Categoria(s) do post: Diário da Thais, Resumo / Programação Semanal

E lá vamos nós para mais um resumo do mês aqui neste blog.

Todo último dia do mês eu gosto de fazer um apanhado de como foi o mês que está terminando para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente. Quem for novo aqui no blog pode gostar de saber que faço isso mensalmente. É uma boa oportunidade de rever projetos concluídos, projetos adiados, iniciativas diversas e acontecimentos. Você também pode fazer uma versão sua, se quiser, para guardar de recordação.

Por curiosidade, eu revisei o post de resumo de maio do ano passado, em que já estávamos no cenário da pandemia, e pensei: “nossa, quanta coisa que eu fiz!”. Foi inevitável perceber que no momento eu estou mais cansada e saturada da situação como um todo, mesmo que quase inconscientemente. Vou fazer um resumo de como foi o meu mês então.

  • Em maio, eu troquei um remédio de uso contínuo que eu tomava e isso teve alguns efeitos colaterais para mim durante duas ou três semanas, o que me deixou meio indisposta ao longo do mês;
  • Paul concordou em mudar de escola no ano que vem, o que foi uma grande vitória pessoal;
  • Meu marido e eu estamos reassistindo The Big Bang Theory pela terceira vez e isso tem sido um momento muito gostoso de lazer praticamente todos os dias por aqui. “Nosso momento”;
  • Iniciei as atividades no núcleo de pesquisa de Sociologia do Trabalho na PUC;
  • Participei do encontro do grupo de pesquisa de Comunicação, Cultura e Política na Cásper;
  • Resolvi voltar ao curso de formação de professores no Centro Budista;
  • Me inscrevi no Festival de Primavera do Centro Budista da Inglaterra, que está sendo online (de 28/5 a 2/6);
  • Meu treino com personal trainer continuou mas foi super afetado pelas minhas oscilações de energia ao longo do mês, por conta do remédio;
  • Realizamos um especial de duas semanas sobre Trabalho Remoto no YouTube (foram 10 lives no total, agora disponíveis apenas para alunos);
  • Também fizemos a Semana de Organização & Planejamento em tempos de pandemia (com 4 aulas ao vivo), também disponíveis agora apenas para alunos;
  • Iniciei uma temporada de mentorias quase que diárias no YouTube com alunos lá no Instagram;
  • Estamos reformulando processos na empresa;
  • Uma das pessoas mais queridas da vida está trabalhando comigo e isso é maravilhoso porque já fez toda a diferença;
  • Iniciamos a Turma 8 do Método Vida Organizada e isso sempre é um evento festivo e feliz.

De 0 a 10, eu diria que meu nível de satisfação com o mês de maio foi um 4. Teve muito coisa boa, mas foi longe de ser um mês “como eu gostaria”. Mas tá tudo certo, entendo que foi em decorrência da questão física do remédio, essencialmente. Já me sinto melhor e motivada para entrar em junho de uma maneira diferente.

E você, o que fez este mês?

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Semestral

Junho é o último mês do primeiro semestre e estou aproveitando para revisar o meu planejamento do ano e reajustar os planos para o segundo semestre. Neste post, vou trazer como faço isso.

Reviso o meu planejamento para o ano

Meu lema para este ano é “cresça com responsabilidade” e ele está mais forte do que nunca diariamente, pois passamos por muitos desafios no trabalho e manter a resiliência em meio à pandemia se tornou mais difícil do que eu esperava.

A área que escolhi dar mais foco este ano é justamente finanças e tenho vários projetos em andamento com relação a ela. É definitivamente um ano em que estou fazendo ajustes para chegar ao final de 2021 com tudo organizadinho, o que demanda destralhar várias coisas e repensar a área como um todo.

Com relação às minhas prioridades como um todo, aqui vai um resumo da lista:

  • Ficarmos bem em mais um ano de pandemia. Estamos melhores que no ano passado, definitivamente, mas claro que ninguém está “bem” no meio de uma pandemia. O ano nos tornou mais próximos, ajudou o Paul a ver que ele quer mudar de escola (essa sempre foi uma questão para nós), meu marido está trabalhando mais comigo, os cachorros estão bem, enfim… dentro do possível, chegamos ao meio deste ano com a sensação de dever cumprido.
  • Melhorias no MVO, processos e equipe. Esse sem dúvida tem sido o foco e estamos trabalhando em todas as melhorias relacionadas.
  • Tudo relacionado ao Doutorado. Sim, o Doutorado demanda mais e é mais difícil do que eu esperava, mas eu tenho curtido bastante. Claro que tem que rolar um alinhamento de expectativas com relação ao que consigo e não consigo fazer, mas de modo geral as coisas estão fluindo.
  • Refinamento da minha rotina pessoal como um todo. Sim e não. Meu sono deu uma bagunçada ali por março mas já voltou ao normal. Alimentação deu uma relaxada (pedi muito delivery). Estou em um momento de reorganização de tudo: exercícios, sono, alimentação, enfim.
  • Lazer: assistir mais séries. Tenho conseguido fazer isso e assisto pelo menos um episódio todos os dias, o que tem feito maravilhas para a minha saúde mental.
  • Espiritualidade: ler 6 livros da tradição e refinar minha prática diária. Eu confesso que, com a pandemia, eu não tinha ainda muita clareza de como seria esta área este ano. O fato é que eu estava sentindo falta de participar mais das atividades do Centro e recentemente voltei a fazer o curso de formação de professores (no momento online) e a participar de retiros e aulas de meditação (tudo online também).

Reviso as minhas responsabilidades profissionais

Esse tem sido o maior desafio do momento, pois estamos formando uma equipe e aprendendo o que pode ser feito por mim e o que não precisa. Apesar de parecer ser um “bom problema” (e, de fato, até é!), demanda um auto-conhecimento tremendo entender o que só eu posso fazer e também aceitar que algumas coisas que eu quero fazer talvez não caibam na minha rotina.

Eu tenho seis macro responsabilidades, o que me parece claro. No entanto, dentro de cada uma delas há atividades que eu preciso pensar com calma em como delegar – em todos os níveis. É justamente neste momento em que me encontro e a equipe faz parte disso.

Reviso a agenda

Tenho alguns compromissos para o segundo semestre relacionados ao Centro Budista, ao meu trabalho e ao Doutorado. Também estou na expectativa da vacina para a minha idade por volta de setembro ou outubro. Meu aniversário é em setembro. Planejo encontrar uma nova escola para o Paul.

Reviso os meus projetos

Tenho vários projetos que precisaram ser incubados porque estou buscando focar em menos coisas e fazê-las com mais qualidade. No entanto, nessa virada do semestre é uma boa fazer aquela super revisão e limpeza do que está incubado para ver o que precisa ser feito ainda este ano, o que vai ficar para o ano que vem e o que se tornou obsoleto – e apagar.

Reviso meus objetivos de curto, médio e longo prazo

Objetivos de curto prazo são aqueles que pretendo alcançar de hoje a dois anos. Não costumo trabalhar com “resoluções de ano novo” porque o período de dois anos parece mais realista quando falamos de objetivos de curto prazo. O que a gente quer alcançar nesse período deve desmembrar projetos que podemos começar a trabalhar agora ou daqui a algum tempo (em breve). É momento de refazer essa análise e verificar se tenho projetos relacionados a todos eles.

Também aproveito para revisar objetivos mais “distantes”, mas que de alguma forma se relacionam com os objetivos de curto prazo e, portanto, com os meus projetos. Essa revisão sempre é útil porque me dá perspectiva e permite fazer ajustes.

É importante também celebrar a vida por ter chegado até aqui, além das conquistas e coisas boas que aconteceram nesses primeiros meses do ano.

No trabalho, estamos repensando nossos cronogramas para ele ficar mais leve para todos.

Enfim, bom momento do ano. Você costuma fazer essa revisão do semestre para pensar no seguinte? Como você faz?

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Ambiente de trabalho, Arquivos

Estou revisando alguns posts antigos do blog para trazer versões atualizadas de coisas que escrevi há mais de uma década. Em maio de 2007, eu escrevi este post, que hoje revisito. Muita coisa mudou de lá para cá e fazer essa revisão é como uma viagem no tempo. Breve status dos itens citados no post em questão:

  • Jornais. Eu não leio mais jornais impressos. Eu sinceramente gosto bastante, mas quando veio a pandemia nós suspendemos a entrega por conta do contágio e até hoje mantenho apenas a assinatura digital, que me basta.
  • Revistas. Não assino nenhuma revista. Antes, quando tinha vontade, comprava na banca para ler. Sempre gostei muito e eu tinha até um valor mensal para essas aquisições. Com a pandemia, no entanto, eu já não saio tanto de casa e poucas vezes fui à banca ou fiquei com vontade de ler revistas. As últimas que comprei foram edições da Vida Simples e de revistas sobre Psicologia. Quando termino de ler, reciclo algumas e outras eu guardo para a minha mãe, pois ela gosta das minhas escolhas. (rs)
  • Revistas (2). Não guardo mais revistas. Antes eu mantinha em um cesto, na parte de baixo da mesa da sala ou até mesmo uma parte da prateleira para elas. Anos atrás iniciei um processo de digitalização e hoje em dia não tenho mais esse estoque. O digital nesse sentido superou o armazenamento físico que existia antes.
  • Correspondência. Chega, coloco na caixa de entrada, processo diariamente e já endereço o papel apropriadamente, dependendo da demanda. Se for uma conta a pagar, já pago em menos de dois minutos com o aplicativo do celular. Se for algo que preciso guardar, guardo imediatamente no meu arquivo (que deu uma bela reduzida).
  • Trabalhos de escola. Mantenho uma pasta para artigos e documentos relacionados aos meus estudos atuais (ex: Doutorado) e o Paul tem uma pasta para os trabalhos dele escolares. Ao fim do semestre, eu faço uma limpa na minha pasta e, no caso dele, uma vez por ano. Os melhores trabalhos que ele faz a gente costuma deixar na geladeira durante um tempo (como se fosse uma ‘exposição”), mas a maioria deles digitalizo e depois jogamos fora.
  • Receitas. Hahaha, dá para acreditar que em 2007 eu tinha revistas de receitas? De lá para cá digitalizei muita coisa e me livrei da papelada. Nada mais fácil que encontrar uma receita pela Internet quando preciso dela. Para não dizer que não tenho nada semelhante, guardo como recordação um caderno de receitas que era da minha bisavó, depois passou para a minha avó, e agora está comigo. Mas tem mais a ver com uma lembrança de família que como um objeto funcional em si.
  • Livros. Em 2007, talvez eu tivesse uns 100 livros. Hoje beiram os 2.000 e me orgulho da minha biblioteca. Quando termino uma leitura, me pergunto se é um livro que me representa, que vou consultar mais vezes ou que pretendo reler. Se sim, ele fica na estante. Se não, eu dôo. Minha biblioteca é bastante viva e eu reviso os livros constantemente para mantê-la adequada a mim.
  • Lista telefônica, guias, atlas, catálogos – nem preciso dizer muito aqui. Tudo foi embora.
  • Fotos. Tenho uma caixa com as fotos e alguns álbuns em transição. Fiz uma nova limpa recentemente jogando fora fotos que não faziam qualquer sentido de estarem guardadas. Não me incomoda a forma como as fotos estão armazenadas hoje, apesar de querer trazê-las mais para expôr pela casa. Está nos planos, mas nada prioritário.
  • E-mails impressos = socorro! Na época eu trabalhava em uma agência em que algumas vezes imprimir os e-mails para levar para reuniões era necessário (ninguém tinha notebook na época). Ainda bem que isso mudou!

O que eu ainda tenho de papelada e está em processo de destralhamento

  • Uma caixa com pertences da minha avó. Depois que ela faleceu, meu tio e eu fizemos uma limpa enorme nos arquivos, especialmente por causa do inventário, mas eu fiquei com algumas coisas dela – caderno onde ela anotava algumas coisas, o caderno de receitas, desenhos meus que ela guardava etc. Eu pretendo digitalizar esse material e manter uma ou outra coisa impressa, como o caderno de receitas. Mas sem pressa, mesmo porque ainda fico triste quando tento mexer (recentemente fiz isso).
  • 5 pastas catálogo com artigos raros e antigos sobre os Beatles. Como sou colecionadora, ainda mantenho. Sei que em algum momento vou me desfazer desse material, mas sinceramente considero como registro histórico. Tenho coisas bem raras, tipo a reportagem de jornal do dia em que o John Lennon foi assassinado, além de algumas revistas inglesas da década de 1960. Eu mantenho porque não me atrapalham, mas sinceramente são coisas que em algum momento devo me desfazer.
  • Uma pasta catálogo com reportagens sobre o meu pai. Definitivamente posso digitalizar e manter apenas a versão digital mesmo, mas ainda não fiz isso (mesmo motivo que as coisas da minha avó). A pasta também não me atrapalha em nada, então por hora está ok como está.
  • Uma caixa com miscelâneas em papel. Tem de tudo – de adesivos a recortes, passando por anotações minhas que ainda não digitalizei, exames médicos e outros. Estou digitalizando aos poucos e ela já diminuiu bastante. Penso que nos próximos meses eu consiga digitalizar tudo.
  • Papelada da empresa. Lá no escritório tem bastante coisa que eu ainda não consegui analisar com calma para ver o que devo manter e o que devo jogar fora. Contratos antigos de prestações de serviços, comprovantes de pagamento etc. Não há tralha – está tudo organizado em pastas. Mas, como o modelo de negócios da minha empresa mudou (antes eu fazia cursos presenciais), penso que demanda essa revisão. Na semana passada eu consegui destralhar alguns arquivos, e assim pretendo fazer nos próximos meses até encerrar tudo. Também tenho muitos materiais didáticos dos cursos presenciais que preciso realocar.

Enfim, bastante coisa mudou na vida de 2007 para cá. A vida se tornou naturamente mais digital e, os dispositivos, mais presentes em nossa vida, facilitando esse processo que antes só era possível com scanner. Foram 14 anos de diferença e eu vejo como cada vez menos os papéis se fazem presentes na minha vida, a não ser aqueles que intencionalmente ficam melhores no formato impresso. Ainda quero diminuir mais, mas 90% já foi resolvido e diminuído. Penso que as diversas mudanças de casa que fiz nos últimos anos tenha acelerado esse processo.

Como está o seu nível de papelada em casa no momento?

Categoria(s) do post: Tecnologia, Espiritualidade, Ferramentas de organização

Recebi este e-mail e achei que seria legal compartilhar aqui como eu faço, para que vocês saibam e de alguma maneira o exemplo ajude.

Um objetivo importante e significativo que tenho é me formar como professora de meditação pela tradição budista que participo, que é a Nova Tradição Kadampa. Para isso, existe um programa que dura cerca de sete anos (se você fizer direto, sem pausas), lendo todos os livros da tradição de maneira aprofundada. Eu voltei a frequentar esse curso em 2019 mas, no meio do ano passado, com as sequelas complicadas do COVID-19 (especialmente fraqueza, falta de ar e fadiga), eu não conseguia manter compromissos na parte da noite, pois o final de um dia de trabalho já me deixava bastante cansada. Então, com muita dor no coração, saí.

Este ano, esperei iniciar o Doutorado para entender em que horários seriam as aulas e como eu lidaria com essa nova rotina para saber o que eu conseguiria abrigar. Como as aulas do Centro continuam sendo online, e desta vez apenas uma vez por semana (antes eram de segunda e sexta – agora é só segunda), eu consigo voltar e fico muito contente por fazê-lo, pois estava me fazendo falta.

Pois bem, recebi o e-mail de confirmação do meu retorno e, nesse e-mail, tem um montão de informações para processar. Queria mostrar para vocês como eu fiz isso.

1 – Eu vou organizar o prazo no meu calendário. Crio um compromisso “de dia inteiro” onde insiro que esse prazo se encerra na data tal. No meu planejamento semanal, verei aquela ocorrência e já poderei entrar em contato solicitando a renovação para o segundo semestre. Uso a agenda do Google:

2 – Bom, só neste parágrafo são vários elementos. O primeiro é com relação ao horário das aulas: toda segunda, das 19h às 21h. Já inseri na minha agenda com recorrência semanal a partir da próxima semana. Tem o nome do livro e a informação de que o link será enviado semanalmente. Eu já respondi o e-mail com meu número de telefone pedindo para me adicionarem no grupo novamente (em menos de 2 minutos) e inseri esse dado para fazer follow-up. E também criei uma ação no meu Todoist (ferramenta para gerenciar listas) para que eu possa pegar o meu livro e revisar o que eu já li, de quando eu ainda fazia parte do curso, no ano passado. Sobre a tarefa em si, eu estou fazendo alguns testes no momento – 1) tag para quando demanda um bloco de tempo, para eu verificar no planejamento semanal se demanda algum agendamento e 2) bandeirinha azul denotando que é relacionada a um projeto.

3 – Bom, não estamos fazendo nada presencialmente, então sendo online eu dou preferência. Aqui, eu complemento na minha checklist de planejamento semanal “verificar a programação do Centro” para ver se tem alguma aula que eu gostaria de assistir naquela semana. Eu também gosto de ver a programação mensalmente para planejar a participação em retiros ou aulas específicas, que não quero perder por olhar apenas na semana vigente. Atualmente estou migrando essas checklists de planejamento para o Google Keep, pois eles são facilmente acessíveis ali do lado da agenda do Google.

4 e 5 – Cupons e informações entram em uma página de referência no Notion, para quando eu precisar consultar.

Sobre projetos… será que tudo isso faz parte de um projeto? Sem dúvida faz parte de um objetivo de médio prazo, que é me formar nesse programa para ser professora do Centro, e a leitura desse livro, que é um calhamaço, por si só me parece um objetivo de curto prazo. Penso que o projeto seja me organizar por semestre, já que é o prazo que o Centro organiza para as inscrições. Desse modo, o projeto na minha lista (no Todoist) acaba sendo “Concluir o primeiro semestre de 2021 no PFP”. (Programa de Formação de Professores)

Isso também me lembra que voltar a participar ativamente do Centro me demanda uma revisão das áreas da vida e responsabilidades porque há o trabalho voluntário no Centro, estudos diários, práticas, entre outras atividades, que vão entrar na minha rotina também. Mas isso eu não preciso fazer agora – apenas identifiquei e anotei no meu bloco de notas, para processar depois. Vocês querem saber como eu processo isso? Deixa um comentário! Obrigada.

Categoria(s) do post: Diário da Thais, Estudos

Como vocês gostam que eu traga exemplos da vida real por aqui, hoje quero compartilhar como estou organizando a minha produção acadêmica quando se trata de um artigo. Vale a pena dizer que, apesar de alguns elementos de planejamento se manterem independente dos temas e formatos, cada trabalho será planejado de acordo com as suas particularidades, justamente porque o local onde serão apresentados ou publicados podem demandar exigências diferentes.

Este ano, por conta do Doutorado, eu passei a elencar o Núcleo de Pesquisa do CNPQ chamado “Trabalho, Trabalhadoras e Trabalhadores”, coordenado pela minha professora orientadora. Haverá uma publicação importante do núcleo no segundo semestre e cada pesquisador deve submeter um artigo. O primeiro passo foi a definição do tema como um todo, que ficou justamente entre as relações legais de trabalho e sindicalismo, mas o fato é que as publicações serão sobre as transformações sofridas no trabalho na modernidade e especialmente nesse momento que nós vivemos.

Além disso, eu também preciso levar em conta algumas coisas, como:

  1. O tema da minha tese. Porque, como estou fazendo o Doutorado, o ideal é que eu não fuja muito para não dispersar. Quanto mais eu aproveitar essas pesquisas para agregar à tese, melhor.
  2. O que eu gosto de pesquisar. Porque né, a vida é curta pra pesquisar assunto que detesta.
  3. O que eu já pesquisei. Meu histórico acadêmico. E, como é o meu primeiro ano do Doutorado, acho que olhar para trás (no caso, o Mestrado) me ajudará a fazer um link coerente (ainda que só na minha cabeça) entre um tema e outro.

Isso é importante porque eu fiz o Mestrado em Comunicação. Agora o foco está na Sociologia do Trabalho. E isso é essencial porque determina o recorte.

Mas enfim, de qualquer maneira, acredito que, depois de um tempo refletindo, eu tenha conseguido chegar num modelo simples e sustentável para planejar meus artigos e pesquisas diversas:

  1. Montando um mapa mental para cada pesquisa ou artigo e;
  2. Usando o Modelo de Planejamento Natural, mesmo que informalmente, do GTD.

Ferramenta usada abaixo: Mind Meister

Primeiro eu pensei: como eu gostaria de contribuir? Para achar um tema geral. E, para mim, não há assunto mais “sangue nos olhos” que eu gostaria de respaldar no momento que a toxicidade do uso exagerado do What’sApp nas relações de trabalho, especialmente durante a pandemia. Na minha dissertação do Mestrado, já explorei um pouco isso na pesquisa, mas agora seria uma pesquisa específica para o primeiro ano da pandemia, com quem estiver trabalhando remoto.

Do lado esquerdo estão os elementos do Modelo de Planejamento Natural e, do lado direito, o resumo e as palavras-chave – que eram os elementos que eu precisava aprovar com a minha professora esta semana.

A ação “Professora – Aprovação Tema Artigo Núcleo de Pesquisa” foi adicionada à minha lista de Follow-up no Todoist para que eu faça o acompanhamento semanalmente. Somente quando ela aprovar o tema eu poderei definir outras ações de pesquisa relacionadas.

Sim, tenho um projeto que é “Publicar artigo Núcleo de Pesquisa Trabalho” na minha lista de Projetos também. Tudo no Todoist.

O e-mail acima fica na pasta de referência do Núcleo de Pesquisa – que, no Gmail, é um marcador, não uma pasta exatamente, mas tem a mesma função.

Vocês querem que eu compartilhe as “cenas dos próximos capítulos” com relação à organização desses projetos? Penso que pode ser uma maneira legal de compartilhar com exemplos como eu faço. Deixe um comentário com sua opinião, se quiser. Obrigada!

Categoria(s) do post: Dicas de produtividade

Esta é uma técnica que pode ser utilizada por quem está começando a se organizar e tem muita coisa urgente para resolver, ou por todo mundo que já se considera razoavelmente organizado mas está em um dia particularmente difícil, sentindo que as coisas estão saindo dos trilhos. Chama-se modo de emergência.

Quando nós estamos começando a nos organizar, isso significa que ainda não temos boas práticas, hábitos e comportamentos que realizamos diariamente e que proporcionam uma rotina mais tranquila e sem deixar tanta coisa chegar no estado de urgência. Mesmo assim, as coisas podem não se tornar urgentes por nossa causa, mas sim por terceiros. Você está lá trabalhando de boas e chega uma solicitação urgente. Esse é o caso mais comum! E, justamente por sabermos que isso pode acontecer, que não devemos deixar a agenda o dia todo cheia, justamente para conseguirmos abrigar imprevistos, “incêndios” e ações espontâneas de nossa parte. Essa é a boa prática.

Outro dia, batendo um papo com a Silvia, aluna do MVO, a gente falou sobre isso e eu quis trazer essa discussão para o blog também.

É importante lembrar que, quando chega uma demanda urgente, você precisa classificá-la como uma urgência ou como uma emergência. Emergência é quando você não tem o que fazer além de atender. É diferente de urgência. Nesse caso, você marca onde parou (na atividade que estava fazendo), atende a emergência e volta. Se for algo urgente, você deve ponderar:

  • Precisa ser feito até tal horário hoje?
  • É mais importante do que o que eu estou fazendo agora?

Essas duas perguntas vão te ajudar a decidir se você precisa parar o que está fazendo e atender a urgência ou se dá tempo de terminar o que está fazendo e aí sim atender a urgência, ou até mesmo deixar para fazer depois (o que é uma urgência para uma pessoa pode não ser uma prioridade para você).

Fazendo uma analogia com o fluxo de atendimento em um pronto-socorro, você pode categorizar as urgências em vermelho, amarelo ou verde.

Na prática, faça assim:

  1. Chegou uma demanda? Pergunte-se se ela é urgente. Se não for, organize no local certo (agenda, se tiver um dia específico para ser feita, ou lista de afazeres);
  2. Se for urgente, pergunte-se se ela precisa ser feita HOJE. Se sim, coloque um asterisco (se estiver fazendo no papel) ou insira na sua agenda (digital);
  3. Se não for urgente, organize no local certo (agenda, se tiver um dia específico para ser feita, ou lista de afazeres).

Ao selecionar o que for urgente e que precisa ser feito hoje, escolha a mais importante de todas para começar. Foque nela. Acabando, escolha a próxima, e assim por diante. O segredo aqui está em não olhar o montante, pois ele pode te paralisar.

Vale dizer que o modo de emergência não pode ser feito todos os dias, senão você nunca sairá desse modo reativo. Mas, naqueles dias mais cheios, ou para quem está começando, pode ser uma boa estratégia.

Depois me conta se deu certo? 😉

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Categoria(s) do post: Tecnologia, Liderança, Equipes

Quiz compartilhar como organizei um projeto novo da equipe para demonstrar na prática como eu faço.

Inicialmente, eu tinha feito uma anotação no meu bloco de notas sobre a necessidade de revermos nossa política interna de comunicação. Em época de evento, abusamos do Telegram e das mensagens instantâneas, e eu notei que valeria a pena revisarmos esse processo.

Quando revisei essa anotação, ali, no dia a dia, identifiquei uma ação que eu gostaria de fazer, que seria enviar um e-mail para a equipe explicando essa tensão (termo da holacracia) para que iniciássemos nossa discussão por ali, sem a necessidade de agendar uma reunião.

Na situação apropriada, enviei o e-mail para a equipe, colocando todo mundo no campo “Para” e eu em cópia, de modo que, quando o e-mail chegasse na minha Caixa de Entrada, ficaria mais fácil organizá-lo sem que eu tivesse que ficar “caçando-o” nos enviados.

Uma vez que eu abra os meus e-mails novamente e me depare com ele, eu percebo que a minha ação ali é aguardar o retorno de todos, fazendo um acompanhamento ou follow-up. Por isso, clico no botão da extensão do Todoist for Gmail (acima do título, à direita), e transformo esse e-mail em uma tarefa linkada dentro do meu Todoist, na lista de Follow-up.

O interessante aqui é que, como já percebi que se trata de um projeto, já aloquei a bandeirinha azul de prioridade, o que significa que aquela ação está contribuindo com o andamento de algum projeto. Usando sempre palavras-chave nas ações (como nesse caso, política de comunicação), eu posso usar o campo de busca do Todoist para encontrar facilmente o que for relacionado. Algumas pessoas usam tags ou outras maneiras, mas eu não gosto por considerar microgerenciamento.

E então crio o projeto na lista de projetos.

Esse projeto, por sua vez, leva a bandeirinha vermelha, o que significa prioridade máximo, pois está relacionado a objetivos – neste caso, a implementação do sistema de holacracia na empresa nos próximos anos.

Vale dizer que eu criei um marcador no Gmail com a mesma palavra-chave do projeto – política de comunicação – para armazenar este e outros e-mails relacionados.

Como não se trata de um tema urgente, e sim importante, eu posso fazer o acompanhamento das respostas na próxima quinta-feira, quando costumo revisar toda a lista de Follow-up e verificar o andamento, se faltou alguém responder etc. Se tivesse prazo, bastaria dar o prazo a todos os envolvidos no e-mail e inserir na ação que estou monitorando.

Vale dizer que, pelo menos uma vez por semana, vou revisar o projeto como um todo para garantir que ele tenha sempre ações definidas para que ele esteja realmente andando.

Achei que seria legal compartilhar esse processo com vocês trazendo um exemplo prático porque sempre surgem dúvidas desse tipo. Qualquer coisa me falem. 😉

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Categoria(s) do post: Dicas de produtividade, Vida Organizada

Qual a diferença entre uma lista e uma checklist?

Em essência, toda lista é uma checklist!

Checklist é uma lista de verificação.

Uma lista de coisas a fazer tem uma natureza diferente.

Por exemplo, uma coisa é você ter uma checklist de compras padrão do mercado. É aquela lista que tem absolutamente tudo, mas nem tudo que está ali você precisa comprar. Você verifica para ver o que está precisando, e aí sim pode ter uma lista de compras.

Outro exemplo é uma checklist de viagem. Você coloca nessa checklist tudo o que costuma levar na mala quando vai viajar para a praia, por exemplo. Quando você for viajar, você pode consultar essa checklist para ver se precisa de algo que tem nela e que você não tenha. Ex: desodorante. Aí você insere nas suas listas de coisas a fazer que precisa comprar o desodorante. E, quando estiver arrumando a mala, pode usar a checklist como um arquivo de consulta para garantir que não esteja esquecendo nada.

Checklists são muito úteis como referência para a gente fazer direito o que quer que seja. Receitas, por exemplo, são checklists. Você segue o passo a passo porque ele já foi testado e acertado antes – basta seguir. Assim como para receitas culinárias, você pode criar checklists para outros processos da sua vida, como por exemplo: tudo o que tenho que instalar quando compro um celular novo ou lista completa de limpeza da casa, para quando for limpar a casa ou quiser planejar as atividades relacionadas a isso que pretende fazer na semana.

Enfim, tanto checklists quanto listas de afazeres são importantes no processo de organização e, apesar de ambas serem listas, elas podem ser usadas de maneira diferente para tornar a sua rotina mais tranquila.

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Categoria(s) do post: Diário da Thais, Rotinas, Rotinas

04:40 – Acordo e faço minha rotina de autocuidado que inclui: atividade física, yoga, meditação, leituras, banho, higiene pessoal no geral. Depois disso, dou uma geral no quarto, na cozinha e no cantinho dos cachorros.

06:40 – Filhote acorda para a aula virtual. Meu marido cuida do café-da-manhã de todos.

07:10 – Filho na aula, vou para o meu home-office trabalhar concentrada. Escrevo, reviso materiais, crio. Faço pausas a cada 1h ou 1h30 de trabalho.

11:00 – Antes de parar meu turno da manhã, respondo e-mails e mensagens. Aí realmente paro para cuidar do almoço. Nesta semana, estou fazendo lives às 11h, então preciso fazer isso um pouco antes.

12:00 – Almoço e depois descanso por meia hora.

13:00 – Volto a trabalhar no escritório com atividades mais mundanas e rotineiras, como pagamento de contas, ligações, revisão de comentários. Também gravo vídeos e faço reuniões, quando necessário.

17:45 – Procuro encerrar o meu dia de trabalho guardando o notebook, limpando a mesa e observando o pôr do sol pela janela enquanto tomo um chá. Também gosto de jantar cedo. Se for um dia em que tenho LIVE às 18h, eu faço tudo isso um pouco mais cedo – geralmente por volta das 17h.

Entre 18h e 21h – Esse é o momento da noite em que posso ficar com a minha família. Podemos assistir um filme, conversar, ver uma série, cozinhar juntos, jogar xadrez etc. Quando os meninos estão entretidos com alguma outra atividade deles, eu aproveito para assistir algum filme, ler ou simplesmente descansar mais.

22h – Hora oficial de estar na cama. Isso não quer dizer que eu não possa ir dormir mais cedo ou mais tarde em ocasiões excepcionais.

Sabe, essa rotina não é fixa. Ela é a minha rotina “média”. Em semanas de eventos, como esta em que estamos, eu durmo e acordo mais tarde, para estar com uma boa energia na hora da aula das 18h. O mais importante sobre a rotina não é o horário, mas adaptar tudo ao seu ritmo e personalizar conforme as necessidades.

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Categoria(s) do post: Novidades

Você pode concorrer a uma vaga no nosso programa completo de organização, 100% online, e talvez você nem esteja sabendo!

Quem está participando da nossa Semana de Organização & Planejamento já sabe! E inclusive está concorrendo a outros prêmios para atividades que estamos fazendo ao vivo.

Quem estiver inscrito na Semana pode elaborar um resumo das Aulas 1 a 3 e o melhor resumo será eleito e ganhará uma vaga na nova turma do curso online do Método Vida Organizada, cujas vagas abriremos na segunda-feira, dia 24.

Ainda dá tempo de se inscrever no evento através deste link! Se você sempre quis fazer esse curso mas não pode, por qualquer motivo, investir esse valor no momento, você tem essa chance! Não a desperdice! Basta assistir as aulas gratuitas do evento desta semana e elaborar seu resumo – que pode ser em qualquer formato!

Precisa estar inscrito na Semana de Organização & Planejamento que está acontecendo esta semana para participar!

Na Aula 3 de amanhã nós vamos mostrar como você pode submeter o resumo e como se dará a escolha dos indicados. Não perca!

Dúvidas: suporte@metodovidaorganizada.com

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Categoria(s) do post: Comida

Esta é uma atualização de um post que escrevi alguns anos atrás aqui no blog, versão vegana.

Existem alguns ingredientes básicos que eu gosto de ter sempre em casa para preparar as refeições ao longo da semana. Todos os pratos e preparos são influenciados por eles, pois são meus preferidos.

A ideia é tê-los sempre em casa e da melhor qualidade possível. Segue a minha lista:

  • Limão. Uso em tudo. Comida, chá, salada. Não pode faltar.
  • Alho. Tem gente que não gosta de alho. Eu adoro. Se a receita recomenda 2 dentes, coloco 5.
  • Cebola. Gosto do crocante dela para a maioria dos preparos, de arroz a hambúrguer caseiro.
  • Cúrcuma. Virou uma especiaria queridinha depois que comecei a estudar Ayurveda.
  • Gengibre. Mesma situação. Coloco até na água para saborizar.
  • Lentilha, grão de bico e feijões. Depois que me tornei vegana, fontes principais de proteínas.
  • Azeite. Todos os preparos em casa são feitos com azeite, com poucas exceções.
  • Arroz. Sempre de algum tipo diferente – de integral a basmati.
  • Ervas para chá. Eu bebo chá praticamente o dia inteiro.
  • Açúcar de coco. É o meu preferido e uso essencialmente nas bebidas mesmo.
  • Castanhas. Para todos os tipos de preparos – de comer pura a fazer leite vegetal.
  • Cebolinha e salsinha. Praticamente qualquer comida fica renovada ao acrescentar essas hortaliças.
  • Tomate. Para molhos, saladas, tudo.
  • Pimenta do reino com moedor. Eu adoro e coloco praticamente em todas as comidas que faço.
  • Massas. Sem ovos.
  • Aveia. Uso para muitas finalidades, de mingau a preparo de bolinhos, cookies, hambúrgueres.
  • Missô. Orgânico. Para sopas, caldos e patês em geral.
  • Tofu. Muito versátil, uso para absolutamente tudo como base nas refeições.
  • Banana. É a fruta mais versátil e gostosa que existe. Como todos os dias, praticamente.
  • Pasta de amendoim. Adoro e tenho consumido mais no pré-treino.
  • Batatas. É um dos ingredientes coringa para todos nós, mesmo os meninos não veganos.

Toda compra minha de mercado tem esses itens. Realmente são os ingredientes que não podem faltar em casa para fazer as refeições. O restante é simplesmente complementar.

Durante a pandemia, meu marido faz a compra maior, mensal, indo sozinho de carro e, uma vez por semana, ele vai ao mercado comprar as coisas para a semana. Eu elaboro uma lista com base no que preciso e ele compra para mim.

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

Mesmo que eu considere que não tenha “nada de novo” acontecendo, me passou pela cabeça que poderia ser uma boa registrar como tenho me sentido neste momento com relação ao Doutorado e as percepções que venho tendo. A minha referência até o momento era o Mestrado. Logo, eu entrei no Doutorado lembrando de como era a minha rotina no Mestrado. Claro que o fato de fazer em duas universidades diferentes traz suas diferenças por si só, mas eu quis escrever este post para registrar mesmo (e rever futuramente).

Iniciei o Doutorado no início de março e, agora, dois meses depois, eu consigo elaborar um pouco o que tem de semelhanças e o que tem de diferenças. Em termos de semelhanças, posso falar a respeito do convívio entre estudantes e pesquisadores (ainda que online), as aulas, as leituras. Mas, em termos de diferenças, para mim o que mais salta aos olhos são duas coisas: a carga de leituras e o nível exigido de você como pesquisadora, muito maior. No Mestrado, você está lá justamente para aprender a ser pesquisadora. No Doutorado, entende-se que você já é essa pessoa, ainda que tenha um longo caminho pela frente para percorrer. Eu sinto que o respeito também é maior, como se fazer Doutorado anunciasse ao mundo que você está realmente comprometida com a pesquisa acadêmica.

A carga de leituras é muito maior e você precisa ter uma certa autonomia para realizá-las. Por exemplo, para uma aula, a professora indicou 12 livros obrigatórios e 5 livros complementares, “se der”. É possível que eu já tenha lido alguns desses livros em minha trajetória acadêmica, mas muitos não – e muitos sequer têm tiragem, ou seja, são edições esgotadas ou que você não consegue comprar em nenhum lugar. Com a biblioteca da universidade fechada, resta procurar online e, muitas vezes, não é possível encontrar. E como é praticamente impossível ler 17 livros de uma semana para a outra (isso para uma das aulas – tenho duas na semana), você precisa se organizar para ler o que considerar essencial e se planejar para escrever, pois são vários trabalhos relacionados às disciplinas.

Em uma delas, preciso entregar um artigo no meio do semestre e, ao final, apresentar um seminário (cada trabalho um tema diferente). Em outra, tem o trabalho final (um artigo) e as atividades do núcleo de pesquisa, que também demanda a submissão de um artigo (que vai virar o capítulo de um livro), além de outras atividades, como seminários e colóquios. O que eu quero dizer é que a vida acadêmica já é volumosa para quem vive 100% dela – para quem não vive, chega a ser até um pouco desnorteadora no início, até você pegar o ritmo.

Sobre o nível de exigência das leituras, vou contar um exemplo que aconteceu na semana passada e que achei engraçado, e que acredito que ilustre muito bem. Minha professora me perguntou algumas referências de leituras e estudos que estou fazendo para a parte teórica da pesquisa, a partir de autores ocidentais que falem sobre o Budismo Mahayana, e eu citei algumas delas – dentre estas, o Byung-Chul Han, também autor do famoso livro “Sociedade do Cansaço”. Ao que ela me perguntou: “mas você está lendo em coreano?”. 🤡 Eu achei a pergunta curiosíssima e depois fiquei refletindo sobre como o mundo acadêmico é exigente e engraçado ao mesmo tempo, pois para a professora me perguntar uma coisa dessas, é porque para os pesquisadores é absolutamente normal você já ter lido tanta coisa na vida, que agora você só quer ler os livros no idioma nativo do autor. E, só para constar: não, não estou lendo em coreano. “Ah”. Você tem que segurar muito a onda mentalmente para não se sentir com a síndrome do impostor o tempo todo.

Com relação à tese, estou na fase de leitura e contextualização teórica, e minha professora orientadora me pediu para escrever algumas páginas como resultado dessa parte, apenas para irmos refinando com o passar do tempo. Neste momento, então, estou trabalhando nos seguintes materiais:

  • O trabalho para a disciplina de Fundamentos da Sociologia. Escolhi escrever sobre Weber;
  • O seminário para apresentar no final do semestre nesta mesma disciplina, sobre alteridade;
  • A contextualização teórica para a minha tese;
  • A pesquisa para o Seminário do Grupo de Pesquisa de Sociedade do Espetáculo que acontecerá em outubro;
  • O trabalho para a disciplina de Sociologia do Trabalho;
  • O artigo para o núcleo de pesquisa de Sociologia do Trabalho, que depois provavelmente se desdobrará em apresentações em seminários.

A recomendação é sempre essa: quando em curso, siga o curso. Ou seja, se estou fazendo o Doutorado, procurar alinhar todos os trabalhos com a minha pesquisa. É desafiador mas acho que é a única maneira de fazer sem perder o norte, sem se sobrecarregar tanto.

Eu consegui desencanar um pouco da “trava” para a escrita acadêmica que eu tive no início do Mestrado. Agora escrevo livremente e, aos poucos, vou atualizando com as referências. Ou começo pelas referências e desenvolvo o texto. De certa maneira, já me sinto um pouco mais madura para elaborar um texto acadêmico, ainda que ele seja um desafio para mim.

Claro que nem preciso dizer o desafio que é conciliar tudo isso com o meu trabalho e a vida como um todo. No entanto, o fato de as aulas estarem sendo online e eu não ter esse deslocamento me ajuda bastante. Então preciso aproveitar. Leio, estudo e escrevo todos os dias um pouco. Se não for assim, fica mais difícil. É como atividade física: se você deixar para fazer uma vez por semana, se no dia da atividade você não estiver a fim ou não puder, já eras. Ficou uma semana sem fazer. Com o Doutorado é a mesma coisa. Preciso fazer um pouco todos os dias. Sinceramente? Ainda não é o suficiente e ainda me sinto pegando o ritmo. Mas pelo menos sinto que estou andando com todos os projetos.

Eu costumo dizer que, quando você entra no curso, já inicia uma contagem regressiva para a entrega do trabalho. Claro que eu sei que tenho quatro anos pela frente e isso é tempo considerável mas, se você deixar muito pra frente, ficará ainda mais volumoso. Logo, este é o momento realmente de se acostumar, de adiantar o que puder, mas também de curtir essa etapa da vida pela qual almejei tanto. Continuo compartilhando com vocês. 😉