Categoria(s) do post: Diário da Thais

Todo mês eu gosto de fazer um post resumindo como ele foi para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente, além de fazer um apanhado dos meus conteúdos preferidos.

Fevereiro foi um mês em que aconteceu bastante coisa importante para mim. Adoro dizer que foi ANTES do Carnaval – ainda acho inacreditável quem diz que só começa o ano depois desse feriado! Tanto desperdício de vida. Não se trata de fazer mais, mas de viver bem. E dizer que seu ano só começa depois de quase dois meses do ano novo, para mim, é muito desperdício de vida e de oportunidades.

Falando sobre as diversas áreas da vida:

Saúde

Ótimo mês para a minha saúde. Estou em um bom momento. Muito consciente do que faço em todos os aspectos. Em fevereiro, fui pela primeira vez em uma nutricionista vegana. Ao contar a minha rotina, me vi “de fora” da situação e achei engraçado, porque acho que nunca uma nutricionista ouve isso: “acordo cedo, faço atividade física todo dia, não como industrializados e processados, bebo chá, parei de beber, pratico meditação etc”. Até comentei com o meu marido. Esse resumão que fiz para ela me fez perceber como mudei no último ano. Aí resolvei gravar um vídeo sobre isso, se quiser ver.

Muito envolvida com a Ayurveda, mudando meus hábitos aos poucos e aprendendo sobre a melhor alimentação para o meu biotipo.

Terminei um tratamento de alguns meses na dentista, o que foi ótimo. Nada como concluir as coisas.

E teve também a prática de yoga duas vezes por dia, além do curso (estou matriculada na modalidade “livre”, em que posso frequentar quantas vezes quiser ao longo da semana). Flexibilidade melhor, reflexão, percepção do meu corpo, meditação – tudo indo muito bem.

Estudos

Finalizei a dissertação e entreguei a versão final. Minha defesa será dia 5 de março. 🙏🏻

Também teve o retorno de um dos grupos de pesquisa que eu participo, o que sempre encoraja novas leituras e desafia os meus aprendizados.

Estudando MUITO sobre Ayurveda. Envolvida com o projeto de ler todos os livros da “minha” tradição no Budismo. Lendo bastante (foram 12 livros em 2020 até agora).

Também voltaram as aulas do meu curso de PFP (Programa de Formação de Professores) de meditação no centro budista.

Psicológico

Realizei uma entero-ressonância durante o Carnaval 👌🏻 e fiquei muito bem no exame porque consegui meditar enquanto estava “dentro” da máquina. Isso foi muito impressionante para mim pois sou claustrofóbica e não conseguia fazer esse exame antes. Ele durou 50 minutos e para mim pareceram apenas 15. Atribuo 100% aos meus 12 anos de prática de meditação. Meditação e organização me ajudaram a lidar com a minha ansiedade.

Ao longo de todo o mês de fevereiro estive muito atenta ao meu emocional. Sentindo nervosismo ou ansiedade, nos primeiros sinais no dia a dia, já paro e medito. Faz toda a diferença. A prática de escrever meus sentimentos, mesmo que em poucas frases, diariamente, também me faz muito bem. Mas nada como dormir bem. É o que me deixa bem de modo geral em todas as áreas, especialmente no psicológico.

Trabalho

O mês começou com a abertura das inscrições para a segunda turma do meu curso online de organização. Agora finalmente fechamos as inscrições e tem coisas muito bacanas acontecendo no curso e outras sendo desenhadas para os próximos meses. Como já comentei em outras ocasiões, este é o meu trabalho principal hoje e estou muito dedicada a ele. Também continuo criando conteúdo diariamente, focando na consistência antes da excelência.

Em fevereiro aconteceu também o último encontro em grupo da segunda turma de mentoria. (não há previsão por enquanto para uma terceira turma)

Faço parte de um grupo de mentoria (fechado) de marketing digital que se encontrou em Brasília agora em fevereiro. Foi muito motivador intelectualmente, mas desastroso para a minha saúde. Sair da rotina, comer comida de fora, tudo isso mexe bastante com a minha disposição pois estou acostumada a comer uma comida muito natural, preparada por mim mesma, sabendo a procedência dos alimentos etc. Para o próximo encontro do grupo, pretendo ficar em um apartamento do Airbnb e cozinhar. Vai fazer toda a diferença.

Este mês começamos e ainda estamos finalizando pendências da nossa mudança de escritório. Foi um projeto que tomou bastante da nossa energia ao longo do mês. Quando finalizar, pretendo postar mais aqui.

 

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Hoje é dia de mudança por aqui! Depois de dois anos, estamos saindo do prédio onde alugamos a nossa primeira sala comercial. Foi uma conquista tão importante! Sair do home-office e assumir um contrato assim, decorar, comprar equipamentos e móveis… isso não é uma coisa que a gente faz pensando apenas no curto prazo. Infelizmente muitos revéses aconteceram nos últimos dois anos. Menos de um mês depois de assinar o contrato, minha avó morreu, não sem antes ficar internada, toda aquela coisa. Eu fiquei muito triste e não conseguia tocar as coisas cono eu gostaria. Depois, fiquei mal de saúde. Hoje eu vejo que meu corpo estava expurgando uma série de coisas! Foram mais de oito meses passando mal real, sem conseguir levantar da cama direito – e sem conseguir sequer vir trabalhar no escritório… Alugamos uma segunda sala para os nossos cursos, e foi quando eu percebi que meu foco estava errado. Não tinha por que fazer curso para 15 pessoas sendo que eu tenho quase 100 mil aqui no Insta, quase 70 mil no Youtube, mais de 500 mil no Facebook. Muitas pessoas que queriam fazer curso comigo mas não tinham a possibilidade de vir para São Paulo. Foi aí que tomei a decisão real de focar apenas nos cursos online – o que, agora, vejo que deveria ter feito há muito mais tempo! Mas toda experiência nos ensina e nos melhora. Essa nova fase está sendo incrivelmente legal, porque depois de anosssssss meu marido começou a trabalhar comigo, então será um espaço nosso de trabalho, com foco na criação online mesmo, e a gente está super feliz! A sala nova fica em um prédio perto da escola do nosso filho, justamente para facilitar a nossa rotina. Esta semana também entrego a minha dissertação do mestrado – uma etapa gigante concluída! Ainda falta a defesa, mas a parte mais trabalhosa já acabou! O que eu tenho pra te dizer hoje é: o tempo vai passar de qualquer maneira! Faça suas coisas! Tente, teste, erre rápido, conserte! Se a gente soubesse tudo o que vai acontecer a gente nunca faria nada na vida! E não é incrível esse poder de criação e de superação que nós temos como seres humanos? (Marca aqui aquela pessoa que precisa ler isso hoje) ❤️

Uma publicação compartilhada por Thais Godinho (@vidaorganizadaoficial) em

Finanças

Este mês paguei o IPTU da nossa casa à vista, o que para mim foi uma grande conquista (nunca antes tinha pago à vista na vida). Continuo focada em reduzir custos de vida de modo geral para viver uma vida com mais qualidade, mais independência e mais tranquilidade.

Contribuição

Eu não gosto de comentar publicamente ações voluntárias, porque acho que isso se torna marketing pessoal. Gosto de simplesmente ajudar e permanecer anônima quanto a isso. Mas, além do impacto individual / global de diversas ações minhas (veganismo, sustentabilidade etc.), sempre procuro colaborar com algumas instituições, seja com trabalho voluntário, seja com doações. Acho muito importante.

Pessoal

Família está bem. Depois do Carnaval, viajamos para um parque aquático no interior de SP para descansar (prefiro viajar fora do feriado por ser menos cheio e menos caro). Pulamos em um bloquinho para crianças no Carnaval. Terminamos de ver todas as temporadas de Steven Universe. Foi um mês bem gostoso e tranquilo.

Posts que eu gostei mais este mês:

Se quiser, compartilha comigo nos comentários como foi o seu mês. 🙂
Obrigada por estar aqui.

Categoria(s) do post: Saúde, Comida, Curtindo a casa

Eu sei que existe uma cultura milenar do chá e eu jamais teria a pretensão de fazer um post tentando esgotar o tema. O post de hoje é apenas para compartilhar uma das minhas paixões crescentes atualmente, que é o chá. Sempre gostei de tomar chá, mas no momento eu tenho consumido muito mais e os motivos me levaram a escrever este post.

Uma das zilhões de coisas que tenho aprendido com a Ayurveda é que não é muito legal beber líquidos gelados (na maior parte das vezes) porque a nossa digestão, o agni, é o “fogo digestivo”. Logo, líquidos mornos e quentes favorecem a digestão. E eu a vida toda bebendo chá gelado, suco gelado etc. Depois que comecei a prestar atenção nisso, vi uma diferença absurda na minha digestão. Dificilmente alguma refeição me faz mal de qualquer maneira, me sinto indisposta depois de comer, com enjôo etc. – aspectos que eram comuns antes, especialmente depois da cirurgia bariátrica. Claro que os alimentos que tenho ingerido fazem toda diferença também. Praticamente não consumo industrializados, processados, preparo a minha própria comida etc.

Mas o chá.

Vi algum vídeo sobre o hábito dos chineses beberem água quente. Juntei com a recomendação da Ayurveda, e acho que faz muito sentido. Facilita a digestão. Mantém o foguinho interno aceso. Não tem por que ficar bebendo coisa gelada, a não ser em casos excepcionais!

Mas essencialmente durante a refeição, já não bebo mais um suco, por exemplo. Ou é um pouco de água pura (em temperatura ambiente), ou é chá. E eu sempre acho que o chá ajuda mais na digestão (e deve ajudar mesmo). Me sinto muito bem fazendo uma refeição com um pouco de chá (não é uma caneca inteira – meia caneca, eu diria).

O chá também é uma ótima opção de lanche para quando se está fora de casa. Reunião na cafeteria? Sempre tem chá. Almoço no shopping? Até no McCafé tem chá. E você sempre pode levar seus próprios saquinhos e pedir um copo de água quente, caso o estabelecimento não tenha.

Vejo o chá não apenas como algo agradável (que é) como para fins nutricionais e curativos. Por isso, prefiro preparar o chá com ervas frescas ou secas, em vez de comprar os de saquinho, mas confesso que consumo bastante os de saquinho por serem mais práticos. Em casa, o consumo é variado.

Muitas pessoas me pedem para compartilhar meus chás preferidos quando mostro no Insta que estou tomando, então aqui vão eles:

  • Hortelã
  • Boldo
  • Erva-cidreira
  • Erva-doce
  • Quebra-pedra
  • Carqueja
  • Chá verde
  • Frutas vermelhas e flores silvestres
  • Frutas cítricas (maracujá, laranja)

E de noite…

  • Desinchá especial para o sono (é um mix de vários chás)
  • Camomila
  • Mulungu
  • Jasmin

Os chás noturnos são maravilhosos porque me ajudam a dormir melhor.

Eu compro chás em diversos lugares. Na mercearia do bairro, na Liberdade, pela internet.

Vale a pena falar dos acessórios! Em casa, tenho as tradicionais canecas de cerâmica e sempre aqueço a água na “leiteira” mesmo, nunca no microondas. Às vezes uso o processo de infusão para as ervas e côo na hora de servir, ou às vezes uso uma chaleira de cerâmica que comprei na Liberdade para deixar a erva ali mais tempo e ir bebericando aos poucos.

A minha é como essa da foto, mas com outra estampa.

Também tenho garrafinhas térmicas e um copo que levo para cima e para baixo e que aguenta altas temperaturas (de silicone), que uso especialmente em viagens, cursos e reuniões.

Para o escritório novo, comprei uma chaleira elétrica pela internet, pois não temos fogão no local e eu não gosto de esquentar água no microondas.

Que horas do dia costumo beber? Ao longo do dia. Quando acordo, em pequenos lanchinhos no meio da manhã e da tarde, durante as refeições, de noite. Eu sinto que ajuda a manter a digestão bem, simplesmente. Me ajudou a “beliscar” menos entre as refeições também.

Costumo adoçar muito pouco ou às vezes nem uso qualquer tipo de adoçante. Quando sim, é açúcar mascavo, demerara ou stévia.

Essa prática tem feito parte do meu dia a dia e tem me feito muito bem, fora que é todo um mini-ritual de auto-cuidado que me agrada muito. Achei que, de alguma maneira, compartilhar isso com vocês seria legal.

Categoria(s) do post: Estudos, Família

Filhote está no quinto ano, o que é um absurdo, pois eu ainda sou a criança que está no quinto ano. kkk Brincadeiras à parte, eu me lembro claramente da minha época do quinto ano, e é incrível que meu filho esteja nessa idade. Ele está numa época ótima e eu confesso para vocês que termos nos resolvido com a questão “que escola” fez muita diferença na maneira como ele se sente e no ensino dele.

Na escola que ele estuda, eles dão um livrinho com todos os tópicos pedagógicos que serão estudados ao longo do ano, em todas as matérias. Eu gosto de estudar esse livrinho com atenção e revisar mês a mês, para ver em que pé ele está.

Quando os livros chegaram, eu também revisei todos, para garantir que não tenha nada muito polêmico ali que eu pudesse ter que reclamar com a escola (tipo, terraplanismo). Não teve, ufa! Então seguimos.

Uma coisa que fizemos antes de as aulas começarem também foi uma revisão da estante dele de livros para abrir espaço para as apostilas e materiais do ano corrente. Separamos alguns livros para doação e arrumamos o que ficou. Gravamos um vídeo com esse processo. Ficou bem engraçado – você pode conferir aqui.

A estante dele fica propositalmente ao lado da escrivaninha no quarto, de modo que ele possa fazer a lição dele ali. Temos iluminação e a janela logo em cima da mesa, assim como os porta-canetas com tudo o que ele precisa.

Para mim, a grande diferença aqui no lance do quinto ano é que ele tem professores diferentes para algumas matérias (o que foi uma grande novidade para ele) e tem mais lições, aulas em alguns sábados, provas praticamente toda semana. Por isso, não dá para bobear. A rotina não é mais tão leve quanto era no ano passado, e a ideia é que ele estude todos os dias.

O que ainda estamos buscando uma maneira legal de implementar é revisar as aulas que ele teve no dia e depois fazer a lição de casa, mesmo que seja para a aula da semana que vem. Eu quero que ele implemente esse hábito de revisar e estudar porque acho que isso será uma habilidade importante em qualquer profissão que ele possa querer seguir. Eu também quero que ele aprenda a fazer mapas mentais este ano.

Outro ponto importante é fazer paralelos do estudo dele na escola com coisas fora. Por exemplo, se alguém fizer algum comentário sobre racismo, eu já puxo assunto sobre o histórico da escravidão e como isso foi impactante no Brasil etc etc. Dessa maneira, o assunto se torna interessante porque ele vê vínculo com a sua realidade. Esse é um exercício constante, de enxergar oportunidades no dia a dia.

Além da escola, ele também está desenvolvendo novas habilidades, como comunicação (estamos pensando no curso de teatro) e meditação (ele começou em janeiro no centro budista). Acredito que ambas as coisas sejam “soft skills” essenciais para essa nova geração que nasceu tão mais inteligente que todos nós. Vamos precisar nos comunicar bem (redes sociais! a era do compartilhamento) e lidar com a ansiedade (por isso a meditação).

Como eu gosto muito de ler e de estudar, para mim, o grande legado que posso deixar para o nosso filho é justamente dar esse exemplo e mostrar como estudar é maravilhoso, e não algo chato que a gente faz por obrigação. Estudar abre barreiras, desfaz limites, explora a imaginação e nos ensina a fazer coisas incríveis. Se eu conseguir passar essa mensagem para ele, ficarei feliz.

Categoria(s) do post: Saúde

Então, meus amigos, o corona-vírus chegou oficialmente ao Brasil. Interrompemos nossa programação normal de postagens pois acredito que esse tema seja urgente. Reuní neste post recomendações dadas internacionalmente para evitar a contaminação, recomendações do Ministério da Saúde e algumas consideracões minhas. Espero que ajude.

A melhor maneira de prevenir a infecção é minimizando o risco de exposição ao vírus além de identificar e isolar precocemente pacientes suspeitos. Leve sempre um álcool-gel com você para usar quando tocar lugares públicos. Lave as mãos frequentemente.

O Ministério da Saúde recomenda ações preventivas diárias para ajudar a prevenir a propagação de vírus respiratórios, incluindo:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.;
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes;
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel descartável e após realizar higienização das mãos;
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Se você tiver os sintomas, vá para o hospital. Os sintomas são de uma gripe comum. Preste atenção especial se você tiver problemais respiratórios ou renais. O vírus pode ficar incubado durante duas semanas antes de apresentar sintomas, então tome cuidado para evitar a contaminação o máximo possível.

O objetivo deste post não é causar pânico, mas trazer recomendações e sugestões para que você se organize nesse período. Vale lembrar que temos leitores em diversos países e apenas na última semana recebi pedidos de diversos leitores na Itália me pedindo um post assim. Achei que era importante publicar.

Vamos superar.

Categoria(s) do post: Finanças, Estudos, Universidade Pessoal

Quando eu criei o meu conceito de universidade pessoal, um dos motivos de grande alegria foi pensar que eu poderia usar o dinheiro de uma mensalidade de faculdade mensalmente para comprar livros. Se eu estava disposta a gastar aquele valor em uma faculdade, por que não poderia investir comprando livros?

Mas é claro que eu não gasto todo esse valor por mês em livros! Só estou comentando de onde surgiu, na minha vida, essa ideia de ter um valor mensal para investir em educação.

Veja, há épocas que podemos querer fazer um curso pois, analisando o conhecimento que temos e o que queremos fazer, entendemos que um curso seja o melhor caminho para chegar lá. Esse curso pode ser um curso online, pode ser um curso livre presencial, uma nova graduação, um curso de extensão, um curso particular, uma pós-graduação, mestrado, doutorado e por aí vai.

Eu penso que, qualquer que seja sua condição, vale a pena você ter uma verba mensal para educação. Que sejam 30 reais. Com esses 30 reais, você pode fazer um curso no Udemy, pode comprar um livro ou pagar a parcela de um curso de 300 reais em 10 vezes.

Se você não tem 30 reais, então precisa buscar recursos gratuitos. E olha que boa notícia: a internet está cheia deles! Tem MUITA coisa legal para você explorar e isso só depende de você. Claro que o conteúdo vai estar disperso e você terá o trabalho de organizar. Curso é conteúdo organizado de maneira didática. E você paga por essa organização.

O importante é que você estabeleça uma verba mensal como teto, e não que obrigatoriamente você vai gastar todo aquele valor. Por exemplo, vamos dizer que você possa separar 300 reais por mês para a sua educação. Isso te abre um leque de possibilidades. Se você não quer fazer um curso, pode investir em livros, palestras, eventos. Não precisa gastar os 300 reais – pode ser que você compre UM livro de 50 reais. E aí você investe esse dinheiro, cria um investimento para educação. Desse modo, quando quiser fazer um curso, tem o dinheiro guardado para pagar à vista com desconto.

Eu sou muito a favor dessa verba mensal ser usada todo mês. Porque, se você não usar, significa que você não está se capacitando, não está investindo na sua educação. Ter uma verba te lembra de fazer algo pela sua educação mês a mês.

O que você acha dessa ideia? Como acha que poderia implementar?

Categoria(s) do post: Estudos

Quando eu trabalhava em uma empresa e dedicava mais de quatro horas por dia ao deslocamento, tempo para estudar era um luxo. O fato é que o que torna a gente uma pessoa organizada não é “agendar blocos de tempo” para estudar (no caso), mas aproveitar as diversas janelas de tempo ao longo de um dia inteiro para estudar um pouquinho. Sim, o modo de estudar será diferente. Mas compare com não fazer nada. 🙂

Seguem então três dicas para você encontrar mais tempo para estudar no seu dia a dia, mesmo que você tenha uma rotina bem pesada de trabalho e sem muito tempo efetivamente.

1. Ciclo de disciplinas

Crie uma “pizza” com todas as disciplinas que está estudando atualmente, atribua um bloco de tempo suficiente para cada uma delas (1h30 de cada vez? 1h? 2h?) e comece HOJE com a disciplina que tem mais dificuldade. Faça o tempo que conseguir. Se conseguir um bloco inteiro, ótimo. Se não, da próxima vez que for estudar, comece de onde parou, até concluir o tempo do bloco que estipulou. Esse método de estudo por ciclos foi inventado pelo Alexandre Meirelles e você pode saber mais sobre ele aqui. Não depende de grandes blocos de tempo para estudar, tornando seu estudo mais fluido e adequado aos imprevistos do dia a dia.

2. Hora do almoço

Você pode todos os dias levar algum material para estudar na hora do seu almoço. Se puder, leve comida de casa, coma em 15 a 20 minutos, e aproveite o tempo restante para estudar. Aqui você pode pensar em outros momentos do seu dia que talvez você consiga encaixar esse estudo, como talvez chegar meia hora mais cedo no trabalho (apenas se você puder, tá bem?) ou estudar de noite, que seja meia hora apenas. A ideia é te mostrar como pode ser difícil conseguir 1 hora de estudo, ou 3 horas de estudos, mas se você colocar 30 minutos aqui, 40 minutos ali, vai aumentar seu tempo de estudos sem demandar tanto esforço.

3. Tenha sempre um material com você

Essa é clássica! Onde quer que você vá, tenha um material, um livro, uma apostila, um texto, seu caderno. Eu mesma, no trabalho, muitas vezes deixo um livro ao meu lado, que estou lendo, porque se um programa demora para abrir, ou se o computador está fazendo uma atualização, eu abro o livro e leio três, quatro páginas. Faz muita diferença aproveitar esses pequenos momentos do dia a dia para estudar, e isso só será possível se você levar sempre um material com você.

Quando eu morava em Campinas e estudava para concurso, eu acordava duas horas mais cedo, antes de sair de casa, para estudar. De noite, ficava com o filhote (que era pequeno na época, de 2 a 3 anos) e, depois que ele dormisse, eu estudava mais um par de horas. Eu ia dormir por volta das 23h e acordava às 6h. Essas dicas acima me ajudaram muito a levar outros tempos de estudo para o dia além desses horários, além de me ajudar a otimizar o estudo em si.

Se você está trabalhando e fazendo faculdade, a realidade é completamente diferente, pois seu dia está todo tomado de compromissos e não dá para sugerir acordar mais cedo. No seu caso, sugiro que você estude em aulas mais chatas (na boa) e aproveite real o tempo na faculdade para estudar, em vez de aproveitar uma aula vaga para tomar uma cerveja etc. Quando chegar em casa, descanse. E procure estudar aquilo que demanda mais concentração aos finais de semana.

Espero que as dicas ajudem. <3 Se quiser deixar dicas adicionais nos comentários, fique à vontade.

Categoria(s) do post: Estudos

Uma pergunta muito comum que recebo é sobre como organizo meus materiais de estudos, no que se refere aos textos.

Minha ferramenta principal para organização do arquivo de referência é o Evernote, desde 2012 ou 2013, mais ou menos. De lá para cá, já tentei diversas soluções diferentes dentro da própria ferramenta (ela permite essa customização incessante, se deixar), mas atualmente estou usando da maneira que considero mais simples e eficaz para mim.

Perceba que o arquivo de referência é um organismo vivo, como o nosso corpo. Ele deve sempre ser revisado, atualizado, garantindo que o que esteja guardado ali seja realmente útil e necessário, além de estar guardado da forma mais intuitiva possível.

Apesar de já ter tentado de diferentes maneiras, o que tenho usado atualmente e que tem funcionado para mim é ter um caderno chamado “Arquivo de referência” e administrar toda a sua catalogação através de tags (etiquetas).

Quando quero organizar algum tipo de arquivo, envio para o Evernote através do Web Clipper (que captura os textos da web), ou por e-mail, ou tirando foto com o celular. Todo esse material entra no caderno padrão chamado “Entrada”, que eu busco esvaziar diariamente. Para processar, é muito simples: clico na nota, vejo se faz sentido mesmo manter como referência, coloco as tags do assunto e movo para o caderno “Arquivo de referência”.

Como o Evernote mostra, por padrão, as notas em ordem de criação, acaba virando um grande commonplace book digital. Gosto muito. inclusive, uma prática que tenho feito é a de passar para o Evernote as anotações que considero relevantes de CPBs que tenham terminado. Eu ainda guardo os cadernos até sentir que não preciso mais deles fisicamente (é um sentimento intuitivo meu), mas tê-los digitalizados me dá a segurança necessária para jogar fora sem ficar com medo de perder alguma informação relevante.

Eu também tenho um caderno no Evernote chamado “Textos para ler”, onde agrupo textos de diferentes categorias, incluindo artigos acadêmicos, que quero ler sem pressa. Esse caderno exerce a mesma função que outros aplicativos como Pocket e similares. Prefiro manter centralizado no Evernote porque fica mais fácil de arquivar depois de ler, se eu quiser.

São textos para ler quando tiver um tempo, e não textos que PRECISO ler por algum motivo. Esses outros são de natureza diferente e entram nas minhas listas de ações, que no momento estão no Trello. A diferença é muito clara para mim, e funciona assim: se eu encontrei um texto interessante, mas não quero ou não posso parar para ler no momento, eu adiciono nesse caderno do Evernote e deixo lá. Vou lendo em viagens, esperando uma consulta médica etc. Agora, se meu professor vira pra mim e diz: “Thais, seria bom você ler o artigo da professora Tal para você trazer alguns apontamentos para a sua dissertação”, isso vai virar uma próxima ação dentro da minha lista de ações. É só uma natureza diferente que, para mim, está realmente muito clara dentro do meu processo.

Ao clicar em cada tag, em cada etiqueta, que crio organicamente de acordo com o assunto que estou armazenando, consigo ver os textos que fui guardando com o passar dos anos e que considerei legais de ter como referência. Vira e mexe passo o olho sobre alguma tag, entro nela e faço uma “limpa”. É comum juntar tags com o passar do tempo, porque quando criei não conseguia ver a relação entre duas coisas muito parecidas. É um exercício muito legal e que acredito que reforce meu aprendizado, porque se trata de uma revisão.

O que guardo no Evernote: textos da web, PDFs de aulas, artigos, fotos de quadros na sala, anotações minhas, gravações de aulas – absolutamente tudo. Não tenho qualquer interesse em migrar de ferramenta pois esta funciona muito bem para mim, obrigada.

Um ponto interessante de comentar é que, no dia a dia, podem surgir arquivos armazenados em outros lugares. Por exemplo, no mestrado, meu professor achou útil o compartilhamento pelo Google Drive, para mexermos nas alterações da dissertação. Mas, acabando o mestrado, já arquivo no Evernote, porque centralizo aqui. Vou fazendo essas alterações de maneira bem orgânica mesmo, ou seja, sem “agendar” fazer isso de tempos em tempos, mas à medida que sinto necessidade.

Imagem: Theed Hub

Para mim, uma das coisas mais incríveis é essa catalogação que você vai fazendo ao longo da vida dentro de uma ferramenta como o Evernote. O fato de tirar uma foto do quadro branco na sala, salvar ali, e ter essa referência sempre que precisar dela… ou ter feito um mapa mental, tirar foto, guardar ali. Acho isso uma das maiores maravilhas do nosso tempo.

Todos os meus arquivos de estudos são organizados dessa maneira. O que tenho impresso (por exemplo, artigos do mestrado), assim que finalizo já são reutilizados (folha) e depois reciclados. Não mantenho arquivado em papel nada que não precise ficar em formato de papel. E aí tem os livros, claro, que estão organizados por assunto e fazem parte desse arquivo de referência para os meus estudos também.

Se você tiver alguma dúvida a respeito, deixe nos comentários. 😉

Categoria(s) do post: Diário da Thais

No Budismo, a gente estuda sobre algumas delusões que deseja superar, e uma delas é o auto-apreço. Por isso, o tempo todo eu faço um esforço enorme para não ficar falando sobre mim, mas eu penso que, em alguns casos, como este post, isso é necessário porque ele servirá como referência na construção dessa narrativa que eu faço no blog e nas minhas outras redes sociais.

E no blog nem tanto, pois quem já me acompanha aqui diariamente vai entender muito do que eu vou escrever aqui. Mas para quem chega novo, é importante falar. Então não é para criar um conteúdo auto-centrado que estou fazendo isso, mas sim apenas contextualizar tudo o que vou escrever daqui para a frente.

A Thais que em 2014 pediu demissão do seu último emprego para trabalhar com organização e produtividade era uma Thais insegura e cheia de sonhos, mas acima de tudo corajosa. Foi muito corajoso de minha parte sair de um emprego seguro no Governo para viver de algo que eu apenas acreditava com todo o meu coração.

Naquela época, a proposta era trabalhar ministrando treinamentos corporativos, até porque essa foi a proposta que recebi na época e que me deu fôlego para entrar nessa empreitada. Mas, depois de fazer isso durante mais de cinco anos, eu pude entender e refinar melhor o que eu queria com o meu próprio trabalho – não apenas em termos de estilo de vida, mas de propósito mesmo.

Existem coisas que a gente não vê no calor dos acontecimentos – só depois. Toda a insegurança que eu sentia vinha da dúvida: vou conseguir me manter com este trabalho? Vou conseguir sustentar a minha família? Será que tomei a decisão certa ao pedir demissão? Será que eu não deveria voltar a estudar para passar em um concurso público?

Com o tempo, e com toda essa construção, os resultados foram surgindo. Tudo o que eu conquistei veio do Vida Organizada – este blog. Tudo. Até o meu trabalho com o GTD™. Mas o blog nunca me trouxe um retorno financeiro que representasse o sustento da minha família. O que sempre sustentou esse trabalho foram os cursos e os serviços que eu prestava (consultoria, coaching etc).

Este ano, pela primeira vez, meu trabalho se resume apenas ao Vida Organizada. Mas, acima do Vida Organizada, ao que a Thais Godinho aprendeu e representa, quando se fala em planejamento de vida, organização da casa e produtividade com compassividade. Meu propósito é mostrar que existe vida fora da rodinha do hamster. E que o foco deve estar sempre em nossa qualidade de vida. Sempre.

Não quero ser repetitiva, pois já falei muito sobre esse assunto aqui no blog, mas ter passado por tudo o que eu passei no meu ano passado, que na verdade foi uma espécie de “ápice” de tudo o que vivenciei nos últimos anos, intensificado após a morte da minha avó, mudou a minha relação com a vida. Eu pensei sobre a morte diversas vezes. Fiquei imaginando como seria tudo se eu morresse por complicações na minha saúde. Como seria a vida do Paul? E a do meu marido? Da minha mãe? E, pode parecer besteira, mas também pensei: o que aconteceria com o Vida Organizada? rsrs Será que meu marido entraria na minha conta para postar: “olha, gente, aconteceu isso, isso e aquilo…”

O pensar sobre a morte é esquisito. Ao mesmo tempo que é um pensamento meio pra baixo, também é um pensamento realista e eu diria que até necessário. E pensar sobre a possibilidade de morrer me fez enxergar cada dia novo como um dia extra. De verdade. Guarde esse conceito porque falarei mais dele ao final do texto.

Ao longo do ano passado, fiquei muito mal de saúde. O que me salvou: ter conhecido a Ayurveda. Não me entendam mal: não estou de forma alguma menosprezando a medicina ocidental. É para ela que eu corro quando tenho qualquer problema. Foi a medicina ocidental que fez a cirurgia que mudou a minha vida, em 2017, e a quem confio quando meu filho tem qualquer problema. Mas o que mudou para mim quando conheci a Ayurveda foi o fato de que a saúde é um estilo de vida e que existe um método milenar para isso.

É um pouco complexo tentar resumir aqui, porque eu sei que a medicina ocidental, todo médico fala isso também (sobre o estilo de vida), mas é diferente. Relaciona-se ao indivíduo. Entender que você é um microcosmo da natureza, que é um microcosmo do universo. Você tem suas particularidades, e essas particularidades conversam com as particularidades do ambiente, das estações, de tudo. E trata-se de prestar atenção em você e ir fazendo mudanças no seu estilo de vida para ter uma saúde – em todos os aspectos – melhor. É por isso que, muitas vezes, a Ayurveda é chamada de “autocura”.

Não sei se vocês (especialmente os leitores mais antigos do blog) têm essa percepção, mas isso vem de acordo com tudo o que acredito e ensino sobre o lance da coerência em uma Vida Organizada. De certo modo, sem conhecimento, do alto da minha ignorância, porém intuitivamente e com uma ingenuidade tocante, eu já buscava esse tipo de conexão, quando trazia para o blog conteúdos como “organize seu menu semanal de acordo com as estações” ou “coisas legais para fazer no verão”. Eu sempre senti essa conexão e não sabia de onde vinha. Imaginem a minha surpresa iluminada quando descobri que já tinha gente estudando isso há quase 7 mil anos! Foi basicamente o mesmo tipo de encaixe que senti quando descobri o GTD™.

Quero compartilhar com vocês o trecho de um livro que estou lendo, chamado “Em busca da cura”, em que o autor conta a jornada de cura da sua esposa quando eles foram para a Índia se tratar em uma clínica de Ayurveda. A esposa no caso é a Laura Pires, que é super famosa e tem livros sobre o assunto, ministra cursos etc. A história dela é incrível e, em certos aspectos, muito parecida com a minha.

“Quando você aposta numa filosofia de vida, com ela vem sua filosofia de saúde; portanto, alterar suas crenças sobre saúde transforma sua concepção filosófica da vida.”

E é exatamente isso: foi um encaixe. Não se trata de viver sob regras e restrições, pelo contrário. Trata-se de ter um encontrado, em todos os aspectos da vida, aquilo que funciona para mim e me deixa bem. Essa transformação é muito profunda. Mesmo as pessoas que convivem comigo não entenderam muito bem o que aconteceu – só vêem o resultado final. Não tenho uma pessoa que venha falar comigo que não diga: “nossa, você está zen, sua pele, sua expressão de paz, sua energia, você parece feliz o tempo todo” etc. Eu nunca fui desse jeito, gente. Eu sinto, com todo o respeito à minha religião, como se eu tivesse iluminado.

Porque sabe, meu corpo passou o ano de 2019 expurgando dele tudo aquilo que fazia mal. Sim, eu estava “detralhando”. Que maravilhoso! E, uma vez que você destralhe a sua casa, a sua vida, tudo, você simplesmente coloca novas lentes para a vida e não permite que a tralha venha de novo. Você não se permite mais viver de uma maneira com pessoas que agridam você emocionalmente, por exemplo. Você não quer mais abrigar atividades que não sejam coerentes com quem você é agora. Você passa a ver briguinhas e picuinhas como tão irrelevantes que nem consegue se envolver na discussão.

Tudo isso teve um reflexo profundo na minha vida. Vou tentar trazer alguns exemplos do dia a dia para demonstrar o que quero dizer.

O meu What’sApp, desde que resolvi voltar a usar, fica bombando todos os dias. É sério – tem umas 800 mensagens de um dia para o outro. Eu jamais vou ficar refém dessa ferramenta. Respondo quando posso, à medida que consigo. E é isso. Fazer o quê? Eu não vou ficar o dia inteiro no celular respondendo mensagem.

Recebo uma demanda: “você pode me enviar isso URGEEEEENTE, ainda hoje?”. Eu nem vejo isso a tempo de responder. Nunca é nada urgente e muito menos relevante para mim, só para a outra pessoa. E algo que ela mesma poderia ter tratado com mais calma e respeito, pedindo de maneira decente, com um mínimo de antecedência.

Outro dia eu fiz uma LIVE sobre universidade pessoal e teve um momento que eu preciso trazer como exemplo aqui porque ele demonstra muito qual meu estado de espírito atual. Eu estava contando que, após o mestrado, até tenho interesse em fazer doutorado, mas sem pressa. Que eu estava interessada em buscar o que eu precisava mergulhar agora para aprender, e que tinha considerado até uma nova graduação, em Psicologia, apesar de ainda não ter certeza. Que estava estudando essas possibilidades. E uma pessoa escreveu no chat: “meu deus, mas se você for fazer uma graduação e depois o doutorado, isso vai demorar mais de 10 anos!!!”. Ela escreveu de uma maneira muito inconformada, e eu tentei absorver essa inconformidade e comparar com os meus sentimentos.

Me pareceu tão engraçado, na hora! Porque eu realmente não tenho essa preocupação com o tempo. Eu faço sim planejamentos de vida, gosto, acho importantes, mas eu vivo o agora. Para mim, importante no momento é lidar com os meus mais de 700 alunos no meu curso de organização, dando suporte a eles, melhorando o curso, do que ficar preocupada com um suposto título de PhD que eu nem sei se quero tanto assim. O que quero dizer é que existem outras coisas acontecendo que são tão ou mais importantes. E que, acima de tudo, eu estou super sussa e tranquila com o meu ritmo de vida. Eu não quero me apressar para fazer algo que nem tenho certeza. Tenho muita coisa com certeza acontecendo agora, e eu ainda quero curtir muito essas.

Eu fiquei real doente ano passado e não quero mais desrespeitar o meu corpo por conta de um estilo de vida X que vá contra o que me faz bem. Foi uma escolha. Uma escolha que nasceu naquele dia, há cerca de um ano, quando entrei na livraria Bertrand em Lisboa e encontrei o livro sobre horários (de um médico Ayurveda) e, a partir de então, comecei a olhar com mais carinho para a Thais e a implementar – sem volta – um novo estilo de vida.

Esse estilo de vida não se adequa ao ritmo do mundo que vivemos hoje, e eu sinto muito se isso decepciona alguém.

Meu novo ritmo de trabalho agora se resume a me dedicar aos meus alunos + criar conteúdo diariamente para ajudar não apenas eles, mas também quem não pode pagar pelo curso. É um propósito de vida. Eu realmente acredito que as pessoas estão pirando e ficando doentes em um mundo de excessos em todos os sentidos, não apenas no trabalho, mas principalmente. E eu acho que a gente precisa sim de mais pessoas, especialmente mulheres, que venham aqui e que reforcem isso, porque o mundo precisa mudar.

Tive a oportunidade de renascer, de recomeçar a minha vida, então considero de verdade que cada dia que vivo é um dia extra, e que era para eu nem estar mais aqui. Logo, vou aproveitar cada dia para ser feliz e viver para ajudar os outros, dentro de um ritmo que eu consiga abrigar, cuidando da minha saúde e dos meus, por aqui.

Eu mudei, e é claro que isso vai se refletir em tudo o que eu publicar, em todos os canais. Por isso achei fundamental escrever este texto. Pretendo gravar em vídeo e fazer em outros formatos também. Obrigada por ter lido até aqui. <3

Categoria(s) do post: Estudos

Cada vez mais nós temos à nossa disposição cursos e formações que podem ser feitos ou total ou parcialmente online.

Eu já cheguei a começar a fazer duas graduações online e me dei relativamente bem com o sistema na época. Só acabei saindo quando desenvolvi o conceito de universidade pessoal, em que vi que fazia mais sentido estudar de maneira autodidata o que estava vendo naqueles cursos (eu já tinha um diploma universitário).

Quando a gente está matriculado em um curso presencial, precisa participar das aulas nos dias e horários estabelecidos. Os cursos online podem ter aulas ao vivo assim, que basta você colocar na agenda. Agora, quando você precisa montar sua agenda de estudos, existem duas maneiras de fazer:

A primeira é a maneira livre. Você entende, na sua rotina, quais os melhores momentos do dia para assistir as aulas e estudar, e aproveita tais contextos para acessar o ambiente EAD e fazer isso. Na minha estrutura atual, por exemplo, do meu dia, eu consigo fazer isso em pelo menos dois momentos do dia, e isso funciona muito bem para mim porque gosto de ter essa liberdade de escolher como vou alocar o meu tempo.

A segunda maneira é aquela em que você escolhe um dia e horário e insere o bloco de estudos na agenda, que é uma forma mais fixa. Ela serve se você tem dificuldade de seguir o modelo mais livre anterior, ou se tem uma agenda tão cheia que, se não marcar, não consegue tempo para estudar.

Não existe certo ou errado, mas você entender como você “funciona” na sua rotina e buscar esse tipo de solução.

No momento, além do que citei na universidade pessoal, tenho alguns compromissos de estudos atuais:

  • meu curso no centro budista (presencial)
  • meus grupos de pesquisa da universidade (presenciais)
  • um curso de dinacharya (rotina diária ayurvédica – online)
  • minha certificação de coaching de carreira (online)
  • minha certificação do nível 3 do gtd (agora o restante é online)

Eu consigo encaixar a minha demanda atual de cursos online no esquema que descrevi no post sobre a minha rotina e vou definindo uma próxima ação depois da outra, que executo em tais contextos, e faço um acompanhamento do status geral dos cursos semanalmente, na minha revisão semanal.

É basicamente assim que eu faço, sem maiores complicações, e é como recomendo.

Você pode se perguntar onde organizo os arquivos. Tudo no Evernote, que é minha ferramenta de referência principal.

Você tem dificuldades com cursos online? Se quiser, comente aqui no post, para que eu possa ajudar! Obrigada.

Categoria(s) do post: GTD™

Uma participante do grupo “GTD em Língua Portuguesa”, meu grupo sobre o método GTD no Facebook, fez uma pergunta legal e eu achei que a resposta poderia ajudar outras pessoas. Como nem todo mundo usa Facebook, trouxe para cá.

Ela perguntou o seguinte:

Áreas de foco podem ter próximas ações e projetos dentro de si?

Ex1.: uma das minha áreas de foco é Lazer, é dentro dela, se encontra a sub área chamada Videogames, onde eu ponho jogos que vi e pretendo adquirir em algum momento não determinado, e jogos que já possuo e pretendo jogar em uma ordem determinada. Pego um jogo x que pretendo jogar a partir da semana que vem e jogar até acabar, conquistar troféus etc., fazendo de cada jogo um projeto.

Ex2.: outra área de foco é Relacionamentos, sendo Família e Amigos sub áreas. A ideia é fazer o banco de amigos, e estabelecer não apenas períodos para que eu mantenha contato frequente com aqueles mais distantes (já que sou péssima pra manter contatos, é algo que quero mudar em mim), mas outra questão que entra são aniversários, que se repetem todos os anos, e que preciso de lembrete para não esquecer da maioria, mas não sei se deveriam estar na agenda (como estão atualmente).

Minha resposta:

Gabi,

Hoje eu tive que buscar minhas 4 cópias encadernadas da dissertação do mestrado na gráfica, para depois levar na faculdade.

Essa próxima ação estava no meu calendário.

Ela vai me ajudar a concluir um projeto que eu tenho, que é “concluir o mestrado”. Esse projeto está na minha lista de projetos.

Tanto a ação quanto o projeto são de uma área de foco minha, que é Carreira. “Carreira” está listada no meu painel de áreas de foco no Trello.

Meu objetivo de curto prazo é obter o diploma de mestre. Ele será alcançado à medida que eu for concluindo ações e projetos que proporcionem esse resultado.

Em uma visão a longo prazo, o que quero é contribuir com a área de pesquisa em Comunicação e também construir uma carreira instigante e criativa como pesquisadora de cultura do trabalho. Isso é visão, horizonte 4.

Que está alinhado com alguns propósitos de vida – um deles, colaborar para que as pessoas sejam menos estressadas.

Você está descobrindo o caminho da faixa preta. 🤗 Suas ações, cada vez mais, estarão alinhadas com seus horizontes mais elevados. É isso o que o GTD ensina.

Não tem nada a ver com linkar ações a projetos ou áreas de foco ou objetivos dentro de uma ferramenta. Tem a ver com executar ações, e as ações estão ligadas a outros horizontes sempre.

Espero ter ajudado.

Entender que o GTD lida com categorias de coisas faz toda a diferença para entender o método. 🙂

Categoria(s) do post: Lazer, Saúde, Curtindo a casa

Bem, hoje gostaria de compartilhar uma prática que venho fazendo diariamente e que faz parte da minha rotina de autocuidado, Ayurveda, postura etc.

Já faz algum tempo que eu estou prestando mais atenção à minha coluna e, por isso, iniciei um intensivão de coisas que me ajudam a melhorar a minha postura. Comprei uma cadeira mais confortável para trabalhar, entre outras coisas (ainda vou escrever um post só sobre isso). Uma dessas coisas foi entender a importância da massagem. Uns dois anos atrás, eu estava super numa rotina de viagens a trabalho e muitos cursos presenciais. Toda vez que passava uma semana pesada, dando aulas, eu me dava uma massagem (shiatsu) de presente. Então, naquele primeiro momento, foi para relaxar e destravar um pouco a tensão daquele período que eu estava vivendo. Foi ótimo e necessário.

No entanto, com o passar do tempo, fui juntando essa prática com outras que favorecessem minha saúde de maneira geral. A visão de saúde integrada veio de conhecer mais sobre o Ayurveda (medicina milenar indiana), porque foi o que comecei a aplicar e me deixou bem, em paralelo com os outros tratamentos tradicionais da medicina ocidental.

E uma das práticas do Ayurveda dentro do Dinacharya (rotina diária – ainda vou escrever sobre ela!) é a auto-massagem, que no Ayurveda é parte do que eles chamam de “abyangha”.

O problema da massagem é que nem todo mundo pode pagar por um massoterapeuta para fazer disso uma rotina. Por isso que a auto-massagem é tão legal. Não custa absolutamente nada – basta dedicar 5 minutos do seu dia, basicamente.

A massagem ayurvédica, conhecida como abyangha, é feita com óleos vegetais. Eles chamam esse tratamento de oleação. Você também pode buscar a massagem ayurvédica em locais externos, e existem muitas técnicas e abordagens que devem ser incríveis (nunca fiz), mas a auto-massagem é algo seu, parte do seu dia a dia. Vou contar como eu estou fazendo.

Pela manhã, tenho buscado acordar bem cedo, e uma das coisas que faço, depois de toda a prática de yoga e outras coisas, é tomar um banho de purificação. Chamo assim para conferir mais significado a esse momento. Significa que estou louvando o meu dia e me preparando para brindá-lo. Mindfulness. Antes do banho, me dou 5 minutos de auto-massagem, que faço no banheiro mesmo. Pego um oleozinho que estiver usando na ocasião (atualmente uso um de amêndoas mesmo, mas no Ayurveda o pessoal faz com óleo de gergelim e outros – pelo que eu entendi, na real tanto faz, a não ser que você esteja fazendo algum tratamento específico e precise de um óleo medicado).

Eu começo a massagem pelos pés e vou subindo pelo corpo. Os movimentos não são nem tão suaves nem tão fortes – a ideia é dar uma massageada nos músculos mesmo e melhorar a circulação. Dois pontos de atenção no corpo que eu entendi como importantes nesse processo pelo Ayurveda: estômago (movimentos em sentido horário) e cabeça. Como estou toda nessa jornada “em busca de uma cervical melhor”, adoro massagear o pescoço, a nuca e a cabeça, pois isso confere bastante bem-estar. É bem bom porque se eu tiver um ponto que eu sinto que preciso “trabalhar melhor”, aproveito esse momento para dar uma massageada a mais. Isso tem melhorado bastante a dor que eu sentia no pescoço, juntando com todas as outras coisas que venho fazendo, é claro. Acho que é um mix mesmo.

A massagem dura realmente 5 minutos. Acabou, entro no banho. E isso tem sido muito bom para mim porque, depois que fiz a cirurgia bariátrica, minha pele tem a tendência a ficar mais ressecada. Fazer essa oleação tem ajudado muuuito a manter minha pele mais hidratada. Eu saio do banho me sentindo muito bem e pronta para o novo dia!

De noite, antes de dormir, eu gosto de ficar offline, então procuro atividades que me preparem para uma boa noite de sono. Uma delas é tomar uma ducha morna, só para relaxar o corpo mesmo – coisa de 2 minutos. Não lavo o cabelo. Muitas vezes, antes desse banho, faço uma nova oleação, só para hidratar, especialmente nesses dias mais frios que estão acontecendo em São Paulo. Mas mesmo no calor é gostoso.

Quando estou na cama, antes de dormir, tenho incorporado as massagens também. Faço massagens no Paul, no meu marido – eu realmente gosto! E acho que é legal estimular o bem-estar daqueles que eu amo também. É um momento nosso e relaxante antes de dormir.

Mas eu gosto de fazer também uma auto-massagem antes de dormir. Sempre preparo um chá antes de ir para a cama, aí enquanto vou bebericando a minha xícara, eu pego um pouco de óleo e massageio meus pés. Eu adoro. Depois, massageio o estômago (na região do abdome) e, por fim, fecho os olhos e massageio a cabeça, as orelhas e o rosto. Sério, não tem como ter uma noite ruim de sono depois disso! Tem vezes que eu já dou umas “pescadas” enquanto massageio a cabeça. rs

Massagem é uma arte muito subestimada, eu acho. Faz muita diferença, especialmente em tempos tão estressantes e de ansiedade como o que estamos vivendo. Também proporciona o toque na gente mesmo e nos outros que a gente ama. Recomendo fortemente. Depois que passei a incorporar à minha rotina, minhas dores nas costas e no pescoço foram diminuindo (em conjunto com outras práticas, claro, como o Yoga), e toda vez que me dou esse presente da auto-massagem eu me sinto feliz por estar fazendo isso por mim, sabem? Vale a pena. Fora o carinho que é você fazer massagem em quem você ama.

Aqui neste texto vocês encontram mais informações sobre a prática. Recomendo a leitura.

Categoria(s) do post: Estudos

Sei que muitos de vocês estavam ansiosos por esse post, mas eu só me sentiria confortável para escrevê-lo quando tivesse finalizado a dissertação.

Eu acabei de entregá-la na secretaria da faculdade e, agora, preciso aguardar meu professor agendar a banca de defesa, e depois entregarei aquela versão final, bonita e encadernada. Eles chamam de “depositar a dissertação”.

Para quem não sabe, faço mestrado em Comunicação na Faculdade Cásper Líbero, a melhor faculdade de Jornalismo do país, e minha pesquisa é sobre como os aplicativos de mensagens podem estar contribuindo para uma precarização ainda maior das profissionais de Comunicação. Resumindo de maneira mais simples, eu estudo se é normal ou não responder What’sApp de cliente às onze horas da noite de sexta-feira e o que isso acarreta na saúde mental das pessoas.

Eu trabalho com produtividade, então pesquisar sobre esse tema tem a ver não apenas com o meu trabalho, como faz parte de uma certa linearidade na minha formação acadêmica (graduação em Publicidade, pós-graduação em Mídias Digitais).

Meus dois anos de mestrado não foram nada fáceis porque minha avó teve complicações pós-cirúrgicas logo que eu comecei o curso, vindo a falecer em maio (eu tinha começado em fevereiro). Foi muito difícil e eu considerei sair do mestrado, mas resolvi continuar. Mesmo aos trancos e barrancos, emocionalmente falando, eu consegui. Então, quando entreguei a dissertação final, para mim foi como a vitória de uma conclusão muito importante, pois: 1) eu achei sinceramente que não conseguiria e 2) fiquei feliz por não ter desistido. Por piores que tenham sido as minhas condições emocionais, eu terminei meu mestrado. Os dois anos teriam passado de qualquer maneira. Não dá para a gente parar a vida quando passa por problemas, pois problemas sempre vão existir.

Eu ainda preciso de um distanciamento maior do processo como um todo para escrever melhor sobre os aprendizados que tive e o que teria feito de maneira diferente – sei que são muitas coisas. Mas uma delas que de fato teria feito toda a diferença seria ter começado a escrever a dissertação logo que eu entrei no curso. Eu estava empolgada com o tema, inspirada, e mesmo que não aproveitasse muito esse material (porque a gente vai amadurecendo na escrita acadêmica), eu já teria avançado bastante nela. Eu escrevi a dissertação em pouco tempo, praticamente um mês. Mas vou contar rapidamente como foi o mestrado, para situar quem não tem muita ideia.

Foram três semestres de disciplinas. Sete disciplinas no total. Para concluir cada disciplina, você deve entregar um artigo ao final do semestre, com uma média de 15 a 20 páginas. Além disso, precisa cumprir créditos para se formar. No meu caso, apresentar trabalhos em três seminários durante os três semestres das disciplinas. Só assim eu estaria apta a passar para a fase seguinte, de entrega da dissertação.

Meu segundo semestre de 2019 foi basicamente tomado por muito trabalho. Eu fiquei mal de saúde durante vários meses do ano passado, e só fui começar a melhorar por volta de outubro, que foi quando eu engatei na minha pesquisa. Mesmo assim, não consegui defender no ano passado, que era o meu prazo “ideal”. Não me frustrei nem me cobrei. Sinceramente, nem tinha condições de tocar esse mestrado e, só por conseguir fazê-lo, eu já me sentia uma verdadeira campeã.

Os artigos que escrevi para as disciplinas foram essencialmente úteis em termos de fichamentos, pois em termos de escrita, a maioria foi do zero, para a dissertação. O que eu escrevi no primeiro semestre do mestrado nem se compara à minha escrita do final, quando eu sentia mais segurança para escrever. A escrita acadêmica tende a “travar” as pessoas. São tantas normas e boas práticas que você não consegue simplesmente “escrever”. Isso foi bem difícil para mim e, apesar de eu ser escritora, ter três livros publicados etc, não fazia diferença, pois era outro formato. Foi um grande aprendizado para mim, ao mesmo tempo em que acho que existe uma pressão desnecessária sobre esse tema. Muitos mestrandos desenvolvem ansiedade e até depressão durante os seus mestrados. Eu já estava tão ferrada emocionalmente que, com sinceridade, o mestrado foi a distração que me tirou um pouco da realidade nesses dois anos. Estar em sala de aula e conversar sobre assuntos diferentes foi o que manteve a minha sanidade. Mas não vou negar como é trabalhoso.

Eu tirei férias no final de dezembro e me planejei para escrever a dissertação ao longo do mês de janeiro. Meu professor orientador voltava de férias dia 27/1, e eu queria que a dissertação estivesse na caixa de entrada dele quando isso acontecesse. Aconteceu. Mas o que eu fiz e que funcionou muito bem foi:

  1. Me ater sempre ao propósito da dissertação. Por que a pesquisa é importante? Que mensagem quero passar às pessoas com ela? Isso foi essencial para o foco.
  2. Escrever todos os dias. Todos os dias eu me forçava a sentar com o documento aberto na minha frente e escrever que fosse um parágrafo. Às vezes, lendo o que eu já tinha escrito, eu me inspirava e escrevia bastante. Tinha dias que não saía absolutamente nada. Mas me propôr esse exercício de escrever todos os dias fez toda a diferença, porque senão era a típica coisa que a gente fica procrastinando e depois entra em desespero.

Quando entreguei minha dissertação para o professor, ele fez sugestões pontuais, conversamos pessoalmente, e eu implementei o que ele sugeriu. Fiz uma checklist para ir seguindo uma coisa de cada vez.

Quando eu digo que escrevi grande parte da minha dissertação no papel – manuscrito mesmo – as pessoas acham curioso ou engraçado. Talvez eu não tenha sido muito clara sobre como foi o meu processo de mestrado. Em dezembro de 2018, na noite de Natal, eu fui INTERNADA porque tive uma complicação de saúde. Eu fiquei uma semana, com o risco de precisar fazer uma cirurgia muito complicada no final de janeiro. E eu estava com meu caderno lá no hospital escrevendo, tendo insights, porque é basicamente assim que eu funciono com tudo. Então o que quero que os outros entendam é que não fiz esse mestrado como, de modo geral, as pessoas normalmente fazem. Fiz em total estado de exceção na minha vida. Escrever à mão foi o de menos. Teve dia que passei mal na sala e desmaiei na enfermaria.

Agora, sinceramente, eu gosto de escrever à mão, pois me desconecto. Mas confesso que, na fase final, escrever direto no computador agilizou as coisas. Tudo teve o seu momento.

Um fato que me ajudou em janeiro foi ter lido o livro “Como se faz uma tese”, do Umberto Eco, pois ele me trouxe insights bacanas sobre o processo, e colocar meus pensamentos ao final da pesquisa em ordem foi fundamental para costurar o que ainda estava meio em aberto e efetivamente fechar os pontos de tudo o que eu queria falar no texto.

Esse caderno aí em cima é o caderno atual que tenho usado para planejamentos como esse da dissertação, diário, commonplace book etc. É um caderno de 400 folhas que anda comigo para cima e para baixo. Não ligo para o peso e até gosto de carregar tanta coisa assim comigo porque sempre tenho o que ler.

Ah, uma coisa que me ajudou demais e que comecei a fazer no início do mestrado foi criar um mapa mental para organizar as informações sobre a dissertação. Não o usei em todo seu potencial, mas foi muito útil ao longo do processo.

Ferramenta: Mind Meister

Enfim, escrever uma dissertação NÃO É FÁCIL. Mas eu gostaria de ter começado lá no início. Confiei demais no processo, achando que conseguiria fazer os três semestres de disciplinas e só depois escrever. O que acontece é que, depois dos três semestres, eu já estava até meio de saco cheio do tema da minha pesquisa. Tive uma ressaca acadêmica que durou uns quatro meses, ali entre maio e setembro do ano passado, em que mal consegui escrever. O que me resgatou para escrever foi ter o propósito em mente, rever minhas anotações e fichamentos lá do começo, enquanto eu estava deslumbrada com o tema, pois isso me ajudou a retomar um pouco do sentimento. E aqui eu vejo a importância de ter escrito em papel – quando a gente digitaliza, as letras perdem as emoções. No papel, a revisão permite até que você lembre como você estava se sentindo no dia. Isso é incomparável. Pode dar mais “trabalho”, mas sério, se você quer fazer as coisas na pressa, eu não acho que isso seja uma maneira de curtir a vida. Mas é a minha opinião. Para mim, estudar significa estar ali sentada, presente no estudo. Não fazer correndo, por fazer. Se for para fazer assim, melhor não fazer, porque a grande riqueza do mestrado é você se formar como pesquisadora. Ou pelo menos começar a aprender como fazer isso. Se você faz o mestrado apenas como um consórcio, para obter o diploma no final, e é movida a prazos e entregas, cara, isso não é uma maneira de viver nem na vida acadêmica, nem no trabalho, nem em nenhuma outra área da vida. Isso é horrível. E é um dos meus propósitos com este trabalho que faço com o Vida Organizada.

De modo geral, eu concluo essa etapa do mestrado pensando em como ajudar mais as pessoas que estão sofrendo na vida acadêmica, com essa questão da ansiedade, prazos e “como lidar”. Meu professor orientador foi maravilhoso, compreensivo e encorajador 100% do tempo, mas sei que ele infelizmente é exceção, pelo que ouço de outros colegas em outras faculdades e até países. Esse estigma do meio acadêmico precisa ser discutido e os pesquisadores precisam ser “abraçados”. Então eu pretendo sim trazer mais ideias sobre isso, com o tempo. Por hora, só preciso concluir todo o MEU processo para conseguir descansar.

A defesa deve acontecer na primeira quinzena de março, aí vou contando para vocês à medida que me sentir inspirada para escrever a respeito, podem deixar. 😉

Se você tiver alguma dúvida sobre a escrita da dissertação, por favor, deixe um comentário. Obrigada.