mas eu fiquei oficialmente de férias até o dia 28. Isso me deu mais 14 dias para fazer outras coisas. Tomada pela série da Marie Kondo, comecei a implementar o método em casa para poder compartilhar as minhas experiências com você muito em breve. Ainda está em andamento, porque estou conciliando com todas as outras atividades, obviamente.

Aliás, clica aqui se você não leu e/ou viu o meu vídeo e o post sobre a série.

Levei dois dias para lidar com as roupas, depois mais dois dias para os livros. Na semana do dia 21, nós tivemos um feriado em São Paulo e eu também participei da semana de planejamento anual da Call Daniel, que é uma semana com reuniões e atividades para planejar os projetos do ano. Isso me deixou totalmente dedicada a esse assunto e só retomei o método em casa depois do final de semana do dia 26. No momento, estou atacando a “komono”. Estou nos materiais para escritório.

Em termos de atividades profissionais, o mês de janeiro foi praticamente inteiro dedicado às gravações das aulas de dois cursos: organização do guarda-roupa e organize-se em 2019. Fico bastante focada nessas gravações até concluir a minha parte das aulas, e depois eu consigo focar em outros projetos. (Ambos os cursos estão com inscrições abertas, lembrando que o organize-se em 2019 terá as inscrições encerradas na semana que vem).

Em janeiro também aconteceu a primeira reunião do nosso processo de mentoria, primeira turma, e foi incrível. Eu nem consigo descrever como esse projeto me deixa feliz. É um dos projetos mais bacanas da minha vida como um todo, nesse momento. (Para quem tem me perguntado, pretendo abrir uma segunda turma no segundo semestre. Cadastre-se na newsletter para receber as novidades por e-mail.)

Bom, ainda falando sobre planejamento de cursos, eu postei aqui no blog a minha agenda para o primeiro trimestre. A vida me ensinou a planejar as entregas trimestralmente. Antes eu tentava planejar datas de eventos e cursos para o ano inteiro, mas isso não funcionava na prática, pois vários fatores influenciam. Então, neste primeiro trimestre (de janeiro a março), as datas focam essencialmente em São Paulo, onde temas mais demandas, mas pretendo ir para outros estados a partir do segundo trimestre, especialmente com o GTD. Estou aproveitando para fazer duas coisas novas incrivelmente importantes agora neste primeiro trimestre, que são:

  1. “Estreiar” um novo curso, que é um workshop completo, uma espécie de “auto-coaching”, com foco em planejamento de vida. Será em fevereiro, em São Paulo, com vagas super limitadas. Escreva para a Silvia (silvia@vidaorganizada.com) para saber mais.
  2. Ministrar um curso de GTD em Portugal. Irei para Lisboa no Carnaval única e exclusivamente para realizar este curso, então conto com a sua participação. 🙂

Continuo usando Bullet Journal, mas confesso que um pouco desanimada com o caderno pautado. Não pelas pautas em si, mas porque gasta-se muita folha, com o espaçamento das linhas. Geralmente um BuJo para mim dura uns três meses, mas com este certamente até o final de fevereiro eu já vou ter que migrar.

Vale citar mais algumas coisas que foram importantes no meu mês de janeiro:

  • A realização do Mês da Organização. Esse projeto me deixou muito feliz. Obrigada a todos que participaram. Pretendo continuar fazendo ações diferentes nesse mês nos anos seguintes.
  • Estamos super focadas na organização do escritório. Projetos de marcenaria, pintura, ajustes, móveis e a chegada da Malu, que começa amanhã. Muitos de vocês me pedem para fazer tour, mas gente, já expliquei aqui que faremos quando for oportuno. Calma. 😉
  • A escrita de TRÊS artigos das disciplinas do semestre passado do mestrado. A inspiração demorou para chegar mas, quando chegou, escrevi os três em dois dias.
  • A volta às aulas do Paul.
  • Começar as aulas teóricas na auto-escola. Mas aí eu precisei renegociar essa atividade comigo mesma para focar em outras coisas, porque sobrecarregou a minha rotina. Conversei com a professora e vou voltar um pouco mais adiante.
  • Treinamento do Anderson com a edição de vídeos. Ele já está editando as aulas dos cursos e, em breve, editará também os vídeos do YouTube. Isso vai me ajudar tremendamente.
  • Encontrar a minha mãe no aniversário dela. Ela mora em outra cidade e, com a nossa rotina, tudo sempre é muito difícil (quem tem parente em outra cidade sabe do que eu estou falando). Então nos organizamos para vê-la no aniversário dela, jantamos juntas, foi ótimo.
  • Estamos organizando a documentação e as finanças da empresa. Isso tem tomado bastante do meu foco. É um trabalho meio de backstage mas que faz diferença nos processos, facilitando o dia a dia.
  • Consegui desenhar alguns projetos importantes que em breve aparecerão por aqui. 🙂 É maravilhoso fazer as coisas com antecedência e dando espaço para a criatividade. Eu sempre quis trabalhar desse jeito.
  • Também estou trabalhando nas capacitações dos instrutores da Call Daniel, nas minhas próprias capacitações (coaching e Nível 3), além das traduções dos materiais.

Isso foi “um pouquinho” do meu mês. Ter tirado férias nessa época tornou a volta um pouco mais sobrecarregada que o normal, mas já aprendi com isso e vamos planejar diferente da próxima vez.

Algumas considerações sobre o conteúdo publicado em janeiro:

Espero que o seu mês de janeiro tenha sido muito legal também!

Por favor, escreva nos comentários qual foi seu momento preferido do Vida Organizada este mês! Obrigada!

Categoria(s) do post: Plenitude & Felicidade

Estamos vivendo em uma sociedade do cansaço.

Dormir pouco, acordar já cansada(o), sair de casa às pressas, enfrentar o trânsito para ir ao trabalho, muitas vezes em um estado zumbítico com fones no ouvido. Passar o dia sobrecarregada(o), lidando com e-mails, mensagens, tarefas, projetos, reuniões, problemas. Na volta para casa, novamente o trânsito. E, chegando, ainda tem que ir ao mercado, enfrentar filas, preparar o jantar, colocar a roupa para lavar, guardar a roupa limpa, lavar a louça, fazer a lição da escola com os filhos, dar uma geral na casa, bem de leve, e quando perceber já passou da hora considerada “ideal” para ir dormir. Sexo? De vez em quando, quando não estivermos tão exaustos (talvez na sexta?). Ler um livro? Idem. Fazer um curso, estudar um idioma, praticar um hobby? Difícil, para não dizer impossível. E, assim, muitas pessoas vivem, no melhor dos cenários, o que incluiria conseguir pagar todas as contas e ainda sobrar algum dinheiro para investir, comprar brinquedinhos tecnológicos prazerosos ou até mesmo fazer uma viagem diferente nas férias. Esse suposto privilégio não é uma realidade para aqueles que passam pela mesma rotina mas não têm sequer dinheiro suficiente para pagar todas as contas num mesmo mês.

Se o indivíduo é o único responsável por seu destino, a sociedade não lhe deve nada; em compensação, ele deve mostrar constantemente seu valor para merecer as condições de sua existência. A vida é uma perpétua gestão de riscos que exige rigorosa abstenção de práticas perigosas, autocontrole permanente e regulação dos próprios comportamentos, misturando ascetismo e flexibilidade.” 
(Dardot e Lanval, no livro “A nova razão do mundo”, 2016)

Pode ser que a sua realidade seja diferente. E, se for, que bom. Considere-se privilegiada(o). Porque a regra geral no mundo do trabalho hoje é viver à beira da exaustão. Isso não acontece só no Brasil. É no mundo todo.

E é claro que eu poderia trazer neste post pesquisas e referências acadêmicas para aprofundar todos esses temas, mas não é o foco deste blog (ao menos, não por enquanto). Essa pequena introdução serviu apenas para eu trazer um “conselho” que tenho dados aos meus amigos nos últimos meses, e que fiz uma anotação para trazer para você também, aqui no blog.

Meus amigos e alguns colegas sempre desabafam comigo sobre como têm coisas a fazer e sobre como “não dão conta”. Minha abordagem para lidar com esse problema (e que aplico principalmente a mim mesma, quando me sinto assim) é: não dá para organizar tralha. Logo, o problema é o volume, mas o volume vem da falta de clareza. Ter clareza significa 1) reconhecer o volume e 2) diminuí-lo, deixando em andamento apenas aquilo que realmente precisa estar em andamento, doa a quem doer (e às vezes dói na gente mesmo, fato).

Eu sei que é difícil assumir que abrigou coisas demais para fazer. De modo geral, todos nós vivemos hoje em uma era em que é possível fazer o que a gente gosta, dentro ou fora do trabalho. Mas essa oportunidade trás consigo a sobrecarga embutida, sem que a gente perceba, e ela logo se instaura, fantasiada de paixões. É um mix de surpresa e de frustração quando a gente descobre que fazer o que gosta pode estar nos sobrecarregando. Pode até fazer com que a gente deixe de gostar daquilo (me refiro a trabalho e hobbies aqui, não necessariamente a trabalho apenas).

Quando isso acontece, a vontade de “largar tudo”, “tocar o f*-se”, é enorme. Por isso, eu trago para você o conselho mais valioso que uso para mim mesma e para os meus amigos quando se sentem assim. O conselho é: se estiver cansada(o), descanse – não desista.

Se estiver cansada(o), descanse. Não desista.

É muito fácil e aparentemente libertador pensar em desistir. Parece que todos os problemas vão desaparecer em um passe de mágica, mais ou menos assim como surgiram. Mas chutar o balde nem sempre é a melhor solução para você. E o que eu estou encorajando é que você busque a sua melhor solução, não a mais fácil (nesse caso, o mais fácil pode se revelar péssimo). Se a melhor solução for realmente desistir de algo, tá tudo bem. Mas essa decisão precisa ser tomada direitinho, e não quando você estiver estrassada(o) e, muitas vezes, sem conseguir pensar direito a respeito.

Já vi muitas pessoas se livrarem de coisas importantes na vida porque a tralha ao redor as deixou um pouco cegas para a realidade. A tralha nos confunde. Ela pode nos fazer achar, equivocadamente, que aquilo que realmente importa é apenas desejável. Para lidar com o obrigatório, nos desfazemos daquilo que nos faz bem e importa de verdade. O que isso nos torna? Seres sobreviventes. Tirando o prazer da vida, só nos resta lidar com o cinza, e talvez (e muito provavelmente) o cinza fosse o problema.

Tem regrinha certa? Fórmula mágica? Não, não tem. Uma coisa é certa: cansados, exaustos, não tomamos boas decisões. Por isso, se estiver se sentindo assim, resista à tentação de desistir do que pode ser importante para você. Descanse. Pare tudo o que está fazendo e vá dormir um pouco, ver um filme, dar uma volta. Se estiver cansada(o), descanse. Não desista. Descansada(o), você saberá tomar melhores decisões, nem que seja amanhã. ❤️

Categoria(s) do post: Dicas de produtividade

Esse assunto tem estado presente na minha vida porque eu tirei férias recentemente e tenho lidado com e-mails e mensagens de uma maneira que considero saudável. Vim trazer as minhas percepções atuais sobre o assunto para você, então.


Minha visão sobre “ver e-mails e mensagens” é a seguinte:

Não acho que devemos ficar reféns do celular, especialmente. Há muitos anos eu desliguei as notificações de novas mensagens e só torno a ligá-las quando estou viajando e meu marido pode querer me avisar de algo mais urgente. Mesmo a chamada de telefonemas eu deixo no silencioso. Retorno as ligações. Geralmente não posso atender, porque estou trabalhando em questões diversas e com concentração, ou estou em sala de aula.

Eu leio as minhas mensagens e respondo as mais urgentes nos intervalos entre as atividades e entre os compromissos do meu dia. Deixo para responder ao final da tarde as que não são tão urgentes e, muitas vezes, não consigo responder todas. E, para mim, tá tudo bem.

O que acontece é que eu percebi que o grau de “urgências” das pessoas com as mensagens aumentou muito de uns tempos para cá. Todo mundo quer ser respondido o quanto antes. Todo mundo quer interagir por mensagem. Ninguém quer esperar mais nada. Isso tem um potencial enlouquecedor, que eu me recuso a aceitar, porque sei que preciso cuidar do meu tempo de vida.

Sabe, eu posso morrer hoje. E, quando eu morrer, eu não quero ter tido um dia sobrecarregado, estressado e perdido respondendo mensagens. Eu quero ter tido um dia tranquilo e feliz, em que sei que dediquei tempo às coisas que realmente importavam.

Com essa perspectiva, eu não trato com pressa as minhas mensagens. Isso é comprar briga, eu sei. É deixar de responder rápido até cliente, eu sei. Não se trata de falta de cuidado ou de qualidade, mas de desacelerar. E isso é parte do meu processo educacional, do que eu ensino nos meus cursos e serviços prestados. Eu não posso ensinar uma coisa e fazer outra.

Para mim, um hábito saudável é esvaziar as caixas de mensagens diariamente, até aos finais de semana, para que não se acumulem. “Esvaziar” as caixas de mensagens não significa resolver tudo o que surgiu ali, mas dar uma destinação correta a cada uma delas – isso significa delegar muita coisa também. Ou concluir que não dá pra fazer tudo (se não puder delegar).

Não vejo problema em responder mensagens quando estou de folga ou aos finais de semana, se isso for uma escolha espontânea e não uma obrigação. O problema, para mim, é quando você precisa roubar os seus momentos de lazer porque não está dando conta de fazer no horário que gostaria de ter feito. Aí sim precisa parar e analisar com calma as atividades e verificar aquelas que não vai dar pra manter.

Não dá pra gente fazer tudo. O primeiro passo é aceitar que sempre haverá mais coisas para fazer e mais mensagens para responder que tempo hábil para tal. E aí se olhar de maneira mais compassiva, porque até a nossa feição fica mais embrutecida enquanto estamos respondendo mensagens e e-mails.

Um recurso que gosto de usar de vez em quando é inserir uma mensagem automática de férias mesmo quando não estou de férias. Se eu estiver viajando a trabalho, ou indisponível, trabalhando em eventos ou em sala de aula, eu coloco essa mensagem automática e aviso a pessoa que me contatou de que não vou conseguir responder rapidamente. Isso pelo menos dá um retorno para ela. O que eu costumo ignorar é o famoso “você viu meu e-mail abaixo?” ou “te enviei um e-mail” via What’s App. Não caio na pressa das outras pessoas.

Tudo se resume ao ritmo de cada um. O mundo está insano, mas eu não quero perder a minha sanidade. Desculpe, mundo, mas eu estou em outra vibração.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Se você nunca ouviu falar em Bullet Journal e não sabe do que se trata, leia este post. Trata-se, resumidamente, de um método analógico de organização pessoal. Este post falará sobre como tenho aplicado o método, então ele não fará sentido caso você não saiba do que se trata.

Como caderno, estou usando um Moleskine pautado de capa dura. Achei que o fato de ser pautado não me atrapalharia, mas não gostei (prefiro o quadriculado). O problema não é a pauta em si, mas o espaçamento entre as linhas, que é maior que o espaço das versões pontilhada ou quadriculada. Desse modo, gasto mais folhas e o espaço é menos aproveitado. Estamos no final de janeiro e eu já estou quase na metade do caderno.

Muitos leitores do blog têm me pedido para falar sobre como estou conciliando o método Bullet Journal com o método GTD – post que farei nas próximas semanas, especificamente sobre este assunto.

Neste post de hoje quero mostrar alguns prints de como configurei o caderno para este ano e algumas páginas de janeiro.

A única diferença na KEY é o “T” para tarefas que passei para o Trello,
onde ficam organizadas as minhas listas do GTD
Estou usando o índice como o Ryder Carrol recomenda
Insiro apenas as coleções e nunca os logs diários ou semanais (se forem o caso)
O logo do futuro, eu mudei um pouco – usei 2 páginas para os próximos 3 meses
Para os meses seguintes (até dezembro de 2019), 1 folha por mês
O log diário traz capturas ao longo do dia, que podem ter coisas a fazer,
informações e entradas de diário

No vídeo que publiquei no canal na semana passada eu mostro página a página, as coleções que estou usando e explicações adicionais. Você pode clicar aqui para assistir o vídeo ou visualizar abaixo:

Categoria(s) do post: Novidades

Muitos leitores e seguidores nas redes sociais me perguntam quais os diversos cursos que farei em janeiro, fevereiro e março, então este é um post para usar como referência. Ministro cursos em diversas áreas, então aqui vai um compilado deles:

Presenciais

2/2, sábado, 9h às 18h
Fundamentos do GTD – São Paulo
Curso para iniciantes e iniciados no método
Valor: R$1.500

16/2, sábado, 9h às 18h
GTD com foco em Projetos & Prioridades
Para aprofundar no método
Valor: R$.1500

23/2, sábado, 10h às 17h
Workshop de planejamento de vida
Valor: R$998

2/3, sábado, 9h às 18h
Fundamentos do GTD – Lisboa
Curso para iniciantes e iniciados no método
Valor: E$500

16/3, sábado, 9h às 17h
GTD Nível 3: Foco & Direção – São Paulo
Valor: R$1.500

Data ainda a confirmar em março
Fundamentos do GTD – Brasília
Curso para iniciantes e iniciados no método
Valor: R$1.500

Informações e inscrições: silvia@vidaorganizada.com

Online

O curso online Organize-se em 2019 terá inscrições abertas apenas até 31/1, então faltam poucos dias. Inscreva-se agora.

Outros cursos online: aqui.

Todos os cursos presenciais têm vagas limitadas. Obrigada!

Categoria(s) do post: Indicações

Existem algumas ferramentas que são realmente muito boas, uso há anos, e que recomendo a todos que buscam ter uma vida organizada. Obviamente que ferramentas por si só não fazem milagres – você precisa desenvolver um processo pessoal de organização, como um hábito. Mas elas funcionam justamente para dar apoio às suas práticas.

Confira então as minhas ferramentas preferidas de organização e que costumo recomendar sempre que alguém me pede sugestões.

Google Agenda

A agenda do Google é uma ferramenta gratuita – basta você criar uma conta Google e pode utilizá-la. Ela também sincroniza com qualquer aplicativo de agenda que você já possa ter instalado em seu telefone celular. Trata-se da ferramenta mais funcional que existe hoje (na minha opinião) para gerenciar suas atividades no tempo e no espaço. Você pode criar várias agendas, várias categorias, usar cores, atribuir compromissos a outras pessoas e muito mais.

Todoist

Existem muitas ferramentas para gerenciamento de tarefas e afazeres no mercado. Eu mesma já não utilizo o Todoist porque enjoei da carinha dele, mas usei durante muitos anos e até hoje considero a ferramenta mais simples e intuitiva para quem está começando a se organizar (e até para quem já for mais avançado em seu processo de organização pessoal). Possui versão gratuita (que atende bem) e uma versão paga que te dá acesso a mais recursos.

Evernote

Imagine uma ferramenta onde você possa organizar todas as informações que chegam até você. Notas pessoais, fotos de anotações que você tenha feito em uma reunião, textos salvos da web e outros. O Evernote se propõe a ser o seu “cérebro externo” e não tem limite de espaço – você pode inserir quantas informações que quiser, respeitando a quantidade de megas em cada nota (100Mb) e de transferência mensal (quase infinita na versão paga da ferramenta). A versão gratuita já funciona muito bem para a maioria dos usuários.

Brain Toss

Em vez de tirar uma foto e deixá-la mofando em seu celular, o uso de um aplicativo como o Brain Toss faz com que ela seja enviada diretamente para o seu e-mail, com apenas um clique. Serve para fotos, textos, áudios, vídeos e o que mais você quiser simplesmente capturar e enviar.

Google Drive

O Google Drive é outra ferramenta gratuita da Google, que desta vez serve para você gerenciar, criar e compartilhar arquivos. Você não precisa mais depender do pacote Office no seu computador – se quiser criar um arquivo doc, uma planilha, uma apresentação, um formulário ou até mesmo um PDF, basta usar esta ferramenta, que pode ser acessada via web ou através de qualquer dispositivo conectado à Internet. A facilidade de compartilhamento dos arquivos, assim como a interação com os usuários que os compartilham, são os grandes diferenciais dessa ferramenta.

Mind Meister

Mind Meister é uma ferramenta para criação e gerenciamento de mapas mentais – um excelente formato de organização de informações, útil não apenas para o trabalho (em planejamento de projetos, por exemplo) como também para os seus estudos. Você pode criar diferentes mapas com assuntos específicos, o que te ajudará a pensar e a fazer conexões em sua mente, e também pode compartilhá-los com outras pessoas. O Mind Meister funciona online e tem uma versão gratuita (que permite a criação de até três mapas) e algumas versões pagas, que dão acesso a mais recursos.

Se você está procurando boas ferramentas para se organizar este ano, estas foram as minhas recomendações básicas. É claro que existem inúmeras outras ferramentas e aplicativos que podem ser usados, e eu encorajo fortemente que você use alguma que goste mais, para se motivar a usar diariamente. Caso queira comentar o que costuma usar ou recomendar outras ferramentas, por favor, deixe um comentário. Obrigada!

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Estudos

Semana que vem começam as aulas na maioria das escolas. Aqui no blog nós temos muitos posts com dicas de volta às aulas, caso você precise para organizar a rotina e economizar na compra de materiais, além de outros assuntos relacionados.

Por conta das nossas mudanças de bairro e de cidade, nosso filho mudou de escola algumas vezes. Como mãe, eu me sentia culpada antes por conta de tantas mudanças, mas o passar do tempo me mostrou que mudar desenvolve uma resiliência que eu não esperava (nele), e isso foi uma habilidade boa.

No último ano, no entanto, ele não se adaptou à escola nova, e este ano está voltando a estudar na escola que estudava anteriormente. O que eu aprendi com isso? Aprendi que bebê é diferente de uma criança que já tem amizades e gostos pessoais cada vez mais fortalecidos, e que ouvir seu filho é muito importante.

A única coisa que quero para o meu filho é que ele seja feliz. Não posso controlar suas escolhas, decisões, motivos pelos quais ele irá sofrer ou sentir alegria. Mas posso fazer todo o meu possível para que ele viva nas melhores condições que nós como pais pudermos dar.

Uma delas é a questão da escola. O investimento na educação dele é prioridade para mim. Por mais que o mundo mude e, talvez, quando ele crescer, até o formato de faculdade tenha mudado, eu quero fazer o melhor que eu puder hoje.

Eu penso que existem alguns pontos fundamentais quando se escolhe uma escola para o filho, e essa era uma das coisas que eu gostaria de compartilhar neste post:

  • ser perto de casa é um diferencial
  • a linha de ensino – combina com os seus valores?
  • o programa educacional bem desenvolvido
  • a formação humana além da formação intelectual
  • o incentivo aos esportes e à ciência
  • e o principal: meu filho se sente bem naquele ambiente? ele é tratado bem? gosta da escola? fez amigos? fala com alegria do seu dia a dia?

Eu coloco esse último ponto porque o Paul sempre foi muito comunicativo e, no último ano, teve dificuldade para fazer amigos. Foi bem difícil para a gente. Ele sempre foi muito bem na escola, gostava de ir, e de repente começou a falar que não curtia mais ir para a escola. Eu também achei que o ensino estava deixando a desejar e que a escola anterior era realmente melhor. Então tomamos a difícil decisão de matriculá-lo novamente na escola que ele tinha estudado antes, e ele está muito feliz.

Acho que o que eu quero dizer com este post, no fundo, é que nós, como mães, nunca podemos ter certeza do futuro dos nossos filhos. Queremos o melhor e sofremos buscando soluções em cenários difíceis, mas muitas vezes precisamos abrir mão de algumas escolhas e deixar o destino decidir um pouquinho.

Mais uma vez, o que importa é ele ser feliz, dentro de condições que não o “estraguem” para o mundo nem prejudiquem ninguém. Mudar faz bem, mas seguir nosso coração também, especialmente quando envolve o ambiente onde ele passa a maior parte do dia. Decidir voltar pode ser uma boa.

Categoria(s) do post: Indicações

No início de janeiro a Netflix colocou no ar a primeira temporada da série da personal organizer japonesa Marie Kondo, “Ordem na casa”. Eu saí de férias exatamente na ocasião e, por isso, estou publicando este post apenas hoje.

Mesmo de férias, assisti todos os episódios da série mais de uma vez. Hoje, venho contar para você um pouco o que achei.

Em cada episódio da série, Marie Kondo visita uma residência (cada família tem suas particularidades específicas, como filhos pequenos, idosos aposentados ou recém-casados) e ensina seu método para os moradores da casa, que trabalham juntos, em família.

O método da Marie se baseia em selecionar para ter em casa apenas os objetos que te trazem alegria, fazendo o descarte e organizando os itens na seguinte ordem: roupas, livros, papelada, komono (miscelâneas) e itens de valor sentimental.

Quando eu li seu primeiro livro, “A mágica da arrumação”, achei o método dela radical e senti pouca empatia. Hoje, vejo que o livro talvez tenha tido alguns problemas editoriais de edição. O segundo livro, “Isso te traz alegria”, e a série, são muito empáticos. A Marie é uma gracinha, se conecta com as pessoas e adapta seu método, que não é radical.

Por exemplo, quando li o primeiro livro, ela traz sugestões com as quais não concordo, como descartar os livros e ficar apenas com as páginas que interessam, além de dizer que, uma vez que você se organize, nunca mais precisará passar pelo processo de novo. Mas, assistindo a série, eu percebi que não é essa radicalização que ela propõe, e foi quando percebi que algo pode ter saído errado no primeiro livro.

Ela começa o seu processo de organização se apresentando para a casa, sentando no chão e fazendo uma rápida meditação como forma de respeito.

A primeira categoria a ser analisada são as roupas. Entendo a escolha da categoria como uma opção acertada porque a maioria das pessoas está familiarizada com o processo de selecionar ocasionalmente roupas para doar (mais do que outras coisas). Tirando algumas exceções que sempre podem existir, conseguimos fazer o descarte das peças com mais facilidade porque não temos muito apego emocional.

Para realizar a seleção, ela pede para os moradores colocarem todas as suas roupas sobre suas camas e, pegando peça a peça, se perguntarem se ela traz alegria. Se sim, fica. Se não, vai para a pilha de descarte. A série mostra algumas opções sobre como descartar, mas ainda tem espaço para explorar o assunto com mais profundidade nas próximas temporadas, se quiser.

Após a seleção das roupas, ela ensina sua técnica de dobrar a guardar na vertical, que na verdade é uma prática padrão das personal organizers, mas que apenas ficou famosa com ela.

Depois da categoria roupas, vêm os livros. A maioria das pessoas consegue descartar os livros com facilidade, mas você percebe que para outras esse processo é mais difícil.

A série enfatiza em cada episódio aquelas categorias que são mais relevantes para cada morador. Em alguns episódios, ela mostra mais o processo de seleção das roupas, enquanto que, em outros, no processo de seleção de miscelâneas ou de itens de valor sentimental. Ao longo de cada episódio, ela traz a explicação de algumas de suas técnicas principais, além de dicas para organizar itens específicos.

A série é muito feliz ao mostrar e fazer uma crítica não tão velada à sobrecarga que as mulheres sofrem em âmbito doméstico. Em praticamente todos os episódios isso fica claro, e a crítica sutil da Marie vem em suas orientações sobre toda a família participar do processo, além de trazer sua própria experiência pessoal em casa, envolvendo seu marido e filhas.

Outro ponto que a série me ensinou sobre o seu processo de organização é que ele não precisa ser radical. Lendo o primeiro livro, dá a entender que você vai pegar um final de semana e fazer um “extreme makeover” na sua casa, destralhando aquilo que não quer mais (o que eu acho que é um processo que sobrecarrega). Na verdade, em cada episódio podemos ver a quantidade de dias que cada família leva, em uma média de 25 a 30 dias para completar o processo como um todo.

Logo, o que ela ensina é 1) você se comprometer com o processo e fazer um pouco todos os dias até terminar e 2) trabalhar em uma categoria de cada vez. Você começa pelas roupas e só passa para a categoria seguinte quando terminar a mesma. Isso torna o processo muito mais maleável e fácil de conciliar com o cotidiano.

Apesar de ter muitas críticas com relação ao método (especialmente no que diz respeito ao trato com pessoas acumuladoras e ao marketing em torno de algumas questões), isso não invalida de maneira nenhuma o seu trabalho e eu gostei bastante da série como um todo.

Falo mais sobre tudo o que achei em um vídeo que entrou ontem no canal do Vida Organizada no YouTube:

E você, já assistiu a série? O que achou?

Categoria(s) do post: Indicações

Muitas vezes eu comento sobre o uso de alguma ferramenta e sinto que faz falta ter alguns textos mais introdutórios, que digam o que é a ferramenta, para que serve e como usar os recursos básicos. Farei hoje então um post introdutório sobre o Trello, que é uma das ferramentas que venho utilizando atualmente.

O Trello é uma ferramenta que organiza informações em formato de quadros. Dentro de cada quadro, você tem colunas, que podem ser categorizadas da maneira como você sentir que funciona melhor para você, e dentro de cada coluna você pode ter cartões, como se fossem post-its colados na parede, por exemplo. Dentro de cada cartão você pode inserir muitos tipos de informações – textos, imagens, documentos anexos e outros recursos.

Inicialmente, o Trello foi criado baseado no método kanban de produtividade (ao qual eu tenho ressalvas), mas não precisa ser utilizado apenas seguindo essa metodologia.

No site oficial da ferramenta você encontra uma página onde você pode fazer uma espécie de “tour” para conhecê-la melhor e ver se ela te atende no que você precisa.

Como eu uso o Trello

Eu gosto de tempos em tempos de trocar as ferramentas que eu utilizo para a minha organização pessoal. Já usei o Todoist para listar tarefas e projetos, o Evernote, e atualmente estou buscando centralizar essas informações de coisas a fazer no Trello. Sempre é um processo de adaptação, de conhecer os recursos da nova ferramenta, mas já estou me acostumando e estou gostando bastante.

Sempre gosto de dizer que o que existe por trás do uso de qualquer ferramenta é o método, ou o processo pessoal de organização que você desenvolve, e que você apenas operacionaliza em uma ferramenta. Quando você desenvolve esse processo, migrar de uma ferramenta para a outra é muito simples, pois a constância está justamente nas suas práticas, e não nos recursos de uma ferramenta em específico.

O Trello trabalha com “times”, que seriam “grupos de quadros”. Eu tenho três times: listas de coisas a fazer, quadros de suporte para projetos específicos em andamento (para projetos maiores ou mais complexos) e arquivos de referência (que uso essencialmente para informações que não demandam ação mas que preciso consultar com mais agilidade).

Atualmente, não compartilho quadros do Trello, mas entendo que é uma prática que pode ser útil para algumas pessoas.

O Trello tem uma versão gratuita que atende bem a maioria das pessoas. Eu uso a versão paga para ter acesso a alguns outros recursos e também para dar uma força aos desenvolvedores. Gosto de fazer isso quando uso uma ferramenta, pois acho justo.

Meu fluxo de trabalho diário

Como eu uso o método GTD, meu fluxo diário de trabalho é o seguinte:

  1. A primeira coisa que verifico diariamente é o meu tickler no home-office.
  2. Dpois, abro a minha agenda do Google para ver o que é prioridade. Trabalho nela, nos compromissos com horário e, em seus intervalos, no que preciso fazer naquele dia, que precisa ser feito, mas não precisa ser feito em um horário específico. Costumo ter como meta finalizar o que está no calendário antes da hora do almoço.
  3. Antes de parar para almoçar, “escaneio” e-mails e mensagens para responder as mais urgentes.
  4. Depois do almoço, abro o quadro de “Próximas Ações” no Trello e trabalho naquelas que têm prazo para o dia. Para facilitar, uso um Power-Up (é um recurso da ferramenta) para Calendário. Isso me mostra as ações que vencem no dia em um formato de calendário, centralizadas.
  5. Ao finalizar cada ação com prazo, dependendo do contexto onde estou, executo outras ações com prazos para os dias seguintes ou sem prazo, de acordo com a minha vontade ou prioridade.
  6. Quando finalizo as ações que têm prazo, aí sim acesso meus e-mails e caixas de mensagens para esvaziá-las.
  7. No geral, ao final do dia consigo dar uma olhada no meu dia seguinte para me preparar para o que está vindo.

Essa é a descrição do meu dia de trabalho, que alterno com compromissos em horários diversos, como reuniões, consultas médicas, aulas e outros. No meu planejamento semanal, busco um equilíbrio de tais atividades com horário porque sei que a maioria do que preciso fazer não terá uma programação de horária específica (conforme você pôde ver acima).

O Trello é uma boa ferramenta de organização, assim como existem outras boas também. É apenas a que estou usando no momento. Espero que este post ajude com algumas orientações caso você tenha curiosidade sobre o uso da ferramenta.

Categoria(s) do post: Novidades

Trabalhar com Internet é construir diariamente uma narrativa que seja coerente com a pessoa que você é, geralmente dentro de um tema pelo qual você é apaixonado.

O que um texto no blog revela, ou um tweet, ou uma foto no Instagram, é um registro daquele dia na vida da pessoa que está postando. Muitas vezes, o registro do meu dia em um VLOG ou em uma única foto me diz mais que um parágrafo de diário que eu possa ter escrito naquele dia.

Trabalhar produzindo conteúdo significa focar sempre na qualidade do que você está publicando, porque o conteúdo, em qualquer formato, precisa ser relevante para quem está recebendo, lendo, assistindo, ouvindo. Se não for, é apenas sobre você. E quem trabalha na Internet não pode se dar ao luxo de ficar apenas falando sobre si mesmo – o foco (acredito eu) deveria estar sempre em compartilhar algo de sua vida que possa ser relevante para os outros.

O foco na qualidade, no entanto, pode passar a impressão de uma vida perfeita. Se a foto ficou ruim, você não posta. Se você brigou com o seu marido, não vai desabafar nas redes, por causa “da sua imagem”. Para não levar algo negativo aos seguidores. E, assim, a gente segue compartilhando só o que reflete felicidade, paz e alegria, o que pode gerar um sentimento coletivo de frustração. Existe muita gente estudando isso. Eu sinto, você sente, todo mundo sente. Ninguém sabe exatamente como podemos lidar com esses sentimentos mas, do meu ponto de vista, é importante saber que ele existe, em primeiro lugar.

Eu, como blogueira, me sinto exposta e procuro usar isso a meu favor. Compartilho falhas também. Já disse algumas vezes que o diferencial do Vida Organizada é trazer dicas de organização para a vida real, não para uma suposta vida ideal, e acho que é até por isso que você se identifica e está aqui hoje.

O blog já passou por muita coisa. Existe desde 2006. É tempo, hein?

E, nesse período, não apenas ele foi crescendo e amadurecendo como canal, mas eu também. Tenho orgulho de não ter medo de testar. Errar faz parte. Aprender é eterno.

Eu fiz uma pesquisa recentemente aqui no blog para entender o que vocês esperam, o que gostam mais, o que gostam menos, e ouvir sugestões de temas. Toda a programação dos próximos meses será pautada nos pedidos de vocês. Eu percebi que 90% dos temas sugeridos já foram abordados aqui, mas ninguém acessa textos mais antigos (pode acontecer, mas não é a regra). Meu trabalho este ano então será o de refinar esses temas e levá-los para outros formatos – posts mais completos, outros mais curtos, dicas pontuais, fotos, vídeos. Tem bastante coisa legal para explorar, e agora não estarei mais sozinha nessa produção, pela primeira vez, o que será ótimo.

Vou compartilhar com você a minha percepção hoje sobre os diferentes canais, até para você saber o que esperar de cada um deles.

  • BLOG: Do meu ponto de vista, o blog é o “hub”, o agregador de tudo o que é publicado por aí. Posso compartilhar reflexões e provocações no Twitter que depois viram um texto maior. Dicas pontuais no Instagram podem virar um post com o agrupamento delas. Algumas poucas pessoas disseram que os textos do blog são longos demais. Eu sempre alterno (tenho uma planilha com o tamanho dos posts separados e organizados, de modo que se alternem, então falo com autoridade sobre isso, rs). Porém, acredito de verdade que o blog seja justamente para quem quiser ler textos maiores. Continuarei alternando – mesmo porque, existem posts que não precisam ser grandes, como as linkagens de domingo e outros semelhantes, mas existem posts que são artigos, reflexões. Deixe um comentário aqui embaixo me falando a sua opinião sobre isso, por favor, pois ela será muito importante para eu ponderar.
  • YOUTUBE: Muita gente não conhece o blog, os livros, nem tem interesse em acompanhar, seguir, ler os textos. O YouTube hoje é o principal meio de busca e informações que as pessoas acessam. Ter o canal do Vida Organizada é como recomeçar o trabalho do blog por lá, e fico feliz por fazer isso, porque é uma maneira de revisitar temas que já falei aqui e postar minha visão mais recente das coisas. Além disso, os vídeos não funcionam apenas visualmente, mas também seu áudio, o que substitui, de certa maneira, podcasts (por enquanto). Meu objetivo de médio prazo é fazer com que o canal do Vida Organizada no YouTube seja como um canal de tv, no sentido de ter vários programas diferentes, entrevistados etc. Para isso acontecer, eu preciso ter uma estrutura que ainda não tenho (não dá pra fazer tudo ao mesmo tempo), mas que estamos desenvolvendo. Este mês está entrando um editor de vídeos que vai focar inicialmente nas aulas dos cursos online, e depois irá para os vídeos do YouTube, IGTV etc. Então você pode esperar porque muito em breve teremos mais volume mesmo e variedade de vídeos nos diversos canais. Aliás, você já me segue lá? Clique aqui para seguir e saber quando tem vídeo novo.
  • INSTAGRAM: Gosto de pensar no Instagram como um canal para compartilhar dicas curtas – simples assim. Então, se você for do time que prefere textos menores, talvez faça mais sentido você acompanhar o Vida Organizada por lá. Com a entrada da Malu, também vamos otimizar as postagens por lá, que hoje são feitas apenas por mim, o que qualquer produtor de conteúdo sabe como sobrecarrega pra caramba (é um trabalhod e 24 horas). Também pretendo explorar mais os stories do Instagram (com VLOGS, mostrando a minha rotina) e o IGTV, como comentei no tópico anterior. Tudo isso vai acontecer ainda este ano, ao longo dos próximos meses.
  • PINTEREST: Muitas pessoas me pedem dicas e referências de “coisas” diversas sobre organização. Vejo então o Pinterest do Vida Organizada como esse local onde eu organizo essas referências, de modo que você possa seguir e acompanhar as atualizações (que faço diariamente).

Vale citar rapidamente sobre outros canais. A newsletter continuará toda segunda-feira. Tenho três livros publicados (Vida Organizada, Casa Organizada e Trabalho Organizado), que você pode usar para dar de presente ou ter um conteúdo do blog em formato offline com você (também disponíveis como e-books, só para constar). Podcasts, pretendo fazer, mas depois que essa estrutura acima, que é prioritária, estiver rodando. O Twitter traz dicas pontuais, frases, divulgações. O grupo no Facebook também será melhor explorado este ano, provavelmente com LIVEs e outros conteúdos exclusivos.

Esses são todos os programas gratuitos (tirando os livros). Temos os cursos presenciais e online, os webinars, LIVEs, mentoria e um monte de outros formatos para quem quiser se aprofundar.

Pois bem! Tudo isso foi para dizer que tem muita coisa legal sendo preparada por aqui e que você não perde por esperar! Continue conosco e acompanhe todas essas novidades acontecendo. <3

Categoria(s) do post: Indicações

A linkagem de domingo traz indicações de links com temas gerais ou específicos que tenham a ver com o blog, mas vêm de outras fontes.

Hoje eu gostaria de trazer algumas indicações de receitas que são perfeitas para o verão, calor, tempo abafado e tudo relacionado. ♥︎

Do meu ponto de vista, o segredo de cozinhar bem e gostozinho todos os dias é ter sempre ingredientes frescos em casa, especialmente na estação que nós estamos. Aqui em casa, eu sempre tenho frutas, saladas e bebidas refrescantes na geladeira, e isso faz muita diferença. Todo o resto das refeições acaba sendo uma continuidade dessa linha de raciocínio, porque as proteínas podem ser feitas no dia mesmo (essencialmente grelhados, no calor, que já têm um preparo mais rápido) e, os acompanhamentos, todos seguem a linha de serem mais frescos e, muitas vezes, frios. Vamos variando de acordo com o gosto da família.

O que você achou desse formato de linkagem? Ainda teremos indicações de textos e outros links, mas também traremos outros tipos de links dependendo do tema mais atual. Por favor, deixe um comentário com seu feedback, pois ele será muito importante para nós!

Boa semana.

Categoria(s) do post: Equilíbrio emocional

Já faz alguns anos que eu li sobre uma prática que o Bill Gates faz, que é tirar uma semana por ano, todo ano, para pensar na vida, no mercado e em estratégias para a sua empresa (Microsoft, caso você não saiba). Chamada de “Think Week”, Gates costuma levar apenas alguns livros e documentos, viajar sozinho (longe de distrações), para assim ter um respiro, dar um tempo do mundo e conseguir mergulhar dentro de si mesmo. Depois, ele volta com tudo, muitas ideias, definições e, acima de tudo, clareza.

Obviamente, eu não estou me comparando com o Bill Gates, mas venho tentando fazer algo semelhante ano a ano. Apesar de eu não ser presidente de uma empresa tão grande e complexa como a Microsoft, eu tenho uma rotina de trabalho que pode ser considerada pesada para qualquer um, porque envolve muita produção intelectual. Quem trabalha com Internet, como eu, e além de tudo trabalha escrevendo, na verdade está trabalhando o tempo todo, pois a nossa mente não para de ter ideias. O meu trabalho não se resume a me sentar na frente de um computador e responder e-mails (e, ainda bem, cada vez menos tenho dedicado tempo a isso). Enquanto estou tomando café-da-manhã, estou pensando no artigo que vou escrever. Enquanto coloco o filhote para dormir, penso sem querer em algo que solucionará um problema que eu tenho. Se eu estiver inspirada, me sinto à vontade para, em qualquer momento do dia, abrir meu caderno e começar a escrever um texto ou planejar um projeto. Eu aproveito todas as pequenas janelas do meu dia para criar.

Gosto de dizer que o trabalho de um escritor tem geralmente dois estados. O primeiro é o da contemplação. Esse acontece o tempo todo. Todo escritor fica ligado no que está acontecendo ao seu redor, porque isso constrói um repertório de coisas que começam a fazer ligações na sua mente e compõem ideias e novas conexões a qualquer momento no futuro. O segundo estado é o estado de fluxo, quando ele está escrevendo, efetivamente. Pretendo mais falar sobre esses dois estados em um post futuro que já estou desenvolvendo, especialmente sobre a organização da rotina quando você tem essa condição de trabalho.

Com base nisso, eu posso tirar algumas conclusões sobre o meu trabalho: 1) minha mente fica em ebulição quase que o tempo todo e 2) se ela não estiver bem, eu não consigo trabalhar. E é simples assim, mas tão complexo quanto parece.

Por esse motivo, eu cheguei à conclusão, nos últimos anos, que a minha mente é a minha principal ferramenta de trabalho. Um verdadeiro patrimônio. Preciso cuidar dela com carinho. Tudo o que eu puder fazer para ficar bem, eu vou fazer. É por isso que eu venho, então, já há alguns anos, tirando férias um pouco diferentes uma vez por ano, com foco nessa renovação que a Think Week do Bill Gates proporciona: ficar pelo menos uma semana completamente off, sem pensar oficialmente em trabalho, para deixar a mente livre para criar sem obrigações.

Para explicar melhor o que quero dizer, vou descrever rapidamente, em primeiro lugar, como é o meu estilo de “férias”. Vale lembrar que não foi sempre assim e que, nos últimos 10 anos, praticamente, venho construindo um estilo de vida que me permite viver como vivo hoje. Não nasceu do nada, não “aconteceu” – eu lutei por isso.

A cada três meses, gosto de tirar uma semana para descansar a mente. Em vez de tirar 30 dias direto por ano, como é o convencional, divido em quatro semanas que tiro a cada três meses. Para mim funciona melhor dessa maneira.

Todos os dias (e isso é sagrado para mim) eu tenho um momento de lazer. Gosto de dizer que é o princípio de viver todos os dias como se estivesse de férias. Não porque vou viajar ou dormir o dia inteiro, mas porque quero que cada dia seja tão leve quanto um dia de férias. Esses momentos de lazer diários me fazem ficar bem, deixam a minha mente saudável e, mesmo em dias mais cheios, me ajudam a perceber que estou pensando em mim, fazendo algo que me faça bem. É revisar uma tradução sentada no banco do parque perto de casa. Fazer uma reunião virtual da cafeteria mais próxima. Almoçar com o meu filho. Ou simplesmente experimentar um creminho novo de noite, antes de dormir. (tenho um post aqui no blog em que falo mais sobre isso)

Acima, Paul e eu na cafeteria da Livraria Cultura em um dia desses. Eu fiz alguns planejamentos enquanto ele lia uns livros. Esse é o estilo de vida que gosto para trabalhar e a vida pessoal. Tudo integrado, sem fazer “brigar” uma coisa com a outra.

Nas tais quatro semanas de férias que tiro ao longo do ano, eu realmente desligo do trabalho. Uso efetivamente para descansar a mente. Nem sempre dá para viajar, por causa da agenda de todos da família, mas quando o Paul está de férias da escola a gente consegue. É o caso da semana que cai no final do ano ou no começo do ano novo, em que geralmente a gente vai para a praia. Nas outras, a gente pode fazer uma viagem para algum lugar mais pertinho, ou simplesmente fico em casa. Esse foi um modelo que configurei para mim a fim de ter mais qualidade de vida, e funciona bem.

Talvez, quando o Paul for maior, eu consiga tirar uma semana como o Bill Gates faz, completamente sozinha. Por enquanto (e tá tudo bem), essa semana off eu passo com a minha família, especialmente quando envolve viagens. Como eles são da turma que gosta de acordar tarde, geralmente eu tenho as manhãs livres só para mim. Então acordo, bebo água, lavo o rosto, faço a minha meditação, leio e escrevo ao ar livre, com a brisa da manhã. É uma delícia. E, durante o resto do dia, fico em estado contemplativo enquanto me divirto com eles.

Desta vez, eu optei por tirar não uma, mas duas semanas de férias completamente off. Me dei esse período de presente mesmo depois do ano incrivelmente difícil que eu tive em 2018. Eu aguentei as duas semanas numa boa, mas o pessoal começou a se entendiar e a querer voltar para casa mais para o final da viagem. Eu achei curioso como não consigo ficar entediada em nenhum lugar. É muito difícil eu me entediar, porque eu sempre tenho algo para curtir o momento – meditar, pensar na solução de algum problema, pensar sobre alguma decisão que eu tenha que tomar, ou simplesmente ficar relembrando de coisas legais da vida. Tendo a minha mente, minha diversão está garantida em qualquer lugar. Mas o que estou querendo dizer é que, com a família, talvez ficar off apenas uma semana seja ok. Mais do que isso, é exigir demais deles. rs

O que esse tipo de ritual mais me ensina é o poder de fazer as coisas mais devagar. Minha vida é um balanço entre fazer as coisas mais devagar e ficar “pilhada”, que não é um estado negativo para mim – pelo contrário. É muito natural eu ter piques diferentes e aproveitá-los da melhor maneira diariamente. Quando estou mais agitada, aproveito para fazer coisas diversas, tanto em casa quanto no trabalho. Os dias mais tranquilos, no entanto, me dão muito mais qualidade de pensamento do que quando estou na correria. Chego a sonhar (literalmente) com soluções e ideias, e aproveito a manhã seguinte, inspirada, para desenvolver aquilo que começou no sonho. Consigo ouvir mais a mim mesma e tomar decisões. É um tempo em que me respeito muito mais, física, emocional e intelectualmente. Considero essa semana off um período essencial para recarregar as energias e ficar bem em todos os aspectos.

Sobre a escolha do local, eu gosto de ir para a praia porque acredito no poder curativo e renovador do mar, mas pode ser na verdade para qualquer lugar.

Penso que, quanto mais você desenvolve um trabalho que usa muito a cabeça, mais você precisa desses momentos de relaxamento. E você não tem que ter o mesmo formato de trabalho que o meu nem ser empreendedor para fazê-lo. Use suas férias com mais sabedoria. Além disso, a semana off é apenas uma das estratégias. O importante é ter equilíbrio todos os dias, e não apenas uma vez por ano.

Nos próximos dias vou contar um pouquinho sobre o direcionamento do blog para este ano, assim como dos outros canais. Coisas que, obviamente, eu pude refletir enquanto estava de férias. 😉

Bem-vindos de volta.