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Foi importante trazer este relato para o blog pois eu tenho praticado cada vez mais regularmente Yoga e mostrado no meu Instagram. Isso gera comentários com recomendações que podem não ser as melhores práticas, além de dúvidas comuns. Como no caso do post sobre Ayurveda, acho importante sempre citar que eu sou leiga, iniciante, e estou apenas começando a estudar e implementar. Logo, o que posto aqui é apenas um relato da minha experiência pessoal, não devendo servir como guia para qualquer outra pessoa, sem orientação de especialistas, e nem tenho qualquer pretensão de “explicar” coisas tal como um professor faria.

Eu comecei a praticar Yoga como a maioria das coisas que qualquer pessoa hoje em dia começa a praticar: pesquisando na internet “como começar”. E aqui eu preciso trazer o ponto que considero mais essencial do meu relato, que é o seguinte:

Ao procurar sobre como começar a praticar yoga no Google, você vai se deparar com muitos resultados que te prometem coisas como:

    • 10 dicas para começar a praticar sozinho
    • Yoga em casa: veja como fazer
    • Yoga para emagrecer
    • etc.

E, há vários anos, foi o que eu fiz. Comecei a praticar em casa, sozinha, vendo vídeos, estudando livros etc. E achava que estava indo bem, até começar a ter uma dor muito forte na cervical. Depois de uma série de consultas, exames e tratamentos, a conclusão foi que eu estava praticando errado e forçando meu pescoço, a coluna, enfim.

Por que eu sei disso? Bem, em determinado momento, resolvi buscar uma instrutora de yoga. Eu passei por algumas pessoas e algumas experiências, sempre buscando um lugar onde eu me identificasse mais. Mas o fato é: na primeira aula experimental que você faz com um instrutor, você já vê por que é essencial ter alguém ali te acompanhando. Justamente porque você não tem prática, não adianta você fazer olhando uma pessoa no YouTube ou uma foto na Internet se você não tiver alguém de fora te falando: “não enrijeça o pescoço nessa postura”, “vira mais o pé agora”, “relaxa a lombar”…

Vamos também para um segundo fator que considero fundamental (e que mudou completamente a minha experiência de aprendizado), que foi mudar a perspectiva do que de fato é o Yoga. Yoga é uma prática que nasceu para o humano ter saúde para meditar. Para que o corpo físico esteja sempre bem e tenha longevidade. Então, Yoga não é um “conjunto de posturas” ou “alongamento”, apesar de essas coisas fazerem parte da prática de Yoga. O Yoga é uma prática integral. Envolve não apenas o corpo, mas a mente, o espírito. O termo “yoga” significa “união” – a união de todas essas coisas citadas à grande força maior que rege o universo. Aí você pensa: e o que traz união? Pois é, todas as práticas. E uma dessas práticas são as posturas, a “atividade física”. É a prática superficial, o que geralmente as pessoas vêem primeiro quando procuram por “Yoga”.

O que acontece é que entender o que o Yoga realmente representa pode parecer um estilo de vida completamente fora da realidade para essa correria que a gente vive no Ocidente. Mas, acredite ou não, é possível viver uma rotina mais significativa a partir do momento que você entende que cuidar da saúde é 1) prioridade total e 2) responsabilidade unicamente sua. A ficha muitas vezes cai quando a gente tem um problema ou quando começa a envelhecer. Na medicina oriental, a prevenção e o estilo de vida com foco na saúde integrada são parte essencial da rotina das pessoas – por isso fiquei apaixonada pelo Ayurveda. Ou seja, o que constrói “grandes realizações” não é um evento ou outro pontual que você conquista na vida (apesar de eles serem marcos importantes) – o que muda tudo, constrói sua realidade, é a rotina que você estabelece para todas as áreas da sua vida. Muito “Vida Organizada” para você? Pois é, para mim também! XD

Logo… o que quero dizer com tudo isso é: se você quer aprender Yoga, procure um instituto que pareça bem credenciado e agende uma aula experimental. Você nem precisa se comprometer e pagar, se não quiser. Vá pra conhecer, explorar. Veja se não faz diferença você ter um instrutor ali te orientando e depois me conte.

O problema de praticar sozinho é simplesmente se machucar. E chega uma idade em que a gente não pode mais se dar ao luxo de testar essas peripécias, pois o corpo está mais frágil, especialmente os ossos e articulações.

Um instrutor qualificado vai entender você, o seu tempo, as suas limitações, as suas restrições físicas, vai corrigir o que você estiver fazendo de errado, te orientar mesmo.

Minha experiência atual: depois de ter começado errado (e espero ter conseguido passar essa importante experiência para você!), eu procurei institutos, academias, instrutores, até achar algum que eu realmente gostasse. Essa busca leva tempo (eu levei quatro anos, mas você pode achar de cara, quem sabe?), e pode ser seu “projeto” no momento, se é o que você busca (aprender Yoga). Eu me matriculei em um instituto especializado em Yoga, pois não gostei da experiência de “fazer aula na academia”. Tenho certeza que há exceções, mas nas três que tentei, não gostei. Achei impessoal, um mix de emoções, enfim, rsrsrs, não achei focado no Yoga em si, e sim na atividade física, na “ginástica”, e esse nunca foi o meu foco. Mas talvez seja o seu foco, ou o foco de pessoas mais idosas, enfim.

Quando passar mais tempo de experiência nesse lugar em que estou agora eu prometo compartilhar aqui. Por privacidade, e até por responsabilidade e respeito a cada um dos leitores, eu quero ver durante alguns meses se é tudo isso mesmo que estou achando (porque eu basicamente estou AMANDO), e aí eu compartilho sobre o local e a instrutora com vocês. Combinado? Mas basicamente o que me fez gerar essa identificação foi a instrutora ensinar desde o início de que não se trata de ginástica, que o foco está na meditação, na intenção, na respiração, na concentração… enfim, o negócio tem significado, sabe?

Em paralelo a isso, aí sim eu virei a louca dos livros novamente e estou lendo um montão de materiais, de diversas linhas, até para eu entender o fio condutor disso tudo. Todos os livros de Yoga são livros de consulta, na verdade, que você até aprende, mas demora para apreender, pois precisa praticar para isso acontecer. E a prática leva tempo. O estudo dos livros é apenas complementar, e não o principal.

E claro, vale dizer que Yoga está integrado a uma série de outras questões da minha vida, como o Ayurveda, o veganismo, a meditação, enfim.

Meu pedido final: se você estiver lendo este post, eu peço, por gentileza, que não compartilhe “dicas” de canais no YouTube de Yoga, pois você não sabe que pessoa estará recebendo essa sua dica do outro lado da tela. A pessoa pode se machucar. Você pode saber tudo isso que eu falei, mas a pessoa não. Existem canais muito legais, – e eu mesma agora sim consigo aproveitar melhor esse conteúdo -, mas precisamos ser responsáveis com o que compartilhamos, porque eu sei o que pode acontecer de errado, e meu caso nem foi tão grave. Se alguém compartilhar algo do tipo nos comentários aqui ou em outros canais do Vida Organizada, infelizmente precisarei apagar, tá bem?

Procure um instrutor. Basicamente isso. É o que recomendo se você quiser aprender.

PS: Considere viajar, se não tiver nenhum na sua região e sua vontade for real. É o que eu faria. 😉 Por favor, não me peça para recomendar algo que não faria. É isso.