Categoria(s) do post: Diário da Thais

É tão interessante esse pressuposto de que acontecem tantas coisas em um mesmo mês a ponto de a gente poder fazer um resumo dele.

Agosto, o mês que todo mundo reclama que demora horrores para passar, para mim passou voando. Pisquei, já estava no final do mês. Acredito que a experiência com o COVID-19 tenha contribuído para isso, pois eu dividi o meu mês entre organizar o evento que realizei (sobre hábitos), recepcionar os novos alunos do meu curso e descansar, para me recuperar.

Mas outras coisas aconteceram ao longo do mês. A vantagem de ter modelos e sistemas de registro é tornar esse tipo de lembrança fácil de resgatar.

Busted by the dog – Aug 2020

Vamos começar falando sobre trabalho.

Estou com quatro turmas do meu curso principal em andamento, a quarta delas tendo começado agora em agosto. É o meu trabalho principal e ao qual me dedico mais. Além do curso do Método Vida Organizada, tenho o curso da Jornada (voltado a profissionais que queiram trabalhar com Internet) e o curso de organização da casa e Feng Shui com a Wan. Meus dias são dedicados a atender os alunos no suporte das aulas, elaborar materiais, gravar novas aulas, realizar workshops ao vivo e outros materiais relacionados. Para quem se pergunta o que eu faço, é isso. 🙂 Sou professora.

Além dos cursos pagos, há o material gratuito, que na verdade complementa os cursos pagos e também funciona como fonte de aprendizado para quem não quer ou não pode fazer um curso no momento. Todos os dias, atualizo: blog, YouTube, Telegram, Instagram, Facebook, Pinterest, Twitter. São vários canais e uma média de 5 a 12 conteúdos gratuitos diários, sempre alternando conteúdos mais densos com conteúdos mais simples e rápidos, com “dicas”. Em agosto, o foco foi o tema Hábitos. Fiz muitas lives, entrevistei alunos, outros profissionais de outras áreas (sobre organização), fiz uma semana de curso gratuito, com aulas bem bacanas, que eu vinha preparando desde maio.

(Você encontra o link para todos esses canais no menu do blog, tá?)

Sobre GTD, iniciei a organização do grupo no Facebook (GTD em Português) em unidades, para facilitar o acompanhamento, e também começamos a fazer a nossa versão nerd do clube do livro lendo juntos e discutindo “A arte de fazer acontecer”, no YouTube e no Facebook. Para participar, basta ter o livro e boa vontade. <3 Muitas pessoas sempre me perguntam sobre cursos de GTD – acessem o site da Call Daniel, pois os cursos estão sendo oferecidos online neste momento, devido a pandemia.

Alguns outros projetos profissionais que estão em andamento:

  • Temos um grupo de mentoria muito bacana que discute boas práticas para trabalhar ajudando outras pessoas a se organizarem. Esse grupo é fechado;
  • Novo layout do meu blog ficou meio parado este mês porque tive que concentrar meus esforços em outras frentes;
  • Avançamos bastante na parte de “backstage” do podcast e em breve divulgarei por aqui – estamos nos “finalmentes”;
  • Decidimos que vamos entregar a nossa sala comercial e ficar oficialmente trabalhando em casa por tempo indeterminado.
E o que é a vida além de rascunhos inacabados?
Procurando o meteoro que falta este ano

Na vida pessoal, coisas acontecendo de modo geral.

Falando sobre família, foi muito bom este mês porque resolvi algumas coisas com a minha mãe, sobre o futuro e planos. Estamos organizando sua mudança para São Paulo no ano que vem.

Filhote está bem e decidiu que quer ser astrofísico quando crescer.

Marido passou algumas semanas meio ruim por conta do COVID-19, assim como eu. Mas não precisamos ir para o hospital, o que por si só já é uma conquista. Estamos nos recuperando, em nosso ritmo.

Avancei muito na questão do doutorado e vou conversar esta semana com o meu professor orientador do mestrado, que está generosamente me ajudando nesse processo.

A secretaria da faculdade também me enviou finalmente a ata que faltava desde março para eu depositar a dissertação, mas agora eu não posso sair por causa do COVID-19. Já conversei com eles e o prazo vai ter uma extensão maior devido à minha condição. Em breve devo finalizar essa pendência e, quando a dissertação for publicada, eu comunico a vocês por aqui, para que todos possam ler. 😉

Minha meditação e minha prática diária no Ayurveda estão mais focadas do que nunca, e acredito que tudo isso tenha sido um fator decisivo na minha recuperação e estado de espírito de modo geral.

Breve atualização sobre todos os meus projetos de estudos:

  • Curso de formação em Ayurveda com aulas online e avançando bem devagar este mês. Tive que priorizar o meu descanso.
  • Concluí um dos cursos de Ayurveda que estava fazendo, sobre nutrição e saúde intestinal, com a Laura Pires e a Pri Antunes. Ótimo curso.
  • Aulas de yoga online acontecendo vagarosamente. Fiquei vários dias sem fazer, para não forçar o corpo. A boa notícia é que em breve poderei voltar ao presencial.
  • Aulas do curso de formação para professores do Centro Budista voltaram este mês mas, como são de noite, eu ainda não consegui participar. Fico muito cansada de noite, mais do que o normal devido ao COVID, e não deu. Ainda estou aqui pensando em como vou fazer.
  • Pelo mesmo motivo, não participei de nenhum encontro dos dois grupos de pesquisa que faço parte.
  • Continuei normalmente meus estudos aqui da universidade pessoal. Tenho lido e estudado bastante.

Completo 39 anos em setembro e já estou esquentando os motores para o meu planejamento anual que costumo fazer nessa época. Sempre é um momento do ano em que costumo ficar mais introspectiva, e daqui saem coisas boas, especialmente resoluções.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Linkagem

A linkagem de domingo é uma coletânea de links. Vocês sempre me pedem para compartilhar os canais que acompanho, os blogs que leio, e esta é a minha maneira de fazer isso.  São posts que eu li, vídeo que vi e gostei durante a semana anterior. Os assuntos não necessariamente têm a ver com organização, mas definitivamente sempre são relacionados ao blog.

Breves avisos:

  • Fazemos linkagem de domingo quando temos links legais para compartilhar. Quando não temos, não fazemos, pois o objetivo não é postar por postar. 😉
  • Estou me recuperando do COVID-19 e, por isso, trabalhando menos, dando prioridade aos meus alunos e produção de conteúdo, em termos de trabalho. Isso significa que as coisas estão mais lentas que o normal e não tenho outra alternativa a não ser pedir paciência a todos.
  • A ferramenta de envio de e-mails do blog (para a newsletter) está com um probleminha no envio que eu ainda não consegui resolver com tudo isso que está acontecendo.
  • Não mexi no layout do blog este mês, devido a tudo etc. Ele ainda está em reformulação, então peço paciência caso encontre algum link ou coisa fora do lugar.
  • Aprovo os comentários do blog diariamente, sempre que acesso.
  • Verifico meus e-mails diariamente mas, devido à demanda, nem sempre consigo responder em poucas horas.
  • Tornou-se praticamente inviável responder todos os comentários que recebo em redes sociais. Consigo ler praticamente todos, mas não consigo responder, devido ao volume. Espero que entendam. Mensagens privadas em Facebook, Instagram, Twitter, eu nem consigo ler. Me desculpem. Se for urgente, favor contatar por e-mail.
  • Nova turma do meu curso do Método Vida Organizada, como comentei, apenas para 2021. Consigo me concentrar apenas nas turmas que estão em andamento neste momento.
  • É provável que eu ministre algum curso de GTD neste semestre. Avisarei aqui se isso acontecer.
  • Também é provável que em outubro ou novembro eu abra uma nova turma do Jornada. Depende da minha saúde, e avisarei também quando tiver certeza. Mas só para quem quiser ir se programando.
  • Toda quarta-feira tem live de perguntas e respostas no canal às 17h.

Boa semana. <3

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Saúde

Hoje é o meu dia 169 do isolamento social. Sim, eu marco diariamente, desde o dia em que iniciei minha quarentena, dia 12 de março. De lá para cá, meu marido faz as “saídas essenciais” – mercado, farmácia – e eu mesma saí poucas vezes. Mesmo assim, em algum momento, é possível que ele tenha se descuidado, ou eu, e acabamos nos contaminando.

Vejam só a importância de ter um modelo de registro como o Bullet Journal.

No dia 17 de julho, eu estava sentindo uma falta de ar muito estranha. Achei que fosse ansiedade. De qualquer maneira, liguei no 136 e informei meus sintomas. Fui orientada a ficar em casa e, caso piorasse, fosse ao hospital. Não tinha febre nem quaisquer dos outros sintomas do vírus.

Na semana seguinte, fiquei menstruada, o que sempre é um momento do mês complicado para mim, pois estou em uma transição hormonal. Na segunda (20), comecei a ter dor de cabeça. Só piorou ao longo da semana. Na quarta (22) e na quinta (23), eu passei os dias deitada, com muita dor, dores no corpo, tudo muito intenso e esquisito. Hoje fica fácil interpretar, mas naquele momento eu achei que fossem sintomas normais da minha menstruação, porque sempre fico assim meio “derrubada”, apesar de achar estranho estar com dores no corpo.

Na sexta, falei com as minhas terapeutas e ambas me perguntaram se eu descartava a possibilidade de ser COVID. Como eu estava em casa, não tinha pensado nisso. Conversei com o meu médico, ele ficou bastante preocupado e me pediu para fazer imediatamente o exame de sorologia – o que indicava que eu poderia estar infectada há mais de uma ou duas semanas, pelos sintomas.

Fiz o exame apenas no dia 3 de agosto, quando consegui um agendamento (fiz particular para o processo ser mais rápido). O resultado saiu em menos de dois dias, e deu como “reagente”. A interpretação é que eu ainda estava contaminada, pois meu corpo estava reagindo ao vírus. Imediatamente, me isolei em casa, pois não sabíamos se era apenas eu ou se os meus meninos também estavam.

É bem difícil porque, quando você sabe que você tem, tudo parece sintoma. Eu não tive febre em nenhum momento, nem perda de paladar ou olfato. Os dois sintomas mais esquisitos que senti, “fora do normal”, para mim, foram a falta de ar esquisita e as dores no corpo, como de uma gripe forte. Mas, tirando isso, coisas esparsas, como dor de cabeça, tosse leve e constipação. Como tenho sinusite, para mim esses eram simplesmente sintomas normais que aparecem em época de frio.

Quando paro para analisar, aquela semana de 17 a 24 de julho foi a pior de todas. Eu passei vários momentos daquela semana simplesmente deitada, sem forças. Nada que me preocupasse a ponto de querer ir para o hospital, pois eu achava que tinha a ver apenas com o meu ciclo menstrual. O fato é que coincidiram e isso fez com que tudo fosse mais intenso mesmo.

Recentemente, todos nós fizemos novamente a sorologia e tanto meu marido quanto o filhote deram negativo, sem reagentes e sem anticorpos. O meu continua reagente. A interpretação do meu médico, que atua no centro da coisa toda aqui em SP, é a de que provavelmente estamos todos imunes – pelo menos a esta cepa do vírus. Meu marido e filhote provavelmente pegaram, já se “curaram” e eu continuo reagente – as causas podem ser genéticas ou quaisquer outras. Ninguém sabe, tudo é muito novo e não passa de especulação com base na experiência chinesa e outras pelo mundo. Em um mês devo fazer um novo exame para ver como está a situação, mas ele mesmo, que atua em plantão de atendimento para o COVID-19, testou “reagente” todas as vezes também. O contágio é facílimo, pega-se em qualquer descuido – como provavelmente aconteceu conosco.

Sobre filhote e marido. Filhote foi totalmente assintomático (ainda bem). Marido teve mais sintomas do que eu. De fato, na mesma época em que eu estava ruim, ele teve sintomas também. Disse ter sido parecido com quando ele teve dengue. Muita dor no corpo, teve questões gastro intestinais, enjôo, dor de cabeça. Já melhorou, mas teve alguns dias em que fiquei com medo que ele tivesse que ir ao hospital.

Em um dos dias, antes de sair o primeiro resultado do exame, alguma coisa me dizia que eu deveria estar mesmo contaminada. Pratico meditação diariamente, yoga, e adquiri grande percepção do meu corpo como um todo ao longo dos últimos meses fazendo isso com uma constância e concentração maior. Em uma manhã, estava fazendo minha meditação, e senti minha respiração pesada. Eu já tive pneumonia mais de uma vez, e sei como é. Coloquei a mão sobre o meu peito enquanto respirava, e sentia o peito pesado. Acho que foi a única vez que tive medo. Imaginei que eu poderia piorar, naquele dia, mas felizmente isso não aconteceu.

A fadiga é um ponto muito esquisito. Claro que, como veio a frente fria em São Paulo logo na sequência, eu já não sei dizer que foi apenas questão do frio mesmo ou se um mix de todas as coisas, mas eu passei algumas semanas dormindo muito mais horas do que o normal. Geralmente, dormindo entre seis e oito horas toda noite eu fico nova em folha no dia seguinte. Estava dormindo 10, 11 horas. Por volta das 21h estava na cama e levantava bem depois do sol nascer, por volta das 7h ou 8h no máximo.

Eu tive tosse durante algum tempo (passou), mas ainda sinto a falta de ar. Acho que foi o sintoma mais acentuado. No sábado passado, tirei o dia de folga e fui inventar de reorganizar as minhas estantes de livros. Tive que parar na metade e guardar tudo meio de qualquer jeito porque fiquei bem ruinzinha. No dia seguinte, uma dor no corpo que parecia que tinham me batido com uma tábua de madeira nas pernas e nas costas, muito intensa.

O que o vírus me mostrou é que o corpo impõe limites que nem sempre só o emocional, o psicológico ou “a força de vontade” superam. Me considero uma pessoa bastante positiva e sempre ativa, mas sei quando é o momento de respeitar o meu corpo e fazer o que precisa ser feito, acima de tudo.

Exatamente hoje, sábado, fui dar a volta no quarteirão com o nosso cachorrinho e eu sinto que é forçar a barra ainda algumas vezes. Evito subidas e caminhadas mais forçadas, porque eu sinto a respiração pesada. Meu marido, por outro lado, se sente muito bem e não tem falta de ar. É bem estranha essa variedade de sintomas porque você fica meio sem referência, mas sei que é comum.

O mais difícil para mim é ter que lidar com a preocupação, o medo de piorar e ter que ir para o hospital, a ansiedade por não saber o que vai acontecer. Respeitar meu corpo, descansar, dormir mais, cuidar da alimentação, conversar constantemente com meus médicos, diminuir o ritmo de trabalho e agendamentos, alternar mais atividade com descanso, enfim – tudo isso tem sido essencial. A recuperação é lenta e não se sabe quais são as sequelas do pós COVID, especialmente porque há casos de reinfecção e sequelas diferentes pelo mundo. Temos alguns indicativos, como por exemplo: pouca exposição ao vírus provavelmente leva a sintomas mais leves. Que eu acho que foi o que aconteceu conosco. De qualquer maneira, cada pessoa reage de um jeito, e cada pessoa terá um pós-COVID diferente.

Agora, a orientação é continuarmos em casa, pois é provável que a gente não seja mais foco de contágio, mas não sabemos ainda sobre reinfecção ou sintomas pós que podem ser agravados no caso de mais exposição ao vírus.

Eu sinceramente não me sinto doente no momento, mas também não me sinto 100% bem. Ainda acho que leva um tempo para me recuperar totalmente. Me sinto mais cansada que o normal depois de um dia de trabalho e a falta de ar é o mais chato e preocupante, digno de prestar atenção. Tudo isso se reflete nas minhas atividades de modo geral, então eu já estou entrando no mês de setembro com algumas perspectivas de deixar algumas coisas de lado, pelo menos durante algum tempo. Sem culpa. Faz parte.

Mas assim, não se preocupem. Estou bem. Estou me recuperando, sempre em casa, tranquila, com paz mental e no coração, e sempre contente e otimista. Só posso demorar para “postar aquele texto”, “aprovar o comentário”, “fazer aquele vídeo”, “aprovar a entrada no grupo”, “responder um e-mail”. Tenho muitas frentes de trabalho, por trabalhar com Internet, e não existe milagre da multiplicação de braços para responder todo mundo e fazer tudo como eu gostaria. Priorizo sempre os meus alunos, diariamente, em termos de trabalho, e a minha família, além de mim.

Outro dia eu postei sobre a percepção de que talvez sejamos vistos como egoístas quando tomamos decisões pessoais a cerca da nossa produtividade, ou como quando a gente escolhe usar o nosso tempo de uma maneira diferente, mais lenta, na contramão do que comumente as pessoas fazem. Todos nós convivemos com outros seres humanos, geramos relacionamentos. Acima de qualquer decisão, sempre deve haver o respeito, e o entendimento de que o tempo de cada um é diferente. E que bom. Continuo firme e forte por aqui nessa convicção porque ela é baseada em crenças corretas.

Categoria(s) do post: GTD™, Novidades

Oi pessoal, tudo bem?

Este post é para divulgar um novo projeto que estou começando, que é a leitura em conjunto do livro do GTD (“A Arte de Fazer Acontecer”, David Allen).

O propósito desse projeto é ajudar quem quer se aprofundar no GTD, então é para quem é nerd, ponto. 🙂

Como vai funcionar

  • O ideal é que você tenha o livro na versão mais recente (2015, da Ed. Sextante) e possa ler os capítulos da sessão antes. Afinal, é um clube do livro. 😉 E sim, tem que ser a versão mais recente, é outro livro, totalmente reescrito. Você até pode ter o livro da Campus, mas vai perder vários pontos e capítulos novos da versão de 2015. Clique aqui para comprar seu livro na Amazon.
  • Teremos 1 encontro por mês. Pretendo variar os dias e horários para que todos possam ter a chance de participar ao vivo alguma vez. O primeiro encontro será em um sábado de manhã (sempre horário de Brasília).
  • O encontro será uma LIVE para que possamos passar pela leitura juntos e tirar dúvidas a respeito dos capítulos do encontro em si. Então você pode participar caso tenha dúvidas e fazer seus comentários.
  • Todas as LIVEs ficarão gravadas, caso você não possa participar ao vivo.
  • Essas LIVEs não substituem a sua leitura do livro nem os cursos do GTD. Não são um curso! São apenas uma iniciativa de estudo e aprofundamento para quem tiver interesse nesses pontos.
  • Não há uma previsão de número de encontros.
  • Se o formato funcionar, podemos fazer com outros livros. Vamos ver!

Como participar

  • A organização dos encontros é feita pelo grupo GTD em Português no Facebook. Inscreva-se no grupo.
  • Se você não usa mais Facebook, mensalmente eu agendo o próximo encontro no meu canal no YouTube. Basta você se inscrever no meu canal e ativar o lembrete de cada evento assim que ele for agendado. O encontro 1 acontecerá amanhã, dia 29 de agosto, às 10h.

Meu propósito de vida é ser uma das pessoas no mundo que cuidam com amor do legado do David e ajudar a disseminar o método GTD em língua portuguesa. Este projeto está alinhado com esse propósito. 😇

Categoria(s) do post: GTD™, Tecnologia

Estou com dificuldades para começar essa série sobre o Notion aqui no blog porque, cada vez que começo a escrever, imagino que seria melhor escrever outra coisa antes e… assim passam-se os meses, e nenhum post entra. Minha proposta atual então é simplesmente começar escrevendo sobre algum tema e, aos poucos, ir abordando tudo o que eu queria abordar. Espero que dê certo essa estratégia!

Eu criei uma página inicial no Notion com todas as categorias do GTD (minha proposta) e, a partir dela, estou fazendo testes do sistema para trazer esse conteúdo para vocês.

Vamos lá. Existe um vídeo oficial da Notion demonstrando como usar o formato de calendário. Está em inglês, mas dá para entender pois ele é bastante demonstrativo.

Eu já aprendi nos últimos anos que, para calendário, usar uma ferramenta nativa de calendário e usar uma ferramenta digital é o que me atende melhor. Por quê? Puxa, vários motivos. O digital é prático para calendário – envio convites, subo arquivos anexos, crio recorrências – só essas três coisas já são suficientes para me convencer de que a agenda digital é mais prática para mim.

Ter uma ferramenta digital que não seja nativa de calendário implica apenas uma única coisa na minha cabeça: mais trabalho. Porque, se ela não tiver os recursos do calendário digital, qual seria exatamente o ponto de tê-la? Aí sim, pensando sobre o propósito, pode ser que seja um viés interessante para a gente começar.

Eu posso usar o calendário como uma nota informativa, como planejamento, como uma visão específica para um determinado projeto, mas não necessariamente como uma ferramenta guia. Ou seja, funciona ver a visualização de calendário como um recurso no Notion, mas não como agenda mesmo, para mim.

Por exemplo, posso ter um projeto intrincado que tem muitos prazos e, na revisão semanal, faz sentido abrir em formato de calendário para me planejar melhor. Mas isso não significa que esse calendário entre como meu calendário principal, mas sim como referência.

Ou posso querer usar o calendário como guia ali dentro, mas entendendo que isso vai me demandar uma frequência de atualização maior, já que ele não cria recorrências etc etc.

O Notion tem a visão mensal de calendário como padrão, mas já vi outras pessoas fazendo uma visão semanal através da visualização de boards, criando manualmente uma coluna para cada dia da semana, por exemplo. Fica realmente a critério de cada um. Acho que ter a visualização apenas mensal é um ponto negativo para a ferramenta hoje, mas acredito que seja um ponto que eles resolvam em algum momento, porque não faz sentido.

Uma coisa bacana de criar o calendário no Notion é a possibilidade de criar as categorias para visualizar o que você precisa momento a momento. Por exemplo, você pode ter uma categoria (ou propriedade, como ele chama) para aulas, outra para consultas médicas, outra para reuniões e por aí vai. Quando quiser ver todas as suas reuniões no mês, basta selecionar para visualizar o calendário com essa propriedade. Mas isso dá pra fazer na agenda do Google criando várias agendas também.

Depois de testar durante algum tempo, digo sem medo de ser feliz que ainda prefiro continuar com a minha agenda do Google para organizar informações e usar como guia. Porém, o recurso de calendário dentro do Notion é bastante útil para planejamentos diversos e, para isso, posso usar sim, mas não como guia, com informações organizadas. Acredito que eu já tenha uma ferramenta excelente para isso, e não pretendo mudá-lo.

Claro que, se você revisar, atualizar, manter tudo rodando bonitinho, dá para usar. Mas eu ainda acredito que existem recursos mais ágeis em uma ferramenta nativa de calendário, que não precisa que necessariamente uma pessoa use a mesma ferramenta que eu para receber e aceitar um convite para uma reunião, por exemplo. Depende muito da sua necessidade de uso de agenda, como para qualquer outra ferramenta. O negócio não está na ferramenta em si mas no que você precisa e, então, usar uma ferramenta que te atenda. 😉

Coloco abaixo alguns vídeos que considero bem interessantes e usei como base nessa ampla pesquisa que tenho feito sobre o Notion, desta vez associado ao uso de um calendário dentro da ferramenta:

  • Fazendo um diário no Notion – que, dentro do GTD, entraria em referência, mesmo que seja visualizado em formato de calendário.
  • Fazendo um registro diário – parecido com o diário, mas mais no sentido de log – que basicamente é a palavra nerd para diário haha <3
  • Neste vídeo a moça faz vários calendários dentro de uma única página. Um pouco confuso mas talvez funcione para quem precisa ter vários calendários juntos também e não goste de usar as propriedades.
  • Como fazer uma agenda semanal no Notion – essa moça aliás é a maior fonte de bons vídeos sobre Notion, pena que apenas em inglês. O vídeo sobre o planejamento do menu semanal dela que me ensinou sobre os databases do Notion, o que considero um conceito fundamental para usar a ferramenta.

Como comentei, acho que ele funciona bem para planejamentos, mas não como calendário-guia para mim, neste exato momento. Este é meu veredito para uso de calendário na ferramenta. Se você já usou, ou se você usa de outra maneira, e quiser compartilhar aqui nos comentários, acredito que traga discussões enriquecedoras para este post. Obrigada!

Categoria(s) do post: Livros

Eu tinha lido esse livro em inglês (“The Dip”) há alguns anos e, recentemente, tive vontade de reler na versão em português. É um livro bem fininho (105 páginas) mas que fica o tempo todo te ajudando a entender a seguinte questão: vale a pena desistir ou insistir? Então minha recomendação de leitura vai para você caso esteja em um momento desse tipo de decisão.

Quando eu comecei a fazer o meu mestrado, eu percebi como é comum na vida acadêmica todo mundo ter uma certa “síndrome do impostor”. De alguma maneira, isso é alimentado por todos os envolvidos. É esquisito. O professor te faz perguntas que sabe que você não vai saber responder, na frente de uma classe inteira que, em vez de agir com empatia, acaba alimentando a vergonha com “risadinhas”. Você sai se achando uma porcaria, mas sem querer acaba fazendo o mesmo com os seus colegas. E veja: não estou dizendo que todo mundo, sem exceções, é assim. Mas, via de regra, a maioria é, e isso infelizmente gera toda uma questão no meio acadêmico.

Por que eu estou falando especificamente do meio acadêmico? Simples escolha de recorte. Eu poderia ter falado sobre operadores de caixa de supermercado que são obrigados a trabalhar em tempo de COVID e são humilhados pelos gerentes na frente dos clientes. Ou sobre professores que estão se desdobrando para ministrar aulas em formato EAD mesmo sem ter a estrutura necessária ou um direcionamento por parte da escola sobre como fazer.

Porque é justamente nos piores momentos que a gente tem vontade de chutar o balde, e várias questões como 1) pagar boletos (a principal) e 2) será que devo mesmo desistir? surgem na mente de todos que passam por isso. E, quando a gente está no calor da situação, fica muito difícil ter a clareza necessária para decidir. Será que eu estou de saco cheio deste momento ou realmente estou dando murro em ponta de faca e devo mudar o meu foco de vida? Não é fácil decidir isso e, sinceramente, mesmo tendo amigos, terapeuta, parceiro, para conversar, é uma decisão solitária, que só cabe a você, mesmo que outras pessoas estejam envolvidas.

E aí, como decidir? É exatamente isso o que o livro do Seth propõe ajudar. É um livro inteiro (fininho, vá lá) mas que aprofunda nisso, para você chegar ao final dele sem dúvida alguma sobre qual caminho deve seguir. Porque sabe, às vezes vale a pena passar perrengue porque você sabe que está em um vão que vai te levar lá na frente a alguma coisa que vale a pena. Mas às vezes não é um vão, e sim um abismo. Só você pode identificar, e o livro te ajuda nisso.

E se por acaso você entender que é melhor desistir de algo, que bom. Porque é isso, a gente não consegue fazer tudo. O segredo da coisa toda está em desistir das coisas que são erradas para você.

O título do livro em português, “o melhor do mundo”, é porque o Seth diz que, se você quer alcançar algo que vale a pena, se você quiser ser o melhor do mundo em alguma área, precisa focar nela e desistir de todo o resto. Eu não colocaria como título do livro, mas não tenho a pretensão de julgar qualquer escolha editorial. Penso que “o vão” é o ponto chave da coisa toda, mas certamente seria um título complicado e talvez não muito comercial.

Mais uma vez, recomendo para quem está em dúvida sobre o que fazer na vida, se deve continuar insistindo em algo ou não. Se você estiver nesse momento, o livro pode ser útil para você.

Clique aqui para ver na página da Amazon

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Rotinas

Com o passar dos meses, as atividades que estavam em suspenso antes da pandemia estão voltando aos poucos, de forma online. Esta semana, estou em uma reflexão interior sobre quais delas ainda fazem sentido para mim mas, mais do que isso, sobre qual a maneira de voltar a algumas sem que isso prejudique a minha rotina.

Por mais que eu tenha uma rotina minha, que funciona bem, no momento, o mundo vive de outra forma. Tem outro ritmo, e eu sei disso. A grande questão que tenho tido no momento é: vale a pena abrir mão de algo que funciona para mim, em termos de rotina, para me adaptar a um ritmo mais tenso do mundo, em que a maioria das pessoas está completamente doente das ideias, trabalhando sem limites e se impondo um ritmo agressivo que interfere em seus corpos e relações?

Sou pesquisadora no campo da Comunicação e um dos meus objetos de estudo é justamente o fluxo constante de mensagens que as pessoas trocam e como isso influencia em seus ritmos no corpo, em especial o sono. Com a pandemia, muitas pessoas viraram suas rotinas de cabeça para baixo – ou porque não param de contatar outras, pela falta dessa presença, trabalhando em suas casas, ou porque entenderam que o ritmo anterior é que era “demais”, e que aprenderam a se reconectar, dormir melhor, cozinhar sua própria comida etc.

Eu mesma mudei completamente a minha relação com o mundo durante esse período. Passei a dormir e a acordar mais cedo e isso me trouxe uma qualidade de vida que eu nunca tive antes, além dos ganhos em termos de saúde. Eu entendo que essa rotina significa dizer “não” para muitas frentes (inclusive projetos pessoais), mas eu estava bem com isso até me perguntarem se não seria uma maneira egoísta de lidar com as coisas. “Pois o mundo vive em outro ritmo”. Será que devemos nos adequar ao ritmo do mundo, mesmo sabendo que o mundo que está doente?

Sempre gosto de me referir a uma frase do Krishnamurti, que para mim resume a situação: “Não é sinal de saúde estar bem ajustado a uma sociedade profundamente doente”. Porém, isso nos é cobrado o tempo todo.

***

Eu falo sobre produtividade compassiva e sobre como podemos trabalhar, viver nossas vidas, sem prejudicar nosso sono, nossa alimentação, nossa rotina de contemplação, e estudos. Ultimamente, tenho ouvido muitas vezes que isso pode parecer uma forma “egoísta” de viver, pois você está colocando as suas escolhas acima do melhor para o todo. Em resumo: se o mundo está doente, vive em um fluxo insano, aulas, por exemplo, acontecem de noite, além de outras atividades – como podemos fazer escolhas que sejam boas para nós em termos de rotina sem tornar esse processo difícil para o outro? Seja família, sejam parceiros de negócios, entre outras pessoas.

Como sou budista, foi uma questão que pegou fundo para mim. Minha forma de viver é pautada em compaixão, em ter uma mente que coloca sempre outras pessoas em primeiro lugar, pois elas são a maioria (enquanto eu sou uma única pessoa). Então, para mim, ouvir que as escolhas que faço a cerca do meu estilo de vida possam soar egoístas, me coloca em um estado de sofrimento mental que me mostra como eu preciso refletir e meditar a esse respeito. Porque eu não via como uma maneira egoísta, mas sim como uma priorização.

Partindo do pressuposto de que não posso agradar todo mundo, entendo que precisamos ter princípios sólidos na nossa personalidade para a tomada de decisões. No ano passado, por exemplo, quando eu disse que pararia de fazer eventos e cursos presenciais – minha maior fonte de faturamento na época – pois eu fiquei mal de saúde com tantas viagens e porque queria ficar mais tempo com o nosso filho (entrando na pré-adolescência), muitas pessoas se preocuparam. Me perguntaram se eu tinha certeza, como eu ia fazer para viver etc. Eu estava convicta. Disse: “estou disposta a viver com menos dinheiro, porém cuidando da minha saúde, da minha família, em um ritmo mais leve”. Para mim parecia uma boa escolha, mas a maioria das pessoas não entendeu e se preocupou genuinamente com a minha decisão. Quando veio a pandemia, foi justamente essa decisão que salvou o meu trabalho. Inclusive meu faturamento veio a aumentar porque tive uma demanda maior por aquilo que eu ensinava.

***

Agora, estou vivenciando a mesma coisa. O curso de formação de professores, do Centro Budista, voltará a ter suas aulas no período noturno, dois dias por semana. O Instituto de Yoga, onde eu fazia aulas de manhã, está voltando com suas aulas apenas na parte da noite. Os grupos de pesquisa da faculdade, que são importantes para a minha carreira como pesquisadora, acontecem à noite, até 22h30, 23h. E mesmo as aulas do curso de formação em Ayurveda têm sido ao vivo de noite.

Ontem tive uma conversa com o meu marido sobre isso e ele disse que “o mundo é assim”, e que talvez eu possa encontrar um meio termo para participar, ir dormir um pouco mais tarde e acordar com um pouco mais tarde também. Apesar de parecer a melhor solução, algo dentro de mim me incomoda muito. Fica parecendo que eu estou mais uma vez passando por cima do que é real e importante para mim para me adequar ao horário dos outros, que eu sei que não é legal. Porém, qual a alternativa? Não fazer mais nada? Complicado.

Ao mesmo tempo, compartilhei com ele (vejam que estou me expondo muito aqui rsrsrs peguem leve nos comentários) que ficar em casa durante a quarentena me ajudou a ver que eu não quero mais essa rotina de deslocamentos o tempo todo acontecendo. De toda semana, duas, três vezes por semana, sair para ter aula ou qualquer outro evento de noite, e chegar em casa quase 23h. Não me vejo mais fazendo isso. E ele mais uma vez disse: “mas aí você não vai fazer mais nada porque esse é o horário das pessoas”. E minha questão mais uma vez foi: “eu DEVO seguir o horário das pessoas ou continuar convicta com o meu?”.

Sendo prática, e pensando sobre todas essas atividades (que eu mantenho porque são importantes para mim, senão não manteria), minha ideia no momento é:

  • O curso no centro budista é muito importante. Talvez eu consiga mudar para a turma que acontece aos sábados pela manhã, ou conversar com o pessoal para sair mais cedo. Definitivamente não faz bem para mim fazer atividades assim de noite. Eu fico muito cansada, e acabo nem conseguindo me dedicar como gostaria.
  • Os grupos de pesquisa acontecem uma ou duas vezes por mês, sendo portanto uma questão menor nessa equação. Eu também poderia negociar para sair um pouco mais cedo, talvez lá pelas 21h. Mas não quero que isso soe como falta de respeito com o tempo dos outros, que continuarão as discussões depois desse horário (é difícil, gente).
  • As aulas de yoga por enquanto estão sendo gravadas e consigo ver pela manhã ou no dia seguinte em outro horário. Do curso de Ayurveda também. Então dá para gerenciar. Quando voltarem a ser presenciais, serão no horário da manhã.
  • No doutorado, provavelmente terei disciplinas na parte da noite, mas penso que isso também seja uma coisa que dê para negociar (escolher fazer em outro horário outra disciplina) e, se eu precisar fazer uma disciplina no período da noite, será apenas um dia na semana, e aí tudo bem, é apenas uma única exceção temporária (coisa de um semestre) e dá para contornar.

A questão é: se o trabalho não deixa a gente fazer algo em determinado horário e todo mundo respeita isso, por que quando não podemos fazer algo em detrimento da nossa saúde ou qualidade de vida isso é visto como egoísmo? Por exemplo, quando fiz mestrado, muitos colegas tiveram que adequar suas pesquisas porque só podiam fazer aulas no período noturno, então eles tinham que fazer sempre as matérias que eram ofertadas nesse horário. Porque de dia trabalhavam. Todo mundo respeita isso. Por que quando a gente fala sobre uma escolha pessoal isso é problematizado e questionado como uma escolha egoísta? (eu sei a resposta, estou apenas levantando a bola)

***

Veja: eu não estou aqui questionando os meus princípios ou os princípios de outras pessoas. Princípios existem e são na verdade apenas um reconhecimento, uma percepção, de quem nós somos. Quando esses princípios são violados, isso nos fere internamente de uma maneira muito traumática. E, quanto mais a gente se encontra neles, mais difícil é aceitar qualquer situação que os fira. Mas isso não impede que a gente problematize tais princípios, especialmente porque não vivemos em uma bolha e nos relacionamos com outras pessoas que têm estilos de vida e até princípios diferentes.

Por exemplo. Por que o fato de eu não responder uma mensagem no What’sApp é visto como um ato de egoísmo mas a outra pessoa querer que eu responda, sendo que não faz parte do meu fluxo de trabalho, não é visto como tal? A gente precisa sim problematizar essas questões porque, no fundo, são problemas mundanos que existem durante a nossa existência mundana, e que trazem sofrimentos diversos mesmo que a gente tenha uma observação com um pouco mais de perspectiva até sobre a vacuidade das coisas.

Posso ser uma gota de água nesse oceano, mas eu vejo que parte do meu papel é esse de cutucar o mercado, as pessoas, com meu trabalho, para que a gente se questione e mude padrões que não façam sentido. Não dá para mudar as coisas, protestar, sem incomodar um pouco. Sem tensionar. Mas sim, é um processo complicado e que leva tempo, e que nem por isso deixa de ser importante e válido para que a gente repense o tempo que vive.

Qual a sua opinião a respeito?

Categoria(s) do post: Plenitude & Felicidade, Espiritualidade, Equilíbrio emocional

Todos os dias, quando acordo, tenho uma rotina de autocuidado que inclui uma série de práticas a fazer antes de amanhecer. Uma delas é a leitura. Gosto de ler livros sobre Budismo, ou livros sobre espiritualidade de modo geral, que mantenham meu espírito elevado para o novo dia que se inicia.

Recentemente, um desses livros é “Como ser feliz o tempo todo”, do Yogananda. Esse livro é parte de uma série de vários outros com poucas páginas trazendo as orientações do Yogananda para aspectos específicos da vida. Neste, ele fala sobre felicidade.

Logo de início ele traz a ideia de que a felicidade não é algo que acontece, mas que você escolhe sentir. É uma decisão interna. A partir dela, você toma algumas resoluções a respeito do que vai alimentar na sua vida. Anos atrás, quando comentei que parei de assistir filmes de terror, muitos amigos não entenderam. Mas é isso. Quero alimentar a minha mente com elementos que me façam bem, não que me deixem em um estado de perturbação. Trazendo elementos que me deixem feliz, será mais fácil “colher felicidade”.

Depois, ele traz o ponto de que a felicidade diz respeito ao nosso mundo interno.

No início da quarentena, eu estava com muitas dúvidas a respeito dos sentimentos conflitantes que estava sentindo. Apesar de estar tudo bem aqui no nosso microcosmo, eu me sentia um pouco mal por estar me sentindo feliz sabendo que existem tantas pessoas no mundo sofrendo. Foi no Budismo que encontrei a resposta: problemas exteriores exigem soluções exteriores. Problemas interiores exigem soluções interiores.

O que traz ansiedade na pandemia é que está completamente fora do nosso controle. Não sabemos quando haverá vacina, quando voltaremos “ao normal”, quando poderemos viajar ou ir à feira. Problemas exteriores. Ansiedade = problema interior. Logo, para resolver a minha ansiedade, não adiantava eu esperar a solução vinda de fora – eu tive que ir para dentro. Voltei a fazer terapia, intensifiquei minhas meditações, redobrei minha rotina de autocuidado em todos os aspectos, regulei o meu sono, passando a acordar mais cedo. Etc.

É perfeitamente ok se sentir feliz por dentro. Sua família está bem. Você se sente em paz. O trabalho está ok. Por esse motivo, você até consegue ajudar outras pessoas. Sentir-se feliz, ter um contentamento interior, não significa que você está ignorando os problemas do mundo ou que a sua vida é um “mar de rosas”. Significa que você trata os problemas mundanos como eles são: mundanos. Com soluções mundanas. Para problemas internos, você busca soluções internas – meditação ajuda muito, terapia também.

Hoje eu postei no Twitter uma frase que compartilhei acima e uma pessoa respondeu que às vezes se sente culpada por estar se sentindo feliz. Eu não tive a oportunidade de desenvolver essa conversa com essa pessoa, então não sei por que ela se sente culpada. Se formos imaginar que ela se sente culpada porque outras pessoas estão sofrendo, pensar sobre os sofrimentos internos e os sofrimentos do mundo pode ajudar. As pessoas estão sofrendo? O que você pode fazer para ajudá-las? Faça! Talvez a culpa venha de você saber que poderia fazer algo mas não está fazendo? Então faça. É isso, mas não se culpe. Porque a culpa seria uma questão interna que não vai resolver o problema externo também. Só traz sofrimento.

Pensar assim tem me ajudado demais, de forma prática mesmo, no dia a dia. A não me preocupar com problemas mundanos. É aquilo: tem solução, bora pra solução. Não tem solução, paciência. Não vou tirar minha paz por conta disso.

Não digo que seja sempre fácil, mas estou nesse caminho. Entender esse conceito, essa separação, fez muita diferença para mim.

A partir do momento em que eu passo a sentir esse contentamento interior, a própria forma de me relacionar com as pessoas e com o mundo muda.

Quando eu li “Atitude Mental Positiva”, do Napoleon Hill, era esse o sentimento bom que me evocava aquela leitura, mas à época eu não sabia explicar direito por quê. Hoje eu sei. Porque é isso; não se trata de forçar. Se trata de escolher ser feliz, não importam as condições externas. As condições externas nós lidamos com soluções externas. Todos precisamos trabalhar, pagar boletos, comprar comida. Meditação não vai fazer aparecer dinheiro na mesa, porque dinheiro é uma questão externa.

Tá tudo ok você querer sair para jantar com os seus amigos, querer comprar um relógio ou livro, ou até mesmo sentir necessidade de ter um carro. O problema estaria em ver felicidade nessas coisas.

Acho muito louco isso e, acima de tudo, muito pragmático. Foi um divisor de águas na minha relação com tudo aprender a pensar dessa forma. Espero ter conseguido demonstrar neste post como isso impacta positivamente (ou pode impactar negativamente) no seu processo de organização.

Categoria(s) do post: Novidades

Queridos. Interrompemos nossa programação apenas para este aviso. Para quem já viu, pode ignorar. Eu preciso postar em todos os lugares porque tem muita gente que quer fazer e pode ainda não ter visto.

Hoje, absolutamente hoje, encerram-se as inscrições para a Turma 4 do meu curso online de organização, o MVO – Método Vida Organizada. Não há previsão de outra turma este ano todo, apenas para 2021. Então é a última chance de se inscrever, tá bem?

Muitas pessoas me escrevem depois pedindo para entrar, mas isso não é possível, pois há um calendário organizado para cada turma, com aulas já acontecendo desde o início das inscrições, dia 17 de agosto.

O curso está muito, muito legal mesmo. A melhor versão dele até hoje. o vídeo abaixo descreve o programa em detalhes e você também conferir tudo na página sobre o meu método.

Clique aqui para se inscrever

Espero que você possa estar com a gente nesse programa tão legal. 🙂

Te vejo do outro lado.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Home-office

Hoje completo 160 dias de “quarentena”.

Nesses 160 dias, fui duas vezes ao mercado, dei a volta no quarteirão com o cachorro uma meia dúzia de vezes no máximo, tive que ir ao dentista devido a uma emergência, levei mantimentos para a minha mãe uma vez e fui uma vez no meu escritório (no domingo, com o prédio vazio), buscar alguns materiais que estava precisando. Tirando isso, continuo em casa.

Em fevereiro, nós saímos de uma sala comercial com o nosso escritório e fomos para uma menor, mais barata, perto da escola do Paul, de modo que meu marido e eu pudéssemos trabalhar lá durante o período escolar do filhote. Deu tempo apenas de mudar. Veio o Carnaval e, na sequência, entramos em quarentena. Algumas caixas ainda estão fechadas.

A decisão de manter a sala comercial fazia sentido pela questão da escola do Paul, em primeiro lugar, e em segundo, porque meu marido precisava de um espaço maior para trabalhar. Terceiro, porque tínhamos um outro projeto profissional que colocaríamos em andamento logo após a mudança, que dependia do espaço. Com a pandemia, os planos foram repensados, como aconteceu com todo mundo.

No início, eu disse para o meu marido que o que a gente queria fazer ainda continuava, mas tínhamos que deixar em suspenso durante algum tempo apenas. Então valia a pena a gente manter o espaço, mesmo porque o contrato é de dois anos. Mas, como fiz em outro momento de “estagnação”, quando a minha avó morreu, em 2018, eu sabia que não dava pra decidir sobre TUDO de uma só vez. Algumas coisas podiam ser decididas de imediato – outras não. Eu coloquei alguns prazos para algumas delas. Decidir sobre o escritório estava para agosto. Isso me daria um respiro para entender como ficariam as coisas e, então, decidir de maneira mais assertiva.

Para ser muito, muito sincera, eu sabia que as coisas seriam complicadas no Brasil, que é um país imenso e com muitas pessoas, mas eu não imaginei que seria tanto. Pensei que a solidariedade das pessoas falaria mais alto e que conseguiríamos pensar uns nos outros e ficar em casa para que quem não pudesse se protegesse mais. O que todos nós vimos foi totalmente ao contrário. Ainda existem lugares no Brasil que sequer começaram uma condição de isolamento. Nem sei mais o que pensar.

Eu imaginei que, se fizéssemos quarentena durante um tempo, no segundo semestre conseguiríamos voltar às atividades sem aglomeração, como o trabalho no escritório, por exemplo, e que todo o restante apenas quando saísse a vacina mesmo. Com o andar da carruagem, fui estudando mais e acompanhando notícias, entrevistas, e cheguei à conclusão que comentei naquele outro post. Minha perspectiva sincera é de quatro anos. Assim, fico menos ansiosa.

O trabalho no nosso escritório poderia voltar sem problemas quando a flexibilização social fosse liberada. Trabalhamos apenas nós dois juntos, sem qualquer aglomeração. Mas o fato é que esse trabalho dependia de o filhote estar na escola. Se ele não ficar na escola, teria que ficar na casa da avó – o que é inviável, pois ela é grupo de risco. E, se parar para pensar, não tem motivo algum a gente sair de casa para trabalhar sendo que poderíamos estar todos juntos e seguros dentro de casa.

Logo, este mês, a partir da decisão que já contei aqui semana passada, eu decidi entregar a sala. Ao longo das próximas semanas, vamos organizar tudo o que precisa ser organizado. Já fiz o planejamento natural do projeto e, agora, é só ir fazendo.

Aí a gente volta para o tema principal do post, que é: reorganizar o nosso trabalho em casa. Eu tenho esse imenso privilégio de ter um quartinho onde eu consigo fazer o meu home-office. Meu marido tem a estação de trabalho dele super bem montada e bonitinha na sala. Mas eu estou em um momento em que preciso renovar os meus contextos de trabalho para ficar bem.

Por mais que a gente não pretenda liberar geral a circulação por aqui e continue trabalhando e estudando em casa, ainda assim eu preciso gravar aulas, mexer com equipamentos, estocar os meus livros e uma série de outras questões, até de sanidade mental, que o fato de ter um escritório fora me proporcionavam.

Ainda não sabemos os efeitos desse isolamento social e da pandemia a longo prazo. Como tudo na história da humanidade, sei que demanda distanciamento para a gente enxergar e entender as coisas.

Com sinceridade, eu gostava de ter um espaço fora de casa. Acho que ajuda inclusive a mudar essa vibração diária, dá um ar mais profissional ao meu negócio e também me permite ter um local só do Vida Organizada para gravar aulas, produzir materiais, guardar suprimentos e equipamentos maiores. Ter tudo isso em casa deixa a casa cheia de coisas, o que eu não gosto. Mas eu não quero sair daqui e ir morar em uma casa maior – pelo menos, não no momento.

Os próximos meses serão então de ajustes e, como sempre, quis compartilhar um pouco desse processo com vocês. Vou comentando por aqui à medida que as coisas forem evoluindo.

Categoria(s) do post: Estudos

Tenho recebido muitas perguntas parecidas sobre o mesmo assunto, então eu percebi que tinha chegado a hora de criar um post nesse estilo. Quero fazer uma atualização de todos os meus projetos de estudos atualmente.

Em primeiro lugar, falando sobre o mestrado. Iniciei o curso em fevereiro de 2018, com duração de dois anos. Minha área de pesquisa é Comunicação e a instituição em que fiz foi a Cásper Líbero, em São Paulo. Meu professor orientador foi o dr. Luis Mauro Sá Martino e meu recorte foi sobre as profissionais de Comunicação e a sua precarização a partir da análise do uso de ferramentas de mensagens com fins de produtividade. Em resumo: você se sente obrigada a responder um What’sApp de trabalho às 23h de uma sexta-feira?

Eu no dia da defesa da dissertação, com meus professores

Eu defendi a minha dissertação em março e, poucos dias depois, entramos em quarentena. A faculdade, como todos os lugares, deu uma pausa em todas as atividades que não podiam ser remotas e, por isso, até então não foram finalizadas as questões finais para depósito da dissertação etc. Existiam documentos que tinham que ir e vir, professores assinarem, ata, impressão, assinaturas diversas. Fui aprovada, tirei 10 na dissertação (falei sobre isso em um post específico) mas só agora as coisas estão retomando e poderei concluir o processo como um todo.

Só depois que a dissertação for publicada no site da faculdade é que posso divulgar o link para vocês, e obviamente farei isso assim que o link estiver disponível. 😉 Praticamente todos os dias recebo essa pergunta sobre “onde posso ler sua dissertação” ou “será que é verdade que você fez mestrado?” mas, de modo geral, gente, quando algo importante assim ainda não foi divulgado no blog, é porque tem um motivo e, nesse caso, foi porque ainda não aconteceu. O mundo está vivendo uma pandemia, tudo está mais ou menos parado. Vamos evitar colocar pressão em cima de processos e pessoas.

Em segundo lugar, sobre o doutorado. Como já comentei algumas vezes, não penso na pressa de fazer as coisas, mas no encadeamento correto. E, para mim, este foi um ano de me dar um tempo para estudar e pensar. Quiçá o ano que vem também. Os dois últimos anos foram absurdamente puxados para mim, com o pós-cirurgia, a doença e morte da minha avó, e o mestrado, além de uma rotina de trabalho que envolveu muitas viagens e questões emocionais envolvidas nisso. Desde o início do meu planejamento para 2020, meu princípio era de que ele fosse um ano mais leve. Migrei meu trabalho inteiro para o online, abri mão de uma fonte de renda importante (os cursos de GTD), enxuguei equipe, fechei escritório – tudo isso para ficar mais em casa, perto do filhote e me dedicar ao meu método, essencialmente. Com ou sem pandemia, esse tem sido o meu foco, e me atenho a ele.

No entanto, para mim era importante “flertar” com o doutorado, no sentido de estudar, ler, pesquisar, ver as possibilidades. Fiz um post em maio contando um pouco como tem sido esse planejamento e lá explico melhor os meus motivos. Quando entramos em quarentena, fiquei com muita vontade de abraçar esse projeto logo, mas fiquei feliz por ter dado uma segurada. Eu preciso passar 2020 descansando um pouco mais. Como eu falei, foram anos difíceis. Logo, a abordagem com a vida acadêmica precisava ser leve, e tem sido.

Eu tomei algumas decisões importantes nesses meses de 2020 com relação à minha vida acadêmica. A primeira delas é que eu ainda tinha dúvida sobre fazer uma nova graduação ou ir para o doutorado. Definitivamente me decidi pelo doutorado. A segunda foi sobre o tema, que é a produtividade compassiva. Neste exato momento, estou desenvolvendo o pré-projeto, porque ele é um tema difícil. Falar sobre cultura do trabalho é um tema difícil porque envolve muitas questões que eu ainda sinto falta de repertório (justamente por isso o doutorado vai me ajudar!). A terceira é que estava me limitando muito a um determinado formato e isso estava me impedindo de ver outras possibilidades de áreas e instituições. Recebi várias dicas boas de vocês no outro post que comentei sobre o doutorado e estou explorando outras opções.

Atualmente, meus projetos com relação ao doutorado em si envolvem: desenhar o pré-projeto (aqui estão inclusas todas as leituras relacionadas) e explorar o trabalho dos professores que se relacionam com o tema para eu ter uma lista de possíveis orientadores, o que me levaria às instituições, e não necessariamente o caminho inverno, que era como eu estava fazendo antes.

Esse é um trabalho de base que ainda demanda bastante coisa, então não tenho a pretensão de ingressar exatamente no primeiro semestre de 2021, porém eu me sinto pronta para ingressar nessa época, se tudo convergir para isso. 😉

Estou também envolvida em dois eventos para apresentar trabalhos ainda este ano, em que vou simplificar a vida e apresentar resultados derivados da minha dissertação (acho importante até para atualizá-la e reforçar o assunto), e também estou participando dos dois dois grupos de pesquisa, que estão com atividades restritas, totalmente no online, como podem imaginar.

Espero que o post tenha sido interessante para clarear um pouco do meu raciocínio a respeito desse assunto. 🙂 Qualquer dúvida, me pergunte nos comentários. Obrigada!

Categoria(s) do post: Tecnologia

Um tema recorrente, que todo mundo adora, é sobre ferramentas para se organizar. Como parte do meu trabalho, vivo fazendo testes, conhecendo ferramentas novas, migrando, usando, enfim, até para poder compartilhar esse conteúdo com vocês.

A organização NUNCA se resume às ferramentas. Elas apenas dão suporte aos nossos comportamentos. Logo, o foco deve estar sempre no comportamento, depois você escolhe a ferramenta. Se você começa seu processo de organização escolhendo a ferramenta, fica preso no que ela te propõe e isso pode ser confuso e até bagunçar a sua vida. Você fica restrito aos recursos da ferramenta e não existe uma ferramenta que sirva para absolutamente TUDO. Por isso entender o processo é tão importante.

Quis então fazer este post, que pode entrar no blog de maneira recorrente, se vocês curtirem, sobre algumas ferramentas que estou explorando no momento.

Vários alunos meus me pediram para explorar essa ferramenta gerenciadora de listas pois, segundo eles, eu gostaria muito e ela é bem boa. Chama-se Amazing Marvin. Estou em fase inicial de testes, mas gosto da carinha dela. Parece ser bastante customizável e apropriada para métodos como o GTD, por exemplo. Pelo que vi, é fácil importar ações de outras ferramentas, ela apresenta templates e vários recursos bacanas. Como disse, estou testando. Pode ser que você queira experimentar por aí também.

Habitica é uma ferramenta para gerenciar hábitos que tem uma pegada de gamificação, em estilo RPG. Já temos um artigo aqui no blog escrito pelo Victor Menna em 2016 (!) e, na semana passada, fizemos uma live juntos onde o Victor fez algumas demonstrações na ferramenta. Eu estou explorando porque quero fazer alguns testes em família aqui, principalmente com o filhote, pois dá para “jogar” em grupo.

Nos últimos dois anos, como parte da minha pesquisa do mestrado, eu fiquei alguns períodos sem o What’sApp, justamente para testar a reação das pessoas, como eu me comunicaria, sentimentos e outras questões que levei para a dissertação em si. Agora na pandemia, as pessoas (me desculpem o termo) enlouqueceram completamente com o uso do aplicativo. Eu tentei aumentar o meu tempo de dedicação a ele diariamente mas estava ficando ridículo – ou eu acompanhava as mensagens, ou fazia qualquer outra atividade. Por isso, resolvi sair novamente. Mantenho a conta apenas para conversar com a minha mãe, que mora em outra cidade, e meu médico, e só. Para facilitar esse processo, eu instalei a versão Business do app, que permite deixar respostas automáticas e outros recursos. Assim, se uma pessoa me enviar uma mensagem, ela recebe a resposta automática dizendo que não estou mais usando o app e para que me contate por e-mail.

Eu realmente entendo toda a comoção atual pelo Notion, pois ele é realmente um aplicativo com múltiplas possibilidades. Eu cheguei a comentar que estava testando a migração do meu calendário editorial de produção de conteúdo para lá, mas não rolou. Gosto muito de fazer isso no Trello ainda. Cheguei a montar minha lista de projetos lá, para testar, e parece uma boa, mas ainda não migrei nada oficialmente. Eu ainda estou um pouco cismada. Fiz testes importando conteúdos e não foram todos os conteúdos, inteiros, sabem? Então ainda preciso testar mais para me sentir segura para migrar. Ainda acho que ele é um app complexo para quem não tem um método ainda muito definido para se organizar e que tende a nos levar a um microgerenciamento. Isso não significa que você não possa usar, não microgerencie etc.

Entendendo que existe essa demanda para aprender mais sobre os recursos de tantas ferramentas existentes, a partir de setembro, no meu curso de organização, os alunos terão workshops de ferramentas, ao vivo, para tirarem dúvidas e aprenderem sobre elas. as inscrições estão abertas apenas até sexta agora, caso você tenha interesse. Obrigada!