Categoria(s) do post: Rotinas

Os dentes deram uma balançada geral na rotina por aqui. Eu vinha sendo maleável porque o Paul está maior, sempre teve um bom ritmo (em parte pela educação que temos dado), mas passou dos limites, para mim. Essa noite ele acordou o tempo inteiro dando gritinhos e não se sabia o motivo. No final das contas, ficou na cama com a gente, mas mesmo assim não dormiu – rolava para lá e para cá chorando. Agora que ele engatinha, só quer fazer isso o tempo todo, mesmo dormindo.

Desde o começo do horário de verão, ele tem ido dormir mais tarde porque só tem sono quando anoitece mesmo. Isso já era natural dele e eu esperava que acontecesse. Logo, o horário de dormir passou das 18h30-19h para 20h, que é a hora que escurece. Passei a mamada dos sonhos para mais tarde (meia-noite) e estava tudo indo bem. Mas então começou o agito desnecessário, papai achando que não teria problema se ele visse TV antes de dormir, saídas, visitas, e finalmente os dentes. Ele começou então a dormir às 20h, mas acordar 1h depois com a bateria carregadíssima, sem possibilidade de colocá-lo no berço de novo. Anderson achava errado tentar fazê-lo dormir se ele queria ficar acordado com a gente. Então assim foi. De umas duas semanas para cá, ele morre de sono no final da tarde, dorme depois do banho, por volta das 18h30, mas acorda às 20h e, depois, dorme somente perto das 22h. Ele ficou uns bons dias dormindo nesse horário e acordando entre 8h e 8h30, então eu deixei, pois achei que fosse um padrão e considero 8h um ótimo horário.

Mas é claro que isso não daria certo. Primeiro, porque tenho me sentido exausta. Antes nós tínhamos a noite toda para fazer o que quiséssemos, que incluía desde jantar, arrumar a casa até ler um livro, ver TV, enfim, descansar. Agora continuamos com os cuidados com ele. Segundo, o sono noturno dele está agitadíssimo. Se ele dormisse como uma pedra das 22h às 8h, eu não reclamaria de nada e ficaria feliz. Mas ele dorme bem das 22h às 2h, mais ou menos, quando começa a engatinhar dormindo e, depois, a chorar. E assim vai até de manhã. Não preciso nem dizer como foi cansativa a última semana, quando nós dois estávamos ruins de saúde. Ontem eu acordei bem, mas essa noite foi demais para mim. Estou exausta.

Vocês podem dizer que é fase, mas sempre existirão “fases” e a gente precisa aprender a lidar com isso para o bebê ficar bem e nós também, senão quem aguenta o dia inteiro sem dormir decentemente? Eu não quero que o Paul seja uma criança descontrolada que dorme tarde e deixa os pais estressados até ela completar, sei lá, dez anos de idade. E não vai rolar. Vou reler o livro rosa da Tracy e voltar a fazer tudo “nos conformes”, pois quando eu fazia isso, Paul estava bem. E vou voltar a ser “a chata da rotina”, pois é melhor ser chata a ser cansada (e isso vale para o Paul também, que voltará a dormir bem). Veremos.

PS – Esqueci de dizer que tem feito muito calor ultimamente. Deve influenciar no sono também.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Hoje o Ande precisou ir ao hospital depois do trabalho, pois ainda estava se sentindo mal. Chegando lá, estava com a pressão alta e fez vários exames – ainda bem que está tudo normal. Essa semana foi muita cansativa para a gente e só agora estamos começando a nos recuperar. Eu mesma hoje precisei dormir todas as sonecas com o Paul e ainda fiquei caindo de sono à tarde (mas chega a noite e não consigo dormir – explique ao psiquiatra).

O que eu gostaria de falar aqui hoje foi a respeito do comentário do médico no hospital. Depois de constatar que o Ande não tinha nenhuma doença, ele perguntou se ele estava dormindo direito. “Não”, ele respondeu. “Temos um filho pequeno em casa e essa semana foi cansativa”.

Qual a resposta do médico?

a) “Filho pequeno é trabalhoso mesmo, mas é só uma fase. Aproveitem bastante, pois depois sentirão falta!”
b) “Mesmo assim, procure descansar mais, dormir mais cedo e cuidar da alimentação, para não se sentir tão estafado.”

Ou a maravilhosa:

c) “Fala para a sua mulher cuidar do bebê para você poder descansar!”

Então você, mulher, dona de casa, mãe, namorada, esposa, parceira de alguém: o machismo é um círculo vicioso. Você pode ter um marido ou namorado super bacana, que divide todas as tarefas da casa e dos filhos com você, mas sempre, sempre existirá alguém para despertar, lá no fundo dele, aquele pequeno diabinho que habita a maioria dos homens brasileiros. A pessoa tem que ter a personalidade muito forte para não cair no papo, simplesmente porque ser machista é fácil, faz parte da nossa cultura e é simplesmente difícil para alguns conter esse tipo de comentário infeliz.

Nós, mulheres, continuamos fazendo a nossa parte.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

>Confesso: amo revistas, mas ultimamente tenho adotado um raciocínio que tem funcionado para não trazer a banca inteira para casa. Quando entro em alguma banca (especialmente aquelas com revistas importadas), tenho vontade de comprar uns 30 exemplares ou mais! E então vocês vêem: cada exemplar a $10 cada (preço médio, sendo que muitas importadas passam dos $30). O que eu tenho feito então é pensar: “se não posso levar todas que eu quero, então não vou levar nenhuma”.

Essa tática funciona na maioria dos casos. É claro que existem edições especiais (como as revistas com o Paul McCartney na capa) que eu não posso deixar de adquirir e aqueles dias em que tudo o que eu quero é me distrair um pouco – e comprar duas ou três de uma vez. Mas são raros.

Além disso, com o passar dos meses, vou reciclando as revistas e guardando somente o que me interessa (tenho pastas organizadas por assuntos). Jogo fora o resto, sem dó. Poucas são guardadas.

Veja aqui algumas ideias para organizar as suas revistas.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Com a correria dos shows, acabei não contando um monte de coisas que aconteceram por aqui. Semana passada o Paul teve uma crise de vômito. Num belo dia, acordou vomitando mais que o normal e eu não sabia o que ele tinha. Pensei que fosse alergia a algum alimento, mas ele não tinha comido nada de diferente. O Ande tinha ido trabalhar e a carteirinha do convênio do Paul tinha ficado com ele (ele o levou no médico a última vez e eu esqueci de pegar). A solução foi levá-lo ao Hospital das Clínicas, que é bem perto da minha casa, o maior e melhor da América Latina etc.

Sabe, eu realmente não sei como avaliar um hospital. Quando meu pai estava doente, foi muito bem tratado no Hospital do Câncer super avançado deles, ganhava todos os remédios etc. Mas o pronto-socorro do Hospital das Clínicas é absurdo. Durante a gravidez, eu tive um sangramento e o pronto-socorro do meu convênio era do outro lado da cidade. Para não perder tempo, fui no HC. Lá eles demoraram demais para me atender e o Ande não pôde ficar comigo nem na sala de espera, o que eu achei um absurdo, porque estava super preocupada e não podia falar com ele. Quando eu fui perguntar para a enfermeira se eu não seria atendida logo – afinal, estava grávida e com um sangramento, ela disse: “só atendemos na hora se está escorrendo pelas pernas”. Ou seja, perdendo o bebê, né. Achei isso tão precário, absurdo. Encontrei o Ande do lado de fora e fomos de táxi até o outro hospital, do outro lado da cidade, e lá fui atendida rapidamente. Por sorte o sangramento tinha origem desconhecida e não aconteceu nada com o Paul, mas sabem? Poderia ter acontecido. Achei que foi um descaso enorme. Não custava nada um médico ter examinado e dado um parecer.

Com esse histórico, levei o Paul ao pronto-socorro infantil deles. Ao chegar lá, dois recepcionistas: um mais velho ensinando a mais nova a fazer alguma coisa não-urgente no computador. Ele estava sentado ao lado dela explicando qualquer coisa tipo “então você seleciona tudo, clica em imprimir” etc. E eu ali de pé com o Paul, esperando. Quando a moça me chamou, ela perguntou o que o Paul tinha e eu disse que ele estava vomitando muito, fora do normal. “Quando foi a última vez?”, e ploft, ele vomitou bem no balcão. “Agora”, eu respondi. Ela me deu uma senha e eu fui sentar com o Paul nas cadeiras de espera. Veio um menino de uns 2 anos querendo pegar na mão dele, o menino com a maior cara de doente e a mãe dele lá no fundo do corredor, sem falar nada. Eu levantei e fiquei com o Paul perto da porta. Chamaram a minha senha no painel e eu simplesmente não sabia aonde ir. Não tinha nenhuma indicação. Fui perguntando de porta em porta até achar a que finalmente era, com um médico com cara de “puff” sentado atrás da mesa. Ele perguntou o que o Paul tinha, disse que ele estava vomitando mais que o normal desde manhã cedo e me mandou de volta à sala de espera. Não examinou nem nada. Foi inútil.

Quando chamaram de novo, passei por umas cinco portas até encontrar a certa, e então uma médica mais nova do que eu nos atendeu. Pelo menos ela foi super simpática e carinhosa com o Paul. Ele deitou na maca com aqueles papéis protetores embaixo e simplesmente tocou o terror… rasgou, picotou o papel, amassou na mão, queria colocar na boca, e a médica tentando examiná-lo. Ele estava bem, alegre, só com a questão do vômito mesmo, de diferente. Ela olhou a garganta, os ouvidos e disse que ele estava bem. Perguntou o peso (respondi que ele tinha sido pesado há mais de um mês na consulta) e aí vem a parte mais inacreditável: a pesagem. Ela pediu para eu subir com ele na balança e depois sozinha, para subtrair o peso. Bem preciso esse método, não? E por ele ela concluiu que ele estava no peso normal.

Pediu então que fôssemos até a sala de medicação para o Paul tomar soro, que ela veria a reação (se ele vomitaria ou não). Chegando lá, ninguém para atender – somente uma mãe com a filha de uns 16 anos deitada, com cara de muito doente, e tossindo de forma esquisita. Fiquei meia hora lá e ninguém passou para dar o soro para o Paul. Não entrou ninguém na sala. Fiquei com medo que o Paul pegasse aquela tosse da menina e fui embora.

O que eu simplesmente concluí (porque a médica não falou nada) foi que com essas engatinhadas e mais tempo no chão, ele vai pegando imunidade, pois coloca a mão na boca o tempo inteiro e, por mais limpo que o chão esteja, sempre pode acontecer alguma reaçãozinha. Como até o início da noite ele já tinha parado de vomitar, não achei necessário levá-lo ao PS do convênio, quando o Ande chegou. E ele estava super bem, brincando, falante, então fiquei mais tranquila.

A surpresa veio uns cinco dias depois, no domingo. Estava dando uma frutinha de manhã para ele, quando ele começou a chorar MUITO alto, do nada. A primeira coisa que eu fiz foi olhar a gengiva dele e lá estava a prova do crime: o dente! Finalmente saiu o primeiro dente dele, embaixo, e o chororô deve ter sido porque ele mordeu a colher com força! Fiquei toda contente e liguei para o Ande para contar (ele estava na fila do show e eu ia para lá logo em seguida!).

O nascimento dos dentes (o dente ao lado já começou a dar sinais) explica não só os vômitos, mas uma série de comportamentos estranhos do Paul ultimamente. Por exemplo, ele tem ido dormir mais tarde. E não sei se conseguiremos voltar àquela rotina original de dormir no começo da noite e ir direto. Deixa passar a novidade dos dentes e poderemos ter uma perspectiva melhor. No momento, ele continua com as duas sonecas diurnas, mas quando dorme lá pelas 18h, acorda às 19h muito empolgado, querendo brincar, e só dorme novamente por volta das 21h30. Daí ele dorme super bem, pesado mesmo, e está acordando todos os dias entre 8h e 8h30. Como está se tornando um padrão, não sei se quero alterar. 8h é um horário muito bom. Estamos deixando rolar. O pior mesmo tem sido a impaciência dele com tudo. Não mama mais direito – fica mordendo o bico da mamadeira. Quer ficar no chão ou de pé o tempo todo. Fica escalando coisas. Tudo bem, sei que é da idade, mas ele está muuuito inquieto, mais que o normal mesmo. Oremos.

Também preciso dizer que as últimas noites têm sido horrorosas porque, além do nascimento dos dentes, tanto o Anderson quanto eu ainda estamos ruins depois dos shows, e o meu “extra” é uma tosse fortíssima que não me deixa dormir – e nem eles dois. Por esse motivo, já faz duas noites que eu passo em claro, porque não dá para dormir. Pelo menos saí do quarto e deixei os dois dormirem. Amanhã cedo vou tentar providenciar um colchão para deixar no outro quarto para situações como essa. Já tentei dormir sentada na poltrona, mas não consigo. E enfim, isso tem acabado comigo, me deixando muito pior durante o dia inteiro. Ainda estou totalmente sem voz e não consigo falar nem sussurrando, então telefone e celular são coisas impossíveis para mim, nem atendo. E uma das piores coisas de estar doente é não conseguir dar conta da rotina da casa, que inclui limpeza e arrumação básicas, e a poeira só piora o meu estado. Espero melhorar nos próximos dias senão vai ficar feia a coisa por aqui.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

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Ande e eu na prime. Foto da Mari Mello.

Quando eu tinha cerca de sete anos de idade, a escola onde eu estudava organizou uma festa do sorvete com gincanas e prêmios. A minha preferida era aquela em que era para escolher um número e abrir a porta correspondente, ganhando o que estivesse lá dentro. Não lembro o número que eu escolhi, mas lembro muitíssimo bem do prêmio – um disco do Paul McCartney. Eu o peguei na mão e fui contemplando, subindo as escadas, pensando: “Paul McCartney… já ouvi falar nesse cara”. E eu estava muito contente pois meu pai tinha uma coleção enorme de discos e aquele era o meu primeiro “disco de adulto” – ou seja, não era do Balão Mágico ou similar.

Uns cinco anos depois, meu pai estava dando uma festa em casa e alguém tinha levado um teclado. Eu praticamente monopolizei o instrumento a festa inteira e já estava decidida a aprender a tocá-lo de verdade quando escutei meu pai tocando uma música MUITO bacana no violão, do outro lado da sala, e uma moça cantando depois da introdução. Foi a única coisa que me fez parar de tocar “plim ploim” no teclado e ouvir. “Que música é essa, pai?”. “Michelle“, ele respondeu. “É dos Beatles”.

Já faz tanto tempo e ambas lembranças jamais saíram da minha cabeça.

O tempo passou. Eu efetivamente aprendi a tocar teclado depois daquela festa. Demorou uns dois pares de anos até eu ganhar o meu próprio instrumento, e quando aconteceu eu me apaixonei por outro. Não me lembro exatamente como foi “a primeira vez”, mas eu estava envolvida com todo o movimento brit-rock da época, Oasis, The Verve, e os Beatles faziam parte da minha respiração. Eu descobri o maravilhoso – e barato, na época – mundo dos discos de vinil e, depois da aula, ia todos os dias até um sebo lá perto para vasculhar no acervo. Juntava o dinheiro do lanche e, sempre que chegava à quantia certa, eu comprava um disco novo dos Beatles. Montei minha discografia praticamente toda assim. Essa época foi sensacional porque eu tinha um fã-clube, me correspondia com centenas de fãs por todo o Brasil, fazia fanzines e estava aprendendo a tocar contrabaixo. Por quê? Porque tinha montado a minha primeira banda cover dos Beatles com os colegas de escola e não tínhamos baixista. Bem parecida com a história do Paul, aliás, porque foi assim que ele começou a tocar baixo.

Mas eu não tinha um contrabaixo. Meu pai tinha o estúdio e a banda dele ensaiava lá umas três vezes por semana. Por esse motivo, o baixista deixava o instrumento dele lá e – ainda bem – não se importava em deixá-lo comigo tocando nos outros dias. Então eu chegava da escola, engolia qualquer sanduíche e ia rapidamente para a frente da vitrola, onde eu conectava o baixo e ficava tocando todos os discos, música por música, mesmo que não conseguisse tocar a maioria delas. Mas a prática torna tudo mais fácil e, em pouco tempo, tudo estava funcionando. A banda acabou e eu formei outra. E outra. Nessa terceira, eu conheci o Anderson, que tocava baixo melhor do que eu. Nós passávamos a tarde inteira conversando sobre o baixo de ‘Rain’ ou ‘Old Brown Shoe’ e nos perguntando como podia existir um cara que tivesse criado aquilo. A nossa empolgação era tão recíproca que, em questão de meses, estávamos juntos. E então eu apresentei a ele todos os meus discos solos do Paul, o Wings, a fita de Rockshow e as nossas vidas mudariam para sempre.

Montamos uma banda cover de Paul McCartney com pessoas que temos amizade até hoje. Conhecemos muita gente em todos esses anos de bandas covers e ainda temos contato com a maioria delas. Nos dois shows, encontramos tantas – todo mundo com um sorriso escancarado no rosto, realizando um sonho. Desde quando me entendo por gente imagino a notícia “Shows de Paul McCartney no Brasil são confirmados” e eu já estava sinceramente desencanada quando os boatos começaram a circular no ano passado, durante a gravidez. A DPP do (nosso) Paul era 24 de abril e os boatos diziam que ele faria um show em São Paulo no dia 21. Desesperada, eu? Imagina. Acho que enviei tanta energia mentalmente que o show foi mesmo adiado para novembro. Mas ele viria. E nós poderíamos ir.

Quando nós passamos correndo por aqueles portões e ficamos no lugar mais maravilhoso possível (a menos de 10m do microfone dele), eu sentei no chão e comecei a chorar como uma criança. Uma senhora que estava na minha frente disse: “tadinha, ela ficou emocionada!”. E eu chorando. Por tudo. Por estar ali, naquele momento, aproveitando a chance de ver a pessoa “não-família” mais importante da minha vida e que nem sabe que eu existo. É um sentimento muito forte. Chorei durante uns dez minutos e então olhei ao redor, aquele estádio enorme e tanta gente pronta para ver o Paul. Todas as horas de fila, sol, sede, fome, cansaço, dor e ansiedade estavam acabando. Eu veria o Paul na minha frente. O Paul McCartney.

Graças ao horário de verão, as horas passaram rapidamente – exceto a última, claro. Meia hora antes do show começar, eu estava a ponto de explodir. Não me deu vontade de ir ao banheiro, nada. Eu estava pilhadérrima. E já sem voz, importante dizer. Tenho certeza que foi pelo nervosismo.

O vídeo começou a descer pelos telões laterais. Acompanhava cada imagem e cantava cada música, ao contrário de um montão de gente à minha volta. Ficava me perguntando quantos fãs de Paul realmente existiam ali. Alguns esparsos identificavam músicas como ‘Temporary Secretary‘, mas eram bem poucos. Depois de um milhão de anos, quando o vídeo acabou de passar, as luzes se apagaram e o palco foi tomado pela fumaça. O estádio inteiro ficou histérico e eu achei que não poderia mais guardar tudo aquilo. Quando ele entrou no palco… eu achei que fosse morrer. Ele estava ali, na minha frente. Dava para ver todas as rugas no rosto dele e aquele sorriso igual ao Paul de 1960, 1970, 1980, 1990. Era ele ali. Chorei e gritei muito, derretendo no chão. O Anderson disse que as minhas pernas ficaram bambas – eu nem percebi. Fui perceber a coisa toda quando ele estava em ‘Jet‘, e mesmo rouca eu cantei todas as músicas, fazia questão. E chorei em todas também. Em algumas, eu simplesmente parava para olhar e chorava desesperadamente, pois me dava conta do que estava acontecendo. Quando ele pegou o violão para tocar ‘Yesterday‘, o Anderson ainda brincou: “isso aí não acontece todo dia não!”. Era mais do que especial. E eu só pensava no quanto nós merecíamos estar ali.

Eu aproveitei demais o show da pista prime. Não existe outro lugar para ver um show do Paul que não ali. No dia seguinte, vimos da pista comum e foi péssimo por diversos motivos. Primeiro e principal, porque eu passei mal. Já estava totalmente sem voz, tomei uma chuva de horas e passei a tossir, espirrar, passar mal de verdade. Além disso, comi um chocolate (valeu, Cacau Show!) que foi cortesia na entrada do estádio e fiquei com uma dor de estômago que me lembrava o que era achar que estava entrando em trabalho de parto. Se o chão não estivesse cheio de poças e eu não estivesse tão resfriada, teria deitado no chão para ficar me contorcendo. Sim, no show do Paul McCartney. O que poderia ser pior do que isso, para mim? Nada, nada mesmo. Além de ter passado mal, eu estava longe do palco. Para quem tinha assistido lá da frente no dia anterior, aquilo foi frustrante. Me arrependi demais por não ter estado na pista prime de novo, mas haja dinheiro. Na hora, você nem pensa nisso. A vontade é ganhar na Mega Sena e assistir todos os shows dele pelo mundo afora. Mas estávamos longe, eu passando mal e aquele bando de babaca em volta. Circulamos pela pista e paramos em diversos lugares, e em nenhum momento vi fã de verdade ali, cantando as músicas do Wings ou algo mais que o refrão de ‘Get Back’ ou o nanana de ‘Hey Jude’. Então isso foi um pouco frustrante. O que me manteve de pé foi o Paul, logicamente, e o melhor repertório do mundo, que incluiu ‘Bluebird’, uma das minhas músicas favoritas da época do Wings. Quando ele pegou o violão com o adesivo da asinha vermelha, eu já comecei a chorar. O Anderson disse sem pausa: “elevaitocarBluebirdporqueaafinaçãoédiferenteeesseéoviolãocomafinaçãodiferente”. E lá vem ‘Bluebird’. Foi de esquecer que o resto do mundo existe.

Mas lógico, óbvio, que nos dois dias eu fiquei com a cabeça lá longe, pensando no nosso Paulzinho. Ele ficou com a minha mãe, que alternou aqui em casa com a casa dela. Tirando um pequeno estranhamento no primeiro dia, no segundo ele tirou de letra. Nos dois dias, dormimos com ele quando chegamos e, ao acordar, ele abriu um sorriso enorme, do tipo: “uaaaaaau, vocês estão de volta!”. Um barato. Foi ótimo saber como ele fica bem, então a experiência foi aprovada para possíveis planos futuros.

Quando eu saí do show, ontem, estava apenas querendo voltar logo para casa, tomar banho, descansar. Dormi como uma pedra e hoje precisei ficar na cama o dia inteiro, me recuperando. Por uma imensa sorte, o Anderson passou mal só agora no final da tarde (ele também comeu o chocolate), então ele pôde ficar com o Paul. Minha mãe veio dar uma força à tarde também e está tudo melhorando.

Não sei descrever com precisão como é o sentimento “pós-show”. Ainda estou digerindo tudo. Tenho certeza que vou ficar deprimida por tudo ter passado tão rápido e por ter ficado ruim no segundo show, sem aproveitar direito. Estou com muita vontade de tocar. Paul McCartney é o cara mais importante da minha vida e do Anderson, definitivamente. Olha a nossa história. É o nome do nosso filho. Sei que até o dia em que morrermos nós vamos tentar entender o sentimento que nos pegou ao virmos ele entrando no palco pela primeira vez. E imagino o nosso Paulzinho daqui a alguns anos brigando com a gente porque “deveríamos tê-lo levado de qualquer jeito”. A música é uma coisa impressionante. Não existe nada que se compare à importância do Paul em toda a história. E o meu rosto ainda está quente por causa dos fogos de ‘Live And Let Die‘. Como eu estou enfrentando tudo? Em silêncio. Quando temos tudo para falar, às vezes é melhor não dizer nada.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Este post na verdade era um comentário feito neste post da Sarah, mas não coube lá e, para não perder, gostaria de postar aqui. Dêem uma lida no que ela escreveu para entender porque eu escrevi isso:

não acho que chamar de vaca seja ruim – eu gosto das vacas, hoho.

no meu caso, foi falta de experiência, orientação profissional e apoio. nunca consegui acertar a pega porque tinha bicos achatados e só consegui amamentar com bicos de silicone, até certo ponto. meus seios não só racharam, como chegaram a cair pedaços, sangrando, pela pega errada. mesmo assim, amamentei e não via outra opção. com duas semanas de vida, acertei a pega e me livrei dos bicos de silicone. achei que daria tudo certo, mas ao completar 1 mês, na consulta com o pediatra, ele não tinha recuperado sequer o peso do nascimento. não adiantou nada oferecer o seio em livre demanda nesse período, que ele engordou o mínimo. como explicar, então? 

o pediatra disse que era imprescindível que nós entrássemos com o complemento, pois ele deveria ao menos ter recuperado o peso que perdeu (ele engordou cerca de 200g em 1 mês). em uma semana com o complemento, ele engordou 400g. 

aos 3 meses, ele não quis mais o peito. desde o momento que precisei complementar, busquei ajuda para fazer relactação e só ouvia de todo mundo que era o certo, mas ninguém soube me orientar onde encontrar a sonda, por exemplo. fui em MUITAS farmácia e lojas de equipamentos médicos, até que finalmente encontrei, muito tempo depois. meu filho se esgoelava quando era colocado no seio para mamar. foi muito tarde. se eu tivesse conseguido fazer a relactação desde o início, tudo seria diferente for sure.

me senti muito mal ao dar a primeira mamadeira de complemento para ele. chorei muito, meus seios pingando leite e ele tomando mamadeira. foi muito difícil aceitar. depois, vendo que ele ficou bem, engordou, estava saudável (foi ter o primeiro resfriado agora aos 7 meses e tirou de letra), eu fiquei me sentindo culpada por tê-lo deixado “passando fome” no primeiro mês inteiro. sinto uma culpa tremenda por ter insistido na amamentação exclusiva no início. e eu busquei orientação. na maternidade, a enfermeira especializada em amamentação me ajudou muito, mas o paul simplesmente não queria mamar. depois, na primeira consulta com a pediatra, mesma coisa. foram erros profissionais? pode ser! mas quando uma mãe vê seu filho chorando de fome e ele depois de 1 mês sem ganhar peso, o que vai fazer? quando ele estava berrando de chorar no meu peito enquanto eu tentava fazer a relactação, parei de insistir. ele estava bem com a mamadeira. e assim ele parou de mamar.

se eu faria diferente se tivesse outro filho? certamente! teria experiência, paciência, menos pressão, condições diferentes. meu pós-parto foi difícil porque continuei doente (pré-eclâmpsia), meu pai faleceu e tivemos que ficar em um quartinho na casa da minha sogra, sem todas as coisinhas que eu tinha feito para o paul, quarto, berço etc. tive DPP até os 5 meses de idade dele (que só sarou com a cama compartilhada, vale citar). a culpa por ter insistido na amamentação errada foi grande responsável por isso.

acho que o radicalismo não ajuda em nada e é na verdade um desserviço à amamentação. as mães devem amamentar como algo natural e sem pressão, se possível. o psicológico é o que mais afeta a amamentação. toda mulher que tenha condições favoráveis pode amamentar, mas não acho que deva se culpar se chegou ao seu limite – e cada uma tem o seu.

no final das contas, os cuidados com um filho vão infinitamente além da amamentação. ela pode ser essencial no início da vida do bebê, mas se uma mãe que não consegue amamentar fica se sentindo culpada por não estar conseguindo, é porque a campanha a favor da amamentação está muito, muito errada. deve ser encorajadora, e não intimidadora.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Lazer, Checklists

Quando o blog estava em outro servidor, postei um checklist de Natal, mas acredito que a maioria acabou não recebendo a atualização. Segue novamente então, com alguns detalhes de como fazemos por aqui.

Ceia

  • Por tradição, desde a morte da minha bisavó, as ceias de Natal acontecem na minha casa, o que é uma responsabilidade enorme. Apesar de a minha avó adorar cozinhar tudo para todo mundo, desta vez ela disse que quer apenas supervisionar (hehe, está certa). Isso significa que eu, minha mãe e minha tia faremos o jantar. O ideal é ter um menu pronto até o final de novembro, para sair às compras antes do burburinho de última hora – apesar de os preços caírem muito por volta do dia 22/12. A escolha é sua. Planeje então um cardápio e faça uma lista de ingredientes.
  • Saiba quantas pessoas irão à ceia e planeje para umas meia dúzia a mais. Você não sabe se de última hora algum amigo aparecerá, ou se um dos convidados levará alguém etc. Esses imprevistos acontecem.
  • Com a lista de convidados em mãos, você também consegue elaborar uma lista de compras mais adequada para comida, bebidas, utensílios etc. Você tem pratos suficientes? Guardanapos? Talheres? Copos? Se servir champagne, tem taças em quantidade suficiente? Veja tudo isso desde já e já providencie. Tente ao máximo comprar pela internet, pois é mais fácil de comparar os preços nessa época.
  • Você não precisa cuidar de tudo. Peça para algum convidado mais chegado levar alguma coisa (sua tia pode fazer aquela torta deliciosa, seu primo levar um vinho). Além disso, você sempre pode comprar alguma coisa pronta.

Decoração

  • Aqui em casa, assim que termina o final de ano e guardamos os enfeites, já faço uma lista do que seria bacana ter para o ano seguinte. Com essa lista em mãos, vou até a R. 25 de Março comprar esses itens com desconto na primeira quinzena de janeiro. Tudo completo, guardo em caixas normais. Você pode guardar em uma caixa de papelão simples e escrever “coisas de Natal” na lateral – simples assim. Deixo a caixa guardada no armário embaixo da escada, na sala, até o Natal seguinte. Deixar para comprar os enfeites na época é furada, pois eles saem muito mais caros e você só pegará lojas cheias.
  • Não existe hora certa para começar a enfeitar a casa, mas eu gosto de começar no início de novembro. Minha lista de decoração inclui: árvore, luzes na fachada, presépio, guirlanda, velas e candelabros e enfeitinhos pela casa toda (toalhas, guardanapos, botas de pano, adornos temáticos etc). Este ano, não montaremos árvore. Primeiro porque ela está bem acabadinha. Segundo, não quis comprar uma nova porque estamos em obras e sem espaço. Ficaremos sem árvore este ano, mas ano que vem voltamos com uma novinha (que sim, planejo comprar em janeiro próximo com desconto).
  • Para quem gosta de artesanato, é legal começar desde julho a fazer. Aqui em casa eu faço uma toalha nova para a ceia (compro o tecido pronto e só costuro a barra) e alguns presentes com pintura e decoupáge, que são uns dos meus hobbies. É importante começar o quanto antes para dar tempo de fazer com calma e capricho.

Presentes

  • Eu faço uma lista de presentes já no começo do ano, se querem saber. Tenho uma lista com o nome de todas as pessoas que eu tenho contato e, se tenho alguma ideia para presentes, anoto ao lado. Isso não significa que eu comprarei presentes para todo mundo, mas ao menos tenho um guia, caso precise. Isso me facilita demais na hora de começar a comprar os presentes, o que começo a fazer oficialmente em julho (artesanato) e setembro (compras). Para mim, o ideal é entrar em dezembro com todos os presentes prontos. Detesto compras de última hora, gastos desnecessários e lojas lotadas. Se vejo uma promoção antes disso, também aproveito. Isso faz com que os gastos fiquem distribuídos e eu não faça dívidas com presentes, nem gaste um monte de dinheiro de uma só vez. Este ano confesso estar um pouco atrasada porque é mais difícil sair com o meu bebê, mas planejo comprar o restante agora somente pela internet.
  • Eu sempre fui a favor do amigo-secreto em família para que ninguém gaste muito dinheiro e todos ganhem algo bacana, mas aqui em casa essa tradição não existe. Minha avó adora presentear todo mundo, nem que seja somente uma lembrancinha. Nesse caso, sobra para o meu lado também – acabo comprando presentes para os convidados da ceia, os familiares e amigos mais chegados. Se você puder fazer o amigo-secreto, eu recomendo!
  • Existem os presentes obrigatórios, tipo sogra, chefe, secretária etc. Compre um presente original, mas barato. Nada pior do que comprar um presente caro para impressionar o chefe e deixar o seu filho com algo piorzinho, para economizar.
  • Essa dica eu recomendo a todos: assim que comprar um presente, já empacote e etiquete. Deixar para empacotar todos de última hora pode ser uma delícia, mas quem tem tempo para isso? Otimize.
  • Vá comprando desde julho papéis de presente, fitas e etiquetas. O ideal é sempre ter um bom estoque dessas coisas em casa. Verifique se tem cola, tesoura e fita adesiva.
  • Eu não aconselho de forma alguma a fazer assim, mas se realmente precisar comprar todos os presentes de uma vez, estabeleça uma verba máxima e atenha-se a ela.

Tradições

  • Alguém da família se veste de Papai Noel? Providencie o aluguel da fantasia ainda em outubro, para não correr o risco de ficar sem.
  • Uma tradição que acho muito especial é tirar uma foto com toda a família reunida anualmente.
  • As crianças podem aguardar ansiosamente dar meia-noite para abrir os presentes.
  • Se sua família for religiosa, talvez seja uma boa aproveitar o feriado para falar a respeito.
  • Você envia cartões de Natal? Verifique até o início de novembro se seus endereços estão atualizados. Compre os cartões na mesma época e envie-os na primeira semana de dezembro, para que cheguem a tempo. Se for enviar pela internet, faça no início da semana que precede o Natal.
  • Faça uma lista de tradições da sua família. O que tem todo ano no Natal? Anote.

Limpeza e Arrumação

  • A limpeza da casa deve começar de acordo com o estado da mesma. Se a sua casa está em ordem, fazer uma super faxina uma semana antes e dar uma arrumada geral no dia 23 já basta. Se é necessário fazer mais do que isso, comece o quanto antes. Faça uma lista de tarefas e vá riscando à medida que for fazendo.
  • No dia da ceia, garanta que a casa esteja pronta para receber os convidados: toalhas limpas no lavabo (com algumas reservas), estoque de papel higiênico, remédios genéricos (dor de estômago, dor de cabeça etc), lugar para colocar bolsas e o que mais achar necessário.
  • Se tiver hóspedes, é necessário deixar tudo pronto um dia antes de eles chegarem. Veja Prepare-se Para Receber Visitas.
  • Tenha um estoque de pilhas de todos os tamanhos para colocar nos presentes que as crianç
    as ganharem. Você sabe o quão frustrante é ganhar um autorama e não poder testá-lo porque não tem pilhas em casa.
  • Distribua as tarefas de acordo com as habilidades de cada um. Sempre tem aquela prima que acaba lavando a louça. deixe-a encarregada disso. As crianças podem ajudar a colocar a mesa. Aquele tio engraçadinho pode ficar encarregado de distrair os pequenos. Sempre existe algo que outra pessoa pode fazer. Não monopolize para não surtar!
Faça tudo organizado para conseguir relaxar na hora da ceia! Tenha tudo sob controle e curta a festa.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

Essa semana comprei (finalmente) a minha agenda 2011. Já estava fazendo falta!

Critérios que utilizo para comprar:

– brochura (detesto espiral e compro somente em último caso);
– um dia por página (tenho muitos compromissos aos finais de semana também!);
– planejamento mensal no início de cada mês.

Tendo essas características, o modelo já ganha o meu coração. O modelo escolhido desta vez foi a “Executivo”, da Tilibra. Em 2010, tentei usar uma agenda pocket e me arrependi, pois precisava de mais espaço.

Continuo utilizando o esquema de quatro cores que, para mim, é o melhor que existe.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

No último mês, percebi na pele o tempo voando. Paul simplesmente passou de seis para sete meses sem eu me dar conta direito – nunca um mês passou tão rápido desde que ele nasceu. E agora ele já tem sete meses! Daqui a pouco completa um ano de idade! Meldels!

A mudança mais notável está no seu comportamento: ele está MUITO mais ativo, do tipo “socorro!” mesmo. Dorme menos, quer pegar tudo, sorri para todos na rua, é tagarela, se arrasta para lá e para cá e fica se contorcendo no colo para olhar algo diferente do outro lado ou querendo ir no chão. Sim, porque ele só quer ficar no chão. Nem adianta colocá-lo no tapete de EVA (que acabei comprando baratinho na 25, ainda bem). Chora na cadeirinha, no cercadinho, no berço. Quer ficar indo para lá e para cá o tempo inteiro. Minha avó disse: “nunca vi uma coisa dessas! esse menino vai dar muito trabalho!”.

Dentes? Nope! Tudo alarme falso anteriormente. A babação toda desde os três meses não significou absolutamente nada. O apetite, no entanto, parece de um menino de 14 anos! Come muito, um pratão, no almoço, e depois uma frutinha inteira. Além disso, se você ameaçar oferecer o que está almoçando, ele abre a boca e os braços como se não tivesse comido nada! Não pode ver um prato de comida que já fica maluco, lambendo os lábios.

A imensa atividade tem afetado o sono, é claro. Nos últimos dias ele tem acordado por volta das 21h para… brincar! Não tem fome e nada o faz voltar a dormir. Ele acorda agitadaço, querendo ficar com a gente. O que fazer? PU/PD? Sim, se eu fosse a única pessoa cuidando dele. Mas confesso que adoro ficar com ele tão feliz, além de o papai adorar esse momento para ficar com ele, então tudo bem. Educar em conjunto significa que ambos precisam ser maleáveis. Já fazemos todo o resto do “meu jeito”, porque eu li muito, me informei demais, mas não posso podar o Anderson. Assim, abro algumas exceções, porque ele é o pai. E ele tem feito tanta coisa, que nem tenho como argumentar. Quando o Paul começa a acordar lá pelas 6h, é o Anderson que fica com ele até eu despertar de vez (confesso que tenho me sentido um zumbi ultimamente com essa horinha a menos no meu sono, porque antes ele acordava às 7h). É ele quem dá banho, prepara o jantar, troca as fraldas, cuida dele durante a noite… enfim, um paizão. E isso faz toda a diferença do mundo no dia-a-dia para todos nós.

Uma coisa que eu tenho notado é que ele acha a maioria dos brinquedinhos dele sem graça agora. Não porque o brinquedo, em si, não seja atraente – mas porque ele brinca durante três segundos e já quer novidade. A grande descoberta da mamãe aqui é que ele não precisa de dezenas de brinquedos, mas objetos do cotidiano parecem muito mais interessantes. Ele ama brincar com as tampas das panelas ou dos tupperwares, por exemplo. Os controles da TV são o ápice. Tudo, simplesmente tudo é motivo de festa para ele.

A cadeirinha (bebê conforto) continua aqui, porque usamos bastante, mas no carro já é hora de usar a cadeirinha fase 2, acima de 8kg, que ainda não compramos. Sim, estamos um pouco falidos depois dos ingressos do show do Paul McCartney (que ainda estamos pagando), mas aos poucos vamos comprando tudo o que precisamos. O trocador também está se tornando obsoleto. Paul simplesmente não para quieto na hora de trocar as fraldas – preciso ter uns três brinquedinhos em mãos para ir alternando enquanto troco, porque senão ele quer virar de bruços e se contorce inteiro. Já sujei o trocador diversas vezes, além das costas dele, pernas… Ele é muito agitado e dá até nervoso às vezes. Quando ele já estiver bem seguro sentado sozinho vou comprar uma banheira grande para dar banho nele no chão do banheiro mesmo. O trocador já quase não uso – e darei de presente para a minha prima, que terá bebê em janeiro.

Eu lembro que, há alguns meses, eu comentei aqui no blog que as fraldas deram uma estabilizada, que só no começo gastava bastante, mas queéissooooooo! Paul gasta muita fralda agora, porque tem feito uns seis cocôs diários – culpa da nova rotina alimentar. Ainda estamos na M (Pampers Diurna e Noturna, Total Confort), com algumas G (Pampers Superséc, Turma da Mônica). As roupas são uma bagunça: ele usa de M a 2, porque os tamanhos variam demais de acordo com o fabricante. No entanto, para comprar novas, só 1 e 2. Está frio em São Paulo nos últimos dias e, para piorar, a máquina de secar quebrou pela enésima vez. Vamos ter que comprar outra ainda esta semana. Aqui em casa não tem espaço para pendurar roupa e não bate sol na área de serviço. Logo, as roupas demoram uma eternidade para secar e não tem espaço para um lote inteiro lavado na máquina. Justo nessa semana do frio. O que tenho feito é lavar as camisetinhas de manga comprida, que sujam mais, e deixando acumular o resto até chegar a máquina nova.

Na semana que vem devo levá-lo para tomar a vacina da meningite (que finalmente está disponível nos postos de saúde gratuitamente). Nada de vacinas nesta semana. Lembrem-se que ele ficará com a minha mãe e a minha avó nos dois dias dos shows do Paul McCartney e não quero que nada saia muito do normal dele.

Para passear, tenho usado menos o sling e mais o carrinho, porque ele está pesado! Porém, quando saio sozinha para algum lugar onde não dê para levar o carrinho, ele vai no sling numa boa. Ele nunca estranhou, porque usei desde cedo. O carrinho é uma chatice de carregar, pesado, trambolho, mas quebra um galhão. Não sei se ter um carrinho de passeio é útil agora, porque em breve ele estará andando e esses carrinhos nem são tão mais leves assim. Por enquanto, vamos nos virando com o nosso mesmo.

Ainda este ano devemos fazer o batizado dele. Apesar de não sermos cristãos, acho importante para a família, para os padrinhos, e é uma bênção como qualquer outra. Mal não fará, então por que a resistência? Ok, somos hereges (rs), mas todos nós fomos batizados. Acho que é um rito de passagem importante, seja em qual religião for. Precisamos ir em um sábado qualquer fazer o curso da igreja (demora cerca de 1h e é só chegar e fazer – tentaremos ir no sábado depois dos shows) e depois pagar a taxa de inscrição do batizado de segunda a quarta-feira do domingo em que faremos. Não sabemos quando será porque o Ande precisa estar de folga e, agora no final do ano, é uma correria sem fim no trabalho dele – shopping, comércio, sabem como é. Mas na próxima folga dele de domingo provavelmente faremos. Não pode demorar tanto porque senão ele vai perder a roupinha, que já compramos (e é um arraso).

Agora preciso me concentrar também na arrumação da casa, porque tem muita coisa a ser feita antes do ano acabar. Passei outro dia inteiro raspando as paredes da garagem, então preciso lixar, passar massa corrida e depois pintar. Também precisamos tirar as coisas todas do atelier, levar os instrumentos para lá e arrumar a sala para o Natal. Quando chegar neste ponto, vou ficar feliz, porque esse atelier está uma loucura! Depois tiro uma foto para vocês terem uma noção.

Enquanto isso, Paul fica arrasando corações por onde passa. Na última semana, fui até a papelaria comprar a minha agenda 2011 (estava precisando) e todas as atendentes ficaram babando enquanto ele gargalhava vendo um Golden Retriever na calçada. Acho muito engraçado que, enquanto ando com ele na rua, ele vê uma pessoa se aproximando e já abre um sorriso enorme, querendo fazer amizade. Vocês já imaginaram o poder galanteador do meu filho no futuro? Reflitam.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Desde o terceiro mês, ouvimos que os dentes do Paul estão nascendo. Agora, na véspera de completar 7 meses, ele continua banguela. Quis então fazer este post sobre todos os sintomas que ele já teve e as pessoas diziam “é dente hein, amiga?”, mas que na verdade não eram nada disso.

Bebê babando muito – Campeão dos campeões, este sintoma mobiliza toda a família. Basta o bebê começar a babar que já vem dente! Não sei se foi culpa do refluxo do Paul, mas ele sempre babou demais, desde os dois meses. Pra vocês terem uma ideia, não era uma babinha qualquer. Ele molhava a camiseta inteira, sendo que nem babador segurava (escorria para a calça). Até hoje ele é assim. Por quê? Não sei, mas com certeza não eram os dentes.

Bebê querendo morder qualquer coisa – Segundo sintoma mais comentado, na verdade coincide com a fase oral do bebê, quando ele quer colocar as mãos na boca e morder o que encontra pela frente. Não porque a gengiva dele está coçando, mas porque ele está acostumando a descobrir o mundo pelo paladar. Então a vovó coloca o dedo na boca, o bebê mastiga com fúria e lá vem a famosa frase: “é dente hein!”. Com o Paul, até hoje ele ter uma mordida forte de pit-bull, mas sem os dentes.

Bebê com o sono agitado – Levante a mão quem nunca passou Nenê Dent na gengiva do bebê quando ele acordou chorando de madrugada. É mais provável que o bebê acorde chorando porque teve um dia muito agitado do que por causa de supostos dentes que nunca deram as caras.

Bebê com maior necessidade de sugar – Pode ser sede, fome, pico de crescimento… Por aqui sempre foi uma dessas coisas.

Bebê com erupções em torno da boca – Consequência da baba, não necessariamente dentes.

Bebê com febre ou diarreia – Sintomas de muitas outras coisas, que não os dentes. Paul nunca teve febre nem diarreia, então não posso dizer que foi sintoma de algo. Mas, se ele tivesse, eu pensaria nos dentes como último caso e o levaria ao pronto-socorro para ser examinado.

Bebê rejeitando o peito ou a mamadeira – Fluxo lento? Falta de fome?

Bebê com as bochechas vermelhas – Calor? Frio?

É claro que, se o bebê tiver qualquer um desses sintomas acima, é necessário ficar atento(a). Só não vá pirar toda vez que algum deles acontecer, porque no nosso caso, por exemplo, até agora, nada de dentes.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.