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Chegou o último dia do mês e, com ele, o resumo do que aconteceu no blog e relacionado a ele neste post. O tema de maio no blog foi Descanse e, juro gente: esse foi o meu LEMA este mês. Passei por duas semanas com muitos compromissos em maio e o descanso foi a minha prioridade para conseguir sobreviver. Eu também consegui acertar a questão do meu sono, que acho que é uma coisa que eu venho tentando fazer desde os meus 17 anos… E finalmente consegui! Isso para mim é uma conquista muito importante porque a qualidade do sono influencia muito na produtividade e no próprio bem-estar mesmo. Então eu termino este mês com a sensação de dever cumprido e um objetivo para cumprir até setembro: tirar uma semana de férias!

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No blog

Para saber mais sobre o tema do mês, leia o editorial de maio. Eu reli e acho que a reflexão sobre o blog que desenvolvi ali me tomou todo o mês e se expandiu para atividades profissionais como um todo. Eu pretendo falar um pouco mais sobre isso no editorial de junho, que entra no ar amanhã.

Também testei um novo modelo de checklist, mais baseado no GTD. Alguns leitores gostaram e outros não, mas parece que a maioria sim.

No geral, todos os textos tiveram esse foco do tema Descanse, mesmo que esse verbo não estivesse no título. Eu tentei passar, em cada um deles, a oportunidade de como fazer para se organizar para ter mais tempo para descansar, cuidar de si mesmo/a e fazer outras atividades de lazer.

Outros posts interessantes foram orientações sobre os novos planos do Evernote e um post onde os leitores participaram enviando a principal dica de organização que aprenderam com suas mães no Dia das Mães. <3

A série Aprenda GTD teve novos posts e fico muito contente pela receptividade de todos com relação a ela. Estou montando esse material com muito carinho. <3

Eu sempre fico com receio de “falar muito sobre GTD” no blog, mas quando faço esses resumos eu percebo que não falo tanto assim. Está sob controle!

Outras atividades

Meu foco este mês tem sido o planejamento do workshop de junho, que será feito em parceria com a Ana, do blog Hoje Vou Assim OFF. Nós estamos conversando muito, trocando ideias sobre estilo e organização, e o workshop todo está ficando incrível. É muito legal ver como o tema “construa seu estilo” tem TUDO a ver com viver uma vida coerente e organizada. Nós faremos o workshop no Rio e em SP. Clique aqui se quiser saber mais a respeito. Estou muito feliz por finalmente fazer um workshop no Rio!

Ainda com relação aos workshops, eu decidi tirar alguns da minha pipeline justamente para ter mais tempo para a minha família e focar minhas atividades (não tem sido fácil produzir um material todo novo todo mês – o workshop de maio teve praticamente um livro como apostila). No entanto, estou planejando ir a outros estados  no segundo semestre, começando por Curitiba em agosto (inscrições já abertas). Esses workshops têm sido uma oportunidade incrível para mim de conhecer os leitores de perto e discutir ao vivo os temas que venho falando ao longo dos últimos nove anos aqui neste blog.

Falando sobre eventos, este mês eu ministrei uma palestra no Shopping D&D, que foi uma oportunidade legal para muitas pessoas que ainda não me conheciam. Fiz o workshop Organize sua casa, que foi mais um dia incrível, com pessoas maravilhosas e um assunto necessário quando se fala de organização.  Eu viajei para o Rio, para Brasília, para BH e para Curitiba este mês fazendo treinamentos de GTD em empresas como Siemens, Amil e Banco Central. Infelizmente fico muito pouco tempo para fazer qualquer coisa nessas cidades, mas sempre são muito produtivas essas viagens porque leio, escrevo e descanso bastante sempre que tenho oportunidade.

(Foto: Karina Vitângelo)
Eu no Banco Central (Foto: Karina Vitângelo)

Fechei o mês de maio participando do II happy-hour GTD, que aconteceu ontem, em Pinheiros. Tem sido muito legal esse grupinho que a gente está formando com pessoas que amam o GTD. Me sinto privilegiada por poder falar sobre isso com pessoas tão bacanas. Nós criamos um grupo no Facebook chamado GTD Brasil que tem sido muito legal de fazer parte também.

Carol, Karina, eu, Silvia, Márcio, Milena e Luis. Obrigada por irem! (Foto: Milena Teles)
Carol, Karina, eu, Silvia, Márcio, Milena e Luis. Obrigada por irem! (Foto: Milena Teles)

E esse foi o resumo de um mês de maio intenso – mas isso porque vocês ainda não sabem o que vai acontecer em junho! Deixo a novidade para amanhã. 🙂

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Algumas dicas pontuais para organizar bolsas:

Uma maneira muito comum de se organizar bolsas é pendurando em cabides de porta ou ganchos no guarda-roupa:

Imagem: http://deliciouslyorganized.com
Imagem: http://deliciouslyorganized.com
Imagem: http://luchasentevive.com
Imagem: http://luchasentevive.com
Imagem: http://allegro.pl
Imagem: http://allegro.pl

No entanto, essa alternativa não é tão boa para armazenamento permanente, pois pode danificar a alça delas (o ferrinho ou cola que junta a alça com a bolsa, sabe?). Se for para pendurar de um dia para o outro, ainda que não recomendável, não dá tanto problema. Uma alternativa é pendurar apenas sacolas de pano, daquelas tipo totem, mas sempre vazias.

Imagem: http://www.lilikoijoy.com
Imagem: http://www.lilikoijoy.com

Na minha opinião, a melhor maneira de guardar as bolsas é uma ao lado da outra, em uma prateleira. Elas ficam fáceis de visualizar e de pegar. Para manter o seu formato, você pode colocar jornal amassado dentro delas. Outra alternativa é guardar até mesmo bolsas menores dentro, como clutches, carteiras e necéssaires.

Imagem: http://www.bagbiddy.com
Imagem: http://www.bagbiddy.com
Imagem: http://neatlydesigned.com
Imagem: http://neatlydesigned.com

Lembre-se: destralhar e ter somente coisas que você ama ou usa é o primeiro passo antes de organizar. Se notar que as bolsas que você guardou ficam mais guardadas que sendo usadas, considere se desfazer dela.

Depois pretendo fazer um post sobre como organizar as bolsas do lado de dentro.

E você, como organiza as bolsas que tem?

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

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Continuando a nossa série Aprenda GTD, hoje vou falar um pouco sobre os níveis do GTD e como isso influencia na sua prática e no seu aprendizado.

O GTD tem seis níveis, que o David Allen chama de horizontes de foco. Os níveis servem como orientação para ajudar você a se organizar com o GTD – dá um caminho a ser seguido.

Isso significa, na prática, uma ordem para você começar a se organizar. Primeiro você organiza isso. Depois que essa primeira fase estiver ok, você começa a organizar o próximo passo. E assim vai.

E quais são esses níveis?

Nível Ground (“pé no chão”)

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Este nível do GTD é responsável por colocar sua vida em ordem. É quando você domina o caos. Ajusta seus prazos, lista o que precisa fazer, organiza seus horários – te ensina a ter um dia a dia mais tranquilo, sabendo que tudo está em seu lugar. É o momento que você pode aproveitar para destralhar sua casa, organizar seu espaço físico e sua mesa de trabalho como parte do processo. Ou seja: tudo o que comumente é ensinado sobre organização e gestão do tempo por aí se resume ao primeiro passo do GTD (rs). Muitas pessoas já se beneficiam inteiramente apenas deixando esse nível sob controle.

O que você deve organizar aqui: 

Próximas ações (tarefas), calendário (compromissos), e-mails, rotinas, reuniões, arquivos de referência, seu workflow, espaço físico.

Para fazer:

– Entender o que é o GTD
– Ler o livro
– Saber como funcionam os 5 passos
– Organizar um arquivo de referência
– Organizar seu espaço de trabalho
– Encontrar as ferramentas legais para implementar
– Fazer uma primeira coleta
– Organizar listas de próximas ações por contexto
– Inserir compromissos com data e hora, lembretes e prazos no calendário
– Organizar as demandas que chegam por e-mail
– Organizar rotinas
– Desenvolver checklists
– Organizar o espaço físico
– Revisar diariamente o que precisa ser feito, utilizando o calendário como guia, depois tarefas por contexto

Somente depois de deixar esse nível sob controle é que você pode começar a se preocupar com a organização do próximo. Na prática, significa apenas que não adianta você quebrar a cabeça com projetos sendo que não consegue domar seus e-mails na caixa de entrada! Você não ficou desorganizado da noite para o dia e não ficará milagrosamente organizado do dia para a noite. Tudo é um processo. Mesmo assim, apenas por tomar algumas providências com relação a este nível, você já verá diferenças significativas na sua vida.

Nível 1: Projetos

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Você provavelmente consegue identificar projetos em andamento na sua vida pessoal e no seu trabalho. No GTD, você vai aprender que a definição de projetos é muito mais simples e facilita a execução de tarefas que até então estávamos procrastinando ou não sabíamos por onde começar. A ideia é que você comece a pensar nisso apenas depois de organizar o Nível Ground, mas é claro que a vida acontece à medida que você está vivendo. Suas demandas não esperam você se organizar, então é necessário que você “se vire”. Porém, confie em mim: só pelo fato de você organizar o Nível Ground, muitos pratinhos vão deixar de cair. Confie no caminho que você está trilhando e faça as coisas com calma, até mesmo para consolidá-las.

O que você deve organizar aqui: 

Tudo o que demanda mais de um passo para ser concluído e pode ser feito no prazo de uma semana a um ano, em média.

Para fazer:

– Construir uma lista com projetos em andamento
– Fazer toda semana a revisão semanal do GTD
– Aprender a definir prioridades para a semana em questão
– Saber diferenciar projetos em andamento de “algum dia / talvez”

Quando você tiver seus projetos em ordem, poderá passar para o nível seguinte, que é onde você presta conta a outras pessoas – do seu chefe ao seu filho.

Nível 2: Áreas de foco

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O que você deve organizar aqui: 

Áreas da sua vida em que você tem diversos tipos de responsabilidades: finanças, família, casa, trabalho etc.

Para fazer:

– Construir um mapa mental com as áreas de foco e responsabilidade (os chapéus que você usa)
– Verificar as áreas que precisam da sua atenção imediata e pensar em projetos para elas
– Usar a lista de projetos para negociar prioridades com o chefe e outras pessoas com as quais se relaciona e presta contas
– Trabalhar aos poucos para garantir que velhos problemas de cada área de foco estão encaminhados para a solução
– Revisar as áreas de foco mensalmente, pelo menos

Nível 3: Objetivos de 0 a 2 anos

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É engraçado pensar que os objetivos devem vir apenas depois de termos organizado nosso workflow, nossos projetos e nossas áreas de foco. Porém, acaba fazendo sentido. De que adianta termos objetivos se não temos tempo para trabalhar neles? E isso não se organiza facilmente – é um processo. Significa o seguinte: antes de pensar em objetivos, vamos organizar a vida, colocar as coisas em ordem, entregar demandas no prazo, antecipar projetos, equilibrar as áreas da vida. Sem isso, como poderíamos saber até mesmo o que a gente quer em curto prazo? Conseguimos tomar melhores decisões. Aí os objetivos deixam de ser resoluções de ano novo aleatórias e passam a ser algo muito mais palpável, porque sua simples definição já veio de um trabalho mais substancioso que você começou a fazer anteriormente! É uma construção.

O que você deve organizar aqui: 

Tudo aquilo que você está trabalhando para alcançar e gera projetos nesse meio tempo.

Para fazer:

– Verificar que projeto ficou maior do que o esperado e pode se dividir em vários sub-projetos – resultando em um objetivo de curto prazo
– Verificar o que deve ser feito no prazo de hoje a 2 anos que contribua para a evolução em algumas áreas de foco
– Verificar se cada objetivo de 0 a 2 anos tem projetos relacionados
– Revisar o andamento desses objetivos a cada 3 ou 4 meses

Nível 4: Visão de 3 a 5 anos

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O que você deve organizar aqui: 

Estimativas que você pode fazer alguns anos a frente, para saber se seus objetivos condizem com onde você quer chegar.

Para fazer:

– Analisar as áreas de foco atuais e refletir sobre o que pretende para cada uma delas nos próximos 3 a 5 anos
– Verificar se o que você tem como visão bate com os objetivos de curto prazo
– Revisar anualmente, pelo menos

Muitas pessoas dizem ter dificuldade em pensar a médio prazo – “ai, não sei o que vou comer amanhã, imagina o que vou fazer daqui a 5 anos”. Ninguém sabe o que vai acontecer amanhã, de fato! Mas nós precisamos trabalhar com uma estimativa que, sim! pode mudar ao longo do tempo. Nada está escrito em pedra. Mas de que adianta eu trabalhar buscando alcançar um objetivo de curto prazo se ele não tem nada a ver com o que eu espero para a minha vida daqui a alguns anos? Estamos perdendo tempo? Então essa reflexão é necessária apenas para que você esteja vivendo uma vida legal para você, de acordo com o que você quer para ela.

Nível 5: Propósito / Vida

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O que você deve organizar aqui: 

Por que você existe? Suas tarefas, projetos, objetivos, áreas de responsabilidade refletem seus valores?

Para fazer:

– Descobrir sua missão pessoal
– Tomar decisões com base no propósito, sempre
– Analisar anualmente o que foi feito e a previsão para os próximos anos

Aqui o GTD te leva longe. Na prática, significa que a reunião que você tem agendada para hoje à tarde está alinhada com seus objetivos de vida, seus valores, sua missão pessoal. Tudo o que você faz é coerente – você não perde tempo com iniciativas nada a ver, nem com relacionamentos, coisas, empregos, cursos, atividades que não dizem respeito a quem você é de verdade, mas sem deixar de lado suas obrigações e responsabilidades.

E o mais legal é que, quando você chegar lá, pode sempre revisitar os níveis abaixo para promover melhorias. Sabe por quê? Porque a vida muda! E isso é maravilhoso! Agora, imagine se não existisse um “caminho a seguir” e, a cada mudança, sua vida voltasse para o caos? O GTD promove essa estabilidade – o estado de mente tranquila como água.

Os passos citados acima nos tópicos “Para fazer” são os assuntos que pretendo tratar nesta série. Nós vamos começar pelo Nível Ground. Logo, suas lições de casa até aqui são:

No próximo post, nós prosseguiremos com os tópicos seguintes.

Qualquer dúvida, por favor, poste nos comentários. Vocês estão conseguindo acompanhar?

Obrigada por tudo, pessoal. 🙂

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Hoje, para nossa série Como eu me organizo, a convidada é a personal organizer Rafaela Oliveira, autora do blog Organize sem frescuras. Confira:

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Nome: Rafaela Oliveira
Onde mora: Curitiba-PR
Uma palavra que descreva seu estilo de organização: Criatividade

O que você faz?

Com a chegada do Arthur ficou tudo mais corrido para mim. Não tenho babá, apenas uma ajudante para a limpeza da casa. Cuido dos dois filhos sozinha e me divido com a organização da casa, academia (minha paixão), blog e gravação/ edição dos vídeos. Com certeza, se eu não tivesse uma organização das tarefas, não daria conta de nada. O marido me ajuda muito com as crianças e com a casa (ele é super organizado).

Modelo de celular que usa atualmente

Iphone 6 Plus

Computador que usa atualmente

Quando vou criar posts mais elaborados com muitas imagens, uso o computador do meu escritório. Nesse computador, tem pastas com diversas imagens específicas para o blog. Quando vou editar os vídeos, uso o MacBook Air. O editor de vídeo que uso é da Apple e só consigo editar os vídeos nesse computador. Quando viajo levo ele comigo, amo!

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Que ferramentas ou aplicativos de organização você não consegue viver sem?

Atualmente, uso mais aplicativos de fotos do que aplicativos de organização. O Evernote é meu aplicativo de organização querido, mas ainda prefiro a velha e clássica agenda de papel.

Como é o seu local de trabalho?

Trabalho em casa, no Home Office. Decorei esse ambiente de uma forma simples e aconchegante. Para mim, um ambiente de trabalho em casa deve ser tão importante quanto um escritório de fora. Invisto numa cadeira confortável, uma boa iluminação e o mantenho organizado sempre.

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Qual sua melhor dica para otimizar o tempo?

Gosto de fazer listas de tarefas. Coloco no topo da lista, as tarefas que preciso fazer com urgência e abaixo, as demais tarefas do dia. As listas me ajudam a controlar melhor o tempo e consigo me organizar melhor para executar cada tarefa. Outra coisa que me ajuda muito é aproveitar o tempo nas tarefas domésticas, exemplo: enquanto cozinho, já lavo a louça; coloco as roupas na máquina e faço outra tarefa nesse tempo, e por aí vai…

Qual sua maneira preferida de organizar tarefas?

Agenda é um item indispensável para mim, uso desde que tinha 12 anos de idade. Gosto de aplicativos, porém a agenda funciona melhor para mim. Os compromissos, eu escrevo em post it e monto um calendário mensal na parede do meu escritório (foto anexo). Escrevo cada tipo de compromisso numa cor diferente de post it, exemplo: rosa: aniversários; branco: compromissos com o blog; verde: compromissos de rotina, etc. Esse calendário é muito fácil (e barato) de fazer, e você pode programar todas as metas ou compromissos do mês. Uma excelente forma de começar o mês organizado!

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Tirando o celular e o computador, qual sua ferramenta de organização que você não vive sem?

Caderno ou bloquinho de anotações. Sempre levo um caderno ou bloquinho de anotações comigo. Quando surge qualquer ideia para o blog, preciso escrever para não esquecer. É até engraçado, já levantei algumas vezes da cama, para escrever alguma ideia diferente. Faço isso desde quando cursava faculdade de Design de Produto. Acho que as ideias criativas aparecem do nada, por isso é sempre bom ter um caderno em mãos para anotar imediatamente a ideia e depois torná-la realidade rs

O que você acha que faz em termos de organização que é um passo à frente do que vê as outras pessoas fazendo? O que te diferencia, em termos de organização, das outras pessoas?

Pode-se dizer que eu respiro organização por conta do blog. Pesquiso todos os dias sobre o assunto, é um exercício e tanto. Como vejo várias ideias toda hora, fica mais fácil em pensar numa ideia diferente e fica mais claro solucionar um problema sobre o assunto. Gosto de sair do básico e trabalhar com ideias criativas e funcionais. Meu grande desafio é organizar e decorar a casa gastando pouco. Procuro colocar amor em tudo que faço, acredito que isso é um grande diferencial e a chave do sucesso.

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O que você gosta de ouvir enquanto está trabalhando?

Sou movida à música. Gosto do app Spotify. Na minha Playlist tem The Killers, Placebo ou músicas animadas para trabalhar.

Como é a sua rotina de sono?

Durmo lá por meia noite e levando as 7 horas. Tem dias que o Arthur acorda de madrugada e eu não consigo mais dormir. Esse mês ele está dormindo melhor, ufa! rs

O que você faz no dia a dia que melhora muito sua produtividade?

Com duas crianças em casa é preciso criar rotina para tudo, principalmente na hora que eles dormem. Com a rotina fica muito mais fácil se organizar e organizar as tarefas da casa e do blog. Quando minha filha vai à escola, eu consigo trabalhar com o blog e às vezes gravar vídeos. Na hora que eles dormem, lá por 9 horas da noite, eu aproveito para assistir um filme com o marido, ou editar os vídeos, colocar as roupas na máquina e organizar a casa. Não durmo, sem que as louças estejam lavadas. Amo acordar e ver a cozinha limpinha, dá um up para começar o dia =)

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Você prefere trabalhar em casa ou em outro lugar?

Prefiro trabalhar em casa, pois concilio o trabalho e as crianças.

Qual o melhor conselho para a vida que você já recebeu?

Seja humilde e trabalhe com amor. Acredite nos seus sonhos, pois eles se tornam realidade!

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Eu adoraria ver Michaela Goes participando desta série.

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Muitos leitores me pedem mais dicas de organização em viagens, então este post traz dicas para se organizar em uma viagem longa de avião na classe econômica. São dicas que coletei ao longo dos últimos anos e outras que descobri por mim mesma. Espero que gostem!

  1. Planeje o que pretende fazer em termos de entretenimento. Você não gosta de ler? Então não leve um livro. Leve coisas que você gosta. Conheça-te! Algumas pessoas se entretém a viagem toda com um único livro, enquanto outras se entediam rapidamente e precisam sempre mudar de mídia (filme, livro, desenho). Viagens longas parecem intermináveis se não tivermos nada para fazer. Mas o mais importante é otimizar o espaço do que você vai levar. Por exemplo, se você gosta de ler, vale a pena levar um tablet ou e-reader em vez de três livros. Aí é importante carregar tudo um dia antes para deixar seus dispositivos preparados. Outro item indispensável é levar seu próprio par de fones de ouvido, pois não são todas as companhias aéreas que fornecem.No geral, eu costumo levar um e-reader, meu notebook (porque trabalho remoto), fones de ouvido e o meu próprio celular. Outras sugestões legais são: livros para colorir, um diário, um caderno para anotações diversas.
  2. Providencie o seu conforto. Sejamos sinceros: viajar de avião pode ser bastante desconfortável. Por melhores que sejam as poltronas na classe econômica, a falta de ergonomia começa a pesar depois de algumas horas. Use uma roupa bastante confortável e pense em termos de camadas. Casacos grandes não funcionam em aviões – perturbarão você e as pessoas ao seu lado. Se viajar para um lugar frio, vale a pena levar uma mala de mão maior com o casaco dentro, para usar assim que chegar ao aeroporto. Eu gosto de viajar com uma calça com elastano, camiseta de malha e uma blusa de lã, que é molinha e esquenta bem, se precisar. Também gosto de usar meias de compressão durante a viagem (para evitar inchaços) e levar um par de meias mais quentinhas para usar enquanto dormir. Descobri que faz muita diferença no meu conforto proteger as extremidades do corpo, que é por onde nosso corpo esfria – mãos, pés, cabeça. Já parei dor de cabeça só por colocar uma touca em uma noite de frio! Por último, também gosto de levar uma pashmina, que serve como cachecol para proteger o peito e complementa o cobertorzinho que geralmente os aviões têm. Sobre sapatos: evite os sapatos fechados, mesmo quando for para lugares frios, pois os pés incham. Deixe para colocar quando chegar lá. Eu gosto de viajar com sapatilhas e variantes, como slippers.
  3. Dicas para conseguir dormir. Ninguém consegue dormir direito no avião, mas existem algumas dicas que podem tornar esse processo um pouco menos traumático. Conheço pessoas que gostam de tomar um remedinho natural antes de embarcar, como chá de camomila ou pílulas de melatonina / passiflora. Por favor, não use medicamentos como Dramin, Dorflex, entre outros, pois auto-medicação é algo muito arriscado. Também evite o consumo de álcool, que nas grandes alturas não funciona como em terra. Meus acessórios preferidos para conseguir dormir são: máscara para dormir, plugs de ouvido e travesseiro de pescoço. Sou um pouco chata com máscaras de dormir e vivo trocando as minhas. Nada pior que uma máscara de dormir que aperte a cabeça ou a lateral dos olhos, ou ainda em cima do nariz. É claro que uma máscara de dormir nunca será 100% confortável, mas procure a que melhor se adapta ao formato da sua cabeça e rosto. Plugs de ouvido, leve vários sobressalentes para não ficar sem nem deixar de usar porque ficou sujinho. Quanto ao travesseiro de pescoço, certamente os infláveis são os melhores para economizar espaço, mas o conforto não se compara. Se você for viajar para um único lugar (ou seja, não ficará se deslocando muito com mala na mão), eu recomendo um travesseiro de pescoço de verdade, tipo almofadinha, pois faz diferença em uma viagem longa desse tipo. Para carregar, encaixe-o na sua bolsa ou mochila de mão – não precisa colocar dentro.
  4. Hidrate-se. O ar condicionado do avião acaba com a nossa pele, nariz, lábios etc. Manter-se hidratado ao longo do vôo faz muita diferença na sua disposição. Leve sempre uma garrafinha com você (vazia, para passar na esteira, e encha depois), de preferência com fecho hermético, para não correr o risco de vazar. Além disso, vale a pena levar um pequeno hidratante – eu gosto de levar um potinho pequeno de Nivea, que não é líquido, e uso para tudo: mãos, rosto. Também levo um protetor labial ou manteiga de cacau e passo antes de dormir, para garantir ao menos por um tempo a hidratação da minha pele.
  5. Leve lanchinhos. Eu sei que existe o serviço de bordo e todo mundo adora jantar e tomar café-da-manhã no avião. Porém, nos intervalos, vale a pena ter algo para beliscar de três em três horas ou menos, até mesmo para manter o corpo energizado. Eu gosto de sempre levar algo salgado e algo doce, para levantar o moral. Mas não é para levar muita coisa, apenas umas pequenas porções de lanchinhos. Chocolates e barras de cereal cumprem bem o papel. Tem gente que gosta de levar sanduíche embalado em papel filme, ou frutas. Tome apenas cuidado com alimentos barulhentos (como salgadinhos) e que tenham um cheiro muito forte (como goiabada!). Vale a pena levar uma sacolinha plástica para ir colocando as embalagens vazias ao longo do vôo (em vez de colocar tudo de qualquer jeito – e sem higiene – no bolsão da frente).
  6. Cuide da sua saúde. Pode parecer frescura, mas os aviões não são limpos com a frequência e qualidade ideais. Por isso, leve com você um pacote de lenços umedecidos (se forem anti-bacterianos, melhor) e passe no apoio para braços e na mesinha, quando for usá-la. Eu também gosto de levar sempre um potinho de álcool em gel para passar nas mãos depois de usar o banheiro. Eu acho que o pacote de lencinhos é sempre útil porque nunca se sabe quando vamos derramar suco na roupa ou em cima da mesa do avião.
  7. Escolha bem sua bagagem de mão. Eu vejo de tudo nos aeroportos: pessoas que levam uma bolsa + uma mala de bordo. Outras que levam uma mochila. Outras que levam apenas uma mala de bordo. Outras, bolsa + necéssaire de mão. Eu costumo viajar bastante a trabalho e, nesses casos, prefiro levar uma pasta executiva com tudo o que vou usar no vôo + uma pequena sacola (de pano, flexível, com zíper) com amenidades para quando chegar lá (casaco, muda de roupas caso a mala extravie, carregadores). Já levei tudo em uma única mala de bordo (que fica no compartimento superior) e acho chato ter que ficar toda hora levantando para pegar o que está ali, além de ser desconfortável abrir uma mala na poltrona. Também já aconteceu de eu levar uma única mochila e ficar muito apertado… Então hoje, o que faço, é levar duas bolsas de mão, mas ambas pequenas. Leve em conta também que, em viagens longas, o espaço nos compartimentos superiores é disputado, então malinhas mais rígidas ou maiores podem não caber. O que é importante: o que você vai usar durante o vôo deve ficar com fácil acesso, de preferência embaixo da poltrona da frente. Essa bolsa ou mochila não pode ser grande, senão prejudicará o seu conforto (não tem espaço suficiente para colocar os pés). Então verifique a configuração que funciona melhor para você.
  8. Distribua o tempo. Tente planejar mais ou menos o que pretende fazer ao longo do vôo, para se programar. Você pode estabelecer que vai ler nas duas primeiras horas de vôo, depois assistir um filme, depois tentar dormir um pouco, aí ouvir música quando acordar, organizar seu computador (não faça isso com alguém dormindo ao lado, a não ser que a pessoa esteja com máscara de dormir, por favor), ler de novo, e por aí vai. Isso pode te dar uma ideia do que fazer em cada um desses momentos. Como eu gosto de planejar, me ajuda a ver o tempo passar.

E você, tem alguma dica que funciona para longas viagens de avião? Compartilhe nos comentários! 🙂

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

Este post não faz exatamente parte da série Aprenda GTD, mas está relacionado. Eu utilizo a agenda do Google no meu sistema GTD e criei este post com dicas para utilizá-la de acordo com a metodologia. Veja como:

1. Configure a visualização semanal

No GTD, o planejamento é feito semanalmente. Logo, faz sentido você visualizar sua semana corrente ao acessar sua agenda. Para fazer isso, vá em Configurações > Visualização padrão > Semana.

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2. Use duas cores

Já dei essa dica aqui, e a ideia é a seguinte: utilize uma cor padrão de destaque para os compromissos com data e hora e uma cor com menos destaque para inserções que podem ser modificadas (uma tarefa que você precisa fazer naquele dia, mas pode ser qualquer horário, por exemplo). Isso ajuda você a bater o olho na sua agenda e ver o que pode ser alterado caso alguém ligue querendo agendar uma reunião com você, por exemplo. Você pode usar essa cor de menos contraste para tarefas e a cor principal para compromissos.

Para alterar, basta clicar no seu compromisso e então em Cor do evento.

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3. Planeje seus compromissos semanalmente

Uma vez por semana, insira as datas e horas exatas dos compromissos que têm essa configuração e pergunte-se: o que tenho que providenciar para cada um desses compromissos? Eu começo no domingo e vou planejando a minha semana até o sábado seguinte.

Por exemplo, se no domingo eu vou pegar um vôo às 16:35, eu insiro o compromisso com a duração exata. Antes dele, insiro o tempo do embarque e, antes ainda, calculo quanto tempo demoro para chegar. Nesse intervalo, insiro o compromisso “em trânsito” para sinalizar que horas preciso sair de casa. Isso é muito útil porque, se não colocar, vou precisar fazer os cálculos no dia e posso me atrapalhar, além de ser mais estressante. Isso também serve como guia para eu poder planejar as outras atividades do meu dia, que preciso fazer antes.

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Dentro do compromisso do vôo, também insiro todas as informações que possam ser úteis, como o número do mesmo, endereço certinho, portão (se já tiver), terminal do aeroporto e por aí vai.

Além de inserir os períodos em trânsito no meu planejamento, eu gosto de inserir também minha rotina matinal, quando acordo, tomo café-da-manhã e me arrumo para sair (bloqueio meia hora no calendário sempre que tenho algum compromisso externo; quando trabalho em casa não preciso), além da quantidade de horas de sono necessária em cada dia. Como estou comprometida a descansar melhor, bloqueio as 8 horas de sono para saber se estou indo dormir no horário certo de acordo com a hora que preciso acordar pela manhã.

Eu também gosto de inserir, semanalmente, algumas atividades de rotina que sei que me requerem tempo, como processar meus e-mails na manhã seguinte a um dia cheio de compromissos (e que eu sei que não vou ver meus e-mails) ou processar com calma as minhas recentes anotações da caixa de entrada.

4. Use a agenda como tickler digital

Pouca gente sabe, mas você pode anexar arquivos aos seus compromissos na agenda do Google. Por isso, se precisar de alguma imagem ou qualquer outro tipo de arquivo em determinado dia, basta anexar no compromisso clicando nele e, depois, em Anexo > Adicionar anexo.

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Saiba mais sobre o tickler e como funciona.

Além dos anexos, você pode simplesmente inserir links para notas no Evernote na descrição, por exemplo, ou as próprias informações diretamente ali, para facilitar.

5. Insira lembretes, prazos e notificações

Não só de compromissos vive a agenda, então você pode inserir vencimento de contas, lembretes para tomar remédios, aviso de quando seu chefe estará de férias, aniversários importantes, entre outros. Para isso, ao criar um evento, marque como dia inteiro e veja como ele aparece no topo do seu dia, sem bloquear seus horários.

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É claro que, se for um lembrete dentro de um horário específico (ligar para alguém, tomar um remédio), vale a pena inserir o horário e uma notificação para alguns minutos antes. Procure não usar notificações para ocasiões diferentes destas.

Para adicionar uma notificação, clique no seu compromisso e em Notificações > Adicionar uma notificação. Particularmente, gosto de selecionar e-mail ou SMS, pois a pop-up já falhou comigo algumas vezes.

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Apesar de ser um post sobre o Google Calendar, a maioria das dicas acima pode ser utilizada em outras ferramentas de calendário eletrônico – algumas até com mais especificidades, como o calendário do Outlook. Vale a pena explorar a agenda que você usa para descobrir ideias legais que podem ajudar muito no seu dia a dia com o GTD.

Categoria(s) do post: GTD™, Casa, Áreas da Vida

No geral, a maioria das pessoas fica com receio de jogar coisas fora. Algumas já foram desapegadas até precisarem de algum papel que nunca mais encontraram, provavelmente porque se desfizeram dele. Qual o meio-termo, então? Veja neste post algumas dicas para armazenar seus documentos.

O que deve ser guardado

Via de regra, devem ser guardados:

  • Garantias de produtos e serviços enquanto forem válidas;
  • Recibos da declaração do Imposto de Renda;
  • Comprovantes de contas pagas até 5 anos – algumas companhias emitem um certificado anual de quitação que substitui os 12 comprovantes mensais;
  • Documentos assinados no geral;
  • Certidões.

[list]Retirado do site Pense Imóveis:

Guardar por cinco anos:
– os tributos ( IPTU, IPVA, Imposto de Renda e outros);
– contas de água, luz, telefone e gás;
– recibos de assistência medica;
– recibos escolares;
– pagamento de cartões de créditos;
– recibos de pagamentos a profissionais liberais;
– pagamento de condomínios.

Guardar por três anos:
– os recibos de pagamentos de aluguel;
– recibos de diárias de hotéis;
– recibos de pagamento de restaurante.

Guardar pelo período do contrato:
– comprovante de pagamento financiamento imobiliário.

Dar atenção redobrada aos comprovantes abaixo (manter por…):
– seguros em geral (vida, veículos, saúde, residência etc): 1 ano após o término da vigência
– extratos bancários: 1 ano
– recibos de pagamento de aluguéis: 3 anos
– taxas e Impostos Municipais e Estaduais (Lixo, IPTU, IPVA, etc.): 5 anos
– contas de água, luz, gás, telefone (inclusive celulares): 5 anos
– condomínio: 5 anos
– mensalidades escolares: 5 anos
– faturas de cartões de crédito: 5 anos
– contratos e recibos de serviços de profissionais liberais como advogados, médicos, dentistas, etc.: 5 anos
– plano de saúde 5 anos
– declaração de Imposto de Renda e documentos anexados: 6 anos
– comprovantes de pagamento de financiamentos de bens como carros e imóveis até o término do pagamento de todas as parcelas ou após a entrega da escritura definitiva (imóveis) e/ou documento que oficialize a quitação (consórcio)
– notas fiscais até o término da garantia do produto
– documentos comprobatórios para aposentadoria junto ao INSS: 20 anos[/list]

Como armazenar

Tenha um sistema de arquivo do tamanho necessário para você. Não adianta comprar um arquivo pequeno para pastas suspensas se você vai utilizar pastas e mais pastas em outro ambiente.

Eu tenho um arquivo para pastas suspensas com três gavetas, onde duas são para arquivos e uma para o tickler do GTD e contas pagas correntes.

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O arquivo geral está em ordem alfabética e crio as pastas da maneira mais intuitiva possível. Isso é bastante pessoal e não existem regras. Nomeie suas pastas de acordo com o que fizer sentido para você.

Você também pode utilizar pastas com elástico, pastas catálogo e fichários. Particularmente, não gosto de deixar alguns papéis em contato com plástico, pois eles podem estragar. Uma alternativa ao arquivo (o móvel) é usar caixas em estantes, por categorias e usando etiquetas para identificar seu conteúdo.

Vale digitalizar?

Sim. Mesmo os documentos que você precise manter em formato de papel valem a pena ter uma cópia digital para consulta e eventualidades diversas. Tudo aquilo que pode ser mantido apenas digitalizado (manuais, apostilas, entre tantos outros) eu tenho o formato digitalizado e descarto o físico. Só mantenho aquilo que realmente precisa estar em formato papel.

Como você organiza seu arquivo de documentos?

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O tema do mês no blog é Descanse e, com ele, venho tentando inserir mais atividades de descanso e lazer no meu dia a dia.

O principal passo que tomei foi o de inserir na minha revisão semanal do GTD o item: planejar tempo para sono e diversão. Ou seja: todos os dias, nem que seja minimamente, eu tenho que cumprir duas coisas:

  • Dormir uma quantidade suficiente de horas à noite
  • Fazer algo que me deixe bem e feliz

Tenho dormido uma média de 7 a 8 horas por noite, que é a quantidade necessária para eu me sentir bem. Se eu dormir mais do que isso, já me sinto com menos disposição. Com relação ao sono, o que tem funcionado muito bem para mim é acordar todos os dias no mesmo horário, especialmente aos finais de semana. Ou seja, se eu acordo todos os dias às 8 horas, aos sábados e domingos também acordo nesse horário. Isso tem sido muito bom porque meu corpo responde lindamente e não fico cansada, parece até mágica. Além disso, tenho mais tempo para mim pela manhã, porque meu marido e meu filho acordam mais tarde.

Fazer algo que me deixe bem e feliz pode ser algo maior, que demande deslocamento (como ir a uma livraria ou ao cinema), ou coisas pequenas, como ler um livro, ver um capítulo de série no Netflix ou simplesmente conferir as atualizações dos meus canais preferidos no YouTube. Tem sido tão fantástico dedicar todos os dias esse tempinho para mim que noto de longe a diferença no meu estado de espírito ao longo de toda a semana desde que comecei a fazer isso.

Venho de duas semanas com muitos compromissos profissionais e viagens, então ter estabelecido essas duas premissas acima me permitiu passar por esses momentos com um pouco mais de disposição. Se não “nos obrigarmos” a ter esses momentos de descanso e lazer, é normal acabarmos ficando apenas cumprindo obrigações, uma atrás da outra.

Eu também gostaria de dizer que sou uma pessoa de hábitos simples e que fica muito feliz com pequenas coisas do dia a dia, então acho que isso ajuda. 🙂 Tenho me permitido sentar no chão e brincar com a minha cachorra quando eu chego em casa, em vez de passar correndo, ou ficar conversando sobre assuntos variados com o meu filho jogada no sofá sem pensar nas coisas que eu ainda preciso fazer, ou até mesmo beber demoradamente um copo de leite com mel antes de dormir, refletindo sobre o meu dia. Tudo isso são coisas que deixam meu dia a dia mais feliz.

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Destralhamento é o primeiro passo do processo de organização. Essa frase é importante porque traz dois conceitos que considero essenciais para a organização pessoal, que são: 1) destralhar é necessário para organizar a casa, porque não é possível organizar tralha, e 2) a organização é um processo. Venho há vários dias refletindo sobre essa questão, levantada pela Marie Kondo em seu livro, sobre a organização ter que ser radical para funcionar. Quis dividir essas reflexões com vocês.

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Há uns seis anos, eu promovi esse destralhamento geral na minha casa e, tal qual a Marie fala, isso se refletiu na minha vida. Terminei um relacionamento, pedi demissão do meu emprego e abri mão de uma série de coisas e sentimentos que eu pensava, na época, não serem importantes para mim. Eu já comentei sobre essa fase aqui no blog (clique aqui para ler um dos textos sobre isso).

O grande problema de qualquer mudança radical é que você acaba não processando muito bem a coisa enquanto você está fazendo. Tomar decisões no calor da situação pode te fazer optar pelo caminho errado e te levar ao arrependimento mais tarde. Você também pode se desfazer de valores importantes.

É claro que não estou usando isso como desculpa para manter tralhas em casa. Estamos falando de pessoas que realmente guardam muita tranqueira e isso torna as suas vidas um pouco infelizes. É comum também ver pessoas assim com problemas relacionados à ansiedade e dificuldade em seus relacionamentos. Assim como a Marie, eu também penso que a organização pessoal influencia na vida em todos os aspectos, não apenas na imagem da casa arrumada. E que uma casa organizada e sem tralha se reflete no seu astral com relação à vida e te permite ser mais feliz em outras áreas. Nisso estamos de acordo.

Porém, eu posso falar sobre a minha experiência e o que vi acontecer com outras pessoas nesses nove anos que eu trabalho com organização, e até mesmo antes. Na época em que destralhei tudo, eu mergulhei em uma depressão que só fui identificar anos depois, quando tinha passado. A Clarice Lispector tem uma frase que me toca muito, que é “cortar os defeitos pode ser perigoso, pois nunca se sabe qual o defeito que sustenta o nosso edifício inteiro”. Com a nossa casa eu acho que é a mesma coisa. Jogando tudo de uma vez você tem que decidir rápido e nessa onda você pode se desfazer de coisas importantes para você. Eu sou desapegada e busco manter somente aquilo que eu gosto, mas foi um processo.

Ter feito isso de forma radical me deixou com um sentimento horrível de vazio – e isso não quer dizer que eu era materialista, mas porque nossa vida é composta por coisas, sentimentos e pessoas. É perigoso pensarmos em só manter aquilo que nos faz feliz porque nem tudo na vida são flores. Não podemos descartar algo apenas porque não é do nosso agrado. Mas atenção: não estou dizendo aqui que temos que aguentar situações que acabam conosco (como relacionamentos abusivos, empregos que nos sugam até a alma e não levam a nada e uma pilha de revistas sem uso em casa). Estou dizendo que faz parte da maturidade da vida de cada um saber identificar quando a mudança interna pode ser mais importante e quando a externa é necessária também.

Eu concordo com a Marie quando ela diz que, se a gente for destralhar a casa, pode destralhar por categorias: todas as roupas, todos os livros, todas as panelas. Isso realmente ajuda no processo porque você tem uma visão do todo. Mas me incomoda essa visão do “tem que ser assim”, porque cada pessoa é de um jeito e cada jeito traz consigo visões, anseios e necessidades. Quem sou para chegar na casa de alguém e falar: “jogue fora essas fotos”? É por isso que não trabalho em residências como personal organizer – eu acredito que cada pessoa possa aprender por si só o que é importante para si mesma e promova as mudanças que ela acha necessárias na sua vida, não a que a Thais, a Marie ou seja lá quem for diga que precisa ser feita.

Também estou de acordo com a Marie quando ela diz que devemos ter uma relação de gratidão para com os nossos pertences, porque isso faz com que não deixemos nada largado em cantos e caixas. É importante a gente ter uma casa que nos traz alegria, assim como a nossa vida – mas não quer dizer que, se alguém me falar algo que me desagrada, eu tenho que cortar a pessoa da minha vida! O que essa pessoa me falou pode gerar um aprendizado inestimável se eu tiver a atitude de receber essas palavras e processar o que foi dito, questionar minhas atitudes e promover mudanças que serão boas para mim e para todos ao meu redor. Quando a gente toma decisões somente com base no que a gente acha, pode acabar afastando pessoas e se tornando uma ilha, além de perder a oportunidade de aprender e evoluir em termos de sentimentos mesmo.

Por fim, o que eu quero dizer é que a organização radical é uma possibilidade, mas pode não se aplicar a todo mundo. Talvez, no seu momento atual, valha a pena chamar uma personal organizer e fazer esse trabalho com você, apenas porque você realmente não tem pique (e tempo) para cuidar disso sozinho. Ou então talvez você queira pegar um final de semana e trabalhar nesse destralhamento. Porém, não há nada de errado se você quiser fazer isso aos poucos, porque cada pessoa tem seu tempo.

Apesar de, hoje, ver que o destralhamento radical me deixou deprimida na época, ter passado por isso foi importante porque me ensinou a respeitar meu próprio ritmo. Se eu não tivesse feito, como saberia? Hoje, penso que todas as decisões que tomei foram precipitadas e faltou maturidade da minha parte, por isso penso muito bem antes de tomar qualquer decisão radical.

Sou a favor de cada um se conhecer, conhecer seus valores, ter objetivos de vida, porque isso são referências que nos ajudam na tomada de decisões. E vai muito além de encher um saco com roupas que eu não quero mais nesse momento. O saco pode ficar cheio sim, mas como resultado de um processo que cada um vai construir, seja em um dia ou em alguns meses ou anos, porque cada um tem o seu tempo para fazer as coisas. Eu penso que, se existe qualquer regra quando se fala de organização pessoal, é que as regras devem ser escritas pela gente e por ninguém mais.

Leia os livros, leia os posts do blog, mas no fundo você sabe que ninguém conhece mais a sua vida do que você mesma/o. Então trabalhe nesse conhecimento, porque ele será o responsável por você olhar para um vaso na sua casa e saber que ele não tem nada a ver com você, assim como qualquer outro objeto, relacionamento, pessoa ou situação. Leve isso um dia ou um ano. Não estou dizendo nenhuma novidade aqui – considero senso-comum. Ambos funcionam: ser radical ou não. Depende de você, do seu momento, da sua vontade e necessidade. O que não vale a pena é deixar de tomar decisões e atitudes quando se identifica um problema.

Categoria(s) do post: Livros, Áreas da Vida

Eu recebi mais de 40 mensagens, comentários e e-mails perguntando a minha opinião sobre a personal organizer japonesa Marie Kondo, que ficou famosa agora no Brasil devido à ampla divulgação do lançamento do seu livro aqui, “A mágica da arrumação”, publicado pela editora Sextante e respaldado por publicações de grande porte como a revista Veja e o jornal Folha de SP. Já tinha lido a versão original em inglês (The life changing magic of tyding up) e agora acabei de terminar a versão em português, podendo escrever uma resenha para quem tiver curiosidade sobre a minha visão pelo que ela aborda.

A Marie é uma personal organizer que está fazendo um sucesso tremendo não apenas no Japão, como em todo o mundo. Ela é um fenômeno. Ela é nova (30 anos), e uma mulher, então é muito legal ver alguém “da nossa área” fazendo sucesso assim e levando o tema organização pessoal para a vida das pessoas.

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Eu gostei muito do livro (a tradução da Sextante, por sinal, está fantástica – cabe o elogio), mas discordo da Marie em diversos aspectos.

Uma das principais crenças dela é que não existe arrumação eficaz feita aos pouquinhos – somente a organização radical ensina a pessoa de verdade a se organizar e não acumular mais tralha. Eu concordo e discordo. Concordo que o ideal é sim a pessoa fazer a organização radical porque aí isso vai ajudá-la a ver o resultado imediato do seu trabalho. Porém, sei que a realidade das pessoas é diferente. Ninguém consegue fazer essa organização radical porque na vida não existe extreme makeover. Você consegue fazer se morar sozinho e se organizar nas férias, ou se contratar uma personal organizer para arrumar tudo para você. Aí sim dá e até recomendo! Porém, se não é o seu caso, não precisa se frustrar pensando nesse ideal. Dá para se organizar aos poucos sim.

O livro dela é um livro sobre destralhamento. Eu fiquei muito surpresa quando li pela primeira vez, porque acabou tão rápido – é um livro tão simples! O conceito de destralhamento é essencial para a organização e fico feliz por existir um livro tão repercurtido como o dela no mercado, pois as pessoas realmente tendem a acumular muitos objetos e não é possível organizar tralha. Quem conheceu e gostou do livro pode ir atrás de outros autores bem bacanas sobre esse assunto, ou pesquisar sobre minimalismo.

Eu acho que ela é bastante radical em alguns aspectos e traz dicas certeiras em outros. Apesar de ser contra a tralha, ela gosta de agradecer e se relacionar de forma mais afetuosa com os objetos. No último sábado, levantei o tópico no meu workshop “Organize sua casa” e todos que já tinham começado a ler o livro tiveram a mesma impressão.

Muito do que ela fala pode ser novidade para o público em geral, mas já é notícia velha para quem trabalha como personal organizer. Não traz nada de novo para quem trabalha com isso, apesar de eu recomendar a leitura fortemente a todas as profissionais da área. Acredito muito que a organização pessoal deva ser um conceito integrado, que a organização da casa se reflete na organização da vida (e vice-versa), e o livro dela fala basicamente sobre isso também.

Todo o método KonMari se baseia na ideia de que na sua casa devem ficar somente os objetos que te trazem alegria, e nisso concordo demais com ela. É uma boa filosofia de escolha.

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A grande vantagem do livro é que, em português, não temos muito material sobre o assunto detralhamento a favor da organização, então ele é um bom presente a todos nós apaixonados por organização pessoal.

E você, já leu esse livro? O que achou? Deixe sua opinião nos comentários!

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Eu viajo bastante, então acabei desenvolvendo uma lista de atividades que posso fazer quando estiver fazendo escalas, conexões ou esperando em um aeroporto e não tiver acesso à Internet. Seguem algumas sugestões:

  • Organizar o Evernote. Essa é a minha preferida! Adoro aproveitar o momento de viagens e sem Internet para organizar minha caixa de entrada no Evernote, excluir notas obsoletas e organizar meu arquivo lá enfim.
  • Ler um livro. Sempre levo um livro ou um e-reader comigo e gosto de aproveitar esse momento de paz para ler um pouco.
  • Processar a minha caixa de entrada. Tenho uma pasta “In” no meu “escritório móvel” (minha pasta), onde insiro todos os papéis que vou coletando ao longo do caminho. É excelente aproveitar esse período no aeroporto para processar com calma o que estiver ali.
  • Digitalizar comprovantes. Mesmo que você esteja sem Internet, pode usar seu celular, tablet ou câmera para digitalizar os comprovantes que acumulou ao longo da viagem. Isso pode ser especialmente útil se você prestar contas para a empresa que estiver custeando a sua viagem.

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  • Ler uma revista. Se você quiser distrair a cabeça, pode ser uma boa ter uma leitura leve com você nesse momento, ou mesmo uma revista de atualidades para saber o que está acontecendo no Brasil e no mundo com um pouco mais de profundidade que as notícias diárias que vemos de relance na Internet.
  • Escrever sobre seus pensamentos. Não precisa fazer um diário, mas pode ser bom rabiscar um pouco sobre a vida, escrever como está se sentindo ou fazer mapas mentais de projetos.
  • Retornar alguns telefonemas. Esse é o momento ideal para ligar, trocar recados, conversar e avisar da sua partida aos familiares.

E você, o que costuma fazer quando está sem Internet esperando no aeroporto?

Categoria(s) do post: GTD™, Livros, Áreas da Vida

Há cerca de nove anos, eu li o livro do GTD pela primeira vez. GTD, para quem está chegando agora no blog e não conhece, é uma metodologia de produtividade criada pelo David Allen, que eu utilizo há muitos anos. (Clique aqui para entender do que se trata)

Da primeira leitura para cá, praticamente tudo mudou na minha vida e, grande parte dela, por causa do método GTD. Eu li e reli esse livro tantas vezes que já perdi a conta. Depois que me tornei instrutora da metodologia, então, venho estudando o livro de maneira muito mais intensa, com o objetivo de entender a metodologia de forma profunda para ensinar de forma cada vez melhor às pessoas interessadas em aprendê-la.

No dia 17 de março de 2015, foi lançada uma nova versão do livro. O David reescreveu o livro inteiro, completamente. Não quis ler tão rápido porque quis aproveitar para re-implementar todo o meu sistema do zero, como se fosse a primeira vez, porque assim eu (penso que) absorveria melhor todos os novos ensinamentos.

Por já ter lido o livro, participado de alguns webinars com o próprio David Allen e ter lido alguns comentários pela Internet sobre a nova edição, eu achei que seria legal escrever uma resenha com a minha visão sobre a nova edição, o que tem de novo, o que tem de diferente, e assim tirar as principais dúvidas de quem ainda não teve a oportunidade de ler.

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É um livro novo? A metodologia é a mesma?

Sim, é um livro novo, mas a metodologia é a mesma. O David simplesmente reescreveu todo o livro original que dá origem ao método (publicado no Brasil pela Ed. Campus com o título “A arte de fazer acontecer”). A metodologia não mudou.

O que acontece é que, quando o David escreveu a primeira versão do livro, ele quis colocar toda informação possível lá. Isso fez do livro do GTD um livro com uma quantidade enorme de informação que, muitas vezes, para quem está começando, é desnecessária. Muitas pessoas me falam que têm dificuldade em aplicar o GTD apenas lendo o livro, e que então buscaram cursos ou artigos pela Internet para ajudar na implementação. Sabendo dessa dificuldade, ele reescreveu o novo livro deixando a leitura muito mais simples e fluida, facilitando a vida de todo mundo.

Já tem versão em português?

Não. O livro foi lançado em março deste ano e a tradução já está sendo feita pela editora brasileira, mas esse é um processo que leva tempo. Não tenho a previsão para a publicação em português, mas eu chuto que eles devam publicar entre o segundo semestre de 2015 e o primeiro de 2016. Lançado pela editora Sextante em 8 de outubro de 2015.

Onde comprar o livro importado?

Tanto a Amazon quanto a Livraria Cultura importam a versão física do livro (leva umas seis semanas para chegar), mas a maneira mais fácil é comprar e ler a versão digital, tanto para Kindle quanto para Kobo. Vale lembrar que não é necessário ter os e-readers para ler – basta baixar o programa gratuito nos sites da Amazon e da Livraria Cultura ou na loja de apps do seu celular/tablet.

Não tenho como ler o livro novo agora. Posso ler o livro antigo e ainda aprender GTD?

Claro que pode! Como eu disse, a metodologia é a mesma. É claro que, se você puder ler o novo em inglês, sugiro que já leia a versão nova.

O que mudou nesse novo livro?

Algumas mudanças na própria nomenclatura de alguns termos do GTD já vinham sendo implementadas pelo David nos seus últimos livros e materiais publicados, como o nome dos cinco passos e os termos de horizontes de foco. Essas mudanças então foram transpostas para o novo livro, seguindo a coerência do seu trabalho.

Os cinco passos deixaram de se chamar coletar, processar, organizar, revisar e executar e agora se chamam capturar, esclarecer, organizar, refletir e engajar. O sentido é o mesmo, mas menos mecânico e operacional e mais intelectual.

Um ponto que me chamou muito a atenção foi como o livro foi escrito para todos, da dona de casa ao CEO da empresa multinacional. A versão original era muito focada no ambiente corporativo e dava a impressão de que o GTD não era para todo mundo.

A fluidez do novo livro é impressionante, tornando a leitura muito mais leve para quem está acessando a metodologia pela primeira vez. Você também sente o David bastante confiante sobre tudo o que ele fala – afinal, foram mais de 15 anos desde o lançamento do livro original e muita coisa aconteceu com ele de lá para cá, em termos de experiência de trabalho com o método no mundo.

Existem alguns capítulos novos, como um sobre GTD e as ciências cognitivas (fantástico) e um sobre como alcançar a maestria no GTD. Eu também senti que todos os capítulos já existentes tiveram um up bem legal. O capítulo sobre projetos está fantástico e dá muito mais ênfase ao planejamento natural de um projeto, que muitas vezes acabava passando batido antes frente a tantas informações.

No livro original, muitas vezes o David citava artigos de tecnologia como palm tops. A tecnologia muda muito rápido e o GTD é uma metodologia que independe de dispositivos, softwares e aplicativos, então ele procurou deixar isso bem claro no novo livro, mantendo a metodologia desassociada de tais tecnologias temporais. A metodologia é atemporal.

O que o livro não tem

Guias para implementação da metodologia em programas ou ferramentas específicas. O David tem o grande cuidado de mostrar que a metodologia é independente de qualquer tipo de tecnologia e que a pessoa que a aprende pode implementar em qualquer lugar. Não adianta fazer um guia com ferramentas se daqui a uma semana vão lançar uma versão mais nova e atualizada e o livro vai ficar desatualizado. O novo livro foi escrito para ser atemporal.

Quem quiser guias para aplicação, pode conseguir no próprio site da David Allen Company e nas centenas de opções publicadas por fãs do GTD na Internet. 🙂

Essa é a minha resenha do novo livro e eu espero que possa ter tirado as principais dúvidas a respeito. Caso eu não tenha falado sobre algum aspecto em específico que você tenha curiosidade, por favor, poste nos comentários. Obrigada!