Categoria(s) do post: Diário da Thais, Casa

Uma das coisas que estão acontecendo na minha vida no momento e que eu ainda não tinha comentado aqui é a reforma da nossa casa.

Se você está chegando até aqui e sendo pega(o) de surpresa com esse assunto, vamos lá para um breve histórico.

Foto tirada do meu Instagram

Há muitos anos, quando nós morávamos em Campinas, tínhamos como plano comprar um apartamento para nós. Naquele momento, minha avó teve uma conversa muito séria com a gente, dizendo que gostaria que ficássemos na casa dela depois ela morresse e que guardássemos o dinheiro que queríamos usar para a compra do imóvel. Nesse meio tempo, moraríamos de aluguel.

Bem, como vocês bem sabem, ela faleceu este ano e, agora, estamos fazendo uma pequena reforma na casa para podermos mudar para lá. Essa reforma, como vocês podem imaginar, tem mexido muito comigo, e até por isso eu não tinha falado antes sobre o assunto. Meu marido tem tocado a obra sem tanto envolvimento meu, e eu entro na história apenas na hora de escolher revestimentos e tomar outras decisões. Já me emocionei diversas vezes ao longo desse processo, “mexendo” na casa que era dela.

Sei que vocês sempre esperam ver fotos em posts como esse. Meu marido não gosta muito que a gente mostre nosa casa por dentro, por segurança e intimidade. A gente ainda não descobriu a melhor maneira de ser blogueira e manter a privacidade com relação à casa. rs Hoje em dia ele é mais aberto a essa “necessidade” (?) na criação do conteúdo, então vamos ver o que conseguimos fazer nas cenas dos próximos capítulos. De qualquer maneira, os cenários aparecerão nos vídeos no YouTube e em outras fotos mais informais, que não sejam “tours” ou conteúdos detalhados desse tipo.

A casa da minha avó é uma casa antiga, mas boa. A obra que estamos fazendo envolve ajustes (arrumar coisas antigas que precisavam de correções, como trocar o forro de um quarto e consertar a telha da área de serviço), mas também envolve mudanças estruturais (saiu um balcão fixo da cozinha, vamos trocar o piso e o revestimento dela e dos banheiros) etc. Além da pintura, móveis, decoração nova e essa parte que é a fase final gostosa de toda reforma.

O bom de tudo isso é que temos um estilo em comum, que é o industrial e rústico contemporâneo, então as decisões a serem tomadas são mais fáceis. Eu também confesso que não teria qualquer ânimo e energia para decisões diferentes e estou deixando rolar.

Se você quiser conhecer um pouco mais, tenho um painel no Pinterest onde agrupo referências desse tipo de decoração há muitos anos. Tem bastante coisa legal lá e, honestamente, tenho acrescentado novas imagens diariamente.

Gosto do referencial industrial, mas de repente ele ficou na moda e fica parecendo que a gente também só quer fazer isso por modinha. Não é verdade e, além disso, combina com a alma da casa. Ela tem detalhes (portas e janelas) em madeira e o piso de ardósia cinza grafite. Para quebrar um pouco do industrial pesadão (que não é o nosso objetivo), trago um pouco do rústico, me inspirando em cantinas italianas.

Então a coisa toda está ficando mais ou menos assim: usaremos muitos elementos do industrial, especialmente nas cores e materiais (cinza, ferragens, madeira, vidros), mas também muito do rústico (tecidos, tijolos, madeira igualmente).


A sala da frente será dividida em dois espaços: a sala de TV e a “biblioteca”, onde eu pretendo colocar uma mesa para trabalhar quando estiver em casa. A cozinha, cômodo que vem na sequência, vai ter uma carinha de cantina italiana. Tem a ver comigo e com a minha avó, e será uma homenagem a ela e à nossa história. Depois, vem um lavabo, a área de serviço e um quartinho, que vamos usar para o estúdio. Na parte de cima (é um sobrado), teremos os dois quartos e o banheiro principal. Ainda não sei como farei nos quartos. Estamos decidindo agora.

Morando na casa, faremos outras reformas importantes, como a da fachada, a troca do portão e do piso da garagem, e depois começar a arrumar a obra inacabada que meu pai começou há mais de uma década para montar um estúdio no quintal, mas ele faleceu antes do término e a obra ficou lá. Vamos arrumar tudo isso.


Sendo muito sincera com vocês, eu não vejo a hora de iniciar essa nova fase na casa. Vou sossegar um pouco, aliviar a barra de todo mês pagar aluguel caro (o que fazemos há mais de uma década). Construir e decorar as coisas como eu quero, sem me limitar ao que “o senhorio permite”.

Vejo que estou iniciando uma nova era na minha própria relação com a casa, a cozinha, o ato de receber amigos, curtir mais o dia a dia mesmo. Nos últimos anos, apesar de trabalhar em casa, eu tive muitos eventos externos e viagens, e agora sinto uma necessidade maior de recolhimento. Pela primeira vez, o escritório será fora, em muitos anos, e por isso eu vejo que a casa será um espaço nosso mesmo, pessoal. Estou ansiosa por isso mas não com muita energia para a criação, como vocês podem imaginar. Mas vai dar tudo certo.