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Faz cerca de seis meses que eu trouxe aqui a notícia sobre a divisão dos meus canais de conteúdo, e hoje quero escrever um pouco sobre os desdobramentos, aprendizados e novas reflexões que venho tendo desde então. Muitas pessoas têm me pedido para “postar mais” nos outros canais, e este post de certa maneira é um recado sobre isso de maneira geral, para eu usar como referência sempre que me perguntarem.

A separação dos canais nunca foi, de maneira alguma, uma decisão para 1) monetizar mais ou 2) para criar MAIS conteúdo, pelo menos por enquanto. Um dos objetivos de médio prazo da minha empresa certamente é formar (e crescer) equipe para a parte de conteúdo também, e de maneira geral (não apenas para o Vida Organizada), mas isso leva tempo. Neste exato momento em que escrevo este post, eu sou a única pessoa que produz conteúdo por aqui. E produzir conteúdo não é algo que uma maquininha possa fazer (pelo menos não do jeito que eu quero para os meus canais) – depende de ter uma pessoa feliz e saudável escrevendo.

O principal objetivo de ter separado os canais foi para dar o foco mais apropriado a todos eles, quando necessário. O Vida Organizada sempre foi e continuará sendo o meu canal principal. Tanto aqui quanto no YouTube, que estou investindo bastante tempo e energia este ano, porque quero crescer lá. Todos os outros canais nasceram como uma extensão dele, e eu tive os últimos meses para amadurecer isso, mas tudo foram testes.

O primeiro canal a ser separado foi o de GTD, principalmente porque é uma marca registrada que não é minha, e legalmente falando eu não quero ter problemas com isso (não existe nenhuma inconformidade na maneira como eu faço as coisas, pois tenho formação oficial e direito de uso, mas eu não sei se as regras vão mudar em algum momento da minha vida). Além disso, muitas pessoas gostam e acompanham o Vida Organizada mas não gostam de GTD – nem sabem o que significa. Ao mesmo tempo, quem gosta de GTD é um público muito específico, que gostaria de encontrar informações mais focadas em outro lugar. Por isso, para conteúdo genuíno de GTD, específico, eu criei o canal GTD Brasil. A ideia é que ele funcione como um grande hub de conteúdo sobre GTD em português, divulgando inclusive ações da franquia brasileirsa, a Call Daniel.

O que eu aprendi nesses últimos meses foi que eu não precisava deixar de escrever ou citar o GTD aqui no Vida Organizada, porque este é um blog sobre a minha vida, e se eu uso o GTD como método é óbvio que ele será citado bastante por aqui, pois faz parte da maneira como eu aprendo e faço as coisas diversas justamente para que eu tenha uma vida organizada.

Por incrível que pareça, o conteúdo mais difícil de separar (e que me trouxe mais reflexões) foi o conteúdo sobre casa e vida doméstica. Em um primeiro momento, senti um estado de libertação. “Ufa, não preciso mais falar sobre casa no Vida Organizada!” Porque existe uma (falsa) sensação de que organização só tem a ver com a casa, e se tem algo que eu falo aqui no blog (e procuro ensinar) é que a organização diz respeito a todas as áreas da vida – o que inclui a casa, sem dúvidas, mas não é só isso. E minha impressão era que, se eu escrevesse muito sobre casa por aqui, cairia no “mais do mesmo”.

No entanto, ao separar o conteúdo, eu percebi que, quando escrevia sobre organização da casa, eu não me sentia “eu mesma”. Não é como no VO, em que eu tenho certeza da minha voz. Sempre acompanhei outras pessoas que são referência na área, que têm canais e blogs bacanas sobre o assunto, e acho que todas fazem um excelente trabalho. Mas eu não me via fazendo aquilo. Foi então que tive um dos aprendizados pessoais mais bacanas dos últimos tempos, que se resume em dois pontos:

  1. Se organização da casa é apenas uma das áreas a serem organizadas na vida, esse assunto precisa ser tratado no Vida Organizada, com a mesma leveza que eu falo sobre organização de finanças, de saúde, de espiritualidade etc. Então não é para produzir conteúdo sobre “como tirar manchas do tecido com a característica X”, mas para falar sobre “como organizar o guarda-roupa” ou “como organizar a rotina da casa com os filhos de férias”. É um limite tênue, mas que existe, e esse tempo todo (e essa separação, esse tempo) me permitiu entender e aprender sobre isso.
  2. Quando eu penso sobre a vida em casa, eu quero compartilhar a minha visão sobre essa vida em casa em questão, que inclui coisas muito legais e particulares minhas que eu sinceramente acredito que traria um conteúdo legal, que é a minha vivência em casa. O que eu gosto de cozinhar, meu novo aprendizado sobre vinhos, livros, filmes, séries, reforma, decoração. Coisas que não necessariamente tenham a ver com organização. E isso me deixou muito feliz e satisfeita porque eu descobri a história que gostaria de contar sobre a minha casa. E conteúdo é sobre contação de histórias. Descobri o fio da meada. isso me deixou bem.

Um ponto essencial: todos esses canais são novos. Eles não têm a mesma aderência que o Vida Organizada, e eu não tenho ainda a mesma voz que eu construí para mim aqui. Esou aprendendo e construindo essa voz em outros conteúdos. Por isso, eu peço muita paciência para vocês porque essa construção leva tempo, e eu sinceramente não tenho pressa nenhuma em fazer essas coisas acontecerem, porque quero que elas sejam coerentes, e não “prontas logo”.

O Vida Organizada continua com conteúdo diariamente – muitas vezes, com mais de um conteúdo por dia. Não só post aqui no blog, como vídeos no YouTube, e ainda pretendo fazer mais coisas aos poucos, como voltar com o podcast, além de outras ideias. Então, sinceramente, o VO não mudou em nada – pelo contrário, está focado, esclarecido, e com muito mais conteúdo diariamente do que antes. Os outros canais são exatamente isso – OUTROS canais, e terão outra abordagem. Todo conteúdo de organização, então, você continua acompanhando por aqui.

Tenho amadurecido muito este ano, pessoal e profissionalmente, vendo muito mais significado nas coisas, e tudo o que tenho escrito, produzido e lançado será fruto desse amadurecimento.

Faz tempo que queria compartilhar essas percepções com vocês, e quero dizer que me sinto muito feliz com elas.