Categoria(s) do post: Diário da Thais

Dizem que o mês de agosto geralmente é interminável. Pode até ser, mas eu senti que este mês de agosto especificamente VOOU. Passou muito rápido. Neste post, trago um resumo de como foi o meu mês e convido você a refletir sobre o seu.

Voltei a praticar yoga. Pratico em casa e na academia, e voltar a praticar me fez ter vontade de ir para outros lugares fazer, como parques. Fica como uma ideia para desenvolver nos próximos meses. Atualmente, como atividade física eu pratico yoga, esteira, caminhada, corrida leve. Sinto falta de algum esporte ou arte marcial, mas por enquanto fico feliz apenas por estar conseguindo manter uma rotina diária de exercícios.

Comecei um projeto muito feliz no início de agosto também, que foi começar minhas aulas de teatro. Estou fazendo um curso livre, para iniciantes, e estou adorando. Pretendo falar mais sobre todos esses temas que estou citando no post, em posts futuros. 😉

No primeiro final de semana do mês, aconteceu uma turma de GTD Nível 2: Projetos & Prioridades, a última turma na nossa sala de cursos. Longa história, e depois desenvolvo mais para explicar o que aconteceu. Mas, de modo geral, a complexidade do projeto não compensa. Expliquei um pouco em um vídeo que publiquei no canal (aqui), e a sala será o meu novo escritório.

Isso fez com que eu passasse o mês resolvendo: contratos, cancelamentos, mudança, venda, compra e doação de coisas, levar livros para lá e para cá etc. Sobre os livros, estou filmando o processo para depois compartilhar com vocês em vídeo. Sobre a minha rotina como um todo, estou compartilhando diariamente nos stories do Instagram.

Aliás, se teve algo legal este mês foi eu ter finalmente conseguir implementar uma rotina de atualizações no Instagram, tanto de imagens no feed quanto de stories. Comecei a compartilhar minha rotina por lá, todo mundo deu o feedback de ter adorado, então simplesmente continuei. 🙂 Achei que era uma boa maneira de mostrar como era o meu dia a dia, sem a necessidade de gravar e editar VLOGs formais para o YouTube.

Na segunda semana do mês, eu realizei uma palestra muito legal em uma empresa, para secretárias, falando sobre planejamento de vida e organização. Consegui levar a banda do meu marido para tocar em um lugar novo e muito legal, na Mooca (chama-se Cadillac BBQ o lugar), mas nem consegui ficar o show inteiro porque estava muito cansada (foi bem no dia da palestra, que tinha acontecido cedo). Também fui na inauguração da Livraria da Travessa aqui em São Paulo (amo). Minha mãe veio nos visitar no mesmo final de semana, saímos para jantar, foi bem gostoso.

Os encontros das turmas de mentoria estão a todo vapor, e agora em agosto estamos encerrando a primeira turma, que começou em janeiro. A segunda turma está em andamento e vai até dezembro. É possível que eu faça uma nova turma no ano que vem, mas ainda não sei se farei no primeiro ou apenas no segundo semestre (está em definição).

Em agosto também voltaram as reuniões com o meu professor orientador do mestrado e as reuniões dos grupos de pesquisa. Está sendo bastante leve participar de menos atividades acadêmicas no momento, de modo que eu consiga focar na minha dissertação. Aliás, ela está bem encaminhada. Compartilhei em um post sobre isso.

No terceiro final de semana de agosto eu participei de um curso de finanças para empresários, que faz parte de um grupo de mentoria que participo (como aluna). Foi muito bom. Eu já escrevi um post sobre o curso que entrará no ar em setembro, mês em que falaremos sobre colocar as finanças em ordem aqui no blog (levanta a mão quer já quer MUITO esse tema?).

Em agosto eu também participei de um projeto muito legal da Editora Gente – a editora que publica os meus livros -, o We Mentor. Meu livro “Trabalho Organizado” foi o livro do mês para os assinantes do programa e eu fui até lá passar a tarde e gravar alguns vídeos e uma entrevista para os leitores.

Fiz uma aquisição muito importante para o escritório, que foi um sofá. Eu trabalho muito lendo e revisando, e gosto de alternar esforço com descanso, então precisava de um lugar mais confortável para fazer isso. Foi a minha única aquisição nova para o escritório. No momento, ainda preciso lidar com as muitas coisas que sobraram de juntar duas salas em uma. Prometo que vou compartilhando com vocês à medida que as coisas forem acontecendo.

Na penúltima semana do mês, tive a oportunidade de assistir a banda do marido de uma leitora no Café Piu-Piu (DIO Cover Brasil). Foi bem legal porque dificilmente eu consigo sair com o meu marido para ver uma banda que não seja a dele (kkk), então foi divertido. No final de semana seguinte, uma nova turma de GTD, desta vez o Nível 1: Fundamentos, realizada em uma sala de um parceiro, na região de Pinheiros. Foi uma turma muito bacana porque estávamos em quatro instrutores em sala: eu, Martinha, Tiago e Karina. A Malu, minha sobrinha, segue trabalhando comigo, auxiliando nos cursos.

Foi muito legal porque fiz uma surpresa para eles ao final do primeiro dia, abrindo um espumante para comemorar a certificação deles, que finalmente foi concluída este mês. Foi um longo processo que durou um ano e agora temos seis novos instrutores certificados. Saiba mais aqui sobre o processo de seleção de instrutores de GTD, caso tenha interesse.

O Paul tem rinite alérgica e, na última semana, ele ficou meio instável com tantas mudanças de temperatura em São Paulo, além da fumaça e poluição. Chegou a ir para o hospital e tudo, então isso tomou super a minha atenção, como vocês podem imaginar.

Nem consigo acreditar que finalmente concluímos a entrega de uma das salas do escritório e finalizamos a mudança. O próximo passo agora é ajeitar as coisas, o que posso fazer com um pouco mais de calma.

Agosto também marcou a minha transição definitiva para o veganismo. Devido à cirurgia bariátrica, que afeta a absorção de nutrientes, eu não consigo fazer uma alimentação 100% vegana, e estou fazendo com cuidado uma transição junto com a minha nutricionista. Eu já vinha ensaiando ser vegetariana há bastante tempo, e descobrir minha alergia a lactose foi o empurrão que faltava para o veganismo, que se reflete em outras coisas além da alimentação (produtos e consumo de maneira geral). Prometo ir compartilhando aos poucos com vocês, sempre.

Como eu disse, o mês passou voando, mas teve muuuito conteúdo por aqui:

E no YouTube:

Com o Insta consolidado, o próximo é o YouTube, o que estamos construindo ao longo do ano, mas é o processo de produção mais complexo, sem dúvida nenhuma.

Esqueci de comentar sobre um projeto enorme que tomou muito meu tempo em agosto, que é a migração da plataforma dos nossos cursos online. A maioria já migrou, mas ainda estamos no processo, onde cada arquivo deve ser migrado manualmente… é bem demorado, mas evoluí demais com ele esse mês, ainda bem.

Agora em setembro começará a nova turma do curso Organize-se em 2019 também. Caso não tenha se inscrito, cadastre-se na newsletter porque haverá uma condição especial aos cadastrados.

Vejo você em setembro. Obrigada por me acompanhar nessa jornada! Espero que você tenha tido um mês de agosto legal. Se quiser, compartilhe comigo um pouquinho nos comentários. Vou adorar saber. 🙂

Categoria(s) do post: Livros

Há cerca de cinco anos li este livro e venho utilizando cada vez de forma mais madura o que ele ensina, conciliando com o método GTD. Pelo menos uma vez por semana me perguntam em alguma rede social se eu já o li. Existem diversos posts aqui no blog em que o cito como referência, mas percebi que não havia nenhum post sobre ele especificamente, então achei que escrever sobre ele no mês em que estamos falando sobre FOCO seria bastante apropriado.

O livro “A única coisa” é um livro sobre foco. Quando você define uma próxima ação, está usando a mesma técnica. Isso já responde a pergunta sobre ele conversar ou não com o GTD. Sim, conversa. Super conversa.

O poder do foco na única coisa reside na habilidade de concentrar seus esforços em uma atividade que você decidiu intencionalmente fazer. Está completamente alinhado ao conceito de “apropriadamente engajado” do GTD.

Napoleon Hill também fala, em seus livros, que foco é apenas esforço organizado. Quando você tem um objetivo definido, você consegue usá-lo como foco para concentrar todos os seus esforços, de modo que essa concentração dedicada te fará alcançar aquele objetivo.

“A única coisa” também fala sobre a importância de fazer mais as coisas certas, em vez de apenas fazer mais coisas, o que também continua alinhado com o GTD.

Uma prática que eu adoto desde a leitura do livro, há cinco anos, é a prática de definir o foco para o meu dia. Nossa, isso faz uma diferença gigantesca, e também está alinhado com um outro post que escrevi outro dia, sobre tomar uma decisão por dia.

Uma coisa que eu ADORO no livro e que considero um conhecimento subestimado é sobre a progressão geométrica das suas coisas na vida. A vida não é linear. Não é 1 + 1. Quando você faz uma coisa, não significa que você vai fazer a coisa número 2 na sequência. Não. Essa coisa 1 que você fez pode criar múltiplas novas oportunidades, porque quanto mais você focar em coisas importantes para você, mais você vai construindo degraus avançados na sua vida. Isso é GTD puro, horizontes de foco total. Você tem uma “única coisa” para a vida, que é mais geral, e pode ir definindo “únicas coisas” momento a momento, para tornar sua vida mais significativa. Está alinhado com o mindfulness também.

“A única coisa” de uma empresa, por exemplo, deve estar clara. Se não estiver, a única coisa deve ser justamente buscar essa única coisa. O mesmo vale para os seres humanos. Você já sabe qual é a sua única coisa? Se não sabe, essa busca deve ser “a única coisa” até encontrá-la. Invista tempo e energia nisso. Ponto. Essa é a proposta inicial do livro.

Obviamente que você pode aplicar a pergunta da única nas diferentes camadas da vida e horizontes de foco, como por exemplo:

Qual a única coisa que você pode fazer esta semana que pode torná-la extraordinária?

Qual é a única coisa que, se você concluir hoje, seu dia terá rendido e valido a pena?

Qual é a única coisa que você deve fazer agora, a mais importante, e que trará mais impacto no seu momento?

Qual é a única coisa que devo fazer para melhorar minhas finanças?

Qual é a única coisa que devo fazer para ser uma mãe melhor?

Qual é a única coisa que devo fazer para estudar com efetivamente para o concurso?

Qual é a única coisa que devo fazer para concluir logo esse projeto?

Etc.

É claro que os autores falam, no livro, sobre a “balela” do multitarefa. Já existem n pesquisas que afirmam que não conseguimos fazer várias coisas ao mesmo tempo – apenas alternamos nossa atenção entre uma e outra, o que é extremamente cansativo e improdutivo.

Gosto particularmente de uma frase do livro em que eles dizem assim: “Em vez de uma lista de tarefas, você precisa de uma lista de sucesso, criada propositalmente em torno de resultados extraordinários”, porque, de alguma maneira, as pessoas lêem isso e falam: “tá vendo, por isso o livro vai contra o GTD! o GTD é a favor das listas!”. Queria entender de onde vem isso, porque é tão equivocado! Sim, criamos listas mas, assim como “A única coisa fala”, o que importa é o CONTEÚDO dessas listas, e não “ter uma lista” em si! Se o conteúdo das suas listas é medíocre, a culpa não é do GTD e sim de você não ter colocado nelas conteúdos que sejam extraordinários, que te motivem! Entende o ponto? O GTD não dá pitaco nos seus “conteúdos” – ele é um modelo de raciocínio para gerenciar o fluxo de trabalho. Quando ele pergunta “qual é a sua próxima ação?”, o conteúdo da ação quem decide é você! E obviamente ele vai ser pautado pelas suas experiências, crenças do que é o certo a ser feito e tudo o mais.

Enfim, este é um livro obrigatório para quem gosta de produtividade e não quer passar a vida batucando o teclado e embaralhando pastinhas (FERRISS, sempre). Conversa lindamente com o método GTD, mesmo sem citá-lo em nenhum momento ao longo do livro. Quem bom que nós, que estudamos esses assuntos, podemos fazer essas conexões. 😉

É um livro para ler, reler, reler com calma, grifando, pensando, refletindo sobre cada parágrafo. Ótimo livro de cabeceira, para ter como referência sempre.

“Não tenha medo do grande. Tenha medo do medíocre.”
(Gary Keller, Jay Papasan em “A única coisa”)

Categoria(s) do post: GTD™

Esta é uma dúvida frequente sobre o método GTD, por isso quis escrever um post explicando quais as minhas percepções sobre essa prática. Se você não sabe o que é GTD, é um método de gerenciamento da vida e do trabalho que eu utilizo. TUDO neste blog conversa com o método. Você encontra muitos posts aqui a respeito, mas ele tem um livro base, chamado “A arte de fazer acontecer”, caso você prefira leituras mais aprofundadas.

“Bora pra action” (brincadeira)

Vamos pensar na prática dessa pergunta mesmo.

Quando eu reviso o meu calendário ou as minhas listas de próximas ações, eu escolho, dentro de uma série de critérios pessoais de priorização, qual a ação que vou executar naquele momento. Uma vez que eu a execute, geralmente eu gero uma nova captura. Por exemplo: “pesquisar preços de pneus na internet”. Oras, se eu pesquisar os preços, vou anotá-los em algum lugar. Essa anotação vai para a caixa de entrada. Quando eu for processá-la, mais tarde ou a qualquer momento, vou pegar essa anotação e definir uma próxima ação em cima dela, inserindo no meu sistema.

Caso não gere nenhuma captura, das duas uma:

  1. Ou eu já capturo ou defino a próxima ação logo em seguida àquela que acabei de executar, pois uma coisa já puxa a outra. Mas isso não é necessário. Só pode acontecer. Capturo e coloco na entrada ou já esclareço e organizo. Depende de onde estou, do que estou fazendo, se estou com o computador aberto etc.
  2. Se eu não capturar absolutamente nada, na Revisão Semanal eu vou revisar todos os meus projetos e vou garantir que as próximas ações estejam identificadas para cada um deles.

De modo geral, o “rodar” do GTD garante quaisquer próximas ações de um projeto antes da Revisão Semanal. Vou ter coisas no calendário servindo de gatilhos, vou ter informações chegando por e-mail, enfim. É todo um fluxo de trabalho – por isso os cursos do GTD chamam-se “dominando o fluxo de trabalho”. Porque não são elementos isolados, mas coisas que conversam entre si e acontecem momento a momento, organicamente.

Caso ainda tenha dúvidas sobre esse processo, por favor, deixe um comentário. Obrigada.

Categoria(s) do post: Dicas de produtividade, Planejamentos, Equilíbrio emocional

No GTD, aprendi que toda pessoa, não importa seu nível de hierarquia ou tipo de trabalho, tem três naturezas de atividades em um dia:

    1. Atividades já planejadas (que você já sabe que vai precisar fazer)
    2. Atividades não planejadas
    3. O tempo que você dedica definindo o seu trabalho

(Se quiser saber mais sobre esse assunto, tem um post chamado “a matemática do planejamento”.)

“Definir o trabalho” é uma prática que advém da cultura do “trabalho do conhecimento”, termo cunhado pelo Peter Drucker referente ao trabalhador das ideias, desde o século XX. Hoje não lidamos apenas com o trabalho braçal. Lidamos com projetos, planejamentos, e tudo isso se configura (muito resumidamente) no trabalho do conhecimento.

Isso significa que esse trabalho não chega definido para cada um de nós. Ele chega de uma maneira abstrata, e cabe a cada um definir o que fazer, quando, como e onde. Dificilmente seu chefe ou seu cliente chegará para você e dirá: “oi, Fulano, aqui está este projeto, este é o resultado desejado e esta é a próxima ação”. Não. Vai chegar em forma de reclamação, de problema, de demanda, de reunião urgente. E aí você precisa pegar aquela massa amorfa de informações e transformar em ações concretas, suas e dos outros.

No GTD, o tempo que você passa definindo o seu trabalho (e o trabalho dos outros, quando delega atividades) é o tempo que você dedica ao passo 2 do método: esclarecer. Você pega um item que capturou, ou que capturaram por você (no caso de e-mails e mensagens) e se pergunta: o que é isso? demanda ação? sim / não, e o que fazer em ambos os casos. Saiba mais sobre o fluxo do esclarecer lendo outro texto do blog onde explico em detalhes.

De modo geral, quanto mais tempo você dedica ao “definir”, menos tempo você precisará dedicar às atividades não planejadas, pois vai prever a maioria delas. Só que nem apenas de imprevistos vivem as atividades não planejadas. Uma atividade não planejada pode ser também algo espontâneo seu, que você teve vontade de fazer.

Outro dia eu estava trabalhando e as coisas estavam sob controle. Vi que tinha a tarde livre (sem agendamentos) e estava com vontade de comprar uma toalha para a minha mesa da cozinha. “Hm, onde posso ir?”, pensei. “Na 25 de Março!” (a 25 de Março é uma rua muito famosa aqui em São Paulo para fazer compras). Aproveitei que teria a tarde livre e fui até lá não apenas comprar a toalha, mas dar uma voltinha e ver outros utensílios domésticos que estava precisando. Voltei para casa cedo, ainda trabalhei mais um pouco, e deu tudo certo.

Assim como fui na 25, poderia ter ido ao cinema ou tirado um cochilo. Mas nem apenas de atividades de lazer vivem as ações espontâneas. Isso também vale para o seu trabalho. Você pegar um dia em que tem vontade e dedicar algumas horas ao planejamento de um projeto que te faz avançar muito nele. Ou arrumar a estante de arquivos da equipe. Ler um material de um curso que você fez, pago pela empresa. Melhorar um documento, um template, uma planilha. Enfim, as ideias são infinitas.

Tem tantas coisas legais que a gente pode fazer diariamente na nossa vida para torná-la mais legal! Às vezes só precisamos de um pouco de criatividade. E a criatividade precisa de espaço para aflorar. Por isso que eu digo: organização e criatividade podem sim caminhar juntas. Você organiza o que pode ser organizado, de modo que a criatividade pode fluir.

Por mais atividades espontâneas na vida!

Categoria(s) do post: Equilíbrio emocional, Diário

Hoje eu gostaria de compartilhar uma dica sobre algo que eu tenho feito e que tem me ajudado bastante a não “cansar a mente”.

Entre abril e junho, eu passei por um período bastante complicado, que envolve questões diversas de natureza íntima que não cabe compartilhar aqui. Vocês só precisam saber que foi um período complexo. 🙂 Mas, quando isso acontece na vida (e vai acontecer diversas vezes ao longo de toda uma vida), se a gente não tiver controle e clareza pode se sentir meio “no desespero”. Além de tudo o que eu já recomendo aqui no blog (GTD, revisão semanal etc etc), quero recomendar essa outra dica também, que me ajudou bastante.

Tomar decisões cansa a mente. Já li alguns artigos que dizem que a nossa mente toma MUITAS decisões ao longo do dia. Chegando ao final da tarde, estamos mensalmente cansados. Por isso, eu implementei a seguinte estratégia:

    1. Tomar apenas uma decisão importante por dia
    2. Dedicar tempo a essa decisão pela manhã, quando minha mente está descansada

Suponhamos que eu tenha um problema como “resolver se vamos mudar de sala para o escritório”. É uma decisão, e quero dedicar tempo a ela para conseguir decidir com clareza e tranquilidade.

Quando eu acordo, faço a minha rotina matinal. Antes de “começar a trabalhar”, eu pego folha e caneta e me dedico ao problema ou ao assunto que quero dar algum tipo de resolução. Posso escrever sobre ele em formato de diário, pois isso me ajuda a organizar os pensamentos, ou posso montar um Modelo de Planejamento Natural, que é um framework do GTD. Ambos ajudam, e depende do problema ou assunto para eu escolher o que se encaixa melhor.

Uma vez que eu tenha resolvido aquele problema ou decidido algo sobre algum assunto, isso me deixa com uma sensação de dever cumprido antes mesmo de começar o dia. E, se eu tiver outros problemas ou assuntos que precisam ser decididos, eu não vou decidir no mesmo dia. “Hoje eu decidi sobre isso. Ponto. Amanhã decido sobre aquilo.”

Enfim, quis compartilhar porque é uma tática que me ajudou bastante e ainda ajuda em tempos difíceis. Espero que ajude você também.

Categoria(s) do post: Linkagem

A linkagem de domingo traz indicações de links com temas gerais ou específicos que tenham a ver com o blog, mas vêm de outras fontes.

  • Novo podcast oficial do GTD (em inglês), onde fui citada. <3
  • Presidente do Parlamento da Nova Zelândia levou seu bebê para a sessão. Que bom que isso está mudando e em breve se tornará algo comum.
  • Vídeo bem bacana sobre como lidar com a ansiedade do ponto de vista de uma pessoa que sofre com isso. (Aliás, esse canal é muito legal como um todo.)
  • Vídeo do canal Meteoro Brasil sobre o Dia do Fogo. Importante. Não tem como falar sobre outra coisa esta semana.

Bom domingo.

Categoria(s) do post: Saúde

Ultimamente, vários alunos e leitores têm me pedido para falar sobre o teste do cronotipo, então achei que valia a pena escrever um post sobre as minhas percepções a respeito. Eu acho super legal como vocês me sugerem temas, pois nunca deixo de ter ideias para o blog. XD

O teste do cronotipo é um teste para você entender melhor o seu relógio biológico.

O resultado se baseia em alguns animais: lobo, urso, leão e golfinho.

Pelo que eu pesquisei, esse teste foi criado por um médico americano chamado Michael Breus, conhecido como “Doutor Sono”. Você pode fazer o teste aqui (em português).

Para mim, o teste é um pouco inconclusivo porque, dependendo da fase da minha vida (e até da estação do ano), eu oscilo entre dois resultados: lobo e urso. De modo geral, ambos os animais refletem uma rotina que não começa de madrugada, que tem um melhor aproveitamento do meio da manhã até o meio da tarde etc.

Fazer esse teste foi legal para comparar com os ritmos circadianos e eu me conhecer melhor.

Estou em uma fase bem difícil com relação ao sono, pois desde a minha viagem para fora em junho o meu relógio biológico está bagunçado e eu não consigo arrumar de jeito nenhum. Isso tem impactado a minha alimentação, a minha atividade física e todo o resto.

Por outro lado, essa bagunça no relógio deixou a minha saúde melhor! O que me levou a refletir: será que eu não estava me impondo um ritmo que não era natural? Enfim, estou curtindo o momento, aproveitando para me conhecer melhor.

A conclusão que sempre tiro quando leio sobre testes e pesquisas relacionando o nosso corpo à natureza é como o horário das 8h às 18h é uma arbitrariedade que um dia foi definida como padrão, e que impacta positiva e negativamente muitas pessoas. Vai chegar um momento (espero) em que todos nós conseguiremos trabalhar e fazer as nossas atividades nos melhores horários para cada um de nós, e não de acordo com o que regras arbitrárias nos obrigam.

Conta aqui embaixo nos comentários o resultado do seu teste e o que você achou dele. 🙂 Vou adorar saber.

Categoria(s) do post: Estudos

Muitos leitores me pediram para que eu compartilhasse como tenho feito para escrever a dissertação do mestrado. Eu imagino que, ao concluir todo o processo, eu tenha dicas melhores e mais assertivas para dar, pois terei uma visão do todo, mas achei que também seria interessante mostrar um pouco essa visão “de dentro”, de como tem sido enquanto estou passando por esse processo.

Para quem não sabe, estou finalizando meu mestrado em Comunicação, neste semestre. Tem muito texto aqui no blog sobre o meu tema e sobre o mestrado como um todo. Dê uma olhada, se tiver interesse em saber mais. 😉

Muito se fala no meio acadêmico e entre pesquisadores sobre a saúde mental durante um mestrado ou um doutorado. No meu caso, o mestrado é justamente minha válvula de escape, com sinceridade. Ano passado eu tive um ano difícil pacas, após a morte da minha avó, e o que me manteve sã foi continuar a estudar no mestrado. Este ano, tive muitos percalços na vida profissional, e o mestrado me manteve centrada. Logo, se eu não me senti bem, foi por diversos outros aspectos que não a vida acadêmica em si. Este ano, especialmente a política e a realidade do Brasil têm me deixado bastante deprê. Ainda estou aprendendo a melhor maneira de lidar com tudo isso, mas de longe o mestrado me ajuda a me distrair e também a ter um entendimento mais crítico de tudo o que está acontecendo.

Hoje, eu consigo ver que existe sim uma pressão e que existem relações tóxicas dentro da academia. Por uma imensa sorte, meu orientador é uma pessoa incrível. Não sei bem se foi sorte, pois eu o escolhi já sabendo que ele tinha certas características que batiam com as minhas. Isso foi uma escolha consciente e que deu certo, mas também pode-se dizer que foi sorte pois ele poderia não ter aceitado o meu convite para me orientar e, na prática, ele também poderia não ser como eu esperava. E tem sido ótimo. Ele é muito consciente também desse lance da “depressão acadêmica”, e fica atento a isso o tempo todo, diminuindo a pressão e acertando o foco sempre que necessário.

Nos últimos dias tivemos uma reunião de um dos grupos de pesquisa que participo, e uma aluna que está iniciando o pré-projeto para o mestrado disse que estava muito estressada, visivelmente com questões individuais que ela deveria tratar em uma terapia. E fazer terapia é importante para todo mundo. A primeira coisa que quero te falar, então, é: por favor, não ache que seus problemas e questões internas vão se resolver sozinhos. Mestrado, doutorado, até mesmo a faculdade em si, são cursos que trazem um volume imenso de atividades à sua vida. O problema não está no meio acadêmico, mas em você se cuidar, ser compassivo/a consigo mesma/o, entender que cada pessoa está em uma fase diferente, não se cobrar tanto, se organizar, enfim.

Eu também acho que rola uma espécie de “fetiche acadêmico” de dizer “nossa, estou finalizando a dissertação e estou sem dormir” ou “posso dormir quando estiver morto”. Esse tipo de discurso é alimentado diariamente e, com sinceridade, acho que não ajuda em nada. Venho tentando eu mesma não repetí-lo, porque é muito fácil você dizer determinadas frases apenas para o outro ter empatia e vocês se confortarem. Sim, existem problemas, mas, mais uma vez, acredito que foco seja tudo na vida. E eu prefiro focar no meu desenvolvimento intelectual, no meu trabalho, enfim, nas coisas boas dele, e não nas supostas coisas ruins.

Sobre a dissertação, vários leitores me pediram dicas para focar na hora de escrever. Eu não tenho dicas específicas para a dissertação em si, mas para qualquer trabalho aprofundado que demande produção intelectual. Escrever a minha dissertação demanda um estado de fluxo semelhante a escrever um post para o blog ou uma apostila para um curso. Claro que são demandas diferentes, com técnicas diferentes. Mas, em termos de foco, dá no mesmo.

O que posso dizer, sem sombra de dúvidas, é sobre todos os NÃOs que tenho distribuído para conseguir focar na dissertação. Veja, a vida continua. O mundo continua girando. Existem coisas que não posso tirar, especialmente no meu trabalho, que garantem o meu sustento (e até a possibilidade de fazer um mestrado). Mas existem MUITOS projetos que podem esperar. E estou fazendo todos eles esperarem. Especialmente projetos meus, particulares. Mas também projetos acadêmicos.

Outro dia escrevi um post sobre “coisas que deixei de lado para ter o que tenho”. Gente, para cada SIM que digo, disse uns 450 NÃOs. É impossível “listar” tudo o que deixei de lado pois são infinitas coisas. E outra, qual o ponto de listá-las? Prefiro dar atenção ao que eu disse SIM – essas sim relevantes o suficiente para fazerem parte da minha vida no momento e me permitirem ter foco. Deixar outras coisas de lado significa justamente não focar nelas, então para que perder tempo tentando listá-las? Não, não. Não me peçam isso e, por favor, fica de recomendação que você também não o faça. Não leva a nada, a não ser a frustração.

Eu tinha planejado dedicar o meu mês de julho para o mestrado da seguinte maneira:

  • primeira semana: artigo da última disciplina
  • segunda semana: fechar o artigo do evento que participei no sul (prazo: 15/7)
  • terceira e quarta semanas: dois capítulos da dissertação

No entanto, nas duas últimas semanas do mês eu passei por uma transição enorme, que impactou completamente a minha vida e me colocou em um turbilhão de coisas acontecendo. Ainda não me sinto preparada para falar mais sobre isso, mas em algum momento falarei. O que você precisa saber é que foi TRASH. E o fato prático é que não consegui cumprir o meu prazo. Entregar esses dois capítulos no início de agosto era o melhor dos cenários, no entanto. Como não eram prazos apertados, não me estressei. Gente, a vida é isso aí. Se eu for me cobrar por todas as coisas que eu não fiz no prazo “desejável”, certamente vou enlouquecer. (Para vocês terem uma ideia, o prazo real é final de novembro. Eu que queria entregar antes.)

Conversei com o meu orientador agora no início de agosto, expliquei o que aconteceu e reorganizamos nosso cronograma. Projeção otimista: finalizar até o meio de setembro. Se não for possível, finalizar em outubro. E tá tudo bem. Claro que isso não significa deixar para a última hora. Eu quero entregar antes. Mas me dá uma perspectiva um pouco melhor, sabe? Não preciso ficar desesperada.

Para conseguir focar na entrega da dissertação, esses foram os ajustes que fiz – apenas no nível acadêmico:

  • tirei todas as leituras que eu estava em andamento e deixei apenas as leituras necessárias para a dissertação
  • desisti de participar como ouvinte de uma das disciplinas (prefiro focar o horário na escrita da dissertação)
  • desisti de participar de um seminário do grupo de pesquisa que acontecerá em outubro
  • desisti de ministrar duas disciplinas que eu fui convidada para um programa de MBA (tenho a vida toda para fazer isso)
  • resolvi não fazer o estágio docência neste semestre (acompanhamento pedagógico com um professor para pegar didática em sala de aula de graduação)
  • não vou participar de absolutamente NENHUM evento apresentando trabalhos
  • não vou produzir mais nada em termos acadêmicos (artigos etc.) além da dissertação
  • não vou pensar no pré-projeto para o doutorado (só depois da entrega da dissertação)
  • toda semana, tenho pelo menos uma meta relacionada à dissertação, como por exemplo: finalizar o capítulo 2

Isso para mim já fez toda a diferença. Tudo isso são atividades que poderiam não tomar tanto tempo, mas tomam tempo. Um pouquinho aqui e um pouquinho ali já fazem muita diferença.

Isso porque nem entrei no aspecto profissional da empresa e no pessoal. Vish, muita coisa incubada. E tô super sussa com relação a isso.

Para a escrita em si, eu não tenho muito segredo, pois ESCREVER faz parte da minha rotina. Eu sou escritora. Todos os dias escrevo. Para a dissertação, vale o mesmo raciocínio. Leio e estudo todos os dias, assim como escrevo um pouco todos os dias. Para mim, não funciona essa coisa de “vou bloquear um período na minha agenda para escrever na quinta de manhã”, porque na quinta de manhã posso estar sem pique e energia para escrever. Eu organizo todas as minhas atividades na vida de modo que eu consiga aproveitar o melhor de cada momento para fazer o que a minha energia proporciona como melhor alternativa para que eu faça. Simples assim. Como dica, diria que você precisa se conhecer e entender o que funciona melhor para você em termos de fluxo de trabalho. Tem gente que prefere bloquear o tempo na agenda. Sabe? Então não tem certo ou errado, mas testes e manter o que funciona.

Estou dizendo NÃO a um monte de projetos novos simplesmente porque, quanto mais tempo eu abrir na minha agenda, mais tempo terei para escrever e terminar logo a dissertação. É assim que funciona para tudo na vida, gente.

Uma dica rápida que pode ajudar é sobre a lista “depois de”. ->

Categoria(s) do post: Tecnologia

Praticamente todos os dias recebo essa pergunta pelo meu Instagram, então achei que seria legal criar um post para usar como referência.

Sempre quis comprar esse fone que corta ruídos da marca Bose. Há muitos anos. Mas o preço dele estava completamente fora da realidade para mim. Em fevereiro, fiz uma viagem para Portugal e reservei um valor para comprá-lo lá fora. Comprar coisas assim vale a pena quando é nos Estados Unidos, porque pagando em euro fica caro também – mas ainda mais barato que comprar no Brasil. Eu paguei por volta de 350 euros na loja do aeroporto.

O que eu achei: para ele funcionar no recurso de cortar ruído, você tem que habilitá-lo no modo bluetooth, então é mais um gadget para você lembrar de carregar no dia a dia. Mas isso não é um problema – ele dura muito, em termos de bateria. Tipo, usando todos os dias, várias vezes ao dia, a bateria dele dura de 5 a 7 dias para mim.

Também dá para usar com cabo (fio), mas praticamente não uso assim, pois com o meu celular funciona melhor com o bluetooth mesmo (tenho um iPhone 8).

Eu uso para andar na rua, ônibus, metrô, trânsito, shopping e outros lugares lotados. Em casa, quando estou sozinha, gosto de colocar uma trilha sonora de fundo para trabalhar e realizar outras atividades. Às vezes meu filho está jogando vídeo-game online na sala e falando com os amigos, e eu fico na minha poltroninha lendo meu livro enquanto estou na companhia dele. Já me acostumei super. Faz parte da minha rotina.

O que eu realmente acho, no final das contas: é um fone caro. Se para você é um investimento real, tipo “vai me fazer falta essa grana”, eu recomendo que você compre outro modelo mais barato. Eu tenho um fone (com fio) da Sony, daquele modelo XBass (deixa os graves mais acentuados), que funciona muito bem – basta colocar música de fundo que ele até corta os ruídos. Não é igual ao Bose, claro, mas o Bose não corta 100% dos ruídos. Eu esperava que cortasse mais. Então assim, se você andar na rua com ele, você consegue ouvir os carros, as buzinas e os ruídos, mas bem baixinho. Mas não quero ser injusta. Cortar 100%, acho que só aqueles fones de quem trabalha em obra ou construção.

Se eu achei que valeu a pena? Valeu. Já comprei, então uso bastante. Sabe? Mas é um preço bem caro, especialmente comprando direto aqui no Brasil. Se você busca um fone apenas para estudar e cortar o ruído, recomendo que compre qualquer fone em formato de concha (aquela almofadinha externa) e ouça música ou ruído branco. Você vai pagar (possivelmente) 10x mais barato. Não é igual, mas pelo menos você economizou.

Caso queira encarar o preço do Bose, ou se preço não for um problema para você, acredito que valha o investimento. Certamente é um fone para toda a vida, e que hoje considero essencial na minha rotina. Levo para todo o lado. Eu sou uma pessoa que PRECISA de silêncio, e barulho chega a me fazer mal, me deixar meio perturbada. Então ele foi um investimento que, para mim, valeu.

Eu tenho um critério para produtos caros que me permite analisar bem se vale a pena ou não, que é: se esse produtos acabar, quebrar, eu perder ou for roubado, eu compraria de novo? Neste caso, sim, então a conclusão é que se trata de um produto que, para mim, é essencial.

Espero que minhas considerações neste post tenham sido úteis caso você esteja considerando a aquisição dele. Deixe um comentário se sentir que pode ajudar outros leitores com a sua experiência. Obrigada.22

Categoria(s) do post: Plenitude & Felicidade, Equilíbrio emocional

Foi a pergunta que eu recebi de uma leitora este mês e achei curiosa. Por isso me deu a vontade de escrever este post.

Porque sabe, não tem como a gente fazer tudo na vida. A gente precisa ajustar o foco o tempo todo. Para eu conseguir focar em algo que eu quero, eu vou deixar todas as outras de lado. Isso acontece até mesmo em um nível mais micro, no dia a dia. Para escrever este post, agora, eu estou deixando de lado um monte de outras atividades que poderia estar fazendo, mas não estou, porque optei por escrever o post.

Tudo na vida é uma questão de identificar prioridades. O post que escrevi outro dia, sobre ter muita coisa para fazer e técnicas para ajustar esse foco também pode ajudar no entendimento.

Outro post que também ajuda é o sobre a lista de “depois de”, pois dessa maneira a gente identifica fases da vida que talvez nos sobrecarreguem com algum tema (mestrado, mudança, nascimento do filho, reforma) e consegue ter foco no que precisa focar efetivamente no momento, e deixar o restante para reanalisar depois que essa fase passar.

Se eu tive que abrir mão de alguma coisa para conseguir outras? Claro que sim, como todo mundo. A grande questão é: me sinto tranquila com essas escolhas? Os posts linkados acima mostram quais são as minhas técnicas para desenvolver essa tranquilidade nas decisões, mas este e este podem ajudar também.

Achei a pergunta curiosa porque eu sinceramente achava que isso era um entendimento que todos nós temos, mas percebi que era uma dúvida que poderia ser comum a outras pessoas.

Para tudo o que você diz SIM, você está dizendo NÃO a todo o restante. Simples assim. Organizção é dizer SIM às coisas certas. Por isso todo esse trabalho que nós temos por aqui. 😉

Categoria(s) do post: GTD™, Tecnologia

Bem, quando fiz o post falando sobre o OmniFocus, comentei com vocês que o meu teste com a ferramenta tinha sido ok, mas que eu estava sentindo falta de ter uma ferramenta com elementos mais visuais. Por esse motivo, resolvi voltar a usar o Trello para as minhas listas do GTD™. Este post então traz um pouquinho como estou fazendo, e espero que sirva como um guia.

Eu criei um time para as listas, um time para arquivos de suporte a projetos e um time para referências.

Dentro do time de listas, eu coloquei todas as categorias e os horizontes do GTD. Ainda estou migrando os horizontes mais elevados e vendo se prefiro manter aqui ou no Mind Meister, que tem sido a minha preferência nos últimos anos. Não é um processo que me atrapalha, pelo contrário – adoro revisar essas informações e pensar na minha vida.

O que eu gosto muito no Trello é dessa possibilidade de deixar uma imagem linda e inspiradora de fundo em cada um dos quadros. Troco frequentemente, sempre que sinto vontade.

O quadro AGUARDANDO eu preferi separar do quadro de Próximas Ações porque eu coloquei um power-up (recurso) nele que me ajuda a gerenciar melhor. Aprendi com um aluno meu a fazer isso (obrigada, Bozo).

Está meio incompleto porque ainda não terminei de passar todos os itens para cá.

Dá para ver, em cada card, o power-up chamado “Custom Fields” em ação. Você pode personalizar campos dentro do card, e para este quadro de aguardando, onde coloco tudo o que estou aguardando de terceiros, eu deixo habilitado o campo de data (para saber desde quando estou aguardando aquilo) e o campo de texto para colocar o nome da pessoa.

Acho que é uma maneira bem bonitinha de armazenar essas informações. Reviso semenalmente, arquivo os cards que já me enviaram resposta, cobro quem eu tenho que cobrar.

As colunas estão com categorias avulsas, apenas para eu distribuir melhor os itens visualmente no quadro.

O quadro de PRÓXIMAS AÇÕES é muito importante e, junto com o calendário (que fica na agenda do Google), é o quadro que fica aberto o dia todo para eu ir escolhendo e executando as ações de acordo com o contexto em que eu estiver.

Cada coluna é um contexto.

A primeira coluna é a caixa de entrada. Eu pego o endereço de e-mail do quadro, salvo no meu Gmail como endereço na minha lista de contatos (“Caixa de Entrada – Trello”), pois assim todo e-mail que recebo que preciso armazenar no Trello, eu envio e cai diretamente aqui nessa coluna, que eu processo diariamente.

De acordo com o contexto em que estou ao longo do dia, vou revisando as ações que tem nele e escolho o que fazer entre os compromissos do meu calendário. Quando concluo uma ação, eu arquivo o cartão.

O quadro de PROJETOS traz todos os meus projetos que estão em andamento. Não vou me estender muito aqui porque eu tenho um post super detalhado que mostra como eu uso o Trello para gerenciar projetos.

Uso uma extensão do Google Chrome chamada “Total Cards” para saber quantos cartões tenho em cada quadro e em cada coluna. Me ajuda especialmente no caso dos projetos, para saber a quantidade deles.

Também uso o power-up de custom fields aqui para inserir a data de início do projeto. Sei que dá para ter essa informação dentro do card, no histórico, mas assim fica mais visível e prático para mim.

Lá no post que linkei sobre projetos no Trello eu explico sobre os quadros de suporte a projeto. Essa explicação será útil mais adiante, quando falarei sobre essa categoria de informações.

Em ALGUM DIA, TALVEZ estão todos os itens incubados. Cada coluna é uma categoria, que me ajuda a organizar melhor os itens que coloco ali dentro. Ainda não terminei de migrar tudo. Essa categoria é sempre a que mais tem coisas no GTD.

Os outros horizontes ainda estou migrando.

Nem todo projeto precisa ter um quadro só dele, mas existem projetos mais complexos que precisam. Quando é assim, crio o quadro e compartilho com outras pessoas, se for o caso.

Isso é bem útil para gerenciar informações de projetos maiores que estejam em andamento.

Como eu falei, no outro post que escrevi sobre projetos no Trello eu explico com bastante detalhes. Veja lá. 😉

O time de referências traz alguns quadros que são úteis para mim, especialmente a catalogação dos temas abordados no Vida Organizada e outros.

Eu sinceramente gosto muito de organizar o que é referência no Evernote, mas aqui no Trello também tem uma disposição interessante para algumas categorias. Como comentei ali em cima, não é um problema exatamente, porque eu tenho um processo mental que faz as ferramentas funcionarem para mim. Não fica confuso em nenhum momento, porque se eu quero encontrar algo para consulta, de referência, só pode estar em dois ou três lugares. É bem tranquilo.

Em “Concluídos 2019” eu jogo os cards de projetos e objetivos que eu for concluindo este ano. Desta maneira, consigo fazer esse balanço do que realizei e posso escrever aqueles posts de objetivos / projetos concluídos no trimestre aqui no blog. XD

Enfim, existe toda uma lógica que faz sentido para mim e, portanto, tem sido a minha ferramenta preferida atualmente. Lembrando sempre que o importante é ter um método ou processo pessoal seu, e que ferramenta nenhuma faz milagre.

Uma coisa que eu estranhava muito antes eram as próximas ações, mas consultando pelo celular qualquer quadro do Trello fica com aparência de lista, então tem funcionado super bem.

Seguem outros textos aqui no blog que podem te ajudar a usar o Trello junto com o GTD:

Tem também o guia oficial da David Allen Company, para quem quiser ler em inglês.

Mais alguém usa o Trello para o GTD? Por favor, deixe um comentário contando um pouco sobre a sua experiência.

Categoria(s) do post: Plenitude & Felicidade, Equilíbrio emocional, Hábitos

No início do mês, perguntei a vocês quais os temas relacionados a FOCO vocês gostariam de ver aqui no Vida Organizada e, desde então, tenho buscado trazer esses conteúdos para vocês. Espero que estejam gostando. 🙂

Hoje eu gostaria de tecer alguns comentários sobre uma sugestão que muitos de vocês me deram, que foi referente a: “Thais, como consigo manter o foco na vida, em tantos aspectos, quando os pensamentos negativos ficam invadindo a minha mente?”. Achei o tema interessante, e venho pensando nele desde então para poder trazer uma resposta a essa pergunta que eu realmente acredito que ajude.

Eu tenho dois posts aqui no blog que podem contribuir com a nossa discussão aqui:

No método Vida Organizada, o primeiro passo para organizar qualquer coisa é simplesmente destralhar. Não é possível organizar tralha. E tralha se refere a tudo aquilo que não faz bem, que “já deu”, que não faz mais sentido manter na nossa vida, na nossa casa, em tudo.

Eu aprendi, com os anos, que existem algumas situações no nosso dia a dia que, quando acontecem, podem me levar a ficar desanimada ou a pensar negativamente. Por isso, gostaria de convidar você, depois de ler os textos linkados acima, a refletir sobre a possibilidade de destralhar as seguintes coisas na sua vida:

  • Pessoas negativas. Devido ao budismo, sinto muita compaixão pelas pessoas e, por isso, sempre quero ajudar quem não está muito bem. A experiência nos últimos anos, no entanto, me ensinou que eu também preciso ser compassiva comigo mesma. Tentar consertar pessoas negativas não era uma responsabilidade minha. Eu me machuquei muito nos últimos anos tentando me relacionar com algumas pessoas que simplesmente traziam muita negatividade. Demorei para entender que eu não podia ajudar quem não quer ser ajudado, e como aquilo estava impactando na minha vida. Por isso, eu decidi focar nas pessoas que eu amo e que me fazem bem, que já são muitas, e “deixar partir” aquele tipo de pessoa que não me deixava bem. Tenho um post aqui no blog chamado curadoria de amigos que pode ajudar nesse processo, se você quiser encarar.
  • Atividades que não me fazem bem. Se você sente que, quando faz determinadas atividades, isso te deixa propensa/o a agir de uma maneira que não te agrada, evite essas atividades. Exemplo: frequentar um lugar que não te agregue em absolutamente nada. Ler notícias sobre política brasileira. Sei lá, às vezes acho que a gente precisa colocar a nossa sanidade em primeiro lugar. Isso vale para reuniões e outros projetos.
  • Objetos que não uso mais. Guardar em casa um objeto que eu não uso não significa apenar perder espaço com ele, mas alimentar uma atitude de deixar as coisas como estão, mesmo as que incomodam. Quando você inicia esse movimento para tirar a tralha de casa, isso de alguma maneira impacta o seu eu interior, que vai levar essa energia para outros aspectos da sua vida. Livre-se da tralha em casa e no seu escritório e você verá a mudança que essa limpeza trará para a sua vida.

De modo geral, a dica é olhar para a sua vida como um todo para identificar o que não faz mais sentido, e tirar. O foco não está em eliminar situações apenas, mas em manter aquilo que você quer ter mais na sua vida.

Existem outras quatro práticas diárias que me ajudam a lidar com pensamentos negativos todos os dias também:

  1. Pensar que a atitude mental positiva é uma moeda de dois lados. Sempre que eu penso em algo com teor negativo, eu me pergunto qual a visão positiva daquilo. Isso mudou a minha maneira de lidar com todas as coisas, diariamente.
  2. Se eu estiver desanimada, muitas vezes é apenas cansaço. Em vez de me preocupar ou me forçar a tomar uma decisão, eu durmo. Não consigo contar quantas vezes eu estava prestes a desistir de algo em uma noite e, no dia seguinte, descansada, eu consegui pensar melhor em como manter aquilo de forma mais saudável na minha vida.
  3. Escrever um pouco sobre a minha vida e os meus pensamentos. Pode ser tanto no papel quanto no computador, mas essa atitude de parar, colocar ordem nos pensamentos para conseguir escrever e simplesmente colocar tudo para fora me ajuda bastante a lidar com meus pensamentos de todos os tipos.
  4. Ler livros, textos, assistir vídeos que me deixem bem.

Espero que este texto te ajude a lidar com os pensamentos negativos e que você consiga me deixar um depoimento nos comentários dizendo como foi implementar essas práticas. Obrigada desde já. 🙂