5 coisas que me ajudam a “viver o momento”

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Comentei nos últimos dias sobre como tenho me sentido com a mente plena e vivendo os dias de acordo com o que sinto que deva ser o melhor ritmo para mim. Então hoje neste post quero trazer algumas “dicas”, baseadas na minha experiência, para que você possa fazer isso também.

Auto-crítica

Uma coisa que percebi que parei de fazer e que me ajudou nesse estado foi a parar de me criticar ou tentar ser perfeccionista. Já há anos venho me desapegando dessa ideia, e focando que o feito é melhor que o perfeito não feito, mas ultimamente eu tenho simplesmente parado de “achar” que eu ‘deva” estar sentindo isso ou aquilo no momento. Sou quem eu sou, sinto o que sou, e simplesmente respeito o meu momento. Sei que tudo são fases e, se estou triste, respeito a tristeza. Se estou alegre, não deixo ninguém derrubar essa alegria.

Passado

“Quando eu estudava jornalismo, deveria ter feito tal coisa.” “No meu último emprego, teria sido melhor ter escolhido tal opção.” Eu simplesmente parei de pensar nos “e se”s do passado e aceito cada vez com mais carinho que tudo o que aconteceu na minha vida foi o que me fez estar neste momento de vida hoje, e sou grata.

Permissão

Tem um pouco a ver com o primeiro item, mas é mais associado ao que eu sinto aqui dentro. Eu tenho meus valores, meus princípios, meus sentimentos, meu modo de viver a vida. As outras pessoas têm seus modos diferentes. Eu não espero mais que ninguém “aprove” o meu estilo de vida. Sou quem eu sou, e cada vez mais me dou permissão para fazer o que meu coração diz que devo fazer.

Impermanência

Não fico mais me preocupando excessivamente se algo deve ou não ser feito, se devo agir assim ou assado. Se eu sentir que devo fazer algo, eu faço. Se sentir que não deu certo, eu reajusto a rota. Numa boa, sem melindres. As decisões que eu tomo não precisam ser definitivas, porque muitas vezes no momento da decisão eu não tinha a experiência que viria somente depois de tê-la tomado e vivenciado. Faz sentido? Então é ok reajustar.

Engajamento

A todo momento, quero viver de verdade o que está acontecendo. Não quero fazer as coisas “por fazer”. Quero acreditar que tudo tem um sentido. E não falo sobre grandes acontecimentos apenas – muito pelo contrário, falo do dia a dia mesmo. De acordar em tal horário por determinado motivo. De ficar até tarde acordada porque, para mim, naquele momento parecia o certo a ser feito – e curtido. Tenho curtido mais o momento. É isso.

15 comentários

  1. Estou viciada no que você escreve. Sempre sabendo como colocar cada posicionamento ou pensamento seu onde muitos se identificam e servem como ótimos conselhos, assim como está sendo para mim.

  2. Obrigada por compartilhar. Estava precisando muito ler isso. Estou passando por um momento em que tive que tomar uma decisão difícil no trabalho, que não seria a minha decisão natural, mas que tomei pelo fato de que impactava outras pessoas. Ter em mente que nada é definitivo e adotar o sentido de impermanência me dá a leveza para poder reverter a qualquer momento, se necessário, a decisão na parte que afeta só a mim, tendo deixado equacionado o quadro para as demais pessoas afetadas.

  3. Lindo post, Thais!! Deixei um comentário no post de sexta mas não sei o que acontece que eles não aparecem… não é cobrança!! Rs é só participação mesmo. Sei que vc deve ter motivos para isso, mas acho que deixar comentários de usuários anteriores sem moderação traria mais incentivo para que seus leitores fiéis comentem sempre! Parabéns mais uma vez por trazer tantos conteúdos interessantes, úteis, reflexivos ou leves todos os dias.

    • Oi Karina, tudo bem? Os comentários do blog são moderados, pois assim eu consigo ter um controle do que já li e já respondi. Eu respondo um pouco por dia e são muitos, muitos mesmo, então por isso levam alguns dias para entrarem. Mas obrigada pela atenção. <3

  4. Oi Thaís, faz um tempo que eu te acompanho mas não sou muito de comentar (shame on me) mas hoje eu tive que deixar um recadinho de agradecimento porque esse texto me ajudou muito a ver com mais clareza o que tem me martirizado.

    Na Impermanência, você descreveu exatamente o que eu sinto. Parece que eu mesma criei uma regra, que eu não posso errar, e que tudo o que eu decidir será pra sempre e eu nunca mais poderei mudar de ideia. E óbvio que pensando dessa forma eu me travo completamente pois morro de medo de errar.

    Então obrigada por me dar uma luz e perceber que podemos tomar decisões sem esse peso todo de “pra toda a eternidade”, porque a gente pode sim mudar quando e quanto quiser. ♥

  5. Oi, Thais. Tudo bem?

    Gostei muito do seu post. Preciso muito, nesse momento da minha vida, dessas palavras e desse exercício de “viver o momento” para controlar a ansiedade (To no segundo ano de mestrado. Escrevendo dissertação… Tá puxado…). Quero dizer com muito carinho e verdade que você é uma inspiração enorme pra mim! O que você posta, que você ensina, eu paro, presto atenção, leio, releio, ouço uma vez, duas vezes… até eu achar que absorvi o “espírito da coisa”. Sinto que você é muito sincera nas suas palavras e isso me faz ter no seu trabalho uma referência, de organização e de aproveitamento da vida mesmo. Com certeza é também isso que te faz ser tão grande ^^

    Um abração! Espero estar no.lançamento do livro novo aqui no Rio! 😉

  6. Uma musica que ensina demais essa mensagem é a Living in the moment, do Jason Mraz. A letra é um exercicio de mindfullness. Virou meu hino para brecar a ansiedade.

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