Categoria(s) do post: Diário da Thais

Não tenho mais postado aos finais de semana, mas algumas vezes os dias em que costumo postar alguns tipos de artigos caem justamente aos sábados e domingos, então eu abro uma exceção.

Meu mês de junho não foi nada fácil na vida pessoal. Não quero entrar TANTO em detalhes, pois ainda prefiro preservar algumas informações da minha vida. Para quem trabalha com Internet, isso é difícil, eu sei. Mas neste exato momento eu me sentiria mais à vontade se falasse sobre outras coisas.

Bom, o primeiro semestre do mestrado acabou há pouco, na semana passada. Nesta última semana de junho, tive minha última reunião com o professor orientador antes das férias. Foi boa, mas ele me passou tanta coisa para fazer em julho, que sinceramente não sei se conseguirei alocar os recursos suficientes para essas atividades. Afinal, tem outras diversas coisas acontecendo. Prometo que farei o meu melhor. As disciplinas foram concluídas, mas preciso entregar os trabalhos até o começo de agosto. É um projeto e um artigo, e tenho as entrevistas e as leituras para a pesquisa em si. Vamos ver como será.

O mês começou com um feriadão de Corpus Christie em que não viajei, não fiz nada de especial além de ficar em casa e curtir a cidade vazia. Fomos ao parque, o Paul andou de patins, e a vida seguiu leve. Por conta da Copa, eu me programei para não realizar tantos cursos presenciais, e isso foi bom, porque realmente precisava dar uma descansada tanto física quanto mentalmente.

Fiz um curso no segundo final de semana, em São Paulo, de GTD Nível 2: Projetos & Prioridades, e foi muito gostoso. Mas não viajei para nenhum outro curso, ao contrário de maio, quando viajei duas vezes (veja o post com o resumo do mês de maio).

No terceiro final de semana foi a festa junina na escola do Paul e fiquei muito feliz de vê-lo finalmente se entrosando com os coleguinhas da escola nova (já não tão nova) e também tive a oportunidade de conhecer alguns pais. Também tivemos um aniversário de dois deles (gêmeos), onde conheci vários pais e mães e consegui entrar no grupo do What’s App. <3

As aulas dele terminaram nessa última semana, e todas essas semanas com a Copa têm sido muito preguiçosas, por conta dos jogos. Realmente, demora alguns dias para engrenar, mas de repente o Brasil inteiro está imerso no assunto, assistindo até jogos como Japão x Senegal. Acho engraçado.

A melhor coisa da Copa, para mim, está sendo o Paul começar a se interessar por futebol. Ele nunca foi muito chegado. Hoje está torcendo, acompanhando os jogos, perguntando o que é impedimento, e estou achando bonitinho.

Este mês também foi marcado principalmente pela organização e planejamento de atividades que virão a seguir, a partir de julho. O lançamento do meu novo livro, um curso novo para profissionais de organização e produtividade, além da certificação de novos instrutores da Call Daniel.

Uma das coisas que consegui definir melhor foi a questão dos meus canais de conteúdo, e acho que agora finalmente acertei a mão, pelo menos com relação aos blogs. Pode ser que você ainda não conheça o meu blog pessoal, onde estou escrevendo sobre assuntos que não tenham a ver com organização. Tudo o que tiver a ver com uma vida organizada continuará aqui, e o blog GTD Brasil terá apenas posts bem pontuais sobre a metodologia.

Fiz muita reunião e trabalhei muito na padaria perto de casa. O escritório ainda não está pronto, e meu escritório que ficava na casa da minha avó, como vocês podem imaginar, não tem sido o melhor lugar para eu trabalhar ultimamente. Tem sido bom mudar um pouco de ares porque sinto que consigo aproveitar melhor o meu tempo e também me sinto bem em lugares como esse.

Com a morte da minha avó (em maio), confesso que ainda não consegui voltar 100% ao meu ritmo normal de atividades. Este mês, no entanto, descobri uma característica importante minha, que eu diria ser um ponto forte: posso querer resolver as coisas logo no dia a dia, demonstrando até um pouco daquela ansiedade que leva a gente pra frente. Mas, em grandes situações de crise, sou a pessoa que consegue manter a calma e ver as coisas com perspectiva, buscando tomar as melhores decisões. Meu foco no momento está em concluir a submissão do inventário. O resto é resto e vou remanejando.

Um aspecto importante do mês de junho foi a minha saúde. Aliás, esse será o tema central em julho no Vida Organizada. Me sinto bem, com uma boa energia, boas taxas químicas de maneira geral, com uma alimentação na minha melhor fase e uma rotina legal de exercícios. Eu tinha um projeto, que era formatar minha vida dentro de um estilo de vida mais saudável após realizar a cirurgia bariátrica, no ano passado, e devagar mas efetivamente fui alcançando isso.

Profissionalmente falando, nunca me senti tão focada. Ter feito o curso do Érico Rocha me ajudou a implementar uma metodologia de lançamentos, produção e entrega, e estava precisando muito disso. Tem dado muito certo e me ajuda a realmente fazer as coisas com foco e melhoria contínua.

Estou tão focada nos resultados que quero alcançar, construindo a minha empresa, que vejo como todos os meus projetos que estão em andamento estão profundamente alinhados e caminhando bem.

Aliás, em junho retomei a newsletter do blog, que é um conteúdo semanal adicional. Se ainda não se inscreveu, clique aqui.

Ainda sobre a minha saúde, consegui bater (e ultrapassar) a meta médica de emagrecimento, e já eliminei 40kg. Me dei de presente uma calça jeans da Levi’s tamanho 38 para comemorar (eu disse que o faria antes mesmo de realizar a cirurgia!).

Enfim, essas conquistas e construções do dia a dia vão tornando a vida mais legal.

Uma coisa que quero compartilhar com vocês é que, na vida pessoal, estou tentando pegar mais leve com meus planejamentos. Tenho um mapa de quem eu sou e do estilo de vida que quero construir, e ele me ajuda muito, mas não estou com pressa neste exato momento de correr com nada. Minha preocupação essencial neste momento é em ficar bem emocionalmente, para então tomar boas decisões daqui em diante.

E o seu mês de junho, como foi? Me conta um pouquinho nos comentários, se quiser. Obrigada por ter me acompanhado. 🙂

Categoria(s) do post: Espiritualidade

Eu quis abordar o tema “espiritualidade” no Vida Organizada durante o mês de junho e, como o blog já tem bastante conteúdo a respeito, foquei mais na produção de vídeos para o canal respondendo as dúvidas enviadas por aqui, nos comentários de outros vídeos e no Instagram. Foram muitas perguntas (obrigada!) e, por isso, ainda não terminei de responder todas. Estou respondendo aos pouquinhos. 🙂 Mas acho que é válido trazer uma reflexão mais geral para o blog, então por isso esse post de hoje.

Eu fico pensando bastante nessa relação que existe entre organização e espiritualidade. Quem acompanha o blog há algum tempo já deve ter me visto falando sobre qual é a minha visão de uma vida organizada – não se trata de colocar as coisas em caixinhas, mas de levar uma vida coerente com os nossos próprios valores, de modo que nossas atividades sejam artesanalmente moldadas, diariamente, em direção a um estilo de vida que nós queremos viver.

Com base nisso, a espiritualidade, que é apenas uma das diversas áreas da nossa vida, entra nessa roda como parte do todo e, como todas as outras áreas, é muito importante e deve ser coerente com quem nós somos.

Imagem: No dia a dia

Sou uma pessoa muito ligada à ideia de espiritualidade e já transitei por diversas religiões. Acho que as religiões são simplesmente caminhos diferentes, formatos. Obviamente não existe certo ou errado, mas aquele que combina mais com quem nós somos. Quando estamos alinhados – e isso pode significar não pertencer a religião nenhuma ou até em não acreditar em deus! – sentimos essa sensação de completude, que nada mais é do que a consciência tranquila de que a coerência está presente.

Como em outras áreas da vida, me sinto confortável para efetuar mudanças, se sentir essa necessidade interna. Hoje, ainda me considero budista. Já fui muito mais “praticante”, no sentido de frequentar as atividades do centro, dar aulas de meditação, fazer cursos e participar de retiros. Hoje, exerço mais na minha prática diária o caminho do bodisatva.

O “caminho do bodisatva” trata-se de buscar ser, no dia a dia, uma pessoa com disciplina moral de acordo com os preceitos budistas e que desenvolve uma mente de compaixão para ajudar outros seres vivos a superarem o sofrimento e alcançarem a iluminação. Algumas pessoas me pediram para falar sobre isso, então tentarei dar uma explicação breve.

Um bodisatva vive “evitando quedas”. “Quedas” são atitudes que “quebram” o propósito acima. Existem as quedas raízes (mais “fortes”, digamos assim) e as quedas secundárias (menos graves).

Quedas raízes

  1. Louvar a si mesmo e desprezar os outros, criticar com o objetivo de ferir
  2. Recusar ensinar alguém sobre o darma (ensinamentos de Buda) se essa pessoa pedir
  3. Não aceitar pedidos de desculpas, alimentando rancor
  4. Abandonar o mahayana (caminho budista)
  5. Roubar patrimônio das três jóias (oferendas)
  6. Abandonar o darma
  7. Tomar as vestes cor de açafrão (destinadas a monges e monjas ordenados)
  8. Cometer quaisquer das cinco ações hediondas (matar o pai, matar a mãe, matar um destruidor de inimigos, ferir maldosamente um buda e causar cisão na sanga – a comunidade de praticantes)
  9. Esposar visões errôneas sobre ensinamentos budistas
  10. Destruir lugares, como cidades e moradias
  11. Explicar a vacuidade para quem pode entender mal (é um ensinamento budista avançado)
  12. Levar outras pessoas a abandonarem o mahayana
  13. Levar outras pessoas a abandonarem o pratimoksha (prática específica)
  14. Depreciar o hinayana (caminho budista)
  15. Falar falsamente sobre a vacuidade profunda (ensinamento budista avançado)
  16. Aceitar patrimônio que tenha sido roubado das três jóias (oferendas)
  17. Estipular más regras (ex: vender produtos é mais importante que a prática de meditação)
  18. Desistir da bodichita (mente de compaixão)

Quedas secundárias

  1. Não fazer oferendas diárias às três jóias (é uma prática diária básica de votos)
  2. Entregar-se a prazeres humanos por apego
  3. Desrespeitar aqueles que receberam um voto bodisatva antes de nós
  4. Não responder quando alguém se dirigir a você
  5. Não aceitar convites
  6. Não aceitar presentes
  7. Não dar darma àqueles que o desejam
  8. Abandonar aqueles que quebraram sua disciplina moral
  9. Não agir de maneira que inspire fé
  10. Fazer pouco para beneficiar os outros
  11. Não acreditar que a compaixão dos bodisatvas garanta a pureza de todas as suas ações
  12. Fazer fortuna ou fama adotando um modo de vida impróprio
  13. Entregar-se a frivolidades
  14. Afirmar que os bodisatvas não precisam abandonar o samsara
  15. Não evitar má reputação
  16. Não ajudar os outros a evitar negativatidade
  17. Retaliar maus-tratos ou abusos
  18. Não pedir desculpas quando houver oportunidade
  19. Não aceitar pedidos de desculpas
  20. Não aplicar esforço para controlar a própria raiva
  21. Reunir um círculo de seguidores visando lucro ou respeito
  22. Não tentar vencer a preguiça
  23. Entregar-se a conversas sem sentido por apego
  24. Não fazer o treino em estabilização mental
  25. Não superar obstáculos à estabilização mental
  26. Ficar entretido com o sabor da estabilização mental
  27. Abandonar o hinayana
  28. Estudar o hinayana em detrimento da nossa prática mahayana
  29. Estudar assuntos de não-darma sem um bom motivo
  30. Ficar absorto em assuntos de não-darma
  31. Criticar outras tradições mahayana
  32. Louvar a si mesmo e desprezar os outros
  33. Não aplicar o esforço de estudar o darma
  34. Preferir confiar em livros a confiar no Guia Espiritual
  35. Não dar assistência aos necessitados
  36. Não cuidar dos doentes
  37. Não agir para afastar o sofrimento
  38. Não ajudar os outros a superarem os seus maus hábitos
  39. Não retribuir a ajuda daqueles que nos beneficiam
  40. Não aliviar a dor dos outros
  41. Não dar aos que pedem caridade
  42. Não dispensar cuidados especiais aos discípulos
  43. Não agir de acordo com as inclinações dos outros
  44. Não elogiar as boas qualidades dos outros
  45. Não realizar ações iradas no momento oportuno
  46. Não usar poderes milagrosos, ações ameaçadoras etc.

Todos esses votos podem ser encontrados no livro “O voto do Bodisatva” (Geshe Kelsang Gyatso). Cada um dos itens acima pode ser destrinchado mas, para o post não ficar longo, apenas listei. Caso tenha dúvidas, favor deixar um comentário.

Como ninguém é perfeito, é comum (mas deve ser cada vez menos comum, essa é a ideia) cair em tais quedas. Por isso existem diversas práticas de purificação, que fazem parte do dia a dia budista.

Como eu comentei em outros posts e vídeos, tenho uma checklist com essas quedas, que reviso diariamente.

Inclusive, se você ainda não assistiu, seguem os vídeos já publicados sobre espiritualidade este mês no canal:

Obrigada por estar aqui.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Dia 21 completou um mês da morte da minha avó. O inventário precisa ser submetido até 60 dias após a morte da pessoa e pode levar de duas semanas a dois (ou mais) anos para ser concluído. Quando todo o processo for finalizado, certamente eu vou ter mais autoridade para falar sobre isso, mas gostaria de compartilhar um pouco as minhas impressões durante esse primeiro mês.

O que faz com que o inventário atrase e seja complicado não é a lei em si, mas as pessoas. No nosso caso, foi uma sucessão de acontecimentos. Minha avó não deixou NADA organizado enquanto estava viva. Esse era um assunto que há pelo menos uns cinco anos eu tentava ter com ela, apesar de difícil, mas nunca evoluiu porque ela não quis evoluir com isso. Minha primeira lição para a vida foi: sempre deixe seus bens e documentos em ordem para as pessoas que ficarão aqui quando você morrer.

Basicamente, quando a pessoa morre, você precisa dar entrada no inventário e, para dar entrada, você tem que ter todos os documentos atualizados em mãos, especialmente as escrituras e registros de bens diversos, mas também extratos de contas bancárias e investimentos, entre outros. Existem informações que não são nada fáceis de serem conseguidas, como o IPTU do imóvel, então se a pessoa já deixar isso pronto, facilita muito.

E aí entra também o relacionamento com as pessoas da família. É complicado porque pessoas são seres que pensam diferente de você – simples assim. E cada um tem seu ritmo de aceitação da morte, seu nível emocional com relação ao processo como um todo, mas ainda assim você tem que decidir, providenciar documentos e pagar por serviços, estejam todos tristes ou não.

Para vocês terem uma ideia, ainda não submetemos o inventário. Tudo porque foi um número de imóvel que estava errado, porque não conseguíamos o extrato da conta, porque não se achava um outro documento, porque não se consegue falar na prefeitura da cidadezinha do interior onde tem um imóvel e complicações desse tipo. Os dias vão passando, você não consegue resolver, e vai batendo uma certa ansiedade. Então é natural as pessoas discutirem, ficarem nervosas, o que só compromete ainda mais o processo, porque é um ponto a mais de complicação, sabem?

E isso porque, na nossa família, não houve briga pelos bens. Foi tudo super conciliado e acordado. Existem casos que a complicação é muito grande justamente porque os envolvidos no processo não concordam com uma ou outra coisa, e isso acaba virando uma alteração que leva seis meses para ser feita na justiça (pelo que já me falaram de outros casos).

Minha conclusão por hora sobre tudo isso é que as pessoas precisam aprender a separar o lado emocional do lado racional na hora do inventário. Todos estão tristes, mas existem prazos e as coisas simplesmente precisam ser feitas. Quanto antes você conseguir agilizar esse processo, melhor será para todos, e quanto mais você já tiver essas informações organizadas, mais rápido (e menos estressante) será.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

No último dia 21 eu fiz uma revisão do trimestre e ela foi excelente para me mostrar que andei com muitas coisas, transformei outras e precisei reajustar prazos para algumas outras, em decorrência dos acontecimentos diversos (especialmente a questão com a minha avó).

Este post será bem objetivo então, mostrando o que eu planejei para o primeiro semestre do ano e que já foi concluído até então:

Trabalho

  • Alugar sala para o escritório ✓
  • Consolidar os custos dos cursos presenciais de GTD ✓
  • Comprar um microfone de lapela para melhorar os vídeos ✓
  • Implementar processo interno de vendas ✓
  • Voltar com a newsletter do blog ✓
  • Finalizar o desenho do programa de consultoria ✓
  • Concluir o curso “Organize-se em 2018” ✓
  • Concluir o curso “Organização para empreendedores” ✓
  • Formatar o site GTD Brasil ✓
  • Contratar uma auxiliar administrativo ✓
  • Organizar a revisão dos materiais do GTD ✓
  • Implementar uma rotina de postagens de vídeos no YouTube ✓
  • Concluir o manuscrito e todas as revisões do meu terceiro livro ✓
  • Organizar uma nova capacitação dos instrutores de GTD ✓
  • Implementar ação significativa de trabalho com profissionais de organização ✓

Pessoal

  • Organizar a rotina de cuidados com a minha avó ✓
  • Ajudar as vítimas do incêndio no prédio do centro da cidade ✓
  • Organizar a minha agenda de eventos, artigos e disciplinas deste ano do mestrado ✓
  • Concluir artigo para a Comunicom 2018 ✓
  • Organizar cronograma para os dois anos do mestrado ✓
  • Fazer um curso que me ajude a implementar o processo de vendas ✓
  • Participar do Seminário de Midiatização em São Leopoldo ✓
  • Organizar a festa de aniversário do Paul ✓
  • Garantir que o Paul esteja bem adaptado na escola nova ✓
  • Organizar uma viagem para Campos do Jordão ✓
  • Organizar passeio na praia com a minha mãe ✓
  • Voltar com a banda ✓
  • Fazer um curso sobre vinhos ✓
  • Reorganizar o meu guarda-roupa ✓

Eu gosto de celebrar as minhas conquistas, mas acho que também é importante falar sobre as coisas que eu gostaria de ter feito neste primeiro semestre e que ainda não andaram ou simplesmente faltam mais um pouco para serem concluídas, a saber:

  • Cursos online de GTD (muito em breve)
  • Contratar uma pessoa para trabalhar com vendas (ainda prefiro consolidar melhor o processo interno antes de contratar)
  • Organizar o novo escritório (ficou em stand-by com os acontecimentos com a minha avó, mas estou retomando este mês)
  • Comprar mais equipamentos de áudio para vídeos (dei uma segurada para fazer outros investimentos)
  • Implementar novamente serviço de atendimento residencial (estou redesenhando o programa)
  • Finalizar ajustes nos cursos online (também em stand-by por conta da minha avó, mas agora estou retomando)
  • E outros projetos que por enquanto são segredo mas em breve vocês conhecerão 🙂

Como já comentei por aqui, meu segundo semestre será bastante intenso, com muitas viagens e atividades. São coisas que simplesmente precisam acontecer agora, mas eu sei que vou diminuir o ritmo no final do ano e começo de 2019, por uma mudança e transição que estão sendo desenhadas desde agora. Em breve falarei mais.

Levando em conta meu estado emocional podendo ficar em frangalhos, devido à morte da minha avó e tudo o que foi relacionado, que tem sido foco da minha atenção desde novembro, e mais intensamente desde março, quando ela operou, eu até que caminhei com bastante coisa. Aos poucos tudo vai se encaixando novamente e voltamos ao ritmo normal de acontecimentos e realizações.

Obrigada por estar aqui. <3

Categoria(s) do post: Novidades

Vocês já viram eu comentando há alguns meses por aqui sobre o meu novo livro, que será lançado este ano. O nome dele é “Trabalho Organizado: encontre equilíbrio e significado num mundo cada vez mais sobrecarregado”.

Foi uma das experiências mais significativas da minha vida ter escrito esse livro nesse período em que ele foi escrito. Meu último livro, “Casa Organizada”, foi lançado em 2016, e logo depois do seu lançamento eu passei por um desafio profissional imenso, que me obrigou (no ótimo sentido) a dar uma chacoalhada geral na minha vida profissional e repensar o caminho das coisas.

Todo esse processo de transformação foi fundamental para a escrita do livro, que se deu nesse meio tempo. Tive muitos aprendizados profundos com relação à cultura do trabalho nos últimos dois anos. Uma ressignificação mesmo. No início deste ano, eu peguei tudo o que já tinha escrito e reescrevi de novo, com novas lentes. E o resultado é esse livro que será lançado no mês que vem e que já está na pré-venda, conforme você pode conferir neste link (tanto livro físico quanto e-book).

Haverá toda uma agenda de eventos de lançamento que eu divulgarei muito em breve. Estamos apenas fechando com as principais livrarias, e logo postarei as datas aqui. Já posso adiantar com certeza os seguintes lugares: São Paulo, Campinas, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Rio e Brasília. Não vejo a hora de encontrar vocês!

PS: Aproveito para falar sobre “como levar a Thais para eventos em sua cidade”. No geral, eu aproveito viagens a trabalho para organizar os eventos. Caso eu precise viajar especificamente para o lançamento, a viagem deve ser patrocinada por alguma empresa ou serviço. Se tiver interesse nesse patrocínio, favor entrar em contato com a nossa equipe.

Estou muito feliz com o nascimento desse “novo filho” e espero de verdade que ele possa ser um livro que traga boas transformações para a sua vida. Muito obrigada por me acompanhar até aqui. <3

Categoria(s) do post: Comida

Quando o frio vai chegando, eu gosto de personalizar a preparação de refeições aqui em casa também. De modo geral, nosso menu semanal é muito simples. Eu tenho os seguintes princípios de alimentação:

  • sempre que dá, minha refeição é salada
  • evitar trigo e massas (porque senão como massa e pão o tempo todo)
  • ser o mais natural possível

Levando isso em consideração, nosso menu e “produção culinária” aqui em casa focam na maior praticidade possível, mas eu gosto de fazer algumas comidinhas diferentes durante a época de frio, e quando passo mais tempo em casa.

Esses são os pratos que alegram a casa por aqui durante o outono e o inverno:

  • Carne + purê + legumes assados = combinação tradicional da felicidade! Quando falo “carne”, me refiro a carne vermelha, suína, peixes e aves de modo geral. Purê também serve para batata, mandioquinha, abóbora e outros. Legumes são variados. Essa é uma combinação que nunca tem erro, é saudável e atende a todos os gostos. É relativamente fácil e rápida de preparar e, às vezes, para ser ainda mais rápida, substituo o purê por outro carboidrato simples, como arroz ou massa. O que decide é a praticidade! Às vezes já temos um acompanhamento pronto, e só misturamos. Outra observação que eu gosto de fazer: os legumes assados substituem as saladas. Eu adoro salada de legumes e acho que uma boa salada “quentinha” combina super com o inverno!
  • Ensopados. Um bom ensopado é a cara do inverno e não tem como ser um prato ruim! Dá para fazer com uma imensa variedade de ingredientes e pode ser tão simples quanto um frango no molho quanto uma “quase paella”. Eu chamo de ensopado tudo aquilo que preparo em uma única panela e é uma comida que só não é sopa porque tem sólidos a mais “mergulhados”, então é isso. Eu confesso que não fazemos tanto porque o Paul não curte muito, mas eu adoro!
  • Carnes de panela de todos os tipos. Eu que não sou muito fã dessa, mas a família adora! Carne de panela com batata e cenoura, frango com quiabo e todas essas variações! Como eu não cozinho com panela de pressão (tenho medo, me julguem), não é uma das minhas opções de preparo, mas meu marido gosta de fazer e de comer, então de vez em quando ele faz.
  • Arroz/massa/pratos de forno. Está aí outra receita prática que pode ser personalizada e feita pelo menos uma vez por semana! Enquanto escrevia, percebi que não só arroz de forno, mas macarrão de forno também funciona bem (macarrão pizza, por exemplo). O que eu gosto no arroz de forno é a variedade que ele permite. Você pode fazer com calabresa e um pouco mais apimentado, ou pode fazer com frango, ou um escondidinho, enfim, são inúmeras as possibilidades!
  • Comidas com pão. Eu gosto de comer com a mão! E uma refeição que é o cúmulo da praticidade mas me agrada muitíssimo é uma refeição que seja, por exemplo, legumes assados + pãozinho italiano ao lado para acompanhar. Ou uma carne de churrasco + pãozinho de alho. É uma variação do primeiro item desta lista, mas com um pão substituindo o puré – essa é verdade. Uma verdade deliciosa. 🙂 Entram aqui também sanduíches variados. Eu não costumo comer muito sanduíche, mas os meninos por aqui sim. Aqui nesta categoria entram as bruschettas e torradas diversas.
  • Sopas! Obviamente eu não poderia deixar de falar da refeição mais tradicional do frio, que são as sopinhas! O que me ganha na sopa é também a variedade. Dá para fazer uma por semana, congelar durante todo esse tempo e ir comendo um pouco por dia, até acabar! Eu gosto de tomar sopa não só nas grandes refeições, como mini-tigelinhas de lanche também. Particularmente, prefiro sopas com grãos (ervilha, feijão, lentilha) ou batidas, mas faço de todos os tipos.

Essas comidas acima basicamente constituem um menu semanal aqui em casa, que pode ficar assim, a saber:

  • Domingo: Preparar sopa para a semana inteira (tenho mais tempo)
  • Segunda: Algum prato de forno (segunda quem manda é a praticidade!)
  • Terça: Carne + purê + legumes
  • Quarta: Comida com pão (especialmente se sobrou da comida de ontem!)
  • Quinta: Carne de panela ou ensopado
  • Sexta: Ensopado
  • Sábado: Restos da semana, especialmente as sopas!

Sou feliz com esse menu. 🙂

E você, costuma ter seus preferidos no inverno? Deixe um comentário!

Categoria(s) do post: Casa

Eu gosto muito das estações mais frias, então por isso o blog tem bastante conteúdo para a época de frio, tanto outono quanto inverno. Hoje é o solstício de inverno aqui no Brasil, e eu quis trazer neste post dicas atuais de como eu preparo a casa para essa estação.

Para contextualizar, eu moro em São Paulo, onde o inverno não é tão rigoroso quanto no sul ou em cidades serranas, mas é mais intenso que em outras cidades do próprio sudeste (Rio, Belo Horizonte) e, é claro, do centro-oeste, norte e nordeste.

São algumas personalizações que gosto muito de fazer em casa:

  • Trocar as cortinas por cortinas mais grossas. Esse é um truque relativamente simples mas que ajuda muito com as frestas das janelas, especialmente à noite. Cortinas de tecidos muito leves deixam passar o vento de qualquer maneira. Uma cortina mais grossinha resolve o problema.
  • Usar tapetes, mas com parcimônia. Um dos problemas do inverno em São Paulo é o tempo seco, o que também causa excesso de agrupamento de pó. Ou seja, por aqui também se intensifica a rotina de limpeza com esse foco. Falo isso porque também vale para os tapetes, que precisam ser “batidos” mais de uma vez por semana. Usar tapetes faz muita diferença no frio, especialmente nos lugares onde você costuma pisar de meia ou descalça, tipo ao sair da casa, banheiro e sala.
  • Se tem uma coisa que dá um charme a qualquer casa, é usar louça personalizada. Para mim, as louças de inverno são mais escuras ou trazem elementos de “frio”, como desenhos de flocos de neve. Eu acho uma gracinha.
Imagem: Westwing
  • Além da louça, guardanapos de pano. São um agradinho para o dia a dia; supostamente, dão mais trabalho; mas nada se compara a usar guardanapos de pano em casa, especialmente no frio.
  • Outro item que começa a ser bem mais usado em época de frio são as tábuas de queijos e petiscos. Ainda mais em ano de Copa!
  • Outros itens que fazem temporada na cozinha são: bule (para chá), caçarolas (faço mais comidas usando esse tipo de panela, especialmente refogados e ensopados), tigelas e canecas. E todas as comidinhas que envolvem esses itens (amanhã vai entrar um post sobre as comidas de inverno).
  • Em termos de roupas, já comentei em outro post como costumo me preparar, mas gostaria de enfatizar o uso do robe ou roupão, em casa mesmo. Eu sou bem friorenta mas, para dormir, gosto de estar confortável e com um cobertor bem grossão. Quando saio da cama, para não passar frio (sem precisar vestir mil roupas), o robe me ajuda a ficar quentinha.
Minha referência eterna para uso de robe em casa <3

E você, costuma preparar a sua casa para o frio? Como você faz? Deixe um comentário!

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

O inverno chegou forte aqui em São Paulo e existem boatos dizendo que passaremos pelo inverno mais rigoroso de todos os tempos. Eu sinceramente sei que não se compara você enfrentar um inverno de 11 graus com um inverno de, sei lá, 4 graus, menos 7 graus, que existe na Europa. Mas eu já fui para a Europa no inverno algumas vezes e sei que a diferença é que lá as casas são preparadas para o inverno, com calefação. Aqui, não temos. Então eu (pelo menos) morro de frio dentro de casa e, depois que emagreci, mais ainda.

Por isso, eu adoto técnicas de guerrilha (kkk) para me vestir durante o inverno, tentando ao máximo manter o meu estilo (cof). A ideia é compartilhar com vocês como eu faço.

Decathlon, te amo <3

A Decathlon é uma loja de artigos esportivos que vende, além disso, itens de vestuário com preços em conta (outros, nem tanto) mas que atendem muito bem para quem tem bastante frio ou pretende viajar para lugares friorentos.

Quando o frio começa a dar seus primeiros sinais de vida, eu já corro para a Decathlon para comprar algumas peças que estejam faltando tanto para mim quanto para o restante da família.

O que eu tenho que é da Decathlon (você pode encontrar em locais diversos):

  • luvas
  • toucas
  • calças e blusas de tecido “soft”

Não, este post não é um publieditorial, mas fica a dica para a Decathlon. 😉

Essas roupas são incrivelmente úteis porque esquentam pra caramba (são feitas para trilhas e montanhas) e dá para usar por baixo das roupas do dia a dia, tipo casacões.

Camadas

O segredo de se vestir para o frio é usar roupas em camadas, porque se você entrar em um lugar quente ou ficar com calor, basta ir se despindo, como se etsivesse descascando uma cebola, e está tudo certo!

Algumas marcas de meias, como a Lupo e a Trifil (também não patrocinaram este post! kkk), vendem produtos chamados “segunda pele”, que basicamente são calças, meias e camisetas feitas daquele “paninho” da meia-calça e que não fazem volume mas esquentam MUITO. Vale a pena investir em alguns itens desses para usar em dias mais frios.

Eu costumo usar muito meia-calça fo 80 ou 100 por baixo de calça jeans ou até mesmo com saia, e fica super bom.

Se tem uma coisa que esquenta de verdade, é lã. Quando eu fazia trilhas, aprendi que a lã é o único material que esquenta mesmo estando molhado, e isso é uma informação importante.

Todos os anos, eu gosto de visitar aquelas “feiras das malhas” que acontecem na minha cidade (São Paulo) – ou se estou visitando outra cidade que tenha, tipo Campos do Jordão – e compro alguns itens essenciais, como toucas peruanas (têm forro duplo e são muito quentinhas!), calças de lã, cachecóis e outros acessórios do tipo.

Tenho umas duas ou três calças de lã que uso em dias *realmente* frios ou até mesmo por baixo do pijama. Posso não usar tantas vezes assim por ano, mas em todos os dias em que está muito frio, eu fico bem aquecida.

Robe

Por fim, eu gostaria de comentar sobre esse item que só recentemente começou a ser vendido em lojas de departamento brasileiras e que considero indispensável, que é o robe. Trata-se de um “casaco” para ser usado em casa, por cima do pijama, como se fosse uma espécie de roupão, mas com a única finalidade de te aquecer quando você sai da cama.

Tenho visto diversas lojas (tipo Renner, Marisa, C&A) venderem esse tipo de peça e eu diria sinceramente para você aproveitar que está na moda e adquirir um bem quentinho, porque faz MUITA diferença quando você está em casa.

Neste exato momento em que escrevo este post está 14 graus em São Paulo, o que nem é tão frio assim, mas o piso frio da minha casa deixa a sensação térmica ainda mais baixa, então #tocaaqui se você também é friorenta(o) e precisa de técnicas avançadas para se proteger do frio. kkk

Caso você tenha dicas adicionais, deixe um comentário! Vale dizer que neste post estou me referindo apenas a dicas de vestuário, e não dicas de aquecimento da casa de maneira geral. Você pode ler um post que eu tenho sobre como preparar a sua casa para o frio, que tem dicas bem úteis. Obrigada!

Categoria(s) do post: Lazer

A rede social onde sou mais assídua é o meu Twitter pessoal (@thais). Tenho a conta desde o surgimento da ferramenta e sempre me agradou compartilhar pequenos fragmentos da minha rotina. É fácil e rápido, e me ajuda a exercer o poder de síntese. O fato de ser um perfil pessoal me deixa livre para compartilhar tudo o que tem a ver comigo, sem necessariamente ser tudo sobre organização (isso fica para o perfil do Vida Organizada).

Estou falando sobre a minha conta pessoal no Twitter porque quem me acompanha lá costuma ver atualizações que demonstram quais são os meus hobbies e interesses além do trabalho, o que acho super importante quando a gente fala sobre ter uma vida organizada e equilibrada.

Falar sobre hobbies é importante porque os hobbies refletem o estilo de vida que queremos construir. Meu hobby sempre foi escrever e ler sobre produtividade, então a partir do momento que eu comecei a trabalhar com isso eu fui em busca de novos hobbies. Aliás, fica a dica: se você começar a trabalhar com aquilo que antes era o seu hobby, busque novos hobbies imediatamente, porque senão a tendência é mergulhar no trabalho, se sobrecarregar e nem perceber (a analogia do sapo na panela de água fervendo).

Existem algumas coisas que são muito intrínsecas minhas. E existem outras que, na verdade, fazem parte de um estilo de vida pensado a longo prazo, de acordo com a minha evolução física, mental e espiritual. Seguem então as atividades que faço no meu tempo livre – ou melhor, atividades para as quais eu planejo tempo livre para me dedicar a elas porque são prioridade. Vamos lá.

Filantropia

Eu quis começar com essa por achar a mais importante. Não se trata de simplesmente fazer trabalho voluntário (todo trabalho deveria ser voluntário?), mas de ajudar outras pessoas sem esperar retorno financeiro em troca. Você faz para ajudar, simplesmente. Isso é importante para mim, pois me faz bem e faz bem a outras pessoas. Gosto de saber que não estou neste planeta apenas para proveito individual e que, sempre que eu puder, puder ajudar, estarei fazendo um pouquinho, que outras pessoas também fazem. O segredo está em aumentar o tempo do “sempre que puder” para realmente abrigar isso como parte do dia a dia, sem prejudicar outras atividades que eu também tenha, o que inclui os cuidados com a minha família, claro.

Esportes

Minha mãe é formada em Educação Física e, apesar de ter ido para o ramo das artes, ela sempre foi muito envolvida em atividades esportivas. Como consequência, minha infância e adolescência foram muito focadas nisso. Para agregar ao cenário, sou uma pessoa naturalmente competitiva e adoro esportes coletivos. Fazia parte de todos os times da escola e só parei quando entrei na faculdade e comecei a trabalhar, porque realmente dediquei meu tempo a outras atividades. Hoje, a atividade física se resume a caminhadas, corridas e academia (musculação), mas em breve quero começar a praticar tênis e, futuramente, possivelmente voltar a praticar sailing (minha nossa, como eu adorava participar de regatas). Mas velejar é uma atividade que depende não apenas de investimento financeiro (veja o preço de um bom veleiro), mas de um estilo de vida completamente voltado para isso, o que não é algo que cabe no meu momento. Mas quero que caiba em algum momento. (A título de curiosidade, participava de regatas entre os meus 14 e 18 anos).

Além do que, quem me conhece ou me acompanha em algumas redes sociais sabe que sou apaixonada por futebol (gremista). Costumo acompanhar os jogos, torcer com a turma e ir aos jogos (alguns).

Arte

Além de gostar de desenhar, pintar e trabalhar com atividades manuais de modo geral, gosto de visitar exposições e instalações. Estou sempre de olho na programação da cidade em que moro (São Paulo) e das que visito quando vou viajar. Obviamente não consigo ir sempre, mas saber o que está acontecendo me ajuda muito a encaixar essa atividade no meu dia a dia. Por exemplo, um dia minha aula acabou mais cedo no mestrado e eu aproveitei para visitar uma exposição no MASP. Esse tipo de “encaixe” acontece o tempo todo e faz parte da minha vida porque é algo que me deixa feliz. Fora a própria contemplação de arte de rua, manifestações artísticas no geral e o apelo musical, que falarei mais adiante.

Eventos culturais

Não apenas relacionados a arte, mas shows, feiras de rua, eventos de modo geral. Adoro conhecer lugares novos, culturas diferentes, universos mesmo. “Fulano vai fazer uma palestra sobre café artesanal em tal lugar, quer ir?” Sempre que cabe na agenda, eu vou!

Viajar

Eu viajo bastante a trabalho. O que considero viagem a trabalho? Uma viagem que eu vou apenas para trabalhar e não tenho tempo hábil para conhecer o lugar em si e fazer outros passeios. No geral, essas viagens são a maioria porque geralmente tenho outros agendamentos acontecendo. Além do que, viajar sem o filhote é chato. De que adianta eu querer aproveitar uma viagem para Fortaleza e ir para o Beach Park se o Paul não estiver comigo? Mas, se a viagem acontece durante o ano letivo, não vou fazê-lo faltar e perder aula por conta disso, além de ser chato para eles ficarem esperando eu dar aula dois dias inteiros ou mais. Por isso, as viagens a trabalho são simplesmente parte do cotidiano e não um hobby, apesar de eu sempre tentar encaixar uma coisinha e outra que eu possa fazer individualmente.

Já as viagens de lazer, ou que eu consigo aproveitar para fazer outra coisa, são verdadeiros hobbies para mim. Toda vez que consigo encaixar viagens assim, fico muito feliz e me dedico contente ao planejamento, querendo fazer coisas legais.

Uma das coisas mais bacanas do meu trabalho é poder trabalhar de qualquer lugar. No entanto, existem algumas atividades que não são flexíveis (ex: cursos com horário), mas fazem parte. Eu consigo viajar uma semana para Campos do Jordão e trabalhar de lá, numa boa, mas quando eu viajo para ministrar um curso, por exemplo, não tenho toda essa flexibilidade.

Moda e Decoração

Coloquei os dois itens juntos porque acredito que reflitam a nossa personalidade. Vejo a composição do guarda-roupa, assim como a composição de objetos dentro de casa, como a construção de um inventário de itens que reflitam quem eu sou (e as pessoas que moram comigo, no caso da casa). Penso 15 vezes antes de comprar algo, hoje em dia, e aprendi a fazer investimentos reais em vez de simplesmente comprar.

Além disso, especialmente no caso da moda, fazer coordenações e trabalhar meu estilo é uma fonte de criatividade diária. Gosto muito do assunto.

Coleções

Não sou uma pessoa muito dada a coleções, muito por causa do que ensino no meu trabalho também. Porém, tenho algumas coleções significativas – essencialmente, livros e discos. Os livros, desnecessário dizer, são grande parte da minha vida. Adoro, e meu objetivo é ter uma biblioteca pessoal incrível, que depois vou doar inteira para caridade (vou deixar isso em testamento). Já os discos são uma coleção menor, mas ainda assim que gosto muito. Outras coleções que tenho em volume menor é de toy art, relógios (adoro!) e de vinhos.

Livros

Como comentei no tópico anterior, e como vocês sabem, acompanhando este blog, eu adoro ler. Além de gostar de ler, gosto da ideia de compôr uma biblioteca. Mas bom, eu estou sempre lendo alguma coisa. Livros realmente fazem parte da minha vida e eu jamais me sinto entediada se tiver um livro em mãos.

Música

Meu pai era músico, eu comecei a tocar diversos instrumentos muito cedo. Música faz parte da minha vida. Ouço música diariamente, acompanho os lançamentos dos meus artistas preferidos, vou a shows significativos, acompanho amigos músicos, componho, gravo canções, leio biografias de músicos, livros de teoria musical etc. Apesar de obviamente ter uma preferência para o rock de maneira geral, gosto de todo tipo de produção musical, pois acredito que seja uma das maneiras mais genuínas de produzir cultura local, mesmo que o estilo não me agrade (só respeito). Adoro jazz e música clássica também. Gosto de criar trilhas sonoras para os diversos momentos da minha vida – durante um dia de trabalho ou caminhando pela Av. Paulista. Simplesmente faz parte de mim.

Comida

Quando eu fiz a cirurgia da redução do estômago, há pouco mais de um ano, eu sinceramente achei que esse hobby tinha acabado para mim. Demorou mais de um ano para eu perceber que não tinha acabado, mas tinha mudado. Continuo achando que a comida reflete a cultura dos lugares e também é um motivo para encontros entre amigos, família no dia a dia e outros fatores. O fato de eu estar comendo em menor quantidade me ajudou a escolher melhor os alimentos que eu ingiro, pensar melhor sobre as minhas escolhas, e conseguir aproveitar melhor cada momento relacionado à comida. Nos últimos meses, todo esse processo me ajudou a pegar um ingrediente como o tomate, por exemplo, e aprender mais sobre ele – o que fazer quando estiver mais ou menos maduro, tipos de corte, o que funciona bem em termos de tempero e cozimento, fazer testes. Era o tipo de coisa que eu não fazia antes, então hoje em dia estou curtindo muito mais a comida em si do que antes. O mesmo que falei sobre moda cabe aqui – passei a consumir menos e melhor, fazendo melhores escolhas, simplesmente.

Outra coisa que entra neste tópico é o prazer de sair para jantar ou almoçar em um lugar diferente, conciliando com o encontro com alguém que eu goste. Tudo isso é maravilhoso e me faz ver como a vida vale a pena ser vivida. (obviamente não em detrimento da comida, mas dos momentos vividos).

Vinho

Deixei por último porque realmente é o hobby do momento. Mais uma vez, semelhante ao que escrevi em tópicos anteriores, não se trata de quantidade, mas de qualidade. Eu confesso que gosto muito do hábito francês, italiano, português, de consumir vinho como alimento, junto com as refeições, mas nem é sobre isso o meu hobby. Estou lendo muito, fazendo cursos super agradáveis para descobrir as variedades de uvas, terroirs, produtoras, vinhos clássicos, tempo de guarda e uma infinidade de assuntos incríveis que dizem respeito a um dos clássicos da humanidade em si. Ainda tenho tudo a aprender, mas já virei a referência divertida entre os meus amigos, e todos me consultam quando querem comprar um vinho (rs). Não tenho qualquer interesse profissional nisso, é só um hobby, e muito divertido.

Como os hobbies se incorporam ao meu dia a dia? Fazendo da VIDA uma prioridade.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Carreira, Estudos

Quis compartilhar com vocês um pouco sobre como está sendo o final do primeiro semestre no mestrado. Pois é, o tempo passa rápido! O primeiro semestre foi um semestre de muito aprendizado, não apenas em termos do conhecimento teórico para a minha pesquisa, mas também de aprendizado sobre a comunidade acadêmica como um todo.

Docência

Esta semana eu apresentei um trabalho em sala e me senti muito à vontade fazendo isso. Acho que todos os anos em sala de aula me deram muita tranquilidade e capacidade de oratória que, no campo acadêmico, é uma habilidade relevante. Me senti muito bem porque me imaginei dando aula naquela sala, e foi maravilhoso. Se tem algo que eu me sinto em estado de fluxo é quando estou em uma sala de aula (e quando estou escrevendo).

Optei por não me inscrever no programa de estágio docência porque o meu semestre que vem tem muitos compromissos profissionais que me deixarão indisponível algumas semanas (incluindo uma viagem internacional), e eu não quero deixar ninguém na mão. Vou retomar esse projeto no ano que vem.

Leituras

Por outro lado, tem todo o campo de pesquisa. O início do mestrado foi meio caótico, no sentido de volume de leituras mesmo, temas que eu gostaria de abordar, e agora eu termino esse semestre extremamente focada, concentrada nas atividades que preciso me concentrar. Ainda não estou 100% satisfeita com o meu ritmo de leituras, mas eu sinceramente vejo que elas vão evoluindo à medida que eu vou evoluindo a minha própria “produção acadêmica”, porque uma coisa puxa a outra. Para falar a verdade, é uma super mudança de paradigma você entender que, em determinado momento, você não precisa ler um livro inteiro para encontrar aquele conceito ou raciocínio que precisa, porque na verdade, apesar de você não ler o livro inteiro, você precisa ter o conhecimento. Precisa saber onde buscar (aqui entra a importância do orientador). Mas precisa também ter muita noção de para onde você está indo, para não “viajar” nessas buscas.

Volume de atividades

A produtividade acadêmica intensa é criticada pra caramba, porque hoje se exige dos pesquisadores um ritmo insano de produção. Eu pude acompanhar um pouco a rotina dos meus professores e cheguei à conclusão de que realmente você tem que ter a docência como sua atividade principal para conseguir se dedicar à pesquisa, aos eventos, a tudo relacionado à vida acadêmica, com a intensidade que ela demanda, se quiser fazer isso. No meu caso, como já falei em outro texto por aqui, eu concilio tudo isso com a minha empresa – o “mercado”, a realidade batendo à porta. E está tudo bem para mim neste momento. Eu simplesmente tenho coisas a fazer. Por hora, a vida acadêmica vai caminhando em paralelo.

Quantidade de disciplinas

Me arrependi de não ter participado de três disciplinas neste semestre. Apesar de tudo o que aconteceu (especialmente com relação à dedicação hospitalar da minha avó), eu conseguiria dar conta de três disciplinas e isso me daria a possibilidade de finalizar o mestrado antes. Mas tudo bem, já foi. Meu semestre que vem já está praticamente tomado até dezembro de atividades profissionais, mas o primeiro semestre de 2019 será mais tranquilo e, assim, pretendo dedicar mais tempo à conclusão da dissertação em si.

Minha pesquisa

E como está a pesquisa? Como vocês podem imaginar, deu uma “parada” durante esse período todo com a minha avó. Como eu estava bem adiantada antes, não me prejudicou em nada. O próximo passo é ir a campo e realizar as entrevistas mesmo.

Conclusão das disciplinas

Em paralelo, estou concluindo a disciplina de Metodologia, e o trabalho final do semestre é o projeto da pesquisa em si, o que já inclui um índice (mesmo que mude depois, e é provável que mude) e vários pontos importantes que já serão definidos e me darão estrutura (em termos de formato) para seguir a escrita e a pesquisa propriamente dita na sequência.

O meu “grande trabalho” de conclusão de disciplina é da outra, que é mais teórica, “Mídia e Sociedade Contemporânea”. Foi uma disciplina de análise crítica do capitalismo frente às novas tecnologias, e eu preciso usar pelo menos três autores estudados em um artigo de 15 páginas para entregar no final de julho. Até o momento, estou usando 7 autores estudados e alguns outros, porque já tenho bastante leituras adiantadas para a minha pesquisa em si, e isso está ajudando demais neste momento. Estou conseguindo pegar todas as minhas leituras, fichamentos, reflexões, e colocar dentro de um simples arquivo de texto, e o artigo está tomando forma à medida que vou trazendo novas ideias. É o meu primeiro artigo escrito sozinha-inha, então estou focando em uma produção legal para mostrar para o meu orientador (e para o professor da disciplina) como é o meu estilo de escrita, o que preciso melhorar e, ao mesmo tempo, o que posso oferecer.

Segundo semestre

No semestre que vem, farei três disciplinas – duas completamente envolvidas com o meu objeto de estudo e a outra porque gosto do tema, mais pensando em pesquisas paralelas e reflexões diversas que na pesquisa do mestrado em si. Se tem algo que aprendi em anos de deep work é que as ideias não vêm de a gente estudar só o assunto abordado, e sim de abrir o leque e trazer novas referências.

Para as disciplinas ligadas à pesquisa, “agora o negócio ficou sério” e já quero apresentar artigos finais que farão parte da minha pesquisa for real. Uma das disciplinas é focada justamente em comunicação nas organizações e a outra é sobre tecnologia e mercado, então já estou desde já refletindo sobre como poderei começar a escrever os artigos desde o início do novo semestre. A outra disciplina é focada na sociedade do espetáculo e eu pretendo escrever um artigo sobre empreendedorismo de palco (ideia que eu já venho desenvolvendo desde o início do ano).

Além das disciplinas, temos os grupos e seminários. Em decorrência do estado da minha avó, não participei do primeiro seminário em que apresentaria algo na faculdade, que foi agora em maio. Mas haverá outros no segundo semestre. Vou apresentar na Comunicom, um evento bacana da área na ESPM, em São Paulo, em outubro, e em outubro também haverá um outro seminário do grupo de pesquisa de política que faço parte, em que pretendo apresentar uma análise de discurso de candidatos na eleição deste ano (candidatos que fomentem o empreendedorismo e sua relação com a precarização do trabalho).

Linhas de pesquisa

Para mim, estão muito claras as linhas de pesquisa que tenho estudado, tanto para o mestrado (curto prazo) quanto para a vida (longo prazo). Meu objeto de estudo é a cultura do trabalho junto com as novas tecnologias. Para o mestrado, o foco é na midiatização, nos aplicativos. Mas, a longo prazo, eu me vejo pesquisando sobre tudo isso aliado a todas as tendências relacionadas, a saber: conectividade permanente, tensões hierárquicas, precarização, ansiedade da informação, codependências, sensação de falsa autonomia, alienação etc. São diversos temas muito legais e que eu estou cada vez mais clara sobre onde começa e onde termina o meu escopo. E não é justamente para isso que o mestrado serve? Ensinar o que é a vida acadêmica e a como fazer uma boa pesquisa?

Como falei, meu segundo semestre será bem cheio. Lançamento do livro, o que resulta em uma série de eventos relacionados, envolvendo viagens. Três disciplinas no mestrado. Diversos compromissos profissionais. Mas sabe, está tudo bem. Se tem uma coisa que aprendi a fazer, é ter foco, organizar as coisas, planejar as atividades, priorizar, deixar em stand-by algumas outras, e esse reequilíbrio é a constante do meu trabalho.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Há alguns anos, comecei a usar um aplicativo para celular chamado Brain Toss, por indicação do David Allen (criador do método GTD).

O David postou o tweet acima em julho, logo depois de ter compartilhado conosco (eu e outros alunos) na certificação que tiramos lá, em junho do mesmo ano. Em setembro, na nova certificação, ele comentou que continuava usando. Eu instalei o aplicativo no celular e realmente é muito simples e útil, então hoje quero compartilhar um recurso também simples e que pode otimizar a sua experiência, caso você acredite que atenda suas necessidades também.

A maior facilidade do Brain Toss é ser um app que você usa para fazer uma captura rápida de texto, voz, vídeo ou imagem, e com um único clique ela envia essa captura para o seu e-mail. O grande “a-ha” é que você pode cadastrar qualquer e-mail, então aqui está a dica: cadastre seu e-mail da caixa de entrada do Todoist ou da sua conta padrão do Evernote. Isso fará com que as capturas pelo aplicativo caiam diretamente na sua caixa de entrada.

Para fazer no Evernote:

  1. Clique em “Informações da conta”
  2. Na janela que abrir, encontre o trecho “Enviar nota por e-mail para”
  3. Copie o endereço de e-mail da sua conta e cole no app Brain Toss

Para fazer no Todoist:

  1. Clique na aba “Caixa de entrada”
  2. Clique no lápis que fica no canto superior direito, “ações do projeto”
  3. Clique em “Enviar por e-mail tarefas para este projeto”
  4. Copie o endereço de e-mail que aparecer e cole no app Brain Toss

Outros aplicativos também devem ter esse endereço pessoal de e-mail de acordo com cada conta para envio de informações diretamente para a ferramenta. Vale a pena garimpar na sua.

No dia a dia, basta clicar uma única vez para capturar e ficar despreocupado(a), porque a informação vai para a sua caixa de entrada. Muito simples e eficaz, e que tem me atendido há algum tempo.

Espero que seja útil para você também.

Categoria(s) do post: Novidades

Faz cerca de seis meses que eu trouxe aqui a notícia sobre a divisão dos meus canais de conteúdo, e hoje quero escrever um pouco sobre os desdobramentos, aprendizados e novas reflexões que venho tendo desde então. Muitas pessoas têm me pedido para “postar mais” nos outros canais, e este post de certa maneira é um recado sobre isso de maneira geral, para eu usar como referência sempre que me perguntarem.

A separação dos canais nunca foi, de maneira alguma, uma decisão para 1) monetizar mais ou 2) para criar MAIS conteúdo, pelo menos por enquanto. Um dos objetivos de médio prazo da minha empresa certamente é formar (e crescer) equipe para a parte de conteúdo também, e de maneira geral (não apenas para o Vida Organizada), mas isso leva tempo. Neste exato momento em que escrevo este post, eu sou a única pessoa que produz conteúdo por aqui. E produzir conteúdo não é algo que uma maquininha possa fazer (pelo menos não do jeito que eu quero para os meus canais) – depende de ter uma pessoa feliz e saudável escrevendo.

O principal objetivo de ter separado os canais foi para dar o foco mais apropriado a todos eles, quando necessário. O Vida Organizada sempre foi e continuará sendo o meu canal principal. Tanto aqui quanto no YouTube, que estou investindo bastante tempo e energia este ano, porque quero crescer lá. Todos os outros canais nasceram como uma extensão dele, e eu tive os últimos meses para amadurecer isso, mas tudo foram testes.

O primeiro canal a ser separado foi o de GTD, principalmente porque é uma marca registrada que não é minha, e legalmente falando eu não quero ter problemas com isso (não existe nenhuma inconformidade na maneira como eu faço as coisas, pois tenho formação oficial e direito de uso, mas eu não sei se as regras vão mudar em algum momento da minha vida). Além disso, muitas pessoas gostam e acompanham o Vida Organizada mas não gostam de GTD – nem sabem o que significa. Ao mesmo tempo, quem gosta de GTD é um público muito específico, que gostaria de encontrar informações mais focadas em outro lugar. Por isso, para conteúdo genuíno de GTD, específico, eu criei o canal GTD Brasil. A ideia é que ele funcione como um grande hub de conteúdo sobre GTD em português, divulgando inclusive ações da franquia brasileirsa, a Call Daniel.

O que eu aprendi nesses últimos meses foi que eu não precisava deixar de escrever ou citar o GTD aqui no Vida Organizada, porque este é um blog sobre a minha vida, e se eu uso o GTD como método é óbvio que ele será citado bastante por aqui, pois faz parte da maneira como eu aprendo e faço as coisas diversas justamente para que eu tenha uma vida organizada.

Por incrível que pareça, o conteúdo mais difícil de separar (e que me trouxe mais reflexões) foi o conteúdo sobre casa e vida doméstica. Em um primeiro momento, senti um estado de libertação. “Ufa, não preciso mais falar sobre casa no Vida Organizada!” Porque existe uma (falsa) sensação de que organização só tem a ver com a casa, e se tem algo que eu falo aqui no blog (e procuro ensinar) é que a organização diz respeito a todas as áreas da vida – o que inclui a casa, sem dúvidas, mas não é só isso. E minha impressão era que, se eu escrevesse muito sobre casa por aqui, cairia no “mais do mesmo”.

No entanto, ao separar o conteúdo, eu percebi que, quando escrevia sobre organização da casa, eu não me sentia “eu mesma”. Não é como no VO, em que eu tenho certeza da minha voz. Sempre acompanhei outras pessoas que são referência na área, que têm canais e blogs bacanas sobre o assunto, e acho que todas fazem um excelente trabalho. Mas eu não me via fazendo aquilo. Foi então que tive um dos aprendizados pessoais mais bacanas dos últimos tempos, que se resume em dois pontos:

  1. Se organização da casa é apenas uma das áreas a serem organizadas na vida, esse assunto precisa ser tratado no Vida Organizada, com a mesma leveza que eu falo sobre organização de finanças, de saúde, de espiritualidade etc. Então não é para produzir conteúdo sobre “como tirar manchas do tecido com a característica X”, mas para falar sobre “como organizar o guarda-roupa” ou “como organizar a rotina da casa com os filhos de férias”. É um limite tênue, mas que existe, e esse tempo todo (e essa separação, esse tempo) me permitiu entender e aprender sobre isso.
  2. Quando eu penso sobre a vida em casa, eu quero compartilhar a minha visão sobre essa vida em casa em questão, que inclui coisas muito legais e particulares minhas que eu sinceramente acredito que traria um conteúdo legal, que é a minha vivência em casa. O que eu gosto de cozinhar, meu novo aprendizado sobre vinhos, livros, filmes, séries, reforma, decoração. Coisas que não necessariamente tenham a ver com organização. E isso me deixou muito feliz e satisfeita porque eu descobri a história que gostaria de contar sobre a minha casa. E conteúdo é sobre contação de histórias. Descobri o fio da meada. isso me deixou bem.

Um ponto essencial: todos esses canais são novos. Eles não têm a mesma aderência que o Vida Organizada, e eu não tenho ainda a mesma voz que eu construí para mim aqui. Esou aprendendo e construindo essa voz em outros conteúdos. Por isso, eu peço muita paciência para vocês porque essa construção leva tempo, e eu sinceramente não tenho pressa nenhuma em fazer essas coisas acontecerem, porque quero que elas sejam coerentes, e não “prontas logo”.

O Vida Organizada continua com conteúdo diariamente – muitas vezes, com mais de um conteúdo por dia. Não só post aqui no blog, como vídeos no YouTube, e ainda pretendo fazer mais coisas aos poucos, como voltar com o podcast, além de outras ideias. Então, sinceramente, o VO não mudou em nada – pelo contrário, está focado, esclarecido, e com muito mais conteúdo diariamente do que antes. Os outros canais são exatamente isso – OUTROS canais, e terão outra abordagem. Todo conteúdo de organização, então, você continua acompanhando por aqui.

Tenho amadurecido muito este ano, pessoal e profissionalmente, vendo muito mais significado nas coisas, e tudo o que tenho escrito, produzido e lançado será fruto desse amadurecimento.

Faz tempo que queria compartilhar essas percepções com vocês, e quero dizer que me sinto muito feliz com elas.