Categoria(s) do post: Diário da Thais

Todo ano eu escrevo um post no último dia de dezembro, buscando fazer uma espécie de retrospectiva de como foi o ano para mim.

2020 não tem muito a se dizer além do que já vem sendo dito. A pandemia mudou o plano de todo mundo e levou muitas vidas, empregos, ainda que para outras pessoas tenha sido agente de mudança em diversos aspectos.

Fala-se muito em “será que as pessoas vão mudar depois disso tudo?”. Mas mais do que pensar ou esperar que as pessoas mudem, eu consigo ver como eu estou passando por isso. Eu já vinha de um processo de mudança, focando em um modo de vida mais devagar e significativo, com foco em uma rotina tranquila. A pandemia apenas reforçou algumas coisas que eu já tinha aprendido:

  • o mundo vai entrar em colapso com essa exploração animal e ambiental completamente desenfreada;
  • não existe a necessidade de se deslocar para fazer reuniões;
  • pensar no próximo não é algo comum a todos.

Mas, acima de tudo, o que eu ainda não consigo saber (ninguém consegue) são os efeitos desse momento a médio e longo prazo na nossa vida. Como um evento que nos obrigada a passar nove meses de um ano inteiro fechados dentro de casa vai afetar a nossa mente? Que hábitos desenvolveremos? Como as crianças vão lidar com isso? E nós? Enfim.

Quando a quarentena começou, minhas prioridades foram reajustadas. Minha mente precisava ficar boa, minha saúde física, e a dos meus aqui em casa, minha mãe, nossa família. Conseguimos ajudar pessoas próximas, comércios pequenos do bairro, pequenos produtores. Reorganizei toda a produção de conteúdo para ajudar o pessoal. Apesar das dificuldades, considero um ano em que realmente me desdobrei no meu propósito e trabalhei muito, mas com intenção.

O primeiro trimestre, que vou contar até o início da nossa quarentena, foi bastante significativo. Em janeiro, eu me dediquei ao curso do Método Vida Organizada e à Semana da Organização que aconteceu no final do mês e início de fevereiro. Foi também o mês em que precisei me dedicar à escrita final da minha dissertação. E também um mês em que sofri uma das maiores decepções da minha vida, que me abalou a ponto de eu ter que voltar pra terapia porque se desenrolou em sentimentos que quase me levaram à depressão.

Em fevereiro, voltaram as aulas do Paul, agora no quinto ano. Eu entreguei a minha dissertação e fiz ajustes para defender em março. O foco do meu trabalho estava na Turma 2 do MVO, iniciada no começo do mês. Fiz uma viagem a trabalho para Brasília, passando alguns dias. Uma semana antes do Carnaval, eu fiz uma compra de máscaras e mantimentos para termos em casa e eu confesso que, durante o Carnaval em si, não me animei para ir em bloquinhos ou eventos do tipo pois achava que o COVID-19 já estava circulando entre nós. No final de semana depois do Carnaval, tínhamos uma viagem agendada, para um parque aquático no interior de SP, e eu só não cancelei porque era um sonho do Paul ir para esse lugar. A viagem aconteceu, mas foi toda tensa, pois eu já estava com medo da chegada do vírus.

Na semana seguinte, março, dia 5, defendi minha dissertação. Já se falava em casos no Brasil. Eu já não saí mais de casa, com a exceção de um trabalho externo que tive no dia 12 – o dia que a OMS declarou que estávamos vivendo em uma pandemia. Almocei com o pessoal do trabalho, voltei para casa e não saí mais. Foi o primeiro dia da quarentena.

Eu no dia da defesa da dissertação, com meus professores

Lembra como naquela época se acreditava que a gente deveria ficar em casa por uma ou duas semanas, que seriam críticas para não espalharmos o vírus? Deu muito medo na época. Será que já tínhamos pego? Como ficarão as coisas no meu trabalho? E as nossas finanças? E as coisas que já contratamos? (festa do Paul no buffet, um ano de academia..). Naquele momento, decidi não decidir. Esperei. Fiz cancelamentos mais próximos, para abril, maio. Deixei o segundo semestre em suspenso. Também não agendei mais nada. Viagens programadas para junho e julho foram canceladas. Uma viagem maior que faria em outubro, cujas passagens eu compraria em abril, eu sabia que não aconteceria. Estava todo mundo preocupado em passar duas ou quatro semanas em quarentena, mas todos os especialistas diziam que seria no mínimo até o final do ano, e muito provavelmente só em 2021 ou 2022, com uma vacina. Todos se desesperaram. O Budismo me ajudou muito. Não me desesperei. Foquei na meditação, em manter minha mente estável e ajudar os meus meninos aqui em casa, além da minha mãe. Acredito que tenha conseguido. Por mais que eu estivesse vivendo uma batalha interna muito difícil a respeito do que comentei que aconteceu em janeiro, eu consegui me manter centrada e focada para ser um porto seguro para as outras pessoas.

Paul comemorou seus 10 anos de idade em casa, com uma festinha via Zoom para os amigos. Dadas as devidas proporções, foi uma comemoração legal. Também adotamos nosso baby salsicha, o Stanley, que mudou completamente a nossa relação com a vida. Como foi bom ter um cachorrinho em casa de novo.

Comecei a fazer uma série de trabalhos direcionados a questões específicas. Em abril, uma semana de planejamento em tempos de pandemia, focando na organização em home-office, em casa, com filhos, pensando em como reajustar os planos. Em maio, um mês de lives diárias para simplesmente estar presente e falarmos sobre coisas positivas, estarmos juntos, organizarmos a casa, cuidar do nosso refúgio – um privilégio sendo brasileiros. Turma 3 do curso.

Em junho, abri uma turma de outro curso para ajudar quem queria levar o seu trabalho para o online. Trabalhei MUITO. Estudei muito. Foram os meses mais reclusos da vida realmente. Não saí uma única vez na rua.

Em julho, uma semana sobre hábitos e, em agosto, Turma 4 do curso do MVO. Paul finalmente tendo aulas todos os dias, ainda que online. No início do mês, eu tive uma emergência dentária e precisei ir ao dentista. Se foi naquele momento ou não, o fato que foi que passei uma semana bem mal em casa e havia desconfiança de ser COVID. Fiz o exame. Era. Os meninos fizeram e deu negativo o deles, apesar de meu marido ter tido mais sintomas do que eu. Pode ter sido um falso negativo. O meu pode ter sido um falso positivo. Não se sabe. Na dúvida, continuamos em casa.

Agosto e setembro foram meses mais complicados. Eu sentia muito cansaço, a nível de exaustão – muito associado ao pós-COVID. Precisei cancelar trabalhos, negar propostas, para descansar ainda mais. Me preparei para voltar de outubro em diante, pois dezembro e janeiro sempre são meses mais intensos para mim, devido a este trabalho, e queria então focar em ficar bem, me recuperar de saúde. Foi um ano em que ajustei meu sono, minha alimentação, minha atividade física, minha rotina de trabalho. Tudo isso foi documentado aqui para vocês. Tenho bastante orgulho do foco que dei a todas as minhas atividades este ano. De fato, todos os meus médicos me falaram: se não fossem seus hábitos, sabe-se lá como teria sido a reação do COVID no seu corpo. Eu nem precisei ir ao hospital. Foi quase que um milagre, se a gente parar para pensar em como foi para outras pessoas.

A quarentena também me trouxe outro presente, que foi definir o tema para a minha tese de doutorado. Eu sinceramente não imaginei que faria doutorado tão logo na minha vida, mas definir o tema me deu um senso de urgência muito gostoso, de querer mergulhar nessa pesquisa.

A quarentena, as notícias, a preocupação com a minha mãe, a falta de amparo das autoridades com relação ao povo, tudo o que estava acontecendo no mundo me devolveu crises de ansiedade que eu não tinha há quase 10 anos. Voltei a tomar medicação. Tá tudo melhor agora, que estou me tratando. Foi um ano muito difícil, mesmo para quem já tem hábitos saudáveis e bons de meditação, organização etc. Nem quero imaginar como teria sido se eu não tivesse nada disso.

Mas, como falei em outro post, foi um ano de intensos aprendizados e conquistas, que não me senti à vontade para celebrar intensamente, em respeito ao número de mortos e pessoas em situação pior. Concluí meu mestrado, passei no Doutorado, minha empresa teve um bom faturamento, quitamos o nosso carro, nos unimos muito como família, pude trazer duas pessoas que eu gosto demais para trabalharem comigo. Só tenho a agradecer.

dissertacao-mestrado

Uma bênção na minha vida uma colega de mestrado que tem uma gráfica e me ajudou com toda a logística da entrega da dissertação. Consegui me organizar com os processos seletivos do doutorado, estudar, entregar pré-projeto, participar de entrevistas, passar. Tivemos o início da turma 5 no início de novembro. Consegui cumprir toda a minha agenda de compromissos em dezembro, conforme tinha me cuidado antes para chegar em dezembro melhor. Parece pouco, mas para mim foi a maior conquista de todas. Ainda tenho momentos em que me sinto mais cansada que o normal, e sei que é do COVID, mas já estou MUITO melhor, nem se compara a como fiquei ali de julho a setembro.

Fizemos a mudança do escritório, montando uma sala menor, porém perto de casa, que atende as minhas necessidades no momento. Adotamos um irmãozinho para o Stanley – Sebastian, que é um amorzinho e mudou completamente a dinâmica para o Stanley. Eles já são melhores amigos.

Espero de verdade que eu tenha conseguido te ajudar de alguma maneira este ano. Foram meses de verdadeira ressignificação de rotina, trabalho, propósito. Consegui colocar todos os projetos que pude em andamento e conclusão, realocando aquilo que poderia ficar para um segundo momento.

Não espero que 2021 seja muito diferente de 2020 em termos do cenário de pandemia. Eu comentei sobre isso em outro post, lá atrás. Como todos, espero que a vacina venha e que possamos ficar um pouco menos tensos com relação aos nossos familiares idosos e que tenham comorbidades que sejam potencializadas pela doença, além de todos os profissionais que trabalhem em serviços essenciais, de médicos a entregadores. Mas eu ainda não consigo pensar em viagens de avião, por exemplo, de ônibus ou em transportes coletivos no momento, a não ser que sejam necessárias. Deixo para quem realmente precisa delas, especialmente no dia a dia, pegando ônibus e metrô lotado.

Penso globalmente, ajo regionalmente, influencio positivamente, decido internamente. Esse é meu foco. Feliz 2021.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

Todo final de mês eu gosto de publicar um post no blog contando como foi o meu mês por aqui, tanto vida pessoal quanto vida profissional. A ideia é poder fazer um apanhado e compartilhar com vocês um pouco mais da minha rotina.

Amanhã entrará no blog um post com o resumo do ano, numa espécie de retrospectiva. Mesmo assim, achei que valia a pena escrever como foi especificamente o mês de dezembro.

Dezembro e janeiro são “temporada” para quem trabalha com organização. Muita gente querendo aprender a se organizar e se planejar para o ano novo. Por isso, são meses que normalmente eu já tenho planejados com antecedência, com muitos eventos e compromissos. De modo geral, não são meses que eu consigo encaixar outras atividades, pois fico bastante dedicada a esses eventos e, nos intervalos, mantenho o equilíbrio entre as outras áreas da minha vida, dormindo bem, ficando com a minha família etc.

Meu mês foi inteiro dedicado a isso. No curso do MVO, fizemos um mês de mentoria para o planejamento de 2021, com desafios diários. Esse foi o foco do meu trabalho com os cursos, além da produção de conteúdo habitual para todos os canais (blog, Instagram, Telegram, YouTube). Também teve o meu próprio fechamento desse planejamento para o ano que vem, especialmente porque teremos o maior evento do Vida Organizada no final de janeiro, o Organize-se em 2021, com a abertura da nova turma do curso na semana seguinte, além do próprio Mês da Organização, que é janeiro inteiro, com conteúdos e ações voltados para essa finalidade. (falarei sobre tudo isso no blog nos próximos dias)

Na vida pessoal, foi um mês de adaptação com o filhote de férias. Não dava pra fazer muita coisa além de ficar com ele e atenta à logística da casa, mas mesmo assim estamos com uma obra na garagem em paralelo, que vai terminar só em janeiro (não deu tempo de acabar antes do fim do ano). Precisei cancelar algumas coisas em detrimento dessas condições.

Em termos de estudos, foi um mês legal, pois eu terminei alguns cursos, participei de aulas ao vivo muito boas e consegui ler, estudar muito. Bem, eu fui aprovada nos processos seletivos do Doutorado que participei, e isso deu o tom do meu mês, porque foi uma grande conquista!

Como falei no post com o resumo de novembro, me sinto feliz e grata por estar viva. Se quiser, me conta aqui nos comentários como foi o seu mês? Obrigada!

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Novidades

O ano está chegando ao fim e tradicionalmente eu costumo fazer uma revisão dos posts publicados por aqui para trazer aqueles que considero os mais importantes para este trabalho que fazemos e buscamos ensinar. Segue uma lista especial abaixo. Espero que seja uma oportunidade legal de ler ou reler alguns conteúdos que possam ter passado batidos ao longo do ano.

Eu amei muito os posts de 2020. Acho que ele tiveram um tom de aprofundamento nunca antes visto por aqui. Será que mais alguém teve essa sensação? Credito isso ao fato de estar mais focada no Método Vida Organizada e me dedicando mais do que nunca às necessidades da minha audiência por aqui e em todos os outros canais.

Marquei com uma estrela os meus preferidos da vida.

Você teve algum texto preferido aqui no blog este ano? Me conta nos comentários qual foi, se quiser. Obrigada! <3

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Trabalho, Contribuição com o mundo

Em 2018, eu inaugurei no blog a ideia deste post anual, onde eu conto um pouco sobre o status atual do nosso trabalho. Eu achei que isso seria bacana 1) como uma forma de eu mesma resumir e revisar depois de um tempo, vendo as nossas conquistas e 2) prestar uma espécie de contas para vocês, não porque isso seja uma obrigação, mas porque vocês podem ter curiosidade de saber como andam as coisas por aqui (sempre me perguntam nas redes).

Como foi 2020 para o Vida Organizada?

Um grande acerto de 2020:
focar no Método Vida Organizada

Trago aqui um trecho do que escrevi no post do ano passado, apenas para contextualizar:

“A produção de conteúdo autoral do Vida Organizada é feita exclusivamente por mim. Desde o momento em que me tornei autora, formalizou-se a construção de um método que vem sendo desenvolvido por mim. Isso é um trabalho de DÉCADAS. O GTD™, por exemplo, que todos nós amamos, nasceu na década de 1970, praticamente. O livro do método foi publicado apenas em 2001, e apenas em 2014 veio a padronização do programa educacional. O David está agora colhendo os frutos merecidíssimos desse trabalho, mas vejam todo o tempo que levou. Ele passou muitos anos ministrando cursos até entender que, se ele continuasse fazendo isso, não tinha mais ninguém para continuar o desenvolvimento do método, pois ele era o responsável por essa produção! Em um determinado momento, ele inclusive contratou um CEO para a empresa, quando ela estava em processo de expansão, pois ele não teria como fazer isso e ainda produzir conteúdo intelectual sobre o método. Isso foi um entendimento de incrível humildade, tanto com relação às competências como gestor quanto com relação ao método, que ele considerava sempre passível de melhorias.”

Nos últimos anos, me dediquei ao GTD™ como se me dedicasse à minha vida, pelo amor que tenho ao legado do David. Foram certificados por mim, aqui no Brasil, 10 instrutores, que, junto com o Daniel e a equipe da Call Daniel, podem levar esse legado adiante com muito mais competência do que eu, até por serem mais pessoas. Eu ainda me envolvo com o GTD™, mas deixar o Método Vida Organizada de lado nos últimos anos fez com que ele não se desenvolvesse tanto, justamente porque, nele, ao contrário do GTD™, por exemplo, só eu poderia me dedicar à criação e desenvolvimento, e isso não estava acontecendo da maneira como poderia.

Photo by Arif (India)

“Isso me encorajou a olhar com mais carinho o meu próprio trabalho e a minha jornada. Tenho três livros publicados. Um método consolidado em desenvolvimento. Uma pesquisa importante de mestrado em finalização. Muita experiência e conhecimento no mercado como um todo. Não quero ficar me exaltando, mesmo porque nunca fui disso, mas eu aprendi a valorizar todo esse trabalho. E, por mais que eu tenha pessoas que me auxiliem mais nas partes técnicas, o conteúdo autoral só eu posso fazer. E toda vez que eu deixo ele de lado para fazer algo que outras pessoas poderiam fazer, isso não é um aproveitamento esperto do meu tempo. Eu preciso me concentrar mais naquelas coisas que só eu posso fazer pois, se eu não as fizer, não haverá ninguém que as faça e elas ficarão abandonadas!”

Continuo amando o GTD™ como sempre. E amor não é “tomar para si”, mas querer o bem real do que se ama. E isso se dará para sempre no meu trabalho, seja através do nosso fantástico grupo no Facebook, GTD em Português, seja através do Clube do Livro que estamos fazendo no YouTube, além da revisão técnica dos livros em português, conteúdos gratuitos e apoio à Call Daniel quando necessário e possível. Que bom que tantas outras pessoas no Brasil sejam capacitadas e amem esse trabalho da mesma maneira a ponto de cuidarem desse legado pela importância e pelo impacto que ele tem no mundo hoje e no futuro.

O segundo acerto: focar no online

Eu entrei em 2020 com a fé inabalável de confiar no meu trabalho e de ficar com o formato online, especialmente com o curso do Método Vida Organizada e a criação de conteúdo gratuito para os diversos canais do Vida Organizada. Eu já tinha me planejado para isso porque achava simplesmente uma tendência mundial baseada em bom-senso – em uma sala de aula presencial, posso ter 20, 30 alunos, enquanto que uma live no YouTube costuma chegar a ter mais de 3.000 alunos ao mesmo tempo. Tratava-se de usar melhor o meu tempo de trabalho. Fora que sempre amei me atualizar sobre as boas práticas de educação, andragogia e EAD. Colocar tudo isso em prática com este trabalho era algo maravilhoso para mim.

Mas, quando veio a pandemia, foi isso que me fez ficar de certa maneira mais tranquila com o meu trabalho, porque era o formato certo para aquele momento. Inclusive eu criei conteúdos e pude ajudar outras pessoas que não sabiam como fazer essa transição.

O terceiro acerto: ajuste de foco quando começou a pandemia

Quando a OMS declarou que estávamos em meio a uma pandemia, no mesmo dia aqui em casa nós entramos em quarentena.

No início da quarentena, tudo era novidade, tudo era caótico, desesperador e incerto para a maioria das pessoas. Vendo tudo isso, eu simplesmente parei no meio de tantas demandas por lives e entrevistas sobre “como trabalhar em home-office” e pensei: “Thais, bora lá, como você e o seu trabalho podem colaborar com o mundo de alguma maneira nesse momento?”. E coloquei no papel todas as ideias, que se transformaram em projetos e eu fui executando, um depois do outro.

Eu tinha outros planos. Tinha outros projetos que gostaria de colocar em prática. Mas, dessa reflexão, eu estabeleci prioridades. Acho que só eu e a minha família aqui em casa sabemos como foi esse ano para mim. Meu marido e nosso filho viram o quanto me desdobrei. O quanto, em um dia com enxaqueca, eu falei “não posso cancelar, tenho uma live com o pessoal, é importante, tem gente sozinha na quarentena que precisa dessas lives”. Porque sempre foi um trabalho com propósito.

Esse trabalho foi recompensado, pois a empresa passou bem por esse momento, até prosperando, e podendo gerar a oportunidade de trazer outras pessoas para trabalharem comigo, pelo que sou muito grata. Mas, acima de tudo, me mostrou como “estamos fazendo algo certo”. Diariamente recebo depoimentos, agradecimentos, e isso me deixa feliz em um nível que nem consigo explicar.

Esse foco ajustado para a pandemia, sempre em ajudar as pessoas, me deixou centrada, resiliente, focada, me cuidando, querendo estar bem para continuar esse trabalho. Fiz isso pensando em ajudar os outros, mas vocês não têm ideia do quanto foi isso que ME ajudou a passar pela pandemia com um propósito claro e vontade de sair da cama todos os dias. Muito obrigada.

Espaço

No início do ano, entregamos a nossa sala de cursos presenciais (que eu estava usando como escritório) e alugamos outra sala perto da escola do Paul, pois meu marido e eu abriríamos um negócio em paralelo, como sócios. Deu tempo de fazer a mudança, em fevereiro, antes do Carnaval. Na primeira semana de março, defendi a dissertação. E, na segunda, veio a pandemia e a quarentena. Por isso, a ideia que tínhamos para essa nova sala e o novo negócio foi adiada e, durante a quarentena, conversamos e decidimos mudar os rumos. Meu marido quis focar no trabalho comigo, na parte de edição de vídeos, e entendemos que o modelo de negócios do que estávamos planejando não era exatamente o que queríamos depois da pandemia (tudo ia mudar!).

Após meses em casa, e depois de conversarmos muito sobre isso, concluímos que era importante para mim ter um escritório fora, para quando eu precisasse gravar aulas e trabalhar concentrada, focando neste trabalho que temos hoje – o Método e o conteúdo. Pelo bem da minha saúde mental e também pelo bem da empresa, pela responsabilidade de ter um espaço externo para bancar, além de a gente não ter que trazer equipamentos e ainda mais trabalho para dentro da nossa casa, que não é grande. Mas a sala que tínhamos mudado em fevereiro era muito longe (não dava para ir sem carro), e por isso inviável. Teria que ser perto de casa, a ponto de eu poder ir a pé, porque com pandemia não ia pegar transporte público ou Uber.

Muito rapidamente (o que é o foco na vida, né minha gente), apareceu uma sala de um senhor muito simpático que estava se aposentando e apenas não queria ter a despesa do condomínio. Estava alugando a sala praticamente a preço de custo. O prédio é uma graça, cerca de 1km da minha casa, e dava para ir a pé, se eu quisesse. Alugamos. Confesso que no primeiro dia que fui para lá, depois de meses em casa durante a quarentena, fiquei até emocionada. Sempre trabalhei em casa e sempre defendi isso, mas o fato de não poder sair durante a quarentena fez muita diferença. E, agora, o fato de ter um espaço meu, isolado, que eu poderia ir trabalhar quando quisesse, foi maravilhoso. Só tenho a agradecer.

A sala é menor que as outras que já tivemos, mas suficiente para eu realizar este trabalho no momento. Ela é absolutamente perfeita para o modelo de negócios que nós temos.

Equipe

Meu marido está trabalhando comigo com a parte de edição de vídeos maiores e aulas, que é a edição que toma mais tempo na rotina mesmo.

A Andreia é uma profissional liberal que atua fazendo atendimentos a profissionais autônomos diversos, como assistente virtual, e ela trabalha comigo também fazendo toda a parte de atendimento do Vida Organizada, por e-mail e pelo Instagram. Pode ser que você já tenha conversado com ela por e-mail ou What’sApp. 🙂

Até dezembro, a Malu estava trabalhando comigo como navegadora no curso do MVO. Ela saiu este mês porque conseguiu um estágio incrível na área dela, e isso foi ótimo, porque ela está entrando no último ano da faculdade e tinha esse estágio como objetivo.

Em outubro, duas das pessoas mais queridas da vida começaram a trabalhar comigo também, na parte de suporte, como tutoras dos alunos do MVO: a Carol e a Dalva. A Carol já trabalhou comigo antes. A Dalva é uma querida que muitos conhecem pelo trabalho nas redes sociais também.

Temos serviços contratados que nos apoiam neste trabalho em diversos outros setores, como a empresa de contabilidade, a Nivia, que faz a limpeza do escritório, a Brunch!, que é a agência que cuida do nosso relacionamentos com as marcas, a Monise, que me apoia com os projetos comerciais de conteúdo, além de outros profissionais para a parte comercial, de design, de tráfego e programação. Eu sou muito grata pela possibilidade de trabalhar com pessoas tão competentes, interessadas e íntegras.

Planos futuros e sonhos

2021 será o ano de crescer com responsabilidade. Esse é meu lema. <3

Vamos continuar focando no Método Vida Organizada, melhorando o curso principal, regravando aulas, melhorando o suporte e o atendimento aos alunos.

A programação do conteúdo gratuito diário está cada vez mais legal, com muito conteúdo de base, significativo, lives com convidados, aulas, enfim… tudo o que eu sempre sonhei. Quero melhorar equipamentos, pré-produção, gravação etc.

Quero melhorar também todas as condições de trabalho de quem trabalha comigo e proporcionar oportunidades de crescimento.

Quero fazer mais trabalhos sociais, não apenas com vagas para os cursos, mas ajudando projetos e instituições que lutam por causas que eu também acredito.

Pretendo que meu novo livro, sobre organização dos estudos, seja publicado. Quero terminar o manuscrito até fevereiro. Foi um projeto que precisei adiar com a escrita da dissertação do mestrado e, depois, com a pandemia e a priorização de outros projetos.

Quero aproveitar demais meus estudos do Doutorado para trazer mais embasamento para absolutamente tudo o que faço, além do desenvolvimento da tese de produtividade compassiva, que traz um impacto de longo prazo neste legado do Vida Organizada.

O podcast que eu planejava para 2020 também teve que ser adiado em decorrência dos projetos priorizados durante a pandemia, mas eu quero retomá-lo sim para 2021! Além dele, outros projetos de áudio e vídeo devem sair do papel.

Pela primeira vez na vida, eu passei um ano inteiro vivendo apenas deste trabalho com o Vida Organizada. Eu tinha colocado isso como objetivo definido em um post-it lá atrás quando li “A Lei do Triunfo” do Napoleon Hill pela primeira vez. Este ano estou relendo e me deparei com ele, e até chorei. Que maravilhoso. <3

Só tenho a agradecer a todo mundo que está aqui, acompanhando este trabalho e fazendo parte dele. Me sinto privilegiada por fazê-lo, e muito feliz também. Obrigada, obrigada e obrigada!

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Anual

Em 2016, eu fiz um curso de formação em coaching de vida que me ensinou muitas coisas importantes. Lá, eu fiz um exercício de visualização (na verdade, foram vários) que me levou a pensar como seria a Thais que eu gostaria de ser. E veja, não tem a ver com querer ser quem eu não sou, mas de imaginar a minha melhor versão (sei também que, em pleno 2020, esse termo é brega pacas, mas ainda assim é a melhor maneira de definir o que quero dizer com essa reflexão).

Não consigo descrever muito o momento que eu estava passando em 2016, mas ter feito esse curso e esse exercício em particular foi memorável porque foi o que me ajudou a pensar realmente na Thais que eu queria ver no espelho em todos os aspectos. Eu estava (sempre estou, na verdade, mas naquela época era bastante intenso isso) em uma fase de me construir como profissional nesta área em que atuo. Eu já tinha meus valores, eu sabia o que considerava certo ou errado, mas eu penso que faltava ainda muita experiência daquilo que eu queria viver, pois ainda estava em um momento de imaginar possibilidades apenas.

Eu escrevi um post no final de 2016 onde eu conto sobre esse exercício. E acho muito impressionante porque lembro vividamente da imagem que tive na época, e hoje eu vivo exatamente aquela imagem que tive lá atrás, quando parecia tão distante. O escritório, a roupa, o cabelo, o tom de voz, a calma de anos de prática de meditação, tudo.

Aí, este ano, eu fiz um exercício semelhante, em janeiro. E tem uma frase lá que considero muito inspiradora, e duplico aqui:

Quando eu paro para pensar “na pessoa que eu quero ser em 2020”, sei que isso faz parte de toda uma construção que não envolve necessariamente uma separação ano a ano, mas de se entender no sentido de: o que aprendi sobre mim nos últimos anos que me permite ser cada vez mais a pessoa que eu sou agora e que eu quero ser daqui em diante?

Eu chego aqui nesse momento final de 2020, um ano tão complicado e difícil, e esse exercício de refinamento continua, pois essa é a ideia, ano após ano. Apesar de estar vivendo uma vida como eu sonhei muitos anos atrás, eu me pergunto:

  • O que eu acho que não tem mais nada a ver comigo e que eu quero tirar da minha vida?
  • O que eu acho que tem tudo a ver com a minha vida e que quero trazer mais daqui em diante? Coisas simples, coisas maiores, enfim.

Um critério para reflexão a respeito “da pessoa que eu quero ser” sempre será a missão pessoal. E talvez você não tenha uma – tá tudo certo. A minha é:

Ser uma pessoa criativa, leve e bem-humorada por meio da escrita, da conversa e do ensino, para deixar um legado ajudando as pessoas a encontrarem os seus dons e, com eles, planejarem suas vidas e fazerem acontecer com coerência e significado em todas as suas atividades e projetos.

Eu absolutamente amo essa missão, porque ela conversa com o trabalho feito no Vida Organizada, mas vai além disso. Eu posso viver essa missão no convívio com meu filho, por exemplo, marido, mãe, amigas.

A pessoa que eu quero ser em 2021 é:

  • uma mãe amiga mas que também saiba ser firme naquilo que realmente importa e impactará no caráter e senso de cuidado do nosso filho, que está chegando na adolescência;
  • uma esposa companheira, carinhosa e compreensiva;
  • uma pessoa boa de se trabalhar, organizada em equipe, com uma liderança responsável e capacidade de ouvir;
  • uma pessoa absolutamente responsável com as finanças da empresa e as finanças da família, com tudo organizado e encaminhado para só manter e fazer reajustes depois;
  • uma filha mais presente;
  • uma pesquisadora focada e que saiba aproveitar o privilégio de cursar um Doutorado;
  • alguém que ouça e aprenda muito com outras pessoas;
  • uma pessoa cada vez mais calma e compassiva através da meditação e de todas as práticas budistas que busco aperfeiçoar diariamente;
  • uma mulher que confia em seu próprio trabalho e não se deixe afetar por pessoas que queiram humilhar, rebaixar, ironizar ou menosprezar o seu trabalho e modo de viver;
  • uma pessoa que usa sua influência para ajudar as outras.

Quando se fala em planejamento, pode ser muito fácil chegar com agendas e planilhas e querer só colocar em prática a parte tática da vida, mas uma das coisas que vem antes é a parte estratégica mesmo. E eu acredito que pensar na pessoa que você quer ser é uma das maiores estratégias desse planejamento.

Por isso, este post existe justamente para te incentivar a pensar: que pessoa eu quero ser no ano que vem? Ou a partir do ano que vem? Estamos sempre em construção. Pense em tudo o que você acha que não tem mais nada a ver com você e pergunte-se como fazer uma transição tranquila (e outras nem tanto) para mudar. Veja também tudo aquilo que tem a ver com você e que você gostaria de explorar mais. Você pode não ter todas as respostas agora (ninguém tem), mas as poucas respostas que tiver já podem te dar subsídios para começar a trabalhar nelas nesse momento. E qualquer mudança em direção à sua essência já trará um impacto gigantesco à sua vida como um todo, porque é um tijolo sobre o outro, o que você está colocando.

Categoria(s) do post: Finanças, Vida

A área que escolhi para dar foco em 2021 é finanças e, por isso, minha cabeça já está trabalhando em algumas ideias por aqui.

Uma das coisas que faço é planejar a área em longo, médio e curto prazo, pois isso me ajuda a ter clareza sobre o que é prioridade e como posso usar esse ano novo para fazer um recorte desses objetivos e trabalhar neles.

Eu tenho um único objetivo de longo prazo para finanças, que é conquistar independência financeira. Conquistar independência financeira significa, para mim:

  • Não depender do meu trabalho para pagar as contas. Conseguir economizar e investir meu dinheiro de modo que o montante ou os juros gerados por esse montante paguem as minhas despesas mensais.
  • Poder focar em iniciativas significativas e no legado, independente da condição financeira da empresa. Poder investir naquilo que acredito, em coisas novas, mesmo sem saber se terá um retorno financeiro garantido. Arriscar mais com projetos inovadores, bancar projetos que demandam mais dinheiro e estrutura.
  • Poder investir em qualquer projeto importante que a minha família queira fazer. Exemplo: se a minha mãe quisesse vir morar em São Paulo e ter uma loja aqui, eu teria como bancar esse projeto. Se o Paul quiser estudar nos Estados Unidos, eu teria como bancar esse projeto sem fazer dívidas ou cair em um desfalque financeiro.
  • Poder destinar regularmente um montante do faturamento da empresa para causas ambientais e humanitárias. Investir em projetos desse tipo.
  • Poder comprar uma casa dos nossos sonhos, que seja sustentável, porém com uma área verde e cômodos amplos (mas que ainda assim seja possível de ser mantida por nós, em termos de manutenção).
  • Gerar empregos estáveis, que dêem segurança para a minha equipe, e que paguem bem. Desenvolver os talentos. Poder investir em cursos e capacitação para que as pessoas cresçam nessa estada ao meu lado.

Para que tudo isso aconteça, eu começo a trazer mais para perto, pensando no planejamento de médio prazo (aqui, neste caso, estou pensando na década entre meus 40 e 50 anos – completarei 40 em 2021):

  • Tenho em mente o faturamento anual da empresa para quando eu estiver prestes a completar 50 anos. Prefiro não expôr aqui pois acredito em mostrar os resultados quando acontecerem, em vez de dispersar as energias no meu pensamento. Com esse faturamento alcançado, eu terei a chance de conquistar praticamente todos os objetivos de longo prazo.
  • Para a empresa, o foco está na consolidação do Método Vida Organizada e no desenvolvimento de projetos ligados a ele e melhoria contínua do curso em si, o que envolve um montão de setores.
  • O objetivo relacionado à família tem muito a ver com investimentos também. Para o Paul, tenho um investimento prevendo a retirada para esse médio prazo, por exemplo. A minha mãe, como comentei em outro post, estou aqui para dar suporte no que ela quiser fazer.
  • Sobre a nossa casa, estamos aqui onde estamos. No entanto, meu marido e eu já conversamos sobre o assunto. Decidimos juntos que, se a empresa alcançar um valor X de faturamento, vamos procurar outra casa para nós, com as condições que comentei. Como é um projeto para médio prazo, significa que será uma casa onde passarei a minha velhice. Tudo isso precisa ser levado em consideração.
  • Com relação a projetos voluntários, eu já invisto bastante, proporcionalmente à minha condição de vida hoje. Eu não gosto de falar muito para não soar como marketing pessoal. Mas eu quero fazer mais. Quero poder ajudar ainda mais ativamente, com segurança para essas iniciativas também. Hoje eu costumo contribuir regularmente com algumas ONGs e também bancar projetos pontuais pelo Catarse, Vakinha Online ou Apoia-se.
  • Com relação à equipe, eu quero em primeiro lugar garantir prosperidade, crescimento e segurança para quem já trabalha comigo. E, ano após ano, pensar com carinho cada contratação. Acredito muito em contratar pelos valores e pelo caráter e em desenvolver as competências.

Aí chegamos no curto prazo (até dois anos). Ou seja, entre dezembro 2020 e dezembro 2022, que cenário me vejo construindo? O que quero que seja verdade até dezembro 2022 em termos de finanças?

  • Entra aqui a projeção financeira de faturamento da empresa para 20211 e 2022, se continuarmos investindo em modelos que dão certo e agregando outras iniciativas.
  • Em até dois anos, eu quero ter implementado e consolidado algumas coisas importantes para o Método Vida Organizada. Prefiro não expôr aqui pois acredito em mostrar os resultados quando acontecerem, em vez de dispersar as energias no meu pensamento. Mas é uma série de projetos bacanas.
  • Com relação aos investimentos, tenho metas do que gostaria de ter investido em termos de valores e tipos. Isso inclui um investimento com foco na casa, outros com foco na empresa, outro para a faculdade do Paul, contratação de pessoas etc. Mas muito vou formatar neste ano de 2021, justamente por ter finanças como a área de foco (vou falar mais a seguir).
  • Com relação aos projetos sociais, pretendo em até dois anos ter um plano esquematizado para separar uma porcentagem ou valor fixo para esses projetos.
  • Uma meta que vai me ajudar a guardar mais dinheiro é conseguir a bolsa taxa no Doutorado, que só pode ser solicitada a partir do segundo ano. É uma bolsa que só abate a mensalidade – o restante continua senso custeado por você. Mas já ajudaria bastante.

E aí chegamos ao curtíssimo prazo, que é o recorte de tudo isso para fazer em 2021. Podemos chamar de projetos.

  • Doutorado: ir super bem com o projeto e as disciplinas, de modo que eu tenha argumentos bons para pedir a bolsa no ano seguinte. É o que depende de mim para conseguir a bolsa. E, de qualquer maneira, continuarei guardando o dinheiro para as mensalidades do segundo ano, caso eu não consiga.
  • Quero reorganizar todos os meus investimentos este ano.
  • Ler vários livros de finanças que tenho e que possivelmente vão me ajudar a pensar em novos projetos e boas práticas.
  • Vou conversar com um amigo que se ofereceu para me ajudar com uma consultoria financeira. Vai ajudar demais.
  • Vagas sociais em todas as turmas do Vida Organizada. Investimentos em outros projetos sociais, ligados à causa animal, violência contra as mulheres, educação, meio-ambiente e outros.
  • Tenho algumas pendências burocráticas para resolver, como contas inativas, recebimentos internacionais, melhor modelo para notas fiscais, esse tipo de coisa. Tudo isso faz parte da lista de projetos.
  • Continuar o bom trabalho. <3 Continuar cortando custos, manter nosso estilo de vida super tranquilo, sem alto consumo etc.

Os projetos são revisados semanalmente, onde ajustes são feitos. Novos projetos entram diariamente e projetos em andamento são concluídos com o passar do tempo. Objetivos são revisados trimestralmente, ou antes, se eu sentir necessidade.

Pretendo compartilhar sobre tudo isso aqui no blog ao longo dos meses. Obrigada por estar aqui. <3

Categoria(s) do post: Estudos

Desculpem por ter tantos posts relacionados a este assunto no momento, mas preciso compartilhar com vocês para poder justificar outros conteúdos que vão entrar futuramente! E também porque sempre compartilho com vocês o que acontece na minha vida. Espero que não esteja sendo chata.

Em janeiro de 2020, eu precisei “me obrigar” (de uma maneira gentil, claro) a sentar e trabalhar na minha dissertação todos os dias, pois precisava arrumar bastante coisas e escrever um capítulo inteiro antes de entregar a versão final para o meu orientador no final do mês. Isso foi fundamental porque essa “disciplina” (de forma muito leve) me ajudou a terminar a dissertação no tempo certo e depois tudo ficou mais tranquilo até a defesa e a minha formação como Mestre em Comunicação.

Eu defendi em março e, na semana seguinte, a OMS declarou “pandemia” e nós entramos em quarentena aqui em casa. Muita coisa aconteceu naquele momento, especialmente com relação ao trabalho, o que impacta diretamente na minha disponibilidade mental e física para todo o resto. Eu precisei me dedicar ao trabalho e o assunto “vida acadêmica” ficou um pouco de plano de fundo. Não consegui escrever novos artigos nem participar de seminários, o que até gostaria de ter feito.

Agora, momento sinceridade: antes da pandemia, tivemos um encontro de um dos grupos de pesquisa que faço parte e várias colegas minhas de mestrado já estavam trabalhando em pré-projetos de Doutorado. Lembro da minha reação: “caraca, que pique! nem consigo me imaginar entrando em um Doutorado agora!”. Quando terminei o mestrado, minha sensação foi: “cara, vou esperar pelo menos uns dois ou três anos para entrar no Doutorado”. E era esse o plano até então.

Massssss o fato é que a nossa mente e o nosso coração podem nos surpreender várias vezes, e é por isso que a vida é maravilhosa. No meio de tudo o que estava acontecendo na pandemia, todo o trabalho que eu estava fazendo, sempre pautado em compaixão, em determinado dia me veio esse insight: e se eu elaborasse uma tese de produtividade compassiva? É possível? Não parece “papo de coach”? Será que dá certo?

Naquele momento, em meio à pandemia, me bateu uma urgência, quase que como um “chamado”, para elaborar essa pesquisa e tese de Doutorado. E foi isso. A partir daquele momento, comecei a me planejar para elaborar um pré-projeto e começar a participar de processos seletivos para receber feedback.

Livros sobre Trabalho

Ou seja, até o meio do ano, mais ou menos, eu estava querendo distância de Doutorado, não me sentia pronta e me planejava para começar a pensar nele em mais tempo. O ano de 2020 serviria justamente para eu refletir sobre querer ou não fazer o Doutorado. Poderia ter levado mais tempo.

No entanto, uma vez que eu tenha decidido que sim, que eu queria fazer, esse projeto foi concluído e eu pude partir para o próximo, que era: elaborar o pré-projeto de Doutorado. Depois, estudar os processos seletivos para participar. Pesquisar linhas de pesquisa e professores orientadores em potencial. Além disso, claro, fazer pesquisas bibliográficas e ler muito material que eu já tinha em casa. Além de contatar meu professor orientador do mestrado, que foi absurdamente solícito e me ajudou a esclarecer melhor o que eu queria estudar. Isso resume bem todo o meu ano de 2020 e, ao compartilhar essas etapas, minha intenção é dar ideias a quem esteja em um momento parecido.

Eu acredito que o processo de elaboração do pré-projeto mereça um post apenas para esse assunto, porque foi uma jornada de aprendizado para mim. Eu cheguei a ficar emocionada enquanto estava desenhando o documento, pois lembrei de quando eu elaborei o pré-projeto de mestrado – eu era super “crua” como pesquisadora, mal sabia fazer. E, desta vez, não que eu seja “super pesquisadora”, mas aprendi alguma coisa. Pude elaborar ideias sobre a metodologia da pesquisa e tive até que tirar páginas do pré-projeto para que ele se encaixasse nas normas dos programas, de tanto que eu tinha para escrever. Então eu vi uma evolução interna muito legal e me senti bem por isso, e todos nós sabemos como celebrar pequenas vitórias internas em tempos de pandemia é importante para termos mais energia para a vida como um todo.

Estou muito feliz!

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Trimestral

A cada três meses, ou sempre que vira a estação, eu gosto de publicar no blog um resumo dos projetos que eu concluí e dos objetivos que alcancei no trimestre.

O quarto trimestre do ano diz respeito aos meses de outubro, novembro e dezembro, praticamente.

O último trimestre do ano é favorável à resolução de pendências de modo geral. E 2020 foi esse ano super atípico, em que todos os planos tiveram que ser reajustados, cancelados ou adiados.

Eu cheguei ao final de 2019 compreendendo que, de todos os meus objetivos, um deles era o maior de todos, pois alcançá-lo significaria abrir portas para ir atrás de outros que dependiam dele. É claro que se trata de um objetivo financeiro. Ele dizia respeito ao faturamento da empresa e eu esperava alcançá-lo em até dois anos, mas surpreendentemente alcancei este ano, em novembro. Fico surpresa ao mesmo tempo que me sinto recompensada, pois trabalhei MUITO este ano. Não medi esforços, desde o início da pandemia, para servir as pessoas da melhor maneira possível, de acordo com o que acredito ser meu propósito. Isso significa tomar decisões importantes e na maior parte das vezes difíceis, como recusar um treinamento para empresa que me pagaria um valor legal de contrato, com 30 pessoas via Zoom, para fazer uma live de graça para as pessoas, mas que teria um público de 1.500, 2.000 pessoas ao vivo na hora da live. É sobre alcance e resultados.

Em junho, fiz um post sobre os meus objetivos de curto prazo que estavam em andamento. Quis trazê-los para cá para dizer o que fiz e o que não fiz, e os motivos.

Vamos lá aos objetivos alcançados este ano então:

  • O faturamento estimado para dois anos da empresa ✓
  • 100.000 inscritos no canal do YouTube ✓
  • 100.000 inscritos no perfil do Instagram ✓
  • Definir um plano para a velhice da minha mãe ✓
  • Quitar o financiamento do carro (única dívida que tínhamos) ✓
  • Me tornar Mestre em Comunicação (mestrado) ✓
  • Ingressar no Doutorado ✓

Foi um ano sofrido com a pandemia, mas acredito que tenha sido o ano da minha vida em que eu mais tenha alcançado meus objetivos. É um paradoxo.

Objetivos de curto prazo que não concluí, com comentários:

  • Concluir o curso de formação em Ayurveda, que tem duração de dois anos mesmo e eu comecei em maio;
  • Bucket list da infância do Paul. Faltam algumas coisas, tipo “acampar” e “levar para a Disney”, todas adiadas por conta da pandemia;
  • Estruturar um negócio com o meu marido. Tínhamos planos de abrir uma loja virtual em sociedade (para ele administrar) mas, com a pandemia, precisamos rever tudo e ele começou a trabalhar comigo, na verdade. Ter uma loja dificultaria a logística com o filhote e mudamos os planos e entregamos a sala que tínhamos alugado para fazer o estoque;
  • Publicar meus livros em inglês. Não andei com este objetivo. Tive outras prioridades. Ainda pretendo, mas sinceramente não é prioridade pois meu foco ainda está no Brasil mesmo;
  • Resolver uma situação pessoal que me levou a um burn-out emocional e eu me dei dois anos para conseguir resolver (está em andamento, mas ainda machuca);
  • Comprar um terreno para construir uma casa em uma região serrana em SP. Já comentei sobre por que desisti desse plano em outro post, onde explico com mais detalhes.

Esse mapa está praticamente zerado, tirando a questão do curso de Ayurveda e a resolução pessoal que comentei. Estou refletindo devagar sobre meus novos objetivos de curto prazo, pois alcancei todos esses muito rápido, como comentei, então não tenho pressa em “estabelecer novos objetivos” mas sim sempre de viver de maneira plena e feliz celebrando essas conquistas de vida.

Em termos de projetos, foram muitos concluídos este ano e nos últimos meses, mas alguns que vale a pena comentar aqui, referente aos três últimos meses (e vou deixar o restante para um post de final de ano, sobre o ano inteiro), foram:

  • Comemorei meu aniversário na quarentena (foi ok!);
  • Organizei e iniciei a Turma 5 do Método Vida Organizada;
  • Organizamos a realizamos a Semana da Produtividade Compassiva;
  • Finalizei o pré-projeto de doutorado;
  • Participei de todos os processos seletivos do doutorado;
  • Reorganizar as minhas estantes e livros;
  • Fazer a mudança do escritório;
  • Comprar uma bicicleta;
  • Concluir várias leituras importantes;
  • Participar do POB 2020 virtual;
  • Apresentar os resultados da minha pesquisa do mestrado no Seminário da Cásper em outubro;
  • Reorganizar contratos e processos de trabalho;
  • Entre outros. 🙂

Definitivamente, minha recuperação do COVID-19, a nova turma do curso, a mudança do escritório e o processo seletivo do Doutorado deram o tom deste terceiro trimestre.

Observação: depois que este post foi ar, relendo, eu percebi que esqueci de mencionar um objetivo de médio prazo que eu tinha e que alcancei este ano, que era viver plenamente do Vida Organizada. Este foi o primeiro ano em que me dediquei única e exclusivamente ao MVO em meu trabalho. Fico muito feliz por ter conquistado tudo até aqui.

Nos próximos dias vão entrar posts de retrospectiva aqui no blog. Espero que gostem. 🙂

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Carreira, Estudos

Sim! Meus queridos amigos (assim os considero) leitores do blog, que resistem a todas as novas mídias e continuam lendo este humilde cantinho na web (eu também ainda leio blogs e amo!): passei no Doutorado! Já tinha comentado em outras ocasiões, mas este é o post oficial para contar. 🙂

Como eu já tinha publicado em outros textos, fazer o Doutorado agora não estava nos planos! Eu terminei o Mestrado tão “empapuçada” da vida acadêmica que achei sinceramente que levaria um ou dois anos para voltar a ter pelo menos vontade de fazer um Doutorado. Via colegas de mestrado já preparando seus pré-projetos e eu ficava “nossa, que coragem!”.

O fato foi que elaborei um projeto para 2020 que era esclarecer o que eu poderia estudar em um suposto doutorado. Porque vejam: são quatro anos. Se dois anos no mestrado já podem fazer você se enjoar da sua pesquisa, imagine quatro. Então tem que ser algo legal, e que te motive muito. Eu tinha esse projeto então para este ano, mas aí veio a pandemia e, enfim, o resto é história.

Fato é que, em algum momento da minha trajetória, nos últimos meses, me veio o estalo sobre o desenvolvimento da tese sobre produtividade compassiva, baseada no preceito de mente de compaixão do Budismo. E isso “caiu” no meu colo quase como um chamado, e eu senti uma vontade absurda de levar isso para o Doutorado o quanto antes. Passei a pesquisar sobre os processos seletivos, instituições e linhas de pesquisa.

Desde o início, comentei com vocês sobre o meu sonho de estudar na PUC-SP. É uma instituição que gosto demais, minha avó estudou e deu aula lá, eu gosto das linhas de pesquisa, admiro os professores e os eventos organizados, a filosofia, enfim, tudo. Além de ser perto da minha casa (o que pode parecer um tópico acessório mas, se você pensar que vai estudar lá durante quatro anos, faz toda a diferença para quem é mãe de um menino entrando na adolescência – quero estar sempre perto).

Ah! E eu resolvi levar o projeto para as Ciências Sociais > Sociologia do Trabalho em vez de fazê-lo na Comunicação. Mas esse é um assunto para outro post!

A PUC, porém, tem uma questão, que é o preço da mensalidade. Então outro projeto que elaborei foi o de guardar dinheiro para o primeiro ano pois, conversando com professores e coordenadores da instituição, e outros colegas que também estão envolvidos na academia, eu entendi que posso concorrer a uma bolsa-taxa (que abate a mensalidade) a partir do segundo ano, caso meu projeto seja muito bom, relevante para a área etc etc. Então esse é um objetivo de curto prazo que tenho – conquistar essa bolsa. E aí me preparei para guardar dinheiro para pagar as mensalidades do primeiro ano (o que consegui), e já iniciei novamente para as mensalidades do segundo ano (caso não consiga a bolsa), pois isso me deixará mais tranquila. Vou fazer o mesmo para os anos subsequentes, se necessário. Enfim, só para vocês entenderem como funcionam os meus planejamentos com relação a finanças e projetos que envolvem investimentos.

PS: Não posso concorrer a bolsas da CAPES ou CNPQ pois tenho CNPJ.

Bom, este é um post então para dizer para vocês que pretendo compartilhar aqui ao longo dos próximos anos como tem sido essa aventura acadêmica fazendo doutorado sendo mãe, tendo uma empresa, enfim, não vivendo exclusivamente para a academia, pois acredito que esse conteúdo possa confortar ou até ajudar outras pessoas que estejam passando pelo mesmo ou estudando se vale a pena fazê-lo. Para quem gostar do formato de vídeo também, farei no YouTube uma série, primeiramente com vídeos semanais – depois, acredito que tenha que espaçar um pouco mais a frequência. Clique aqui para assistir o primeiro e, se quiser, inscreva-se no canal. 😉

Categoria(s) do post: Diário da Thais, GTD™, Rotinas

Na semana passada eu publiquei um post mostrando que é possível organizar a LISTA de projetos em formato de mapa mental. Eu penso que, para algumas pessoas, o formato de lista não é muito assertivo, enquanto que outros formatos, como mapas mentais ou quadros, sejam melhores. Fica aqui a dica: entenda o que funciona melhor para você e busque ferramentas que te auxiliem, em vez de tentar se encaixar em uma ferramenta que não combina com seu fluxo de raciocínio (não é todo mundo que gosta de lista).

Em resumo, você pode organizar sua lista de projetos em formato de mapa mental. É uma das maneiras. Você escolhe. Eu publiquei o post para dar uma ideia de como fazer.

Minha organização atual de projetos, desde agosto, mais ou menos, tem sido no Notion, justamente para fazer alguns testes na ferramenta e ir mostrando para vocês. Inclusive já teve post aqui no blog trazendo algumas ideias.

Vale dizer que acostumar-se com uma ferramenta, fazer testes, é um projeto por si só, que pode levar meses, até um ano. Eu não quero apressar as coisas e, sinceramente, pelo pouco que conheço da mente humana, nem dá pra apressar. Instalar listas em uma ferramenta você pode fazer em um só dia, mas o processo de povoar com informações é diário, leva tempo, e se acostumar à ferramenta leva mais tempo ainda. É necessário dar-se esse tempo. É fato que algumas ferramentas são mais intuitivas, como o Todoist, por exemplo, mas mesmo assim a gente, como ser humano, como “ser de hábitos”, precisa de tempo. Eu gosto do Notion, estou dando uma chance a ele, mas leva tempo para me acostumar e rodar em “estado de cruzeiro”. Eu digo isso porque sempre surgem perguntas sobre o assunto.

Por enquanto estou usando os seguintes status em um projeto: em andamento, concluído e “iniciar em 2021”, que é basicamente um categoria de projetos em espera ou incubados. Eu ainda tenho uma página para todos que estão incubados, e tentando avaliar se vale a pena manter separado ou dentro de um mesmo banco de dados, apenas alterando o status. (já testei das duas maneiras e ainda tenho dúvidas sobre o que funciona melhor para mim, por isso sigo testando)

Já testei outras propriedades e informações e por hora isso me atende bem.

A lista de projetos estar organizada no Notion significa que eu vou revisá-la semanalmente para garantir que existam próximas ações definidas para cada projeto em andamento. As ações definidas serão organizadas em:

  • na agenda do Google, caso precisem ser feitas em um dia ou em um horário específico;
  • na minha lista de ações no Todoist, caso tenham que ser feitas o quanto antes, com ou sem prazo;
  • na minha lista de follow-up no Todoist, caso eu delegue para outra pessoa e precise fazer o acompanhamento.

Se eu identificar algo que precisa ser feito no projeto mas ainda não dá para fazer, eu coloco essa informação dentro do próprio projeto. Assim:

Se o processo de revisão semanal estiver certinho, toda semana vou revisar essa informação e, se já for o momento de fazer, ela vai para o Todoist.

Deixe um comentário caso tenha alguma dúvida sobre esse processo. 😉 Obrigada por acompanhar.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Estudos

Em março deste ano, eu concluí uma das etapas mais importantes do meu mestrado, que foi defender a minha dissertação. Fui aprovada, sou oficialmente mestra em Comunicação e tirei 10 no trabalho. Fiquei muito feliz e satisfeita no dia, grata ao universo e a todo mundo que esteve relacionado nesse processo.

A sensação de ter concluído essa etapa foi muito curiosa. Me senti feliz mas, acima de tudo, aliviada, pois eu realmente achei que não fosse conseguir concluir esse mestrado. Achei simbólico tê-lo feito na semana do Dia da Mulher. Eu me senti muito segura apresentando o meu trabalho porque estou imersa nesse tema há mais de dois anos e também tenho experiência em oratória.

dissertacao-mestrado

Para quem não acompanhou posts anteriores, minha dissertação do mestrado foi sobre midiatização do fluxo de trabalho, na Cásper Líbero, em São Paulo. Minha pesquisa foi sobre como os aplicativos de mensagens podem estar contribuindo para uma precarização ainda maior das profissionais de Comunicação. Resumindo de maneira mais simples, eu estudei se é normal ou não responder What’sApp de cliente às onze horas da noite de sexta-feira e o que isso acarreta na saúde mental das pessoas.

Eu trabalho com produtividade, então pesquisar sobre esse tema tem a ver não apenas com o meu trabalho, como faz parte de uma certa linearidade na minha formação acadêmica (graduação em Publicidade, pós-graduação em Mídias Digitais).

Eu estava aguardando a publicação oficial da dissertação no site da faculdade para divulgar para vocês, o que aconteceu recentemente. Então você pode acessar o texto e ler a dissertação clicando aqui.

Vou fazer uma live no YouTube hoje às 18h explicando a minha dissertação e apresentando os resultados da pesquisa, caso você tenha interesse em assistir (clique aqui). Caso você esteja lendo este post no futuro, pode clicar no mesmo link para acessar a live gravada.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Estudos, Família

Paul irá para o sexto ano em 2021. Este ano, no início da quarentena, a escola dele demorou para se organizar e tomar uma decisão sobre como seriam as coisas. Deram férias, demoraram para iniciarem as aulas, enfim, sei que foi um processo de adaptação para todo mundo. Naquele primeiro momento, eu confesso que fiquei insatisfeita não com o formato definido, mas com a postura da escola, de ficar esperando as aulas voltarem ao presencial e não ter um plano para as aulas online. As aulas do Paul efetivamente começaram a ser online a partir de junho, apenas.

Ele fez o quinto ano em 2020 e o quinto ano é uma transição importante. Uma pena que ele tenha perdido isso, mas a culpa não é da escola, e sim da pandemia. De qualquer maneira, agora ele vai para o sexto ano e a escola ainda não informou quais seus planos, mas acredito que, pelo menos no primeiro semestre, as aulas continuem online ou pelo menos de forma híbrida.

Nós conversamos bastante sobre esse assunto aqui em casa nos últimos meses e decidimos manter o Paul na escola que ele está estudando atualmente. Vou contar os motivos que nos levaram a tomar essa decisão:

  1. Ficar em casa, em isolamento social, vendo essas notícias, o número de mortos, enfim, já é coisa demais para a cabeça dele. Por mais que a gente converse, ele naturalmente não tem o equilíbrio emocional de um adulto. Tem seus medos, inseguranças, e está formando o seu caráter. Logo, concluímos que afastá-lo do único vínculo social que ele tem hoje, que são seus professores conhecidos e amigos de sala, seria a pior coisa que poderíamos fazer. Estamos tentando manter a estrutura mais igual possível para ele.
  2. Antes da pandemia, já tínhamos tido essa conversa porque a escola dele não fica muito perto de casa, mas concluímos que valia a pena mantê-lo lá pois estávamos satisfeitos com a qualidade do ensino e o Paul também se adaptou muito bem. Nós tentamos trocá-lo de escola em 2018 e ele odiou muito. Ao final do ano, ele disse: “mãe, você tem ideia de como é ruim você ficar o ano inteiro longe dos seus amigos, sem saber se eles estão bem?”. Isso me cortou o coração. Além de tudo, o ensino da escola nova nem se comparava à anterior, então decidimos em conjunto colocá-lo de volta nessa escola que ele está hoje. (Tem um post aqui no blog onde falo mais sobre esse processo, se quiser ler.) Então, estando satisfeitos com o ensino e o Paul adaptado à escola em si, não tínhamos por que mudar, especialmente em um momento como esse.

Agora, isso não quer dizer que a gente não vá cobrar da escola uma postura mais profissional diante dos fatos. Continuarei fazendo a minha parte aqui como mãe me envolvendo na educação do Paul, conversando com os professores, cobrando iniciativas. Já sabemos que é exaustivo para as crianças passarem quatro horas seguidas em frente a uma tela do computador. Como eles pretendem mudar esse cenário? Vão mudar algo? Enfim, seguimos por aqui. Não é perfeito, mas estamos envolvidos.

Agora também que já passamos por vários meses de isolamento, a gente já sabe que algumas coisas funcionam e outras coisas não funcionam aqui em casa, em dia de aula. Quero reorganizar o espaço dele, melhorar os equipamentos (especialmente câmera e fone), dar mais espaço mesmo para ele conseguir estudar direitinho. Também pretendo organizar melhor a rotina de estudos além das aulas, junto com ele.

Já encomendei os materiais e creio que a lista de “coisas”, tipo suprimentos de papelaria, seja menor, pelo menos no início do ano. Deve ser mais focada em cadernos, canetas etc, e menos em artigos de arte, que geralmente são deixados na escola no início do ano letivo. Esses são os próximos passos por aqui, além de esperar o novo calendário letivo, para nos organizarmos.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.