Categoria(s) do post: Diário da Thais

Todo último dia do mês eu gosto de fazer um apanhado de como foi o mês que está terminando para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente. Quem for novo aqui no blog pode gostar de saber que faço isso mensalmente. É uma boa oportunidade de rever projetos concluídos, projetos adiados, iniciativas diversas e acontecimentos. Você também pode fazer uma versão sua, se quiser, para guardar de recordação.

Especialmente nesse momento de quarentena, fazer um acompanhamento diário de todos os dias do meu mês no Bullet Journal tem sido bastante especial porque me permite pensar sobre cada dia da maneira como merece: um dia a mais de vida, um dia que merece ser bem vivido. Caso você queira saber como faço esse acompanhamento, eu explico em alguns vídeos no meu canal que são chamados de “plan with me”. Você pode verificar lá.

Abril foi passado inteirinho em quarentena. Eu saí de casa apenas duas vezes – uma para ir ao mercado e outra para levar o dog na veterinária, na primeira consulta dele. No restante do tempo, fiquei em casa. Confesso que tem dias mais fáceis que outros. De modo geral, fiquei bem, mas tive uma meia dúzia de dias mais difíceis ao longo mês – especialmente um dia em que dormir muito mal e passei o dia seguinte desanimada e com dor de cabeça. Mas, sinceramente, foi a minoria, e de modo geral fiquei bem e todos nós aqui em casa também.

Não é fácil ficar em quarentena. Por mais que a gente goste de ficar em casa, tenha espaço para trabalhar, consiga dividir as atividades, sempre é difícil porque mistura um montão de outras coisas – preocupação com o fim da pandemia, a situação da escola do filhote, nosso trabalho, enfim, como todo mundo.

De modo geral, tenho abrigado esse sentimento por entender que é normal se sentir fora do normal. E é o que eu tenho tentado passar com os conteúdos que crio também.

Em termos de trabalho, abril foi um mês de bons projetos profissionais.

De 20 a 27 eu ministrei um curso gratuito online sobre como se organizar e planejar a vida mesmo em tempos de pandemia. Eu me doei 300% pra esse curso e senti que ele foi realmente útil para as pessoas que participaram. Tivemos um pico de mais de 2 mil pessoas assistindo as aulas. Isso foi muito maravilhoso. Foi criado um grupo no Facebook para interação dos alunos, e após o dia 3/5 o curso ficará disponível apenas para os alunos do meu curso regular.

Aliás, foi aberta a terceira turma desse curso. Ele é completamente online, com uma programação para o ano inteiro, e tem bastante gente que já ingressou nessa nova turma, que começa em maio. Ainda dá tempo de se inscrever (apenas até domingo, 3/5). Eu estou fazendo um valor super promocional para facilitar o pessoal que quer se inscrever nessa quarentena.

Além desse projetão, eu iniciei também em abril uma série de 30 LIVEs, uma por dia, todo dia às 17h (horário de Brasília) no meu canal no YouTube e no meu Instagram, simultaneamente, para discutirmos temas relacionados ao bem-viver em casa durante a quarentena. A ideia é termos um ponto de encontro todos os dias, rápido, de cerca de 30 a 40 minutos, para ficarmos bem. Já foram mais de 15 LIVEs até o momento.

Aqui no blog a gente prosseguiu falando sobre ficar bem em casa, e acredito que tenhamos tido bons posts sobre o tema. Amanhã entra a Carta da Editora de maio, onde explico o tema que norteará os posts do novo mês.

Alguns posts bacanas de relembrar:

Um projeto grande que está em andamento mas ainda não finalizei é o manuscrito do meu novo livro, sobre organização dos estudos. Eu gostaria de ter terminado em abril mas o curso gratuito me tomou muito tempo e energia, e precisei adiar. Devo finalizar agora em maio. A previsão de lançamento é no segundo semestre, ainda sem data exata devido ao momento que estamos vivendo, a pandemia e tudo o mais.

Ah, eu também finalizei a revisão técnica da tradução do livro do GTD Workbook, que deve ser lançado pela Ed. Sextante ainda este ano, também sem data definida. Todo mundo está se reajustando devido à pandemia.

Aqui em casa as coisas vão bem. Estamos todos com saúde. Paul teve um contratempo com conjuntivite – estava com o olho irritado desde o início do mês, aí fizemos uma consulta online com uma oftalmologista pediátrica e ela diagnosticou. Mas poucos dias usando o medicamento ele já melhorou, ainda bem. Por isso, não precisamos ir ao hospital e nos expôr ao vírus. Agendamos pelo Dr. Consulta e recomendo.

Ainda sobre o Paul, este mês ele completou 10 anos de idade e nós cantamos parabéns via webconferência, com os amigos, a família, todo mundo que pôde. Foi bem divertido e eu pretendo compartilhar como fizemos e nos organizamos em um post em breve.

Nós também adotamos um cachorrinho, o Stanley, que mudou completamente a nossa dinâmica aqui em casa, mas já é totalmente parte da família.

Eu estou em um momento bastante introspectivo da minha vida e querendo me expôr menos, ficar mais quietinha, então respeitarei isso enquanto durar. Mas continuo postando aqui e em todas as redes diariamente, como sempre faço. 😉

Espero que você tenha tido um bom mês de abril, apesar das circunstâncias. Se quiser comentar como foi, deixe um comentário. Obrigada.

Categoria(s) do post: Curtindo a casa

Agora que estamos passando 24h em casa, cada vez mais eu vejo a importância da criação de um ambiente que atenda as nossas necessidades e que seja limpo, organizado e aconchegante. Eu já tinha essa percepção antes, claro, até mesmo pela natureza do meu trabalho, mas conversando com amigos e familiares eu venho percebendo como é um entendimento global realmente, e como todos estão passando a dar mais valor para alguns elementos em casa. Neste post, compartilho com você alguns que eu particularmente notei.

A entrada

Eu sempre gostei da ideia de a entrada ter um centro de comando e ser o “amor à primeira vista” de quem visita a casa. Nós não recebemos muito visitas – agora, não recebemos nenhuma, devido à quarentena. Mas valorizar esse espaço na entrada é importante para que ele nos recepcione quando saímos. Já há mais de uma década temos o costume de tirar os sapatos antes de entrar em casa, mas a sapateira ficava dentro, logo após a porta da sala. Agora ela fica fora. Também temos um banco para calçar e tirar os sapatos quando saímos e chegamos. Colocamos uma lixeira bonitinha. E também colocamos uma cesta com alguns produtos de higiene básicos, para termos sempre que chegarmos. Ainda queremos melhorar visualmente essa área, mas faremos isso quando continuarmos a reforma da garagem, em um futuro breve.

Superfícies vazias e limpas

Hoje temos uma bancada na área de serviço que serve para limparmos e higienizarmos os itens que chegam da rua. Eu duvido que vamos mudar isso quando a circulação foi liberada. Essa prática de higienizar os pacotes é uma boa prática de modo geral e pretendemos manter. O que eu quero fazer na área de serviço é talvez encomendar um móvel planejado para essa parte, para ficar mais harmônico visualmente. Também só quando voltarmos a circular.

O outro ponto é sobre manter as superfícies vazias e limpas. Eu já era fã disso antes mesmo da pandemia, mas agora mais ainda. Mesas, hacks, cômodas, ilhas da cozinha – tudo o que puder ficar com pouca coisa em cima (ou quase nada), melhor. Mais fácil de limpar e manter limpo, e menos chance de contágio.

Quintal

Puxa, como eu sinto falta desse espaço ao ar livre. Aqui, para tomar sol, tenho que ficar na janela do escritório ou do quarto do nosso filho, que é onde pega sol à tarde. Eu sempre fui a pessoa que gosta de quintal, ter cachorros, fazer horta, ficar lendo sentada em uma cadeira de praia, essas coisas. Nossa casa no momento tem um quintal que não pode ser usado porque está com uma obra inacabada da época do meu pai e da minha avó. Não é algo imediato, mas eu espero que em algum momento a gente consiga demolir tudo, reconstruir, arrumar o quintal para efetivamente usá-lo, ou talvez a gente até mude para uma casa que tenha esse espaço. Não é uma decisão de curto prazo, mas a quarentena me mostrou como eu sinto falta de ter um espaço externo legal.

Menos coisas e mais espaço livre

Mais uma vez, pelo meu próprio trabalho eu já tenho isso como premissa – gosto de ter apenas o necessário e abrir espaço para as energias circularem. Não gosto de coisa acumulada. Mas agora, na quarentena, cada vez mais eu valorizo isso. Olho para o meu quarto e quero reduzir ainda mais a quantidade de coisas. Olho para o escritório e penso: como posso reduzir? A grande verdade é que o Budismo tem me mostrado cada vez mais como “desta vida não se leva nada”, e o mais importante é viver o momento presente com aquilo que é essencial. Vivemos no mundo material, e precisamos ter coisas, mas precisamos ter todas as coisas que já temos? Eu acredito sempre no poder da curadoria, que é eterno, para a vida, então eu continuo nesse processo.

Baixo custo de vida

Esse eu já venho compartilhando bastante a respeito ultimamente, mas diz respeito a diminuir os custos de vida para depender menos de dinheiro. A matemática é simples. Quanto maior a casa, maior o IPTU, maiores as contas, maiores são os gastos com manutenção. Com um carro, você paga gasolina, seguro, IPVA, financiamento (no nosso caso). Tudo na vida demanda custos, isso é fato. Mas já faz algum tempo que eu venho buscando maneiras de reduzir esse custo ao máximo, justamente para não ter desespero com relação a dinheiro em épocas de crise e recessão como essa que estamos vivendo. Ter uma reserva de emergência para esse momento foi fundamental para não entrar em pânico e continuar sustentando o nosso trabalho. Meu marido e eu estamos alinhados com isso e buscando sempre reduzir quando identificamos uma “gordurinha” no orçamento, além do consumo consciente para economizarmos. Sempre tem coisas que ainda podemos reduzir, e a ideia é ir aperfeiçoando isso com a vida mesmo, pois até nos permite investir nas coisas certas quando precisamos.

Cozinha e banheiro limpos

Nunca lavei tanta louça quanto nessa quarentena! E isso porque somos em três pessoas em casa! O tempo todo geramos louça, porque o tempo todo estamos usando as coisas por aqui, preparando refeições e tirando potes da geladeira para lavar. A cozinha e o banheiro são os cômodos mais intensamente usados, então mantê-los limpos é uma prioridade. Como antes não ficávamos o dia todo em casa, é uma mudança e tanto na dinâmica de limpeza, mas vale a pena.

Janelas abertas e aromaterapia

Todos os dias eu abro as janelas da casa para o ar circular e coloco algum elemento aromático no espaço – incenso, difusor, o que quer que seja. Faz muita diferença na vibe da casa, que tende a ter um cheiro padrão dos moradores. Com os cheirinhos diferentes que coloco, isso quebra a sensação do looping e dá um novo ar (literalmente) aos cômodos.

Tecnologia usada de forma mais inteligente

Ter um robozinho aspirador pode ser uma boa para a gente não perder tempo todos os dias varrendo e aspirando a casa, já que agora a usamos mais. Entregas pedidas pelo celular ou pelo computador se tornaram praticamente padrão. Uso de streaming para vídeos, filmes e séries substituiu completamente a tv a cabo (que já tínhamos cancelado há uns três anos). Vivendo mais em casa, temos repensado a tecnologia em todos os sentidos, para que nos apoie quando precisamos dela, sem gastos desnecessários.

E você, notou alguma diferença de percepção sobre a sua casa depois que começou a quarentena? Compartilhe nos comentários.

Categoria(s) do post: Plenitude & Felicidade

Muitas vezes, trabalhar no looping diário da quarentena pode ser exaustivo ou desanimador. Os dias parecem os mesmos. Para ajudar nessa questão, trouxe algumas dicas e abordagens que você pode querer ter no seu repertório caso precise deles em algum momento nas próximas semanas.

Quebrar o looping

Levantar da cama, trabalhar e voltar pode passar a impressão de você viver o “dia da marmota” – todo dia igual. Algumas coisas simples podem ser feitas para quebrar esse looping.

A primeira é aquela rotina básica do dia. Levantar, abrir a janela, fazer a cama, trocar de roupa. Algo que diga para o seu cérebro que você acordou e é um novo dia.

Regular o sono (pelo menos um pouco), procurando ir dormir todos os dias no mesmo horário (e acordar) também pode fazer seu corpo ficar mais estável em todos os sentidos e você se acostumar melhor à sua energia ao longo do dia.

Estabelecer alguns horários de limite também pode ajudar. Parar de trabalhar às 19h, parar de responder mensagens às 20h, desligar eletrônicos às 22h. Os horários obviamente podem ser personalizados. Mas estabelecer esses limites pode te ajudar a desligar-se de um contexto e entrar em outro.

Você também pode usar o domingo como um dia “reset” da sua semana. Use para fazer atividades de autocuidado, planejar a sua semana, preparar algumas comidinhas ou fazer algo completamente diferente dos outros dias – que seja descansar o dia todo. Isso te ajuda a saber que é domingo e que uma nova semana está começando.

Assumir o controle da comunicação e dos eletrônicos

Por mais que te liguem o dia inteiro no trabalho, você ainda tem o controle, estando isolado/a em casa. Portanto, veja a possibilidade de implementar algumas das estratégias abaixo:

  • Desligar as notificações e acessar suas mensagens em intervalos
  • Impôr limites de horários para ligações do trabalho (“só atendo o telefone à tarde” ou “não atendo o telefone após às 20h”)
  • Ler as notícias apenas uma vez por dia para não se deixar “contaminar”
  • Inserir limites de uso dos apps de redes sociais para evitar o “scrolling” sem propósito
  • Agendar a resposta e o envio dos e-mails, em vez de responder de imediato
  • Determinar um limite ou propósito para a tv ligada – assistir especificamente um filme ou série ou programa, em vez de ficar “navegando”

Prestar mais atenção em pequenas e simples coisas

Algumas atividades de mindfulness podem ser úteis, tais como:

  • Fechar os olhos e prestar atenção no ritmo da sua respiração durante alguns minutos
  • Fechar o navegador antes de responder e-mails complicados
  • Tomar um banho sem pensar em nada
  • Fazer um alongamento simples para esticar o corpo e estalar as articulações
  • Olhar pela janela ou varanda durante alguns minutos
  • Fazer uma refeição sem olhar o celular ou conversar, prestando atenção apenas na comida
  • Cheirar uma fruta madura na sua despensa
  • Ouvir sua música preferida com o fone de ouvido
  • Perguntar-se: qual a próxima coisa mais importante que devo fazer? E fazer

Um aspecto da ansiedade que eu sempre me recordo é que se trata de temer o futuro ou pensar muito nele. Técnicas que foquem em viver o momento presente ajudam a gente a pelo menos se distrair quando a gente se sente assim. Espero que o post te ajude nesse momento. É o que tenho indicado aos meus amigos. 😉

Categoria(s) do post: Linkagem

A linkagem de domingo traz alguns textos que li e gostei ao longo da semana, assim como links e ideias para coisas que eu estou curtindo no momento. Não necessariamente têm a ver com organização mas, de alguma maneira, estão relacionados a tudo o que eu publico aqui no blog.

Amanhã é a última aula do nosso curso online gratuito. as aulas ficarão disponíveis apenas até terça, dia 28. Ainda dá tempo de participar. Clique aqui.

Bom domingo e uma semana com saúde para você e os seus.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Existem algumas maneiras que tenho descoberto de ajudar mais o comércio local e quis compartilhar com vocês aqui no blog.

Alguns comércios estão fechados mas podem trabalhar entregando produtos sem permitir a entrada de pessoas (apenas na porta) e outros estão apenas fazendo entregas. É fundamental conhecer como está na sua cidade para saber o que é permitido fazer.

Todos precisamos consumir algumas coisas e a minha proposta é que você compre dos comerciantes locais e pequenos para ajudá-los em vez de compras dos grandes (que não vão quebrar nessa crise) pela Internet.

A primeira coisa que quero recomendar é que você explore o Google Maps do seu bairro para verificar quais os estabelecimentos que existem.

Depois, você pode listar os estabelecimentos que normalmente fazia compras antes. Não só mercados e farmácias, mas roupas, mercearias, papelarias e outros.

Busque por esses estabelecimentos na sua região, no Google Maps. Pegue os números de telefone de cada um deles.

Programe-se para ligar ao longo da semana para entender como estão funcionando (se estiverem), os horários e como funcionam as entregas, se eles têm produtos com fotos, preços disponíveis para consulta etc. É incrível como a maioria não tem, então você pode até sugerir que eles usem um veículo fácil para postar, como o Instagram.

Algumas dicas adicionais:

  • Consuma o que você precisa. Sua saúde financeira é importante também. Todos queremos e devemos ajudar dentro das nossas possibilidades, mas não quero incentivar elevação de consumo apenas para substituir o tédio de estar dentro de casa (acho que deu pra entender, hehe). Todos nós precisamos consumir coisas mesmo em quarentena. Essa é a ideia.
  • Seja flexível e paciente com os comerciantes. Muitos nunca trabalharam com outra modalidade além de portas abertas e esperar os clientes entrarem. Estão todos se adaptando. Talvez demorem para entregar, não tenham muitas maneiras de cobrar, enfim, seja paciente e compassivo, e dê dicas também, se achar apropriado.
  • Faça uma compra que valha o frete. Não faça o comerciante se deslocar para te levar um único produto pequeno, mesmo pagando o frete por isso, porque deslocamentos devem ser evitados sempre que possível por conta do contágio. E também aproveite para fazer valer o frete que você vai pagar.
  • Evite barganhar e pedir promoções, porque muitos comerciantes já estão quase fechando as portas devido à quarentena. Seja legal. Se o cara tiver promoções, tudo bem, ele provavelmente pode fazer e, comprando, você o ajuda. Mas evite pedir se ele não estiver dando desconto.
  • Seja legal. Peça as coisas com educação. Mande um What’sApp dando bom dia, antes de perguntar se o comerciante “tem tal coisa”. Está difícil pra todo mundo, mas com educação e carinho, tudo fica mais fácil.

Espero ter ajudado. Se tiver dicas adicionais e quiser, compartilhe aqui nos comentários. Obrigada!

Categoria(s) do post: Livros, Novidades, Ayurveda

Queridos, esta semana estou 100% dedicada ao curso que está acontecendo online de 20 a 27 de abril lá no meu YouTube. Espero que estejam gostando.

Outro dia publiquei um vídeo comentando sobre todos os meus livros de Ayurveda, os que li, ainda não li, o que recomendo e dicas para começar a estudar a respeito. Percebi que não tinha entrado em formato de post aqui.

Não gosto de fazer um post para anunciar um vídeo mas, neste caso, é um conteúdo que vocês me pediam há bastante tempo, então aqui está:

Espero que gostem. <3

Obrigada!

Categoria(s) do post: Estudos

Sempre que posto sobre as minhas leituras em andamento, recebo comentários com dúvidas sobre como ler livros diferentes ao mesmo tempo. Eu sempre fiz isso, considero normal dentro da minha rotina, e recomendo que a pessoa busque por universidade pessoal aqui no blog, onde explico melhor como faço. Se for o seu caso, pode valer a pena a leitura.

Outra coisa é sobre como organizar a rotina para ler. Também tem um post aqui sobre isso, sobre criar contextos ao longo do dia para leituras e estudos. Claro que deve ser personalizado à vida de cada um.

Mas uma coisa que eu percebi que faz muita diferença é escolher com sabedoria o que ler em determinado momento do dia. O post de hoje não é nada extraordinário – mais uma dica mesmo.

Por exemplo, eu notei que ler alguns tipos de livros de noite, antes de dormir, me deixavam com a mente agitada – pro lado bom ou pro lado ruim. Um exemplo do “lado ruim”: ler algum livro sobre o nazismo, por exemplo, e ir dormir meio chateada. Um exemplo do “lado bom”: ler algum livro sobre algum assunto de trabalho (produtividade, empreendedorismo etc). e ficar tendo mil ideias na hora de ir deitar. Tudo isso deixa a minha mente agitada e não consigo relaxar apropriadamente.

Logo, ao acordar e antes de dormir eu gosto de fazer leituras leves e que me coloquem para cima. É quando leio livros de Budismo, de auto-ajuda, de yoga, enfim, livros que sejam leituras leves realmente. Nem ficção, dependendo, eu gosto de ler antes de dormir, porque fico pensando na história e, como gosto de literatura fantástica, é comum ter sonhos relacionados. (rs)

Livros de história, política, sociologia etc eu prefiro ler ao final da tarde e começo da noite, pois é um período ok, long da hora de ir dormir. Funciona. De modo geral, leituras para o trabalho são feitas do meio da manhã até metade do dia, pois assim até consigo aproveitar as leituras para os materiais que estou produzindo.

Queria então recomendar que você refletisse sobre que tipo de leitura anda fazendo e se tem feito isso no melhor horário do dia para você. Leituras positivas e calmas podem te ajudar a ter uma noite de sono melhor, assim como leituras inspiradoras podem te ajudar a ter um dia melhor desde a hora que acordar.

Categoria(s) do post: Finanças, Plenitude & Felicidade, Hábitos

Tenho usado esse termo bastante ultimamente e diversos leitores têm me pedido para escrever mais sobre o assunto. O post de hoje então traz a minha visão atual sobre o que significa ser frugal e como eu a aplico em minha vida.

O conceito de frugal pode ser associado ao conceito da simplicidade voluntária. Também está relacionado ao minimalismo, apesar de este ter uma pegada “mais elitizada”. Ser frugal é economizar, mas essa é uma versão muito resumida da coisa toda, porque não é exatamente a pessoa ser “pão duro”. É um pouco mais abrangente. É uma pessoa que economiza não apenas para guardar dinheiro, mas com outros princípios. Esses princípios podem ser, como por exemplo, ter uma vida mais segura, mais prudente. Também tem a ver com repensar o consumo, os recursos do planeta. Não tem a ver apenas com dinheiro, mas também com comida, com o tempo gasto. A pessoa frugal é aquela que não gosta de ostentação, de desperdício ou de extravagâncias. Você nunca verá uma pessoa frugal comprando um tênis de marca e postando nas redes sociais, por exemplo.

A frugalidade também tem um teor espiritual. Os franciscanos, por exemplo, ou os monges budistas. Também tem a ver com a proteção ao meio-ambiente, em um espectro mais amplo. Quando você repensa o consumo, impacta na produção, que impacta no produtivismo e em toda uma cadeia de extração e exaustão dos recursos naturais.

O primeiro livro que li que trazia essa noção de frugalidade – e foi quando me identifiquei com esse estilo de vida – foi o “Walden, ou a vida nos bosques”, de Henry Thoreau. Eu li esse livro pela primeira vez em 2007 ou 2008. Lembro que, na época, eu já era uma pessoa com poucas posses. No entanto, achava que poderia simplificar ainda mais. Tive sérias ideias sobre mudança de casa, cidade e país, estilo de vida mesmo. Não queria mais viver em SP. Foi um período interessante da minha vida porque aprendi muito com ele. Depois disso, veio o Budismo, e aprendi sobre o Caminho do Meio que, acima de tudo, mostra que o mundo está na nossa cabeça e em como nos relacionamos com ele, e não necessariamente no lugar onde vivemos. Em resumo, eu não precisava ir para a Índia para meditar e ser budista.

(Apesar de essa ser uma ideia maravilhosa)

Nós, brasileiros, sabemos o que é viver em crise. O país tem muitos miseráveis. O nível de pobreza é altíssimo. A chamada classe média depende de oscilações da economia. Só os verdadeiramente ricos não sofrem com tais oscilações, mas isso independe do país onde vivem. No Brasil é particular porque temos condições bancárias e de crédito esquisitas. Nunca vou me esquecer do Ben Zruel quando ele disse: “o Brasil não permite que a gente seja amador com relação ao nosso dinheiro”. Porque, por falta de informação, ficamos devendo um dinheirão, pagamos juros altíssimos, e isso pode acabar com a vida de uma família.

Você pode dizer então que a maioria dos brasileiros não tem a escolha de ser ou não frugal, de ser ou não minimalista. Infelizmente, o buraco é mais embaixo. O consumo reflete questões culturais – e a cultura se reflete no consumo também. Muitas vezes, o consumo de um produto é uma estratégia de inclusão social. Porém, com a desigualdade que vivemos, isso faz com que uma pessoa parcele em 12x um telefone celular que custa 6 vezes o valor do seu salário ou então que compre um boné roubado ou pirateado apenas para ter algo de determinada marca, para que ele “faça parte”. Questões complexas não são resolvidas com respostas simples. Então não, não é todo brasileiro que é frugal ou minimalista por necessidade. Uma pessoa pode ser pobre e ainda assim se endividar, consumir muito enquanto tem crédito, ou usando o nome de terceiros.

Eu vejo a pessoa frugal como aquela que sabe aproveitar os seus recursos da melhor maneira possível – e aqui sim entra uma quantidade enorme de brasileiros, que faz do limão uma limonada diariamente. Isso serve essencialmente para o tempo – sim, o tempo de vida, do dia, da semana. Não há desperdício, o que não significa que você vai ficar correndo que nem um hamster na rodinha também. Significa que não há desperdício. Que cada hora é aproveitada da melhor maneira possível. Você não fica 1h de madrugada scrollando o Facebook se pode usar essa hora para dormir.

O desperdício se refere aos alimentos também. Você compra a cebola e aproveita todas as partes dela – o caule, tudo. Você aprende a gerar menos lixo. Evita comprar coisas para não ter que lidar com uma embalagem. Reaproveita objetos – o que é diferente de ser acumulador – outra forma de desperdício. E é claro que esse evitar desperdício diz respeito a dinheiro também. Se você tiver que pagar uma conta de hospital muito cara, você vai pagar, se tiver o dinheiro. Isso não é desperdício. Pagar uma academia para não ir é desperdício. Correr no parque é aproveitar os recursos. Estar em quarentena e alugar uma bicicleta ergométrica para se exercitar em casa ou aprender yoga é frugal. Se aplica a absolutamente todos os setores da vida.

As crises podem sim nos reeducar no sentido de implementarmos hábitos mais simples e menos custosos em termos de dinheiro. Pode ser um primeiro passo, um fator de encorajamento, por exemplo. Mas não é necessário passar por uma crise para viver assim. Pode ser um insight espontâneo seu, uma vontade de perceber que não rola desperdiçar vida e recursos pessoais, especialmente quando você já não tem muito. Eu acredito sim que todo ser humano se beneficiaria de um estilo de vida frugal. Não há nada mais desumano que a existência de bilionários em um mundo onde há pessoas morrendo de fome.

Ter um estilo de vida frugal envolve estar atenta/o o tempo todo à vida. Cuido do meu tempo com carinho. Cuido das minhas coisas para que durem mais. Busco uma vida cada vez mais sem lixo. Cuido dos meus gastos, do meu dinheiro. Cuido da minha saúde. Me alimentar melhor significa gastar menos dinheiro com remédios. A gente pode achar que ser frugal sempre vai cair na questão financeira, mas acredito que tenha mais a ver com parcimônia de modo geral, e isso reflete em todos os aspectos, inclusive o dinheiro.

É complexo diferenciar o frugal do minimalista sem fazer um julgamento de valor, e eu particularmente procuro sempre tomar cuidado com isso. Mas vou tentar trazer um exemplo relativamente simples de abordar: livros.

Uma pessoa minimalista pode comprar um Kindle (leitor de e-books) e não ter nenhum livro impresso em casa. Isso é totalmente minimalista. No entanto, a cadeia de produção do Kindle envolve um sistema de exploração e extrativismo muito mais prejudicial que o dos livros em papel. Um Kindle custa 200, 400, 1200 reais (tem vários modelos). Com esse dinheiro, você consegue comprar vários livros impressos, e o livro impresso, por ser de matéria orgânica, se decompõe mais rápido na natureza. Além disso, não depende de recursos de eletricidade (para carregar) e Internet.

De modo geral, acredito que tanto o frugal quanto o minimalista sejam boas pessoas, que estão querendo uma sociedade melhor, e estão fazendo a sua parte, mais do que outras. São estilos diferentes de vida que enxergam no consumo excessivo uma característica complicada da sociedade. Portanto, focar nas diferenças entre eles, para mim, é improdutivo. O foco deveria estar no inimigo comum, e não em apontar diferenças entre pessoas que lutam mais ou menos pela mesma coisa.

É muito difícil você se reconstruir. Eu me considero no meio desse processo. Nunca me identifiquei como uma pessoa minimalista, porque eu gosto das minhas coisas. Gosto de ter uma biblioteca de livros. Mas eu tenho um iPhone, por exemplo. Quando fui trocar de celular, há dois anos, queria um bom celular que me permitisse tirar fotos boas e gravar vídeos para criar esse conteúdo que eu crio no meu trabalho. Analisando as opções, mesmo sendo mais caro, parecia ter um custo benefício melhor. Uma pessoal frugal nem teria um smartphone, eu acho. Compraria uma câmera e evitaria um celular com tantas distrações. Mas eu também acho que não tem uma regra que todos sigam. Penso que, em primeiro lugar, é pessoal, e diz respeito à consciência de cada um, assim como é uma construção mesmo. Você vai aprendendo a ser frugal, e isso envolve repensar hábitos de maneira geral, diariamente.

Em resumo, acredito que ser frugal é obter o máximo da vida, no sentido de aproveitar bem cada recurso – seja tempo, nível de energia, natureza, dinheiro, objetos, relacionamentos. Sem desperdícios, sem abusos, sem ostentação. É uma vida discreta, ligada à natureza, disciplinada e feliz. É assim que me identifico com esse estilo de vida então, e como tenho buscado viver cada vez mais os meus dias.

Categoria(s) do post: Rotinas, Tecnologia, Equipes

Lidar com as pessoas FORA do home-office tem sido um desafio para todo mundo. Trabalhando em escritório, já existe uma dinâmica e as interrupções podem atrapalhar bastante. Mas o envio de e-mails, que ainda é norma no meio corporativo, parece que voltou a se intensificar para todo mundo agora durante a quarentena. Então este post de hoje traz algumas boas práticas em termos de produtividade.

Vale a pena citar que dois pontos são importantes antes de irmos para as dicas:

  1. Nada substitui a equipe conversar e ter uma política de comunicação entre todos. Po exemplo, quando um colega te envia um e-mail, qual a política para responder? Mesmo dia? 1 dia? 2 dias? Isso tem que ser conversado. O que não foi medido, não pode ser mensurado – Peter Drucker. Você não pode ser cobrado de uma regra que não sabe que existe.
  2. O e-mail ainda é a melhor ferramenta de comunicação para trabalho, na minha opinião. Melhor que telefonar, melhor que fazer reunião à toa, melhor que lotar o What’sApp do coleguinha. Justamente pelo caráter menor de urgência e instantaneidade do e-mail, ele é a ferramenta mais compassiva para lidar com o fluxo de trabalho do outro sem que isso prejudique o restante do seu trabalho em si.

Esta semana li um artigo muito bacana do David Allen (para assinantes do GTD Connect) onde ele fala que é importante mecanizarmos o que pode ser mecanizado, especialmente nesse processo de comunicação, pois assim valorizamos mais as conversas pessoais. Logo, veja o e-mail como uma ferramenta útil que te ajuda a não desgastar a relação com os seus colegas e pessoas que convivem com você não apenas profissional como pessoalmente.

Vamos às recomendações então para um bom uso dessa ferramenta em tempos de quarentena e excesso de comunicações entre as pessoas, para um bom convívio de todos.

  • Quando precisar solicitar algo para uma pessoa fazer, coloque no título do e-mail “Ação: descrição” para a pessoa 1) ver que se trata de uma ação e 2) já saber de cara o tema. Isso facilita e até chama a atenção para o seu e-mail, devido à clareza. Exemplo: “Ação: enviar relatório de despesas de março para a reunião de amanhã”.
  • Quando precisar enviar um e-mail solicitando algo, como dito no item anterior, procure enviar uma única demanda por e-mail, e não um e-mail com uma lista com várias demandas. Apesar de parecer mais prático, pois é um e-mail em vez de cinco ou mais, na verdade fica difícil de a pessoa gerenciar, pois ela pode precisar encaminhar para outra pessoa solicitando ajuda com UM item (e seu e-mail tem vários), ou ela pode administrar em algum painel de tarefas e um único e-mail vai mais atrapalhar que ajudar. Um assunto por e-mail é a melhor prática e facilita o gerenciamento do mesmo.
  • Garantir que você está enviando o e-mail para a pessoa certa e incluindo apenas quem for necessário. Se precisar copiar alguém, explique porque está copiando. Por exemplo: “estou copiando o Fulano apenas para ciência” ou “para acompanhamento”. Assim a pessoa sabe por que está copiada e também o que ela precisa fazer a respeito. Isso vale para todas as pessoas que estiverem no campo “para” ou “cc” do e-mail.
  • Se enviou um e-mail, e se a empresa tem uma política de comunicação que diga algo como “respostas em até 24h u 48h”, não fique cobrando a resposta da pessoa em outros canais. É muito desagradável você receber uma mensagem no What’sApp dizendo “oi, te mandei um e-mail!”. Todo mundo já receber TANTAS comunicações- se você enviou um e-mail, e não o What’sApp, é porque o e-mail é o melhor canal. Logo, não tem necessidade – e é até uma forma de desrespeito – mandar outra mensagem em outro canal. A pessoa já vai ser notificada sobre o e-mail.
  • A maioria dos programas de e-mails permite o agendamento para o envio de mensagens. Se não quiser incentivar a cultura de envio de mensagens fora do horário comercial ou aos finais de semana, responda os e-mails no melhor horário para você, mas faça o agendamento para irem na segunda às 8h, por exemplo. O Outlook oferece esse serviço através do recurso “e-mail delivery” (dê uma olhada na sua ferramenta) e, pelo Gmail, ao enviar a mensagem você pode clicar na flechinha do botão “enviar” e “programar envio”.

Cada pessoa tem sua rotina de checagem de e-mails. Por aqui, eu costumo fazer o seguinte:

  • Ao iniciar meu dia, verifico as mensagens para ver se ter algo urgente e já tranquilizo a pessoa respondendo e dizendo que já retorno com mais calma.
  • A cada intervalo – ou seja, cada vez que paro uma atividade e antes de começar outra – eu acesso meus e-mails e processo os novos que chegaram. Processar significa abrir, ler e endereçar corretamente – seja uma ação para mim ou para outra pessoa.
  • O que posso fazer rápido (menos de 2 minutos), faço na hora. O que leva mais tempo, eu adiciono como tarefa no meu Todoist para responder depois, com calma, no contexto mais apropriado (tem uma extensão do Gmail que permite esse adicionar bem facilmente).
  • Quando vou ficar ausente mais tempo do meu e-mail, crio uma resposta automática de férias explicando a ausência e dizendo que retorno em breve. Agora na quarentena não tenho usado tanto, mas pode ajudar no caso de horários em que você não esteja trabalhando ou aos finais de semana.

Espero que essas dicas sejam úteis para você gerenciar seus e-mails com um pouco mais de tranquilidade diariamente.

Categoria(s) do post: Empreendedorismo

Um tópico óbvio que está preocupando todo mundo é a questão financeira em meio a tudo o que estamos passando. Especialmente empresários, então meu post de hoje é para compartilhar um pouco sobre como estou fazendo.

Para quem é novo por aqui ou ainda não me conhece muito, prazer, meu nome é Thais Godinho, sou escritora, empresária, professora, mãe de um menino de 10 anos e, como praticamente todo mundo, tenho mil coisas para lidar e ainda por cima tendo equilíbrio para gerenciar todas elas. De todas essas práticas nasceu este blog justamente.

Ano passado, eu enfrentei uma série de desafios pessoais que impactaram a minha empresa. Fiquei mal de saúde durante uns oito dos 12 meses do ano de 2019, sem tirar nada além do pró-labore da empresa, para segurar os salários e as despesas que tínhamos. Em algum momento, eu precisei repensar o escopo do meu trabalho porque eu não estava conseguindo trabalhar naquele modelo de eventos e cursos viajando o Brasil e exterior. Iniciei esse planejamento para, em 2020, entrar o ano trabalhando exclusivamente online, em todas as minhas iniciativas.

Isso exigiu planejamento, redução de faturamento dos eventos presenciais (que eu fiz até dezembro, cumprindo as datas que eu já tinha prometido a todos) e redução da equipe também. Tínhamos uma sala para cursos, que fechei, pois meu foco seria exatamente no online e não havia por que manter a sala. Eu também reduzi gastos na minha vida pessoal, de modo que eu precisasse de menos dinheiro para viver o estilo de vida com mais qualidade que eu queria construir, e que incluía meu trabalho.

Uma das maiores lições que aprendi no ano passado é que você deve se preparar para crescer como empresário, mas que nem sempre crescimento significa aumentar equipe, escopo de trabalho e iniciativas. Você pode crescer como autônomo, e em determinado momento eu decidi que esse deveria ser o meu foco. Eu não queria ter uma empresa grande, com equipe grande, altos custos fixos, mas um negócio gerenciável e que me proporcionasse qualidade de vida, além de poder de criatividade para as coisas que eu queria fazer.

Além de poder crescer de maneira saudável, você tem que se planejar para reduzir de maneira saudável também, se necessário. E você não pode se sentir mal ou frustrado por conta disso. Gerenciar é isso. É realocar recursos e reajustar planos o tempo todo. No papel de empresários, somos responsáveis pelas vidas daqueles que trabalham conosco, então o planejamento é a maior forma de respeito que você pode ter com as pessoas, pois consegue avisá-las sobre o que está acontecendo e para onde a empresa está caminhando.

Eu entrei em 2018 abraçando uma série de iniciativas profissionais que faziam sentido na época para mim, e isso demandava crescimento de equipe, de espaço, entre outros investimentos. Deu certo e foi uma ótima experiência, mas apenas vivendo-a eu puder aprender o que queria para a minha vida profissional (e, especialmente, o que eu não queria).

Ao longo do ano passado, eu tomei algumas decisões importantes para a minha vida como um todo. A primeira delas, que eu já até compartilhei em outro post, há alguns dias, é que eu queria reduzir os custos da minha vida de maneira geral para precisar de menos dinheiro mensalmente para viver. Isso tem a ver com independência financeira, guardar dinheiro para a velhice e desenvolver a habilidade de consumo sustentável.

Como eu faria uma mudança grande no meu escopo de trabalho (a partir de janeiro 2020, eu trabalharia apenas com iniciativas online, o que representaria um corte de faturamento dos serviços presenciais), eu estudei com atenção todos os custos que eu poderia reduzir. E foi ÓTIMO fazer isso. Uma frase que ouvi uma vez e que tem total razão é que custo é que nem unha – se você não cortar sempre, cresce rápido e você nem vê direito. Reduzir os custos me fez ter mais tranquilidade com relação ao trabalho em si.

Quando entramos em 2020, eu estava confiante e com um fluxo de caixa bacana que garantiria a saúde da empresa durante o ano. Como todo mundo, não esperava que, em março, estaria em quarentena. Quando aconteceu, eu recebi muitas mensagens de colegas e amigos dizendo como foi acertada a minha mudança para o online – e eu fiquei feliz por sim, ter sido acertado, e confiante de que deveria tê-lo feito há mais tempo. Mas tudo bem, as coisas aconteceram como aconteceram, e estou satisfeita com a maneira como aconteceu.

Uma outra coisa que aprendi nos últimos anos e que fez toda diferença para mim foi: fluxo de caixa é o que faz uma empresa quebrar ou não. E seu foco deve ser em construir um fluxo de caixa para seis meses, depois um ano, depois dois anos… e, se quiser contratar alguém, tem que ter a garantia de pelo menos um ano de salário pago além desse fluxo de caixa para fazer a coisa toda com responsabilidade. Reduzir meus custos de vida garantiu que eu conseguisse trabalhar e investir na empresa sem tirar lucro algum na maior parte do tempo. O pró-labore, menor que muito salário por aí (três vezes menor que o meu salário na última empresa que trabalhei) cobria as minhas contas básicas pessoais (escola do Paul, luz, água, internet). Eu sempre fui muito consciente com relação a isso e foi o que manteve a minha empresa nos últimos anos e agora.

Por isso, me corta o coração ver empresas mandando funcionários embora depois de menos de um mês de quarentena. Entendo que nem todo mundo consiga ter esse fluxo de caixa, mas eu trabalhei durante quatro anos sem ter funcionário porque eu não tinha fluxo de caixa para contratar alguém. Do meu ponto de vista, contratar sem fluxo de caixa é querer crescer sem estar preparado. “Ah Thais, mas no meu caso, eu preciso ter funcionário para o modelo de negócios que eu tenho. Uma padaria, por exemplo.”. Então, mas qualquer curso do SEBRAE ensina a importância do planejamento financeiro para a abertura de um negócio e a primeira lição é sobre fluxo de caixa para sustentar a empresa enquanto recupera o investimento. Se o empresário quer abrir um negócio sem isso, ele tem que saber o risco que está correndo ou buscar um negócio que não demande esse investimento, geralmente na prestação de serviços.

A realidade é que muitas vezes o empresário brasileiro abre um negócio sem planejamento e apenas pensando no faturamento mensal, misturando despesas pessoais com as da empresa, e acaba embananando tudo. Isso não sou eu que falo, e sim as pesquisas diversas do SEBRAE e outros lugares. Outra realidade comum é a do profissional que é demitido e precisa se virar para “empreender”. Eu sei que existem dificuldades – lembrem-se que meu objeto de estudo é a sociologia do trabalho e a comunicação. 😉 Mas se uma pessoa precisa viver de bicos, empreender, etc, ela deve buscar maneiras de fazer isso que não envolvam investimentos arriscados que talvez ela não consiga manter.

Sei que é uma realidade difícil e que agora também não é o momento de apontar dedos – só acho que é um bom momento para todos nós, como empresários, olharmos para dentro e identificar melhorias.

Se alguém disser que tem a resposta certa ou a solução para as profissões e para os empresários no momento, eu diria que essa pessoa é maluca. Estamos passando por uma situação que nunca passamos antes, como humanidade. Sim, tivemos outras crises e pandemias, mas hoje temos a Internet e outros avanços tecnológicos. É diferente. Os desafios e as possibilidades são outros.

Para o meu trabalho, o que tem funcionado é:

  • reduzir custos, sempre;
  • priorizar o fluxo de caixa;
  • não tirar qualquer lucro da empresa enquanto priorizo o fluxo de caixa;
  • reduzir custos pessoais para não depender da retirada de lucro;
  • melhorar processos nos produtos e serviços já existentes;
  • reorganizar a projeção de faturamento levando em conta o público consumidor que está mudando sua cultura de consumo;
  • ter integridade ao vender qualquer produto ou serviço;
  • oferecer apenas aquilo que as pessoas estão realmente precisando no momento e jamais “empurrar” coisas para as pessoas apenas porque você tem que vender (isso eu já fazia antes, mas agora eu quero reforçar isso porque recebo cada e-mail marketing que dá vontade de chorar com a falta de noção!);
  • oferecer valor sem esperar compra em troca, porque a contribuição com o mundo através do que você considera seu trabalho vai (ou deveria ir) muito além do faturamento mensal – ele é consequência.

Independente da situação, as pessoas continuam precisando de coisas. Eu continuo precisando comprar comida, ter internet em casa, contratar a prestação de serviços diversos. A questão é: que solução você como empresário está trazendo para as pessoas nesse momento? Repense seu negócio para poder se reinventar. Talvez envolva mudar de área, o que é o mais difícil dos cenários, mas não é impossível. Talvez envolva apenas reajustar o que você já faz. Mantenha-se atualizado/a e com o foco sempre no que for melhor para os seus clientes, e você terá faturamento, mesmo que menor.

Outra parte muito importante é cobrar do Governo (não apenas do presidente, mas dos deputados, senadores, prefeitos, sub-prefeitos, vereadores, a galera mão na massa mesmo) providências que facilitem a vida dos empresários, como crédito a juros mais baixos, negociação com os bancos e outros. Não é justo o pequeno e o médio empresário pagarem uma conta que não é deles, mesmo porque sabemos que as pequenas empresas que geram a maior quantidade de empregos no Brasil. Lute pelos seus direitos.

Não poderia encerrar esse post sem citar a questão mental também. Recomponha-se. Permita-se sentir preocupação, desesperança, tristeza, arrependimento, raiva, o que for, mas não alimente esses sentimentos, e sim sentimentos bons, que te colocam pra frente, fazem você ser criativo/a e ter as boas ideias que te levaram a criar o seu negócio. Ouça o seu cliente. Pergunte o que ele precisa. Você terá ideias. Você vai ver.

Eu também creio que, aos poucos, o mundo todo (incluindo o Brasil) redescubra novas maneiras de voltar a circular com segurança e seguindo protocolos de higiene que garantam a saúde de todos os envolvidos, assim como redesenhe processos e trabalhos que possam ser realizados de maneira remota ou virtualmente.

Espero que o post tenha ajudado. Não sou especialista em finanças empresariais, mas tenho experiência como empresária e fiz uma transição de modelo de trabalho que muitos hoje estão fazendo às pressas. Então, como eu puder ajudar, ficarei feliz por fazê-lo. Se tiver algum tópico específico relacionado que você gostaria de me perguntar, pode deixar a pergunta nos comentários. Obrigada.

Categoria(s) do post: Armazenamento, Comida

Quando o primeiro caso de COVID19 foi notificado no Brasil, eu já vinha acompanhando o que estava acontecendo nos outros países (especialmente Itália e Espanha) e já iniciei um planejamento mesmo que leve para termos estoque de alimentos em casa, caso não pudéssemos sair. Eu não sabia o que esperar, tive medo de termos alguém contaminado em casa (marido com bronquite, filho com asma) e isso nos deixar de quarentena. Fizemos uma compra para duas semanas então, e assim estamos administrando desde o final de fevereiro. Comentei em outro post recente como estamos fazendo as compras – pode ser que te interesse para entender melhor o contexto do post de hoje, se você ainda não tiver lido.

O grande desafio sempre foi com alimentos frescos. Então analisamos o que poderíamos comprar e congelar, e assim o fizemos com carnes (para o Paul), brócolis, couve-flor, massa (eu gosto de fazer massas, tipo para biscoitinhos, e aí congelo), edamame, espinafre, ervilhas, seleta de legumes, algumas frutas.

Os outros alimentos frescos compraríamos semanalmente. Para diminuir o risco de contágio (pela exposição dos itens no mercado), assinamos uma cesta de orgânicos. Falei mais sobre isso no outro post, que citei acima. Em resumo, toda semana recebemos esses alimentos frescos e orgânicos, e isso resolve a nossa demanda por alimentos frescos.

Todo o restante podemos administrar comprando a cada 7 ou 15 dias. Essas foram as coisas:

  • bebidas (água de coco em caixinha, chá, refrigerante, suco integral, água mineral)
  • especiarias secas (canela, cúrcuma, cravo, essas coisas)
  • arroz
  • massas secas
  • feijão
  • grão de bico enlatado
  • outros vegetais enlatados (milho, ervilha)
  • proteína texturizada de soja
  • molho pronto de tomate
  • amendoim e castanhas no geral
  • docinhos (como goiabada)
  • pão integral, bisnaguinhas, essas coisas de padaria
  • frios (para os meninos)
  • carnes frescas (para o Paul)

Temos quatro pontos de armazenamento em casa, como a maioria das casas: geladeira, congelador, despensa fechada e despensa aberta. E um um dos meus planos para os próximos meses é montar uma pequena horta para ervas frescas em casa, porque usamos bastante e também porque acho que vai ser uma coisa a mais para me distrair.

Um investimento de vida, que já faço há algum tempo, é de produtos organizadores para a despensa, como potes herméticos. Isso é algo para ir comprando aos poucos, mas é a melhor maneira de armazenar grãos e outros itens com embalagens abertas. Eu reaproveito muita embalagem também. Se vocês quiserem, posso fazer um post exclusivamente sobre esse assunto!

Lembre-se de sempre colocar a validade quando tirar o alimento da embalagem.

Não há por que comprar em quantidades extremas porque os mercados continuam abertos e vão continuar. Ter em casa sempre armazenamento para pelo menos duas semanas me deixa tranquila, caso seja necessário. Espero que o post tenha sido útil de alguma maneira.

Categoria(s) do post: Linkagem

A linkagem de domingo traz alguns textos que li e gostei ao longo da semana, assim como links e ideias para coisas que eu estou curtindo no momento. Não necessariamente têm a ver com organização mas, de alguma maneira, estão relacionados a tudo o que eu publico aqui no blog.

Bom domingo e uma ótima semana. 🙂