Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

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Na verdade, a ideia não é especificamente essa, mas eu me inspirei para escrever esse post porque acho super válida.

A David Allen Co. está vendendo um modelo de planner em .pdf para uso do GTD. Você pode imprimir e usar como quiser. Mas o mais interessante é que ele coloca o índice desse planner, e com ele a gente pode ter uma ideia de como aplicar o GTD no Evernote.

Ou seja: se você imprimisse e utilizasse o planner no papel, seria dessa forma. E tudo o que dá para fazer no papel, dá para fazer no Evernote (praticamente).

Vejam bem: não estou comparando a aplicação no Evernote com ferramentas feitas exclusivamente para gerenciar tarefas, como Wunderlist e Toodledo. O Evernote não é um gerenciador de tarefas. Estou comparando o Evernote a um fichário ou caderno de papel, e assim a comparação fica justa.

São os seguintes cadernos que eu sugiro, com base no planner do David, para você criar no Evernote:

[quote class=”amarelo”]1. Caixa de entrada (caderno default)

2. Calendário 2014

3. Próximas ações

4. Agenda

5. Projetos

6. Suporte a projetos

7. Algum dia / Talvez

8. Áreas de foco e objetivos

9. Referência

10. Contatos[/quote]

Pense no Evernote como um planner de papel. Não o compare com outras ferramentas de tarefas, onde o manuseio de uma tarefa para outra é simples e rápido.

Quando eu comecei no GTD, eu usava fichas de papel e folhas de sulfite. Para mim, era muito comum juntar todas as tarefas de um projeto na página do projeto e depois distribuir nas listas de ações, de acordo com o contexto. Por que não queremos fazer isso com o Evernote? Continua sendo prático e eificiente da mesma forma, com a diferença que não é necessário levar quilos de papel com você para todos os lugares.

Utilizando os cadernos acima, você fica livre para utilizar as tags da forma que considerar melhor. Eu deixaria de ter uma nota por tarefa e teria uma nota por contexto, por exemplo. Isso tem ganhos e perdas. Cada um deve avaliar o que funciona melhor para si mesmo.

O intuito do post foi dar uma luz a quem queria implementar o GTD no Evernote e vive se perguntando qual a melhor maneira de organizar os cadernos. Não existe maneira perfeita, mas aquela que funciona melhor para você, seja qual for. O legal é ir tentando até descobrir, e não tem importância mudar depois de um tempo, se sentir necessidade.

Boa sorte. =)

Categoria(s) do post: Estudos, Livros, Áreas da Vida

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No Natal, me dei de presente o livro e calendário “Coaching para concursos”, do William Douglas. A ideia é ter um calendário de mesa com dicas diárias de estudos e uma agenda para se planejar. Gostei da proposta e fiquei com muita vontade de usar. No Natal, então, me dei de presente.

Depois de ter postado uma foto da minha mesa no Instagram, muita gente veio me perguntar se o livro valia a pena.

A proposta dele é ser integrado ao site, que é próprio para o livro e contém planilhas, um modelo de quadro horário, além de outros recursos – alguns deles, ainda não disponíveis até a data de publicação deste post. Acredito que sejam colocados ao longo do ano.

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Cada dia traz uma dica de estudos, uma frase motivacional e um recurso pontual que pode ser acessado no site ou feito pelo estudante. Também traz um modelo de dia (com os horários), semelhante a uma agenda comum, para planejar o tempo de estudo.

Se vale a pena? Olha, se você não tem um método de organização de estudos (tipo por ciclos) nem o livrão dele (“Como passar em provas e concursos”), vale a pena sim. As dicas são praticamente todas tiradas do livrão, mas a vantagem é que, por exemplo, eu não fico lendo o livro todos os dias. É legal reler as dicas diariamente, de pouco em pouco. Dá até mais tempo de fazer o que ele propôe mesmo.

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Cada mês tem uma cor. A diagramação é muito bonitinha. Quem é fã de coisas de papelaria vai adorar.

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No geral, não é um livro absolutamente necessário para os estudos, claro, mas que livro desses o é? Todos esses livros são recursos para nos incentivar a estudar de maneira mais eficiente e sempre motivada, então, se você tiver dinheiro para investir, invista. Se é concurseiro e ainda não tem uma agenda para 2014, pode valer a pena. Eu não recomendaria deixar de comprar um livro de alguma disciplina para comprar ele, por exemplo. Já o livrão, sim! Então avalie.

Categoria(s) do post: Casa, Feng Shui, Áreas da Vida
Imagem: Wellness Today
Imagem: Wellness Today

Estou organizando nosso apartamento de acordo com as orientações do feng shui. Para isso, estou contando com a parceria de uma profissional maravilhosa que entrou em contato comigo oferecendo seu ofício: Wanice Bon’Ávígo. Além de divulgar o trabalho dela, gostaria de ir postando aqui no blog como estamos nos organizando de acordo com as suas orientações. Posso dizer que ela faz um trabalho super aprofundado, baseado não só na residência, mas nos moradores. Estou amando.

Eu sou bastante leiga em feng shui, apesar de adorar o assunto. Já li alguns livros, mas não apliquei tudo em minha vida. Quando a Wanice se ofereceu para ajudar, foi o timing perfeito. Muito obrigada, Wanice.

Espero que vocês gostem nos posts sobre o assunto.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

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Já falei aqui sobre o site IFTTT, que é muito útil para otimizar algumas ações no dia a dia relacionadas a tecnologia.

Na semana passada, eles lançaram receitas para o Toodledo, a ferramenta que todos amamos. Empolgadíssima, fiz alguns testes para postar aqui. Quem quiser conferir por sí mesmo, eis o link.

No geral, ainda é cedo para falar. Para mim, falta a recipe principal, que seria enviar para o Toodledo uma nota criada no Evernote para determinado caderno ou nota – isso seria o ideal. Hoje, no IFTTT, só dá para iniciar alguma receita no Evernote se criar uma nota pública, e isso inviabiliza, para mim. Vamos aguardar.

Recipes legais que você pode criar com o Toodledo:

Esse site IFTTT é maravilhoso e muitas coisas ainda virão por aí! Vale a pena ficar de olho.

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

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Não vim aqui dizer que estou impondo um novo ritmo ao blog, porque não estou impondo nada. Na verdade, é exatamente o contrário disso. Gosto de postar diariamente no blog, mas às vezes tenho vontade de deixá-lo respirar um pouco, e postar somente quando tiver vontade. Mas não que eu não tenha vontade de postar todos os dias…

Continuo ativa no blog, respondendo os comentários e tudo. Mas a simplicidade do momento se aplica a ele também. São muitos textos, alguns bem profundos e grandes, que foram escritos em tão pouco tempo. Para isso acontecer, eu tenho que vivenciar muita coisa aqui fora, ler e estudar bastante. E tenho feito isso.

Também há sete anos de posts arquivados sobre os mais diversos assuntos ligados à organização. Assunto nunca faltará, mas estou em uma fase mais introspectiva e querendo aproveitar outras coisas. Acho que nunca mais me recuperei depois daquela semana off line.

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No final do ano passado, eu participei de um retiro budista pela primeira vez. Não pude ficar muito tempo, por causa do filhote, mas foi um momento especial na minha vida. De lá para cá, tenho me dedicado bastante ao treino da minha mente e à prática espiritual, e lido, estudado, praticado muito. Isso tudo, além dos meus trabalhos e da minha família, tem feito parte do meu tempo.

Com relação à organização dos meus projetos, tenho aplicado tudo aquilo que falei em um post sobre simplificação e áreas de responsabilidade na vida, e já consegui diminuir bastante coisa para 2014. Na verdade, tenho me forçado a diminuir o ritmo e venho conseguindo. Não sei se vou voltar a viver de forma frenética como antes. Estou valorizando mais o meu tempo, especialmente em casa, com o meu filho e o meu marido, e meu descanso.

Um comentário sobre algo que considero engraçado na vida: agora que estava voltando a ter um bom ritmo de estudos, parece que tudo resolveu acontecer de bom nos meus dois trabalhos, e fico me perguntando se realmente devo continuar estudando para passar naquele concurso lá na frente. E olha, eu nunca tinha duvidado disso. Acho que a simplicidade me fez ver que posso ter estabilidade de outras formas e que há coisas muito mais importantes que um salário de dois dígitos, se souber viver com o essencial. Sei que isso é bem pessoal e talvez nem fosse o caso de comentar no blog, mas me abro com vocês para passar a mensagem de que mesmo uma pessoa com uma vida organizada como eu pode ter uma mudança de planos caso a vida (e o nosso coração) leve para outros pensamentos, sentimentos e caminhos.

Vou postar algumas fotos randômicas, com comentários que talvez interessem ao blog.

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No começo do ano, assisti a palestra da monja Gen-la Dekyong no Teatro Gazeta, em São Paulo, quando ela falou sobre ensinamentos para uma vida feliz no ano novo. Foi muito significativo. Tudo isso que eu estou passando se reflete nos meus relacionamentos, no meu trabalho, na minha escrita, e não teria como ser diferente.

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Foto da minha mesa minimalista. A mesa agora fica no quarto, já que não tenho mais um quarto para o meu escritório. É bem difícil de se acostumar, especialmente para o meu marido, que dorme mais cedo do que eu. Também tenho que tomar cuidado com o espaço, que é pouco. Até acho bom, sabem, porque estou tentando reduzir tudo. O criado-mudo migrou do lado da cama para virar um gaveteiro embaixo da mesa. Nele, guardo cabos, carregadores, fones de ouvido etc. Em cima, está meu notebook, guardado.

O calendário de mesa é do William Douglas (“Coaching para concursos”) e recomendo aos concurseiros de plantão. Trata-se de um calendário-livro com dicas diárias para estudar, planejar e alcançar objetivos.

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Foto tirada outro dia depois de meditar. Estava escuro porque ainda era cedo e meu marido estava dormindo.

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Outro dia ficamos sem luz e aproveitei para trabalhar escrevendo – coisa que adoro fazer. Agora também tenho um novo vício: fichas 3×5. Uso para anotações, desenhos. Pretendo fazer um post em breve sobre elas.

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Não se preocupem; está tudo bem. =) O silêncio é uma coisa boa, uma oportunidade de reflexão. E eu tenho curtido bastante.

Aproveito a oportunidade para pedir que acompanhem o blog da Call Daniel, pois estamos fazendo um grande esforço para postar dentro de um calendário editorial temático por lá e os posts sobre produtividade e GTD podem ser muito úteis para vocês.

Outro recadinho: o IFTTT, aquele site que eu já falei aqui, agora tem receita para usar com o Toodledo. Estou fazendo uns testes para escrever um post específico sobre isso em breve, mas pode ser que vocês já queiram ir testando.

Um bom restinho de semana para vocês. <3

Categoria(s) do post: Casa, Limpeza, Áreas da Vida
Imagem: I <3 Organizing
Imagem: I heart organizing

Limpe quando estiver sujo. Pare de perder tempo no seu dia a dia limpando a casa quando não precisa.

Simplifique a alimentação da sua família. Não precisa fazer três acompanhamentos todos os dias. Prepare alimentos com antecedência, se puder. Congele. Use alimentos frescos e crus, se não precisar cozinhá-los.

Deixe um bloco de notas e uma caneta na cozinha para ir anotando o que precisa comprar. Quando chegar o dia de ir ao mercado, compre somente aquilo.

Cuide da casa em equipe. Se três pessoas moram na casa, não existe motivo para somente uma delas cuidar de tudo. Se houver divisão, não fica pesado para ninguém.

Tenha menos coisas. Todos os dias, passe com uma sacolinha de lixo pela casa e separe o que for lixo. Você vai se surpreender com a quantidade de embalagens, papeizinhos e cosméticos vencidos que aparecem de um dia para o outro.

Pare de comprar algumas coisas durante algum tempo. Existem coisas lindas, mas quem disse que precisamos ter a posse delas? Fotografe e guarde-a com você. Não precisa comprar. Quanto mais coisas, mais trabalho para limpar, e menos espaço você terá em casa.

Tenha um cantinho do chá/café na cozinha, perto da cafeteira, onde ficam as canecas, pote de café, adoçante/açúcar etc. Facilita ter tudo perto.

Aliás, o mesmo vale para as outras áreas da casa. Onde você vê tv, deixe controles por perto, os DVDs, os jogos de vídeo-game. Onde ficar o computador, deixe os fios, carregadores, pendrives, tudo guardado meio perto. Na cozinha, tenha a área de preparo, onde ficam as facas, temperos. A área de cozinhar, onde ficam as panelas. Se a gente pensar por esse lado, é muito fácil organizar a casa intuitivamente.

A coisa de ter menos itens em casa significa que você perderá menos tempo cuidando e limpando, além de garantir que tudo tenha seu lugar. A bagunça começa quando a gente compra um item e esse item não tem lugar para ser guardado.

Tenha rotinas simples, com poucas tarefas que garantem a sua casa ok no dia a dia. Lavar a louça, esvaziar as lixeiras, fazer a cama, coisas desse tipo. São tarefas rápidas que garantem uma manutenção nada neurótica do lugar onde você vive.

Sua casa não precisa ser bonita para ser prática. Pense na praticidade e, quando fizer, faça com capricho. Só depois que sua casa estiver prática você pode focar na beleza, porque gostamos e ver coisas belas nos faz bem.

Distribua as tarefas de limpeza ao longo da semana, em vez de deixar para fazer tudo no mesmo dia. Com 15 minutos aqui e outros 15 ali, você perderá menos tempo no final de semana se dedicando à faxina e terá uma casa minimamente limpa sempre.

Suje menos. Tome cuidado, mas sem neuras. Tirar o sapato ao entrar em casa é uma tática simples e que faz muita diferença. Explore outras.

Diminua as expectativas. Não tem como uma casa ficar perfeitamente limpa se todos trabalham fora, há crianças e animais em casa. Aceite, a não ser que você queira pagar alguém para fazer isso por você.

Curta mais a sua casa. Tenha um cantinho para ler ou simplesmente descansar, onde você possa ficar um pouco todos os dias. Dedique-se a ele. Fará diferença na sua rotina.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida
Imagem: zoeclaudia.tumblr.com
Imagem: zoeclaudia.tumblr.com

[cap]1.[/cap] Aprenda a diferenciar o fundamental do essencial. Comer é fundamental; estar bem alimentado para ter energia no dia a dia e fazer as coisas acontecerem é essencial. Dinheiro é fundamental; ter um trabalho que te dê prazer, reconhecimento e satisfação e que, além de tudo, tenha uma compensação financeira, é essencial. Esses são apenas exemplos. O que é essencial para mim, pode não ser essencial para você. Porém, tome cuidado para não achar que algo fundamental é essencial. Essa simples distinção pode te ajudar a tomar decisões mais eficazes com relação ao seu tempo.

[cap]2.[/cap] Aprenda a dizer “não”. Sabe o pior que pode acontecer se você disser não para alguma coisa? Receber antipatia de volta. Você consegue lidar com isso? Particularmente, prefiro parecer antipática que ficar menos tempo com a minha família porque aceitei uma responsabilidade por não saber dizer “não”. Também pode acontecer de te excluírem de alguma turminha, isso em âmbito pessoal e profissional. Fazer o quê? Quando a gente chega em uma certa idade, meio que sabe o que faz bem e o que não faz bem pra gente. Ser excluído de uma turma que não entende que você sabe definir prioridades, talvez seja o melhor acontecimento da sua semana. Não se culpe. Se você não pode ou não quer fazer algo, simplesmente diga “não”. Apenas tome cuidado para não prejudicar outras pessoas ao fazer isso (pelo menos, é por onde eu me guio).

[cap]3.[/cap] Pare de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Se precisar utilizar a Internet, abra somente uma guia do navegador – nada de deixar carregando Facebook, e-mail, agenda e todo o resto nas outras guias. Se estiver almoçando, almoce. Não fique conferindo suas mensagens no celular ou conversando sem prestar atenção na comida. Fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo deixa a nossa mente muito mais agitada, mesmo que na hora a gente não perceba. E isso gera estresse.

Só três dicas para te dar um up nessa segunda-feira. =)

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

Em dezembro, meio confusa sobre qual seria o melhor método de organização para mim, eu voltei a gerenciar minhas tarefas no Toodledo. Todo o restante continuou no Evernote. Fiz isso porque precisei renovar minha assinatura premium do Toodledo e estava decidida a gerenciar tarefas em uma ferramenta separada. Afinal, o próprio David Allen recomenda que não se misture tarefa com arquivo. Pois bem.

Hoje, um mês depois, posso dizer minhas impressões a respeito:

  • Não existem dúvidas de que o Toodledo é um excelente gerenciador de tarefas e projetos para o GTD. Você pode, inclusive, colocar seus Goals lá, notas, listas diversas. Para quem utiliza o Toodledo, portanto, e nunca nem testou o Evernote, recomendo que continue assim. De verdade. O Toodledo é excelente, e mesmo ferramentas novas como o IQTell perdem um pouco para a simplicidade que só o Toodledo oferece, sem dramas. O Toodledo faz você ficar focado na execução, o que é excelente. Logo, não há muitas dúvidas sobre que ferramenta recomendar para quem quer gerenciar suas tarefas.
  • O que me fez não ficar satisfeita com isso foi que… bem, eu não aguento mais ter que usar uma ferramenta para cada coisa. E eu acredito que o grande triunfo do Evernote seja justamente a possibilidade de usá-lo para TUDO: agenda, tarefas, arquivos.

Então analisei cada ferramenta que eu utilizo e fiz as seguintes reflexões:

Google Calendar – É a minha agenda. Poderia ir gerenciar, além de compromissos, tarefas e notas ali? Sim, posso usar o Google Tasks, que é vinculado com a agenda, além dos arquivos no Google Drive. Mas isso me traz uma pequena complicação, que é a vinculação à minha conta (e acho chato ter que fazer logoff o tempo todo para utilizar as tr~es contas que hoje eu tenho). Além disso, não gosto da interface do Google Tasks, nem da do Google Drive. Portanto, não seria uma solução que me atenderia de maneira satisfatória.

Toodledo – Poderia eu inserir minhas notas e compromissos no Toodledo? Sim, é uma ferramenta fantástica. Porém, o editor de notas não suporta tantas coisas assim. Ele é muito menos flexível para edição e anexo de arquivos, por exemplo. Não dá para editar uma nota com links e imagens, além de outras limitações.

Evernote – Poderia eu inserir minha agenda e tarefas no Evernote? Sim, mas não da mesma maneira que nas outras duas ferramentas. Afinal, o Evernote gerencia notas, e não calendários ou tarefas. Para fazer quaisquer das duas coisas, teria que ser um processo gambi, manual, e demandaria muita disciplina da minha parte.

A conclusão final é que não existe ferramenta perfeita.

Então eu penso assim:

  • Ou utilizo três ferramentas e fico dependente das três para gerenciar tudo
  • Ou utilizo uma só e seguro a onda nas dificuldades até me habituar com o novo sistema

Eu sei o que não funciona para mim, que é ter uma coisa em cada lugar. Fico confusa, me perco, deixo de ter uma visão macro e o sistema deixa de ter coerência. Outro dia mesmo eu fui abrir a minha lista de pendências com a minha chefe no Toodledo e, como a conexão estava ruim, demorei um tempão para conseguir. Se a lista estivesse no Evernote, mesmo estando off eu conseguiria visualizá-la. Portanto, essa disponibilidade é importante.

Conta muito também o fato de o Evernote funcionar bem em todos os meus dispositivos. Eu utilizo um PC no trabalho, tenho um celular com Android e, em casa, um computador com iOS. O Toodledo não funciona direito no Android, por exemplo, o que me atrapalha MUITO. Quando eu tinha minhas listas no Evernote, a coisa fluía melhor.

Outro ponto que me deixa extremamente confortável com o Evernote é poder centralizar tudo lá. Tem dúvida? Manda como nota na caixa de entrada e, na hora de processar, se vira. Vira arquivo, vira tarefa, vira projeto, vira o que for. Não posso fazer isso na agenda ou no Toodledo, por exemplo, então o processamento fica complicado – gerenciando três ferramentas.

Por fim, o que estou querendo dizer é que estou decidida novamente a implementar o GTD inteiro no Evernote, abandonando até o G. Calendar. É difícil, é uma mudança DRÁSTICA de hábitos. Porém, ao ficar esse mês no Toodledo, apesar de facilitar na execução, foi terrível ter que gerenciar várias ferramentas de novo quando preciso de alguma informação, ao gerenciar projetos etc. É bem difícil implementar o GTD no Evernote pela questão do “manuseio” das tarefas mesmo mas, acredito que, quando encontrar o jeito certo de fazer isso, vai ser imbatível.

Estava revendo os vídeos do After The Book e identifiquei uma série de melhorias que poderiam ser feitas no sistema dele, mas há bons pontos também. Enfim, estou refazendo o caminho, como se estivesse começando o sistema do zero. A maneira como eu estava fazendo me atendia, mas quero otimizá-la.

Meu objetivo é simplificar e usar somente uma ferramenta. Não aguento mais usar uma ferramenta para cada coisa. E, como uso o Evernote para quase tudo (ele se tornou o backup do meu cérebro, digamos assim), é natural que eu tente centralizar tudo lá.

Mas que é um desafio, isso é. Bom, vou contando minha experiência aqui, a fim de ajudar outras pessoas também, à medida que for mudando…

Dois pontos importantes:

  1. Eu GOSTO de testar ferramentas e métodos de organização, senão não teria criado o blog. Por isso, é comum, para mim, mudar sempre, testar coisas novas e novos jeitos de se fazer tudo. Estou escrevendo isso porque sempre que falo sobre esse assunto recebo comentários como “já mudou?” ou “quer dizer que a ferramenta X é ruim?”. Não é não, gente. E mais:
  2. O que eu incentivo no blog é cada um teste até encontrar o melhor método e as melhores ferramentas que se adequem às suas próprias necessidades. Não espero que ninguém faça igual a mim simplesmente porque cada pessoa tem seu próprio jeito de fazer as coisas. Não vejam o que eu posto no blog como regra, mas como experiência pessoal de uma pessoa que ama métodos de organização e faz sim disso um assunto importante na vida.

Obrigada por acompanharem até aqui. =)

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Faz parte da minha prática espiritual meditar todos os dias. Não existe uma maneira certa ou errada de meditar – existem técnicas e métodos de acordo com as mais diversas tradições e objetivos. No Budismo Kadampa, tradição que eu estudo, a meditação é vista realmente como prática espiritual, além do benefício mais comum, que é acalmar a mente.

Para entender melhor, trouxe um trecho do livro “Transforme sua vida”, de Geshe Kelsang Gyatso:

[quote class=”azul”]”Muitas pessoas praticam meditação respiratória, mas em geral só se concentram na sensação que o ar provoca ao entrar e sair pelas narinas. Isso serve para acalmar a mente temporariamente e reduzir os pensamentos distrativos, mas não tem o poder de transformá-la de maneira profunda e duradoura.”[/quote]

A ideia da meditação é refletir sobre ações que tomaremos no futuro. Como exemplo, podemos meditar sobre a raiva e sobre como podemos ter paciência. Logo, quando o momento aparecer no nosso dia a dia, em vez de sentirmos raiva, teremos nossa mente treinada pela meditação para agir de forma diferente, já premeditada. E isso é uma prática mesmo, que a gente vai treinando e melhorando com o tempo.

Uma das coisas que mais me chamaram atenção na Tradição Kadampa é a ênfase na prática do Dharma (Dharma são os ensinamentos de Buda). Os monges não vivem em monastérios fechados – eles atuam na rua, na comunidade, e todos nós, os ditos leigos, devem fazer o mesmo. Por isso, é bastante coerente que o objetivo da meditação seja a aplicação prática dos ensinamentos e dos objetos de contemplação.

No geral, o propósito da meditação é acalmar a nossa mente e buscar a paz, pois permaneceremos serenos mesmo nas condições mais adversas.

Antes de iniciar meus estudos na Tradição Kadampa, eu estudava o zen budismo, que tinha como principal prática de meditação o zazen. Isso significa “apenas sentar” e meditar. Como eu nunca cheguei a frequentar um centro zen budista, não me aprofundei na técnica. Eu fazia somente meditações respiratórias para acalmar a mente, e isso me bastava. Não havia uma frequência ou objeto de contemplação. Somente há alguns meses eu me inscrevi em um curso de meditação e então tudo começou a fazer mais sentido para mim. Portanto, se você não sabe por onde começar, pode valer a pena procurar um curso de meditação na sua cidade. Os centros budistas costumam não ter fins lucrativos e cobram valores mínimos para cursos, para manutenção do centro mesmo, então são acessíveis à maioria das pessoas.

No curso, comecei a aprender não só sobre os benefícios da meditação, como também a postura correta, o sentido das mudras (gestos simbólicos feitos com as mãos), além de técnicas boas que ajudam muito, como manter os olhos parcialmente abertos (para não ter sono) e até a posição da língua, para não ficar salivando e prejudicando a concentração.

Antes de começar o curso, eu tinha lido um livro escrito pela Soninha (“Por que sou budista”) e ela fala um pouco sobre como a nossa mente é agitada e como ela não conseguia sentar e meditar. Justamente por esse motivo, ela disse, ela deveria sentar e meditar! Precisava acalmar a mente! E o que eu acho engraçado é como me sinto quando sento para fazer uma meditação respiratória simples, para acalmar a mente, e simplesmente não param de vir pensamentos. É um turbilhão de coisas! Mas o professor disse que não é que a nossa mente fica agitada quando meditamos – é que, quando nós prestamos atenção em nossa mente, é que percebemos como ela é agitada. Na verdade, ela fica assim o dia inteiro. Por isso é importante a gente ter alguns minutinhos todos os dias para meditar, porque senão ninguém dá conta de tanta agitação.

Como meditar

O método da meditação na Tradição Kadampa tem cinco partes: preparação, contemplação, meditação, dedicatória e prática subsequente. Há uma analogia maravilhosa sobre preparar o campo, plantar a semente e depois regá-lo, para ver os resultados.

A ideia da preparação é justamente acalmar um pouco a mente, então sempre iniciamos com uma meditação respiratória simples, que leva apenas alguns minutos. A meditação respiratória é tão eficaz, que podemos fazer em qualquer momento do nosso dia: em casa, no trabalho, no transporte público. Não tem tanto segredo: basta se concentrar na sua própria respiração. Depois de acalmar a mente, recitamos as preces preparatórias da tradição.

Na segunda parte, a contemplação, conhecemos o objeto da nossa meditação. Nesse momento, o professor traz ensinamentos sobre um tema específico e nos dá instruções. Na Nova Tradição Kadampa, seguimos um livro chamado “Novo manual de meditação”, também de Geshe Kelsang Gyatso, que tem absolutamente TUDO o que você precisa saber sobre meditação na NKT (New Kadampa Tradition). E uma das minhas coisas preferidas é que ele propôe 21 temas, que devem ser nosso objeto de meditação ao longo de 21 dias seguidos e, depois, continuamente estudados. Os temas são os mais diversos, como “equalizar eu e os outros”, “nossa preciosa vida humana” e outros, todos relacionados aos ensinamentos de Buda.

Na terceira parte, partimos para a meditação propriamente dita, com foco no objeto da meditação. Essa meditação é guiada pelo professor e pode durar de 20 a 40 minutos. Percebam que a meditação tem um foco; o objetivo é realmente plantar a sementinha; pensar naquele assunto para que, quando acontecer algo relacionado no nosso dia a dia, a gente consiga lidar de forma tranquila, em paz.

Na quarta parte, dedicamos o mérito que adquirimos com a meditação para alcançarmos a iluminação. Recitamos preces dedicatórias.

A quinta parte é a prática subsequente, ou seja: o que você vai fazer depois daquele ensinamento. “É importante lembrar que a prática do Dharma não se limita às sessões de meditação; ela deve permear toda a nossa vida” – Geshe-la, no livro “Novo manual de meditação”.

Minha prática diária

Além de frequentar o curso, eu medito diariamente. Ainda estou muito no começo, então peço desde já que me perdoem caso eu fale algo equivocado neste post, e pretendo revisá-lo de tempos em tempos para garantir que as informações estejam corretas.

Tenho um pequeno altar em casa, representado na foto no início do post. Meu altar é simples e ainda não aprendi como montá-lo da forma correta, então por enquanto ele fica de acordo com o que já sei. Tenho uma representação de Buda, uma foto do Geshe Kelsang-Gyatso (nosso guia espiritual da tradição), a imagem de uma estupa (que representa a mente de Buda), escrituras (representando a fala de Buda) e oferendas diversas (água e incenso).

Gosto de meditar pela manhã e à noite. Nem sempre consigo meditar quando acordo, pois meu filho pode já estar acordado e não tenho como me trancar no quarto para fazer isso. Então assim, se acordo antes dele, consigo meditar tranquilamente. Geralmente isso acontece e é comum acordar mais cedo que o horário habitual somente para meditar pela manhã. Eu vou trabalhar com outra cabeça, é incrível. Portanto, gosto muito de meditar quando acordo. Antes de dormir também é muito bom, pois “encerro” o dia, por assim dizer. Se meditei pela manhã, de noite faço apenas uma meditação respiratória, para acalmar a mente. As meditações costumam durar de 20 a 40 minutos, como no centro.

Também frequento o Centro Budista aqui em Campinas, onde participo das atividades. Além do curso de meditação, há cursos para estudo do Dharma, em diversos níveis (iniciais e mais aprofundados) e as chamadas pujas, que são preces cantadas e acontecem diariamente. Há diversas atividades relacionadas também, como retiros e festivais, com palestras e ensinamentos preciosos. Em todas essas atividades, sempre há meditação, então a prática é constante.

Quando fico sozinha em casa, gosto de fazer pequenos retiros (uma manhã, uma tarde ou um dia inteiro dedicado aos estudos do Dharma), intercalando com as atividades diversas que tenho na vida. Também é uma oportunidade para exercitar o silêncio e recitar as preces cantadas diversas vezes.

Não há segredo para se organizar para meditar além daquele de sempre para implementar qualquer hábito na sua vida: motivação, disciplina e boa vontade. A meditação como prática espiritual é uma coisa e a para simplesmente acalmar a mente, sem estar ligado a nada espiritual, é outra. Se você frequentar algum centro ou participar de algum tradição, receberá as instruções e métodos relacionados àquela tradição. No entanto, se você pretende somente acalmar a mente, 5 a 15 minutos de meditação respiratória diariamente já ajudam e muito a deixar a mente em paz, e realmente é recomendável a todos os seres humanos.

Alguém tem uma rotina de meditação? Como se organiza quanto a isso?

Categoria(s) do post: Áreas da Vida
Imagem: Square Space
Imagem: Square Space

Depois do Evernote, quero digitalizar tudo o que for possível para diminuir a quantidade de papel que eu tenho. Para isso dar certo, eu inseri na minha rotina diária a tarefa de digitalizar papéis, o que faço diariamente, antes de começar a trabalhar. Se eu fizer diariamente, levo cerca de 10 minutos no máximo (quando não menos). Se eu deixar acumular, levo mais tempo.

A maneira mais fácil de fazer isso é utilizando um celular com uma boa câmera ou um tablet. Eu utilizo um aplicativo chamado CamScanner que, inclusive, compartilha o que digitalizei dentro de uma nota no Evernote. Facilita muito para mim. Outras opções são escanear (se você tiver um scanner) ou tirar uma foto com a câmera digital, e depois passar para o computador.

Dependendo do volume que você recebe de papéis, pode ser uma boa ter como parte da sua rotina diária fazer essa digitalização. Se você recebe um volume menor, pode fazer com um intervalo de tempo maior, como uma vez por semana.

Vale a pena digitalizar para termos mais espaço em casa e no trabalho, além da disponibilidade das informações quando você precisar. Particularmente, acho que é um esforço que vale a pena.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Qual é a sua maior riqueza?

A sua riqueza pode ser levada nos bolsos? Carregada nos braços? Levada na mochila? (#sdds Amor sem escalas)

A maneira mais radical de se pensar em desapego é saber que um dia morreremos (pode ser hoje) e que não levaremos absolutamente nada conosco. Então, de que adianta nos apegarmos a tantos objetos? De que adianta perdermos tempo lustrando uma louça que nunca é usada? Ou lamentando a respeito de pessoas e sentimentos que não fazem sentido? Fica a reflexão.

Se você for assaltado(a) na rua, qual o maior bem que o assaltante pode levar? Ele pode tirar a sua vida. Esse é o medo. Celular, dinheiro, carteira – essas coisas não importam. Você pode ficar bravo(a) porque perdeu seu celular sem pagar a primeira prestação ainda (que tristeza), mas se você pode reclamar sobre isso, é porque ficou viva(o). Sobreviveu a esse assalto. Então do que está reclamando mesmo..?

Aquela velha história de: “se a sua casa pegasse fogo, o que você salvaria?”. Ou: “se você fosse para uma ilha deserta e pudesse levar 3 coisas, o que levaria?”.

Nossa riqueza não está em nossas coisas, mas em nossos sentimentos e lembranças. Nosso aprendizado.

Gosto sempre de citar uma frase do Thoreau, em que ele fala que “feliz é o homem que consegue carregar todos os seus pertences em um carrinho de mão”. E sabe por que isso é verdadeiro? Porque quanto mais coisas temos, mais preocupações surgem.

Oras, se você ganha um alto salário, não tem medo de ser roubado(a)? De ser sequestrado(a)? De perder o dinheiro em um erro do banco, em uma aplicação errada, em uma compra impulsiva?

Se você compra uma TV de 55 polegadas, não vai ficar mais preocupado(a) se o seu filho vai arranhar com um lápis de cor?

Se você compra um tablet, não vai ficar preocupado(a) em sair na rua com ele?

Se você compra um carro, não precisa pagar IPVA, DPVAT, licenciamento, seguro, reparos, gasolina e uma série de outras coisas?

Agora, o que acontece com as experiências que você tem em viagens, no dia a dia, nos momentos com a família, os relacionamentos, os insights ao observar a natureza, o conhecimento adquirido com estudo, tudo? Isso ninguém pode roubar da gente, pois está dentro de nós. Não está em objetos.

Logo… todo o resto… é substituível. Talvez a gente nem precisasse ter, se estivesse focando no que é mais importante, que são as sensações descritas anteriormente.

Quando eu falo em desapego na prática, o que eu quero dizer é: imagine-se sentada(o) no meio do deserto, da rua, do campo, da praia. Sem nada. Absolutamente nada.

Imagine que você tenha acordado nesse lugar e não tenha casa para ir, telefone para ligar para alguém. Mal tenha a roupa que está vestindo o seu corpo.

Então você descobre que o mundo explodiu (fictício hein, haha, envolvam-se no exercício) e você foi o único sobrevivente. Nada restou. Não existe mais iPad, celular, carro, shopping, móveis. Nada.

Você sentiria falta dessas coisas ou das pessoas que não verá nunca mais?

Outro dia eu escrevi sobre a moça que morreu de câncer e foi fotografada pelo seu marido, com o título “vamos todos morrer mesmo”.

Achamos que, se tivermos uma doença terminal, vamos “aproveitar a vida” e deixar o que não importa de lado, especialmente coisas materiais. Podemos vender o que temos para viajar para um lugar que sempre sonhamos conhecer. Ou nos desfazer de apegos materiais sem sentido, que vamos mantendo somente por hábito.

O que acontece, meus amigos, é que estamos TODOS sofrendo de uma doença terminal chamada TEMPO.

Todos nós vamos morrer. Pode ser hoje, pode ser amanhã. Pode ser daqui a 80 anos. Mas essa é a nossa certeza.

Sabendo disso, por que nos apegamos tanto ao que não é necessário?

Não se trata de viver sem coisas, pois todos precisamos de objetos no dia a dia. Não só pela utilidade, mas por hobbies, ou por afeto, para ter por perto coisas que gostamos, colecionamos ou nos deixam alegres.

Trata-se de não fazer isso dominar a sua vida. De ter o entendimento de que vai acabar. De não deixar de viver um momento com seu marido, sua namorada, seus filhos, porque precisa limpar a coleção de bonecos do Star Wars ou fazer uma reunião profissional desnecessária em um sábado à tarde.

O desapego é com relação ao que não importa. E, no fundo, todos nós sabemos o que não é importante. Mesmo assim, continuamos fazendo – por motivos diversos, eu sei. Muitas vezes, eles são obrigatórios, ligados ao trabalho, por exemplo. Mas, no fundo, nada é obrigatório.

Se você parar para pensar que é livre para viver, sentir, aprender e viver desapegado do que não importa, a vida ficará mais leve, tranquila. A gente se preocupa demais com o que não precisa. E você sabe que eu não estou falando só de coisas materiais.

Desapegar é isso. Não é jogar fora as coisas. É um estado mental. A praticidade está em acionar esse “click” na nossa cabeça e passar a enxergar a vida de acordo com o que importa, parando de se preocupar com o que não for importante.

Solte o balão.

"E deixe ir"
E deixe ir
Categoria(s) do post: Áreas da Vida
Imagem: https://www.facebook.com/firefluffart
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Continuando a nossa linha de posts com foco na simplicidade do dia a dia, eu gostaria hoje de fazer a seguinte sugestão: que você, todos os dias, antes de dormir, repasse mentalmente como foi o seu dia. Não sei se isso acontece com vocês mas, quando coloco a cabeça no travesseiro, mesmo estando muito cansada eu ainda fico alguns minutos acordada, pensando na vida. A ideia é direcionar esse pensamento. Em vez de ficar com preocupações aleatórias, estou sugerindo que você repasse todo o seu dia – desde a hora em que acordou até a hora que deitou na cama.

O que você fez? Como se sentiu? O que poderia ter feito diferente? Você gostou da conversa que teve com determinada pessoa? Sentiu-se mal por algo que você disse? Fez alguma ação que fez você se sentir extremamente bem?

Esse pensamento é uma reflexão simples para sabermos se estamos vivendo de forma coerente com o que acreditamos e achamos que deve ser. Ao refletir sobre as nossas ações, temos a oportunidade de mudar o que achamos errado e fazer o certo da próxima vez.

Ao final desse pensamento, agradeça. Agradeça pelo seu dia, por estar vivo(a) para viver mais um dia em mais um ano de vida. Por ter a oportunidade de acordar e ter autonomia sobre sua própria mente, independente das condições externas.

Eu venho fazendo isso e acho bom porque me ajuda a dormir de forma mais tranquila, como se não estivesse me esquecendo de nada, sabem? Fico com uma sensação de missão cumprida. A nossa mente parece entender que estamos “fechando” o dia e, assim, nos preparamos para dormir bem. Isso faz muita diferença no nosso dia a dia, pois dessa forma não ficamos só executando uma coisa atrás da outra sem pensar no que estamos fazendo e nos desviando do foco.