Categoria(s) do post: Estudos, Família

Filhote está no quinto ano, o que é um absurdo, pois eu ainda sou a criança que está no quinto ano. kkk Brincadeiras à parte, eu me lembro claramente da minha época do quinto ano, e é incrível que meu filho esteja nessa idade. Ele está numa época ótima e eu confesso para vocês que termos nos resolvido com a questão “que escola” fez muita diferença na maneira como ele se sente e no ensino dele.

Na escola que ele estuda, eles dão um livrinho com todos os tópicos pedagógicos que serão estudados ao longo do ano, em todas as matérias. Eu gosto de estudar esse livrinho com atenção e revisar mês a mês, para ver em que pé ele está.

Quando os livros chegaram, eu também revisei todos, para garantir que não tenha nada muito polêmico ali que eu pudesse ter que reclamar com a escola (tipo, terraplanismo). Não teve, ufa! Então seguimos.

Uma coisa que fizemos antes de as aulas começarem também foi uma revisão da estante dele de livros para abrir espaço para as apostilas e materiais do ano corrente. Separamos alguns livros para doação e arrumamos o que ficou. Gravamos um vídeo com esse processo. Ficou bem engraçado – você pode conferir aqui.

A estante dele fica propositalmente ao lado da escrivaninha no quarto, de modo que ele possa fazer a lição dele ali. Temos iluminação e a janela logo em cima da mesa, assim como os porta-canetas com tudo o que ele precisa.

Para mim, a grande diferença aqui no lance do quinto ano é que ele tem professores diferentes para algumas matérias (o que foi uma grande novidade para ele) e tem mais lições, aulas em alguns sábados, provas praticamente toda semana. Por isso, não dá para bobear. A rotina não é mais tão leve quanto era no ano passado, e a ideia é que ele estude todos os dias.

O que ainda estamos buscando uma maneira legal de implementar é revisar as aulas que ele teve no dia e depois fazer a lição de casa, mesmo que seja para a aula da semana que vem. Eu quero que ele implemente esse hábito de revisar e estudar porque acho que isso será uma habilidade importante em qualquer profissão que ele possa querer seguir. Eu também quero que ele aprenda a fazer mapas mentais este ano.

Outro ponto importante é fazer paralelos do estudo dele na escola com coisas fora. Por exemplo, se alguém fizer algum comentário sobre racismo, eu já puxo assunto sobre o histórico da escravidão e como isso foi impactante no Brasil etc etc. Dessa maneira, o assunto se torna interessante porque ele vê vínculo com a sua realidade. Esse é um exercício constante, de enxergar oportunidades no dia a dia.

Além da escola, ele também está desenvolvendo novas habilidades, como comunicação (estamos pensando no curso de teatro) e meditação (ele começou em janeiro no centro budista). Acredito que ambas as coisas sejam “soft skills” essenciais para essa nova geração que nasceu tão mais inteligente que todos nós. Vamos precisar nos comunicar bem (redes sociais! a era do compartilhamento) e lidar com a ansiedade (por isso a meditação).

Como eu gosto muito de ler e de estudar, para mim, o grande legado que posso deixar para o nosso filho é justamente dar esse exemplo e mostrar como estudar é maravilhoso, e não algo chato que a gente faz por obrigação. Estudar abre barreiras, desfaz limites, explora a imaginação e nos ensina a fazer coisas incríveis. Se eu conseguir passar essa mensagem para ele, ficarei feliz.