Categoria(s) do post: Diário da Thais

Todo mês eu gosto de fazer um resumo de como foram os últimos 30 dias, para mim mesma, para análise pessoal, e também para mostrar para os leitores do blog como foi um pouco da minha vida (muitos têm curiosidade) e as coisas que eu fiz de maneira geral. Afinal, ter uma vida organizada não significa fazer mais coisas, mas curtir a vida, viver uma vida legal, encarar mudanças e desafios, e é o que eu sempre tento mostrar por aqui.

O mês de agosto trouxe uma evolução pessoal enorme para mim. Quando paro para analisar como eu estava no início do mês e como eu estou agora (e acho que esse é um dos maiores ganhos dessa análise), eu consigo perceber como eu melhorei.

Julho foi um mês bastante difícil. Ao final do mês, eu percebi que precisava dar um tempo. Não muita coisa – só uns dias mesmo, para descansar a cabeça. Por isso, no primeiro final de semana de agosto, fui com a minha família para Campos do Jordão. Comemos fondue, passeamos, nos divertimos, acendemos fogueira e, acima de tudo, ficamos juntos. Eu dormi muuuuito, desliguei do mundo, escrevi bastante, e voltei descansada. Eu sabia que precisava realmente recarregar as energias. Acho que, com o passar do tempo, a gente vai aprendendo o que funciona de verdade com a gente. No meu caso, foi certeiro: eu sabia que precisava daqueles dois ou três dias fora, e realmente eles fizeram diferença na minha vida.

De volta na semana seguinte, estava acontecendo a Bienal do Livro em São Paulo, e lá eu fui apenas um dia, para a minha palestra e tarde de autógrafos no estande da editora. Em outros anos fui mais vezes, mas este ano eu quis respeitar meu ritmo e fui apenas uma vez, que para mim foi legal. A palestra foi excelente. Foi a primeira vez que fiz uma palestra sem slides, só no gogó, e me senti muito tranquila e preparada para fazê-la. Eu gravei o áudio e disponibilizei no meu canal no YouTube, caso você queira conferir.

Um evento bastante marcante na minha vida no mês de agosto foi a decisão de continuar com o mestrado, a entrega dos trabalhos, a conversa com os meus professores e todo o apoio que tive deles. Eu comentei um pouco sobre esse processo e a minha organização para o segundo semestre do mestrado neste vídeo.

Aliás, a volta às aulas do mestrado foi essencial para eu voltar ao meu ritmo normal como um todo. Como comentei no vídeo linkado acima, ter voltado ao mestrado com todos os propósitos dele muito claros fez toda a diferença para mim. Estou encarando até as leituras para as aulas de maneira diferente. Virei efetivamente a Hermione da turma, e não me importo de ser chamada de caxias, aluna dedicada, a que lê tudo etc. O mestrado é um investimento de tempo, energia, dinheiro, e eu quero que ele valha a pena. Não faço as coisas “por fazer”. E tenho curtido demais, porque é o meu momento ali da semana de viver uma outra realidade diferente daquela que eu estava acostumada nos últimos anos, desde que resolvi me dedicar 100% ao meu próprio negócio.

Eu não gosto de deixar muitos compromissos encadeados, para ter uma rotina mais tranquila, mas eu já sabia que agosto (e setembro) teria uns períodos mais cheinhos. Um deles foi na segunda semana, quando eu me dediquei a semana inteira para a capacitação dos novos instrutores do GTD, na Call Daniel (franquia brasileira do método). Foram todos os dias, de segunda a sexta, dando aula das 9h às 17h. Além disso, todos os dias à noite tive “algo” também: aulas no mestrado, jantar de confraternização, ou uma viagem para Curitiba (na sexta). Foi uma semana puxada, mas fiquei menos cansada do que imaginei que ficaria. Aprendi a gerenciar bem a minha energia.

Na sexta, como falei, viajei para Curitiba, onde faria dois cursos no final de semana (ministraria os cursos) e, na segunda, teria a noite de autógrafos do meu novo livro (“Trabalho Organizado”) na Livrarias Curitiba. Uma semana inteira comendo fora de casa não fez bem para o meu estômago (que, vocês sabem, foi operado), e já no final de semana não fiquei muito legal. Na segunda, cheguei a realmente passar mal durante o evento. Precisei cancelar a minha ida no dia seguinte para Porto Alegre, infelizmente, e voltei mais cedo pra casa.

No final das contas, tinha pego uma virose que me deu um certo trabalho. Fiquei mais de uma semana com enjôo, fraqueza, mal-estar e sem conseguir comer direito sem sentir dores abdominais. Foi bem chato, mas agora já me sinto melhor.

Depois que voltei de Curitiba, pude me dedicar a dois projetos importantes no momento, que são a organização do novo escritório e a reforma da casa. Minha mesa do escritório chegou enquanto eu estava em Curitiba, e na semana seguinte eu já consegui trabalhar alguns dias lá, o que me deixou muito feliz.

Postei o seguinte no meu Instagram:

“Pode parecer besteira ou super simples para outras pessoas, mas hoje eu tive um momento tão feliz. Eu estava no escritório da minha empresa, que finalmente está começando a tomar forma depois de tudo o que aconteceu nos últimos meses. Eu levei a minha cafeteira para lá. Comprei uns quadrinhos. Chegou a minha mesa. Foi quando eu lembrei de todos os escritórios que eu já trabalhei desde que comecei a trabalhar nesta vida. E percebi que agora eu tenho um espaço que é uma tela em branco, que pode ser criada como eu quiser, com o que eu acho bonito e certo. Assim como todo o direcionamento da empresa, os valores, os projetos. Foi uma felicidade tão grande ter percebido isso! Me sinto extremamente grata ao universo por todas as coisas. E, se você quiser chamar isso de Deus, está tudo bem. ❤️ Pouco a pouco, a vida vai melhorando.”

Eu tomei algumas medidas interessantes para configurar uma nova rotina de trabalho agora que estou colocando tudo em ordem com os novos espaços de trabalho (comentei sobre isso aqui no blog, inclusive). Tenho conseguido cada vez mais equilibrar a minha rotina para descansar, ficar bem, estudar, ficar com o filhote, enfim, fazer as coisas de modo geral. Ainda tenho muito a melhorar, mas bastante tranquila em resolver uma coisa de cada vez e pensando mais em mim.

Chego ao final do mês incrivelmente feliz.

Categoria(s) do post: Imprensa

Na próxima segunda-feira, dia 3 de setembro, será o último evento referente ao lançamento do livro “Trabalho Organizado”. Será o último evento por questões de saúde, pois não posso mais me deslocar e viajar tanto. Então, te espero lá!

Livraria da Travessa
Shopping Leblon
Às 19h

Te vejo lá!

Categoria(s) do post: Casa, Lazer, Equilíbrio emocional

Meu sono é sensível. Isso significa que, para eu pegar no sono, preciso de todo um ritual. Sempre admirei as pessoas que conseguem encostar e dormir rapidamente em qualquer lugar e sob quaisquer condições. Nunca fui essa pessoa. Por isso, com o passar dos anos fui descobrindo o que funcionava de verdade para mim.

Já compartilhei aqui no blog algumas dicas e como eu faço para a rotina mesmo ser mais tranquila. Dê uma navegada, porque tem bastante texto legal.

Hoje vou compartilhar apenas os acessórios que eu uso para dormir bem. São eles:

Água
Sempre tenho água ao lado da cama, pois frequentemente fico com sede ou com a garganta seca e ajuda muito ter a garrafinha ali ao lado, no criado-mudo.

Manteiga de cacau
Meus lábios costumam ficar muito ressecados, especialmente no inverno, então passar uma camada generosa de manteiga de cacau antes de dormir me deixa confortável. (Algumas vezes, dependendo do frio, chego a passar até uma pomada nos lábios, para hidratar mais.)

Protetor auricular
Não uso sempre, até mesmo por questões de higiene, mas naqueles dias em que preciso descansar pra valer, sem ficar acordando à noite com pequenos barulhos, eu uso protetores auriculares. Meu sono é tão sensível e eu acordo tanto durante a noite com os mínimos barilhinhos que, só de usar esses protetores, minha qualidade de sono aumenta uns 200%.

Touca com forro duplo
Ok, estamos no inverno. Mas eu não poderia deixar de compartilhar essa dica, pois ela funciona sempre que estiver frio, não importa a estação. Perdemos muito calor do corpo pela cabeça. Como eu tenho sinusite, esse frio faz muita diferença. Há alguns anos, eu percebi que o fato de usar uma touca para dormir fazia com que eu me aquecesse mais rápido, além de dormir mais facilmente, justamente por essa questão de administrar a temperatura do corpo. Funciona como mágica. Teste!

Polaina
Pode parecer um acessório muito dos anos 80, mas eu sou friorenta e detesto acordar de noite com frio nas canelas. Por isso, as polainas são essenciais para ‘juntar” as calças com as meias e, assim, me manter quentinha durante a noite.

Travesseiro para a coluna
Há alguns anos, um médico ortopedista me pediu para providenciar um travesseiro de corpo inteiro para dormir agraçada com ele e alinhar a minha coluna. Deu muito certo. Hoje em dia, uso um travesseiro normal na lateral apenas “para me apoiar”, e o efeito é o mesmo. Quando eu era mais nova eu não me importava muito com a minha postura durante o sono, mas com o passar dos anos isso foi se tornando uma questão importante. Diminuiu demais as dores que eu sentia nas costas – isso tudo alinhado a um cuidado maior com a ergonomia durante um dia de trabalho também.

Pijama confortável
Eu não compro mais pijamas que apertem ou que sejam feitos de tecidos que agridam a pele de alguma maneira. Tenho uma amiga que tira sarro da minha cara porque eu realmente invisto em pijamas em vez de simplesmente usar roupas velhas para dormir, mas eu realmente sinto uma diferença enorme tanto no auto-cuidado (sinto que estou me mimando quando coloco um pijaminha legal) quanto na qualidade do meu sono. Os tecidos são mais confortáveis, eu me sinto melhor, enfim, é um mix.

Protetor de olhos
Por último, mas não menos importante. Quem tem o sono sensível como o meu já deve até usar esse acessório. Não consigo mais dormir sem o protetor de olhos, pois ele deixa a minha “visão” bem escura e, assim, meu cérebro não fica estimulado. Uso todos os dias.

E você, tem algum acessório que usa para dormir e que faz toda diferença na sua qualidade de sono? Compartilhe aqui!

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Ambiente de trabalho, Vida de Escritora

Ambos os locais ainda não estão prontos para eu mostrar para vocês. Prometo que, quando estiverem, mostrarei aqui no blog. No escritório da “firma” ainda estou comprando os móveis e, para o home-office na casa, estamos em reforma. Mas eu quis trazer neste post apenas uma atualização para compartilhar com vocês como se dará essa divisão e porque ela existe em primeiro lugar.

Escritório da “firma”

Aluguei uma sala comercial em abril para que tanto eu quanto a Silvia (que trabalha comigo) pudéssemos trabalhar, além de ter um espaço para receber pessoas que trabalham comigo mas não no escritório. Esse espaço também serviria para gravação de aulas e vídeos, e está em andamento.

Muita coisa ficou parada quando a minha avó foi internada etc, e apenas agora estou retomando aos poucos cada uma dessas coisas, o que inclui o escritório.

Lá, terei uma mesa e uma estação de trabalho que será a minha estação oficial. É onde ficará o meu computador, os meus arquivos, meus documentos profissionais e tudo o que for relacionado ao meu trabalho com organização e produtividade – ou seja, a minha empresa mesmo.

Home-office

Então por que ter também um home-office?

Pensei muito sobre isso quando estávamos planejando a reforma da casa. Independente de ter um escritório fora, meu marido me convenceu de que seria importante ter um espaço reservado assim em casa, pois mesmo fora do escritório eu tenho minhas coisas para administrar e também gosto de estudar e fazer alguns trabalhos em casa. Ele estava certo.

O home-office vai funcionar então para aqueles dias em que eu precisar trabalhar de casa por “n” motivos, mas também para estudar de noite, trabalhar na minha dissertação, além de ter os materiais que vou precisar ter futuramente, quando trabalhar como professora e pesquisadora na área de Comunicação. É igualmente trabalho, mas um trabalho diferente do trabalho da “firma”. Lá ficarão os meus documentos pessoais, da família e da casa, além de livros sobre a minha área de pesquisa. Também quero ter um cantinho para voltar a fazer artesanato, algo que sempre gostei mas acabei parando por motivos de priorização de outras atividades.

Enfim, cada espaço de trabalho terá a sua função e ambos serão muito significativos para a minha rotina.

Assim que a reforma, estruturação e decoração forem evoluindo e eu tiver efetivamente o que mostrar aqui, prometo que mostrarei. Por hora, achei que seria legal compartilhar como tem sido esse processo, justamente para mostrar que a vida é feita de processos que levam tempo. 😉

Como é o seu espaço de trabalho hoje? Você trabalha apenas em casa? Concilia um escritório fora e outro em casa? Compartilha um pouquinho nos comentários para trocarmos ideias. Obrigada!

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Carreira, Criatividade

Tudo o que aconteceu nos últimos meses e os imprevistos e surpresas praticamente semanais que têm surgido na minha vida me fizeram perceber que eu precisava reestruturar a minha rotina. Outro fator que influenciou bastante foi a mudança dos meus locais de trabalho.

Breve histórico recente: mudamos para a rua da casa da minha avó em setembro do ano passado, para assim ficarmos mais perto dela (que decisão acertada!). Uma das maneiras de fazer isso foi justamente criando meu escritório dentro da casa dela, pois assim eu passaria o dia lá, dando mais atenção e atendendo conforme o necessário. Isso funcionou bem durante um tempo, até ela finalmente ser internada e a rotina mudar completamente.

Com a entrada da Silvia na empresa, trabalhando comigo, em maio, surgiu a necessidade de termos um escritório externo para trabalhar. Falei mais sobre isso aqui em um post específico sobre “sair do home-office”. Aluguei uma sala comercial, que precisava de algumas reforminhas básicas, e obviamente isso ficou um pouco em stand-by com a internação e morte da minha avó. Agoooora que as coisas estão andando.

Nesse meio tempo, no entanto, eu fiquei um pouco “órfã” de espaço de trabalho. Não tenho home-office no meu apartamento e a casa da minha avó entrou em reforma para nos mudarmos para lá (também já falei sobre isso aqui). Fiquei alternando entre diversos locais nômades de trabalho, entre coworkings, padaria, faculdade, o quarto do meu filho e outros desse tipo.

Agora, com o andamento do escritório, uma nova rotina de trabalho se configura. E, já pensando nela, fiz uma reflexão sobre a natureza de um dia de trabalho meu hoje, de acordo com os meus ritmos, e fiquei muito satisfeita com o resultado. Então é sobre isso que eu quero escrever neste post.

Em primeiro lugar, montei uma lista com os diversos blocos de tempo que tenho no dia.

Para entender o que considero blocos de tempo, significa que eu vejo meu dia com diversas micro partes de um todo. Eu também gosto de trabalhar de 1h30 a 2h e fazer intervalos, pois isso me ajuda a manter a cabeça bem mesmo ao longo de um dia com muitas atividades. (leia o texto que fala sobre a importância disso aqui)

Seguem os blocos com uma média de tempo para cada um:

Bloco 1 (1h)
Acordar, tomar café, trocar de roupa etc etc (rotina de antes de sair de casa) e o período em trânsito
Considero um bloco só de acontecimentos

Bloco 2 (30min)
Rotina matinal de chegada ao trabalho
É quando faço meu café, leio as notícias do dia, pratico meditação

Bloco 3 (1h30)
Deep work
Faço um primeiro bloco de trabalho concentrado

Bloco 4 (30min)
Intervalo de 15 a 30 minutos
Eu descanso mas também aproveito para realizar atividades leves

Bloco 5 (1h30)
Deep work
Novo bloco concentrado

Bloco 6 (1h30)
E-mails e mensagens

Bloco 7 (1h30)
Almoço

Bloco 8 (1h)
Assuntos a tratar
Resolvo pendências com a Silvia ou realizo reuniões

Bloco 9 (30min)
Novo intervalo

Bloco 10 (1h30)
Assuntos a tratar
Aulas ou reuniões

Bloco 11 (30min)
E-mails e mensagens

Bloco 12 (30min)
Finalização da rotina de trabalho

Bloco 13 (1h)
Período em trânsito
Pode ser ir para casa, ir ao mercado, ir para a faculdade – este é o momento que aproveito os deslocamentos

Bloco 14 (1h)
Estudo leve ou atividades pontuais com a família ou em casa

Bloco 15 (1h30)
Estudo focado

Bloco 16 (1h30)
Me time, tempo com a família

Bloco 17 (30min)
Rotina de antes de dormir

Bloco 18 (7,5h)
Sono

Essa análise foi muito útil porque me fez perceber que tenho alguns blocos de trabalho aprofundado pela manhã, que preciso aproveitar bem, assim como não posso dedicar a tarde inteira para reuniões, e de noite também quero reservar um tempo para estudar.

A ideia é engessar o dia e cumprir sempre dessa maneira? Não, esse é um dia ideal. Pode acontecer de ter reuniões pela manhna e a tarde livre, então procuro inverter os blocos.

Os blocos me ajudam a entender meus contextos, ou seja, lugares, ferramentas ou condições de energia que me encontro para realizar tais atividades. Por isso organizo as minhas listas de coisas a fazer de acordo com tais contextos (no Evernote):

Achei essa simplificação dos contextos maravilhosa e já tem funcionado lindamente.

(Vale lembrar que associo esses blocos de contextos com os temas para cada dia da semana.)

No meu planejamento semanal (que também já ensinei como fazer, aqui), eu verifico se existem blocos de tempo que eu preciso necessariamente usar para atividades a serem feitas no próprio dia, pois essas atividades devem entrar na minha agenda, e não nas listas acima. Por exemplo, segunda de manhã eu preciso dedicar algum tempo para escrever alguns posts e a newsletter do blog, caso eu não tenha feito isso antes, então no planejamento semanal isso entra direto na agenda, e não nas listas.

Aliás, uma boa dica para saber se algo precisa de um bloco de tempo no seu calendário é o tempo que você deve dedicar a determinada atividade. Se ela durar de 1 hora para mais, pode valer a pena inserir um bloco de tempo na sua própria agenda, pois não é algo que você simplesmente “encaixa” ao longo do dia, nos intervalos dos seus compromissos (que é o sentido do uso das listas por contextos).

Enfim, tudo é teste, e é importante que você também teste diversos modelos para entender o que atende melhor o seu dia de trabalho.

Essa configuração permite que eu trabalhe tanto no meu escritório da “firma” quanto no home-office, que serão os dois locais de trabalho que eu terei. Mais sobre esse assunto em posts futuros por aqui. 😉

Você já parou para pensar nos seus diversos blocos de tempo ao longo de um dia de trabalho e em como eles podem ajudar você a ter um dia mais tranquilo e equilibrado, realmente produtivo? Deixe um comentário!

Categoria(s) do post: Social, Lifestyle

Ontem eu escrevi um texto sobre caixas de entrada de mensagens e percebi que ainda não tinha falado sobre um assunto importantíssimo relacionado aqui no blog, que é o tempo de resposta às mensagens. Quero compartilhar brevemente então minha política pessoal de comunicação.

Qualquer assunto que possa esperar uma resposta de 24 a 48 horas
Envie um e-mail

(se eu não puder responder nesse período de tempo, vou colocar uma mensagem automática explicando a minha ausência e que retornarei assim que possível)

Qualquer assunto que precise de resposta no mesmo dia
Envie uma mensagem pelo What’s App

(eu verifico nos intervalos e respondo aquilo que tem urgência, ou ao final do dia aquilo que não era tão urgente mas demandava resposta também)

Qualquer assunto que seja uma emergência
Me telefone

(se eu não puder atender por qualquer motivo, retornarei com a máxima urgência)

As pessoas que convivem comigo já sabem dessa política pessoal. Se meu marido me liga, por exemplo, eu sei que é uma emergência. Isso me ajuda a saber quando devo atender o telefone ou não.

Adendo da Thais: Telefone é a forma mais agressiva de interrupção na vida de uma pessoa (tirando a interrupção presencial, obviamente). Ligue apenas se for uma emergência. Ligar para conversar ou para perguntar algo que poderia ser resolvido de outra maneira… ou seja, interromper o fluxo de trabalho ou de pensamento de uma pessoa apenas porque VOCÊ quer resolver o assunto logo é de um desrespeito tamanho que nem consigo expressar. Quer ligar para conversar? Envie uma mensagem. Se a pessoa responder que pode, aí você liga. Combinado?

Ter uma política pessoal me ajuda a organizar a minha rotina de atendimento a tais mensagens, como comentei no post de ontem. Em uma era em que cada um tem suas próprias regras e expectativas com relação ao que o outro deve ou não fazer, deixar a sua maneira de fazer as coisas o mais clara possível pode ajudar a evitar desentendimentos.

Inclusive pode ser uma boa expressar essa política na assinatura do seu e-mail. Fica a dica. 😉

E você, tem alguma política pessoal de comunicação? Já pensou nisso? Deixe um comentário contando. Obrigada!

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Já comentei aqui no blog sobre a minha ideia da “rotina do artista”, em que divido o meu dia em três grandes blocos, a saber:

  • período da manhã: cuidar da minha arte (prioridades)
  • período da tarde: cuidar das correspondências (me abrir para o mundo)
  • período da noite: cuidar do meu conhecimento (leituras, estudo etc.)

Para facilitar o momento em que “me abro para o mundo” depois do almoço até o final do dia, eu elaborei uma checklist com todas as caixas de entrada de mensagens que tenho que verificar diariamente.

“Thais, você esvazia as caixas de entrada diariamente?”

Essa é a minha regra pessoal, mas o mais importante é ter as mensagens sob controle, e não “esvaziar as caixas”.

Na semana passada, por exemplo, eu tive uma semana bastante cheia. O que eu entendo por cheia:

  • de segunda à sexta, dei aula das 9h às 17h
  • de noite, todos os dias, tive ou aulas do mestrado ou um evento (jantar)
  • na sexta, depois da aula, fui direto para o aeroporto pois tinha um vôo para Curitiba
  • no sábado e no domingo, ministrei um curso de GTD das 9h às 18h

Foi uma semana completamente fora do normal, fugiu à regra totalmente, mas mesmo naquelas condições eu consegui manter as minhas caixas zeradas.

Na segunda, tive aquele problema com a virose e resolvi tirar os dois dias de final de semana que não tive de folga, e fiquei afastada dos meus e-mails durante a terça e a quarta. Quando acontece isso, eu coloco uma resposta automática avisando, mas mesmo assim algumas pessoas não lêem ou não acreditam e cobram as respostas. Acho um pouco desgastante, mas faz parte.

O que procuro fazer, em situações assim, é sempre “escanear” as caixas e responder apenas as mensagens urgentes, para não deixar ninguém sem resposta. Aí, quando eu voltar da folga oficialmente, eu zero as caixas de entrada.

Por isso, é muito importante para mim manter uma checklist das minhas caixas de correspondências porque vou “atacando” uma a uma até zerar todas. Uma vez feito isso no dia, vou apenas administrando. No dia seguinte, terei apenas as mensagens de um dia para o outro.

É bastante interessante fazer desse jeito e funciona de maneira prática para mim.

A saber, essas são as minhas caixas de mensagens (apenas caixas de entrada em que recebo mensagens de outras pessoas, e nnao caixas minhas, onde capturo coisas) hoje, que verifico e busco zerar diariamente:

  • Gmail pessoal
  • Gmail profissional
  • Outlook (GTD)
  • What’s App
  • Comentários do blog (4 blogs)
  • Mensagens no Facebook
  • Comentários em grupos e páginas no Facebook
  • Mensagens no Linkedin
  • Mensagens no Twitter
  • Mensagens de alunos nos cursos online (suporte)
  • Comentários e mensagens no Instagram

Como trabalho com Internet, não tem como ser diferente. 🙂 Eu recebo uma média de 600-800 mensagens por dia.

Ter uma lista como essa me ajuda a rastrear cada uma das caixas diariamente e lidar com o que chega através delas.

Já expliquei em outros textos como lido com as mensagens propriamente ditas, e você pode conferir aqui.

Para mim, trata-se de simplesmente lidar com correspondências. Funciona bem.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Faz cerca de seis meses que eu conheci uma nova ferramenta que, do meu ponto de vista, ainda vai ser bastante falada e usada por aí. O nome dela é Notion. Trata-se um aplicativo que funciona em modo web, instalado no computador e no celular, e sua proposta é ter tudo o que você precisa em um só lugar. Parece pretensioso, mas a ferramenta realmente proporciona a criação de diversos formatos de criação de textos e gestão das informações, e cada vez mais pessoas estão fazendo testes e gostando muito do que ela apresenta como soluções.

Algumas pessoas no grupo GTD Brasil (no Facebook) estão mostrando como têm usado o Notion para suas listas e dentro do seu sistema de maneira geral. Caso você se interesse pelo método, talvez possa valer a pena ver como elas estão fazendo.

Eu ainda não fiz esse mesmo teste, apesar de ter usado a ferramenta ultimamente apenas para explorá-la, conhecê-la. Por enquanto, achei que a sua alta customização a deixa um pouco confusa de ser usada. Talvez, com o tempo, eu pegue mais o jeito e a considere maravilhosa e essencial. Ainda faltam tutoriais!

De qualquer maneira, acredito que seja uma ferramenta que valha a pena a gente prestar atenção e fazer um teste, pois aparenta sincronizar tudo aquilo que usamos todos os dias.

E você, já testou o Notion? Por favor, deixe um comentário relatando a sua experiência para ajudar outros leitores. 🙂

Categoria(s) do post: Imprensa

Hoje é o lançamento oficial do livro “Trabalho Organizado” em Curitiba, com encontro e sessão de autógrafos.

Local: Livrarias Curitiba (Shopping Palladium)
Horário: 19h às 21h

Amanhã será em Porto Alegre!

PS: Aproveito para falar sobre “como levar a Thais para eventos em sua cidade”. No geral, eu aproveito viagens a trabalho para organizar os eventos. Caso eu precise viajar especificamente para o lançamento, a viagem deve ser patrocinada por alguma empresa ou serviço. Se tiver interesse nesse patrocínio, favor entrar em contato com a nossa equipe.

Te aguardo lá!

Saiba mais sobre o livro “Trabalho Organizado”

Categoria(s) do post: Carreira, Equilíbrio emocional

Quando eu era criança, gostava de brincar de professora – como praticamente todas as crianças da minha idade na época.

Depois, eu achei que seria desenhista. Minha mãe me levou para conhecer o Maurício de Souza, que me deu um desenho da Mônica autografado, elogiou as histórias em quadrinhos que eu mesma criava com papel sulfite e me convidou para trabalhar com ele quando eu crescesse. Eu sinceramente passei anos da minha vida achando que eu realmente faria isso.

Na época do vestibular, eu não tinha mais esse sonho e queria algo mais “normal”. Gostava de desenhar, então pensei em Moda. Mas também gostava de ler, então pensei em História ou Direto (mais “do mercado”). Por gostar de escrever, juntei em um mix e acabei optando por Jornalismo. Foi uma boa escolha e, até hoje, acho que teria me formado uma boa jornalista. Sempre trabalhei com criação de conteúdo, mas a formação em Publicidade deu o tom do que eu faria com ele profissionalmente (para quem não sabe, fiz dois anos de Jornalismo e depois mudei para Publicidade, onde me formei).

Cara, realmente a vida é como um supermercado. Você passa pelas gôndolas, sabe que precisa fazer escolhas, mas são tantas (umas tão boas e outras tão estranhas), que a tendência a ficar confusa(o) é enorme.

Quando eu fui para o (super) mercado de trabalho, tudo era indefinido. Comecei trabalhando como estagiária na área de marketing de uma empresa. Depois, migrei para uma área de comunicação interna. De lá, trabalhei em agências de publicidade, até entrar novamente na área de comunicação de outra empresa – desta vez, ligada ao governo. Foram todas experiências muito interessantes e que me ajudaram a formar quem eu sou hoje, especialmente no que diz respeito a habilidades de convivência profissional.

A parte de habilidade no meu ofício, eu sinceramente aprendi sozinha, com poucas pinceladas de colegas ou professores nos diversos cursos que fiz. Sempre fui muito autodidata e gostava de testar o que aprendi. Não foi à toa que criei este blog, lá em 2006, para escrever sobre um assunto que eu gostava. Eu só não imaginava que um dia trabalharia com isso, apesar de meu coração ter começado a bater mais forte quando comecei a me envolver com o assunto.

De verdade, a vida é uma jornada. E começar a se organizar, a querer desenhar essa trajetória, é colocar o pé na estrada.

À medida que as coisas foram acontecendo, eu fui aprendendo muito sobre mim mesma – o que eu gostava e o que eu não gostava de fazer. Tudo isso foi me ensinando para onde eu gostaria de encaminhar a minha vida dali em diante.

Não existem caminhos certos ou errados – e eu sei que você deve estar cansada(o) de ler isso. Mas o que quero dizer é que eu procuraria novas maneiras de ser feliz em quaisquer caminhos que eu tenha escolhido, que me levariam a lugares diferentes. Eu poderia ter me tornado advogada. Estilista. Jornalista. Historiadora. Bibliotecária. Farmacêutica. Realmente não importa, mas sim a jornada. E esse é o ponto.

Ter passado por todas essas reflexões nos últimos meses tem me ajudado a ponderar sobre a vida como um todo e sobre como podemos colocar uma pressão enorme sobre as escolhas que fazemos, como se fossem irreversíveis. E, sabe, algumas delas podem ser. Mas o irreversível não quer dizer definitivo. Quer dizer apenas que você escolheu algo, essa escolha teve consequências, mas essas consequências te ajudaram a ser quem você é hoje – uma pessoa que pode fazer escolhas melhores ou, pelo menos, diferentes. E toda essa vivência vai te levando a novos caminhos. Novas estradas. E novos lugares.

Eu curto muito pensar lá na frente. Onde eu quero chegar. No estilo de vida que estou construindo para mim, especialmente com o trabalho. Mas curto igualmente a minha vida agora, e ela precisa ser curtida agora, não só depois (depois TAMBÉM).

Na prática, significa investigar porque, pelo terceiro dia seguido, eu não estava a fim de fazer uma atividade que, até então, eu curtia pra caramba. Não deixar a vida passar, sabe? Tomar providências. Mas, acima de tudo, tentar me entender.

Quanto mais você caminha, mais descobertas você faz, e essas descobertas te levam a descobrir novos caminhos que você talvez não tenha considerado antes.

Eu cresci uns 10 anos no último mês – sem brincadeira. Passei a ver com mais leveza algumas áreas da minha vida que tinham uma essência mais intensa – especialmente no trabalho.

Quando passei a ver tudo o que eu faço como algo efêmero, que vai acabar (que seja com a minha morte), e que existem tantas outras possibilidades na vida para mim, assim como tantas outras pessoas que podem fazer esse mesmo trabalho que eu faço, abrindo um leque de possibilidades para relacionamentos, parcerias, oportunidades… isso me deixou muito feliz e curiosa para colocar a cabeça para fora do carro e curtir o vento batendo no rosto no meio da estrada mesmo, antes de chegar no lugar. Porque, por mais que eu tenha meus mapas, por mais que eu saiba o caminho, caramba… a brisa está ótima. O sol está se pondo, eu estou feliz, e um sorriso no rosto vale mais a pena que uma lágrima no travesseiro de noite – o que é igualmente válido, é claro. Mas, no momento, levo esse sorriso porque já chorei demais.

Categoria(s) do post: Carreira, Estudos, Equilíbrio emocional

Comentei no post de ontem que eu falaria mais sobre os propósitos do mestrado e este texto de hoje é para trazê-los. Achei importante compartilhar porque 1) descobrir o propósito nas coisas que fazemos é uma boa prática de produtividade e 2) compartilhar com vocês me traz a sensação de ser mais autêntica no trabalho que exerço aqui.

Quando eu resolvi fazer o mestrado, tempo atrás, minha principal motivação era a de dar aulas. Com tudo o que aconteceu no primeiro semestre, eu “entrei em crise” com esse propósito, por dois motivos: 1) não sei qual será o futuro das faculdades e universidades. tudo vai mudar. não sei se os alunos ainda são tão interessados em um professor em sala de aula. e 2) eu já dou aulas. já sou professora. então qual é o ponto prático dessa formação?

Vários professores e colegas que vivem exclusivamente da vida acadêmica estão fazendo o caminho inverso, e com dificuldades. Tentando empreender, ir “para o mercado”, sobreviver de outras forma porque não conseguem empregos lecionando ou mesmo tendo bolsa como pesquisadores.

Quando eu pensei seriamente em parar com o mestrado agora, isso não afetaria tanto a minha trajetória a longo prazo. Eu comecei o mestrado antes do que eu planejava. Quando eu coloco as coisas sob perspectiva, eu não tenho a “pressão” de ter um diploma de mestre no momento. Tenho meu trabalho, tenho a minha empresa. Eu poderia perfeitamente parar um tempo e retomar ano que vem, por exemplo. Mas a maneira como isso me afetaria internamente faria muita diferença. Primeiro, porque eu adoro o mestrado. Me distrai e me faz feliz pensar em coisas diferentes e estar com aquelas pessoas, que já me afeiçoei. Segundo, porque eu sentiria como se estivesse deixando de lado algo muito importante para mim, que representava uma construção importante de vida que me levou até tal momento.

Ter passado por esse período de reflexão (que inclusive coincidiu com o período em que meus professores estavam de férias e que eu precisava escrever dois artigos de conclusão das disciplinas) foi importante porque eu percorri toda uma jornada para chegar à decisão final e clara sobre a continuidade do mestrado. Ter clareza sobre o propósito (ou os propósitos) me fez prosseguir. Foram eles:

Propósito 1: Contribuição com o mercado da Comunicação

Estamos vivendo um momento muito particular, específico e crucial no mercado de trabalho de maneira geral, mas especialmente no campo da Comunicação. A Editora Abril fechou diversas revistas e vai demitir mais de 600 funcionários – muitos deles, jornalistas. As agências de publicidade estão caminhando para o mesmo fim. Nossas profissões serão transformadas e, as carreiras, reconstruídas. Por eu ter feito essa transição anos atrás (sair de uma empresa e empreender), eu sinto que posso ajudar tanto quem já está no mercado há 30 anos quanto quem está em começo de carreira, se formando na faculdade. E eu quero fazer isso. Quero colaborar de alguma maneira. Pretendo fazer isso com a criação de conteúdo, mas também ministrando cursos e aulas em universidades. Acredito na área da Comunicação e nas profissões da área. Quero ajudar a pessoa que quer ser jornalista a realmente ser jornalista, mesmo com essas mudanças e perspectivas confusas (e as outras profissões, claro).

Propósito 2: Contracultura da produtividade no trabalho

Eu realmente acredito que existe um modo de trabalho mais gentil, menos agressivo, com o trabalhador, do que o mercado impõe. A ideia de hora extra como algo normal, ou a conectividade permanente que as mídias (e as relações através delas…) nos obriga a ter, entre outras questões pertinentes e urgentes. Eu trabalho com produtividade. Trabalho com um método (GTD) que vai na contracultura – não diz que você tem que fazer MAIS para ser produtivo, e sim que você precisa estar apropriadamente engajado no que está fazendo – que pode ser fazer nada. Então há uma brecha. Há “esperança”. O meu estudo na pesquisa do mestrado (aplicativos de produtividade) vai nessa linha e, junto com o meu trabalho, eu sinceramente sinto que tenho a contribuir com o mundo de alguma maneira.

Propósito 3: Atuar como pesquisadora

Inicialmente, não pensei em investir na área de pesquisa, e sim do ensino. Mas, quando entrei no mestrado, me apaixonei. E isso faz muito sentido: sempre gostei muito de ler e de estudar, além de escrever. Essa parte me pegou de jeito e o fato de eu já ser professora, já ter uma empresa, e não depender financeiramente de uma bolsa de estudos para atuar me dá a liberdade privilegiada de explorar o campo de pesquisa sem tanta pressão, “porque eu quero” mesmo.

Este é o propósito egoísta, digamos assim, mas que me ajudou a ver que não “dependo” de virar professora exclusivamente, ou de parar com todo o resto que eu faço para viver apenas na área acadêmica. Foi uma conclusão importante e que fez toda a diferença.

Esses propósitos estão tão claros que entraram na minha vida como um foguete! Voltei ao segundo semestre do mestrado com outra visão, outra energia, outro gás, outro senso de aproveitamento e foco. Me sinto completamente renovada e renascida, e grata pela oportunidade que a vida me proporciona de construir a coerência em tantas atividades.

Categoria(s) do post: Equilíbrio emocional

Pode ser que vocês já estejam um pouco entediados de tanto eu falar sobre esse assunto. Peço desculpas por isso, mas eu acredito que o ponto principal de qualquer blog é o tom pessoal, e é impossível fazer isso sem escrever sobre o que estou vivendo.

Após a morte da minha avó, eu mergulhei dentro de mim mesma. Mas demorei para entender que eu tinha mergulhado. Foquei no trabalho (que me faz bem), mas uma série de acontecimentos foram encadeados e, hoje, quando paro para refletir, vejo como estava vulnerável. Isso abriu a porta para várias situações que eu jamais permitiria em outras ocasiões, que não vêm ao caso aqui, mas que hoje consigo perceber (e guardar como referência para o futuro).

Chegou um momento em que eu senti que o chão estava desabando ao meu redor. Eu estava muito triste. Não conseguia resgatar minha atitude mental positiva. Não me encontrava. Não sabia mais o que me fazia feliz. Enviei um e-mail para o meu professor orientador dizendo que abandonaria o mestrado (não sentia que tinha cabeça). Queria cancelar minha viagem para participar do GTD Nível 3 (quem me conhece sabe a gravidade dessa ponderação). Entre outras decisões que representavam uma ruptura em diversos aspectos da minha vida.

Foi quando eu resolvi parar.

Não era o momento de tomar decisões importantes nesse nível.

Comecei a querer resolver uma coisa de cada vez, com cuidado. E essa é a dica que eu quero compartilhar com você, caso você esteja vivendo ou um dia passe por uma situação parecida.

O que eu aprendi com o David Allen (autor do método GTD) me ensinou sobre a mente? Que ela não serve para armazenar, e sim para ter ideias. Criar. Encontrar soluções.

Para deixá-la fazer isso, eu preciso esvaziá-la. Tirar as coisas da cabeça. Então resolvi retomar o hábito (de anos, e que tinha parado recentemente) de acordar e escrever um diário, no papel mesmo. Comprei um caderno universitário simples e me obriguei a escrever mesmo sem parecer ter vontade. Passar os pensamentos para o papel, simplesmente.

Isso me ajudou demais a lidar com “um problema” de cada vez.

Reconstruir um castelo começa pelo primeiro tijolo, apenas. E entender isso foi mais do que fundamental, foi VITAL para que eu ficasse bem.

No primeiro dia que comecei a escrever, já me decidi sobre o mestrado. Quero falar mais sobre os propósitos do mestrado em outro post (que já estou escrevendo). Obviamente resolvi continuar.

Depois, decidi sobre outras coisas. Mas fui refletindo com cuidado, buscando dentro de mim as respostas – o propósito de cada coisa – e sem pressa. Algumas eu realmente optei por deixar de lado. Outras serão modificadas, mas é uma transição que levará alguns anos, e não algo imediato.

Quando a gente (que trabalha com isso) fala que organizar é colocar as coisas no seu lugar, diz respeito a mais do que dobrar as meias e arrumar na gaveta. Muitas vezes, as dobras que precisamos fazer são na nossa personalidade, e demandam mais do que simplesmente sentar na cama e fazer com todos os itens. Às vezes, uma única meia dobrada já é um avanço e tanto, e está tudo bem. A gaveta é minha mesmo.