Categoria(s) do post: Diário da Thais

Todo mês eu gosto de fazer uma retrospectiva do que aconteceu na minha vida, como forma de reflexão, e também para compartilhar com vocês um pouco da minha vida pessoal além do Vida Organizada.

Setembro foi o meu melhor mês este ano. Estava revisando os outros resumos de 2019 e pensei: “caraca, que ano desafiador”. Setembro foi incrível. Sabe quando você sente que se alinhou de volta ao seu eixo? É como me sinto neste momento em que escrevo o post.

Duas coisas foram importantíssimas este mês.

Tudo começou quando fui ao centro budista participar de um retiro em um sábado, como não fazia há anos. É difícil para mim participar de retiros, porque não me sinto bem de passar dias fora de casa, longe do Paul. Por isso, retiros de um único dia são as melhores opções para mim hoje. Eu tinha deixado de frequentar o centro budista e, sinceramente, quando pisei lá para o retiro, eu não conseguia me lembrar por quê. Foi uma sensação de prazer espiritual instantânea. Revi amigos, pessoas do bem que gosto muito, e o ambiente e maravilhoso, os ensinamentos, enfim… eu tinha tido uma semana bem difícil ali naquela primeira semana de setembro e o dia do retiro foi o dia mais feliz que consigo me lembrar, nos últimos tempos. Estava sol, aquele sol fraquinho que não queima, mas torna o dia agradável. Passei o dia sozinha e imersa em meus pensamentos. Foi tão bom. E, ali, eu tomei a decisão de voltar ao curso de aprofundamento que eu fazia e às práticas diárias.

Quando eu morava em Campinas, cheguei a dar aulas de meditação no centro, pois estava muito envolvida, e sempre tive vontade de fazer o curso de formação de professores – estava no meu “algum dia, talvez”. Achei que tinha chegado o momento, e me inscrevi. Comecei em setembro, e nunca estive tão feliz. É simplesmente o caminho certo para mim.

A outra coisa tremendamente importante do meu mês foi a decisão e a transição “formal” para o veganismo. Vegetariana é aquela pessoa que não come nada de origem animal. Existem vegetarianos que são ovolactovegetarianos, pois não comem carne, mas comem mel, ovo, leite e derivados. O veganismo não diz respeito apenas à alimentação, mas a tudo. Não se consome nada que tenha tido abuso, violência ou crueldade animal. Isso se reflete tanto na alimentação quanto na bolsa de couro que você não compra, por exemplo, e até em produtos de limpeza e cosméticos. É uma transição para a vida, mas em setembro isso foi muito marcante para mim.

Ainda pretendo escrever um post sobre o veganismo no próximo mês mas, de modo geral, é algo que eu tento fazer há uns 20 anos. Carne vermelha eu parei de comer há uns dois anos, e mesmo frango e peixe eu estava comendo no máximo uma ou duas vezes por semana. Ter descoberto a alergia à lactose me fez tirar de vez. Foi quando percebi que não havia por que continuar consumindo produtos de origem animal se me faziam tão mal – de saúde e espiritualmente, filosoficamente falando. Já faz quase três meses que estou vegana 100%. É uma transição complicada, especialmente por conta da cirurgia bariátrica, mas prometo que falarei mais sobre isso em um futuro breve, para não me estender neste post.

Participei de um evento muito bacana este mês, que foi o YouPix Summit – um dia inteiro de palestras e painéis para quem trabalha com criação de conteúdo na Internet.

Também tivemos a terceira turma do GTD Nível 3: Foco & Direção, e eu senti ali que já estou muito confortável ministrando o conteúdo desse curso, que ainda é novo no Brasil. Teremos uma última turma dele dia 9 de novembro, ainda com vagas, se você tiver interesse. Escreva para: atendimentoGTD@gmail.com

Outra coisa que aconteceu este mês foi uma reunião sobre um projeto musical envolvendo a memória do meu pai. Antes de ele morrer, ele estava gravando um CD com um amigo músico dele, que quis homenageá-lo dando continuidade ao projeto. Só que cinco anos depois da morte do meu pai, esse amigo morreu também. 🙁 E aí a esposa (viúva) dele vinha conversando comigo para finalizarmos o projeto, e temos um produtor muito legal tocando isso, enfim. Este mês nos reunimos e estou muito contente por fazer parte e ajudar a cuidar do legado do meu pai.

Profissionalmente as coisas estão muito bem, com muitas oportunidades de trabalho e melhorias no que já existe. Fiz algumas ações em empresas este mês, de palestras a workshops mais completos, e continuarei fazendo isso nos próximos meses. Com o GTD, a coisa é mais pontual (a Call Daniel me contrata, vou lá e ministro o treinamento), mas com o Grupo TGO a ideia é desenvolver um programa de formação a longo prazo, com foco na mudança de cultura da produtividade da empresa. Esse será um dos meus principais focos de atuação no ano que vem e tenho muito orgulho desse trabalho.

Além disso, tenho o programa de mentoria, que é na verdade um processo avançado de organização que envolve aprofundamento no método do Vida Organizada, pesquisas, estudos e implementação de soluções personalizadas. Haverá uma nova turma da mentoria em janeiro, que já estou estruturando. Eu amo esse trabalho, me sinto muito plena quando realizo ações relacionadas. E as pessoas também são incríveis. <3

Atendendo a pedidos, também voltei a fazer o trabalho de mentoria para personal organizers e profissionais de organização que queiram dar um chacoalhão em seus negócios e precisam de uma orientação de alguém com mais experiência para ajudar. Se você tiver interesse, ainda tenho alguns dias de agenda para este ano – contate atendimentovidaorganizada@gmail.com

O principal curso do Vida Organizada, o Organize-se em 2019, terá mais um módulo que está entrando no ar nos próximos dias, e agora algumas aulas adicionais até o final do ano. Se você quer ter uma solução definitiva para se organizar, esse é o curso. Por isso ele é 100% online, de modo que qualquer pessoa, não importa onde mora, consiga participar. Ele se chama Organize-se em 2019 mas você tem acesso por três anos a ele, então é um investimento de médio prazo que fará para a sua vida. <3

Os cursos de GTD precisam ser presenciais porque essa é uma demanda da David Allen Company, e como não posso estar em todos os lugares ao mesmo tempo (e nem seria justo, já que temos instrutores incríveis esperando essa oportunidade), estamos organizando para que outros instrutores possam organizar turmas abertas ao redor do país com mais frequência do que eu vinha fazendo nos últimos anos. Eu vou me concentrar em São Paulo, mas pretendo viajar para realizar cursos de níveis que ainda não haja instrutores certificados, no ano que vem. Ainda estou estruturando essa agenda de viagens, pois para mim tem um custo muito alto viajar e ficar fora vários dias. Prefiro me concentrar no conteúdo online, que impacta mais pessoas. Em setembro, consegui pensar bem no meu planejamento do ano que vem, e coisas boas vêm por aí. 🙂

No mês de setembro eu também trabalhei na próxima turma do workshop presencial de Planejamento de Vida, a terceira turma deste que é meu curso querido, uma espécie de “coaching de um dia”, quando trabalhamos em vários temas super legais e que você leva para a vida toda. Essa turma acontecerá em novembro, no meio do feriado, pois as pessoas de outros estados me pediram para fazer dessa forma, de modo que consigam participar.

Em nível pessoal, está tudo bem. Marido bem, filho bem, mãe bem, amigas bem. Em setembro uma delas fez uma festinha para comemorar o aniversário dos dois filhotes, então foi uma oportunidade muito gostosa de estarmos juntas, conversar e dar risada.

Na última semana, eu dei uma topada absurda com o meu pé na mesa de centro da sala e quebrei o dedinho. rs Pareceria cômico se não fosse trágico. Isso me deixou meio imobilizada e com muita dor, mas já estou melhor.

Aqui no blog, o tema macro abordado foi finanças, e eu usei como base o método do Ben Zruel, que tinha sido meu professor em um curso de finanças para empresários, e foi ótimo ter mergulhado nesse tema este mês. Pretendo sim dar continuidade, e no post de amanhã você saberá qual será o tema de outubro. 😉

Confira os meus posts e conteúdos preferidos deste mês no blog:

Os vídeos sobre finanças ainda estão entrando aos pouquinhos no canal no YouTube. Aproveite para se inscrever lá! É muito importante que você se inscreva, pois isso que faz o canal crescer e se mostrar relevante para o YouTube. Se você gosta deste trabalho, esta é uma maneira fácil, simples e gratuita de apoiar. Muito obrigada.

Fiquei muito satisfeita com o conteúdo do blog este mês!

Quando eu paro para pensar no meu mês de setembro, a palavra que me vem à mente é encaixe. Senti que as coisas se encaixaram, e continuam se encaixando, nesse processo lindo que é a vida. Senti que muitas peças entraram no lugar certo. Me sinto alinhada e centrada de acordo com o meu propósito e valores mais elevados. Isso é organização, para mim.

E você, o que fez no mês de setembro? Como foi esse mês para você?

Categoria(s) do post: Linkagem

A linkagem de domingo traz indicações de links com temas gerais ou específicos que tenham a ver com o blog, mas vêm de outras fontes.

  • Esta semana rolou uma série de polêmicas no Twitter (como sempre). Uma que me envolvi particularmente foi a chef Paola Carosella (do Masterchef) ter feito uma crítica exagerada a um hambúrguer vegano industrializado. Isso me levou a compartilhar um excelente vídeo do Fabio Chaves sobre veganismo não ser sobre saúde, apesar de obviamente existirem veganos que aproveitam esse movimento para comerem de maneira mais saudável. Recomendo fortemente, pois é uma questão comum.
  • E um ótimo vídeo da Sabrina Fernandes sobre veganismo como forma de protesto.
  • Esta reportagem da Folha, do meu ponto de vista, está equivocada, de acordo com os estudos que venho fazendo nos últimos dois anos. O emprego está mudando. Esse período de transição que estamos vivendo, até desenvolvermos novos tipos de trabalho, vai ser uma ressaca braba. Não haverá emprego como antes.
  • Uma das receitas que fiz esta semana foi um estrogonofe vegano. Ficou divino. Já quero repetir.
  • Uma outra polêmica dos últimos dias foi sobre uma instagramer que resolveu cobrar uma taxa de mensalidade para quem quiser e puder pagar para mostrar conteúdos adicionais da sua rotina. As pessoas criticaram horrores! Este texto do YouPix traz uma análise certeira.
  • Assisti dois documentários sobre veganismo esta semana. “Terráqueos”, no YouTube, narrado pelo Joaquim Phoenix (que esta semana estreia Coringa). Forte. Mas definitivo. Foi o que fez minha chavinha virar definitivamente na cabeça. E assisti também “Cowspiracy”, na Netflix. Este não tem imagens fortes e é mais tranquilo para você assistir, se estiver começando a se interessar pelo assunto.
  • Falando sobre filme, esta semana assisti “Midsommar”. Um bom filme para quem gosta de paganismo e culturas matriarcais. Se você não gosta, não perca tempo com o filme, porque são 2h30 nessa “pegada”. Tem algumas cenas de gore, o que categorizou o filme como “terror”, mas não achei que é. Bem, assista e tire suas conclusões. 😉
  • Esta semana também li o livro autobiográfico da Luisa Mell (“Como os animais salvaram minha vida”). Maravilhoso. Ela é uma mulher que ensina na prática o que é viver com propósito. Esta entrevista também é bem legal.
  • Maravilhoso discurso da Michelle Williams no Emmy sobre trabalho, feminismo e mulheres negras. Vale a pena assistir.

Bom domingo. Boa semana. Boa vida.

Categoria(s) do post: Finanças

Estamos falando sobre finanças este mês aqui no blog, e investimentos é o último tema dentro do método de organização financeira que tenho abordado, do Ben Zruel, e já falamos antes sobre:

Para falar sobre investimentos, gostaria de começar trazendo um exemplo pessoal.

No ano passado, quando a minha avó morreu, nós tivemos os gastos com a morte. Higienização do corpo, maquiagem, serviço de velório, flores, caixão, taxa de cremação, o café que seria servido, enfim, uma série de coisinhas que a gente não tem ideia a não ser quando passa por uma situação dessas.

Enquanto eu estava lá, “passando no débito”, uma pessoa da família se aproximou e compartilhou uma “dica”: estava pagando um plano funerário que dava uma mensalidade de 100 ou 150 reais por mês e que cobria o enterro da família toda. Como boa “GTDer”, capturei a informação para processar mais tarde e continuei o meu dia.

Eu entendi por que as pessoas contratam esse tipo de serviço. Só quando alguém na família morre e você tem esse gasto isso gera um pensamento tipo: cara, é caro até pra morrer no Brasil! 100 reais por mês não parece tanto. A maioria deve pensar que vale a pena.

Mas 100 reais por mês são 1.200 reais por ano, se você levar em conta que apenas guardou seu dinheiro embaixo do colchão, e não aplicou em algum investimento que tenha juros sobre juros. Fora que, mesmo pagando durante anos, se em algum momento eu cancelar esse plano, eu perco todo o dinheiro, mesmo que não tenha-o usado. Sei lá, não me pareceu um bom negócio. Foi pensando a respeito que eu concluí que, para casos como esse e outros similares, valeria muito a pena para qualquer pessoa ter o que chamamos de FUNDO DE EMERGÊNCIA. Ou seja, todo mês você guarda um valor X (que pode ser esse valor do plano funerário, 100 ou 150 reais), para que você tenha um valor X guardado caso alguma emergência aconteça na sua vida e você precise do dinheiro. Não apenas uma morte, mas outras, tipo:

  • o falecimento de uma pessoa da família
  • uma emergência de saúde não coberta pelo convênio
  • uma geladeira que quebra, uma tv que queima
  • um problema inesperado que demanda uma reforma imediata em casa

Fundo de emergência

Quando a gente para para pensar, vê que muitas emergências da vida não são “tão emergências assim”. Com observação, atenção e planejamento, podemos antecipar alguns problemas. Mas o fato de ter esse fundo já ajuda a não criarmos dívidas em situações como essas. O que estou querendo dizer é que esse é o primeiro investimento que eu estou recomendando que você faça, caso não tenha nenhum. Para fazer sentido, você deve buscar um formato que te permita sacar o dinheiro com rapidez (afinal, é uma emergência).

Poupança é a primeira alternativa que as pessoas consideram, e tá tudo bem, sabe? Não precisa demonizar a poupança. Claro que existem investimentos melhores, mas só de você ter esse fundo sendo construído já é um primeiro passo enorme. Logo, para fundo de emergência, busque investimentos que tenham liquidez imediata. Outra alternativa comum à poupança é o Tesouro Direto.

Estabeleça um valor para esse fundo. 5, 10, 20 mil reais – você que decide. Aí você concentra seus esforços em guardar dinheiro até chegar nesse valor. Chegou no valor do seu fundo de emergência, você pode começar a buscar outros investimentos. Você pode fazer outros investimentos em paralelo, mas só se tiver dinheiro sobrando para isso. Particularmente, fico mais segura colocando tudo no fundo de emergência, deixo lá quieta essa grana, e depois invisto em outras opções, para outras finalidades, porque nunca se sabe quando pode ocorrer uma emergência.

Metas financeiras de curto prazo

Construiu o fundo de emergência? Agora vamos pensar em outras frentes.

Exemplo: quero trocar de carro. Quero reformar a cozinha. Preciso de um computador novo. Quero viajar nas férias. Com certeza você terá “n” coisas desse tipo que quer fazer na sua vida. Aí é claro que tudo depende das suas prioridades, pois a não ser que você tenha muita grana sobrando, não dá para fazer tudo de uma vez, a não ser que você se endivide e pague juros altos (o que já vimos em posts anteriores que não é a melhor das opções).

Você pode avaliar que trocar o computador é algo que precisa fazer imediatamente, mas organizar a viagem nas férias, por exemplo, acontecerá daqui a alguns meses. A reforma da cozinha pode ficar para o ano que vem. Trocar de carro? Até quero, mas não é urgente. Posso colocar como meta para o final do ano que vem. Pronto. E é óbvio que esse é o tipo de conversa que a gente tem que ter em conjunto, em família. Porque, conversando, fica mais fácil para todo mundo entender as escolhas diárias que levam a economizar em prol de um objetivo maior.

Sabendo o que você quer fazer, quanto de dinheiro precisará e em quanto tempo gostaria de obter aquilo, você pode buscar investimentos de acordo com o seu perfil, que sejam mais favoráveis ao que você procura. Aqui é o momento de assistir vídeos, ler tutoriais na Internet, conversar com amigos, explorar corretoras etc. Você pode até já ter uma corretora desde o fundo de emergência, se tiver saído da poupança e ido para o Tesouro Direto, por exemplo. Se não, este é o momento. A corretora apenas intermedia o investimento que você faz. Você pode ir conhecendo, testando outras e sempre mudar se sentir necessidade. Lembre-se: educação financeira é a chave, sempre.

Metas financeiras de médio a longo prazo

Além dessas metas mais imediatas, você pode começar a querer ter metas mais de médio a longo prazo, tais como:

  • comprar um imóvel
  • faculdade dos filhos
  • aposentadoria

Pois bem. Então aqui você vai buscar investimentos para resgatar a longo prazo, que provavelmente terão rendimentos melhores justamente pelo comprometimento de você resgatar só depois. É um dinheiro que você investe e “esquece” que existe, porque só vai resgatar daqui a alguns anos. Geralmente rendem de uma maneira “melhor” e você terá um valor maior quanto for resgatar. E, obviamente, quanto mais você tiver, mais esse dinheiro rende.

É aqui que a gente entende como algumas pessoas conseguem viver sem depender do salário. Elas conseguem investir tanto dinheiro que chega um ponto que apenas os rendimentos mensais já cobrem os gastos que ela tem. Você já fez essa conta? Já viu quanto dinheiro você precisa para manter seus gastos mínimos mensais e tentou fazer a conta de quanto precisa ter guardado? Esse raciocínio é interessante, até para você entender as possibilidades.

O nome disso é RENDA PASSIVA e independência financeira. Perto ou distante, é uma alternativa a ser buscada. E, mais uma vez, o que eu acredito de verdade é que qualquer dinheiro guardado será útil para qualquer pessoa – será melhor do que nada em qualquer momento da vida.

Por isso que, para falar de investimentos, antes a gente fez ajustes importantes. Porque quanto mais dinheiro você economiza, mais terá para guardar. O dinheiro do plano funerário vai para um investimento. A manicure que você deixa de fazer esta semana pode ir para o fundo de emergência. E assim vai.

O que a gente vive hoje no Brasil não permite nem que as pessoas tenham o básico do básico. Entendendo isso, todos nós podemos nos beneficiar se entendermos as regras do jogo. Se você chegar até aqui, até o ponto de conseguir investir, você já é um campeão financeiro no Brasil.

A regra de “se pagar primeiro” aqui faz muito sentido. Significa que, tendo todos esses investimentos citados rodando, você vai ter uma “conta” todo mês para cada um deles, e vai pagá-los assim como paga a conta de água e a conta de luz. E é fato que, quando você começa a investir e a ver os resultados desses investimentos, você fica tentado/a a guardar cada vez mais. Enfim, é toda uma construção, cada um em seu momento, mas é uma trajetória sua, que precisa ser respeitada, sem tirar suas metas de vista.

Por fim, os 100 reais que você paga do plano funerário poderiam estar indo para o seu fundo de emergência. Esse fundo de emergência é um dinheiro que poderá ser usado não apenas se alguém da família morrer, como também para OUTRAS emergências que o plano funerário provavelmente não cobre. É o mesmo “gasto”, mas com viés diferente. Mais uma vez: cada um com as suas escolhas. Não estou dizendo que “é errado” pagar um plano funerário (e vale para qualquer outro tipo de plano). Estou dizendo que, para mim, faz mais sentido pegar esse mesmo dinheiro e colocar nesse fundo. Minha recomendação sempre será: busque entender e aplicar o que fizer mais sentido para você.

Com este post nós encerramos o nosso mês sobre finanças aqui no blog, mas certamente este assunto nunca terá fim. Por isso, deixe seu feedback aqui nos comentários, não apenas dizendo o que achou da série, como também sugestões para posts futuros onde posso continuar abordando esses e outros temas relacionados. Muito obrigada.

Categoria(s) do post: Finanças

Mais de uma leitora me pediu para escrever sobre o assunto, já que estamos falando sobre finanças este mês aqui no blog e vocês sabem que eu vou a fundo nos temas, para justamente irmos além de “dicas de organização” (que são ótimas, mas precisam ser contextualizadas). O post vai trazer alguns casos reais da minha vida, apenas para ilustrar.

Tenho uma amiga que ficou mais de dois anos desempregada. Nesse meio tempo, conseguiu uma ou outra coisa, mas muito ruins, do ponto de vista de serem salários bem mais baixos do que ela ganhava antes e com condições trabalhistas piores também. Foram empregos que nem foram considerados, em que ela ficou um mês ou até menos, apenas preenchendo a vaga de alguém que estava de férias ou de licença. No final das contas, foram mais de dois meses desempregada, vivendo do seguro-desemprego nos primeiros meses e, depois, de economias. Foi bem difícil. Acompanhei de perto e penso que a falta de perspectiva e a frustração são as piores partes, pois não é nada fácil você ver o seu dinheiro acabando, precisar pagar contas, fazer mercado, e não saber como será no mês que vem. Estou querendo dizer que essa minha amiga não é rica. Ela depende do salário para viver. Mora de favor e cuida dos pais idosos. É uma situação bem difícil e, além de tudo, não é casada, então aguenta essa carga sozinha. Eu, como amiga, procuro estar sempre por perto para dar uma força.

Eu também tenho um outro amigo que trabalha desde os 13, 14 anos, para ajudar em casa. Veio de uma família muito pobre. Sempre foi o cara mais responsável da turma – o que casou antes, que financiou apartamento, aquela coisa toda. Em 2016, ele perdeu o emprego CLT e, desde então, sua vida tem sido vivida à base de bicos. Foi obrigado a “virar empreendedor”. Consegue pagar suas contas, mas sempre com dificuldade e eternamente preocupado. Este ano, iniciou um tratamento para lidar com uma depressão crônica. Isso mexeu muito comigo.

Também tive casos de amigos que foram bem-sucedidos nesse meio-tempo, mas são definitivamente a minoria. Tenho um amigo que foi promovido, se deu super bem, mas trabalha 24 horas por dia e está sempre desesperado verificando e-mails e mensagens, mesmo aos finais de semana, pois a empresa foi comprada por uma multinacional e ele tem medo de haver cortes. Isso é vida?

Eu sei que é muito difícil falar sobre finanças partindo de uma posição que talvez não seja a do leitor. Tudo o que eu posso fazer é desenvolver empatia, buscar compreender e respeitar sempre.

Eu faço parte de uma minoria que tem casa própria. Que tem um teto. Que tem trabalho. Eu reconheço todos os privilégios que tive desde que nasci e os que eu ainda tenho hoje. Meu maior esforço é no microcosmo, em ensinar ao nosso filho que a situação que vivemos não é a de todas as pessoas.

Outro dia, estávamos estudando para a prova dele de História, cujos temas em foco eram a escravidão e os imigrantes. Fazer a correlação da história do nosso país com a realidade que o povo brasileiro vive é fundamental. Eu nunca aprendi sobre lei de terras na escola, por exemplo, e ela teria sido fundamental para eu entender a continuidade da escravidão. Fui conhecer os movimentos relacionados apenas quando estava na faculdade, o que foi uma mudança de chavinha na minha cabeça. Foi quando eu percebi que vivia em uma bolha. E eu não quero que o meu filho viva numa bolha. Ele precisa saber por que tem um menino mais novo do que ele pedindo dinheiro quando a gente para com o carro no semáforo. Que as pessoas têm realidades diferentes porque vivemos em um país com extrema desigualdade social e dentro de um sistema que é representado por esse conflito de classes.

“Buda” não é um “deus do Budismo”. Buda é um estado. Representa que determinado ser alcançou a iluminação.

Sidarta Gautama foi um príncipe nepalês que viveu toda a sua vida dentro de um palácio. Seu pai controlava tudo isso e não o deixava sair para ver o que tinha lá fora. Em algum momento, bem mais velho (com quase 30 anos), ele saiu e viu um homem velho e doente. Nunca tinha visto aquilo. Obviamente ele quis sair de novo para ver mais, e a realidade o deixou chocado. Resumindo muito a história, ele foi embora em uma busca para acabar com o sofrimento de todos os seres, e disse que só voltaria se encontrasse essa solução. Ele tinha 29 anos (o retorno de saturno é uma coisa implacável até para um Buda, vejam só).

Não vou me estender com toda a história dele aqui, mas é um exemplo clássico do que estou tentando exemplificar. Nascer com privilégios não significa ignorar o restante e continuar a viver como se a pobreza e o sofrimento não existissem. Desenvolver uma mente de compaixão nos obriga (no bom sentido) a estarmos sempre atentos às necessidades das outras pessoas. O volume da nossa influência depende, mas todos nós temos os nossos círculos e podemos contribuir com o mundo de alguma maneira.

Sempre me lembro de uma frase da Madre Teresa de Calcutá, que era mais ou menos assim: “enquanto existirem seres sofrendo no mundo, não há como ser verdadeiramente feliz”. Eu concordo. Essa era a sua motivação para ajudar os outros.

Nós vivemos em um mundo absolutamente inacreditável, cheio de coisas estranhas, mas também com muita coisa bonita. Temos maldade assim como temos bondade. No final das contas, somos 7 bilhões de pessoas compartilhando um mesmo planeta. Talvez eu não consiga impactar 7 bilhões de pessoas, mas eu posso impactar o nosso filho, o meu marido, as minhas amigas, as pessoas que trabalham comigo, os leitores do blog etc. O que eu compartilho são aprendizados e reflexões pessoais sobre o tema “organização”. Ter uma vida organizada é buscar coerência entre quem você é e as coisas que você faz. Como já disse outro sábio, desta vez na ficção: tudo o que precisamos saber é o que fazer com o tempo que nos é dado (Gandalf, em O Senhor dos Anéis). O mesmo vale para o dinheiro. Era sobre isso que estávamos falando neste post, não era?

Categoria(s) do post: GTD™, Ferramentas de organização

A organização pessoal é um processo de idas e vindas. É absolutamente natural fazer testes e mudanças conforme a vida vai mudando e a gente vai descobrindo novas necessidades (ou outras deixam de existir).

Ser uma pessoa produtiva não significa ser produtivo 100% do tempo, mas saber reconhecer quando se está sendo produtivo ou não, e assim tomar as providências necessárias. Essa ideia não é minha, mas do David, e você pode se aprofundar nesse tema clicando aqui.

No ano passado, eu li o excelente livro do autor do método Bullet Journal. O livro é incrível, de uma escrita bonita e quase poética, e fiquei totalmente convencida a voltar a usá-lo, em conjunto com o método de produtividade que eu já uso, que é o método GTD.

E é claro que eu não vou demonizar aqui nenhum método ou ferramenta, porque sei que o fator chave está na pessoa que o uso e em seus processos pessoais, e não nas ferramentas em si. Métodos existe porque funcionam. O que pode acontecer é você não se identificar ou aquilo não se encaixar na sua vida. A gente se conhecendo pode perceber se faz sentido ou não para a vida que se leva.

Eu gosto muito de escrever à mão e considero essa prática como algo que simplesmente faz parte da minha vida. Logo, não é o hábito de escrever e reescrever diariamente no BuJo que “dá trabalho” ou algo do tipo. Na verdade, essa é a melhor parte do método. O ato de filtrar o que eu não fiz em um dia ou em um mês, e diariamente fazer essa revisão para reescrever o que ainda faz sentido e excluir o que não é prioridade é uma forçaçãozinha boa de se fazer. É como se fosse uma Revisão Semanal feita todos os dias. E aí acredito que esse seja o ponto em que quero chegar neste texto.

Eu já uso um método que funciona muito bem para mim. E todas as práticas desse método já me bastam. Consultar meu calendário diariamente e revisar as listas de próximas ações nos intervalos já é o suficiente para que eu mantenha a minha mente tranquila entre uma Revisão Semanal e outra. Ao longo do dia, eu capturo informações e, regularmente, esvazio as minhas caixas de entrada, quando vou alimentando as minhas listas. A Revisão Semanal é a cola que mantém tudo unido e funcionando.

Usar o Bullet Journal como ferramenta de captura e de registro diário é super legal e me serviu bem durante algum tempo, mas eu percebi que isso era um esforço de registro de tudo, enquanto que, algumas vezes, eu não precisava desse registro de “tudo”. Só de algumas coisas.

Por exemplo. Antes de voltar com o BuJo, eu já não registrava as próximas ações concluídas, porque não via necessidade. Mas eu registrava os projetos, que eram resultados maiores, assim como objetivos. Beleza. Se eu não registrava as ações concluídas, porque elas não representam um registro significativo para mim (e sim os resultados maiores), por que haveria sentido de manter esse registro no papel, no Bullet Journal? Eu gosto de manter o registro no meu calendário e também os resultados maiores (projetos e objetivos), como falei, mas ações não. Ao mesmo tempo, acho que o registro digital é mais fácil e apropriado, pois facilita a busca por informações mais antigas. É muito volume se a gente for considerar uma vida inteira. Não via sentido então em usar o BuJo para esses registros menores e, para os maiores, eu já tinha um sistema de referência eficaz.

O que faz sentido para mim ainda é ter um caderno que uso para escrever textos (sim, eu escrevo no papel antes de digitalizar, seja um texto para o blog, um livro ou a minha dissertação do mestrado!), diários, planejamentos, e para isso eu gosto de usar um caderno universitário grande, maior e mais barato. Para registros de aprendizados, aí sim vale um caderno mais bonitinho, de capa dura, que vai ficar quase que como um livro na minha estante, por toda a vida, e que eu chamo de commonplace book.

Foi muito interessante essa jornada de quase um ano usando o Bullet Journal novamente, com uma visão mais madura, e ainda recomendo seu uso, especialmente para quem não usa GTD. Mas eu já uso o GTD há bastante tempo e ele funciona lindamente para mim como ele já é. Meu sistema está excelente. Com o Bullet Journal, senti que estava agregando um tom de sobrecarga que não me acrescentava melhorias. Desde que o tirei de novo, minha vida ficou mais prática, leve e coerente. Mas isso é a minha experiência pessoal, e não uma regra para todos. Pode ser que para você o resultado seja outro (e provavelmente será). Por isso a importância dos testes. Simples assim.

Obrigada pela jornada, BuJo, mas hoje eu me despeço de você, konmari style. Sou grata, mas não me traz mais alegria, então adeus.

Categoria(s) do post: Diário da Thais

No dia de hoje eu completo 38 anos de vida.

Quando meu pai morreu, ele tinha 47 anos. Eu me lembro de quando ele tinha 38. Foi o ano em que eu passei no vestibular para estudar Jornalismo na faculdade dos meus sonhos.

A minha mãe é um pouco mais velha do que ele. Quando ela tinha 38, estava morando na praia e eu tinha ido morar com a minha avó, para permanecer em São Paulo. Meus pais já estavam separados nessa época. Eu tinha 16 anos.

Dando um salto no tempo e no espaço. John Lennon, aos 38 anos, morava com sua esposa Yoko e seu filho Sean em Nova Iorque. Estava feliz. Dois anos depois, seria assassinado na porta do prédio em que morava. Ironicamente, quando Paul McCartney tinha 38.

Quando a minha avó tinha 38 anos, eu obviamente ainda não tinha nascido. John Lennon estava vivo. Eu nasceria quando ela completasse 44 (meu pai tinha 18 anos quando eu nasci).

Eu fui uma criança típica de classe média nos anos 80. Que não passava dificuldades, mas estudava em escola pública. Nunca fui para a Disney, mas comemorei todos os meus aniversários com festinha, bolo e bexiga.

Eu reli o texto do ano passado antes de escrever o de hoje. A impressão que tenho é que envelheci uns cinco anos de lá até aqui. Todo o estresse das relações na época das eleições e o cenário político do Brasil deram uma boa afetada em mim de maneira geral. Eu também tive dois problemas de saúde (em dezembro e em fevereiro), que me deixaram assustada, com medo de morrer, preocupada de modo geral. Só quando finalizei o tratamento e descobri o que eu tinha, e com isso mudei minha alimentação e várias outras coisas, que eu comecei a melhorar. O primeiro semestre deste ano foi quase inexistente, para mim. Eu “passei” por ele. Foi bem difícil. Uma sequência de meses duros para mim, desde a morte da minha avó, no ano passado.

De acordo com a numerologia, estou saindo de um ciclo de nove anos e entrando em outro. Eu sempre imaginei que teria uma clareza maior nesse ano 9, sobre o que eu gostaria de encerrar para entrar no novo ano 1. Não tenho. Questionei muitas das minhas metas nesse último ano. Eu fui conquistando tantas coisas, em tão pouco tempo, que me ocorreram dois sentimentos: 1) quero curtir o que conquistei, e não ficar correndo para conquistar MAIS novas coisas, e 2) ainda não consegui absorver se tudo o que ainda quero fazer é realmente o que eu quero fazer, então calma. Ter algumas configurações de vida me mostraram de perto o que eu queria e o que eu não queria para mim, e tudo pode mudar a partir do momento que você entende determinadas ideias.

Vocês sabem que eu escrevo os textos com antecedência aqui para o blog. Este texto de hoje eu escrevi há uma semana antes de entrar aqui e digitalizar para agendar para vocês, daqui a alguns dias. E, nessa revisão, eu percebi que já desenvolvi uma clareza um pouco maior sobre projetos que quero investir daqui em diante, e estou um pouco mais animada desde que escrevi a primeira versão (leia o parágrafo seguinte e entenderá a que estou me referindo).

Se eu pudesse resumir o meu estado de espírito atual, eu diria que tenho vontade de me ordenar monja e trabalhar no anonimato, ajudando os necessitados e ensinando o Dharma. Meu filho precisa de mim, eu gosto da minha vida em família e com o meu marido, então por isso não radicalizei nesse sentido. Acho que o que eu estou querendo dizer na verdade é que trabalhar com Internet e com tanta exposição talvez esteja esgotando a minha energia com uma frequência maior do que antes. Eu sou uma pessoa introspectiva. Por outro lado, adoro compartilhar conteúdos para ajudar outras pessoas. Mas o volume de retorno que tenho, em todos os sentidos (bons e ruins), é avassalador. A terapia me ajuda muito com isso; meditação também. E tenho alternado dias de trabalho com dias off das redes, justamente para me resguardar. Isso tem ajudado, mas é paliativo, pois o problema continua. Não sei exatamente qual a solução para ele no momento – é apenas um desabafo.

A Thais de 38 está respeitando mais a si mesma, focando no que é realmente importante e tentando se redescobrir. Tenho muita coisa legal acontecendo tanto na vida pessoal quanto na vida profissional. Meu marido e eu estamos em uma fase ótima do nosso relacionamento. Paul está em uma idade muito legal, de trocar ideias, ter seus próprios interesses e mostrar sua personalidade para o mundo. O Vida Organizada está com vários serviços bacanas de conteúdo, do gratuito no blog e nas redes até os pagos, em cursos e mentorias. O trabalho com o GTD, nem se fala (só o convite para palestrar no evento já foi muito incrível). Não sei se é o meu melhor momento. É o melhor momento até aqui, sem dúvida, mas acho que ainda tem muita coisa legal para acontecer.

Justamente por isso eu tenho essa vontade de refletir sobre como quero continuar vivendo nos próximos anos, pois no próximo ciclo de nove eu terei 47. Tenho algumas coisas que sei que quero fazer até lá, mas sem que isso atropele o meu hoje. Viver o hoje é melhor do que viver o futuro, porque o futuro pode nem chegar. Mas é claro que pensar sobre ele influencia na maneira como eu vivo o presente, então por isso eu amo esse trabalho de planejamento de vida.

Dois pontos que eu acho fundamentais de citar neste momento de vida que estou vivendo, e que prometo abordar mais em outros posts ao longo do mês de outubro:

  1. Ter voltado formalmente para a prática do Budismo foi uma das melhores decisões que eu tomei este ano. Nem consigo entender direito porque me afastei do centro. Quando paro para pensar em todas as dificuldades que enfrentei desde a internação da minha avó, até a sua morte e o pós, no luto – eu teria vivido de maneira muito melhor se tivesse buscado esse apoio lá. Mas enfim, já passou. A gente faz coisas confusas quando está triste. Fica a lição. Não pretendo mais sair de lá. Estou empenhada pela vida, e pretendo voltar a ser professora de meditação e de Dharma.
  2. Estar consciente nessa transição para o veganismo me ensinou como viver é um ato político, e o que a gente faz individualmente impacta no nosso microcosmo (família e amigos) e também no mundo como um todo. Mas, acima de tudo, impacta na relação que nós temos conosco mesmos, pois mostra o respeito que temos pelas nossas crenças e convicções.

Estou muito contente por estar na fase final do mestrado, já pensando em um doutorado, que será a temática da minha “década de 40” (anos). Estamos em um momento de redefinição do nosso estilo de vida aqui em casa, já sabendo que vamos continuar morando aqui, neste bairro, nesta cidade, neste país (foram questões que colocamos em dúvida nos últimos anos). Tenho me aproximado mais da minha família, e tudo isso tem impactado bastante de diversas maneiras.

Eu escrevi esse texto em uma semana que fiquei off das redes sociais pois estava recebendo muitas mensagens agressivas e desnecessárias. No entanto, agora que estou revisando e digitando para publicar no blog, me considero feliz e descansada, pronta para outra. E não é assim que a gente deveria se sentir a cada aniversário que comemora? 😉

Photo by Marta Bockhorny

“É preciso a chuva para florir.”
(Almir Sater)

Categoria(s) do post: Finanças

Estamos falando sobre finanças este mês no blog, e para isso eu tenho usado o método do Ben Zruel, que conheci ao fazer um curso de finanças para empresários, no mês passado.

Neste post de hoje, vamos falar sobre a questão das dívidas. Já falamos sobre:

Como parte deste último, também fiz uma provocação para quem estiver trabalhando: e se você ficasse desempregado/a? A provocação é para quem está trabalhando repensar os seus gastos, e não para quem já está desempregado/a.

Quando se fala em dívidas, meu entendimento é que se trata de tudo aquilo que estou devendo para terceiros. Aqui entrariam então tópicos como: família, cartão de crédito, financiamentos, entre outros.

Alguns pontos específicos que o Ben fala sobre dívidas e que serão abordados neste post de hoje (que, já aviso, será grande):

  • Ou você toma uma atitude, ou a vida toma por você
  • Você precisa conhecer as regras do dinheiro
  • Não importa o tamanho da sua dívida – você consegue resolver

Observando os comentários nos últimos posts, achei que seria importante fazer uma breve recomendação. Felizmente, muitos de nós que gostamos do assunto organização já temos as finanças organizadas, e isso é excelente. Muitos leitores deixam dicas adicionais nos comentários, trazem suas experiências, e fico muito feliz com essa interação. Mas existem também aqueles leitores que ainda não chegaram a esse estágio e que podem estar com problemas financeiros reais. Estes podem inclusive ter vergonha de comentar, e lêem os posts em silêncio. Mas estão aqui. Por isso, quero pedir licença a você, leitor com as finanças já organizadas, para neste post especificamente falar com aqueles que podem estar com problemas sérios financeiros e dívidas enormes.

Estou preparando também um post sobre crise, recessão, morar no Brasil e pensar em finanças. Lá procurarei me aprofundar melhor nesses temas, para contextualizar. Hoje o foco estará em acabar com as dívidas.

Coincidentemente, há poucos dias o Ben publicou em seu canal um vídeo reforçando o ponto dele sobre pagar as dívidas antes de investir seu dinheiro. Recomendo que você assista (abaixo ou através deste link).

Ou você toma uma atitude, ou a vida toma por você

Aqui fazemos o link com o ajuste do padrão de vida. Eu sei que esse assunto é polêmico porque ele cutuca algumas feridas que todos nós temos. Eu acredito que não exista certo ou errado padrão, mas que todos nós podemos nos beneficiar dessa análise e cortes de custos, especialmente os fixos.

O grande problema é sempre depender do salário, e isso resume a vida do brasileiro. Logo, é pensar: e se eu não tivesse meu salário? A pergunta serve para repensarmos o estilo de vida antes de ser obrigado a passar por esse cenário – o que infelizmente hoje é a realidade de cerca de 13 milhões de brasileiros. De modo que quaisquer mudanças que você fizer já vão impactar nas suas finanças de modo geral.

Dívidas entram muito nisso porque muitas dívidas podem existir justamente para você bancar um determinado estilo de vida que pode te aprisionar. Acho que o financiamento do carro é o exemplo mais claro mesmo. A pessoa tem um salário de 1.200 reais e paga uma parcela de 800 para ter o carro, fora gasolina, seguro, IPVA etc. É muito difícil chegar nessa pessoa e dizer: amigo, o carro não CABE na sua vida. Ele prefere continuar se enrolando com o dinheiro todo mês a assumir que realmente não consegue bancar essa despesa e voltar a andar de transporte público (é óbvio que não estou me referindo aqui a pessoas que dependem do carro para trabalhar). Bom, e caso não tenha ficado claro, o exemplo não se aplica apenas ao carro. Aplica-se a tudo que mantemos na nossa vida, dia após dia.

Imagem: Via Trolebus

Imagine viver uma vida sem dívidas. É fácil se você tentar. Talvez você já até viva. Que bom. Mas a realidade brasileira e, em um espectro maior – no mundo – é outra. Em uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em junho deste ano, 63,4% das famílias brasileiras estão endividadas. O indicador chama de dívidas tudo isso aqui: cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, financiamento de carro / imóvel e seguro. (leia o artigo, tem considerações importantes)

Existe um livro chamado “O governo do homem endividado”, de Mauricio Lazzarato (link na Amazon), que é uma leitura essencial para entender o mundo em que vivemos hoje. Em resumo, o sistema a que todos estamos submetidos funciona melhor se estivermos endividados. Por isso existem tantos incentivos a fazer novas dívidas. “Aqui está nosso novo cartão”. “Parcele em até 24 vezes”. Se a gente não estiver ligado, pode acabar tendo problemas reais com isso. Problemas financeiros acabam com casamentos, famílias, relacionamentos e até a vida das pessoas. É muito importante que a gente trate esse assunto como uma prioridade.

Muitas pessoas vivem mensalmente sem saber como gastam o seu dinheiro. O Ben fala no livro que, em média, as pessoas podem gastar de 30 até 300% a mais do que ganham mensalmente sem nem perceber, graças às alternativas de crédito disponíveis e por não terem noção do quanto gastam! É fácil obter crédito. Cheque especial entra como saldo. O limite do cartão entra como saldo. E, assim, as pessoas vão se endividando, muitas vezes sem nem perceber até que a situação fique insustentável. Ter controle dos gastos diários é MUITO básico. Como você vai fazer isso, realmente tanto faz. Escrevendo em um bloquinho, usando um aplicativo como Guia Bolso, baixando seu extrato e analisando, atualizando uma planilha… As pessoas se apegam tanto a esse “como” que acabam nunca fazendo! Sendo que o importante é ter o registro, não importa como você o faça. Comece de qualquer jeito e depois vá ajustando, se sentir necessidade.

A disciplina de registrar os gastos permite que você analise e pense: caramba, gastei XXX reais comendo fora este mês! Como posso melhorar? Pois são esses “pequenos” gastos diários que fazem a diferença no montante final. Um Uber de 7 reais todo dia vira um montante gigantesco ao final do mês, na fatura. E na fatura não importa se você gastou 7 reais – importa que gastou 250 no total.

logo, não dá para falar sobre organização financeira se você não fizer esse registro em primeiro lugar. Você pode categorizar os seus gastos em uma planilha. Existem muitos modelos legais disponíveis na Internet, mas eu vou deixar aqui o link para a planilha do Ben, já que eles está servindo de inspiração para esta série de posts. O foco final da coisa toda será em cortar gastos e usar esse dinheiro para fazer investimentos. Chegaremos lá!

[Tweet “”A última coisa que um ser humano está disposto a admitir é que todas as decisões que tomou a respeito do dinheiro nos últimos anos foram equivocadas.” (Ben Zruel)”]

Às vezes, a gente tem que mudar TUDO! Muita gente vai à falência justamente porque não mudou quando podia, e aí foi obrigado a mudar de maneira muito mais drástica em um estado de calamidade total (ou quase).

Conhecendo as regras do dinheiro

Existem regras. O dinheiro, de modo geral, funciona de determinada maneira. Você aprender coisas como: dívida faz você gastar mais, como obter descontos, como negociar etc. é absolutamente necessário. Não há dinheiro a perder. Os bancos brasileiros cobram as maiores taxas de juros do mundo, apenas porque podem fazer isso. Mandam e desmandam no mercado. Se você não souber as regras, vai se ferrar mesmo! Os caras são profissionais. Precisamos ser também.

Algumas recomendações que o Ben dá para lidarmos com as dívidas são:

  1. Em primeiro lugar, se desfazer de dívidas ou reajustar ao seu padrão de vida mais adequado. Exemplo: vender o carro financiado e usar o valor quitado para comprar um carro mais barato, sem financiamento. Ou trocar por um financiamento menor, que caiba no seu orçamento.
  2. Focar no pagamento das dívidas que você já tem. Exemplo: precisa do carro, então todos os seus esforços devem se voltar para a quitação dele o quanto antes para finalizar essa despesa. Não faça novos financiamentos, não compre mais coisas. Apenas quite essa dívida.
  3. Não pedir orientação para os funcionários do banco. Eles trabalham para o banco! Você acha que as orientações que eles vão te dar vão ajudar você ou o banco? Eduque-se, aprenda sobre finanças, pois assim você poderá fazer escolhas melhores, mesmo que sejam sugeridas pelo seu gerente (pelo menos você vai ter como saber se é a melhor escolha mesmo).
  4. O Ben tem uma orientação super polêmica com relação às dívidas, e ele explica melhor no livro, mas em resumo é: ou você paga toda a dívida, ou não paga nada. Funciona assim: surgiu uma dívida imensa. Se você tiver que financiar o pagamento dessa dívida, vai pagar juros altíssimos que vão dobrar ou duplicar o valor dela. Então ou você paga à vista ou deixar quieto e não paga. Vai ficar com o nome sujo? Vai. E talvez seja até melhor, para você aprender a lidar com seu dinheiro na marra! Vá guardando o dinheiro e, quando chegar uma proposta vantajosa para quitar, você quita. Leia mais no livro dele para entender melhor o que ele está propondo.
  5. Não fazer novas dívidas para quitar outras! Tipo pegar um empréstimo para pagar outra dívida! Você só vai pagar juros mais altos!
  6. Por fim, ser compassivo/a consigo mesmo/a. Você não está nessa situação porque é um fracassado, mas porque errou. Paciência, isso acontece. Acerte daqui para a frente. Pronto. Tenha controle emocional também. Com organização, tudo dá certo.

Só de não fazer novas dívidas já é um passo e tanto para a maioria das pessoas. Veja algumas atitudes que você pode tomar hoje mesmo para acabar com as suas dívidas. Reflita sobre todas elas com carinho:

  • Cheque pré-datado. Você usa? Qual é a situação? Como quitar essa dívida?
  • Cartões de crédito. Como posso quitar? O que eu comprei parcelado que poderia ter esperado um pouco para eu comprar à vista, com mais planejamento? O que eu não deveria ter comprado? Que serviços ou assinaturas eu estou mantendo e nem preciso? Que taxas estou pagando e posso diminuir? Posso reduzir a minha quantidade de cartões?
  • Cheque especial. Que tal considerar cancelar e diminuir as taxas do seu banco?
  • Carnê de loja. Como quitar o mais rápido possível? Como posso me planejar para futuras compras de modo que não tenha mais esse tipo de dívida?
  • Empréstimo pessoal. Como quitar o quanto antes? Economizo juros se parar de pagar e aguardar uma proposta de quitação? Ou se eu mesmo/a fizer essa proposta?
  • Financiamento de carro e de imóvel. Quanto falta para pagar? Quanto eu pagaria, sem juros, se quitasse à vista? Existe a possibilidade de vender o carro ou o imóvel e, com o valor já pago, comprar outro mais barato à vista? Eu preciso desse carro, em primeiro lugar?
  • Seguros. Compensa mais pagar esse seguro ou investir o mesmo valor em outro tipo de fundo para cobrir uma suposta situação que o seguro também cobriria?

Nós brasileiros temos uma relação muito complexa com o consumo. Com tanta desigualdade social, consumo significa inclusão. Por isso, muitas vezes, as pessoas gastam achando que, assim, estarão vivendo um estilo de vida diferente, mais “elevado”. Será que existe algo mais elevado que a segurança financeira da sua família? A tranquilidade de viver sem dívidas, tendo um dinheiro guardado para emergências e planejamento para o futuro? Enfim, não estou aqui para ditar regras, mas para provocar reflexões.

Não importa se você errou no passado. Recomece agora. A cada momento, uma decisão que afeta a sua vida financeira.

(Nosso último post desta série será sobre investimentos, ainda este mês).

Categoria(s) do post: Finanças

Eu sou uma pessoa que usa muito os aplicativos para transporte. Fiquei acostumada com a comodidade que eles proporcionam.

No entanto, faz algum tempo que eu comecei a analisar como poderia diminuir um pouco esse custo, porque achei que estava gastando demais com isso. Agora, quando faço o meu planejamento semanal, e preciso me deslocar para algum lugar, eu sempre vejo se há opção de transporte público e quanto tempo antes eu preciso sair de casa ou do escritório para chegar lá sem me atrasar, mesmo que eu tenha que esperar no ponto de ônibus por exemplo.

Duas coisas me ajudaram nesse processo:

1) Instalar um aplicativo chamado “Cadê o ônibus?”, que mostra com muita eficiência onde está o próximo ônibus perto do ponto onde eu estou, para eu sair de casa ou do escritório e perder menos tempo no ponto, e

2) providenciar um cartão pré-pago da Uber (vende no mercado, por exemplo) onde eu carrego todo mês e vou controlando o meu saldo dentro do aplicativo. Isso evita o uso do cartão de crédito e eu sempre penso duas vezes antes de gastar, porque prefiro manter o saldo ali.

PS sobre o cartão: você compra e paga um valor fixo e depois precisa comprar outro para “recarregar”. Não recarrega o mesmo cartão.

Tudo isso me ajudou a reduzir em 80% (sim) meus gastos com aplicativo de transportes, além de mostrar a mim mesma que custo é que nem unha: tem que cortar sempre, porque cresce o tempo todo e, quando você menos perceber, estará te arranhando. Achei que valia a pena compartilhar a dica aqui.

Agora me conta nos comentários: você também usa bastante esses aplicativos? Você acha que poderia reduzir, de alguma maneira?

Categoria(s) do post: Lifestyle

Chegamos na época de um novo armário-cápsula!
No ano passado eu publiquei um post bastante explicativo sobre a preparação do armário desta estação, que considero complexa pela variação de clima e temperatura ao longo dos próximos três meses. Se for novo por aqui ou ainda não tiver lido, recomendo a leitura para pegar o fio da meada do post de hoje, onde falarei sobre:

  • as escolhas para o meu armário de primavera
  • meu processo de planejamento
  • as categorias utilizadas na composição do mesmo

Paleta de cores

 

 

Estou apaixonada por peças brancas porque estou achando que elas ficam ótimas em mim. Percebi que já tinha boas peças (especialmente partes de cima), mas definitivamente é algo para melhorar com o tempo, fazendo novas aquisições.

O azul e o verde para mim são super primaveris. O verde é onipresente nos meus armários de primavera – gosto muito. Mas atualmente estou fascinada por esse tom meio abacate pastel (kkk, invente suas cores). Comprei uma pashmina exatamente desta cor para poder fazer alguns testes mais baratos com a cor antes de efetivamente comprar peças mais caras.

Cinza e preto são padrão no meu armário, pelo elemento rock’n roll que é muito parte da minha personalidade. No entanto, com a chegada do calor, eu vou trazendo peças mais claras para compôr junto.

O processo

O planejamento desta vez foi muito assertivo. Quis eleger menos peças, justamente para focar e usar mais a minha criatividade. Acho que o legal do armário-cápsula é justamente isso – você brincar com menos opções, não ter menos peças. No momento eu tenho bastante roupa e não sinto a necessidade de comprar nada, o que é ótimo. Eu simplesmente selecionei peças que eu já tinha e que combinavam tanto com a paleta de cores quanto com a estação. Não me prendi ao número de peças e sim à praticidade delas funcionando juntas.

Meu estilo

Como falei acima, é mais rock’n roll, com elementos clássicos. Como estou em uma transição de vida para o veganismo, estou prestando mais atenção em tópicos que antes não me atentava, como o uso de tecidos que não venham de exploração animal (desde seda até couro), dando preferência às fibras vegetais e aos sintéticos, desde que estes tenham um toque leve e agradável.

Eu também adoro o desafio criativo de me manter em um estilo rocker mesmo usando peças que tenham cores mais claras!

Amo peças florais, especialmente com o fundo escuro, mas procuro sair um pouco desse clichê de estampas de flores na primavera. As de folhas, no entanto, gosto muito. Preciso dar uma segurada na mão para não ficar repetindo o padrão.

Clima

A primavera em São Paulo é um verdadeiro desafio. Já está calor, mas ainda temos algumas viradas de tempo com frio e chuva, além da brisa geladinha no final de tarde e começo de noite. Por conta disso, mantive algumas peças chave mais quentinhas que podem salvar minha pele ao longo da estação, até dezembro.

Categorias de peças

As categorias que eu trabalho no meu guarda-roupa são:

  • calças, shorts e macacões
  • saias e vestidos
  • casacos, blazers e jaquetas
  • camisetas, regatas, camisas, blusinhas
  • calçados

Não entram no armário-cápsula: acessórios, pijamas e roupas de academia.

Eu gosto muito da textura do jeans e da sarja, então por isso eu sempre tenho essas peças no meu armário, mesmo em épocas mais quentes. Confesso que tenho gostado mais do calor agora que emagreci, pois antes não me sentia tão à vontade para mostrar o meu corpo com roupas mais fresquinhas. Para compôr esse armário de primavera, então, eu escolhi dois shorts (que são suficientes), um macacão de malha que adoro e algumas calças que gosto bastante e considero coringas. Finalmente, também posso dizer que são todas confortáveis. Acho muito chato ter que usar peça que aperta ou machuca, ainda mais no calor.

(1) Mom jeans, C&A), (2) Jeans skinny, Zara, (3) Pantacourt de linho, Hering, (4) Macacão de malha, Besni, (5) Calça de sarja verde, Marisa, (6) Calça skinny preta, Renner, (7) Shorts jeans, Renner, (8) Shorts brancos, Carrefour

Vestidos e saias são peças que eu adoro usar no calor. São peças confortáveis e fáceis. Eu gostaria de ter mais vestidos. Talvez sejam aquisições que eu invista nos próximos meses.

(1) Vestido longo tipo camisa, Zara, (2) Vestido tipo camisa, curto, Renner, (3) Vestido de malha listrado, Marisa, (4) Saia florida, C&A

Ter dois vestidos de manga comprida (que também dá para dobrar e usar as mangas mais curtinhas) é bom justamente por conta das variações de temperatura. Um vestido de malha bem fresquinho atende bem nos dias mais quentes. E essa minha saia florida que já está quase andando sozinha, de tanto que já usei.

Apesar de morar no Brasil e já estar calor nessa época, como eu comentei anteriormente, ainda temos dias mais friozinhos por aqui. Além disso, meu modelo de trabalho, que me deixa em salas de aula e de reuniões com o ar condicionado super gelado me obrigam a ter peças mais quentinhas em qualquer época do ano!

(1) Sobretudo Zara, (2) Blazer Bazarella, (3) Jaqueta jeans C&A, (4) Jaqueta de couro sintético Forever 21
(1) Blusa de lã sintética mais grossinha, Marisa, (2) Suéter Renner, (3) Suéter C&A, (4) Cardigan Marisa, (5) Suéter C&A

Uma das práticas que aprendi a personalizar no meu armário-cápsula diz respeito à quantidade de blusinhas e camisetas. Eu não posso me dar ao luxo de ter poucas peças de cima, pois não tenho tempo para lavar todos os dias e também transpiro bastante no calor – não me sinto confortável de usar dois dias seguidos a mesma peça. Logo, a técnica que implementei foi a de escolher modelos de partes de cima, e aí ter peças repetidas, se for necessário. Exemplo: camiseta branca. Posso ter mais de uma. Isso resolve o meu problema. Quando eu citar “camiseta branca”, então, não significa que eu tenho apenas uma camiseta branca, mas que aquele modelo representa outras peças iguais.

(1) Camiseta branca com estampa, C&A, (2) Camiseta branca lisa, Bazarella, (3) Regata estampada, Riachuelo, (4) Camisa branca, Riachuelo, (5) Camiseta com botões, C&A
(1) Camisa de linho, Renner, (2) Camiseta de manga longa, Marisa, (3) Blusinha de viscose estampada, Riachuelo

De modo geral, os modelos foram:

  • camiseta branca lisa
  • camiseta branca com estampa
  • regata
  • camiseta listrada
  • camiseta preta de banda
  • blusinha de viscose
  • camiseta colorida sem estampa
  • camisa jeans
  • camiseta de manga comprida sem estampa
  • camisa de manga curta
  • caftan estampado
Um apanhado geral das partes de cima penduradas
Visão geral das camisetas na gaveta

A cada estação eu procuro reduzir a quantidade de camisetas de banda que eu uso, mas eu não consigo porque gosto e uso muito. kkk

Sobre sapatos. Eu não tenho muitos calçados em tons de marrom, o que eu acho que poderia me levar a algumas aquisições com o passar do tempo. Para a primavera, no entanto, acredito que os pares que eu tenha hoje já me atendam bem.

(1) Chinelos Havaianas, (2) Sandália com pedrarias, Prego, (3) Sandália com tiras, Piccadilly, (4) Sapatilha azul, Moleca, (5) Sapatilha preta com laço, Corello, (6) Tênis modelo luva, sem marca, (7) Coturno de couro sintético, não lembro a marca, (8) Tênis branco, Moleca, (9) Mocassim, Santa Lolla

Então aqui está: meu armário-cápsula de primavera!
O que você achou? A paleta de cores também te agrada? Você tem alguma dúvida sobre os motivos pelos quais eu incluí alguma peça? Deixe um comentário abaixo que farei o meu melhor para responder. Obrigada! ❤️


O conteúdo do blog é produzido diariamente e gratuitamente. Temos alguns materiais pagos e cursos online que nos ajudam a manter esse conteúdo funcionando. Se tiver interesse, confira abaixo nosso curso 100% online sobre organização do guarda-roupa, que patrocina este post. Muito obrigada.


 

Categoria(s) do post: Diário da Thais

A cada três meses, ou sempre que vira a estação, eu gosto de publicar no blog um resumo dos projetos que eu concluí e dos objetivos que alcancei no trimestre.

O terceiro trimestre do ano diz respeito aos meses de julho, agosto e setembro, praticamente.

Muitos dos objetivos de curto prazo que eu tinha foram reformulados. Para ser bem sincera, estou exatamente no meio dessa reformulação. À medida que outros objetivos foram sendo alcançados, eu fui vivenciando as experiências e aprendendo sobre o que eu queria e não queria para a minha vida. Sei que chegará um momento em que terei mais clareza (ao fim desse processo) e poderei escrever sobre ele, mas ainda não é o momento. Eu falei mais sobre isso no post anterior, com os objetivos e projetos do segundo trimestre.

De modo geral, esse terceiro trimestre foi maravilhoso para me dar essa clareza. Trouxe meses de profunda reflexão. Eu retomei algumas atividades muito importantes para mim – o mestrado e o budismo – e isso teve um impacto imenso na maneira como eu curto o meu mundo.

Não concluí nenhum objetivo neste último trimestre, então, mas quero dar uma resumida nos projetos:

  • Ministrei diversos cursos, tanto em empresas quanto abertos. Foram quatro turmas só de GTD em São Paulo. Confira a agenda de cursos. Farei mais alguns antes do término do ano. Ano que vem estou planejando novidades. 😉

 

  • Finalizei diversos contratos importantes, desde a agência que vai cuidar das ações comerciais no blog até a pessoa que está responsável pelo atendimento administrativo. Nós tivemos mudanças na equipe, então tudo isso aconteceu nesse último trimestre. Foi a primeira vez que tive que lidar com demissões, documentação, INSS e outras burocracias. Já acabou.
  • A mudança do escritório também tomou grande parte dos meus esforços nesse trimestre. Entregamos uma das salas, ficamos apenas com uma, que será o escritório. Fiquei muito tranquila com a decisão, e agora estou arrumando tudo.

  • Implementamos um sistema de automatização das notas fiscais na empresa. Isso vai gerar uma economia de muito muito tempo de trabalho.
  • Sobre o mestrado, concluí dois artigos – um para a última disciplina do curso e outro para os anais de um evento que participei no primeiro semestre.
  • Alcancei 50 mil seguidores no YouTube. A meta é chegar em 100. Já se inscreveu lá?
  • Consegui descobrir oficialmente o que eu tinha, que é alergia severa à lactose. Por conta disso, resolvi oficializar para a vida minha transição para o veganismo. Tem que ser feita com cuidado por conta da cirurgia bariátrica.
  • Organizamos uma viagem em família para Campos do Jordão. Foi ótimo.
  • Concluímos a certificação dos novos instrutores no GTD. Esse projeto tinha começado no ano passado.

Algumas metas que tenho ainda para este ano envolvem um valor X do faturamento da empresa (que quase batemos já este mês!), ter alguns investimentos rodando, concluir o mestrado e alcançar 100 mil seguidores no YouTube.  Estou trabalhando diariamente em todas elas.

O último trimestre do ano sempre tem aquele clima de finalização de pendências, e eu já estou com a cabeça em várias coisas que vamos fazer em 2020.

Bom último trimestre a todos.

Categoria(s) do post: Espiritualidade

Como muitos de vocês disseram que tinham interesse neste tema, estou escrevendo este post para contar um pouco como são as minhas práticas atuais no Budismo.

O Budismo tem várias tradições. Eu me identifico e faço parte da Nova Tradição Kadampa.

O Budismo associa muito o estudo à prática. Então o que a gente aprende a gente pratica no dia a dia. Ou seja, a gente vive de uma maneira muito mais significativa, porque absolutamente tudo é uma oportunidade de aplicar os votos tomados.

Cursos

Existem diversos cursos, de meditação a cursos básicos, sobre temas essenciais do Budismo. Depois há um curso de aprofundamento, em que você estuda um único livro durante meses e apoia o centro com atividades voluntárias, que te ensinam MUITO sobre as tradições. E também tem um curso de formação de professores, que é o que eu estou fazendo agora. Essa formação leva de seis a sete anos e os livros da tradição são estudados em detalhes.

O curso acontece duas vezes por semana e demanda estudo, decorar textos, práticas, discussões, apresentações e também você praticar como professor. Atualmente, estamos estudando o livro O voto do do bodissatva.

Você pode saber mais sobre o programa de estudos Kadampa neste link.

Datas especiais

Existem algumas datas que são celebradas na tradição:

  • Todo dia 8: Tara Verde
  • Todo dia 10: Oferenda ao Guia Espiritual
  • Todo dia 15: tomar preceitos
  • Todo dia 25: Oferenda ao Guia Espiritual

Acontecem então encontros, preces e meditações no centro. Não consigo participar sempre, devido à minha rotina de trabalho e viagens, mas participo sempre que possível.

Retiros

Acontecem retiros em diversas datas ao longo do ano, tanto no centro local quanto no templo (que fica no interior de São Paulo), em outros estados e países. Aí a ideia é você ir se organizando para participar quando puder. Vale dizer que todas as atividades dos centros são mantidas graças ao trabalho voluntário das pessoas, então tais retiros são uma oportunidade excelente de fazer isso.

Eu sempre quis participar de algum retiro fora do país e estou me organizando para fazer isso no ano que vem.

Os retiros podem acontecer em um único dia ou durar quase uma semana. Geralmente eles têm algum tema (ex: concentração), e as atividades, meditações e ensinamentos girarão em torno disso. É bem gostoso, e no templo você pode inclusive ficar no alojamento deles, o que proporciona uma imersão de verdade. Por causa do Paul (filhote), eu não costumo fazer retiros maiores, e sim aqueles de um só dia.

Prática diária

Tenho meu altarzinho em casa, onde faço prostrações e meditações diariamente.

Quando acordo, gosto de meditar. E, ao longo do dia, realizo novas meditações quando sinto vontade.

Costumo estudar pela manhã e à noite o livro do curso e também fazer outras leituras, de maneira leve. Me faz muito bem. Especialmente de noite mantém a minha mente feliz e tranquila.

Penso de verdade que o melhor do Budismo é a prática diária. É a prática que vai desde responder um e-mail mal-educado com paciência, até a maneira como lido com qualquer tipo de problema que aconteça na minha frente. Todo momento é uma oportunidade de praticar.

Não é mais uma “tarefa”, e sim algo que faz parte da minha vida e a torna ainda melhor.

Caso você tenha alguma dúvida, por favor, deixe um comentário. Procurei explicar tudo o que me veio à mente, mas sempre podem surgir questões que eu não identifiquei. Obrigada.

Categoria(s) do post: Finanças

O post de hoje é rápido e simples, e apenas uma reflexão que, na verdade, com 13 milhões de desempregados em nosso país, infelizmente é a realidade de muita gente.

É pensar: como seria a sua situação se você ficasse desempregado?

Essa reflexão é importante porque, quando a faço, comigo e com outras pessoas, ouço coisas como:

  • eu cortaria o Netflix
  • eu colocaria o meu filho em uma escola pública
  • eu venderia o meu carro
  • eu começaria a comprar em outro mercado, mais barato

Minha proposta é o seguinte raciocínio: o que te impede de tomar essas decisões agora e reduzir o seu custo de vida?

Queria apenas que você refletisse sobre isso, e compartilhasse suas percepções comigo. Vou adorar ler. Obrigada.