Categoria(s) do post: Casa, Áreas da Vida

Quem me conhece e acompanha o dia-a-dia com o meu filho sabe que eu sou super preocupada com a educação dele, especialmente em casa. Não me importo que ele use cor de rosa, brinque de panelinha ou de limpar a casa. Só de escrever essas palavras já me sinto como um extraterrestre, porque nem deveria existir essa distinção. Em casa mesmo, ele quis brincar de panelinha porque vê o pai cozinhando. Isso é normal. E eu sinceramente acho importante que ele cresça independente nesse sentido, sabendo como fazer as coisinhas em casa também.

Só foi engraçado porque ele tem uma coisa que é muito “de menino” mesmo, que é gostar de meios de transporte. Nunca vi igual. Ele consegue enxergar aviões que nem eu consigo ver direito e já decorou um monte de estações do metrô de São Paulo..! Enfim, ele realmente gosta. Aí nesse final de semana minha mãe nos levou para passear e ele teve a oportunidade de conhecer todos os meios de transporte possíveis! Tirou foto com barco, moto, avião de brinquedo, trator! Teve bastante coisa pra contar pra outra vovó quando voltamos pra casa.

Fomos até a marina onde minha mãe costumava velejar há alguns anos (eu também!). Era uma época divertida. Participei de algumas regatas tipo a Semana de Vela de Ilhabela-SP e adorava! Não levei para a frente porque minha mãe se mudou para outra cidade e meu acesso à coisa toda era através dela, simplesmente. Mas esse lugar em São Paulo fica na represa de Guarapiranga e muitos velejadores mantêm seus barcos lá para se divertir no final de semana. Nós fomos até lá para ele conhecer aquele mundaréu de água (ele ainda não conheceu o mar).

Ele parece tão minúsculo perto desse barco. Mas olha a carinha de feliz. =)

No domingo nós fomos ao parquinho brincar e fazer piquenique.

Resumindo, passamos o final de semana inteiro fora e, com isso, todas as tarefas domésticas do final de semana terão que ser distribuídas durante a semana. É mais cansativo, mas não tem outro jeito. Se você tem finais de semana em que não para em casa também, pode ser uma boa sugestão.

O que eu faço quando estou 100% com o meu filho é aproveitar os pequenos momentos em que ele fica brincando com a minha mãe e a minha avó para fazer outras coisas. Elas conseguem curtir mais e eu não deixo de fazer o que precisa ser feito. De qualquer forma, quem tem filhos precisa aprender a lidar com as interrupções. Este texto mesmo eu já interrompi para trocar uma fralda, contar letrinhas e pegar um suquinho. =) Faz parte.

Mais algumas dicas para fazer outras coisas quando estiver com o filhote:

  • Quando estiver sozinha(o) com ele, dê toda a atenção necessária na hora das brincadeiras. É importante.
  • Se ele estiver brincando entretidamente com algum brinquedo em específico, aproveite para fazer atividades perto dele. Ler um livro, lixar as unhas, fazer a lista de compras, tirar o pó dos móveis etc. Tem um montão de tarefinhas que você pode ir fazendo. Geralmente ele fica brincando no tapete e eu fico no sofá fazendo algo assim e conversando com ele, fazendo perguntas, aquela coisa.
  • Se estiver na sua própria casa, insira-o nas atividades domésticas. Peça ajuda para colocar a roupa suja na máquina, para pendurar a roupa molhada no varal, para recolhê-la depois, para arrumar as camas, guardar o que estiver fora do lugar etc.
  • Se estiver na casa da mãe, da sogra, da tia ou de qualquer outra pessoa que esteja com saudades e querendo aproveitar para mimar bastante, descanse. Nem que seja ficar sentada trocando ideias com essa pessoa enquanto ela brinca (e corre atrás!) do filhote. Se for alguém mais íntimo, você consegue até fazer outras coisas que demandam mais concentração.

O que eu faço é aproveitar o máximo possível o tempo que eu passo com ele, já que trabalho fora a semana inteira e, como todas as mães, sinto uma culpa enorme por não ficar mais com ele. Mas isso não significa que eu preciso ficar 100% sentada no chão brincando e deixando a vida passar do outro lado. Precisamos inserir as crianças em nossa rotina até mesmo para que elas vejam que é importante saber conciliar brincadeira, deveres e tudo o mais. Pelo menos é o que eu acredito.

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Todos os dias, em todos os posts, sempre recebo “pedidos de socorro” <3 de pessoas em diversas situações e com idade variada, me pedindo ajuda para se organizarem. Então hoje, em vez de falar, eu gostaria de ouvir cada um(a) de vocês.

Por favor, poste um comentário respondendo a pergunta: Por que você não consegue se organizar?

A ideia é conhecer cada um(a) um pouco mais e pensar em soluções para ajudá-las(os).

Obrigada, pessoal. =)

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Frequentemente converso com amigos sobre nossas carreiras e sonhos, e outro dia uma amiga me perguntou o que ela deveria fazer para organizar melhor o que poderia fazer da vida em termos de trabalho. Como ela pareceu gostar das minhas sugestões, transformei-as em post e espero que possam ajudar vocês também.

Eu quero que você responda as seguintes perguntas:

1. Quais são suas metas em relação ao seu trabalho no período de um ano?

De agosto de 2012 a agosto de 2013, o que você pretende fazer? Terminar a faculdade, começar um curso de idiomas, fazer intercâmbio, ser promovida(o) e fazer um curso de extensão estão entre as alternativas. O importante é fazer pelo menos uma dessas coisas.

Quando eu penso na minha carreira e no que preciso ou não fazer, sempre coloco essa resposta em primeiro lugar. Isso significa que nunca ficarei um ano inteiro sem investir na minha carreira de uma forma ou de outra. Ou seja, não perderei tempo.

Se você não tem ânimo para o trabalho atual, talvez as alternativas para o seu caso sejam mudar de emprego, fazer uma especialização em outra área ou até mesmo iniciar outra faculdade. Só para constar, foi o que a minha amiga optou por fazer.

2. Onde você deseja estar daqui a cinco anos?

A mais que esperada pergunta em entrevistas na verdade é uma forma bem legal de reflexão interna. Onde queremos estar profissionalmente daqui a cinco anos? Se você estiver começando agora na faculdade, pode querer conseguir um emprego na sua área. Se estiver se formando agora, pode dizer que deseja já ter concluído uma pós-graduação. Se já tiver feito essas coisas, pode querer ingressar em um mestrado ou doutorado. Se é analista, pode querer ser gerente. Se é gerente, pode querer ser diretor(a). Ou pode ser que daqui a 5 anos você esteja aposentado(a) e querendo iniciar uma atividade nova. Também pode querer estar com o seu próprio negócio funcionando! São tantas as possibilidades que somente você para responder isso agora.

É difícil pensar nos próximos 5 anos e muitas pessoas dizem que é impossível fazer esse planejamento pois a vida muda o tempo todo. Sim, isso é verdade, mas é importante saber onde você quer chegar. E a única maneira de fazer isso é pensando a respeito sempre que puder.

3. O que você gostaria de fazer para o resto da vida?

Quer trabalhar em um escritório até se aposentar? Deseja abrir um negócio? Quer transformar um hobbie em algo lucrativo? Independente do que for, essa terceira pergunta pode te surpreender. Existe até um conto que não me lembro a autoria que era mais ou menos assim: um cara super rico tinha uma casa na praia, onde um morador local trabalhava como caseiro. Ele nunca ia para a tal casa, pois trabalhava muito. Era riquíssimo, porém. Décadas depois, ele se aposentou e foi para a casa da praia, passar alguns meses sem preocupações. Pegou sua vara de pescar, se sentou ao lado do caseiro na beira do píer e, ao jogar a linha na água, comentou:

– Eu trabalhei a vida inteira para estar aqui agora.

No que o caseiro disse:

– Eu também, mas eu sempre estive aqui.

Ou seja, o senhor aposentado poderia ter feito aquilo desde o início, se soubesse que seu objetivo final era viver daquele jeito.

Essa historinha serve para plantar uma sementinha na sua cabeça agora: o que você está fazendo no momento para viver a vida que sempre quis? E pergunte-se também se a vida que você sempre quis já não está ao seu alcance enquanto você vive uma ilusão equivocada.

Outro dia eu cheguei à seguinte conclusão: a gente sabe que encontrou nossa missão quando não vê mais diferença entre vida pessoal e trabalho. Isso não significa amar um trabalho que na verdade você só ama o salário, nem largar tudo e morrer de fome com seu livro preferido embaixo do braço. Significa encontrar a sua verdadeira vocação (seja qual for) e viver de acordo com o que você acredita.

Isso é difícil de encontrar. Enquanto você não encontra, vá seguindo o que você acha certo no momento, simplesmente. O que não te levará a lugar algum é ficar parada(o), com toda a certeza. Por isso, espero que definir essas metas de 1 ano, 5 anos e para toda sua vida te ajudem a pensar a respeito do que você quer ser “quando você crescer”.

Um bom domingo para você.

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Imagem: Martha Stewart

Hoje eu só vim compartilhar uma ideia simples, bem daquelas “por que eu nunca pensei nisso antes?”. Claro que tinha que ser da Martha Stewart!

E a ideia é: colar envelopes na parte de dentro da capa dos seus livros e cadernos, para ter uma forma de guardar papéis, fotos e lembretes junto com eles.

Tão simples e tão prático! Basta escolher envelopes de papel comuns, vendidos em papelarias (prefira os coloridos!) e colar com cola branca. Dá vontade de fazer em todos os cadernos!

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Uma das maneiras de se ter um Natal mais prático é antecipar as compras de final de ano o máximo que você puder. Veja como isso pode ser feito:

Faça uma lista de presentes

Em uma folha de papel, faça uma lista simples de pessoas que pretende presentear no próximo Natal. Você pode inclusive já escrever algumas ideias de presentes para cada pessoa. Não tenha medo de repetir presentes para pessoas que não se conhecem, porque aí você simplifica o processo de compra. Você também pode definir que quer fazer alguns presentes, como uma caixa com decoupáge e coisinhas desse tipo. Por isso é bom planejar desde cedo, porque aí você tem tempo para fazer tudo sem pressa e sem atrapalhar seu dia-a-dia e o seu bolso.

Faça uma lista de objetos de decoração

Você já deve ter alguns objetos de decoração de Natal em casa. Se for o caso, verifique o que está quebrado ou faltando e complemente a sua lista. Se você não tiver nada (como eu), faça uma lista enxuta do que deseja comprar. Como nós nos mudamos em dezembro, não temos nada de Natal, a não ser as luzinhas (que uso para outros fins também na decoração). Pretendo comprar somente a árvore e fazer todo o resto. Sem muita tralha, por favor.

Estabeleça metas nos próximos meses

Com as duas listas em mãos, planeje as compras nos próximos meses. Deixe para o começo de dezembro somente as compras de Natal de última hora, como um presente para o seu chefe, se ele te chamar para um jantar no final do ano (acontece), ou uma reunião de amigos da faculdade que terá um amigo-secreto. Todos os outros presentes já previsíveis podem ser comprados com antecedência, sem pressa e mais em conta.

Eu faço assim: com a minha lista de presentes já feita, aproveito para comprar algo sempre que vou aos lugares onde são vendidos aqueles presentes. Não tenho uma meta fixa de comprar X presentes por mês, por exemplo, mas sempre tento estar com todos comprados até novembro. O mesmo vale para as embalagens de presentes e decoração. Agora é uma excelente época para comprar essas coisas porque algumas lojas atacadistas já estão vendendo esses materiais por um preço muito mais baixo, e você economiza muito. Outra época boa para comprar artigos de decoração e embalagem de Natal é em janeiro, depois do Natal.

Mais uma vez, vale lembrar: não é para pirar e parar a vida para comprar presentes. É justamente para ir fazendo aos poucos, quando você estiver no shopping, por exemplo, ou em uma papelaria. Esse planejamento serve exatamente para que você não tenha que correr com isso de última hora e gastar tudo de uma só vez.

Categoria(s) do post: Casa, Áreas da Vida

Ter um blog é uma rua de duas vias. Tem o lado bom que é o de ter um canto seu para escrever, falar da vida, conhecer pessoas, trocar ideias. O lado ruim é que você acaba dando a sua cara a tapa publicamente, o que pode não ser muito legal para um monte de pessoas. Eu já tenho blog há tanto tempo que, sinceramente, aprendi a lidar com tudo isso. Às vezes recebo alguns comentários que são pura e simplesmente para falar “credo, que neurótica” ou “você deve ser chata com toda essa mania de organização” e por aí vai.

Então eu pego meu café, me distraio com os feeds e esqueço o assunto. Mas eu volto ao blog para responder os comentários (de toda forma) e me deparo com todos esses “julgamentos” novamente. E por que eu estou falando sobre isso? Vou explicar:

Eu tenho um diário de papel. Porque né, eu gosto de escrever, e não, acredito que as pessoas não devam escrever TUDO sobre as suas vidas na Internet. Ainda temos um pouco de privacidade no mundo off-line, obrigada. Outro dia estava relendo meu diário da época da gravidez, a morte do meu pai, o pós-parto. Durante uns três anos, eu estive em um estado bem diferente do que considero a minha identidade mesmo. Difícil explicar. Eu comentei um pouco no post onde falo como me tornei organizada: saí do meu emprego, radicalizei no minimalismo, questionei minha vida toda, enfim. Durante uns três anos, eu vivi em busca dessa identidade. Antes disso, quando eu trabalhava em uma agência de publicidade e tinha mil compromissos e projetos ao mesmo tempo, eu sempre estava naquele “estado” que o David Allen fala, que não deixa de ser uma coisa meio zen: você tem controle de tudo, consegue executar as coisas, e sua vida vai caminhando a passos largos, com os objetivos sendo cumpridos. Um dia eu decidi largar todos os meus métodos de organização e simplesmente viver! Foi como comentei naquele post: doei roupas, me desfiz de muita coisa. Tive tempo para ler, escrever mais, pintar, me intelectualizar. Foi um período importante mas, quando olho hoje, com um certo distanciamento, vejo como eu saí daquele estado que considerava estressante, sem levar em conta que ele era grande parte de mim e, por isso mesmo, não era estressante – era zen!

Parece um paradoxo? Pois bem. Depois de muito tempo vivendo sem objetivos planejados, com ações e metas definidas, aquilo sim se tornou estressante para mim. Li algumas coisas no meu diário que me assustaram porque fiquei me perguntando por que perdi tanto tempo na vida sem me aceitar como eu realmente sou, e nem falo sobre a influência de outras pessoas – falo sobre essa minha coisa de gostar de ser organizada e de repente ter largado tudo assim, achando que seria uma coisa boa. Ter largado todos os meus projetos, a verve toda que me mantinha correndo para lá e para cá, que me deixava feliz.

Meu filho nasceu, eu trabalhava em casa. Quando eu voltei a trabalhar em uma agência de publicidade, oito meses depois, eu fui voltando lentamente ao meu estado ativo, que hoje sei que é o meu estado zen de verdade! Essa semana estava em casa, de noite, escrevendo, e percebi como a minha vida está boa, no geral. É claro, óbvio, que tenho os meus problemas em todas as áreas da minha vida – chateações na área profissional, falta de dinheiro, projetos que não tenho condições de começar agora (mas queria), discussões bobocas em casa (que às vezes acontecem), enfim, as coisas do cotidiano mesmo que acontecem na vida de todos nós. Mas eu me vi no meu estado zen novamente, com todos os projetos em andamento, getting things done, parodiando o David Allen. E descobri que essa sou eu, e que a organização na verdade foi a forma que eu encontrei de ter a minha vida de acordo com o que acredito, pois consigo alcançar meus objetivos. Quando eu deixei a organização de lado, me vi em uma situação onde não parecia eu, com sérias consequências. Então fico feliz e satisfeita por estar aqui hoje.

Esses comentários que eu citei no início do post me deram um sorriso de canto de boca porque eu não sou nenhuma daquelas coisas, muito menos acredito em um “ideal de organização”. Eu não me importo se a minha mesa está cheia de papéis, contanto que eu saiba do que se trata cada um deles. Eu não me importo se o meu marido deixar a roupa suja no banheiro dele, porque isso não é mais importante que o nosso relacionamento. Eu me importo sim em deixar a minha vida passar sem estar aproveitando cada momento, e a organização me permite isso. Talvez não sirva para muitas pessoas, mas a minha experiência própria e com amigos, conhecidos, me mostrou que com um mínimo de organização todos nós podemos fazer acontecer, independente da quantidade de projetos e áreas de responsabilidade em nossas vidas e ainda mais independente do nível de organização que cada um de nós tem. Seja você uma pessoa com 16 anos que precisa se organizar para os estudos, uma dona de casa que tem mil projetinhos e hobbies, um pai que mora sozinho com o filho e chega tarde em casa sem ter tempo para nada nunca, uma senhora aposentada em busca de novas atividades, uma presidente de multinacional que engravidou ao mesmo tempo que precisa revolucionar a empresa, ou seja, todo mundo.

Isso não significa que você precisa ser uma pessoa viciada em organização, neurótica e tudo o mais. E, mesmo que seja, qual o problema? Cada um na sua. Uma coisa que os meus 30 anos de idade me trouxeram foi a maturidade para saber muito bem quem eu sou e o que eu deixo entrar na minha vida ou não, e principalmente as brigas que eu devo comprar. Já sei o que funciona para mim, e ser organizada é uma dessas coisas. Saber que cada um tem um modo de pensar e todo um background de vida que constrói a personalidade é outra. Eu acho que a busca pela nossa identidade é o único objetivo de vida fundamental.

“Às vezes as escolhas erradas nos levam aos lugares certos.” – Imagem retirada do Pinterest
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No último sábado, eu aproveitei o tempinho de folga para organizar o meu guarda-roupa. Eu precisava fazer isso pelos seguintes motivos:

1 – Estou emagrecendo e algumas roupas antigas já me servem novamente, e muitas já estão demasiado largas.
2 – Meu guarda-roupa estava lotado desde a mudança. Tudo bem que guardo roupa de cama e banho nele também, mas eu achava que tem muita roupa lá, de qualquer forma.
3 – Gosto de fazer esse destralhamento a cada estação para doar o que eu não uso mais e ajudar outras pessoas.

Separe as roupas em categorias de ações

A organização ainda está em processo. Afinal, quem tem tempo para fazer tudo de uma vez? Mas só pela primeira seleção que eu fiz, já valeu a pena. Experimentei peça por peça e separei as roupas em quatro grupos: ficar, doar, consertar, tingir. As roupas doadas ocuparam um saco de plástico bem grande. Para tingir, dois sacos. E finalmente, para consertar, um saco pequeno. As roupas para tingir são roupas boas, que estão em perfeito estado, mas precisam de um up na cor porque estão desbotadas.

Aí é só definir os próximos passos para as roupas separadas:

As que ficam devem ser organizadas direitinho no guarda-roupa (já fiz naquele dia mesmo).
As que serão doadas estão separadas para que eu doe na semana que vem.
As que preciso consertar eu separei em uma pilha de consertos simples (que eu mesma posso fazer, como uma costura que abriu um pouquinho ou um botão que esteja caindo) e uma com consertos tipo fazer a barra ou ajustar, que precisam de uma costureira. Essas eu levarei na sexta-feira, junto com as roupas que vou tingir (é no mesmo lugar).

Saiba o que você precisa ter

Depois de alguns meses, posso dizer aqui como tem sido bom e organizado da minha parte tem feito aquela lista de peças para toda a vida, pois consegui organizar o meu orçamento e, a cada mês, tenho novas opções para otimizar as roupas que uso no dia-a-dia. Todo mês, eu defino um orçamento médio para as novas aquisições e me atenho a ele. Mais ou menos assim: em um mês, posso comprar uma coisa mais cara, como um vestido ou uma jaqueta, a definir, uma mais barata, como uma camiseta ou blusa estampada, e itens mais baratinhos de manutenção mesmo, como calcinhas, meias-calças, meias sociais etc. Este mês eu comprei um vestido colorido (a ideia é comprar outro só daqui a um ano), uma calça colorida (a cada oito anos!), uma camiseta pólo (a cada dois anos), uma meia-calça (todo mês), e ainda faltam uma meia social e uma calcinha (todo mês). Extremamente didático e mastigadinho, mas a praticidade é indescritível.

Quando eu fui comprar a minha calça colorida (burgundy!), experimentei uma outra calça que ficou linda, linda. Mas eu fiquei no meu orçamento e optei por uma das duas. Se eu não tivesse essa listinha e um orçamento definido, certamente teria levado a outra sem problemas.

Eleja as peças-chave para o frio

Eu tenho um estilo que fica entre o clássico e o casual na hora de me vestir, então as minhas peças-chave para o frio são:

  • Trench coat, que vai por cima de todas as suas blusas de frio para quebrar o vento e ainda dá um ar mais arrumadinho. Eu tenho somente um (bege claro), mas acho legal ter pelo menos mais um vermelho e um preto;
  • Cardigans e suéteres em cores variadas, pois para mim são os verdadeiros curingas do inverno. Os básicos na minha opinião são nas seguintes cores: preto, cinza, azul marinho, bege claro, bege escuro.
  • Meias-calças, pois não vivo sem elas. Uso muitas saias e vestidos e mesmo com calças elas são boas naqueles dias extremamente frios. Tenho muitas pretas, mas também as coloridas;
  • Botas são o melhor calçado para o inverno, porque cobrem mais os pés e, dependendo da altura do cano, a perna toda;
  • Cachecóis e pashminas, pois protegem o peito e o pescoço e também deixam o visual mais incrementado e divertido, se forem coloridos;
  • Camisetas de algodão para usar por baixo das blusas;
  • Segunda pele. Tenho várias blusas assim e elas são fundamentais para não parecer um bolinho de chuva quando estiver abaixo de oito graus.

Em um típico dia frio, uso todos os itens acima. Não saberia viver sem eles.

Estabelecendo um orçamento para novas aquisições e deixando seu guarda-roupa funcional para o dia-a-dia, o inverno se torna muito mais fácil. Especialmente quando precisamos levantar bem cedo e está aquele frio!

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

A técnica Pomodoro é famosa, mas extremamente simples. Basta dividir seu tempo em períodos de 25 minutos (chamados de “pomodoros”), trabalhar em suas tarefas nesses períodos e, a cada quatro ciclos, fazer uma pausa de 15 minutos para descansar. A ideia é que você trabalhe ininterruptamente durante cada ciclo de 25 minutos.

Essa técnica foi inventada por um italiano no final dos anos 1980 e seu principal objetivo é evitar distrações enquanto se trabalha em alguma tarefa. O nome pomodoro vem de “tomate” em italiano. Os timers de cozinha tradicionais têm o formato de um tomate, e esses timers são utilizados para marcar os períodos de 25 minutos.

Como utilizar

Você deve ter uma lista de tarefas que precisa executar. Então, ajuste o timer no celular, no computador ou mesmo aqueles timers de cozinha para tocar o alarme em 25 minutos e trabalhe nas suas tarefas. Quando o timer tocar, faça uma pausa curta (5 minutos) e parta para outra tarefa. A cada quatro “pomodoros”, faça uma pausa mais longa.

Se tiver uma ideia ou se lembrar de outra coisa que precisa fazer, não interrompa o que está fazendo – escreva uma nota para ler posteriormente e continue trabalhando. Caso você termine a tarefa antes do timer tocar, aproveite para fazer tarefinhas mais rápidas, como responder um e-mail.

No início do dia, você deve fazer uma lista de tarefas a serem realizadas para saber quais são as tarefas mais fáceis e as mais difíceis. Isso te orientará para onde deve focar.

É importante fazer um registro das suas atividades para ver quanto tempo demorou em cada uma delas e de quantos pomodoros foram feitos o seu dia.

Minha opinião

Muitos usuários da técnica dizem que é legal ter um timer de cozinha mesmo para aplicar. Particularmente, acho meio inviável se você trabalha com outras pessoas (deve incomodar absurdamente) e eu mesma não consigo trabalhar com aquele “tic-tic-tic” na orelha! Além de me distrair, impôe uma pressão bem desnecessária ao meu trabalho, pois fico com aquela sensação de tempo correndo e eu tendo que fazer tudo com pressa. Talvez funcione para quem é desorganizado e não consegue de forma alguma focar em suas tarefas, mas para mim é trazer estresse a um dia-a-dia já cheio de preocupações.

No mais, a simplicidade da técnica é o seu principal triunfo. Quem não tem o menor interesse em métodos como o GTD para se organizar e quer somente uma melhoria básica no seu dia-a-dia, pode tentar sem medo de ser feliz. Eu só aconselho o uso de um timer menos barulhento.

Como eu faço

Eu utilizo o método GTD e costumo trabalhar nas minhas listas de tarefas no decorrer do dia. Faço 1h30 ininterruptas e então paro para tomar um café, um chá, ir ao banheiro, dar uma volta. Não é super rígido, tipo “faltam 5m para dar 1h30 então não posso levantar agora, mesmo tendo terminado minhas tarefas”. Claro que não. Como tudo, é somente uma orientação e me ajuda a calcular quanto tempo tenho para realizar minhas tarefas.

Também escrevi um post sobre como definir prioridades e executar tarefas, além de um mais recente com dicas para organizar seus horários e tarefas.

E você, o que acha desta técnica?

Categoria(s) do post: Áreas da Vida

Bom, conforme eu comentei aqui, nesse final de semana nós instalamos as cortinas novas.

A cortina grafite do quarto, que eu fiquei com medo de pesar demais, acabou ficando boa:

Julho é o mês de organização do nosso quarto. As únicas coisas que faltam são os quadros em cima da cama e pequenas soluções com caixas dentro do guarda-roupa. Sábado à noite eu ainda aproveitei para fazer uma revisão geral e separar o que eu não uso mais para doar, o que precisa de reparos e o que eu quero tingir de outra cor. Foram três sacolas enormes que saíram do guarda-roupa e muito espaço liberado.

Na sala, persiana na janela e uma cortina transparente na porta da varanda:

Nossa sala “pelada” – o mês de organização e decoração dela será somente setembro, mas eu já aproveitei o embalo para instalar as cortinas. Essa persiana foi super chata de instalar e mesmo assim não botamos muita fé nela não. Dá um medo de puxar a cordinha e ela cair! Enfim, o tempo dirá. De qualquer forma, ela não dá aquele “ar de escritório” porque é feita de madeira, não alumínio. De perto dá para ver bem como ela é bonita. Deve ficar legal em quartos de bebê também.

Enfim, a sala será o cômodo que, junto com o escritório, terá mais mudanças. Vamos mudar a tv de parede (ela ficará em frente ao sofá) essa semana (estamos esperando o terceiro reagendamento com o técnico – OBRIGADA, NET!) e, onde ela está agora, vamos colocar uma bancada comprida com várias coisinhas. Só vendo depois! Também pretendemos colocar um quadro grandão atrás da mesa de jantar. Do lado do rack, quero colocar uma daquelas luminárias de piso (eu SEMPRE quis ter uma daquelas) e, mais para frente, queremos comprar um home theater também. Os nichos com os DVDs vão para a parede da tv e pretendemos instalar mais dois (meu marido quer ficar expondo os filmes preferidos dele). Estou contando tudo isso para vocês terem uma ideia vendo a foto acima. =)

A luz que entra no fim de tarde é uma delícia! Nosso apartamento finalmente está ficando com cara de casa – lar de verdade.

Essa aí em cima é a estampa da cortina da varanda. Eu gostei porque adoro estampas geométricas e acabou combinando com o tapete por conta disso.

Só um update: Vocês se lembram que eu comentei em outro post que tinha comprado uns quadrinhos para colocar no meu banheiro? Então, não gostei do resultado e por isso ainda não postei fotos do banheiro, porque não pensei em outra solução. Por enquanto os quadrinhos estão aqui:

Essa foto também mostra bem como a perfeição passa longe daqui: a carteira do meu marido, fazendo sabe-se lá o que ali (o aparador fica logo embaixo desses nichos, vai entender) e a caixa de Friends que eu estava assistindo na sexta (tirei a foto no sábado de manhã).

Já estão organizados os seguintes cômodos: cozinha, banheiro dos meninos, meu banheiro e o quarto do filhote.

Faltam: nosso quarto (este mês), escritório, sala, área de serviço e varanda.

O planejamento geral do apartamento para 2012 é decorar “com o necessário”, sem muitas firulas. Só que decoração é feita em grande parte de firulas, não é, minha gente, então dá vontade de fazer TUDO de uma vez, pendurar corujinhas, quadrinhos, moldurinhas. Na medida do possível, vamos fazendo.

Mas esse planejamento vem dando certo porque, por exemplo, janeiro é o mês de “organização geral”, então vamos poder fazer pequenos detalhes por todo o apartamento. A divisão por meses é mais para as coisas caras. Em fevereiro, que é novamente o mês da entrada, quero comprar um novo aparador, colocar espelho na parede, essas coisas. Mudanças que envolvam mais a compra de móveis, que são a parte mais cara da decoração.

O que eu não vejo a hora de arrumar logo é o meu escritório, porque quero ter um espaço para guardar material de artesanato e voltar a fazer coisinhas bonitinhas para a nossa casa. Hoje eu desanimo um pouco porque não tenho onde guardar tintas, por exemplo. Nós sabíamos que 2012 seria um ano de adaptação para a gente no apartamento novo, pagando as parcelas dos eletrodomésticos e comprando tudo bem aos pouquinhos. Se eu tivesse mais dinheiro, já teria organizado tudo, mas a realidade é diferente e precisamos ir devagar. Mesmo assim, eu acho que está ficando bonitinho! O que vocês acharam das cortinas?

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Por mim, eu faria tudo online. Não sei se é por ter morado em São Paulo e saber que é impossível cruzar a cidade depois do trabalho para chegar a qualquer lugar no horário da aula ou também por já ter trabalhado em instituições que ministravam cursos online, mas sou altamente a favor de todos os cursos pela Internet. Por outro lado, tirando todo o background teórico e gramatical, nunca achei que os cursos de inglês presenciais preparassem um aluno para o mercado de trabalho, que exige fluência oral e escrita, mesmo que mínima.

Sempre fui autodidata – com inglês também. Aprendi bem pouco na escola, tentei começar dois ou três cursos quando era adolescente, mas sempre saí pois não tinha motivação. Então, sozinha, estudava gramática, lia livros e artigos em inglês, traduzia as músicas etc. Isso tudo foi me dando uma noção maior que qualquer escola, então eu tinha desistido de fazer algum curso novamente.

Esse ano, no entanto, eu quis aproveitar a oportunidade de bolsa-idiomas que o meu trabalho fornece e fazer um curso de inglês. Minha ideia era fazer um curso de conversação e estudar gramática em paralelo, além de continuar minhas leituras e outros exercícios. Depois de pesquisar em escolas tradicionais e desistir de todas elas, acabei chegando ao curso online da Open English, que é o que eu estou fazendo. Sei que existem outros, como o English Town, mas tive uma ótima impressão com o atendimento da OE e acabei fazendo com eles.

Apenas para explicar para quem nunca fez um curso de inglês online, funciona mais ou menos assim: todos os dias, há um tema. Por exemplo: reuniões de trabalho. Aí todas as atividades giram em torno desse tema. Há aulas online durante o dia todo para os níveis básico, intermediário e avançado. Para essas aulas, você pode baixar a apostila antes e dar uma estudada para fazer a aula já preparado. Você também tem acesso a um banco de vídeos, jogos, apostilas etc sobre esse e outros temas, e pode estudar quando quiser.

A aula é puramente sobre conversação, apesar de os professores tirarem dúvidas diversas sobre gramática, se solicitado. O foco é na pronúncia mesmo. Enfim, era o que eu estava precisando. No final, o professor indica as lições mais adequadas para cada aluno, de acordo com o que ele observou em sala. As aulas são ao vivo com professores do mundo inteiro, mas a maioria vive nos Estados Unidos ou em outros países da América do Sul.

Para vocês terem uma ideia, eu, que já escrevo razoavelmente em inglês e consigo conversar normalmente em uma reunião de trabalho com algum cliente americano, por exemplo, nunca fui além do nível intermediário nas aulas ao vivo. Isso me deu uma noção do meu nível de verdade. Porque uma coisa é saber conversar e tudo o mais, outra totalmente diferente é saber realmente argumentar sobre temas diversos, por causa do vocabulário. E isso que é o legal dessa coisa dos temas: todos os dias você tem um tema diverso justamente para conhecer o vocabulário, seja sobre animais da fazenda ou discutir sobre o tempo.

Como eu me organizo

É claro que, para cursar inglês online, você precisa ter uma boa dose de disciplina porque, se você deixar, acaba não estudando nada. Você configura determinadas metas para você durante a semana e o site vai mostrando a sua evolução. Eu iniciei com uma meta de 5h semanais de estudos, mas diminuí para 4h, o que considero o meu ideal, em meio à minha rotina. Então eu faço assim:

Toda segunda eu pego a programação da semana (dos temas) para ver quais me interessam. Geralmente eu sempre me interesso por pelo menos três temas, então anoto na minha agenda as aulas nos dias da semana correlatos. Suponhamos que eu queira fazer a aula da terça, da quarta e do sábado. Ok. O que eu vou fazer é estudar as lições de arquivo deles nos dias em que eu não fizer aulas.

A flexibilidade de horário é a melhor coisa de se fazer inglês online. Geralmente eu acordo mais cedo e faço a aula antes de o nosso filho acordar, mas muitas vezes eu faço a aula de noite, por volta das 21h (horário em que ele já foi dormir). Muitas vezes aproveito quando viajo a trabalho para estudar de noite, até mesmo no aeroporto, e na casa da minha avó, quando vou para lá aos finais de semana. Então é bem tranquilo cumprir as metas e estudar.

Quando o tema é difícil, eu faço a aula do nível básico e, na sequência, a do intermediário. Estudo a apostila antes e, depois, faço os exercícios do nível avançado para treinar a minha escrita. Também tenho alguns livros de gramática em casa e procuro estudar um capítulo (pelo menos) uma vez por semana, geralmente para tirar dúvidas que eu tenha tido durante a semana com alguma regrinha específica.

Para quem eu recomendo

Recomendo as aulas de inglês online para quem já tem uma noção mínima e precisa aprender para obter fluência, seja para viajar ou para o trabalho. Não recomendo para quem precisa aprender gramática primeiro, como vestibulandos ou pessoas que nunca estudaram inglês.

Categoria(s) do post: GTD™, Áreas da Vida

Outro dia uma leitora me perguntou como era um final de semana em que eu ficasse em casa. Bom, o final de semana ainda não acabou, mas eu gostaria de contar então o que eu fiz ontem, hoje e o que farei amanhã.

Sexta

Ontem eu saí do trabalho mais tarde e dei uma passada na Etna para fazer a “compra do mês” para o apartamento. Como já comentei algumas vezes aqui no blog, estamos organizando um cômodo por mês desde a mudança para não gastarmos tanto. A ideia é fazer o básico e, no ano que vem, os detalhes. Isso não significa que eu deixo de comprar algo que estamos precisando na sala no mês do quarto, por exemplo. Não é uma regra rígida, mas somente uma orientação.

Então ontem eu fui na Etna e acabei comprando as seguintes coisas:

  • uma persiana para a sala (ficou grande)
  • a cortina para o quarto, junto com o varão
  • a cortina para a porta da varanda, junto com o varão
  • um espelho para o quarto
  • um tapetinho para o meu lado da cama
  • dois travesseiros
  • duas capas de travesseiros
  • uma cúpula para o abajour do quarto

Como eu ia parcelar a compra e vir para casa de táxi, quis aproveitar a viagem para já comprar os varões e as cortinas que faltavam. Apesar de a decoração da sala estar planejada mais para o final do ano (porque tem mais coisas e as contas estarão mais equilibradas), a falta de cortinas estava sendo ruim por vários motivos. A porta da varanda, que é grande, permitia muita passagem de sol, o que pode danificar a mesa de jantar. A outra janela faz um reflexo enorme na tv, o que atrapalha, além de ter o mesmo perigo de estragar. Então eu comprei uma persiana branca para a janela e uma cortina branca/transparente para a varanda. Como ainda não sabemos se vamos pintar as paredes ou não, preferimos optar pelos tons neutros. Fora que, para a porta da varanda, eu sempre imaginei uma cortina mais esvoaçante e leve mesmo. A ideia é apenas “quebrar” a luz do sol.

Para o quarto, ficou a dúvida. Queríamos uma cortina escura, para deixar o quarto bem escurinho para dormir. Eu sei que existem as cortinas black-out, mas eu não queria um tom branco ou bege também. Procurei por um lilás acizentado, mas não encontrei. Então depois de muita ponderação (libriana) e de consultar meu marido por telefone umas três vezes, acabei comprando a cortina grafite. Ainda não instalamos, mas no final das contas acho que vai ficar boa. Tudo é cansativamente branco no nosso apartamento e cores escuras são bem-vindas.

O restante das compras eram itens que estávamos precisando também.

Ao chegar em casa, guardei o que estava fora do lugar e lavei a louça, limpei a pia, aquela coisa de toda noite. Meu filho foi dormir. Dei um pulo rápido até o mercado para comprar uma carne para fazer no forno (estava morrendo de vontade). Fiz e, nesse meio-tempo, tomei banho. Guardei as roupas que estavam secas no varal e coloquei as do meu filho na máquina, pra lavar no dia seguinte. A carne ficou pronta e eu jantei vendo Friends. Estava cansada e fiquei assistindo até a hora de dormir (por volta da 1h da manhã).

Sábado

Acordei cedo porque precisaria ir até a Etna trocar a persiana. De ônibus, demorei 2h para ir e para voltar. Como escolhi uma mais barata (era a última e estava em promoção), ainda fiquei com um crédito na loja. Nesse meio-tempo, meu marido ficou em casa com o nosso filho. Eles jogaram bola na quadra do condomínio e brincaram no parquinho. Quando eu cheguei, já liguei a máquina para lavar a roupa dele e lavei a louça. Quando terminei, preparei uma gelatina para comer mais tarde. Fiquei com o filhote enquanto meu marido preparava o almoço. Brincamos de massinha e desenhamos no papel.

Dei almoço para ele enquanto meu marido lavava a louça nova. Ele também aproveitou para arrumar as camas e colocar os travesseiros para tomar sol (fazemos isso todos os dias). Pouco tempo depois, nosso filho fica com sono e o papai o coloca para tirar uma soneca. Como ele fez um show ontem, aproveitou para dormir também. Eu até estava com sono, mas preferi aproveitar o momento de silêncio para fazer outras coisas.

Comprei um produto novo ontem da Uau chamado Uau Ação Clareadora (farei resenha depois) e queria testá-lo! Limpei os azulejos do meu banheiro com ele e fiquei muito satisfeita. Depois eu falo mais na resenha. Aproveitei também para limpar as paredes e o piso do box, além das portas dos armários dos dois banheiros. Passei o mop na área de serviço, na cozinha e na sala. Aí eu vim para o computador escrever este post. =)

O que ainda faremos hoje:

Quando meu marido acordar, vamos instalar as cortinas. Ele se dá melhor com a furadeira do que eu, então deixo o trabalho sujo para ele enquanto eu fico com o filhote. Aproveito para estender a roupa dele no varal (ele me ajuda entregando os pregadores). Vamos aproveitar o uso da furadeira para instalar o gancho para vassouras na área de serviço, que está esperando por isso há um tempão. Depois a gente vai aproveitar para descansar e ficar um pouco juntos, sem tarefas definidas. Geralmente nossa rotina é bem parecida com a rotina da semana no começo de noite – banho no filhote, janta, colocá-lo para dormir, atualizo o blog, depois vemos um filme etc.

Domingo

Quando passo os finais de semana em casa, eu gosto de descansar o máximo que eu puder e resolver somente algumas tarefinhas rápidas da minha listinha de contextos – casa ou computador. Geralmente acordamos, tomamos café, descemos para brincar e tomar sol. Subimos para preparar o almoço e, depois, o filhote dorme um pouco. Se eu estiver com sono, durmo um pouco também (geralmente eu não durmo… prefiro fazer outras coisas). Escrevo no blog, agendo alguns posts para a semana, até. Molho as plantas. Tiro a roupa da varal. Vejo um pouco de tv. Conserto ou faço alguma coisa em casa. Bem light mesmo.

Procuro deixar tudo pronto para o início da semana já no começo da noite, para não ter que fazer isso bem antes de dormir. E é isso.

Acho que o grande triunfo dos meus finais de semana é que faço muita coisa rápida e simples, o que acaba resultando em um monte de tarefas, parecendo que eu não paro durante um só minuto. Mas nada pode estar mais longe da verdade. Meus finais de semana são super preguiçosos depois que acabaram as aulas da pós… quero aproveitar pra realmente descansar a cabeça, ler um livro, uma revista, ver um filme, fazer comidinhas gostosas, escrever. Como eu tenho uma lista de coisas a fazer em casa, sempre que tenho um tempinho eu dou uma olhada e faço uma coisa ou outra. Essa é a minha maneira de fazer tudo o que eu preciso fazer sem estresse e sem deixar de fazer outras coisas importantes.

E você, como passa o final de semana?

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Faz tempo que eu estou para escrever este post porque muita gente me pede, mas eu estava esperando acabarem as minhas aulas para escrever com mais autoridade. Eu comecei a fazer minha pós-graduação no início do ano passado e as aulas acabaram recentemente. No momento, estou apenas estudando e escrevendo o trabalho de conclusão de curso, vulgo TCC.

Vou dividir este post em três partes, porque acho que a organização para as aulas e o planejamento do TCC merecem textos separados. Neste post aqui vou falar como eu me organizei desde o início e espero conseguir ajudar quem esteja passando por essa fase.

1. O momento certo

Eu demorei para fazer a minha pós-graduação. Se eu pudesse voltar no tempo, teria feito antes de o meu filho nascer. Foi muito complicado perder praticamente um ano e meio da vida dele com aulas durante os sábados o dia todo. Deixei de passear com ele e descansar, o que é fundamental quando se tem um filho pequeno. Também pela minha idade, eu acho que deveria ter feito antes.

Muitos professores e professoras recomendam que você faça a pós (especialização, ok?) logo depois da faculdade, mas eu discordo. Eu acho que a pós, por ser uma especialização, tem que ser definida com mais cuidado que a sua faculdade. Uma coisa é você ser formado em Direito. Outra totalmente diferente é ser especialista em Direito Penal, por exemplo. Isso te deixa “marcado” na área e você pode ser excluído de outros processos seletivos de emprego por causa disso. Se você não tem muita experiência na sua carreira, pode ser complicado. Agora, é claro que, se você fez a especialização porque já trabalha na área da especialidade ou tem a absoluta certeza que só quer trabalhar com ela, vale a pena fazer. Tudo tem que ser analisado. O que eu não defendo é a coisa automática de sair da facul e já emendar com a pós, sem nem pensar direito no que está fazendo.

Eu terminei a minha faculdade em 2006. Quis dar um tempo para pensar a respeito de que pós eu faria e foi o que eu fiz durante todo o ano de 2007, quando eu trabalhei muito muito. Eu trabalhava em uma agência de publicidade e quem é da área sabe como não sobra muito tempo para pensar em qualquer outra coisa. Mas naquele ano eu decidi que, no início de 2008, eu faria a pós-graduação. Pensei muito a respeito e escolhi fazer o curso de Semiótica na PUC-SP. Não era caro, era um assunto que eu sempre gostei e a PUC tem uma boa fama para os formandos dessa especialização. Juntei documentos, prestei, fiz entrevista, passei. Mas não cheguei a começar porque eu tinha um horário muito maluco no trabalho e, no final das contas, não estava certa sobre o assunto escolhido. Hoje me arrependo demais dessa decisão, pois poderia ter concluído a pós no meio da minha gravidez (segundo semestre de 2009), e retomaria minha carreira depois que nosso filho nascesse.

Mas ok. Uma coisa que eu aprendi na vida é que nossos erros e acertos se juntam para formar o que nós somos hoje, então toda experiência é válida. No geral, minha opinião sobre a hora certa de fazer o curso se resume a analisar bem os seguintes fatores:

  • O momento da sua carreira. Se você já tem experiência e/ou se já sabe o que quer. Se não tem nenhuma dessas duas coisas, eu não acho legal fazer uma pós “genérica”. Afinal, é uma especialização, certo? Mas isso é a minha opinião pessoal.
  • Sua disponibilidade de tempo. Não adianta entrar em um curso que vai demandar um tempo que você não tem agora.
  • Sua condição financeira. Porque olha, pós não é uma coisa barata (algumas são, mas no geral não) e esses dois anos pagando uma mensalidade a mais de qualquer coisa podem pesar no seu orçamento.

Só pensando direitinho sobre essas três coisas é que você pode chegar à conclusão de fazer a pós agora ou não. Eu pensei no seguinte: meu filho tinha acabado de nascer. Quando eu entrei na pós, em março do ano passado, ele tinha 11 meses. Eu não poderia esperar mais porque, com a minha experiência, muitos profissionais até mais novos do que eu já tinham a pós-graduação. Eu me forcei mesmo a fazer, pois já tinha “passado do prazo”, ao meu ver. O único dia que eu poderia fazer era no sábado mesmo, e eu teria que economizar muito para conseguir pagar o curso. Mesmo assim, fui com a cara e a coragem e fiz. Por isso, apesar de falar para você analisar os três fatores ali em cima, muitas vezes a sua intuição falará mais alto do que eles, e só você pode saber quando é o momento certo para você, assim como eu fiz.

2. A escolha do curso

Eu acho que escolher o curso certo é o mais complicado por aquele motivo que eu comentei lá em cima: você vira especialista no assunto e isso vai dar os rumos da sua carreira. Porém, depois que eu entrei na pós, vi que isso não são cartas marcadas – você pode fazer outra pós depois, se desejar, se tornando especialista em mais de um assunto.

Para mim foi relativamente fácil porque eu sempre trabalhei com Internet. Tenho formação em Publicidade, mas já tinha feito Jornalismo e História também. Para mim, ficou claro que eu deveria juntar “conteúdo” (a coisa de gostar de escrever) com “Internet”, então fui atrás de um curso que me proporcionasse a especialização nisso. Acabei fazendo Gestão da Comunicação em Mídias Digitais, o que ficou bem voltado ao que eu queria mesmo e não me limitou tanto quando fazer uma pós em somente mídias sociais, por exemplo, ou sobre marketing digital.

Toda vez que alguém me pergunta “que curso devo escolher”, eu aconselho a pessoa a pensar nos seguintes fatores:

  • Qual o assunto ligado à sua carreira que você mais gosta?
  • Se você não gosta de nada em específico, onde você está trabalhando? Há possibilidade de crescimento caso você se especialize em uma área? E, o mais importante: é o que você quer para você?
  • Você quer mudar de área?

Escolher um assunto pelo qual você gosta é o caminho mais natural e mais fácil, e foi pelo qual eu optei. Se eu não tivesse gosto por nenhum assunto em específico, eu certamente analisaria meu emprego atual e faria algo relacionado, mas que não “marcasse” tanto um assunto. Talvez você seja formado em Administração, por exemplo, mas percebe que uma especialização em Marketing e Vendas valorizaria muito seu “passe” dentro da empresa, e esse é o seu objetivo. Então essa pode ser uma boa escolha. Ou pode ser que você seja formado em História, como um colega meu da pós, e queira partir para outros caminhos, então escolha uma pós voltada a Jornalismo, por exemplo. O importante, nesse caso,  é você encontrar um link entre as duas áreas. Talvez você chegue à conclusão que o melhor mesmo é fazer outra faculdade! Depende muito de cada pessoa, porque no final o que decidirá é a sua vontade mais íntima mesmo.

3. A escolha da instituição

Definindo a área em que você quer se especializar, você deve ir atrás das instituições que ofereçam o curso e avaliar uma série de fatores, como preço das mensalidades, dias e horários das aulas, metodologia, corpo docente, reputação no mercado, localização etc. Faça uma planilha com as instituições e avalie todos esses fatores juntos para ver qual o melhor custo-benefício. Não existe uma regra certa porque depende muito das condições de cada um. Só você pode avaliar os fatores mais importantes e escolher dentro das suas possibilidades.

Eu acabei optando pelo Senac-SP, que é uma instituição com certo renome na área de tecnologia. A grade curricular me agradou mais do que a de instituições mais renomadas e a mensalidade, apesar de salgada, era possível de pagar, se eu economizasse com outras coisas. No final foi muito bom ter feito lá.

4. Inscrição e documentos

Depois de escolhida a instituição, você precisa ficar atenta(o) aos prazos para inscrição e envio dos documentos. Procure estar com todos os documentos em dia ainda antes de pesquisar sobre o curso que pretende fazer, pois senão você terá que correr atrás disso de última hora. Geralmente é o histórico do ensino médio, da faculdade, seu diploma e todos os outros documentos normais (RG, CPF etc).

Preste atenção também ao processo seletivo, pois muitas instituições pedem leituras obrigatórias e outras coisas que demandam mais tempo de planejamento. Isso depende de cada instituição e não tem uma regra geral que todas sigam. Algumas fazem entrevistas, por exemplo, outras não. E por aí vai.

Depois que você for aprovado, aí é só alegria! Parabéns por dar esse passo tão importante na sua vida profissional. =)

No próximo post sobre o assunto, eu vou falar sobre como me organizei para as aulas, os trabalhos e as leituras, e depois falarei do TCC. E você, está passando por esse processo de escolha da pós? Já passou? Deixe dicas nos comentários. Obrigada, pessoal.