Categoria(s) do post: GTD™

O tema do mês de fevereiro foi APRENDA. Leia o editorial para entender o que isso significa.

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Com ele, vieram posts direcionados, relacionados ao tema. Confira:

Desafio de organização

O desafio do mês de fevereiro foi organizar um cantinho de estudos em casa (saiba mais aqui). Além do post do desafio, tivemos mais alguns posts relacionados:

GTD

O conteúdo sobre GTD continuou a todo vapor, com diversos posts dedicados aos fãs da metodologia:

Avisos

Preciso fazer novas e refazer algumas considerações importantes para vocês, queridos leitores:

010315-cafe

  1. Gravei um vídeo explicando por que a minha gravação de vídeos está em stand-by.
  2. Venho atualizando posts antigos do blog, de 2006 até 2015. O blog conta hoje com mais de 1500 textos e eles acabam não sendo muito bem aproveitados porque não existe a cultura de reler posts antigos. O que estou fazendo então é reescrever muitos deles, otimizando para que eles apareçam mais em sites de busca e tenham links em posts mais novos. Esse é um processo que leva tempo, mas estou fazendo um pouquinho de cada vez. Tem muita coisa boa publicada e estou interessada em valorizar a qualidade deles em vez de publicar sempre posts novos.
  3. Também reorganizei as categorias do menu principal. Acredito que elas estejam mais fáceis e dedutivas para navegação.
  4. O mês de fevereiro foi bastante complicado para mim por causa da mudança repentina e alguns acontecimentos (filhote com febre na última semana do mês). Aproveitei para tirar alguns dias de folga e descansar a mente, o que resultou em menos posts para o blog e menos controle sobre datas de posts. E querem saber? Foi tão bom para mim. Amo o blog, mas vou tentar manter o ritmo mais tranquilo e atualizar de acordo com a minha inspiração. Como eu falei, tem muito conteúdo bacana disponível e estou reescrevendo praticamente todos, então vale a pena acompanhar e reler. A ideia é que o blog se torne um grande diretório de artigos sobre organização e produtividade, sem data de validade.
  5. Ainda há (últimas) vagas para o workshop Organize sua rotina doméstica, que acontecerá no dia 14 de março. Este foi um workshop muito solicitado pelos leitores, por isso não quero que ninguém que tenha interesse fique de fora. Por favor, se for o seu caso, entre em contato através do e-mail workshop@vidaorganizada.com

Que vocês tenham um maravilhoso mês em março. Está chegando o outono. <3

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Muitos leitores têm me perguntado por que eu não gravei mais vídeos, então resolvi que a melhor maneira de explicar seria gravando um vídeo a respeito, que segue:

Obrigada pela compreensão.

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

Esse tema tem sido frequente por aqui porque sempre fiz questão de usar minha própria experiência para aprender e compartilhar a respeito no blog. Como estou trabalhando em casa, não poderia deixar de ser diferente. Desta vez, reuni dicas que, ao meu ver, podem fazer toda a diferença quando a gente se organiza para trabalhar em modelo home-office.

1. Não é para todo mundo

Quando se tem que acordar às 06:00 de uma segunda-feira chuvosa para trabalhar, é comum pensar como seria maravilhoso trabalhar em casa. Porém, fazer isso demanda muita disciplina, controlar os horários e ficar um pouco maluco por não encontrar com as pessoas – mesmo os chatos do escritório. Faz diferença não ver pessoas e ficar o tempo todo apenas conversando pela Internet. Além do que, nem toda profissão é compatível com o modelo home-office e não é porque a sua não é que você vai largar tudo para viver de algo que ainda não sabe direito o que é.

2. Gerencie seus prazos com rigor

Use o GTD. Tenha controle dos prazos, das entregas, antecipe projetos. Tenha um inventário de tudo o que precisa ser feito – estabeleça prioridades. Gerencie direito seus e-mails.

3. Não “delargue”

É muito comum, para quem trabalha em home-office, dar tanta autonomia às pessoas da equipe que o trabalho acaba ficando um pouco largado. Não seja essa pessoa! Não se trata de controlar e ser chato(a), mas saber o que foi delegado a quem, quando cobrar, quando apoiar. A conversa olha-no-olho não vai existir todos os dias, mas vocês precisam se falar.

4. Utilize boas ferramentas

Hoje acho imprescindível utilizar a melhor ferramenta do mercado, que é o Evernote Business, na minha opinião. Todos os outros são excelentes e têm suas funções, mas o EB é o mais completo. Não “economize” aqui. Como todo o gerenciamento é na nuvem, vale ter algo legal, confiável e com bastante recursos.

5. Tire o home do office

Trabalhar em casa não é sinônimo de home-office. Encontre as pessoas em outros lugares, trabalhe na padaria, na cafeteria, na livraria. Alugue um espaço de coworking uma ou duas vezes por semana. Visite seu amigo no escritório. Você tem essa mobilidade!

Você trabalha em casa? Como costuma se organizar?

Categoria(s) do post: Estudos, Áreas da Vida

faculdade-distancia

Este é um tema que muitos leitores me pedem para escrever a respeito, então seguem dicas pontuais para ajudá-lo(a) a se organizar para estudar em uma faculdade à distância. As dicas servem também para quem estiver fazendo outros cursos online, como idiomas, pós-graduação e cursos livres.

  • Escolha uma boa instituição. Apesar de serem uma realidade (e não só uma tendência), os cursos online são novidade para muitas instituições e a maioria delas ainda não sabe lidar muito bem com essa demanda, tanto em termos de disponibilidade de plataforma quanto de organização para atender os alunos, agendar provas e outras atividades. Para escolher uma boa instituição, a melhor maneira é colher referências com outras pessoas que estudem lá. Converse com amigos ou procure depoimentos na Internet.
  • Tenha uma agenda para anotar os compromissos e datas relacionadas ao seu curso. Dependendo do que você estiver estudando, pode ser necessário entregar atividades diariamente ou diversas vezes por semana. Sem um controle desses prazos, você poderá se perder e deixar de entregar trabalhos.
  • Dedique diariamente um tempo aos seus estudos. Mesmo que você não tenha aulas todos os dias, habitue-se a estudar em um determinado horário para não perder o ritmo.
  • Faça anotações de aulas e resumos em folhas de sulfite e depois digitalize para o Evernote. Eu recomendo isso porque gosto de escrever no papel (me ajuda a estudar), mas você pode fazer diretamente no programa, se não quiser escrever no papel.
  • Utilize outros programas na nuvem como o Dropbox para guardar arquivos que estejam em andamento, como trabalhos e textos que você ainda está produzindo. Quando estiverem prontos, você pode arquivar no Evernote.
  • Utilize o Google Drive como plataforma para fazer trabalhos em grupo, caso seu curso tenha essa demanda.
  • Encontre aquele horário do dia em que você se sente mais disposto(a) e concentrado(a) para estudar. Nada de fazer isso quando estiver cansado(a).
  • Estabeleça limites quando estiver estudando. Avise a família para não interrompê-lo(a) se a porta do quarto estiver fechada, por exemplo. Avise que estudará até o horário X e atenha-se a ele!
  • Organize seu material de modo que fique de fácil acesso quando você estiver estudando. Se usar um notebook para estudar ao redor da casa, mantenha uma caixa com todos os suprimentos (folhas de sulfite, lapiseira, borracha, canetas, marca-textos) e leve-a com você quando mudar de cômodo.
  • Registre suas horas de estudos para analisar uma vez por semana e verificar se investiu seu tempo da melhor maneira possível. Promova mudanças para a semana seguinte, se for o caso.
  • Explore os recursos oferecidos pela instituição. Seu curso pode ser online, mas você pode utilizar a biblioteca presencial para emprestar livros ou estudar em períodos de dificuldades de concentração em casa.

Você já fez algum curso online? Como foi a sua experiência?

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

Toda vez que preciso fazer alguma referência à revisão semanal aqui no blog, vejo que o último post que escrevi sobre ela era muito centrado no Evernote, então poderia não servir como guia geral para quem utiliza outras ferramentas. Ela também poderia parecer muito extensa para quem está aplicando o GTD inicialmente.

Depois de fazer um pouco do curso do David Allen (veja aqui o que eu aprendi com o DA em Amsterdam), eu passei a ver a revisão semanal como um momento para get clear, get current and get creative (algo como esclarecer, se atualizar e ser criativa). O próprio David disse que essas três fases podem ser divididas ao longo da semana, para não “estafar”. Aliás, a melhor coisa do GTD é essa permissão, né? Às vezes a gente ouve alguém falar “tenho duas revisões semanais” e você fica “qqqqq, e pode?”. Tudo pode, se facilita. As três fases descritas para a revisão semanal nada mais são que o agrupamento dos passos para a revisão semanal que já estão no livro, a saber:

[list]Get clear

  • Colete papéis e materiais avulsos na sua caixa de entrada
  • Processe toda a sua caixa de entrada
  • Esvazie sua mente

Get current

  • Revise suas listas de próximas ações
  • Revise os acontecimentos na semana anterior
  • Revise os próximos acontecimentos na sua agenda
  • Revise a sua lista de coisas que estão aguardando resposta
  • Revise suas listas de projetos
  • Revise quaisquer checklists importantes

Get creative

  • Revise as listas de algum dia / talvez
  • Seja criativa e corajosa![/list]

Quando conversamos com ele, perguntei qual seria o único passo que ele deixaria na revisão semanal, se tivesse que escolher. Ele disse: “revisar os projetos”. Yes! Então eu entendo que revisar os projetos seja aquilo que efetivamente tem que ser feito semanalmente, acima de tudo. Ou seja: se acontecer de eu ter meia hora para fazer a minha revisão semanal, o que eu vou olhar são os projetos, claro.

No livro “Making it all work”, ele dá algumas sugestões de revisões além da semanal. Eu tenho, como já postei aqui uma vez (minhas revisões no GTD), revisões diária, semanal, quinzenal, mensal, sazonal, semestral e anual. Todas elas me ajudam a manter meu sistema funcionando e meu dia a dia mais organizado, com tranquilidade. Portanto, o que eu tenho feito na minha revisão semanal é apenas:

1. Checar a agenda da semana e fazer um descarrego mental

Basicamente, isso significa ver a agenda da semana que estou planejando e ver se falta algum compromisso ali. Às vezes, vejo que tenho uma reunião na quarta das 15 às 17 horas, mas não inseri os períodos em que estarei me deslocando. Eu acho importante inserir esses períodos não só para ter a noção de tempo como para bloquear meu calendário, caso queiram agendar algum compromisso comigo naqueles horários. Ou então eu sei que vou jantar na sexta à noite com uma amiga, mas ainda não tinha colocado na agenda. Esse é o momento de inserir esse tipo de informação.

Outra coisa que gosto de fazer é deixar minha semana “pronta”, fluindo. Isso significa, por exemplo:

  • Segunda de manhã tenho uma reunião em um local que preciso pegar dois ônibus para chegar. Já entro no Google Maps, pego o número dos ônibus e deixo essas informações no meu calendário. Também já deixo separado o material que vou aproveitar para ler na condução (fica na minha pasta).
  • Terça de noite vou a um evento que fica perto do metrô X e dá para ir a pé da estação até lá. Eu salvo um print do percurso que fiz no Google Maps e insiro como anexo na minha agenda do Google, para consultar, se necessário.
  • Quarta eu agendei para fazer as unhas no salão Y. Coloco o nome da manicure e o telefone do lugar, caso precise ligar para reagendar, se tiver um imprevisto.
  • Etc.

Em resumo, o que puder ser providenciado para facilitar a minha semana, eu providencio. Essa etapa costuma durar de 10 a 40 minutos, dependendo da complexidade da minha semana (tem semana que eu tenho mais e semana que eu tenho menos compromissos, como todo mundo).

2. Checar as próximas quatro semanas para ver se algo demanda a minha atenção

É quase como uma visão do mês corrente para saber se tenho que antecipar algumas providências. Por exemplo: se daqui a três semanas farei uma viagem, o que falta? Se na segunda-feira da outra semana eu preciso entregar um trabalho, como vou organizar o meu tempo na próxima semana para me dedicar a ele?

O planejamento no GTD é semanal, mas isso não significa perder de vista o que vem a seguir. Não é para planejar o que vai fazer daqui a quatro semanas, mas para ver o que já está marcado e antecipar o que puder, para não deixar nunca nada de última hora. Se tiver algo a ser feito, eu coleto e coloco na minha caixa de entrada.

Esta etapa dura de 5 a 10 minutos, em média.

3. Revisar meus projetos

É neste momento que eu faço a revisão dos meus projetos. Todo projeto em andamento tem que ter pelo menos uma próxima ação definida. Se não tiver, ele muda de status. Como uso o Toodledo, ele pode ir para Someday, Hold, Waiting, enfim, depende do status do projeto mesmo.

Atualmente eu tenho registrado a quantidade de projetos que tenho ao final de cada revisão semanal. Minha meta é chegar sempre aos 30, mas acabo ficando na média de 50 a 60 (o que considero bastante).

Esta é a parte mais demoradinha da revisão semanal e eu costumo levar de 40 a 60 minutos nela. Faço questão que seja feita com atenção, também.

4. Checar o que está como status “Planning”

No Toodledo, quando eu processo algo que é um projeto, eu coloco como “Planning” (no status), porque assim sei que vou planejá-lo na revisão semanal seguinte. É claro que há projetos que já são processados com várias próximas ações, mas alguns não. Exemplo: comprar uma máquina lava e seca. Isso não é urgente – posso planejar daqui a sete dias, no máximo. Logo, coloco o status “Planning” e, na próxima revisão semanal, eu mudo o status para “Active” e insiro as próximas ações. Desta maneira, ele vira um projeto em andamento.

Em média, quando vou fazer minha revisão semanal, me deparo com 3 ou 4 projetos com o status de “Planning” para inserir as próximas ações, o que costuma durar cerca de 10 minutos.

5. Ver as principais próximas ações da semana para estimar o tempo na minha agenda

Esta é uma etapa que faço somente se já não tiver estourado as minhas duras horas de duração para a revisão semanal. Tem vezes que a revisão semanal dura uma hora, uma hora e meia e até duas horas. Nunca durou menos de uma hora, porque é meu momento de atenção a todos os pontos acima. Portanto, se ainda restar um tempinho, eu dou uma olhada no que tenho planejado de próximas ações (que são tarefas, em resumo) para a semana planejada para estimar o tempo. No geral, sempre sobra esse tempo e consigo fazer.

Funciona assim: no Toodledo, é possível colocar o tempo estimado para cada tarefa que você insere no sistema. É chato de fazer toda vez, mas ajuda muito.

Depois da revisão semanal, clico em “Calendar” no próprio Toodledo e vejo as atividades que tenho planejadas para os dias daquela semana. É aqui que eu posso ver, por exemplo, que tenho umas 6 horas planejadas de atividades para a minha segunda-feira mas, na minha agenda, eu vejo que vou passar a segunda-feira inteira fora, em compromissos! Isso me dá uma visão do tempo que eu tenho e posso tomar providências. Vejo o que pode ficar para terça, adianto algo na sexta, excepcionalmente faço hora extra no dia, enfim. Se eu não fizer esse balanço, como saberei?

Pode inserir atividades “sem data” na agenda?

O David Allen é catedrático sobre o que entra na agenda: o que tem data atrelada. Agenda não é lista de desejos. Porém, muitas pessoas gostam, somente na revisão semanal, de inserir as atividades da semana na agenda, para ficar mais fácil de executá-las no dia a dia.

Algumas pessoas gostam de inserir tais atividades na agenda. Eu às vezes faço isso – tenho fases. Atualmente, estou em um período de não inserir. Quando está na agenda, é fato que o compromisso acaba ficando maior porque a gente confia na agenda – deve ter algo de científico nisso. Portanto, se funciona com você, use. Eu recomendo o sistema de duas cores para organizar suas atividades na agenda, que serve justamente para esse manuseio de próximas ações. Essa “inserção” deve ser feita somente na revisão semanal, e não para um mês inteiro, por exemplo, senão vira bagunça mesmo.

Os critérios para inserir tais atividades (que eu recomendo) são os seguintes:

  1. Por tempo, ou seja, atividades que demoram para ser executadas. Penso que de 30 a 90 minutos seja um tempo considerável. Menos do que isso você consegue encaixar ao longo do seu dia e mais do que isso já pode ser quebrada em duas ou mais tarefas.
  2. Por nível de foco, ou seja, atividades que você precisa estar concentrado totalmente (e aí você coloca naqueles períodos do dia em que você vai estar mais disposto) e atividades que podem ser feitas com o cérebro “morto” (que você coloca naqueles períodos em que você geralmente fica exausto ou sem se concentrar direito, normalmente).

Também há a alternativa de colocar as atividades na agenda para ter uma visão da semana e tirá-las na sequência para não ficar uma coisa opressora (como particularmente me sinto às vezes, quando insiro as atividades).

E se tiver muita coisa para um mesmo dia?

Pode acontecer de você ter atividades para um dia que realmente precisam ser feitas naquele dia e tem tempo de menos? Sim, claro. Aliás, é bastante comum. Aí, para decidir o que fazer (sem ter que trabalhar 30 horas), basta aplicar os níveis do GTD:

  • Nível 0: compromissos, próximas ações
  • Nível 1: projetos
  • Nível 2: áreas de foco
  • Nível 3: objetivos de 0 a 2 anos
  • Nível 4: visão de 3 a 5 anos
  • Nível 5: propósito e princípios

Como fazer isso? Vá batendo uma tarefa com a outra utilizando os níveis como critério de decisão. Se você compara duas tarefas e uma delas diz respeito a um projeto e a outra não, você privilegia a do projeto. Se ambas têm a ver com um projeto, você privilegia aquela que contribui para o sucesso nas suas áreas de foco. Se ambas fazem isso, você privilegia a que tem a ver com seus objetivos. E assim vai. Muitas vezes, o critério de desempate é o último nível – seus princípios. Isso é bem legal! Dificilmente duas tarefas continuarão empatadas mesmo depois de terem passado pelo filtro de todos os níveis. É assim que se decide prioridades no GTD.

Existe dia certo para a revisão semanal?

Eu gosto de fazer na sexta de manhã, mas é flexível. Se por acaso eu tiver compromissos o dia inteiro na sexta, faço na quinta. Procuro não deixar para fazer aos finais de semana para não ficar “pensando em trabalho” quando, na teoria, deveria estar descansando. Já fiz muitas revisões semanais aos domingos e eu sentia que a minha semana mal tinha começado e eu já estava pensando no que ia fazer. Sobre fazer às segundas, não gosto (há quem prefira). Para mim, a semana tem que começar com tudo já planejado.

A pessoa começa a escrever sobre a revisão semanal e quer falar sobre o livro inteiro! Enfim, espero que o post possa servir como referência para a revisão semanal, tenha demonstrado como eu faço atualmente e tenha trazido boas dicas. Dúvidas e depoimentos sobre como vocês fazem, por favor, deixem nos comentários. Obrigada!

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

Os leitores mais atentos já devem ter notado que eu venho há algumas semanas trabalhando nas categorias do blog. Mexer com categorias no blog é um assunto que pode alterar nossa sanidade (quem tem blog sabe) e é um trabalho que nunca está “terminado”, porque os assuntos vão evoluindo e muitas coisas vão mudando. Porém, eu não estava satisfeita com a maneira como as categorias aqui estavam distribuídas e acho que *finalmente* cheguei a um consenso. Como foi uma mudança considerável, gostaria de explicar para vocês, para facilitar a navegação.

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O meu objetivo ao fazer essa alteração foi deixar o menu mais intuitivo a quem estivesse acessando pela primeira vez. Da mesma maneira, queria que os leitores continuassem se sentindo “em casa” buscando os conteúdos. Quis facilitar! Acredito que tenha dado certo.

Em primeiro lugar, temos a categoria Organize-se, onde estão todos os temas dentro de organização. Como organizar a casa, o carro, a rotina, trabalho, finanças. Dentro de cada um desses assuntos, sub-temas relacionados. Por exemplo: em finanças, vocês verão imposto de renda, aposentadoria, organização de contas, dicas para comprar direito e por aí vai. A ideia é cada assunto tenha seus sub-temas, que serão alimentados aos poucos. Aqui vocês também encontrarão uma categoria para iniciantes, chamada Comece aqui.

Em Dicas de organização, vocês encontrarão dicas mais genéricas para se organizar. Como se motivar, indicação de livros, o que é simplicidade e minimalismo, como conciliar pessoal e profissional etc.

Na sequência, Ferramentas / Apps centraliza em um único lugar tudo o que já foi falado sobre agendas, produtos organizadores, Evernote, Toodledo e todas aquelas ferramentas e aplicativos que amamos e usamos no nosso dia a dia. Como recebo muitos pedidos para resenhar aplicativos, essa área tende a crescer, porque tem utilidade imediata.

Finalmente o assunto GTD ganhou uma categoria macro para ele! Muitas pessoas me conhecem (e conhecem o blog) por causa do GTD, então achei justo valorizá-lo de acordo com a importância que o método tem tanto na minha vida quanto no blog, trazendo uma macro categoria inteirinha só para ele. Dentro dela, vocês podem conferir o que é o método, como começar, como implementar e outras dicas.

Participe é o local do leitor no blog! Se você quiser participar, clique nessa categoria e saiba como: através dos desafios mensais, interagindo no Facebook, enviando suas dúvidas e depoimentos.

Em Editorias, ficam todas as categorias relacionadas a seções fixas do blog, como a Linkagem de domingo e os editoriais.

Por fim, as categorias Minhas vida e O blog trazem informações sobre mim e sobre o blog Vida Organizada.

Como toda mudança, pode ser que gere um estranhamento no início, mas posso dizer que já estou bastante confortável com essa mudança. Ficou mais prático para pensar no conteúdo e escrevê-lo. Espero que facilite para vocês também.

Categoria(s) do post: Estudos, Áreas da Vida

Como parte do desafio de organização de fevereiro, também fiquei motivada a organizar dois cantinhos de estudos aqui em casa. Não tive como promover grandes mudanças porque, em fevereiro, nós tivemos que fazer uma mudança em tempo recorde de casa, então todos os nossos esforços (especialmente financeiros) estavam voltados para isso. Faz parte!

Porém, em casa, eu tinha duas motivações para organizar um canto de estudos:

1 – O Paul não tinha um lugar para fazer a lição de casa, desenhar e brincar sentado. Ele fazia isso sentado na mesa da cozinha, com almofadas no banco para ficar na altura da mesa. Como ele está em idade escolar e já tendo que fazer lição de casa, era uma necessidade montar um cantinho, mesmo que simples, para ele. Já estava nos planos e dentro do nosso orçamento para isso.

2 – Desde que nos mudamos de Campinas, eu não tenho um cantinho de estudos religiosos em casa. Como alguns de vocês sabem, sou budista. Em Campinas, frequentava um curso de aprofundamento no Centro e participava das atividades diversas que o Centro oferecia – era muito engajada. Tudo porque, lá, nossa família tinha tempo para essas coisas. Meu marido ficava muito em casa, eu também, então conseguíamos nos organizar quanto a isso. Aqui em São Paulo, a disponibilidade fica diferente porque ele está estudando todos os dias, tem outras atividades, então eu tive que diminuir as minhas atividades fora de casa, como ele. Portanto, sentia falta de ter um cantinho desses em casa, para estudar e praticar meditação.

A mudança de casa atrapalhou um pouco os planos e achei que não conseguiria participar desse desafio, mas consegui. Foi até boa a mudança porque ela nos proporcionou o espaço que precisávamos para ambos os cantinhos. Este mês, não pretendo fazer mais nada além do que já fiz até aqui, porque preciso investir meu tempo e dinheiro em outras coisas da casa também:

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No quarto do Paul, colocamos uma mesinha adequada à sua idade e uma cadeirinha. Essa mesinha tem uma porta lateral com duas prateleiras, onde estou guardando seus cadernos de desenho, caixas com giz de cera e folhas para desenho. Não tirei foto ainda porque pretendo colocar tudo em cestinhas para deixar mais organizado. Não gosto de organização perfeita (nem existe), mas como vocês buscam o blog para esse tipo de referência, é importante eu mostrar o que posso ensinar para vocês, e não o “in progress” apenas.

Quando postei essa foto no Instagram, alguns leitores me perguntaram de onde são essas coisas. Mesa e cadeira: liquidação da Tok&Stok. Tabuada: loja Trenzinho. Caneca: não lembro. Copo de metal com furos de coração: Le Biscuit. Lápis: diversos.

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O canto de meditação fica no nosso quarto, ao lado da cama. Ainda não arrumei direitinho porque faltam as oferendas e outras imagens, que estavam guardadas quando arrumei a mesinha. Como falei, estou fazendo devagar. Porém, só de ter um cantinho no quarto para acordar, fazer minha meditação e estudar com calma, quando eu quiser ou precisar, me deixou muito feliz. Fico contente por ter criado esse espaço novamente.

Mesa: Tok&Stok. Buda: comprado na cidade de Pedreira, SP. Mala e bolsinha: Centro de Meditação Mahabodi. Livros e sadanas: Editora Tharpa Brasil. Futon: Etna.

E você, está participando do desafio de organização de fevereiro? Quero ver!

Categoria(s) do post: Estudos, Universidade Pessoal

Escrevo este post para falar um pouco sobre a minha experiência como pessoa autodidata e o por que das minhas escolhas. Já escrevi aqui no blog uma vez o que eu entendo pela coisa de estudar a vida inteira e amo aquele post… Acho que foi escrito de forma bem apaixonada e reflete bem o meu sentimento com relação a esse assunto. No entanto, sempre que falo sobre estudos ou publico alguma foto no Instagram mostrando algum momento de estudo no dia a dia, surgem muitas perguntas como: “Como você consegue estudar com um filho pequeno em casa?” ou “Como você arranja tempo para estudar?”, então este post serve para contar a minha experiência pessoal e também para mostrar algumas dicas que talvez ajudem vocês.

Trabalhar em casa facilita. Isso porque consigo gerenciar minhas horas de trabalho de modo que já inclua algum tempo de estudo entre elas. No geral, deixo para fazer atividades que demandem mais concentração enquanto o meu filho está na escola, sejam de trabalho ou de estudo, porque assim consigo me concentrar melhor. Mesmo trabalhando no escritório, dá para ouvir os outros barulhos da casa e, a não ser que eu coloque o fone de ouvido com música tocando em um volume alto, eu não consigo me concentrar.

Também já percebi que sair de casa ajuda em muitos momentos. Já fui trabalhar em outros lugares – café, padaria, livraria – porque facilita. É até bom mudar de ares de vez em quando, especialmente para quem trabalha com criatividade, como eu. Este foi um formato de trabalho que eu construí para mim com o passar dos anos. Não foi fácil, não foi sempre assim e não é o modelo ideal. Ele ainda está em construção. Porém, já vejo grandes vantagens em fazer como eu faço hoje.

Quando eu trabalhava fora, eu aproveitava o meu tempo para estudar de três maneiras: 1) acordava mais cedo que todo mundo e ganhava pelo menos uma hora de estudos, mas odiava fazer isso, porque não gosto de acordar cedo, 2) estudava no meu horário de almoço no trabalho e 3) estudava depois que meu filho ia dormir. A não ser que você esteja estudando para um concurso ou fazendo um curso fora todos os dias, dificilmente alguém precisa de mais horas de estudos do que isso. Para mim, sempre foi suficiente.

As pessoas me perguntam como eu tenho tempo, mas bem, acredito que essa seja a principal vantagem de ser organizada! Você consegue priorizar e fazer o dia render. Organizem-se! Essa é a principal vantagem da organização – ter tempo para fazer tudo o que for importante para você. Claro que também entra a questão da motivação e da força de vontade. Não adianta dizer que não tem tempo para estudar mas passar todos os dias vendo tv ou navegando na Internet sem objetivo.

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Eu acredito que também faça muita diferença gostar de ler e estudar. Tenho hoje em casa uma biblioteca com quase 800 livros (e crescendo) que muitas pessoas vêem e me perguntam: “nossa, mas você lê tudo isso?”. E eu respondo: “quem não leria?”. Vejo livros como objetos de trabalho. Tenho livros que leio por hobby, como os livros do Tolkien na foto acima (tenho a edição brasileira, a portuguesa – para comparar a tradução – e a americana, para estudar inglês). Mas a grande maioria dos meus livros é composta por livros de trabalho, que tenham a ver com a minha profissão, o meu trabalho mesmo da vida, desde organização a temas como administração, vendas, internet. São livros de estudo, para ler, reler, estudar capítulos e temas específicos. Quando acho que o livro não tem mais nada para oferecer, dôo para instituições de caridade ou colegas que estejam precisando.

Ou seja, se ler é um hobby, estudar faz parte da vida. Você nunca me verá entediada em uma fila de banco porque estarei lendo alguma coisa em vez de escrever bobagens no celular (não que eu não faça isso também… ninguém é de ferro). Mas eu costumo ver muitas pessoas falarem que não têm tempo para ler ou estudar e desperdiçando essas pequenas janelas de tempo do dia a dia com bobagens que nem percebem. Aliás, desculpem pelo termo. Não existe bobagem, quem sou eu para julgar. O que existe é tempo gasto sem intenção. Se você dedicou uma hora do seu dia para escrever bobagens no seu Facebook e isso foi algo que você realmente fez de propósito porque queria desestressar, excelente! Mas, se você fez isso porque não tinha nada melhor para fazer com o seu tempo, porque deixou o dia rolar, então foi perda de tempo sim.

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Eu me considero uma pessoa autodidata porque gosto de ter autonomia sobre os meus estudos. Isso não impede que eu faça cursos e troque ideias com pessoas mas, no geral, o aprendizado é tocado por mim mesma, não um professor, coaching ou orientador. Há alguns anos, tomei a decisão de não fazer mais uma faculdade, porque percebi que preferia gastar o dinheiro da mensalidade com livros novos e cursos esparsos. Já sou formada! Tenho meu diploma, pós-graduação. Não preciso de outra faculdade, apesar de achar maravilhoso emendar um curso no outro. Porém, depois que meu filho nasceu, a realidade mudou. Eu não teria como dedicar todas as noites da minha semana a um curso que eu estava fazendo apenas por hobby, porque é isso que é mesmo. Apesar de tudo o que a gente estuda influenciar no nosso trabalho (pelo menos eu acho), fazer uma nova faculdade apenas para aprender, para mim, é um hobby, porque estudar é um hobby para mim. É diferente de escolher fazer um MBA para dar um up no currículo. Os objetivos são diferentes.

Também pensei o seguinte: eu gosto de tantos assuntos! Se for estudar História (minha paixão), vou ter que estudar História do Brasil Colonial, que acho chaaaato. Gosto de Pedagogia mas, se for fazer faculdade de Pedagogia, vou ter que aprender matérias que não me interessam. O mesmo vale para Administração, Artes plásticas, Astronomia, Biologia, Ciências Sociais e todos os outros cursos que já me interessaram.

Por isso, com o tempo eu fui desenvolvendo um negócio que chamei de “universidade pessoal”. Eu não preciso fazer uma faculdade para estudar aquele assunto. Posso estudar por mim mesma, com a vantagem de não ter que estudar o que não tem nada a ver comigo.

Para fazer isso, eu seleciono alguns temas que tenho interesse em estudar atualmente e foco neles. Exemplo: vendas. Atualmente, com o blog, os workshops, a loja, eu percebi que me falta know-how desse assunto. Portanto, trata-se de uma disciplina que quero estudar e entra no meu ciclo. Aliás, é através do estudo por ciclos que eu administro a coisa toda (leia mais sobre o estudo por ciclos aqui).

Outras: inglês, italiano, oratória, crítica literária, empreendedorismo, GTD (sim!), investimentos, andragogia. São assuntos que eu estou estudando agora. Que faculdade me proporcionaria essa amplitude de temas aleatórios? Como poderia existir um curso perfeito se cada pessoa é de um jeito e tem interesses diferentes? Então esta sou eu e este é o meu esquema chamado de universidade pessoal, que acredito que todas as pessoas tenham. Quais são as suas disciplinas de estudo no momento? O que você precisa estudar para o trabalho, para a casa, para a sua vida? Aprender a desenhar, jardinagem, web design. Todos temos interesses. Todos os interesses podem virar objeto de estudo.

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E aí a forma como você vai estudar varia igualmente. Para estudar inglês, eu defini qual era o meu objetivo: ficar fluente para estudar fora, tirar uma certificação, trabalhar com pessoas que conversam em inglês. Ou seja, era tudo sobre fluência. Como eu poderia aprender fluência em um idioma sem conversar com ninguém? Não dá. Por isso, me matriculei em um curso online onde estudo tanto fluência quanto pronúncia e gramática. Para treinar a conversação, tenho um amigo que está estudando também e, de vez em quando, marcamos um happy-hour para conversar em inglês. Para alimentar vocabulário, leio artigos em inglês na internet e livros na língua original – como o “Senhor dos Anéis” lá em cima.

Italiano não, já é outra história, como comentei em um post anterior. Estou na fase do aprendizado, estudando gramática, tirando dúvidas com a minha avó (que é fluente), ouvindo músicas para me acostumar com a pronúncia. Oratória: pesquisei quais os melhores livros no mercado e estou lendo. Uso os treinamentos de GTD e os meus workshops como laboratório para implementar e treinar o que estou estudando. Treino na frente do espelho, recebo orientação de uma profissional sobre voz e pronúncia, gravo vídeos, faço testes. Cada disciplina demanda recursos de aprendizado diferentes. E eu adoro isso! Posso me entendiar muito facilmente e, com esse esquema, consigo exercer minha criatividade até mesmo estudando.

Sobre o local físico para estudar, não preciso de nada mais sofisticado que uma cadeira, mesa e silêncio. Tenho um escritório em casa com porta que tranca e abafa a maioria dos ruídos, o que já ajuda muito, mas é uma necessidade de trabalho que, por sorte, ajuda com os estudos também. Se não fosse no escritório, faria o mesmo no meu quarto, quando precisasse estudar. E mais uma vez, vale lembrar: sair de casa e ir para outro lugar. Tem gente que estuda em biblioteca, por exemplo. Nunca fui, mas acho uma excelente opção. Quando estou sozinha em casa, sento no sofá para ler, porque é mais confortável. Enfim, depende muito.

O que algumas leitoras me perguntaram no Instagram é como eu faço para estudar tendo um filho pequeno. Eu não consigo entender muito bem o problema porque aqui em casa fazemos todo o trabalho em equipe e sempre educamos nosso filho dentro de uma rotina, com disciplina para horários de dormir etc. E olha que nem sou tão rígida – apenas temos algumas orientações que seguimos para dar segurança ao filhote mesmo. Quando ele era bebezinho, de acordar de madrugada para mamar, eu aproveitava quando estava acordada para ler uma coisa ou outra, mas de maneira bem informal. Fui voltando a ter uma vida “normal” só depois que ele já tinha uns seis meses e dormia a noite inteira. E claro que ele só dormiu a noite inteira com essa idade porque tínhamos uma rotina que supria suas necessidades, não o deixava agitado. Não acontece do nada.

Mesmo depois, com ele crescendo mais, o tempo de qualidade que ele passava com o pai dele, eu aproveitava para fazer as minhas coisas. Desde estudar até assistir algum filme que só eu gosto e meu marido não, ou sair com as minhas amigas. Quando eu trabalhava fora, aproveitava todo meu tempo livre com ele e ia estudar depois que ele dormia. Hoje em dia, que trabalho em casa e ele frequenta a escola durante meio período, é o tempo que eu aproveito para fazer as atividades que demandam mais concentração, como eu falei acima. Não tem segredo, de verdade. É questão de organização da rotina e de adequar os horários. É claro que uma família sem rotina e sem força de vontade não vai conseguir o mesmo efeito, porque nada “acontece” – nós fazemos acontecer! Tem que ter força de vontade, motivação e um pouco de disciplina. E quando digo “um pouco”, é um pouco mesmo! Não é para ser rígido – somos uma família, não um batalhão do exército.

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Tem muito também da questão de saber aproveitar o tempo da melhor maneira possível. Eu leio muitas revistas porque trabalho com conteúdo, então a inspiração vem de todo lugar. Leio revistas que tragam matérias sobre produtividade, organização, simplicidade, psicologia, literatura – enfim, o que tiver a ver com o meu trabalho e os meus estudos. Como administrar tudo isso? Bem, eu costumo deixar a revista na minha pasta de trabalho (tenho uma pasta executiva que uso para trabalhar quando saio de casa) e ler na condução, esperando o almoço, o ônibus, na fila do banco. Quando falta pouco para acabar a revista, destaco as matérias que ainda quero ler e levo somente essas comigo, em vez de levar a revista inteira. Tenho uma pastinha dentro da minha pasta que se chama “read / review” (a “ler / revisar” do David Allen), onde coloco todo esse material. Ao longo do dia, vou lendo e despachando. Outro dia mesmo, estava acompanhando o desfile das escolas de samba no Carnaval, e aproveitei para ler algumas reportagens, como na foto acima. É assim que eu aproveito meu tempo.

Quem está lendo este post pode pensar: “credo, ela só estuda! tem que ter um equilíbrio!”. Claro, gente. Eu não só estudo não. Eu trabalho, cuido do meu filho, limpo a casa, faço minhas atividades rotineiras e de hobbies que gosto. Mas, quando a gente aprende a se organizar, o tempo rende. E é aquilo que eu falei da intenção: executar com significado. É ok ficar uma hora inteirinha com as pernas para cima, descansando, se aquilo foi uma escolha sua porque você realmente quer e precisa descansar. Outra coisa totalmente diferente é você fazer isso sendo que tem um monte de coisas mais importantes para fazer. Às vezes, descansar é o mais importante mesmo. É disso que se trata a organização: definir o que é importante – o que é prioridade! Sem fazer isso, nunca haverá tempo não só para estudar, mas para fazer qualquer outra coisa.

Algumas dicas finais que podem ajudar:

  • Defina um orçamento mensal para comprar livros. Eu faço isso porque, senão, eu gasto muito mesmo. Algumas pessoas podem precisar fazer porque, senão, não compram nenhum, se esquecem etc.
  • Leve sempre algum material de estudo com você, seja onde for. Nunca sabemos quando vai aparecer um tempinho e ficar esperando sem fazer nada é meio inadmissível, sabe. A gente se estressa, o tempo demora mais para passar e desperdiçamos minutos preciosos.
  • Planeje sua semana (aprenda sobre o GTD, vai ajudar muito), distribuindo suas atividades nas 168 horas que cada uma contém.

Bons estudos!

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Recebo muitos comentários de leitores que não conseguem se organizar “porque não têm rotina”. Suas vidas são muito corridas e, com tantas atribuições, um dia pode ser diferente do outro.

Rotina não é horário ou dias pré-estabelecidos, mas sequência. É saber o que tem que ser feito em cada situação. O objetivo de ter rotinas é garantir que tudo o que precisa ser feito seja efetivamente feito, sem você se esquecer de nada, além de dar segurança e sentimento de controle. Rotina não é seguir um cronograma rígido, mas ser flexível e adaptável.

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Aqui em casa, eu percebi que minha vida ficaria mais fácil aplicando uma rotina quando nosso filho nasceu. Antes, eu era bastante autônoma com as minhas atividades e ia organizando as coisas “sob demanda”. Quando o Paul nasceu, percebi que, se eu não automatizasse algumas atividades, ficaria maluca tentando fazer “tudo”. Ter algumas rotinas facilitou muito esse processo e a gente conseguiu se organizar, distribuindo atividades e simplificando o máximo possível.

Estabelecer rotinas também me fez ver que eu não precisava de uma faxineira ou empregada doméstica para nos ajudar. Quando estamos no caos, achamos que essa é a saída mais fácil mas, se a gente se organizar, consegue organizar e limpar a casa (e mantê-la assim) trabalhando em equipe (família).

Veja mais alguns motivos que podem te convencer:

  • Ter rotinas deixa tudo mais fácil para você – Você consegue agrupar tarefas semelhantes em blocos, então não fica perdida no dia a dia correndo para lá e para cá dentro de casa. Você também consegue identificar o que pode ser delegado e ter controle sobre isso.
  • Ter rotinas traz segurança aos seus filhos – As crianças se sentem seguras com uma rotina, pois sabem o que vem a seguir. Também fica mais fácil de organizar os horários se a sua família tiver uma sequência específica para fazer as coisas acontecerem pela manhã, na chegada da escola e antes de dormir.
  • Ter rotinas faz você economizar tempo e dinheiro – Quando você tem rotinas estabelecidas, coloca algumas tarefas em piloto automático e tem mais tempo para investir seus pensamentos em coisas mais importantes, como aprender um hobby ou estudar. Além disso, uma rotina bem estabelecida faz com que você economize dinheiro indo na hora certa ao mercado, planejando suas listas, lavando as roupas sem gastar tanta água e por aí vai. Você também não precisará gastar dinheiro com faxineira diarista ou empregada doméstica.
  • Ter rotinas garante que você não esquecerá nada importante – Quando fazemos as coisas em casa sob demanda, podemos nos esquecer de algo importante que só daremos atenção quando se tornar urgente. Um cano que entope, um ninho de aranhas atrás da estante, uma roupa que você precisaria usar em um evento importante que está suja. Ter rotinas é estar preparado(a) para qualquer situação no seu dia a dia. Isso te caracterizará como uma pessoa organizada.

Caso você queira aprender a organizar sua rotina em casa, estou preparando um workshop que será realizado no dia 14 de março sobre esse tema. Saiba mais sobre o que será ensinado e faça sua inscrição.

Categoria(s) do post: GTD™, Criatividade

Outro dia comentei por aqui sobre os meus aprendizados nos últimos meses, desde que me tornei autônoma e passei a trabalhar em casa. Algo que eu ainda não tinha conseguido trabalhar muito bem, até quando escrevi aquele texto, foi a questão de separar trabalho da vida pessoal. Quando a gente trabalha em casa, não existe a separação física e, quiçá, a mental. no entanto, ultimamente venho entendendo que pode ser necessário fazer essa separação – ter o tempo do trabalho e ter o tempo para a vida pessoal.Estive pesquisando espaços de coworking e outras maneiras de tirar o home do home-office, mas esse é assunto para um outro post, em um futuro breve.

Neste Carnaval, eu fiz a experiência de não trabalhar. Isso incluiu: não escrever para o blog, não trabalhar no meu novo livro, não bolar ideias, não responder (e enviar) e-mails, entre outras atividades. Deu certo? Em partes. Veja neste post o que eu aprendi.

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É fácil quando os outros não trabalham

O que mais me chamou a atenção sobre o fato de ter conseguido parar e descansar nesse feriado foi não ficar preocupada porque outras pessoas poderiam estar esperando alguma resposta minha ou o envio de algum documento ou trabalho. É engraçado porque, quando a gente começa a trabalhar em casa, pensa assim: “oh, que maravilha, vou para a praia de segunda a quarta e trabalho aos finais de semana”. Realmente pode funcionar, porém, eu não sei se funcionaria muito bem comigo nesse momento porque respondo para outras pessoas (clientes, colegas de trabalho, equipe). Não conseguiria ficar tranquilona na praia sabendo que poderia ter alguém trabalhando no horário comercial precisando de mim. Sei que é um pouco de FOMO, mas também é responsabilidade.

Por fim, o que realmente dá aquele click mental de pensar em “eu posso descansar nesse feriado” é o fato de saber que ninguém espera que outra pessoa trabalhe no feriado. Por isso, ninguém acha ruim se você não responder um e-mail ou mensagem. É normal! Pessoas não trabalham em feriados. Logo, mesmo sendo autônoma e tendo toda a flexibilidade de horários do mundo, eu ainda preciso de adequar ao calendário comercial para conseguir fazer as minhas folgas com mais tranquilidade.

E posso dizer? Foi ótimo! Passeei, fiz churrasco, brinquei muito com o Paul, levei minhas sobrinhas para passear, fui à livraria e tirei um maravilhoso cochilo à tarde! Eu sei que posso fazer essas coisas em um dia a dia regular, mas minha mente ainda não se acostumou exatamente com tudo isso! (nem as pessoas ao meu redor!)

Meu livro em destaque na Livraria Cultura <3
Meu livro em destaque na Livraria Cultura nesse final de semana <3

As ideias não param de chegar

Por mais que eu não estivesse “oficialmente trabalhando”, meu cérebro não sabia disso. É muito difícil para mim, porque amo muito o que eu faço. Logo, pensar sobre trabalho e fazer as coisas acontecerem faz parte de mim, de quem eu sou, da expressão da minha criatividade. Porém, se não cuidar, a tendência a virar workaholic é tremenda. Como lidar com as ideias?

Deixei fluir algumas coisas. Até sábado de manhã, eu precisava colocar no ar o novo formato para o pagamento dos workshops aqui no blog, o que acabou resultando em uma loja. Dá uma olhada! Por enquanto, há poucas opções, mas em breve vou povoar aquela seção com muitas coisas legais. Fiquei tão empolgada com esse assunto que trabalhei até de madrugada, na noite de sexta para sábado.

Outra atividade relacionada ao trabalho que eu fiz foi ficar ouvindo alguns webinars do GTD Connect, o que me deu a ideia de mudar todo o meu sistema GTD no Toodledo. Isso me perturbou um pouco, porque foi uma mudança drástica que eu ainda não me adaptei. Quando estiver à vontade para falar sobre esse novo sistema, publico aqui no blog. Isso me tomou bastante energia e dedicação intelectual durante uns dois dias.

Para lidar com as ideias que vêm e vão, colete! Tire da cabeça e passe para o papel – deixe para lidar com elas quando voltar do feriado. Eu costumo processar minha caixa de entrada física (onde insiro minhas ideias) diariamente mas, para não “trabalhar”, decidi não fazer isso durante o feriado. Ficou bastante coisa para processar depois, mas acho que isso foi um ganho em termos de “ok, agora é hora de descansar. Você coletou a sua ideia incrível e pode lidar com ela quando voltar a trabalhar, na quarta-feira”.

Não trabalhar no feriado foi ótimo e me fez ver que dá para fazer isso com a consciência limpa. Agora quero ver se estendo para outras ocasiões também.

Categoria(s) do post: Estudos, Áreas da Vida

Muitas pessoas estão participando do desafio de organização de fevereiro, referente ao cantinho de estudos em casa. Você também está? Caso queira saber mais, acesse o post do desafio e veja as intruções.

Hoje eu gostaria de dar algumas dicas para ajudar cada leitor a organizar o seu próprio cantinho.

Destralhe

Não é possível organizar tralha. Se o cantinho que você pretende organizar está cheio de coisas que não pertencem a ele (ou até pertencem, mas não estão arrumadas), destralhe. Pegue um dia qualquer da sua semana e ajuste seu timer para 15 minutos (sim, apenas 15!) e comece a mexer no que está ali. Separe o que é do cômodo, o que é para jogar fora, o que pertence a outro lugar, o que você pode doar para alguém e por aí vai. Você pode utilizar caixas e cestos para isso ou simplesmente (e mais fácil) fazer pilhas no chão.

Quando acabar, leve as coisas que são de outro cômodo para o cômodo em questão, jogue fora o que for lixo e separe para doar aquilo que você entende que não precisa mais.

Vamos organizar o que restou.

Selecione

Pegue todos os objetos que restaram – ou porque são do cômodo, mas não estão arrumados, ou porque você quer usar no seu cantinho, ou porque você não soube muito bem o que fazer com eles. Para cada objeto, pergunte-se:

  • Este é um objeto que eu uso?
  • Este é um objeto que eu gosto muito?
  • Este é um objeto que alguém da minha família usa?
  • Se eu perder este objeto, é fácil e barato fazer a reposição?
  • Quantas cópias eu tenho deste objeto? (ex: canetas, clipes)
  • O que seria da minha vida se eu perdesse esse objeto?

São perguntas que podem te fazer refletir sobre a necessidade de manter aquele objeto em seu espaço. Muitas vezes, você pode perceber que tem canetas demais, folhas demais, cadernos demais. Guarde somente se, de acordo com os seus critérios (encontrados através das perguntas acima), você sentir que vale a pena. Do contrário, desapegue e doe para alguém que fará melhor proveito imediato, em vez de deixar anos guardado na estante.

Organize

Para organizar, é necessário um pouco de bom-senso. Você está montando seu cantinho de estudos com que objetivo? Com relação a esse objetivo, o espaço deve ser organizado atendendo as suas necessidades. No geral, a necessidade padrão é: se você usa todo dia, deve ficar o mais perto possível e com mais fácil acesso para você. Se você usa toda semana, pode deixar não tão à vista, mas ainda assim por perto. Se usa apenas de vez em quando, não precisa ficar atrapalhando suas concentração enquanto foca em outra coisa.

Isso significa que, se você estiver montando uma mesa de estudos para a faculdade, canetas devem ficar bem à sua frente, enquanto que, um livro do semestre passado, não.

Para facilitar sua organização, você pode identificar que precisa de alguns sistemas de armazenamento: gaveteiros, caixas, pastas. este é o momento de providenciá-los, não no início, sem destralhar e selecionar.

Boa sorte com o seu cantinho! Estou muito curiosa para ver as fotos!

Meu nome é Thais Godinho e eu estou aqui para te inspirar a ter uma rotina mais tranquila através da organização pessoal.

Categoria(s) do post: Estudos

Quando converso com alguns leitores sobre estudar para um concurso, fazer uma faculdade ou aprender um novo idioma, sempre ouço algo como: “Thais, eu sei da importância de tudo isso e gostaria de voltar a estudar, mas não consigo encontrar motivação”. Por esse motivo, resolvi escrever este texto com algumas reflexões que fiz sobre o assunto e espero que ajude quem estiver passando por esse momento de indecisão.

A motivação é algo extremamente pessoal. Significa exatamente isso: um motivo para a ação. Esse motivo não vem de fora – não adianta o chefe tentar te convencer que é necessário aprender espanhol se você, lá no fundo, achar que não vale a pena. Assim como para qualquer outra iniciativa, se você não tiver uma motivação real, você não conseguirá ter estímulo suficiente para agir.

Toda vez que você tiver uma ideia ou se pegar pensando em algo que deveria fazer, especialmente relacionado aos estudos, pergunte-se:

  • Qual o propósito disso? Por que eu quero fazer uma faculdade, passar em um concurso ou aprender esse novo idioma? O “por que” é essencial. Sem ele, não tem sentido fazer nada.
  • Onde eu quero chegar? Como eu me imagino depois de estar fluente nesse idioma, ter passado no concurso ou ter concluído a faculdade? O que isso vai me trazer de resultados na vida? Isso é uma certeza ou apenas suposição? Conversei com outras pessoas experientes nesse assunto para ter uma noção mais realista do que pode acontecer?
  • O que acontecerá comigo se eu não fizer isso que eu estou me propondo? Como será o cenário se eu não fizer essa faculdade, não estudar para esse concurso ou não aprender esse idioma?

São algumas questões para você refletir sempre que tiver em mente iniciar um novo projetos de estudos (não só de estudos, mas de qualquer projeto). Faça o teste. Pense nas respostas e talvez você descubra porque não tem motivação ou, pelo contrário: que a motivação é real e consistente, e não há dúvidas de por onde começar.

Boa sorte. 🙂