Categoria(s) do post: Diário da Thais

Todo mês eu gosto de fazer uma retrospectiva do que aconteceu na minha vida, como forma de reflexão, e também para compartilhar com vocês um pouco da minha vida pessoal além do Vida Organizada.

O mês de maio foi uma jornada para mim. Não quero entrar em detalhes por ter sido uma experiência muito pessoal, mas gostaria de dizer que termino o mês muito bem e provavelmente uns 10 anos mais velha. Estou passando por um momento difícil.

Mas sabe, uma coisa interessante foi que, em maio, fez um ano que a minha avó morreu. A semana que antecedeu a data foi a pior, para mim. Tive todo um trabalho mental que me fez chegar ao final do mês com a sensação de que o luto foi finalmente superado. Não consigo descrever direito. É simplesmente uma sensação de que finalmente acabou.

No início do mês, eu viajei até São Leopoldo (RS) para participar do Seminário Internacional de Midiatização. Foi um seminário acadêmico da minha área (Comunicação), especificamente na linha de pesquisa que estou trabalhando na minha pesquisa do mestrado (MIdiatização). Foi uma grande honra participar apresentando em um dos grupos de trabalho, pois há um ano eu participei do mesmo evento apenas como ouvinte. Cresci muito de lá até aqui e isso me deixou muito feliz de celebrar.

Meu professor orientador estava lá e me viu apresentando, o que para mim foi uma oportunidade duplamente legal (ele nunca tinha me visto “em ação” e elogiou muito minha postura em sala, oratória etc). Lá, conversamos sobre a possibilidade de eu já ingressar no doutorado no ano que vem. Para variar, fiquei empolgadíssima com a ideia naquele momento, mas já cheguei ao final do mês repensando.

Uma leitora em algum momento me deixou um comentário dizendo “nunca entendi por que você queria adiar o doutorado”. Bem, os motivos são: tempo, que na verdade é dinheiro. Nesses dois anos do mestrado, foi uma dedicação bem volumosa, que refletiu na minha empresa, na dinâmica da minha família e na minha própria saúde mental (é uma dedicação intelectual enorme). Não se trata então de simplesmente escolher fazer ou não fazer, mas comparar a entrada em um doutorado com todo o restante das atividades que eu tenho na vida. E eu sou adepta do conseguir fazer tudo, mas não tudo ao mesmo tempo.

Não tem por que apressar as coisas. Estou em um momento em que simplesmente preciso focar no crescimento da minha empresa. Por enquanto, estou querendo dar um tempo, ao menos no ano que vem. Tenho alguns estudos que quero fazer antes de entrar no doutorado. Quero estudar psicanálise, o que é volumoso por si só. Psicologia positiva, epistemologia da comunicação. São assuntos que quero estudar sozinha antes do doutorado, até para entender o que quero pesquisar para a minha tese. Além do que, quero explorar melhor minha pesquisa do mestrado (provavelmente transformando em livro), publicando outros artigos relacionados, participar de eventos e aproveitar melhor meus grupos de pesquisa. Ou seja, tenho bastante coisa para fazer. Isso quando falo de pesquisa. Tem toda a questão de lecionar, que está no radar e também traz um volume imenso de coisas, caso eu resolva fazê-lo.

Nada me impede de mudar de ideia se eu entender que será o melhor. Tenho ainda todo um segundo semestre para pensar a respeito. Não tenho qualquer pressa sobre o assunto.

Foto tirada pela equipe do evento

Ainda falando sobre o mestrado, o meu foco este mês foi em sincronizar os dados da pesquisa de campo. É trabalhoso e mecânico, e ainda não terminei. Mas a pesquisa está no ritmo certo. Vou qualificar em agosto e, em julho, preciso escrever a introdução e dois capítulos, que basicamente vão refletir os resultados da pesquisa. Minha defesa será muito provavelmente em outubro, e aí encerramos. Neste semestre, resolvi ficar com apenas uma disciplina e o artigo de conclusão dela já está praticamente pronto. Tenho até o final de julho para concluir e entregar.

Mais para o final do mês, eu voltei ao sul, desta vez para Porto Alegre (RS), para participar de um curso de imersão de marketing digital. Foram bons dias, que me deram uma revigorada. Eu estou repensando seriamente o meu modelo de negócio e eu sei que isso é um processo mental que leva tempo, e estou respeitando. Assim que eu tiver qualquer coisa que me sinta à vontade de compartilhar aqui, eu o farei.

No escritório, as coisas estão caminhando. A sala da Oficina está quase pronta, faltando poucos detalhes para a inauguração em junho. Estamos fechando o calendário de cursos de julho, que contará também com cursos de outros profissionais da área. Estou bastante empolgada. Todo mundo está ajudando e fazendo uma força tarefa para finalizarmos.

Diariamente eu recebo mensagens nas redes sociais me perguntando qual o tema do mês no blog. Todo dia 1 eu publico um post chamado “Carta da Editora”, onde explico qual será o tema. Peço a gentileza de darem uma olhada, quando estiverem em dúvida. Eu escrevo esse post (como todos os outros) com o maior carinho.

O tema de maio foi qualidade de vida e de trabalho, problematizando a questão da sobrecarga. Obviamente, ainda tenho um monte de ideias sobre esse assunto que não consegui abordar em tão pouco tempo, e as ideias estão listadas para desenvolver os conteúdos aos poucos. Tivemos bons posts:

Tenho buscado (e cumprindo, na medida do possível) postar mais no Instagram e no YouTube. Por favor, siga nosso canal no YouTube. Estamos em campanha para chegarmos aos 100 mil inscritos até o final do ano. Isso fará com que a gente possa alcançar e ajudar mais pessoas.

Tivemos também o lançamento do curso online de Introdução à Organização & Produtividade, que era um curso que eu estava desenhando há meses para poder ajudar quem está começando.

Outra coisa que foi iniciada agora em maio é um conceito novo que estou chamando de gerência de hábitos. A ideia é desenvolver no Vida Organizada uma área de pesquisa onde a gente possa estudar TUDO sobre hábitos e poder aplicar isso quando a pessoa fizer o nosso curso de organização ou o curso dos fundamentos do GTD. Estou motivadíssima com essa ideia.

Outra novidade de maio foi a aprovação do próximo tema do meu livro com a editora, que será sobre estudos. Muitos de vocês me pediram e eu também achei que seria a melhor ideia para trabalhar neste momento. Tenho alguns outros projetos de livros em andamento, que a editora também aprovou, mas entrarão em uma pipeline de lançamentos. Assim que eu tiver a previsão de quando os livros serão lançados, também compartilharei por aqui.

Paul está bem, marido está bem. No mês que vem farei a última viagem do ano e, depois dela, pretendo ficar em São Paulo para ficar mais perto deles. É uma decisão que, por hora, é definitiva. Não pretendo mais viajar a outros estados para fazer cursos.

Um bom mês, em uma época de reflexão e transição. Mal posso esperar para ver o que os próximos meses me trarão. 🙂

E você, o que fez no mês de maio? Deixe um comentário. Obrigada!

Categoria(s) do post: Saúde

O tema deste post foi uma sugestão de muitos de vocês.

Vou escrevê-lo, claro, do meu ponto de vista, que não é de um profissional da área da psicologia. Por favor, perdoem qualquer equívoco e, se eu falar algo que seja uma bobagem enorme, não hesitem em me corrigir nos comentários.

De modo geral, sempre tive tendência a ser uma pessoa ansiosa. Quando eu era mais nova, eu tinha um “tique” (que não tenho mais, o que é uma conquista, porque tive durante anos), que era o tique de ficar “balançando / tremendo a perna” enquanto eu estava sentada. Alguém já teve ou tem isso? Eu lembro que meu pai tinha e eu acabei “herdando”. Eu nem sabia que tinha a ver com ansiedade. Sempre fui muito agitada – daquelas pessoas que nunca ficam paradas e querem sempre se ocupar com alguma coisa. O que me ajudou com esse comportamento e percepção do meu tempo foi o GTD, em primeiro lugar (método de produtividade que eu uso), e a meditação, que comecei a praticar em 2008, mais ou menos (o GTD eu comecei em 2006).

Essas duas práticas levaram anos para eu amadurecer. Mas desde o início já fizeram toda a diferença.

Nunca vou me esquecer de um dia em que tive uma crise de ansiedade e meu marido me levou às pressas para o hospital, porque eu achei que estava tendo um infarto. Senti uma sensação de sufocamento, queria tirar a calça que estava me apertando, a blusa que estava me esganando. Meu braço esquerdo começou a ficar dormente. No hospital, meus braços e mãos ficaram travados, duros, completamente rígidos, e eu sinceramente achei que fosse morrer. Nunca vou esquecer o diagnóstico do médico plantonista: “não é nada”. Até hoje fico inconformada como existem profissionais da saúde que não estão preparados para lidar com transtornos que nasçam na mente, e não no corpo (não que o cérebro não faça parte do corpo, mas vocês entenderam).

Depois daquele acontecimento, eu sabia que o problema estava na minha cabeça. Foi quando comecei a procurar um psicólogo, e depois a meditação. Era realmente ansiedade. E eu me sentia ansiosa por uma série de fatores – cobranças externas e internas, perfeccionismo, insegurança com relação ao emprego, falta de confiança na minha capacidade, relacionamentos péssimos no trabalho (eu estava em um ambiente super tóxico, em que todos pareciam se colocar contra todos, e aquilo me fazia muito mal).

Fazer terapia, tomar medicamentos (naturais e industrializados) contra a ansiedade e o estresse, aprender a lidar de maneira mais saudável com a minha produtividade (GTD) e fazer um curso de meditação (para aprender a meditar “direito”) foram as atitudes que tomei e que me ajudaram a superar a ansiedade.

Mesmo hoje em dia, ela pode retornar, e eu sei que ao mínimo sinal dela significa que eu preciso fazer alguns ajustes na maneira como eu toco a minha vida.

Eu acredito de verdade que a organização possa ajudar quem se sente ansioso – o que hoje significa a maior parte das pessoas que vive nas grandes cidades. Se for o seu caso, eu recomendo, em primeiro lugar, sempre fazer um acompanhamento médico profissional. Doenças e transtornos da mente não são frescura ou “culpa” sua. Acontecem, assim como você pode ficar gripada/o. Cuide-se.

Em segundo lugar, busque se entender, o que a terapia ajudará e muito. Tentar manter um diário para registrar seus sentimentos pode ser uma boa. Não é nem para ficar relendo depois, se não quiser, mas mais pela terapia de botar pra fora os sentimentos diariamente.

Eu sou uma pessoa que gosta de métodos. Por isso, desenvolver, estudar e focar na implementação de um método de organização me ajudou e ainda me ajuda demais. Eu uso o GTD. Tem trocentos textos sobre o método aqui no blog, se você tiver interesse, e tudo o que ensino sobre organização tem a ver com ele também. Em resumo, se você gosta do blog, você gosta de GTD, mesmo que a sigla não signifique nada para você.

Por último, recomendo a prática de meditação assim como recomendo que você tome banho todos os dias. A meditação não tem necessariamente a ver com religiosidade. Você pode fazer meditações simples de respiração, para acalmar a mente mesmo. Quantas e quantas vezes, durante o trabalho, eu não parei e fui meditar no banheiro porque era o único lugar em que eu conseguiria 5 minutos de paz? Isso literalmente salvou a minha vida.

Para começar a meditar, você pode buscar um centro budista na sua região (use o Google Maps), fazer um curso de meditação que não tenha a ver com religião (a Call Daniel tem o MIND) ou buscar vídeos no YouTube que ensinem. Até eu tenho um vídeo onde mostro como fazer.

Enfim, espero que a minha experiência possa, de alguma maneira, ajudar quem sofre com ansiedade. Se você quiser compartilhar comigo ou com outros leitores a sua experiência, suas dúvidas, anseios, ou maneiras que te ajudaram a lidar com isso, por favor, deixe um comentário. Obrigada.

Categoria(s) do post: Dicas de produtividade

Existem dias mais chatinhos. Ou a gente acorda com cólica, ou está chovendo, ou parece que tudo dá errado – é cliente reclamando, chefe brigando, você meio com a pá virada. Simplesmente acontece. Agora, sinceramente: como lidar com isso? Como você pode fazer naqueles dias bizarros, em que não dá vontade de fazer simplesmente nada?

Eu cheguei a gravar um vídeo este ano sobre isso. Dá uma olhada.

Basicamente, são duas coisas que me ajudam:

  1. Ter o meu sistema organizado, com o inventário das coisas que eu preciso fazer. Às vezes, para ter mais clareza, a coisa mais importante que preciso fazer é dedicar um tempo para esvaziar minhas caixas de entrada, especialmente as de e-mail. Pois, dessa forma, eu sei tudo o que chegou de demanda até mim e consigo ter uma noção melhor de tudo o que preciso fazer, o que me permite priorizar. Então é ter essa noção de inventário completo.
  2. O segundo ponto é escolher UMA coisa das inúmeras coisas a se fazer na agenda e na lista de ações do dia e simplesmente fazer, sem pensar no montante. Olhar que tem 17 coisas para resolver no mesmo dia pode ser desanimador (pelo menos para mim pode ser). Escolha uma coisa e foque nela. Faça. Fez, escolha a segunda. E assim vai, até o final do dia. Faça o melhor que puder. E pronto.

Não é uma tática sustentável, de dia a dia. É uma tática de sobrevivência, para dias pesados e chatos, que podem acontecer. Veja como mesmo assim a organização pode nos salvar.

Se todos os dias estiverem assim, talvez implementar um método pode te ajudar. Recomendo o GTD.

Categoria(s) do post: Linkagem

Já faz tempo que eu queria fazer um post indicando os podcasts que eu acompanho.

Para quem não conhece, os podcasts são como uma estação de rádio na internet. Assim como temos canais no YouTube para vídeos, temos canais de podcasts para áudios. Existem diversos aplicativos que você pode usar para ouvir podcasts. Eu costumo ouvir no próprio aplicativo de podcasts do iPhone ou através do Spotify.

Costumo ouvir os podcasts quando estou em deslocamento – em trânsito, no Uber, ônibus e metrô, viajando de avião, no aeroporto, fazendo caminhada ou corrida, academia, esteira, esperando para ser atendida no médico, limpando a casa etc. Existem diversos momentos do dia a dia em que tenho essas janelas que me permitem acompanhar os podcasts.

Há uns dois ou três anos eu era um pouco mais viciada. Morava em uma região mais afastada da cidade, então passava muito tempo em deslocamento. Com isso, podcasts se tornaram a minha companhia preferida. Hoje em dia, confesso que ouço 80% menos. Mesmo assim, existem alguns que ainda acompanho, pois considero legais. Não acompanho mais do que os citados abaixo porque realmente mal consigo acompanhar esses, que considero suficientes para mim.

Muitos leitores me pedem carinhosamente para fazer e publicar podcasts. Quero dizer que está nos planos. Estamos estruturando nosso processo de produção de vídeos, pois o YouTube é nosso foco no momento, e na sequência, com isso estruturado, iremos para os podcasts, se ainda acharmos que seja uma ação relevante.

Você pode querer deixar alguma sugestão legal de podcast nos comentários, para que outros leitores conheçam. 🙂 Obrigada!

Categoria(s) do post: Diário da Thais

Hoje faz 1 ano que a minha avó faleceu.

Ela morreu depois de uma cirurgia feita em um momento em que estava bem, mas com dores (no joelho), e morreu devido a uma infecção generalizada com a prótese. Foi muito difícil acompanhar os seus últimos meses de vida, porque a minha avó sempre foi uma pessoa muito lúcida e inteligente, e aos poucos foi perdendo completamente os sentidos. Foi muito triste, não apenas por ser a minha avó, mas por ver o fim de um ser humano dessa maneira.

Desde então, questiono muito o por que das coisas e a forma como eu vivo a vida. Disso, pra entrar numa depressão, é só um passo. Foi um ano extremamente difícil em que precisei lidar com sentimentos nada racionais. Ouvir que “a vida continua” depois que alguém morre é o certo, e você sabe, mas na real é praticamente impossível ser racional com o que se sente, pois a verdade é que nem você sabe como se sente. Sentimentos acontecem, aparecem, despertam.

Lidar com a nova realidade sem uma pessoa tão importante por você é essencialmente difícil. Minha avó sempre foi o meu porto seguro, apesar de eu usar esse termo com bastante relutância. Não que ela me ajudasse financeiramente ou coisas do tipo, porque não era o caso. Mas ela era aquela pessoa que estava sempre ao meu lado para me ouvir e também para me dar umas broncas. Era a pessoa que me conhecia melhor e que, mesmo brigando comigo, ficava ao meu lado. Depois que ela morreu, eu me senti completamente só. O relacionamento que eu tinha (e tenho) com outras pessoas da minha família era simplesmente diferente.

Não consigo descrever muito o quão difícil foi esse último ano. Entender meus sentimentos, ajudar o Paul a lidar com os deles, meu marido, que a tinha como avó também, meu tio, meus primos e outros parentes. Ter um trabalho que depende de eu manter a cabeça boa e positiva para inspirar os outros. Passei por vários altos e baixos. Hoje, sinto que envelheci uns 15 anos no último ano. Tanto para o lado físico quanto pelo amadurecimento.

Minha avó deixou um legado imenso na minha vida. Ela foi responsável pela minha formação. Me deu apoio aos estudos. Fiz faculdade por causa dela. Ela me ensinou a gostar de ler. Em termos práticos, nos deixou a casa em que moramos hoje. Se eu, o Ande e nosso filho podemos ter essa certa segurança financeira, foi porque ela construiu isso e deixou para nós.

Essa semana eu cometi o erro de rever algumas anotações minhas sobre o período antes de ela morrer. Foi uma época muito sofrida e difícil. Não devia ter visto de novo, porque me trouxe de volta todos aqueles sentimentos. E estou em uma época que preciso alimentar meus sentimentos bons, para ficar bem. Mas tudo faz parte, não me julgo.

Hoje eu sinto que a morte de uma pessoa tão importante na sua vida é sentida com mais força com o passar dos anos. Nesse final de semana, encontrei alguns amigos do meu pai, que fizeram um show (banda de rock), e foi inevitável pensar que era para o meu pai estar ali, entre eles. Em quantas coisas ele perdeu por ter morrido cedo.

Da minha avó, penso nisso de outra forma. Ela viveu MUITA coisa. Passou inclusive pela doença e pela morte do filho. Viu o bisneto nascer. Teve a oportunidade de fazer lição de casa com ele, dar risada e comer pizza junto. Fez muito por muita gente, então a sensação com a morte dela é unicamente da perda, e não da frustração pelo que não viveu, como no caso do meu pai.

Eu voltei a fazer terapia nesse último ano. Foi importante para aprender a lidar com os meus sentimentos. Para aprender a lidar com tantas perdas.

Foi um ano em que me dediquei menos ao trabalho, de maneira geral. Trabalhei menos, criei menos. Mas não tinha como ser de outro jeito.

O que me salvou e me distraiu foi o mestrado. Estar naquele ambiente. Ter novos desafios.

Hoje eu estou escrevendo este post sentada na minha mesa, no quarto, olhando pela janela que dá para a rua. Estamos bem. E grande parte desse sentimento de estar bem vem do legado que a minha avó nos deixou.

Mais uma vez, foi um ano difícil e intenso. Aprendi sobre mim, sobre as pessoas, sobre os acontecimentos. Nem sei como consegui trabalhar, em certo sentido. Meus questionamentos sobre o estilo de vida foram importantes. Ainda não retomei o mesmo ritmo de antes, e nem sei se quero. Nem sei bem definir o que era esse “ritmo de antes”. Ter passado por tudo isso me fez questionar a maneira como eu vivo a minha vida – não que eu já não fizesse isso antes. Faço o tempo todo, devido à natureza do meu próprio trabalho, que é ensinar sobre planejamento de vida. Mas o que eu vi na prática é que a vida é um sopro. Não se trata do montante (o que você fez?), mas sim do dia de hoje ser feliz, legal, gostoso. Os fins NÃO justificam os meios. O meio é o que importa.

Viver todos os dias agradecendo por ter acordado mais uma vez e por ter a oportunidade de viver um dia feliz e significativo mudou completamente a minha perspectiva das coisas, porque me ajudou a dizer não àquilo que não me faz feliz ou não me acrescenta nada de especial. De certa maneira, pode soar frio, mas sabe aquele sentimento de não querer perder tempo com o que não agrega? Posso estar errada, e falando de um local privilegiado, mas abraço as consequências do que faço. Eu sei que, se recusar um trabalho, ficarei sem aquela remuneração, e isso impacta completamente em quem empreende. O sentimento de consciência limpa, no entanto, é o que faz diferença.

A morte da minha avó me ensinou que eu quero ser feliz todos os dias. Não se trata de contentamento forçado ou de ignorar sentimentos. Muito pelo contrário: trata-se de me perceber e respeitar o que estou sentindo, buscando transformar aquilo que não deveria mais existir. Se eu acordo triste, pensando nela ou no meu pai, está tudo bem. Respeito os sentimentos. Procuro aprender com eles. Só não posso me deixar abater, e eu sei disso, é um processo consciente. Mas não tenho mais paciência para o que me deixa mal. Cortei amizades. Cortei atividades. Cortei “urgências” dos outros que não tenham nada de urgências, a não ser alimentação de ansiedade. Eu posso morrer hoje, sabe? Isso é uma reflexão budista, inclusive. Não há tempo para cultivar a infelicidade, e não quero usar meu tempo para esse cultivo igualmente. Como já diziam os Titãs, só quero saber do que pode dar certo. Não tenho tempo a perder.

Categoria(s) do post: Novidades

Atendendo a pedidos, faremos uma nova turma em julho do Workshop Planejamento de Vida. Este é um workshop que precisa ter o formato presencial devido à natureza das atividades. Caso você tenha interesse em fazer um curso do Vida Organizada, mas não possa vir a São Paulo, recomendo nossos cursos online.

Data: 6 de julho de 2019, um sábado, das 9h às 17h
Local: Oficina de Organização – Perdizes – SP (local exato para os inscritos)
Vagas: 10

Vagas encerradas para esta turma

O pagamento é sua garantia de inscrição. Nós recebemos o comprovante quando o sistema computá-lo e então enviaremos um e-mail com mais informações sobre o dia do curso.

Este ano, nossa prioridade será realizar cursos apenas na cidade de São Paulo. Passei os últimos cinco anos viajando o Brasil inteiro (e outros países) para levar cursos de GTD e do Vida Organizada, então sinto que cumpri esse papel. Preciso e quero ficar mais perto da minha família e também pretendo viajar menos para focar mais em uma rotina favorável à minha saúde. Tudo isso vem justamente do entendimento do que deve ser uma vida organizada e que espero conseguir ensinar em meus cursos. Caso você more em outra cidade, por favor, não fique triste. Temos cursos online que podem ser trabalhados, e também podemos discutir um desconto adicional caso você esteja disposta/o a vir para São Paulo realizar cursos conosco. Por favor, contate a Silvia (silvia@grupotgo.com.br) explicando sua situação.

POR QUE ESSE WORKSHOP EXISTE?

O propósito deste workshop é ensinar a minha técnica de planejamento de vida de curto, médio e longo prazo. Ele precisa ser presencial porque vai ter muita troca de experiências, olho no olho, atividade em papel e interação com um grupo menor e presente pessoalmente.

Você pode resumir este curso como se fosse um “auto-coaching” que você aprenderá a fazer. Eu misturei todo o meu conhecimento como coach de vida, juntei com o que conheço de técnicas de organização e planejamento, e criei este curso em um formato criativo.

PARA QUEM É

Para pessoas que tenham sensibilidade pela própria vida. Que não querem ver a vida passar. Que sentem a necessidade de criar esse tipo de planejamento mas não sabem como fazer. Que querem aprender a se conhecer melhor e a trazer isso para as atividades da sua vida, de modo a viver com mais coerência. <3

O QUE VOCÊ VAI APRENDER

Módulo #1
Quem é você. Valores, propósito, missão pessoal, inspiração, experiências anteriores.

Módulo #2
Como é a vida. As eras da vida do ser humano. A era em que você está. Desenho da sua linha do tempo pessoal. Planejamento do ano, do trimestre, do mês, da semana e do dia.

Módulo #3
O mapa da sua vida hoje. As diversas áreas da sua vida e as suas responsabilidades em cada uma delas. Como desenhar o que você quer. Como alcançar o equilíbrio. Como ir além do que você já conquistou até aqui.

Módulo #4
Pirâmide da realização. Como transformar sonhos em objetivos. Como trazer seus objetivos para o dia a dia para cada uma das áreas da sua vida.

Módulo #5
Ferramentas que podem te apoiar nesse planejamento por toda a sua vida.

Vagas encerradas para esta turma

A PROFESSORA

Thais Godinho é autora dos livros “Vida Organizada” (2014), “Casa Organizada” (2016) e “Trabalho Organizado” (2018). Coach de vida pela Sociedade Brasileira de Coaching, trabalha com organização pessoal e produtividade há mais de 12 anos.

O QUE ESTE CURSO NÃO É

  • Este não é um curso do método GTD, apesar de que, obviamente, tudo o que faço e ensino conversa diretamente com a metodologia, pois não vou ensinar algo que não complemente o que já é feito com o método do David Allen. Para aprender GTD exclusivamente, consulte a agenda de cursos no site.
  • Este não é um curso de organização, no sentido de organizar a agenda, organizar a rotina, organizar a casa. É um curso de planejamento que vai apoiar a organização de toda a sua vida. Ele complementa o que você aprende no curso de organização do Vida Organizada, mas você não precisa ter feito esse outro curso para participar – são independentes!

MATERIAL INCLUSO

Você não precisa levar absolutamente nada. Será fornecido todo o material necessário para a realização do curso: exercícios, pasta, canetas, lápis, post-its, enfim, venha preparada(o) para um dia muito agradável e criativo!

Você receberá também o livro “Vida Organizada” (Thais Godinho) como parte do seu material.

ALMOÇO E INTERVALO

O almoço não está incluso e fica por conta do participante. Teremos um “welcome coffee” no início do curso e, de tarde, um novo intervalo para o café, ambos inclusos.

VALOR

R$997 à vista com desconto via transferência bancária, boleto ou parcelado em até 12x

Vagas encerradas para esta turma

POLÍTICA DE CANCELAMENTO

  • Trabalhamos com turmas pequenas para que possamos atender com mais atenção cada aluno. Isso significa que cada inscrição tira a vaga de outras pessoas, então precisamos ter uma política de cancelamento, que você confere abaixo.
  • Inscrever-se em qualquer curso significa que você está de acordo com esta política de cancelamento.
  • Cancelamento de inscrição pode ser realizado integralmente (devolução de 100%) até 15 dias antes do início do curso.
  • Cancelamento de inscrição entre 14 a 7 dias do curso acarretará na devolução de 50% do valor. Isso ocorre porque, dentro desse período, já realizamos a contratação de serviços e impressão de materiais que envolvem custos.
  • Cancelamento de inscrição entre 6 dias até o início do curso acarretará na perda do valor total do curso. Isso ocorre porque, nesse espaço de tempo, dificilmente conseguiremos preencher a sua vaga com outro participante, o que significa um prejuízo de uma vaga inteira para nós.
  • Caso você não possa participar do curso na data em questão, mas queira participar em outro momento, você pode optar pela transferência para uma turma seguinte com os mesmos parâmetros de prazo acima. Ou seja, se avisar até 15 dias antes, poderá mudar de data sem custo adicional. Se avisar entre 14 a 7 dias do início do curso, terá que pagar 50%. Se avisar depois disso, será necessário fazer uma nova inscrição pois não teremos como colocar outra pessoa em seu lugar.
  • Caso você não possa participar do curso na data em questão e não tenha interesse em fazer em outra data, ou não queira pagar multa, você pode enviar outra pessoa para participar em seu lugar, avisando até 1 dia antes sobre a substituição.
  • Em caso de falta, não há possibilidade de reposição ou devolução do valor.
  • A realização de todos os nossos cursos está sujeita à formação de quórum mínimo. Caso não seja alcançada a quantidade mínima de pessoas, o curso será cancelado ou adiado, e você receberá o valor pago integralmente como reembolso, se não quiser transferir para uma nova data, quando for o caso.

Obrigada. <3

Categoria(s) do post: Livros

Frequentemente comento sobre o Napoleon Hill aqui no Vida Organizada e vocês sempre me pedem para falar sobre os livros dele, o que eu indico, por onde começar. Eu levei um par de anos para ler todos os seus livros e, sinceramente, quase todo mês é publicado algo novo relacionado nas livrarias, e por isso eu demorei para criar essa bibliografia comentada. Eu cheguei em um ponto em que percebi que sempre haveria algum lançamento, então seria mais prático publicar esse post logo. Além do que, eu finalmente me considero madura o suficiente no estudo do que ele ensina para poder publicar. Tem coisas que a gente não pode fazer com pressa, porque demandam estudo. Gostaria de deixar isso claro, porque esse foi realmente o motivo da “demora”. Eu gostaria de ter amadurecido o assunto para poder postar a respeito. Espero que compreendam e que o post ajude, afinal. Tentarei ser o mais objetiva possível.

O que o Napoleon Hill ensina

O grande trabalho da vida do Napoleon Hill foi “A lei do triunfo”. Este livro na verdade é um curso e traz as leis que ele considera universais e que, estudando um montão de gente bem-sucedida durante mais de 20 anos, ele identificou como padrões de pensamento e de comportamento. É o maior livro dele, e o que traz todo o conteúdo que ele quer deixar como legado para a humanidade.

Cheguei a ler duas versões para poder escrever essa bibliografia comentada para vocês. Li essa versão acima, da foto, que é da Editora José Olympio, e uma outra edição chamada “O manuscrito original”, publicada pela Editora Citadel. Essa edição é muito bonita e, apesar de o texto final ser o mesmo, eu ainda prefiro a primeira tradução que eu li, com o livro da capa laranja, acima. É uma questão pessoal, simplesmente. Existem dezenas de edições por aí e o conteúdo é o mesmo. Então, seja qual for a edição que você escolher, você se beneficiará desse livro.

Links na Amazon: capa laranja e manuscrito original.

Agora, tem um ponto importante. O livro foi escrito nas primeiras décadas do século passado. Não vá esperando uma leitura “moderna”. Ele usa termos antigos, os exemplos são engraçados algumas vezes. Ele representa a era de ouro do capitalismo nos Estados Unidos, então se você tiver viés de esquerda precisa deixar isso de lado um pouco para absorver o que ele ensina. Ele sempre usa o gênero masculino (“o poder do homem vem de tal coisa”). Ele também traz muita referência cristã porque o protestantismo era o viés dominante na época. Apenas releve. Isso são pequenezas perante o que ele está tentando ensinar, e ele usa apenas em exemplos e estudos de caso, e não como recomendações.

A leitura do livro, no começo, pode ser meio chata para algumas pessoas (eu tive esse feedback conversando com várias). O primeiro capítulo, sobre o mastermind, parece interminável. Resista. Leia o livro tendo como princípio de que na verdade ele é um curso. O próprio Nap fala em algum momento da leitura que é um curso de dois a três anos. É para ler, reler, aplicar. Não é leitura de final de semana (apenas). É para ler e reler sempre, refletir sobre o que ele ensina. Cada releitura vai te fazer perceber um lance que você não tinha percebido da primeira vez, porque estava lendo com outras lentes. Isso é perfeitamente normal com qualquer leitura.

Hoje em dia, para você ter uma ideia, eu leio todos os dias um pouquinho. É como se fosse uma “rezadinha” diária. Me faz muito bem e ajuda a manter os conceitos vivos.

O que o Nap está te ensinando aqui é um lance de mindset. E isso leva tempo. A leitura traz sim inspiração imediata, mas é uma formação de anos. Tenha isso como princípio ao começar a estudá-lo. Prepare seu kit de canetas marcadores e post-its para fazer muitas anotações.

O best-seller

O grande best-seller do Nap é o livro acima, “Quem pensa enriquece”. Abaixo, vou fazer comentários sobre todos os livros dele que comprei e li, incluindo este. Agora: vale dizer que TODOS os livros do Napoleon Hill refletem o grande trabalho da vida dele que ele elaborou com “A lei do triunfo”. Todos os livros conversam sobre esse assunto – por isso podem passar a impressão de que “todos os livros falam a mesma coisa”. Nesse caso, a repetição tem caráter educacional. Você lê sobre a mesma coisa em formatos diferentes porque essa repetição te ajuda no mindset. Isso resume os livros do Napoleon Hill. Tenha isso em mente sempre ao comprar e ler os livros.

Basicamente, cada livro que você lê dele reforça o que ele quer ensinar. Então, se eu pudesse recomendar algo, eu recomendaria o estudo da “Lei do Triunfo” em formato de leitura e releitura cíclica (acabou de ler, começa de novo) e ir lendo os outros livros dele em paralelo, se você quiser reforçar o que ele ensina. Mas tendo em mente (de novo) que é um trabalho de anos, sem pressa. Mais para o final deste post eu vou resumir a minha recomendação de leitura e estudo da obra dele, de acordo com a minha experiência pessoal.

Precisa ler TODOS os livros dele? Não necessariamente, mas honestamente eu acho legal, caso você queira incorporar o que ele ensina. Vá lendo aos poucos, comprando à medida que você tem a possibilidade. Vou comentar sobre os outros livros que eu li, com minha opinião que, claro, é estritamente pessoal. (Os livros que eu tenho são os livros da primeira foto, tirando o “Atitude mental positiva”, que estava emprestado na ocasião). Como eu comentei no início do post, novos livros são lançados frequentemente – ou em novas edições, ou com comentários, ou em novas traduções. O legal disso é que você pode aproveitar para uma nova releitura.

Bibliografia da Thais (livros que eu comprei e li)

Os links abaixo são para a página do livro na Amazon. Caso você compre através desses links, o blog ganha uma pequena comissão. Esse tipo de iniciativa ajuda a manter o conteúdo gratuito do blog financiado. Obrigada.

Legenda:

⭐️ Mais genérico, bom para presentear ou ter um panorama
⭐️⭐️ Bom livro para aprofundamento no que ele ensina em “A lei do triunfo”
⭐️⭐️⭐️ Meus preferidos porque acredito que inspirem mais que os outros!

Quem pensa enriquece – Uma das coisas que o Nap comenta é que todo mundo na verdade é um vendedor. Você não precisa trabalhar com vendas para ser um vendedor. A partir do momento que você precisa se vender, precisa vender suas ideias, isso já é uma ideia de vendas. Tudo o que ele sugere então nos livros tem a ver com isso, então toda vez que ele falar em “vendas”, não descarte achando que o livro não é para você apenas porque você não trabalha “como vendedor”. Este livro e muitos outros dele vão um pouco nessa linha, e realmente muitas pessoas que trabalham com empreendedorismo e vendas acabam comprando por achar que tem esse viés. Mas é outra coisa, mais profunda. Serve para todo mundo. É um bom livro, que complementa o “Lei do Triunfo”. ⭐️⭐️

A chave mestra das riquezas – Um livro pequeno e de leitura rápida que serve para dar um panorama geral do que o Nap ensina, especialmente com relação à formatação da mente. Bom para uma leitura de final de semana ou para dar de presente. O livro é de bolso, naquele formato menorzinho. ⭐️⭐️

A ciência do sucesso – Esse livro é excelente! Ele traz um compilado de artigos do Nap escritos para a revista que ele editava na época, além de outros canais, se não me engano. Mas o bom de serem artigos é que eles condensam os principais conceitos em capítulos curtos e de fácil leitura. Aquele bom livro para deixar no banheiro e ler um pouco por dia, hahaha. ⭐️⭐️

Quem vende enriquece – Levando em conta o que eu comentei sobre vendas no primeiro livro aqui desta lista, este é um livro mais focado em vendas mesmo, e ótimo para quem trabalha por conta própria. Ainda assim, funciona para outros profissionais, mas se você não for autônomo ou vendedor, pode ser que este livro seja menos prioritário que outros. ⭐️⭐️

Mais esperto que o diabo – Minha opinião sobre este livro é um pouco polêmica, porque ele está há semanas na lista dos mais vendidos no Brasil e, quando eu li, foi o que achei mais bobo de todos aqui na bibliografia. Basicamente, o livro é como se fosse uma entrevista do Nap com o diabo, e o diabo conta como ele faz para manipular a mente das pessoas para que elas não realizem e façam as coisas. Sinceramente, prefiro outras leituras do autor, menos ficcionais, mas existem pessoas que simplesmente amam este livro. Vale a pena você dar uma folheada em uma livraria e ver se o estilo te agrada antes de comprar. ⭐️⭐️

Como aumentar o seu próprio salário – Eu achei esse livro maravilhoso e ainda é um dos meus preferidos dele! O texto é em formato de entrevista com o próprio Nap, onde ele responde perguntas sobre o modo de vida que ele propõe, de maneira geral. A leitura é super gostosa e eu acho que ele dá uns toques certeiros. Recomendo fortemente e não foca apenas em quem tem salário não. Não é o meu caso e eu adorei a leitura. ⭐️⭐️⭐️

A escada para o triunfo – Traz os conceitos do Nap resumidos, mas achei o mais superficial de todos. Talvez seja uma boa introdução para quem nunca ouviu falar. Não é uma leitura que eu recomendaria como referência. ⭐️

Segredos dos milionários – Idem acima. A diagramação do livro é mais moderna, no entanto, o que o torna um presente interessante para o amigo secreto da firma ou presente de Natal, sabe. ⭐️

Você pode realizar seus próprios milagres – Apesar do título sensacionalista e beirando o viés religioso, o livro é maravilhoso! Lembro que, quando eu li, eu recomendei para várias pessoas próximas. Sabe aquele livro bem escrito, que te deixa inspirado lendo? Bem por aí. Foca MUITO no poder da mente e em como a mente é tudo para ficarmos bem. Ótima leitura. ⭐️⭐️⭐️

O guia do sucesso e da felicidade – Este é um livro que traz um compilado de textos não apenas do Nap, mas de outros autores relacionados ao que ele ensina. Boa coletânea para quem está estudando toda a sua obra. ⭐️⭐️

Quem convence enriquece – Um dos últimos lançamentos, também é uma das minhas leituras preferidas em sua bibliografia. Traz um compilado de dicas práticas para mudar seu condicionamento mental. Acredito que seja uma boa leitura para depois da “lei do triunfo”, como aprofundamento. ⭐️⭐️

Só tem sucesso quem quer – Mais um daqueles livros que trazem um compilado geral dos conceitos, dando um panorama, sem se aprofundar tanto. Ótimo livro para introdução, ou para dar de presente. ⭐️

Atitude mental positiva – Foi o primeiro livro do Nap que eu li, por isso sou afeiçoada a ele. Foi uma leitura muito importante para mim na época, pois eu percebi que tudo dependia de mim mesma, de eu passar a mudar a minha mente para ver as coisas melhorarem. O livro traz aplicações práticas e boas reflexões. Eu gosto e recomendo fortamente. ⭐️⭐️⭐️

Recomendação de leitura e estudo

Não sou especialista em Napoleon Hill. Sou apenas uma entusiasta do cara e do que ele ensina. Passei os últimos dois a três anos estudando sua obra com profundidade e paixão. Aqui no Brasil, existe uma empresa que é a franquia oficial, e apesar de nunca ter feito um curso com eles, recomendo por serem a fonte direta. Certamente, fazer um curso dessa filosofia deve ser incrível. Se você tiver condições de tempo e dinheiro, pode ser uma boa.

Para quem pretende estudar pelos livros, a minha recomendação pessoal é a seguinte:

  1. “A lei do triunfo” é o texto base. É um livro para comprar e estudar. Ler e reler, como falei antes. Se você já tem certeza de que quer estudar e se aprofundar, este livro é um investimento. Leia estudando. Terminou o livro, recomece do início. A leitura é cíclica, e para ser feita sem pressa.
  2. Pode ser que você não tenha certeza se curte o que ele ensina. Nesse caso, recomendo que você compre um livro mais genérico, como alguns que comentei na lista ali em cima. “A chave mestra das riquezas”, “Você pode realizar seus próprios milagres”, “A ciência do sucesso”, “Quem pensa enriquece” e “Atitude mental positiva” são as minhas indicações. Escolha UM e veja se curte a pegada. Se não, você não gastou muito. Dê o livro de presente. Se sim, invista no “A lei”.
  3. Enquanto você estuda “A lei”, pode fazer algumas leituras em paralelo a partir da segunda leitura dele. Nesse caso, recomendo os livros citados na lista deste post, de acordo com o que você considerar mais apropriado para o seu momento.

Espero de verdade que este post tenha sido útil e que sirva como referência sobre “que livro do Napoleon Hill ler?” ou “que livro devo ler para começar?”. Foi importante levar esse tempo todo para ler todos esses livros e estudar o que ele ensina para poder recomendar. Obrigada pela paciência. <3

Categoria(s) do post: Propósito e felicidade

Um dos conceitos mais importantes que eu aprendi estudando os livros do Napoleon Hill foi sobre a definição de um objetivo claramente definido.

Pelo que eu entendi, o objetivo pode ser tanto um objetivo mais de longo prazo, final, quanto um objetivo mais próximo, como por exemplo “entrar no doutorado”. O importante não é o conteúdo do objetivo mas tê-lo definido. Pode ser qualquer objetivo. “Descansar durante 45 minutos no meu almoço hoje”. O que ele está dizendo é que, uma vez que a gente tenha um objetivo qualquer definido, isso ajuda a gente a direcionar o nosso foco.

Ele recomenda você ter esse objetivo escrito e colado no seu espelho para olhar todos os dias de manhã. Eu tenho uma nota no meu Evernote com esse objetivo descrito. Resolvi imprimir e espalhar pela casa (além do espelho), pois assim não apenas eu visualizo mais vezes como também toda a minha família.

Eu gosto de trabalhar com metas e objetivos em diferentes perspectivas. Gosto de ter algumas metas para aqueles dias mais complicados (“quero dormir pelo menos 7 horas hoje” ou “espero conseguir concluir pelo menos tal tarefa até o final do dia”), estabeleço um foco para a semana, big rocks para o mês, objetivos de curto prazo de maneira geral. Tudo isso é feito muito levemente, como ferramentas, e não como coisas que engessam a minha vida. Servem apenas para direcionamentos.

O objetivo claramente definido que eu tenho nessa nota no Evernote é um objetivo de médio a longo prazo para a minha vida e para o meu trabalho. Envolve um cenário geral para a minha empresa, para a nossa família, para a nossa casa, para as nossas finanças. Eu simplesmente sentei um dia e descrevi o que eu gostaria de ter para a minha vida. Toda vez que reviso essa nota, reescrevo algum termo de uma maneira melhor para mim. Isso vem de anos. Muitas vezes, falo em sala de aula ou no grupo da mentoria sobre assuntos como “missão pessoal” e pode parecer algo imediato. Esse objetivo, por exemplo, eu escrevi pela primeira vez em 2016, se não me engano, e vou refinando regularmente. É um trabalho que nunca acaba, que a gente vai construindo aos poucos mesmo. Tudo na organização é sobre construção.

Eu não vou compartilhar o meu objetivo completo aqui no blog porque acredito no poder da concentração. Quando a gente espalha algo, a energia se dispersa. Prefiro manter apenas para mim e para os meus algo que é tão íntimo.

O que eu encorajo é que você tente fazer esse mesmo exercício.

O poder de ter o objetivo claramente definido é, em primeiro lugar, o foco. Onde eu devo colocar o meu foco. Mas isso vai além do foco diário. Ajuda quando a gente não está passando por uma fase muito fácil. Uma coisa que o Napoleon Hill gosta de falar é sobre a diferença entre fracasso permanente e derrota temporária. É muito comum que a gente passe por dificuldades. Todo mundo que fez grandes coisas na história da humanidade passou por dificuldades, algumas bem grandes. Você não pode confundir essas dificuldades com um fracasso total. Para alcançar seu objetivo, pode ser necessário alterar a rota, reestruturar o plano. Isso é perfeitamente normal. As coisas podem não sair conforme o planejado, mas isso não quer dizer que você perdeu tudo. Se você tiver seu objetivo em foco, você consegue se olhar com menos pressão, com mais compassividade. Não confunda uma derrota temporária com um fracasso permanente.

Foi muito importante para mim relembrar isso esta semana porque estou passando por uma fase difícil. Revisar meu objetivo, permitir me olhar com mais compaixão, ter humildade para entender que posso ter que voltar atrás em algumas iniciativas, tudo isso é importante. O objetivo continua em foco. É para isso que serve.

Amanhã vou publicar um post sobre a bibliografia do Nap, pois sei que pode ajudar. Para mim, é uma referência inestimável para a vida.

Categoria(s) do post: Rotinas, Dicas de produtividade

Falando sobre qualidade de vida e de trabalho, este mês aqui no blog, surgiram alguns comentários aqui e em outras redes sociais sobre o tempo que a gente perde no dia a dia no trânsito, especialmente para quem mora em grandes cidades. Em São Paulo, isso é frequente, para quem mora longe do trabalho. Ultimamente, algumas cidades como o Rio de Janeiro têm sofrido com o trânsito também. Se for o seu caso, tenho algumas dicas.

Não quero que você seja “100% do tempo” ocupada/o, longe de mim! O que quero é que você curta mais o tempo que você tem, e no caso do trânsito pode ser uma boa porque o potencial para chatice e cansaço é enorme. Vamos lá.

Responder mensagens

Eu aproveito os períodos em trânsito para ouvir áudios e responder mensagens. Esses intervalos ao longo de um dia cheio de compromissos externos são excelentes para isso. Se eu tiver que enviar áudios ou mensagens mais extensas, também acho que são o melhor momento para fazer isso.

Ler notícias e feeds

Tem gente que não gosta de ler em trânsito, mas para quem consegue, é ótimo para ler o jornal, ler notícias diversas e os feeds de blogs que acompanha através do Feedly (agregador de feeds).

Ouvir podcasts

Você pode usar diversos aplicativos agregadores de podcasts no seu celular. Podcasts são divertidíssimos e geralment são bem grandinhos, portanto dá para aproveitar para ouví-los no trânsito. Esta é uma boa opção também para quem estiver dirigindo.

Ouvir vídeos no YouTube

Quem não gostar de podcasts pode querer aproveitar para acompanhar as atualizações nos seus canais preferidos do YouTube. Tem que ter um bom plano 3G!

Esvaziar a mente

Se puder escrever, digitar ou até mesmo gravar áudio, aproveite esse momento de deslocamento para tirar da cabeça as preocupações e passar para o papel.

Ler um livro

Eu leio MUITO quando estou em trânsito. No carro, não consigo ler muito (fico enjoada), mas em viagens de ônibus e avião consigo ler tranquilamente. Por isso, toda vez que faço alguma viagem acabo adiantando bastante as minhas leituras.

Pesquisar coisas

Se você criar uma lista de coisas que precisa pesquisar (preço de pneus, hotéis no destino de férias, escolas de idiomas na sua região), pode aproveitar o período de deslocamento para realizar essas pesquisas e adiantar um montão de coisas!

Fazer telefonemas

O mesmo vale para a sua lista de telefonemas. Agendar médico, dentista, pedir uma informação, combinar uma reunião, enfim, qualquer telefonema que precisar dar pode ser feito enquanto estiver em deslocamento e assim otimizar o seu tempo.

Refletir sobre algum assunto específico

Pode ser que você tenha problemas (rá! será?). Eu gosto muito de ter uma listinha de assuntos para refletir a respeito, sejam problemas ou questoes diversas. Devo adotar um cachorrinho? Que lugar seria legal de passar as próximas férias? Como resolver o problema de relacionamento entre suas duas filhas? Existe uma série de questões que demandam raciocínio e que, muitas vezes, no dia a dia, a gente não tem tempo nem cabeça para pensar a respeito. Em um deslocamento, escolha um tema específico e contemple a visão pela janela enquanto pensa a respeito. Quem sabe a solução de um grande problema não nasce daí?

Estudar

Pode ser que você esteja estudando na faculdade, algum idioma ou assunto específico. Se conseguir ler quando estiver em deslocamento, certamente você poderá aproveitar essas horas preciosas no seu dia a dia para adiantar a leitura de qualquer material. Mantenha uma pastinha sempre com você, com os materiais da vez, pois assim qualquer janela de tempo poderá ser útil.

Apenas descansar

Muitas vezes, a coisa mais importante que a gente pode fazer quando está em trânsito é fechar os olhos e descansar um pouquinho. Música pode ajudar. Bons fones de ouvido (em formato de concha) podem ser mais confortáveis que os intra-auriculares.

E você, como costuma aproveitar o tempo de deslocamento, quando quer aproveitá-lo para fazer alguma coisa?

Categoria(s) do post: Novidades

Todo ano eu realizo pesquisas com os leitores do blog para entender o que vocês precisam e atender solicitações. Uma dessas coisas foi: ter um guia para começar. O blog possui muito conteúdo disponibilizado gratuitamente desde 2006. Sei que pode soar pedante falar assim, mas é verdade: tem bastante coisa publicada nesses anos todos, totalizando mais de 3.500 posts. Além disso, há vídeos, livros e outros materiais disponibilizados em redes sociais.

No entanto, eu entendo que, para quem está começando, ou para quem quer se organizar, pode parecer complicado querer acessar tantos posts! rs

Além dos meus livros, existem os cursos (presenciais e online). E muitas pessoas dizem que ainda não têm muita certeza como começar e que caminho seguir, que curso fazer primeiro etc. Não estão ainda seguras para fazerem um investimento no curso mais completo do Vida Organizada ou não têm certeza se querem usar um método como o GTD (Getting Things Done). Por isso, eu elaborei esse curso online que serve justamente como uma introdução um pouco mais séria para quem quer dar um passo além e realmente se organizar. Ele responde aquela tradicional pergunta: “Thais, quero e/ou preciso muito me organizar! Por onde começar?”

O curso tem cerca de 1h de duração em vídeos gravados, além dos exercícios propostos, que são o elemento chave para o início do seu processo de organização. Além disso, ele tem como bônus um curso online que considero fundamental para iniciantes, que se chama “Como identificar prioridades” (que também está disponível avulsamente, mas no caso recomendo que você se matricule no curso de Introdução, que já o contempla também, pelo valor e custo/benefício).

Clique aqui para se inscrever

Foi um curso desenhado com bastante carinho e que está com um valor que considero razoável perante o conteúdo que entrega, em formato online (disponível onde quer que você more, independente de precisar estar presencialmente) e que abre caminho para outras possibilidades, que fica a seu critério escolher depois.

Clique aqui para se inscrever

Espero de verdade que seja útil. Muito obrigada.

Categoria(s) do post: Novidades

Criei este post porque algumas pessoas têm entrado em contato dizendo que estão com dificuldades para encontrar os meus livros nas livrarias.

O que acontece: pessoal, infelizmente, com essa crise do mercado editorial, as duas maiores livrarias do país (Cultura e Saraiva) estão com problemas. As livrarias não estavam pagando as editoras pelas vendas dos livros há mais de dois anos. Por isso, em algum momento, as editoras precisaram tirar os livros das lojas, o que lamento profundamente. Aparentemente, a Saraiva conseguiu um acordo, e você pode encontrar os livros lá, ainda que eu menor quantidade, mas na Cultura não tem mais. =/

Por isso, se você quiser comprar os meus livros, recomendo três maneiras:

Site da Editora

Pelo próprio site da Ed. Gente, pois lá a compra é certeira, diretamente com eles. Se você usar o cupom 15ORGANIZADO, você compra com 15% de desconto. Veja aqui o link para todos os meus livros.

Amazon

Pela Amazon, que vende os livros impressos e também a versão ebook. Pode ser uma boa solução se você morar em outro país, para ter acesso aos livros. Comprando pelos links abaixo, você ainda ajuda o blog.

“Vida Organizada” (2014)

“Casa Organizada” (2016)

“Trabalho Organizado (2018)

Livrarias de bairro

Foto da livraria Ferin, em Lisboa

Solicitar em uma livraria local, especialmente se ela não for de franquia, pois assim você ajuda o livreiro de bairro, o que é importante nesse cenário que estamos vivendo. Ele vai encomendar, pode levar um tempinho, mas é uma maneira legal de fazer.

Nós estamos nos organizando para, em algum momento, vendermos nós mesmas os livros por aqui, mas ainda não chegamos nesse ponto, pois requer uma estrutura logística de envio um pouco mais complexa. Portanto, para adquirir os livros, as opções acima são as mais seguras. Muito obrigada!

Categoria(s) do post: Limpeza

A rotina diária de arrumação dos hotéis sempre me fascinou. Viajo muito a trabalho, e a rotina de uma viagem a trabalho basicamente se resume a acordar, dar uma geral no quarto, sair e voltar de noite, com ele arrumadinho pela camareira.

Os quartos de hotéis são feitos para serem ágeis e práticos. Já falei sobre isso aqui em outro post. Eles têm o que é necessário. Acho que são boas lições para trazermos sim para a nossa casa. Afinal, nossa casa serve para a gente viver, não para armazenar coisas.

Com relação à arrumação diária dos hotéis, que é minimalista, apenas para manter o quarto minimamente limpo e atendendo o hóspede, eu resolvi trazer para a minha casa essa singela rotina, que faço pela manhã. Hoje eu compartilho com vocês.

Basicamente, ao acordar, e antes de começar a trabalhar ou sair de casa, eu faço as seguintes tarefinhas, bem rapidamente e da forma mais simples possível:

  • Arrumar as camas (se todo mundo já tiver acordado)
  • Tirar o lixo
  • Lavar a louça (se tiver)
  • Dar uma geral nas pias (banheiros e cozinha)
  • Colocar a roupa para lavar
  • Dobrar e guardar as roupas limpas
  • Tirar o pó das superfícies
  • Lavar e guardar a louça
  • Trocar as toalhas e panos de prato

Dessas atividades acima, a única que eu não fazia diariamente era limpar as superfícies. Desde que comecei a fazer (e me toma de 2 a 3 minutos apenas), notei uma diferença significativa na relação que tenho com a minha casa, pois dobro os cuidados antes de colocar algo em cima das superfícies (“não quero sujar”), e me sinto melhor em uma casa um pouco mais limpa.

Eu também não trocava as toalhas diariamente, e continuo não trocando todos os dias, mas tenho trocado com uma frequência maior. Não temos espaço para varal e que pegue sol em casa para deixar as toalhas, e o período de uma semana para trocas estava sendo tempo demais. Aumentamos o número de toalhas e trocamos com uma frequência maior (quando sinto necessidade, mas geralmente a cada dois ou três dias).

Eu em uma das últimas viagens, no quarto do hotel limpinho.

Quando penso na rotina que eu tinha antes de ter essa configuração de trabalho que tenho hoje, quando eu saía de casa bem cedo para trabalhar e voltava de noite, ainda assim penso que essa rotina seria factível. Bastaria acordar 15 minutos mais cedo para fazê-la. Muitas vezes eu acordei mais cedo para estudar, meditar ou qualquer outra atividade, e não veria problemas em acordar mais cedo para fazer essa pequena rotina matinal de cuidados com a casa, se assim quisesse. Mas tá tudo bem fazer em outro horário também. Realmente tanto faz. Não se apeguem ao horário, e sim às atividades. 😉

O cuidado com a casa é muito baseado nas rotinas. Tem que automatizar algumas coisas para elas acontecerem rapidamente e no piloto automático, sem tomar muito tempo. Nesse caso, mesmo fazendo “no piloto automático” eu me sinto muito “mente plena” fazendo, pois sinto que estou dando carinho para o lugar que me abriga.

Vejo as rotinas como frequência de atividades, e não atividades relacionadas a um horário específico. O que eu citei neste post de hoje pode ser feito em qualquer outro horário. Para mim, de manhã tem funcionado porque muitas vezes passo o dia fora, a trabalho, e pelo menos adiantei bastante coisa antes de sair.

É comum eu ficar muitos dias fora viajando a trabalho, e sempre que volto vejo a falta que essa rotina faz à casa. Por mais que meu marido cuide das coisas enquanto estou fora, eu não posso obrigá-lo a ter a mesma rotina e fazer as mesmas atividades que eu gosto de fazer – ele faz as coisas no ritmo dele. Quando eu volto, eu vejo valor nessa rotina, e me sinto satisfeita por fazê-la, porque sinto que estou cuidando não apenas da casa com carinho, mas de todos nós que moramos aqui.

A rotina de arrumação de um quarto de hotel tem uma ou mais pessoas dedicadas a isso. Não podemos ter a expectativa do mesmo resultado sem ter uma equipe em casa cuidando disso também. Mas algumas poucas práticas podem ser fáceis de serem incorporadas, e mesmo sem investir muito tempo podemos ter um resultado que deixe a nossa casa um lugar mais agradável para viver diariamente.