“E se eu ficasse desempregada?”

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O post de hoje é rápido e simples, e apenas uma reflexão que, na verdade, com 13 milhões de desempregados em nosso país, infelizmente é a realidade de muita gente.

É pensar: como seria a sua situação se você ficasse desempregado?

Essa reflexão é importante porque, quando a faço, comigo e com outras pessoas, ouço coisas como:

  • eu cortaria o Netflix
  • eu colocaria o meu filho em uma escola pública
  • eu venderia o meu carro
  • eu começaria a comprar em outro mercado, mais barato

Minha proposta é o seguinte raciocínio: o que te impede de tomar essas decisões agora e reduzir o seu custo de vida?

Queria apenas que você refletisse sobre isso, e compartilhasse suas percepções comigo. Vou adorar ler. Obrigada.

35 comentários

  1. Thais… atualmente me encontro desempregada, e como já aconteceu isso a um tempo atrás, cortamos muitas coisas que realmente pagávamos e nem nos dávamos conta que eram contas sem necessidades.
    O que posso dizer, vá até a escola do seu filho e negocie, fale da situação (geralmente você consegue a ajuda da escola com desconto), economize em energia tirando as coisas da tomada, vá a pé em lugares que antes você só ia de carro mesmo que perto, gastos com supermercado comece a fazer lista e ver o que realmente é necessário e o que dá para passar sem…
    Fácil não é e falo com conhecimento de causa, mais como somos seres que adaptamos com situações diversas e de tudo tire aprendizado para quando estiver trabalhando não cometer os mesmo erros ou gastos desnecessários.

  2. Olá Thais. Reflexão extremamente importante. Ano passado troquei de carreira e passei a viver a vida de freelancer numa profissão que estou amando. Porém, tive que reduzir em 80% meus custos. Eu sei que é bastante e muita gente não pode fazer isso, mas me planejei e adivinha só? Descobri que não precisava da maioria das coisas em que gastava meu dinheiro. Hoje, por mais que voltei a ganhar o salário que eu tinha antes, vou pensar três vezes antes de gastar meu rico dinheirinho. Obrigada pela iniciativa. Esse assunto é muito importante e pode trazer paz de espírito pra muita gente se começarem a aplicar essas dicas na vida.

  3. Oi,
    Acho que vários dos itens destacados entram na categoria da “qualidade de vida” e não da “extrema necessidade”.
    Muitas vezes adotamos a mentalidade que: precisamos ser 100% eficientes ou frugais ou concentrados em XYZ… e esquecemos aquela frase boba que: “a vida é o que acontece enquanto estamos ocupados fazendo outros planos”. Não tenho filhos mas imagino me proporcionaria uma extrema alegria vê-los no melhor ambiente educacional possível. Acho entretenimento importante. Compro livros, assino netflix… É absolutamente necessário? Certamente não, mas ao mesmo tempo o que “consumo” (informação, arte, etc…) molda a pessoa que estou me tornando. Acho que o exercício é estabelecer o que é algo que não lhe acrescenta em nada ou muito pouco – no meu caso: muita refeição banal fora de casa. E o que é “supérfluo” mas recompensador: (ex: arte, cuidados pessoais, etc…)
    Tendo dito tudo isso: o desemprego é uma situação delicada e todos os esforços devem ser empenhados para que a solvência financeira seja alcançada. Só não acho que seja um bom plano de vida nos condenar ano após ano a um planejamento de extrema escassez (não acho que esse tenha sido seu comentário Thais).
    Bom dia e obrigado por compartilhar seu pensamento.

    • Não disse que eram itens necessários. O post estimula uma reflexão para tirarmos itens diversos do nosso estilo de vida hoje, não estando desempregados.

      Obrigada por comentar.

  4. Thaís, acho que a última coisa que eu cortaria seria escola particular. Estudei na pública um tempo e fiz trabalhos de extensão da faculdade em escolas aqui da minha cidade, e o que eu vi nas escolas públicas era de chorar. Aqui em Lavras é praticamente condenar seu filho a usar drogas. Índices de consumo cada vez mais assustadores, briga de faca, aluno armado na escola. Terrível!

    • Na particular tem droga também, mas entendo o que você quis dizer. O controle é menor, a presença de armas é significativamente maior, os professores “não podem” exigir muito dos alunos devido ao índice de desistência, acabando nivelando o ensino por baixo; e noto também que alunos interessados em escola ´pública estão lutando contra a maré de dificuldade de ensino e até mesmo estímulo entre os colegas. Geralmente professores notam e estimulam o interesse individual no aluno, mas para colegas é classificado como coleguinha pedante. Isso pode acontecer na particular, mas os professores são estimulados pelos diretores a criar um ambiente de competitividade educacional (capitalismo) já que não se preocupam com desistência do aluno, mas sim resultados, .
      As escolas publicas boas geralmente são aquelas integrais que fazem uma prova pra admitir os melhores alunos.
      E sim existem exceções, alunos que se dão super bem na pública, mas pergunte a ele o nível de dificuldade que ele teve que enfrentar pra nivelar seu ensino e se caso tivesse tido a oportunidade não iria para uma particular.

    • Meu filho ainda é um bebê, mas desde agora eu só o tiraria da creche (caríssima, que consome uma boa parte do nosso orçamento familiar) em caso de extrema necessidade…
      Isso porque escolhemos a creche dele que segue a metodologia X e disciplina positiva, que acreditamos ser melhor para a formação que esperamos para ele. Ainda, na minha cidade a educação infantil é muito elogiada sim, mas os pais têm bem menos poder de decisão sobre os filhos. Explico: na creche particular que ele está atualmente, e simplesmente avisei que ele é vegano, e a nutricionista adapta o cardápio pra ele. Sei que nas públicas isso não acontece, e restrições alimentares só são atendidas em caso de indicação médica. Outra coisa: contratamos um horário Y para ele ficar na creche, mas nos dias que entramos mais tarde ou saímos mais cedo do trabalho, deixamos ele mais tarde ou buscamos mais cedo, e está tudo ok. Se por algum motivo não o levarmos pra creche, ok tb. Já na pública, existe um controle rigoroso de presença (pra evitar que uma criança “faltosa” ocupe o lugar de outra que aproveitaria melhor).
      E, por fim, e não menos importante, como privilegiados socialmente que somos, e conscientes da nossa posição, preferimos deixar a vaga da pública pra alguém que precise mais que nós.

  5. Bom dia, Thais!
    Me vi fazendo essa pergunta pois trabalho em uma empresa pública que será privatizada. Passada a fase de desespero e aceitação, comecei a pensar em como readequar meu padrão de vida. Estou acompanhando a fundo seu mês sobre o tema e organizando de vez minhas finanças. No início dá um desespero, mas vejo que será um grande crescimento pessoal. Já percebi que consumo muitas coisas por status e não necessidade, então estou começando pelo destralhe. Vi que comprava muito por impulso e pela internet, então tomei um pequeno primeiro passo de me descadastrar das newletters de venda (adeus, westwing). Ainda não cheguei à fase de destralhar os gastos fixos.
    Continuarei atenta aos posts!

  6. Eu procuro cortar gastos como fazer as unhas fora (lembro que tu comentou sobre o valor da tua hora fazendo unhas. No meu caso, como faço desde nova, é bem rápido e tranquilo eu fazer). Também quando tenho eventos procuro fazer cabelo e maquiagem em casa. Percebi também que fazer as marmitas me ajudou a ter um estilo de vida mais saudável, pois preparo a refeição em um momento que não estou com fome ou gula.
    Mas sobre a pergunta em si, acredito que o que faz as pessoas (ou eu mesma) não tomar essas atitudes no momento é a acomodação ao nosso estilo de vida e a carga mental. Pensar em como realizar essas mudanças é um trabalho, uma carga mental que nem sempre estamos dispostos a realizar (por exemplo: pensar nisso ao invés de assistir a novela, no nosso momento de descanso).

  7. Olá Thais, acho essa reflexão bacana, principalmente para quem não tem o hábito de economizar.
    Eu aprendi a prática de raciocinar meus gastos e me habituar há alguns anos atrás por causa de minhas metas para casar e tal. Metas que alcançamos. Acompanho o trabalho da Patricia Lages e super recomendo porque me educou muito financeiramente, poupo e aprendi a dar valor ao meu dinheirinho e pensar; não sou uma expert, mas já fiz muitas coisas boas e não gasto dinheiro a toa; hoje com conhecimento de causa escrevo “VALE A PENA POUPAR,VOCÊ NÃO SABE DO AMANHÔ.
    Atualmente, estou desempregada, e cortei algumas coisinhas a mais; mas tinha algo guardado, o que tem me ajudado nestes tempos de vacas magras.
    Minha realidade seria ainda mais difícil, se lá atrás eu não tivesse poupado!

  8. Extremamente pertinente sua colocação. Somos bombardeados por propaganda e consumo sem medidas. Um rótulo que esconde muitas coisas….
    Pessoas bem vestidas com seus carros incríveis aptos e festas luxuosas… Porém não se olha nos olhos de ninguém. Confiar desconfiando o tempo todo.
    Hoje o ter tomou o lugar do ser. Triste.
    Continuarei nadando contra a maré e ouvindo as críticas. Acredito que minha posição contribuirá muito pro futuro.
    Vida simples, problemas simples, soluções simples

  9. Legal esse pensamento ,

    Se eu estivesse desempregada , os primeiros cortes seriam com certeza nos ” Desnecessários ” como por exemplo , Fast food toda semana , tentar diminuir a mensalidade da TV a cabo ou até mesmo cancelar , economizar no mercado , melhorar meu planejamento financeiro para não faltar nada em casa nesse período . E pensando bem sao coisas que da para fazer hoje mesmo ,

  10. Acho que acabei fazendo isso por outros motivos, rs. Eu tinha uma conta premium do Spotify, conta no Apple Music, o plano mais caro da Netflix. Até que tive minhas contas invadidas e bloqueadas – no caso do bloqueio, foi a meu pedido. Com isso, cancelei minha conta da Apple Music, voltei para a versão grátis do Spotify e para o plano básico da Netflix. E está dando muito certo assim. Vou ver agora em que mais posso economizar. Obrigada pela reflexão!

  11. quando estive desempregada, tinha uma reserva de emergencia que me manteve, fiz alguns bicos para não enlouquecer, enquanto esperava retomar a carreira, porem como a crise foi longa, tive que esperar mais do que imaginava. Sempre fui economica e então consegui diminuir em 2x, meu padrão de vida, em 6 meses fui fazendo essa adaptação e de repente vi que eu tinha o básico e nada me faltou e eu continuava comprando blusinha, quando queria e livros, pq é um vício bom para minha cabeça e ocasionalmente eu continuava comendo fora, em lugares mais em conta e passei a fazer artesanato para presentear minha familia e amigos, nos dias especiais. Tb entrei no voluntáriado, participo ativamente do conselho do condominío e não é fácil, mas eu doou esse tempo e evito ter que circular para longe para ajudar o próximo, quando o proximo pode ser meu vizinho.Enquanto fiquei esperando dias melhores e investi em desenvolver bons serviços que ao longo do tempo me trouxe novos clientes e me leva a empreender. Já que as oportunidades que eu vi na minha carreira se tornaram raras e a minha idade e o cargo de gerencia, começou a pesar num país que reduziu os salários a 1/3 do que se pagava. Muito bom, vc estimular essa reflexão no blog, sobre adaptar o padrão de vida. Conheci o Ben Zuhel numa palestra do NOW do Roberto Shianichiki, que foi muito boa para ajudar no momento de reflexão que eu estava e tb investi em coaching de carreira, mas neste eu não vi nenhum retorno prático…mas são os caminhos que fazem nossa jornada e eu ainda estou trilhando.

  12. Cortaria Uber, me programaria pra trazer comida a semana inteira ao invés de só 3 dias e por ai vai. Excelente reflexão, obrigada.

  13. Penso que temos que fazer essa reflexão a todo instante e, assim, estarmos preparados para essa situação. Isso acabou de acontecer comigo: passei 11 meses desempregada e voltei a trabalhar há cerca de 1 mes e meio. Como não tenho dívidas, pude viver tranquilamente da minha rescisão e nem precisei mexer nas economias que já tenho. Terminei de pagar a pós que estava finalizando e fiz algumas pequenas viagens. Também mantive a Netflix e aproveitei o tempo extra para colocar algumas séries em dia, além de ir ao cinema em pleno dia de semana à tarde! Enfim, não existe receita de bolo para essa situação, o que existe é planejamento.

  14. Dentro da minha realidade os itens que eu cortaria seriam:
    * TV paga;
    *Netflix;
    * Diarista;
    * Faria substituições no cardápio de casa;
    * Reduziria manicure e pedicure;
    * Usaria menos o carro;
    * Não daria mais presentes em datas comemorativas.
    Estas atitudes penso que reduziria quase em 50% meus gastos fixos.

    Inclusive algumas revisões já estou fazendo neste momento. To adorando as reflexões deste mês. Algumas pessoas dizem que sou pessimista pq tenho planejamento caso essas coisas aconteçam. Mas eu acho que sou realista, e olha que faz 16 anos que comecei a trabalhar e nunca fiquei desempregada.

  15. Oi Thais! Muito boa reflexão. O que percebemos em casa, é que as refeições fora de casa geravam um gasto alto. Não deixamos de ir, mas vamos menos vezes ao mês e em lugares mais em conta. Cinema, aproveitamos os descontos em dias da semana. Aproveitamos mais parques públicos, o que ajuda a sair de casa e não gastar nada. Também tenho vários dias da semana que resolvo não gastar nenhum real. É um bom exercício mental.

  16. Tirar meus filhos de escola particular, não estando sem trabalho, eu não faria. Educação de qualidade para eles é muito importante. Mas seu post inspira muitas reflexões.

  17. Realmente muitas coisas podemos cortar sem sentir uma grande alteração na qualidade de vida. Eusentiria muito se não tivesse tv paga. mas descobri que o pacote mais basiquinho já basta, não preciso de uma lista enorme de opções. E assim por diante.

  18. Tenho um carro velho (que na verdade nem é meu, é de família). Vivo fazendo cálculos para pensar em adquirir um que não me dê tantos problemas. Mas por mais cálculo que eu faça, um financiamento ou empréstimo para comprar um carro não entra no orçamento. Eu já saí da fase das dívidas e não pretendo voltar. Eu não ganho mal, o que me leva a pensar que a grande maioria das pessoas se endivida para ter um carro, mantendo um padrão de vida não sustentável. Eu estou fazendo um plano de tentar rendas extras para bancar essa compra, à vista. Claro que será um carro velho ainda, mas mais novo que o meu. Queria ouvir as experiências de quem passa por algo parecido, e a opinião da Thaís sobre. A necessidade do carro nem é exatamente o dia a dia, pq nisso os aplicativos supririam. O lance é ter filho, ir a médicos, emergências, viagens mais longas… Coisas que dispor somente do aplicativo nos deixam receosas ou sairia bastante caro. Adoraria ver como outras pessoas lidam com esse dilema.

  19. Estou amando a série finanças!! Passei aqui tb pra dizer que o livro do Ben Zruel está só R$3,34 no Kindle/Amazon! Achei que vocês iam gostar de saber da economia! Tb tive preconceito com o título, como a Thais comentou, mas por esse precinho fofo e pelos posts aqui, vou lá ler! Bjs, boas economias a todxs
    PS: “Minha economia de hoje” poderia ser uma boa coleção pra criar num Bullet Journal, né?

  20. Thais, quando comecei a ler o post e veio a pergunta ‘e se você ficasse desempregada’, imediatamente parei de ler e me pus a refletir. Instantaneamente comecei a pensar em formas de ganhar dinheiro, e comecei a refletir sobre onde e como buscaria isso. Aí voltei para o texto e percebi que se tratava de outro assunto, era sobre reduzir despesas. Bem, certamente teria que reduduzi-las e acho que seriam em coisas como manicure, pedicure e cabeleireiro, diarista, petshop, comida fora de casa, cafés na rua, tipo de comida que compro no mercado.
    Mas como disse uma das meninas que comentou antes, algumas coisas me fazem tão bem, como sair e tomar um café fora com um bom pedaço de bolo por exemplo, que eu trataria logo de achar uma forma de ganhar dinheiro, para voltar o mais rápido possível a fazer todas as coisas que eu gosto!

  21. Eu sou funcionária pública, então a chance de ficar desempregada é menor (não dá pra dizer q é nula, visto as coisas q andam acontecendo no país), mas quando minha filha nasceu, depois da licença maternidade resolvi que ia tirar a licença sem vencimento, que basicamente é continuar com a sua vaga no serviço público, mas não receber salário. Fiquei um ano e 3 meses assim, graças às economias que tinha feito, conseguimos nos manter, claro que mais apertado, mas foi muito bom ter este tempo com ela. Faria tudo de novo. Acho que quando estamos trabalhando gastamos muito com supérfluos e eu que sempre fui mais econômica, depois desta experiência aprendi ainda mais a manter o foco no essencial.

  22. A reflexão de hoje me fez concluir que o horror a falta de previsibilidade, me tornou funcionária pública.
    Quando me formei fui trabalhar na iniciativa privada, mas tinha verdadeiro horror a pensar em ficar desempregada, ainda não consigo lidar com a falta de previsibilidade, fico estressada, perco o sono, fico irritada, ansiosa, a solução mais fácil que encontrei foi prestar concurso público. Hoje sou funcionária pública com estabilidade de emprego. Mas ainda persiste uma inquietação, provável insatisfação, frustração; dediquei anos em especializações e pós-graduação, atualizações pelo prazer de estudar uso muito pouco esse conhecimento no trabalho.
    Assisti uma palestra da Monja Coen em que ela disse que impedir uma pessoa de se desenvolver é uma violência, me sinto engessada, mas não enxergo o possibilidade de mudar de trabalho, já tenho 47 anos. Então faço vários cursos de artesanato, pintura, costura coisas que me dão algum prazer para compensar. Conclusão: Preciso voltar para terapia…obrigada por nos trazer questionamentos que nos fazem repensar a realidade.

    • Ester, vivo hoje situação semelhante. Emprego muito bom, que seria o sonho da maioria dos brasileiros… mas não me realiza, não faz “brilhar os olhos”, ter aquela vontade de levantar da cama antes do despertador tocar… Vc falou em idade… tenho 35 anos hoje, e tenho pensado nisso: preciso refletir bastante e planejar minha vida para uma possível grande mudança… quem sabe abrir mão desse emprego e ir trabalhar com algo que traga mais prazer e realização, mesmo ganhando menos. E é aí que se encaixa a reflexão proposta: estou preparado e disposto a reduzir drasticamente o nível de consumo:?

  23. Thais
    O minimalismo me levou a essa reflexão já a algum tempo.
    Eliminei os presentes em datas comemorativas, não tem Netflix e nada do gênero.
    Compro roupas com muita parcimônia e uso o critério de entra um sai um, e o que sai tem que estar ou muito desgastado ou me incomodando imensamente.
    Como muito pouco na rua e procuro não ter estoques … por que corro o risco de perder validades.
    Estou como freelancer a 2 anos e as coisas estão andando bem …
    Coloquei uma meta de poupança mensal que cumpro como se fosse uma conta a mais com bastante seriedade … para formar um fundo de reserva e outro de emergência.
    Mas ainda sim, achei coisas para cortar como o pizza semanal, o Uber nos momentos de cansaço ou atraso (raros mais que existem), diminuir a lasangna e os salgadinhos … comprar produtos mais simples para higiene e limpeza …

  24. Eu tenho muito medo de ficar desempregada pois sou só eu e meu filho e eu quem mantenho a casa, em vários momentos eu paro para refletir quais gastos posso cortar e quais eu posso tentar negociar (tarifas e internet por exemplo).
    Sempre fico pensando no que posso deixar de gastar ou comprar e isso é natural meu, claro que tem momentos que investimos mais em algumas coisas como por exemplo terapia, e que se eu ficasse desempregada provavelmente teria que cortar.

  25. Minha filha estuda em escola pública desde a creche. Sou funcionária pública mas não tenho condições de pagar escola particular. Essa escola tem professores maravilhosos e coordenadora que ama o que faz. Todos os dias entramos na escola pra pegar a criança na classe e falar um simples “ola” para a professora e dar um abraço na coordenadora. Minha filha adora almoçar lá (passou a comer sem frescuras em casa). Enfim, é um bairro tranquilo e a comunidade toda se conhece. Não tenho Netflix, micro-ondas nem smart tv, a maioria dos móveis é usado, pois moro à beira mar e a maresia corrói tudo. Carro mais velho e mais confortável do que um novo básico rs (sim é um corola antigo mas automático) e amo roupas de brechó, já achei um patins da Barbie lindo (pedido da filha) que custa 300,00 na loja, achei por 30,00 no brechó rs…. Ela adorou e brinca muito. Enfim, quando se passa por necessidade, como eu passei, damos mais valor a calor humano, dedicação e doação de uma professora pública… Valores humanos são mais importantes pra gente. Minha filha não se importa se a roupa é de marca. Preferimos economizar pra viajar, novas culturas, novas aventuras. Bjs!

  26. Márcia, isso pra mim é um padrão elevado de vida que eu invejaria rsrs
    Parabéns! Me identifico com você, graças a Deus não sinto necessidade de consumir por status e gosto do meu padrão de vida, é quase zero supérfluos. Meus filhos também não ligam para marcas e me orgulho disso.
    Abraço!

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