Categoria(s) do post: Estudos

Uma pergunta muito comum que recebo é sobre como organizo meus materiais de estudos, no que se refere aos textos.

Minha ferramenta principal para organização do arquivo de referência é o Evernote, desde 2012 ou 2013, mais ou menos. De lá para cá, já tentei diversas soluções diferentes dentro da própria ferramenta (ela permite essa customização incessante, se deixar), mas atualmente estou usando da maneira que considero mais simples e eficaz para mim.

Perceba que o arquivo de referência é um organismo vivo, como o nosso corpo. Ele deve sempre ser revisado, atualizado, garantindo que o que esteja guardado ali seja realmente útil e necessário, além de estar guardado da forma mais intuitiva possível.

Apesar de já ter tentado de diferentes maneiras, o que tenho usado atualmente e que tem funcionado para mim é ter um caderno chamado “Arquivo de referência” e administrar toda a sua catalogação através de tags (etiquetas).

Quando quero organizar algum tipo de arquivo, envio para o Evernote através do Web Clipper (que captura os textos da web), ou por e-mail, ou tirando foto com o celular. Todo esse material entra no caderno padrão chamado “Entrada”, que eu busco esvaziar diariamente. Para processar, é muito simples: clico na nota, vejo se faz sentido mesmo manter como referência, coloco as tags do assunto e movo para o caderno “Arquivo de referência”.

Como o Evernote mostra, por padrão, as notas em ordem de criação, acaba virando um grande commonplace book digital. Gosto muito. inclusive, uma prática que tenho feito é a de passar para o Evernote as anotações que considero relevantes de CPBs que tenham terminado. Eu ainda guardo os cadernos até sentir que não preciso mais deles fisicamente (é um sentimento intuitivo meu), mas tê-los digitalizados me dá a segurança necessária para jogar fora sem ficar com medo de perder alguma informação relevante.

Eu também tenho um caderno no Evernote chamado “Textos para ler”, onde agrupo textos de diferentes categorias, incluindo artigos acadêmicos, que quero ler sem pressa. Esse caderno exerce a mesma função que outros aplicativos como Pocket e similares. Prefiro manter centralizado no Evernote porque fica mais fácil de arquivar depois de ler, se eu quiser.

São textos para ler quando tiver um tempo, e não textos que PRECISO ler por algum motivo. Esses outros são de natureza diferente e entram nas minhas listas de ações, que no momento estão no Trello. A diferença é muito clara para mim, e funciona assim: se eu encontrei um texto interessante, mas não quero ou não posso parar para ler no momento, eu adiciono nesse caderno do Evernote e deixo lá. Vou lendo em viagens, esperando uma consulta médica etc. Agora, se meu professor vira pra mim e diz: “Thais, seria bom você ler o artigo da professora Tal para você trazer alguns apontamentos para a sua dissertação”, isso vai virar uma próxima ação dentro da minha lista de ações. É só uma natureza diferente que, para mim, está realmente muito clara dentro do meu processo.

Ao clicar em cada tag, em cada etiqueta, que crio organicamente de acordo com o assunto que estou armazenando, consigo ver os textos que fui guardando com o passar dos anos e que considerei legais de ter como referência. Vira e mexe passo o olho sobre alguma tag, entro nela e faço uma “limpa”. É comum juntar tags com o passar do tempo, porque quando criei não conseguia ver a relação entre duas coisas muito parecidas. É um exercício muito legal e que acredito que reforce meu aprendizado, porque se trata de uma revisão.

O que guardo no Evernote: textos da web, PDFs de aulas, artigos, fotos de quadros na sala, anotações minhas, gravações de aulas – absolutamente tudo. Não tenho qualquer interesse em migrar de ferramenta pois esta funciona muito bem para mim, obrigada.

Um ponto interessante de comentar é que, no dia a dia, podem surgir arquivos armazenados em outros lugares. Por exemplo, no mestrado, meu professor achou útil o compartilhamento pelo Google Drive, para mexermos nas alterações da dissertação. Mas, acabando o mestrado, já arquivo no Evernote, porque centralizo aqui. Vou fazendo essas alterações de maneira bem orgânica mesmo, ou seja, sem “agendar” fazer isso de tempos em tempos, mas à medida que sinto necessidade.

Imagem: Theed Hub

Para mim, uma das coisas mais incríveis é essa catalogação que você vai fazendo ao longo da vida dentro de uma ferramenta como o Evernote. O fato de tirar uma foto do quadro branco na sala, salvar ali, e ter essa referência sempre que precisar dela… ou ter feito um mapa mental, tirar foto, guardar ali. Acho isso uma das maiores maravilhas do nosso tempo.

Todos os meus arquivos de estudos são organizados dessa maneira. O que tenho impresso (por exemplo, artigos do mestrado), assim que finalizo já são reutilizados (folha) e depois reciclados. Não mantenho arquivado em papel nada que não precise ficar em formato de papel. E aí tem os livros, claro, que estão organizados por assunto e fazem parte desse arquivo de referência para os meus estudos também.

Se você tiver alguma dúvida a respeito, deixe nos comentários. 😉