Como fazer ajustes no seu padrão de vida

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Este é um dos posts mais importantes desta série atual sobre finanças, pois vou falar sobre os ajustes no estilo de vida.

Como eu comentei em posts anteriores, tenho aplicado o método do Ben Zruel para organização das finanças tanto pessoais quanto da empresa.

O segundo passo do método dele é justamente ajustar seu padrão de vida para que seja mais condizente à sua realidade.

De modo geral, um erro clássico que as pessoas cometem quando começam a ganhar mais dinheiro é aumentar seus custos fixos, vivendo um padrão de vida mais caro do que viviam antes. Um erro anterior a esse é querer viver um padrão de vida que não pode ser coberto nem mesmo pelo salário que recebe, e aí entram as dívidas de cartões, empréstimos etc.

A fórmula para viver um padrão de vida correto é simples: cortar gastos e aumentar a receita. Mas o simples não significa ser fácil.

O Ben fala: “no Brasil, a gente não tem como se dar ao luxo de viver um só dia fora do padrão de vida adequado”.

Quando ele fala sobre cortar custos, ele não está se referindo a cortar todos os prazeres que você tem na sua casa e na sua vida. Trata-se de adequar, apenas.

Segundo ele, existem quatro contextos que afetam o padrão de vida, e eles devem ser examinados e mudados:

  1. moradia
  2. educação
  3. transporte
  4. alimentação

Pois bem, falarei sobre cada um deles e como eu tenho feito.

Moradia

Há muitos anos nós moramos de aluguel, por opção. Atualmente, moramos em uma casa própria, que ficou de herança. Há alguns anos cogitamos comprar um imóvel mas entendemos que não era um bom investimento, nem valia a pena para nós.

No entanto, entendo o que ele quer dizer aqui. Muita gente se embanana pagando prestação alta de apartamento sendo que poderia pagar menos. Muita gente paga um aluguel caríssimo sendo que poderia pagar um valor menor por um imóvel mais simples.

É complicadíssimo a gente pagar um valor alto de aluguel ou de financiamento de imóvel, pois é um custo fixo. A recomendação dele então é que você analise friamente como poderia ajustar sua moradia a um padrão mais apropriado aos seus rendimentos hoje.

Aqui ele sabe que é um corte direto na carne, pois as pessoas se sentem muito afetadas por mudanças nesse padrão de moradia. Só você pode pôr a mão na consciência e saber se a maneira como você está gastando seu dinheiro aqui neste tópico está correta com seu estilo de vida ou não.

Além da residência, coloco aqui a locação da sala comercial da minha empresa. Tínhamos duas salas até pouco tempo, sendo que uma delas representava uma redução nos custos fixos para as salas de cursos que alugamos pelo menos uma vez por mês. Porém, várias mudanças foram realizadas na minha empresa e uma das decisões foi a de manter uma única sala como escritório. Ponderei muito sobre isso na época e achei que valia a pena o custo benefício de ter um escritório externo para não trabalhar apenas em casa. O contrato vence em abril e, até lá, tenho tempo para refletir sobre a real necessidade desse espaço. Por enquanto, ele tem feito sentido. Eu preciso de um espaço externo para ter minha rotina de trabalhar fora, organizar as minhas coisas etc.

Considerei comprar uma sala comercial, mas fazendo uma análise reflexiva, concluí que não valia a pena, para mim. Alugar ainda é mais vantajoso. Meu modelo de trabalho pode mudar, eu posso querer mudar para uma sala maior ou menor com o tempo etc.

Educação

Hoje eu tenho alguns gastos fixos com educação e estou analisando todos eles.

Um gasto atual alto mas que logo terminará é a mensalidade do mestrado. E eu já decidi que só farei doutorado se for em uma universidade pública ou com bolsa da mensalidade. É um princípio importante que delineará a escolha da instituição quando resolver fazê-lo.

Outro gasto meu com educação é o Cambly, para treinar inglês. Hoje, foi a alternativa mais em conta que encontrei e que me atende. Porque tem isso também – não basta cortar uma coisa que precisa e passar necessidades naquele setor. Treinar meu inglês é importantíssimo, e essa alternativa acabou sendo a melhor escolha para o momento. Claro que, em uma possível situação de cortes extremos, isto aqui seria cortado (o que é sempre um bom raciocínio de se fazer para analisar se há outros cortes que poderiam ser feitos de qualquer maneira).

E temos por fim a escola do filhote, que hoje conseguimos otimizar bem também. Ele estuda em uma ótima escola com uma mensalidade ok. Estamos procurando uma nova escola para o ano que vem e eu penso assim: se eu puder pagar por uma boa educação, ainda prefiro pagar. Mas nada impede de ele estudar em uma escola gratuita se encontrarmos uma escola gratuita que seja boa também.

Vejo que muitas pessoas gastam um dinheirão aqui não apenas com a sua própria educação do que com a educação dos filhos. É claro que educação é essencial, mas veja se você não está pagando por uma mensalidade que poderia ser reduzida e mais adequada ao estilo da vida da sua família.

Com relação à formação profissional, eu seguro bastante a mão para investir em cursos que preciso de fato. Gosto de tirar uma certificação por ano, pelo menos, e fazer cursos pontuais sobre assuntos que são necessários para mim no momento.

Transporte

No momento, nós precisamos do carro, especialmente meu marido. Ele trabalha com música e carrega muitos equipamentos. Este ano nós trocamos de carro para um maior e estamos satisfeitos com ele. Certamente podemos reduzir os gastos com gasolina e estacionamento, então temos usado menos o carro, mantendo apenas nas situações que sejam realmente necessárias. Filhote estuda longe (isso vai mudar ano que vem), tem o trabalho do meu marido e as coisas do dia a dia, como fazer mercado etc.

Nós moramos em uma região bem centralizada aqui em São Paulo então eu mesma nunca tive necessidade de um carro. Circulo de ônibus, metrô e a pé tranquilamente. É muito cômodo usar Uber, então eu reduzi. Se dá para ir de transporte público ou a pé, eu me planejo para sair antes e vou numa boa. Para reduzir ainda mais o Uber, eu estou usando aqueles cartões pré-pagos dele, pois assim eu não uso meu cartão de crédito e, por ali, consigo controlar melhor quanto estou gastando com esse meio de transporte.

Para ir para o escritório, posso ir a pé ou de ônibus. Para todos os lugares do meu dia a dia eu consigo fazer esse tipo de deslocamento, mas usava bastante Uber para quase tudo. Desde que fiz o curso com o Ben, resolvi mudar. É muito cômodo a gente manter determinados tipos de situação, e neste caso foi uma mudança significativa para mim. Só uso Uber quando realmente não tem jeito, hoje em dia.

Meu objetivo aqui é a gente conseguir quitar o financiamento do carro o quanto antes, mas esse assunto entrará no próximo post sobre este assunto, onde falarei sobre dívidas.

Alimentação

Aqui era outro tópico que eu confesso que gastava mais do que deveria. Gosto muito de comer fora. Tomei algumas decisões que me fizeram economizar cerca de 80% também com comida.

  • Passei a preparar marmitas para a semana inteira. Uma vez a cada 10 dias, mais ou menos, dedico três horas do meu tempo para preparar e congelar as marmitas. Tenho 16 potinhos e essa é a quantidade de refeições que consigo preparar quando me dedico a isso. Tem me ajudado a reduzir os gastos diários. Era comum almoçar no kg ou pedir comida pelo iFood. Praticamente cortei esses gastos.
  • Quando preciso almoçar fora por qualquer motivo, costumo agendar conversas (reuniões) com pessoas que eu precisaria conversar de qualquer maneira. Assim, eu mato a vontade de comer em algum lugar fora, diferente, e ainda otimizo o meu tempo.
  • Virei vegetariana e estou em transição para o veganismo. Carne é uma coisa muito cara e, só de eu ter parado de comer, já economizei MUITO também. Meu marido e meu filho continuam consumindo, mas menos. Reduzimos bastante o custo aqui.
  • Pedimos comida apenas uma vez por semana (no máximo – tem semana que nem pedimos) e comemos fora uma vez por semana também (no máximo, igualmente). Assim, a gente se organiza para ir jantar ou almoçar em um lugar que temos vontade, mas também sabemos que não é algo para fazer todos os dias, o que torna a ocasião mais especial. Nós não vamos em restaurantes caros também.

Gosto muito quando o Ben fala que, quando se trata de mudança de estilo de vida, é certo: ou a gente muda, ou a vida vai te fazer mudar de uma maneira muito mais traumática. O padrão de vida adequado fará com que você durma em paz à noite.

Todo dia a gente tem a oportunidade de gastar ou de economizar em alguma coisinha. A cada momento, uma escolha que afeta a sua vida financeira.

É aquilo: preciso fazer uma almoço com reunião de trabalho. Escolho um restaurante que vou gastar 50 reais, não 80. Esse tipo de redução de custos faz muita diferença na sua saúde financeira.

Prestações são um saco. Cada prestação que você tem que pagar é como se fosse uma pedra dentro da sua mochila. Deixa sua rotina pesada. Você tem que se matar de trabalhar para cobrir custos fixos. Foi um dos motivos que me levaram a tomar decisões importantes na minha empresa nos últimos meses também. Dívidas e custos fixos pesam. Não é certo você se matar de trabalhar para sustentar um estilo de vida ao qual você ficou aprisionado.

Se você depende do seu salário todo mês, você provavelmente tem essa crença de que todo mês você terá uma fonte para tirar esse dinheiro. Mas chegará uma hora na sua vida que você não terá mais condições de trabalhar e receber um salário. E aí? Você está se preparando para esse momento? Se você ainda não está preparado, significa que seu padrão de vida pode sofrer ainda mais ajustes.

Você pode ter as coisas, desde que elas não sejam um peso para você. O Ben fala: o problema não é ter um estilo de vida que gaste 30 mil por mês. O problema é ter esse estilo de vida e o seu salário ser 30 mil por mês! Pois você depende dele integralmente para manter o estilo de vida que você criou. Isso é perigoso pacas. Você não está guardando dinheiro para qualquer tipo de situação futura.

Para mim, essas mudanças realizadas (e ainda sendo implementadas) no meu dia a dia com transporte e alimentação mudaram muito a minha relação com o dinheiro. Se eu tivesse feito esses ajustes há alguns anos, teria tido muito menos despesas com isso. Mas tudo bem, a análise faz parte, e o que importa é daqui para frente.

Em um próximo post sobre esse assunto eu vou falar sobre quitar dívidas.

Por favor, deixe um comentário falando sobre suas percepções a respeito do estilo de vida que vive. Você acha que está adequado à sua realidade ou pode sofrer ajustes? Obrigada.

47 comentários

  1. Iniciei o processo de adequação do meu estilo de vida ao que realmente posso viver. Muito bom ter coincidido com a série de posts sobre finanças. O primeiro passo é tomarmos consciência de que existem ajustes a serem feitos. Depois da tomada de consciência é incrível como tudo fica mais claro e fácil de ser modificado. Os posts são um gás a mais em minha caminhada.
    Bjs

  2. Post excelente, Thais. E o grande problema aqui no Brasil é que ou você paga um aluguel mais caro ou financiamento mais caro ou gasta mais tempo com carro ou fica mais tempo no trânsito. Porque morar em uma região boa, com boa oferta de transportes públicos e boas escolas quase sempre é caro… vc economiza de um lado e gasta de outro, é um dilema! Mesmo quando falam “ah, mas vc pode morar numa região mais cara num apartamento menor” é algo que te deixa claustrofóbica com o passar dos anos, dependendo da sua configuração familiar. Eu, com criança pequena, dois cachorros e trabalhando de casa, por exemplo, ficaria nervosa de viver trancafiada em um lugar de 50m2… hahaha ou teria que ir prum coworking, ou deixar cachorro em hotel. Cachorro é outro gasto também, especialmente em viagens. Fofos e tal mas vai uma graninha por mês. Depois que os meus partirem, já me prometi q nunca mais terei nenhum.

    Essas questões financeiras são mto difíceis mesmo… até pq algo que vejo é q tem mta coisa q não é apenas “manter padrão de vida alto” pq a pessoa quer… dependendo da profissão, para você ser bem visto, vc tem q ter um carro bom, morar num lugar legal, viajar muito, etc para poder dizer q é bem-sucedido para q mais pessoas te contratem e te vejam como alguém q “deu certo” e ter credibilidade (especialmente na advocacia, q é minha área). Há toda uma necessidade de quebra de pensamentos q eu acho que o brasileiro tá bem longe de alcançar (eu me incluo). Bjs

    • Penso que o estilo de vida da moradia vá além do valor do aluguel. Tem que ponderar os gastos com transporte e também com comida. Existem bairros que são bem caros. Tudo isso deve entrar no quesito moradia. 😉

  3. Post excelente Thaís!
    Meu marido ficou desempregado há um ano. De lá pra cá, nossa renda conta apenas com meu salário, e vivemos com menos de um quarto do que vivíamos antes! Graças a Deus a adaptação foi menos traumática do que imaginei, isso porque já praticávamos o que você diz no post, de não ter um estilo de vida correspondente a exatamente ao que ganhávamos. Nossos gastos fixos nunca foram muito altos. Não tínhamos uma reserva muito grande na época, mas guardamos o que o marido recebeu da empresa e o também o dinheiro da venda de um dos nossos carros (tínhamos dois) e com isso conseguimos ficar mais tranquilos até ele conseguir algo. Cortamos gastos como TV a cabo, cursinho de inglês, mudamos o plano do celular / internet, mudamos completamente rotina de alimentação… e tem dado muito certo! Descobrimos como é possível viver com menos e curtindo mais os momentos especiais!

  4. Estou tomando nota de cada detalhe aqui. Esta sou eu, meus custos são exatamente o valor do meu salário, ou seja, qualquer emergência ou imprevisto perco o sono. Queria saber sua opinião sobre o quesito moradia. Se fosse para entrar num financiamento de imóvel, cujo valor da parcela se iguale ao valor pago de aluguel valeria a pena o risco? Já que de qualquer maneira precisamos pagar para morar?

  5. Isso de “a cada momento uma escolha que afeta minha vida financeira” virou meu lema.
    Decidi que o estilo de vida que eu tenho atualmente é o que eu quero manter para o resto da vida, independente de quanto eu ganhar. E, mesmo nesse estilo, posso fazer mudanças. Uber e iFood foram as principais pra mim. Também não compro mais por impulso, todas as minhas compras são planejadas antes. Eu escrevo o que quero comprar e decido o melhor momento.

    Uma questão minha com finanças é o microgerenciamento. Eu sou tão preocupada com essa área (dependo do meu salário, me sustento e sustento minha mãe) que eu anoto meus gastos todos os dias no bloco de notas do celular, passo para uma tabela do excel chamada “controle de gastos” uma vez por semana e, no final do mês, coloco numa planilha de orçamento financeiro que baixei do G. Cerbasi. E ainda faço previsões para os próximos dias, semanas e meses. Não consigo pensar como isso poderia ser diferente porque, ainda assim, não me sinto completamente no controle da minha vida financeira.

    Acho que fugi um pouco do tema do post, mas curti muito, Thais, obrigada!

  6. Adorei o post, Thais. Estou AMANDO esse mês de finanças no blog. Muito obrigada por dividir sobre esse curso que você fez e todas as informações que você está implementando. Está ajudando muito.

  7. Há três anos qdo me separei precisei ajustar meus gastos, no início foi difícil a renda caiu para menos da metade. Ficou mais tranquilo qdo acabei de pagar as prestações da casa e meu filho se formou. Mesmo assim continuei com a redução, almoçar em casa, não ter faxineira, etc. Já sou aposentada do serviço público e isso ajudou. Ano passado consegui trocar de carro pagando a vista para não ficar com prestação. Agora guardo dinheiro até para comprar eletrodomésticos. Sempre tenho uma reserva para emergências. Tenho cachorro e gatos. Mês passado um deles precisou ser internado, fazer exames caros, acabou não resistindo e faleceu. Tudo custou muito caro. Mas estou tranquila pq a reserva cobriu tudo com folga. Tento guardar pelo menos 20% do que ganho. Alguns meses consigo outros não, também precisamos aproveitar um pouco, mas dentro do orçamento. Para isso eu preciso ficar atenta, uso um aplicativo do cartão de crédito e do cartão do supermercado e não ultrapassar o que determino para gastar no mês. Porque gastar mais do que se ganha é muito fácil.

  8. Adorei o post, também estou me readequando a um estilo de vida mais simples, viver pelo menos de 1 a 3 degraus abaixo das minhas possibilidades…… Enfim, a questão da aposentadoria tem me deixado muito preocupada de uns anos pra cá.
    E depender do INSS……….. não é uma boa opção.
    Faça mais posts assim, nos incentiva muito.
    Bjs

  9. Como eu estava precisando ler isso! Todos os dias eu volto de uber do trabalho, são só 900 m, taxa mínima, já fui assaltada no caminho, me permite o luxo de levar bolsa pro trabalho, celular, etc., mas é um gasto que eu com certeza posso cortar! Obrigada pelo post! =*

  10. Me lembrando demais dos conceitos que o Cerbasi desenvolveu no “Riqueza da Vida Simples”, e feliz por até hoje me manter num imóvel simples, mas que permite com que eu possa investir mais dinheiro naquilo que realmente gosto de fazer no meu tempo livre e de lazer…
    Preciso evoluir muito na parte de poupar para o futuro, mas acho que estou num caminho correto, de ajuste de modo de vida, e esse post é reconfortante também!
    Tem uma menina no youtube, chamada Ana Bochi, cujo canal é uma gracinha. Ela tem só 20 anos de idade, e economiza metade do salário todos os meses! Acho que você pode gostar 🙂

  11. Mais um excelente post desta série, Thaís. Tem sido ótimo refletir a partir destas suas reflexões.
    Você já refletiu sobre gastos com assinaturas, tais como TV, telefonia, Spotify, Netflix, Amazon Prime etc? Tomou alguma decisão sobre isso? Confesso que tem sido um dilema pra mim conviver ou não com esse tipo de despesa. Se tiver refletido sobre isso e puder comentar, agradeceria.

    • Sim. Netflix vamos cancelar, pois quase não assistimos. HBG Go vou cancelar assim que terminar uma série que estou assistindo. Spotify e YouTube Premium assino pois são necessários para o meu trabalho. Amazon Prime vou testar 1 mês grátis, mas acredito que compense porque é menos do que pagava com frete e Kindle Unlimited. Eu já não tenho telefone fixo nem tv a cabo. Reduzimos bastante esse custo mensal.

      Uma alternativa é usar cartões pré-pagos para esses serviços.

      Obrigada por comentar!

  12. Terminei de ler o livro do Ben e adorei, dá uma boa “clareada” na visão financeira.
    Divisor de águas.
    Também quero fazer as marmitas, mas mais por questão de saúde e falta der opções perto do trabalho.
    Tô adorando os posts sobre finanças 🙂

  13. Excelente reflexão! Tenho utilizado essa frade: a cada momento, uma escolha que se reflete na sua vida financeira. Ando bem mais ponderada com os gastos. Sei que poderia ter começado antes, mas tudo bem né. Ainda bem que a consciência surgiu agora. Tinha muito o hábito de comprar roupas desenfreadamente, e já faz um bom tempo que não faço mais isso. Se realmente for necessário essa compra, procuro por brechós.

  14. Oi, Thaís! Meu estilo de vida está ok e me proporciona conforto em relação a situações inesperadas (como agora em que estou e casa me recuperando de uma pneumonia, o que está custando consideravelmente, tendo e vista remédios, exames, consultas…=/). Não temos plano de saúde, mas sempre tivemos reserva para esses casos, então ajuda muito. Sou pouquíssimo consumista por natureza, então, já é meio caminho andado. Porém, acho que posso melhorar as coisas por aqui seguindo estas dicas, como exemplo fazer uma alimentação melhor…=D

  15. Thaís,

    fiquei em dúvida em relação às quentinhas: você faz só para você ou para seu marido e filho também?

  16. Li o livro do Ben e gostei demais. Agradeço imensamente a sua indicação. E estou amando essa sua série, caiu como uma luva no meu momento atual de estudos para investimento. Obrigada, Thais!

  17. Já tinha pensado sobre ter que ajustar meu padrão de vida, e tinha proposto fazer isso em setembro, quando vi que ia falar sobre isso, foi muito motivador.
    Tem refletido mais sobre meus gastos neste mês e tenho conseguido reduzir despesas.

  18. Bom dia,

    Thais, essa série sobre finanças está muito bacana. É muito bom ver no que estamos acertando e no que podemos ajustar.

    Tem como falar um pouco mais sobre dívida e custo fixo?

    Obrigada!

  19. Estou exatamente nesse momento da minha vida financeira, cortando todos os gastos possíveis para me adequar a minha realidade. Não é fácil! Mas é tão bom chegar no final do mês e perceber que eu consegui não só deixar de usar o cartão de crédito como ainda sobrou algum dinheiro para guardar!
    Não vejo a hora de sair a próxima publicação, tenho uma dívida enorme com o financiamento do meu carro, espero que me dê uma luz para sair dessa furada. rs

  20. Excelente post! ❤
    Há alguns anos eu fui morar no apartamento dos meus sonhos, e me tornei escrava dos meus gastos com uma jornada de quase 12 horas diárias. Então internalizei que precisava de 4 paredes para colocar minhas coisas, independente do bairro. Hj estou muito mais tranquila, moro num bairro mais simples e sobra dinheiro para as viagens com a família. 😊

  21. Excelente essa série e esse texto. A leveza com que você escreve é encantadora, vou fazer alguns ajustes, principalmente no meu gargalo de dinheiro que se chama Uber/99. Obrigada

  22. A cerca de um ano e meio comecei a ajustar as minhas contas, mas confesso que andava bem devagar, anotando mas não racionalizando. Com essa sua serie ja tive varios insigths de coisas que eu posso otimizar e economizar.
    Moro numa casa cedida então decidi que tenho que investir o equivalente ao valor de um aluguel para no futuro ter condicoes de comprar a minha casa ou já esta adaptada a “pagar” aluguel!

  23. Oi Thais,

    Eu fiz alguns movimentos na minha vida que me permitiram viver da forma que sempre sonhei: troquei um “apertamento” longe do trabalho por uma casa mais próxima, com custo relativamente mais alto. Com isso reduzi meu tempo no trânsito de 2 horas para 10 minutos e gastos com combustível (a região que trabalho não tem boa rede de transporte público e não tem metrô). Passei a almoçar em casa e reduzi também o gasto com comida fora. Como moro numa área mais distante de shoppings, restaurantes, etc, comemos fora 1x a cada 15 dias. Antes, como morava no burburinho, estava quase todo dia comendo fora também no jantar!
    Cortamos telefone fixo, os planos de celular são planos controle (sem surpresas na fatura) e TV a cabo só o pacote básico para ter TV funcionando.
    Minha qualidade de vida melhorou DEMAIS, minha saúde e nível de stress é outro. No final das contas, reduzi custos que desapareciam por mais tempo e mais saúde.

    Bjs

  24. Oi, Thaís! Gostei muito do texto.
    Meu estilo de vida precisa mudar muito ainda.
    Em um passado recente estava abusando no uso do Uber, mas agora estou usando só quando preciso mesmo.
    Com relação a alimentação, também percebo que economizo muito quando trago marmita para o trabalho (almoço e lanches).
    Preciso quitar algumas dívidas e criar o hábito de fazer reserva.

  25. Querida Thais, tenho curtido muito os post recentes…deixo meu dilema aqui p quem sabe vc com sua sabedoria ou os colegas me ajudam: alugar um ap perto do trabalho aumentando meu custo de vida ( sou assalariada)ou permancer mais alguns anos na cada cedida por meus pais enfrentando um transito diario que esta se tornando insuportável p mim ate juntarmos dinheiro p.compramos um.imovel mais bem localizado?
    Se.eu tivesse aprendido licoes importantes sobre financas ,hj teria dinheiro p ter a liberdade de fazer esse tipo de escolha 😐. Mas vamos daqui p frente, ne? bjs e muito obrigada

    • Amanda querida, penso que dinheiro é importante, mas qualidade de vida é mais. Sem se perder no orçamento, é claro. Morar perto, para quem é de São Paulo ou outra cidade grande é primordial. Ficar horas no trânsito, diminui o tempo de descanso e tempo que poderia ser dedicado a uma atividade física ou ao preparo de refeições. Acho que vale o “investimento”, se não for sacrificar seu orçamento. Boa sorte.

  26. Post muito legal Thais.

    Finanças é a minha área de formação/atuação, e faz anos que tô sempre cuidando do meu orçamento e procurando fazer o melhor com o meu $.

    Quando a casa estiver pronta daqui 1 ano, com a diminuição do valor do aluguel no orçamento, será o gatilho pra migrar a independência financeira de visão para objetivo, e o cuidado constante com o orçamento, e sempre ficar de olho pra não me perder no padrão de vida, tem sido fundamental para essa jornada…

  27. Thais, este post foi tão importante! Tão elucidativo! Obrigada por este conteúdo de tanta relevância! Por favor continue postando informações de onde vc encontrou novas maneiras de baixar custos. Parabéns pelo trabalho.

  28. Bacana essa série sobre finanças!
    Aqui mantenho os gastos um degrau abaixo do que ganho, de modo a guardar algum dinheiro todo mes. Com essa margem, enfrento as despesas eventuais, pago os impostos de começo de ano, etc. Mas quero reduzir os gastos um tantinho mais. Mais um degrau. E esse valor seria pra investir mesmo, para gerar renda passiva no futuro.

  29. Oi Thais, ótimo post. Parabéns.
    Me fala uma coisa: você faz terapia, certo? É um gasto que você não tiraria do seu quadro geral?
    Bjs

    • Para mim a terapia é tão importante quanto a contadora para o tipo de trabalho que eu exerço.

      Se eu não estiver bem, não consigo escrever, gravar, fazer nada. É o mais importante.

  30. Sempre ótimos os seus textos. Aqui, chegamos a conclusão que não temos mais custos a cortar, que na verdade precisamos trabalhar mais para ganhar mais. Toco sozinha a loja que tenho em sociedade com o marido (mudamos para um lugar menor e reduzimos drasticamente os custos), e ele abriu uma oficina e dá aulas de mecânica também. Assim, estamos aumentando nossos ganhos.

  31. Olá Thais sempre acompanho seu blog e
    To achando essa série sobre finanças muito legal! Me considero privilegiada pq eu e meu marido somos funcionários públicos, sem filhos, portanto sem surpresas no orçamento ao fim do mês. Não somos consumistas, mas amamos viajar e por isso nos programamos durante todo o ano para, nas férias, fazermos uma viagem bem legal sem dor na consciência e com grana bem tranquila para aproveitar ao máximo. Vivemos confortavelmente em luxos, acho q esse é o segredo. Abraços

  32. Preciso de maneira urgente repensar no meu estilo de vida e a maneira como organizo minhas finanças. Sempre penso sobre prioridades mas também penso que pra isso ficar claro a gente precisa expor as situações. Muitas vezes vamos vivendo como se não precisássemos temporariamente rever nossos conceitos.
    Obrigada pela reflexão.

  33. Sobre animais de estimação, tenho uma reserva separada em que vou colocando uma graninha à parte dos mensais fixos (ração e tosa basicamente). Assim, quando chega os meses da vacina ou se no checkup vemos que ela precisa de algo a mais, não faz uma super diferença no orçamento daquele mês.

    Minha dificuldade maior é a alimentação, sem dúvidas! Tenho consciência que é além do meu padrão de vida, e tenho tentado, a princípio, estabelecer um intervalo mínimo entre dias que como fora/peço comida pra não virar uma bola de neve no fim do mês.

    Transporte uso geralmente ônibus ou bike, Uber quando tá de noite. É tranquilo

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