Categoria(s) do post: GTD™, Carreira, Estudos

No primeiro post da série GTD e Estudos, eu pedi a todos que respondessem uma enquete sugerindo temas e assuntos para abordarmos nesta série. Em cerca de uma semana desde aquele post, recebi 749 respostas (e aumentando). Já li todas e gostaria de agradecer a todos que participaram. Eu vou compilar as ideias mais citadas e começar por elas.

Hoje, gostaria de mostrar um pouco do perfil de todos que preencheram, para vocês terem uma ideia de como será explorado o foco dos posts (equilíbrio entre os temas):

Existem temas e orientações que servem para todas as áreas, e começarei por eles. Depois, vou especificar mais de acordo com o perfil de vocês. Faculdade está em primeiro lugar (28,5%), seguida de cursos diversos (23,5%), e depois: pós-graduação (13,1%), mestrado (10,2%), idiomas (8,8%) e outros.

O passo inicial que eu gostaria de pedir a todos vocês que estejam acompanhando a série é ter, em casa, no trabalho e para os momentos de deslocamento, uma caixa de entrada física. A caixa de entrada física serve para agrupar papéis, notas, documentos, apostilas, anotações em sala de aula e tudo o mais que você receber fisicamente. Não se trata de um acessório opcional, mas extremamente necessário. E a ideia de ter uma caixa de entrada física é poder centralizar tudo e, uma vez por dia (ou no máximo a cada dois dias), esclarecer e organizar o que tem ali dentro.

Até o próximo post, gostaria de pedir que você providencie, então, essas caixas de entrada. Exemplos:

Uma bandeja para correspondências simples, como no modelo acima, pode ser facilmente encontrado em lojas como Kalunga ou outras de artigos para escritórios ou casa. Existem diversos modelos – escolha o que mais lhe agradar. Não use nada dentro de gavetas, com tampa etc. A caixa de entrada deve ficar em cima da sua mesa, acessível. Uma em casa e outra no trabalho.

Para os períodos em deslocamento, você pode manter uma pasta simples dentro da sua bolsa ou mochila para agrupar toda a papelada que chegue até você quando você não estiver em nenhum desses dois lugares (casa e trabalho). O tipo de pasta depende do volume que você recebe de papelada – desde uma pasta em L até uma pasta de elástico mais grossa.

Este passo é simplesmente necessário se você quiser iniciar sua jornada no GTD, está bem?

Isso são suas caixas de entrada física. Você terá caixas de entrada eletrônicas também, como e-mails, What’s App, mensagens no Facebook e por aí vai. Outras ferramentas de captura física incluem cadernos, por exemplo. Tudo isso entra na caixa de entrada.

No próximo post nós vamos ver o que fazer com a papelada que entra nessas pastas e como lidar com as capturas que chegam via meio eletrônico também, especialmente com relação a mensagens.

Por favor, deixe um comentário quando você concluir essa etapa! 😉 Até mais!

Categoria(s) do post: Empreendedorismo, Áreas da Vida

Esta semana tenho duas viagens a trabalho e tinha uma lista de ações que precisava concluir antes de viajar. Quis fazer uma experiência, analisando essa lista. De todas as ações que eu precisava fazer, quantas delas poderiam ser feitas apenas por mim? Ou seja: se eu tivesse uma equipe de 10, 12 pessoas, e pudesse delegar, quais dessas eu não poderia delegar, pois somente eu sou a pessoa qualificada a fazê-las?

Esse exercício foi interessante porque, de 19 ações, 8 poderiam ser feitas por outras pessoas. No momento eu (ainda) não tenho uma equipe abaixo de mim para delegar ações como “gerar notas fiscais” ou “enviar proposta comercial”, mas esse exercício me fez ver as seguintes condições:

  • Quase 50% do meu trabalho poderia ser delegado. E, se fosse, eu teria 50% a mais de tempo para trabalhar naquilo que só eu posso fazer (meu talento).
  • Eu já sei quais ações podem ser delegadas, então isso vai facilitar muito quando eu for contratar alguém. Terei claro o escopo da pessoas e as competências que ela precisará ter.
  • Isso também me deu mais certeza de que devo contratar alguém. 🙂 Esse deve ser um bom foco então.
  • As ações que só eu posso fazer me dão um indicativo do que é realmente prioridade, pois resumem o meu trabalho. Eram ações como escrever, me capacitar, capacitar outras pessoas.

A dica de hoje é para você fazer a mesma análise com a sua lista de afazeres. Será que todas as tarefas da sua lista realmente precisariam ser feitas por você? Você é a pessoa mais apropriada? Talvez você não possa delegar no momento, mas essa análise te dará um forte indicativo de qual deve ser o seu foco para crescer.

Faça o teste e me conte. 😉

Categoria(s) do post: GTD™

Um dia na vida de uma pessoa que usa GTD há quase 11 anos.

Acordo no horário em que meu despertador toca. Não tenho um horário fixo para acordar – procuro dormir sempre sete horas e meia e estar na cama oito horas antes de acordar. Em média, durmo por volta da meia-noite ou meia-noite e meia, e acordo no tempo correspondente depois disso. Quando tenho viagens ou outros compromissos que me obrigam a acordar mais cedo, procuro compensar na noite anterior, indo dormir o mais cedo possível.

Tenho um pequeno ritual matinal, quado faço minha meditação, tomo café-da-manhã e preparo um chá para subir para o meu home-office, onde vou passar o dia. Ao chegar lá, abro as janelas, coloco o chá na mesa e confiro meu tickler para o dia. Se tiver algo lá, coloco na caixa de entrada.

Muitas vezes, gosto de ouvir música (calma) nesse horário e, algumas vezes, ler as principais notícias do dia no NY Times.

Abro meu navegador. A página inicial é minha agenda do Google. Ali, tenho o cenário para o meu dia e as ações que preciso executar. Já procuro executar todas que não dependam de um horário naquele período da manhã. De modo geral, isso acaba sendo concluído até a metade da manhã, caso eu tenha muitas coisas.

Ao longo do dia, vou cumprindo os compromissos da agenda. Sessões de coaching, reuniões e outros.

Nos intervalos da agenda, eu acesso as minhas listas de próximas ações, que estão organizadas por contexto, e eu adoro ter a liberdade de escolher o que prefiro fazer, ao analisar cada uma delas. O que tem prazo está no calendário, então não perco nenhum. Mas ter essas listas com atividades sem prazo me dá uma liberdade enorme de escolher focar aquilo que tenho mais interesse e vejo como prioridade no momento.

De modo geral, abro a minha caixa de e-mails antes da hora do almoço – quando já finalizei os prazos do dia ou, então, eles estão sob controle, faltando pouca coisa a ser concluída. Trabalho com duas caixas de e-mails e tenho o costume de esvaziá-las diariamente. Esvaziar a caixa de entrada não significa fazer tudo o que está ali, mas esclarecer e organizar no lugar mais adequado. Tem coisas que eu faço na hora (se levarem menos de 2 minutos), outras que farei no mesmo dia (vão para o calendário), mas a maioria pode ser adiada para fazer em um momento mais apropriado.

Almoço com o meu filho em casa. Essa é uma das vantagens de trabalhar em home-office. Quando ele vai para a escola, gosto de dedicar um tempo a atividades mais relaxantes para a alma e a mente. Ou vou à academia, ou assisto um episódio de uma série no Netflix (de 20 minutos), ou tomo um banho, ou leio um livro ou revista.

Na parte da tarde, continuo no mesmo ritmo da manhã: trabalhando nos meus compromissos e listas de ações.

Tenho uma caixa de entrada física que vai sendo alimentada ao longo do dia. Antes de encerrar meu dia de trabalho, gosto de esvaziá-la.

É claro que existem dias em que eu não trabalho em casa. Esta semana, por exemplo, trabalharei em casa apenas durante dois dias. Por isso é muito importante para mim manter um escritório “móvel”, que me atenda quando estiver fora. A rotina acaba sendo praticamente a mesma, tirando o fato de que não estou em casa. Por exemplo, se eu tiver um treinamento ou compromisso pela manhã, gosto de chegar antes (para evitar o trânsito) e tomar meu café-da-manhã em uma cafeteria local, para assim ouvir música, ler as notícias do dia e trabalhar em prazos antes mesmo de “o dia começar”…

A única coisa que muda quando fico o dia todo fora, em eventos, é que não esclareço a caixa de entrada física no dia. Deixo para fazer isso na manhã seguinte. Porém, quando estou viajando, me sinto bastante confortável para aproveitar os momentos em que geralmente não se faz nada para fazer isso – enquanto espero o embarque, por exemplo.

Quando eu comecei a usar o GTD, em 2006, o que me fez ficar realmente apaixonada foi a lista de próximas ações por contexto. Hoje, continuo apaixonada por essa ideia. Acho de extrema importância aprendermos a identificar os contextos diversos na nossa vida e, assim, criar mapas adequados para conseguirmos trabalhar em cada um deles.

Conhecer o meu ritmo, os meus contextos, me permite confiar nas escolhas de execução que faço momento a momento. Sei quando devo fazer algo que demande mais concentração, assim como sei quando eu posso dedicar energia a algo que precisa mais de força física. Essa recalibragem acontece o tempo todo.

Esta semana, por exemplo, estou com uma crise de sinusite. Isso não me permite usar muito a voz (estou rouca e com acesso de tosse), por isso eu renegociei todos os compromissos que pude, e isso me permitiu também focar em outras coisas. Não vejo mais “crises”, e sim oportunidades de lidar melhor com tudo o que tenho no meu inventário de coisas a fazer.

Durante a noite, em casa, bem, esse é apenas outro contexto. Afazeres diversos envolvendo casa, limpeza, comida, lição da escola, tudo entra aqui.

A revisão semanal é uma atividade-chave para manter tudo rodando deliciosamente, e tenho feito aos domingos de manhã, quando todos ainda estão dormindo. Eu mantenho meu ritmo de sono e, ao mesmo tempo, tenho um tempinho só meu, de qualidade, para pensar em tudo o que quero e preciso fazer.

Hoje, a principal diferença que vejo da Thais que começou a usar o GTD é a importância de valorizar o esclarecer, o esvaziar as caixas de entrada. Quanto mais claras as coisas estiverem para você, mais minimalista você vai ficando em termos de ter apenas o essencial, e isso vale não apenas para a casa, como para os relacionamentos, o trabalho e todo o resto. Imprescindível. É o que te deixa em estado de prontidão e te dá clareza para explorar coisas novas.

Ainda hoje, há pessoas que acompanham o blog e me perguntam “mas o que é GTD?”. GTD é um método que me permite fazer tudo isso. E é no que eu acredito que deveria ser ensinado para todas as pessoas, no mundo inteiro.

Categoria(s) do post: Armazenamento, Social, Família

Um dos temas mais abordados nos comentários dos posts aqui no blog é sobre a eterna questão: eu organizo a casa, mas meus familiares não. Como motivá-los? Então o post de hoje é para a gente bater um papinho sobre esse assunto.

Eu já tenho o blog há quase 11 anos e, durante esse tempo, aprendi muitas coisas conversando com as pessoas e estudando materiais relacionados a esse assunto. Minha opinião vai se pautar em um dos valores mais fortes do Vida Organizada, que é a questão da Autonomia. Eu acredito que, para uma pessoa se organizar, ela precisa ter autonomia. Não dá para obrigar ou tentar convencer ninguém.

Mas então como nós, que gostamos do assunto, podemos conviver com outras pessoas desse jeito? Acho que é aqui que reside a chave do problema.

Organização X Arrumação

Primeiro, vamos falar sobre a diferença entre organizar e arrumar. Organizar é encontrar soluções práticas para a casa. Arrumar é colocar no lugar. Se você arrumar uma casa que não esteja organizada, fatalmente as coisas não terão suas casinhas certas, não terão lugar certo, e mesmo guardadas, pode ficar aquela sensação de bagunça.

Muitas vezes, os membros da família não fazem bagunça ou deixam as coisas espalhadas porque querem, mas porque é mais fácil. Eles não sabem exatamente onde colocar tal coisa, ou arrumar determinado objeto é muito difícil (uma gaveta entupida de toalhas é completamente desanimadora).

Destralhe

Muitas vezes, o simples fato de destralhar já ajuda a aliviar a pressão, pois envolve a diminuição da quantidade de objetos. Comece destralhando os seus objetos pessoais: roupas, acessórios, cosméticos, livros, DVDs etc, e só depois passe para as áreas de uso comum da casa, sempre respeitando os objetos dos outros. Geralmente, esse movimento chama a atenção e, quando as pessoas passam a ver os benefícios, elas querem fazer parte. Se isso acontecer, ofereça apoio. Nunca, em hipótese alguma, saia doando ou jogando fora as coisas dos outros, mesmo que a outra pessoa seja uma acumuladora compulsiva. Não são as suas coisas.

Aceite

Pode acontecer de a pessoa não se manifestar e continuar lidando com a sua própria bagunça. Se ela não fizer isso com o ambiente de uso comum de todos, tudo bem. Deixe que ela tenha seu quarto como quiser, com a bagunça que ela quiser. Vejo especialmente pais e mães de adolescentes que ficam malucos com a bagunça no quarto dos filhos, chegando a entrar e querer limpar tudo. Precisa mesmo? Questione-se. Aqui envolve a autonomia de maneira geral. Afinal, esse adolescente um dia vai morar sozinho. Deixe ele se virar.

Por outro lado, deixe claro que essa regra serve apenas para o quarto dele ou dela. Nas áreas de convivência em comum, valem as regras dos adultos.

“Ah, mas o problema são os adultos”. Então voltamos no primeiro tópico deste post: a casa está organizada e possibilitando a arrumação? Porque, se não houver lugar certo para as coisas, ninguém vai se motivar a arrumar o que estiver fora do lugar. Então aqui pode entrar o seu papel de observar as pistas deixadas pela bagunça. É melhor e menos cansativo que você se responsabilize por essas soluções que perder tempo diariamente arrumando a bagunça dos outros e se estressando por conta disso. Uma coisa é certa: se a arrumação for mais fácil que a bagunça, ninguém vai bagunçar. E, se bagunçar, será exceção.

Pense na organização como uma benção que você pode dar aos moradores da sua casa – algo que você está ensinando a eles e a si mesma. A organização é algo que deve servir você e a sua família, não o contrário. Senão, vale mais a pena manter a bagunça e ter uma família feliz. Tá bem? o objetivo da organização é ajudar e simplificar o dia-a-dia, não torná-lo mais estressante. Se isso estiver acontecendo, veja se você está está fazendo tudo o que eu falei acima. Será que você não está:

– Focando na arrumação, em vez de prestar atenção na organização?

– Deixando de perceber as pistas que a bagunça dá?

– Comprando brigas desnecessárias?

– Se entregando à bagunça dos outros?

– Pirando na organização e esquecendo das outras pessoas?

Faça uma análise da sua situação de maneira geral e lembre-se que, no final das contas, relacionamentos são importantes, especialmente com as pessoas com quem vivemos dentro de casa.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: GTD™, Carreira, Estudos

Hoje vou começar uma nova série de posts no blog sobre GTD e estudos. Venho ensaiando trabalhar esse tema já há algum tempo, sem ter muita certeza de qual seria o melhor formato, e a ideia é poder ir orientando e tirando as dúvidas de vocês à medida que essa série bem artesanal de posts for sendo publicada.

O propósito desta série é mostrar como o método GTD pode potencializar a produtividade de quem precisa organizar seus estudos, tem projetos relacionados, metas (como por exemplo passar no vestibular ou em um concurso público). Por meio de exemplos específicos, pretendo demonstrar como aprender a usar o método também.

Pretendo explorar as diversas áreas relacionadas a estudos: crianças em idade escolar? adolescentes com TDAH? vestibulandos? pessoal na faculdade? pós-graduação? cursos de idiomas? cursos livres diversos? mestrado? doutorado? E assim ir além. Espero contar com a participação de vocês. Se você já passou por uma dessas situações e quiser compartilhar histórias de sucesso ou desafios, fique à vontade para deixar comentários aqui neste post! Eles serão observados e levados em consideração na produção dos futuros conteúdos relacionados.

Este é um post de apresentação. Portanto, gostaria de pedir a sua ajuda para me ajudar a construir esta série. Por favor, preencha o questionário aqui (leva menos de 2 minutos) e envie suas sugestões. Muito obrigada!

Categoria(s) do post: Diário da Thais

A cada trimestre, eu costumo fazer uma revisão sazonal e ver o que foi concluído no trimestre que está se encerrando. Nesse último (de 21 de março a 21 de junho), concluí 1 objetivo e 35 projetos. Este post é para trazer alguns deles, além de um vídeo comentando. A ideia é inspirá-los para mostrar o que a organização pode fazer por nós.

Objetivos

  • Me certificar como Master Trainer do Nível 1 do GTD: Objetivo que estava em andamento desde 2015 e finalmente foi alcançado.

Projetos

  • Organizar rotina de passeio com os cachorros
  • Finalizar programa do Nível 1 com a turma de janeiro de São Paulo
  • Finalizar limpeza do backlog da pasta de Downloads do computador
  • Organizar atividades em família para os diversos feriados de abril
  • Implementar programa de afiliados da Amazon no blog
  • Garantir declaração do IR 2017
  • Finalizar as gravações do curso online Organize-se em 2017
  • Finalizar programa do Nível 1 com a turma de fevereiro em São Paulo
  • Organizar materiais em espanhol para cursos do GTD
  • Implementar o novo media kit do blog
  • Organizar as festas de aniversário do Paul (7 anos)
  • Renovar meu passaporte
  • Finalizar a série de posts integrando GTD e FLY Lady
  • Garantir que o Vida Organizada fique em estado de cruzeiro durante a minha cirurgia
  • Realizar uma cirurgia tranquila e com sucesso
  • Finalizar programa do Nível 1 com a turma de março de Brasília
  • Finalizar programa do Nível 2 com a turma de março de São Paulo
  • Otimizar o espaço de armazenamento no nosso quarto
  • Implementar o curso online de Feng Shui e Organização da Casa
  • Resolver a questão do carro
  • Celebrar o Dia dos Namorados
  • Me preparar para a avaliação oral do Nível 2 com o David Allen
  • Implementar as listas do GTD no meu Evernote
  • Outros projetos mais pessoais…

Veja o vídeo abaixo ou clique aqui para assistir. Aproveite para seguir o canal no YouTube!

Categoria(s) do post: Armazenamento

Continuo montando um armário-cápsula a cada estação, mas o foco tem sido em construir um armário inteiro bom e coerente a cada estação, e não para cada estação. A diferença é sutil. O que tenho feito é aproveitar cada estação para reavaliar todas as minhas roupas e, assim, ir aprendendo melhor o que funciona para mim, o que veste bem, o que é feito de bons materiais, e como comprar de maneira mais consciente. Percebam então que o foco não é em montar um armário-cápsula, mas em usar o armário-cápsula como ferramenta de análise a cada estação.

Eu também não me apego a quantidades, apesar de tentar manter um número reduzido de peças. Eu acredito que, quanto menos peças tivermos, melhor usaremos cada uma delas e mais criativa eu terei que ser nas combinações, mas também não dá para ficar com peças “de menos”, o que pode atrapalhar a minha rotina e logística de lavagens, especialmente no inverno (quando as roupas demoram mais para secar).

Desta vez, eu tentei usar o planner da Un-Fancy, o que é ótimo e dá bons direcionamentos, mas é muito comercial em certo sentido. Por exemplo, ao tentar definir as cores da paleta do armário de inverno, me peguei pensando em coisas como: “gostaria de usar mais turquesa, mas só tenho uma peça, então talvez tenha que comprar uma coisa ou outra”, quando na verdade não é necessário comprar coisas com esse raciocínio específico, e sim de acordo com o gosto ou a necessidade.

Outra mudança considerável foi o uso da paleta de cores. Refiz minha análise com a Ana porque mudei o tom do meu cabelo e queria explorar opções de mais contraste, e atualmente estou com a paleta de inverno profundo.

Eu tenho um problema (não diria que é bem um problema, mas uma questão), que é a dificuldade de ter o olho bom para experimentar e adquirir peças mais coloridas. Por isso, tenho muitas peças em cores neutras. Eu também acho que a variedade de cores é pequena nas lojas e, só quando você atinge um certo nível de genialidade em termos de estilo, consegue desenvolver esse olhar curador e fazer boas escolhas. Aqui entra a importância de uma consultora de estilo para te apoiar.

No meu caso, meu armário, e especialmente as peças de frio, acabam caindo no preto e no azul marinho. Desde 2015 (quando comecei esse estudo) eu venho tentando explorar outras possibilidades de cores, mas acho difícil encontrar. Eu também não me sinto tão confortável usando um sobretudo cor de uva, por exemplo, apesar de achar lindo. Não que eu não goste, mas eu acho que meu estilo é mais clássico mesmo, uma coisa meio french rocker tomboy, com muitas listras, trench coats, sapatos oxford e tecidos naturais contrastando com tecidos mais estruturados. E eu meio que quero aceitar isso, porém aprendendo a fazer boas misturas – uma calça de linho com uma linda blusa colorida de seda, talvez? Esse é o tipo de coisa que vou explorar um pouco mais adiante, e abaixo explico porquê.

Uma imagem vale mais que mil palavras / Créditos: Elle Dinamarca
O tipo de estilo a ser mais explorado / Créditos: Não achei pela foto; peguei do Tumblr

Basicamente, porque também estou em processo de perda de peso. Iniciei um tratamento também há algum tempo, mas mais forte no ano passado, e até então emagreci 14kg. Ainda pretendo emagrecer mais. Tudo isso é assunto para outro post, porque envolve uma mudança grande na rotina, e o foco hoje é o armário-cápsula da estação. Mas tudo isso influencia no que posso comprar, em termos de roupas, e o que preciso (ou quero) esperar mais um pouco. Eu cheguei a escrever um post sobre que tipo de investimento (em termos de roupas) vale a pena fazer quando você está nesse processo de emagrecimento, então o que eu quero dizer é que agora não é o momento de investir em roupas de caimento e estrutura, como casacos, por exemplo. Isso tem me feito usar mais o que eu já tenho, e por isso mesmo meu armário talvez não reflita as mudanças (em termos de cores) da forma como eu gostaria.

Porém, de modo geral, eu vi que existe uma linha sim nesse armário-cápsula de inverno, que envolve tons de verde, azul marinho, turquesa e um pouco de roxo uva. São todas cores que eu gosto muito e que estão na cartela que estou seguindo atualmente, acima.

Seguem as peças:

Quis começar com as blusas de lã porque acredito que elas descrevam bem a paleta de cores que acabou sendo “escolhida” para a estação.

  • Blusa de lã bege – comprada na Feira da Malha em SP
  • Blusa de soft turquesa – Quechua, comprada na Decathlon
  • Blusa de lã verde folha – comprada na Feira da Malha em SP (mas vi uma igual na Renner)
  • Blusa de gola alta verde escuro – comprada na Feira da Malha em SP
  • Blusa de lã azul marinho – Zara
  • Blusa de lã preta com bolinhas brancas – C&A
  • Blusa de lã preta com gola em V – comprada na Feira da Malha em SP

Essas são as minhas camisetas ou blusinhas de malha. Faltam algumas na foto, que estão lavando. Nada de muito diferente do que já está aí. Percebi que preciso de outras opções mais voltadas para o bege ou o roxo uva que gosto tanto. Comprar camisetas de manga comprida (ou blusinhas) nessas cores tem sido um dos focos nessa estação então. O bom das roupas de malha é que elas são mais flexíveis para quem está perdendo peso. Porém, são menos nobres e mais informais. Eu uso bastante por baixo das blusas da foto anterior.

  • Camiseta verde musgo listrada – Forever 21
  • Camiseta verde folha – Marisa
  • Blusa de linho azul – Besni
  • Blusa de viscose azul com peixinhos – Luigi Bertolli
  • Camiseta azul marinho listrada – Forever 21
  • Camiseta preta listrada – C&A
  • Camiseta preta de manga comprida – Renner
  • Camiseta do Evernote – ganhei de presente
  • Camiseta da Apple – comprei em um camelô na Paulista

  • Camisa bege floral – Zara
  • Camisa verde militar – C&A
  • Camisa preta de manga curta – Besni

  • Casaco “quebra vento” e impermeável bege – Quechua, comprado na Decathlon
  • Parca cáqui – C&A, comprada na Holanda
  • Blusão de lã azul marinho – Marisa ou C&A
  • Trench coat bege – Zara (está lavando)

Os casacos pretos merecem uma foto só para eles. rs

  • Blusão de lã com estampa de leopardo – Zara
  • Blazer preto – Renner
  • Blusão de lã preto – Zara
  • Sobretudo de lã preto – Renner

Indo para as partes de baixo, os vestidos:

  • Vestido azul com estampa étnica/geométrica – Besni
  • Vestido azul com gola branca – Target, comprado nos EUA
  • Vestido preto de malha – Besni

Essas são algumas partes de baixo:

  • Calça de sarja roxo uva – Marisa
  • Calça de alfaiataria de lã marrom – C&A, comprada na Holanda
  • Calça de alfaiataria preta – Renner
  • Saia lápis preta – Marisa
  • Calça jeans – C&A (está lavando)
  • Calça de sarja preta – C&A, comprada nos EUA (está lavando)

Sapatos, não tenho tantos. Acabo usando sempre os mesmos no inverno, porque sinto muito frio nos pés:

  • Bota preta de cano alto – sem marca, comprada em uma loja de artigos de couro na Lapa
  • Ankle boot marrom de camurça – Piccadilly
  • Ankle boot preta de couro – Arezzo
  • Sapato marrom de couro com salto anabela – Piccadilly
  • Sapato oxford preto – Moleca
  • Sapato preto de camurça com salto de madeira – Arezzo
  • Tênis cinza – New Balance

O que não entra na cápsula: roupas de academia, pijamas, acessórios (lenços, pashminas, cachecóis) e bolsas (não uso no dia a dia, e sim mochilas e pastas de trabalho).

Total de peças: 43.

Eu estou lentamente migrando de um armário comum (do meu ponto de vista) para um armário um pouco mais refinado, a partir das novas compras que venho fazendo, e que dependem também da estabilidade do meu peso. Tenho pensado melhor sobre que acessórios comprar – comprando menos, com qualidade e versatilidade melhores. Não saio comprando qualquer sapato. Peças de roupa, penso no custo benefício e em quanto tempo vou usar, de acordo com a durabilidade do tecido e corte também.

Para a próxima estação, por exemplo, é provável que eu já não esteja vestindo bem muitas das peças acima e, muito provavelmente, no inverno que vem muitas delas também não me servirão mais. Por isso, qualquer investimento que eu faça hoje precisa levar isso em consideração – não adianta eu comprar um sobretudo ou um blazer que vou perder logo à frente. Essa restrição me deixa com liberdade de escolha para itens que eu posso efetivamente investir, como lenços, óculos e roupas mais maleáveis, como blusões de lã e camisetinhas de malha. Também tenho aproveitado para investir em peças que não entram na cápsula, como roupas de academia e pijaminhas.

Ou seja, qual o propósito de todo esse movimento? Focar mais no essencial e repensar nosso consumo, a caminho de um mercado mais sustentável, sem perder de vista a valorização da nossa auto-estima.

Eu montei esse armário no último final de semana e pretendo, ao longo dos próximos três meses, usar apenas as peças elencadas, além das possíveis compras relacionadas que posso vir a fazer, conforme comentei no post.

Categoria(s) do post: Saúde, Áreas da Vida

Você dorme mal? Seguem algumas dicas de produtividade e alta performance para dormir melhor.

  1. Exclua de vez da sua vida o botão de “snooze” do celular. Pare também com a mania de colocar o alarme para diversos horários diferentes, para ir acordando aos pouquinhos. Isso não torna seu sono melhor, pelo contrário. Estabeleça um horário para acordar e deixe seu sono rolar até a hora certa de levantar. Que seja um horário limite, mas pelo menos você dormiu de uma vez, em vez de ficar acordando de cinco em cinco minutos.
  2. Planejar o dia na noite anterior também pode ajudar a ter motivação. Quando você olha sua agenda para o dia seguinte, imagina o café-da-manhã saudável que vai tomar, os exercícios que vai fazer, enfim, as atividades que você estabeleceu como importantes para a vida que você tem, isso pode te dar motivação para dormir tranquilo e sabendo que precisa descansar para curtir o dia seguinte.
  3. Ter uma rotina de boa alimentação e de atividade física contribui com o bom sono. Procure profissionais adequados ao estilo de vida que você está construindo e monte um cardápio e um plano de treino adequados para a vida que você tem.
  4. Vá para a cama todos os dias no mesmo horário. Mesmo se estiver sem sono, esteja na cama. Leia um livro, beba um chá, pense na vida, mas esteja na cama no horário determinado. Se você quiser levar sua saúde a sério, faça isso mesmo aos finais de semana. A constância ajuda muito na qualidade do sono.

Talvez você não precise de medicamentos se você tiver uma rotina. 😉

Curso online: Organize a sua agenda

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Este post traz algumas dicas práticas para lidar com a procrastinação nessa segunda-feira e outras para você incorporar aos poucos na sua vida.

  1. Esclareça melhor as coisas que você precisa fazer. No geral, deixamos para depois o que parece chato ou difícil. Esclarecer melhor significa pensar nas suas coisas. Se você precisa “montar uma apresentação”, o que exatamente significa isso? Dê uma explicação de dois minutos para você mesmo(a) e veja como tudo se torna mais claro. Depois…
  2. Quebre uma mesma tarefa em pedacinhos menores – até ridículos. No caso da apresentação, faça uma lista com itens como: “criar o arquivo PPT”, “inserir títulos nos slides”, “baixar imagens”, “escrever slide 1” e por aí vai. Riscar coisas da lista aumenta nosso nível de empolgação no cérebro, mesmo que sejam itens pequenos. Quando você quebra uma tarefa menor em outras menores, fica mais fácil fazer uma coisa de cada vez.
  3. Tenha na sua agenda do dia somente aquilo que precisa ser feito hoje – o “do or die” (faça ou morra). Nada de encher a agenda de afazeres só porque é segunda-feira! Você pode ter uma lista assim, mas não coloque na agenda. Sua agenda deve ser um guia confiável do que precisa ser feito hoje, em absoluto. E aí foque nela. Não ouse olhar outras listas enquanto não finalizar os prazos do dia.
  4. Para ajudar a focar em alguma atividade, utilize a técnica Pomodoro. Basicamente, acerte seu timer para 25 minutos e trabalhe unicamente nessa tarefa, sem parar, até o fim do tempo.
  5. Trabalhe em um ambiente diferente. Muitas pessoas procrastinam porque se irritam com a rotina. Pode ajudar (se você puder) pegar seu computador e trabalhar em uma mesa, sala ou local diferente.
  6. Dê-se pequenos prêmios como forma de compensar a não procrastinação. Por exemplo: “só vou pegar meu café quando terminar o relatório”.
  7. Pare de reclamar. Isso serve para tudo na vida, não só para a procrastinação, mas especialmente nesse caso ajuda bastante a ver as coisas de uma outra forma.
  8. Muitas vezes, quem procrastina na verdade é perfeccionista. Se for o seu caso, tente baixar um pouco a guarda e as expectativas. Feito é melhor que o perfeito não feito. E pense assim: quanto antes você terminar, mais tempo terá para revisar e fazer ajustes. Então foque nisso.
  9. Se for interrompido(a), anote em um papel e lide com a interrupção apenas quando terminar o que estiver fazendo.
  10. No entanto, tudo o que for rápido de fazer (se levar menos de dois minutos), faça na hora. Mesmo que não tenha alta prioridade. É melhor tirar logo da frente do que escrever em uma lista para fazer depois.
  11. Sempre pergunte-se, ao longo do dia, qual é a próxima coisa mais importante que você deve fazer. Mesmo que você tenha muitas listas, muitos prazos, olhar para o montante pode te sobrecarregar. Assim, foque em uma coisa de cada vez. Muitas vezes, a coisa mais importante poderá ser “parar e dar uma volta para desestressar”. Você verá o poder dessa pergunta!
  12. Use boas ferramentas de organização para ter controle sobre as suas atividades. Eu recomendo uma boa agenda (ex: agenda do Google), um bom gerenciador de listas (ex: Todoist) e um bom gerenciador de informações (ex: Evernote). Essa dica vai funcionar melhor a médio e longo prazo, mas você precisa começar a partir de algum lugar.

Boa segunda-feira!

Categoria(s) do post: Checklists

Confira uma lista de coisas legais para se fazer em junho:

  • Revisar seus objetivos para 2017
  • Revisar a papelada para ver o que pode ser digitalizado ou organizado de outra maneira
  • Fazer o armário-cápsula de inverno
  • Doar agasalhos e cobertores
  • Testar uma receita nova que combine com o frio
  • Ir a uma quermesse
  • Abastecer suprimentos de inverno, como mantas e cobertores
  • Limpar ar condicionado, coifa e ventiladores
  • Tirar o pós dos móveis com mais frequência
  • Organizar a estante de livros
  • Visitar um museu
  • Finalizar planos para as férias escolares
  • Fazer uma lista de filmes que gostaria de assistir até o final do inverno

E você, o que pretende fazer em junho?

Categoria(s) do post: GTD™, Equipes

Uma das perguntas que eu mais recebo é: “como fazer minha equipe usar GTD?” ou “como fazer quando meu marido / minha esposa não usa GTD?”. Recentemente eu vi uma palestra do David Allen onde ele pondera um pouco sobre esse assunto e gostaria de trazer algumas percepções minhas a respeito, a fim de ajudar.

O GTD é um método de gerenciamento integrado da vida. Logo, 1) a pessoa tem que querer implementar, porque ela que vai lidar com as coisas da sua própria vida e 2) ela vai usar o método para tudo, não só para o trabalho ou gerenciamento da casa, por exemplo.

O David usou um exemplo que eu gostei muito, que é: você pode ensinar a sua equipe a ler? Não, não é seu papel. Mas se todos na equipe souberem ler, isso vai mudar (e melhorar) completamente o relacionamento e o modo de trabalho de vocês.

O GTD é uma habilidade e, como tal, você tem que estar a fim de aprender e aí, afim, você tem um caminho de aprendizado a ser percorrido. O que as equipes podem fazer para facilitar esse aprendizado é talvez discutir a leitura do livro em grupo, destinar uma parte da reunião de equipe para trocar experiências sobre a implementação ou, o ideal: levar um treinamento para dentro da empresa. Por quê? Porque aí todos falarão a mesma língua. Um time que tenha o raciocínio voltado para “Qual é a próxima ação?”, “Resolvo em menos de 2 minutos” e outras boas práticas como esvaziar as caixas de entrada regularmente e ter o raciocínio voltado a projetos / resultados desejados, não tem como ser uma equipe sem eficácia. O mesmo vale para famílias e outros tipos de equipes, não só envolvendo trabalho. Serve para grupos religiosos, bandas e tudo o mais.

Vale pontuar que o simples fato de você fazer uso do GTD já impacta toda a sua equipe. Você vai gerenciar as coisas, vai saber quem cobrar e quando, enfim, é outro jogo. Da mesma forma, o fato de se tornar uma pessoa mais produtiva servirá de exemplo e motivação para os demais, que inclusive podem pedir para que você os ajude a implementar também. Uma única pessoa implementando o GTD já impacta positivamente todo o seu ecossistema.

Por isso, se você quer implementar o GTD em sua equipe ou quer aprender como lidar com pessoas que não usam GTD, o caminho é simples:

  1. Aprenda e use você GTD (guia para implementação)
  2. Inscreva-se ou inscreva alguém de presente em uma turma aberta em sua cidade
  3. Contate a Call Daniel para levar um treinamento de GTD para a sua empresa ou equipe

Espero que este artigo tenha ajudado.